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“dor de ouvido” -> existem causas não 
otológicas (otalgia secundaria, referida) 
está em outro local próximo ou à distância 
DISFUNÇÃO 
TEMPOROMANDIBULAR 
Muito comum disfunção temporomandibular 
-> causa comum de otalgia secundaria 
Foto 
Aparelho ortodôntico relacionado com 
obstrução nasal; a concha nasal aumenta 
-> adenoide hiperplasia -> processo 
inflamatório crônico na mucosa que obstrui 
o nariz e entorta os dentes – podem chegar 
com queixa de dor de ouvido 
Dor 
Estalos 
Dificuldade ao abrir ou fechar a boca 
BRUXISMO 
Gerado pela ansiedade
A musculatura mastigatória é muito forte, 
então se você jogar isso contra os dentes 
-> desgaste dos dentes 
A maior parte deles é concêntrico -> não 
perceptível; começa a quebrar partes dos 
dentes -> terá muita DTM 
ALTERAÇÃO NA ÁREA DE 
INERVAÇÃO DO GLOSSOFARÍNGEO 
Foto tabela inervação 
Ele inerva a parte posterior da língua e a 
cavidade mucosa da orofaringe 
Tumor de base de língua – agressivo; 
causa muita comorbidade; diagnóstico 
tardio; tem que palpar a língua e você irá 
sentir o endurecimento dessa região; 
irritação no nervo causando dor referida; 
submucoso; começa com dor de ouvido 
Lesão aftosa de língua 
Retardo no diagnóstico por conta do clínico 
OTITE MÉDIA 
Foto externa x média 
A externa é uma doença de pele e a média 
é uma doença respiratória 
Externa: história de cutucar a orelha; 
bactéria de pele; prurido, secreção, 
exsudato 
Média: catarro; sintomas virais; antialérgico 
usado em IVAS; bactéria respiratória 
*rinossinusite na base lateral do crânio 
DOENÇAS DE ORELHA EXTERNA 
Otites externas ou otite do nadador são 
inflamações do canal auditivo externo 
Podem ocorrer devido a infecções 
bacterianas, fúngicas, doenças alérgicas e 
ou autoimune 
Qualquer coisa que afete a pele do 
individuo 
Equilíbrio tênue entre as bactérias e os 
fungos que habitam a região externa da 
orelha. Após uma otite bacteriana pode ter 
uma fúngica, após uso de ATB 
ANATOMIA 
Orelha externa é formada pela orelha 
(pavilhão) e canal (meato) acústico externo 
OTITE EXTERNA
OTITE MÉDIA
DOENÇA DA ORELHA EXTERNA
Pele em um local fechado que tem um 
microclima específico 
Não existe glândula sudorípara, apenas 
glândula ceruminosa -> produção de 
secreção oleosa que impede a entrada de 
água no ouvido; essas glândulas estão 
presentes apenas no 1/3 do ouvido 
As glândulas sudoríparas do conduto 
auditivo externo foi transformada em 
ceruminosas 
Histologicamente é impossível ter cera nos 
2/3 proximais da membrana timpânica 
EPIDEMIOLOGIA 
Embora possa ocorrer em qualquer faixa 
etária, a incidência é maior na infância e 
reduz com o aumento da idade 
Maior ocorrência no verão 
DEFESAS NATURAIS 
Trago e concha: cobrem parcialmente a 
abertura do CAE dificultando a entrada do 
corpo estranho 
A reverberação do som nessas estruturas 
externas da orelha auxiliam a detectar de 
onde o som está vindo 
Essas estruturas auxiliam na localização do 
som e protegem eventuais “galhos”
Folículos pilosos: excesso de pelo na 
orelha; cuidado ao cortar os cabelos 
Cerúmen: ajuda a criar um ambiente ácido 
dentro do canal auditivo, hidrofóbico e 
funciona como armadilha para pequenos 
dentritos; peles muito oleosas tendem a 
produzir muito cerúmen 
Ouvido tapado – quando a água entra 
dissolve a cera e faz uma lama 
FATORES PREDISPONENTES
Qualquer quebra de integridade da barreira 
de proteção; qualquer traumatismo ou 
corpo estranho 
Umidade no CAE quebra da barreira 
cutâneo-cerúmen gerando mudanças na 
microflora 
Traumatismo 
Dispositivos que ocluem o canal auditivo 
Corpos estranhos 
Ressecamento – antidepressivo 
Dermatite alérgica de contato 
Condições dermatológicas 
Radioterapia prévia - doenças de cabeça e 
pescoço que tratam com radioterapia, as 
vezes esses pacientes evoluem com otite 
externa de repetição
PATOGÊNESE 
Balança entre os fatores de proteção e dos 
predisponentes 
Qualquer cotonete pode causar esse 
desequilíbrio 
Bacteriana 
Alérgica 
Micótica 
MICROBIOLOGIA 
S.auriculaes e S.epidermidis bactérias da 
microflora do CAE. 
Os organismos patogênicos mais comuns 
são: P.aeruginosa S.epidermidis S.aureus 
EPIDEMIOLOGIA
FATORES PREDISPONENTES
DEFESAS NATURAIS
As infecções por fungo são menos 
frequentes. 
Infecção por Candida é mais comum em 
usuários de aparelhos auditivos.
ACHADOS CLÍNICOS 
Os principais sintomas são: otalgia intensa, 
prurido, hipoacusia, pode ficar com o 
ouvido tapado 
Saber se a membrana está integra 
Investigar: 
*ruptura prévia de MT
*infecções anterior de ouvido 
*cirurgia de orelha 
*uso de instrumentos recentes 
*exposição a água
EXAME FÍSICO 
O que procurar? 
Dor à palpação 
Calor, rubor e edema 
Ulceração traumática 
Lesão vegetente 
Fistula congênita infectada 
*1° arco branquial – fistula de 1° arco 
branquial; cisto (quando não tem o 
buraquinho); a fistula pode ir até a 
nasofaringe 
*2° arco branquial 
*inflama quando tem uma rinossinusite 
EXAME CAE
Dor a mobilização do tragos e da concha 
auricular 
Na otoscopia, presença de edema e 
eritema 
Cerúmen em excesso, geralmente de 
coloração escura, dificultando ou 
impedindo a visualização da MT 
Corpos estranhos vivos ou inanimados 
Estenose 
GRADUAÇÃO 
Otite externa leve 
Otite externa moderada 
Otite externa grave 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
Clínico 
Cultura: reservada para os casos de otite 
externa grave, recorrente e crônica, assim 
como para pacientes imunodeprimidos, 
pacientes refratários ao tratamento e para 
infecções após cirurgia oral 
FORMAS CLÍNICAS 
Otite externa Aguda Circunscrita 
(Furúnculo) 
Otite externa Difusa Aguda 
Otite externa Eczematosa 
Otite externa Micótica (Otomicose) 
Otite externa Necrotizante
OTITE EXTERNA AGUDA 
CIRCUNSCRITA (FURÚNCULO) 
Infecção do folículo piloso – pode 
acontecer em qualquer região do corpo 
Geralmente é localizada no 1/3 externo do 
MAE, onde há glândulas sebáceas e 
folículos pilosos 
Etiologia Staphylococcus aureus 
Pode fazer em qualquer local do corpo 
Quadro Clínico /Sintomas: otalgia intensa e 
aguda e eventual hipoacusia decorrente de 
obstrução do conduto 
Sinais: edema, hiperemia localizada e 
possível ponto de flutuação, otorreia 
(quando o furúnculo drena 
espontaneamente)
Dependendo da fase você pode fazer 
drenagem e se tem flutuação (olho com 
pus); 
Caso tenha “olho” pode fazer drenagem 
Fase anterior: não dá para drenar porque 
ainda não organizou o pus 
O tratamento clínico é com Mupirocina 
(ATB); pomada ou associar com oral 
(ciprofloxacino)
Em caso inicial não se usa oral
A pomada sempre será usada 
OTITE EXTERNA DIFUSA AGUDA 
Forma mais comum 
Otite do nadador 
Todo o conduto está inflamado 
Descamação do epitélio, eritema e 
diminuição da secreção ceruminosa 
Etiologia: Pseudomonas aeruginosa e 
Proteus mirabilis 
Quadro Clínico Sintomas: otalgia intensa e 
aguda irradiada para região temporal e 
mandibular (dor à mastigação), hipoacusia 
se edema ocluir CAE e plenitude auricular 
Sinais: edema e hiperemia difusas, otorreia 
purulenta 
Associada com banhos de imersão
OTITE EXTERNA ECZEMATOSA 
Vários estágios da doença. Presença de 
transudato 
Ocorre maceração da pele 
Condição dermatológica que predispõe o 
CAE à otite externa, como dermatite 
atópica, seborreica, de contato, lúpus, 
psoríase e eczema infantil
Etiologia Imunológica, mas pode haver 
intercorrências infecciosas
Quadro Clínico Sintomas: Prurido intenso, 
geralmente bilateral e hipoacusia se edema 
ou debris epiteliais ocluírem o CAE 
Sinais: edema e hiperemia difusas, otorreia 
serosa ( às vezes copiosa), descamação 
epitelial no CAE
Várias formas de apresentação clínica 
Associada à alergia de pele em outras 
partes do corpo
Existem duas fases: a que causa prurido 
(crônica) e a que causa dor (aguda)
Dermatite atópica 
Dermatite seborreica – atrás da orelha, na 
barba, região do cotovelo...
Dermatite de contato 
Lúpus – pode ser uma manifestação inicial 
do LES;mais grave, mais profundo, lesão 
mais antiga 
Psoríase – lesão em vários locais do corpo
Eczema infantil
Etiologia: imunológica (intercorrências 
infecciosas
TRATAMENTO 
Retirar o fator causal do eczema 
Mometasone creme – absorve pouco; 
efeito local 
OTOMICOSE 
ETIOLOGIA 
Aspergilus niger (enegrecida)
Flavus (amarelada); 
Candida albicans (esbranquiçada)
QUADRO CLÍNICO 
Sintomas: Prurido, às vezes intenso, 
hipoacusia e otalgia 
Sinais: Descamação epitelial associada 
com colônias de fungos de coloração 
variada, edema e otorreia 
A. niger pode causar microperfurações na 
MT e na pele do CAE
Pode evoluir com dor intensa por conta de 
infecções secundarias 
TRATAMENTO 
Ciclopirox olamina 
Aspiração quando tem muita secreção 
OTITE EXTERNA NECROTIZANTE 
Maligna, evolução grave 
Forma um granuloma piogênica que causa 
muito problema e uma evolução 
desfavorável 
Começa como uma otite externa difusa que 
posteriormente evolui com malignidade 
Infecção grave da orelha externa e base de 
crânio 
Diabéticos descompensados, idoso e 
imunodeprimidos 
Etiologia: Pseudomonas aeruginosa
QUADRO CLÍNICO: 
Sintomas otalgia intensa com mais de 1 
mês de duração 
Sinais: edema e hiperemia difusas, tecido 
de granulação no CAE e otorreia purulenta 
e profusa. Pode acometer nervo facial
Complicações: Osteomielite do osso 
temporal, invasão da base do crânio e 
complicações intracranianas, meningite, 
abscesso cerebral e morte
Solicitação de TC inicial, se necessário 
RNM e cintilografia com tecnécio-99 e 
gálio-67
TRATAMENTO 
Costumam ser doenças autolimitadas.
Prioriza-se o alívio da dor :calor local; 
analgésico v.o; gotas otológicas com 
anestésico(Lidocaína)
Limpeza do CAE: realiza-se após a fase 
aguda OEA.
Antibiótico sistêmico
TRATAMENTO INESPECÍFICO 
Alívio da dor: calor local, analgésico VO; 
gotas otológicas (lidocaína)
Limpeza do CAE 
Condições técnicas 
Não haver exacerbação da dor 
ATB SISTÊMICO
Casos mais intensos
Edemas difusos
Furúnculos
Linfadenite regional 
DM tipo 2 
Celulite / pericondrite 
COMPLICAÇÕES 
Sempre pedir para o paciente voltar em 2 a 
3 dias para detectar otite externa 
necrotizante e evitar evolução desfavorável 
Manejo clínico das otites externas agudas e 
suas complicações a partir da atenção 
básica 
Como identificar a evolução para 
complicações
Foto esquema 
Critérios sugestivos de OEN: 
PREVENÇÃO / PROFILAXIA 
Instilação de gotas de solução alcóolica de 
ácido acético a 2% nos CAE após os 
banhos de imersão 
Evitar cotonetes e outros objetos no CAE 
(DEIXE O CERÚMEN EM PAZ!) 
Evitar os alimentos considerados 
alergênicos nos casos de otites externas 
eczematosas
DOENÇAS DO PAVILHÃO 
AURICULAR 
Erisipela: Streptococcus B-hemolíticus do 
grupo A - DOR, RUBOR, CALOR e FEBRE 
– tratar com penicilina benzatina 
Oto-hematoma: Geralmente causado por 
trauma; lutador 
Pericondrite e condrite: Secundária à 
erisipela, trauma, abscesso ou cirurgia 
Carcinomas: Basocelular e Espinocelular
OTITE EXTERNA TRAUMÁTICA 
Trauma por deslocamento de ar 
Em caso de perfuração extensa: usar ATB 
sistêmico; 
Com lesão na MT: não usar gotas 
otológicas. Usar antibiótico via oral 
Sem lesão na MT: usar gotas otológicas 
com ATB
Amoxilina clavulanato 
CORPOS ESTRANHOS 
	Disfunção temporomandibular
	Bruxismo
	Alteração na área de inervação do glossofaríngeo
	Otite média
	Doenças de orelha externa
	Anatomia
	Epidemiologia
	Defesas naturais
	Fatores predisponentes
	Patogênese
	Microbiologia
	Achados clínicos
	Exame físico
	Exame CAE
	Graduação
	Diagnóstico clínico
	Formas clínicas
	Otite externa aguda circunscrita (furúnculo)
	Otite externa difusa aguda
	Otite externa eczematosa
	Tratamento
	Otomicose
	Etiologia
	Quadro clínico
	Tratamento
	Otite externa necrotizante
	Quadro clínico:
	Tratamento
	Tratamento inespecífico
	ATB sistêmico
	Complicações
	Prevenção / profilaxia
	Doenças do pavilhão auricular
	Otite externa traumática
	Corpos estranhos

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