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LICENCIATURA EM MATEMÁTICA PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO (PE:OP) POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM AMBIENTE NÃO ESCOLAR Laila Quaresma Sales, 2313619 Polo de Paraguaçu Paulista – SP 202 PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM AMBIENTE NÃO ESCOLA Polo de Paraguaçu Paulista – SP 2023 Trabalho apresentado à Universidade Paulista – UNIP EaD, referente ao curso de graduação em licenciatura em matemática, como um dos requisitos para a avaliação na disciplina Prática de Ensino: Observação e Projeto. Sumário 1. Introdução .......................................................................................................... 4 2. Objetivos .......................................................................................................... 11 2.1. Objetivo Geral ............................................................................................ 11 2.2 Objetivo Específico ..................................................................................... 12 3. DESENVOLVIMENTO ....................................................................................... 12 3.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................ 12 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................................... 13 3.2.1 Ambientes e públicos-alvo .................................................................... 14 3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos .................................. 14 3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas........................................... 14 3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma ....................................... 15 4. AVALIAÇÃO ..................................................................................................... 16 4.1 RESULTADO ESPERADO ............................................................................. 17 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 17 6. REFERÊNCIAS.................................................................................................... 17 1. Introdução A educação contemporânea tornou-se um desafio complexo na articulação de formas de socialização/construção do conhecimento em um tempo de crises éticas, científicas, sociais e econômicas. (Severo, 2015). Saviani (2013) destaca que, mais do que nunca, é necessário rediscutir criticamente, o lugar da Educação na sociedade contemporânea e as possibilidades educativas que podem consolidar o caráter humanizador, problematizador e emancipador dessas práticas em face dos discursos de crise, pois, “na conjuntura atual, a tarefa, inerente à Educação, de tornar o indivíduo humano contemporâneo à sua época implica não apenas ajustá-lo à sociedade vigente convertendo-o em cidadão útil e membro subserviente da ordem capitalista” (Saviani, 2013, p. 87). Segundo Severo (2015), não basta empreender mecanismos educativos que conformem os sujeitos a aceitarem a realidade como produto naturalmente dado e construído pela ação exclusivamente de outros, é também necessário desencadear, nos diversos espaços educativos, reflexões críticas acerca da participação e autonomia que o sujeito e seu coletivo têm na construção de processos humanizatórios comprometidos com a transformação social, com o bem-estar comum, com a ampliação das oportunidades e compartilhamento de benefícios para a qualidade de vida das pessoas. Em geral, a educação ajuda o ser humano a desenvolver suas funções ou atividades em sua jornada de vida. Reconhecemos então que a educação, em geral, é uma atividade que ocorre ao longo de nossa vida, ou seja, é um processo de desenvolvimento contínuo. É preciso sempre acompanhar os tempos e enriquecer-se de conhecimento para poder superar sempre os desafios e as exigências da educação. Segundo Fávero (2007, s/p), a terminologia formal/não formal/Informal, de origem anglo-saxônica, foi introduzida a partir dos anos de 1960. A explosão da demanda escolar que passou a ocorrer após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, em primeiro lugar, não conseguiu ser atendida satisfatoriamente pelos sistemas escolares do Primeiro Mundo. Na educação formal, destacam-se os objetivos relacionados ao ensino e aprendizagem de conteúdos historicamente sistematizados e regulamentados, entre outros objetivos, a formação do indivíduo como cidadão ativo, desenvolver habilidades e competências várias, desenvolver a criatividade, percepção, motricidade etc. (Gohn, 2006). Segundo Pimenta, a Educação formal está também ligada a dados e estatísticas e, principalmente, a uma organização específica. O ensino corresponde a uma aprendizagem onde o professor dá a matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma recapitulação da aula anterior, corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa a frente, se ficou dúvidas é preciso que se prolongue esta matéria, depois de solucionar todos os problemas, aí podemos prosseguir com a matéria (Pimenta, 1991, p. 90). Alguns autores diferenciam somente Educação formal e não formal, mas Gohn (2006) faz uma distinção entre os conceitos de Educação formal, informal e a não formal. A autora sublinha que a princípio podemos demarcar seus campos de desenvolvimento: a educação formal é aquela desenvolvida nas escolas, com conteúdos previamente demarcados; a informal como aquela que os indivíduos aprendem durante seu processo de socialização - na família, bairro, clube, amigos etc., carregada de valores e culturas próprias, de pertencimento e sentimentos herdados; e a educação não formal é aquela que se aprende "no mundo da vida", via processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianas (Gohn, 2006, p. 2-3). Pirozzi traz que a Educação não formal destaca os processos educativos que têm uma intencionalidade na ação, pois prevê troca de conhecimento, envolve um processo interativo de ensino e aprendizagem e colabora com a construção de aprendizagens de saberes coletivos, que, por sua vez, não têm a formalidade do ensino regular. A educação não formal propõe atender a população que se encontra em um estado financeiro vulnerável e com uma carência social (Pirozzi, 2014, p. 36). Para Gohn, a Educação não formal designa um processo com várias dimensões, tais como: a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; a aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor; a educação desenvolvida na mídia e pela mídia, em especial a eletrônica etc. (Gohn, 2006, p. 2). Por se tratar de uma área pouco conhecida da sociedade, um dos maiores desafios é definir e descrever o que é educação não formal. É preciso ressaltar que a educação não formal se desenvolve em qualquer atividade que ocorra fora do ambiente escolar, associada a museus, mídia, instituições que organizam atividades de diversas ordens, portanto, a aprendizagem se constitui de acordo com as aspirações do indivíduo. Segundo Padilha (2007), a Educação não formal refere-se a toda e qualquer experiência e ação educacional que acontece na sociedade, que esteja fora das escolas regulares. Dessa forma, todo processo educativo, que aconteça de forma intencional, para além dos muros escolares, corresponde àeducação não formal. Ainda afirma que “são geralmente, iniciativas da sociedade civil, institucionais ou não, com ou sem apoio do Estado, que oferecem cursos voltados para as mais diversas modalidades educacionais” (Padilha, 2007, p. 90). Portanto, a educação não formal visa capacitar os cidadãos, promover projetos de desenvolvimento pessoal e social que podem ser realizados em diferentes espaços como comunidades, empresas, presídios, ONGs e promover projetos educacionais A educação não formal difere dos alunos que frequentam a escola. Segundo Libâneo (2002), pode-se entender que a educação não formal se refere a organizações políticas, agências formativas para grupos sociais etc, com caráter intencional. Paulo Freire diz o seguinte a respeito da Educação não formal: O homem não pode participar ativamente na história, na sociedade, na transformação da realidade se não for ajudado a tomar consciência da realidade e da sua própria capacidade de transformar... Ninguém luta contra forças que não entende, cuja importância não meça, cujas formas de contorno não discirna... Isto é verdade se refere a forças sociais... A realidade não pode ser modificada se não quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer (Freire, 1987, p. 48). Segundo Trilha Bernet (2008), a historicidade da Educação não formal começa a aparecer relacionada ao campo pedagógico concomitantemente a uma série de críticas ao sistema formalizado de ensino em um momento histórico em diferentes setores da sociedade. Ele diz mais: O crescente aumento de demanda em educação em face da incorporação de setores sociais tradicionalmente excluídos dos sistemas educacionais convencionais (adultos, idosos, mulheres, minorias étnicas etc.). Transformações no mundo do trabalho que obrigam a operacionalizar novas formas de capacitação profissional, reciclagem e formação continuada, recolocação profissional etc. (Trilha Bernet, 2008, p. 19). Percebemos um viés na educação formal e não formal. Isso significa que a educação formal leva ao desenvolvimento da teoria e da aprendizagem intelectual. Quanto à educação não formal, entendemos que ela não apenas auxilia, mas orienta os alunos a agregar valor, flexibilizando os meios de prática social, levando assim ao respeito como ser humano no processo de aprender e ensinar. Isso faz com que as pessoas vejam que onde se busca educação não formal, ela precisa ser criada em espaços não escolares e utilizada para fins de crescimento intelectual, principalmente educação pessoal, que beneficie o indivíduo em sua comunidade e assim proporcione o desenvolvimento social. Claro, sabemos que algumas comunidades não permitem esses tipos de comportamentos, então há necessidade de investigações para acomodar esses tipos de comportamentos que podem ser feitos de forma voluntária e espontânea pelos cidadãos. Inclusão é a palavra certa porque vai permitir que a sociedade deixe de ver a escola como um ambiente fechado apenas para professores e alunos, e passe a vê- la como um espaço social onde os alunos são levados para a construção constante do conhecimento, da identidade e do conhecimento, seja em pessoa ou de maneira comunitária. O processo de ensino ocorre em diferentes espaços onde o papel do educador é crucial. No entanto, a formação humana em qualquer espaço, escolar ou não, requer um profissional preparado para lidar com práticas pedagógicas sistemáticas ou assistemáticas. Frison discute o lugar da educação afirmando que, na escola, na sociedade, na empresa, em espaços formais ou não formais, escolares ou não escolares, estamos constantemente aprendendo e ensinando. Assim, como não há forma única nem modelo exclusivo de educação, a escola não é o único em que ela acontece e, talvez, nem seja o mais importante. As transformações contemporâneas contribuíram para consolidar o entendimento da educação como fenômeno multifacetado, que ocorre em muitos lugares, institucionais ou não, sob várias modalidades (Frison, 2004, p. 88). Diante da ampliação da perspectiva educacional, as ações pedagógicas nos espaços não escolares podem ser desenvolvidas por pedagogos, pois, como destaca Libâneo (2010), o pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e assimilação de saberes e modos de ação, tendo em vista, objetivos de formação humana previamente definidas em sua contextualização histórica. Libâneo afirma que a relação da Pedagogia com a docência é uma fragmentação conceitual. “A Pedagogia é uma reflexão teórica a partir e sobre as práticas educativas. Ela investiga os objetivos sociopolíticos e os meios organizativos e metodológicos de viabilizar os processos formativos em contextos socioculturais específicos” (Libâneo, 2010, p. 14). O autor reitera que as escolas hoje precisam de bons professores escolares que pressupõem as artes da educação, mas também defende que esses professores podem e devem trabalhar em outros espaços informais para ajudar no desenvolvimento humano As práticas pedagógicas em espaços não escolares visam orientar o conhecimento na prática social. O espaço não escolar vai muito além dos muros da escola, está associado a grupos culturais, hospitais, associações religiosas beneficentes e espaços de ressocialização. De acordo com a afirmação de Veiga, “A prática pedagógica é uma dimensão da prática social que pressupõe a relação teoria-prática, e é essencialmente nosso dever como educadores, a busca de condicionais necessárias à sua realização” (Veiga, 1994, p. 16), notamos que a parte teórica traz um conjunto de conceitos pedagógicos para os professores colocarem em prática. Trabalhar ou realizar um trabalho em um ambiente não escolar é muito saudável. Há benefícios nisso e, quando uma pessoa é ajudada e engajada, isso a capacita a mudar completamente a maneira como ela pensa. A educação não formal capacita os indivíduos a se tornarem cidadãos do mundo, no mundo. Sua finalidade é abrir janelas de conhecimento sobre o mundo que circunda os indivíduos e suas relações sociais. Seus objetivos não são dados a priori, eles se constroem no processo interativo, gerando um processo educativo. Um modo de educar surge como resultado do processo voltado para os interesses e as necessidades que dele participa. A construção de relações sociais baseadas em princípios de igualdade e Justiça Social quando presentes num dado grupo social fortalece o exercício da cidadania. A transmissão de informação e formação política e sociocultural, é uma meta na educação não formal. Ela prepara os cidadãos, educa o ser humano para a civilidade em oposição a barbárie, ao egoísmo, individualismo etc. (Gohn, 2006, p. 29-30). Sabe-se, portanto, que toda prática docente tem seu valor e finalidade, e quando se trata de reconstruir, refazer e revisar tudo o que é necessário para uma educação humana de qualidade, isso afeta todo o campo do conhecimento e aumenta o conhecimento sobre suas necessidades como ser humano. ser, e até mesmo a maneira como eles pensam quando se referem aos outros. Libâneo (2002, p. 17) destaca que “o processo educativo é um fenômeno social enraizado nas contradições nas lutas sociais, de modo que é nos embates da práxis social que vai se configurando o ideal de formação humana”. A educação não formal, que opera em ambientes construídos coletivamente e em situações interativas, é uma educação complementar que envolve a ação consciente nos processos de participação, aprendizagem e disseminação ou troca de saberes. É considerado um complemento da educação formal, mas de forma diferente e nada tem a ver com a escolaridade obrigatória. A educação não formal visa promover o desenvolvimento de crianças e adolescentes, e um de seus objetivos é a erradicação do trabalho infantil. Esse modeloeducacional é recente na história brasileira e está em construção. Souza (2008) destaca que a Educação não formal se organiza de outro jeito e se relaciona com as questões de aprendizado diferentemente da escola, pois a valorização das relações pessoais à relevância do saber por meio da práxis se dá de uma maneira diferente do contexto formal e escolar. A autora sublinha que a Educação não formal visa contribuir para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, e ainda tem como um de seus objetivos erradicar o trabalho infantil. Esse modelo de educação é recente na história do Brasil e vem se construindo. É um serviço que se entende por ser auxiliar no direito a educação e que contribui para inclusão do sujeito no âmbito educacional (Souza, 2008, p. 2). Fonseca (2006, apud Silva; Perrude, 2013, p. 53) faz uma análise dos espaços de atuação do pedagogo, mostrando que a demanda por este profissional tem ultrapassado a esfera escolar, tendo, dessa forma se estendido para novos e diferentes espaços, como os meios de comunicação, atividades de consultoria, seja na formulação de campanhas informativas ou materiais de conteúdo educativo. A Resolução CNE/CP n° 1, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia - Licenciatura, ratifica a ampla possibilidade de atuação do pedagogo quando registra: § 2º O curso de Pedagogia, por meio de estudos teórico-práticos, investigação e reflexão crítica propiciará: I – O planejamento, execução e avaliação de atividades educativas; [...] Art. 4º Parágrafo Único. As atividades docentes também compreendem participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando: [...] II – planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; IV – trabalhar, em espaços escolares e não-escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo; [...] XIII – participar da gestão das instituições planejando, executando, acompanhando e avaliando projetos e programas educacionais, em ambientes escolares e não escolares (Brasil, 2006). Consideramos, portanto, importante discutir a formação de professores que atuam em espaços de educação não formal, enfatizando a necessidade de aprofundar a teoria e a prática nesse campo de atuação. Nesse sentido, esperamos que esta reflexão inspire novos olhares que visem a valorização e valorização dos professores tanto na educação formal quanto na não formal. O lugar escolhido foi a Praça da Matriz, Localizada na avenida Paraguaçu, centro, Paraguaçu Paulista – SP, 1900-049, Devido à sua localização central, abrange um público muito diversificado. Recentemente sofreu algumas remodelações e a sua dimensão é muito grande, tendo em conta os muitos eventos que se realizam ao longo do ano. As praças são espaços que oferecem muitos benefícios para o desenvolvimento da criança, pois permitem diversas atividades. Por exemplo, o hábito de andar de bicicleta e andar de skate pode aumentar o interesse pelo esporte, enquanto esses aparelhos treinam a coordenação motora e o equilíbrio, respectivamente. Não apenas brincadeiras simples, esses estímulos desde cedo também impactam na formação do caráter da criança. Por exemplo, as atividades em grupo promovem o desenvolvimento da linguagem e dos aspectos emocionais, que são a maioria das coisas que aprendemos desde a infância ou retemos para nossas personalidades. Então tudo que consegue formar e deixar bons traços desde a infância ajuda a formar um adulto melhor. Além de desenvolver habilidades sociais, as relações em grupo ajudam a desenvolver habilidades individuais que serão aplicadas em outros momentos da vida, pois se uma criança está tendo dificuldade em determinadas atividades e outra criança a incentiva a aprender e superar, ela já vai entender ou seja, se você aproveitar a oportunidade para tentar, poderá ter sucesso. O projeto atende alunos dos anos finais do ensino fundamental (alunos do 6º ano) da escola EMEF Coronel Antônio Nogueira localizada próximo ao parque. 2. Objetivos 2.1. Objetivo Geral O objetivo é refletir sobre a importância da educação não formal para a socialização do indivíduo, consolidando o caráter humanizador e libertador dessa formação. A partir de um estudo analítico e bibliográfico sobre o tema, propomos reflexões para facilitar a assimilação e prática da teoria, além de observar o ambiente que promove a educação não formal, os profissionais que atuam na área e as ações ali realizadas. 2.2 Objetivo Específico - Introduzir a matemática em nossas realidades; - Trabalhar com a interdisciplinaridade da matemática, ciências e língua portuguesa; - Desenvolver habilidades matemáticas; - Incentivar a escrita; - Perceber a importância do meio ambiente e sua arborização. 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Segundo Brandão (2006, apud Silva; Perrude, 2013), o papel do pedagogo no ambiente não escolar, ao discutir educação, afirma tratar-se de um conceito polissêmico, que vai variar de acordo com tempos e espaços distintos, que se manifesta por modos de pensar e agir, uma vez que “ninguém escapa da educação [...] não há uma única forma nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a única prática e o professor profissional não é seu único praticante” (Brandão, 2006, p. 9). O processo educativo se tornou prioridade não mais apenas da escola institucionalizada, como também de outros espaços cujo objetivo é a formação humana. Pirozzi afirma que a Educação não formal destaca os processos educativos que têm uma intencionalidade na ação, pois prevê troca de conhecimento, envolve um processo interativo de ensino e aprendizagem e corrobora com a construção de aprendizagens de saberes coletivos, que, por sua vez, não têm a formalidade do ensino regular (PirozzI, 2014, p. 36). Pode se perceber que a educação não é exclusiva de escolas e salas de aula, pode aprender em qualquer lugar, desde os tempos antigos, os egípcios mediram a área ao longo do Nilo para semear as sementes após as inundações periódicas. Como o terreno não é reto, estratégias inteligentes foram desenvolvidas para usar a geometria da área conhecida para realizar essa tarefa. Matemáticos como Eudoxus de Nidos (atual Turquia), Euclides e Arquimedes fizeram contribuições fundamentais para o cálculo da área de polígonos, círculos e outras figuras geométricas. Pode se perceber que a matemática vai muito além de sua sala de aula, ela foi criada para ajudar a civilização, o intuito nesse trabalho é mostrar exatamente isso para os alunos, que eles podem usar o que aprendem em salas de aulas para o seu dia a dia. Como espaço público, as praças desempenham um papel importante nos ambientes urbanos, incluindo a integração da comunidade e a melhoria da qualidade ambiental. Essas praças promovem o respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico, além de auxiliar no controle da radiação solar, umidade do ar e ação do vento. Para entender melhor nesse projeto os alunos terão que medir a área da praça central de sua cidade e assim calcular o porcentual de sua arborização se caso a praça não atingir 50% de sua aérea arborizadas terão que escrever para carta para o órgão responsável solicitando sua arborização se ele atingir farão uma carta os parabenizando. 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.2.1 Ambientes e públicos-alvo Para desenvolver esse projeto foi apresentado a Praça da Matriz com todos os alunos do 6ºano da escola EMEF Coronel Antônio Nogueira, aproximadamente 30 alunos EMEF Coronel Antônio Nogueira: Rua Maria Paula Gambier Costa, 586 - Centro, Paraguaçu Paulista - SP,19700-021Praça da matriz: Avenida Paraguaçu, centro, Paraguaçu Paulista – SP, 1900- 049 3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos - Matemática: Geometria plana, área e perímetro; - Ciências: Meio ambiente, arborização; - Língua Portuguesa: redação carta. Além dessas matérias mostrara também a história da matemática e montara cartazes assim utilizando artes. 3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas 1ª Etapa: Introduzir conteúdo na escola. No início será apresentado o trabalho para os alunos em cada matéria e o que será ensinado em cada uma. Matemática: apresentação de suas figuras plana, fórmulas de cada figura para se calcular área e perímetro e ensinar o cálculo de porcentagem. Ciência: apresentar o motivo da arborização urbana e a importância dela. Português: ensinar a montar uma carta com apresentação corpo de texto e despedida. Tendo isso em mente o professor mostrará na teoria a área, o perímetro e contará a história de como surgiu. Também o professor trará o questionamento para os alunos o porquê da necessidade de arborização urbana, assim fará com que os alunos discutem entre si e mostrara a realidade. Será também apresentado ao aluno uma forma comunicação, em meio a tanta tecnologia nos esquecemos como era se comunicar por meio de cartas, uma importante comunicação que muitos jovens hoje já não sabem como fazer. 2ª Etapa: Desenvolvimento na praça Os alunos serão separados em grupos, como a praça é grande e contém uma igreja em seu centro, para facilitar a medição de seu perímetro será dividido em vários quadrados e retângulos, assim cada grupo ficara responsável por sua figura, será dado a cada grupo um trena para medir. Logo após medir todo o seu perímetro será calculado ali mesmo a sua área, juntando todos os grupos logo teremos sua área total. Novamente será separado em grupos para calcular a área dos espaços arborizados fazendo repetidamente como na primeira vez. Após as medidas juntaremos o grupo para o cálculo de área e assim também o da porcentagem. 3ª Etapa: Desenvolvimento da carta Em sua próxima aula, com o resultado em suas mãos cada aluno fará sua carta individualmente para o órgão responsável. 4ª Etapa: Desenvolvimento final O resultado obtido será apresentado a todos por meio de uma exposição com cartazes contendo neles os cálculos feitos pelos próprios alunos, desenhos da praça e sua porcentagem de arborização, sendo então espalhados pela escola. 3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma O projeto será realizado em 10 dias letivos e será dividido em 4 etapas Etapa 1 7 a 11 de agosto das 07:00 às 10:00, apresentado as matérias e aplicando a teoria, respondendo perguntas e mostrando como será feito na prática. Etapa 2 14 de agosto das 07:00 às 12:00 aplicando seu conhecimento na praça da matriz, medindo e calculando sua área. Etapa 3 15 e 16 de agosto das 07:00 às 10:00 juntando os seus dados e escrevendo para o órgão responsável sobre o resultado obtido. Etapa 4 17 e 18 de agosto das 07:00 às 10:00 realizando os cartazes e os expondo espalhado pela escola. 4. AVALIAÇÃO A avaliação será divida em duas etapas. A primeira será feita individualmente, para acompanhar o desenvolvimento de cada aluno em sua respectiva matéria, com o intuito do professor saber se o aluno entendeu seu conteúdo. A segunda avaliação será feita em grupos, para ver se o aluno soube desenvolver o que lhe foi proposto, se foi participativo, se colaborou com o grupo. Com as duas avaliações os professores juntos entram de acordo se o trabalho atingiu suas metas. Assim finalizando a exposição do trabalho de cada grupo a toda a escola, podendo outros alunos a perceberam tanto a importância da arborização como a introdução a matemática na sua realidade. 4.1 RESULTADO ESPERADO Ao final do projeto espera se que os alunos tenham obtido o conhecimento de que a matemática está muito além de apenas fórmulas e suas contas, pode se perceber que está relacionado a tudo que vivemos e que não é uma matéria que é usada apenas na atualidade, mas que vem sendo introduzida e aplicada para melhorar a sociedade desde muito tempo atras. Também é esperado que o aluno entenda da preservação de seu meio ambiente e que nossas árvores não estão apenas para o paisagismo, mas para uma melhora na saúde da sociedade como um todo. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na elaboração desse projeto interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de matemática, ciências, língua portuguesa, história da matemática e artes, permitirá que o aluno tenha compreendido além de sua teoria, mostrando que todas as matérias relacionam entre si. Com as atividades e os debates desenvolvera nos estudantes um pensamento crítico de sua realidade e o meio de vive, podendo transformar seus pensamentos de que é só na escola que se aprende, mostrando assim que pode se aprender até mesmo muito mais em um ambiente não escolar. 6. REFERÊNCIAS ______. Educação não formal na pedagogia social. 1º CONGRESSO. INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL. Anais... Mar. 2006. Disponível em: http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC000000009 2006000100034. Acesso em: 20 nov. 2021. ______. Pedagogia e pedagogos, para quê? 12ª ed. São Paulo: Cortez, 2010. BRANDÃO, Zaia (org.). A crise dos paradigmas e a educação. São Paulo: Cortez, 1994. BRASIL. 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