Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
DIREITO PENAL 
ELEMENTOS DO CRIME 
DO FATO TÍPICO 
 
O fato típico é o comportamento humano, positivo ou negativo, que provoca resultado previsto em lei como infração 
penal. 
O fato típico é formado pelos seguintes elementos: 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE! A depender da classificação do crime, não estarão presentes todos esses elementos. 
Em outros, estarão presentes outros elementos característicos do tipo de crime. Vejamos: 
 
 
FATO 
TÍPICO
ILICITUDE CULPABILIDADE PUNIBILIDADE CRIME
FATO TÍPICO
Conduta
Resultado
Nexo causal
Tipicidade
Imputação objetiva
Elemento subjetivo do crime
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
CLASSIFICAÇÃO DO CRIME ELEMENTOS DO FATO TÍPICO 
CRIMES MATERIAIS – DE RESULTADO Resultado, nexo causal, conduta, tipicidade 
CRIMES FORMAIS – MERA CONDUTA Conduta, nexo causal, tipicidade 
CRIMES DOLODOS Conduta dolosa, tipicidade, nexo causal 
CRIMES CULPOSOS 
Conduta voluntária, resultado involuntário, nexo causal, 
tipicidade, quebra do dever de cuidado, previsibilidade 
do resultado. 
 
CONDUTA 
 
A conduta pode ser analisada sob dois primas – teoria finalista ou teoria causalista. 
 
TEORIA FINALISTA 
Conduta é a ação ou omissão humana, consciente e 
voluntária, dirigida a um fim. 
TEORIA CAUSALISTA 
Conduta é o movimento corporal voluntário que produz 
um resultado no mundo exterior. 
A ação, neste caso, é mera exteriorização do 
pensamento. 
 
 
São elementos da conduta: 
 
→ A exteriorização do pensamento; 
→ A consciência; 
→ A voluntariedade. 
 
 
 
 
 
 
 
Não se censura o ato de 
pensar. 
Não serão punidos os atos 
realizados sem consciência. 
A conduta punível será 
sempre reflexo da vontade 
do agente. 
Sem a presença de uma vontade 
consciente, não há ação 
penalmente relevante. 
Devem ser excluídas do 
Direito Penal as ações que 
não mostram relevância 
penal. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
A conduta pode ser omissiva, comissiva ou mista. 
→ A ação é conduta positiva (comissiva), que se manifesta por um movimento 
corpóreo. Viola uma proibição. A norma penal nesses crimes é proibitiva. 
 
→ A omissão é conduta negativa (omissiva), que consiste na indevida 
abstenção de um movimento. Descumpre uma ordem. Nestes tipos de ação, a 
norma penal é mandamental, ou seja, a norma determina que, em 
determinadas circunstâncias, tal conduta deve ser tomada. 
 
→ A conduta mista é aquela em que o tipo penal descreve uma conduta positiva, 
mas a consumação do crime se da por omissão, como o crime do art. 169, 
parágrafo único, II, do CP). 
 
SOBRE A CONDUTA OMISSIVA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEORIAS DA OMISSÃO 
 
TEORIA NATURALÍSTICA -> A omissão será 
punível sempre que o resultado se deu em 
razão dela. 
 
TEORIA NORMATIVA -> A omissão será 
punível quando o agente tinha a obrigação de 
agir mas não o fez. 
ESPÉCIES DE CRIMES OMISSIVOS 
 
CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS -> O próprio tipo penal 
descreve uma conduta omissiva. O verbo nuclear 
contém um não fazer. São crimes de mera conduta. 
 
CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS -> São crimes 
comissivos por omissão. Ou seja, o tipo penal descreve 
uma conduta positiva, mas o sujeito responde pelo 
crime porque estava juridicamente obrigado a impedir 
a ocorrência do resultado e, mesmo podendo fazê-lo, 
omitiu-se. 
Os crimes omissivos impróprios apenas 
ocorrem quando existe dever legal de agir 
(art. 13,§2º, CP). As hipóteses em que existe 
tal dever são: 
❖ Dever legal ou imposição legal; 
❖ Dever de garantidor; 
❖ Ingerência da norma. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
Importante ressaltar que, em relação aos crimes omissivos, o CP adotou a teoria normativa, a qual indica que a 
omissão consiste em deixar de fazer algo imposto pela lei que fosse feito, independentemente se for omissão própria 
ou imprópria. 
 
 
SOBRE A CONDUTA COMISSIVA: A conduta comissiva ocorre quando há uma ação. 
 
 
 
 
 
 
 
TEORIA 
NATURALISTA 
DA AÇÃO 
→ Beling 
 
→ A ação é uma modificação causal no mundo exterior produzida por uma manifestação da vontade, seja 
por ação ou omissão 
 
→ O conteúdo da vontade constitui a culpabilidade 
 
→ Ocorre uma separação entre os aspectos objetivos (movimento corporal e resultado e subjetivos 
(conteúdo da vontade – culpabilidade) da ação 
TEORIA 
FINALISTA DA 
AÇÃO 
→ Welzel 
 
→ A ação é o exercício da atividade final, com a antecipação de um resultado e a escolha dos meios para 
isso. 
 
→ A vontade integra a ação final 
 
→ Não se adequa aos crimes culposos 
TEORIA 
SOCIAL DA 
AÇÃO 
→ Eb Schmidt 
 
→ A ação deve ser analisada de forma objetivamente genérica 
 
→ Apenas será uma ação punível aquela relevante socialmente 
TEORIA DA 
AÇÃO 
SIGNIFICATIVA 
→ Wittgenstein 
 
→ A ação é o significado do que as pessoas fazem, devendo ser interpretadas de acordo com as normas e 
as regras. 
 
→ Não existe um conceito concreto de ação, devendo ela ser analisada de acordo com o caso concreto. 
 
TEORIAS DA AÇÃO – RESUMO 
TEORIA NATUALISTA – A ação é uma exteriorização do pensamento, uma 
movimentação que produz efeitos no mundo exterior. 
TEORIA FINALISTA – A ação é uma conduta humana consciente e voluntária 
dirigida a uma finalidade. 
TEORIA SOCIAL – A ação é uma conduta socialmente relevante. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
OBSERVAÇÃO: O Brasil adotou a teoria finalista da ação. 
 
TIPICIDADE 
Entende-se por tipicidade a relação de subsunção entre um fato concreto e um tipo penal (tipicidade formal) e a lesão 
ou o perigo de lesão ao bem penalmente tutelado (tipicidade material). 
 
É a perfeita adequação do fato ao modelo normativo. 
 
→ Segundo Beling, a tipicidade se distingue da culpabilidade e da juridicidade. 
 
→ O tipo penal é o conjunto de elementos do fato típico descrito na lei penal. É a previsão normativa. É um modelo 
abstrato que descreve as ações consideradas delitivas. 
 
→ Em razão do princípio da legalidade, para que seja considerado um crime, a conduta necessariamente deve ser 
tipificada. Assim, a falta de correspondência entre uma conduta e um tipo não pode ser suprida por analogia ou 
interpretação extensiva. 
 
ADEQUAÇÃO TÍPICA -> Em alguns momentos, confunde-se a adequação típica com tipicidade, mas é importante fazer 
algumas ressalvas. 
Há duas modalidades de adequação típica: 
 
ADEQUAÇÃO TÍPICA POR SUBORDINAÇÃO IMEDIATA 
OU DIRETA 
Dá-se quando a adequação entre o fato e a norma penal 
é imediata, sem necessidade de norma extensiva do tipo. 
ADEQUAÇÃO TÍPICA POR SUBORDINAÇÃO MEDIATA 
OU INDIRETA 
O enquadramento do fato à norma ocorre apenas com o 
recurso a uma norma de extensão, como ocorre no caso 
dos crimes tentados. 
 
TIPICIDADE CONGLOBANTE -> Trata-se de um dos aspectos da tipicidade penal de acordo com Zaffaroni. Por meio dela, 
deve-se verificar se o fato, que aparentemente viola uma norma penal proibitiva, é permitido ou incentivado por outra 
norma jurídica. Se existir referida autorização ou incentivo em norma extrapenal, o fato será penalmente 
atípico. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
Exemplo: Cirurgias plásticas. Apesar de existir norma proibitiva de lesão corporal, é permitido que os cirurgiões 
realizem cirurgias plásticas. 
 
IMPORTANTE! A jurisprudência do STF vem aceitando a aplicação dessa teoria. 
 
RESULTADO 
 
RESULTADO NATURALÍSTICO 
Consiste na modificação no mundo exterior causada pela conduta, apenas 
necessários em crimes materiais. 
RESULTADO JURÍDICO 
Reside na ameaça de lesão ao bem jurídico tutelado pela norma penal. Trata-
se de elemento implícito a todo fato penalmente típico. 
 
De acordo com o resultado naturalístico, os crimes podem ser classificados em: 
 
MATERIAIS O tipo penal descreve a conduta e um resultado.FORMAIS 
O tipo penal descreve a conduta e o resultado, mas não é necessário qualquer 
resultado para que o crime seja consumado. 
MERA CONDUTA 
O tipo penal apenas descreve a conduta e é desnecessária a ocorrência de 
qualquer resultado. 
 
Já de acordo com o resultado jurídico, os crimes podem ser classificados em: 
 
DE DANO Quando a consumação exige a efetiva lesão ao bem tutelado. 
DE PERIGO 
Quando a consumação se dê apenas com a exposição do bem jurídico a uma 
situação de risco. 
 
 
 
 
 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
RELAÇÃO DE CAUSALIDADE 
A relação de causalidade é o vínculo que une a causa, enquanto fator propulsor, a seu efeito, como consequência 
derivada. Trata-se do liame que une a causa ao resultado que produziu. 
 
Art. 13, CP: O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-
se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
 
 
 
 
 
O Código Penal Brasileiro adotou a teoria da equivalência dos antecedentes. Por meio dessa teoria, admite-se que todos 
os antecedentes do resultado, ainda que sobre ele tenham exercido a mínima influência, serão considerados como sua 
causa. 
Causa, para essa teoria, seira a soma de todas as condições, consideradas no seu conjunto produtoras de um resultado. 
Para que se possa verificar se determinado antecedente é causa do resultado, deve-se fazer o juízo hipotético de 
eliminação. Para que se faça isso, segue-se o seguinte esquema, inicialmente: 
 
Ocorre que a utilização de tal teoria poderia fazer com que fosse levada ad infinitum a pesquisa do que seja a causa: 
todos os agentes das condições anteriores responderiam pelo crime. 
Essa teoria não é capaz de oferecer critérios valorativos que auxiliem na delimitação das condutas realmente 
relevantes sob a perspectiva jurídico-penal. 
Assim, procura-se limitar o alcance de tal teoria, a partir dos critérios; 
A relação de causalidade limita-se aos crimes de resultado 
TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DAS 
CONDIÇÕES 
O comportamento 
não ocorreu:
O resultado teria 
surgido mesmo 
assim?
Se sim, não há 
relação de causa e 
efeito
O resultado 
desapareceria?
Se sim, há nexo de 
causalidade.
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
a) Elementos subjetivos do tipo; 
b) Considerações valorativas acerca da causalidade; 
c) Postulados das teorias da imputação objetiva. 
 
SOBRE AS CONCAUSAS -> As concausas se tratam de outras causas que podem concorrer para que seja obtido 
determinado resultado. Elas podem ser dependentes ou independentes. Vejamos: 
 
CONCAUSAS ABSOLUTAMENTE 
INDEPENDENTES 
- São condições preexistentes, concomitantes ou supervenientes à conduta 
que podem auxiliar na produção do evento ou produzi-lo de maneira total 
independentemente da conduta que se examina. 
- Sempre excluem o nexo causal, de modo que o agente não responderá pelo 
resultado, mas apenas por seus atos. 
 
EXEMPLO: Vítima faz ingestão voluntária de veneno antes de ser atingida por 
tiros. Nesse caso, mesmo se não tivesse sido atingida por tiros, a vítima 
morreria. 
CONCAUSAS RELATIVAMENTE 
INDEPENDENTES 
As concausas atuam de tal forma que auxiliam ou reforçam o processo causal 
iniciado com o comportamento do sujeito ocorrendo uma soma de energias. 
- Não excluem o nexo causal, motivo por que o agente, se as conhecia ou podia 
prevê-la, responde pelo resultado. 
EXEMPLO: Um hemofílico toma um tiro no pé e, devido a sua condição, 
desenvolve um quadro hemorrágico e morre. Nesse caso, apenas um tiro no 
pé não o mataria, mas sua condição de hemofílico fez com que tiro fosse fatal. 
CONCAUSA SUPERVENINETE 
RELATIVAMENTE INDEPENDENTE 
QUE, POR SI SÓ, PRODUZ O 
RESULTADO 
Quando alguém coloca em andamento determinado processo causal, pode 
ocorrer que sobrevenha, no decurso deste, uma nova condição que, em vez de 
inserir no fulcro aberto pela conduta anterior, provoca um novo nexo de 
causalidade. 
- Neste caso, existe nexo de causalidade, mas o agente apenas responde pelo 
resultado que produziu diretamente. 
EXEMPLO: Uma pessoa é esfaqueada e é submetida a tratamentos médicos. No 
hospital, desenvolve uma infecção e morre. Nesse caso, a infecção foi um fluxo 
inesperado, não podendo ser de responsabilidade do agente. 
 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
IMPORTANTE!!! 
Quando a questão trouxer algumas dessas situações como causa da morte da vítima: 
 
 
 
 
 
 
Por sua vez, se a questão trouxer como causa da morte da vítima: 
 
 
 
 
 
B Broncopneumonia 
I Infecção hospitalar 
P Parada cardiorrespiratória 
E Erro médico 
I Incêndio 
D Desabamento 
A Acidente com ambulância 
CAUSAS SUPERVENIENTES 
RELATIVAMENTE INDEPENDENTES 
O agente deve responder pelo resultado 
morte. 
CAUSAS INDEPENDENTES 
O agente responde pela tentativa. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
IMPUTAÇÃO OBJETIVA 
Trata-se de um complemento à relação de causalidade. Por meio dela, agregam-se outros requisitos que irão atuar em 
conjunto com a relação de causalidade, de modo a permitir que a atribuição de um resultado a uma conduta não seja 
um procedimento meramente lógico, mas se constitua também de um procedimento justo. 
 
A teoria da imputação objetiva é o conjunto de pressupostos que fazem de uma causação uma causação 
típica, a saber, a criação e realização de um risco não permitido em resultado. 
 
São tais elementos: 
→ A produção de um risco juridicamente proibido e relevante; 
→ A produção do risco no resultado; 
→ Que o resultado provocado se encontre na esfera de proteção do tipo penal 
violado. 
 
ELEMENTO SUBJETIVO 
São elementos subjetivos do crime o dolo e a culpa. 
 
DOLO -> É a vontade de concretizar os elementos objetivos e normativos do tipo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É composto por: 
ELEMENTO COGNITIVO: consciência 
ELEMENTO VOLITIVO: vontade 
A vontade deve abranger a conduta, o 
resultado e o nexo causal. 
Ou seja, o agente realiza uma conduta com 
o fim específico de gerar o resultado. 
A consciência abrange a realização dos 
elementos descritivos e normativos do 
nexo causal e do evento, a lesão ao bem 
jurídico, dos elementos da autoria e da 
participação, dos elementos subjetivos 
das circunstâncias agravantes e 
atenuantes dos elementos acidentais. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
 
 
Art. 18, CP - Diz-se o crime: 
I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; 
 
 
 
Nosso código adotou duas teorias para conceituar o dolo: 
→ Teoria da vontade: O dolo é a vontade dirigida a um resultado. 
 
→ Teoria do consentimento: O dolo é o consentimento com a produção do resultado. Ou seja, 
aquele que, prevendo o resultado, assume o risco de produzi-lo, age dolosamente. 
 
O dolo abrange tanto o objetivo perseguido quanto os meios escolhidos para a consecução de determinado fim. 
Podemos classificar o dolo em: 
 
TEORIA DA VONTADE 
TEORIA DO 
ASSENTIMENTO 
CLASSIFICAÇÃO DO 
DOLO
DOLO DIRETO
DIREITO DE 1º GRAU
O agente quis produzir o 
resultado
DIREITO DE 2º GRAU
Os meios utilizados pelo 
agente geram consequências 
além das queridas. Contudo, a 
utilização de tais meios gera o 
consentimento com a 
possibildiade de eventuais 
efeitos coleterais.
DOLO INDIRETO
A vontade do agente não 
é dirigida ao resultado 
final ocorrido, mas 
assume-se o risco.
Neste caso, o agente não 
quer o fim ocorrido, mas 
o assume quando o prevê 
e age aceitando o risco 
produzido. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
CULPA -> A culpa é configurada quando o agente age com a inobservância do dever objetivo de cuidado, manifestada 
através de conduta que enseja em resultado não querido, mas previsível. 
Nos crimes culposos, a quebra do dever de cuidado constitui elemento do fato típico. 
 
Art.18, CP- Diz-se o crime: 
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. 
Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão 
quando o pratica dolosamente. 
 
Culpa imprópria -> O agente supõe, por incidir em erro de tipo inescusável, estar diante de causa de exclusão de 
ilicitude que justifica a prática de uma conduta típica. 
 
DEVER DE CUIDADO -> Imposição de atuar com cautela no dia a dia, de modo a não lesar bens alheios. 
A violação do dever de cuidado será externada por meio da imprudência, negligência ou imperícia. 
A culpa também pode ser classificada da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA CULPA
CULPA CONSCIENTE
É a culpa com a previsão do 
resultado. Neste caso, o agente 
confia na sua habilidade e produz o 
resultado por imprudência, 
negligência ou imperícia.
CULPA INCONSCIENTE
É a culpa sem previsão. Neste 
caso, o agente age sem prever que 
o resultado possa ocorrer. 
CULPA CONSCIENTE DOLO EVENTUAL X 
Neste caso, o agente tenta 
evitar o resultado. 
Quando age com dolo eventual, 
o agente é indiferente ao 
resultado. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
→ Para fins de Direito Penal, não se admite compensação de culpas entre o agente e a vítima. 
→ A exclusão da culpa apenas ocorrerá nos casos de caso fortuito ou de força maior. 
 
 
OBSERVAÇÃO: A teoria finalista, adotada pelo direito brasileiro, retirou o dolo e a culpa da culpabilidade e os colocou 
na tipicidade. Assim, o elemento subjetivo do tipo será analisado na esfera da tipicidade e não da culpabilidade. 
 
ELEMENTOS IMPORTANTES SOBRE O FATO TÍPICO – O ERRO JURÍDICO-PENAL 
Algumas situações particulares dizem respeito ao fato típico e exigem um tratamento especial. 
 
➔ ERRO DE TIPO: O erro de tipo ocorre quando existe uma falsa percepção da realidade ou desconhecimento 
desta. 
Quando age com erro de tipo, o agente não capta de forma clara o que está acontecendo, trocando um fato por 
outro. 
 
 Art. 20, CP: O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime 
culposo, se previsto em lei. 
 
• O agente realiza todos os elementos de um tipo penal incriminador sem o perceber. 
 
• Pode ser classificado em: 
 
 
ERRO DE TIPO 
ESSENCIAL 
- As circunstâncias retiram a capacidade do agente perceber que está 
cometendo um crime; 
 
- Exclui o dolo (art. 20, CP) sempre e exclui a culpa quando se trata de erro 
escusável. 
 
- Pode ser classificado como erro escusável ou como erro inescusável, 
sendo essa análise apenas relevante quando a lei a prevê. 
ERRO DE TIPO 
ACIDENTAL 
- O agente sabe que está cometendo um crime, mas o erro incide sobre o 
objeto material/pessoa, o erro na execução e o erro sobre o nexo causal. 
ERRO DE TIPO 
INCRIMINADOR 
O erro recai sobre a situação fática prevista como elementar ou 
circunstância de tipo penal incriminador. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
ERRO DE TIPO 
PERMISSIVO 
O erro recai sobre os pressupostos fáticos de uma causa de justificação. 
 
 
EXEMPLOS COMUNS EM CONCURSO 
 Aluno coloca em sua pasta livro de um colega achando 
que é seu – ERRO DE TIPO ESSENCIAL 
 
 Caçador mata pessoa achando se tratar de um urso. 
 
 Uma pessoa pretende matar seu desafeto e encontra 
seu sósia, matando-o. – ERRO DE TIPO ACIDENTAL 
 
IMPORTANTE – DELITO PUTATVO POR ERRO DE TIPO: O delito putativo por erro de tipo ocorre 
quando o comportamento do agente é criminoso, mas o ato não se enquadra em nenhum tipo penal. 
Ou seja, não há crime por faltar elementos objetivos do tipo penal na conduta do agente, mas este 
jura que está cometendo um crime. 
 
➔ ERRO DE PROIBIÇÃO: No erro de proibição, todavia, a pessoa tem plena noção da realidade que se passa ao 
seu redor. Entretanto, o engano recai sobre uma regra de conduta, vez que o agente, com seu comportamento, 
viola alguma regra de proibição contida em norma penal que desconhece por absoluto. 
 
O erro de validade é um tipo de erro de proibição, cometido quando o agente crê que a norma a qual prevê o 
comportamento típico está amparada em lei que é nula ou inconstitucional. 
 
DA ANTIJURIDICIDADE – ILICITUDE 
Cuida-se a antijuridicidade ou ilicitude da contrariedade do fato com o ordenamento jurídico por meio da exposição a 
perigo de dano ou da lesão a um bem jurídico tutelado. 
 
❖ É perquirida independentemente da consciência do sujeito. Por isso, age ilicitamente o 
inimputável que comete um crime, ainda que ele não tenha consciência da ilicitude do ato 
cometido. 
 
 
 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
IICITUDE GENÉRICA 
Corresponde à contradição do fato com a norma 
abstrata, por meio da afetação a algum bem jurídico. 
ILICITUDE ESPECÍFICA 
Consiste na ilicitude presente em determinados tipos 
penais, os quais empregam termos como “sem justa 
causa”, “indevidamente”, “sem autorização”. 
 
EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
As excludentes de ilicitude estão previstas pelo art. 23 do CP. São elas o estado de necessidade, a legítima defesa, o 
exercício regular de um direito e estrito cumprimento de um dever legal1. 
 
IMPORTANTE!! A teoria da imputação objetiva analisa o crime a partir da antijuridicidade, em especial no 
que diz respeito ao exercício regular de um direito. Por exemplo, não haverá crime caso o cirurgião realize 
uma cirurgia em um desportista, tendo em vista se tratar tal cirurgia de risco permitido e, portanto, lícito. 
 
❖ ESTADO DE NECESSIDADE: Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo 
atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, 
nas circunstâncias, não era razoável exigir-se (art. 24, CP). 
Há um conflito entre dois ou mais bens ou interesses legítimos, sendo todos protegidos pelo Direito. E a 
situação extrema exige que o agente tente salvar ao menos uma delas. 
Nosso Código Penal adota a teoria unitária, de forma que, independentemente do valor do bem jurídico protegido, há 
a exclusão da ilicitude. 
 
❖ LEGÍTIMA DEFESA: Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, 
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. 
 
OBSERVAÇÃO: Não cabe legítima defesa contra ataque de animais. Em regra, contra esses ataques cabe estado de 
necessidade. Apenas cabe legítima defesa nos casos em que o dono do animal incentiva a prática da ação. 
 
 
❖ EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO E ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL: Todo aquele que exerce um 
direito assegurado por lei não pratica ato ilícito. Da mesma forma, não comete ato ilícito quem apenas atende um 
dever a ele imputado legalmente. 
 
 
 
1 A doutrina admite, em algumas situações, o emprego de causas supralegais de exclusão de ilicitude, fundadas no emprego da analogia in 
bonam partem, suprindo eventuais situações não compreendidas no texto legal. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
Existem algumas causas supralegais de exclusão da ilicitude, quais sejam: 
 
❖ OFENDÍCULOS: São aparatos utilizados em residências com o fim de dar a esta maior segurança, como é o 
caso das cercas elétricas. Existe uma discussão doutrinária a respeito de em qual categoria se encontra a utilização 
de ofendículos, se se trata de legítima defesa, de exercício regular de direito, etc. Contudo, é pacífico que se trata 
de excludente de ilicitude. 
 
Entretanto, o uso de ofendículos exige que haja moderação, sendo, portanto, vedados os excessos. Por isso, devem 
existir avisos nas cercas e nos casos de existir cães ferozes na residência, e nem existir excesso dos meios 
aplicados para repelir a agressão. Neste caso, o excesso descaracteriza a discriminante, fazendo com que o agente 
responda pelas lesões causadas. 
 
❖ CONSENTIMENTO DO OFENDIDO❖ INTERVENÇÃO MÉDICA 
❖ CORREÇÃO DOS PAIS 
❖ VIOLÊNCIA DESPORTIVA 
 
DA CULPABILIDADE 
Trata-se do juízo de reprovação que recai sobre o autor culpado por um fato típico e antijurídico. 
Em nosso Código Penal, a culpabilidade resulta das somas dos seguintes elementos: 
❖ Imputabilidade (art. 26 a 28)) 
❖ Potencial consciência da ilicitude (art. 21) 
❖ Exigibilidade de outra conduta (art. 22) 
 
SISTEMA CLÁSSICO
• Não existia crime sem 
culpabilidade. O dolo e 
a culpa estavam 
inseridos na 
culpabilidade. 
• A culoabilidade era 
vista como vínculo 
psicológico entre 
autor e fato.
SISTEMA NEOCLÁSSICO
• Agregou-se à 
culpabilidade a noção 
de reprovabilidade.
• Apenas era 
reconhecida quando o 
agente fosse 
imputável, agisse 
dolosa ou 
culposamente e se 
pudesse dele exigir 
comportamento 
diferente. 
SISTEMA FINALISTA
• A culpabilidade ainda 
como reprovabilidade 
do ato. 
• A culpabilidade como 
elemento normativo.
SISTEMA NORMATIVO
• Para Roxin, a 
culpabilidade era 
vinculada á 
responsabilidade do 
agente.
• Para Jakob, a 
culpabilidade era vista 
sob o ponto de vista 
funcional, se a 
aplicação da pena 
seria necessária à 
manutenção da 
segurança da norma. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
PRINCÍPIO DA COINCIDÊNCIA: Para que o crime exista, é preciso que todos os elementos do crime se encontrem 
presentes. Assim, é necessária a presença da antijuridicidade e da culpabilidade para que o crime seja 
configurado. 
 
IMPUTABILIDADE 
Trata-se da capacidade mental de compreender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
São causas legais de exclusão da imputabilidade: 
→ Doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado (art. 26, CP) 
→ Embriaguez completa e involuntária (art. 28, §1º, CP) 
→ Dependência ou intoxicação involuntária decorrente do 
consumo de drogas ilícitas 
→ Menoridade 
 
 
 
IMPORTANTE! TEORIA DA ACTIO LIBERA IN CAUSA: Entende-se a situação em que o sujeito se autocoloca 
voluntariamente em situação de inimputabilidade ou incapacidade de agir, de tal modo que, posteriormente, ao cometer 
um comportamento criminoso, padecerá da capacidade de entender a ilicitude do ato ou de se autocontrolar. 
São exemplos de aplicação da teoria: 
→ O agente se embriaga visando perder a inibição para importunar 
ofensivamente o pudor de uma mulher; 
 
→ O segurança bebe sonífero para não ter que proteger a empresa de um furto. 
 
→ Um motorista de caminhão, tendo que efetuar a entrega da mercadoria em 
curto período de tempo, decide fazer a viagem ininterruptamente, ingerindo 
para tanto remédio estimulante. 
 
 
 
 
 
SISTEMA BIOPSICOLÓGICO DE 
AFERIÇÃO DA INIMPUTABILIDADE 
SISTEMA BIOLÓGICO DE AFERIÇÃO 
DA INIMPUTABILIDADE 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE 
O sujeito deve ter consciência do caráter ilícito de sua conduta. Deve, portanto, tem certa compreensão acerca do texto 
legal, o desconhecimento de seus detalhes. 
Não apenas isso, como é necessária a falta de possibilidade de conhecer a ilicitude do ato praticado. Isso implica 
na necessidade de se fazer uma análise cultural, e não biológica ou psíquica sobre o agente. 
→ O conhecimento da ilicitude se presume, devendo o réu comprovar que agiu desprovido acerca 
do caráter ilícito do fato. 
 
EXIGIBILIDADE DE OUTRA CONDUTA 
Para dizer que alguém praticou uma conduta reprovável, é preciso que se possa exigir dessa pessoa, na situação em 
que ele se encontrava, uma conduta diversa. Se, por outro lado, verificar-se que as condições exteriores não lhe davam 
outra saída senão agir daquela maneira, seu ato não poderá ser tido como censurável. 
Existem algumas causas legais de exclusão da exigibilidade de conduta diversa. Vejamos: 
 
COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL (art. 22, CP): Se o fato é cometido sob coação irresistível, só é punível o autor da 
coação ou da ordem. 
→ Dá-se quando uma pessoa for alvo da ameaça de inflição de um mal grave e injusto, com 
seriedade. 
→ A irresistibilidade da coação deve ser medida pela gravidade do mal ameaçado. 
 
IMPORTANTE -> A coação física irresistível exclui o fato típico enquanto a coação moral irresistível exclui a 
culpabilidade. 
 
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA: Dá-se quando alguém cumpre ordem de autoridade superior, revestida de caráter 
criminoso, desconhecendo a ilicitude de tal comando que, ademais, não pode ser manifestamente ilegal. 
 
A possibilidade de admissão de causa supralegal de inexigibilidade de conduta diversa é discutida. 
Erika Cerri dos Santos 
erikacerridossantos@hotmail.com 
 
ELEMENTOS 
DO CRIME
FATO 
TÍPICO
Conduta
Resultado Nexo 
causal
Tipicidade
Dolo ou 
culpa
ILICITUDE
Antijuridicidade 
do ato
CULPABILIDADE
Imputabilidade
Potencial 
consciência 
da ilicitude
Exigibilidade de 
outra conduta
Exteriorização do 
pensamento 
Consciência 
Voluntariedade 
O fato deve se adequar ao modelo normativo. 
TEORIA DA TIPICIDADE 
CONGLOBANTE 
Não será típico se o fato é 
permitido ou incentivado 
por norma jurídica. 
Naturalístico ou 
Jurídico 
O comportamento 
ocorreu:
O resultado teria 
surgido mesmo 
assim?
Se sim, não há 
relação de causa e 
efeito
O resultado 
desapareceria?
Se sim, há nexo de 
causalidade.

Mais conteúdos dessa disciplina