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1. Saberia dizer como age um anestésico local? 
Anestésico local é uma droga que pode bloquear de forma reversível a 
transmissão de um estímulo nervoso onde for aplicado sem ocasionar alterações 
no nível de consciência. Os anestésicos locais devem ser infiltrados em áreas 
próximas aos nervos que devem ser bloqueados. 
Os anestésicos locais bloqueiam a ação de canais iônicos na membrana celular 
neuronal impedindo a neurotransmissão do potencial de ação, a forma ionizada 
do anestésico local liga-se de modo específico aos canais de sódio e os inativa 
e impede a propagação da despolarização celular. A ligação específica ocorre 
no meio intracelular, é necessário que o anestésico local em sua forma molecular 
ultrapasse a membrana plasmática para então bloquear os canais de sódio. 
É provável que exista um segundo mecanismo de ação dos AL, que envolve a 
inativação dos canais de sódio pela incorporação de moléculas de AL na 
membrana plasmática que seria gerado pela forma não ionizada dos anestésicos 
locais, atuando de fora para dentro. As fibras nervosas possuem sensibilidades 
diferentes aos anestésicos locais, sendo as fibras pequenas mais sensíveis que 
as grandes, e as fibras mielizadas são bloqueadas mais rapidamente que as não 
mielizadas de mesmo diâmetro. O bloqueio ocorre gradualmente, iniciado com a 
perda de sensibilidade à dor, à temperatura, ao toque, à propriocepção e 
finalmente perda do tônus músculo esquelético. Por essa razão os indivíduos 
podem ainda sentir o toque no momento em que a dor já está ausente após 
aplicação do anestésico local. 
2. Injúria neural. Quais as diferenças? O que é Degeneração 
Walleriana? 
O mecanismo de injúria é uma combinação de fatores, incluindo edema 
endoneural, dano ao sistema microcirculatório dentro do nervo, dano às barreiras 
de difusão, desenvolvimento de uma miniatura de síndrome de compartimento 
nos fascículos do nervo e, em alguns casos, desmielinização segmental até a 
degeneração Walleriana. Cicatrizes intraneurais podem se desenvolver 
tardiamente e impedir a regeneração nervosa. 
A degeneração do nervo periférico é caracterizada pela destruição do coto distal 
quando uma injúria é causada no corpo da célula. O processo se caracteriza pela 
destruição do axônio e da bainha de mielina. Essa degeneração é denominada 
degeneração Walleriana 
As injurias neurais são classificadas em: 
Axonotmese: interrupção de axônios com preservação da estrutura do nervo. 
Ocorre degeneração walleriana e há desnervação. Cessado o fator lesivo, os 
axônios voltam a crescer, com reinervação progressiva das estruturas 
dependentes deles. Inicia-se pelas estruturas mais próximas ao local da lesão. 
Neurotmese: interrupção dos axônios com secção completa do nervo ou 
desestruturação do tecido conectivo do nervo no local da lesão. Nesse caso a 
recuperação pode não ocorrer ou é apenas parcial, porque os axônios crescem 
caoticamente, muitos deles não alcançando o coto distal. 
Neuropraxia: exemplificada com o caso da perna que dorme, quando o indivíduo 
fica muito tempo com as pernas cruzadas em determinadas posições 
provavelmente ocorre isquemia associada à perda de sensibilidade e à sensação 
de formigamento. Quando a perna é descruzada, a compressão é desfeita e 
podem ocorrer parestesias intensas e desagradáveis, consideradas pós-
isquêmicas. Lesões mecânicas agudas do nervo poderiam também desencadear 
edema periaxonal e mielínico e, em tais casos, a recuperação ocorre em horas. 
Na paralisia do sábado à noite, na qual o nervo é comprimido durante muitas 
horas, ocorre desmielinização, provavelmente pelo efeito mecânico direto da 
compressão, e a recuperação pode demorar entre 7 e 17 semanas, tempo 
necessário para que ocorra remielinização.

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