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Caso clínico IAMCSST e Diabetes

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CURSO DE ENFERMAGEM
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, SAÚDE E TECNOLOGIA - CCSST
DISCENTE:
LUCAS RIBEIRO ARAUJO
CASO CLÍNICO
IMPERATRIZ - MA
2023
CASO CLÍNICO
IMPERATRIZ - MA
2023
SUMÁRIO
1. Introdução__________________________________________________________3
2. Objetivos ___________________________________________________________3
3. Resultados e discussões______________________________________________
a. Histórico da doença atual _______________________________________ 4
b. Fisiopatologia__________________________________________________4
c. Tratamento____________________________________________________4
d. Exames complementares_________________________________________5
e. Prescrição médica______________________________________________ 6
f. Diagnósticos de enfermagem ____________________________________ 7
g. Planos de cuidados ____________________________________________ 8
4. Evolução de enfermagem______________________________________________9
5. Conclusão__________________________________________________________10
6. Referências bibliográficas_____________________________________________11
1. Introdução
Segundo o Ministério da Saúde, o Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de
mortes no país. Estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de
infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra um óbito. Para diminuir o risco de morte, o
atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar uma
vida.
O infarto do miocárdio(IM) clássico é anunciado por dor (ou pressão) torácica
subesternal intensa e em aperto que pode irradiar para o pescoço, a mandíbula, o epigástrio
ou o braço esquerdo. Ao contrário da angina pectoris, a dor normalmente dura vários
minutos a horas, e não diminui com a administração de nitroglicerina ou com o repouso.
Contudo, em uma minoria considerável de pacientes (10%-15%), os IMs provocam sinais e
sintomas atípicos e podem até ser totalmente assintomáticos (ROBBINS & COTRAN, 2018)
Os principais fatores de risco para o infarto são o tabagismo, o colesterol em excesso,
hipertensão, diabetes, obesidade, estresse e depressão. Os diabéticos têm de duas a quatro
vezes mais chances de sofrer um infarto. Pacientes com familiares próximos (pais ou irmãos)
com histórico de infarto também têm mais chance de desenvolver a doença. Esses infartos
“silenciosos” são particularmente comuns nos pacientes com diabetes melito e nos idosos.
A hiperglicemia resulta numa aceleração da aterotrombogênese, estão a glicação de
lipoproteínas, prolongando a meia-vida da lipoproteína de baixa densidade (LDL), facilitando
sua oxidação e aumentando seu poder de agressão ao endotélio, além da formação de outros
produtos finais de glicação, que promovem a disfunção endotelial generalizada.
Nos serviços de urgência e emergência, o profissional responsável pelo
primeiro atendimento ao paciente com suspeita de IAM é o enfermeiro, que realiza o
processo de triagem inicial. Ainda é grande o número de pacientes que apresentam dor
torácica nos serviços de atendimento. Sendo assim, é de extrema importância o
atendimento ágil e precoce deste paciente (RIBEIRO et al., 2016).
2. Objetivo
Relatar o caso de uma paciente que teve infarto agudo do miocárdio, diabética e tabagista.
3
3. Resultados e discussões
a. Histórico da doença atual
Paciente M.L.A.C, deu entrada no H.M.I dia 06/04/2013 com queixa de dor precordial, com
irradiação para MSE. Relatou que sentia dores de cabeça e tontura ao realizar as atividades
diárias, e cita melhora quando senta ou deita. Realizado ECG que mostrou IAMCSST na
parede anterior, paciente encaminhada para UTI no dia 07/04/2023 e alta para enfermaria no
dia 17/04/2023. Tem histórico de CATE e angioplastia. Realizado ecodopplercardiograma,
que resultou em Válvulas aórtica e mitral espessadas com calcificação, e câmara esquerda
com espessura aumentada.
b. Fisiopatologia
A fisiopatologia da doença apresentada por M.L.A.C, denominada de Infarto Agudo
do Miocárdio do tipo 1, que é decorrente de placa ateromatosa. A doença ateroclesrótica é
uma doença crônica, que oclui as coronárias, impedindo que o fluxo sanguíneo se altere
conforme a necessidade do miocárdio. As placas de aterosclerose podem variar entre estável
e instável ao longo de sua evolução e, no caso de placas estáveis, em situações que aumentem
a demanda de oxigênio (ex: durante o exercício físico), o fluxo não consegue adequar-se à
necessidade devido a essa obstrução, levando a isquemia, necrose e dor. A placa
aterosclerótica se desenvolve a partir da oxidação do acúmulo de LDL que se deposita nas
paredes das artérias, gerando um processo inflamatório intenso, levando à calcificação. É
importante destacar que a paciente apresentou taxa de triglicerídeos de 184 mg/dL, o que vai
ao encontro com os fatores que causam IAM. Portanto, os sintomas que a paciente
demonstrou, que foram: dor precordial, tontura ao realizar atividades são clássicos do
problema estudado em questão. É importante destacar também que os hábitos de vida como:
uso de cigarro, alimentação desbalanceada, rica em sal e refrigerantes, contribuíram para o
aparecimento do IAMCSST.
c. Tratamento
Segundo o protocolo do Ministério da Saúde:
➢ Administrar o mais precoce possível em todos pacientes sem contraindicação, em
dose inicial de 150 a 300 mg de AAS.
4
➢ Administrar Clopidogrel 300 mg VO para pacientes com idade ≤ 75 anos. Para
aqueles com mais de 75 anos administrar 75 mg VO (Contraindicações:
hipersensibilidade conhecida, sangramento patológico ativo, intolerância a galactose)
➢ Administre nitrato sublingual, podendo repetir a dose em 5 a 15 min (15 mg no
máximo)
➢ O uso de morfina endovenosa está reservado para pacientes com dor intensa e
refratária. Administrar doses de 2 a 4 mg, podendo ser repetida em 15 minutos na
dose de 2 mg
➢ Terapia de reperfusão: fibrinolíticos ou angiografia com intervenção coronária
percutânea ou cirurgia de revascularização do miocárdio
➢ Oxigênio
d. Exames complementares
O paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio deve fazer os seguintes exames:
Exames laboratoriais:
● Creatina quinase (CK) and CK-MB
● Troponina
● Mioglobina
● Gasometria
● Eletrólitos
● Hemograma
Exame laboratorial da paciente:
10/04/2023 07/04/2023 06/04/2023
HEMÁCIAS 3,75 2,86 2,87
HEMOGLOBINA 10,7 8,0 8,1
HEMATÓCRITO 33,0 25,6 25,2
URÉIA 28,4 54,1 60,1
CREATININA 1,24 1,69 1,85
TROPONINA I NEGATIVO NEGATIVO
5
CPK 119,1 80,7
CKMB 22,0 22,4
TRIGLICERÍDEOS 184,0
SÓDIO 150 146
É possível observar uma evolução regular das taxas de hemácias, hemoglobina e
hematócrito, uma vez que, as taxas se apresentaram inferiores no dia da entrada da paciente,
06/04, em relação a uma data posterior a esse dia, 10/04. No dia da entrada da paciente, a
função renal se encontrava insuficiente, visto que apresentava taxa de creatinina de 1,85
mg/dl, valor muito acima do normal.
É possível observar o triglicerídeos aumentado no dia 10/04, e esse quadro está
associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que é o da paciente em questão.
Exames não laboratoriais:
● Eletrocardiograma
● Cintilografia miocárdica
● Angiografia (ou arteriografia) coronariana
● Ecocardiograma
● Prova de esforço
● Radiografia de tórax
A paciente realizou o eletrocardiograma, resultando em infarto agudo do miocárdio
com supradesnivelamento do segmento ST. O processo fisiopatológico para chegar nesse
diagnóstico acontece da seguinte forma: após o fluxo sanguíneo ser interrompido, o
miocárdio utiliza o metabolismo anaeróbico, entretanto não é suficiente para o funcionamento
do músculo cardíaco, aumentando o lactato e reduzindo o pH. Além disso, a bomba de
sódio-potássio para de funcionar, levando ao acúmulo de Na dentro da célula e K fora da
célula. Quando acontece o acúmulo do mineral potássio(K) fora da célula, teremos uma
alteração do potencial elétrico que levará a alterações no ritmo cardíaco, e assim
evidenciandoa desregulação do segmento ST.
e. Prescrição médica
1. DIETA HIPOSSÓDICA P/HAS E LAXATIVA
6
2. AAS 100MG VO APÓS ALMOÇO
3. CLOPIDOGREL 75 MG VO APÓS ALMOÇO
4. SINVASTATINA 40 MG VO A NOITE
5. ENOXARAPINA 40 MG EV 1x DIA
6. ISORDIL 10 MG VO SE DOR PRECORDIAL
7. ESPIRONOLACTONA 25 MG - 1 CP VO PELA MANHÃ
8. CONCOR 5 MG VO A NOITE - C/PCT
9. QUETIAPINA 50 MG VO A NOITE
10. LACTULONA 20 MG VO 1 X DIA SN
11. ENALAPRIL 5 MG - ½ CP VO 1 X DIA
12. OMEPRAZOL 40 MG VO PELA MANHÃ
13. DX 6/6 H
14. INSULINA R. SC CONFORME DX:
ATÉ 200 : 0 UI
201—---250 : 3 UI
251—---300 : 6 UI
> 300 : 8 UI
15. G 50% 40 ML EX SE DX ≤ 70 MG/DL
16. 02 P/ CATETER NASAL 4L/MIN SN
17. CABECEIRA ELEVADA 45°
18. SSVV 6/6 H
f. Diagnósticos de enfermagem
Risco de diminuição do débito cardíaco associado a funcionalidade da válvula aórtica e
contratilidade ineficaz
Definição: suscetibilidade a volume de sangue bombeado pelo coração inadequado para
atender às demandas metabólicas do organismo que podem comprometer a saúde.
Risco de quedas associado a mobilidade prejudicada e instabilidade glicêmica.
Definição: Suscetibilidade aumentada a quedas que pode causar dano físico e comprometer a
saúde.
7
Dor aguda relacionada à lesão do miocárdio evidenciado por pontadas no peito que
espalham para MSE.
Definição: Experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesão tissular real ou
potencial, início súbito ou lento, de intensidade leve a intensa, com término antecipado ou
previsível e com duração menor que 3 meses.
Fadiga relacionado a falta de condicionamento físico e problema cardíaco, evidenciado por
cansaço e capacidade prejudicada para realizar tarefas diárias.
Definição: Sensação opressiva e prolongada de exaustão e capacidade diminuída de realizar
trabalho físico e mental no nível habitual.
Síndrome do idoso frágil relacionado à mobilidade e equilíbrio prejudicado, além de estilo
de vida sedentário e fraqueza muscular, evidenciado por deambulação prejudicada, débito
cardíaco diminuído, fadiga e déficit no autocuidado para alimentação.
Definição: Estado dinâmico de equilíbrio instável que afeta o idoso que passa por
deterioração em um ou mais domínios de saúde (físico, funcional, psicológico ou social) e
leva ao aumento da suscetibilidade a efeitos de saúde adversos, em particular a incapacidade.
g. Planos de cuidados
Em relação aos cuidados com a paciente M.LA.C, o enfermeiro deve:
● Observar alterações eletrocardiográficas.
● Avaliar a frequência e o ritmo cardíacos continuamente.
● Avaliar a pressão arterial.
● Observar queixas de dor precordial.
● Deve-se manter no paciente a oxigenoterapia e um acesso venoso calibroso.
● O enfermeiro deve estar atento ao DX, observar os valores e fazer a administração de
insulina.
● Fazer a deambulação do paciente para evitar LPP.
● Orientar a paciente sobre o uso do cigarro.
● Orientar a paciente sobre a ingestão de alimentos gordurosos, comidas salgadas e
refrigerantes.
● Realizar educação em saúde aos familiares da paciente com relação a alimentação.
8
4. Evolução de enfermagem
M.L.A.C, leito 426, clínica médica, 81 anos, sexo feminino, parda, viúva, 2 filhos, católica,
reside em Imperatriz - MA. Deu entrada no P.S no dia 06/04/2023 com queixa de dor
precordial com irradiação para MSE e dorso, evoluindo para UTI no dia seguinte e saindo no
dia 17/04/2023. Paciente relata que fuma desde os 12 anos, é diabética, hipertensa, míope,
com histórico de cateterismo e angioplastia e de cirurgia para correção de catarata. Relata que
ingere refrigerante com frequência, não gosta de salada e que gosta de comidas salgadas, cita
tontura ao realizar atividades do dia a dia. Exame Físico: Paciente em REG, mostrou-se
comunicativa, orientada em tempo e espaço. Dentes amarelados, melanose do fumante.
Mucosa ocular íntegra e hidratada, conjuntivas normocoradas, pupilas isocóricas,
fotorreagentes, acuidade visual preservada, acuidade auditiva afetada. Possui crânio
normocefálico, couro cabeludo íntegro, cabelos grossos, não quebradiços, ausência de
alopécia. AP: Crepitações grossas em LSD. TEC: <2
Sinais Vitais: Pulso: 56 bpm PA: 120x80 mmHg Fr: 23 irpm T: 35,4° C.
9
5. Conclusão
Conclui-se que a paciente M.LA.C apresenta um histórico e hábitos de vida que
conjuntamente podem ter desencadeado o infarto agudo do miocárdio. Portanto, a fim de
evitar novos episódios, medidas devem ser tomadas para alterar os fatores causadores do
problema. O enfermeiro é aquele profissional que acompanha o paciente durante todo o
tratamento, logo é importante que este seja qualificado e preparado para tomar decisões
corretas de acordo com o quadro apresentado pelo paciente, para que assim, a evolução do
paciente ocorra de forma satisfatória.
10
6. Referências bibliográficas
1. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação 2018-2020/
[NANDA Internacional]. 10 ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. [16] BEZERRA, G;
KARLLA A.
2. SIQUEIRA, Antonela FA; ALMEIDA-PITITTO, Bianca de; FERREIRA, Sandra RG.
Doença cardiovascular no diabetes mellitus: análise dos fatores de risco clássicos e
não-clássicos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 51, p.
257-267, 2007.
3. Robbins & Cotran - Patologia - Bases Patológicas das Doenças, 8ª ed.,
Elsevier/Medicina Nacionais, Rio de Janeiro, 2010
4. FERREIRA, Sabrina; PASA, Jorge; LYSAKOWSKI, Simone. ATUAÇÃO DO
ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO
DO MIOCÁRDIO. Revista Espaço Ciência & Saúde, v. 7, n. 2, p. 35-41, 2019.
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