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Trichomonas vaginalis e a Tricomoníase Caso clinico qual motivo de estudar a trichomonas vaginalis? · IST curável de maior prevalência no mundo; · Estimativa de 174 milhões de novos casos por ano (Johnston e Mabey, 2008); · Estimativa de 4,3 milhões de novos casos por ano no Brasil; classificaçao taxonomica recente · Supergrupo: Excavata; · Grupo: Parabasalia; - · Subgrupo: Trichomonadida; · Gênero: Trichomonas; · Caráter comensal: · Trichomonas vaginalis: trato geniturinário; · Trichomonas tenax: cavidade oral e nasofaringe; - · Pentatrichomonas hominis: cólon morfologia · Única forma · Presença de formas trofozoítos – sempre nessa forma · Aspecto arredondado, ovoide, elipsoide · Ausência de forma cística – não tem cisto · Flagelo: movimentação · Membrana ondulante: motilidade, flagelo virado · Axostilo: sustentação para a célula · Golgi: funções basais · Hidrogenossomos: · Não possui mitocôndria · Produção de energia · Distribuídas pelo citoplasma · Responsável pela doença · Para provocar uma infecção ele precisa gruda no tecido do paciente metabolimso e coendiçoes de crescimento · Respiração anaeróbica fermentação oxidativa de carboidratos realizados pelo hidrogenossomos · Organela de dupla membrana, desprovida das moléculas de citocromos e de DNA extracelular · Ambientes com baixa tensão de oxigênio; · Temperatura entre 20 ºC a 40 ºC; · pH entre 5,0 e 7,5; · o pH da vagina é ácido (bactéria lática que produz ácido lático), ai quando o parasita chega ele toma todo o espaço e as bactérias param de produzir e fica mais alcalino · Reprodução assexuada; muito exponencial, por isso precisa tratar o quanto antes transmissao – tricomoniase · Parasita monoxenico: só uma pessoa · Parasita estenoxenico: única espécie, ou espécie próxima -> logo só para humanos · Sexualmente transmissível (grande maioria, mas não é sempre) – compartilhamento de roupas intimas, piscina comunitária (borda da piscina, cadeira), pobreza menstrual · Possibilidade de transmissão em gestantes e mesmo para recém-nascidos; · Parto prematuro; · Baixo peso ao nascer; · Situações raras de pneumonia neonatal; patogenia · No homem é geralmente sem sintomas pra ele não procurar ajuda e continuar tendo relação · Busca de vacinas · Participação de múltiplos fatores de aderência: - · Lipofosfoglicanos; · Serina-proteases e Cisteíno-proteases (mais ataca o paciente) (interessante relação com o Fe+); · Aumento de ferro na menstruçao · Parasita se intensifica quando em contato com ferro · Menstruaçao quando sai leva as bactérias também, ent fica mais alcalino · Por isso difícil em criança · Gliceraldeído-3-fosfatodeidrogenase; · Metaloproteases da família da GP63; · Proteínas de lise similares a amoebapores; - · Adesinas: - · Grupo das moléculas ricas em leucina · BspA; - AP23, AP33, AP51, AP65 e AP120 marcia 1. Na ejaculação chega na vagina 2. Parasita gruda na mucina de marcia 3. Parasita produz mucinase, até digerir a mucina 4. Ai consegue interagir com o eripitelio vaginal 5. Vai penetrando o tecido com os flagelos 6. Vai liberando cistino-proteases, e o tecido vai ficando mais lesionado · Por exemplo, a enzima cisteíno-protease é secretada pelo T. vaginalis e é responsável pela clivagem de proteínas hospedeiras durante a infecção. A cisteíno-protease pode danificar tecidos e facilitar a invasão do parasita no tecido do hospedeiro. · Essas proteínas estão envolvidas na biossíntese do aminoácido cisteína, que é importante para a sobrevivência do parasita. · cisteíno-proteínas desempenham um papel crucial na patogênese de T. vaginalis, afetando a invasão do parasita no tecido do hospedeiro e sua sobrevivência no ambiente intracelular. 7. Começa um descolamento/descamamneto tecidual, e perde volume 8. Gera pequenas hemorragias (pequenas petéquias) e leucorreia (processo inflamatório por digestão celular) edema coinfecçoes · Se o vírus HIV chega nesse tecido, ele ve o tecido lesionado e capilares expostos · Com muito tricomonas o sistema imunológico começa a agir e vem muitos linfócitos CD4+ pra defender o organismo · No entanto o linfócito CD4+ é a célula que o vírus HIV adora/célula que preferencialmente ataca, e então começa a se reproduzir · O HIV se liga à molécula CD4 na superfície dessas células e utiliza outros receptores de superfície celular para entrar nas células T CD4+. Uma vez dentro das células T CD4+, o HIV se replica e mata a célula hospedeira, o que leva à diminuição da contagem de linfócitos T CD4+ no organismo · À medida que a contagem de linfócitos T CD4+ diminui, o sistema imunológico se torna cada vez mais comprometido e o indivíduo infectado pelo HIV fica mais suscetível a infecções oportunistas e outras doenças. Quando a contagem de linfócitos T CD4+ atinge um nível crítico, o indivíduo é considerado como tendo síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) · A contagem desses linfócitos é usada como um indicador de progressão da infecção pelo HIV e monitorar a resposta contra o tratamento antiretroviral (reduzir a replicação e presenvar a imunidade) · Começa a produzir proteínas do sistema complemento, e anticorpo, mas ai o parasita reconhece e começa a produzir enzimas que destroem esses anticorpos · Ph tecidual sobe, e com isso aumenta a chance de desenvolver outros microorganismos como cândida · O problema é passar por exemplo medicamento para todas essas doenças · Pacientes com tricomoníase apresentam seis vezes mais risco de adquirir infecção pelo HIV · O vírus HIV, se o tecido tiver bom pode ser que ele não consiga se desenvolver aspectos clinicos · Grande proporção de casos assintomáticos (25% a 50% dos casos em mulheres; mas transmite) · Corrimento: vaginose, mas qual? · Nos casos sintomáticos se observa: · Vulvovaginite (inflamação na vulva e vagina persistente com possibilidade de edema e eritema; · Pequenos focos hemorrágicos com aspecto de petéquias no tecido vaginal; · Leucorreia (aumento na quantidade de secreção vaginal, que geralmente é espessa e branca ou leitosa que pode ser acompanhada de odor e coceira) profusa; · Exsudato seropurulento espumoso, amarelado ou esverdeado, às vezes com bolhas (liberação de CO2) e cheiro forte · Prurido e ardor; · Disúria (dor e desconforto ao urinar) e dor pélvica; · Dispareunia (dor durante o ato sexual); · Período de incubação – 5 a 28 dias (depende do sistema imunológico) - tempo que decorre entre a exposição a um agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença · Petéquias · Leucorreia com aspecto bolhoso · Lugol (iodo) – se formou um padrão tigroide (B), diferencia de bactéria, vai corar lesão corada por tricomonase, e não uma lesão por bacteria · Teste de amina · Se for tricomoníase – volatilização (cheiro sulfônico) · Se for candidíase (fungo) – não tem volatilização · Nos homens, os casos sintomáticos são marcados por: · Prurido; · Disúria; · Corrimento escasso; · Uretrite aguda, com intensificação da produção de exsudato; · líquido inflamatório que extravasa dos vasos sanguíneos para os tecidos circundantes devido a uma inflamação ou lesão. O exsudato é composto por células inflamatórias, proteínas, fluido intersticial e outros componentes do sangue, como plaquetas e glóbulos vermelhos. · Em situações raras, podem ser observados quadros de epididimite, prostatite, balanopostite e infertilidade (compromete túbulo seminífero, muito raro) diagnostico · Coletar o material de secreção · Exame microscópico (fresco) · Cultura de parasita · Colpocitologia oncótica (Papanicolau) – isso ajuda a rastrear por exemplo em pacientes sem sintomas · Papanicolau (célula corada logo se tiver parasita ele vai deformar) tratamento · Metronidazol – mais usado · Zir – antiretrovirais · Ab – anticorpo monocromal · O protocolo mais comum é o primeiro · O último é só para parasitas resistentes (cuidado) · Todos que ela teve relação deveriam aderir ao tratamento · Como o fármaco é restrito não pode deixar perder a força e por isso deve ser usado com cautela retrato epidemiologico no brasil ·Estimativa de 4,3 milhões de novos casos por ano no Brasil; · Prevalência em mulheres: 1,4% a 4,5%; - · Prevalência em mulheres gestantes: 2,7% a 3,7%; - · Prevalência em mulheres infectadas pelo vírus HIV: 9,5% a 38%; · Prevalência em parceiros de mulheres infectadas: 71,7% (dos quais 77,3% demonstraram ser assintomáticos); - · Prevalência em população carcerária: 50%; · Prevalência em profissionais do sexo: 60%; prevenção e controle · Uso de preservativos; · Educação sexual; · Promoção da saúde menstrual; · Fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento a DSTs; · Diagnóstico e tratamento precoce das infecções; - · Tratamento dos parceiros de mulheres infectadas; · Busca de novas abordagens terapêuticas para criar alternativas ao crescimento da resistência parasitária;