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Psique A psique, é um conceito da cosmovisão da Grécia antiga, que designava a força vital de um indivíduo, unida ao seu corpo em vida e separada dele após sua morte. O termo é mantido em várias escolas de psicologia, geralmente perdendo seu valor metafísico: torna-se assim a designação de todos os processos e fenômenos que fazem a mente humana como uma unidade. Para a psique, normalmente, quando saudável, ela oferece mais oportunidades de adaptação ao meio ambiente. Essa adaptação é o processo pelo qual um organismo se adapta ativamente ao meio ambiente e às mudanças que nele operam, mesmo que sejam prejudiciais e envolvam uma atrofia de faculdades importantes para o organismo. Todos os jovens elementos de todas as espécies, incluindo a nossa, começam a vida com um armamento necessário para que a adaptação ocorra e continue. Já este programa, com o qual nascemos, desenvolve um jogo com o mundo exterior. O aprendizado desempenha um papel importante nesta adaptação, tanto mais importante quanto a complexidade do organismo. Uma aproximação na compreensão do psiquismo considera-o como um sistema de estruturas e processos de natureza material construído com base no funcionamento de estruturas biológicas pré-existentes, o que implica que não pode ser localizado como uma estrutura anatômica, mas que sua existência é funcional. Até poucos anos atrás, pensava-se que o cérebro tinha áreas exclusivas de funcionamento até que, por meio de imagens, foi determinado que, quando uma função é desempenhada, o cérebro age de forma semelhante a uma orquestra sinfônica interagindo várias áreas entre si. Além disso, foi estabelecido que quando uma área cerebral não especializada é lesada, outra área pode realizar uma substituição parcial de suas funções. O psiquismo é o que permite ao organismo assumir uma posição ativa e independente perante o meio, permitindo-lhe sobreviver de acordo com o desenvolvimento que sua inteligência permite. Em todos os animais, a função homeostática do comportamento depende do condicionamento biológico (reflexos condicionados e não condicionados), sendo o resultado uma resposta instintiva à realidade, mediada por seu grau de consciência. Em humanos, a função homeostática torna-se mais complexa à medida que a autorregulação é transferida para outras funções mentais, como a consciente, permitindo a percepção de níveis regulatórios que em outras espécies são instintivos. Ao adquirir um caráter eminentemente consciente, permite que você não apenas se adapte ao ambiente, mas também o transforme em seu benefício.