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27 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL Unidade II 2 Letramento crítico Na unidade II, apresentaremos o conceito de letramento crítico e sua importância para uma sociedade mais justa e igualitária. Falaremos sobre leitura instrumental e suas estratégias, com a intenção de contribuir com o letramento em língua inglesa e possibilitar maior acesso à produção e à coprodução textual nessa língua. Depois, faremos análise de texto e de atividade em sala de aula, à luz dos conceitos abordados neste livro‑texto. 2.1 o que é letramento crítico? Nesse mundo globalizado em que vivemos precisamos de um leitor crítico e preparado para buscar as informações de que necessita. Hoje em dia, o acúmulo de informações não é mais importante, já que temos, com apenas um clique, uma miríade de informações na internet à nossa disposição. Leitor crítico é aquele que entende os textos multimodais, lê as entrelinhas e questiona a informação encontrada e, caso haja dúvida no tocante à veracidade da informação, vai em busca de outras fontes. Esse leitor tem uma visão mais global da realidade, está em contato com as diferentes culturas e comunidades, por isso, seus conhecimentos e perspectivas estão sempre em transformação. Professora Palma Rigolon Letramento crítico designa práticas sociais de leitura (de textos e imagens), em que há a (des)construção de sentidos, a fim de compreender formas de representação do mundo, a exemplo das relações de poder, em contextos específicos e, assim, refletir sobre espaços políticos e agência social, enquanto ser deliberante. Professora Andréa Cotrim Antes mesmo de continuarmos com este subtópico, é essencial enfatizar que não temos a mínima pretensão de discutir em profundidade todas as questões relacionadas ao letramento crítico. Isso não seria possível nem mesmo em uma tese de doutorado, quanto mais em um único tópico de uma única disciplina. Todavia, a ideia é suscitar alguns pontos importantes, e, na verdade, o principal objetivo é fazer um convite a muitas leituras posteriores. Foi exatamente por isso que pedimos a contribuição das 28 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II professoras Palma Rigolon e Andréa Cotrim para escreverem um parágrafo ou dois sobre letramento crítico. Observe que as professoras têm a mesma visão, mas com vieses diferentes. De fato, são diversos os vieses possíveis. Qualquer um deles, entretanto, pode ser pensado de forma articulada com o que apresentamos até aqui sobre escrita, leitura e visão de linguagem. De modo geral, entende‑se por letramento crítico um conjunto de princípios educacionais com vistas ao desenvolvimento de práticas discursivas com efetiva ação social. As práticas do letramento crítico partem sempre do princípio de que todo texto é produzido segundo determinados interesses e de acordo com determinadas relações de poder. É por isso que letramento passou a designar “práticas sociais de leitura e de escrita” (MATTOS, 2011, p. 34). As discussões sobre letramento crítico têm origem em Freire (2001), conforme explica Monte Mór (2007): Freire states (2001 p. 27) that the linguistic process within a literacy program may culminate in a practice that leads to “the taming rather than to autonomy of man”. According to Freire’s views, in the first and undesired process (taming), men – as communicators – are made objects of a literacy that allows no agency; in the second (autonomy), men would be the subjects of the process, and as such, would have agency in the construction of their social reality. In this case, Freire claims, awareness becomes a requisite or an inherent condition for critical reflection and action. This theory inspired renovated critical literacy projects in present‑day Brazil, having been first referred to by Freire himself (2001 p. 89) as a process that should involve literacy and “post‑literacy”. Although the term “post‑literacy” was later criticized due to its conveying of two separate literacy moments, its proposal for intrinsic political and cultural action was highly acknowledged in literacy projects (MONTE MÓR, 2007, p. 44). Com o advento da tecnologia e em um mundo globalizado, há algum tempo a leitura e a escrita deixaram de ser consideradas ações puramente sistêmicas de uso e decodificação dos signos linguísticos. Ler e escrever ocupam agora um novo patamar: são consideradas atividades sociocomunicativas, e esta nova visão: […] has led to studies that advocate the development of various literacies – visual, digital, multicultural, for instance – as a way to commit to an educational process in which the teaching of reading is inseparable from the teaching of cultural ways of seeing, describing, explaining, as defended by Luke and Freebody (1997). These authors claim that the readers should be asked to understand textual representations, values, ideologies, discourses, demonstrating positions about social issues and a view of the world. In addition, readers should understand that the act of reading is related to knowledge distribution and power in a society (MONTE MÓR, 2007, p. 41). Sluys (2002) corrobora o que já foi afirmado até aqui e apresenta o que chama de as quatro dimensões do letramento crítico: 29 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL • disrupting a common situation or understanding (seeking to understand the text or situation in more or less detail to gain perspective); • interrogating multiple viewpoints (standing in the shoes of others or thinking about texts from perspectives not represented in the texts); • focusing on sociopolitical issues (thinking about power in relationships between and among people and exploring how power relationships shape perceptions, responses and actions); • taking action and promoting social justice (reflecting and acting to change an inappropriate, unequal power relationship between people) (SLUYS et al., 2002, p. 219‑21). O processo do letramento crítico inicia‑se, em geral, na escola (ou em quaisquer outros ambientes que promovam ensino‑aprendizagem da leitura e da escrita). O resultado desse processo, entretanto, faz‑se sentir na vida particular dos indivíduos (como membros de uma comunidade), no trabalho (como trabalhadores) e na vida pública (como cidadãos), conforme alerta The New London Group (1996, p. 5‑10). Nessas três plataformas sociais, aquele que reflete, questiona, desconstrói e reconstrói sentido, bem como compreende que em todos os eventos sociocomunicativos há um jogo de interesses e uma disputa pelo poder, está muito mais habilitado a agir de acordo com seus próprios interesses e escapar da manipulação dos discursos que transitam pela sociedade. Para finalizar este subtópico, sugerimos as leituras relacionadas a seguir. É muito pouco para um tema tão complexo e importante, mas já é um bom começo. A maioria das indicações pode ser encontrada em versões online. Saiba mais Sugerimos as seguintes leituras sobre letramento crítico. É importante registrar que há inúmeros outros livros e artigos disponíveis. COPE, B.; KALANTZIS, M. (Ed.). Multiliteracies: literacy learning and the design of social futures. London: Routledge, 2000. KLEIMAN, A. B. (Org.). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995. LANKSHEAR, C.; KNOBEL, M. New literacies: changing knowledge and classroom learning. Buckingham: Open University Press, 2003. 30 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II MONTE MÓR, W. Linguagem tecnológica e educação: em busca de práticas para uma formação crítica. In: SIGNORINI, I.; FIAD, R. S. (Org.) Ensino de língua: das reformas, das inquietações e dos desafios. Belo Horizonte:Editora UFMG, 2012. p. 171‑90. ___. The development of agency in a new literacies proposal for teacher education in Brazil. In: JUNQUEIRA, E. S.; BUZATO, M. E. K. (Org.) New literacies, new agencies? A brazilian perspective on mindsets, digital practices and tools for social action in and out of school. New York: Peter Lang, 2013. p. 126‑46. MOTTA, A. P. F. O letramento crítico no ensino/aprendizagem de língua inglesa sob a perspectiva docente. Londrina: UEL, 2008. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/379‑4.pdf?P HPSESSID=2009051408162317>. Acesso em: 8 ago. 2015. SANTOS, R. R. P. O letramento crítico e o ensino de inglês: reflexões sobre a prática do professor em formação continuada. The Especialist, São Paulo, v. 34, n. 1, 2013. THE NEW LONDON GROUP. A pedagogy of multiliteracies: designing social futures. Harv. Educ. Rev., Cambridge, v. 6, n. 1, p. 1‑31, 1996. 2.2 Leitura instrumental e suas estratégias O que hoje se entende por leitura instrumental a serviço do processo de ensino‑aprendizagem de língua Inglesa teve sua origem com o livro English for Specific Purposes: a Learning Centred approach (1987), de Allan Waters e Tom Hutchinson. A tradução do título do livro é “Inglês para propósitos específicos: uma abordagem centrada no aprendizado”, e a obra, fundamentalmente, apresenta aos seus leitores estratégias de leitura em língua estrangeira que têm como objetivo levar o leitor a compreender e interpretar textos mesmo sem ter um domínio proficiente do idioma. Para que essas estratégias de leitura possam ser articuladas pelos leitores, faz‑se necessário o entendimento da concepção de leitura que foi apresentado anteriormente, isto é, o ato de ler compreendido como uma atividade interacional de produção de sentido. Entender o que é a leitura instrumental possibilita desenvolver a habilidade de leitura e compreensão de textos tanto em língua materna quanto em línguas estrangeiras – neste nosso contexto, na língua inglesa –, em um nível bastante interessante. Quando lemos em língua materna ou em uma língua na qual temos fluência, não nos preocupa intensamente e todo o tempo a correta pronúncia das palavras, as constituições morfológicas ou as estruturas gramaticais de cada frase. 31 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL Pois bem, esse é o princípio da leitura instrumental. O foco não é mensurar o quanto de inglês você sabe, o quanto de vocabulário possui e quão profundamente você conhece a gramática da língua inglesa, ou seja, reduzir o trabalho de leitura à ativação do conhecimento linguístico, e sim atentar às estratégias de leitura instrumental que lhe serão apresentadas a partir de agora. Colocando essas estratégias em prática e ativando os conhecimentos prévios, é possível realizar um trabalho de leitura bastante eficaz. Conforme estudado anteriormente, há elementos norteadores de leitura que consideram a característica fluida da linguagem e seu produtor – o homem – como sujeito sócio‑historicamente constituído (VYGOTSKY, 2000). Esses elementos levam em conta também que tanto autor quanto leitor são, ambos e em concomitância, produtores de sentido do texto. Já discutimos, nesta disciplina, os conhecimentos prévios e o quanto sua ativação é determinante para que o leitor execute um processo ativo de construção de sentido, articulando a informação nova aos saberes adquiridos. Abordar o conceito de leitura instrumental sugere que acrescentemos mais um conhecimento aos estudados até aqui, o conhecimento estratégico. Souza et al. (2005) explicam: [...] O conhecimento estratégico envolve a utilização de estratégias de leitura para facilitar a construção de sentido do texto. Como exemplos, mencionamos o skimming, o scanning, a inferência contextual e a informação não verbal. Na verdade, todos os conhecimentos prévios podem, a nosso ver, ser entendidos como estratégias, na medida em que possibilitam ao leitor realizar uma leitura mais direcionada e eficaz (SOUZA et al., 2005, p. 7). Saiba mais Leia o artigo a seguir e saiba mais sobre leitura instrumental: FONSECA, P. Inglês instrumental: desmistificando alguns recursos de leitura. Hórus, Ourinhos, n. 3, p. 1‑9, 2005. Disponível em: <http://portal.estacio.br/ media/3708895/artigo‑paulo‑fonseca.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2015. As principais estratégias da leitura instrumental que se agregam aos demais componentes do trabalho de leitura são: a determinação do objetivo da leitura, a ativação dos conhecimentos prévios e a análise do contexto de produção. 32 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II Quadro 4 Estratégia Definição Prediction Predição do conteúdo temático de um texto, por meio da análise do título, da análise de seus componentes gráficos e da ativação dos conhecimentos prévios. Skimming Rápida observação do texto, com o objetivo de detectar seu assunto geral, sem se ater aos detalhes. A ideia é ter uma visão geral do texto, panorâmica. De acordo com Souza et al. (2005, p. 12), essa ação requer, portanto, que o leitor observe com atenção o layout do texto, o título, os subtítulos e a informação não verbal, isto é, imagens, tabelas, gráficos, figuras, fotos, tipografia e demais recursos gráficos. Se isso for feito com bastante atenção, já nos dará a possibilidade de compreender, pelo menos, o assunto do texto e ter sobre ele algumas informações básicas. Dependendo do objetivo da leitura, o skimming, por si só, já proporciona a compreensão necessária para um evento comunicativo específico. Scanning Estratégia de leitura instrumental que se refere à busca de informações específicas contidas em um texto. Essas informações podem nos ajudar a apreender as ideias principais do texto e/ou nos auxiliam na busca de um determinado dado, que pode ser uma informação relevante, dependendo do nosso objetivo de leitura. Cognatos Identificar os cognatos e utilizá‑los como aliados para a construção de sentido de um texto em língua estrangeira é uma estratégia de leitura instrumental. Afixos Afixos (= prefixos e sufixos) são, por definição, morfemas que devem ser adicionados a outros morfemas, alterando o significado. Os afixos são mencionados como estratégia de leitura instrumental porque observá‑los e analisá‑los pode nos ajudar a compreender o sentido de um texto. A maioria dos afixos em língua portuguesa e em língua inglesa tem sua origem no grego ou no latim. Como a origem é a mesma, o significado que os afixos atribuem aos morfemas aos quais se unem também costuma ser o mesmo, nas duas línguas. O leitor que ao longo de sua atividade de leitura observar as ocorrências dos afixos terá em suas mãos mais uma ferramenta de construção de sentido do texto. Adaptado de: Souza et al. (2005); Guandalini (2002). observação Novamente enfatizamos que as estratégias se articulam entre si e, no trabalho de leitura, devem ocorrer simultaneamente. A divisão do quadro anterior é puramente didática. Exemplo de aplicação A seguir, propomos a leitura de um texto como convite à prática das estratégias de leitura instrumental. Analise seu título e procure predizer seu conteúdo temático; pratique as estratégias de skimming e scanning e observe cognatos e afixos. Faça tudo isso visando ao trabalho de leitura como práxis social e ao diálogo com o texto. Why the key character in Inside Out is the one who isn’t there Villains are staples of stories for kids. Making them bigger, meaner, madder, more impossible to defeat – that’s how you build the ideas of fear and then, inevitably, of courage. 33 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL A small person faces a giant, or a witch, or a wolf, or Jafar, or Cruella De Vil, or the Buy ‘N’ Large, and by watching that happen, you learn. You learnwhat it takes to beat the bad guy. You learn that you, too, can beat the bad guy. You learn not to lose heart and not to give up. You use something inside yourself to beat something outside yourself. There is no villain in Pixar’s new film Inside Out. That’s not only because the action takes place inside the mind of 11‑year‑old Riley. It’s also because even in there, where her Joy, Sadness, Anger, Fear and Disgust stand and argue and sometimes fumble at the controls, there is no villain. Riley isn’t stalked by any invading monster; there’s no hulking, lumbering beast named Insecurity or Hate or Depression who must later be defeated or vanquished in a climactic battle or persuaded to change its nature. Riley begins with a vibrant spirit humming with varied, vivid life, and her great battle – the battle that must be fought by her Joy and her Sadness but is being fought by Riley always, after all – is simply to master the fact that her assembled life is delicate and complex. Each segment affects the others; each decision and experience rattles the pieces and can imperil the whole. Within this literally cerebral tale, there are clowns, vacuum hoses, glassy globes, a unicorn, a being that cries candy out of his eyes, and a literal Train Of Thought. But there’s no intruder. Nothing in Riley’s mind is ultimately tagged as not belonging or not wanted, because nothing in her mind can be separated from who she is. She is made up of the same things that cause her sadness, fright and disgust – those little emotions are her and she is them. There’s nothing to defeat; if anything, what Riley is fighting against is the impulse to exile the feelings that embarrass her. She’s confronted with learning – through the interplay of emotions – how to balance all of the pieces of herself the way she will need to do as she becomes an adult and steps out of the part of her childhood where happiness could reliably be her dominant emotion and other feelings could be treated as temporary, meaningless flashes to be quickly soothed by the right sunny thought or driven off by the right distraction. This is the actual poignancy of adolescence: the arrival of more emotional nuance and more sophisticated understanding is the arrival of more sophisticated pain as well as more meaningful joy. Things blend, things bend, the world gets weirder. Riley is, in one sense, fighting a battle we know she will lose: the battle for Joy to rule all things forever. But in another sense, her destination – the moment at which the story is aching to arrive – is balance, even if it’s a kind of balanced chaos. Admittedly, there’s something very lonely about Inside Out if you compare its external structure and Riley’s journey through her physical world to traditional kids’ movies. There’s no Donkey from Shrek or Abu from Aladdin or Timon and Pumbaa from The Lion King cheering her up with “Hakuna Matata”. This respect for the role of melancholy in the lives of kids is very Pixar, but it’s particularly acute here: there are no other Incredibles, there is no EVE, there is no Dug the dog. Riley’s allies and boosters in this adventure are not made or met along the way; they are summoned. They are hers – in fact, they are her. Her mom and dad love her, and she 34 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II needs them, and they can help and they must help. But if you’ve ever known a kid this age, you know that sometimes, trying to help is like trying to grab onto a wet eel. They have to do some of the work themselves, and it’s often the beginning of work they’ll do imperfectly but tirelessly all their lives. And honestly, some of what Riley is experiencing is lonely. Isolation is, for so many kids, a fundamental part of the rhythm of those years. At that age – at any age – there are times when it’s just you and your little cartoon feelings, figuring stuff out. It’s one of the reasons kids keep diaries: they turn into tumbling dialogues, whether you’d identify them as such or not, between your Anger and your Fear or your Joy and your Sadness. But there’s also a sense at the core of the movie that the fights you fight on the inside are integral to the relationships with other people you’re going to have on the outside. Riley is feeling a kind of frightening centripetal force that makes her afraid she’ll fly apart, so she turns and pushes inward. Inward, to where she has to go on her own journey in her own company, the better to turn back again toward her parents and her friends. The structural decision to do without a villain, and ultimately to do without one of the easiest elements to make entertaining and marketable, means that the process Riley is undergoing – adolescence – is visualized as... normal. Her mind is not a space that’s been invaded by something that must be driven out, but a new environment to be mastered. And if other kids’ stories are there to teach kids how to be brave when they see witches and giants, Inside Out is there, maybe, to teach them how to be brave when there’s no witch and no giant, but things can feel broken anyway. Fonte: Holmes (2015). Reflita acerca das informações do texto, indagando: • Qual o canal de veiculação do texto? Quais os interesses desse canal? • Quem o escreveu? A serviço de quem? • Quais são o domínio discursivo e o gênero textual? Quais são as características do gênero? A que este se propõe? • O texto argumenta contra ou a favor de algo? Os argumentos estão devidamente fundamentados? • Segundo o texto, o que há de inusitado no filme? Esse diferencial destaca o filme de forma positiva ou negativa? Por quê? • Qual a relação desse filme com as demais produções da Pixar? Quais são as demais produções da Pixar? Suas animações se diferenciam das animações de outras empresas? Em caso afirmativo, de que forma isso ocorre? 35 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL • Após a leitura do texto, e tendo assistido ao filme, naturalmente, que tipo de trabalho poderia ser conduzido em um ambiente de ensino‑aprendizagem? Para alunos de qual faixa etária? Todas essas indagações – e muitas outras que podem e devem ser feitas por você – protegem‑nos de uma leitura ingênua, possibilitando uma coprodução textual madura e autônoma. 2.3 coprodução textual à luz dos conceitos abordados Este subtópico apresenta um entre milhões de textos que poderiam ser propostos. Nossa intenção é que ele seja lido com base em todos os preceitos teóricos estudados e comentados nesta disciplina. Por que o escolhemos? Porque aborda um problema sério de base social, política e econômica. É um texto que nos leva a refletir desde sobre a condição humana até sobre o nosso próprio papel como cidadãos do mundo. Escolhemos esse texto por acreditar que, ao produzir, compartilhar e agregar saberes, seja em qual idioma for (mas especificamente – ao considerarmos o nosso contexto – no processo de aprendizagem de língua inglesa), há de se realizar uma seleção criteriosa de textos e fontes. Se refletirmos sobre todo o arcabouço teórico desta disciplina e das demais que compõem o nosso curso de pós‑graduação em língua inglesa e literatura, talvez seja o momento de partir de nós o basta quanto ao uso, nos mais diversificados ambientes de ensino‑aprendizagem, de textos descontextualizados e “montados” com a intenção de “treinar” as estruturas linguísticas. Caso possamos constatar grande dificuldade na produção e na coprodução de textos em língua inglesa, talvez boa parte dessa dificuldade esteja justamente no fato de os estudantes serem poupados (e damos a “poupados” uma conotação negativa) da linguagem como realmente se dá nos mais diversos setores e patamares da sociedade. Hoje em dia, a tecnologia nos permite acesso a qualquer texto autêntico dos mais diversos gêneros textuais e áreas do conhecimento; por meio da tecnologia,podemos nos aproximar das mais remotas culturas e das mais distintas linguagens. Mesmo assim, na maioria das vezes, parece‑nos, optamos pelo trabalho com textos descontextualizados do mundo, produzidos com base no nível de conhecimento do aprendiz, seja lá o que isso queira dizer. São textos que encerram em si a informação que trazem, pois por estarem “descolados” do mundo real raramente permitem reflexões, indagações e articulações e, raramente, também, abordam temas polêmicos, delicados ou complexos, que são justamente os que possibilitariam ação social, reflexão e agência. Não estamos insinuando que lidar com textos autênticos e realizar um trabalho de leitura e posterior produção textual, com base nos fundamentos teóricos discutidos nesta disciplina, seja o “certo” a ser feito, muito menos consideramos que seja um trabalho fácil. Não acreditamos em dicotomias como certo‑errado e não buscamos trabalho fácil. 36 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II O que estamos sugerindo é que talvez seja um trabalho a partir do qual o aluno sinta que a língua/linguagem está sempre a serviço de algo/alguém, que há sempre relações de poder envolvidas e que por meio da linguagem é possível exercer a cidadania e se desenvolver como ser humano. O texto a seguir é sobre um sudanês que tenta chegar, clandestinamente, à Inglaterra. Contudo, a informação que o texto traz é somente a ponta do iceberg. Com base nele, muito pode ser discutido, e talvez algo possa ser feito. Sudanese Migrant Tries to Reach England by Walking Length of Channel Tunnel London – For one African migrant, there was nothing left to lose. The migrant, Abdul Rahman Haroun, 40, risked his life this week by climbing four fences, evading around 400 security cameras and international search teams, and walking about 30 miles underground in the darkness of the Channel Tunnel in an effort to reach England from near Calais, France. He dodged trains traveling to London from Paris as they hurtled by at up to 100 miles per hour. He became on Tuesday what the authorities said was the first migrant to walk nearly the entire length of the Channel Tunnel. Officials at Eurotunnel, which operates the crossing, said that Mr. Haroun had been close to the other side of the tunnel, in Folkestone, England, when he was arrested. Mr. Haroun, who news reports said is Sudanese and has no fixed address, was charged this week with obstructing engines or carriages on a railway under the Malicious Damage Act of 1861. He is expected to appear at Canterbury Crown Court on Aug. 24. Britain and France are grappling with a spiraling migration crisis in which thousands of desperate migrants have tried to cross the channel in recent weeks by cutting through fences and stowing away in trucks or other vehicles. On Friday, the United Nations called on France to draw up a “civil emergency” plan to accommodate the thousands of people living in makeshift camps in Calais. Romain Dufour, a spokesman for Eurotunnel, said by telephone on Friday that the company was investigating how Mr. Haroun had entered the tunnel undetected, despite heightened security. “It is illegal and very dangerous to attempt to enter the tunnel, and a person can be seriously injured or killed,” Mr. Dufour said. “Mr. Haroun could now face prison, and he will likely not be able to get asylum. He has lost everything.” Mr. Dufour said that Mr. Haroun had left Calais around 7:30 a.m. on Tuesday. 37 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL An alert had been put in place overnight after hundreds of migrants tried to enter the Eurotunnel terminal, Mr. Dufour said, but Mr. Haroun was nevertheless able to make his way toward England. Three tunnels cross the channel: two that are used by trains, and a smaller service tunnel. Mr. Haroun used the southern rail crossing, Eurotunnel said. With security personnel on alert, Mr. Dufour said that traffic was halted in a roughly 10‑mile stretch of the tunnel, and that inspectors searched the tunnel and sealed the entrance on the French side. Police officers scoured the area for intruders, leading to two‑hour delays for some passengers. A “test” train was also sent at a slow speed to inspect the tunnel, he said. After hours of searching, British authorities said Mr. Haroun was finally caught in the southern Channel Tunnel and arrested near Folkestone, around 6:15 p.m., nearly 10 hours after beginning his journey. The journey made headlines on both sides of the channel, illustrating how a determined migrant could evade the authorities in what the daily newspaper Nord Littoral described as a dangerous “game of cat and mouse”. The newspaper noted that Mr. Haroun had risked his life in a “mad race”. Mr. Dufour said Eurotunnel had been dealing recently with nearly 1,000 attempts a day by migrants trying to get to England by various means, although he said the number appeared to be decreasing in recent days. An estimated 3,000 to 5,000 migrants are housed in a camp near Calais. Britain last year received an estimated 25,000 asylum applications, compared with about 175,000 in Germany, according to the United Nations. The logjam caused by migrants trying to cross the Channel is costing the British economy as much as $ 390 million a day, according to some estimates. Many of the migrants in Calais come from conflict‑ridden countries in the Middle East and Africa and have endured perilous journeys across the Mediterranean, often abetted by human traffickers. The migrants say Britain is an attractive destination because they speak English, and because they believe the country offers better employment prospects than elsewhere in Europe. Tuesday was not the first time a migrant had managed to get inside the tunnel. In June 2012, a migrant succeeded in entering the same southern tunnel that Mr. Haroun entered, but he was arrested after getting stuck in a storeroom. 38 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Unidade II According to Eurotunnel, the Channel Tunnel has the longest undersea section of any tunnel in the world. Fonte: Bilefsky (2015). Exemplo de aplicação Após a leitura do texto, fica o convite a algumas reflexões: • O que pode ter levado Abdul Rahman a arriscar a própria vida, como o fez, para chegar à Inglaterra, mesmo sabendo que as chances de sucesso seriam mínimas? • A busca de uma vida melhor em outro país faz parte da história humana há séculos e séculos. O que motivou os principais movimentos migratórios? O que os motiva, atualmente? • Seria Abdul Rahman uma ameaça à Inglaterra? Em caso afirmativo, em que sentido? • Qual a responsabilidade de países como a Inglaterra e a França com migrantes de países em situação precária de sobrevivência? Saiba mais Acesse o artigo a seguir e saiba mais sobre quem são os migrantes e os refugiados e o que enfrentam, como estão vivendo e quais são os alarmantes números de seres humanos nessa situação: BOEHLER, P.; PEÇANHA, S. The global struggle to respond to the worst refugee crisis in generations. The New York Times, New York, 1st July 2015. Disponível em: <http://www.nytimes.com/interactive/2015/06/09/ w o r l d / m i g r a n t s ‑ g l o b a l ‑ r e f u g e e ‑ c r i s i s ‑ m e d i t e r r a n e a n ‑ukraine‑syria‑rohingya‑malaysia‑iraq.html>. Acesso em: 7 ago. 2015. No artigo que segue há uma seção de perguntas e respostas sobre a crise de migração na Europa e, mais especificamente, sobre Calais, hoje considerada um campo de migração: BENNHOLD, K. Q. and A.: Calais has become flashpoint in Europe’s migrant crisis. The New York Times, New York, 5 Aug. 2015. Disponível em: <http://www.nytimes.com/2015/08/06/world/europe/q‑and‑a‑the‑migran t‑crisis‑in‑calais.html>. Acesso em: 7 ago. 2015. 39 Re vi sã o: Ju lia na - D iagr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 Língua IngLesa: Produção e CoProdução TexTuaL Antes da apresentação do artigo, dissemos que a informação que o texto traz é somente a ponta do iceberg e que, com base no artigo, muito pode ser discutido, e talvez algo possa ser feito. Temos observado, no Brasil, um claro aumento no número de imigrantes, tais como haitianos e bolivianos. São pessoas que deixam seus países em busca de uma vida melhor no nosso. O tema do artigo nos diz respeito, sobretudo, porque somos cidadãos do mundo e vivemos em relações de interdependência, e também porque a questão da migração já é, no Brasil, um fator que requer atenção, estudo, planejamento e ações sociais. A leitura do texto pode conduzir a todas essas discussões, e estas, por sua vez, podem nos levar a, minimamente, olhar – com olhos mais atentos, informados e humanizados – para os que chegam aqui em busca de uma vida um pouco mais digna. resumo Nesta unidade, falamos a respeito de letramento crítico: conjunto de princípios educacionais cuja abordagem é essencial em qualquer âmbito de discussão sobre leitura e escrita. Vimos que letramento crítico designa práticas sociais de escrita e leitura que envolvem (re)construção de valores, representações e ideologias e promovem a conscientização das relações de poder contidas em todos os discursos. A unidade II também abordou as principais estratégias de leitura instrumental que podem agir como aliadas da leitura crítica. Por fim, apresentamos um texto cujas leitura e análise foram realizadas à luz dos conceitos apresentados nesta disciplina. 40 Re vi sã o: Ju lia na - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 1 8/ 08 /1 5 FIguRaS E ILuSTRaçõES Figura 1 JB‑5224‑B‑RAIL(5).JPG. Disponível em: <http://cdn.morguefile.com/imageData/public/files/j/jusben/ preview/fldr_2009_10_02/file3661254488663.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2015. Figura 2 THE NEW York Times – Online Version. Disponível em: <http://www.uclick.com/client/nyt/db/>. Acesso em: 7 ago. 2015. Figura 3 FILE000546043647.JPG. 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