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BEHAVIORISMO 1 
PASSO 09. Controle aversivo: Punição, Fuga e Esquiva 
 
Objetivos: 1) Definir e dar exemplos de Controle Aversivo; 2) Definir e dar exemplos de Estímulos Aversivos ou Punidores; 
3) Definir e dar exemplos de Punidores Primários e Secundários; 4) Definir e dar exemplos de Reforçamento Negativo (Fuga 
e Esquiva); 5) Definir e dar exemplos de Punição (Positiva e Negativa); 6) Descrever o efeito principal e os efeitos 
secundários da Punição; 7) Descrever alguns parâmetros que modulam o efeito da Punição. 
 
No que diz respeito ao comportamento operante, estudamos no Passo 5 a relação entre o comportamento e o 
ambiente, enfatizando o fortalecimento de uma classe de respostas por meio da apresentação contingente de um estímulo 
reforçador (reforçamento positivo). Entretanto as relações mantidas com o mundo nem sempre envolvem consequências 
reforçadoras positivas. Ao contrário, muitas vezes o que fazemos ocorre em função de um conjunto de contingências 
envolvendo estímulos nocivos ou prejudiciais ou a perda de reforçadores positivos. 
Também estudamos uma das maneiras de enfraquecer um operante: a extinção, ou seja, estudamos o 
enfraquecimento de uma classe de respostas através da suspensão de consequências reforçadoras. Muitas vezes, entretanto, 
nosso ambiente físico, ou as instituições e as pessoas com quem convivemos, enfraquecem alguns de nossos comportamentos, 
não por meio da suspensão de consequências reforçadoras, mas por meio de certas consequências que chamamos 
cotidianamente de “prejudiciais” ou “desagradáveis”1 . 
Existem, portanto, outras formas de fortalecer e enfraquecer respostas operantes, que não o reforçamento positivo e a 
extinção: trata-se do CONTROLE AVERSIVO. 
Conforme estudamos no Passo 5, algumas consequências funcionam de maneira a aumentar a frequência de certas 
classes de respostas. Chamamos esses estímulos de reforçadores. O estímulo reforçador é, por definição, um estímulo que 
aumenta a frequência das respostas que o produzem e reduz a frequência das respostas que o eliminam. 
Quando dizemos que um operante foi reforçado, estamos nos referindo a um aumento na probabilidade de respostas da mesma 
classe ocorrerem na presença da mesma condição antecedente (SD). Estamos falando, portanto, de uma contingência tríplice de 
REFORÇAMENTO POSITIVO. REFORÇAMENTO porque a frequência da resposta aumenta; POSITIVO porque a resposta 
produz (soma, adiciona) estímulo(s) no ambiente, neste caso, o estímulo reforçador. Atente para o uso do termo “positivo” 
nesse contexto: não chamamos positivo porque é “bom”, “agradável”, “mais correto”, mas porque a alteração ambiental 
correlacionada com o aumento da frequência de respostas foi a adição de algo. 
Uma resposta operante pode, entretanto, ser reforçada em uma contingência de REFORÇAMENTO NEGATIVO. 
Nesse caso, o fortalecimento de uma classe de respostas não se dá pela produção de um estímulo , mas pela eliminação de um 
estímulo, que, nesse caso, denominamos Aversivo2. A consequência seria, então, a interrupção ou evitação – a subtração –
desse Estímulo Aversivo. Um estímulo aversivo é, por definição, qualquer estímulo que reduz a frequência das respostas que 
o produzem e aumenta a frequência das respostas que o eliminam. Um estímulo pode funcionar como estímulo aversivo de 
maneira primária (incondicionada, ou seja, sem a necessidade de uma história de condicionamento) ou secundária 
(condicionada, ou seja, após uma história de condicionamento). Em geral, os estímulos aversivos primários são prejudiciais ao 
organismo, colocando em risco a sua integridade física3 (como o contato com o fogo, choque elétrico, luz intensa, sons muito 
altos, frio e calor intensos, certas substâncias que se ingeridas produzem náuseas e vômito, venenos, e qualquer evento 
relacionado à dor). Os estímulos aversivos secundários adquirem sua função por meio do pareamento com estímulos aversivos 
primários ou secundários (de forma similar ao desenvolvimento da função dos reforçadores positivos condicionados)4. O 
termo “controle aversivo” refere-se ao controle exercido sobre o comportamento por meio de estímulos aversivos. 
No reforçamento negativo, a tríplice contingência pode ser assim representada: 
S
D
    R  SAv 
Onde, S
D 
é o estímulo discriminativo (a condição que antecedeu a apresentação de um estímulo aversivo),    é a 
relação de controle (discriminativo), R a resposta examinada,  a interrupção ou adiamento da apresentação de um estímulo e 
SAv o estímulo aversivo.
 
 
 
 
 
 
1 Um dos objetivos deste passo é introduzir o conceito de estímulo aversivo que substituirá o que aqui está sendo chamado de 
“consequência prejudicial ou desagradável”. 
2 Como veremos a seguir, os estímulos aversivos, cuja eliminação é reforçadora, costumam ter efeito enfraquecedor sobre 
comportamentos que os produzem (operação que denominamos de Punição Positiva), motivo por que recebem também o nome 
de “estímulos punidores”. 
3 Ao longo da nossa história evolutiva, identificar e responder prontamente, evitando o contato com tais eventos, deve ter tido 
valor de sobrevivência e por isso hoje nossos organismos estão prontos para reagir a certos eventos mesmo sem haver uma 
história de aprendizagem prévia que explique essa sensibilidade (Baum, 1999, p. 77). 
4 A aprendizagem indireta também é particularmente importante no caso dos serem humanos. Um estímulo inicialmente neutro 
para uma dada resposta pode adquirir sua função aversiva por meio de aprendizagem observacional ou mediante instruções. 
Posso nunca ter tido uma história direta com tigres, mas ver filmes mostrando as consequências de uma interação com eles 
(colocar a mão na jaula e perdê-la) ou ouvir descrições (regras) dos efeitos dessas interações (“se você chegar perto da jaula ele 
vai te comer”), podem ser condições suficientes para torná-los estímulos aversivos. 
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2 
O FORTALECIMENTO DA RESPOSTA OPERANTE (REFORÇAMENTO) POR MEIO DO CONTROLE AVERSIVO 
Como já foi mencionado anteriormente, o reforçamento positivo consiste em apresentar um estímulo reforçador 
contingentemente à emissão de uma dada resposta diante de um dado estímulo discriminativo. Uma resposta operante pode 
também ser reforçada na seguinte situação: diante de um determinado estímulo, se uma dada resposta for emitida, um estímulo 
aversivo será eliminado ou evitado. Considere o seguinte exemplo: Quando Mara está fazendo compras no comércio ela vê 
algumas nuvens negras no céu e sente um vento forte, mas continua sua caminhada pelas ruas do comércio. Começa, então, a 
chover e ela sente os primeiros pingos em sua roupa (SD), ela se dirige ao interior de uma loja (R), eliminando o contato com 
a chuva (eliminação do SAv). Em situação de laboratório, podemos montar a seguinte condição: um choque elétrico ocorre em 
uma câmara experimental em escala crescente (de 1 a 3) e uma luz antecede a apresentação do primeiro choque e fica presente 
enquanto o choque ocorre. Se o animal, diante da intensidade 1, pressionar uma barra (R), isso desliga o choque elétrico 
(eliminação do SAv) e apaga a luz. Do contrário, o choque irá aumentar de intensidade gradualmente. Respostas de pressão à 
barra nesse caso são reforçadas negativamente. Estes são, portanto, exemplos de REFORÇAMENTO NEGATIVO. 
Reforçamento porque a resposta é fortalecida, e negativo porque a resposta retira (subtrai, elimina ou evita) um estímulo 
(S) do ambiente. 
Comportamentos reforçados por meio de procedimentos de reforçamento negativo são chamados de comportamentos 
de Fuga ou de Esquiva. Existe uma importante distinção entre eles, atrelada a diferenças nascontingências que os mantêm. As 
respostas de fuga eliminam, interrompem, terminam uma estimulação aversiva presente, que já está em vigor. As respostas de 
esquiva evitam, impedem ou pospõem a ocorrência de um estímulo aversivo. Desse modo, chamamos de esquiva se a resposta 
ocorre antes da apresentação do estímulo aversivo (evitando-o), e de fuga, se a resposta ocorre quando o estímulo aversivo já 
está presente (interrompendo-o). Apesar de ocorrer antes da presença do estímulo aversivo, a resposta de esquiva não 
acontece no vácuo. Ela ocorre na presença de estímulos pré-aversivos, ou seja, estímulos que sinalizam a ocorrência de 
estímulos aversivos. Esses estímulos podem ser considerados como estímulos aversivos condicionados. 
Nos exemplos dados, tanto a chuva quanto o choque já estavam presentes quando as respostas ocorreram (“entrar na 
loja” e “pressionar uma barra”). Tais respostas levaram à interrupção do estímulo aversivo (chuva e choque elétrico). 
Observamos um aumento na frequência de tais respostas diante dos mesmos estímulos, o que atesta a função reforçadora 
negativa de tais eventos. Mas como poderíamos transformar os mesmos exemplos em casos de esquiva? 
No exemplo de fuga, a chuva já havia molhado Mara antes da resposta de entrar na loja. Mas podemos conceber uma 
situação diferente na qual Mara, em uma segunda vez, observa a formação de nuvens negras e um forte vento. Tais eventos, na 
primeira vez, antecederam a chuva. Dessa vez Mara, diante desses estímulos (pré-aversivos), corre para uma loja e se abriga. 
Alguns segundos depois a chuva torrencial cai. Note que a resposta de entrar na loja ocorreu antes que a chuva pudesse 
molhar Mara, sob controle discriminativo das nuvens negras e do vento forte. Tal resposta agora evitou o contato com a chuva 
(SAv). E na situação de laboratório? Vimos que uma luz antecedia a apresentação do choque na intensidade 1 e que a resposta 
de pressionar uma barra desligava o choque. Agora, pela segunda vez, o animal é posto na mesma situação experimental. 
Quando a luz acende (pré-aversivo), ele imediatamente pressiona a barra, desligando a luz e evitando a apresentação do 
choque. Agora a resposta ocorreu antes do aparecimento do choque e parece estar sob controle da presença do pré-aversivo 
“luz”. Tal resposta, diante da luz, evitou o contato com o choque elétrico (SAv). 
Sempre que algum evento anteceder consistentemente um evento aversivo, os organismos acabarão respondendo 
antecipadamente sob controle daqueles eventos. Tente imaginar por que essa característica comportamental evoluiu: qual a 
vantagem evolutiva dos comportamentos de esquiva? 
Nosso cotidiano está repleto de exemplos de fuga e esquiva. Na parada de ônibus, quando nossa pele está sendo 
queimada pelo sol, vamos para uma sombra, eliminamos esse incômodo (fuga). Quando estamos saindo da Universidade e nos 
dirigimos para um dos portões para pegar o ônibus, retiramos o relógio e/ou as jóias e diminuímos a probabilidade de sermos 
assaltados. 
O ENFRAQUECIMENTO DE UMA RESPOSTA OPERANTE POR MEIO DO CONTROLE AVERSIVO 
Não é apenas a suspensão de contingências de reforço (extinção) que tem o efeito de enfraquecer um operante. 
Respostas operantes podem ser enfraquecidas também em função de suas consequências. Às contingências que têm o efeito de 
enfraquecer o comportamento damos o nome de Punição. Para Catania (1999), “o efeito da punição é simplesmente o oposto 
do efeito do reforço“ (p. 109). Ele explica: “a punição é paralela ao reforço, exceto pelo fato de que os efeitos diferem quanto 
ao sinal: o reforço aumenta o responder reforçado, e a punição reduz o responder punido. Ambas as operações têm efeitos 
temporários; quando são interrompidas, o responder retorna aos níveis prévios“ (p. 112). 
Há duas maneiras de punir uma resposta: 1) pela apresentação de um estímulo aversivo contingente à resposta 
(PUNIÇÃO POSITIVA ou PUNIÇÃO TIPO 1: “punição” porque a resposta é enfraquecida; “positiva” porque a resposta 
produz - acrescenta, adiciona - um estímulo no ambiente); 2) pela remoção, contingente à resposta, de um estímulo 
“reforçador”5 que esteja em vigor(punição negativa ou PUNIÇÃO TIPO 2: “punição” porque a resposta é enfraquecida; 
“negativa” porque a resposta elimina - subtrai - um estímulo do ambiente ). Qualquer que seja o procedimento de punição 
adotado (positiva ou negativa), o resultado é redução da frequência de uma classe de respostas naquela situação. 
Na punição positiva, a tríplice contingência pode ser assim representada. 
 
5 Pode a princípio soar estranho o estímulo correlacionado com o enfraquecimento de um operante receber o adjetivo 
“reforçador”. O fato é que os eventos ambientais que fortalecem comportamentos que os produzem (portanto, reforçadores 
positivos) costumam enfraquecer comportamentos que os eliminam (caso em que recebem o nome de punidores negativos). 
Dizer que a punição negativa consiste na eliminação contingente de um estímulo reforçador é um atalho para “estímulos que 
têm efeito reforçador sobre comportamentos que os produzem provavelmente terão efeito punidor sobre comportamentos que 
os eliminem (quando o organismo está em contato continuado com estímulo)”. 
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3 
S
Dp+
    R  SAv 
Onde, S
Dp+
é o estímulo discriminativo da punição (a condição que antecedeu a apresentação de um estímulo 
aversivo),    é a relação de controle (discriminativo), R a resposta examinada,  a apresentação de um estímulo e SAv o 
próprio estímulo aversivo (ou punidor: S
p+
). 
Na punição negativa, a tríplice contingência pode ser assim representada. 
S
Dp-
    R  SR+ 
Onde, S
Dp-
é o estímulo discriminativo da punição (a condição que antecedeu a retirada de um estímulo reforçador 
positivo),    é a relação de controle (discriminativo), R a resposta examinada,  a interrupção da apresentação de um 
estímulo e SR+ o próprio estímulo reforçador positivo. 
Vamos a alguns exemplos. 
1) Paulo é um pré-adolescente e ultimamente tem respondido com grosserias às ordens de Dona Laura, sua mãe. Um 
dia, já impaciente, Dona Laura mandou que Paulo fosse tomar banho (SD). Ele xingou a mãe (R) e, como consequência disso, 
levou uma surra. Observamos que após esse episódio, o xingar a mãe caiu de frequência, inferindo, então, que a surra 
funcionou como estímulo aversivo ou punidor positivo (SAv ou Sp+) para a classe de respostas “xingar”. Ao analisarmos 
situações como as do exemplo acima, podemos proceder da seguinte maneira: a) a probabilidade de Paulo voltar a responder 
dessa maneira na presença daquele SD (mãe dando ordem pra tomar banho) aumentou ou diminuiu após esse episódio? Se 
chegarmos à conclusão que diminuiu, podemos dizer, então, que a resposta foi punida. b) a resposta de Paulo acrescentou ou 
subtraiu estímulo de seu ambiente? Observe que a consequência para o comportamento de Paulo foi a surra, que não estava 
ocorrendo nem ocorreria se a resposta de xingar não tivesse sido emitida. Assim, a resposta produziu (acrescentou) a surra. 
Então, estamos diante de um caso de PUNIÇÃO POSITIVA: “punição” porque a resposta foi enfraquecida e “positiva” 
porque ela produziu um estímulo (a surra - estímulo aversivo, no nosso exemplo particular6). 
2) Considere uma situação antecedente semelhante à descrita acima: Dona Laura mandou que Paulo fosse tomar 
banho enquanto ele jogava videogame (SD) e ele a xingou (R). Como consequência, D. Laura imediatamente desligou o 
videogame. Observamos que, após esse episódio, o xingar a mãe caiu de frequência, a partir do que inferimos que a suspensão 
do uso do videogame funcionou como estímulo punidor negativo (Sp-). Ao analisarmos situaçõescomo a do exemplo acima, 
procedemos da seguinte maneira: a) a probabilidade de Paulo voltar a responder dessa maneira na presença daquele SD 
aumentará ou diminuirá após esse episódio? Se chegarmos à conclusão que diminuiu, podemos dizer, então, que a resposta foi 
punida. b) a resposta de Paulo acrescentou ou subtraiu estímulo do ambiente com o qual Paulo interage? Observe que a 
consequência para o comportamento de Paulo foi a suspensão do contato com videogame. Assim, a resposta eliminou 
(subtraiu) um estímulo, o videogame. Então, estamos diante de um caso de PUNIÇÃO NEGATIVA: “punição” porque a 
resposta foi enfraquecida e “negativa” porque ela produziu a retirada de um estímulo (estímulo reforçador, neste caso) do 
ambiente do sujeito7. 
Não se deve confundir, contudo, a punição negativa com a extinção, apesar de ambos os procedimentos produzirem 
um efeito semelhante sobre o comportamento (redução na frequência) e ambos consistirem na remoção de estímulos 
reforçadores. Na punição negativa, a remoção do estímulo reforçador é contingente à resposta, enquanto que, na extinção, ela 
é não contingente. Isso quer dizer que, no procedimento de punição negativa, a supressão do estímulo reforçador depende da 
emissão da resposta a ser punida. No exemplo acima, o acesso ao videogame não teria sido suspenso se a reposta de xingar a 
mãe não tivesse ocorrido. Assim, na punição negativa, a remoção do estímulo reforçador é produzida por uma resposta 
emitida por um organismo. Isso seria diferente da supressão não contingente do acesso ao videogame, causado por uma pane 
provocada pelo desgaste natural do aparelho, por exemplo. Nesse caso, a supressão não contingente do estímulo reforçador 
provocaria a redução na frequência de uma classe de respostas através da extinção (indisponibilidade do reforçador positivo). 
A supressão dos estímulos reforçadores não seria produzida pela emissão de uma resposta do organismo. 
EFEITOS E SUBPRODUTOS DA PUNIÇÃO 
O principal efeito da punição é a redução na frequência de uma classe de respostas. Esse efeito depende, entretanto, 
de diversos parâmetros. Assim como o reforçador positivo, o efeito do punidor depende entre outras coisas: (a) da natureza do 
estímulo (incondicionado ou condicionado), (b) da intensidade desse estímulo, (c) do intervalo entre a emissão de uma 
resposta e a apresentação do estímulo, (d) da frequência de ocorrência do estímulo a cada emissão da resposta, se contínua ou 
intermitente, e (e) da existência ou não de uma resposta alternativa disponível etc. (Azrin & Holz, 1975). Assim, um estímulo 
punidor é mais eficiente quando: (a) é incondicionado, (b) é intenso desde a primeira ocorrência, (c) é imediatamente 
apresentado após a resposta, (d) é apresentado todas as vezes que a resposta ocorre (1/1), e (e) há outra resposta alternativa 
ocorrendo que produz reforçadores positivos. Há outras variáveis importantes também, como a história de fortalecimento 
prévio da resposta sob esquema de punição. Se a classe de respostas punida tiver sido fortalecida por meio de reforçamento 
intermitente, isso tornará o enfraquecimento dessa classe mais difícil. 
 
 
6 Nunca perca de vista que classificação de um estímulo como “aversivo” ou “reforçador” depende exclusivamente do efeito 
que ele tem sobre o comportamento. Se a frequência do comportamento de Paulo tivesse aumentado, teríamos que considerar a 
surra como um estímulo reforçador e, então, estaríamos diante de um exemplo de reforçamento positivo. 
7 Partindo do que foi exposto na nota 5, podemos supor que uma ótima maneira de Dona Laura fortalecer comportamentos de 
Paulo que ela considere desejáveis seria liberar o uso do videogame contingentemente à ocorrência desses comportamentos. 
Formatado: Português (Brasil)
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 O efeito mais duradouro de um estímulo punidor depende dos parâmetros anteriormente mencionados. Há casos 
especiais em que uma única exposição ao evento aversivo é capaz de reduzir a zero a sua probabilidade de ocorrência por 
longos períodos de tempo (Azrin & Holz, 1975). Em geral, contudo, o que ocorre é um retorno aos patamares anteriores à 
ocorrência da punição. 
 
A figura acima ilustra como a probabilidade do responder (durante e posterior à punição) depende do tipo de evento 
punidor, aqui dividido em graus crescentes de intensidade: “brando (mild)”, “moderado (moderate)”, “severo (severe)” e 
“traumático (traumatic)”. Observe que no nível moderado, a frequência cai durante a punição, mas é recuperada após sua 
eliminação. Na fronteira do severo com o moderado a queda é mais acentuada durante a punição e, quando o evento punidor é 
severo ou traumático não há recuperação da taxa de resposta após a eliminação da punição. 
Veja que não há até aqui qualquer avaliação moral ou recomendação do uso da punição. Estamos tentando entender 
todas as sutilezas das contingências aversivas e a complexidade de seus efeitos sobre o comportamento. Até que venhamos a 
entender com precisão como a punição funciona, pouco avaçaremos em termos de planejamento de práticas culturais efetivas, 
até mesmo na remediação de alguns dos efeitos do controle aversivo8 (como os chamados “traumas” de guerra e as fobias). 
Conhecer de forma mais ampla e minuciosa os efeitos da punição é o melhor antídoto para lidar com um mundo, natural e 
cultural, essencialmente coercitivo (Sidman, 1995). Não falar de punição ou não estudá-la não irá alterar esse fato. As 
contingências aversivas permanecerão lá, ao nosso redor, o tempo todo (Todorov, 2001). Os organismos de maneira geral 
nascem preparados para lidar com tais contingências, o que sugere que a punição seja um traço bastante estável desse mundo. 
Sermos capazes de fugir e evitar o contato com estímulos aversivos foi e é essencial para a nossa sobrevivência. Tocar um 
objeto em brasa ou comer alimentos estragados são respostas que precisam diminuir de frequência, pois, do contrário, 
colocariam em risco a vida do próprio organismo. Os mecanismos que preservariam o organismo longe dos aspectos do 
mundo capazes de destruí-lo seriam exatamente aqueles envolvidos no chamado controle aversivo (Perone, 2003). 
Um evento não é “aversivo” ou “reforçador” por qualquer propriedade estrutural intrínseca. Ele não “é” aversivo ou 
reforçador. Ele “está” ou “funciona” como tal. Uma fatia de bolo de chocolate pode funcionar como um evento reforçador 
positivo para a resposta de comer e para as demais que conduzem ao comer (trata-se, portanto, de uma cadeia ampla onde o 
elo final é a fatia de bolo). Mas após a vigésima fatia, o bolo possivelmente perderá sua função reforçadora para a resposta de 
comer e produzirá o efeito inverso: reduzirá de frequência essa classe de respostas. Por que dizemos que o bolo é reforçador 
ou aversivo para uma resposta e não para o indivíduo? No nosso exemplo o bolo de chocolate após a vigésima fatia passou a 
funcionar como um estímulo aversivo para a resposta de comer, mas se o mesmo bolo for arremessado contra o rosto da 
pessoa que estaria lhe obrigando a comer a vigésima primeira fatia e isso levasse à suspensão da apresentação da comida, a 
resposta de arremessar o bolo teria sido reforçada pelo uso do bolo como arma (e não como comida). Lembre-se que o mesmo 
bolo para a resposta de comer funcionava como um reforço positivo até a décima nona fatia, mas se tornou um aversivo para a 
mesma resposta após a vigésima fatia. Mas, o bolo, após a vigésima fatia, usado como uma arma, permanecia um reforçador 
para a resposta de “arremessar” (reforçador negativo, pois eliminava o contato com o estímulo aversivo: o bolo para a resposta 
de comer). Note que a fatia de bolo não “era” um reforçador para a resposta decomer, mas apenas funcionava como um em 
determinado contexto. Além disso, para outras respostas o estímulo poderia assumir diferentes funções (“comer” ou 
“arremessar”). Se nós falássemos simplesmente que a fatia de chocolate “era” um reforçador “para o indivíduo”, seria 
impossível descrever com precisão todas as relações ilustradas anteriormente no exemplo. 
Em situações mais complexas, punidores e reforçadores positivos não ocorrem inteiramente separados. Um estímulo 
que exerce função reforçadora para uma classe de respostas pode adquirir uma função aversiva para a mesma classe. A 
introdução gradual de estímulos que são normalmente aversivos, associados a estímulos apetitivos (reforçadores positivos), 
pode fazer com que os estímulos inicialmente aversivos percam essa propriedade aversiva e passem a funcionar como 
reforçadores positivos. 
 
8 Para uma revisão do conhecimento atual sobre os efeitos da punição tanto na pesquisa básica quanto na aplicada, veja Lerman 
e Vorndran (2003). Há situações práticas nas quais a frequência de uma resposta autolesiva, por exemplo, não pode cair 
gradualmente e nem pode ser retomada sem que isso coloque em risco a integridade física (ficar cego ou surdo) ou a própria 
vida de uma pessoa. É importante saber, então, como o arranjo de contingências aversivas poderia suprimir permanentemente 
tais respostas. No mesmo artigo citado você encontrará um panorama amplo dessa área aplicada e a justificativa para sua 
existência (veja também Iwata, 1987). 
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Imaginem quais seriam os efeitos comportamentais obtidos em um experimento em que se aplicasse o seguinte 
procedimento experimental. O objetivo seria colocar a resposta de pressão à barra de um rato de laboratório sob controle de 
estímulo. A câmara de condicionamento operante seria equipada com um aparelho de eletrochoque de tal maneira que seria 
possível apresentar descargas de choque elétrico na barra, quando o rato entrasse em contato com ela. O procedimento 
consistiria em ligar os dispositivos elétricos do bebedouro e do eletrochoque juntos, de tal maneira que a resposta de 
pressionar a barra seria reforçada sempre e tão somente quando a barra estivesse “dando choque”. A presença de carga elétrica 
na barra seria o SD que sinalizaria a ocasião em que as respostas de pressão à barra seriam reforçadas. A ausência de carga 
elétrica na barra seria a condição SΔ, na presença da qual as respostas de pressão à barra jamais seriam reforçadas. A 
manutenção desse procedimento poderia tornar o choque elétrico (que comprovadamente tinha efeito aversivo para a resposta 
de pressão a barra no início) um estímulo discriminativo. Bom, mas como estímulo discriminativo, os choques seriam 
frequentemente pareados com a água (estímulo reforçador primário) e isso poderia resultar em uma função reforçadora 
condicionada para o estímulo “choque” após alguns pareamentos. Isso quer dizer que, por algum tempo, as respostas de 
pressão à barra poderiam ser reforçadas pela apresentação contingente de choques elétricos. Esse é um exemplo hipotético de 
uma situação em que a concorrência entre contingências envolvendo estímulos aversivos e apetitivos pode alterar a função dos 
estímulos9. Apesar de ser um exemplo hipotético, não se trata de um arranjo de contingências improvável. Um exemplo 
envolvendo o comportamento humano fora do laboratório pode ser interessante. 
João é um garotinho que chamaríamos cotidianamente de “muito carente”. Ele não tem pai e sua mãe trabalha o dia 
inteiro fora. A atenção dada pela mãe funciona como um reforçador poderoso para muitas classes de respostas apresentadas 
por João. Praticamente qualquer resposta emitida por João aumenta rapidamente de frequência quando tem como 
consequência a atenção de sua mãe. Ela, entretanto, quando chega em casa, já está cansada e ainda tem muito trabalho pela 
frente. João emite muitas respostas diferentes (chama o nome da mãe, leva um brinquedo até ela, começa a contar um episódio 
que se passou durante a ausência da mãe etc) e nenhuma delas produz a atenção da mãe, sendo expostas à extinção. João, 
então, começa a “fazer travessuras” (puxar a toalha da mesa até que caia o prato, colocar o sapato da mãe na boca, escalar 
perigosamente o fogão etc). Imediatamente a mãe dá atenção para João, repreendendo-o verbalmente e em seguida lhe faz um 
carinho. Como as travessuras se tornaram mais frequentes (elas foram positivamente reforçadas com atenção e com o carinho 
da mãe), a mãe passou a dar pequenas surras frequentes em João (comparando esse exemplo com o anterior, é como se a 
resposta de pressão à barra, que produz água, também produzisse choques). Será possível que o pareamento entre “atenção” e 
“surra” altere a função aversiva do estímulo “surra”, inicialmente um aversivo para a resposta de fazer travessuras? Você 
conseguiria descrever um arranjo desse tipo capaz de gerar padrões comportamentais que chamamos tradicionalmente de 
“masoquistas”? Tente fazer essa relação. 
Bom, mas vamos continuar acrescentando aspectos teóricos a respeito do controle aversivo. 
De acordo com alguns autores (Millenson, 1975; Sidman, 1995; Skinner, 1965), o comportamento de quem usa a 
punição acaba sendo fortalecido por seus efeitos imediatos sobre o comportamento punido, como a eliminação de um SAv ou 
mesmo a produção de reforçadores positivos. A violência parece envolver em grande medida relações desse tipo (ver Amorim 
1999; Andery & Sério; 1997; Capelari & Fazzio, 1999). Holland (1978/1983), falando da situação dos EUA nos anos 70, 
sugere que as razões econômicas parecem estar na base da quase maioria dos crimes: 
 
Tanto pobres quanto ricos cometem atos ilegais em busca de vantagens econômicas. Nossa sociedade é 
acentuadamente estratificada e em qualquer nível há uma luta para aumentar a posição social e a felicidade, 
através de esforços competitivos individuais (legais ou ilegais). A posição social (status) define-se pela riqueza e 
por níveis de consumo. O sistema competitivo valoriza aqueles que fazem aquisições, ainda que a expensas de 
outros. Há diferenças de privação e de acessibilidade que explicam as diferenças de classes nos crimes. O pobre 
e o desempregado não têm oportunidade de sonegar impostos ou de dar desfalques. O nível de suas necessidades 
básicas força-os a cometer os crimes de rua, mais perigosos, porém acessíveis, que são públicos e, 
consequentemente, resultam, com maior frequência, em prisão. Pessoas com melhores condições sócio-
econômicas não precisam se envolver em pequenos furtos. Seus crimes são mais seguros e podem ocorrer na 
privacidade de seus lares ou escritórios (pp. 66-67). 
 
As discussões realizadas na imprensa escrita e televisiva gastam uma parte significativa do tempo argumentando a 
necessidade de uma política eficiente de punição, como uma maior agilidade da justiça e uma polícia mais numerosa, bem 
preparada e equipada para coagir os crimes. Durante o trágico episódio do sequestro de um ônibus no Rio de Janeiro em 2000 
que acabou com a morte de uma professora e o assassinato por asfixia do sequestrador pelos policiais de elite, a chamada 
opinião pública centralizou a discussão na incompetência explícita das forças policiais, mas poucos se perguntaram as razões 
que teriam levado aquele rapaz a sequestrar o tal ônibus (uma honrosa exceção foi o artigo "Guga poderia virar um assassino?" 
de Dimenstein, 2000). O rapaz foi satanizado e raras foram as menções de que ele foi uma das crianças que sobreviveu à 
"Chacina da Candelária", alguns anos antes. Apesar da repercussão internacional daquele crime, a criança pôde seguir 
tranquilamente seu caminho de abandono nas ruas para exercer seu último papel dessa lamentável, evitável e vergonhosa 
tragédia em horário nobre. Os comportamentos violentos são gerados por ambientes coercitivos. A puniçãoé usada para tentar, 
por definição, reduzir a frequência desses padrões. Mas tais padrões foram gerados previamente e continuam a ser gerados e 
mantidos por um conjunto de contingências sociais, frequentemente mais poderosas. O combate à violência apenas através do 
aumento e eficiência das vias de repressão mascara o problema original: De onde vêm os marginais? Qual a gênese de um 
 
9 Há, porém, experimentos reais que você poderia consultar sobre o assunto. O artigo clássico de Holz e Azrin (1961) seria um 
deles. 
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crime? Qualquer combate sério ao problema deveria começar com um amplo e rigoroso diagnóstico dos diferentes tipos de 
crime, suas fontes e suas variáveis ambientais imediatas de controle. Esse mapeamento funcional deveria ser usado para uma 
política preventiva, na qual mudanças reais e profundas nos arranjos sociais e econômicos fossem implementadas. Leia-se, 
melhores condições de saúde, educação, emprego, moradia, saneamento básico, lazer, etc para todos. Funcionalmente, acesso 
aos reforçadores primários e condicionados disponíveis em um grupo. 
Mas voltemos aos efeitos da punição. A punição pode eliciar comportamentos respondentes que interferem com o 
comportamento operante especificado pela contingência, e pode afetar também outros operantes que, pelos propósitos, não 
deveriam estar sendo punidos. Skinner (1965) sugere que a punição de uma classe de respostas não apenas suprime essa 
classe, mas outras classes relacionadas, em um efeito de transbordamento (o mesmo fenômeno é observado no reforçamento 
positivo). 
Imaginem que o fazer perguntas em sala durante a aula foi frequentemente punido. Como esse estudante se 
comportaria na presença de um professor que ameaçasse reprová-lo, caso não apresentasse um seminário de qualidade diante 
de uma turma de 50 alunos? A presença do “público” elicia respostas emocionais incompatíveis com a resposta operante 
“apresentar um bom seminário”, a qual seria a única maneira de evitar a estimulação aversiva final (reprovação). Certamente o 
professor primário que puniu o comportamento inicial, com um comentário grosseiro talvez, não imaginou que, além de estar 
punindo a classe inadequada, também puniu, por extensão, respostas gerais de “falar em sala diante do professor”. 
Os efeitos da punição podem também ser ampliados para situações fora daquela situação estrita em que ocorreu. A 
"situação geral" associada ao estímulo aversivo torna-se estímulo aversivo condicionado. Professores que aplicam 
contingências aversivas frequentemente tornam-se, eles mesmos, estímulos aversivos condicionados. Seria esse o motivo pelo 
qual os alunos comemoram o fim do semestre ou do ano letivo, festejam um dia sem aula ou depredam suas escolas? Skinner 
(1968) discute o fracasso escolar em grande medida como o uso inadequado e generalizado de contingências aversivas em sala 
de aula. 
Em resumo, devemos reconhecer que a nossa organização social torna muito provável que as pessoas se comportem 
de modo a punir o comportamento de outras, devido aos efeitos supressores imediatos da punição. Mas os subprodutos da 
punição, como a supressão de outras classes de respostas além da que foi diretamente punida e a produção de padrões de 
fuga/esquiva em relação aos agentes punidores e contextos associados à punição, deveriam ser argumentos suficientes contra o 
uso indiscriminado dessa prática. 
Fig. -Gráfico comparativo entre freqüências de RPBs e respostas de 
contato com a barra emitidas pelo sujeito HCRFa 1,ao longo de cada 
sessão.
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Fig.64-Freqüência de RPBs, respostas de contato com a barra e "respostas emocionais" emitidas pelo sujeito 
HCRFa 1 em todas as sessões.
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Tais efeitos secundários, chamados de subprodutos da punição, não ocorrem em qualquer arranjo de contingências 
aversivas. Duas variáveis que parecem críticas para gerar tais efeitos seriam a natureza e a intensidade do SAv. Nos casos de 
punidores severos e traumáticos, como o choque elétrico em intensidade elevada, observam-se os dois efeitos. Mas quando há 
eventos aversivos mais brandos envolvidos, a punição parece ser mais seletiva em seu efeito supressor. Magalhães e Carvalho 
Neto (2004), usando um jato de ar quente como SAv apresentado contingentemente a RPB em ratas Wistar, verificaram que 
outras classes de respostas relacionadas à barra (como farejar e tocar) não foram suprimidas durante as sessões de punição, ao 
contrário, aumentaram de frequência. Observe, na figura apresentada acima, o aumento das respostas de contato com a barra 
(CBas, barras cinza-escuro) durante as sessões de punição, que haviam tido sua frequência reduzida com o fortalecimento das 
respostas de pressão à barra (RPBs, barras pretas). Em relação aos padrões emocionais (barras cinza-claro, na figura) 
associados ao uso da punição, foi observado o aumento de respostas como o urinar, o defecar e o “congelar” diante do SAv. 
 Contudo, haveria ainda o problema conceitual do que poderia ser considerado comportamento “emocional”. Podemos 
considerar as respostas de “morder a barra” e “defecar” como sendo respostas necessariamente emocionais, subprodutos de 
contingências aversivas? O que definiria o “emocional” em uma categoria comportamental qualquer? 
Formatado: Português (Brasil)
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 Essas questões servem para ilustrar que as discussões envolvendo contingências aversivas nunca são simples e que 
há um enorme conjunto de variáveis, históricas e imediatas, em jogo. Embora a literatura que trata dos efeitos da punição na 
supressão da resposta seja complexa e controvertida, você está agora, espera-se, um pouco mais bem preparado para entender 
e discutir criticamente seus efeitos sobre o comportamento. 
Referências e Bibliografia Complementar 
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