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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
 
 
 
Ana Laura Scarpim RA: 1801706 
Cibele Augusta dos Santos Gregolin RA: 1809976 
Edicléia Milene Mendes RA:1801439 
Erika Pauro RA: 1802407 
Lilian Fernanda Soares RA: 1817247 
Jessica Silva dos Santos RA: 1816360 
Sabrina Maria Longato RA: 1806237 
 
 
 
 
 
Jogos na alfabetização 
 
 
 
Apresentação do Projeto Integrador - vídeo: 
 https://www.youtube.com/watch?v=0ZYJ0GkJMyA 
 
 
 
 
 
 
 
Dois Córregos - SP 
2019 
https://www.youtube.com/watch?v=0ZYJ0GkJMyA
 
2 
 
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jogos na alfabetização 
 
 
 
 
 
Relatório Técnico - Cientifico apresentado no 2º 
semestre de 2019, na disciplina de Projeto 
Integrador III para o curso de Licenciatura em 
Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de 
São Paulo (UNIVESP). 
 
 
Tutor: Nilton Moreira 
 
 
 
 
 
 
Dois Córregos – SP 
 
2019 
 
3 
 
SCARPIM, Ana Laura; GREGOLIN, Cibele Augusta dos Santos; MENDES, Edicléia 
Milene; PAURO, Erika; SOARES, Lilian Fernanda; DOS SANTOS, Jéssica Silva; 
LONGATO, Sabrina Maria. Jogos na alfabetização. 14f. Relatório Técnico-Científico 
(Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor: 
Nilton Moreira. Polo de Dois Córregos, 2019. 
 
 
RESUMO 
 
O presente trabalho foi definido com observação em sala de aula, e também 
após entrevista com a professora Célia que relatou o comportamento e as dificuldades 
de alguns de seus alunos sobre a alfabetização e letramento, mencionou também o 
modo e o que estava trabalhando com eles no dia a dia. Os alunos apresentam-se em 
vários níveis de dificuldade na aprendizagem, tanto na parte escrita quanto na parte 
fônica, alguns estão no nível pré silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético, e 
também existem alunos com laudos de déficits de aprendizagem. 
A professora sugeriu que o projeto envolvesse a sala toda, porém que 
dedicássemos mais atenção aos alunos com maior dificuldade, pois ali tem crianças 
que estão mais adiantadas na parte escrita, porém na parte fônica estão mais atrasadas 
ou vice e versa As atividades propostas pretendem ajudar na alfabetização dos alunos 
através de jogos e de músicas, foram feitos cinco encontros, de aproximadamente 50 
minutos cada, sendo o primeiro para observação, os três seguintes para aplicação das 
metodologias e o último para avaliação dos alunos sobre o tema proposto. 
 
 
 
 
 
PALAVRAS-CHAVE: Jogos; Alfabetização; Dificuldade; Aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
4 
 
ABSTRACT 
 
The present work was defined with observation in the classroom, and also after 
an interview with teacher Célia who reported the behavior and difficulties of some of her 
students about literacy and literacy, also mentioned the way and what was working with 
them in the classroom. day by day. Students have various levels of learning disabilities, 
both written and phonic, some are pre-syllabic, syllabic, alphabetic, and alphabetic, and 
there are also students with learning disabilities reports. 
The teacher suggested that the project would involve the whole room, but we 
should pay more attention to students with greater difficulty, because there are children 
who are more advanced in the written part, but in the phonic part are later or vice versa. 
The proposed activities are intended to help. In the literacy of students through games 
and music, five meetings were held, approximately 50 minutes each, the first for 
observation, the next three for application of methodologies and the last for students' 
evaluation on the proposed theme. 
 
 
 
 
 
KEYWORDS: Games; Literacy; Difficulty; Learning. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
 
FIGURA 1– ALUNOS EM RODA...................................................................................15 
FIGURA 2 – ALUNA RETIRANDO BOLINHA DA CAIXA......................................................16 
FIGURA 3 – ALUNO ESCOLHENDO AS SÍLABAS.............................................................16 
FIGURA 4 – ALUNA MONANDO A PALVRA.....................................................................17 
FIGURA 5 – ALUNA ESCREVENDO A PALAVRA NA LOUSA..............................................17 
FIGURA 6 – ALUNA SENDO AUXILIADA NA FORMAÇÃO DA PALVRA..................................18 
FIGURA 7 – ALUNO MONTANDO A PALAVRA.................................................................19 
FIGURA 8 – ALUNO ESCOLHENDO AS SÍLABAS.............................................................19 
FIGURA 9 – ALUNOS SEPARADOS EM DOIS GRUPOS....................................................20 
FIGURA 10 - ALUNA SENDO AUXILIADA.......................................................................21 
FIGURA 11 - ALUNOS EM DUPLA................................................................................21 
FIGURA 12 – PALAVRAS FORMADAS PELOS ALUNOS....................................................22 
FIGURA 13– ALUNA ESCOLHENDO AS LETRAS............................................................23 
FIGURA 14 – ALUNOS ESCOLHENDO AS IMAGENS.......................................................23 
FIGURA 15 – ENCERRAMENTO DO PROJETO...............................................................24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................7 
1.1 Problema e objetivos.............................................................................................. 8 
1.2 Justificativa............................................................................................................. 9 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................................. 10 
3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS............................................................12 
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...................................................... 14 
4.1 Proposta incial de intervenção...............................................................................25 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 26 
REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
No segundo semestre de 2019, o curso de Pedagogia da Univesp, polo de Dois 
Córregos desenvolverá como tema proposto “Jogos na Alfabetização”. Para o 
desenvolvimento do presente tema foi escolhida uma sala de aula na escola EMEF 
“Benedito dos Santos Guerreiro” de Dois Córregos 
Esta escola de Educação Fundamental I aborda crianças de 7 a 10 anos de 
idade. Nesta escola a sala 3º ano C que tem como professora Célia e possui 24 alunos, 
sendo sua maioria meninos. Esta sala foi escolhida para desenvolver o tema abordado 
mais especificamente jogos na alfabetização. 
 A EMEF “Benedito dos Santos Guerreiro” fica localizada no bairro Jardim 
Paulista. Possui Educação Básica I, do 2º ao 5º ano, e divide suas instalações com a 
E.E. “Benedito dos Santos Guerreiro” que atende alunos a partir do 6º ano até o ensino 
médio e também com salas de EJA. O histórico que esta escola nos fornece sobre os 
alunos indica que eles advêm de bairros carentes próximos desta escola. 
Conforme entrevista com a professora e a observação feita pelo grupo de PI em 
sala de aula, foi constatado que o modo de trabalho da professora estava suprindo 
algumas das necessidades desses alunos, ela procura ajudar os alunos com suas 
dificuldades, encaminhando-os para aulas de reforço, que é desenvolvido uma vez por 
semana com esses alunos, e também encaminha alguns para avaliação da 
Psicopedagoga, porém foi relatado que poucos pais se interessam em levar essas 
crianças para essas avaliações. 
Tendo em vista essas dificuldades o presente grupo de PI resolveu trabalhar 
com esses alunos através de um jogo que envolva e desperte o interesse através de 
arte, música e alfabetização. Pois o lúdico não deve ser visto apenas como diversão, 
mas sim, de grande importância no processo de ensino aprendizagem na infância. 
A Educação Básica I é de extrema importância para o desenvolvimento das 
habilidades que possibilitarão a compreensão e aprendizado da criança. Jogar ajuda a 
criança no seu desenvolvimento como um todo, reduz sua agressividade e auxilia na 
sua inserção à sociedade, bem como na construção de seu conhecimento. Jogando, a 
criança consegue comparar, analisar, nomear, associar, calcular, classificar, compor, 
conceituar e criar. Assim, os jogos trazem o mundo para a realidade da criança, 
possibilitando o desenvolvimento de sua inteligência, sua sensibilidade, habilidades e 
criatividade. 
 
8 
 
As crianças, devem ser estimuladas desde pequenas no desenvolvimento da 
autoestima, autonomia e cidadania, pois como seres sociais, tornam-se pertencentes 
a uma classe social que apresenta uma linguagem decorrente das relações ali 
estabelecidas. Com o decorrer do tempo e a contribuição de estudos sobre o 
desenvolvimento humano, muitas coisas se modificaram, as dificuldades que se 
enfrenta hoje na alfabetização são agravadas tanto pelo passado que traz a herança 
do analfabetismo e das desigualdades, quanto pelo presente com a ampliação do 
conceito de alfabetização e das expectativas da sociedade em relação a seus 
resultados. 
Com tudo isso no presente projeto integrador serão desenvolvidas maneiras de 
como ajudar através dos encontros a ensinar os alunos a terem percepção sobre as 
letras do alfabeto, sobre as sílabas, formação de palavras, leitura, música e arte, afim 
de que estimule a percepção da alfabetização e da leitura pelos alunos. 
 
1.1 Problema e objetivos 
 
A presente sala de aula 3º ano C trabalha com crianças de oito anos de idade 
que vem sendo alfabetizadas, temos crianças com vários níveis de aprendizado, alguns 
já estão alfabetizados, e outros ainda não conseguem ler ou escrever sozinhos, o que 
gera certa dificuldade ao trabalhar com a sala. 
Para sanar este problema, utilizamos das brincadeiras envolvendo a 
alfabetização nos encontros, buscando: 
 Estimular e desenvolver o interesse das crianças; 
 Estimular a percepção sobre letras do alfabeto; 
 Estimular e desenvolver a alfabetização; 
 Trabalhar a musicalidade das crianças; 
 Compreender as sensações que serão despertadas; 
 Compreender que quando juntamos as letras formamos silabas e 
palavras; 
 Propiciar aos alunos um trabalho rico e prazeroso na aquisição da escrita 
e da leitura; 
 Possibilitar que os alunos realizem um trabalho coletivo onde todos 
estejam envolvidos, provocando situações em que os alunos se ajudem 
 
9 
 
mutuamente no processo de aprendizagem e incentivo a participação 
durante as atividades realizadas. 
 
 
1.2. Justificativa 
 
 
A criança ao adentrar ao espaço escolar já é um falante nativo de sua língua e, 
portanto, já domina certas artimanhas dela na modalidade oral. Consegue 
compreender o funcionamento da dinâmica linguística sem situações de uso e 
interação. A modalidade escrita da língua nem sempre corresponde diretamente ao 
conhecimento trazido pelo aluno que, em seu cotidiano, não faz uso da norma padrão 
em situações interacionais, o que gera um descompasso e o surgimento das 
dificuldades nessa modalidade. 
As crianças chegam à escola com muitos conhecimentos sobre a língua escrita 
e não vazia como supunha a tradição escolar. Na verdade, o aluno traz consigo uma 
série de conhecimentos prévios sobre a linguagem escrita, oriundos das experiências 
sociais a que teve acesso até então. Porém o aluno é a na maioria das vezes visto 
como único responsável pelo seu insucesso, pois se o mesmo não consegue assimilar 
o que está sendo ensinado e apresenta dificuldades de aprendizagem, logo é apontado 
como incapaz. 
Ao longo da história vários estudos se mostraram eficientesno âmbito da coesão 
entre o lúdico e o letramento. Vários teóricos também afirmaram e comprovaram a 
importância dos jogos e brincadeiras, na educação escolar. 
O jogo faz parte do ambiente natural da criança, ao passo que as referências 
abstratas e remotas não correspondem aos seus interesses. O pensador norte 
americano Dewey (1952) afirma que somente no ambiente natural da criança é que ela 
poderá ter um desenvolvimento seguro. 
 
 
O jogo como promotor de aprendizagem e do desenvolvimento passa a ser 
considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já 
que colocar o aluno diante de situações lúdicas como o jogo pode ser uma boa 
 
10 
 
estratégia para aproximá-los dos conteúdos culturais a serem vinculados na 
escola. (KISHIMOTO, 1994, p13) 
 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
Vários são os teóricos que afirmam que os jogos contribuem de maneira 
significativa para o desenvolvimento das crianças, não só no que diz respeito à 
construção do conhecimento e, consequentemente, na aprendizagem, mas também no 
desenvolvimento das capacidades sociais, pessoais e culturais que acabam por 
contribuir para a construção do pensamento e conhecimento. 
Dentre eles, pode se destacar: Paulo Freire, Emilia Ferrero, Montessori, Dewey, 
Frobel, Pestalozzi, Comenius, Decroly, Piaget e Vygotski. A base de defesa desses 
teóricos é que os jogos são primordiais no processo de aprendizagem de crianças. 
Vygotsky enfatiza o papel da linguagem e do processo histórico social no 
desenvolvimento do indivíduo, sua questão central é a aquisição de conhecimentos 
pela interação do sujeito com o meio. Para Vigostky, o professor é a figura essencial 
do saber por representar um elo intermediário entre o aluno e o conhecimento 
disponível no ambiente tanto escolar, como em casa, com a família. 
Vygotsky (2007) cita que é importante mencionar a língua escrita, como a 
aquisição e um sistema simbólico de representação da realidade. Também contribui 
para esse processo o desenvolvimento dos gestos, dos desenhos e do brinquedo 
simbólico, pois essas são também atividades do caráter representativo, isto é, utiliza-
se de signos para representar significados. 
 
 
“O desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento 
da linguagem escrita das crianças. Os educadores devem organizar todas 
essas ações e todo complexo processo de transição de um tipo de linguagem 
escrita para outro. Devem acompanhar esse processo através de seus 
momentos críticos até o ponto da descoberta de que se pode desenhar não 
somente objetos, mas também a fala. Se quiséssemos resumir todas essas 
demandas práticas e expressá-las de uma forma unificada, poderíamos dizer 
o que se deve fazer é, ensinar às crianças a linguagem escrita e não apenas a 
escrita de letras. ”(VYGOTSKY,1987, p. 134) 
 
11 
 
 
 
 Emília Ferrero promoveu distintas discussões relacionadas à ideia de “que não 
são os métodos que alfabetizam, nem os testes que auxiliam no processo de 
alfabetização, mas são as crianças que (re) constroem o conhecimento sobre a língua 
escrita, por meio de hipóteses que formulam”. 
 Leva a conclusão de que as crianças têm um papel ativo no aprendizado, elas 
constroem o próprio conhecimento, daí a palavra construtivismo. 
 
 
“Nenhuma criança chega à escola ignorando totalmente a língua escrita. Elas 
não aprendem porque vêem e escutam ou por ter lápis e papel à disposição, e 
sim porque trabalham cognitivamente com o que o meio lhes oferece. Para 
aprender a ler e a escrever é preciso apropriar-se desse conhecimento, através 
da reconstrução do modo como ele é produzido. Isto é, é preciso reinventar a 
escrita. Os caminhos dessa reconstrução são os mesmos para todas as 
crianças, de qualquer classe social. Um dos maiores danos que se pode fazer 
a uma criança é levá-la a perder a confiança em sua própria capacidade de 
pensar.” (Nova Escola n.º 143, jun./jul. 2001) 
 
 
 Os métodos de Paulo Freire não ensinam a repetição de palavras, mas o 
desenvolver a capacidade de pensa-los com base nas palavras retiradas do cotidiano 
dos alunos formando assim as palavras geradoras que através de uma palavra 
conseguimos formar muitas outras diferentes e que se torna muito mais fácil para o 
entendimento dos alunos. Com as palavras o homem se faz homem, ao dizer sua 
palavra estará assumindo a condição humana. 
 Há décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de 
jovens e adultos, Freire, (1979, p. 72) comenta que: 
 
 
“A alfabetização não pode se fazer de cima para baixo, nem de fora para 
dentro, como uma doação ou uma exposição, mas de dentro para fora pelo 
próprio analfabeto, somente ajustado pelo educador. Esta é a razão pela qual 
procuramos o método que fosse capaz de fazer instrumento também do 
educando e não só do educador.” (FREIRE, 1979, p.72) 
 
 
12 
 
 
3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS 
 
 
 Após a visita de observação e definição do tema proposto foram pesquisados 
vídeos, métodos, brincadeiras e dinâmicas a serem aplicadas com o objetivo de facilitar 
a aprendizagem e o entendimento das crianças com a alfabetização, mostrando 
também a importância da linguagem para a socialização. 
No primeiro encontro com as crianças proposto pelo grupo, utilizamos, sílabas e 
letras impressas e cortadas para serem dispostas para os alunos montarem as 
palavras, uma bola de plástico, duas caixas de EVA, em uma delas foram colocadas 
bolinhas com consoantes e a outra com vogais, as bolinhas eram de isopor com letras 
escritas com caneta permanente, as crianças foram dispostas sentadas em roda e foi 
ensinado a música que guiou a brincadeira, quando a música terminava a criança que 
estava com a bola levantava e pegava uma bolinha na caixa de consoantes e uma 
bolinha na caixa de vogais, seguindo a sílaba sorteada pela criança, ela levantava e 
seguia até a mesa principal e era instigada a pensar em alguma palavra com aquela 
sílaba, assim que decidia a criança montava sua palavra com as sílabas ou com as 
letras separadas, assim foi a brincadeira até que todos os alunos fossem até a mesa 
montar sua palavra, nesta brincadeira não houve palavras repetidas. 
Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala de aula e os 
alunos em roda, utilizamos caixa de papelão grande e pequena revestidas de EVA, na 
parte de superior foi deixada uma abertura para as crianças retirarem as bolinhas de 
isopor com as letras que ficaram dentro, as bolinhas eram de isopor, as letras foram 
escritas com caneta permanente preta, as sílabas e as letras que foram dispostas para 
eles formarem as palavras foram impressas em papel cartão colorido, esta brincadeira 
durou aproximadamente 30 minutos. Os últimos 15 minutos foram utilizados para 
organizar a sala como estava e conversar com as crianças sobre a brincadeira. 
No segundo encontro foi feito novamente a brincadeira do primeiro encontro, 
porém com algumas modificações, as crianças formaram uma roda, passaram a bola 
um para o outro cantando a música proposta pelo grupo e quando a música parava 
quem tivesse ficado com a bola levantava e retirava uma bolinha da caixa de 
consoantes e uma na caixa de vogais, com a sílaba formada não era mais a criança 
que escolhia a palavra para ser montada, mas sim alguma das integrantes do projeto 
 
13 
 
integrador, o aluno ia até a mesa principal onde estavam dispostas as sílabas e letras 
diversas e montava a palavra dita anteriormente. 
Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala de aula e os 
alunos em roda, as caixas eram de papelão revestida por EVA, em sua parte superior 
terá um buraco para as crianças retirem as bolinhas com as devidas letras escritas, as 
bolinhas eram de isopor, as letras foram escritas com caneta permanente preta, as 
sílabas que foram dispostas para eles formarem as palavras foram impressasem papel 
cartão colorido e está brincadeira durou aproximadamente 35 minutos. Nos últimos 10 
minutos foram utilizados para organizar novamente a sala como estava e para 
conversar com as crianças. 
No terceiro encontro a brincadeira foi repensada, utilizamos somente letras para 
que as crianças formassem por si só as sílabas e as palavras, levamos também 
imagens aleatórias. Os alunos foram divididos em dois grupos pela professora da sala 
e seguindo seu critério ela foi escolhendo duplas entre os alunos com mais ou menos 
a mesma dificuldade para que fossem até a mesa principal onde estavam dispostas as 
letras e as figuras, as crianças tiravam uma imagem que estava virada de cabeça para 
baixo em cima da mesa e de acordo do que era a sua figura ela escolhia as letras 
necessárias e montava sua palavra em uma mesa separada, depois que todos os 
alunos participaram a professora repensou as duplas e refizemos a brincadeira. 
Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala para a brincadeira, 
as letras utilizadas foram as mesmas da outra brincadeira, somente foram cortadas e 
separadas as sílabas, as levadas foram impressas em papel cartão branco e foram 
recortadas de acordo com seu tamanho, nesta brincadeira utilizamos aproximadamente 
35 minutos. Nos últimos 10 minutos foram utilizados para organizar a sala como estava 
e conversar com as crianças. 
No encontro final de avaliação foram utilizadas as letras para que os alunos 
montassem as palavras, foram levadas imagens dissílabas, trissílabas e polissílabas, 
os alunos foram divididos novamente em dois grupos escolhidos novamente pela 
professora da sala e de acordo com seu critério e ela foi escolhendo as duplas de 
crianças para participar, as imagens foram dispostas de cabeça para baixo, de acordo 
com a imagem retirada pela criança ela escolhia as letras necessárias e montava a 
palavra, formada a palavra uma integrante do grupo questionava a criança para que 
ela separasse e falasse a palavra de acordo com as suas sílabas separadas, um a um 
 
14 
 
os alunos foram participando e no final os alunos que estavam com maior dificuldade 
voltaram para escolher mais uma imagem e montar a palavra. 
Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala para a brincadeira, 
as letras utilizadas foram as mesmas da outra brincadeira, somente foram cortadas e 
separadas as sílabas, as imagens levadas foram impressas em papel cartão branco e 
foram recortadas de acordo com seu tamanho, nesta brincadeira utilizamos 
aproximadamente 35 minutos. Nos últimos 10 minutos foram utilizados para organizar 
a sala como estava e conversar com as crianças. 
 
 
 
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Após a aplicação das dinâmicas com os alunos do 3° ano C da professora Célia 
obtivemos os seguintes resultados: 
No primeiro encontro foi desenvolvida a brincadeira, onde as crianças cantaram 
a música proposta pelo grupo “”PASSA A BOLA PELA RODA SEM A RODA 
DESMANCHAR, QUEM FICAR COM A BOLA UMA LETRA VAI TIRAR””, ensinamos a 
cantiga para as crianças e todas participaram cantando a música conforme a 
brincadeira corria, assim que o aluno retirava as bolinhas e formava a silaba, ele ia até 
a mesa para encontrar as sílabas e montar a palavra, nesse primeiro encontro ficou um 
pouco confuso para as crianças encontrarem as sílabas, pois foram dispostas na mesa 
de forma aleatória e tinha muitos tipos de combinação, para tentar ajudar as crianças 
uma integrantes foi auxiliando a criança a encontrar a sílaba desejada desde que a 
criança dissesse a sílaba, duas integrantes foram tocando a brincadeira, enquanto as 
demais tentaram arrumar as sílabas da melhor maneira possível para serem 
encontradas com facilidade. Alguns alunos tiveram facilidade para montar as palavras, 
outros tiveram mais dificuldade, apenas uma aluna em especial que tem o déficit 
constatado teve bastante dificuldade nesta brincadeira, só pelo fonema ela não 
conseguia formar a palavra, com a ajuda de integrantes do grupo a aluna escreveu 
 
15 
 
primeiro a palavra na lousa e depois montou com as sílabas na mesa, os alunos com 
mais dificuldade apontado pela professora foram mais de uma vez até a mesa montar 
palavras, os alunos montaram palavras diferentes das citadas na brincadeira. 
 
 
 
Figura 1 alunos em roda 
 
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Figura 2 aluna retirando bolinha da caixa 
 
Figura 3 aluno escolhendo as sílabas 
 
 
17 
 
 
Figura 4 aluna montando a palavra 
 
Figura 5 aluna escrevendo a palavra na lousa 
 
18 
 
 
Figura 6 aluna sendo auxiliada na formação da palavra 
 
No segundo encontro foi desenvolvida a brincadeira embasada no primeiro 
encontro, porém com modificações, as crianças se sentaram em roda cantando a 
música proposta pelo grupo, conforme a música parava a criança tirava a bolinha com 
a letra da caixa de consoantes e de vogais e de acordo com o que saia uma integrante 
do grupo falava uma palavra para que a criança fosse até a mesa e montasse de acordo 
com o que foi dito, neste dia as sílabas foram dispostas corretamente de acordo com 
a ordem alfabética para que as crianças encontrassem sozinhas as sílabas que 
precisassem pra formar as palavras. Neste encontro as crianças sentiram um pouco 
mais de facilidade por conta de eles não precisarem pensar em uma palavra para 
montar. A mesma aluna que sentiu bastante dificuldade no primeiro encontro ainda 
sentiu dificuldade, porém com a ajuda de uma das integrantes do grupo de PI ela foi 
conseguindo escrever a palavra na lousa e depois montou sobre a mesa com as 
sílabas. 
 
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Figura 7 aluno montando a palavra 
 
Figura 8 aluno escolhendo as sílabas 
 
20 
 
No terceiro encontro sentimos que as crianças necessitavam de uma brincadeira 
diferente, porque com as sílabas algumas crianças sentiram um pouco de dificuldade, 
para este encontro separamos as sílabas em letras, imprimimos imagens diversas de 
objetos, animais, etc em que as crianças tinham conhecimento, estas imagens foram 
colocadas de cabeça para baixo para que as crianças não conseguissem ver o que 
seria tirado. A professora nos auxiliou nesta brincadeira separando as crianças em dois 
grupos com níveis de dificuldades diferentes e escolhendo as duplas que iriam até a 
frente para formar as palavras, nesta brincadeira as crianças tiveram um 
desenvolvimento melhor, cada aluno pegava uma imagem na mesa principal levava 
para uma segunda mesa e pegava letra por letra para montar a palavra de acordo com 
a imagem, novamente a criança com mais dificuldade nos outros encontros sentiu 
dificuldade neste dia, uma integrante do grupo a ajudou a escrever a palavra na lousa 
e depois letra a letra ela foi montando a palavra na mesa secundaria. Nesta brincadeira 
as crianças com mais dificuldade foram chamadas mais de uma vez para participar. 
 
 
Figura 9 alunos separados em dois grupos 
 
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Figura 10 aluna sendo auxiliada 
 
Figura 11 alunos em dupla 
 
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Figura 12 palavras formadas pelos alunos 
 
No último encontro da avaliação as crianças foram dispostas em dois grupos de 
acordo com o que a professora achou necessário, em dupla os alunos vieram até a 
mesa principal onde estavam dispostas as letras em ordem alfabética e as imagens 
viradas de cabeça para baixo, porém neste encontro foram utilizadas imagens com 
escritas dissílabas, trissílabas e polissílabas, no começo da brincadeira foram utilizadas 
as palavras dissílabas e trissílabas, os alunos um a um pegavam uma imagem e 
montava a palavra na mesa principal ao lado das letras, depois da palavra montada 
uma integrante do grupo questionava o aluno para que ele falasse e mostrasse com o 
dedo as sílabas separadas, e assim a brincadeira foi sendo desenvolvida, depois 
quando todos os alunos participaram da brincadeira, modificamos as imagens em cima 
da mesa para escritas trissílabas e polissílabase assim os alunos um a um foram 
participando da brincadeira e nesta parte alguns alunos sentiram mais dificuldade para 
montar as palavras, porém com a ajuda das integrantes do grupo falando e repetindo 
 
23 
 
a palavra várias vezes eles conseguiram pela parte fônica montar a patê escrita de 
acordo com a imagem. A aluna que sentiu mais dificuldade em todas as brincadeiras, 
sentiu um pouco menos de dificuldade nesta brincadeira, mas ela necessitou ainda 
escrever a palavra primeiro na lousa com a ajuda de uma integrante do projeto e depois 
ela montou a palavra de acordo com a figura escolhida. 
 
 
 
Figura 13 aluna escolhendo as letras 
 
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Figura 14 alunos escolhendo as imagens 
 
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Figura 15 encerramento do projeto 
 
4.1. Proposta inicial de intervenção 
 
 
Este projeto norteara as ações desenvolvidas no espaço educativo através das 
brincadeiras e o brincar. 
Proporcionar ao aluno conhecer e desenvolver as habilidades de formar 
palavras simples e complexas, pautadas nas ações que fazem uso da leitura e da 
escrita, como agentes facilitadores de práticas sociais dentro e fora do ambiente 
escolar, com tudo isso o grupo mostrará durante as brincadeiras a importância da 
socialização. 
 
 
 
 
 
26 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
Diante de tudo que foi pesquisado, pretendemos que os alunos criem a 
consciência da importância da alfabetização e uso das palavras falada e escrita não só 
na sala de aula mas para a vida toda, e entendam que para a formação das palavras 
necessita de letras coerentes e que não é só escrever qualquer letra que formará uma 
palavra. Na interação com as brincadeiras pretendemos que eles entendam que a 
socialização é importante para no desenvolvimento cognitivo, social, cultural, 
intelectual, etc. 
Jogos voltados para o desenvolvimento da consciência fonológica uma vez 
realizados sistematicamente, criam condições propiciais e inclusive necessárias para a 
apropriação do sistema alfabético de forma lúdica e prazerosa para a criança. 
A capacidade de expressão oral ajuda os indivíduos a se tornarem parte de uma 
comunidade e de uma cultura, enquanto as palavras e estruturas da linguagem falada 
são blocos básicos de construção da capacidade de ler e escrever. 
Sabe-se que a alfabetização não é um processo baseado em perceber e 
memorizar e, para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento 
de natureza conceitual: ele precisa compreender não só o que a escrita representa, 
mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem. 
Se considerarmos a criança como um futuro cidadão, capaz de pensar por si só, 
teremos de lhe dar considerações de ser autônoma, levando-a resolver seus problemas 
e evitando dar-lhe as respostas. Assim, a criança deve ter liberdade para interagir com 
seus colegas e com seu professor, trocando pontos de vistas, confrontando opiniões, 
tomando decisões próprias e deve ter autonomia para interagir como o objeto de seu 
conhecimento. 
Concluindo, os benefícios didáticos dos jogos são procedimentos altamente 
importantes, mais que um passatempo, é o meio indispensável para promover a 
aprendizagem. É por meio deles que se consegue desenvolver e estimular as crianças, 
em diversas situações educacionais, sendo um meio para, analisar e avaliar as 
aprendizagens específicas, competências e potencialidades das crianças envolvidas, 
construindo seu processo de ensino-aprendizagem em diferentes meios e estratégias, 
fazendo assim um trabalho onde a criança tenha mais estímulos e motivação para seu 
desenvolvimento acadêmico e social. 
 
27 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Disponível em > https://www.webartigos.com/artigos/o-processo-de-alfabetizacao-e-
leitura-nas-1-series-do-ensino-fundamental-nas-escolas-publicas/44300/ acessado dia 
12/09/2019 
 
Disponível em > http://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20190312104305.pdf 
acessado dia 12/09/2019 
 
Disponível em >https://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/5217_2780.pdf acessado dia 
12/09/2019 
 
Disponível em >https://www.efdeportes.com/efd155/o-jogo-e-o-brinquedo-um-
instrumento-de-aprendizagem.htm acessado dia 12/09/2019 
 
Disponível em >http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/55997.pdf 
acessado dia 12/09/2019

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