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Gestão do Orçamento Público

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GESTÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO 
 
É fato que o setor público está sempre presente em qualquer debate sobre 
economia em decorrência do seu tamanho e da sua importância para o bom 
funcionamento da economia ao longo do tempo. Contudo, nas últimas décadas, além 
da presença do setor público, ampliou-se a relevância da boa gestão dos recursos 
públicos, aumentando a eficiência e a eficácia. 
O financiamento da saúde pública brasileira sofre escassez dos recursos, 
criando uma dificuldade de administração para os gestores da saúde pública e, assim, 
agrava-se pela falta de materiais de trabalho a rede de atenção básica e a rede de 
saúde em toda sua extensão. 
Segundo a Instituição Financeira Independente (IFI) do Senado Federal, a 
dívida pública pode chegar a 78,7%, por conta da projeção de um resultado primário 
de déficit de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Há quem diga que o 
drama não é o patamar alto, mas a percepção de que ela poderia estar em rumo 
explosivo, sendo fundamental estabilizar tal relação. 
Com exceção de quem é adepto do darwinismo social, ninguém discorda da 
necessidade de o governo sustentar a economia diante do extraordinário desafio que 
enfrentamos. Por razões humanitárias, principalmente durante a pandemia causada 
pelo vírus da Covid-19, devemos gastar o que for necessário na saúde e a rede de 
sustentação dos mais necessitados. Temos que evitar o desemprego em massa que 
decorreria de recuperações judiciais e falências, apoiando pequenas e médias 
empresas e setores específicos. 
Há o apoio na forma de empréstimos com garantia do Tesouro, como o Brasil 
tem feito, e o apoio direto através de pagamentos a fundo perdido de parte substantiva 
da folha salarial, como em alguns outros países. A proporção entre pagamentos a 
fundo perdido e empréstimos com garantias do Tesouro varia de país para país, assim 
como o tal da ajuda. Alguns países fazem mais e melhor que outros, mas no mundo 
todos os governos estão tendo que se endividar para sustentar suas economias. A 
pergunta se impõe: qual nosso futuro com um grau de endividamento tão elevado? 
Há quem argumente que o governo pode facilmente pagar essa dívida vendendo 
ativos. Simples de falar, simples de contar - R$ 1 trilhão viria da venda de ativos 
imobiliários, outro trilhão da venda de estatais e mais R$ 1,5 trilhão da venda de 
reservas internacionais -, mas pura fantasia na prática. E se o déficit público for muito 
grande, o efeito da venda de ativos será apenas temporário, porque a dívida vai voltar 
a crescer mais cedo ou mais tarde. O drama não é o patamar da dívida, mas sim a 
percepção de que possa estar numa trajetória explosiva. É a perspectiva de um 
crescimento descontrolado da dívida/PIB que erode a confiança no nosso futuro, 
afugenta o investimento privado, aumenta a percepção de risco do país e leva à 
depreciação exagerada da moeda nacional. A dívida/PIB é estável se a dívida e o PIB 
crescerem na mesma velocidade. O valor da razão não se altera quando o numerador 
e o denominador crescem na mesma proporção. 
A reforma da Previdência foi aprovada em novembro de 2019 graças ao 
empenho do presidente da Câmara, e o governo Bolsonaro entrou em estado de 
letargo desde então. Anteriormente, a última reforma administrativa havia sido 
realizada em 1998, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso; a reforma tributária 
que avança no Congresso foi iniciativa do próprio Congresso. A abertura se limitou a 
completar o acordo do Mercosul com a União Europeia, um acordo que já nasceu 
velho e que dificilmente será ratificado pela Comunidade Europeia por causa da nossa 
horrenda postura face ao meio ambiente. A privatização foi um fiasco: o feito 
disfuncional da presença das grandes estatais continua firme e forte. A educação 
pública, o segredo do nosso futuro, está sendo gerida de forma imprópria e pecando 
na oferta de um ensino de qualidade. 
Pouco surpreende que o crescimento de 2019 tenha sido anêmico. Sem a 
Covid-19, talvez tivéssemos tido uma recuperação cíclica que nos levasse a um 
crescimento significativo neste ano, mas para aumentar nosso crescimento de longo 
prazo precisamos tornar a economia mais produtiva. É só assim que os pobres e 
desesperançados terão uma vida material melhor, e de quebra resolveremos o 
problema de tornar uma dívida pública de 100% sustentável. 
Sendo assim, é possível concluir que o setor público tem o papel de auxiliar o 
crescimento e desenvolvimento econômico ao longo do tempo juntamente com 
algumas medidas imprescindíveis como boa gestão, governança pública, princípios e 
leis. No entanto, às vezes é necessária a intervenção do Estado adotando medidas 
de aumento nos seus gastos, de forma controlada, para impedir uma trajetória 
negativa persistente, o que pode ser necessário modificar leis ou condutas para que 
seja possível voltar ao crescimento econômico. 
 
REFERÊNCIAS: 
CNN Brasil. Dívida bruta pode chegar a 78,7% do PIB em 2023, projeta IFI. 
Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/economia/divida-bruta-pode-chegar-a-
787-do-pib-em-2023-projeta-ifi/>. Acesso em: 13 abr 2023. 
 
IEPECDG. Estabilizar dívida a longo prazo importa mais que conter seu aumento 
na pandemia. Disponível em: <https://iepecdg.com.br/artigos/estabilizar-divida-a-
longo-prazo-importa-mais-que-conter-seu-aumento-na-pandemia/>. Acesso em: 17 
abr 2023. 
 
InfoMoney. Reforma da Previdência: veja quais regras para aposentar pelo INSS 
mudaram em 2023. Disponível em: <https://www.infomoney.com.br/minhas-
financas/reforma-da-previdencia-veja-quais-regras-para-aposentar-pelo-inss-mudara 
m-em-2023/>. Acesso em 17 abr 2023.

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