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Estratégias metodológicas para 
o ensino de alunos surdos
Professora Thallyta
Para os alunos surdos elas são ainda mais imprescindíveis, uma vez que
eles, em geral, tiveram poucos interlocutores em sua língua e,
consequentemente, poucas oportunidades de trocas e de debates além
de não terem acesso completo aos conteúdos de filmes, programas de
televisão e outras mídias que privilegiam a oralidade (e nem sempre
contam com legenda), ou possuem textos complexos de difícil acesso a
alunos surdos com dificuldades no letramento em língua portuguesa.
• A pedagogia é uma área do conhecimento que procura acompanhar os
avanços tecnológicos e sociais, atenta às tendências da chamada
Sociedade da Visualidade.
• Nessa mesma direção, é relevante pensar em uma pedagogia que
atenda as necessidades dos alunos surdos que se encontram imersos no
mundo visual e apreendem, a partir dele, a maior parte das informações
para a construção de seu conhecimento. Para os surdos os conceitos são
organizados em língua de sinais, que por ser uma língua viso-gestual,
pode ser comparada.
• Para favorecer a aprendizagem do aluno surdo não basta apenas apresentar
os conteúdos em Libras, é preciso explicar os conteúdos de sala de aula
utilizando de toda a potencialidade visual que essa língua tem.
• Campello (2007), defende que se trata de uma semiótica imagética: um
novo campo que explora a visualidade a partir do qual podem ser
investigados aspectos da cultura surda, da constituição da imagem visual
presentes nos surdos, os chamados “olhares surdos”, que podem ser
cultivados também como recursos didáticos.
Elementos imagéticos como recurso
didático como: uma maquete, um
desenho, um mapa, um gráfico, uma
fotografia, um vídeo, um pequeno
trecho de um filme) poderia ser um
material útil à apresentação de um
tema ou conteúdo pelos professores.
Um elemento visual que provocasse
debate, que trouxesse a tona
conceitos, opiniões e que pudesse ser
aprofundado na direção dos objetivos
pretendidos pelo professor.
• A pedagogia visual a ser usada na educação de surdos consiste na [...]
exploração de vários nuances, ricas e inexploradas, da imagem, signo,
significado e semiótica visual na prática educacional cotidiana,
procurando oferecer subsídios para melhorar e ampliar o leque dos
“olhares” aos sujeitos surdos e sua capacidade de captar e
compreender o “saber” e a “abstração” do pensamento imagético
dos surdos (CAMPELO, 2007, p. 130).
• A escola pode colaborar para a exploração das várias nuances da
imagem, signo, significado e semiótica visual na prática educacional
cotidiana, oferecendo subsídios para ampliar os “olhares” aos sujeitos
surdos e à sua capacidade de captar e compreender o “saber” e a
“abstração do pensamento imagético”.
• Apesar de não ser esperada o domínio da língua
de sinais pelo professor regente, tarefa esta que
seria reservada ao intérprete, não se pode negar
que um aprofundamento em Libras é de grande
proveito para que o professor possa auxiliar o
aluno surdo na compreensão dos conteúdos.
Contudo, não basta apenas dominar a língua se
não existir uma metodologia adequada para
apoiar o que se está explanando, o que incide na
necessidade de formação de futuros professores
que saibam elaborar boas aulas – visualmente
claras e que facilitem a atuação do intérprete e a
compreensão do aluno surdo.
• Um dos recursos que o professor pode utilizar em sala de aula e o 
Datashow, para melhor visualização do conteúdo.
O intérprete de Libras e o professor: parceira necessária.
• Mais que reconhecer sua presença é preciso que o professor/futuro
professor adquira uma postura favorável à sua atuação. Mas de que modo
o professor pode favorecer o bom desempenho profissional do intérprete
de língua de sinais (TILS)? E como o TILS pode contribuir para o bom
trabalho do professor?
• Se o professor não assumir práticas que favoreçam a atuação do TILS,
consequentemente, a compreensão do aluno surdo ficará comprometida. Para
desenvolver práticas acadêmicas acessíveis é necessário, antes de qualquer
adaptação curricular, que haja parceira entre os professores e TILS.
• Zampieri (2006), em sua pesquisa em uma escola inclusiva, com a presença de
TILS, destaca que, para um ensino adequado a alunos surdos e ouvintes a
parceira não é somente uma necessidade, mas algo fundamental.
Mas o que significa planejamento no contexto escolar?
• “planejar é antecipar mentalmente uma ação ou um conjunto de ações a ser
realizadas e agir de acordo com o previsto. Planejar não é, pois, apenas algo que se
faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensa.”
(VASCONCELLOS, 2000, p. 79). ... Assim, mais que apresentar os conteúdos aos TILS,
acreditamos na importância de uma reflexão, que envolva professor e TILS, acerca
das estratégias de ensino a serem utilizadas, pois é nesse momento que o TILS pode
dar ideias, sugerir e auxiliar na confecção de materiais visuais-práticas que
favorecerão todos os alunos, e não apenas os surdos.
• Outra maneira de favorecer o trabalho do TILS, dando continuidade à
proposta anterior, seria o professor disponibilizar um espaço da lousa
para o seu uso durante a aula. Para dar concretude à ideia usaremos
com exemplo o tema abordado anteriormente: uma aula de Biologia
em que são explorados os componentes e funções dos órgãos do
sistema digestório.
• O TILS pode ser a peça fundamental quanto a avaliação do aluno surdo, pois é ele
quem acompanha mais intimamente o processo de aprendizagem deste aluno –
enquanto o professor é responsável por todos os alunos. Embora a função do TILS
seja a tradução de uma língua para outra, torna-se inviável pensar na sua atuação
somente sob esse aspecto, pois, conforme Lacerda (2003) afirma, ele tem uma
relação estreita, cotidiana com os alunos surdos e, por esse motivo, não pode
simplesmente interpretar sem se importar com a compreensão e o aprendizado
deles. Interpretar e aprender, nesse ambiente, são fatores indissolúveis e o
intérprete assume, inerente ao seu papel, a função de educador.
• A realidade da educação de surdos ainda é algo a ser discutido e melhor
aprofundado. É inegável a importância da utilização de metodologias
adequadas em sala de aula que beneficiem os alunos Surdos que estão
inclusos, sendo o professor responsável por incentivar e mediar à
construção do conhecimento através da interação com o aluno Surdo e
seus colegas (LACERDA, 2006).
• O modelo de educação bilíngue visa que o aluno Surdo possa ter um
desenvolvimento cognitivo-linguístico equivalente ao do aluno ouvinte,
com acesso às duas línguas: a língua brasileira de sinais e a língua
majoritária utilizada na comunidade em que esta inserida. Nos dias atuais,
o Bilinguismo está sendo utilizado no Brasil como o método mais adequado
para o desenvolvimento educacional dos Surdos no contexto “inclusivo”.
Porém, mais do que ter o aluno Surdo inserido em sala com o aluno
ouvinte, e mais do que ter a presença de um intérprete, é fundamental que
os envolvidos nesta educação respeitem a língua de sinais e a cultura
surda, fomentem o encontro desta com as demais culturas.

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