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ASSISTÊNCIA DE 
ENFERMAGEM AO INDIVÍDUO 
ADULTO COM NECESSIDADE 
DE OXIGENAÇÃO
PROFª. ENFª BRENDA KELLY DA SILVA MONTE
INTRODUÇÃO
• Os sistemas cardíaco e respiratório 
suprem as demandas de oxigênio do 
corpo. O sangue é oxigenado através 
dos mecanismos de ventilação, perfusão 
e transporte dos gases respiratórios;
• Reguladores neurais e químicos 
controlam a frequência e a profundidade 
da respiração.
POTTER; PERRY, 2010.
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO 
SISTEMA RESPIRATÓRIO
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm
SINAIS E SINTOMAS DO 
SISTEMA RESPIRATÓRIO
• DISPNEIA;
• TOSSE;
• DOR TORÁCICA;
• ROUQUIDÃO;
• HEMOPTISE;
• EXPECTORAÇÃO
• SINAIS VITAIS: 
FREQUÊNCIA 
RESPIRATÓRIA 
(<12 OU >22);
• SATURAÇÃO DE 
O²: <95%.
PORTO, 2008.
SINAIS DE ALERTA
• CANSAÇO;
• SIBILÂNCIA;
• DISPNÉIA;
• BAIXA SATO²;
• PULSO FILIFORME;
• BAIXA PA;
• REBAIXAMENTO DE NÍVEL DE CONSCIÊNCIA;
• AUSÊNCIA DE EXPANSIBILIDADE TORÁCICA;
• AUSÊNCIA DE PULSO CENTRAL.
ANAMNESE DO SISTEMA 
RESPIRATÓRIO
ANTECEDENTES PESSOAIS;
ANTECEDENTES FAMILIARES;
HÁBITOS DE VIDA: NUTRIÇÃO, ATIVIDADE FÍSICA, 
TABAGISMO, ESTRESSE, ABUSO DE SUBSTÂNCIAS
PRESENÇA DE SECREÇÃO, TOSSE, FEBRE, DOR, 
ETC.
BOTTURA; BARROS & COLS, 2010.
DIAGNÓSTICOS DE 
ENFERMAGEM
Intolerância 
à atividade
Ansiedade
Débito 
cardíaco 
diminuído
Fadiga
Troca 
gasosa 
prejudicada
Ventilação
espontânea 
prejudicada
INTERVENÇÕES DE 
ENFERMAGEM
PROMOVER TOSSE E EXPECTORAÇÃO;
MANTER VIAS AÉREAS PÉRVIAS; 
MANTER CABECEIRA DO LEITO ERGUIDA;
VERIFICAR SINAIS VITAIS;
ADMINISTRAR OXIGENOTERAPIA;
ADMINISTRAR NEBULIZAÇÃO;
REALIZAR ASPIRAÇÃO.
OXIGENOTERAPIA
Conceito: Consiste na 
administração de oxigênio 
numa concentração de 
pressão superior à encontrada 
na atmosfera ambiental para 
corrigir e atenuar deficiência 
de oxigênio ou hipóxia.
POTTER; PERRY, 2010.
OXIGENOTERAPIA
A Oxigenoterapia é o termo utilizado
para o uso clínico de oxigênio
suplementar e consiste na administração
de oxigênio acima da concentração do
gás ambiental normal ao nível do mar
(21%).
OXIGENOTERAPIA
O objetivo da oxigenoterapia é corrigir a
hipoxemia e hipóxia, através da otimização da
oferta de oxigênio e, consequentemente,
manter a oxigenação tecidual adequada, além
de promover a diminuição da carga de
trabalho cardiopulmonar através da elevação
dos níveis alveolar e sanguíneo de oxigênio.
A oxigenoterapia é indicada para pacientes
com hipoxemia aguda e aqueles com sintomas
de hipoxemia crônica ou sobrecarga
cardiopulmonar.
INDICAÇÃO
• Sat O2 < 90 % (em ar ambiente).
• Sat O2 < 88% durante a deambulação, exercício ou 
sono em portadores de doenças 
cardiorrespiratórias.
• IAM.
• Intoxicação por gases (monóxido de carbono).
• Desconforto respiratório
American Association for 
Respiratory Care (AARC,2007)
CLASSIFICAÇÃO
Os sistemas de fornecimento de oxigênio podem
ser classificados de acordo com a concentração a
ser liberada, em sistema de baixo e alto fluxo.
Entretanto, estas concentrações dependerão da
profundidade inspiratória de cada paciente.
Quanto mais profunda a inspiração do paciente,
maior a diluição do oxigênio fornecido e menor a
fração inspiratória de oxigênio (FiO2).
OXIGENOTERAPIA
CATETER NASAL
MÁSCARA DE VENTURI
TUBO OROTRAQUEAL
SISTEMAS DE BAIXO 
FLUXO
Fornecem oxigênio suplementar às vias aéreas
diretamente com fluxos de 8 l/min. ou menos.
Como o fluxo inspiratório de um indivíduo adulto
é superior a este valor, o oxigênio fornecido por
este dispositivo de baixo fluxo será diluído com o
ar, resultando numa FiO2 baixa e variável.
SISTEMAS DE ALTO 
FLUXO
Os sistemas de alto fluxo fornecem uma
determinada concentração de oxigênio
em fluxos iguais ou superiores ao fluxo
inspiratório máximo do paciente, assim
asseguram uma FiO2 conhecida.
MÁSCARA DE 
VENTURI
É um sistema de alto fluxo, no qual o oxigênio passa
por um orifício sob pressão, causando aspiração do ar
ambiente para o interior da máscara. Desta forma, o
paciente respira a mistura de ar ambiente mais
oxigênio.
Pela máscara de Venturi são fornecidas diferentes
concentrações de O2 controladas por meio de
diluidores codificados em seis cores para diferentes
concentrações de 24%, 28%, 31%, 35%, 40%, 50%.
MÁSCARA DE 
VENTURI
Esse sistema é mais comumente usado
por pacientes que devem evitar altos
níveis de oxigênio, por exemplo, aqueles
com DPOC, ou pacientes com risco de
desenvolver hipercapnia devido à
administração de oxigênio.
PROCEDIMENTO-
MATERIAL E 
EQUIPAMENTOS
• Bandeja;
• Umidificador;
• Extensão de Látex ou Silicone;
• Cateter ou cânula nasal, máscara simples 
ou Máscara de Venturi;
• Fonte de oxigênio;
• Fluxômetro;
• Água destilada para umidificação;
• Etiquetas para identificação.
POP; UFPI, 2018.
PROCEDIMENTO
1. Inspecionar os sinais e sintomas do 
cliente associado à hipóxia;
2. Explicar o procedimento ao paciente e 
familiares;
3. Higienize as mãos;
4. Reunir o material;
5. Encher o umidificador com água 
destilada até ficar no nível adequado e 
colocar etiqueta com data e horário de 
instalação;
POP; UFPI, 2018.
PROCEDIMENTO
6. Conectar a extensão (látex) ao umidificador No 
caso da máscara de Venturi, a extensão vem dentro 
do Kit, que deve ser montado;
7. Prender a cânula, cateter nasal ou máscara ao 
circuito;
8. Conectar o circuito na fonte de oxigênio, 
ajustando no fluxômetro o fluxo prescrito, 
certificando-se que não há vazamento de oxigênio;
9. Colocar a cânula, cateter nasal ou máscara no 
paciente, deixando-o confortável;
10. Recolha o material, realize a higienização das 
mãos, checagem da prescrição médica e anotação 
no prontuário da paciente. 
POP; UFPI, 2018.
OBSERVAÇÕES 
IMPORTANTES
• Manter o recipiente do umidificador no 
nível adequado o tempo todo;
• Observar a pele do paciente, proteger as 
orelhas e saliências ósseas para evitar LP;
• A água do umidificador deve ser estéril e 
trocada a cada 24h (ideal a cada 12h);
• Troca do sistema a cada 24h;
POP; UFPI, 2018.
OBSERVAÇÕES 
IMPORTANTES
• Hidratar as narinas;
• Observar ressecamento das mucosas 
devido ao oxigênio – olho, nariz e boca;
• Fazer a limpeza das narinas com 
compressa úmida;
• Se possível, retirar a máscara de Venturi 
de 2/2h, deixando o paciente repousar 
alguns minutos antes de recolocar.
POP; UFPI, 2018.
AEROSOLTERAPIA / 
NEBULIZAÇÃO
• CONCEITO:
É a administração de pequenas partículas 
de água em oxigênio ou ar comprimido, 
com ou sem medicação nas vias aéreas 
superiores.
POTTER; PERRY, 2010.
NEBULIZAÇÃO/
FINALIDADE
Umidificação Fluidificação
Administração de 
mucolíticos
Administração de 
corticosteróides
Alívio de 
processos 
inflamatórios, 
congestivos e 
obstrutivos
POTTER; PERRY, 2010.
NEBULIZAÇÃO/
MATERIAL UTILIZADO
 Fonte de O2 ou ar comprimido;
 Intermediário plástico;
 Soluções;
 Nebulizador com máscara ou bocal;
 Seringa para medir medicamento;
NEBULIZAÇÃO/
PROCEDIMENTO
 Lavar as mãos;
 Conferir prescrição;
 Colocar a solução nebulizadora no copinho
inalador e conectar esta à máscara;
 Posicionar o cliente em posição de fowler,
semi-fowler ou em decúbito lateral;
 Conectar o intermediário ao copinho inalador
e junto à fonte de O2 ou ar comprimido;
POP; UFPI, 2018.
NEBULIZAÇÃO/
PROCEDIMENTO
 Solicitar/ auxiliar ao cliente que o ajuste à face;
 Acionar a válvula, com fluxo de oxigênio até
visualizar a névoa que sai pela máscara do
nebulizador;
 Orientar ao cliente que não converse,
permaneça com a boca semi-aberta, inspirando
profundamente.
 Observar tempo – 15 a 20 minutos com apenas
S.F e até terminar quando for medicação;
 Recolher material, lavar mãos e registrar
prontuário.
POP; UFPI, 2018.
AVALIAÇÃO DE 
ENFERMAGEM
AUSCULTA SEM RUÍDOS ADVENTÍCIOS;
MUCOSAS NORMOCORADAS E ÚMIDAS;
EXTREMIDADES NORMOPERFUNDIDAS;
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA ENTRE 12 E 22;
SATO²>92%;
VIA AÉREA LIVRE DE SECREÇÕES.
REFERÊNCIAS
• BARROS, A. L. B. L. et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
• PORTO, C. C. Exame clínico: bases para a prática médica. 6. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
• POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.
• POP- Procedimento Operacional Padrão. Universidade Federal do Piauí.
Enfermagem. Necessidades de Oxigenação e Nebulização, 2018.
• MCGLOIN S. Administration of oxygen therapy. Nursing standard, United
Kingdom, v. 22, 21, p. 46-48, 2008.
PRUITT, W. C.; JACOBS M. Breathing lessons: basics of oxygen therapy.
Nursing, Philadelphia, v. 33, n. 10, p. 43-45, 2003.
• https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/12222/mod_resource/conte
nt/3/un01/top09p02.html

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