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GABRIELLA PACHECO – MED102 31/03/2023 OBSTETRÍCIA 
ESTÁTICA FETAL 
A:tude: Durante a gestação 
 No termo da gestação, o útero materno mede cerca de 30 cm na maior de suas dimensões e o feto tem medidas 
longitudinais variáveis, que podem ultrapassar 50 cm. Para se adaptar às condições de espaço, o feto faz uma flexão do tronco. 
Essa aEtude permite que seu maior eixo longitudinal, compreendido desde a sutura posterior (lambdoide ou lambda) até o cóccix, 
seja reduzido para cerca de 25 cm. 
 Denomina-se aEtude fetal ou hábito fetal a relação das diversas partes do feto entre si. Graças a flexibilidade da coluna 
vertebral e à arEculação occipitovertebral, ele se aloja na cavidade uterina em aEtude de flexão generalizada com a coluna 
vertebral encurvada em seu todo e a cabeça com o mento aproximado da face anterior do tórax. 
 Essa aEtude dá ao concepto a forma ovoide, formando o ovoide fetal, que apresenta dois 
polos: o cefálico e o pélvico, sendo o cefálico maior que o pélvico. Nos membros inferiores, as pernas 
se fletem sobre as coxas e as coxas se fletem sobre a bacia. Nos membros superiores, os braços se 
posicionam na face anterior do tórax juntamente com os antebraços também fleEdos. O conjunto do 
tronco com os membros denomina-se ovoide córmico, a cabeça fetal forma o ovoide cefálico. 
 Na apresentação pélvica, a aEtude da cabeça fetal é das mais variáveis, permanecendo 
ligeiramente fleEda na maioria das vezes, com o mento próximo ao manúbrio esternal. Pode, no entanto, ficar em aEtude 
indiferente ou em deflexão, pode apresentar-se ainda lateralmente inclinada, com ou sem rotação. Essa aEtude da cabeça fetal na 
apresentação pélvica durante a gravidez não tem significado prognósEco para o parto, porque geralmente ocorre correção 
espontânea durante o trabalho de parto. 
 
Situação fetal: Relação entre os grandes eixos longitudinais fetal e uterino. 
• Longitudinal: Quando ambos coincidem (99,5%). 
• Transverso: Quando perpendiculares. 
• Oblíqua: Eixos cruzados, geralmente apresenta uma fase de transição da situação fetal. 
 
Apresentação fetal: Quando o feto está em situação longitudinal, a apresentação pode ser cefálica ou pélvica. No feto em situação 
transversa, a apresentação será sempre córmica. 
• Cefálica: Situação longitudinal, com a cabeça voltada para o estreito superior. Até o 6º mês a cabeça é encontrada no 
fundo uterino, depois orienta o polo cefálico para as porções inferiores do órgão pelo fenômeno de mutação (rotação 
axial) e se mantem. Pode-se apresentar de várias formas, a deflexão não faz parte de um parto fisiológico, todas tem a 
possibilidade de parto por via baixa, menos a de 2º grau. 
A – Cefálica fle,da: Mento fetal está encostado ou próximo da face anterior do 
tórax. Diminui o diâmetro da cabeça. 
B – Deflexão de 1º grau: Deflexão bregmá,ca, o ponto de referência encontrado 
no estreito superior é o bregma. 
C – Deflexão de 2º grau: Deflexão de fronte, o ponto de referência no estreito 
superior é a glabela ou o nariz do concepto. A criança não consegue nascer, pois o 
diâmetro da não passa na pelve (desproporção céfalo-pélvica rela,va, pois a 
cabeça se defle,u). 
D – Deflexão de 3º grau: Deflexão de face, o ponto de referência encontrado no 
estreito superior é o mento. 
• Córmica: Situação transversa ou oblíqua com os ombros voltados para o estreito superior. 
• Pélvica: Situação longitudinal com as nádegas voltadas para o estreito superior, pode ser: 
Completa: Apresentação pélvipodálica. As coxas e pernas se encontram fleEdas 
(sentado). É possível via baixa. (B) 
Incompleta: É chamada de modo nádegas quando as coxas se encontram fleEdas contra 
a bacia e as pernas estendidas sobre a face anterior do tronco. Também há o modo de 
joelhos ou modo de pés. É indicação de cesariana, mas em caso de trabalho de parto em 
andamento por via baixa, deve ser conEnuado pelo obstetra na mesma via. (A) 
 
Nomenclatura na situação longitudinal: 
OP: Occipitopubiana 
OEA: Occípito esquerda anterior 
OET: Occípito esquerda transversa 
OEP: Occípito esquerda posterior 
OS: Occipitossacra 
ODP: Occípito direita posterior 
ODT: Occípito direita transversa 
ODA: Occípito direita anterior 
 
 
GABRIELLA PACHECO – MED102 31/03/2023 OBSTETRÍCIA

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