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LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 
PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO (PE:OP) 
 
 
 
POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 
PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM 
AMBIENTE NÃO ESCOLAR 
 
 
Laila Quaresma Sales, 2313619 
 
 
 
Polo de Paraguaçu Paulista – SP 
202 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM 
AMBIENTE NÃO ESCOLA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Polo de Paraguaçu Paulista – SP 
2023 
Trabalho apresentado à Universidade 
Paulista – UNIP EaD, referente ao 
curso de graduação em licenciatura em 
matemática, como um dos requisitos 
para a avaliação na disciplina Prática 
de Ensino: Observação e Projeto. 
 
Sumário 
1. Introdução .......................................................................................................... 4 
2. Objetivos .......................................................................................................... 11 
2.1. Objetivo Geral ............................................................................................ 11 
2.2 Objetivo Específico ..................................................................................... 12 
3. DESENVOLVIMENTO ....................................................................................... 12 
3.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................ 12 
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................................... 13 
3.2.1 Ambientes e públicos-alvo .................................................................... 14 
3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos .................................. 14 
3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas........................................... 14 
3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma ....................................... 15 
4. AVALIAÇÃO ..................................................................................................... 16 
4.1 RESULTADO ESPERADO ............................................................................. 17 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 17 
6. REFERÊNCIAS.................................................................................................... 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Introdução 
A educação contemporânea tornou-se um desafio complexo na articulação de 
formas de socialização/construção do conhecimento em um tempo de crises éticas, 
científicas, sociais e econômicas. (Severo, 2015). Saviani (2013) destaca que, mais 
do que nunca, é necessário rediscutir criticamente, o lugar da Educação na sociedade 
contemporânea e as possibilidades educativas que podem consolidar o caráter 
humanizador, problematizador e emancipador dessas práticas em face dos discursos 
de crise, pois, “na conjuntura atual, a tarefa, inerente à Educação, de tornar o 
indivíduo humano contemporâneo à sua época implica não apenas ajustá-lo à 
sociedade vigente convertendo-o em cidadão útil e membro subserviente da ordem 
capitalista” (Saviani, 2013, p. 87). 
Segundo Severo (2015), não basta empreender mecanismos educativos que 
conformem os sujeitos a aceitarem a realidade como produto naturalmente dado e 
construído pela ação exclusivamente de outros, é também necessário desencadear, 
nos diversos espaços educativos, reflexões críticas acerca da participação e 
autonomia que o sujeito e seu coletivo têm na construção de processos 
humanizatórios comprometidos com a transformação social, com o bem-estar 
comum, com a ampliação das oportunidades e compartilhamento de benefícios para 
a qualidade de vida das pessoas. 
Em geral, a educação ajuda o ser humano a desenvolver suas funções ou atividades 
em sua jornada de vida. Reconhecemos então que a educação, em geral, é uma 
atividade que ocorre ao longo de nossa vida, ou seja, é um processo de 
desenvolvimento contínuo. É preciso sempre acompanhar os tempos e enriquecer-se 
de conhecimento para poder superar sempre os desafios e as exigências da 
educação. 
Segundo Fávero (2007, s/p), a terminologia formal/não formal/Informal, de 
origem anglo-saxônica, foi introduzida a partir dos anos de 1960. A explosão da 
demanda escolar que passou a ocorrer após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 
1945, em primeiro lugar, não conseguiu ser atendida satisfatoriamente pelos sistemas 
escolares do Primeiro Mundo. 
Na educação formal, destacam-se os objetivos relacionados ao ensino e 
aprendizagem de conteúdos historicamente sistematizados e regulamentados, entre 
outros objetivos, a formação do indivíduo como cidadão ativo, desenvolver 
habilidades e competências várias, desenvolver a criatividade, percepção, 
motricidade etc. (Gohn, 2006). Segundo Pimenta, a Educação formal está também 
ligada a dados e estatísticas e, principalmente, a uma organização específica. 
O ensino corresponde a uma aprendizagem onde o professor dá a matéria e 
uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma recapitulação da aula 
anterior, corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa a frente, se ficou dúvidas é 
preciso que se prolongue esta matéria, depois de solucionar todos os problemas, aí 
podemos prosseguir com a matéria (Pimenta, 1991, p. 90). 
Alguns autores diferenciam somente Educação formal e não formal, mas Gohn 
(2006) faz uma distinção entre os conceitos de Educação formal, informal e a não 
formal. A autora sublinha que a princípio podemos demarcar seus campos de 
desenvolvimento: a educação formal é aquela desenvolvida nas escolas, com 
conteúdos previamente demarcados; a informal como aquela que os indivíduos 
aprendem durante seu processo de socialização - na família, bairro, clube, amigos 
etc., carregada de valores e culturas próprias, de pertencimento e sentimentos 
herdados; e a educação não formal é aquela que se aprende "no mundo da vida", via 
processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações 
coletivos cotidianas (Gohn, 2006, p. 2-3). 
Pirozzi traz que a Educação não formal destaca os processos educativos que 
têm uma intencionalidade na ação, pois prevê troca de conhecimento, envolve um 
processo interativo de ensino e aprendizagem e colabora com a construção de 
aprendizagens de saberes coletivos, que, por sua vez, não têm a formalidade do 
ensino regular. A educação não formal propõe atender a população que se encontra 
em um estado financeiro vulnerável e com uma carência social (Pirozzi, 2014, p. 36). 
Para Gohn, a Educação não formal designa um processo com várias 
dimensões, tais como: a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto 
cidadãos; a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem 
de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e exercício 
de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos 
comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; a 
aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura do 
mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor; a educação 
desenvolvida na mídia e pela mídia, em especial a eletrônica etc. (Gohn, 2006, p. 2). 
Por se tratar de uma área pouco conhecida da sociedade, um dos maiores 
desafios é definir e descrever o que é educação não formal. É preciso ressaltar que 
a educação não formal se desenvolve em qualquer atividade que ocorra fora do 
ambiente escolar, associada a museus, mídia, instituições que organizam atividades 
de diversas ordens, portanto, a aprendizagem se constitui de acordo com as 
aspirações do indivíduo. 
Segundo Padilha (2007), a Educação não formal refere-se a toda e qualquer 
experiência e ação educacional que acontece na sociedade, que esteja fora das 
escolas regulares. Dessa forma, todo processo educativo, que aconteça de forma 
intencional, para além dos muros escolares, corresponde àeducação não formal. 
Ainda afirma que “são geralmente, iniciativas da sociedade civil, institucionais ou não, 
com ou sem apoio do Estado, que oferecem cursos voltados para as mais diversas 
modalidades educacionais” (Padilha, 2007, p. 90). 
Portanto, a educação não formal visa capacitar os cidadãos, promover projetos 
de desenvolvimento pessoal e social que podem ser realizados em diferentes 
espaços como comunidades, empresas, presídios, ONGs e promover projetos 
educacionais 
A educação não formal difere dos alunos que frequentam a escola. 
Segundo Libâneo (2002), pode-se entender que a educação não formal se refere a 
organizações políticas, agências formativas para grupos sociais etc, com caráter 
intencional. 
Paulo Freire diz o seguinte a respeito da Educação não formal: 
O homem não pode participar ativamente na história, na sociedade, na 
transformação da realidade se não for ajudado a tomar consciência da realidade e da 
sua própria capacidade de transformar... Ninguém luta contra forças que não entende, 
cuja importância não meça, cujas formas de contorno não discirna... Isto é verdade 
se refere a forças sociais... A realidade não pode ser modificada se não quando o 
homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer (Freire, 1987, p. 48). 
Segundo Trilha Bernet (2008), a historicidade da Educação não formal começa 
a aparecer relacionada ao campo pedagógico concomitantemente a uma série de 
críticas ao sistema formalizado de ensino em um momento histórico em diferentes 
setores da sociedade. Ele diz mais: O crescente aumento de demanda em educação 
em face da incorporação de setores sociais tradicionalmente excluídos dos sistemas 
educacionais convencionais (adultos, idosos, mulheres, minorias étnicas etc.). 
Transformações no mundo do trabalho que obrigam a operacionalizar novas formas 
de capacitação profissional, reciclagem e formação continuada, recolocação 
profissional etc. (Trilha Bernet, 2008, p. 19). 
Percebemos um viés na educação formal e não formal. Isso significa que a 
educação formal leva ao desenvolvimento da teoria e da aprendizagem intelectual. 
Quanto à educação não formal, entendemos que ela não apenas auxilia, mas orienta 
os alunos a agregar valor, flexibilizando os meios de prática social, levando assim ao 
respeito como ser humano no processo de aprender e ensinar. Isso faz com que as 
pessoas vejam que onde se busca educação não formal, ela precisa ser criada em 
espaços não escolares e utilizada para fins de crescimento intelectual, principalmente 
educação pessoal, que beneficie o indivíduo em sua comunidade e assim proporcione 
o desenvolvimento social. Claro, sabemos que algumas comunidades não permitem 
esses tipos de comportamentos, então há necessidade de investigações para 
acomodar esses tipos de comportamentos que podem ser feitos de forma voluntária 
e espontânea pelos cidadãos. 
Inclusão é a palavra certa porque vai permitir que a sociedade deixe de ver a 
escola como um ambiente fechado apenas para professores e alunos, e passe a vê-
la como um espaço social onde os alunos são levados para a construção constante 
do conhecimento, da identidade e do conhecimento, seja em pessoa ou de maneira 
comunitária. 
 
O processo de ensino ocorre em diferentes espaços onde o papel do educador 
é crucial. No entanto, a formação humana em qualquer espaço, escolar ou não, 
requer um profissional preparado para lidar com práticas pedagógicas sistemáticas 
ou assistemáticas. Frison discute o lugar da educação afirmando que, na escola, na 
sociedade, na empresa, em espaços formais ou não formais, escolares ou não 
escolares, estamos constantemente aprendendo e ensinando. Assim, como não há 
forma única nem modelo exclusivo de educação, a escola não é o único em que ela 
acontece e, talvez, nem seja o mais importante. As transformações contemporâneas 
contribuíram para consolidar o entendimento da educação como fenômeno 
multifacetado, que ocorre em muitos lugares, institucionais ou não, sob várias 
modalidades (Frison, 2004, p. 88). 
Diante da ampliação da perspectiva educacional, as ações pedagógicas nos 
espaços não escolares podem ser desenvolvidas por pedagogos, pois, como destaca 
Libâneo (2010), o pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática 
educativa, direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de 
transmissão e assimilação de saberes e modos de ação, tendo em vista, objetivos de 
formação humana previamente definidas em sua contextualização histórica. 
Libâneo afirma que a relação da Pedagogia com a docência é uma 
fragmentação conceitual. “A Pedagogia é uma reflexão teórica a partir e sobre as 
práticas educativas. Ela investiga os objetivos sociopolíticos e os meios organizativos 
e metodológicos de viabilizar os processos formativos em contextos socioculturais 
específicos” (Libâneo, 2010, p. 14). O autor reitera que as escolas hoje precisam de 
bons professores escolares que pressupõem as artes da educação, mas também 
defende que esses professores podem e devem trabalhar em outros espaços 
informais para ajudar no desenvolvimento humano 
As práticas pedagógicas em espaços não escolares visam orientar o 
conhecimento na prática social. O espaço não escolar vai muito além dos muros da 
escola, está associado a grupos culturais, hospitais, associações religiosas 
beneficentes e espaços de ressocialização. 
De acordo com a afirmação de Veiga, “A prática pedagógica é uma dimensão 
da prática social que pressupõe a relação teoria-prática, e é essencialmente nosso 
dever como educadores, a busca de condicionais necessárias à sua realização” 
(Veiga, 1994, p. 16), notamos que a parte teórica traz um conjunto de conceitos 
pedagógicos para os professores colocarem em prática. 
Trabalhar ou realizar um trabalho em um ambiente não escolar é muito 
saudável. Há benefícios nisso e, quando uma pessoa é ajudada e engajada, isso a 
capacita a mudar completamente a maneira como ela pensa. 
A educação não formal capacita os indivíduos a se tornarem cidadãos do 
mundo, no mundo. Sua finalidade é abrir janelas de conhecimento sobre o mundo 
que circunda os indivíduos e suas relações sociais. Seus objetivos não são dados a 
priori, eles se constroem no processo interativo, gerando um processo educativo. Um 
modo de educar surge como resultado do processo voltado para os interesses e as 
necessidades que dele participa. A construção de relações sociais baseadas em 
princípios de igualdade e Justiça Social quando presentes num dado grupo social 
fortalece o exercício da cidadania. A transmissão de informação e formação política 
e sociocultural, é uma meta na educação não formal. Ela prepara os cidadãos, educa 
o ser humano para a civilidade em oposição a barbárie, ao egoísmo, individualismo 
etc. (Gohn, 2006, p. 29-30). 
Sabe-se, portanto, que toda prática docente tem seu valor e finalidade, e 
quando se trata de reconstruir, refazer e revisar tudo o que é necessário para uma 
educação humana de qualidade, isso afeta todo o campo do conhecimento e 
aumenta o conhecimento sobre suas necessidades como ser humano. ser, e até 
mesmo a maneira como eles pensam quando se referem aos outros. Libâneo (2002, 
p. 17) destaca que “o processo educativo é um fenômeno social enraizado nas 
contradições nas lutas sociais, de modo que é nos embates da práxis social que vai 
se configurando o ideal de formação humana”. 
A educação não formal, que opera em ambientes construídos coletivamente 
e em situações interativas, é uma educação complementar que envolve a ação 
consciente nos processos de participação, aprendizagem e disseminação ou troca 
de saberes. É considerado um complemento da educação formal, mas de forma 
diferente e nada tem a ver com a escolaridade obrigatória. A educação não formal 
visa promover o desenvolvimento de crianças e adolescentes, e um de seus 
objetivos é a erradicação do trabalho infantil. Esse modeloeducacional é recente na 
história brasileira e está em construção. 
Souza (2008) destaca que a Educação não formal se organiza de outro jeito e 
se relaciona com as questões de aprendizado diferentemente da escola, pois a 
valorização das relações pessoais à relevância do saber por meio da práxis se dá de 
uma maneira diferente do contexto formal e escolar. A autora sublinha que a 
Educação não formal visa contribuir para o desenvolvimento de crianças e 
adolescentes, e ainda tem como um de seus objetivos erradicar o trabalho infantil. 
Esse modelo de educação é recente na história do Brasil e vem se construindo. É um 
serviço que se entende por ser auxiliar no direito a educação e que contribui para 
inclusão do sujeito no âmbito educacional (Souza, 2008, p. 2). 
Fonseca (2006, apud Silva; Perrude, 2013, p. 53) faz uma análise dos espaços 
de atuação do pedagogo, mostrando que a demanda por este profissional tem 
ultrapassado a esfera escolar, tendo, dessa forma se estendido para novos e 
diferentes espaços, como os meios de comunicação, atividades de consultoria, seja 
na formulação de campanhas informativas ou materiais de conteúdo educativo. 
A Resolução CNE/CP n° 1, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais 
para o Curso de Graduação em Pedagogia - Licenciatura, ratifica a ampla 
possibilidade de atuação do pedagogo quando registra: 
§ 2º O curso de Pedagogia, por meio de estudos teórico-práticos, investigação 
e reflexão crítica propiciará: 
I – O planejamento, execução e avaliação de atividades educativas; [...] 
Art. 4º Parágrafo Único. As atividades docentes também compreendem 
participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, 
englobando: [...] 
II – planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de 
projetos e experiências educativas não-escolares; IV – trabalhar, em espaços 
escolares e não-escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes 
fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo 
educativo; [...] 
XIII – participar da gestão das instituições planejando, executando, 
acompanhando e avaliando projetos e programas educacionais, em ambientes 
escolares e não escolares (Brasil, 2006). 
Consideramos, portanto, importante discutir a formação de professores que 
atuam em espaços de educação não formal, enfatizando a necessidade de 
aprofundar a teoria e a prática nesse campo de atuação. Nesse sentido, esperamos 
que esta reflexão inspire novos olhares que visem a valorização e valorização dos 
professores tanto na educação formal quanto na não formal. 
O lugar escolhido foi a Praça da Matriz, Localizada na avenida Paraguaçu, 
centro, Paraguaçu Paulista – SP, 1900-049, Devido à sua localização central, 
abrange um público muito diversificado. Recentemente sofreu algumas 
remodelações e a sua dimensão é muito grande, tendo em conta os muitos eventos 
que se realizam ao longo do ano. As praças são espaços que oferecem muitos 
benefícios para o desenvolvimento da criança, pois permitem diversas atividades. 
Por exemplo, o hábito de andar de bicicleta e andar de skate pode aumentar o 
interesse pelo esporte, enquanto esses aparelhos treinam a coordenação motora e 
o equilíbrio, respectivamente. 
Não apenas brincadeiras simples, esses estímulos desde cedo também 
impactam na formação do caráter da criança. Por exemplo, as atividades em grupo 
promovem o desenvolvimento da linguagem e dos aspectos emocionais, que são a 
maioria das coisas que aprendemos desde a infância ou retemos para nossas 
personalidades. Então tudo que consegue formar e deixar bons traços desde a 
infância ajuda a formar um adulto melhor. 
Além de desenvolver habilidades sociais, as relações em grupo ajudam a 
desenvolver habilidades individuais que serão aplicadas em outros momentos da 
vida, pois se uma criança está tendo dificuldade em determinadas atividades e outra 
criança a incentiva a aprender e superar, ela já vai entender ou seja, se você 
aproveitar a oportunidade para tentar, poderá ter sucesso. O projeto atende alunos 
dos anos finais do ensino fundamental (alunos do 6º ano) da escola EMEF Coronel 
Antônio Nogueira localizada próximo ao parque. 
2. Objetivos 
2.1. Objetivo Geral 
O objetivo é refletir sobre a importância da educação não formal para a 
socialização do indivíduo, consolidando o caráter humanizador e libertador dessa 
formação. A partir de um estudo analítico e bibliográfico sobre o tema, propomos 
reflexões para facilitar a assimilação e prática da teoria, além de observar o 
ambiente que promove a educação não formal, os profissionais que atuam na área 
e as ações ali realizadas. 
2.2 Objetivo Específico 
 
- Introduzir a matemática em nossas realidades; 
- Trabalhar com a interdisciplinaridade da matemática, ciências e língua 
portuguesa; 
- Desenvolver habilidades matemáticas; 
- Incentivar a escrita; 
- Perceber a importância do meio ambiente e sua arborização. 
 
3. DESENVOLVIMENTO 
 
3.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
Segundo Brandão (2006, apud Silva; Perrude, 2013), o papel do pedagogo no 
ambiente não escolar, ao discutir educação, afirma tratar-se de um conceito 
polissêmico, que vai variar de acordo com tempos e espaços distintos, que se 
manifesta por modos de pensar e agir, uma vez que “ninguém escapa da educação 
[...] não há uma única forma nem um único modelo de educação; a escola não é o 
único lugar em que ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é 
a única prática e o professor profissional não é seu único praticante” (Brandão, 2006, 
p. 9). 
O processo educativo se tornou prioridade não mais apenas da escola 
institucionalizada, como também de outros espaços cujo objetivo é a formação 
humana. Pirozzi afirma que a Educação não formal destaca os processos educativos 
que têm uma intencionalidade na ação, pois prevê troca de conhecimento, envolve 
um processo interativo de ensino e aprendizagem e corrobora com a construção de 
aprendizagens de saberes coletivos, que, por sua vez, não têm a formalidade do 
ensino regular (PirozzI, 2014, p. 36). 
Pode se perceber que a educação não é exclusiva de escolas e salas de aula, 
pode aprender em qualquer lugar, desde os tempos antigos, os egípcios mediram a 
área ao longo do Nilo para semear as sementes após as inundações periódicas. 
Como o terreno não é reto, estratégias inteligentes foram desenvolvidas para usar 
a geometria da área conhecida para realizar essa tarefa. Matemáticos como 
Eudoxus de Nidos (atual Turquia), Euclides e Arquimedes fizeram contribuições 
fundamentais para o cálculo da área de polígonos, círculos e outras figuras 
geométricas. 
Pode se perceber que a matemática vai muito além de sua sala de aula, ela 
foi criada para ajudar a civilização, o intuito nesse trabalho é mostrar exatamente 
isso para os alunos, que eles podem usar o que aprendem em salas de aulas para 
o seu dia a dia. 
Como espaço público, as praças desempenham um papel importante nos 
ambientes urbanos, incluindo a integração da comunidade e a melhoria da qualidade 
ambiental. Essas praças promovem o respeito ao meio ambiente e ao patrimônio 
histórico, além de auxiliar no controle da radiação solar, umidade do ar e ação do 
vento. 
Para entender melhor nesse projeto os alunos terão que medir a área da praça 
central de sua cidade e assim calcular o porcentual de sua arborização se caso a 
praça não atingir 50% de sua aérea arborizadas terão que escrever para carta para o 
órgão responsável solicitando sua arborização se ele atingir farão uma carta os 
parabenizando. 
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
 
3.2.1 Ambientes e públicos-alvo 
Para desenvolver esse projeto foi apresentado a Praça da Matriz com todos os 
alunos do 6ºano da escola EMEF Coronel Antônio Nogueira, aproximadamente 30 
alunos 
EMEF Coronel Antônio Nogueira: Rua Maria Paula Gambier Costa, 586 - 
Centro, Paraguaçu Paulista - SP,19700-021Praça da matriz: Avenida Paraguaçu, centro, Paraguaçu Paulista – SP, 1900-
049 
3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos 
- Matemática: Geometria plana, área e perímetro; 
- Ciências: Meio ambiente, arborização; 
- Língua Portuguesa: redação carta. 
Além dessas matérias mostrara também a história da matemática e montara 
cartazes assim utilizando artes. 
3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas 
1ª Etapa: Introduzir conteúdo na escola. 
No início será apresentado o trabalho para os alunos em cada matéria e o que 
será ensinado em cada uma. 
Matemática: apresentação de suas figuras plana, fórmulas de cada figura para 
se calcular área e perímetro e ensinar o cálculo de porcentagem. 
Ciência: apresentar o motivo da arborização urbana e a importância dela. 
Português: ensinar a montar uma carta com apresentação corpo de texto e 
despedida. 
Tendo isso em mente o professor mostrará na teoria a área, o perímetro e 
contará a história de como surgiu. 
Também o professor trará o questionamento para os alunos o porquê da 
necessidade de arborização urbana, assim fará com que os alunos discutem entre si 
e mostrara a realidade. 
Será também apresentado ao aluno uma forma comunicação, em meio a tanta 
tecnologia nos esquecemos como era se comunicar por meio de cartas, uma 
importante comunicação que muitos jovens hoje já não sabem como fazer. 
2ª Etapa: Desenvolvimento na praça 
Os alunos serão separados em grupos, como a praça é grande e contém uma 
igreja em seu centro, para facilitar a medição de seu perímetro será dividido em vários 
quadrados e retângulos, assim cada grupo ficara responsável por sua figura, será 
dado a cada grupo um trena para medir. 
Logo após medir todo o seu perímetro será calculado ali mesmo a sua área, 
juntando todos os grupos logo teremos sua área total. 
Novamente será separado em grupos para calcular a área dos espaços 
arborizados fazendo repetidamente como na primeira vez. 
Após as medidas juntaremos o grupo para o cálculo de área e assim também 
o da porcentagem. 
3ª Etapa: Desenvolvimento da carta 
Em sua próxima aula, com o resultado em suas mãos cada aluno fará sua carta 
individualmente para o órgão responsável. 
4ª Etapa: Desenvolvimento final 
O resultado obtido será apresentado a todos por meio de uma exposição com 
cartazes contendo neles os cálculos feitos pelos próprios alunos, desenhos da praça 
e sua porcentagem de arborização, sendo então espalhados pela escola. 
3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma 
O projeto será realizado em 10 dias letivos e será dividido em 4 etapas 
Etapa 1 
7 a 11 de agosto das 07:00 às 10:00, apresentado as matérias e aplicando a 
teoria, respondendo perguntas e mostrando como será feito na prática. 
Etapa 2 
14 de agosto das 07:00 às 12:00 aplicando seu conhecimento na praça da 
matriz, medindo e calculando sua área. 
Etapa 3 
15 e 16 de agosto das 07:00 às 10:00 juntando os seus dados e escrevendo 
para o órgão responsável sobre o resultado obtido. 
Etapa 4 
17 e 18 de agosto das 07:00 às 10:00 realizando os cartazes e os expondo 
espalhado pela escola. 
4. AVALIAÇÃO 
A avaliação será divida em duas etapas. A primeira será feita 
individualmente, para acompanhar o desenvolvimento de cada aluno em sua 
respectiva matéria, com o intuito do professor saber se o aluno entendeu seu 
conteúdo. 
A segunda avaliação será feita em grupos, para ver se o aluno soube 
desenvolver o que lhe foi proposto, se foi participativo, se colaborou com o 
grupo. 
Com as duas avaliações os professores juntos entram de acordo se o 
trabalho atingiu suas metas. 
Assim finalizando a exposição do trabalho de cada grupo a toda a 
escola, podendo outros alunos a perceberam tanto a importância da 
arborização como a introdução a matemática na sua realidade. 
 
 
4.1 RESULTADO ESPERADO 
Ao final do projeto espera se que os alunos tenham obtido o 
conhecimento de que a matemática está muito além de apenas fórmulas e suas 
contas, pode se perceber que está relacionado a tudo que vivemos e que não 
é uma matéria que é usada apenas na atualidade, mas que vem sendo 
introduzida e aplicada para melhorar a sociedade desde muito tempo atras. 
Também é esperado que o aluno entenda da preservação de seu meio 
ambiente e que nossas árvores não estão apenas para o paisagismo, mas para 
uma melhora na saúde da sociedade como um todo. 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Na elaboração desse projeto interdisciplinar, envolvendo as disciplinas 
de matemática, ciências, língua portuguesa, história da matemática e artes, 
permitirá que o aluno tenha compreendido além de sua teoria, mostrando que 
todas as matérias relacionam entre si. Com as atividades e os debates 
desenvolvera nos estudantes um pensamento crítico de sua realidade e o meio 
de vive, podendo transformar seus pensamentos de que é só na escola que se 
aprende, mostrando assim que pode se aprender até mesmo muito mais em 
um ambiente não escolar. 
 
 
6. REFERÊNCIAS 
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INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL. Anais... Mar. 2006. Disponível em: 
http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC000000009
2006000100034. Acesso em: 20 nov. 2021. 
______. Pedagogia e pedagogos, para quê? 12ª ed. São Paulo: Cortez, 2010. 
BRANDÃO, Zaia (org.). A crise dos paradigmas e a educação. São Paulo: 
Cortez, 1994. 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia. Resolução CNE/CP nº 1, de 15 
de maio de 2006. Diário Oficial da União, Brasília, 19 de junho de 2016. 
FÁVERO, Osmar. Uma pedagogia da participação popular. Campinas: Autores 
Associados, 2007. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 
 
FRISON, Lourdes Maria Bragagnolo. O pedagogo em espaços não escolares: novos 
desafios. Ciência, Porto Alegre, nº 36, p. 87-103, jul./dez. 2004. 
 
GOHN, Maria da Glória. Educação não formal e cultura política. São Paulo: Cortez, 
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LIBÂNEO, José Carlos. Educação escolar: política, estrutura e organização. São 
Paulo: Cortez, 2002. 
PIMENTA, Selma Garrido. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Cortez, 
1991. 
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