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UNIVERSIDADE ANHANGUERA PELOTAS 
 
 
 
Amanda Cunha 
Isadora Krack 
Mariana Pereira 
Michel Fonseca 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESENHA – DESENVOLVIMENTO HUMANO E A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA DE 
JEAN PIAGET 
 
Desenvolvimento Humano 
Pelotas – RS 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Introdução ..................................................................................................................... 3 
Desenvolvimento humano – aspectos históricos e concepções ................................... 5 
Como nós desenvolvemos? .......................................................................................... 8 
A epistemologia genética de Jean Piaget ................................................................... 10 
Discussão .................................................................................................................... 14 
Conclusão ....................................................................................................................15 
Referências Bibliográficas ......................................................................................... 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
A curiosidade de saber quem somos e sobre a nossa experiência no mundo desde muito 
tempo é objeto de investigação. Mas a partir do século XIX começa a surgir uma ciência que 
busca respostas sobre como nós desenvolvemos e nos adaptamos às mudanças. A 
Psicologia do Desenvolvimento Humano torna-se uma importante área dentro das ciências 
que busca tais respostas, inicialmente estudando crianças devido a perspectiva de que as 
pessoas se desenvolviam até o fim da adolescência. Entretanto, visões posteriores 
mostraram que o desenvolvimento humano ocorre desde a concepção até a morte, apesar de 
as mudanças mais importantes ocorrem nos primeiros anos de vida, como a aquisição da 
linguagem. 
Os estudiosos da área nem sempre concordavam entre si no tocante às concepções de 
desenvolvimento, ou em relação à área de desenvolvimento a ser investigada, dada a 
complexidade do ser humano, além dos contextos histórico-culturais de onde se 
desenvolviam os estudos. Uma importante teoria acerca do desenvolvimento humano é a 
formulada pelo médico suíço Jean Piaget (1896- 1980). Piaget, propôs um modelo teórico- 
conhecido como epistemologia genética- que dividia a infância em estágios levando em 
consideração o desenvolvimento cognitivo das crianças. Para Piaget, era importante que o 
aparato biológico estivesse em desenvolvimento, para então ocorrerem as mudanças 
cognitivas para as crianças pularem de estágio, porém também considerava fatores sociais e 
educacionais, sendo essa divisão em fases desenvolvimentos mentais, algo flexível e não 
rígido (Bock, Furtado & Teixeira, 1999). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desta forma, o presente estudo inicialmente busca expor de forma geral como surgem as 
primeiras investigações sobre o desenvolvimento humano e como estas investigações 
posteriormente fazem emergir uma nova área científica de conhecimento, além de discutir 
alguns aspectos que influenciam o desenvolvimento humano. A segunda parte desta resenha, 
apresenta de forma sucinta a teoria de Piaget, trazendo um breve histórico, os principais 
conceitos e argumentos e mostrando sua importância para a Psicologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento Humano- Aspectos Históricos e Concepções 
As questões sobre como o ser humano se desenvolve suscitam muita curiosidade há tempos. 
Segundo Aspesi, Dessen e Chagas (2005) filósofos desde o século XVII discutem questões 
desenvolvimento mentais, como John Locke, Hume e Rousseau. Tais discussões filosóficas 
sobre o desenvolvimento investigavam, entre outras coisas, se o ser humano chegava ao 
mundo com características inatas ou se tudo era produto do ambiente. Em 1800, na 
provinciana província de Aveyron, uma criança que aparentava ter 12 rodeava uma aldeia e 
se comportava semelhante a animais, não falava, corria sobre os braços e ase as pernas e 
começou a intrigar os moradores. Foi a partir dos estudos do médico Jean-Marc Itard (1741-
1838), sobre Victor, que ficou conhecido como o Menino Selvagem de Aveyron, que a 
investigação sobre investigação sobre o desenvolvimento humano começa a querer 
responder algumas perguntas sobre como o ser humano se desenvolve, como nos 
diferenciamos dos outros animais, qual a influência do ambiente e da biologia. (Cole & Cole, 
2004). Itard tinha a ambição de mudar a forma como as crianças camponesas eram 
educadas. Então, a partir de treinos experimentais administrados em Victor, ele queria provar 
que o ambiente tem papel primordial no desenvolvimento das crianças. No início, houve uma 
rápida resposta de Victor pois aprendeu algumas palavras, a usar o urinol, além de ter 
desenvolvido afetividade pelos cuidadores. Porém, após cinco anos de treinamento não 
houve mudanças significativas e Itard abandonou os estudos com Victor. (Cole & Cole, 
2004). 
Para Cole e Cole (2004) os primeiros estudos dos médicos e psicólogos do desenvolvimento, 
no século XIX, estavam ligados com a capacidade de trabalho das 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
crianças, visto que com o êxodo rural, era comum crianças trabalharem até 12 horas por dia 
em fábricas e minas para ajudar financeiramente a família. Já no final do mesmo século, a 
Psicologia do Desenvolvimento se estabelece com uma área de conhecimento por meio de 
pesquisas práticas. Com a influência dos séculos anteriores, no século XX surgem diversas 
teorias sobre como o ser humano se desenvolve. Aspesi, Dessen e Chagas (2005) afirmam 
que os paradigmas metodológicos estavam baseados no modelo das ciências naturais. Neste 
contexto, emergem duas correntes metodológicas. De um lado havia os empiristas que 
acreditavam no papel central do ambiente para o desenvolvimento, priorizando análises mais 
qualitativas e operacionalizadas. Neste grupo destaca-se o behaviorismo e as teorias da 
aprendizagem social. Do outro lado, o que era valorizado eram os processos internos, mais 
que os externos, além de acreditarem em padrões universais de desenvolvimento. A 
psicanálise e as teorias de Piaget representam esse grupo. Segundo Aspesi, Dessen e 
Chagas (2005), as técnicas mais utilizadas que também trouxeram muitos resultados eram “a 
observação direta do comportamento, a entrevista e o questionário” (p.20). Com esses 
instrumentos, o desenvolvimento foi investigado desde antes do nascimento até o fim da 
adolescência, fase em se acreditava que o desenvolvimento era interrompido. A partir da 
segunda metade do século XX os paradigmas começam a mudar e a visão- interdisciplinar- 
sobre o desenvolvimento passa a contemplar toda uma complexidade (Aspesi, Dessen & 
Chagas,2005). As investigações na área, então passam a ter mais atenção à diversidade 
humana e propõe “estudos sistêmicos, longitudinais, transculturais, transgeracionais e 
multimetodológicos”(p.21). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com essa visão ampla, começa- se a pesquisar todos os estágios da vida, ou seja, do 
desenvolvimento pré- natal à velhice, A demais, o foco destes estudos recaia sobre os 
desenvolvimentos cognitivo e social e eram considerados e dinamicidade do 
desenvolvimento, as relações do indivíduo, a carga inata (é tudo o que um indivíduo expressa 
sem ter que ter aprendido por meio de experiências pessoais com o meio ambiente) e 
adquirida, ‘’ a dialética entre os sistemas biopsicossociais inseridos no contexto histórico 
cultural e [...] as influencias bidirecionais presentes entre todos os sistemas envolvidos no 
processo de desenvolvimento humano’’(Aspesi, Dessen & Chagas, 2005;p.22). 
O desenvolvimento da área favoreceu a atualização das concepçõesde desenvolvimento 
humano, não mais restrito à infância. Magnussos e Cairns (1996, citados por Aspesi, Dessen 
& Chagas, 2005) propõem que as mudanças de perspectivas de estudo no desenvolvimento 
humano constituem uma Ciência do Desenvolvimento Humano, uma disciplina independente 
que engloba conhecimentos não só da psicologia, mas de outras áreas afins, ‘’qualquer 
processo de mudança progressiva que ocorre com base nas interações estabelecidas dentro 
de um contexto, englobando os processos biológicos [...] até as mudanças sócio históricas ao 
longo do tempo’’ (p. 23) Cole e Cole (2004) por sua vez, mesmo fazendo referência ao 
desenvolvimento da criança, consideram toda a vida da pessoa quando definem o 
desenvolvimento como ‘’sequência de mudanças físicas, cognitivas e psicossociais que as 
crianças experimentam a medida que vão crescendo-mudanças que começam com a 
concepção e continuam durante a vida toda’’(p.28). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como nós desenvolvemos? 
A partir do que já foi exposto, percebe-se que o desenvolvimento humano é um processo 
contínuo e dinâmico, ou seja, o sujeito sempre estará em constante mudança devido sua 
própria experiência existencial, ensejando um inter jogo entre as esferas biológicas, 
psicológicas e sociais. Bock, Furtado e Teixeira (1999) elencam aspectos que influenciam no 
desenvolvimento, que são: o físico, o intelectual, o afetivo-emocional, e o social. O aspecto 
físico é o organismo em si, o aparato biológico que engloba a maturação neurofisiológica e 
o corpo propriamente dito. O aspecto intelectual trata do desenvolvimento da cognição, do 
raciocínio. Os aspectos afetivo-emocionais fazem referência à forma como o sujeito integra 
as experiências a partir dos sentimentos. Finalmente, o aspecto social refere-se às relações 
do indivíduo com o meio externo, com as outras pessoas. No entanto, como já supracitado, 
tais aspectos não ocorrem separadamente, estão sempre em interação e sob influência mútua 
(Bock, Furtado & Teixeira, 1999). Outra importante dupla de influência mútua é da filogenia 
com a ontogenia. Enquanto a filogenia diz respeito aos aspetos evolucionários da espécie, a 
ontogenia refere-se ao desenvolvimento da pessoa durante toda a sua vida (Cole & Cole, 
2004). Isso quer dizer que a carga genética herdada, os fatores externos ao indivíduo e sua 
história no mundo estão em um processo dinâmico de influência. As mudanças decorrentes 
do desenvolvimento, porém, não ocorrem de forma desordenada. Há certa linearidade nos 
processos desenvolvimentos mentais em que podemos perceber de forma não muito 
marcada, etapas durante à vida do sujeito. Aspesi, Dessen e Chagas (2005) trazem os 
conceitos de estágio, transição e trajetória de vida. O estágio está relacionado com “padrões 
comportamentais e habilidades 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
características de uma determinada idade ou fase do ciclo de vida” (p.23), ou seja, refere-se 
a um conjunto mais estável. A transição, por sua vez, é justamente o oposto, em que há 
instabilidade e o indivíduo adquire habilidades e padrões para alcançar um novo estágio de 
desenvolvimento. Assim, a partir dos estágios e dose dos períodos de transição, a trajetória 
de vida vai sendo constituída, visto que é a forma como o sujeito integra e estrutura as diversas 
experiências de vida articulada com o contexto, como as vivências entre os estágios, por 
exemplo. Os conceitos de continuidade e mudança, também trazidos por Aspesi e colegas 
(2005) tem importante papel para a dinamicidade do desenvolvimento, uma vez que a todo 
momento somos desafiados pelo ambiente, o que nos leva a atualizar nossa maneira de lidar 
com novas situações. A continuidade “refere-se aos padrões relacionais e comportamentais 
transferidos de uma situação anterior para uma nova situação” (Elder, 1996, citado por 
Aspesi, Dessen e Chagas; p.25). A mudança então refere-se às adaptações às novas 
situações em que ocorre um novo direcionamento dos padrões pessoais de conduta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Epistemologia Genética de Jean Piaget Jean Piaget (1896-1980) 
Foi um psicólogo e filósofo suíço, conhecido por seu trabalho sobre inteligência infantil. Piaget 
passou grande parte de sua carreira profissional interagindo com crianças e estudando o 
processo de raciocínio delas. O que diferenciou seu trabalho de muitos outros anteriores foi 
que Piaget via crianças e adultos como seres muito diferentes. Ele estava convencido de que 
havia uma longa trajetória queque desde o pensamento intuitivo até o pensamento formal, de 
um adulto. Com essa especificidade, Piaget reforçou alguns cuidados particulares que 
adultos deveriam dedicar às crianças. Para Bock et al. (1999), o desenvolvimento humano 
deve ser estudado a partir de quatro aspectos básicos aspectos básicos o aspecto físico-
motor, o aspecto intelectual, o aspecto afetivo-emocional e o aspecto social. O primeiro deles 
refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica e à capacidade de 
manipulação de objetos e de exercício do próprio corpo. O segundo aspecto básico refere-se 
à capacidade de pensar e raciocinar. O terceiro aspecto diz respeito ao modo particular de o 
indivíduo integrar suas experiências, é o sentir. A sexualidade faz parte desse aspecto. Por 
último há o aspecto social, que diz respeito à maneira como o indivíduo reage diante das 
situações que envolvem outras pessoas. Ainda de acordo com Bock et al. (1999), todas as 
teorias do desenvolvimento humano partem do pressuposto de que esses quatro aspectos 
são dissociados, mas elas podem enfatizar aspectos diferentes. No caso de Jean Piaget, 
como já supracitado, o foco de seus estudos foi o desenvolvimento intelectual. Esse estudo 
de Piaget foi essencial e primário no queque diz respeito aos estudos sobre inteligência e 
desenvolvimento humano. Piaget dizia que nascemos dotados de estruturas biológicas que 
nos predispõe à aquisição de estruturas mentais. Essas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
estruturas são definidas a partir dada interação organismo e meio. Nesse processo, o meio 
ambiente funciona como facilitador, fornecendo estímulos e problematizando algumas 
situações que requerem como solução, diferentes processos cognitivos. Para ele, a 
inteligência não é herdada, mas, principalmente, construída. Para Gelson de Pádua (2009), a 
grande preocupação da Epistemologia Genética é explicar a ordem de sucessão em que as 
diferentes capacidades cognitivas se constroem. O fato de a formação da capacidade 
cognitiva acontecer em períodos sucessivos decorre, principalmente, de que asas 
competências que vão sendo adquiridas pelo sujeito ao longo de sua vida, pressupõem outras 
que lhe são anteriores. Piaget divide os períodos do desenvolvimento dede acordo com o 
aparecimento de novas qualidades do pensamento, o que, por sua vez, interfere no 
desenvolvimento global. Ele destaca quadro períodos: o sensório-motor (0 a 2 anos); o pré-
operatório (2 a 7 anos); o período dede operações concretas (7 a 11 ou 12 anos); e o período 
de operação formal (11 ou 12 anos em diante). No período sensório-motor a criança conquista 
através da percepção e dos movimentos, todos movimentos, todo o universo queque a cerca. 
Ao longo deste período vai ocorrer na criança uma diferenciação progressiva entre o seu eu 
e o mundo exterior. Essa diferenciação também ocorre nono plano afetivo, pois o bebê passa 
das emoções primárias para uma escolha afetiva dos objetos (Bock et al., 1999). No período 
pré-operatório o que aparece de mais importante é a linguagem, que irá acarretar 
modificações nos aspectos intelectual, afetivo e social da criança. A comunicação e a 
interação por sua vez, são as principais consequências da linguagem. Também como 
consequência dada linguagem, o desenvolvimento do pensamento é acelerado(Bock et al., 
1999). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O período das operações concretas é caracterizado pelo início da construção lógica, isto é, a 
capacidade da criança de estabelecer relações que permitam a coordenação de pontos de 
vista diferentes. No nível intelectual, surge uma nova capacidade mental chamada de 
operações, isto é, ela consegue realizar uma ação mental ou dirigida para um objetivo final e 
reverter para o seu início aspecto afetivo irá ocorrer aparecimento da qualidade superior que 
atua quando há conflitos de tendências ou intenções” (Bock et al., 1999). Por último há o 
período das operações formais, onde ocorre a passagem do pensamento concreto e o 
pensamento formal, isto é, o adolescente realizado realiza as operações novas ideias, sem 
da necessidade de manipulação ou referências. De acordo com Bock. (1999), Do ponto de 
vista da suas relações sociais, também ocorre o processo de caracterização, inicialmente por 
interiorização intrigue, aparentemente que é antissocial ele se afasta da família, não aceita 
conselhos de adultos; mas realidade, o alvo de sua reflexão é a sociedade, sempre analisar 
como possível ser reformada e transformada posteriormente, atinge o equilíbrio entre 
pensamento e realidade, quando compreende a importância da reflexão para a sua ação 
sobre o mundo esse foi apenas um resumo dos estudos que Piaget realizou por mais de 
50 anos sobre o tema. O autor dizia que o organismo, em seu processo de desenvolvimento, 
busca atingir formas de equilíbrio cada vez melhores, em um processo de equilibração 
sucessiva forma uma forma final (para Piaget, das operações das operações formais). É 
importante saber também que essa forma de desenvolvimento é um processo que permanece 
sempre em crescimento, ampliação e aprofundamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Muito influenciado pela teoria da evolução das espécies de Darwin Piaget diz ainda que a 
inteligência constitui uma forma de adaptação do ser humano e meio ambiente. Em sua visão, 
Piaget trouxe uma enorme contribuição à Psicologia do desenvolvimento e psicologia como 
um todo direcionamento, seus estudos a acerca do tema foram pioneiros na área e 
desencadearam uma série de pesquisas e estudos, teorias que até nos dia de hoje com bases 
nos estudos iniciais de Jean Piaget. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Discussão 
A teoria piagetiana foi e ainda é extremamente importante para estudos sobre a fase da 
infância. Muito do que Piaget apresenta até hoje com base de estudos sobre inteligência, 
infância e desenvolvimento humano. Seu nome, sem dúvida, é um dos mais importantes para 
a Psicologia do Desenvolvimento. No entanto, como qualquer modelo, apresenta suas 
limitações. Dado o modelo de desenvolvimento da inteligência na criança proposto por Piaget, 
podemos perceber algumas limitações em seus estudos. A mais perceptível é que seu 
modelo é muito restrito à infância e as fases posteriores do desenvolvimento são deixadas de 
lado e pouco utilizadas. Como o próprio Piaget dizia, o desenvolvimento está em constante 
adapitividade, logo, mesmo nas outras fases, nós nos desenvolvendo. Um outro fator de 
limitação é que o foco principal de Piaget é o desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento 
moral e social, por exemplo, não é muito explorado por ele parte desse seu interesse pelo 
desenvolvimento cognitivo de fato foi sua formação em Biologia de Piaget, o que faz com que 
o autor se aproxime mais de aspectos cognitivos do que de outros aspectos como já citado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
Tendo em vista os pontos visto nesse trabalho, é possível compreender a importância da 
psicologia do desenvolvimento para o estudo da psicologia como um todo. Isso porque o 
desenvolvimento do ser humano está em constante atividade, não sendo um fenômeno 
estático, pois ocorre em todas as fases da vida de um ser humano. A teoria de Piaget 
desempenha um papel central na compreensão das fases do desenvolvimento, pois como 
muito citado, Piaget foi pioneiro nos estudos sobre inteligência e desenvolvimento cognitivo 
na infância o psicólogo suíço revolucionou a abordagem educacional e pedagógica em 
diversas partes mudaram seus estudos acerca do tema. Piaget distinguiu quatro estágios 
desenvolvimento cognitivo do sensório motor até operações formais. O primeiro desse estágio 
ocorre no âmbito da motricidade; o segundo, pré operacional; o terceiro das operações 
concretas com a capacidade mentais de uma pessoa adulta e o quarto o estágio de operações 
formais. Diferença entre os últimos é que, no terceiro, o pensamento operatório ainda é ligado 
ao concreto passo que no quarto, este mesmo pensamento tem ligação ao abstrato e formal 
(Pádua, 2009). Apesar disso, a teoria de Piaget não está imune a críticas. As principais são: 
a teoria não abarca a dimensão do desenvolvimento moral e social, enfatizando apenas o 
desenvolvimento cognitivo; e, além disso, sua teoria ignora também as fases do 
desenvolvimento posteriores à fase da infância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
Aspesi, C.C.; Dessen, M.A. & Chagas, J.F. (2005). A ciência do desenvolvimento humano: 
uma perspectiva interdisciplinar. Em M.A. Dessen & A.L.C. Júnior (Orgs.). A ciência do 
desenvolvimento humano. Tendências atuais e perspectivas futuras. Porto Alegre: ARTMED. 
Bock, A.M.B., Furtado, O., Teixeira, M.L.T. Psicologias: uma introdução ao estudo de 
psicologia. 13.ed. São Paulo: Saraiva, 1999 Cole, M. & Cole, S.R. (2004). O desenvolvimento 
da criança e do adolescente. Porto Alegre: ARTMED. Capítulo 1 – Estudo do Desenvolvimento 
Humano. Pádua, G. L. D. (2009). A epistemologia genética de Jean Piaget [Versão 
eletrônica], Revista FACEVV, 1º semestre de 2009, número 2, p. 22-35.

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