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Pancreatite aguda 1 Pancreatite aguda Pâncreas Regulação da secreção pancreática Secerção de líquido alcalino que contém cerca de 20 enzimas, com principal função a digestão do trato gastrointestinal e manter o pH ideal para atividade enzimática Pâncreas exócrino é regulado pela interação direta entre os sistemas hormonal e neural. Ácido gástrico é o estimulo para a liberação de secretina pela mucosa duodenal , assim como a Colecistocina (CCK) e o nervo vago. As enzimas amilolíticas como amilase hidrolisam o amido em oligossacarídeo e dissacarídeo maltose Enzimas lipolíticas consistem em lipases, fosfolipase A2 e colesterol esterase. Isoladamente, os sais biliare inibem as lipases É um processo inflamatório do pâncreas, caracterizado por dos abdominal e taxas elevados de enzimas pancreáticas Pode ser dividido de acordo com a classificação Atlanta: Pancreatite aguda 2 Pancreatite aguda Intersticial edematosa, a qual é caracterizada por uma inflamação aguda do parênquima do pâncreas e do tecido peripancreático, mas sem necrose reconhecida Pancreatite aguda Intersticial edematosa, a qual é caracterizada por uma inflamação aguda do parênquima do pâncreas e do tecido peripancreático, mas sem necrose reconhecida./ aguda necrosante, a qual é caracterizada pela inflamação associado parênquima pancreático necrosado.De acordo com a severidade, pode ser dividida como: De acordo com a severidade, pode ser dividida como: Pancreatite aguda leve - sem falha de órgãos e complicações locais ou sistêmicos Pancreatite aguda moderada - falha de órgãos < 48h Pancreatite aguda severa - persistência na falha de órgãos >48h que envolve multiplos órgãos ETIOLOGIAS: Pancreatite aguda 3 OBSTRUÇÃO Obstrução ductal entrapancreática aumenta a pressão e leva ao acúmulo de líquido rico em enzimas no interstício. Maioria das enzimas estão inativas, entretanto a cluprose é produzida ativa tem o potencial de causar necrose da gordura local. A morte dos adipócitos produz sinais inflamatórios iniciando uma resposta inflamatória local. Calculo biliar: causa mais comum, 40 a 70 % dos casos. Entretanto, apenas 3-74% dos pacientes com cálculo biliar desenvolvem pancreatite aguda. Lama biliar Neoplasias periampulores Parasilas Pancreatite aguda 4 LESÃO PRIMARIA DE CÉLULAS ACINARES As células acimares podem ser danificadas por uma variedade de agressões endógenas, exógenas e iatrogenicas. Estresse oxidativo → Radicais livres → oxidação lipídica da membrana + ativação de fatores de transcrição AP1 e NF - KB → ⬆ quimiocinas → atraem células mononucleares ⬆ fluxo de cálcio → ativação dos enzimas digestivas (ação da tripsina) Alcool Fármacos Trauma perfurante Isquemia Vírus Hipercalcemia TRANSPORTE INTRACELULAR DEFICIENTE Nas celulas acimares anormais: enzimas pancreáticas são indevidamente liberadas no compartimento intracelular contendo hidroloses lesossômicas → Pro enzima ativada + lisossomo rompido + enzimas ativadas liberadas DISTURBIOS METABÓLICOS LESÕES GENÉTICAS MEDICAMENTOS LESÃO TRAUMÁTICA LESÕES ISQUÊMICAS INFECÇÕES FISIOPATOLOGIAS: Pancreatite aguda 5 A porção exócrina sintetiza e secreta uma variedade de enzimas digestivas que normalmente são ativadas no duodeno. Uma pequena quantidade de tripsinogênio é espontaneamente ativado, mas o pâncreas possui mecanismos para remover a parcela ativada através: Inibidor de tripsinogênio que pode se ligar até 20% da parcela ativada Autólise prematura de tripsinogênio ativado Mesotripsina e enzima Y, os quais lisam e inativam a tripsina Antiprotease não especifica como alfa-1 antitripsina e alfa-2 macroglobulina estão presentes no interstício pancreático Ativação intraacinar de enzimas proteolíticas Bloqueio da secreção enquanto a síntese de enzimas pancreáticas continuam, levando a uma lesão devida a autodigestão. Evento inicial causa aumento na geração de tripsina ativada. Em uma célula normal, as enzimas digestivas são empacotadas separadamente pelo complexo de Golgi, entretanto em uma pancreatite inicial, catepsina B e tripsinogênio são encapsulados juntos em um vácuolo instável, iniciando o processo de ativação da tripsina. Ruptura do vacuolo librando a tripsina ativada Mecanismo de defesa supersaturado com a tripsina Tripsina ativa outras enzimas pacreaticas: fosfolipase, quimotripsina e elastase Pancreatite aguda 6 Ativa também cascata complemento, coagulação e fibrinolise Inicia processo de autodigestão do pâncreas em um ciclo vicioso obs: A concentração intracelular de cálcio aumenta junto com um pH baixo, isto pode causar a ativação prematura do tripsinogênio e desregular o metabolismo. Lesão microvascular A ativação da tripsina gera danos endoteliais e intersticial, causando mudanças incluindo vasoconstrição, estase capilar, diminuição da saturação e progressiva isquemia. Essas mudanças podem levar a um aumento da permeabilidade e inchaço da glândula. Podendo causar, também, falha na microvasculatura e amplificação da leão pancreática. Reperfusão de tecido lesionado estimula a liberação de radicais livres e citicinas inflamatórias na circulação. Quimiotaxia de leucócitos, liberação de citocinas e estresse oxidativo Ativação de macrófago e granulócitos causam a liberação de citocinas pró inflamatórias (TNF, IL-1 e IL-6 e IL-8), metabólito do ácido araquidônico (prostaglandinas, fator de ativação plaquetária,…) enzimas proteolíticas e lipolíticas, metabólitos reativos de oxigênio… Pancreatite aguda 7 Aumento da permeabilidade vascular → trombose e hemorragia COMPLICAÇÕES ASPECTOS CLÍNICOS: Principal manifestação: Dor abdominal Dor constante e intensa Bem localizada pico em 20 min - Cálculos biliares CT scan of acute interstitial edematous pancreatitis The computed tomography (CT) scan in a 75-year-old man with acute interstitial pancreatitis reveals heterogeneous appearance of the pancreas (arrow) and peripancreatic fat stranding (arrowhead). CT scan of necrotizing pancreatitis with peripancreatic necrosis Computed tomography (CT) scan of a 34-year-old male with acute pancreatitis reveals the pancreas enhances homogeneously (arrow) but there is evidence of peripancreatic necrosis (arrowhead). CT scan of acute interstitial pancreatitis with acute peripancreatic fluid collections Computed tomography (CT) scan reveals acute interstitial pancreatitis with an acute peripancreatic fluid collections (APFC) around the body and tail of the pancreas (arrowheads). There is mild heterogeneity of the enhanced pancreas (arrow). Pancreatite aguda 8 Mal localizada menos abrupta - Alcool Localizada na parte superior das costas e, ocasionalmente, no ombro esquerdo Febre, taquipnéia, hipoxia e hipotensão Anorexia, náuseas e vômitos (persistentes) Dispneia, Efusão pleural e sindrome do estresse respiratório - Inflamação secundária do diafragma em pancreatite severa Níveis plasmáticos elevados de amilase e lipase ACHADOS LABORATORIAIS: Nível sérico acentuado de amilase nas primeiras 24h Seguida por aumento do nível de lipase sérica de 72 a 96h Glicosúria em 10% dos casos Hipocalcemia EXAME FÍSICO: Região epigástrica dolorosa a palpação distensão abdominal e Ruídos hidroaéreos diminuído Ictericia escleral Sinal de Cullens e de Grey Turner (sangramento retroperitonial) DIAGNÓSTICO: Deve se suspeitar em pacientes: aparecimento abrupto de uma dor epigástrica persistente e severa com rigidez a palpação e ao exame físico Diagnóstico: Presença de 2 dos 3 escores: Pancreatite aguda 9 1. aparecimento abrupto de uma dor epigástrica persistente e severa com rigidez a palpação e ao exame físico 2. Elevação da lipase ou amilase sérica - 3 ou mais x o valor normal 3. Achados característicos de pancreatite aguda em exames de imagem (CT, RM ou USG)