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CLARETIANO - CENTRO UNIVERSITÁRIO GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM ATIVIDADE DE FÓRUM Boa Vista - RR 2023 GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM GABRIEL LEONARDO PERES SALOME R.A. 8153508 TESTE DE HIPOTESES Atividade referente ao fórum da matéria de Bioestatística: sob orientação dos Tutores: Beatriz Consuelo Kuroishi Mello Santos. Boa Vista - RR 2023 INTRODUÇÃO AO TESTE DE HIPÓTESE É uma metodologia muito utilizada na área de Controle Estatístico de Processo (CEP), o teste de hipótese pode ser extremamente útil quando bem aplicado para identificar quais hipóteses devem ser rejeitadas ou aceitas em um processo. TESTE DE HIPÓTESES Oque é? O teste de hipóteses, “teste de significância ou teste estatístico”, tem como principal objetivo verificar se um determinado valor hipotético representa positivamente ou não uma determinada ocasião. É uma metodologia que auxilia nas tomadas de decisões sobre uma ou mais populações baseadas nas informações obtidas da amostra (permite verificar se os dados amostrais trazem evidências que apoiem ou não uma hipótese estatística formulada). Ele é baseado na utilização de uma amostra aleatória extraída de uma população de interesse com a finalidade de testar uma afirmação sobre um parâmetro ou característica desta população. Esse teste não se trata apenas de uma comparação simplificada de matemática entre dois ou mais valores, mas sim da necessidade de entender se o valor obtido a partir de uma amostra representa uma simples variação amostral da situação atual ou não. Uma hipótese estatística é uma suposição a respeito do parâmetro populacional (essa suposição pode ou não ser verdadeira). O teste de hipóteses refere-se aos procedimentos formais utilizados pelos estatísticos para aceitar ou rejeitar essas hipóteses. Ao tentar tomar decisões, é conveniente a formulação de suposições ou conjecturas sobre as populações de interesse, que consistem em considerações sobre parâmetros delas. Essas suposições, que podem ser ou não verdadeiras, são definidas como Hipóteses Estatísticas. Na maioria das vezes o interesse principal do pesquisador é verificar a veracidade sobre um ou mais padrões populacionais ou na distribuição direta de uma variável. Quando utilizar? Os testes de hipóteses são comumente utilizados para comprovar estudos científicos, onde os resultados podem variar de uma simples hipótese nula até uma estatística mais precisa. Para que um teste de hipótese possa ter um embasamento científico, é fundamental fazer um estudo com base nas teorias das probabilidades para determinar se uma determinada estatística está correta. Para evitar erros, é importante que as hipóteses do teste sejam formuladas corretamente, do contrário os resultados não serão coerentes e o estudo científico não pode ser comprovado. Para diferenciar uma hipótese alternativa de uma hipótese nula, deve-se considerar os tipos conceituais de erros e os limites padrões utilizados nos testes, desta forma, será mais fácil saber qual hipótese é a mais adequada. Quais os tipos? Existem diversos tipos de teste de hipóteses e cada um deles deve ser utilizado para conseguir atingir um objetivo específico. • Teste de hipótese tipo t para 1 amostra – Define se a média de uma amostra é diferente de maneira significativa de um valor determinado como padrão. • Teste de hipótese tipo t para 2 amostras – É responsável por determinar se a média de duas amostras independentes são diferentes de forma significativa entre si. • Teste de hipótese ANOVA – Conhecida como Análise de Variância, o teste de hipótese ANOVA é responsável por comparar a média de mais de duas amostras e determinar se uma difere significativamente da outra. • Teste de hipótese tipo t pareado – É responsável por verificar se a média de duas amostras pareadas, ou seja, dependentes, diferem de modo significativo. • Teste de hipótese para 1 proporção – Determina a proporção que uma amostra difere de maneira significativa de um valor definido como padrão. • Teste de hipóteses para 2 proporções – É responsável por comparar se a proporção de duas amostras difere significativamente. Hipóteses nulas e alternativas; Todos os testes estatísticos são construídos com o mesmo princípio: eles se opõem a uma hipótese nula e uma hipótese alternativa. Hipótese nula De forma sistemática, a hipótese nula deve ser formalizada na forma de ausência de diferença e a hipótese alternativa em termos da presença de diferença. Hipótese alternativa A hipótese alternativa (H1) em geral, esta é a hipótese ‘oposta’ ou ‘contrária’ à hipótese nula. Ele afirma que o parâmetro usado para a hipótese nula é maior, menor ou diferente. As hipóteses do tipo alternativas podem ser denominadas como unilaterais ou bilaterais. A alternativa bilateral é utilizada para definir se o aspecto da população é maior ou menor do que o valor definido pela hipótese. Já as hipóteses unilaterais são utilizadas para definir se o aspecto da população é diferente do valor hipotético em um caminho específico. Com essas hipóteses é possível definir a direção sendo maior ou menor do que o valor da hipótese. Erros de decisão É impossível que um teste de hipótese esteja 100% certo, pois o teste é baseado em probabilidades e isso faz com que sempre haja uma possibilidade de encontrar uma conclusão errada. Ao fazer um teste de hipóteses é possível cair no erro tipo I ou tipo II. • Erro tipo I O erro tipo I é definido como o erro que ocorre quando a hipótese nula é verdadeira, mas é rejeitada. • Erro tipo II O erro tipo II é exatamente o contrário do que ocorre no erro tipo I. Esse tipo de erro acontece quando a hipótese nula é falsa, porém não rejeitada. Regras de decisão As regras de decisão fazem parte do plano de análise para rejeição de hipóteses nulas. Tais regras podem ser feitas com base em um valor denominado como “P” ou com base em uma região de aceitação. O valor P consiste na força de evidência em suporte para uma hipótese nula. Dessa forma, P é definido como a probabilidade de conseguirmos observar uma determinada estatística de teste tão extrema quando o S, assumindo que a hipótese seja verdadeira. Etapas básicas para conseguir configurar o teste de forma correta. Etapa 1 – Especifique as hipóteses. É essencial garantir que as amostras estejam dentro das especificações, para isso é necessário optar pela hipótese alternativa bilateral; Etapa 2 – Selecione um nível de significância; Etapa 3 – Defina o poder e tamanho das amostras para o teste de hipóteses; Etapa 4 – Faça a coleta dos dados para iniciar o teste; Etapa 5 – Faça uma comparação do valor P ao valor do nível de significância; Etapa 6 – Decida se deve fazer a rejeição da hipótese nula ou não. Regras de decisão