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Leia atentamente as instruções seguintes 1. Este caderno de teste contém 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira: a. As questões de 1 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; b. As questões de 46 a 90 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias; c. A Proposta de Redação. 2. Não dobre, não amasse, nem rasure a Folha de Respostas. Ela não pode ser substituída. 3. Para cada uma das questões objetivas são apresentadas 5 opções, identificadas pelas letras , , , e . Apenas uma responde corretamente a questão. 4. Na Folha de Respostas marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço da alternativa, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, conforme o exemplo abaixo: Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. Atenção: utilize a Folha de Redação para transcrever sua redação com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 5. O tempo disponível para esta prova será determinado pelo professor aplicador. 6. Reserve os 30 minutos finais para marcar sua Folha de Respostas. Os rascunhos e as marcações assinaladas neste caderno não serão considerados na avaliação. 7. Quando terminar a prova, devolva a Folha de Respostas e a Folha de Redação para o aplicador. 8. Você será excluído do exame caso: a. utilize, durante a realização da prova, máquinas e/ou relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones , telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; b. se ausente da sala de provas levando consigo o caderno de questões e/ou a Folha de Respostas antes do prazo estabelecido; c. aja com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas; d. se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma. SIMULADO DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO A B C D E PROVA DE REDAÇÃO E DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Atenção: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas às questões relativas a uma das línguas estrangeiras, inglês ou espanhol. A B C D E SIMULADO DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Leia atentamente as instruções seguintes 1. Este caderno de teste contém 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira: a. questões de número 01 a 45, relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; b. Proposta de Redação; c. questões de número 46 a 90, relativas à área de Ciência Humanas e suas Tecnologias. Atenção: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas às questões relativas a uma das línguas estrangeiras, inglês ou espanhol. 2. Não dobre, não amasse, nem rasure a Folha de Respostas. Ela não pode ser substituída. 3. Para cada uma das questões objetivas são apresentadas 5 opções, identificadas pelas letras , , , e . Apenas uma responde corretamente à questão. 4. Na Folha de Respostas marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço da alternativa, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, conforme o exemplo abaixo: Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. Atenção: utilize a Folha de Redação para transcrever sua redação com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 5. O tempo disponível para esta prova será determinado pelo professor aplicador. 6. Reserve os 30 minutos finais para marcar sua Folha de Respostas. Os rascunhos e as marcações assinaladas neste caderno não serão considerados na avaliação. 7. Quando terminar a prova, devolva a Folha de Respostas e a Folha de Redação para o aplicador. 8. Você será excluído do exame caso: a. utilize, durante a realização da prova, máquinas e/ou relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; b. se ausente da sala de provas levando consigo o caderno de questões e/ou a Folha de Respostas antes do prazo estabelecido; c. aja com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas; d. se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma. A B C D E A B C D E FOLHA DE RESPOSTAS – Prova Brasil A B C D O1 O2 O3 O4 O5 O6 O7 O8 O9 1O 11 12 13 14 15 A B C D 24 25 26 27 28 29 3O 16 17 18 19 2O 21 22 23 Nome: Turma: Número: LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 2 Questões de 1 a 5 (opção Inglês) QUESTÃO 01 ····························································································· Disponível em: <http://www.glasbergen.com/>. Acesso em: 12 abr. 2017. De acordo com o cartum acima, os pais A estão enviando uma mensagem ao filho que está viajando. B sentem saudades do filho que está distante. C mandam uma mensagem ao filho que está no andar superior. D desejam encontrar o filho o mais rápido possível. E estão ansiosos pelo retorno do filho para casa. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias PÁG. 3 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 02 ····························································································· Disponível em: <https://campaignsoftheworld.com/print/like-girl-birth-celebrates-birth-of-every-girl-child/>. Acesso em: 1 abr. 2017. O objetivo do cartaz acima é A conscientizar as pessoas do problema do aborto baseado no sexo do bebê. B alertar as pessoas sobre o problema da gravidez na adolescência. C estimular o aumento da taxa de natalidade em países asiáticos. D garantir o direito à educação de pessoas do sexo feminino. E apoiar as mães com filhos pequenos que desejam entrar no mercado de trabalho. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 4 QUESTÃO 04 ··································· The Other Easter Eggs: Coded Messages and Hidden Treats The term Easter egg started popping up in the 16th and 17th centuries. Its original meaning re- fers to a hollowed-out or hard-boiled egg, dyed or painted for decoration. It can also refer to an egg-shaped item, such as a receptacle or choco- late, given as an Easter-time gift. In the 1980s, however, the term Easter egg took on an additio- nal meaning—a sense that gave the term meaning all year long. This sense springs from the realm of digital technology and means “an extra feature, as a message or video, hidden in a software pro- gram, computer game, DVD, etc., and revealed as by an obscure sequence of keystrokes, clicks, or actions.” Disponível em: <http://blog.dictionary.com/easter-egg/>. Acesso em: 13 abr. 2017. De acordo com o texto acima, qual o significado ad- quirido pela expressão “Easter egg”, a partir da déca- da de 1980? A Ovo vazio tingido utilizado para a decoração. B Ovo de chocolate oferecido como presente na Páscoa. C Ovo cozido pintado à mão pelas crianças. D Brinquedos encontrados dentro de ovos de choco- late. E Segredos escondidos em programas, sites ou jo- gos eletrônicos. QUESTÃO 03 ··································· Tips for eating healthy If switching to a healthy diet were easy, everyone would do it. So what should you do if you’re having a hard time choosing the right foods and sticking to a healthful eating pattern? “Small changes over time result in big payoffs,” Nessel says. That means setting small, attainable goals each day that will translate into long-term results. Here are some of her tips: • Stay hydrated. This will help you reduce cra- vings and feel fuller. • Don’t skip meals. Eat at about the same time each day, if youcan. • Get active. Just increasing activity a little bit may create a mindset to eat better too. • Preplan around cravings. If you always get hungry for salt at 3 p.m. or sugar after din- ner, have a healthier alternative ready to go. • Forgive yourself when you slip up. Beating yourself up after a slip-up tends to unravel all of your goals; picking back up as though you didn’t make a misstep is a better option. Keep in mind that good choices, like eating a healthy diet, happen one at a time. A few small changes in the right direction can help improve your life now, and they may fatten your wallet too. Disponível em: <https://www.nerdwallet.com/blog/health/ benefits-of-eating-healthy/>. Acesso em: 12 abr. 2017. O texto acima dá dicas para se ter uma alimentação saudável. A partir da sua leitura, é correto afirmar que A não se deve deixar de fazer nenhuma das refei- ções diárias. B o aumento intenso de atividade física fará a pes- soa se alimentar melhor. C mudanças alimentares bruscas são melhores para se conseguir resultado a longo prazo. D frutas e legumes orgânicos são as opções alimen- tares mais saudáveis. E escolhas alimentares mais saudáveis são melhores para a saúde, mas têm um custo mais elevado. PÁG. 5 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 05 ····························································································· Disponível em: <http://natively-speaking-comics.blogspot.com.br/2014_03_01_archive.html>. Acesso em: 12 abr. 2017. De acordo com a tirinha acima, Calvin A gostaria de ter ido viajar de avião. B adora fazer longas viagens de carro. C quer chegar rapidamente ao local onde passarão as férias. D quer saber para onde estão indo passar as férias. E está indo para uma cidade que fica no mesmo estado onde mora. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 6 QUESTÃO 01 ··································· De acordo com o texto, o objetivo do projeto de Pan- tallas Amigas é A evitar a evasão escolar de alunos que sofrem agressões físicas e psicológicas em ambiente es- colar. B registrar, por meio de uma enquete, o número de crianças que são excluídas por colegas. C apoiar jovens que sofrem com o cyberbullying, de- nunciando ao conselho de educação de Madri. D informar alunos sobre o cyberbullying, ajudando a protegê-los de atitudes violentas no meio tec- nológico. E conscientizar alunos que praticam bullying dentro da escola, dando apoio psicológico. QUESTÃO 02 ··································· “La principal característica de este programa es que son alumnos voluntarios de la ESO quienes dan for- mación a sus compañeros de menor edad para que puedan protegerse del ciberacoso”. No final do pri- meiro parágrafo do texto, a palavra destacada “quie- nes”, se refere a A riesgos. B compañeros. C ciberacoso. D protegerse. E alumnos. Questões de 1 a 5 (opção Espanhol) Leia o texto a seguir para responder às questões 1 e 2. El fenómeno no es nuevo. Quien más quien menos ha tenido que enfrentarse a un matón de patio de colegio. Evitar al malote que robaba bo- cadillos, correr a casa para eludir las collejas, o ser el blanco de las burlas de los más crueles de clase. Quien lo sufre, por muchos años que pa- sen, no lo olvida jamás. La vergüenza, el miedo y la soledad quedan grabadas aunque no se hable de ellas. El acoso escolar, que de vez en cuando salta a los medios de comunicación, siempre ha estado ahí. Pero la llegada de las nuevas tecnolo- gías y el acceso temprano de los menores a ellas ha añadido otro elemento de riesgo con el que los expertos no contaban hasta hace pocos años. A la brecha generacional se le suma una brecha di- gital que impide que los padres puedan seguir -y por lo tanto asesorar y ayudar- a los hijos. Los estudios demuestran que los casos de acoso sal- tan de las escuelas a las redes sociales, trascen- diendo el mundo físico y ampliando de esta forma el padecimiento de quien los sufre. Por eso son tan necesarias iniciativas como Cibermentores, un proyecto que han puesto en marcha Pantallas Amigas en colaboración con la consejería de Edu- cación de la Comunidad de Madrid y Vodafone. La principal característica de este programa es que son alumnos voluntarios de la ESO quienes dan formación a sus compañeros de menor edad para que puedan protegerse del ciberacoso. Un estudio publicado por UNESCO el año pa- sado confirmó que el acoso escolar es un proble- ma global. Alrededor de un 34% de los menores entre 11 y 13 años aseguraba haberlo sufrido en los 30 días anteriores a la encuesta, mientras que un 8% lo padecía a diario. En España, según el ministerio de Educación, el acoso escolar alcan- za al 4% del alumnado. Las cifras, sin embargo, no siempre muestran la verdadera dimensión del problema, puesto que en muchos casos las vícti- mas no revelan a nadie lo que están viviendo y ni los centros ni los padres pueden detectarlo con facilidad. Si nos vamos a los datos referentes al mundo digital, el 50% de los adolescentes afirman haber sido acosados en alguna ocasión a través de redes sociales. Disponível em: <http://one.elpais.com/cibermentores- adolescentes-se-implican-la-lucha-ciberacoso/>. Acesso: 07 abr. 2017. PÁG. 7 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 03 ····························································································· Disponível em: <https://www.marketingdirecto.com/marketing-general/publicidad/40-anuncios-de-alimentos-con-los-que-se-te-hara-la- boca-agua>. Acesso em: 30 mar. 2017. McCormick é uma empresa dedicada à indústria de alimentos e bebidas. Propagandas na área alimentícia têm o intuito de conquistar o paladar do cliente. No entanto, não basta apresentar uma fotografia apetitosa, mas ir além e se aproximar do consumidor. Para isso, a empresa utiliza uma estratégia linguística que A trata o leitor de maneira informal, utilizando a segunda pessoa do singular como tratamento. B é equivocada, pelo uso da expressão “más buena”, fora da variedade padrão da língua. C provoca humor ao interlocutor, pela posição e atitude do alimento na imagem. D sugere uma possibilidade futura, usando verbos no subjuntivo. E identifica o alimento como alguém que fará companhia ao consumidor. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 8 QUESTÃO 04 ····························································································· Disponível em: <http://www.gocomics.com/calvinandhobbesespanol/2017/04/05>. Acesso em: 14 abr. 2017. Nas passagens dos quadrinhos, Calvin usa o termo “quizás”. Esse vocábulo usado pelo personagem indica A persuasão. B possibilidade. C condição. D afirmação. E negação. PÁG. 9 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Frida Kahlo foi uma importante pintora mexicana do século XX. Um dos quadros mais famosos de Frida, Las dos Fridas, de 1939, revela A os autorretratos que constituem o centro da obra da pintora e discute, acima de tudo, a questão da identidade. B a sua sexualidade, principalmente, através de ex- pressões de ciúmes e de raiva diante da infideli- dade de Diego Rivera. C a superação do sofrimento e da dor, tanto física, quanto emocional, de Frida Kahlo. D a Frida da esquerda com um coração intacto, cheio, e que bomba sangue. Já a da direita, inca- paz de deter a hemorragia de seu coração. E o sentimento de estar aos pedaços por seu desejo frustrado de ser mãe. QUESTÃO 05 ··································· Observe os dois textos para responder à pergunta. TEXTO I Disponível em: <https://livreopiniaoportal.files.wordpress. com/2017/02/as-duas-fridas-1939.jpg>. Acesso em: 14 abr. 2017. TEXTO II Las pinturas de Kahlo han trascendido por el significado guardado en ellas y la proyección cla- ra de su concepto pues la mayoría expresan una parte de su vida, misma que se hizo pública en su momento. Sin duda cada obra posee hoy por hoy un valor propio sin embargo, un cuadro que ha sido analizadoen diferentes libros y artículos es el de Las dos Fridas, esto se debe a la mani- festación de un momento significativo en la vida de la autora en el retrato: su divorcio con Diego Rivera. La maestra Frida, como la llamaban sus alumnos, siempre dijo: “yo no pinto sueños…pinto mi realidad”. Así, este cuadro recoge el pesar de una etapa complicada en la trayectoria personal de la autora. Esta pieza fue realizada en 1939 en óleo so- bre tela, tiene una medida de 173x 173 cm. y se encontraba resguardada por la artista en su casa de Coyoacán. En ella aparecen dos Fridas senta- das en una banca verde con unas nubes grises de fondo. La contrariedad de cada mujer en el cua- dro es lo que ha causado varias interpretaciones; pues una de ellas está vestida con un conjunto colorido y representativo de la cultura mexicana, mientras la otra porta un atuendo blanco y de tipo conservador. Disponível em: <http://sandraletrasconstruyendo.blogspot.com. br/2011/12/pintura-las-dos-fridas.html>. Acesso em: 14 abr. 2017. (Adaptado). LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 10 QUESTÃO 06 ···························································································· Texto I Disponível em: <http://portal.metodista.br/reportagens-especiais/reportagens/2014/copy_of_politica-pela-arte>. Acesso em: 12 abr. 2017. Texto II Pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para analisar o impacto da campanha de esclarecimento realizada para as eleições deste ano, mostra que a memória política do brasileiro continua curta. Principal- mente, para os cargos de deputado estadual, em que 23% dos entrevistados afirmaram não se lembrar em quem votaram em outubro. Em segundo lugar do ranking do esquecimento estão os votos dados aos deputados federais, com 21,7%. No caso de senador, a falta de memória do eleitor ficou em 20,6% dos entrevistados. O levantamento entrevistou duas mil pessoas entre os dias 3 e 7 de novembro, nas cinco regiões do país, em 136 municípios, selecionados aleatoriamente por sorteio. Os entrevistados têm entre 16 e 70 anos, com escolaridade que varia entre a 4ª série e o ensino superior completo. A maior parte, 32%, declarou ter cur- sado ensino médio. [...] Disponível em: <http://www.jb.com.br/pais-2/noticias/2010/11/30/cerca-de-20-dos-eleitores-ja-esqueceram-em-quem-votaram/>. Acesso em: 10 abr. 2017. (Adaptado) Os textos em circulação podem tratar do mesmo tema, porém com outro formato ou por meio de outras lingua- gens. Para abordarem o tema da memória política do brasileiro A a reportagem apresenta uma visão oposta àquela mostrada na charge, uma vez que é provado, por meio de dados estatísticos, que o brasileiro tem consciência política. B a charge utiliza-se da ironia, a fim de criticar a postura do brasileiro frente à importância do voto, enquanto a reportagem apresenta dados que comprovam essa característica do eleitor no país. C enquanto a reportagem aponta uma visão positiva da postura do brasileiro quanto ao seu voto, a charge cri- tica, por meio da ironia, a falta de participação política, pós-eleições. D na charge, utiliza-se o sentido figurado para a palavra “ressaca”, a fim de mostrar o esquecimento do bra- sileiro frente ao seu voto, assim como a reportagem, que descreve o arrependimento do eleitor quanto aos candidatos. E os dois textos tratam de modo irônico o esquecimento político do brasileiro com relação ao voto em seus candidatos, bem como a falta de envolvimento nas questões sociais do país. PÁG. 11 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 07 ··································· Tem acontecido com bastante frequência. A pessoa está sozinha na mesa do restaurante e o garçom traz o prato pedido. Antes de matar a fome, ela saca o celular, estica o braço e abre o sorriso superlotado de dentes. Faz a selfie, esco- lhe a foto e manda para as redes sociais. Só de- pois é que lembra que havia uma refeição à espe- ra. Nunca, na história da humanidade, os pratos foram saboreados tão mornos. A selfie viralizou. Em qualquer lugar, quando você menos espera, algum amigo manda todo mundo se juntar, joga a mão lá longe e sapeca a foto. Para quem se atreve a enfrentar sozinho o desafio de uma mesa de bar ou restaurante, a autofoto cumpre a função de colocar o solitário no meio de uma multidão de amigos. Ou seguidores, conforme a rede escolhida. Particularmente, eu gosto muito de espiar quem tira foto sozinho. Analiso o cenário, adivinho o que a figura quer exibir e, por fim, concentro-me no sorriso. O sorriso da selfie é uma categoria à parte no mundo da alegria explicitada. Não é es- pontâneo, como a risada escancarada de felicida- de. Mas também não pode ser amarelo, frouxo, um quase pedido de desculpa por estar ali, estre- lando aquela foto. O sorriso da selfie é uma mescla de autocon- fiança com vontade de dividir bons momentos com os amigos. Leva um toque sutil de arrogância (“Quem disse que eu não viria?”) e uma camada bem servida de exibicionismo (“Sim, sou eu mes- mo neste restaurante caríssimo”). Ficaram para trás as frases de cartão-postal, do tipo “Você ado- raria estar aqui”. Não, o combinado é justamente você não estar aqui, para não estragar a selfie perfeita. [...] Disponível em: <http://vejasp.abril.com.br/cidades/cronica- mario-viana-antes-so/>. Acesso em: 17 mar. 2017. O autor da crônica analisa a postura das pessoas quanto à prática de tirar fotos em todos os momentos, com a intenção de exibi-las nas redes sociais. Segun- do o cronista, essas fotos A podem eternizar momentos únicos, já que retra- tam as atividades corriqueiras e naturais do coti- diano. B auxiliam na interação social entre os grupos de amigos, além de aumentar progressivamente o número de seguidores. C retratam a cultura narcisista da sociedade, pois as fotos podem ser eternizadas como exemplos de beleza. D ilustram um sentimento superficial e individualista, tendo em vista a necessidade de transmitir uma boa impressão nas redes sociais. E possibilitam que os usuários das redes avaliem o círculo de amizades, com base nos lugares fre- quentados, mostrados nas imagens. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 12 QUESTÃO 08 ····························································································· Disponível em: <http://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br/files/2013/01/Ad%C3%A3o-tipo1.jpg>. Acesso em: 30 mar. 2017. As gírias são expressões linguísticas utilizadas por um grupo de falantes, principalmente jovens, para diferenciar sua fala dos adultos. A tirinha apresenta uma palavra que já se tornou comum entre os usuários da língua por- tuguesa. No contexto, ela indica A formalidade na fala do personagem, que utiliza a palavra repetidas vezes. B insegurança ao utilizar uma variedade não culta da língua portuguesa. C inadequação linguística, pois o falante utiliza de modo incoerente, a língua. D mudança linguística, já que denota um significado oposto do dicionário. E marcador de fala, que indica reforço das informações apresentadas. QUESTÃO 09 ····························································································· Disponível em: <http://sosvip.blogspot.com.br/2010/07/as-melhores-campanhas-de.html>. Acesso em: 30 abr. 2017. As campanhas de conscientização, com a finalidade de provocar no leitor mudança de comportamento, valem-se de diversos recursos expressivos, linguísticos e não verbais. Nessa campanha de combate à violência contra a mulher, utilizou-se A um apelo, por meio do texto não verbal, às denúncias de violência contra a mulher, em casos de abuso verbal. B uma caracterização sobre os diferentes abusos sofridos pela mulher, a fim de informar a sociedade sobre a violência. C a associação entre imagem e texto verbal, a fim de comparar os danos do abuso verbal aos da violência física. D o reforço, por meio da construção da imagem do homem, das consequências sentidas pela mulher que sofre abuso sexual.E a sobreposição do texto verbal à imagem, a fim de mostrar que a violência física é mais agressiva do que a verbal. PÁG. 13 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 10 ····························································································· Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. Marina Colasanti A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer san- duíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. [...] Disponível em: <http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp>. Acesso em 12 abr. 2017. Na crônica, a narradora faz uma reflexão sobre o olhar indiferente da sociedade perante os fatos simples e corri- queiros da vida. Para garantir mais dinamicidade à enumeração de situações que são vivenciadas no cotidiano, utilizou-se/utilizaram-se A a adjetivação de comportamentos a serem descritos e criticados pelo narrador do texto. B o duplo sentido das palavras que denotam as situações cotidianas, a fim de mostrar a incoerência social. C a omissão da oração “a gente se acostuma”, recurso conhecido como elipse, em todos os períodos do 2º parágrafo. D o uso de verbos conjugados no presente do indicativo, para ilustrar ações vivenciadas, com frequência, no cotidiano. E os substantivos concretos que ilustram comportamentos abandonados pela sociedade e que são ressaltados pela narradora. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 14 QUESTÃO 11 ····························································································· Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/charges/jose-aguiar/?offset=18>. Acesso em: 20 abr. 2017. Na tirinha, os recursos não verbais reforçam o ponto de vista do autor sobre a mobilidade urbana, que diz respeito A à possibilidade de locomover-se com tranquilidade, mesmo diante do número de carros presentes nos centros urbanos. B ao individualismo presente nas cidades, motivado pela falta de possibilidades de interação social. C à alienação do cidadão, que não percebe os problemas sociais presentes na cidade. D à falta de espaço para locomoção e interação, causada pela quantidade exagerada de carros na cidade. E à cooperação social nos centros urbanos, tendo em vista a necessidade de interação entre os cidadãos. PÁG. 15 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 12 ··································· Violões que choram Cruz e Sousa Ah! plangentes violões dormentes, mornos, Soluços ao luar, choros ao vento... Tristes perfis, os mais vagos contornos, Bocas murmurejantes de lamento. Noites de além, remotas, que eu recordo, Noites da solidão, noites remotas Que nos azuis da fantasia bordo, Vou constelando de visões ignotas. Sutis palpitações à luz da lua. Anseio dos momentos mais saudosos, Quando lá choram na deserta rua As cordas vivas dos violões chorosos. Quando os sons dos violões vão soluçando, Quando os sons dos violões nas cordas gemem, E vão dilacerando e deliciando, Rasgando as almas que nas sombras tremem. Harmonias que pungem, que laceram, Dedos nervosos e ágeis que percorrem Cordas e um mundo de dolências geram, Gemidos, prantos, que no espaço morrem... [...] Disponível em :< http://brasilescola.uol.com.br/biografia/joao- cruz-sousa.htm>. Acesso em: 12 abr. de 2017. O poeta Cruz e Sousa (1861-1898) é um represen- tante do movimento literário do simbolismo. Quan- to à construção e ao sentido do respectivo poema, depreende-se corretamente que A dois quartetos e dois tercetos são utilizados com a finalidade de transmitir uma imagem objetiva. B nas quadras, estrofes com quatro versos, são uti- lizadas figuras de linguagem que sugerem a sono- ridade dos violões. C nos tercetos, estrofes com três versos, concen- tram-se a alusão a ideias do mundo real. D nos quintetos, estrofes com cinco versos, encontra- -se a temática de um amor não correspondido. E nas sextilhas, estrofes com seis versos, delimi- tam-se as ideias e os valores morais do eu-lírico. QUESTÃO 13 ··································· A vida em condomínio e seus problemas corri- queiros, como cachorros latindo, crianças gritan- do, vizinhos fumando e a colocação de câmeras de segurança, levantam uma série de questões de fundo sobre dois direitos fundamentais na vida moderna: o direito de propriedade e o direito à pri- vacidade. Ambos são previstos pela Constituição brasileira, mas não são ilimitados. Encontrar os limites entre direitos de vizinhos ou à intervenção da coletividade na vida privada é um exercício complexo e a melhor solução para os barracos na vizinhança nem sempre é o Poder Judiciário, mas o bom senso. [...] Nem sempre a conversa resolve, porém. Para os casos de moradores indisciplinados, que não respeitam os pedidos da vizinhança, as advertên- cias da administração e mesmo as multas aplica- das, o Código Civil traz as duas previsões mais contundentes do direito brasileiro. O artigo 1336 prevê que uma assembleia específica poderá ser convocada para compelir o morador “acintoso” a pagar uma multa de até cinco cotas condominiais. Se não adiantar, o artigo 1337 autoriza a convo- cação de uma assembleia para enquadrá-lo como “condômino antissocial” e obrigá-lo a pagar uma multa de até 10 cotas condominiais. [...] Se, ainda assim, o barraqueiro não se emen- dar e continuar desrespeitando as regras de condomínio de forma grave, colocando em risco a incolumidade dos moradores, a segurança pa- trimonial ou a segurança dos vizinhos, o Judici- ário pode obrigar o condômino a se afastar do convívio condominial, proibindo-o de acessar o condomínio, mas não a perder a propriedade. O condenado poderia ainda alugar ou ceder o apar- tamento. “Em países como Itália e Alemanha, o condômino pode vir a perder propriedade sem in- denização, mas isso não ocorre no Brasil”, lembra Marques. Disponível em: https://bit.ly/2E2ggIF. Acesso em: 01 abr. 2017. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 16 A linguagem utilizada em determinados textos é ade- quada de acordo com o grau de formalidade que o contexto exige. A reportagem anterior aborda um as- sunto sério e foi publicada em um jornal de grande circulação, no entanto, a expressão que se distancia da formalidade adequada a essa situação é A “...as advertências da administração...”, pois são expressões pouco usadas em textos jornalísticos. B “...intervenção da coletividade...”, pela repetição de ideias, característica de situações de fala. C “...a incolumidade dos moradores...”, pelo uso de um termo típico de textos jurídicos, e não de re- portagens. D “...o barraqueiro não se emendar...”, por apresen- tar uma gíria, utilizada em contextos sociais de informalidade. E “...segurança patrimonial...”, dada a falta de clare- za da expressão, que permite duplo sentido. Leia a crônica para responder às questões 14 e 15. Tentando escrever uma crônica em 2017 A tecnologia avança para facilitar a nossa vida e nos trazer mais confor/ Pliiiim! Whapp Guga: “Queridón, esqueci o carregador do iPhone aí na sua casa, você pode deixar na portaria?”/ Whapp Eu: “Claro. É carregador novo ou velho?” Nem 25 anos atrás, se você quisesse falar com um amigo, precisava fazer uma ligação te- lefônica ou escrever uma carta./ Tchurrrrl! Face- book inbox Arthur: “Fala primoblz é o Arthur filho da Lucia prima da sua mae de Guararema entao a minha mae disse que voce mora perto do centro e semana que vem a minha namorada vai tah ai em SP p/ um trampo no centro e queria saber se rola dela ficar tipo uma semana na sua casa de boa ah ela tem um gato abraxxxx primooo!” Era preciso comprar envelope, selo, ir ao correio, esperar na fila: dá preguiça só de pens/ Pliiiiim! Whapp Guga: “Carregador novinho, ti- nha comprado ontem mesmo, saco!”/ Whapp Eu: “Não, xaropão! É carregador de iPhone novo, de plugue fino, ou velho, de plugue largo? Minha casa é um cemitério de carregadores”/...só de pensar. E as linhas cruzadas? As ligações recebidas por engano?/ Zuooom! SMS: “Vai pra folia? Clique no link abaixo e use o cupom CARNA99 de R$ 15,00 de desconto!”/ Whapp Eu: “Amor, um primo de terceiro grau pediu pra hospedar a namorada em casa. Uma semana. Eu mal conheço o cara, a gente tem filho pequeno, tudo bem falar que não rola, né? (Ela tem um gato). Segunda coisa: o Guga esqueceu o carregador aqui. Você viu?” A tecnologia nos libertou destas pequenas chatices da vida cotidiana. Outra revolução tec- nológica foi o acesso à informação. Na década de 90, ainda dependíamos das enciclopédias, dos al- manaques que folheávamos ávidos por detalhes tão triviais quanto/ Pliiiim! Whapp Guga: “Ah, é o velho, o toletão! Sou pobre, mano! Hahaha!”/... detalhes tão triviais quanto a capital de um país ou a data de nascimento de uma figura histórica/ Pliiiim! Whapp Amor: “Namoprima: não! Carrega- dor: sim. Vi de manhã perto da torradeira.” [...] Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ antonioprata/2017/03/1863720-tentando-escrever-uma- cronica-em-2017.shtml>. Acesso em: 12 abr. 2017. QUESTÃO 14 ··································· A tecnologia trouxe mudanças significativas na socie- dade, como a facilidade de comunicação e o acesso à informação. Porém, de acordo com a descrição feita na crônica, essas inovações tecnológicas A impedem a interação rápida, dada a dificuldade em concentrar-se em apenas uma forma de co- municação na internet. B facilitam o cumprimento das tarefas cotidianas, já que elas proporcionam praticidade e concentra- ção do usuário. C ilustram as necessidades do homem contemporâ- neo, que realiza inúmeras atividades ao mesmo tempo. D motivam a busca pelo conhecimento e informa- ções rápidas, pela facilidade em acessá-los e utilizá-los de maneira reflexiva. E atrapalham a execução das atividades, vista a quantidade de recursos comunicativos, que soli- citam a atenção a todo o momento. PÁG. 17 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 15 ····························································································· No contexto da internet, é comum utilizar certas variedades linguísticas próprias desse meio de comunicação. Na crônica, em diversas passagens, são ilustradas algumas características dessa linguagem, que são de natureza A morfológica, dado que as palavras desempenham funções distintas nas redes sociais. B fonética e ortográfica, pois a escrita utilizada na internet assemelha-se à fala. C sintática, tendo em vista a posição dos termos que compõem as orações e a falta de pontuação. D semântica, uma vez que as expressões empregadas na internet ganham sentido diferente daqueles usados em outros contextos. E argumentativa, pelas intenções de posicionar-se acerca dos temas sociais que são veiculados nas redes. QUESTÃO 16 ····························································································· Disponível em: <http://www.sul21.com.br/jornal/latuff-e-a-reducao-da-maioridade-penal/>. Acesso em: 12 abr. 2017. As charges apresentam críticas acerca de problemas sociais e políticos presentes na sociedade. A opinião ex- pressa nesse texto acima diz respeito A à postura punitiva do Estado brasileiro com a criança e com o adolescente, ao invés de proporcionar direitos básicos à população dessa faixa etária. B ao incentivo do governo à prática de crimes e delitos às crianças e jovens de condições socioeconômicas desfavoráveis. C à falta de comprometimento da família com o futuro das crianças, que são presas injustamente por crimes cometidos na infância. D ao acesso restrito à Saúde e à Educação a crianças e jovens, independentemente da classe social. E ao preconceito social com crianças que cometem crimes e, por isso, não merecem acesso à Educação e à Saúde no Brasil. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 18 Observe a campanha “Recicle Certo” e responda às questões 17 e 18. Disponível em: <http://www.pucpr.br/receptor.php?ref=1&id=2013-02-20_43278>. Acesso em: 12 abr. 2017. QUESTÃO 17 ····························································································· No texto trazido pela campanha “Ou seu lixo vai para o local correto, ou ele volta para te assustar”, a relação de sentido estabelecida pela conjunção “ou...ou...” é de A adversidade, pois o lixo voltar para assustar é um fato oposto ao do descarte de lixo em local adequado. B consequência, por mostrar os resultados negativos do descarte inadequado do lixo. C conclusão, visto que se conclui que o descarte incorreto do lixo acarreta prejuízos sociais. D exclusão, já que o descarte do lixo em local correto elimina o evento explicitado na oração posterior. E adição, tendo em vista que a segunda oração apresenta acréscimo de ideias à primeira. QUESTÃO 18 ····························································································· Na campanha sobre o lixo, a fim de convencer o leitor a mudar seu comportamento com relação ao descarte de objetos plásticos, adotou-se/adotaram-se como estratégia A as orientações sobre onde descartar o lixo de qualquer natureza corretamente. B o apelo à diminuição do consumo exagerado, que provoca o acúmulo de embalagens plásticas. C a caracterização do perfil do cidadão que descarta o lixo em locais inadequados. D as consequências do descarte de embalagens plásticas e de papel nos grandes centros urbanos. E o temor de um local assombrado pela sujeira, cuja responsabilidade é do próprio cidadão. PÁG. 19 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 19 ····························································································· Quando soubemos que nosso primeiro filho começaria a ter contato com a alfabetização aos quatro anos — ele é de junho, portanto, um dos menores da turma—, tomamos um susto grande. Nossa primeira insegurança, seguida de muitas outras, foi: mas ele ainda nem consegue firmar o lápis na mãozinha, como já vai aprender a ler e a escrever? Por ter passado por isso, acho que entendo bem o receio que alguns especialistas manifestaram sobre a proposta do governo de antecipar a alfabetização. [...] Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ericafraga/2017/04/1874828-o-que-faz-de-uma-crianca-um-pequeno-leitor.shtml>. Acesso em: 12 abr. 2017. O travessão, utilizado também para indicar a fala de um personagem em textos narrativos, serve como um sinal de pontuação. No primeiro parágrafo do texto, foram utilizados travessões para indicar A comentário crítico sobre a alfabetização precoce. B descrição sobre alfabetização nas escolas do país. C causa do espanto sobre a alfabetização precoce. D avaliação da autora sobre a escolaridade das crianças. E uma constatação acerca da alfabetização no país. QUESTÃO 20 ····························································································· Disponível em: <http://img.estadao.com.br/resources/jpg/3/9/1491505230793.jpg>. Acesso em: 12 abr. 2017. As variedades linguísticas apresentam-se em diversas situações de comunicação, quanto às particularidades de cada falante. Na tirinha, Chico Bento utiliza uma linguagem baseada A na fala típica dos adolescentes, que utilizam a língua de modo distante da formalidade. B em seu grau de escolaridade, já queo menino mostra não cursar a série adequada a sua idade. C na norma culta, que exige que se sigam as regras gramaticais, em contextos de formalidade. D no dialeto caipira, pois sua fala é marcada por aspectos fonéticos típicos dessa variedade. E em situações informais, uma vez que não exigem o uso de convenções gramaticais. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 20 QUESTÃO 21 ····························································································· Disponível em: <https://blogdonikel.wordpress.com/category/sociologia/>. Acesso em: 12 abr. 2017. O principal objetivo da charge é proporcionar reflexão e fazer uma crítica sobre determinados temas sociais que se destacam nos meios de comunicação. Nessa charge, o autor utilizou como recurso argumentativo o texto não verbal, com o objetivo de A mostrar que as políticas públicas das escolas garantem acesso à universidade, diferentemente do vestibular. B ressaltar o fracasso da escola pública em auxiliar os jovens a ingressarem na Universidade. C comparar o ensino das escolas públicas com o da rede particular, quanto às facilidades de ingresso à Uni- versidade. D evidenciar a falta de preocupação do governo com a qualidade do ensino das escolas públicas e nas Univer- sidades. E criticar o vestibular, método usado no país para o ingresso de jovens nas Universidades. QUESTÃO 22 ····························································································· Disponível em: <http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/17073317.jpeg>. Acesso em: 31 mar. 2017. A tirinha traz a questão da misoginia, repulsa e ódio contra as mulheres. Além de o texto apresentar essa crítica, há outra que se sobressai. Ela diz respeito A ao movimento feminista, que luta por causas relevantes na sociedade. B ao espírito coletivo presente na sociedade, que luta pela igualdade. C à falta de envolvimento da população com as questões sociais. D à desmoralização da mulher frente aos ideais machistas. E ao descompromisso das mulheres com a luta por seus direitos. PÁG. 21 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 23 ··································· O primo Basílio [...] E Luísa suspirava, beijava aquele papel. Sentia aumentar a estima por si mesma, era como se entrasse uma existência superior, mais interes- sante, na qual cada hora tinha seu encanto, cada passo conduzia um êxtase, e a alma se envolvia em sensações! [...] Ela agora tinha um amante! E imóvel, no meio do quarto, com o olhar fixo, repetia: “Tenho um amante!”. [...] No entanto, a lembrança de Jorge também não a deixava. Não a assustava nem torturava. Mas estava sempre ali, presente. Era como se ti- vesse morrido. Ela mesma se espantava por estar tão tranquila. [...] Não era a primeira mulher que enganava o marido. E muitas faziam apenas por vício. Ela não, foi por paixão. QUEIRÓS, Eça de. O primo Basílio. São Paulo: Zero Hora Editora, 1998. O Primo Basílio é um romance português pertencente ao Realismo. As características dessa escola literária podem ser notadas na obra através de personagens A que simbolizam a supervalorização das emoções pessoais e a fuga da realidade. B que retomam os valores clássicos de beleza e perfeição, e amor platônico. C contraditórios que denunciavam o conflito entre razão e fé, muito presente na época em que o ro- mance foi escrito. D que apresentam imperfeições típicas da condição humana e que denunciam uma sociedade deca- dente com todas as suas mazelas. E que buscam um ideal de liberdade, inspirados pe- los ideais propostos pela Revolução Francesa. QUESTÃO 24 ··································· O Google prometeu nesta terça-feira (21) po- liciar melhor seus sites ao elevar o número de funcionários e revisar suas políticas após vá- rios grandes anunciantes boicotarem a gigante de tecnologia por suas campanhas publicitárias apa- recerem em vídeos ofensivos — com mensagens homofóbicas e antissemitas. Nos últimos dias, bancos e grupos de varejo retiraram seus anúncios do YouTube, por exem- plo. Entre os anunciantes que se retiraram das plataformas publicitárias estão o braço britânico da agência de publicidade Havas - que representa anunciantes como Hyundai e Domino’s Pizza-, o jornal “The Guardian”, a rede de televisão BBC e o próprio governo do Reino Unido. Na sexta-feira (17), o Google começou a revi- sar o problema. A gigante se desculpou na segun- da-feira (20) e disse que reformulou as políticas para dar aos anunciantes um maior controle sobre as campanhas. A empresa, que teve dificuldades para monito- rar as 400 horas de vídeos enviados ao YouTube a cada minuto, afirmou que vai contratar número significativo de novos funcionários e acelerar o processo de remoção de anúncios de conteúdo ofensivo que ataque pessoas com base em sua cor, religião ou gênero. “Nós acreditamos que a combinação dessas novas políticas e controles vai reforçar significati- vamente nossa capacidade para ajudar os anun- ciantes a atingir audiências em escala, respeitan- do ao mesmo tempo seus valores”, disse Philipp Schindler, diretor de negócios do Google, em um blog. [...] Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ mercado/2017/03/1868381-google-promete-revisao-de- politicas-apos-boicote-de-anunciantes.shtml>. Acesso em: 22 mar. 2017. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 22 Por meio da internet, é possível acessar diversos con- teúdos, sejam reflexivos e/ou preconceituosos. Se- gundo a reportagem, diversos anunciantes retiraram suas campanhas do Google porque A a empresa compartilhava vídeos com informações acerca da luta e combate ao preconceito. B elas estavam vinculadas a conteúdos racistas, ho- mofóbicos, portanto, preconceituosos. C o filtro de informações transmitidas pela empresa não era suficiente para alcançar o público-alvo do anúncio. D as informações acessadas pelo consumidor não eram suficientes para convencê-los a adquirirem o produto. E o conteúdo homofóbico desagradava os consumi- dores dos produtos anunciados pelas empresas. QUESTÃO 25 ··································· Exposição com releituras das obras de Pablo Picasso chega à Galeria 22 Inspirada nas obras do pintor espanhol Pablo Picasso, o artista plástico Antônio Peticov apre- senta sua exposição individual “As Mesas de Picasso” à Galeria 22. Composta por 17 telas, a mostra pode ser conferida entre os dias 12 de se- tembro e 11 de outubro, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 11h às 15h. A entrada é livre. Durante a exposição, os visitantes podem apreciar o resultado da constatação que Antônio Peticov fez das pinturas de Pablo Picasso. Nas releituras do artista, as mesas, elementos em co- mum na obra de ambos, se transformam em palco para recriar cenas que compõem diferentes situa- ções baseadas no universo pictórico. Antônio Peticov explora as técnicas de percep- ção visual relacionadas aos paradoxos visuais, figuras ambíguas, anamorfoses, ilusões de ótica e a relação da figura com o fundo, retratando em suas obras uma grande variedade de quebra-ca- beças. Disponível em: <https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/ exposicao-com-releituras-das-obras-de-pablo-picasso-chega- a-galeria-22/>. Acesso em: 14 abr. 2017. Os artistas, pintores, escultores, poetas e drama- turgos estabelecem diálogos ao longo da história e agregam olhares particulares às obras consagradas. No que se refere ao trabalho de Antônio Peticov, é correto inferir que A reconhece o valor artístico de obras que o antece- deram e amplia com novas técnicas. B nega artistas consagrados e valoriza a arte con- temporânea. C ironiza concepções artísticas anteriores para valo- rizar a arte clássica. D retoma técnicas equilibradas de pintura para que apreciem a composição. E há a ausência de elementos comuns às obras que relacionam-se pelo fato da pintura. PÁG. 23 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 26··································· Há quase 5 mil anos surgia o mais primitivo ancestral da sanfona hoje conhecida: o cheng. Criado na China, o instrumento era formado por um recipiente de ar, um canudo de sopro e tubos de bambu. Esse intrigante invento chamou a aten- ção de muitos curiosos, entre eles os fabricantes europeus de instrumentos Friedrich Ludwig Bus- chman e Cyrillus Demien. Em 1822, Ludwig criou um instrumento de sopro um pouco mais elabora- do, utilizando ainda o sistema de palhetas. Sete anos depois, Demien acrescentou o fole àquela engenhoca, patenteando a sua invenção com o nome de acordeon, devido aos acordes obtidos através da manipulação de seus quatro botões. Foram as imigrações alemã e italiana as res- ponsáveis pela chegada da sanfona no Brasil, es- pecialmente para os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O instrumento era utilizado como forma de representação das tradi- ções daquelas comunidades, através da execu- ção de ritmos diversos, como o fado, a valsa e a polca. Nas diferentes regiões por onde passou, o acordeon foi ganhando características locais, assim como diferentes nomes: sanfona, no Nor- deste; gaita, gaita de foles, realejo, no Sul. Luiz Gonzaga foi o grande responsável por popularizar o instrumento. Disponível em: <http://www.circuitosaojoao.com.br/texto. php?id=14&id_type=7>. Acesso em 13 abr. 2017. A pluralidade artística, literária e musical é estabeleci- da por elementos que mesclam variados grupos e et- nias. No que se refere à sanfona, instrumento gerador de sentido artístico, é correto reconhecer que A é oriundo de instrumentos de sopro europeus, sendo base para a difusão do instrumento no Brasil. B é um instrumento de cordas de origem variada que influenciou e manteve sua tradição no nordeste brasileiro. C é um aparelho musical de percussão de origem japonesa encontrado no Rio Grande do Sul. D o surgimento duvidoso do instrumento é responsá- vel por construir sua pluralidade e diversidade. E a origem chinesa e a influência migratória difundi- ram o instrumento para variadas regiões brasilei- ras. QUESTÃO 27 ··································· Texto I As artes plásticas materializam uma repre- sentação da realidade ou uma visão imaginária. O processo de criação contempla a procura de materiais e técnicas as quais permitem ao artista que a sua intenção seja fielmente refletida na sua obra. A escultura é a arte de esculpir ou modelar o talhado de diversos materiais, como a pedra, a madeira ou o barro. Disponível em: <https://conceito.de/artes-plasticas>. Acesso em: 13 abr. 2017. Texto II “O Êxtase de Santa Teresa” ou “Transverbe- ração de Santa Teresa”, 1647–1652, Gian Loren- zo Bernini (1598-1680). Disponível em: <http://multiplosestilos.blogspot.com. br/2010/03/o-extase-de-santa-tereza-bernini.html>. Acesso em: 13 abr. 2017. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 24 "Os dois ou o inglês maquinista", 1871, do autor ro- mântico Martins Pena (1815-1848), possui uma estru- tura que pode ser corretamente enquadrada em qual gênero literário? A Lírico, escrito em prosa, expressa os sentimentos e emoções do século XIX. B Épico, escrito em versos, expressa os grandes fei- tos heroicos da nação brasileira. C Dramático, expressa os problemas vivenciados pelo Brasil depois da independência. D Lírico, escrito em versos, expressa as mazelas sociais do período independente do Brasil. E Dramático, anuncia uma possibilidade das máqui- nas substituírem os homens. QUESTÃO 29 ··································· “Senhora minha, desde que vos vi, lutei para ocultar esta paixão que me tomou inteiro o coração; mas não o posso mais e decidi que saibam todos o meu grande amor, a tristeza que tenho, a imensa dor que sofro desde o dia em que vos vi.” Cantiga medieval, século XIV, Afonso Fernandes. Disponível em: <https://let1tlinger.wordpress.com/2012/08/02/ cantigas-liricas-e-satiricas/>. Acesso em: 12 abr. 2017. No período medieval, os textos poéticos em versos receberam a nomenclatura de cantigas, pois eram acompanhados de instrumentos musicais e dividiam- -se em líricas, expressavam sentimentos e emoções, e satíricas, criticavam costumes e valores. O referen- te excerto é uma cantiga lírica, logo, quanto à cons- trução e sentido depreende-se corretamente que A o eu-lírico é feminino e expressa a ausência do amado que partiu para uma batalha medieval. B as redondilhas menores, versos com cinco síla- bas métricas ou poéticas, exaltam os heróis me- dievais. C o eu-poemático é masculino e sofre pelos senti- mentos amorosos que carrega em seu coração. D as redondilhas maiores, versos de sete sílabas, afastam a musicalidade e a amada é menospre- zada. E a voz do poema é indefinida e o ambiente rural é um confidente dos sentimentos. A escultura é uma forma de produção artística. Com base na escultura de Gian Lorenzo Bernini, é correto inferir que A os detalhes esculpidos representam a preocupa- ção do artista em produzir uma obra estática. B a presença de elementos religiosos demonstra a crítica ao catolicismo. C o trabalho do escultor representa a classe menos favorecida do século XVII. D a tensão entre o carnal e o espiritual é retratada com minúcias. E a representação das personagens é idealizada e ausente de valores humanos. QUESTÃO 28 ··································· CENA VII - Felício e Gainer FELÍCIO – Estou admirado! Excelente ideia! Bela e admirável máquina! GAINER (contente) – Admirável, sim. FELÍCIO – Deve dar muito interesse. GAINER – Muita interesse o fabricante. Quan- do este máquina tiver acabada, não precisa mais de cozinheiro, de sapateira e de outras muitas ofi- cinas. FELÍCIO – Então a máquina supre todos estes ofícios? GAINER – Oh, sim! Eu bota a máquina aqui no meio da sala, manda vir um boi, bota a boi no buraco da maquine e depois de meia hora sai por outra banda da maquine tudo já feita. FELÍCIO – Mas explique-me bem isto. GAINER – Olha. A carne do boi sai feita em beef, em roast-beef, em fricandó e outras mui- tas; do couro sai sapatas, botas... Disponível em: <http://www.soliteratura.com.br/romantismo/ romantismo20.php>. Acesso em: 13 abr. 2017. PÁG. 25 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 31 ··································· O hipertexto é dinâmico, está perpetuamente em movimento. Com um ou dois cliques, obe- decendo por assim dizer ao dedo e ao olho, ele mostra ao leitor uma de suas faces, depois outra, um certo detalhe ampliado, uma estrutura com- plexa esquematizada. Ele se redobra e desdobra à vontade, muda de forma, se multiplica, se corta e se cola outra vez de outra forma. Não é apenas uma rede de microtextos, mas sim um grande me- tatexto de geometria variável, com gavetas, com dobras. Um parágrafo pode aparecer ou desapa- recer sob uma palavra, três capítulos sob uma palavra ou parágrafo, um pequeno ensaio sob uma das palavras destes capítulos, e assim virtu- almente sem fim, de fundo falso em fundo falso. [...] Ao ritmo regular da página se sucede o movi- mento perpétuo de dobramento e desdobramento de um texto caleidoscópico. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993. O autor afirma que o hipertexto é um gênero textual que permite A uma leitura linear do texto, para que o leitor possa compreender melhor os conteúdos e localizar fa- cilmente as informações. B que um leitor acesse com clareza os conteúdos de que necessita nos veículos de comunicação da mídia impressa. C que o leitor siga os caminhos de leitura escolhidos por ele e que seja exposto apenas ao que quiser ser. D o acesso às informações do texto, ordenadas em sequência de prioridade estabelecida pelo leitor. E ao leitor o acesso a uma rede organizada de micro- textos e autoriza a escolha do percurso de leitura. QUESTÃO 30 ···································Olhos de ressaca Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do mari- do, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a vi- úva, parecia vencer-se a si mesma. Consola- va a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixo- nadamente fixa, que não admira lhe saltas- sem algumas lágrimas poucas e caladas... As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a fur- to para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadá- ver parece que a retinha também. Momento hou- ve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto, nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã. Fonte: ASSIS, J. Maria Machado de. Obra Completa. V.1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 927. O narrador, em primeira pessoa, Bento Santiago ou Bentinho, presente na obra “Dom Casmurro” (1900), nesse trecho, possui uma posição definida e sólida. Com base no excerto apresentado, é correto reconhe- cer que A descreve a personagem Sancha, amiga de Capi- tu, com o objetivo de demonstrar as desavenças entre elas. B relata as atitudes de Capitu durante o velório, nas quais as afetividades para com o defunto são in- tensas. C apresenta o defunto como um personagem que contribui de modo pouco produtivo para o desen- volvimento do enredo. D expõe o espaço com um fator determinante das relações amorosas do narrador para com Sancha. E exibe a figura do defunto como um prêmio de con- solação pelas traições praticadas pelo narrador. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 26 QUESTÃO 33 ··································· Um homem interromper abruptamente a fala de uma mulher em um debate ou reunião é vio- lência fruto do machismo ou parte do jogo de uma discussão em um mundo competitivo? As conclusões podem ser diversas e juntar ti- mes opostos, mas, a partir de agora, um aplicati- vo dará a elas o poder de contar as interrupções em sua fala. O dispositivo é gratuito e está disponível nas plataformas de programas para aparelhos celula- res. A inspiração para a ideia veio das ostensivas interrupções que Donald Trump fazia nas falas de Hillary Clinton durante debates nas eleições ame- ricanas. Estudiosa do feminismo e doutoranda em an- tropologia social pela Universidade Federal de Santa Catarina, Anahi Guedes de Mello afirma que a interrupção masculina da fala da mulher é ponto importante nas discussões de gênero e é considerada uma forma de violência. [...] A ideia dos desenvolvedores do Woman Inter- rupted – nome do app – é que ele seja usado em situações como reuniões de trabalho ou debates de ideias, quando as interrupções sem motivo ou bom senso podem aparecer. Em breve, a ferramenta vai possibilitar gerar relatórios, que vão mostrar em que países do mundo a mulher está mais sujeita a interrupções, em que situações, por quantas vezes em média. As conversas não ficam gravadas. Bianca Pedrina, do coletivo "Nós, Mulheres da Periferia", falou com ironia do app. “Acho um ab- surdo precisarmos de um aplicativo para compro- var que, sim, nós, mulheres, somos interrompidas a todo momento por homens ou até mesmo não somos ouvidas, o que é até mais grave. Vão criar um aplicativo para isso também? Estamos preci- sando!”, disse. A reportagem testou o Woman Interrupted, que pede um cadastro simples à usuária, que vai pre- cisar também, antes do uso, calibrar sua voz no dispositivo repetindo algumas vezes a frase “eu não vou mais ser interrompida”. Em simulações de uma conversa corriqueira, o app não registrou interrupções na fala da mulher, mas, quando houve simulação de uma fala com interrupções, o dispositivo apontou a interferência masculina. A tecnologia usa as frequências das vozes para o cálculo da interrupção. QUESTÃO 32 ··································· Meus oito anos Casimiro de Abreu Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d’amor! [...] Disponível em: <http://educaterra.terra.com.br/literatura/ romantismo/romantismo_32.htm/>. Acesso em: 12 abr. 2017. O poeta Casimiro de Abreu (1837-1860) é um legíti- mo representante da poesia romântica do Brasil. No ano de 1859, publica “As primaveras”, obra na qual se encontra “Meus oito anos” e reconhece-se um traço recorrente e atualizável na Literatura Brasileira. Quan- to ao trecho apresentado acima, é correto reconhecer A o traço nacionalista marcado pela presença do in- dígena em contato com a natureza. B que há uma crítica aos governantes corruptos do século XIX. C o saudosismo, saudade exagerada da pátria ou da infância, expresso pelo eu-lírico. D a descrição da natureza, calma e tranquila, que faz uma oposição ao espaço urbano, agitado e cansativo. E a presença do egocentrismo, valorização do eu, que ocorreu como justificativa para uma vida in- significante. PÁG. 27 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, escreve o poema “Mas eu, em cuja alma se refletem” e anuncia um pessimismo. Quanto à função da linguagem predominante no poema, é correto re- conhecer a função A apelativa ou conativa, que possui como foco o re- ceptor. B emotiva, na qual está evidente o emissor. C referencial, em que reconhece a importância da temática. D fática, que objetiva a interlocução com o receptor. E metalinguística e a prática do fazer poético. QUESTÃO 35 ··································· Disponível em: <https://www.proibidoler.com/imagens/ propagandas-anti-magreza/>. Acesso em: 09 abr. 2017. Na primeira metade do século XX, homens e mulhe- res eram persuadidos a aderir a um padrão de beleza bastante diferente do atual. No caso do anúncio des- tacado, os principais argumentos para a conquista de adesão apelam para A saúde e aceitação social. B beleza e liberdade de escolha. C sensualidade e equilíbrio mental. D vigor físico e ascensão social. E força e bem-estar físico. Os relatórios gerados são por dia, semana, mês e ano. O programa só funciona quando é acionado pela usuária. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ cotidiano/2017/03/1863725-interrupcao-da-fala-de-mulher- gera-controversia-e-vira-alvo-de-aplicativo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2017. Segundo o texto, o aplicativo “Woman Interrupted” foi criado por razões culturais da supremacia do homem diante da mulher. O app trará como resultado A identificar os países, a quantidade de vezes, e as situações em que a fala das mulheres é interrom- pida, além de fomentar o debate sobre o tema. B caracterizar o tipo de assédio sofrido pela mulher em situações de debates e reuniões sociais, a fim de confirmar a falta de credibilidade dada à mu- lher. C minimizar as diferenças sociais entre homens e mulheres, já que possibilita que a mulher se mani- feste em qualquer situação social. D instigar as discordâncias entre a mulher e o ho- mem na sociedade, em situações profissionais como reuniões e debates. E reforçar a papel inferior da mulher ao participar de determinadas situações profissionais, momento em que ela não pode tomar a palavra. QUESTÃO 34 ··································· Mas eu, em cuja alma se refletem Álvaro de Campos Mas eu, em cuja alma se refletem As forças todas do universo, Em cuja reflexão emotiva e sacudida Minuto a minuto, emoção a emoção,Coisas antagônicas e absurdas se sucedem - Eu o foco inútil de todas as realidades, Eu o fantasma nascido de todas as sensações, Eu o abstrato, eu o propalado no écran, Eu a mulher legítima e triste do Conjunto, Eu sofro ser eu através disso tudo como ter sede sem ser de água. Disponível em: < http://www.jornaldepoesia.jor.br/facam78. html>. Acesso em: 23 jan. 2018. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 28 Texto II Os atendimentos a mulheres vítimas de violên- cia sexual, física ou psicológica em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) somam, por ano, 147.691 registros — 405 por dia, ou um a cada quatro minutos. A maior procura por serviços de saúde após casos de agressão se dá entre ado- lescentes de 12 a 17 anos, faixa etária das duas vítimas de estupro que ganharam repercussão na semana passada, no Rio e no Piauí. Especialistas apontam para a necessidade de se encerrar a “lógica justificadora” que tenta lan- çar para as vítimas a culpa pelos crimes. Os da- dos integram o Mapa da Violência - Homicídio de Mulheres, um dos mais respeitados anuários de violência do país. Ao Estado, Julio Jacobo Wai- selfisz, coordenador da pesquisa e da área de es- tudos sobre violência da Faculdade Latino-Ameri- cana de Ciências Sociais (Flacso), reforça a tese e diz ver uma reação conservadora à tentativa de ampliação de direitos pelas mulheres. — Na medida em que se criam condições so- ciais de proteção, mais violento se torna o agres- sor. É uma reação conservadora do patriarcalismo machista que persiste no Brasil. E, hoje, estamos assistindo a uma cultura que está permitindo esse tipo de violência — diz Waiselfisz. Disponível em: <http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral, a-cada-4-minutos--1-mulher-da-entrada-no-sus-vitima-de- violencia-sexual-e-fisica,10000053969>. Acesso em: 13 abr. 2017. A comparação entre o tratamento dado ao tema da violência contra a mulher no fragmento da lei e na reportagem mostra que a(o) A reportagem ilustra o trecho da lei sobre os avan- ços na conquista de direitos humanos. B trecho da lei e a reportagem apontam para a mes- ma temática sob enfoques distintos. C reportagem complementa informações sobre a si- tuação da mulher contidas no trecho da lei. D reportagem e o trecho da lei tratam de realidades distantes, financiadas por recursos estatais. E tema da lei é diferente do tema da reportagem: a primeira aponta os avanços; a segunda, os peri- gos. QUESTÃO 36 ··································· Texto I TÍTULO II DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause mor te , lesão, so f r imento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150, de 2015) I - no âmbito da unidade doméstica, compreen- dida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços na- turais, por afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enun- ciadas neste artigo independem de orientação se- xual. Art. 6o A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004- 2006/2006/lei/l11340.htm>. Acesso em: 10 abr. 2017. PÁG. 29 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 38 ··································· A linguagem é nossa via de acesso ao mundo e ao pensamento, ela nos envolve e nos habita, assim como a envolvemos e a habitamos. Ter experiência da linguagem é ter uma experiência espantosa: emitimos e ouvimos sons, escrevemos e lemos letras, mas, sem que saibamos como, ex- perimentamos e compreendemos sentidos, signi- ficados, significações, emoções, desejos, ideias. [...] É que a linguagem tem a capacidade especial de nos fazer pensar enquanto falamos e ouvimos, de nos levar a compreender nossos próprios pen- samentos tanto quanto os dos outros que falam conosco. As palavras nos fazem pensar e nos dão o que pensar porque se referem a significados, tanto os já conhecidos por outros quanto os já conhecidos por nós, bem como os que não co- nhecíamos e que descobrimos por estarmos con- versando. CHAUÍ, Marilena. A linguagem. In: ______. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 136-151. O texto é um exemplo de linguagem A acadêmica, porque parte de uma definição e a es- clarece ao longo do parágrafo, além de ser cons- truído na norma culta da linguagem. B jornalística, porque explora um acontecimento e os fatos relacionados a ele, utilizando linguagem compreensível para o público em geral. C publicitária, porque parte de uma ideia e tenta convencer o leitor a aderir à ideia proposta, fazen- do uso de linguagem convincente. D jurídica, porque chama à responsabilidade pelo que se diz e pelo que se faz, utilizando formalida- de e argumentação consistente. E literária, porque faz uso de linguagem que explora a imaginação do leitor, levando-o a refletir sobre o tema por meio de uma linguagem criativa. QUESTÃO 37 ··································· Viajar? Para viajar, basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no com- boio do meu corpo, ou do meu destino, debruça- do sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são. Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir. “Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te levará até o fim no mundo.” Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito de mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como as outras. Para que viajar? Em Madri, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Polos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e gênero das minhas sensações. A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa. In: SOARES, B. Livro do desassossego. Vol. II. Lisboa: Ática, 1982. p. 387. Para o autor, as experiências de viagem A são predeterminadas pelas escolhas do sujeito e pelas experiências que ele consegue vivenciar. B são construções do sujeito que exigem experiên- cias concretas e que vão se acumulando à medi- da que ele viaja. C são iguais para os sujeitos, uma vez que o enten- dimento dos lugares é resultado das visitas turís- ticas a eles. D são alimentadas pela mente e pelas interpreta- ções, e não dependem de deslocamentos. E são privilégios exclusivos dos viajantes que pos- suem as oportunidades de visitar qualquer lugar do mundo. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 30 QUESTÃO 40 ··································· “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neuras- tênicos do litoral. (...) A sua aparência, entretan- to, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempenho, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. (...) É desgracioso, desengonçado, torto. Hér- cules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem apru- mo, quase gingante e sinuoso, aparenta a trans- lação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildadedeprimente. A pé, quando parado, recosta-se in- variavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a expenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança ce- leremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. (...) " Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/ histcanudos12.htm>. Acesso em: 13 abr. 2017. O engenheiro, jornalista e escritor Euclides da Cunha (1866-1909) publicou “Os Sertões” em 1902. Quanto à construção do trecho, é correto inferir que A predomina a descrição dotada de juízo de valor, por parte do autor, do homem sertanejo travestida de uma linguagem cientificista. B a narrativa em primeira pessoa faz a descrição construir-se de modo subjetivo. C o narrador em terceira pessoa constrói um perso- nagem fictício. D a descrição subjetiva é um elemento acessório para a narrativa, pois o principal elemento é o tempo psicológico. E o texto escrito em prosa possui traços de uma linguagem conotativa, sentido não literal, e evita descrever o sertanejo. QUESTÃO 39 ··································· O ciberespaço e o desvelar da identidade O mundo virtual, reflexo de uma sociedade pós-moderna, tem como principal característica o desprendimento do aqui e agora. Dessa forma, nessa era de informações on-line, manifestações culturais tornam-se transitórias e a cultura dester- ritorializada, presente por inteiro em cada uma de suas versões nos ciberespaços, conforme asse- gura Lévy (1996). A virtualização reinventa uma cultura nômade, através de um meio de interações sociais onde as relações se configuram sem a hierarquização das culturas ou processos sociais. Dessa forma, não se percebem mais as dicotomias autor e consumi- dor, alta e baixa cultura, centro e margem. O ciberespaço mistura, de forma híbrida, as noções de unidade, de identidade e de localiza- ção, miscigenando as culturas, tornando-se, por- tanto, uma ferramenta indispensável e uma face- ta de todo e qualquer local de prática humana, ou seja, de manifestações culturais. CUNHA, U. N. Cibercultura e as Identidades Líquidas: Reflexão Sobre a Cultura na Era das Novas Tecnologias, in Revista do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural, UNEB, 2012. Disponível em: <www.nehte.com.br/simposio/anais/Anais- Hipertexto.../Ursula-Nascimento-Sousa.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2018. Segundo o exposto e considerando a função social que o ciberespaço ocupa nas sociedades modernas, pode-se afirmar que A a necessidade de delimitação do ciberespaço é uma consequência da sociedade pós-moderna. B a noção clássica de identidade e cultura não con- diz com as práticas humanas híbridas atuais. C a utilização do ciberespaço tem demarcado me- lhor os autores e os consumidores de informação. D a falta de acesso à cultura digital tem sido o prin- cipal elemento de opressão das massas popula- res. E a miscigenação das culturas dificulta o acesso das massas às manifestações culturais no cibe- respaço. PÁG. 31 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 41 ····························································································· Apesar do esperado decréscimo dos orçamentos de defesa, a indústria dos drones está a expandir-se. A par com esse crescimento, prossegue a migração tecnológica no sentido de armamentizar sistemas de vigilância, com dimensões cada vez mais reduzidas. Diariamente, sucedem-se inovações tecnológicas tor- nando difícil antecipar o que o futuro nos reserva. A miniaturização das plataformas é acompanhada com o desenvolvimento correspondente de sensores sofisticados e armamento cada vez mais reduzido e letal. Por outro lado, à medida que o poder de computação e a ligação em rede entre esses sistemas vão aumentando, a capacidade humana de analisar a situação e tomar a decisão apropriada deixará de existir nos moldes em que atualmente a conhecemos. A perspectiva de um ambiente demasiado complexo para ser dirigido pelo homem retrata o efeito do aumento de velocidade, confusão e sobrecarga de informação da guerra moderna, em que a resposta humana será desajustada e lenta. Disponível em: <ebrevistas.eb.mil.br/index.php/RMM/article/download/250/448/>. Acesso em: 22 jan. 2018. Sobre a relação entre tecnologias e defesa, o autor defende que A os drones podem ser fortes aliados das estratégias de defesa, por isso merecem mais investimento dos go- vernos em pesquisas para desenvolver esse tipo de tecnologia. B os perigos que a vida moderna apresenta têm feito aumentar a sensação de insegurança das pessoas e isso impacta diretamente o mercado de sistemas de vigilância. C a aplicação da tecnologia para promover o bem-estar da sociedade depende da capacidade humana de dis- cernir sobre como e para que finalidade ela será utilizada. D a evolução da tecnologia tem ocorrido em uma velocidade altamente acelerada porque o homem quer com- preender melhor o que o futuro reserva à sua espécie. E a migração tecnológica para o setor bélico é inevitável e preocupante e as organizações internacionais estão se unindo para evitar ameaças à população. QUESTÃO 42 ····························································································· Disponível em: <http://www.hortifruti.com.br/comunicacao/>. Acesso em: 5 set. 2017. Para construir uma relação intertextual com o cinema, esta propaganda utiliza-se de um processo de A epígrafe, porque faz um paralelo entre duas obras por meio de uma citação introdutória que um autor faz de outro autor. B paráfrase, porque a mensagem é construída por meio da reescritura de um texto existente, que contribui para deixar a mensagem mais clara. C comparação, construída por meio da aproximação de duas mensagens que, de alguma forma, possuem ca- racterísticas semelhantes. D metáfora, porque a mensagem é formatada por meio de um termo que substitui outro, numa relação criada para gerar semelhança. E paradoxo, que se encontra tanto na aproximação de palavras de sentido oposto quanto na aproximação de ideias que se contradizem. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 32 No poema, a função da linguagem que predomina é a A conativa, pois visa convencer o leitor de que a po- esia deve ser escrita sem que haja motivos. B expressiva, porque transmite a subjetividade da mensagem. C metalinguística, porque o emissor explica um có- digo usando o próprio código. D referencial, uma vez que transmite uma informação objetiva e dados da realidade de modo objetivo. E fática, por estabelecer uma relação entre o texto e o emissor. QUESTÃO 45 ··································· A arte da poesia O homem deseja comunicar-se com seus se- melhantes. Deseja uma comunicação cada vez mais com- plicada. Os gestos ajudam até certo ponto. Sím- bolos podem ajudar. Quando você deseja alguma coisa que não esteja diante dos seus olhos, ou quando quer comunicar ideias, você tem que re- correr à palavra. LEMINSKI, Paulo. Forma é poder. In: Anseios crípticos. Curitiba: Criar, 1986. A coesão textual deste texto é marcada principalmen- te pelo uso de pontuação que constrói no texto uma relação de A causalidade, porque a última sentença explica o que é dito anteriormente. B conformidade, porque a última sentença é a base para a ideia anterior. C adição, porque a última sentença acrescenta in- formação às anteriores. D oposição, porque a última sentença apresenta uma ideia oposta às anteriores. E conclusão, porque a última sentença confirma o pensamento das anteriores. QUESTÃO 43 ··································· Tristezas Na marcha da vida Que vai a voar Por esta descida Caminho do mar. Caminho da morte Que me há de arrancar O grito mais forte Que eu posso exalar. [...] Que eu vou deste mundo Talvez… descansar, Enunca do fundo Dos mares voltar!... TUFANO, Douglas (organizador). Antologia escolar da poesia portuguesa. São Paulo: Moderna, 1994. O poema anterior é composto por A versos de rimas paralelas, também chamadas de emparelhadas. B versos de rimas cruzadas, também conhecidas como alternadas. C versos de rimas enlaçadas, também chamadas de rimas opostas. D versos de rimas internas, também chamadas de interiores. E versos de rimas ausentes, também chamados de brancos ou livres. QUESTÃO 44 ··································· Razão de ser Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê? LEMINSKI, Paulo. Forma é poder. In: Anseios crípticos. Curitiba: Criar, 1986. PÁG. 33 - REDAÇÃO PROPOSTA DE REDAÇÃO INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO • O rascunho da redação deve ser feito em um espaço apropriado, acordado com o professor. • O texto definitivo deve ser escrito à tinta, em até 30 (trinta) linhas. • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Receberá nota zero, em qualquer uma das situações expressas a seguir, a redação que: • Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”. • Fugir do tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo. • Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos. • Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto. TEXTOS MOTIVADORES Texto I Humanos x Animais O projeto do novo Código Penal prevê o aumento da pena para quem abandonar animais. Se foi lapso do legislador ou inversão de prioridades, o fato é que o artigo gera polêmica por prever uma pena maior do que aquela determinada no mesmo texto para quem deixa de prestar assistência a crianças abandonadas. Confira os artigos do projeto: Art. 132 Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo, ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: • Pena: prisão, de um a seis meses, ou multa. • Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta em lesão corporal grave, em qualquer grau, e triplicada, se resulta em morte. Art. 393 Abandonar, em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre ou em rota migratória, do qual se detém a propriedade, posse ou guarda, ou que está sob cuidado, vigilância ou autoridade: • Pena: prisão, de um a quatro anos. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/justica-direito/ate-onde-vao-os-direitos-dos-animais- 2zxyycbicgfd6x7qjw670o09a. Acesso em: 16 abr. 2017. REDAÇÃO - PÁG. 34 Texto II Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/-AUcQ-jSp13k/Tw-QmG9tmoI/AAAAAAAAAZ0/bLTIyoHmnGU/s1600/camiseta_oficial.jpg. Acesso em: 17 abr. 2017. Texto III O tratamento e as atitudes que adotamos em relação aos animais ensejam grandes contradi- ções que, a depender da cultura, podem os inserir ou não na esfera de moralidade apontada pela sociedade. Em nosso ordenamento jurídico, o primeiro registro de uma norma a proteger animais de quaisquer abusos ou crueldade foi o Código de Posturas de 06 de outubro de 1886, do Muni- cípio de São Paulo, em que o artigo 220 previa que os cocheiros, condutores de carroça estavam proibidos de maltratar animais com castigos bárbaros e imoderados, prevendo a sanção de multa. No entanto, apenas com o advento da Constituição de 1988, as normas de direito ambiental passa- ram a adquirir status constitucional, em que se sujeita o Poder Público bem como a coletividade a preservar o meio ambiente e sua fauna, vedando toda e qualquer prática que submeta os animais à crueldade humana ou científica. A Constituição Federal promulgada em 1988, em seu artigo 225,§1º, VIII, reconhece que os animais são dotados de sensibilidade, impondo à sociedade e ao Estado o dever de respeitar a vida, a liberdade corporal e a integridade física desses seres, além de proibir expressamente as práticas que coloquem em risco a função ecológica, provoquem a extinção ou submetam à crueldade qualquer animal. A norma constitucional atribui um mínimo de direito ao animal, ou seja, o de não submeter seres sencientes a tratamentos cruéis, práticas que coloquem em risco a sua função ecológica ou ponham em risco a preservação de sua espécie, comando este assimilado pela Lei Federal n. 9.605/98, ao criminalizar a conduta daqueles que abusam, maltratam, ferem ou mutilam animais em seu artigo 32. Disponível em: http://www.portalnossomundo.com/site/direito/a-legislacao-brasileira-em-relacao-aos-direitos-dos-animais.html. Acesso em: 16 mar. 2017. PÁG. 35 - REDAÇÃO PROPOSTA DE REDAÇÃO Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: Os direitos dos animais no Brasil. Apresente uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defender o seu ponto de vista. Se julgar ne- cessário, proponha um título para seu texto. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 36 PÁG. 36 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Ciências Humanas e suas Tecnologias QUESTÃO 46 ··································· Meio milhão de pessoas, segundo os orga- nizadores, saíram às ruas de Taipé, capital de Taiwan. Os manifestantes portavam um girassol como sinal de identificação, que logo virou o símbolo do protesto contra o imperialismo chinês. Eles também pediram a renúncia de Ma Ying- -jeou, presidente de Taiwan, acusando-o de ex- cessiva simpatia e falta de vigor em relação ao vizinho comunista, noticiou “Business Insider”. A passeata foi uma das maiores das últimas décadas, num país em que elas são frequentes contra o comunismo. Para os manifestantes, a China estaria sendo beneficiada politicamente com o tratado e Taiwan estaria ficando cada vez mais dependente dos líderes do Partido Comunis- ta chinês. Disponível em: https://ipco.org.br/passeata-gigante-contra- o-comercio-com-china-em-taiwan/. Acesso em: 05 jan. 2018. (Adaptado) As informações no texto remetem a uma séria crise que provocou inúmeras manifestações contra o go- verno chinês, porque este governo A procura sustentação nos ideais comunistas esta- belecidos desde o comando de Mao Tsé-Tung. B defende o regime imperialista e demonstra querer dominar Taiwan por meio de acordos comerciais. C luta juntamente com o seu povo em prol da aber- tura política e econômica do país. D resiste em respeitar o direito à educação, o que leva jovens às manifestações nas ruas. E empreende uma perseguição militar contra estu- dantes e intelectuais, que eram contrários ao Par- tido Comunista Chinês. QUESTÃO 47 ··································· Texto I Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Descen- dentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quan- to pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria. A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a ci- catriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidaderacista e classista. RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido de Brasil. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 120. Texto II Primeiro de tudo, o sentimento profundo de que esse nosso paísão descomunal e esse povão multitudinário, que temos e somos, não nos caiu ao acaso, nem nos veio de graça. É fruto e produ- to de séculos de lutas e sacrifícios de incontáveis gerações. O território brasileiro é do tamanho que é graças à obsessão portuguesa de fronteira, im- pressa neles por um milênio de resistência, para não serem absorvidos pela Espanha, como ocor- reu com todos os outros povos ibéricos. Desde os primeiros dias de nosso fazimento estava o lusita- no preocupadíssimo em marcar posses, gastando nesse esforço gerações de índios e caboclos que nem podiam compreender que nos faziam. RIBEIRO, Darcy. O Brasil como problema. 2ª ed. São Paulo: Global Editora, 2015. PÁG. 37 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Darcy Ribeiro faz um longo estudo sobre a formação étnica e cultural brasileira. Do ponto de vista do autor, observa-se que A o processo histórico transcende os limites geopo- líticos de um país e, portanto, é impossível asso- ciar cultura e etnia apenas às demarcações terri- toriais. B as três principais matrizes étnicas que formam o povo brasileiro precisam ser detalhadamente es- tudadas para que compreendamos o país. C o predomínio dos hábitos de origem indígena des- taca-se em relação às outras influências étnicas na formação do povo brasileiro. D o cenário étnico do período colonial é responsável pelas principais características do povo brasileiro, uma vez que as migrações posteriores foram pou- co intensas. E a identidade mestiça que é tão característica da formação do povo brasileiro é resultante da misci- genação das três etnias principais da cultura bra- sileira. QUESTÃO 48 ······························· Em 2 de abril de 1964, os militares, apoiados pelos Estados Unidos, derrubaram o governo de João Goulart e tomaram o poder. Estava instau- rada a Ditadura Militar no Brasil. Milhares de pes- soas foram agredidas, torturadas e assassinadas. Outros milhares desapareceram. Sob o pretexto de redemocratizar o país, limpando-o da escória, como comunistas e outros seres pensantes (pos- síveis ameaças à ditadura), inaugurou-se um pe- ríodo de terror (e vergonha) nas terras tupiniquins. Um grupo que se destacou na luta contra a opressão foi o dos artistas: atores, músicos, ci- neastas, artistas plásticos, poetas, escritores... Cada um contribuía com o que melhor sabia fa- zer, questionando os fatos e informando a popula- ção, apesar de censurados pelos órgãos opresso- res. E, como bons artistas, os músicos populares brasileiros descreveram os horrores da ditadura nos mínimos detalhes. Descrições que perpetuam até os dias atuais, trazendo à tona toda a covar- dia aplicada contra nosso povo, e que não nos deixam esquecer todas as atrocidades cometidas contra nosso país. Na década de 60, a censura tentou calar quem tinha algo a falar. Mas alguns músicos acharam uma brecha e deixaram para a posteridade seu pesar. Um dos mais ilustres artistas militantes foi Chico Buarque. Junto com outro grande músico, Gilberto Gil, compuseram uma música que reflete bem a situação da época. “Cálice” traz referências ao Santo Cálice de Cris- to e a uma passagem bíblica (Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue), mas é uma metáfora com o verbo “calar”. Foi a forma que os músicos acharam de dizer ao mundo que a liber- dade de expressão estava caçada no Brasil. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/ historiadobrasil/a-ditadura-militar-no-brasil-atraves-musica- popular-.htm>. Acesso em: 09 fev. 2018. A manifestação cultural acima descrita faz parte de um momento do processo histórico brasileiro e é im- portante porque A denunciava a pobreza na qual o povo brasileiro ainda vivia. B trazia um relato autobiográfico, vinculando a arte à realidade. C denunciava veladamente os desmandos do poder vigente. D afrontava valores da sociedade tradicional. E lutava pela liberdade de expressão por meio das artes, necessariamente. QUESTÃO 49 ··································· Na atualidade, a dinâmica existente no contex- to da agricultura familiar envolve a real necessida- de da adoção de práticas sustentáveis, no sentido de pensar em um futuro com maior qualidade de vida e preservação dos recursos. A noção de sus- tentabilidade implica, portanto, uma inter-relação necessária de justiça social, qualidade de vida, equilíbrio ambiental e a ruptura com o atual pa- drão de desenvolvimento (JACOBI, 1997). A sustentabilidade inserida no contexto da agricultura familiar demanda inicialmente o en- tendimento do próprio conceito de agricultura familiar, a qual se caracteriza pela mão-de-obra essencialmente proveniente do núcleo familiar, bem como a família trabalhando para a sua sub- sistência. O estabelecimento não deve possuir área maior que quatro módulos fiscais; uma ca- racterística marcante destes estabelecimentos é a diversificação produtiva, como forma de buscar maior rentabilidade das atividades. Conforme Moreira (1996), a agricultura familiar e a busca para a sustentabilidade ambiental estão associados à noção de manutenção da família, à CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 38 cultura camponesa e à agricultura de subsistência. Atualmente, a ecologia adiciona mais um elemento a essa concepção, que implica em gerar suficiente para se manter e usar os recursos naturais de forma sustentável (MOREIRA, 1996). Para que haja o desenvolvimento ambiental sustentável na agricultura, segundo Andrioli (2008), deve-se observar os conhecimentos empíricos dos agricultores conforme a região em que eles vivem, para assim desenvolver métodos que possam reduzir a aplicação de insumos externos, a fim de atingir uma manutenção sustentável, que valorize a preservação dos recursos naturais (ANDRIOLI, 2008). Kurten, L. Agricultura familiar e sustentabilidade. 2016. Disponível em: <http://www.infocos.org.br/publicacresol/upload/trabalhosfinal/270. pdf>. Acesso em: 05 jan. 2018. (Adaptado) O autor defende que a importância da sustentabilidade na agricultura familiar se deve ao fato de que A está associada à noção de manutenção da família e à cultura camponesa. B o próprio conceito se caracteriza essencialmente pelo trabalho para a subsistência. C pela observação dos conhecimentos empíricos dos agricultores, oportuniza-se a utilização de máquinas e fertilizantes para otimização dos índices de produtividade. D possa reduzir a aplicação de insumos externos, valorizando a preservação dos recursos naturais por meio de uma inter-relação de justiça social, rompendo-se com o presente modo de produção no campo. E contribui para o desenvolvimento do agronegócio no país. QUESTÃO 50 ························································································· Analisando as informações sobre o mercado de trabalho no Brasil no terceiro trimestre de 2017, segundo dados do IBGE, constata-se que A a região que apresentou o maior índice de desemprego foi a região Sudeste, onde a situação mais grave foi vivida em São Paulo, com mais de 13,2% de desemprego. B a situação mais preocupante em relação ao desemprego no país foi a da região Nordeste, onde foram regis- trados 14,0% de desempregados. C os que menos sofreram com as altas taxas de desemprego no país foram os trabalhadores da região Centro- -Oeste, especialmente pelos 12,3% de desempregados no Distrito Federal. D o mais alto índice de desemprego por estado no país foi registrado na Bahia, com 16,7%. E o país registrou uma média menor que 12,0% de taxa de desemprego, sendo que Pernambuco se destaca como a unidade da federação com o maior índice (17,9%). PÁG. 39 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 51 ··································· Império Japonês e União Soviética assinaram, em 13de abril de 1941, um pacto de não agres- são, que estipulava que, por um período de cinco anos, os dois países manteriam relações amigá- veis e pacíficas e que no caso de hostilidade en- tre uma das partes e um terceiro país, o país não envolvido se manteria neutro. As hostilidades entre União Soviética e Japão remetem à Guerra Russo-Japonesa de 1904- 1905, que envolveu a disputa de territórios da Manchúria e da Coreia. Derrotado, o então Impé- rio Russo perdeu parte da Sacalina, Porto Artur, Dairen e Coreia para os japoneses. Tais conquis- tas foram importantes para a consolidação do Ja- pão como força dominante na Ásia. Em julho de 1938, houve um ataque japonês a tropas soviéticas na região de Vladivostok. O epi- sódio ficou conhecido como Incidente Changfukeng (ou Batalha do Lago Khasan, para os soviéticos) e deu início a outra série de conflitos. No ano se- guinte, os soviéticos deram início a um embate, visto que ocuparam território disputado na Man- chúria. Houve 17.000 mil mortes do lado derrota- do, o japonês, e 10.000 do lado soviético. Em 1941, as hostilidades foram postas de lado com a assinatura do Pacto nipônico-soviético de não agressão. Para Stálin, dirigente da União Soviética, um acordo desse tipo com o Japão ga- rantiria a segurança do país no leste, permitindo assim que seu exército (Exército Vermelho dos Operários e dos Camponeses) dedicasse aten- ção exclusiva aos movimentos inimigos no oes- te, onde os nazistas avançavam cada vez mais em direção à fronteira com o território soviético. O pacto também atendia aos interesses do Im- pério Japonês, pois permitia que o Kwantung (exército japonês) dedicasse toda sua ambição expansionista às posses britânicas, francesas e holandesas no sudeste asiático sem necessidade de manutenção de tropas para manter soviéticos afastados. Disponível em: <http://www.infoescola.com/historia/pacto- niponico-sovietico-denao-agressao/>. Acesso em: 05 jan. 2018. O acordo citado no texto, assinado entre Japão e União Soviética, A teve sua vigência violada pelo Japão, que bom- bardeou a União Soviética em um ataque conhe- cido como Batalha do Lago Khasan. B reconfigurou a nova organização geográfica da Europa, principalmente redefinindo o mapa do território soviético. C fracassou em 1945, quando a União Soviética in- formou ao governo japonês a anulação do tratado, incursando meses depois na Guerra do Pacífico. D foi uma solução definitiva entre os conflitos que envolviam os dois países após o término da Pri- meira Guerra Mundial. E beneficiou principalmente o Japão, que não tinha armamento suficiente para enfrentar a União So- viética. QUESTÃO 52 ··································· O acordo de paz, que acaba com meio século de enfrentamentos entre o governo colombiano e a maior guerrilha do país, começa a ser imple- mentado nessa quinta-feira (1º). Os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm 150 dias para entregar todas as suas armas às Nações Unidas. O presidente colombiano, Juan Manuel San- tos, comemorou a ratificação do pacto, na quarta- -feira (30) à noite, depois de dois dias de intensos debates. Segundo ele, 1º de dezembro é o Dia D – o início do fim de 52 anos de violência, que resultaram na morte de mais de 200 mil colombia- nos e no deslocamento de mais 6 milhões. Santos ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para negociar o desarmamento do grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina. Foi um processo que durou quatro anos e quase termina em fracasso. O primeiro pacto, assinado por Santos e pelo líder das Farc, Rodrigo Londo- no (conhecido como Timochenko), foi rejeitado em um plebiscito em outubro. Novas negociações resultaram numa segunda versão, menos toleran- te com os rebeldes – como pediam os que vota- ram contra na consulta popular. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/ noticia/2016-12/acordo-de-paz-entre-governo-colombiano-e- farc-entra-em-vigor-hoje>. Acesso em: 05 jan. 2018. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 40 O presidente Juan Manuel Santos recebeu o prêmio Nobel da Paz por ter conseguido o acordo descrito no texto. A vitória dele contra as Farc foi fundamental porque A as Farc eram uma organização revolucionária for- te, defensoras da guerrilha, e contavam mais de 18 mil guerrilheiros. B o Exército Nacional Colombiano, com apoio dos Estados Unidos, conseguiu expulsar as Farc para as regiões de fronteira. C a América Latina já sofria os impactos das ações guerrilheiras das Farc e não compactuava com os ideais socialistas da organização. D a morte de um de seus líderes, Momo Jojoy, en- fraqueceu o movimento e desvirtuou seus objeti- vos principais. E o envolvimento no narcotráfico e o uso extremo de violência fizeram com que parte da população colombiana e organismos internacionais passas- sem a ver as Farc como uma organização terro- rista na América Latina. QUESTÃO 53 ··································· Texto I Cartel Associação entre empresas do mesmo ramo de produção com objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência. As partes entram em acordo sobre o preço, que é uniformizado geral- mente em nível alto, e quotas de produção são fixadas para as empresas membro. No seu senti- do pleno, os cartéis começaram na Alemanha no século XIX e tiveram seu apogeu no período en- tre as guerras mundiais. Os cartéis prejudicam a economia por impedir o acesso do consumidor à livre-concorrência e beneficiar empresas não ren- táveis. Tendem a durar pouco devido ao conflito de interesses. Disponível em: <http://www.economiabr.net/teoria_escolas/ cartel.html>. Acesso em: 05 jan. 2018. Texto II Monopólio Situação em que um setor do mercado com múltiplos compradores é controlado por um úni- co vendedor de mercadoria ou serviço, tendo capacidade de afetar o preço pelo domínio da oferta. Nesse cenário, os preços tendem a se fi- xar no nível mais alto para aumentar a margem de lucro. Alguns monopólios são instituídos com apoio legal para estimular um determinado setor da empresa nacional, ou para protegê-la da con- corrência estrangeira, supostamente desleal por usar métodos de produção mais eficientes e que barateiam o preço ao consumidor. Outros mono- pólios são criados pelo Estado sob a justificativa de aumentar a oferta do produto e baratear seu custo. A empresa estatal Petrobras era a única com permissão para prospecção, pesquisa e re- fino do petróleo até 1995, quando o Congresso autoriza a entrada de empresas privadas no setor. Disponível em: <http://www.economiabr.net/teoria_escolas/ monopolio.html>. Acesso em: 05 jan.2018. Os modelos de negociação acima permitem que A vantagens políticas e econômicas sejam ofereci- das a empresas se forem infringidos os princípios da livre concorrência. B pequenos investidores ampliem seus negócios se puderem contar com programas de incentivo dos governos. C grandes empresas se consolidem no mercado ao lançarem novos produtos e garantirem alta quali- dade. D preços finais ao consumidor sejam diminuídos em função das produções de mercadorias em gran- des quantidades. E causas sociais importantes possam ser defendi- das pelas empresas que dominam o mercado em seus segmentos produtores. PÁG. 41 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 55 ··································· Febre amarela: número de mortes aumenta 5 vezes em uma semana O surto da doença segue avançando e cau- sando mais vítimas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/febre- amarela-numero-de-mortes-aumentam-5-vezes-em-uma- semana/>. Acesso em: 02 mar. 2018. Era o Apocalipse. Entre 1347 e 1352, a peste matou 50% dos europeus. Em 2011, o germe cul- pado foi achado em cadáveres de 700 anos num cemitério londrino (Obra de Giovanni Boccaccio/ Corbis). Disponível em: <http://www.humanas.ufpr.br/portal/historia/ files/2014/12/amanda_cristina_zattera.pdf>.Acesso em: 14 abr. 2017. A febre amarela tem assustado a população brasileira nos últimos meses. Campanhas de vacinação estão sendo fortemente veiculadas pela mídia e governos locais. Ainda que a vacinação seja gratuita, uma gran- de parcela de habitantes das cidades mais afetadas não aderiu à campanha. Na época do seu surgimento, a peste bubônica foi a responsável pela morte de parte significativa da popu- lação europeia na Baixa Idade Média, como eviden- cia a pintura, espalhando pânico em massa. Nessa época, havia uma associação da existência dessa doença QUESTÃO 54 ··································· O Modelo Japonês de Gestão (MJG) tem sido apresentado como o contraponto moderno das técnicas tayloristas de administração de empre- sas. Por oposição ao trabalho parcelar, simples e segmentado, desenvolvido nas empresas taylo- ristas, o trabalho nas empresas japonesas é ca- racterizado como polivalente e politécnico. Em contraposição à contínua desqualificação da for- ça de trabalho ocidental, o trabalhador japonês aparece em estado de permanente qualificação. Em confronto com a hierarquia de ferro das firmas tayloristas, as empresas japonesas são aponta- das como modelos de gerência participativa. E mais. Intocados pelo desemprego provocado pela desqualificação taylorista do trabalho, os trabalha- dores japoneses fazem carreira, têm seus salários reais reajustados periodicamente e seus empre- gos são assegurados por toda a vida. Sob outro prisma, o modelo japonês de gestão tende a ser concebido não só como uma técnica eficiente de administração de empresas, mas tam- bém como uma “cultura gerencial”, um modo de vida que procura reproduzir na empresa as condi- ções de segurança vivenciadas no âmbito da vida privada dos trabalhadores. Disponível em: <http://revistas.fee.tche.br/index.php/ensaios/ article/download/1836/2205>. Acesso em: 05 jan. 2018. Segundo o texto, o Japão tem um modelo de gestão empresarial que A pressiona os trabalhadores para que os resulta- dos esperados sejam atingidos com qualidade e dentro do prazo. B procura dividir o trabalho e daí encontrar o melhor funcionário para cada função e treiná-lo de manei- ra adequada. C define a meritocracia como forma de incentivar os trabalhadores a cumprir corretamente a sua par- cela do trabalho. D motiva seus funcionários a trabalhar em equipe e a ver o objetivo do trabalho como algo de respon- sabilidade coletiva. E respeita criteriosamente a organização hierárqui- ca da empresa, em oposição aos modelos de ges- tão participativa. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 42 A à falta de capacidade humana em produzir vaci- nas e remédios contra sua existência. B ao risco provocado pela transmissão de doenças nas guerras medievais. C a uma punição dada por Deus aos homens devido à recorrência do pecado. D ao contato entre povos diferentes durante o perío- do das guerras nas Cruzadas. E ao intercâmbio entre europeus e árabes, os quais dominaram a Península Ibérica na época. QUESTÃO 56 ··································· Lava Jato: MPF denuncia 35 envolvidos O Ministério Público Federal (MPF) no Para- ná denunciou, nesta quinta-feira 11, 35 pessoas investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato, entre elas o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alber- to Youssef, os principais delatores do esquema de corrupção na estatal. Nesta primeira fase das denúncias, o MPF pede um ressarcimento próxi- mo de 1 bilhão de reais. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/lava- jato-mpf-denuncia-35-envolvidos-8554.html. Acesso em: 05 jan. 2018. O texto refere-se ao início da operação da Polícia Fe- deral conhecida como Lava Jato, caso de corrupção no Brasil que se destacou por causa A das regras elaboradas pelo Poder Legislativo para orientar o sistema político em casos de corrupção como este. B da sintonia entre a Presidência da República e o Poder executivo para a promulgação e a execu- ção das leis. C da autonomia de decisão do Poder Judiciário, que atuou de forma independente de intervenções do legislativo e executivo. D da fiscalização do Poder Legislativo sobre o traba- lho do Poder Executivo para garantir a celeridade nos julgamentos. E das oportunidades que o processo oferecia aos réus para que recorressem das decisões judiciais em instâncias superiores. QUESTÃO 57 ··································· Diretas Já A primeira grande manifestação pública de apoio ao PEC de Dante de Oliveira ocorreu em um debate político sobre eleições diretas realiza- do no auditório da Universidade de Goiânia, para o qual afluíram muitas pessoas, inclusive líderes petistas e o deputado Ulisses Guimarães. A se- guir, os partidos oposicionistas – PMDB, Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Trabalhista Brasilei- ro (PTB) – começaram a buscar acordos com o governo para garantir a aprovação do voto dire- to para presidente nas próximas eleições. Com a maioria de representantes no Congresso formada pela base governista do Partido Democrata Social (PDS), conseguir a adesão à emenda era muito difícil. Nessa época, os governadores oposicio- nistas, aliados a outros setores da sociedade ci- vil, começaram a articular manifestações pelas eleições diretas. No dia 5 de janeiro de 1984, o PT organizou um comício em Olinda, por meio do qual ergueu a bandeira das Diretas em Per- nambuco. O movimento se espalhou por Curiti- ba, Porto Alegre, Camboriú e Salvador. Em todos os lugares, dezenas de milhares de pessoas se reuniam e gritavam em coro o mesmo hino: “um, dois, três,/ quatro, cinco, mil,/ queremos eleger/ o presidente do Brasil!”. O PMDB produziu ma- terial massivo de apoio à campanha e divulgou a proposta em panfletos e na televisão. A Asso- ciação Brasileira de Imprensa (ABI), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) logo aderiram ao programa. Disponível em: <http://acervo.estadao.com.br/noticias/ topicos,diretas-ja,874,0.htm>. Acesso em: 05 jan. 2018. Qual a relação entre as Diretas Já de 1984 e de 2017? As Diretas Já de 1984 e de 2017 têm muitas diferenças, vivemos épocas políticas diferentes. Enquanto antigamente o país estava sob regime militar, hoje o governo é democrático. Naquela época não havia perspectiva de quando o povo poderia escolher um presidente. Mas, hoje, sa- bemos que as próximas eleições são em 2018. Por outro lado, há semelhanças, afinal muito se discute sobre a legitimidade do governo Temer. Parte da população acredita que Michel Temer PÁG. 43 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 58 ··································· João Goulart (à esq.), presidente de 1961 a 1964, e Dilma Rousseff, presidente de 2011 a 2016. Texto I O historiador José Murilo de Carvalho contesta a teoria de que o sucesso dos golpistas deveu-se à inevitabilidade histórica. “Restou-me da experi- ência traumática a sensação de que o golpe fora produto de ações e omissões de atores políticos, e não de forças sociais irresistíveis”, destaca. De acordo com ele, tratar a queda do então presiden- te João Goulart como algo inevitável retira dos atores políticos a responsabilidade pelos aconte- cimentos e pelos possíveis erros cometidos. Afir- ma, ainda, que, ao subestimar as forças em jogo, Goulart e seus aliados teriam facilitado o golpe. “A responsabilidade principal pelo golpe foi dos que o deram, e não dos que o sofreram. Os ven- cedores contaram, no entanto, com a ajuda dos perdedores”. Disponível em: <http://www.iea.usp.br/noticias/olhares-sobre- o-golpe-de-1964> Acesso em: 05 jan. 2018. Texto II Dilma tem problemas para aprovar projetos de interesse do governo no Congresso, tem índices de popularidade muito baixos e as operações da Polícia Federal têm desmoralizado seu governo. Como estratégia de governabilidade, oferece car- gos a partidos e tenta buscar a militânciade mo- vimentos sociais. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/listas/vai-ter- golpe-historiadores-comparam-crise-atual-com-a-de-1964. htm>. Acesso em: 05 jan. 2018. subiu à presidência por meio de um golpe, ocor- rido no impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, as gravações recentes do presidente em conversa com Joesley Batista, dono da JBS, con- cordando com a compra do silêncio de Eduardo Cunha, deram ainda mais razão para as manifes- tações. Disponível em: <https://e-diariooficial.com/diretas-ja-ha- possibilidade-em-2017/>. Acesso em: 05 jan. 2018. (Adaptado) O movimento Diretas Já representa um importante passo na história do Brasil, tendo sido muito relem- brado na atual crise política, especialmente após a posse de Michel Temer como presidente. Nesse sentido, pensando sobre o movimento, um passo fundamental na transição da ditadura para a democracia foi o fato de o então presidente João Fi- gueiredo A sugerir uma emenda constitucional defendendo as eleições diretas para a Presidência da República, mas a proposta ter sido rejeitada pelo Congresso Nacional. B deflagrar uma grave crise econômica no país, que culminou com trabalhadores insatisfeitos e inú- meras greves reivindicando mudanças políticas e salariais. C repudiar os partidos comunistas, fazendo uma re- forma partidária que extinguiu a Arena e o MDB, e originou o PDS, o PMDB e os partidos operários, PDT e PTB. D compactuar com os radicais militares contrários ao movimento de democratização, que praticaram até mesmo atos contrários aos direitos humanos para se manterem no poder. E criar o Comitê Brasileiro pela Anistia para bene- ficiar exilados e presos políticos que haviam sido punidos ao longo das ditaduras de Médici e Geisel. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 44 regras religiosas, principalmente no que diz res- peito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais deixavam os cristãos católicos insatisfeitos. Neste contexto, o monge alemão Martinho Lute- ro foi um dos primeiros a confrontar os dogmas da Igreja Católica, fixando na porta da Igreja de Witten- berg 95 teses, em que condenava a venda de in- dulgências e propunha a fundação do luteranismo. Disponível em: https://www.suapesquisa.com/protestante/. Acesso em 14 de mar. 2018. (Adaptado) Recorrente em diversos momentos históricos, como os retratados acima, a Igreja Católica defendeu sua hegemonia de diferentes ameaças. O movimento mi- litar deflagrado por ela na Idade Média tinha como objetivo A recuperar o direito à peregrinação na região de Jerusalém, conhecida como Terra Santa, que es- tava sob o domínio dos muçulmanos. B fortalecer as possibilidades do comércio entre o ocidente e o oriente via Europa e reabrir a traves- sia marítima pelo Mediterrâneo. C ampliar a produção do sistema feudal, que não era mais suficiente para sustentar a população crescente das sociedades medievais. D fortalecer a fé dos cristãos e assegurar a Igreja como caminho para a salvação espiritual e para a conquista de bens materiais. E impedir o avanço do império turco em direção a outros territórios de domínio cristão, além de re- cuperar o domínio sobre os territórios sagrados. Comparados por historiadores ao cenário do im- peachment de Dilma em 2016, os fatos ocorridos em 1964 e que culminaram com a renúncia de Jango A foram baseados em evidências que comprovavam que o Presidente João Goulart colocava em risco a segurança nacional por sua trajetória pessoal. B tiveram a imprensa como forte aliada, porque ela não aceitava os benefícios que as políticas esquer- distas de Jango traziam para os trabalhadores. C eram respaldados no fortalecimento da indústria nacional e na reforma agrária, pois isso tornaria o país mais independente do capital internacional. D sofreram forte influência e articulação das lide- ranças militares e também tiveram o apoio de di- versos segmentos civis da sociedade da época, como a própria classe média urbana. E comprovaram que a ampla pressão popular contra o governo Jango fez com que ele se recolhesse e não reagisse à ofensiva militar. QUESTÃO 59 ··································· Texto I Em 27 de novembro de 1095, em Clermont, no coração do reino franco (atual França), o papa Urbano II protagonizou o episódio que ficou co- nhecido como o Concílio de Clermont e, apesar de não ser necessariamente uma convocação mi- litar, terminou por dar origem à Primeira Cruzada (1096-1099). Entre tantas outras palavras, o santo padre te- ria dito com efervescência: Ó, francos, vocês não são habilidosos cavalei- ros? Deem um passo à frente! Na palavra do San- tíssimo, seguirão e combaterão. E lutem contra a amaldiçoada raça que avilta a terra sagrada, Jeru- salém, fértil acima de todas as outras. Glorifiquem suas peregrinações para o centro do mundo! Que os conhecedores da palavra entrem em Jerusa- lém portando o estandarte de Nosso Senhor e Salvador!” https://incrivelhistoria.com.br/periodos/idade-media/concilio- clermont-primeira-cruzada/. Acesso em: 05 jan. 2018. Texto II Apesar de todos os esforços, a Igreja Católi- ca vinha cada vez mais perdendo sua identidade. Gastos com luxo e preocupações materiais esta- vam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos elementos do clero estavam desrespeitando as PÁG. 45 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 61 ··································· Reformas como a trabalhista e a previdenciá- ria, nos moldes propostos pelo governo do presi- dente Michel Temer (PMDB), podem até atender aos apelos do mercado, mas deixam de fora inte- resses básicos do cidadão – justamente o maior afetado por elas, e o que menos ou nada foi cha- mado a participar dessa discussão. A opinião é da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), entidade que, nas últimas semanas, se reuniu com representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de outras centrais sindicais no debate por uma agenda de mobilização con- tra as reformas. No último dia 23, a confederação divulgou uma nota em que criticou duramente a reforma previdenciária ao afirmar, por exemplo, que a proposta defendida pelo governo “escolhe o caminho da exclusão social”. Disponível em https://noticias.uol.com.br/politica/ ultimas-noticias/2017/04/09/reformas-de-temer-tem-de- atender-ao-cidadao-e-nao-apenas-ao-mercado-diz-cnbb. htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 9 abr. 2017. Na visão da CNBB, as reformas trabalhista e previ- denciária propostas pelo governo atendem aos inte- resses A dos políticos brasileiros, os quais fazem a reforma para conseguir apoio eleitoral nas eleições. B do sistema financeiro em detrimento do interesse social, representado pelos mais necessitados. C dos trabalhadores, os quais são contemplados com auxílio estatal para a obtenção da aposenta- doria. D do mercado financeiro, o qual dirige as reformas conciliando os interesses de patrões e empregados. E dos mais abonados, os quais passam a ter con- dições de distribuir riquezas àqueles que neces- sitam. QUESTÃO 60 ··································· O Uber se tornou a maior empresa de táxis do mundo sem ter nenhum táxi; o Airbnb virou uma das maiores locadoras de imóveis sem ter nenhum imóvel. Duas empresas que começaram muito pequenas conseguiram mudar totalmente a forma como realizamos duas coisas na nossa vida: transporte e viagens. É uma questão de tempo até que outra empresa desse tipo faça a mesma coisa com os serviços bancários e de pa- gamentos. É assim que tanto os executivos de bancos e empresas de processamento de pagamentos en- xergam a situação atual das “fintechs”. Esse é o nome dado às novas empresas que tentam unir o setor financeiro a novas tecnologias (por isso “fin- -techs”). E ainda que elas não consigam acabar de vez com os bancos, elas deverão mudar total- mente a forma como os bancos se posicionam no mercado, segundo os próprios bancos. Disponível em: https://olhardigital.com.br/pro/noticia/como-as-novas-tecnologias-obrigaram-os-bancos-a-mudar-de- estrategia/59603. Acesso em: 22 fev. 2018. O desenvolvimento das tecnologias, como nos exem- plos descritos no texto, tem impactado diretamente o mundo do trabalho, principalmente A na oferta de serviços cada vez mais rápidos aos clientes, com o objetivo de diminuir o tempo de permanência das pessoas nas filas dos negócios físicos. B na ampliação dos lucros das empresas, porque as tecnologias evitam que os clientes necessitem comparecer às empresas físicas para realizar ne- gócios. C na segurança das transações financeiras, porque os serviços digitais garantem que os clientes não serão lesados por fraudes comuns nos negócios físicos. D na reconfiguração das relações de trabalho, ex- tinguindo algumas funções clássicas e provavel- mente criando outras oportunidades ainda nem imaginadas. E na personalização da relação entre cliente e for- necedor de serviços, uma vez que os serviços di- gitais fazem com que o cliente se sinta mais próxi- mo do fornecedor. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 46 QUESTÃO 63 ··································· Ainda hoje a Constituição brasileira prevê a manuten- ção das comunidades quilombolas com o intuito de A abolir a escravidão no país, fazendo com que os negros vivam nos quilombos em plena liberdade. B permitir que os africanos possam vir ao Brasil mo- rar nos quilombos com suas tradições respeita- das. C conceder um território para os refugiados de guer- ras civis africanas morarem no Brasil sem serem perseguidos. D preservar a memória e a existência dos descen- dentes quilombolas para que eles possam conti- nuar mantendo suas tradições. E promover a dignidade do povo africano no Bra- sil, o qual é proibido de manifestar suas tradições fora dos quilombos. QUESTÃO 64 ··································· Sabe a expressão “deus grego”, usada para adjetivar homens muito bonitos? O British Mu- seum vai mostrar a razão por trás desse conceito em uma superexposição dedicada à representa- ção do corpo na arte da Grécia antiga. O objetivo principal do evento é mostrar a preocupação com a forma humana e como os gregos antigos tinham o corpo como beleza e portador de significado. As obras de arte impressionantes incluem a simplici- dade abstrata de figuras pré-históricas e o realis- mo insuperável na época de Alexandre, o Grande. Esses trabalhos continuaram inspirando artistas por centenas de anos e influenciam a forma como nos vemos até hoje. Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/molho-ingles/ post/exposicao-mostra-representacao-da-beleza-dos-corpos-na- greciaantiga-563918.htm>l. Acesso em: 9 abr. 2017. (Adaptado) Leia o texto para responder às questões 62 e 63. As comunidades quilombolas são grupos étni- cos – predominantemente constituídos pela popu- lação negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e as prá- ticas culturais próprias. Estima-se que em todo o país existam mais de três mil comunidades quilom- bolas. O Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, regulamenta o procedimento para identifica- ção, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. A partir do Decreto 4883/03, ficou transferida do Ministério da Cultura para o Incra a competência para a delimitação das terras dos remanescentes das comunidades dos quilombos, bem como a determinação de suas demarcações e titulações. Conforme o artigo 2º do Decreto 4887/2003, “consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”. Disponível em http://www.incra.gov.br/estrutura-fundiaria/ quilombolas. Acesso em: 9 abr. 2017. (Adaptado) QUESTÃO 62 ··································· Os quilombos representam uma importante herança africana no Brasil e sua existência durante o período colonial está associada a A resistência dos africanos à escravidão, criando comunidades onde poderiam se desenvolver con- forme seus locais de origem. B luta dos africanos para conseguirem voltar à Áfri- ca, embarcando em navios clandestinos para vi- ver nos quilombos de suas terras. C criação de locais específicos para os africanos po- derem compartilhar das riquezas locais com ban- deirantes e indígenas. D tentativa de concessão feita pelo Império portu- guês aos negros para que pudessem viver em li- berdade no Brasil. E tentativa de estabelecer o vínculo entre indígenas e africanos, os quais poderiam viver livremente em um determinado local. PÁG. 47 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Na Antiguidade Clássica, os gregos A valorizavam as formas corporais, apesar de não terem instrumentos para a ocorrência dessa valo- rização. B faziam competições públicas, entre mulheres e homens, para demonstrar quem possuía o corpo mais belo. C defendiam uma educação voltada ao equilíbrio entre mente e corpo, apesar de entenderem o cor- po como sagrado. D preocupavam-se com a beleza dos corpos, re- presentando-os em formas perfeitas por meio da Arte. E defendiam que as pessoas deveriam submeter-se a dietas rígidas para que tivessem corpos definidos. QUESTÃO 65 ··································· Texto I A “democracia representativa” brasileira repre- senta tão somente os interesses do poder sobera- no, transformando a democracia e a representati- vidade em formas não vigentes e não existentes do Estado, confirmando-se que é o campo, e não a cidade, o paradigma do moderno, numa conjun- tura estrutural que se replica há décadas e que deve ser enfrentada. Neste cenário, lembremos o que preconizou Sérgio Buarque de Holanda, em 1936: “a democracia no Brasil foi sempre um lamentável mal-entendido”[3], o que permanece se confirmando dia após dia na história, já tendo passada a hora dos ilustres ocupantes das petrifi- cadas estruturas do poder soberano deixarem de simulacrar o que vivemos e ainda assim rotulá-la como “democracia”. Mal-entendido que se trans- veste de simulacro democrático. Que o nome seja dado aos bois: vivemos num pseudo-Estado-Democrático-de-Direito. Essa é nossa realidade. A pergunta que fica é: até quando? Disponível em: <http://justificando.cartacapital.com. br/2017/03/17/democracia-representativa-brasileirarepresenta- apenas-interesses-do-poder-soberano/>. Acesso em: 15 mar. 2018. Texto II “O Estado de Platão versa, em última análi- se, sobre a Alma do Homem. O que ele nos diz do Estado como tal e da sua estrutura, a chama- da concepção orgânica do Estado, onde muitos veem a medula da República platônica, não tem outra função senão apresentar-nos a “imagem re- flexa ampliada” da alma e da sua estrutura res- pectiva. E nem é nunca atitude primariamente te- órica que Platão se situa diante do problema da alma, mas antes numa atitude prática: na atitude do modelador de almas. A formação da alma é a alavanca com a qual ele faz o seu Sócrates mover todo o Estado.” (JAEGER, 2003, p. 752). Disponível em: <http://www.consciencia.org/as-formas- degoverno-propostas-por-platao>. Acesso em: 9 de abr. 2017. Tendo em vista os recentes debates sobre o Estado e a democracia brasileira, “A República” de Platão traz lições sobre um governo ideal, o qual deve ser gover- nado pelos A populares, que, por serem maioria, conseguiriam criar um governo estável. B filósofos, únicos capazes de governar a cidade por utilizarem a capacidade racional. C guerreiros, aqueles que conseguiriam defender a cidade do ataque inimigo. D religiosos, que seriam os responsáveis pela trans- missão dos valores morais.E cidadãos da cidade, que governavam em um sis- tema democrático-majoritário. QUESTÃO 66 ··································· A concepção política de Platão influenciou bastante a cultura ocidental. Basta analisarmos a estrutura social da Idade Média, para constatar- mos que ela se aproxima bastante das três clas- ses platônicas: a Igreja, os nobres e os servos, representando respectivamente os governantes- -filósofos, os guerreiros e os camponeses e ar- tesãos. Outro aspecto é que a classificação das formas de governo também tem paralelos na história. No entanto, seja em relação às classes quanto às formas de governo, é preciso ter em conta que se trata somente de uma teoria, elabo- rada por um grande gênio, mas apenas uma for- ma esquemática – como tantas outras – de inter- pretar a realidade. Cabe a nós estudarmos seus fundamentos e utilizá-los para aprofundar nossas análises da nossa realidade. Disponível em: <http://www.consciencia.org/as-formas- degoverno-propostas-por-platao>. Acesso em: 9 abr. 2017. (Adaptado) CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 48 É correto estabelecer relações entre a estrutura social da sociedade ideal de Platão e o período medieval, porque em ambos os momentos a sociedade era A estamental, dividida de acordo com a necessida- de da terra, a qual estava nas mãos do povo para Platão e em poder da Igreja na Idade Média. B dividida racionalmente, sem qualquer influência de um poder externo, como o da pólis em Platão, ou da Igreja na Idade Média. C dividida de maneira rígida, com profundo controle por parte de uma instituição, a pólis em Platão, e a Igreja durante a Idade Média. D dividida entre os mais sábios, os clérigos na cida- de de Atenas e os filósofos na Europa feudal da Idade Média. E classificada de acordo com as habilidades das pessoas, podendo ser colocada entre os mem- bros populares ou então entre os clérigos. QUESTÃO 67 ··································· Texto I Aconteceram no mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (Brasil), os XXXI Jogos Olímpicos de Verão. A abertura foi realizada no dia 5 de agosto. A cerimônia de encerramento ocorreu no dia 21 de agosto. O lema dos jogos foi “Viva sua paixão”. As duas cerimônias acontece- ram no Estádio do Maracanã. O estádio do Maracanã foi totalmente refor- mado e modernizado. Sua capacidade atual é de 82.000 espectadores. As cerimônias de abertura e encerramento fo- ram vistas pela televisão por, aproximadamente, 4,5 bilhões de pessoas no mundo todo. Participaram cerca de 10.700 atletas de 205 nações e 2 delegações especiais (Atletas Olímpi- cos Independentes e Atletas Olímpicos Refugia- dos). Disponível em: https://www.suapesquisa.com/olimpiadas2016/. Acesso em: 20 fev. 2018. Texto II A origem dos jogos esportivos na cidade de Olímpia é historicamente reportada ao ano de 776 a.C.. Conta-se que um cidadão de Olímpia, Coro- beu, venceu a primeira disputa do que hoje seria denominado como atletismo, correndo uma dis- tância de cerca de 190 metros, disputada contra seis outros homens. A corrida de Corobeu tornou- -se notória porque o atleta despiu-se, pois julgava que, estando nu, poderia ter um melhor desempe- nho. Durante cerca de quarenta anos os jogos es- portivos ficaram restritos à cidade de Olímpia. Po- rém, com o tempo, outras cidades-estado, como Atenas, Esparta e Corinto, passaram a participar dos eventos. Disponível em: <http://historiadomundo.uol.com.br/grega/ origemdos-jogos-olimpicos.htm>. Acesso em: 14 abr. 2017. Os Jogos Olímpicos surgiram na Grécia Clássica e representaram uma das grandes realizações helêni- cas. Sua criação está associada a/à A competitividade entre os cidadãos gregos e os es- cravos mais preparados para as lutas. B religiosidade grega com o intuito de cultuar os deuses por meio do desempenho esportivo. C disputa pelos maiores prêmios concedidos pelas cidades aos melhores competidores. D tentativa de libertação dos escravos, os quais viam nos Jogos uma forma de alforria. E uma forma de entretenimento típica do mundo an- tigo, não vinculada à religião. QUESTÃO 68 ··································· Em termos de lei, ambos os grupos islâmicos seguem a Sharia, mas Estados têm interpretações diferentes sobre as punições Fundado por Maomé (570-632) no século 7, o Islamismo foi dividido predominantemente en- tre xiitas e sunitas após a morte do líder religio- so, quando foi iniciada uma disputa sobre quem ocuparia a posição de principal liderança da co- munidade islâmica mundial. Mas apesar de esses grupos corresponderem a vertentes distintas da religião, eles ainda compartilham de crenças e práticas fundamentalistas, como a fé no Alcorão, o parentesco a Maomé e a regência da Sharia, código de leis do Islamismo. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/ mundo/2015-07-29/entenda-as-diferencas-entre-xiitas- esunitas.html>. Acesso em: 15 abr. 2017. PÁG. 49 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS A divisão entre xiitas e sunitas existe até hoje dentro do “mundo árabe” e seu surgimento remonta às ori- gens do Islã, quando A os xiitas criaram uma doutrina expansionista e radical, vista até hoje no mundo, consistindo na imposição do Islã a todos os indivíduos, algo que não era aceito pelos sunitas, que defendiam uma política pacífica e tolerante. B o islamismo se espalhou pela Ásia, África e Euro- pa e acabou causando divergências doutrinárias entre seus membros, por exemplo, a não aceita- ção do culto a imagens, defendido pelos sunitas e negado pelos xiitas. C houve uma ruptura entre aqueles que defendiam a leitura somente do Alcorão e a liderança por parte dos descendentes de Maomé, os xiitas; e os favoráveis à adoção da Suna e da não necessida- de de ser descendente de Maomé para conduzir o Islã, os sunitas. D os sunitas defendiam a possibilidade de o Islã ser governado pelos descendentes de Maomé, algo que foi rejeitado plenamente pelos xiitas, que acreditavam que qualquer indivíduo capacitado poderia conduzir a religião. E os xiitas acreditavam que seria possível a utili- zação de um outro livro sagrado, a Suna, repen- sando o valor do Alcorão, algo que não era aceito pelos sunitas, os quais defendiam a leitura única do livro sagrado islâmico, o Alcorão. QUESTÃO 69 ··································· Redes sociais, no mundo virtual, são sites e aplicativos que operam em níveis diversos — como profissional, de relacionamento, dentre ou- tros — mas sempre permitindo o compartilhamen- to de informações entre pessoas e/ou empresas. Na internet, as redes sociais têm suscitado discussões como a da falta de privacidade, mas também servido como meio de convocação para manifestações públicas em protestos. Essas pla- taformas criaram, também, uma nova forma de relacionamento entre empresas e clientes, abrin- do caminhos tanto para interação quanto para o anúncio de produtos ou serviços. Disponível em: https://resultadosdigitais.com.br/redes-sociais/. Acesso em: 12 jan. 2018. Disponível em: <http://letraslivroseafins.blogspot.com. br/2008/03/gutenberg-e-sua-prensa-johannes.html>. Acesso em: 14 abr. 2017. Assim como o surgimento das redes sociais tem transformado o compartilhamento de informações, a prensa de Gutenberg revolucionou a História da hu- manidade no final da Idade Média. Sua criação tornou possível A o surgimento de revistas, jornais e folhetins, os quais eram distribuídos gratuitamente pelos terri- tórios europeus na Idade Moderna. B a expansão da leitura e do conhecimento por meio da publicação, de maneira mais rápida e prática, de livros, jornais, folhetins e outros. C o desenvolvimento da Filosofia, a qual pôde ex- pandir-se na Europa, uma vez que os livros pas- saram a ser impressos. D o advento de jovens escritores, que não podiam desenvolver suas habilidades porque não tinham meios de impressão. E o surgimento da História, porque anteriormente não havia outra forma de desenvolvê-lasem esse tipo de escrita. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 50 QUESTÃO 70 ··································· Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim, a existência de uma sociedade e a coesão social que assegura sua continuidade só se torna possí- vel quando os indivíduos se adaptam ao processo de socialização, ou seja, quando são capazes de assimilar valores, hábitos e costumes que defi- nem a maneira de ser e de agir característicos do grupo social a qual pertencem. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ sociologia/durkheim-2-a-consciencia-coletiva-e-fatos-sociais. htm?cmpid=copiaecola>. Acesso em: 15 abr. 2017. Durkheim foi um dos grandes nomes da Sociologia na passagem do século XIX para o século XX. Dissertou sobre o método nas Ciências Sociais, a questão da solidariedade e também sobre o suicídio. Para ele, a consciência individual é A formada pelo próprio indivíduo, que é livre para escolher seus próprios valores, objetivamente, sem a influência externa. B fruto das relações econômicas que o indivíduo compartilha em sociedade, que impõe um com- portamento de acordo com o sistema financeiro vigente. C influenciada pela moral religiosa, que impõe os valores aos indivíduos, os quais são uma tábula rasa, aceitando, sem contestação, as imposições. D determinada pela consciência coletiva, que expres- sa os valores provenientes das instituições sociais, como a Igreja, a família, o Estado e outras. E formada pelos valores estatais, que são transmi- tidos pela educação, excluindo a possibilidade da influência familiar na formação do indivíduo. QUESTÃO 71 ··································· A grande desigualdade de direitos entre pa- trícios e plebeus provocou uma série de lutas sociais em Roma, que durou cerca de dois sécu- los. A primeira revolta foi em 494 a.C., quando os plebeus ameaçaram fundar outra cidade, no Monte Sagrado. Para retornar ao serviço militar romano, os plebeus fizeram várias exigências aos patrícios. Por exemplo: deveria ser criado um Co- mício da Plebe, presidido por um tribuno da plebe. A pessoa do tribuno da plebe seria inviolável e teria também poderes especiais para cancelar a aprovação de quaisquer decisões do governo que prejudicassem os interesses da plebe. Disponível em: <http://www.historiamais.com/republica_ romana.htm>. Acesso em: 15 abr. 2017. No século V a.C., ocorreram em Roma as rebeliões realizadas pela plebe, a qual sofria com restrições em relação aos seus direitos dentro da República. Neste período, os plebeus A exigiam o direito de poder candidatar-se ao cargo de presidente da República romana, a qual manti- nha o cargo exclusivo para os patrícios. B lutavam pelo direito de ter terras em Roma, uma vez que os escravizados estavam reivindicando a sua liberdade, sendo possível ter uma ampla con- quista social. C queriam ter acesso às terras conquistadas pela República, mas que eram distribuídas somente à elite dos patrícios. D lutavam pela liberdade religiosa, a qual era restri- ta, pois não se podia cultuar o Cristianismo, proi- bido, por ser visto como algo subversivo à Repú- blica romana. E reivindicavam vários direitos até então restritos, como o de registrar as leis, o de casar-se com patrícios, a proibição da escravidão por dívida e a existência de uma magistratura própria. QUESTÃO 72 ··································· A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada nesta sexta (15) pelo Conselho Nacio- nal de Educação (CNE), servirá como referência para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares estaduais e municipais e das propostas pedagógicas das instituições escolares. Uma das mudanças no texto aprovado pelo CNE incluiu novamente orientações sobre o ensino re- ligioso nas escolas. A BNCC estava em discussão no CNE desde abril, quando foi enviada pelo Ministério da Edu- cação, e passou por diversas modificações desde então, após o recebimento de propostas e a rea- lização de audiências públicas. O documento foi alvo de diversos questionamentos e polêmicas, e um grupo de entidades chegou a pedir a suspen- são da sua votação na semana passada. Disponível em: <https://bit.ly/2pNo7F7>. Acesso em: 05 jan. 2018. Defender a possibilidade de utilizar algumas categorias platônicas para superar dificuldades que inevitavelmente surgem com a leitura do Gê- nesis, e desta forma, crer que tais aportes sejam reconhecidos como legítimos, é o mínimo a es- PÁG. 51 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 73 ··································· O documentário Mandioca – Raiz do Brasil in- vestiga usos e influências da mandioca. No pro- grama, os índios Kiriris de Mirandela – município de Banzaê – invocam a lenda indígena de Mani do surgimento da raiz e sua presença entre os po- vos indígenas, primeiros consumidores da man- dioca em forma de beiju ou farinha. A apropriação do vegetal e seus derivados pela culinária dos colonizadores europeus, que antes só conheciam e consumiam o trigo, também está entre os as- pectos abordados. Através dos historiadores Ri- cardo Carvalho (Salvador) e Rui Medeiros (Vitória da Conquista) e do engenheiro agrônomo Joselito Motta, com depoimentos que pontuam todo o do- cumentário, o espectador conhecerá o relato de como a mandioca fez, desde os tempos coloniais, e faz parte da história social dos brasileiros. Disponível em: <http://www.irdeb.ba.gov.br/tve/catalogo/media/ view/2084?template=irdeb>. Acesso em: 15 abr. 2017. (Adaptado) O cultivo da mandioca é, ainda hoje, marcante ao re- dor do Brasil. No passado, durante o período colonial, por exemplo, seu cultivo foi A determinante para a vida dos escravizados, os quais utilizavam a mandioca como elemento de troca com os senhores para obter carne. B preponderante para a vida dos senhores de enge- nho, que não possuíam outra alternativa de pro- dução alimentar nos latifúndios. C fundamental para alimentação dos indígenas, mas também para os portugueses conseguirem a so- brevivência nos trópicos. D possível graças às técnicas provenientes do mun- do árabe, que contribuiu decisivamente para o su- cesso da produção no Brasil. E pouco importante na alimentação da população, apesar de ser muito bem difundido entre as popu- lações indígenas. perar de alguém que encontrou no neoplatonis- mo o instrumental útil para superar a leitura literal do texto bíblico feito pelos maniqueístas e mais ainda, levá-lo de volta ao Cristianismo, agora de forma amadurecida. Por que esta predileção pela tradição platônica? Porque Agostinho não conhe- ceu nenhuma outra metafísica que lhe permitisse superar a interpretação dos maniqueístas a não ser esta. Disponível em: <https://bit.ly/2E2ggIF>. Acesso em: 15 abr. 2017. Com as recentes discussões em torno do ensino re- ligioso, o estudo da diversidade religiosa e seu en- tendimento pelas perspectivas sociológicas e filosó- ficas ganharam proeminência. Nesse sentido, Santo Agostinho (353-430) foi um dos grandes nomes da Filosofia cristã que realizou importante leitura do pen- samento de Platão, desempenhando uma aproxima- ção entre A o esforço individual pela vida sem vícios, afastada do corpo, e uma vida religiosa sem prazeres ma- teriais, baseada na contemplação do corpo. B o Mundo das Ideias e a Cidade de Deus, de onde provém tudo aquilo que é Bom, e o Mundo das Coisas e a Cidade dos Homens, marcada pelo erro e pelo desvio. C a permanência do verdadeiro ser, aquele presente no Mundo das Ideias e a realização plena do indi- víduo, o qual vive neste mundo corpóreo. D a reminiscência de todo o conhecimento, contem- plado anteriormente pela alma, e a verdade abso- luta, revelada ao homem por Deus por meio dos sentidos. E a ideia do eterno movimento, o devir, e as mu- danças ontológicas do ser, o qual poderia sair da condição de pecador para homem virtuoso. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 52 nativas do território. Além disso,as submetiam a uma rotina de trabalho que despertava a cobiça dos bandeirantes, que praticavam a venda de es- cravos indígenas. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/ historiadobrasil/jesuitas.htm>. Acesso em: 15 abr. 2017. Os jesuítas desempenharam um papel importante du- rante o período colonial brasileiro. Apesar de utiliza- rem o trabalho indígena nas missões, eles os defen- deram da escravidão e A ensinaram aos nativos a diversidade religiosa, embora tenham defendido o Cristianismo. B difundiram a escrita entre os indígenas, os quais abandonaram os costumes orais. C proporcionaram qualidade de vida aos indígenas ao trazerem vestimentas aos nativos. D foram os primeiros responsáveis pela educação no Brasil, tendo monopolizado o ensino e a escri- ta. E lecionaram novas táticas de guerra aos indígenas como forma de defender as missões. QUESTÃO 76 ··································· A migração dos venezuelanos para o Brasil De acordo com o Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), depois dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo destino mais procu- rado pelos venezuelanos, seguido da Argentina, Espanha, Uruguai e México. As nações recebe- ram milhares de solicitações de migração neste ano. A maioria dos venezuelanos que chega aqui entra pela fronteira com Roraima, segundo a or- ganização Human Rights Watch. Eles solicitam por refúgio, uma permissão para permanecer no Brasil na condição de refugiados, o que significa que precisaram deixar o país de origem por moti- vos de perseguição política ou crise humanitária. Também procuram por trabalho temporário e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), devido ao precá- rio atendimento médico, quando existia, em seu país natal. Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/ atualidades-vestibular/entenda-a-crise-migratoria-de- venezuelanos-para-o-brasil/. Acesso em: 30 out. 2018. QUESTÃO 74 ··································· “Um espectro ronda a Europa — o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha”. MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Disponível em: <https://www.marxists.org/portugues/ marx/1848/ManifestoDoPartidoComunistaEmGalego/cap01. htm>. Acesso em: 15 abr. 2017. A Sociologia de Karl Marx e Friedrich Engels agitou o mundo europeu no século XIX ao expor críticas ao sistema capitalista. Percebe-se, pelo texto, que a di- vulgação dessas ideias causava A ampla aceitação nos setores sociais, com desta- que para a visão burguesa, que via no marxismo uma forma de afirmação do capitalismo. B espanto entre os membros da população mais carente, que não tinha a capacidade de entender ideias filosóficas. C boa repercussão entre os membros da nobreza, que viam nas ideias socialistas uma forma de der- rubar o poder da burguesia. D aceitação entre os membros do clero, que com- partilhavam das ideias marxistas como forma de redistribuir as riquezas sociais. E grande temor na burguesia europeia, que temia o avanço das ideias socialistas que colocavam em risco os seus negócios. QUESTÃO 75 ··································· Os jesuítas faziam parte de uma ordem reli- giosa católica chamada Companhia de Jesus. Criados com o objetivo de disseminar a fé católica pelo mundo, os padres jesuítas eram subordina- dos a um regime de privações que os preparavam para viverem em locais distantes e se adapta- rem às mais adversas condições. No Brasil, eles chegaram em 1549 com o objetivo de cristianizar as populações indígenas do território colonial. Incumbidos dessa missão, promoveram a criação das missões, que organizavam as populações in- dígenas em torno de um regime que combinava trabalho e religiosidade. Ao submeterem as popu- lações aos conjuntos de valor da Europa, mina- vam toda a diversidade cultural das populações PÁG. 53 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Esses massacres marcam negativamente a história no campo brasileiro. Os confrontos entre membros de movimentos sociais, fazendeiros e índios quilombo- las que disputam a terra já provocaram milhares de vítimas e são determinados por vários fatores, como A a herança da colonização, intensificação da grila- gem e o avanço da agricultura e da pecuária em regiões de florestas. B a intensificação da prática de agricultura de sub- sistência e aumento da política de assentamento dos sem-terra. C o aumento da produção agrícola intensiva de cana-de-açúcar na região e a desapropriação de terras improdutivas. D a herança da colonização, avanço da pecuária bo- vina e o aumento da agricultura de subsistência na Amazônia. E o aumento da produção agrícola extensiva de cana-de-açúcar na região e o aumento do assen- tamento dos sem-terra. Leia o texto para responder às questões 78 e 79. O avanço da tecnologia vai mudar a dinâmica do mercado de trabalho e até 45% das atividades feitas por profissionais podem ser automatizadas nos próxi- mos dois ou três anos, fazendo com que a tecnologia substitua as tarefas cognitivas e as manuais para que as pessoas possam assumir tarefas não rotineiras e funções mais satisfatórias. As informações são do estudo “A Revolução das Competências”, do ManpowerGroup, que foi apresentado no Fórum Econômico de Davos na semana passada. Apesar do provável aumento das máquinas no ambiente de trabalho, 64% das empresas afir- maram que o número de empregados não deve mudar, 19% pretendem aumentar a força de tra- balho, 12% pretendem diminuir e 5% não sabem. Com a automação, três entre quatro líderes empresariais acreditam que a automação exigirá novas competências nos próximos dois anos. “A tecnologia irá substituir atividades que são rotinei- ras e consideradas mecânicas. Para o profissional é esperado um escopo muito forte da competên- cia e característica humana como criatividade e inteligência emocional, que favorecem as rela- ções humanas e a flexibilidade cognitiva, que é uma competência de encontrar e identificar cami- nhos voltados para as condições de relações e O ato de migrar é realizado há milhares de anos, sendo caracterizado como uma forma de mobilidade espacial da população. Migrar é trocar de país, região, estado, município ou até de domi- cílio. No Brasil, os movimentos migratórios estão mais diversificados, no entanto, os habitantes do Nordeste protagonizaram grandes fluxos migrató- rios com destino às outras regiões do país, sobre- tudo para o Sudeste. Disponível em: http://educador.brasilescola.uol.com.br/ estrategias-ensino/a-migracao-nordestina.htm. Acesso em: 26 abr. 2017. O fluxo migratório influencia diretamente a oferta de mão-de-obra nos locais onde os migrantes chegam, tema objeto de recentes discussões suscitadas pelo deslocamento de venezuelanos para o Brasil. Pensando a construção da cidade de São Paulo, a migração de nordestinos foi o maior fluxo de movi- mentação interno do país, provocando uma/um A valorização da mão-de-obra no mercado de traba- lho da construção civil. B desvalorização da mão-de-obra porque a oferta de emprego era muito pequena. C mudança nas leis trabalhistas, melhorando os be- nefícios concedidos. D desvalorização da mão-de-obra, porque ela se tornou abundante. E grande êxodo urbano de nordestinos para o Sul do país. QUESTÃO 77 ··································· A polícia de Mato Grosso investiga uma cha- cina de trabalhadores sem-terra. Nove pessoas foram assassinadas na quinta-feira (20), numa área rural conhecida como Taquaruçu do Norte. Segundo testemunhas, um grupo de encapuzados chegou atirando. A Pastoral da Terra diz que são pelo menos dez mortos, e que há crianças entre as vítimas, mas as autoridades não confirmam essa informação. As mortes foram na região de Colniza, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. A região é de difícil acesso e o celular não funciona. A polícia suspeita quefazendeiros tenham en- comendado o crime. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/ noticia/2017/04/policia-de-mato-grosso-investiga-chacina- emarea-de-sem-terra.html>. Acesso em: 26 abr. 2017. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 54 QUESTÃO 79 ··································· O texto afirma que os profissionais da geração Z pre- cisam ser preparados para as novas funções no mer- cado de trabalho, desencadeando um crescimento no setor A primário da economia, pois a automação está ge- rando aumento no sistema produtivo rural. B secundário da economia, devido à diminuição das máquinas nas indústrias automotivas. C terciário da economia, na área de produção de desenvolvimento de plantações orgânicas. D secundário da economia, devido à automação nas áreas de construção civil e maquinários. E terciário da economia, devido às novas oportuni- dades na área de tecnologia da informação. QUESTÃO 80 ··································· “No final do século 17 foi a máquina a vapor. Desta vez, serão os robôs integrados em sistemas ciberfísicos os responsáveis por uma transformação radical. E os economistas têm um nome para isso: a quarta revolução industrial, marcada pela conver- gência de tecnologias digitais, físicas e biológicas”. Disponível em: <http://g1.globo.com/economia/concursos- eemprego/noticia/tecnologia-vai-mudar-dinamica-no- mercadode-trabalho-diz-pesquisa.ghtml>. Acesso em: 26 abr. 2017. Os países que estão à frente dessa nova revolução são os que mais investem em P&D. Dentre eles, des- tacam-se A os países periféricos como o Uruguai e o Chile, pois têm os melhores IDH nos seus continentes. B os países centrais como a Noruega e a Inglaterra, pois investem grandes cifras em novas tecnologias. C os países centrais como a Rússia e a Índia, que investem grandes cifras em novas tecnologias. D os países socialistas como a Coreia do Norte e a China, que intensificaram suas tecnologias devido à grande abertura política. E os países centrais como a Grécia e Portugal, que saíram de grande crise econômica e investiram em novas tecnologias. negociações”, ressalta Márcia Almström, diretora de RH do ManpowerGroup. A pesquisa também mostra as áreas que terão aumento de demanda nos próximos anos. Tecno- logia da informação é o setor com a maior previ- são de crescimento, de 26%. Em seguida, estão: recursos humanos (20%) e linha de frente/ foco no cliente (15%). Na outra ponta, entre as áreas com menor perspectiva de crescimento, estão: finanças e contabilidade (1%), produto e geren- ciamento (4%) e administração e escritório (5%). Segundo o levantamento, 65% dos empregos que a geração Z (pessoas nascidas na década de 90 até 2010) terá ainda nem existem. “Os profis- sionais precisam estar prontos para os novos em- pregos e as novas competências que surgirão em função dos impactos da tecnologia nas empresas e negócios”, diz Márcia. Disponível em: <http://g1.globo.com/economia/concursos- eemprego/noticia/tecnologia-vai-mudar-dinamica-no- mercadode-trabalho-diz-pesquisa.ghtml>. Acesso em: 26 abr. 2017. QUESTÃO 78 ··································· De acordo com o texto, as novas tecnologias irão gerar A mais empregos em atividades consideradas roti- neiras e mecânicas. B mais empregos em atividades consideradas ma- nuais e artesanais. C desempregos em atividades consideradas rotinei- ras e mecânicas. D mais empregos em atividades consideradas de base. E desempregos em atividades consideradas de alta tecnologia. PÁG. 55 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 82 ··································· O Cerrado é um tipo de vegetação que com- põe a fitogeografia brasileira, já ocupou 25% do território brasileiro, fato que lhe dá a condição de segunda maior cobertura vegetal do país, supera- da somente pela floresta Amazônica. No entanto, com o passar dos anos, o Cerrado diminuiu signi- ficativamente. Disponível em: <http://www.caliandradocerrado.com. br/2010/05/vegetacao-tipica-do-cerrado.html>. Acesso em: 26 abr. 2017. A diminuição do Complexo do Cerrado no Brasil nos últimos 40 anos está relacionada, principalmente, com o avanço da/do A agricultura de subsistência no cultivo do arroz voltada para a segurança alimentar da população brasileira. B agricultura intensiva da soja transgênica inserida em território brasileiro a partir da Revolução Verde. C agricultura intensiva no cultivo do café que se ex- pandiu por todas as regiões brasileiras. D produção agrícola de plantation de cana-de-açú- car voltada exclusivamente para a produção de etanol. E cultivo de seringueira para extração do látex que ganhou todo o território do meio norte nordestino. QUESTÃO 81 ··································· Uma discussão interessante que tem ressur- gido nos últimos tempos é a ligação entre a au- tomação de tarefas e o desemprego. À baila da crise, eis de volta um tema que as épocas de crescimento econômico e de forte emprego quase fazem esquecer. No entanto, o aumento do de- semprego dá novamente ao tema direito a tempo de antena e luzes da ribalta. Taxas de desem- prego de dois dígitos, trabalho precário e sem di- reitos, ajudados por inflação elevada dos preços dos produtos mais essenciais são chão fértil onde crescem os medos e as revoltas, e o medo da tec- nologia acaba por ser um deles. Disponível em: <http://www.tecnociencia.etikweb.com/Article-53- Tecnologia-e-desemprego.html>. Acesso em: 26 abr. 2017. De acordo com o texto, as taxas de desemprego de dois dígitos são provocadas A pelo avanço da tecnologia no sistema de produ- ção, transformando-se no único problema que tem desestruturado a economia como um todo. B pela automação no setor agrícola que se constitui no único problema de desemprego na atualidade. C por vários fatores como trabalho precário, inflação elevada e o medo da tecnologia da automação. D pelo fechamento de indústrias, devido à implan- tação de linhas de produção predominantemente robotizadas. E pelo elevado custo da produção em todos os se- tores da economia e altos investimentos em tec- nologia. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 56 QUESTÃO 83 ····························································································· Um mês depois do rompimento das barragens da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, neste sábado (5), os municípios do Espírito Santo atingidos pela onda de rejeitos de minério contabilizam os prejuízos. Ao todo, pelo menos 317 mil pessoas foram impactadas, direta ou indiretamente, pelo desastre ambiental. Além disso, 3 toneladas de peixes foram recolhidos mortos. Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2015/12/barragem-que-rompeu-ha-1-mes- trazmar-de-lama-e-prejuizos-para-o-es.html>. Acesso em: 26 abr. 2017. Especialistas afirmam que a Samarco protagonizou o maior impacto socioambiental da história. Como consequ- ência, o processo de recuperação ambiental na área afetada está sendo A rápido, pois o rio Doce tem regime pluvial equatorial, altamente chuvoso, facilitando sua recuperação. B rápido, pois o rio Doce tem regime pluvial do semi-árido, secando nos períodos de estiagem e facilitando sua recuperação. C lento, pois sua foz exorreica dificulta a saída de resíduos para o oceano Atlântico no estado do Espírito Santo. D lento, pois mesmo tendo grande volume de água o rio Doce já vinha agonizando devido à poluição e à perda da mata ciliar. E lento, pois sua foz endorreica dificulta a saída de resíduos mesmo tendo grande volume de água. PÁG. 57 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS A imagem representa um problema ambiental obser- vado, principalmente, em países onde A existe grande queima de combustíveis fósseis, como o carvão mineral. B a pecuária intensiva abrange grande parte do seu território. C o desmatamento ocorre devido ao acelerado cres- cimento econômico.D as políticas ambientais favorecem as termoelétri- cas, queimando gás natural. E as chuvas ocorrem predominantemente nos sols- tícios de verão. QUESTÃO 86 ··································· Texto I Uma família que contraiu doença de Chagas em Lábrea, no Amazonas, teve a confirmação de que o parasita estava presente em açaí consumi- do pelas pessoas. A Fundação de Medicina Tropical Doutor Hei- tor Vieira Dourado e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas comprovaram a presença do transmissor em amostra de açaí analisada. A Secretaria de Saúde do estado confirmou que as sete pessoas da mesma família foram in- fectadas com a doença e são monitoradas desde janeiro, quando o caso foi notificado. A secretaria ainda informou que é a primeira vez que é com- provada cientificamente a presença do protozoá- rio causador da doença no alimento. Por meio de nota, a Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas informou que ações de conscientização de produtores de açaí serão re- forçadas. Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/ brasil/2018/03/confirmado-que-acai-consumido-por-familia- estava-contaminado.html. Acesso em: 02 mar. 2018. Texto II Embora o açaizeiro ocorra naturalmente em grandes concentrações em toda a região do estu- ário amazônico, a produção econômica de frutos é creditada, basicamente, às microrregiões homo- gêneas de Cametá (MRH 041), Furos de Breves (MRH 035) e Arari (MRH 036) que, ao longo dos últimos 10 anos, contribuíram com mais de 90% da produção estadual. Em termos de oferta de frutos, têm destacadas participações os Municí- pios de Cametá, Limoeiro do Ajuru, Abaetetuba, QUESTÃO 84 ··································· Visando o desenvolvimento socioeconômico, dentro de critérios sustentáveis, várias ações fo- ram implementadas na Reserva Chico Mendes através de parcerias, entre elas, a fábrica de ca- misinhas Natex, a indústria de beneficiamento de castanha, o manejo madeireiro comunitário e a construção de açudes na reserva. Além de com- plementar a renda, a produção de peixes garante a segurança alimentar, reintroduzindo o peixe no cardápio de muitas famílias. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/ meioambiente/2014/10/reserva-extrativista-chico-mendes- emodelo-de-sustentabilidade>. Acesso em: 26 abr. 2017. O texto retrata claramente uma política de produção A antagônica ao capitalismo, em que o principal ob- jetivo é o lucro. B utópica, pois estes projetos atendem apenas aos interesses dos latifundiários. C contrária à política do conservacionismo ambien- tal. D utópica, pois observamos a desestruturação plena dos povos das florestas. E contrária à política de preservação das reservas extrativistas. QUESTÃO 85 ··································· Disponível em: <http://geografianovest.blogspot.com/2012/06/ chuva-acida-em-charges.html>. Acesso em: 26 abr. 2017. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 58 QUESTÃO 87 ··································· Alexandre, o Grande, deu continuidade à politica de expansão territorial de seu pai Felipe II. O Império Macedônico no período de Alexan- dre atingiu seu ponto máximo de conquistas ter- ritoriais. Abrangeu a Grécia, nordeste da África, Mesopotâmia, Anatólia até o rio Indo (na Índia). Portanto, gregos, persas, assírios e hindus foram conquistados pelos macedônicos. Alexandre, o Grande, foi criado dentro da cul- tura grega, pois havia sido educado por Aristóte- les, um dos principais filósofos da Grécia Antiga. Ele também teve contato com a cultura oriental dos diversos povos que faziam parte do Império Macedônico. Período Helenístico. Disponível em: <http://www.suapesquisa. com/grecia/periodo_helenistico.htm>. Acesso em: 25 jan. 2018. O período helenístico, descrito no texto, foi marcado por inúmeras práticas peculiares ao seu tempo. Uma dessas práticas refere-se ao fato de que, neste perío- do, o império de Alexandre A avançou com suas forças militares e entrou em choque com Cartago e Macedônia, potências do- minantes na região do Mediterrâneo, iniciando conflitos conhecidos como Guerras Púnicas. B fixou seu território ao norte da região ocupada pe- los sumérios e, a partir de lá, foram conquistando toda a Mesopotâmia, impondo o princípio de ta- lião como lei em todo o Império. C ocupou partes da África, Ásia e Europa, mas foi a conquista de Constantinopla que conseguiu trans- formar o que antes era apenas um sultanato oto- mano em um verdadeiro Império. D fundiu diferentes culturas, como a grega, a persa e a egípcia, e, liderado por um dos maiores con- quistadores da história, expandiu-se pelas terras conquistadas através de inúmeras guerras. E construiu seu Império em três fases conhecidas como Antigo, Médio e Novo Império, antes de ser invadido por vários povos, dentre eles os assírios, e gradativamente perder seu poder. Igarapé-Miri, Ponta de Pedras e Mocajuba, respon- sáveis por cerca de 80% da produção paraense. A produção anual de frutos se mantém por vol- ta de 160 mil toneladas, mas esperado sensível aumento quando as áreas de cultivo e de manejo apresentarem níveis satisfatórios de produtivida- de, estimados em 8 toneladas por hectare. Do total colhido, cerca de 20% é consumido pelas fa- mílias no local de produção. O valor anual da pro- dução de frutos de açaizeiro, no Estado do Pará, é de aproximadamente 66 milhões de reais. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/ item/125409/1/SISTEMA-PROD-4-ONLINE-.pdf. Acesso em: 06 jan. 2018. Especialmente na região Norte do país, a cultura do açaí é essencial porque A proporciona a inclusão social de inúmeras famílias de baixa renda, que vivem da extração da fruta em suas comunidades locais. B representa um elemento importante para o patri- mônio cultural brasileiro, pois faz parte da alimen- tação da população em todo o país. C continua sendo uma das principais fontes de ri- queza das populações indígenas na região Norte, representando a identidade dos moradores locais. D faz parte da culinária local e é um dos principais ingredientes da culinária brasileira que vem se tornando conhecido internacionalmente. E permite alimentar com boa qualidade nutricional as comunidades que o extraem e as que com- pram o produto em diversas regiões do país. PÁG. 59 - CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 88 ··································· A luta por uma identidade italiana (italianità) foi uma batalha que os imigrantes e seus descenden- tes tiveram que travar em terras brasileiras. Nes- sa luta, teve importância a política do governo de Mussolini, que buscava resgatar um sentimento de orgulho “de ser italiano” fora da Itália. Esse foi um período em que a questão da italianità teve um caráter político, com a adesão de muitos imigrantes e descendentes ao fascismo. Tiveram, também, papel importante muitas ins- tituições, dentre as quais, a Igreja, a escola, as associações beneficentes, profissionais e recrea- tivas e, também, a imprensa. IMIGRAÇÃO. Brasil 500 anos. Disponível em: <http:// brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/ italianos/ser-italiano-no-brasil-a-identidade-italiana>. Acesso em: 15 jan. 2018. No final do século XIX e início do século XX, o Bra- sil recebeu, entre outras etnias, cerca de um milhão e meio de imigrantes italianos. Nesse período, o orgulho nacionalista dos italianos estava fragilizado porque A a ideologia que dominava o país era anticapita- lista e procurava aproximar a Itália dos partidos socialista e comunista. B o sentimento antiescravista no Brasil motivou a vinda dos imigrantes italianos, mas os colocou em condições precárias de trabalho. C o regime vigente na Itália era de ordem totalitaris- ta, e concentrava todos os poderes nas mãos do governo. D a pobreza e a falta de emprego que assolavam a Itália após a Primeira Guerra Mundial fortaleciam a sensação de fracasso nacional. E a extrema direita estava fortalecida e comeste fortalecimento a Itália entrou em um regime fas- cista, completamente antidemocrático. QUESTÃO 89 ··································· Se por um lado a elite da música olha com desdém para o funk, por outro, há quem veja em sua origem — as favelas cariocas — a razão para que os sucessos das funkeiras não seja reconhe- cido como parte de um processo do avanço da revolução sexual feminina no Brasil. Seria então preconceito não considerar a relevância do funk cantado por mulheres e ignorá-lo na discussão sobre o feminismo nas periferias? Talvez. E essa é a opinião de muitos dos que vão às redes de- fender o gênero musical, independentemente da sua qualidade sonora. O fato é que, longe do olhar atento dos internautas e intelectuais, mi- lhares de brasileiras cantam como se fossem hi- nos, em pancadões, músicas consideradas por muitos politicamente incorretas e pornográficas, como avaliou a própria Valesca Popozuda, que há alguns anos vem se declarando feminista. “Chega de hipocrisia. As mulheres têm o direito de falar sobre sexo. Mas muitas se calam por medo do que a sociedade vai achar.” Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2015/08/08/ cultura/1438990341_905412.html?rel=mas>. Acesso em: 19 jan. 2018. O texto defende que o funk é A um estilo musical inferior aos que são considera- dos música de elite. B uma forma de manifestação que incentiva um olhar vulgar para a figura feminina. C um movimento que se sintoniza com os ideais fe- ministas dos anos 1960. D uma forma de manifestar o desejo das mulheres de fazer sucesso na música. E um processo de reconstrução da música brasileira vindo das periferias. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - PÁG. 60 QUESTÃO 90 ····························································································· As novas tecnologias de informação e comunicação têm alterado profundamente as relações entre aquilo que é público e tudo que faz parte da esfera privada dos indivíduos. Assim, vídeos familiares, dados pesso- ais, fotografias de viagens, etc. são compartilhados na rede e o acesso a estas informações é praticamente irrestrito. É possível ter acesso a informações de qualquer pessoa através de redes sociais ou de uma sim- ples pesquisa no Google. Muitas empresas não selecionam candidatos a vagas de empregos sem antes consultar esses dados da internet. Assim, a vida privada dos indivíduos começa a ser mesclada com situa- ções públicas como o mundo do trabalho e do desempenho de papéis sociais institucionais. Disponível em: <http://tecnoesociedade.blogspot.com.br/2011/07/tecnologia-e-vida-social.html>. Acesso em: 15 Jan. 2018. (Adaptado) As informações no texto permitem analisar as modificações impostas pelas tecnologias à vida das pessoas, tanto na esfera social quanto no mundo do trabalho, e demonstra que a exposição da vida pessoal na internet requer que as pessoas aprendam a A ter participação ativa nas redes sociais para manter contatos pessoais e criar oportunidades profissionais. B divulgar ideias e opiniões nas redes sociais de forma autêntica e clara, para que as pessoas tenham clareza do que se pensa. C manter uma atitude comedida e responsável em relação à informação que se veicula nas páginas pessoais e outros espaços de autoria digital. D compartilhar informações sobre acontecimentos como férias, conquistas, bem como informações de utilidade pública recebidas nas páginas pessoais. E responder mensagens e emitir comentários sobre postagens em curto espaço de tempo entre o recebimento e a resposta para demonstrar eficiência e prontidão. PÁG. 61 - LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Pág. 52 RASCUNHO DA REDAÇÃO liNgUAgENS, CóDigOS E SUAS tECNOlOgiAS FOLHA DE RESPOS TAS – Prova Brasil A B C D O1 O2 O3 O4 O5 O6 O7 O8 O9 1O 11 12 13 14 15 E 28 Simulado ENEM Nome: Turma: Número: Ao terminar de responder às questões, preencha a Folha de Respostas com caneta preta ou azul. Importante: se houver rasura na Folha de Respostas, a respectiva questão será anulada. FOLHA DE RESPOSTAS - ENEM 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A B C D 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 E 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 A B C D 61 62 63 64 65 66 67 68 69 7O 71 72 73 74 75 E 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90