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TC - Aula 1 - Introducao_Tomografia_computadorizada (2)

Material sobre Tomografia Computadorizada (TC): conceito, componentes, gerações, modalidades (espiral, multislice, dupla‑energia, AngioTC), aquisições e pós‑processamento. Aborda meios de contraste iodados — iônicos e não‑iônicos — e propriedades (densidade, viscosidade, osmolalidade).

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Introdução a Tomografia Computadorizada
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Conceito
O tomograma é gerado a partir de um feixe de 
raios X estreito e um detector montado no lado
diametralmente oposto.
Como o cabeçote e o detector estão 
conectados mecanicamente, eles se movem de 
forma síncrona.
Tomo : partes
Grafia : imagens.
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Componentes da Tomografia Computadorizada
 Gantry
 Sistema de 
aquisição de dados Console de 
operação 
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Componentes da Tomografia Computadorizada
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Conceito
 Componentes
 Gantry
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Conceito
 Componentes
 Gantry
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
 Conceito
 Componentes
 Tubo (ampola) de raios x
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 1a geração (1971)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 2a geração (1974)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 3a geração (1975)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 4a geração (1976)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 5a geração (1980)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 6a geração (1990)
 Espiral / Helicoidal
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 7a geração (matriz de detectores multiplos)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 multislices
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 5A, 6a, 7a geração
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
 Dupla Energia
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Atenuação dos raios-x
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Escala de Hounsfield
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Gerações de Tomógrafos
Aquisição
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
TC - Abdome
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
TC - Tórax
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
TC – Tórax (DE)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
AngioTC – ABD (DE)
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Pós-processamento
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
Pós-processamento
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
TC – Recon 3D
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
AngioTC – Recon 3D Recon 3D
Tomografia Computadorizada (TC / CT)
AngioTC – Recon 3D
Tomografia Computadorizada
Recon 3D
CONTRASTE EM 
TOMOGRAFIA
O que é meio de contraste?
∙Os Meios de Contraste são substâncias radiodensas capazes de melhorar a 
definição das imagens obtidas em exames radiológicos;
∙ São essenciais para estudos vasculares;
• O agente de contraste “ideal” não deve produzir qualquer tipo de reação 
adversa, mas essa substância ainda não existe.
Estrutura Básica
∙A estrutura básica dos meios de contraste é formada por um anel 
benzênico, no qual foram agregados átomos de iodo e grupamentos 
complementares (ácidos substitutivos orgânicos – R1 e R2).
Podem ser divididos em:
∙ Iônicos
∙ Não-Iônicos
∙ Isosmolar
Nos contrastes iônicos, o grupo ácido (H+) é substituído por um cátion, sódio 
(NA+) ou meglumina;
Nos contrastes não-iônicos, o grupo ácido é substituído por
aminas.
Iônicos
∙Quando o átomo de hidrogênio do agrupamento ácido é substituído por 
um cátion, sódio (Na) ou meglumina. Em solução formando um composto 
iônico, a ligação dos compostos triodados se dá por eletrovalência 
formando íons positivos e negativos.
Não-iônico
∙Quando o átomo de hidrogênio do agrupamento ácido é substituído por uma 
hidroxilamina carregadora. Em solução não se dissociam em íons, devido a 
animação do radical ácido (-COOH) com amida ou glucamida de modo que 
a reação se dá por covalência. Apresenta baixa osmolalidade e ausência 
de íons em solução.
Contrastes Iodados
∙ Hidrofílicos
∙ Baixa solubilidade
• Pouca afinidade de ligação com proteínas e receptores de membrana
• Disrtribuim-se no espaço extracelular sem ação farmacológica 
significativa.
Meios de Contraste em TC
Uma solução pode ter natureza iônica ou não-iônica conforme sua 
estrutura química, mas todas apresentam algumas propriedades que 
estão relacionadas à concentração do soluto:
-Densidade
-Viscosidade
-Osmolalidade
O que isso influencia no paciente?
• Densidade: número de átomos de iodo por mililitro de solução;
• Viscosidade: “força” necessária para injetar a substância através de 
um cateter, aumenta com a concentração da solução e com o peso 
molecular. A viscosidade é menor quanto maior a temperatura;
• Osmolalidade: representa o poder osmótico que a solução exerce 
sobre as moléculas de água.
• Densidade e viscosidade: quanto maior a densidade e a viscosidade, 
mais dificuldades terá a solução de misturar-se ao plasma e aos fluidos 
corporais;
• Osmolalidade: quanto maior a osmolalidade, maior a vasodilatação 
(redução da PA agudamente – ativa barroceptores – aumenta contratilidade 
cardíaca e o consumo de O2 pelo miocárdio, menor fluxo coronariano
– sofrimento para o miocárdio).
Injeção Manual
∙ Injeção descontínua
∙ Velocidade oscilante
∙ Velocidade máxima de 2 ml/seg.
Utilizar quando não for possível o uso da bomba injetora, injetar em “bolus” 
com a maior velocidade possível.
Injeção Mecânica 
(Bomba Injetora)
∙ Injeção contínua;
• Velocidade programada;
• Adequada via de acesso.
Sequências de Aquisição das Imagens de TC do 
Abdome
• Pré Contraste – “Fase Oral”
• Arterial
• Portal
• Equilíbrio
Fase Pré-Contraste
• Aproximadamente 24 imagens do abdome superior, varrendo-se desde as 
cúpulas diafragmáticas até a bifurcação da artéria aorta em aquisição axial 
com cortes de 10mm de espessura.
Fase Arterial
• É a fase de contraste com a concentração do MC nos seguimentos 
arteriais. Aproximadamente 20 cortes no abdome superior, varrendo-se 
em aquisição helicoidal, com cortes de 10 mm de espessura. Após o 
início da infusão do meio de contraste, a fase arterial poderá ser obtida 
entre 30 e 40 segundos.
Fase Portal
• Fase intermediária de contrastação, com maior opacificação do 
sistema portal. O mesmo planejamento na fase arterial é repetido, 
adquirindo-se os cortes entre 60 e 70 do início do contraste. 
Neste momento, torna-se evidente o contraste do sistema portal.
Fase de Equilíbrio / Excretora
• É feita em todo o abdome, desde as cúpulas do 
assoalho pélvico, iniciando-se de 2 a 3 minutos contados 
a partir do início da injeção de contraste.
Vias de Administração
Os contrastes podem ser administrados por diferentes 
vias:
∙Oral
∙Endovenosa
∙Retal
∙ Intratecal
Contraste Oral
E utilizado em exames abdominais, para que as alças intestinais sejam 
preenchidas e permitam melhor visualização de todas as estruturas e até de 
patologias do sistema digestório ou regiões adjacentes. Em algumas 
instituições utiliza-se o sulfato de bário, que e apropriado para a TC, ou o 
contraste iodado, diluído em torno de 3% em água. A quantidade ingerida e 
de cerca de 1.000ml, que deve ser administrada em torno de duas horas 
antes do inicio do exame.
Contraste Oral
Por sua capacidade de absorver radiação, os meios de 
contraste podem ser classificados em:
Negativos: absorvem menos radiação que os tecidos 
adjacentes (radiotransparentes). Ex: água, ar e gordura.
Positivos: absorvem mais radiação que os tecidos 
adjacentes (radiopacos). Ex: Iodo e Bário.
Contraste Retal
E utilizado nos estudos pélvicos, quando o contraste oral não teve uma boa 
progressão ou não foi ingerido. Ele tem a finalidade de preencher o cólon 
sigmoide e a ampola retal.
A quantidade injetada esta em torno de 200ml, sendo mais
utilizado o contraste iodado
diluído a 3%. Essa injeção e feita através de sondagem retal em 
procedimentoadequado
por um profissional qualificado. Após a injeção do MC o
paciente e colocado em decúbito dorsal para aquisição das imagens.
Via Endovenosa
No uso de contraste venoso o preparo do paciente é
indispensável e deve ser realizado
em jejum de aproximadamente seis horas. Contudo, pode estar associado a 
medicamentos preventivos que são de critério de cada serviço. Antes do uso 
deve ser analisado o estado clínico do paciente, considerando se há ou não 
condições do uso de MC venoso, relacionando a hipótese diagnóstica e a 
sintomatologia do paciente com o benefício do uso do contraste venoso.
E muito importante salientar que a decisão de uso de MC venoso e a critério 
médico, não cabendo essa decisão a nenhum outro profissional.
Via Endovenosa
O contraste venoso evidencia o estudo de veias e artérias e caracteriza uma 
melhor visualização e definição de patologias. Ocorrem casos em que a 
patologia só e identificada com o contrate venoso em virtude de seu poder de 
captação da lesão. Isso mostra que exames realizados sem contraste venoso 
podem não ter um diagnostico eficiente. Por isso cabe ao medico avaliar risco 
e beneficio de cada paciente.
Fatores de Risco
∙ Alergia ao Iodo
∙ Asmático – broncodilatador
∙ Mieloma múltiplo
∙ Miastenia gravis
∙ Iodoterapia
∙ Diabético – Meftomina
∙Hipertireoidismo – Rç. Tierotóxica
∙ Insuf. Renal – Uréia/Creatinina
∙ Feocromocitoma
Antes de injetar o contraste:
∙ Avaliar a história e condição clínica, avaliar o uso do
contraste e considerar outras alternativas diagnósticas;
• Realizar uma anamnese para obter informações sobre eventuais 
reações alérgicas do paciente em relação a substâncias que contenham 
iodo;
• Checar medicações em uso, agentes nefrotóxicos, anti- 
hiperglicemiantes orais;
• Esclarecer para o paciente as possíveis reações adversas evitando 
ansiedade.
Antes de injetar o contraste:
• Impossível prever que pacientes terão as reações adversas, TODOS 
OS PACIENTES DEVES SER CONSIDERADOS DE RISCO!!
• Identificar fatores de risco x benefício potencial de uso;
• Outros métodos de imagem que dão o mesmo
diagnóstico;
• Certeza da indicação do meio de contraste;
• Informar o paciente;
• Saber a política no caso de complicações.
Reações adversas
As reações adversas podem ser definidas como qualquer efeito nocivo ou 
indesejado decorrente da administração de alguma droga em dose 
apropriada, através da via correta, para fins de profilaxia, diagnóstico ou 
tratamento. São eventos que ocorrem no cotidiano de laboratórios e
hospitais, classificadas como quadros leves ou até ameaçadores à vida do 
paciente
Classificação
A incidência global de reações adversas ao contraste não iônico é estimada 
em 1 a 3%, e em 0,04%, quando consideradas somente as reações graves. 
A maioria dos efeitos adversos não expõe o paciente a risco de vida e não 
requerem tratamento.
Essas reações adversas são classificadas por grau de severidade.
Grau de Severidade
∙ R.A. Leves
∙ R.A. Moderadas
∙ R.A. Graves
Reações Adversas Leves
∙ Náuseas/vômitos
∙ Tosse
∙ Calor
∙ Rubor
∙ Cefaléia discreta
∙ Tontura
∙ Calafrios
∙ Tremores
∙ Urticária limitada
∙ Prurido
∙ Sudorese
∙ Palidez
∙ Congestão nasal
∙ Espirros
∙ Edema orbitário/boca
∙ Dor no local da injeção
Geralmente auto-limitada, apenas observar.
Alteração Cutânea
Reações Adversas Moderadas
∙ Vômitos intensos
∙ Alterações de FC
∙ Hipertensão
∙ Hipotensão
∙ Urticária extensa
∙ Edema facial
∙ Dispnéia
∙ Sibilos
∙ Cefaléia intensa
∙ Laringoespasmo
∙ Broncoespasmo
∙ Rigidez occipital
Observar frequentemente tratamento medicamentoso SEM hospitalização.
Edema
Reações Adversas Graves
∙ Laringoespasmo
∙ Edema de glote
∙ Inconsciência
∙ Convulsões
∙ Coma
∙ Arritmias
∙ PCR
∙ Edema Pulmonar
∙ Broncoespasmo intratável
∙ Choque
Reações Adversas Graves
∙ Podem ainda serem classificadas quanto ao tempo de
ocorrência;
• Agudas: ocorrem em até 30 minutos após a administração do 
contraste iodado;
• Tardias: ocorrem depois de 30 minutos após a administração do 
contraste iodado, ou manifestam-se dias depois.
• Hospitalização
Pré Medicação e Dessenbilização
• O uso de medicação prévia pode reduzir a chance de reação alérgica ao 
contraste, não é capaz de prevenir completamente a sua recorrência. Está 
bem estabelecida para reações alérgicas leves, mas não pode prevenir 
reações mais graves. Além disso, nenhum estudo demonstrou redução de 
risco para pacientes que apresentaram reação alérgica grave, 
possivelmente devido à raridade dessa manifestação, que dificulta a sua 
comprovação científica.
• Reserva-se o uso da pré-medicação aos pacientes que apresentarem 
reações alérgicas leves ou moderadas e que não tenham contra-indicação 
às drogas preconizadas. O componente mais importante é o corticóide, 
sendo necessária a administração por pelo menos 6 horas antes do uso do 
contraste para que se obtenha algum efeito. A via preferível é a oral, 
porém, caso seja necessário, pode-se substituir pela via venosa.
Contra Indicações ao Meio de Contraste
• Existem algumas condições e patologias que requerem maior 
cuidado ou que na maioria das vezes contra-indica a injeção de 
contraste endovenoso por uma série de fatores peculiares.
∙ Insuficiência Renal
∙ Asma
∙ Insuficiência Cardíaca
∙ Cardiomiopatia
• Hipertensão pulmonar 
primária
• Diabetes Mellitus
• Tumor de tireóide
∙ Uso de drogas nefrotóxicas •
∙ Hipertireoidismo/bócio
Mieloma múltiplo
∙ Anemia falciforme
• Miastenia gravis
• Feocromocitoma
• Idade avançada
• Gravidez/lactação

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