Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão. Encerrada a instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o aditamento à denúncia para modificar os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi recebido e novas provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a condenação de acordo com o aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela prática do crime de extorsão, de acordo com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto afirmar, segundo o Código de Processo Penal, que trata-se do instituto da:
emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão qualificada.
mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que são garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de defender-se da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais grave.

Em processo da competência do tribunal do júri, ao final da primeira fase do procedimento, o juiz entendeu que foi comprovada a materialidade do crime, porém não havia indícios suficientes de autoria por parte do acusado.
A situação apresentada configura caso de
rejeição da denúncia
absolvição sumária
pronúncia
desclassificação
impronúncia

Miguel foi denunciado pela prática de um crime de extorsão majorada pelo emprego de arma e concurso de agentes, sendo a pretensão punitiva do Estado julgada inteiramente procedente e aplicada sanção penal, em primeira instância, de 05 anos e 06 meses de reclusão e 14 dias multa. A defesa técnica de Miguel apresentou recurso alegando: (i) preliminar de nulidade em razão de violação ao princípio da correlação entre acusação e sentença; (ii) insuficiência probatória, já que as declarações da vítima, que não presta compromisso legal de dizer a verdade, não poderiam ser consideradas; (iii) que deveria ser afastada a causa de aumento do emprego de arma, uma vez que o instrumento utilizado era um simulacro de arma de fogo, conforme laudo acostado aos autos. A sentença foi integralmente mantida. Todos os desembargadores que participaram do julgamento votaram pelo não acolhimento da preliminar e pela manutenção da condenação. Houve voto vencido de um desembargador, que afastava apenas a causa de aumento do emprego de arma. Intimado do teor do acórdão, o(a) advogado(a) de Miguel deverá interpor:
embargos de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar e o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, sua absolvição e o afastamento da causa de aumento de pena reconhecida.
embargos declaratórios.
embargos infringentes, buscando o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.

Ex vi da interpretação evolutiva e ontológica do art. 623 do CPP à luz do art. 226, §3º da CRFB/88, lembrando que, segundo o Pleno do STF, casamento e união estável são, ambas, entidades familiares, pouco importando a orientação sexual. A legitimidade do cônjuge, ascendente, descendente e irmão é concorrente, observada a referida ordem apenas se mais de um, simultaneamente, formalizar a revisão criminal (art. 31 c/c art. 36 do CPP). Pressupõe, todavia, a morte ou declaração judicial de ausência do apenado. O legitimado reúne capacidade postulatória.
Assinale a alternativa correta sobre a legitimidade para formalizar a revisão criminal.
I. O cônjuge possui legitimidade concorrente com o apenado.
II. A propositura da revisão criminal depende da intervenção do advogado ou defensor público.
III. O apenado somente possui legitimidade para ajuizar a revisão criminal enquanto não extinta a pena.
IV. O irmão do apenado só possui legitimidade para a revisão criminal caso o cônjuge, ascendentes ou descendentes do condenado autorizem.

Qual a ação que o advogado deve ingressar, considerando que Eduardo descobriu uma prova que atesta a sua inocência de forma inconteste?
O advogado deve ingressar com ação de habeas corpus.
O advogado deve ingressar com agravo em execução.
O advogado deve ingressar com reclamação constitucional.
O advogado deve ingressar com mandado de segurança.
O advogado deve ingressar com revisão criminal.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão. Encerrada a instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o aditamento à denúncia para modificar os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi recebido e novas provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a condenação de acordo com o aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela prática do crime de extorsão, de acordo com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto afirmar, segundo o Código de Processo Penal, que trata-se do instituto da:
emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão qualificada.
mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que são garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de defender-se da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais grave.

Em processo da competência do tribunal do júri, ao final da primeira fase do procedimento, o juiz entendeu que foi comprovada a materialidade do crime, porém não havia indícios suficientes de autoria por parte do acusado.
A situação apresentada configura caso de
rejeição da denúncia
absolvição sumária
pronúncia
desclassificação
impronúncia

Miguel foi denunciado pela prática de um crime de extorsão majorada pelo emprego de arma e concurso de agentes, sendo a pretensão punitiva do Estado julgada inteiramente procedente e aplicada sanção penal, em primeira instância, de 05 anos e 06 meses de reclusão e 14 dias multa. A defesa técnica de Miguel apresentou recurso alegando: (i) preliminar de nulidade em razão de violação ao princípio da correlação entre acusação e sentença; (ii) insuficiência probatória, já que as declarações da vítima, que não presta compromisso legal de dizer a verdade, não poderiam ser consideradas; (iii) que deveria ser afastada a causa de aumento do emprego de arma, uma vez que o instrumento utilizado era um simulacro de arma de fogo, conforme laudo acostado aos autos. A sentença foi integralmente mantida. Todos os desembargadores que participaram do julgamento votaram pelo não acolhimento da preliminar e pela manutenção da condenação. Houve voto vencido de um desembargador, que afastava apenas a causa de aumento do emprego de arma. Intimado do teor do acórdão, o(a) advogado(a) de Miguel deverá interpor:
embargos de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar e o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, sua absolvição e o afastamento da causa de aumento de pena reconhecida.
embargos declaratórios.
embargos infringentes, buscando o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.

Ex vi da interpretação evolutiva e ontológica do art. 623 do CPP à luz do art. 226, §3º da CRFB/88, lembrando que, segundo o Pleno do STF, casamento e união estável são, ambas, entidades familiares, pouco importando a orientação sexual. A legitimidade do cônjuge, ascendente, descendente e irmão é concorrente, observada a referida ordem apenas se mais de um, simultaneamente, formalizar a revisão criminal (art. 31 c/c art. 36 do CPP). Pressupõe, todavia, a morte ou declaração judicial de ausência do apenado. O legitimado reúne capacidade postulatória.
Assinale a alternativa correta sobre a legitimidade para formalizar a revisão criminal.
I. O cônjuge possui legitimidade concorrente com o apenado.
II. A propositura da revisão criminal depende da intervenção do advogado ou defensor público.
III. O apenado somente possui legitimidade para ajuizar a revisão criminal enquanto não extinta a pena.
IV. O irmão do apenado só possui legitimidade para a revisão criminal caso o cônjuge, ascendentes ou descendentes do condenado autorizem.

Qual a ação que o advogado deve ingressar, considerando que Eduardo descobriu uma prova que atesta a sua inocência de forma inconteste?
O advogado deve ingressar com ação de habeas corpus.
O advogado deve ingressar com agravo em execução.
O advogado deve ingressar com reclamação constitucional.
O advogado deve ingressar com mandado de segurança.
O advogado deve ingressar com revisão criminal.

Prévia do material em texto

07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 1/6
Teste de
Conhecimento
 avalie sua aprendizagem
O membro do Ministério Público ofereceu denúncia contra Antônio Carlos, pela prática do crime de extorsão.
Encerrada a instrução, entendeu o promotor que não houve emprego de grave ameaça. Em razão disso, realizou o
aditamento à denúncia para modi�car os fatos narrados e imputar o crime de estelionato ao réu. O aditamento foi
recebido e novas provas foram produzidas, conforme a nova descrição dos fatos. Após, o promotor pedir a
condenação de acordo com o aditamento e a defesa a absolvição, o magistrado condenou Antônio Carlos pela
prática do crime de extorsão, de acordo com a denúncia originária/fatos originários. Diante do exposto, é correto
a�rmar, segundo o Código de Processo Penal, que trata-se do instituto da:
DIREITO PROCESSUAL PENAL E ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA E POLICIAL
Lupa  
 
DGT0541_202202609269_TEMAS
Aluno: FÁBIO GREGÓRIO LIMA Matr.: 202202609269
Disc.: DIREITO PROCESSUAL  2023.1 EAD (G) / EX
Prezado (a) Aluno(a),
Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para
sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha.
Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se
familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS.
03188ATOS PROCESSUAIS PENAIS
 
1.
mutatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, uma vez que que
são garantias do réu: ter a certeza de que não poderá ser condenado sem que tenha tido oportunidade de
defender-se da imputação e que será julgado apenas nos limites do pedido do autor da ação penal.
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo que quiser.
emendatio libelli, não podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão, por ser mais
grave.
emendatio libelli, podendo o magistrado, conforme o art. 383 do CPP, condenar Antônio Carlos pelo crime de
extorsão, em razão da máxima: "dá-me os fatos que te darei o direito".
mutatio libelli, podendo o magistrado condenar Antônio Carlos pelo crime de extorsão quali�cada.
Data Resp.: 07/06/2023 11:15:12
Explicação:
Havendo aditamento, o juiz �cará adstrito aos termos do aditamento, conforme o artigo 384 parágrafo 4º do
CPP. Mutatio Libelli é realizada pelo MP e está prevista no art. 384 do CPP. Vejamos. "Encerrada a instrução
probatória, se entender cabível nova de�nição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos
de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a
denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime
de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente".  A Emendatio, por sua vez, é
realizada pelo magistrado e sua previsão se encontra no art. 383 do CPP: "O juiz, sem modi�car a descrição do
javascript:voltar();
javascript:voltar();
javascript:diminui();
javascript:aumenta();
07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 2/6
O princípio da congruência, também conhecido por princípio da correlação ou adstrição possui relação direta com
o princípio do contraditório. Sobre o tema, marque a opção correta.
O importante tema das provas no processo penal é disciplinado no Título VII do Código de Processo Penal
brasileiro. A respeito das provas e sua previsão legal, aponte a proposição correta.
fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe de�nição jurídica diversa, ainda que, em consequência,
tenha de aplicar pena mais grave".  
 
2.
A emendatio libelli não se aplica em grau de recurso, conforme previsto na legislação processual penal.
É possível que o próprio juiz, de ofício, adite a denúncia caso o ministério público não faça o aditamento, em
razão de prova colhida durante a instrução que importe alteração do pedido.
A emendatio libelli não pode ser conhecida pelo juiz para adequar o pedido a classi�cação do delito.
O juiz do feito pode realizar, de ofício a mutatio libelli se for colhida prova sobre elementar não contida no
pedido.
A mutatio libelli deverá ser realizada através de aditamento da inicial de forma espontânea pelo acusador.
Data Resp.: 07/06/2023 11:17:56
Explicação:
O Ministério Público deverá realizar o aditamento de forma espontânea, conforme o previsto no artigo 384 do
CPP. Mutatio Libelli é realizada pelo MP e está prevista no art. 384 do CPP. Vejamos. "Encerrada a instrução
probatória, se entender cabível nova de�nição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos
de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a
denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime
de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente".  A Emendatio, por sua vez, é
realizada pelo magistrado e sua previsão se encontra no art. 383 do CPP: "O juiz, sem modi�car a descrição do
fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe de�nição jurídica diversa, ainda que, em consequência,
tenha de aplicar pena mais grave".  
03189PROVAS NO PROCESSO PENAL
 
3.
Finda a diligência de busca e apreensão, os executores lavrarão auto circunstanciado, assinando-o com cinco
testemunhas presenciais.
A busca em mulher será feita por outra mulher, ainda que importe em retardamento ou prejuízo da diligência.
Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por
indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.
As buscas domiciliares poderão ser executadas de dia ou de noite, independente de consentimento do
morador.
O mandado de busca e apreensão domiciliar não precisa mencionar o motivo e os �ns da diligência.
Data Resp.: 07/06/2023 11:21:45
Explicação:
Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução,
concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias, nos termos do art. 239 do CPP. A busca em mulher
será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência (art. 249). O mandado de
busca deverá: I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do
respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os
sinais que a identi�quem; II - mencionar o motivo e os �ns da diligência;
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o �zer expedir.
07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 3/6
(FCC - Juiz de Direito Substituto-G0/ 2012 - adaptada) Dentre as provas em espécie admitidas pelo ordenamento
jurídico brasileiro, está o depoimento de testemunhas. Em relação às testemunhas, é correto a�rmar que:
(PM-MT - 2021 - Banca Própria - adaptada) A Lei 9.099/95, que institui os Juizados Especiais Criminais, disciplina
o processamento e julgamento das infrações de menor potencial ofensivo. De acordo com as disposições gerais da
referida lei, assinale a assertiva correta.
 
4.
Será permitida à testemunha breve consulta a apontamentos.
As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, exceto se não tiverem relação com a
causa.
As pessoas impossibilitadas por enfermidade ou velhice serão dispensadas de depor.
Se o juiz reconhecer que alguma testemunha fez a�rmação falsa, remeterá cópia do depoimento para o
Ministério Público, para instauração de inquérito.
As pessoas com dever de sigilo são proibidas de depor mesmo se desobrigadas pela parte interessada.
Data Resp.: 07/06/2023 11:22:49
Explicação:
O at. 204 do CPP determina que o depoimento será prestado oralmente, não sendo permitido à testemunha
trazê-lo por escrito. Ademais, não será vedada à testemunha breve consulta a apontamentos.As pessoas
impossibilitadas, por enfermidade ou por velhice, de comparecer para depor, serão inquiridas onde estiverem.
São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou pro�ssão, devam guardar
segredo, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho. Se o juiz, ao pronunciar
sentença �nal, reconhecer que alguma testemunha fez a�rmação falsa, calou ou negou a verdade, remeterá
cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito. Tendo o depoimento sido prestado
em plenário de julgamento, o juiz, no caso de proferir decisão na audiência (art. 538, § 2o), o tribunal (art. 561),
ou o conselho de sentença, após a votação dos quesitos, poderão fazer apresentar imediatamente a testemunha
à autoridade policial. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o
juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de
outra já respondida.
03190PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS PENAIS
 
5.
O Juizado Especial Criminal tem competência para julgar infrações penais de menor potencial ofensivo,
excluídas as contravenções penais. 
Os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa, são
considerados de menor potencial ofensivo.
Os juízes leigos não atuarão nos Juizados Especiais Criminais, apenas nos Cíveis.
O processo perante o Juizado Especial objetiva, sempre que possível, a aplicação de pena privativa de
liberdade.
O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, complexidade, formalidade,
economia processual e celeridade.
Data Resp.: 07/06/2023 11:23:22
Explicação:
Segundo o art. 61 da Lei 9.099/95, consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos,
cumulada ou não com multa. Segundo o art. 60, o Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou
togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor
potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência. Já o art. 62 diz que o processo perante o
Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e
celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena
não privativa de liberdade.
07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 4/6
(TJRJ-Técnico Judiciário - 2021 - CESPE) Em processo da competência do tribunal do júri, ao �nal da primeira fase
do procedimento, o juiz entendeu que foi comprovada a materialidade do crime, porém não havia indícios
su�cientes de autoria por parte do acusado.
A situação apresentada con�gura caso de
(OAB/2019 - adaptada) Miguel foi denunciado pela prática de um crime de extorsão majorada pelo emprego de
arma e concurso de agentes, sendo a pretensão punitiva do Estado julgada inteiramente procedente e aplicada
sanção penal, em primeira instância, de 05 anos e 06 meses de reclusão e 14 dias multa. A defesa técnica de Miguel
apresentou recurso alegando: (i) preliminar de nulidade em razão de violação ao princípio da correlação entre
acusação e sentença; (ii) insu�ciência probatória, já que as declarações da vítima, que não presta compromisso
legal de dizer a verdade, não poderiam ser consideradas; (iii) que deveria ser afastada a causa de aumento do
emprego de arma, uma vez que o instrumento utilizado era um simulacro de arma de fogo, conforme laudo
acostado aos autos. A sentença foi integralmente mantida. Todos os desembargadores que participaram do
julgamento votaram pelo não acolhimento da preliminar e pela manutenção da condenação. Houve voto vencido
de um desembargador, que afastava apenas a causa de aumento do emprego de arma. Intimado do teor do
acórdão, o(a) advogado(a) de Miguel deverá interpor:
(OAB/2011 - adaptada) João, réu em processo que tramita no Tribunal do Júri na cidade de São Paulo, foi absolvido
sumariamente ao �nal da primeira fase do procedimento. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o
recurso cabível para a acusação.
 
6.
desclassi�cação
rejeição da denúncia
pronúncia
impronúncia
absolvição sumária
Data Resp.: 07/06/2023 11:24:40
Explicação:
Segundo o art. 414 do CPP, não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios su�cientes
de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado.
03191RECURSOS NO PROCESSO PENAL
 
7.
embargos de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar e o afastamento da causa de
aumento do emprego de arma, apenas.
embargos infringentes e de nulidade, buscando o acolhimento da preliminar, sua absolvição e o afastamento
da causa de aumento de pena reconhecida.
embargos declaratórios.
embargos infringentes, buscando o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.
Data Resp.: 07/06/2023 11:26:57
Explicação:
Gabarito: embargos infringentes, buscando o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, apenas.
Justi�cativa: Embargos infringentes, buscando o afastamento da causa de aumento do emprego de arma, por
força do art. 609, p.ú. do CPP, a�nal, os demais dispositivos foram unânimes. As demais alternativas não se
aplicam ao caso concreto trazido no enunciado da questão.
 
8.
Embargos.
07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 5/6
A revisão criminal é uma via impugnativa exclusiva do acusado, isto é, a acusação não possui legitimidade para
propô-la. Considerados os legitimados para a revisão criminal:
Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Uni�cado - XIV - Primeira Fase -
ADAPTADA
Eduardo foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável. Durante a instrução, negou a autoria do crime,
a�rmando estar, na época dos fatos, no município "C", distante dois quilômetros do local dos fatos. Como a
a�rmativa não foi corroborada por outros elementos de convicção, o Juiz entendeu que a palavra da vítima deveria
ser considerada, condenando Eduardo. A defesa recorreu, mas, após longo debate nos Tribunais Superiores, a
decisão transitou em julgado desfavoravelmente ao réu. Eduardo dirigiu-se, então, ao município "C", em busca de
provas que pudessem apontar a sua inocência, e, depois de muito procurar, conseguiu as �lmagens de um
estabelecimento comercial, que estavam esquecidas em um galpão velho. Nas �lmagens, Eduardo aparece
comprando lanche em uma padaria. Com a prova em mãos, procura seu advogado. Assinale a opção que apresenta
a providência a ser adotada pelo advogado de Eduardo.
Apelação.
Recurso em sentido estrito.
Revisão criminal.
Recurso extraordinário.
Data Resp.: 07/06/2023 11:25:02
Explicação:
Gabarito: Apelação.
Justi�cativa: Apelação, ex vi do art. 416 do CPP: contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária
caberá apelação.
03192AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO
 
9.
o companheiro homoafetivo do condenado morto possui legitimidade para formalizar a revisão criminal.
o cônjuge possui legitimidade concorrente com o apenado.
a propositura da revisão criminal depende da intervenção do advogado ou defensor público.
o apenado somente possui legitimidade para ajuizar a revisão criminal enquanto não extinta a pena.
o irmão do apenado só possui legitimidade para a revisão criminal caso o cônjuge, ascendentes ou
descendentes do condenado autorizem.
Data Resp.: 07/06/2023 11:31:39
Explicação:
Ex vi da interpretação evolutiva e ontológica do art. 623 do CPP à luz do art. 226, §3º da CRFB/88, lembrando
que, segundo o Pleno do STF, casamento e união estável são, ambas, entidades familiares, pouco importando a
orientação sexual. A legitimidade do cônjuge, ascendente, descendente e irmão é concorrente, observada a
referida ordem apenas se maisde um, simultaneamente, formalizar a revisão criminal (art. 31 c/c art. 36 do
CPP). Pressupõe, todavia, a morte ou declaração judicial de ausência do apenado. O legitimado reúne
capacidade postulatória.
 
10.
O advogado deve ingressar com ação de habeas corpus, pois Eduardo descobriu uma prova que atesta a sua
inocência de forma inconteste.
O advogado deve ingressar com agravo em execução, pois Eduardo descobriu uma prova que atesta a sua
inocência de forma inconteste.
O advogado deve ingressar com reclamação constitucional, pois Eduardo descobriu uma prova que atesta a
sua inocência de forma inconteste.
07/06/2023 11:31 Estácio: Alunos
https://simulado.estacio.br/alunos/ 6/6
O advogado deve ingressar com mandado de segurança, porque vulnerado o direito líquido e certo de
Eduardo ao estado de inocência.
O advogado deve ingressar com revisão criminal, pois Eduardo descobriu uma prova que atesta a sua
inocência de forma inconteste.
Data Resp.: 07/06/2023 11:30:33
Explicação:
Ex vi do art. 621, III, do CPP: A revisão dos processos �ndos será admitida: quando, após a sentença, se
descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize
diminuição especial da pena.
    Não Respondida      Não Gravada     Gravada
Exercício inciado em 07/06/2023 11:13:51.

Mais conteúdos dessa disciplina