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Profª Márcia Regina Mocelin 
Profª Suely Pereira Donato 
SISTEMA DE ENSINO E 
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 
AULA 4 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Olá! Nesta aula, abordaremos os seguintes assuntos: 
 a dualidade estrutural que acompanha o Ensino Médio (EM) no Brasil; 
 as três funções históricas atribuídas ao EM e seus significados; 
 a organização e o funcionamento do EM no Brasil com base na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) (Lei n. 9.394/96); 
 a organização do EM em relação ao ensino profissionalizante; 
 a organização curricular do EM na legislação: LDBEN, Diretrizes 
Curriculares Nacionais (DCN) para o Ensino Médio e Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC); 
 o ensino médio regular e profissionalizante no campo das políticas 
educacionais sob diversos aspectos: formação de professores, 
universalização dessa etapa de ensino, estrutura, evasão, permanência e 
avaliação da aprendizagem. 
A discussão sobre esses assuntos ocorre na interface com as políticas 
educacionais e na compreensão crítica acerca do papel do EM para a formação 
de nossos estudantes, não apenas para o mercado, mas para o mundo do 
trabalho. 
TEMA 1 – A ESTRUTURA DO ENSINO MÉDIO (EM) NO BRASIL – DUAL E 
ELITISTA 
A escolarização ocupa um espaço tão importante nas sociedades 
contemporâneas que não conseguimos imaginar a vida sem escolas. E a 
tendência é que cada vez mais se aumente o tempo de permanência do aluno 
dentro dos espaços escolares. Dessa maneira, a educação amplia 
paulatinamente a sua presença na vida das pessoas e as instituições escolares 
aumentam em número e diversidade. Ocorre que as escolas não são instituições 
semelhantes a fábricas, e por isso não suportam a simplificação do ser humano 
como o fazem as empresas. 
As escolas não são ilhas e, portanto, atuam em conexão umas com as 
outras, constituindo complexas redes educacionais. No Brasil, 
independentemente de a escola ser pública ou privada, todas as instituições 
escolares são regulamentadas pela mesma legislação educacional e estão 
 
 
3 
vinculadas a um sistema de ensino. Nesse sentido, as escolas, as redes e os 
sistemas de ensino também são regulados por políticas públicas, em uma 
complexa rede de práticas governamentais, recursos financeiros e legislações. 
O Ensino Médio (EM) no Brasil carrega, desde seu nascimento, uma 
dualidade estrutural e elitista, advinda de uma sociedade capitalista permeada 
pela luta entre classes sociais antagônicas e contraditórias. Tem-se um "sistema 
social em que ao gerar a vida (produção social e coletiva dos bens materiais e 
culturais necessários à sobrevivência) gera também a pobreza, a desigualdade, 
a marginalidade" (Soares; Soares, 2017, p. 121). Com efeito, a dualidade 
expressa a divisão social da sociedade (trabalhos manual e intelectual) 
reproduzida no campo da educação por meio de uma formação profissional e 
específica e de outra, intelectual e humanista. 
Nas diretrizes do ensino médio, a preocupação é muito maior com a 
formação, com o conteúdo formal. E ainda há uma grande crise a ser enfrentada, 
que é a de permanência do aluno no EM. Para que isso aconteça, é preciso que 
haja preocupação, por parte dos professores, em aplicar metodologias 
diferenciadas para motivar o aluno a ficar. 
Segundo Cury (1998, p. 75), o EM "[...] expõe um nó das relações sociais 
no Brasil, manifestando seu caráter dual e elitista, através mesmo das funções 
que lhes são historicamente atribuídas: a função formativa, a propedêutica e a 
profissionalizante". 
TEMA 2 – AS TRÊS FUNÇÕES HISTÓRICAS ATRIBUÍDAS AO ENSINO MÉDIO 
(EM) BRASILEIRO – PROPEDÊUTICA, PROFISSIONALIZANTE E FORMATIVA 
Voltemos um pouco no tempo para entender como o Ensino Médio (EM) 
tem sido subjugado aos interesses políticos, sociais e econômicos das nações. 
Getúlio Vargas foi instituído como chefe provisório; depois, como 
presidente eleito pelo congresso; depois, como ditador, configurando o Estado 
Novo e promovendo a centralização da administração e várias políticas públicas. 
Vargas se apropriou da escolarização como instrumento de divulgação de 
sua plataforma política. Essa política contribuiu para a formação de sistemas de 
proteção social no Brasil; estes eram influenciados por ideários fascistas e 
implementados segundo o modelo populista, reforçando a personalidade do 
presidente e fazendo com que essa contribuição fosse uma dádiva e não um 
direito público. 
 
 
4 
Foram criadas leis para os ensinos secundário e universitário, 
destacando-se os ensinos técnico-comercial-industrial e agrícola – é desse 
período a instituição do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e 
a do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O discurso a favor 
do trabalho requeria ações concretas de envolvimento dos trabalhadores. As 
escolas implantadas foram poucas em relação à demanda efetiva, no entanto, 
serviram como base para a construção de uma cultura de senso comum entre 
jovens e adolescentes sobre a ligação da escolarização com a 
profissionalização. 
Cada uma das três principais funções do EM – propedêutica, 
profissionalizante e formativa –, no decorrer da história da educação brasileira, 
foi mais ou menos hegemônica nas políticas educacionais brasileiras, 
dependendo do momento histórico brasileiro. 
Figura 1 – Funções do Ensino Médio (EM) 
Fonte: Soares; Soares, 2017. 
A função propedêutica entende que o EM “[...] tem a função de preparar 
os alunos para o vestibular, com conteúdos voltados para o ingresso nos cursos 
superiores, geralmente, com caráter de memorização” (Soares; Soares, 2017, p. 
125). 
A função profissionalizante do EM, segundo Soares e Soares (2017, p. 
125), “deve preparar para o ingresso no mercado de trabalho promovendo a 
profissionalização dos alunos em campos específicos para atuação profissional”. 
Funções do Ensino Médio
Propedêutica Profissionalizante
Formativa
 
 
5 
E a função formativa, ainda segundo Soares e Soares (2017, p. 124), 
esclarece que o EM “tem a função em si mesmo, não apenas para o mercado de 
trabalho ou para o vestibular, mas desenvolve o ensino de conhecimentos 
específicos, importante para o jovem dessa faixa etária por meio de uma 
formação omnilateral, ou seja, em todas as suas dimensões, uma formação 
plena". 
TEMA 3 – A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO MÉDIO (EM) NA LEGISLAÇÃO E 
SUA RELAÇÃO COM O ENSINO PROFISSIONALIZANTE 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) (Lei n. 
9.394/96) estabelece o Ensino Médio (EM) como a terceira etapa da educação 
básica, e reconhece o potencial formativo dessa etapa de ensino ao "considerá-
lo como aprofundamento e complemento do ensino fundamental, de modo a se 
chegar a uma socialização plena do indivíduo" (Cury, 1998, p. 81). 
A relação entre o EM e o Ensino Profissionalizante é estabelecida pelos 
artigos 40 e 42 da LDBEN por meio de dois eixos: o primeiro, articulado com o 
Ensino Regular (formação geral); o segundo, vinculado aos ambientes de 
trabalho (profissionalização). Tal articulação é possível desde que a formação 
geral para o aluno seja atendida. 
Em 2004 foi aprovado o Decreto n. 5.154, que representou um avanço à 
educação profissionalizante em sua articulação com o EM, ao estabelecer uma 
formação técnica e científica articulada, integrada, em uma perspectiva 
emancipadora. Trata-se, de acordo com Gramsci, de uma formação técnica e 
política defendida pela “escola unitária” (Nascimento; Sbardelotto, 2008). 
De acordo com o artigo 36-A da LDBEN “[...] o ensino médio, atendida a 
formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões 
técnicas” (Incluído pela Lei n. 11.741/08). 
Os artigos 36-B, 36-C e 36-D (incluídos pela Lei n. 11.741/08) da mesma 
legislação (LBDEN) asseveram que a oferta da educação profissional técnica 
será “articulada com o ensino médio”, “integrada e concomitante”, além de 
“subsequente”. 
A EducaçãoProfissional Técnica de nível médio, em 2012, por meio da 
Resolução n. 6 que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação 
Profissional Técnica de Nível Médio, objetivou a superação da visão 
assistencialista que acompanhou o EM historicamente. 
 
 
6 
TEMA 4 – O ENSINO MÉDIO (EM) E AS QUESTÕES CURRICULARES 
O estudo das políticas públicas está diretamente ligado à compreensão 
das orientações ideológicas que fundamentam as práticas governamentais. A 
disputa entre o liberalismo e o intervencionismo fez com que se alterasse, 
diversas vezes, a função dos governos na educação, tanto pela ampliação e pela 
redução da oferta da escolarização pública quanto pela disponibilização de 
recursos estatais. Também foram redimensionadas as funções de cada ente 
governamental – federal, distrital, estadual e municipal – na oferta da educação. 
Na década de 1990, retomou-se a intervenção federal na educação básica e a 
ampliação da integração efetiva de todas as redes públicas de educação. No 
entanto, ainda há debates e são feitas alterações constantes na delimitação 
entre a oferta de escolarização pública e/ou privada e a dimensão de cada uma 
delas. 
As teorias sobre as práticas pedagógicas têm sido estudadas e debatidas 
nas escolas e nos espaços de formação docente. No entanto, ainda são nítidas 
as diferenças entre as propostas curriculares, os projetos políticos pedagógicos 
e as efetivas práticas pedagógicas em sala de aula. A ênfase na formação 
humana, bem como o acesso a conhecimentos fundamentais para a vida 
contemporânea ainda não alçam patamares reconhecidos como satisfatórios. 
Nesse sentido, as questões curriculares versam sobre os conteúdos a 
serem abordados na etapa do ensino médio, sua forma de ensino e metodologia 
de trabalho. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) (Lei n. 
9.394/96), em seu artigo 26, determina que os currículos devem ter uma base 
nacional comum obrigatória e outra parte diversificada a critério de cada 
estabelecimento escolar. O domínio de conhecimentos sobre filosofia e 
sociologia são fundamentais ao exercício da cidadania. 
O artigo 35-A da LBDEN propõe que a “Base Nacional Comum Curricular 
definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme 
diretrizes do Conselho Nacional de Educação [...]”. E o artigo 36 propõe que o 
[...] currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional 
Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser 
organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, 
conforme relevância para o contexto local e a possibilidade dos 
sistemas de ensino, a saber: (Redação dada pela Lei n. 13.415, de 
2017) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm
 
 
7 
I – linguagens e suas tecnologias; [...] 
II – matemática e suas tecnologias; [...] 
III – ciências da natureza e suas tecnologias; [...] 
IV – ciências humanas e sociais aplicadas; [...] 
V – formação técnica e profissional (LBDEN). 
A terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no que se 
refere ao EM, disponível para consulta em: 
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/bncc-ensino-medio> (acesso em 30 jan. 
2019), em breve entrará em vigor com as modificações que a proposta acredita 
que diminuirão a desigualdade em termos de oportunidades entre os jovens. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do EM (Resolução n. 2/12) 
apresentam e reafirmam a necessidade de a organização curricular contemplar 
uma base nacional comum e uma parte diversificada, que não devem constituir 
blocos distintos, mas um todo integrado. O artigo 8º desse documento apresenta 
a organização do currículo nas seguintes áreas do conhecimento: linguagens, 
matemática, ciências da natureza e humanas. 
A BNCC tem reformulando a organização curricular do EM, possibilitando 
aos estudantes escolher suas disciplinas, entre outros aspectos. Entretanto, tem 
recebido muitas críticas por parte da sociedade acadêmica. 
TEMA 5 – O ENSINO MÉDIO PROFISSIONALIZANTE NO CAMPO DAS 
POLÍTICAS EDUCACIONAIS 
A Constituição Federal (CF/88), em seu artigo 208, já sinalizava a "[...] 
progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio", o que 
vai de encontro à sua universalização. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) (Lei n. 
9.394/96), em seu artigo 4º, reforça esse posicionamento da CF/88, assegurando 
a oferta – além da organização – do Ensino Médio (EM) pelos sistemas estaduais 
de ensino mediante os apoios técnico e financeiro da União. 
Além disso, a LDBEN estabelece critérios quanto à formação mínima dos 
professores para atuar no EM, conforme seu artigo 62, que afirma que “[...] deve 
ocorrer em nível superior, em curso de licenciatura plena”. 
Sobre o financiamento, a LBDEN não estabelece critérios específicos, 
mas apresenta orientações em seu artigo 11, inciso v. 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/bncc-ensino-medio
 
 
8 
Na meta 3 do Plano Nacional de Educação (PNE), podemos verificar o 
que se estabeleceu para o EM como meta bastante ousada: a universalização 
do EM até 2016 à toda a população de 15 a 17 anos, almejando alcançar 85% 
de matrículas até o fim de sua vigência (2024). Para que isso ocorra são 
necessários ajustes que requerem financiamento para efetivar e garantir a 
qualidade do ensino ofertado. Somam-se a essas políticas o Programa Ensino 
Médio Inovador (2013) e o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) com suas 
funções. 
O Programa Ensino Médio Inovador (2013) propunha superar a dualidade 
formar para o mercado versus formar para o mundo do trabalho, ao passo 
que o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio da Portaria n. 
109/09, ampliou seus objetivos (ver artigo 2º), contemplando as funções de 
avaliação sistêmica, certificatória e classificatória. 
NA PRÁTICA 
No estudo das políticas públicas educacionais no campo do Ensino Médio 
(EM) são notórios os seus avanços e retrocessos para assegurar uma educação 
de qualidade. Portanto, ao refletir sobre o impacto dessas políticas, responda: 
 que entraves e possibilidades você percebe na oferta do EM voltado para 
o mundo do trabalho imbuído de uma concepção omnilateral? 
 que vantagens e desvantagens você percebe na Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC) em relação à formação para o exercício da cidadania? 
 o que diferencia a Diretriz Curricular Nacional (DCN) e a BNCC? E qual é 
o impacto desta última na organização curricular e na formação dos 
alunos? 
Faça uma análise crítica dos limites e das possibilidades na oferta dos 
itinerários formativos proposto pela BNCC nas escolas em todo o território 
nacional. 
Sugerimos um estudo aprofundado e crítico das políticas educacionais 
para enriquecer suas aulas, pois a ideia de educação é a de que devemos formar 
o homem pleno, o cidadão crítico e consciente de seus direitos e deveres. Não 
podemos nos esquecer de que ao mesmo tempo que temos leis, normas, 
decretos e pareceres escritos – e muito bem escritos –, temos dificuldade em 
fazer cumprir essas normatizações e fazer valer o direito à educação de todos. 
 
 
9 
Uma forma de fazer com que a escola possa ter acesso à democratização da 
gestão e à autonomia de gestão e, consequentemente, a uma participação mais 
efetiva na gestão escolar, é colocar em prática os mecanismos da gestão 
democrática escolar. 
FINALIZANDO 
Nesta aula, discutimos alguns elementos importantes para a análise e a 
compreensão da oferta, do acesso e da permanência dos estudantes no Ensino 
Médio (EM) brasileiro articulados a uma educação de qualidade. Para isso, 
abordamos a organização e o funcionamento do EM no Brasil com base na Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) (Lei n. 9.394/96); na 
organização do EM profissionalizante; na organização curricular do EM regular 
e profissionalizanteem suas especificidades na LDBEN, nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) e na Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC). 
Entretanto, há que se considerar que tais políticas não são meramente 
implementadas pelos atores da escola no contexto da prática devido ao processo 
de hibridização a que estão sujeitas (Ball, 2001). O contexto dos resultados 
reflete a tradução elaborada pelo contexto da prática que, por sua vez, está 
atrelado a diversos outros fatores contextuais existentes no interior de uma 
sociedade que se reveste de enorme complexidade (Mainardes, 2006). 
A legislação educacional e as políticas educacionais podem ser efetivadas 
na medida em que são inter-relacionados os diversos sujeitos educacionais. 
Assim, as proposições governamentais podem ser boicotadas ou distorcidas em 
diversas instâncias. 
As formas de organização social do trabalho no sistema capitalista 
produzem interferências diretas, tanto nos modelos de organização e gestão 
escolar quanto nos das práticas pedagógicas em sala de aula. Dessa forma, 
escola e professores podem construir espaços que permitam praticar ações 
educacionais distintas daquelas propostas pelas políticas educacionais. 
 
 
 
 
10 
REFERÊNCIAS 
BALL, S. J. Diretrizes políticas globais e relações políticas locais em educação. 
Currículo sem fronteiras, v. 1, n. 2, p. 99-116, jul./dez. 2001. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Disponível em: 
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 12 jan. 2019. 
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em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/bncc-ensino-medio>. Acesso em: 
12 jan. 2019. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 
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<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. 
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BRASIL. Decreto n. 5.154, de 23 de julho de 2004. Diário Oficial da União, 
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2019. 
_____. Lei n. 5.692, de 11 de agosto de 1971. Diário Oficial da União, Poder 
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http://basenacionalcomum.mec.gov.br/bncc-ensino-medio
 
 
11 
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em: 29 jan. 2019. 
SOARES, K. C. D.; SOARES, M. A. S. S. Sistema de ensino: legislação e 
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http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12907:legislacoes&catid=70:legislacoes
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12907:legislacoes&catid=70:legislacoes

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