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PROVA AV2 Curso: LOGISTICA 
Disciplina: Logística Empresarial 
Peso da 
Prova: 
7,0 pontos 
Código da 
Turma: 
ITA 0410103NNA 
Data da 
Prova: 
 
Nome: Matrícula: Nota: 
Nome: Matrícula: Nota: 
 
Página 1 de 4 
 
 
Estudo de Caso – TRANSPORTADORA ABC 
Custos Operacionais dos Pneus 
Nota Importante ESTE CASE SE DESTINA EXCLUSIVAMENTE AO ESTUDO E 
DISCUSSÃO EM CLASSE, SENDO PROIBIDA A SUA UTILIZAÇÃO OU 
REPRODUÇÃO EM QUALQUER OUTRA FORMA. 
Este Case foi elaborado pelo Prof. Marcus S. Piaskowy, da ESPM SP. 
 
Introdução 
Aníbal desligou o telefone depois de quase uma hora de conversa com o diretor operacional da sua 
empresa. O relatório semanal apontou novamente uma tendência de aumento em alguns dos custos 
operacionais da transportadora. Custos operacionais exigiam muita atenção. O transporte de carga por 
caminhões sofre os impactos de qualquer mudança econômica, por menor que seja. Taxas de juros, preço de 
combustível, flutuação do dólar e outras variáveis podiam afetar drasticamente o resultado mensal da 
Transportadora ABC. Com uma frota de 362 caminhões pesados espalhados por todo o Brasil, Aníbal não podia 
relaxar os controles. Por conta da enorme concorrência, as margens de lucro não eram altas. O segredo para 
se manter no mercado era um controle minucioso de todos os custos e a busca constantemente de melhorias 
na operação. 
Desta vez a discussão no telefone girava em torno do custo de pneus. Uma vez que cada composição 
tinha 18 pneus (6 pneus no caminhão + 14 na carreta, sem considerar os 2 estepes), significava 6.552 pneus 
em operação além das 500 unidades que estavam no estoque. Isto representava um custo em torno de quatro 
milhões de reais. O terceiro maior custo operacional da empresa, depois de salários e combustível. 
 
TRANSPORTADORA ABC 
Em uma das paredes do escritório, entre duas placas de vidro, estava uma grande fotografia preta e 
branca tirada em 1959. Era o primeiro caminhão FNM adquirido pelo “Seu” Antonio, pai de Aníbal e seu tio 
Pedro. Era um dos primeiros caminhões produzidos no Brasil que possuíam cabine dupla considerado, na 
época, um luxo. Desta fora, Pedro e Antonio se revezavam no volante e trabalhavam 24 horas por dia. Com a 
redução no tempo de viagem, sempre conseguiam melhores valores de frete especialmente quando a carga 
era perecível. O trabalho era duro, mas ganharam um bom dinheiro transportando cargas entre São Paulo e 
Brasília. Quatro anos depois, já tinham comprado o segundo caminhão. 
Aníbal acompanhou “Seu” Antonio em diversas viagens durante as férias do ginásio. Aos 16 anos, era 
invejado pelos seus colegas de turma por ser o único que conhecia todos os estados das regiões Sul, Sudeste 
e Centro-oeste. Como a família não tinha outro carro, aprendeu a dirigir no caminhão e por diversas vezes, 
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“puxou” cargas Brasil afora, em companhia do pai. Por causa das constantes viagens, demorou quase 6 anos 
para terminar a faculdade. Mas, hoje, aos 55 anos lembrava com saudades aqueles dias de aventura. 
Durante os anos, a empresa também mudou muito. Seu Antonio faleceu em 1995. Seu tio se aposentou 
e Aníbal assumiu a direção da empresa quando ainda era muito jovem, mas de todos os primos era o mais 
qualificado para a função. 
 
O mercado passou por diversas fases - boas e ruins - nestes últimos 14 anos. De qualquer forma, a 
empresa prosperou e se tornou uma das maiores empresas de logística do país. Aníbal costuma dizer que o 
segredo é “um olho no peixe e outro no gato”; se referindo aos cuidados que tinha com os seus clientes e ao 
controle rigoroso dos custos operacionais. Além de um alto padrão de qualidade, a empresa adotou valores 
como sustentabilidade e crescimento sustentável, com foco especialmente no controle de resíduos e emissões. 
A empresa obteve certificação IS0 9000 (qualidade) e IS0 14.000 (meio ambiente). As certificações ajudavam 
na obtenção de contratos de empresas que monitoravam a sua própria cadeia produtiva. 
O PROBLEMA 
Pneus são um componente fundamental e insubstituível para uma empresa de logística. No final de 
2007, houve uma falta generalizada de pneus no mercado. Apesar do estoque regulador mantido pela empresa, 
cerca de 30 caminhões ficaram imobilizados colocando em risco os contratos assumidos com alguns clientes. 
Com a falta de pneus nacionais, o mercado foi abastecido com produtos importados da China. Apesar de terem 
características técnicas diferentes, atendiam as necessidades. Os pneus chineses eram mais “borrachudos” 
que os seus similares nacionais, ou seja, eram mais macios e não tinham a mesma durabilidade dos produtos 
similares nacionais. O limite da vida útil era igual aos nacionais: em torno dos 100.000km ou 5 meses de 
operação. 
Por conta das características da carcaça do pneu, não podiam ser “recapados”, isto é, remanufaturados 
com uma nova banda de rodagem e reutilizados por mais uns 90.000 km. Os pneus nacionais podiam ser 
recapados por mais duas vezes, desde que a carcaça não tivesse sofrido danos estruturais o que acontecia 
com 60% dos pneus. A principal vantagem dos pneus chineses é que custavam 65% do valor de um pneu 
nacional, e aceitavam mais uma recapagem. Para não para prejudicar a operação, a empresa adquiriu uma 
grande quantidade de pneus chineses e os colocou em operação. 
 
O que fazer com pneus velhos? 
Neste novo cenário, com o ciclo de vida dos pneus reduzido, a cada mês, cerca de 750 pneus inservíveis 
se acumulavam no pátio da empresa, criando um enorme transtorno. De lenta degradação, os pneus levam 
cerca de 600 anos para decompor no meio ambiente e precisam obrigatoriamente ser encaminhados para 
reciclagem. Necessitavam de cuidados na armazenagem para evitar riscos de incêndio e proliferação de 
mosquitos e ratos. 
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No fim de sua vida útil, devem ser deixados em um Ponto de Coleta de Pneus da Prefeitura Municipal. 
A Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos) implantou em 1999 o Programa Nacional de 
Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que passou a ser exercido em 2007 pela Reciclanip. Hoje a 
Reciclanip conta com 283 pontos de coletas em 21 Estados e Distrito Federal (www.reciclanip.com.br). Os 
pontos de coletas são uma parceria das Prefeituras e algumas empresas com a Reciclanip. 
O ponto de coleta de pneus funciona como um centro de recepção de pneus usados, para onde são 
levados os pneus recolhidos pelo serviço de Limpeza Pública. Hoje, 84% dos pneus inservíveis são 
destinados ao co-processamento na indústria de cimento. O resíduo granulado, que responde por 12% dos 
pneus, é destinado à fabricação de pó de borracha, artefatos, asfalto. Cerca de 4% (pneus diagonais) são 
usados como matéria prima para solado de sapato, dutos fluviais etc. 
 
O mercado estava se regularizando e novamente havia disponibilidade de pneus nacionais em 
quantidade suficiente para atender as necessidades da empresa. No telefonema, Aníbal perguntava ao gerente 
de operações qual era a melhor alternativa: continuaria utilizando pneus chineses ou voltar a utilizar os pneus 
nacionais. A decisão tinha que levar em consideração aspectos econômicos e ambientais. 
Os dados para tomada de decisão eram: 
✓ O preço inicial dos pneus nacionais é de R$ 570,00. 
✓ Os pneus chineses são 35% mais baratos que os pneus nacionais. 
✓ Tanto os pneus chineses quanto os nacionais tem uma vida de 100.000km. 
✓ Os pneus nacionais podem ser recapados mais duas vezes e cada recapagem dá uma sobrevida 
de 90.000 a 100.000km. 
✓ Os pneus Chineses podem ser recapados mais uma vez, com uma vida útil de aproximadamente 
60.000 km 
✓ Cada recapagem tem o custo de R$ 150,00. 
✓ Os caminhões rodam 6 dias por semana, 16 horas por dia, em uma média de velocidade de 
60km/hora. 
✓ Os pneus atingem 100.000km a cada 104 dias de operação. 
✓ O custo de transporte das carcaças de pneus inservíveis até o ponto de coleta da 
prefeitura é de R$ 800,00 paracada lote de 1.000 pneus. 
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PROVA AV2 Curso: LOGISTICA 
Disciplina: Logística Empresarial 
Peso da 
Prova: 
5,0 pontos 
Código da 
Turma: 
ITA 0410103NNA 
Data da 
Prova: 
 
Nome: Matrícula: Nota: 
 
Estudo de Caso – TRANSPORTADORA ABC 
OBJETIVO: Elaborar uma redação para resolver o problema descrito no texto anterior, 
apresentando: 
• Quais os custos envolvidos na aquisição de pneus da fábrica; 
• Qual a sua decisão quanto a melhor alternativa para a aquisição dos pneus para a 
Frota, demonstre os cálculos. 
• Qual sua decisão quanto ao descarte dos pneus usados a ser substituídos. 
 
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