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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ana Laura Scarpim RA: 1801706 Cibele Augusta dos Santos Gregolin RA: 1809976 Edicléia Milene Mendes RA:1801439 Erika Pauro RA: 1802407 Lilian Fernanda Soares RA: 1817247 Jessica Silva dos Santos RA: 1816360 Sabrina Maria Longato RA: 1806237 Jogos na alfabetização Apresentação do Projeto Integrador - vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0ZYJ0GkJMyA Dois Córregos - SP 2019 https://www.youtube.com/watch?v=0ZYJ0GkJMyA 2 UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Jogos na alfabetização Relatório Técnico - Cientifico apresentado no 2º semestre de 2019, na disciplina de Projeto Integrador III para o curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). Tutor: Nilton Moreira Dois Córregos – SP 2019 3 SCARPIM, Ana Laura; GREGOLIN, Cibele Augusta dos Santos; MENDES, Edicléia Milene; PAURO, Erika; SOARES, Lilian Fernanda; DOS SANTOS, Jéssica Silva; LONGATO, Sabrina Maria. Jogos na alfabetização. 14f. Relatório Técnico-Científico (Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor: Nilton Moreira. Polo de Dois Córregos, 2019. RESUMO O presente trabalho foi definido com observação em sala de aula, e também após entrevista com a professora Célia que relatou o comportamento e as dificuldades de alguns de seus alunos sobre a alfabetização e letramento, mencionou também o modo e o que estava trabalhando com eles no dia a dia. Os alunos apresentam-se em vários níveis de dificuldade na aprendizagem, tanto na parte escrita quanto na parte fônica, alguns estão no nível pré silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético, e também existem alunos com laudos de déficits de aprendizagem. A professora sugeriu que o projeto envolvesse a sala toda, porém que dedicássemos mais atenção aos alunos com maior dificuldade, pois ali tem crianças que estão mais adiantadas na parte escrita, porém na parte fônica estão mais atrasadas ou vice e versa As atividades propostas pretendem ajudar na alfabetização dos alunos através de jogos e de músicas, foram feitos cinco encontros, de aproximadamente 50 minutos cada, sendo o primeiro para observação, os três seguintes para aplicação das metodologias e o último para avaliação dos alunos sobre o tema proposto. PALAVRAS-CHAVE: Jogos; Alfabetização; Dificuldade; Aprendizagem. 4 ABSTRACT The present work was defined with observation in the classroom, and also after an interview with teacher Célia who reported the behavior and difficulties of some of her students about literacy and literacy, also mentioned the way and what was working with them in the classroom. day by day. Students have various levels of learning disabilities, both written and phonic, some are pre-syllabic, syllabic, alphabetic, and alphabetic, and there are also students with learning disabilities reports. The teacher suggested that the project would involve the whole room, but we should pay more attention to students with greater difficulty, because there are children who are more advanced in the written part, but in the phonic part are later or vice versa. The proposed activities are intended to help. In the literacy of students through games and music, five meetings were held, approximately 50 minutes each, the first for observation, the next three for application of methodologies and the last for students' evaluation on the proposed theme. KEYWORDS: Games; Literacy; Difficulty; Learning. 5 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1– ALUNOS EM RODA...................................................................................15 FIGURA 2 – ALUNA RETIRANDO BOLINHA DA CAIXA......................................................16 FIGURA 3 – ALUNO ESCOLHENDO AS SÍLABAS.............................................................16 FIGURA 4 – ALUNA MONANDO A PALVRA.....................................................................17 FIGURA 5 – ALUNA ESCREVENDO A PALAVRA NA LOUSA..............................................17 FIGURA 6 – ALUNA SENDO AUXILIADA NA FORMAÇÃO DA PALVRA..................................18 FIGURA 7 – ALUNO MONTANDO A PALAVRA.................................................................19 FIGURA 8 – ALUNO ESCOLHENDO AS SÍLABAS.............................................................19 FIGURA 9 – ALUNOS SEPARADOS EM DOIS GRUPOS....................................................20 FIGURA 10 - ALUNA SENDO AUXILIADA.......................................................................21 FIGURA 11 - ALUNOS EM DUPLA................................................................................21 FIGURA 12 – PALAVRAS FORMADAS PELOS ALUNOS....................................................22 FIGURA 13– ALUNA ESCOLHENDO AS LETRAS............................................................23 FIGURA 14 – ALUNOS ESCOLHENDO AS IMAGENS.......................................................23 FIGURA 15 – ENCERRAMENTO DO PROJETO...............................................................24 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4d34og8 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4d34og8 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2s8eyo1 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2s8eyo1 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.26in1rg https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.26in1rg https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1ksv4uv https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1ksv4uv https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.44sinio https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.44sinio https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2jxsxqh https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2jxsxqh https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.z337ya https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.z337ya https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.3j2qqm3 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.3j2qqm3 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1y810tw https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1y810tw https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4i7ojhp https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4i7ojhp https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4d34og8 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.4d34og8 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2s8eyo1 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2s8eyo1 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.26in1rghttps://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.26in1rg 6 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................7 1.1 Problema e objetivos.............................................................................................. 8 1.2 Justificativa............................................................................................................. 9 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................................. 10 3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS............................................................12 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...................................................... 14 4.1 Proposta incial de intervenção...............................................................................25 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 26 REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 27 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.gjdgxs https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.30j0zll https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1fob9te https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.3znysh7 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.3znysh7 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.2et92p0 https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.tyjcwt https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1fob9te https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.3as4poj https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1pxezwc https://docs.google.com/document/d/10z91aYqD1Gp28jsF1_D_xnaeewg-L_Zk2qZ-PpNxWfU/edit#heading=h.1pxezwc 7 1. INTRODUÇÃO No segundo semestre de 2019, o curso de Pedagogia da Univesp, polo de Dois Córregos desenvolverá como tema proposto “Jogos na Alfabetização”. Para o desenvolvimento do presente tema foi escolhida uma sala de aula na escola EMEF “Benedito dos Santos Guerreiro” de Dois Córregos Esta escola de Educação Fundamental I aborda crianças de 7 a 10 anos de idade. Nesta escola a sala 3º ano C que tem como professora Célia e possui 24 alunos, sendo sua maioria meninos. Esta sala foi escolhida para desenvolver o tema abordado mais especificamente jogos na alfabetização. A EMEF “Benedito dos Santos Guerreiro” fica localizada no bairro Jardim Paulista. Possui Educação Básica I, do 2º ao 5º ano, e divide suas instalações com a E.E. “Benedito dos Santos Guerreiro” que atende alunos a partir do 6º ano até o ensino médio e também com salas de EJA. O histórico que esta escola nos fornece sobre os alunos indica que eles advêm de bairros carentes próximos desta escola. Conforme entrevista com a professora e a observação feita pelo grupo de PI em sala de aula, foi constatado que o modo de trabalho da professora estava suprindo algumas das necessidades desses alunos, ela procura ajudar os alunos com suas dificuldades, encaminhando-os para aulas de reforço, que é desenvolvido uma vez por semana com esses alunos, e também encaminha alguns para avaliação da Psicopedagoga, porém foi relatado que poucos pais se interessam em levar essas crianças para essas avaliações. Tendo em vista essas dificuldades o presente grupo de PI resolveu trabalhar com esses alunos através de um jogo que envolva e desperte o interesse através de arte, música e alfabetização. Pois o lúdico não deve ser visto apenas como diversão, mas sim, de grande importância no processo de ensino aprendizagem na infância. A Educação Básica I é de extrema importância para o desenvolvimento das habilidades que possibilitarão a compreensão e aprendizado da criança. Jogar ajuda a criança no seu desenvolvimento como um todo, reduz sua agressividade e auxilia na sua inserção à sociedade, bem como na construção de seu conhecimento. Jogando, a criança consegue comparar, analisar, nomear, associar, calcular, classificar, compor, conceituar e criar. Assim, os jogos trazem o mundo para a realidade da criança, possibilitando o desenvolvimento de sua inteligência, sua sensibilidade, habilidades e criatividade. 8 As crianças, devem ser estimuladas desde pequenas no desenvolvimento da autoestima, autonomia e cidadania, pois como seres sociais, tornam-se pertencentes a uma classe social que apresenta uma linguagem decorrente das relações ali estabelecidas. Com o decorrer do tempo e a contribuição de estudos sobre o desenvolvimento humano, muitas coisas se modificaram, as dificuldades que se enfrenta hoje na alfabetização são agravadas tanto pelo passado que traz a herança do analfabetismo e das desigualdades, quanto pelo presente com a ampliação do conceito de alfabetização e das expectativas da sociedade em relação a seus resultados. Com tudo isso no presente projeto integrador serão desenvolvidas maneiras de como ajudar através dos encontros a ensinar os alunos a terem percepção sobre as letras do alfabeto, sobre as sílabas, formação de palavras, leitura, música e arte, afim de que estimule a percepção da alfabetização e da leitura pelos alunos. 1.1 Problema e objetivos A presente sala de aula 3º ano C trabalha com crianças de oito anos de idade que vem sendo alfabetizadas, temos crianças com vários níveis de aprendizado, alguns já estão alfabetizados, e outros ainda não conseguem ler ou escrever sozinhos, o que gera certa dificuldade ao trabalhar com a sala. Para sanar este problema, utilizamos das brincadeiras envolvendo a alfabetização nos encontros, buscando: Estimular e desenvolver o interesse das crianças; Estimular a percepção sobre letras do alfabeto; Estimular e desenvolver a alfabetização; Trabalhar a musicalidade das crianças; Compreender as sensações que serão despertadas; Compreender que quando juntamos as letras formamos silabas e palavras; Propiciar aos alunos um trabalho rico e prazeroso na aquisição da escrita e da leitura; Possibilitar que os alunos realizem um trabalho coletivo onde todos estejam envolvidos, provocando situações em que os alunos se ajudem 9 mutuamente no processo de aprendizagem e incentivo a participação durante as atividades realizadas. 1.2. Justificativa A criança ao adentrar ao espaço escolar já é um falante nativo de sua língua e, portanto, já domina certas artimanhas dela na modalidade oral. Consegue compreender o funcionamento da dinâmica linguística sem situações de uso e interação. A modalidade escrita da língua nem sempre corresponde diretamente ao conhecimento trazido pelo aluno que, em seu cotidiano, não faz uso da norma padrão em situações interacionais, o que gera um descompasso e o surgimento das dificuldades nessa modalidade. As crianças chegam à escola com muitos conhecimentos sobre a língua escrita e não vazia como supunha a tradição escolar. Na verdade, o aluno traz consigo uma série de conhecimentos prévios sobre a linguagem escrita, oriundos das experiências sociais a que teve acesso até então. Porém o aluno é a na maioria das vezes visto como único responsável pelo seu insucesso, pois se o mesmo não consegue assimilar o que está sendo ensinado e apresenta dificuldades de aprendizagem, logo é apontado como incapaz. Ao longo da história vários estudos se mostraram eficientesno âmbito da coesão entre o lúdico e o letramento. Vários teóricos também afirmaram e comprovaram a importância dos jogos e brincadeiras, na educação escolar. O jogo faz parte do ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem aos seus interesses. O pensador norte americano Dewey (1952) afirma que somente no ambiente natural da criança é que ela poderá ter um desenvolvimento seguro. O jogo como promotor de aprendizagem e do desenvolvimento passa a ser considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já que colocar o aluno diante de situações lúdicas como o jogo pode ser uma boa 10 estratégia para aproximá-los dos conteúdos culturais a serem vinculados na escola. (KISHIMOTO, 1994, p13) 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Vários são os teóricos que afirmam que os jogos contribuem de maneira significativa para o desenvolvimento das crianças, não só no que diz respeito à construção do conhecimento e, consequentemente, na aprendizagem, mas também no desenvolvimento das capacidades sociais, pessoais e culturais que acabam por contribuir para a construção do pensamento e conhecimento. Dentre eles, pode se destacar: Paulo Freire, Emilia Ferrero, Montessori, Dewey, Frobel, Pestalozzi, Comenius, Decroly, Piaget e Vygotski. A base de defesa desses teóricos é que os jogos são primordiais no processo de aprendizagem de crianças. Vygotsky enfatiza o papel da linguagem e do processo histórico social no desenvolvimento do indivíduo, sua questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio. Para Vigostky, o professor é a figura essencial do saber por representar um elo intermediário entre o aluno e o conhecimento disponível no ambiente tanto escolar, como em casa, com a família. Vygotsky (2007) cita que é importante mencionar a língua escrita, como a aquisição e um sistema simbólico de representação da realidade. Também contribui para esse processo o desenvolvimento dos gestos, dos desenhos e do brinquedo simbólico, pois essas são também atividades do caráter representativo, isto é, utiliza- se de signos para representar significados. “O desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento da linguagem escrita das crianças. Os educadores devem organizar todas essas ações e todo complexo processo de transição de um tipo de linguagem escrita para outro. Devem acompanhar esse processo através de seus momentos críticos até o ponto da descoberta de que se pode desenhar não somente objetos, mas também a fala. Se quiséssemos resumir todas essas demandas práticas e expressá-las de uma forma unificada, poderíamos dizer o que se deve fazer é, ensinar às crianças a linguagem escrita e não apenas a escrita de letras. ”(VYGOTSKY,1987, p. 134) 11 Emília Ferrero promoveu distintas discussões relacionadas à ideia de “que não são os métodos que alfabetizam, nem os testes que auxiliam no processo de alfabetização, mas são as crianças que (re) constroem o conhecimento sobre a língua escrita, por meio de hipóteses que formulam”. Leva a conclusão de que as crianças têm um papel ativo no aprendizado, elas constroem o próprio conhecimento, daí a palavra construtivismo. “Nenhuma criança chega à escola ignorando totalmente a língua escrita. Elas não aprendem porque vêem e escutam ou por ter lápis e papel à disposição, e sim porque trabalham cognitivamente com o que o meio lhes oferece. Para aprender a ler e a escrever é preciso apropriar-se desse conhecimento, através da reconstrução do modo como ele é produzido. Isto é, é preciso reinventar a escrita. Os caminhos dessa reconstrução são os mesmos para todas as crianças, de qualquer classe social. Um dos maiores danos que se pode fazer a uma criança é levá-la a perder a confiança em sua própria capacidade de pensar.” (Nova Escola n.º 143, jun./jul. 2001) Os métodos de Paulo Freire não ensinam a repetição de palavras, mas o desenvolver a capacidade de pensa-los com base nas palavras retiradas do cotidiano dos alunos formando assim as palavras geradoras que através de uma palavra conseguimos formar muitas outras diferentes e que se torna muito mais fácil para o entendimento dos alunos. Com as palavras o homem se faz homem, ao dizer sua palavra estará assumindo a condição humana. Há décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de jovens e adultos, Freire, (1979, p. 72) comenta que: “A alfabetização não pode se fazer de cima para baixo, nem de fora para dentro, como uma doação ou uma exposição, mas de dentro para fora pelo próprio analfabeto, somente ajustado pelo educador. Esta é a razão pela qual procuramos o método que fosse capaz de fazer instrumento também do educando e não só do educador.” (FREIRE, 1979, p.72) 12 3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS Após a visita de observação e definição do tema proposto foram pesquisados vídeos, métodos, brincadeiras e dinâmicas a serem aplicadas com o objetivo de facilitar a aprendizagem e o entendimento das crianças com a alfabetização, mostrando também a importância da linguagem para a socialização. No primeiro encontro com as crianças proposto pelo grupo, utilizamos, sílabas e letras impressas e cortadas para serem dispostas para os alunos montarem as palavras, uma bola de plástico, duas caixas de EVA, em uma delas foram colocadas bolinhas com consoantes e a outra com vogais, as bolinhas eram de isopor com letras escritas com caneta permanente, as crianças foram dispostas sentadas em roda e foi ensinado a música que guiou a brincadeira, quando a música terminava a criança que estava com a bola levantava e pegava uma bolinha na caixa de consoantes e uma bolinha na caixa de vogais, seguindo a sílaba sorteada pela criança, ela levantava e seguia até a mesa principal e era instigada a pensar em alguma palavra com aquela sílaba, assim que decidia a criança montava sua palavra com as sílabas ou com as letras separadas, assim foi a brincadeira até que todos os alunos fossem até a mesa montar sua palavra, nesta brincadeira não houve palavras repetidas. Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala de aula e os alunos em roda, utilizamos caixa de papelão grande e pequena revestidas de EVA, na parte de superior foi deixada uma abertura para as crianças retirarem as bolinhas de isopor com as letras que ficaram dentro, as bolinhas eram de isopor, as letras foram escritas com caneta permanente preta, as sílabas e as letras que foram dispostas para eles formarem as palavras foram impressas em papel cartão colorido, esta brincadeira durou aproximadamente 30 minutos. Os últimos 15 minutos foram utilizados para organizar a sala como estava e conversar com as crianças sobre a brincadeira. No segundo encontro foi feito novamente a brincadeira do primeiro encontro, porém com algumas modificações, as crianças formaram uma roda, passaram a bola um para o outro cantando a música proposta pelo grupo e quando a música parava quem tivesse ficado com a bola levantava e retirava uma bolinha da caixa de consoantes e uma na caixa de vogais, com a sílaba formada não era mais a criança que escolhia a palavra para ser montada, mas sim alguma das integrantes do projeto 13 integrador, o aluno ia até a mesa principal onde estavam dispostas as sílabas e letras diversas e montava a palavra dita anteriormente. Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala de aula e os alunos em roda, as caixas eram de papelão revestida por EVA, em sua parte superior terá um buraco para as crianças retirem as bolinhas com as devidas letras escritas, as bolinhas eram de isopor, as letras foram escritas com caneta permanente preta, as sílabas que foram dispostas para eles formarem as palavras foram impressasem papel cartão colorido e está brincadeira durou aproximadamente 35 minutos. Nos últimos 10 minutos foram utilizados para organizar novamente a sala como estava e para conversar com as crianças. No terceiro encontro a brincadeira foi repensada, utilizamos somente letras para que as crianças formassem por si só as sílabas e as palavras, levamos também imagens aleatórias. Os alunos foram divididos em dois grupos pela professora da sala e seguindo seu critério ela foi escolhendo duplas entre os alunos com mais ou menos a mesma dificuldade para que fossem até a mesa principal onde estavam dispostas as letras e as figuras, as crianças tiravam uma imagem que estava virada de cabeça para baixo em cima da mesa e de acordo do que era a sua figura ela escolhia as letras necessárias e montava sua palavra em uma mesa separada, depois que todos os alunos participaram a professora repensou as duplas e refizemos a brincadeira. Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala para a brincadeira, as letras utilizadas foram as mesmas da outra brincadeira, somente foram cortadas e separadas as sílabas, as levadas foram impressas em papel cartão branco e foram recortadas de acordo com seu tamanho, nesta brincadeira utilizamos aproximadamente 35 minutos. Nos últimos 10 minutos foram utilizados para organizar a sala como estava e conversar com as crianças. No encontro final de avaliação foram utilizadas as letras para que os alunos montassem as palavras, foram levadas imagens dissílabas, trissílabas e polissílabas, os alunos foram divididos novamente em dois grupos escolhidos novamente pela professora da sala e de acordo com seu critério e ela foi escolhendo as duplas de crianças para participar, as imagens foram dispostas de cabeça para baixo, de acordo com a imagem retirada pela criança ela escolhia as letras necessárias e montava a palavra, formada a palavra uma integrante do grupo questionava a criança para que ela separasse e falasse a palavra de acordo com as suas sílabas separadas, um a um 14 os alunos foram participando e no final os alunos que estavam com maior dificuldade voltaram para escolher mais uma imagem e montar a palavra. Para este encontro utilizamos 5 minutos para organizar a sala para a brincadeira, as letras utilizadas foram as mesmas da outra brincadeira, somente foram cortadas e separadas as sílabas, as imagens levadas foram impressas em papel cartão branco e foram recortadas de acordo com seu tamanho, nesta brincadeira utilizamos aproximadamente 35 minutos. Nos últimos 10 minutos foram utilizados para organizar a sala como estava e conversar com as crianças. 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após a aplicação das dinâmicas com os alunos do 3° ano C da professora Célia obtivemos os seguintes resultados: No primeiro encontro foi desenvolvida a brincadeira, onde as crianças cantaram a música proposta pelo grupo “”PASSA A BOLA PELA RODA SEM A RODA DESMANCHAR, QUEM FICAR COM A BOLA UMA LETRA VAI TIRAR””, ensinamos a cantiga para as crianças e todas participaram cantando a música conforme a brincadeira corria, assim que o aluno retirava as bolinhas e formava a silaba, ele ia até a mesa para encontrar as sílabas e montar a palavra, nesse primeiro encontro ficou um pouco confuso para as crianças encontrarem as sílabas, pois foram dispostas na mesa de forma aleatória e tinha muitos tipos de combinação, para tentar ajudar as crianças uma integrantes foi auxiliando a criança a encontrar a sílaba desejada desde que a criança dissesse a sílaba, duas integrantes foram tocando a brincadeira, enquanto as demais tentaram arrumar as sílabas da melhor maneira possível para serem encontradas com facilidade. Alguns alunos tiveram facilidade para montar as palavras, outros tiveram mais dificuldade, apenas uma aluna em especial que tem o déficit constatado teve bastante dificuldade nesta brincadeira, só pelo fonema ela não conseguia formar a palavra, com a ajuda de integrantes do grupo a aluna escreveu 15 primeiro a palavra na lousa e depois montou com as sílabas na mesa, os alunos com mais dificuldade apontado pela professora foram mais de uma vez até a mesa montar palavras, os alunos montaram palavras diferentes das citadas na brincadeira. Figura 1 alunos em roda 16 Figura 2 aluna retirando bolinha da caixa Figura 3 aluno escolhendo as sílabas 17 Figura 4 aluna montando a palavra Figura 5 aluna escrevendo a palavra na lousa 18 Figura 6 aluna sendo auxiliada na formação da palavra No segundo encontro foi desenvolvida a brincadeira embasada no primeiro encontro, porém com modificações, as crianças se sentaram em roda cantando a música proposta pelo grupo, conforme a música parava a criança tirava a bolinha com a letra da caixa de consoantes e de vogais e de acordo com o que saia uma integrante do grupo falava uma palavra para que a criança fosse até a mesa e montasse de acordo com o que foi dito, neste dia as sílabas foram dispostas corretamente de acordo com a ordem alfabética para que as crianças encontrassem sozinhas as sílabas que precisassem pra formar as palavras. Neste encontro as crianças sentiram um pouco mais de facilidade por conta de eles não precisarem pensar em uma palavra para montar. A mesma aluna que sentiu bastante dificuldade no primeiro encontro ainda sentiu dificuldade, porém com a ajuda de uma das integrantes do grupo de PI ela foi conseguindo escrever a palavra na lousa e depois montou sobre a mesa com as sílabas. 19 Figura 7 aluno montando a palavra Figura 8 aluno escolhendo as sílabas 20 No terceiro encontro sentimos que as crianças necessitavam de uma brincadeira diferente, porque com as sílabas algumas crianças sentiram um pouco de dificuldade, para este encontro separamos as sílabas em letras, imprimimos imagens diversas de objetos, animais, etc em que as crianças tinham conhecimento, estas imagens foram colocadas de cabeça para baixo para que as crianças não conseguissem ver o que seria tirado. A professora nos auxiliou nesta brincadeira separando as crianças em dois grupos com níveis de dificuldades diferentes e escolhendo as duplas que iriam até a frente para formar as palavras, nesta brincadeira as crianças tiveram um desenvolvimento melhor, cada aluno pegava uma imagem na mesa principal levava para uma segunda mesa e pegava letra por letra para montar a palavra de acordo com a imagem, novamente a criança com mais dificuldade nos outros encontros sentiu dificuldade neste dia, uma integrante do grupo a ajudou a escrever a palavra na lousa e depois letra a letra ela foi montando a palavra na mesa secundaria. Nesta brincadeira as crianças com mais dificuldade foram chamadas mais de uma vez para participar. Figura 9 alunos separados em dois grupos 21 Figura 10 aluna sendo auxiliada Figura 11 alunos em dupla 22 Figura 12 palavras formadas pelos alunos No último encontro da avaliação as crianças foram dispostas em dois grupos de acordo com o que a professora achou necessário, em dupla os alunos vieram até a mesa principal onde estavam dispostas as letras em ordem alfabética e as imagens viradas de cabeça para baixo, porém neste encontro foram utilizadas imagens com escritas dissílabas, trissílabas e polissílabas, no começo da brincadeira foram utilizadas as palavras dissílabas e trissílabas, os alunos um a um pegavam uma imagem e montava a palavra na mesa principal ao lado das letras, depois da palavra montada uma integrante do grupo questionava o aluno para que ele falasse e mostrasse com o dedo as sílabas separadas, e assim a brincadeira foi sendo desenvolvida, depois quando todos os alunos participaram da brincadeira, modificamos as imagens em cima da mesa para escritas trissílabas e polissílabase assim os alunos um a um foram participando da brincadeira e nesta parte alguns alunos sentiram mais dificuldade para montar as palavras, porém com a ajuda das integrantes do grupo falando e repetindo 23 a palavra várias vezes eles conseguiram pela parte fônica montar a patê escrita de acordo com a imagem. A aluna que sentiu mais dificuldade em todas as brincadeiras, sentiu um pouco menos de dificuldade nesta brincadeira, mas ela necessitou ainda escrever a palavra primeiro na lousa com a ajuda de uma integrante do projeto e depois ela montou a palavra de acordo com a figura escolhida. Figura 13 aluna escolhendo as letras 24 Figura 14 alunos escolhendo as imagens 25 Figura 15 encerramento do projeto 4.1. Proposta inicial de intervenção Este projeto norteara as ações desenvolvidas no espaço educativo através das brincadeiras e o brincar. Proporcionar ao aluno conhecer e desenvolver as habilidades de formar palavras simples e complexas, pautadas nas ações que fazem uso da leitura e da escrita, como agentes facilitadores de práticas sociais dentro e fora do ambiente escolar, com tudo isso o grupo mostrará durante as brincadeiras a importância da socialização. 26 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tudo que foi pesquisado, pretendemos que os alunos criem a consciência da importância da alfabetização e uso das palavras falada e escrita não só na sala de aula mas para a vida toda, e entendam que para a formação das palavras necessita de letras coerentes e que não é só escrever qualquer letra que formará uma palavra. Na interação com as brincadeiras pretendemos que eles entendam que a socialização é importante para no desenvolvimento cognitivo, social, cultural, intelectual, etc. Jogos voltados para o desenvolvimento da consciência fonológica uma vez realizados sistematicamente, criam condições propiciais e inclusive necessárias para a apropriação do sistema alfabético de forma lúdica e prazerosa para a criança. A capacidade de expressão oral ajuda os indivíduos a se tornarem parte de uma comunidade e de uma cultura, enquanto as palavras e estruturas da linguagem falada são blocos básicos de construção da capacidade de ler e escrever. Sabe-se que a alfabetização não é um processo baseado em perceber e memorizar e, para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: ele precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem. Se considerarmos a criança como um futuro cidadão, capaz de pensar por si só, teremos de lhe dar considerações de ser autônoma, levando-a resolver seus problemas e evitando dar-lhe as respostas. Assim, a criança deve ter liberdade para interagir com seus colegas e com seu professor, trocando pontos de vistas, confrontando opiniões, tomando decisões próprias e deve ter autonomia para interagir como o objeto de seu conhecimento. Concluindo, os benefícios didáticos dos jogos são procedimentos altamente importantes, mais que um passatempo, é o meio indispensável para promover a aprendizagem. É por meio deles que se consegue desenvolver e estimular as crianças, em diversas situações educacionais, sendo um meio para, analisar e avaliar as aprendizagens específicas, competências e potencialidades das crianças envolvidas, construindo seu processo de ensino-aprendizagem em diferentes meios e estratégias, fazendo assim um trabalho onde a criança tenha mais estímulos e motivação para seu desenvolvimento acadêmico e social. 27 REFERÊNCIAS Disponível em > https://www.webartigos.com/artigos/o-processo-de-alfabetizacao-e- leitura-nas-1-series-do-ensino-fundamental-nas-escolas-publicas/44300/ acessado dia 12/09/2019 Disponível em > http://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20190312104305.pdf acessado dia 12/09/2019 Disponível em >https://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/5217_2780.pdf acessado dia 12/09/2019 Disponível em >https://www.efdeportes.com/efd155/o-jogo-e-o-brinquedo-um- instrumento-de-aprendizagem.htm acessado dia 12/09/2019 Disponível em >http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/55997.pdf acessado dia 12/09/2019