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Tarefa I

Tarefa de Didática do Ensino de Filosofia: análise do poema Seiscentos e Sessenta e Seis (M. Quintana) pelos critérios de Diego A. Pineda, identifica questões sobre a noção do tempo e remete a Aristóteles. Segunda parte: proposta de avaliação de texto filosófico em forma literária.

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Questões resolvidas

Agora, você deve avaliar um texto literário a partir dos critérios que Diego Antonio Pineda considera adequados para uma educação filosófica, conforme consta nas páginas 88 e 89 do artigo de referência:


possíveis conceitos ou problemas filosóficos presentes no texto literário.

autores da Filosofia que podem estabelecer diálogo a partir de conceitos e problemas identificados no texto literário e justifique suas indicações de autores


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Questões resolvidas

Agora, você deve avaliar um texto literário a partir dos critérios que Diego Antonio Pineda considera adequados para uma educação filosófica, conforme consta nas páginas 88 e 89 do artigo de referência:


possíveis conceitos ou problemas filosóficos presentes no texto literário.

autores da Filosofia que podem estabelecer diálogo a partir de conceitos e problemas identificados no texto literário e justifique suas indicações de autores


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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI – UFSJ 
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA 
LICENCIATURA EM FILOSOFIA 
TAREFA I 
 DATA: 07/04/2021 
NOME DO ALUNO: Heberton Camilo de Freitas 
POLO: Patos de Minas 
DISCIPLINA: Didática do Ensino de Filosofia TUTOR: Luiz Raimundo Tadeu da Silva 
 
Tarefa sobre literatura e educação filosófica 
Primeira parte 
 Agora, você deve avaliar um texto literário a partir dos critérios que Diego Antonio 
Pineda considera adequados para uma educação filosófica, conforme consta nas páginas 
88 e 89 do artigo de referência: 
 -texto literário aberto; 
 -posição do narrador no texto; 
 -texto rico em alusões e imagens; 
 -texto narrativo que permite a expressão de certas emoções; 
 -trecho de diálogo; 
 -texto com linguagem compatível com o tipo de leitor. 
Explicite também em sua avaliação: 
 -possíveis conceitos ou problemas filosóficos presentes no texto literário. 
 -autores da Filosofia que podem estabelecer diálogo a partir de conceitos e 
problemas identificados no texto literário e justifique suas indicações de autores 
 
Seiscentos e Sessenta e Seis 
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… 
Quando se vê, já é 6ª-feira… 
Quando se vê, passaram 60 anos! 
Agora, é tarde demais para ser reprovado… 
 
 
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, 
eu nem olhava o relógio 
seguia sempre em frente… 
 
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. (Mário Quintana) 
 
 A partir da leitura do texto Literatura e Educação Filosófica de Diego Antonio Pineda e 
dos pressupostos elencado por esse autor para avaliação de um texto literário, apresentasse a 
análise do poema “Seiscentos e Sessenta e Seis”, de Mário Quintana, exposto acima. A escolha 
de um poema se dá pelo fato de ser um tipo de texto mais fácil para a compreensão dos alunos 
e por conta da linguagem metafórica que pode auxiliar no tratamento de várias questões. 
 De acordo com Pineda (2004) um texto literário aberto é aquele que pode gerar uma 
discussão em diversas direções e não somente sobre um único assunto nesse sentido o texto 
encaixa pois ele pode suscitar sobre o tempo, sentido e efemeridade da vida. Do mesmo modo 
a posição do autor na obra também corresponde ao que é apresentado por Pineda (2004), pois 
no texto literário apresentado o autor, ao refletir a transitoriedade do tempo, faz uma reflexão 
do tempo de sua vida no lugar de alguém que a medida em que a narrativa vai desenrolando 
não deixa antever o que vai acontecer gerando indagação ao leitor. Pineda (2004) ressalta que 
texto literário com potencial filosófico precisa ter riquezas de imagens e alusões, na obra 
analisada de Quintana se observa o uso de metáforas para se referir à passagem do tempo, uma 
vez que o poeta associa essa passagem a um dever de casa. No que se refere à narração no texto 
trabalhado o autor procura falar diretamente com e busca aconselhar-lhe, acerca do diálogo, por 
se tratar de uma poesia, não há muito espaço para conversações, no entanto a forma como o eu 
poético se relaciona com o leitor também se encaixa nos pressupostos definido por Pineda 
(2004) no sentido de expressar conflitos. Por fim, Pineda (2004) afirma que é necessário que a 
linguagem do texto literário esteja adequada ao público apresentado, nesse sentido o poema 
“Seiscentos e Sessenta e Seis” possui uma narração simples, com palavras acessíveis e é 
bastante pertinente para alunos do ensino médio. 
 Sobre os problemas filosóficos encontrados no texto, destacam-se própria noção de 
tempo, o que é o tempo? Qual a relação entre tempo passado, presente e futuro? Para tratar 
desses questionamentos, pode-se recorrer à Aristóteles para quem a essência do tempo é o que 
vivemos no agora, mas também o movimento entre o passado e o futuro. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
QUINTANA, Mário. Esconderijos do tempo. Porto Alegre, L&PM, 1980 
PUENTE, Fernando Rey. Os Sentidos do Tempo em Aristóteles. São Paulo: Loyola, 2001. 
R. PINEDA, Diego Antonio. Literatura e educação filosófica. Trad. Wanderson Flor do 
Nascimento.In: KOHAN, Walter O (org.). filosofia. Lugares da infância: Rio de Janeiro: 
DP&A, 2004. p.71-96. 
 
Segunda parte 
 Você também estudou que muitos filósofos fazem uso de gêneros literários em suas 
produções. Nesta segunda parte da tarefa, você vai avaliar um texto de teor filosófico que 
usa uma forma literária como suporte. Considere em sua avaliação: 
 -o texto no conjunto da obra do autor (Conheça um pouco sobre o autor); 
 -os problemas filosóficos abordados pelo autor no texto; 
 -os conceitos filosóficos trabalhados pelo autor no texto; 
 -a tese defendida pelo autor no texto; 
 -os argumentos utilizados pelo autor para sustentar sua tese. 
 
 O francês François-Marie Arouet, conhecido pelo pseudônimo Voltaire, nascido em 
Paris em 1694, foi um proeminente escritor filósofo iluminista era a favor da liberdade religiosa 
e do livre comércio e fazia críticas à igreja católica e à monarquia absolutista e suas ideias foram 
muito importantes para a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Em seu 
texto O Bom Brâmane escrito em 1759 o filósofo apresenta como problema a relação entre 
felicidade e conhecimento, destacando sobretudo a seguinte questão: é melhor ser infeliz 
buscando conhecimento ou ser feliz sendo ignorante? 
 Nesse sentido, os conceitos filosóficos trabalhados pelo autor envolvem a epistemologia 
na busca pelo conhecimento e as dificuldades de se adquirir a compreensão, pois esse e um 
processo muito complexo e árduo que requer reflexão constante e para o qual não existe 
respostas prontas. A tese defendida pelo autor é a de que é melhor ter o conhecimento sendo 
infeliz do que ser feliz sendo um imbecil. Os argumentos utilizados pelo filosofo para defender 
a sua tese são dois, ele coloca como primeiro exemplo um Brâmane, individuo da casta 
sacerdotal indiana, um homem rico que em tese possuía todos os recursos para ter uma vida 
feliz e ser realizado, contudo se mostra o oposto, pois este é constantemente perturbado pela 
 
 
dificuldade de encontrar as respostas metafísicas acerca de sua existência. Por outro lado, 
Voltaire apresenta uma outra personagem, uma velha carola imbecil que reside em frente ao 
brâmane, ela é pobre e teria todos os motivos para ser uma pessoa infeliz, contudo, indagada 
acerca dos problemas existências evidenciadas pelo primeiro personagem ela não se mostra 
afetada, pois não tem conhecimento nenhum para achá-los relevantes ao ponto de atormentá-
la. 
 
REFERÊNCIAS: 
 
VOLTAIRE. Romans et contes. (Org.: H. Bénac). Paris: Classiques Garnier, 1957, pp. 114-6. 
 
 Tarefa sobre a pedagogia da imagem 
 Você estudou também sobre a importância do uso de imagens, no caso a pintura, 
para o ensino de Filosofia. João Virgílio Tagliavini foi importante nesse estudo. Agora é a 
sua vez: escolha uma pintura que você considera possuir potencial filosófico e elabore um 
texto contemplando os seguintes itens: 
 -Sobre os sentimentos: quais os sentimentos que a obra de arte escolhida desperta 
em você? 
 -Procure levantar elementos sugeridos pela pintura capazes de levar a 
questionamentos e interpretações de caráter filosófico (conceitos, valores, problemas). 
 -Procure identificar autores e textos de filosofia que, de alguma forma, possam ser 
correlacionados com a pintura escolhida. Explicite essas possíveis correlações. 
 -Investigue os contextos histórico, social, cultural e artístico do autor da obra que 
possam ter influenciado, de alguma forma, sua criação artística. 
 
 
 
Figura 1 Sisifo, de Tiziano Vecellio, 1548-1549. 
 
A obra de arte Sísifo foi pintada pelo italiano Ticiano Vecellio entre1548 e 1549. É considerada 
uma pintura pré-renascentista que retrata o mito no qual Sísifo, um dos mortais mais astutos, 
filho do rei Éolo, é condenado a carregar pedras eternamente em uma montanha na Terra dos 
Mortos por ofender os deuses. Em um primeiro momento, a obra causa um sentimento de 
sofrimento e apreensão, sobretudo se observado diretamente o rosto de Sísifo quase encoberto 
pelos braços e pela sombra da pedra, o qual é obrigado a carregar, além disso, o aspecto sombrio 
da Terra dos Mortos, um local escuro, corrobora ao ambiente do árduo trabalho do personagem. 
 Nesse sentido, a obra de arte pode fazer uma alusão à incessante busca pelo 
conhecimento, que também se configura como um trabalho incessante e carregado de 
sofrimento. Do mesmo, o trabalho solitário também pode fazer referência ao ofício daqueles 
que se dedicam ao pensamento, que se configura como uma tarefa individual e isolada. De outro 
modo, o filosofo Albert Camus (1989) também explorou a história de Sísifo em sua obra de 
mesmo nome, nela o personagem é usado pelo autor para travar uma alegoria acerca dos 
trabalhos em uma sociedade industrial, cada vez mecanizada na qual os indivíduos têm como 
tarefa trabalhos repetitivos e muitas vezes sequer se dão conta do motivo que os leva a exercer 
aquela função. 
 Acerca do contexto histórico, social e político do autor, trata-se, como já foi 
mencionado, de uma obra do período pré-renascentista, na qual são retratados motivos 
religiosos e paisagísticos, isso influi na forma religiosa com que Sísifo é concebido em 
semelhança com Jesus carregando a cruz. 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
 
CAMUS, A. O mito de Sísifo. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.

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