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Enízia Simões
3°período
Exame físico do sistema respiratório
IMPORTANTE SABER:
- O exame dos pulmões compreende a inspeção, a palpação, a percussão e a
ausculta.
- O paciente deve sentar-se em uma banqueta, na mesa de exame ou no
próprio leito
INSPEÇÃOINSPEÇÃOINSPEÇÃO
- De início, avalia-se o estado da pele e das estruturas superficiais da parede
torácica
- A inspeção do tórax pode ser estática ou dinâmica
- A inspeção estática compreende a forma do tórax e a presença ou não
de abaulamentos e depressões
- Na inspeção dinâmica, analisam-se o tipo respiratório, o ritmo e a frequên-
cia da respiração, a amplitude dos movimentos respiratórios, a presença ou
não de tiragem, uso de musculatura acessória, batimento de aletas nasais e
a expansibilidade dos pulmões.
*Os abaulamentos e as depressões podem localizar-se em qualquer região do
tórax e indicam alguma lesão que aumentou ou reduziu uma das estruturas da
parede ou de órgãos intratorácicos
*Em condições normais o ritmo da respiração é determinado pela sucessão
regular de movimentos respiratórios, de profundidade mais ou menos igual
PALPAÇÃO
- Durante a palpação, investigam-se três parâmetros: estrutura da parede
torácica, expansibilidade ou mobilidade e frêmito toracovocal.
Estrutura da parede torácica: A parede torácica inclui a pele, o tecido
celular subcutâneo, os músculos, as cartilagens e os ossos
EXPASIBILIDADE OU MOBILIDADEEXPASIBILIDADE OU MOBILIDADEEXPASIBILIDADE OU MOBILIDADE
- Para avaliar a expansibilidade dos ápicesexpansibilidade dos ápicesexpansibilidade dos ápices, o examinador se posiciona
atrás do paciente, pousando ambas as mãos sobre as regiões que cor-
respondem aos ápices pulmonares, de tal modo que os polegares se to-
quem levemente, em ângulo quase reto, no nível da vértebra proeminen-
te. Os demais dedos do examinador, justapostos e semifletidos, exercem
leve pressão sobre o tórax. Solicita-se, então, ao paciente que respire
mais fundo, e, enquanto isso, o examinador observa a movimentação de
suas mãos
- Na avaliação da expansibilidade das bases, o examinador continua posici-
onado atrás do paciente, de pé ou sentado. Seus polegares devem estar
próximos ou mesmo juntos na altura das apófises espinhosas da 9
a
 ou
10
a
 vértebra torácica, enquanto a palma da mão e a face ventral dos
dedos, estendidos e justapostos, devem abarcar o máximo da área cor-
respondente às bases pulmonares
OSCE HAM III
Enízia Simões
3°período
- A expansibilidade é avaliada pelo distanciamento dos dedos
- Pode ser unilateral ou bilateral
- Anteriormente
FRÊMITO TORACOVOCALFRÊMITO TORACOVOCALFRÊMITO TORACOVOCAL
- É as vibrações percebidas na parede torácica pela mão do examinador
quando o paciente emite algum som
- O examinador pousa a mão sobre as regiões do tórax, ao mesmo tem-
po que o paciente pronuncia, seguidamente, as palavras “trinta e três”.
À medida que ele fala, o examinador desloca sua mão de modo a percor-
rer toda a extensão da parede torácica (face anterior, faces laterais e
face posterior), completando o exame com o estudo comparado das re-
giões homólogas.
PERCUSSÃOPERCUSSÃOPERCUSSÃO
- Para a percussão das faces anterior e laterais, o paciente pode estar sen-
tado ou deitado. Já a percussão da face posterior é possível apenas quando o
paciente está sentado.
- Quando se percutem as faces laterais, o paciente deve colocar suas mãos
na cabeça.
- Em geral, nessa técnica são utilizados os dedos médios, sendo que um fica
isolado na região a ser percutida (espaços intercostais na face anterior ou
posterior), enquanto que o outro realiza com a ponta da polpa, dois golpes
rápidos, com a flexão do punho, sobre a articulação entre as falanges distal e
média
- Convém iniciá-la pela face anterior, indo de cima para baixo e golpeando, ora
de um lado, ora de outro, em pontos simétricos. Passa-se em seguida às regi-
ões laterais. Conclui-se o exame com a percussão da face posterior
- É IMPORTANTE LEMBRAR QUE O MOVIMENTO TEM QUE SER SO DO PUNHO
E NÃO DO BRAÇO
- Em casos de normailidade pode se dizer que som está fisiologicamente nor-
mal, ou seja, um som claro pulmonar
*Na área de projeção do coração, do fígado e do baço obtém-se, à percus-
são, som maciço ou submaciço, procedendo-se da seguinte maneira:
*Na área de projeção de fundo do estômago – espaço de Traube –, obtém-
se som timpânico, semelhante ao obtido quando se percute um tambor
*Nas demais regiões, encontra-se sonoridade pulmonar ou som claro pulmo-
nar, também denominado som claro atimpânico
Quando existe algo na pleura (cavidade pleural, fora do parênquima pul-
monar), como derrame pleural ou pneumotórax, o contato do pulmão
com a parede torácica estará diminuído, de modo que o frêmito tóra-
co-vocal encontrar-se-á reduzido ou ausente. Do mesmo modo, como o
som é uma onda mecânica, esse se propaga melhor em meios mais
densos, como o líquido. Sendo assim, pacientes com consolidações, líqui-
do etc. no parênquima pulmonar se apresentarão com o frêmito tóra-
co-vocal aumentado
Enízia Simões
3°período
*Pulmões íntegros geram o som claro pulmonar; enquanto se houver algum
preenchimento, haverá algum nível de macicez.
ASCULTAASCULTAASCULTA
- A ausculta constitui o método semiótico por excelência da exploração clínica
do tórax, tanto para o exame dos pulmões como do coração
- Para se realizar a ausculta do tórax, o paciente deve estar, preferencial-
mente, sentado, com o tórax total ou parcialmente descoberto.
* Os ruídos respiratórios ouvidos na maior parte do tórax são produzidos pela
turbulência do ar circulante ao chocar-se contra as saliências das bifurcações
brônquicas, ao passar por cavidades de tamanhos diferentes, tais como bron-
quíolos para os alvéolos e vice-versa. Recebe a denominação de murmúrio ve-
sicular
- A técnica básica consiste em auscultar regiões simétricas da parede toráci-
ca, tanto anterior quanto posterior, seguindo-se de superior para inferior
*Sempre pedir ao paciente para ele expirar
* Em casos de sons fisiologicamentes normais, pode se dizer “murmurio vesi-
cular sem a presença de ruidos adventicios”
- As modificações possíveis de serem encontradas são: hipersonoridade
pulmonar, submacicez, macicez e som timpânico.
Hipersonoridade pulmonar: Significa que a nota de percussão está mais
clara e mais intensa. Hipersonoridade indica aumento de ar nos alvéolos
pulmonares, sendo o enfisema pulmonar a causa mais comum.
Submacicez e macicez: São denominações que traduzem diminuição ou
desaparecimento da sonoridade pulmonar e indicam redução ou inexis-
tência de ar no interior dos alvéolos. As causas mais comuns de sub-
macicez e macicez são os derrames ou espessamentos pleurais, a
condensação pulmonar (pneumonias, tuberculose, infarto pulmonar e
neoplasias).
Som timpânico: Indica ar aprisionado no espaço pleural (pneumotórax)
ou em uma grande cavidade intrapulmonar (caverna tuberculosa, por
exemplo)
Enízia Simões
3°período
Asma/DPOC/Espirometria/Sons pulmonares
ASMAASMAASMA
- A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores ca-
racterizada por hiperresponsividade brônquica a variados estímulos, com con-
sequente obstrução ao fluxo aéreo, de caráter recorrente e tipicamente re-
versível.
- O desenvolvimento de asma tem múltiplos fatores e depende de interações
entre múltiplos genes suscetíveis e fatores ambientais
- A asma envolve: broncoconstrição, edema e inflamação das vias respirató-
rias, hiper-reatividade das vias respiratórias e remodelamento das vias respi-
ratórias
- Os gatilhos comuns da exacerbação da asma incluem: alergênios ambientais
e ocupacionais, ar frio e seco, infecções, exercício, inalação de agentes irri-
tantes, emoção
SINTOMASSINTOMASSINTOMAS
- Os sintomas podem seguir um ritmo circadiano e piorar durante o sono (de
madrugada)
- Os pacientes com asma leve intermitente ou leve persistente normalmente
são assintomáticos entre as exacerbações.
- Aqueles com doença mais grave ou exacerbações desenvolvem dispneia,
aperto no tórax, ausculta de sibilos e tosse
- Um dos sinais pode ser o sibilo (chiado/assobio)
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO
- O diagnóstico baseia-se na história e no exame físico, sendo confirmado pe-
los testes de função pulmonar.
- O teste de função pulmonar na asma é para confirmar e quantificar a gra-
vidade e a reversibilidade da obstrução das vias respiratórias. 
- Deve-se fazer espirometria antes e depois da inalação de broncodilatador
de curta duração.
CASO CLÍNICOCASO CLÍNICOCASO CLÍNICO
Paciente feminino, 5 anos e 3 meses, se apresenta com queixa de “cansaço”
há 01 dia.
HMA: Mãe refere que a pré-escolar iniciou há 4 dias, quadro de congestão
nasal e tosse seca, com piora no período noturno. Relata que hoje houve pio-
ra da tosse associada a quadro de taquidispnéia. A mesma relata que realizou
nebulização com soro fisiológico, sem melhora, e decidiu portanto procurar a
emergência. Nega febre. Refere 1 episódio de vômito associado a dor abdomi-
nal. Nega outras queixas.
DPOCDPOCDPOC
- É a limitação do fluxo de ar provocada por resposta inflamatória a toxinas
inalatórias, frequentemente fumaça de cigarro
- A doença pulmonar obstrutiva crônica envolve: bronquite obstrutiva crônica
(é a bronquite crônica com obstrução das vias respiratórias) e enfisema pul-
monar (destruição do parênquima pulmonar)
- A DPOC leva anos para progredir e desenvolver (sendo mais comum na ter-
ceira idade)
- Os sintomas acontecem quando a função pulmonar já está muito compro-
metida, sendo comum tosse crônica com expectoração e dispneia progressiva
persistente
*Importante lembrar que na DPOC não é comum piora com mudança climati-
ca, nem ressecamento da pele, DIFERENTE DA ASMA
ACHADOS RADIOLOGICOSACHADOS RADIOLOGICOSACHADOS RADIOLOGICOS
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/distúrbios-pulmonares/exames-de-função-pulmonar/fluxo-de-ar-volumes-pulmonares-e-curvas-fluxo-volume
Enízia Simões
3°período
- Na tomografia computadorizada pode ter áreas de enfisema parasseptal- Na tomografia computadorizada pode ter áreas de enfisema parasseptal- Na tomografia computadorizada pode ter áreas de enfisema parasseptal
nos lobosnos lobosnos lobos
*Na DPOC é comum ter: frêmito tóraco-vocal, expansibilidade e murmurio ve-
sicular diminuido
ESPIROMETRIAESPIROMETRIAESPIROMETRIA
- A espirometria é usada para documentar a função pulmonar basal, para fa-
zer uma avaliação diagnóstica preliminar, ou para monitorar os pacientes à
medida que a doença pulmonar ou cardíaca evolui e responde ao tratamento
- A espirometria mede o volume e os fluxos aéreos derivados de manobras
inspiratórias e expiratórias máximas forçadas ou lentas.
- Os parâmetros mais usados são:
Capacidade pulmonar total (CPT) Capacidade pulmonar total (CPT) Capacidade pulmonar total (CPT) – é a quantidade de ar nos pulmões
após uma inspiração máxima, 
Capacidade Vital (CV)Capacidade Vital (CV)Capacidade Vital (CV) – representa o maior volume de ar mobilizado em
uma expiração. Pode ser obtida através de manobras forçadas (CVF) ou
lentas (CVL).
Volume residual (VR)Volume residual (VR)Volume residual (VR) – é a quantidade de ar que permanece nos pulmões
após a exalação máxima
Capacidade vital forçada (CVF) Capacidade vital forçada (CVF) Capacidade vital forçada (CVF) – é o volume eliminado em manobra expi-
ratória forçada desde a CPT até o VR.
Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) – é a quantidade
de ar eliminada no primeiro segundo da manobra expiratória forçada. É
considerado uma das variáveis mais úteis clinicamente.
*Relação VEF1/CVRelação VEF1/CVRelação VEF1/CV – Razão entre volume expiratório forçado no primeiro se-
gundo e a capacidade vital, sendo muito importante para o diagnóstico de um
distúrbio obstrutivo
*Em casos de DPOC o paciente não responde ao broncodilatador, sendo este
o grafico obstrutivo (mais achatado)
*Já em casos de asma o paciente responde ao broncodilatador, sendo neste
caso o grafico restritivo (mais fino)
CASO CLÍNICOCASO CLÍNICOCASO CLÍNICO
Paciente, 5 anos, chega com a mãe na urgência com quadro de dispneia ePaciente, 5 anos, chega com a mãe na urgência com quadro de dispneia ePaciente, 5 anos, chega com a mãe na urgência com quadro de dispneia e
tosse seca persistente há 3 dias. Segundo a mãe, esse quadro ocorre pelotosse seca persistente há 3 dias. Segundo a mãe, esse quadro ocorre pelotosse seca persistente há 3 dias. Segundo a mãe, esse quadro ocorre pelo
menos 1 vez ao mês. menos 1 vez ao mês. menos 1 vez ao mês. Execute a ausculta pulmonar e após o disparo do somExecute a ausculta pulmonar e após o disparo do somExecute a ausculta pulmonar e após o disparo do som
auscultatório, verbalize o nome do som e o diagnóstico.auscultatório, verbalize o nome do som e o diagnóstico.auscultatório, verbalize o nome do som e o diagnóstico.
1. Apresentar-se e ser cordial com o paciente
2. Confirmar o nome do paciente e a idade
3. Higienizar as mãos
4. Explicar procedimento e pedir permisão para realiza-lo
5. Mostar equipamento ao paciente (se tiver)
6. Se posicionar adequadamente
7. Realizar procedimento e verbalizar
8. Dar o feedback ao paciente e o possível diagnóstico (ASMA)
* Na asma o som ascultado normalmente é o sibilo
SONS PULMONARESSONS PULMONARESSONS PULMONARES
- Os sons pulmonares abordados na aula foram: SIBILO, RONCO e CREPTA-
ÇÕES
Enízia Simões
3°período
Linfoma e Leucemia
LinfomaLinfomaLinfoma
- É o nome de um conjunto de cânceres que atacam o sistema responsável
por ajudar a combater infecções
- Ocorre quando uma célula normal do sistema linfático sofre mutações, pas-
sam a se multiplicar sem parar e se disseminar pelo organismo.
- Os diversos tipos de linfomas têm comportamento e grau de agressividade
diversos. Eles podem ser divididos em 2 grandes grupos: linfoma de Hodgkin
e linfoma não Hodgkin.
- Linfoma de Hodgkin: ocorrem em um tipo de célula linfoide conhecido como
célula de Reed-Sternberge e acometem mais pessoas entre 15 e 35 e acima
dos 55 anos
- Linfoma não Hodgkin: são mais comuns em pessoas mais velhas e podem
surgir em outras células do sistema linfático
- O primeiro sinal do linfoma é a presença de linfonodos aumentados (popular-
mente conhecidos como ínguas) mesmo quando não há nenhuma infecção. As
ínguas são mais frequente no pescoço, axila e na virilha. Outros sintomas me-
nos específicos são: febre, perda de peso, suor excessivo, fraqueza e au-
mento do volume abdominal.
* Adenomegalia/linfonofomegalia/adenopatia: linfonodos com tamanho au-
mentado
EXAME DOS LINFONODOSEXAME DOS LINFONODOSEXAME DOS LINFONODOS
- O exame físico geral inclui a investigação sistemática dos linfonodos superfi-
ciais.
- O exame dos linfonodos se faz por meio da inspeção e da palpação, um mé-
todo completando o outro.
PRINCIPAISPRINCIPAISPRINCIPAIS
- A inspeção deve seguir a regra de ser feita sempre com boa iluminação,
abrangendo homogeneamente a região examinada, que deve estar despida. O
lado contralateral deve ser sempre comparado.
- A palpação é realizada com as polpas digitais e a face ventral dos dedos
médio, indicador e polegar
- No caso da extremidade cervical, ajusta-se a cabeça em uma posição que
relaxe os músculos do pescoço, inclinando levemente a cabeça para o lado que
se deseja examinar. Os linfonodos cervicais são mais facilmente palpáveis com
o examinador posicionado atrás do paciente
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/linfoma-nao-hodgkin/
Enízia Simões
3°período
- Os linfonodos da cadeia jugular são mais bem examinados apreendendo-se o
músculo esternocleidomastóideo entre o polegar e os dedos indicador e médio
de uma das mãos (fig. C)
- Para a palpação dos linfonodos axilares, retropeitorais e epitrocleanos, o
examinador deve se colocar à frente do paciente. Com o paciente sentado ou
de pé, o examinador segura gentilmente o membro superior do lado a ser
examinado, ligeiramente fletido, com a mão heteróloga. A fossa axilar será
examinada com a mão heteróloga, em posição de garra. Deve-se executar
deslizamento suave com a pele contra o gradil
costal da região axilar e infra-
axilar, na região anterior, medial e posterior da fossa axilar
- A palpação dos linfonodos retropeitorais é realizada com o examinador em
frente ao paciente, e, com a mão em pinça, procede-se à compressão e ao
deslizamento em toda a face posterior acessível do músculo grande peitoral
CARACTERÍSTICAS SEMIOLOGICAS A SEREM ANALISADAS
- Em condições normais, os linfonodos são individualizados, móveis, indolores, e
têm consistência borrachosa.
- TAMANHO: quando maior que 3cm já indica algo maligno
- NÚMERO: quantidade
- CONSISTÊNCIA: pode estar mole ou duro
- MOBILIDADE: pode ser móvel ou aderido
- SENSIBILIDADE: pode estar doloroso ou não
- ALTERAÇÃO NA PELE: observar a presença de sinais flogísticos (edema, ca-
lor, rubor e dor), e de fistulização, descrevendo-se o tipo de secreção que flui
pela fístula
CASO CLÍNICOCASO CLÍNICOCASO CLÍNICO
Um paciente do sexo masculino, 48 anos, branco, comparece ao consultórioUm paciente do sexo masculino, 48 anos, branco, comparece ao consultórioUm paciente do sexo masculino, 48 anos, branco, comparece ao consultório
médico com queixas de um caroço no pescoço observado há 4 semanas, in-médico com queixas de um caroço no pescoço observado há 4 semanas, in-médico com queixas de um caroço no pescoço observado há 4 semanas, in-
dolor, associado a sudorese noturna, episódios de febre e perda de peso (20dolor, associado a sudorese noturna, episódios de febre e perda de peso (20dolor, associado a sudorese noturna, episódios de febre e perda de peso (20
kg em 6 semanas). kg em 6 semanas). kg em 6 semanas). Realize a palpação de linfonodos e verbalize o possível di-Realize a palpação de linfonodos e verbalize o possível di-Realize a palpação de linfonodos e verbalize o possível di-
agnóstico.agnóstico.agnóstico.
PASSO A PASSO
1. Apresentar-se e ser cordial com o paciente
2. Confirmar o nome do paciente e a idade
3. Higienizar as mãos
4. Explicar o procedimento ao paciente e pedir permisão para realiza-lo
5. Mostrar o equipamento ao paciente (se tiver)
6. Se posicionar adequadamente
7. Pedir ao paciente para tirar o oculos (se usar)
8. Realizar o procedimento e verbalizar (palpar linfonodos do pescoço e da
cabeça)
9. Dar o feedback ao paciente e falar possível diagnóstico (linfoma)
10. Higienizar novamente as mãos (após o exame)
* Linfonodo com sinais de malignidade: endurecidos indolores, imóeis, aproxi-
madamente maior que 3cm
*Para linfonos normais: dizer que não tem a presença de linfonodomegalia ou
sem linfonodos palpaveis.
Enízia Simões
3°período
Doenças virais (dengue)
- É transmitida por vetores hematófagos, especificamente o Aedes Aegypti
- É trasmitido pela fêmea
- Tem quatro sorotipos: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4
- O periodo médio de incubação é de 5 a 7 dias
- Pode ser assintomatica
- Pode ser hemorrágica (dengue com complicações como hepatite, encefalite
e miocardite e sindrome do choque da dengue)
SINAIS E SINTOMAS DA DENGUE CLÁSSICA:
Febre alta (39 a 40)
Dor retro-orbitária
Calafrios
Mialgia
Sudorese
Artralgia
Náuseas, vômitos
Petéquias, equimoses
Exantema maculopapilar pruriginoso ou não
Hepatomegalia dolorosa
DIAGNÓSTICO
Na anamnese
Data de inicio dos sintomas
Cronologia de aparecimento dos sintomas
Associação de sintomas
Característica da curva febril
Pesquisa de sangramento, epistaxe (sangramento nasal), gengivorragia,
hemorragia conjuntiva, melena, hematêmese (sangue com vomito), me-
trorragia
Pesquisar sinais de alarme e de choque
Pesquisa de medicamentos em uso continuo (anticoagulante, antiagregan-
te, antiinflamatório)
Estado vacinal (diagnóstico diferencial em outras patologias febris e com
exantema)
Prova do laço
- Não é especifico para dengue hemorrágica
- A prova do laço deve ser realizada na triagem, em todo paciente com sus-
peita de dengue que não apresente sangramento espontâneo
*OBS:*OBS:*OBS: se a prova do laço apresentar-se positiva antes do tempo preconizado
para adultos e crianças, ela pode ser interrompida. Deve-se atentar para a
possibilidade de surgimento de petéquias em todo o antebraço, dorso das
mãos e nos dedos
No exame físico
- Taquipenia, dispneia, tiragens subcostais intercostais, supraclaviculares de
fúrculo esternal, batimentos de asa de nariz, gemidos, estridor e sibilos
- Sinais de ICC: taquicardia, dispneia, ortopnéia, turgência jugular, estertora-
ção, edema de MMII e hepatomegalia
- Sistema nervoso: irritabilidade, sonolência, irritação meníngea e perda de
força muscular
CASO CLÍNICOCASO CLÍNICOCASO CLÍNICO
LMF, masculino, 42 anos, procura atendimento por demanda espontânea naLMF, masculino, 42 anos, procura atendimento por demanda espontânea naLMF, masculino, 42 anos, procura atendimento por demanda espontânea na
UBS local no dia 15/03/2021 com quadro de febre aferida de 39.5 °C, ce-UBS local no dia 15/03/2021 com quadro de febre aferida de 39.5 °C, ce-UBS local no dia 15/03/2021 com quadro de febre aferida de 39.5 °C, ce-
faleia, dor retro-orbitária e mialgia, com início dos sintomas no diafaleia, dor retro-orbitária e mialgia, com início dos sintomas no diafaleia, dor retro-orbitária e mialgia, com início dos sintomas no dia
10/03/2021, evoluindo com aumento de intensidade da mialgia e aumento de10/03/2021, evoluindo com aumento de intensidade da mialgia e aumento de10/03/2021, evoluindo com aumento de intensidade da mialgia e aumento de
volume em abdome. Até então sem complicações. Em uso de dipirona, comvolume em abdome. Até então sem complicações. Em uso de dipirona, comvolume em abdome. Até então sem complicações. Em uso de dipirona, com
melhora parcial dos sintomas durante o tempo de efeito do medicamento.melhora parcial dos sintomas durante o tempo de efeito do medicamento.melhora parcial dos sintomas durante o tempo de efeito do medicamento.
Realiza a prova do laço e verbalize o provável diagnósticoRealiza a prova do laço e verbalize o provável diagnósticoRealiza a prova do laço e verbalize o provável diagnóstico
PASSO A PASSO
1. Apresentar-se e ser cordial com o paciente
2. Confirmar o nome do paciente e a idade
3. Higienizar as mãos
4. Explicar o procedimento ao paciente e pedir permisão para realiza-lo
5. Mostrar o equipamento ao paciente (se tiver)
6. Se posicionar adequadamente
7. Medir a PAS e PAD e informar ao paciente
8. Tirar a média da PAS e PAS e insuflar até esse valor médio
9. Desinsuflar depois de 5 minutos em adulto e 3 em criança
Enízia Simões
3°período
10. Fazer um quadrado de 2,5cm por 2,5cm e contar as petequia, sendo
positivo se tiver 10 ou mais em criança e 20 ou mais em adulto
11. Dar o feedback ao paciente e falar possível diagnóstico (Dengue)
* Na hora não tem tempo de deixar os minutos adeuqado, sendo assim, deve
verbalizar como seria o ideal ao avaliador.
Varicela/Hanseníase/Síndrome mão-pé-boca
VARICELAVARICELAVARICELA
- É uma doença infecciosa, altamente contagiosa
- Causada pelo vírus Varicela-Zoster, que se manifesta com maior frequência
em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera. 
- Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o
contágio da doença.
- Os principais sinais e sintomas da doença são:
manchas vermelhas e bolhas no corpo;
mal estar;
cansaço;
dor de cabeça;
perda de apetite;
febre baixa.
- As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, se
espalham e se transformam em pequenas vesículas cheias de um líquido cla-
ro. Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatri-
zam. Este processo causa muita coceira, que pode infeccionar as lesões devi-
do a bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar.
- As principais complicações da catapora, nos casos severos ou tratados ina-
dequadamente, são: encefalite. pneumonia, infecções na pele e ouvido.
HanseníaseHanseníaseHanseníase
- É uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bac-
téria Mycobacterium leprae
- Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos (braços e
pernas), com capacidade de ocasionar lesões neurais, podendo
acarretar da-
nos irreversíveis, inclusive exclusão social, caso o diagnóstico seja tardio ou o
tratamento inadequado.
- Os sintomas de hanseníase geralmente só aparecem > 1 ano após a infec-
ção (em média 5 a 7 anos)
- Hanseníase tuberculoide (doença de Hansen paucibacilar): lesões cutâneas
consistem em uma ou algumas máculas hipoestésicas, centralmente hipopig-
mentadas, com bordas nítidas e elevadas. O exantema, como em todas as
formas de hanseníase, não é pruriginoso. As áreas afetadas por esse exan-
tema ficam dormentes por causa das lesões nos nervos periféricos subja-
centes e podem estar muito aumentadas.
- Hanseníase lepromatosa (doença de Hansen multibacilar): grande parte da
pele e muitas áreas do corpo, como os rins, o nariz e os testículos, podem
ser afetadas. Os pacientes apresentam máculas, pápulas, nódulos, ou placas
cutâneos, que frequentemente são simétricos. A neuropatia periférica é mais
grave do que na hanseníase tuberculoide com mais áreas dormentes; certos
grupos musculares podem estar fracos. Os pacientes podem perder cílios e
sobrancelhas.
- Hanseníase indeterminada (multibacilar): há características tanto da hansení-
ase tuberculoide quanto da lepromatosa. Sem tratamento, a hanseníase inde-
terminada pode se tornar menos grave e mais parecida com a forma tuber-
culoide ou pode piorar e parecer mais com a forma lepromatosa.
Avaliação da sensibilidadeAvaliação da sensibilidadeAvaliação da sensibilidade
- Estesiômetro serve para avalizar e monitorar o grau de densibilidade cutâ-
nea à percepção de forças aplicadas como estimulos aos nervos sensíveis ao
toque leve e à pressão
Período prodrômico – inicia-se com febre baixa, cefaleia, anorexia e vômi-
to, podendo durar de horas até 3 dias. Na infância, esses pródromos não
costumam ocorrer, sendo o exantema o primeiro sinal da doença.
Período exantemático – as lesões comumente aparecem em surtos suces-
sivos de máculas que evoluem para pápulas, vesículas, pústulas e crostas. 
Enízia Simões
3°período
- sensibilidade térmica: algodão seco e umedecido com álcool (o mais ideal é fa-
zer com tubos de ensaio, um quente e outro morno) -
sensibilidade dolorosa: agulha
- sensibilidade tátil (é a ultima a ser perdida): fina mecha de algodão seco, fio
dental
Síndrome mão-pé-bocaSíndrome mão-pé-bocaSíndrome mão-pé-boca
- É uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie
- Costuma ocorrer em crianças pequenas
- Os sintomas incluem: febre, afeta a pele e as membranas mucosas, cau-
sando o aparecimento de feridas dolorosas na parte interna da boca, normal-
mente nas mãos e nos pés surgem a erupção cutânea
- Os pacientes também podem ter mal-estar, falta de apetite, vômitos e diar-
reia
Lesões elementaresLesões elementaresLesões elementares
- São elementos morfológicos que permitem caracterizar as doenças da pele,
quando devidamente associados aos dados complementares
*Planas: manchas ou máculas
*Sólidas: pápula, placa, urticaria, nódulo, goma e vegetação
*De conteúdo líquido: vesícula, bolha, pústula, abcesso, cisto e hematoma
*Por alteraço ̃es de consistência e espessura: edema,esclerose, queratose, li-
quenificaça ̃o, atrofia e cicatriz.
*Por perda de substa ̂ncia: escama, crosta, escoriaça ̃o, erosa ̃o ou exulce-
raça ̃o, u ́lcera, escara, fissura e fi ́stula
Máculas ou manchasMáculas ou manchasMáculas ou manchas
- Alterações da cor da pele sem relevo ou consistência
- Pode ser va ́sculo-sangu ̈i ́neas ou pigmentares.
As manchas va ́sculo-sangu ̈i ́neas sa ̃o devidas a feno ̂menos vasculares (congesta ̃o ou
constric ̧a ̃o), fragilidade capilar ou extravasamento de hema ́cias. Sa ̃o classificadas em
eritema, telangiectasia, púrpura, mancha angiomatosa (hemangioma plano) e mancha
anêmica.
As manchas pigmentares sa ̃o devidas a ̀ ausência (leucodermia) ou deposiça ̃o de melani-
na (melanodermia) e deposiça ̃o de outros pigmentos (exógenos ou endo ́genos)
EritemaEritemaEritema
- É mancha de coloração rósea ou avermelhada
Mancha eritematosa
TelangiectasiaTelangiectasiaTelangiectasia
- Corresponde a ̀dilataça ̃o capilar (de artéria ou veia de pequeno calibre) per-
manente instalada na derme superficial.
- Pode assumir aspecto linear, sinuoso, estelar ou puntiforme
PúrpuraPúrpuraPúrpura
- É mancha vermelho-violácea que não desaparece à digito ou vitropressão,
ao contrário do eritema
- Pode ser apresentar sob a forma de equimoses ou petéquias
*As equimoses são áreas de extravasamento sanguíneo de dimensão maior
que 1,0cm de diâmetro (são as famosas mancha roxa)
*As petéquias correspondem a minúsculos pontos purpúricos dispersos
Esquimose na perna
No teste de sensibilidade térmica perguntar se o paciente está sentindo
morno, frio ou quente e comparar com área normal (de preferência a con-
tralateral)
No teste de sensibilidade dolorosa pode usar uma agulha de insulina, encos-
tando com uma leve pressão e observar se o paciente está sentindo
Enízia Simões
3°período
Petéquias no braço
Manchas pigmentaresManchas pigmentaresManchas pigmentares
- Sa ̃o denominadas conforme ocorram ausência (acromia), diminuiça ̃o (hipocro-
mia) ou aumento (hipercromia) da melanina ou de outros pigmentos deposita-
dos na pele.
PápulaPápulaPápula
- É uma lesão sólida circunscrita, menor que 1.0 cm de diâmetro, elevada em
relação aos planos circunjacentes, de superfície plana ou encurada, regular
ou irregular
PlacaPlacaPlaca
- É lesão elevada de tamanho maior que 1,0 cm, frequentemente resultante
da confluência de pápulas
- A superfície da placa pode ter características variadas: lisa, irregular, vege-
tante, crostosa, queratinizada, descamativa, erosiva ou macerada
NóduloNóduloNódulo
- É um infiltrado so ́lido circunscrito, medindo 1,0 a 3,0 cm de dia ̂metro, per-
sistente, de localizaça ̃o dérmica ou hi- podérmica, geralmente palpa ́vel e nem
sempre visi ́vel
- Quando for maior que 3 cm pode ser considerado um tumor
VegetaçãoVegetaçãoVegetação
- Caracterizada por pa ́pula ou placa de superfi ́cie irregular, pediculada ou
séssil, de superfi ́cie querato ́sica inela ́stica e amarelada, recebendo as denomi-
naço ̃es verrucosidade, verruga, placa verrucosa ou vegetante
VesículaVesículaVesícula
- Pequena cavidade, elevada e circunscrita, de conteúdo claro, medindo até
0,5cm de diâmetro.
BolhaBolhaBolha
- Elevação circunscrita maior que 0,5cm de diâmetro.
- Seu conteúdo é inicialmente seroso e claro
PústulaPústulaPústula
- Pequena lesão superficial, elevada, semelhante à vesícula, mas com conteú-
do amarelado (pus) em seu interior
- São as espinhas
EscamaEscamaEscama
Enízia Simões
3°período
- Massa laminar, de aspecto e dimensões variáveis.
- É um estrutura resultante do acúmulo de queratinócitos por disturbio de
queratinização da epiderme.
CrostaCrostaCrosta
- Massa de exsudato ou concreção formada em área de perda tecidual.
- São as “casquinhas”
Escoriação
- É tipo um ralado
- Pode ser causado pelo ato de coçar
ÚlceraÚlceraÚlcera
- Uma perda profunda que atinge a epiderme, derme e eventualmente, hipo-
derme e tecidos subjacentes
EscaraEscaraEscara
- Área de necrose que, quando eliminada, resulta em ulceração
COMO DESCREVER AS LESÕES ELEMENTARES?
1- Tipo de lesão
2-Coloração ( eritematosa, acastanhada, purpúrica, normocromica)
3-Aspecto ( descamativa, brilhosa, crostosa)
4-Limites
5-Tamanho
6-Localização
7-Consistência ( fibroelástica, líquida, cística)
SEMIOLOGIA DA PELESEMIOLOGIA DA PELESEMIOLOGIA DA PELE
- É importante avaliar:
Coloração: Palidez, Vermelhidão ou eritrose, cianose, icterícia, albinismo e
etc.
Continuidade ou integridade.
Umidade: normal, pele seca, aumentada ou pele sudorenta
Textura: normal, lisa ou fina, áspera, enrugada
Espessura (palpação em forma de pinça): normal, atrófica, hipertrófica
ou espessa.
Temperatura.
Elasticidade: normal, aumento ou pele hiperelástica, diminuição ou hipoe-
lasticidade
Mobilidade: normal, diminuída ou ausente, aumentada.
Turgor (sinal da prega): normal, diminuído (+ 2s).
Sensibilidade dolorosa: hipoalgesia ou analgesia,
hiperestesia.
Sensibilidade tátil (fricciona levemente o local com ponta de algodão).
Sensibilidade térmica (testar quente e frio).
* É importante o desnudamento das partes a serem avaliadas
Exame físico cardiovascular
- O exame físico do coração inclui a inspeção, a palpação e a ausculta.
- A posição fundamental do paciente é o decúbito dorsal; o médico deve ficar
sentado ou de pé, do seu lado direito.
INSPEÇÃO E PALPAÇÃOINSPEÇÃO E PALPAÇÃOINSPEÇÃO E PALPAÇÃO
- Realizam-se a inspeção e a palpação simultaneamente porque os achados
semióticos tornam-se mais significativos quando analisados em conjunto
- Os seguintes parâmetros devem ser sistematicamente investigados: pesqui-
sa de abaulamentos, análise do ictus cordis ou choque da ponta, análise de ba-
timentos ou movimentos visíveis e/ou palpáveis, palpação de bulhas e pesqui-
sa de frêmito cardiovascular.
- O ictus cordis é estudado pela inspeção e palpação, investigando-se localiza-
ção, extensão, intensidade, mobilidade, ritmo e frequência.
- Tente localizar o ictus cordis com o paciente em decúbito dorsal, palpando a
região usando as superfícies palmares de vários dedos. Caso não consiga, pe-
ça ao paciente para que, em decúbito lateral esquerdo, expire completamente
e mantenha-se sem respirar por alguns segundos
- Em pacientes do sexo feminino, pode ser necessário afastar a mama es-
querda para cima ou para o lado
ASCULTA
- Para se auscultar corretamente o coração, devem ser obedecidas normas
quanto a:
O deslocamento do ictus cordis indica dilatação e/ou hipertrofia do ventrí-
culo esquerdo, como pode ocorrer na estenose aórtica, insuficiência aórti-
ca, insuficiência mitral, hipertensão arterial, miocardiopatias e em algumas
cardiopatias congênitas.
Enízia Simões
3°período
Ambiente de ausculta
Posição do paciente e do examinador
Instrução adequada do paciente
Escolha correta do receptor
Aplicação correta do receptor
Relação dos batimentos cardíacos com a respiração
- A posição habitual do paciente é o decúbito dorsal com a cabeça apoiada em
um pequeno travesseiro. Com o tórax DESCOBERTO. Uma outra posição é o
pacientes sentado com o tórax ligeiramente inclinado para a frente
- O médico deve estar sempre posicionado do lado direito do paciente
- Os focos se localizam nas seguintes regiões
O foco mitralO foco mitralO foco mitral (FM) se situa no 5
o
 espaço intercostal esquerdo da linha
hemiclavicular e corresponde ao ictus cordis ou ponta do coração
O foco pulmonarO foco pulmonarO foco pulmonar (FP) localiza-se no 2
o
 espaço intercostal esquerdo junto
ao esterno
O foco aórticaO foco aórticaO foco aórtica (FAo) localiza-se no 2
o
 espaço intercostal direito junto ao
esterno
O foco aórtico acessóriaO foco aórtico acessóriaO foco aórtico acessória localiza-se no 3
o
 espaço intercostal esquerdo,
junto ao esterno
O foco tricúspideO foco tricúspideO foco tricúspide (FT) corresponde à base do apêndice xifoide, ligeira-
mente para a esquerda.
*Na asculta cardíaca fisiologicamente normal deve se dizer: bulhas cardíacas
rítmicas, normofonéticas em dois tempos, sem sopro
Anemia e hemograma
- Anemia é definida como a redução da concentração de hemoglobina do san-
gue. Ou seja, hemoglobina abaixo do normal estabelecido
ANEMIAS CARENCIAIS
- As anemias carenciais são um grupo de anemias caracterizadas por apre-
sentar carência de elementos fundamentais para a eritropoese: ferro,
vita?mina B12 ou folato
ANEMIA FERROPRIVA
- Há um balanço negativo de ferro, isto é, a ingestão deste elemento é menor
do que a necessidade do organismo
- É hipocrômica e microcítica
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
- Resulta em hemácias aumentadas
- As principais causas de anemia megaloblástica são as deficiências de vitami-
na B12 ou de ácido fólico (folato).
Anemia talassemica
- As talassemias são um grupo de anemias hemolíticas hereditárias microcíti-
cas, caracterizadas por defeito da síntese da hemoglobina
Importante
VCM (volume corpuscular médio):VCM (volume corpuscular médio):VCM (volume corpuscular médio):
- Indica o tamanho das hemácias, as células vermelhas do sangue
- Classifica a anemia em macrocítica, microcítica ou normocítica; Valor de
referência: 80-100.
VCM maior que 100: anemia macrocítica
VCM menor que 80: anemia microcítica
HCM (hemoglobina corpuscular média):HCM (hemoglobina corpuscular média):HCM (hemoglobina corpuscular média):
- Diz respeito sobre a quantidade de hemoglobina dentro da hemácia.
- Diz o quõo corada é a hemácia
- Classifica a anemia em hipercrômica, hipocrômica, normocrômica;
Valor de referência: 28-32.
HCM menor 28: anemia hipocrômica
HCM maior que 32: anemia hipercrômica
RDWRDWRDW:
- É o (índice de anisocitose – medida de variação do tamanho das hermá-
cias)
- RDW estando aumentado = anisocitose
Valor de referência: 10-15.
*Anisocitose é quando há diferença no tamanho das hemárcias.
Contagem de reticulócitos:Contagem de reticulócitos:Contagem de reticulócitos:
- Classifica a anemia em hiperproliferativa ou hipoproliferativa. - Reticu-
lócitos são hemácias imaturas
- Quando os reticulócitos estão a anemia é hipoproliferativa, ou seja,
tem uma dificuldade na produção de hemacias
- Quando os reticulócitos estão  na anemia é hiperproliferativa, ou se-
ja, pode estar tendo uma perca/destruição de hemacia e pra compen-
sar a medula óssea
PALPAÇÃO DO BAÇO
- Pode ser feita a manobra bimanual: deve ser feita em decúbito dorsal. A
mão esquerda fica localizada sob a área de projeção do baço pressionando-a
para cima, e a mão direita é quem palpa o abdome, em direção ao rebordo
costal esquerdo, na tentativa de palpar o baço
- O baço fica localizado no espaço de traube. Localizado no hipocôndrio es-
querdo
Enízia Simões
3°período
PALPAÇÃO DO FÍGADO
- Coloque a mão esquerda por baixo do paciente, paralela à 11° à 12° costelas,
de modo a sustentá-las bem como as partes moles adjacentes. Lembre ao
paciente que ele pode relaxar apoiado na sua mão.
- Peça ao paciente que respire fundo. Procure sentir a borda do fígado quan-
do ela desce de encontro às pontas de seus dedos.
- Localizado no hipocôndrio direito
Pressão Arterial
Técnica para aferir PATécnica para aferir PATécnica para aferir PA
- PacientePacientePaciente
Repouso mínimo de 3 min
Local tranquilo e, preferencialmente, sem ruídos que possam interferir
na ausculta
Posição do paciente: podem ser utilizadas as posições sentada, deitada ou
em pé. Em qualquer posição, deve-se manter a artéria braquial ao nível
do coração (4
o
 espaço intercostal), tomando-se o cuidado de deixar o pa-
ciente em posição confortável, com o braço ligeiramente flexionado, apoi-
ado sobre uma superfície firme, estando a palma da mão voltada para
cima.
- ProcedimentoProcedimentoProcedimento
Localizar as pulsações da artéria braquial
Colocar o manguito 2 cm acima da fossa cubital
Palpar o pulso radial (pode também ser feito na artéria braquial)
Inflar o manguito até o desaparecimento do pulso radial; em seguida, de-
sinsuflar o manguito lentamente. Quando reaparecer o pulso, será obtido
o valor da pressão sistólica
Colocar o estetoscópio sobre a artéria braquial e insuflar o manguito
cerca de 30 mmHg acima do valor encontrado para a pressão sistólica
pelo método palpatório
Soltar o ar, de maneira contínua, à razão de 2 a 3 mmHg/segundo, até
o completo esvaziamento da câmara
Caso os ruídos estejam sendo percebidos com dificuldade, aumentar o
ângulo entre o braço e o tórax, retificando a artéria, pois isso pode faci-
litar a ausculta dos sons.
CASO CLÍNICOCASO CLÍNICOCASO CLÍNICO
Um paciente homem de 55 anos refere episódios de tontura e dor de cabeça
que tiveram início há cerca de 2 anos. As tonturas ocorrem sempre pela ma-
nhã, quando ele se levanta da cama. Paciente apresenta histórico familiar de
hipertensão, tendo seu pai falecido de IAM. Realize a aferição de PA (conside-
rar que o valor aferido foi de 165x110mmHg) e classifique-a.
PASSO A PASSO
1. Higienizar as mãos
2. Ser cordial com o paciente
3. Verificar se o paciente NÃO está com a bexia cheia, se não praticou
exercicios físicos há pelo menos
60 minutos, se mão ingeriu bebidas al-
coólicas, café ou alimentos e se não fumou nos ultimos 30 minutos)
4. Diga ao avaliador que o ideal seria o pacientes repousar por 5 minutos
antes de inicar a medição
5. Explique o procedimento ao paciente
6. Oriente-o a não conversar durante a medição e verifique se ele está
Enízia Simões
3°período
com as perna descruzadas
7. Estimar o nível da PAS pela palpação do pulso radial.
8. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o dia-
fragma do estetoscópio sem compressão excessiva
9. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da
PAS obtido pela palpação.*
10. Proceder à deflação lentamente
11. Determinar a PAS pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff)
12. Determinar a PAD no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff)
13. Dar o feedback ao paciente
Valvulopatias e sopros
INSUFICIÊNCIA MITRAL
- É a regurgitação de sangue para o átrio esquerdo (ao inves de ir para o VE)
- Paciente tem tosse, dispneia, fadiga, palpitações e edema periferico
- Sopro sistolico no foco mitral que irradia para a axila
- B1 hipofonetica
ESTENOSE MITRAL
- Valvas estão mais rigidas/ estreitamento do orifico atrioventricular
- SOPRO É DIASTÓLICO
- B1 hiperfonetica
INSUFICIÊNCIA AORTICA
- Fechamento inadequado das cuspides
- Audível no foco aortico
ESTENOSE AORTICA
- Sopro sistolico no foco aortico
- Tem redulçao do orificio da valva aortica
CAUSAS DE SOPRO SISTOLICO
- Estenose aortica
- Estenose pulmonar
- Insuficiência mitral
- Insuficiência tricuspide
CAUSAS DE SOPRO DIASTOLICO
- Estenose mitral
- Estenose tricuspide
- Insuficiência aortica
- Insuficiência pulmonar

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