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Modelos Inovadores em Negócios Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Dr. Marcos Crivelaro Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin Canvas – Canais e Relacionamento • Introdução; • Canais; • Construção de Relacionamento com o Cliente; • Plataformas Multilaterais. • Estudar sobre o bloco Canais que descreve como seu negócio se comunica e alcança seus Segmentos de Clientes para entregar os benefícios prometidos por sua Propos- ta de Valor; • Apresentar o bloco de Relacionamento com Clientes que descreve como atrair clientes para seu canal de vendas, mantê-los nessa condição e obter crescentes receitas deles ao longo do tempo e os tipos de Relacionamentos utilizados pelo seu Modelo de Negó- cios que vão infl uenciar profundamente a experiência geral de cada cliente. OBJETIVOS DE APRENDIZADO Canvas – Canais e Relacionamento Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam- bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Introdução O meio pelo qual uma Organização fornece sua proposta de valor ao seu segmento de clientes é conhecido como um CANAL. Existem várias opções de canais disponíveis para uma Organização e a seleção é baseada no canal mais rápido, mais eficiente e com o menor investimento necessário. Existem dois tipos básicos de canais: canais da Empresa, como frentes de loja e canais de parceiros, como distribuidores. Uma Empresa pode optar por escolher uma ou empregar uma combinação de ambas. Para um empreendedor, o primeiro passo para lidar com os canais é identificar os canais dos clientes. Pontos de contato com os clientes podem ser limitados ou diversos, dependen- do da estratégia da Empresa. Então, ele precisa avaliar a força do canal realizando uma análise SWOT no canal. Finalmente, a Empresa pode identificar e construir novos canais de clientes. Uma Organização deve selecionar o tipo de relacionamento que terá com seu segmento de clientes para criar sucesso financeiro e sustentabilidade. Relacionamentos com clientes podem ser categorizados da seguinte forma: • Assistência pessoal: nesse tipo de relacionamento, a Empresa interage com o cliente diretamente, por meio de um funcionário que fornece o toque hu- mano, auxiliando a pré-venda do cliente, durante a venda, e até mesmo pode fornecer serviços pós-venda; • Assistência pessoal dedicada: esse tipo de relacionamento é caracterizado por uma interação muito próxima entre o cliente e a Empresa, por meio de um representante dedicado, que recebe um conjunto de clientes e é pessoalmente responsável por toda a experiência que o cliente tem com a Empresa; • Autoatendimento: o autoatendimento coloca o ônus da experiência do clien- te nas ferramentas que a Empresa fornece para o cliente servir a si próprio; • Serviços automatizados: são relacionamen- tos personalizados de autoatendimento, nos quais a preferência histórica do cliente é levada em conta para melhorar a experiência geral; • Comunidades: na era eletrônica de hoje, a cria- ção de comunidades de clientes permite que as Organizações se comuniquem diretamente com elas. Isso possibilita uma experiência aprimora- da do cliente porque a comunidade permite que os clientes compartilhem suas experiências e apresentem desafios e soluções comuns; • Cocriação: o cliente tem uma mão direta no formulário que o produto ou o serviço da Em- presa tomará. Figura 1 – Autoatendimento bancário Fonte: Wikimedia Commons 8 9 Para um empreendedor, a prioridade é identificar o tipo de relacionamento que ele tem com o cliente. Em seguida, o valor do cliente deve ser avaliado em termos da frequência de seus gastos com os produtos e os serviços da Empresa. Clientes leais são relacionamentos nos quais a Empresa deve investir, pois eles gerarão receita estável ao longo do ano. Importante! Um Caixa Eletrônico, Caixa Automático (português do Brasil), uma Caixa Multibanco (ou simplesmente “multibanco”) (português de Portugal), um Terminal Bancário (em todas as variantes do português) ou Remote Banking (do inglês: Automated Teller Machine – ATM) é um dispositivo eletrônico que permite que clientes de um Banco retirem dinheiro e veri- fi quem o saldo de suas Contas Bancárias sem a necessidade de um funcionário do Banco. São os principais equipamentos de automação bancária. Muitos terminais também per- mitem que as pessoas depositem dinheiro ou cheques, transfi ram dinheiro entre contas bancárias, comprem cartões pré-pagos para seus celulares/telemóveis ou até mesmo comprem selos. Trocando ideias... Canais Esse Bloco define como uma Organização se comunica e fornece valor ao seg- mento de clientes escolhido. Os Canais são os pontos de contato por meio dos quais uma Organização se relaciona com seus clientes e, como tal, desempenham papel enorme na definição da experiência do cliente. Os canais podem ser catego- rizados como Canais de Marketing, Vendas ou Distribuição. Os Canais e as relações com os clientes estão diretamente ligados ao “como” uma Empresa se vincula ao segmento de clientes-alvo. A maioria das Empresas possui um meio diferente para atrair um cliente e separar estratégias para mantê- -lo. É aconselhável listar canais separados para segmentos de clientes diferentes se sua Organização estiver segmentando mais de um. O canal de distribuição representa um dos pilares do Mix de Marketing e como uma Organização disponibilizará seu produto ou serviço para o consumidor final, para consumo ou uso. Um canal de distribuição pode ser direto, o que significa que o fabricante vende diretamente ao cliente ou pode ter intermediários que podem comprar e revender o produto, no caso de comerciantes, ou representar o fabricante sem possuir o produto, no caso de Agentes e corretores. As Organizações precisam levar em conta múltiplos fatores ao decidir entre possuir seus canais, estabelecer parceiros para fornecer canais ou empregar um amálgama de ambos. 9 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Uma Organização que vende lâmpadas para faróis pode ter acesso a uma infini- dade de canais, como um site em que os atendentes do farol podem ver e comprar diferentes tipos de lâmpadas, anúncios colocados por meio do Google Ads tam- bém são um dos canais.Se a Organização terceiriza serviços pós-venda para outra Empresa, ela também representa outro canal que liga a Empresa ao usuário final. Uma estratégia de distribuição bem pensada pode se tornar uma fonte de vantagem competitiva para sua Organização, como é o caso de gigantes como Dell e Amazon. Se o seu Canal de Distribuição também é centrado no cliente, ou seja, é feito sob medida para a conveniência do usuário final, ele será ainda mais bem sucedido. Como selecionar um Canal de Distribuição Ao selecionar um Canal de Distribuição, cinco elementos precisam ser levados em consideração para garantir uma boa correspondência para o seu negócio; • O número de segmentos de clientes ou o tamanho do Mercado que você está segmentando; • Investimento requerido pelo canal de distribuição – Isso incluirá uma análise dos diferentes custos associados, como custo de valor absoluto, custo por cliente, cus- tos fixos e variáveis e a rentabilidade que cada opção de canal traz para a Tabela; • Se o produto é padrão, caso em que a mesma versão atrairá os perfis dos clientes e poderá ser vendida por meio de um canal externo ou de um produto não padronizado que precisa ser adaptado às necessidades do cliente e para o qual a Empresa precisa ter contato direto com o cliente; • Quantidade de controle requerida sobre o canal de distribuição – O canal de distribuição pode ser caracterizado por comunicação aberta e fluxo livre de in- formações ou, se houver possibilidade de concorrência do distribuidor, então, um relacionamento muito mais fechado; • Também é importante levar em conta quanto tempo um relacionamento sau- dável levará para ser estabelecido com o distribuidor, bem como a duração do relacionamento também; fatores que contribuem para a flexibilidade do canal. Construção de Relacionamento com o Cliente Esse bloco de construção determina a natureza dos relacionamentos que uma Organização desenvolverá com seus vários segmentos de clientes. Uma Empresa pode escolher se comunicar com seus clientes por meio de pes- soas ou por meios automatizados. Os relacionamentos com os clientes que uma Organização opta são baseados no modelo de negócios da Empresa e causam grande impacto na experiência geral do cliente. 10 11 Os relacionamentos dependem de três motivações principais, explicadas a seguir. Aquisição de clientes A aquisição do cliente é o processo de persuadir um cliente a selecionar o pro- duto da sua Organização em detrimento das opções disponíveis no Mercado. As Empresas, geralmente, gastam muitos recursos avaliando a troca entre o custo de adquirir um cliente e o valor que o cliente oferece à Empresa. Uma série de meios e de tática está disponível para os empresários de hoje, que estão interessados em adquirir clientes para seus negócios, que são: • Marketing de conteúdo: para empreendedores com recursos limitados, o Marketing de conteúdo é uma alternativa muito atraente e útil. Embora muitas Organizações possam optar por esse meio, provou-se ser ele extremamente eficaz para aqueles que o empregaram de forma inteligente; • Search Engine Optimization: Marketing de conteúdo significa automatica- mente que você tem seu nome e informações relevantes para sua marca e sua Empresa disponíveis on-line. Quanto mais pessoas estiverem expostas a ele e o compartilharem, maior será seu conteúdo nos resultados de pesquisa, o que é uma das maneiras mais eficazes de fazer com que seu produto seja notado por seu cliente-alvo; • E-mail Marketing: é o tráfego resultante, direcionado a uma Organização de Marketing de conteúdo, e a otimização de mecanismos de busca pode propor- cionar aos empreendedores acesso a um rico recurso de clientes em potencial. Quando os clientes se inscrevem para receber informações e notícias sobre o seu produto, você conseguiu adquirir um cliente sem precisar investir em uma força de vendas extensa; • Redação: as palavras têm um forte impacto na maneira como seu produto será posicionado e percebido pelo cliente. Os redatores podem desempenhar papel fundamental para garantir o sucesso do posicionamento de sua marca, além de atrair os clientes certos para seus produtos; • Otimização da taxa de conversão: quanto mais sua Empresa começa a atrair clientes, maiores são as chances de adquiri-los, fazendo pequenos ajustes no conteúdo e nas perspectivas; • Social Media Marketing: apesar da popularização das Mídias Sociais como ferramenta de aquisição de clientes, a Empresa não pode depender exclusiva- mente de divulgar seu produto no Mercado. Quando usada em colaboração com outras táticas, no entanto, as Mídias Sociais podem elevar seu produto de forma significativa na estimativa do segmento de clientes-alvo; • Analytics: não é apenas o suficiente para mobilizar a notícia dos seus produtos por meio da mídia mencionada acima. Se as Empresas não usarem dados co- letados de um ou mais desses recursos e analisá-los para entender melhor seus clientes, eles não estão aproveitando ao máximo o investimento que fizeram. 11 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Fidelização de clientes A retenção de clientes refere-se ao relacionamento de longo prazo que uma Empresa estabelece com seus clientes; quanto mais clientes repetidos, uma Em- presa tem, mais estão assegurados campeões que comercializarão seus produtos e ajudarão a adquirir clientes adicionais. A seguir, estão algumas estratégias que as Empresas podem usar para manter seus clientes e formar relacionamentos de longo prazo com eles: • Stand for Something: os clientes são mais leais às marcas com as quais se identificam ou que sentem representar características que gostariam de imitar. Por isso, é imperativo para uma Empresa selecionar o que sua marca repre- senta e comunicar isso aos seus clientes; • Utilize provas sociais positivas: sites que fornecem aos clientes fatos que mostram como o uso de seus produtos melhorará sua posição social têm maior probabilidade de ajudar a Empresa a reter clientes em longo prazo; • Invoque o ego interior: os clientes são automaticamente mais inclinados a um produto baseado em quanto ele reflete as qualidades que eles sentem que existem em si mesmos. Isso é chamado de egoísmo implícito e pode ser uma arma muito eficaz. As Empresas só precisam conhecer seus clientes de dentro para fora, ter total compreensão da linguagem que falam, suas necessidades e seus desejos, para poder se conectar com eles e mostrar-lhes como a Empresa e seus produtos são uma extensão de si mesmos; • Use as palavras que eles adoram ouvir: certas palavras têm impacto pro- fundo no comportamento de compra dos clientes, e se o produto cumpre a promessa dessas palavras, a retenção de clientes se torna mais fácil; • Reduza pontos de dor e fricções: se você resolver um problema para seu cliente, você o reterá por muito mais tempo; • Perceba que o orçamento é insignificante: a maioria das Empresas hesita em devolver aos clientes, sem perceber que dar um desconto, mesmo que seja pequeno, impressionará o cliente e o fará voltar para mais; • Utilize a reciprocidade surpresa: ao surpreender o cliente, oferecendo-lhe um benefício como um desconto ou um complemento gratuito, inesperada- mente, ficará com o cliente por mais tempo. • - Tornar pessoal: ao fornecer um serviço personalizado aos clientes, você au- menta suas chances de criar um cliente fiel; • A velocidade é secundária à qualidade: muitas vezes, as Empresas cometem o erro de escolher a velocidade do serviço em detrimento da qualidade, achan- do que os clientes apreciariam a troca. No entanto, estudos mostraram que os clientes têm maior probabilidade de voltar se a importância for dada à qualidade; 12 13 • Os clientes desfrutam de Empresas que os conhecem: quanto mais tempo um funcionário gasta com o cliente, conhecendo-o e, portanto, proporcionando nível de personalização, mais provável é tranquilizar o cliente que a Empresa realmente o conhece e, portanto, continuar puxando-o de volta para amarca; • Escolha a plataforma certa: é importante saber qual canal de comunicação é preferido pelos clientes e utilizar esse canal ao máximo para manter sua pre- sença garantida na psique do cliente; • Faça disso um esforço comum: todos os elementos da Organização devem ser totalmente envolvidos e mantidos no circuito quando se trata de atender um cliente. O efeito agregado melhorará muito a experiência geral; • Incentive as pessoas: é mais provável que os programas de fidelidade sejam usados se as Empresas ultrapassarem a resistência inicial do cliente e garanti- rem que os clientes sejam automaticamente inscritos nesses esquemas. Quan- do a bola está rolando, é mais provável que os clientes permaneçam no Curso; • Obtenha clientes ideais para serem VIPs: os humanos são competitivos por natureza e os estudos respaldaram essa observação, mostrando que as pessoas gostam de ser atribuídas a uma determinada classe de cliente, se houver uma turma a seguir deles no programa; • Rotule seus clientes: é mais provável que os clientes voltem se a associação com a marca colocar um rótulo neles. Figura 2 – Atraindo clientes Fonte: Pixabay 13 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Aumentando as vendas (upselling) As Empresas estão sempre focadas em aumentar suas vendas e costumam usar uma estratégia chamada upselling, que exige que os representantes convençam o cliente a comprar mais produtos da Empresa. Ao usar uma combinação de linguística, produtos de embalagem, reduzir seu preço global e vender produtos dependentes, as Empresas garantem que o cliente compre o máximo possível de seus produtos. Na verdade, as Empresas geralmente oferecem programas de incentivo que recompensam os funcionários que conseguem aumentar suas vendas por meio da técnica de upselling e pedem a outras pessoas que imitem as técnicas e as táticas usadas por esses funcionários. No entanto, esses programas de incentivo são man- tidos estritamente em sigilo porque, se um cliente souber sobre eles, isso poderá quebrar a tênue relação de confiança entre ele e o representante do cliente. Upsells típicos que você pode ter experimentado: • -Perguntar a um cliente se ele gostaria de adicionar uma bebida ou batatas fritas ao seu pedido num restaurante de fastfood; • Convencer um cliente que consegue consertar o laptop dele para ter mais RAM ou um disco rígido maior instalado; • Sugerir a um cliente que ele deve atualizar seu telefone para uma versão mais recente do aparelho. Normalmente, existem duas técnicas que os upsellers de sucesso costumam usar: • Os upsellers bem-sucedidos são frequentemente pesquisadores e observado- res que conhecem o perfil do cliente, concentrando-se, particularmente, em suas preferências econômicas, demográficas, de preferências e aspirações so- ciais. Isso ajuda o vendedor a personalizar seu campo de acordo com o gosto do cliente; • Outra técnica comum entre os upsellers é o uso do medo, permitindo que o cliente saiba que o produto pode ficar sem estoque devido à demanda ou fazê- -lo comprar serviços pós-venda ou garantias de itens caros, revelando que o produto é sensível e precisa ser manuseado por mãos experientes. Figura 3 – Tipos de clientes Fonte: Pixabay 14 15 Categorias de relações com o cliente As relações com os clientes podem ser divididas em seis categorias principais, que podem se sobrepor a uma Organização relacionada a diferentes segmentos de clientes. • Categoria 1 – Assistência pessoal: Esse tipo de relacionamento com o clien- te é caracterizado pelo toque humano. Os clientes têm a oportunidade de interagir com um representante de vendas enquanto tomam sua decisão de compra ou com um representante de atendimento ao cliente para serviços pós-venda; • Categoria 2 – Assistência pessoal dedicada: Esse tipo de relacionamento leva a assistência pessoal ao próximo nível ao designar representantes de- dicados ao atendimento ao cliente. Esse tipo de relacionamento leva algum tempo e delicadeza para se desenvolver e é caracterizado pelas características de conhecimento do cliente, que ele usa para personalizar a experiência do cliente com a Empresa. Os bancos frequentemente atribuem um único ponto de contato com clientes importantes, com um relacionamento de longo prazo com o Banco e um alto patrimônio líquido; • Categoria 3 – Autoatendimento: O modelo Do It Yourself tem se tornado cada vez mais popular à medida que as Organizações buscam medidas de redução de custos que reflitam nos preços dados aos clientes. Nesse tipo de relacionamento, a Empresa fornece todas as ferramentas que um cliente pre- cisa para se manter; • Categoria 4 – Serviços automatizados: Os serviços automatizados são o próximo nível de autoatendimento, fornecendo maquinário e processos que aumentam a conveniência, para os clientes executarem eles mesmos os serviços. Esses tipos de serviços costumam ser muito mais personalizados e usam o comportamento de compra e on-line de um cliente para criar um perfil que é usado para fornecer sugestões ao cliente para aprimorar sua experiência de compra. Assim, os serviços automatizados de várias maneiras podem ser comparados à assistência pessoal devido à personalização que entra na experiência; • Categoria 5 – Comunidades: No ambiente atual de mídia social, as comu- nidades são uma maneira maravilhosa de as Empresas entenderem seus con- sumidores, obterem insights sobre seus hábitos, perspectivas e criarem uma plataforma na qual os clientes possam se reunir e compartilhar conhecimento e experiências. Dessa forma, a Empresa não apenas forma um relacionamen- to pessoal com seus clientes, mas esses laços são fortalecidos pelos relaciona- mentos adicionais que os clientes formam uns com os outros; Glaxo Smith Kline é um exemplo desse tipo de relacionamento. Quando a Empresa lançou um novo medicamento para perda de peso, ele ofereceu aos clientes uma plataforma para formar comunidades que ajudaram a entender os problemas que as pessoas com excesso de peso enfrentam; 15 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento • Categoria 6 – Cocriação: As Empresas estão mudando cada vez mais a natureza do relacionamento com o cliente, envolvendo-as no design e até na criação do produto final. Isso proporciona aos clientes maior propriedade sobre o produto e serviço e, muitas vezes, resulta na criação de campeões de produtos ou marcas no Mercado; A Amazon incentiva os clientes a publicarem suas resenhas de livros no site para que os leitores possam encontrar pessoas com gostos semelhantes e avaliar o que acham de determinados livros antes de tomarem decisões de compra. O YouTube depende inteiramente de seus clientes para criar o conteúdo que permite ao site ser o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo. Figura 4 – Marketing segmentado Fonte: Pixabay Starbucks A Starbucks se concentra em criar um relacionamento de longo prazo com seus clientes e tem sido bem sucedida nesse empreendimento. Ao se tornar tão amplamente disponível para seus consumidores por meio de sua atmosfera única e uniforme em todos os pontos de venda, garante aos clientes a mesma experiência maravilhosa, independentemente de onde estejam obtendo seu café. Assim, os clientes integraram completamente a Starbucks em suas vidas. Além disso, a Starbucks também criou aplicativos móveis e aplicativos de fi delidade que garantem que os clientes continuem voltando mais, proporcionando-lhes uma reciprocidade surpresa e gastos com eles. Google VS. Facebook O Google e o Facebook têm muitos clientes em todo o mundo e, portanto, não dependem de nenhum segmento para manter seus negócios funcionando. Isso signifi ca que ambas as Empresas são totalmente livres para defi nir seus preços, o que os clientes têm de aceitar porque ambas as Empresas detêm o poder em suas mãos. Ambas as Empresas se envolvem no relacionamento Faça Você Mesmo, criando produtos publicitários baseados em leilão de autoatendimento, tornando as Empresas “Decisores de Preço”em vez dos “Accepters de Preço” mais comuns. Ex pl or 16 17 Diversifi cado Empresas que comercializam um único produto ou serviço e que operam num único Mercado têm risco de negócio mais elevado do que Empresas que diversifi- quem as suas atividades. As Empresas dispõem de um vasto leque de estratégias de Marketing para de- senvolver os seus negócios. As opções de diversificar a carteira de produtos, retirar- -se de determinado Mercado, expandir-se internamente ou internacionalizar-se são alguns exemplos das possibilidades existentes. A diversificação é uma das várias orientações estratégicas possíveis. As Empre- sas, quando optam por essa estratégia de Marketing, visam, sobretudo, à redução do risco de negócio. Na prática, essa premissa nem sempre se verifica. Por exemplo, uma Empresa com uma diversificação no nível dos produtos pode não diminuir o risco da sua atividade se estes produtos forem constituídos pela mesma matéria-prima principal. Os perfis de clientes têm poucas sobreposições, mas, devido a razões variadas, a Organização vê valor em investir na atração por esses diversos segmentos. A Amazon.com começou vendendo livros on-line. À medida que os negócios crescem, a infraestrutura de TI se torna cada vez mais sofisticada. Aproveitando essa proposta de valor, a Amazon começou a oferecer sua infra- estrutura de TI por meio de serviços em nuvem para clientes corporativos. Assim, a Amazon agora tem clientes individuais e clientes corporativos também. Na figura a seguir, temos o exemplo de um Parque de Diversões que atende ao público em geral e também oferece pacotes corporativos para eventos com os funcionários. Figura 5 – Marketing diversifi cado Fonte: Pixabay 17 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Complemento Uma estratégia de diversificação de produtos consiste em investir no desenvolvimento de novos produtos ou alterar características dos produtos mantendo-se sua distribuição no mesmo Mercado. A gama de produtos alarga-se e podem ser obtidos ganhos em economias de escala ou na rede de distribuição. No caso de desenvolvimento de produtos com caracte- rísticas similares, pode correr-se o risco de canibalização. A diversificação de Mercado consiste em expandir a venda de produtos para novos Mercados. A principal vantagem consiste em alargar a carteira de clientes e tirar benefícios da curva de aprendizagem. Diversificar o Mercado não significa apenas expandir-se para novas regiões, mas também a possibilidade de exploração de novos canais de distribuição, de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. A diversificação total é a conjugação das duas estratégias anteriores, somando a elas as van- tagens das estratégias antecedentes. No reverso da medalha, surge o risco inerente à gestão de atividades muito complexas, fruto da diversificação simultânea de produtos e mercados. Ex pl or Plataformas Multilaterais O Modelo Plataforma multilateral, também conhecido como Modelo Multi-Faces (ou em inglês Two-Sided), é um modelo que funciona ao atender dois grupos dis- tintos de clientes que geram valor quando interagem entre si. Em outras palavras, o modelo atende dois segmentos diferentes de clientes co- existentes e interdependentes, pois a presença de um gera valor para o outro. Ao permitir que usuários criem e consumam valor, o modelo se torna extremamen- te escalável por se beneficiar de efeitos de rede. Em alguns casos, não se cobra nada de um dos clientes como forma de atraí-lo para, então, poder oferecê-lo ao outro segmento. Uma piada atual diz que nessas ocasiões “se você não está pagando pelo produ- to, você deve ser o produto.” Apesar de o modelo ter ganhado popularidade com as chamadas plataformas on-line, ele existe já há muitos anos e é bastante comum. Negócios que usam esse modelo incluem desde operadoras de cartão de crédito (usuários e varejistas) a até páginas amarelas (leitores e anunciantes). Quando os segmentos de clientes são relacionados por meio de dependência, faz sentido para os negócios atender às duas extremidades da equação. Assim, para uma Empresa de Cartão de Crédito, não é apenas imperativo que os clientes optem por usar seus cartões de crédito, mas igualmente importante para as lojas aceitarem esse cartão de crédito. Se um dos segmentos falhar, o outro au- tomaticamente seguirá o exemplo; simplificando, é um problema de galinha e ovo. 18 19 Hoje, um dos empreendimentos on-line de maior sucesso é o eBay, que opera com plataforma Multi-sided exigindo a presença de compradores e vendedores para o sucesso contínuo. Se o eBay não tiver uma base de clientes suficiente para seus vendedores, os vendedores não terão interesse em anunciar seus produtos no eBay. Por outro lado, se os compradores não têm uma infinidade de vendedores para escolher, eles podem mudar para outras mídias para atender suas necessidades. Figura 6 – Site de vendas eBay Fonte: Pixabay Forças e fraquezas do modelo plataforma multilateral • Forças: O modelo se beneficia de economias de escala e efeito de rede, vez que se dá o trabalho de apenas permitir que diferentes grupos de clientes interajam entre si. São esses grupos que geram e consomem toda a oferta de valor; • Fraquezas: O modelo sofre do problema do ovo ou da galinha, vez que é necessário um grande número de clientes em ambos os grupos para que o negócio seja bem sucedido. De nada adianta ter apenas um dos grupos, pois o modelo só possui valor se ambos os grupos forem equilibrados. Para obter sucesso com o Modelo Plataforma Multilateral é preciso vencer o problema do Ovo e da Galinha e garantir que pelo menos um dos grupos tenha força para conseguir atrair o segundo grupo. Para conseguir isso, é necessário que Empresas consigam operar em um modo unilateral no início de sua operação. Em outras palavras, a plataforma precisa conseguir oferecer valor para pelo me- nos um dos lados. É o caso do Google, que consegue oferecer valor para apenas internautas que querem procurar/buscar algo, ou do Youtube, que oferece valor para quem quer compartilhar vídeos. Uma vez conquistado um dos lados, fica mais fácil conquistar o outro. Em ambos os exemplos acima, foi fácil para Google e Youtube trazerem anunciantes após a conquista do primeiro grupo de clientes. 19 UNIDADE Canvas – Canais e Relacionamento Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Os 8 Ps do marketing digital: O seu guia estratégico de marketing digital ADOLPHO, C. Os 8 Ps do marketing digital: O seu guia estratégico de marketing digital. 3.ed. São Paulo: Novatec, 2011. Value Proposition Design: Como construir propostas de valor inovadoras OSTERWALDER, A; PIGNEUR, Y; BERNARDA, G; SMITH, A. Value Proposition Design: Como construir propostas de valor inovadoras. Tradução de Bruno Alexander. São Paulo: HSM do Brasil, 2014. Leitura E-business Models: Integrating Learning from Strategy Development Experiences and Empirical Research. BAGCHI, S; TULSKIE, B. E-business Models: Integrating Learning from Strategy Development Experiences and Empirical Research. Vancouver: 20th Annual International Conference of the Strategic Management Society, out., 2000; https://goo.gl/sx4isw Value Innovation in the eEconomy KAMBIL, A; ESELIUS, E. Value Innovation in the eEconomy. A Working Paper from the Accenture – Institute for Strategic Change, set., 1999; https://goo.gl/t51y2b An ontology for e-business models OSTERWALDER, A; PIGNEUR, Y. An ontology for e-business models. Wendy Currie: Value Creation from E-Business Models, 2003; https://goo.gl/XqEgZj 20 21 Referências JOIA, L. A.; FERREIRA, S. Modelo de negócios: constructo real ou metáfora de estratégia?. Cadernos EBAPE.BR, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/ pdf/cebape/v3n4/v3n4a02>. Acesso em: jun. 2017. OSTERWALDER A; PIGNEUR Y. Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers.New York: Wiley, 2010. SEBRAE. Cartilha o quadro de modelo de negócios. 2013. Disponível em: <http://gestaoportal.sebrae.com.br/uf/amazonas/cartilha_modelo_negocio1/ cartilha_modelo_negocio>. Acesso em: jun. 2017. 21