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Pâmela Costa Custódio – Ciências Biológicas UFLA Vale ressaltar que esse resumo não foi revisado pelo professor da disciplina, por isso alguns dos termos podem estar incorretos, caso exista dúvida ou erro consulte o professor ou verifique um livro de referência. Biologia Molecular Aula 7 Estrutura e funções das Proteínas O que são proteínas? Polímeros lineares de aminoácidos FUNCIONAIS. Uma ou mais cadeias polipeptídicas de sequências de aminoácidos definida, constituindo uma unidade funcional e produto de um ou mais genes. Níveis de organização das proteínas Primária – cadeias polipeptídicas, nível imediatamente após a tradução, estrutura linear da cadeia polipeptídica que em uma sequência vai atingir a organização secundária, algumas dessas proteínas podem chegar até o nível quarternária. Secundária – regiões da sequência que formam estruturas regulares. Terciária – empacotamento das estruturas secundárias formando um ou múltiplos domínios Quaternária – algumas proteínas são compostas por várias estruturas terciárias. Lembrando que no complexo quarternária cada proteína tem uma função. Ex – RNA polimerase., função: polimerização/transcrição. Quais são as unidades fundamentais das proteínas? (De que elas são formadas) Aminoácidos - Todas as proteínas são formadas a partir da ligação de apenas 20 aminoácidos, LEMBRANDO QUE o grupamento R (cadeia R) dá a identidade a cada aminoácido, a diferença entre as proteínas está nessa cadeia R. De acordo com as propriedades da cadeia lateral, os aminoácidos podem ser agrupados em caracteristicas: apolares, polares, ácido, básica, etc. Pâmela Costa Custódio – Ciências Biológicas UFLA Esse grupamento alfa-amina é considerado como sendo o inicio de uma cadeia peptídica. Contamos os aminoácidos pelos carbonos centrais. A ponta carboxila é o fim. Existem, além desses 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas. Aminoácidos em Solução Aquosa: Os aminoácidos dependendo da solução que estão, vai ter um tipo de comportamento: Os aa são Anfóteros – porque em solução aquosa, os aa se comportam como ácido e como base formando íons DIPOLARES. Em meio ÁCIDO: tendem a aceitar prótons, comportando-se como base e adquirindo carga positiva – ionizando em seus radicais amina. Equilíbrio do aminoácido O valor de pH onde as cargas elétricas do aminoácido se igualam e se anulam chama-se pH ISOELÉTRICO. Em meio BASE: os aa tendem a doar prótons, comportando-se como ácidos e adquirindo carga negativa - ionizam-se em seus radicais carboxila. Arquitetura das moléculas de proteínas Estrutura primária: (linear) corresponde à sequência de aa em uma cadeia polipeptídica. A estrutura primária pode variar em 3 aspectos, definidos pela informação genética da célula. – número, sequência e natureza dos aa. Então, na estrutura primária conseguimos ver o número de aa, sequencia e a natureza dos aa. Pâmela Costa Custódio – Ciências Biológicas UFLA Sequência de aa da Ribonuclease E se mudar a sequência de um determinado aminoácido? não permanece com a mesma função, por uma mudança na sequencia o aa pode ter parcialmente sua função, mas não será completa. Desnaturação: é o rompimento dos níveis estruturais sem o rompimento das ligações peptídicas. Ou seja, a proteína perde sua função e volta para a estrutura linear. Somente nos níveis terciário e quaternário, teremos funções para as proteínas. Exemplo da Chapinha – o efeito de temperatura rompe a ligação que ocorre na queratina, a proteína perde sua estrutura terciária e passa a ter estrutura linear. Já a progressiva, usa o formal que é um agente químico e por ser um processo físico e químico dura mais que a chapinha, que é somente físico. Estrutura secundária: (dobramento) Todas as estruturas locais são estabilizadas por pontes de hidrogênio – alfa hélice, outras hélices, folha beta, dobras betas. A secundaria se prepara para a estrutura terciária. Estrutura terciária (estrutura em volta de um eixo) – é o dobramento de uma cadeia polipeptídica com loopings sobre si mesma no espaço tridimensional. A sequência de aa é quem determina o tipo de estrutura terciária. Essa estrutura é responsável pela maior estabilidade das proteínas, tal estrutura contribui para reduzir superfície acessível à solventes. Logo, a proteína se protege de qualquer solvente. Dentro da estrutura terciária temos os motivos proteicos – que são regiões responsáveis pela interação das proteínas. Os motivos proteicos conseguem associação de determinadas estruturas Pâmela Costa Custódio – Ciências Biológicas UFLA secundárias numa estrutura terciária, existem centenas de motivos e as proteínas podem ser classificadas em função dos motivos que apresentam. Motivos mais ocorrentes: Hélice – Volta – Hélice Hélice – Loop – Hélice Dedos de Zinco Zíper de Leucina Estrutura quarternária – algumas proteínas em seu estado terciário se ligam e formam a estrutura quarternária, cada proteína vai ter sua função específica. Ex. RNA polimerase participa da transcrição/polimerização. Forças intermoleculares das proteínas Interação de van der waals; pontes de H; Pontes iônicas ou interações eletrostáticas; interações hidrofóbicas. Dois importantes grupos de proteínas: Globulares - Tendem a ser estruturalmente mais complexas e possuem diversas funções metabólicas. Ex. Enzimas Integrais – Desempenham papéis estruturais. Ex. Queratina do cabelo. Diversidade das proteínas O que faz com que as proteínas variem tanto em função e propriedades? Número e sequência distinta de aminoácidos; Infinitas combinações; Uma sequência específica se dobra em uma estrutura; tridimensional única; A sequência de aminoácidos em uma proteína é uma forma de informação que dirige o enovelamento da proteína em sua estrutura tridimensional única, e que em última análise determina a função da proteína. Proteoma “O complemento PROTEico total de um genOMA.” • Grupo de proteínas expresso por uma célula em um momento. Pâmela Costa Custódio – Ciências Biológicas UFLA • Proteoma é dinâmico: muda constantemente em resposta a estímulos.