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WBA0867_v1.0 APRENDIZAGEM EM FOCO LAUDOS E PERÍCIAS DE ENGENHARIA 2 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Júlio Assis de Freitas Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior Seja bem-vindo (a) à disciplina Laudos e perícias de engenharia! Aqui, serão apresentados conceitos importantes a respeito do universo das perícias judiciais. O direito brasileiro admite um leque limitado de provas a exemplo da prova documental ou testemunhal e, entre elas, há também a prova pericial. Ocorre que como leigo em determinadas questões técnicas, o Juiz precisa do auxílio de peritos para avaliar dado cenário e emitir um laudo conclusivo, que comporá o rol de provas. Quando a questão em debate no processo judicial envolve insalubridade, periculosidade, responsabilidade sobre acidentes do trabalho, condições ergonômicas, entre outros aspectos relacionados à saúde e segurança do trabalhador, o engenheiro de segurança do trabalho é um profissional legalmente habilitado para analisar e emitir laudos técnicos conclusivos sobre estes temas. Nesta disciplina, você poderá entender em detalhes: quem são e como atuam o perito judicial e o assistente técnico; como se realiza o cadastro eletrônico para atuar como perito judicial; como se elabora um laudo pericial ou parecer técnico; o que são os quesitos prévios, suplementares e complementares; o que é uma manifestação ou impugnação ao laudo pericial; quem são as partes envolvidas em um processo judicial e como funciona a remuneração do perito nas principais esferas judiciais de atuação do engenheiro de segurança do trabalho. Dominar este tema é fundamental ao engenheiro de segurança do trabalho, mesmo que ele não pretenda atuar diretamente como 3 perito judicial ou assistente técnico, uma vez que o resultado de seu trabalho, como responsável de um time de segurança do trabalho corporativo, pode ter reflexos positivos ou negativos ao negócio no momento da defesa frente a uma perícia, logo, o mercado vê como diferencial positivo o domínio do tema. Bons estudos! INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco! A perícia judicial e o papel do engenheiro de segurança ______________________________________________________________ Autoria: Júlio Assis de Freitas Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior TEMA 1 5 DIRETO AO PONTO Discutiremos o trâmite do processo judicial, a fim de entender o momento em que o perito judicial e o assistente ingressam e atuam neste cenário. Apenas para fins lúdicos, nosso exemplo se baseará em uma ação trabalhista de insalubridade e periculosidade, mas a atuação não difere no caso de outras esferas judiciais, como a cível, previdenciária e outras. Tudo começa com o trabalhador que busca a justiça para reclamar direitos que entende que foram tolhidos na relação de emprego e, entre eles, pode estar os adicionais de periculosidade e insalubridade. Na chamada audiência de conciliação, não havendo acordo amigável entre as partes, dado o pedido de insalubridade e periculosidade, o Juiz, como leigo nestas pautas, nomeia um perito judicial, a fim de produzir uma prova técnica sobre a qual possa decidir de forma fundamentada. Nesta audiência, é, então, produzida a Ata de Audiência, onde, além da nomeação do perito, é definido o objeto da perícia, ou seja, o Juiz informa o que o perito deverá avaliar, podendo ser insalubridade, periculosidade ou ambos. O reclamante, como é chamado o trabalhador que ingressou com a ação, e a reclamada, como é conhecida a empresa acionada, podem nomear um assistente técnico, com habilitação profissional equivalente à do perito nomeado, para que este acompanhe a perícia e apresente parecer técnico. Além da nomeação dos assistentes técnicos, as partes poderão apresentar questões na forma de quesitos prévios, que deverão necessariamente ser respondidos pelo perito judicial. 6 Assim como o Juiz não tem competência técnica para julgar os temas de insalubridade e periculosidade, necessitando do auxílio do perito judicial, os advogados das partes também não possuem a competência técnica para contestar a conclusão do perito, caso discordem dela, diante do que é importante que nomeiem um assistente técnico, já que é esperado que os profissionais técnicos cheguem à mesma conclusão, considerando que a norma técnica é única, mas, caso divirjam, o parecer técnico servirá de contraprova, assegurando à parte insatisfeita uma forma de exercer seu direito ao contraditório e ampla defesa, previstos na Constituição Federal. Uma vez nomeado, não suspeito ou impedido, o perito judicial agenda a data e hora da perícia, informando às partes para que possam comparecer ao ato. O perito deve se atentar ao objeto da perícia definido na ata de audiência, não pode exceder ao que foi solicitado pelo Juiz, por exemplo, se foi solicitado avaliar insalubridade apenas, ainda que o perito se depare com uma situação que assegure ao reclamante o direito flagrante à periculosidade, não poderá tecer qualquer análise dela em seu laudo, sob pena de incorrer em descumprimento do previsto no art. 473 parágrafo 2º, do Código de Processo Civil (CPC), onde se lê: “é vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia” (BRASIL, 2015, [n. p.]). Durante a diligência, o CPC assegura, ao perito e assistentes, a prerrogativa de buscar, em todos os meios disponíveis, elementos para analisar o objeto da perícia, podendo analisar documentos, ouvir testemunhas, realizar medições, registar fotos, avaliar a atividade de paradigmas, que são trabalhadores que exercem a mesma atividade que o reclamante realizava, avaliando sua exposição, entre outros meios que convenham, desde que lícitos 7 e condizentes com o objetivo de elucidar a questão-alvo da perícia. Após a perícia, é apresentado o laudo pericial no processo, as partes se manifestam em concordância ou discordância com as conclusões do perito, podendo apresentar questionamentos em forma de quesitos complementares. Todo o material resultante, ou seja, laudo pericial, parecer dos assistentes técnicos e respostas a quesitos, servem de fundamento para o Juiz formar seu convencimento, julgando o mérito da forma que parecer adequada, não estando o Juiz, inclusive, obrigado a acatar a conclusão do perito. Na Figura 1, é ilustrado o fluxograma básico de um processo trabalhista, no tocante à nomeação do perito e apresentação do laudo pericial. Figura 1 – Fluxograma do processo trabalhista Fonte: elaborada pelo autor. 8 Referências BRASIL. Presidência da República. Secretaria-Geral. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015. Brasília, 2015. PARA SABER MAIS A insalubridade e a periculosidade são reclamações recorrentes na justiça trabalhista para as quais o engenheiro de segurança do trabalho é constantemente requisitado, a fim de atuar como perito pelo judiciário ou como assistente técnico pelas partes. Entretanto, não é só este cenário que demanda a atuação destes profissionais. Em caso de acidentes do trabalho, frequentemente, o engenheiro de segurança é requisitado para atuar, seja na esfera trabalhista ou mesmo na cível, quando o processo trata de responsabilização, danos morais, indenizações e demandas desta esfera. Neste caso, geralmente, compete ao perito e assistentes apurar eventuais responsabilidades pela causa do acidente, podendo ser uma culpa exclusiva de uma dar partes, como da empresa por não ter adotado proteções em uma máquina; ou do trabalhador por não ter seguido algum procedimento de segurança como uso de cinto de segurança para subir em caminhão; ou mesmo uma culpa concorrente,quando ambas as partes falham em um ou mais pontos. O engenheiro de segurança do trabalho também é requerido para avaliar questões discutidas na esfera previdenciária, onde, geralmente, um segurado tenta, por vias judiciais, obter o direito à aposentadoria especial junto ao Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), quando foi negada pelos tramites administrativos normais do órgão previdenciário. 9 Outro perfil de atuação, menos frequente, mas ainda assim relevante, em que que o engenheiro de segurança pode ser requisitado para atuar, são as perícias de cunho coletivo, geralmente, movidas pelo Ministério Público do Trabalho ou por sindicatos, que movem ações representando todo um grupo de trabalhadores. Nesses casos, ocorre, por exemplo, de perito e assistentes terem que avaliar se são cumpridas pela empresa certas obrigações, como aquelas previstas na NR-24 quanto a condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. TEORIA EM PRÁTICA Geraldo ingressou com pedido de insalubridade e periculosidade. Ele é operador de empilhadeiras, labora das 08:00h às 17:30h, de segunda a sexta-feira, em uma grande montadora de automóveis, onde se desloca com o equipamento em um pátio a céu aberto, e o pavimento é feito de paralelepípedos de rocha. Passa a jornada movimentando caixas, com peças do prédio do almoxarifado para o prédio da produção. A atividade só é interrompida no caso da incidência de chuvas. A empilhadeira é movida a gás liquefeito de petróleo (GLP), sendo que Geraldo, pessoalmente, uma vez por turno, faz a troca do botijão de 20 kg quando acaba o combustível. Para tanto, leva o cilindro vazio até o quarto de inflamáveis, deixa o cilindro vazio e recolhe um cheio, permanecendo no local de armazenagem por cerca de dois minutos. Suponha que você tenha sido nomeado como Perito Judicial para esta causa hipotética. Responda, com base no cenário apresentado. 10 1. Com base no relato do enunciado, a atividade de Geraldo pode se caracterizar insalubre pelos Anexos 1, 3, 7 e/ou 8 da NR-15? Justifique seu entendimento quanto a cada anexo. 2. Que argumentos você usaria para caracterizar ou descaracterizar cada um destes anexos? 3. Em contraponto, como a empregadora de Geraldo poderia descaracterizar a insalubridade para cada um dos anexos que poderiam ser enquadrados como insalubres? 4. A atividade de Geraldo é perigosa com base na NR-16? Se afirmativo, aponte qual o Anexo e as alíneas da NR-16 dão embasamento. Se negativo, justifique. Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Indicações de leitura 11 Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O livro indicado traz, em seu item 1.2, uma rica introdução à perícia trabalhista, que agregará novas informações àquelas apresentadas neste material. BELEZE, C. A. Perícia trabalhista e avaliação de desempenho. Londrina: UNOPAR, 2014. Indicação 2 O código de processo civil é a lei que regula todo o rito processual, e sua sessão X (dez em algarismo romano), discorre sobre a prova pericial, sendo, portanto, esta é uma leitura indispensável para compreender tal prova produzida pelo perito judicial. BRASIL. Presidência da República. Secretaria-Geral. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015. Brasília, 2015. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. 12 Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Os envolvidos em uma ação trabalhista são conhecidos por nomenclaturas específicas, sendo, portanto, de bom tom, que o perito judicial se refira a estas pessoas da mesma forma, evitando dúvidas ou confusões por parte daquele que estiver lendo seu laudo pericial. Marque a alternativa que respectivamente, descreva o significado de: Reclamante ou autor (a); reclamada ou ré; patronos (as); paradigma. a. Trabalhador (a) que ingressou com a ação trabalhista; empresa que foi acionada; aquele que arca com as custas do processo; trabalhador que exerce as mesmas atividades do reclamante. b. Trabalhador (a) que ingressou com a ação trabalhista; empresa que foi acionada; advogados (as) das partes; testemunha ouvida pelo perito. c. Trabalhador (a) que foi demitido (a) da empresa; empresa que foi acionada; advogados (as) das partes; trabalhador que exerce as mesmas atividades do reclamante. d. Trabalhador (a) que ingressou com a ação trabalhista; empresa que foi acionada; advogados (as) das partes; trabalhador que exerce as mesmas atividades do reclamante. e. Trabalhador (a) que ingressou com a ação trabalhista; situação que o autor está reclamando na justiça; advogados (as) das partes; trabalhador que exerce as mesmas atividades do reclamante. 13 2. O perito judicial é um profissional de confiança do Juiz, por ele nomeado para apurar questões técnicas sobre as quais o Magistrado não tem competência e habilitação para julgar o caso. Em que pese o perito representar o Juiz na diligência, há limites para a sua atuação. O Código de Processo Civil (BRASIL, 2015), define em seu art. 473, parágrafo 2º, que: “é _________ ao _________ ultrapassar os _________ de sua designação, bem como emitir _________ _________ que excedam o exame técnico ou científico do _________ da perícia”. Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto. a. Permitido; reclamante; desígnios; opiniões técnicas; laudo. b. Vedado; perito; limites; opiniões pessoais; objeto. c. Autorizado; paradigma; limites; opiniões particulares; parecer. d. Proibido; patrono; parâmetros; sugestões pessoais; resultado. e. Solicitado; perito; limites; opiniões indevidas; objeto. GABARITO Questão 1 - Resposta D Resolução: A alternativa apresenta corretamente a descrição dos itens listados no enunciado, sendo: reclamante ou autor (a): trabalhador (a) que ingressou com a ação trabalhista; reclamada ou ré: empresa que foi acionada; patronos (as): advogados (as) das partes; paradigma: trabalhador que exerce as mesmas atividades do reclamante. 14 Questão 2 - Resposta B Resolução: O parágrafo 2º, do artigo 473, do Código de Processo Civil, disciplina que “é vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia”. Diligência, elaboração do laudo, esclarecimentos e impugnação ______________________________________________________________ Autoria: Júlio Assis de Freitas Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior TEMA 2 16 DIRETO AO PONTO Neste material, discutiremos e você poderá entender quem é quem dentro de uma ação trabalhista: reclamante, autor, reclamada, ré, paradigma, preposto, patrono. Todos esses termos são maneiras como esta esfera judicial costuma se referir às pessoas envolvidas em um processo, sejam pessoas físicas ou jurídicas.Já algumas peças dentro do processo, como a petição inicial, a contestação e a ata de audiência, devem ser minimamente entendidas pelo perito judicial, por mais que não seja bacharel em Direito, logo, caso você pretenda atuar neste mercado, precisará estar familiarizado com esta terminologia. Reclamação trabalhista é o nome dado à petição inicial, que é a primeira peça jurídica do processo. Como o nome já sugere, é onde o trabalhador reclama direitos que supostamente não foram honrados na vigência do contrato de trabalho. Se há uma reclamação trabalhista, é porque há alguém reclamando algo, de modo que reclamante, que também é conhecido como autor, é o trabalhador que ingressou com a ação trabalhista. Por consequência, a empresa empregadora junto à qual o autor está impetrando a ação trabalhista, é conhecido como reclamada ou ré. Os advogados das partes, reclamante ou reclamada, também podem ser referenciados como patronos, termo que, neste contexto, significa defensor, protetor, ou algo do tipo. Preposto é o nome dado ao representante da empresa reclamada na ação trabalhista, personificando a figura que responderá legalmente pela reclamada naquele processo em que foi nomeada para tanto. 17 O paradigma é um trabalhador que exerce as mesmas atividades que o reclamante exercia, e que pode ser avaliado pelo perito durante a vistoria se assim for pertinente. O reclamante pode ingressar com uma ação trabalhista enquanto está ativo na empresa ou em até dois anos após sua saída, o que ocorre na maioria das vezes, já que, geralmente, temendo alguma represália, os trabalhadores tendem a evitar acionar empresas enquanto são empregados delas. Uma perícia pode acontecer vários meses após o desligamento do trabalhador da empresa, isso ocorre em função do tempo que pode demorar para ingressar com a ação, somado ao tempo que pode demorar desde o ingresso da ação até a audiência de conciliação, onde, normalmente, se designa a perícia. Além disso, quando ocorre a audiência e a perícia é designada, o perito tem de 30 a 60 dias para apresentar o laudo pericial. Com isso, normalmente, durante a perícia, o trabalhador está ali na condição de ex-funcionário, não é razoável que o perito solicite que opere uma máquina ou efetue uma atividade qualquer para que veja como era feito pelo reclamante. Daí vem a importância do paradigma, é quem demonstrará na prática como as atividades eram feitas, é quem portará um dosímetro, caso o perito pretenda medir o ruído nas atividades que o reclamante exercia, e assim sucessivamente. O paradigma pode ainda servir de fiel da balança quando houver divergências nos relatos das partes durante as entrevistas, por exemplo, nas entrevistas o reclamante alega que ingressava em câmara fria dez vezes ao dia, permanecendo no local por vinte minutos, cada vez para separar os produtos que precisava retirar do 18 local, e a empresa, por sua vez, der uma versão discrepante, afirmado que o acesso era uma vez apenas ao dia, por cinco minutos. Neste caso, o perito pode ouvir e observar em atividade um ou mais paradigmas, de modo a formar sua convicção própria se esta ou aquela ou ainda nenhuma das versões condiz com a realidade. A Figura 1 ilustra as pessoas que, usualmente, atuam em uma ação trabalhista e a parte que elas representam. Figura 1 – As pessoas em um processo trabalhista típico Fonte : adaptada de appleuzr/ iStock.com. PARA SABER MAIS Atualmente, todas as esferas da justiça informatizaram integralmente o fluxo de tramitação dos processos, por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Antigamente, um perito judicial ia até a Vara do Trabalho, quando nomeado, para retirar 19 fisicamente os processos judiciais, e eram volumes e mais volumes de documentos a serem analisados, gerando grande morosidade e uma enorme responsabilidade ao Perito, que precisava assegurar que o processo não extraviasse enquanto estivesse sob sua guarda. Quando as partes nomeavam assistentes técnicos, estes tinham que aguardar a devolução do processo ou negociar diretamente com o perito para ter acesso a ele e analisar detalhes do caso, a fim de procederem com seus respetivos trabalhos. Com o advento do PJe, a Justiça evoluiu muito em celeridade processual e segurança dos dados. Considerando todo o histórico da Justiça, em termos relativos, o PJe passou a operar há bem pouco tempo, a Justiça do Trabalho aderiu oficialmente à plataforma em 29 de março de 2010. Hoje, todas as partes têm acesso ao processo em tempo real e simultaneamente, se preciso for. Para a elaboração de seus trabalhos técnicos, peritos judiciais e assistentes técnicos não necessariamente precisam ler um processo na integra, já que documentos que envolvem questões, normalmente, discutidas na esfera trabalhista, como horas extras, equiparação salarial, férias vencidas, e outras, geralmente irrelevantes para a análise técnica. Uma das peças importantes que se deve analisar é a própria petição inicial, onde constam as reclamações trabalhistas feitas pelo autor, inclusive insalubridade ou periculosidade. Entretanto, é importante ter em mente que, como leigo, eventualmente, o que está sendo alegado pode não ter fundamento técnico, como, por exemplo, pedidos de insalubridade por questões ergonômicas. Diante disso, a análise técnica não deve se 20 fundamentar nas alegações da petição inicial, mas dará um norte do que será investigado na vistoria. Na contestação, a reclamada apresenta seus argumentos de defesa e eventuais documentos como fichas de Equipamento de Proteção Individual (EPI), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e outros, que podem ser úteis à análise técnica. Por fim, a ata de audiência é outro documento fundamental, já que é nele que o Juiz define qual será o objeto de estudo técnico e nomeia o perito, que deverá ficar atento também aos documentos juntados após sua nomeação, como quesitos das partes, nomeação de assistentes técnicos, eventuais pedidos das partes que impactem no agendamento de perícia entre outros. TEORIA EM PRÁTICA Maria é auxiliar de serviços gerais, trabalhando em uma empresa terceirizada dentro de um shopping center de grande porte. Lá, faz limpeza de pisos e mesas na praça de refeição, usando produtos químicos, como detergente, hipoclorito de sódio e desinfetantes; recolhe lixos e leva até uma caçamba externa de coleta; limpa banheiros de uso dos clientes do local. José é promotor de vendas de uma marca de frios, pratos prontos resfriados e congelados, carnes bovinas, suínas e aves. Ele fica lotado em um grande hipermercado, onde é responsável por retirar os produtos do estoque e colocá-los em exposição na área de vendas do estabelecimento. Flávia é operadora de produção em uma fábrica de cervejas, onde labora na linha de envase, operando a máquina que rotula garrafas 21 de vidro, monitorando o fluxo de garrafas na esteira, retirando da linha aquelas que apresentam defeito na rotulação. Operadores como a Flávia, ainda, são responsáveis pela manutenção autônoma, realizando atividades como reaperto e lubrificação periódica de elementos mecânicos das máquinas. Você mantém uma parceria com o advogado que representará esses trabalhadores em ações trabalhistas para atuar como assistente técnico, e deve fazer uma análise prévia das atividades deles, sugerindo se há ou não viabilidade de pedir insalubridade ou periculosidade. Quais seriam suas recomendações para cada caso? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicosou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Indicações de leitura 22 Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 A quesitação é parte importante do processo judicial, tanto assistentes técnicos devem dominar a elaboração de quesitos pertinentes, quanto o perito judicial deve saber como respondê- los. O livro indicado traz, em sua seção 2, uma rica discussão sobre formulação de quesitos. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título da obra. BELEZE, C. A. Perícia trabalhista e avaliação de desempenho. Londrina: UNOPAR, 2014. Indicação 2 Os adicionais de insalubridade e periculosidade estão previstos na Constituição Federal de 1988, regulamentados na Consolidação das Leis do Trabalho, mas o nível mais detalhado de informações se encontra nas normas regulamentadoras de número 15, para insalubridade, e 16, para periculosidade. O perito judicial e assistente técnico devem ter pleno domínio destas normas. Pesquise por normas regulamentadoras na Secretaria do Trabalho, dentro da plataforma GOV.BR. BRASIL. Acesso Gov.br. Portaria n. 3.214, de 08 de junho de 1978. Brasília, 1978. 23 QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. A ata de audiência é um documento de alta relevância, pois traz algumas informações fundamentais. Classifique as alternativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F), com relação aos dados obtidos neste documento do processo judicial. ( ) A nomeação pelo Juiz do perito judicial. ( ) A nomeação pelo Juiz dos assistentes técnicos. ( ) O objeto a ser analisado pelo perito e assistentes (insalubridade, periculosidade, outros). ( ) Os prazos para apresentação de quesitos e assistentes técnicos. ( ) Os quesitos do Juiz. a. V – V – V – V – V. b. V – V – V – F – F. c. V – F – V – F – V. d. V – F – V – V – V. e. V – F – F – V – V. 2. A apresentação de quesitos é parte importante do processo judicial, pois visa esclarecer pontos relevantes sobre o objeto da perícia. Assinale a alternativa que aponta corretamente os 24 itens que representam quesitos relevantes, segundo Beleze (2014): BELEZE, C. A. Perícia trabalhista e avaliação de desempenho. Londrina: UNOPAR, 2014. I. Função exercida pelo empregado e suas atividades executadas durante a jornada de trabalho. II. Se o reclamante sofreu ou não assédio moral no trabalho. III. Identificação de riscos químicos, físicos e biológicos aos quais o empregado esteve exposto. IV. Período e tempo de exposição aos riscos. V. Utilização de EPI’s e se foram atendidos os itens da Norma Regulamentadora 6. VI. Se o trabalhador recebia uniforme. a. II e VI, apenas. b. I, III, VI e V, apenas. c. I, II, VI e V, apenas. d. I, III, VI e VI, apenas. e. III, VI e V, apenas. GABARITO Questão 1 - Resposta D Resolução: A alternativa correta é V – F – V – V – V. A segunda afirmativa está errada pois os assistentes técnicos não são nomeados pelo Juiz, mas indicados pelas partes facultativamente. 25 Questão 2 - Resposta B Resolução: A resposta correta é I, III, VI e V, apenas. Para os itens errados, o correto seria: II. Descrição do local de trabalho com detalhes para máquinas, mobiliário e ferramentas que auxiliam na execução das atividades. A alternativa II coloca um quesito irrelevante para análise de insalubridade ou periculosidade por não se tratar de uma questão técnica. IV. Descrição dos equipamentos utilizados nas avaliações e suas respectivas calibrações. A alternativa IV também é irrelevante, já que uniformes simples, para fins de padronização visual não são tecnicamente considerados como EPIs, salvo casos com os das vestimentas antichama padrão NR 10 para eletricistas e vestimentas para ambiente frio. Cadastro on-line para peritos e conceitos de insalubridade e periculosidade ______________________________________________________________ Autoria: Júlio Assis de Freitas Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior TEMA 3 27 DIRETO AO PONTO Neste material, falaremos sobre conceitos de insalubridade e periculosidade. Como se dá ou não o enquadramento de uma atividade insalubre ou perigosa? As Normas Regulamentadoras (NRs) 15 e 16 são normas técnicas, mas, como veremos, por vezes, são subjetivas, susceptíveis a entendimentos variados e controversos, portanto, de pronto, vale esclarecer que este material não tem a pretensão de impor este ou aquele entendimento, mas apenas demonstrá-los. Cabe a cada profissional se aprofundar tecnicamente e construir suas próprias convicções nestes casos. No âmbito da insalubridade, no caso dos agentes físicos ou químicos que possuem um limite de tolerância definido na norma, não há controvérsia, basta constatar se a exposição estava acima ou abaixo deste limite e, estando acima, se havia ou não medidas de proteção, coletiva ou individual, capazes de neutralizar a exposição para concluir se o trabalhador teria ou não direito a insalubridade. Por exemplo, sabemos que o limite de tolerância para um trabalhador que tenha jornada de oito horas é de 85,0 dB(A). Se constatado que o ruído, aferido de acordo com a metodologia adequada, resulta em uma dose equivalente a um nível inferior a este, a atividade é salubre, do contrário, é necessário avaliar as medidas de proteção, uma vez que a própria NR 15 prevê a eliminação da insalubridade por meio de medidas de ordem geral, que mantenham o ambiente salubre, como o enclausuramento da fonte de ruído, ou por meio da adoção de equipamento de proteção individual eficaz. Os anexos da NR 15, que tratam de calor vibrações, mostram que alguns agentes químicos e poeiras são exemplos de agentes 28 quantitativos, nos quais é necessária a medição da concentração ou intensidade do agente para verificar se a exposição excede ou não o limite de tolerância. A coisa começa mais complexa quando se trata de agentes cuja caracterização da insalubridade se dá de forma qualitativa, pois isso traz um fator de subjetividade à análise, alguns peritos ou assistentes técnicos tendem a enquadrar uma mesma atividade como insalubre e outros não, em função disso. Vejamos o exemplo do anexo 10 da NR 15, que trata da exposição à umidade, diz, ipsis litteris, que: [...] As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho (BRASIL, 1978, [n. p.]). Este é um anexo da NR 15, que existe desde a publicação da Portaria n. 3.214/1978, que instituiu as normas regulamentadoras e, desde então, não passou por qualquer atualização e deixa diversas dúvidas, como: qual a profundidade mínima da lâmina d´água em um ambiente para que seja considerado alagado? Quanto de umidade acumulada é necessária para considerar um local encharcado? A partir de que ponto a umidade pode ser considerada excessiva? Uma piscina é obviamente um ambiente alagado, mas o trabalho de um instrutor de nado é capaz produzir danos à saúde do trabalhador, considerando se tratar de água limpa e tratada? Sobre os anexos de frio, alguns agentes químicos e agentes biológicos são exemplosde agentes de avaliação qualitativa, nos quais basta constatar a exposição habitual capaz de causar danos à saúde sem a efetiva proteção do trabalhador para que se configure 29 a insalubridade. O Quadro 1 demonstra a forma de avaliação, qualitativa ou quantitativa, de cada anexo da NR-15. Quadro 1 – Forma de avaliação da insalubridade por anexo da NR-15 Fonte: elaborado pelo autor. O anexo 11, da NR-15, apresenta os limites de concentração dos agentes químicos no ar para fins de exposição respiratória, alguns agentes possem um sinal de “+” na coluna de absorção pela pele, indicando que, nestes casos, há insalubridade também pelo contato dermal, se não houver proteção eficaz como luvas e aventais impermeáveis. Já o anexo de poeiras minerais, possui limites de tolerância para manganês e sílica livre cristalizada. Já o asbesto, é simplesmente proibido em algumas situações, que, se identificadas em vistoria, configuram imediatamente a insalubridade. Por este motivo, estes anexos podem resultar em enquadramento tanto pela análise quantitativa quanto qualitativa. Referências BRASIL. Acesso Gov.br. Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978. Brasília, 1978. 30 PARA SABER MAIS O que difere a insalubridade da periculosidade é o a natureza do risco associado. Os agentes insalubres, no caso de uma exposição sem proteção do trabalhador, podem gerar prejuízos à sua saúde no longo prazo, ou seja, não é esperado que alguém apresente perda auditiva por ficar exposto a 90 dB(A) um único dia sem proteção, mas se isso acontecer cotidianamente, são quase certas as chances da saúde auditiva do indivíduo ser afetada. O mesmo ocorre no caso de agentes químicos, a maioria de nós já sujou as mãos de graxa alguma vez na vida, ainda que na nossa infância, trocando aquela corrente da bicicleta que escapou, não é mesmo? Nem por isso desenvolvemos doenças relacionadas a esta exposição. Já os mecânicos e demais profissionais equivalentes, podem desenvolver, inclusive, cirrose hepática em função da absorção dos componentes químicos da graxa e óleo pela pele e corrente sanguínea, mas isso se dá também pelo contato habitual, ao longo dos anos de trabalho. A única exceção a esta regra, no caso da insalubridade, são alguns agentes biológicos, afinal, bastaria uma única exposição sem proteção para que houvesse uma contaminação, como no caso de um enfermeiro que se acidenta com uma agulha contaminada por um vírus como o HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana). Os agentes perigosos, por sua vez, representam risco de lesão grave ou letal imediata, exemplificando, é fato que um trabalhador pode laborar em uma subestação elétrica de alta tensão por toda a vida até sua aposentadoria, saindo sem qualquer prejuízo à sua saúde, mas um único acidente nestes anos todos poderia ter tolhido a vida imediatamente, de modo 31 que o adicional de periculosidade fosse independente de uso de EPIs ou outras medidas de proteção. Para encerrar, vale lembrar que o trabalhador que está exposto a agentes insalubres e perigosos, simultaneamente, não acumula os adicionais, devendo optar por aquele que for mais vantajoso. TEORIA EM PRÁTICA André é pizzaiolo e, em sua rotina, trabalha montando e assando pizzas por toda a jornada. Suas atividades se dão basicamente em duas posições: a primeira delas é na bancada, onde ele abre a massa de pizza e coloca os recheios; a outra posição é em frente ao forno à lenha, onde coloca pizzas para assar, vira as pizzas para que assem uniformemente, e retira depois de prontas, voltando para a bancada para cortar as fatias da pizza, finalizando o processo e repetindo este ciclo por toda a jornada. Para cada hora de trabalho, André passa aproximadamente trinta minutos em frente ao forno e trinta minutos na bancada. André foi admitido em 01/07/2015 e demitido em 10/05/2020, ingressando com uma ação em 30/08/2020, onde pedia insalubridade. Descreva a metodologia para avaliação da exposição de André ao agente físico calor, que deverá ser aplicada pelo perito judicial. Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 32 LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O livro indicado traz, em sua unidade 2, mais detalhes sobre insalubridade e periculosidade. BELEZE, C. A. Perícia trabalhista e avaliação de desempenho. Londrina: UNOPAR, 2014. Indicação 2 Os adicionais de insalubridade e periculosidade estão previstos na Constituição Federal de 1988, regulamentados na Consolidação das Leis do Trabalho, mas o nível mais detalhado de informações Indicações de leitura 33 se encontra nas normas regulamentadoras de número 15, para insalubridade, e 16, para periculosidade. O perito judicial e assistente técnico devem ter pleno domínio destas normas. BRASIL. Acesso Gov.br. Portaria n. 3.214, de 08 de junho de 1978. Brasília, 1978. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Os agentes insalubres são divididos nos grupos dos agentes físicos, químicos e biológicos. Alguns deles possuem limite de tolerância, sendo avaliados quantitativamente, outros não possuem este limite, sendo avaliados qualitativamente. Analise as afirmativas abaixo, e classifique como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Ruído, calor e vibração são agentes físicos. ( ) O agente físico frio é de avaliação quantitativa, sendo considerados frios os ambientes com temperatura inferior a 12ºC. 34 ( ) Fungos, parasitas, vírus e bactérias representam agentes biológicos. ( ) O limite de tolerância sem proteção para o ruído contínuo ou intermitente é de 90 dB(A), para jornadas de trabalho de até quatro horas. ( ) Gases, vapores, fumos e névoas são algumas das formas nas quais os agentes químicos podem se apresentar na atmosfera. Assinale a alternativa que representa a resposta correta. a. V – V – V – V – V. b. V – V – V – F – F. c. V – F – V – F – V. d. V – F – V – V – V. e. V – F – F – V – V. 2. Um trabalhador trabalha em uma bancada operando uma serra para cortar molduras de espelho. Após o corte, embala estas molduras e encaminha para a expedição. De sua jornada diária, de 480 minutos, 50% são operando a serra, que gera 90 dB(A) de ruído, e os 50% restantes são embalando caixas, exposto a um ruído equivalente a 85 dB(A). Assinale a alternativa que representa a dose de exposição calculada, segundo o item 6, do anexo 1, da NR-15, e que aponta corretamente se a atividade está acima ou abaixo do limite de tolerância. a. Dose = 1,0 – Acima do limite de tolerância. b. Dose = 1,5 – Acima do limite de tolerância. c. Dose = 1,5 – Abaixo do limite de tolerância. d. Dose = 0,5 – Abaixo do limite de tolerância. e. Dose = 1,0 – Abaixo do limite de tolerância. 35 GABARITO Questão 1 - RespostaD Resolução: A alternativa correta é V – F – V – V – V. A segunda afirmativa está errada, pois o frio é um agente físico de natureza qualitativa, não possui limite de tolerância definido e seu enquadramento ou não como insalubre depende da inspeção realizada no local de trabalho, na qual se detecte atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham trabalhadores ao frio sem a proteção adequada. Questão 2 - Resposta B Resolução: A resposta correta é: Dose = 1,5 – Acima do limite de tolerância. Justificativa: operando a serra, o trabalhador fica exposto, por 240 minutos, a um nível de ruído cujo tempo máximo de exposição é de 240 minutos, logo: 240/240 = 1. Embalando as molduras, o trabalhador fica exposto, por 240 minutos, a um nível de ruído cujo tempo máximo de exposição é de 480 minutos, logo: 240/480 = 0,5. O efeito combinado dessas exposições é equivalente a 1,5, ou seja, 150% do máximo permitido, logo, a exposição excede o limite de tolerância. BONS ESTUDOS! Apresentação da disciplina TEMA 1 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 2 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 3 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito Inicio 2: Botão TEMA 4: Botão TEMA 1: Botão TEMA 2: Botão TEMA 3: Botão TEMA 9: Inicio :