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Vela De vento em popa Utilizada na Antiguidade como meio de transporte, a vela só vestiu a roupa esportiva na segunda metade do século 17, quando o rei da Inglaterra Charles II organizou a primeira competição realizada em águas britânicas contra seu irmão, o duque de York. O batismo das regatas internacionais em caráter esportivo, por sua vez, se deu apenas em 1851. Na época, um grupo norte- americano velejou até as Ilhas Britânicas para ganhar o troféu Coupe Hundred Guineas. Esta regata tornou-se tão famosa, que é realizada anualmente até hoje. O mais interessante é que, durante mais de cem anos, a prova foi dominada pelos EUA. Até que, em 1983, uma equipe australiana finalmente a venceu. Por causa das más condições climáticas de Atenas no fim do século XIX, a vela não pôde participar das primeiras Olimpíadas da Era Moderna, em 1896. Em 1900, porém, a modalidade fez parte dos Jogos de Paris. De lá para cá, o esporte evoluiu tanto que trocou até de nome. Desde os jogos de Sydney (2000), passou a se chamar, em inglês, Sailing, em vez de Yachting. Por aqui, mudou de iatismo para vela. Resumo das regras A vela é disputada como uma corrida comum, dividida em várias regatas. Nas Olimpíadas, vence quem cruzar primeiro a linha de chegada. A soma dos pontos nas diversas regatas indica o campeão. Tempo – Varia conforme a prova, mas as regatas costumam durar entre 45 minutos e uma hora. Provas – Vão de regatas curtas até travessias oceânicas pelo mundo. Fases – Cada regata é dividida em cinco fases: largada, contravento (quando os barcos navegam em direção à bóia de marcação), través (mudança de direção após contornar a bóia), popa (período em que os barcos rumam para a chegada) e chegada. Ultrapassagem – Veja quando um barco pode ultrapassar o adversário: Quando os barcos estão em amuras (lateral da embarcação) opostas, a embarcação que está com amuras a bombordo (lado esquerdo do barco de quem está de frente para a popa) deve dar passagem ao barco de sotavento (posição em que o vento chega depois). Quando os barcos estão nas mesmas amuras e disputando posição, o barco de barlavento (posição em que o vento chega primeiro) deve dar passagem. Quando os barcos estão nas mesmas amuras e não estão disputando posição, o safo de popa (barco que está na frente) deve dar passagem ao safo de proa (barco que está atrás). Faltas – A punição mais comum da vela obriga todos os barcos que infringirem as regras de passagem a darem duas voltas em seu próprio eixo para continuar na regata. Nas classes Tornado e 49er, uma volta é suficiente. Queimar a largada e tocar nas bóias ou no concorrente também são atitudes faltosas. O velejador As funções do atleta variam de acordo com a classe que ele disputa, mas sempre exigem força, agilidade e equilíbrio, além de concentração e noção tática. Confira os tipos de velejadores que participam das provas olímpicas: As Classes Os barcos são divididos em classes de acordo com seu formato, as especificações técnicas e o número de tripulantes. Confira as classes que participam das Olimpíadas: Europa - Individual e só para mulheres. O barco tem 3,34 m de comprimento e 66 kg de peso. Yngling - Classe disputada somente por mulheres. Cada barco tem 6,35 m por 1,73m. Mistral - Pranchas finas e leves de 4,24 m com uma vela conduzidas por homens e mulheres. Tornado - É a classe mais veloz, disputada por duplas mistas. Os barcos têm 6,09 m e pesam 136 kg. Star - Classe masculina para dois tripulantes. A embarcação mede 6,92 m por 1,73 m e pesa 675 kg. Laser - Mista e individual. Cada barco tem 4,24 m por 1,3 m e pesa 60 kg. A vela mede 7.6 m². Finn - Só para homens e conduzida por um atleta. O barco deve ter 4,54 m por 1,50 m e 145 kg. 470 - Classe disputada por duplas (comandante e proeiro)masculinas e femininas. Os barcos devem medir 8,43 m por 4,70 m, pesar 115 kg e ter três velas. 49er - Disputada por duplas masculinas, femininas ou mistas. A embarcação tem 4,9 m por 2,9 m, pesa 125 kg e possui duas velas, a maior delas com 15m² de área.