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A FESTA PAGÃ DO NATAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO.................................................................................................9 
1.A ORIGEM DA FESTA DO NATAL.............................................................10 
 1.1.As origens dos Principais símbolos natalinos..............................17 
 1.2.A origem da figura do Papai Noel....................................................21 
 1.3. O Mito de KramPus...........................................................................26 
2.O NATAL NO CRISTIANISMO......................................................................28 
 2.1.As festas do Eterno............................................................................30 
3.NATAL E HANUKKÁ.....................................................................................34 
CONCLUSÃO....................................................................................................39 
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRAFICAS..........................................................................40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A festividade do Natal é paradoxalmente a maior festa cristã, e a menos 
comprovada, tanto nas Escrituras, quanto na história. Alegar que dia 25 de 
Dezembro é dia do nascimento de Jesus é um dos maiores absurdos históricos 
e antropológicos, cientificamente falando. 
 Mas por que muitos cristãos celebram o Natal em 25 de Dezembro, se 
não foi nessa data que o Messias nasceu? Porque muitos se sentem 
extremamente ofendidos ou incomodados quando se demonstra que o Natal é 
uma festa essencialmente e comprovadamente pagã? A resposta é, a maneira 
como Roma colocou tamanha mentira no inconsciente coletivo ocidental, 
transformando uma festa satânica no “nascimento do salvador”. Essa data foi 
escolhida pela Igreja Católica Romana. Devido ao domínio de Roma sobre o 
mundo "Cristão" por séculos, a data se tornou tradição por toda a 
cristandade…O significado original de 25 de Dezembro é que esse dia era um 
popular dia festivo de celebração do retorno do sol. Em 21 de Dezembro ocorre 
o solstício de inverno (o mais curto dia do ano e assim um dia chave no 
calendário), e 25 de Dezembro era o primeiro dia no qual os antigos podiam 
notar claramente que os dias estavam se tornando maiores e que a luz do sol 
estava retornando. 
 O maior culto pagão religioso que alimentou a celebração de 25 de 
dezembro como feriado em todo o mundo Romano e Grego foi o culto pagão 
de adoração ao sol - Mitraísmo-.... Este festival de inverno era chamado " A 
Natividade "- " A Natividade do sol " 1.) Mesmo uma fonte tão conservadora 
como "The Catholic Encyclopedia", admite que foi este festival pagão a razão 
pelo qual o nascimento de Jesus começou a ser celebrado no dia 25 de 
Dezembro: A bem conhecida festa solar de Natalis Invicti [A Natividade do Sol 
Invicto] celebrada em 25 de dezembro, tem um forte crédito na 
responsabilidade pela nossa data de Dezembro" 2 . 
 Esta é a tão famigerada festa do Natal, e neste trabalho será 
amplamente esclarecida em sua origem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. A ORIGEM DA FESTA DE NATAL 
 
 
 O Natal é uma data depressiva para alguns. Muitos ficam tristes nos 
cultos de Natal na igreja, ou até mesmo em casa, ou nas ruas , e isto é 
comprovado por vários estudos científicos. Não é “saudade de Jesus”, é a 
opressão de uma mentira sobre o povo de Deus. Nós fomos designados para 
viver uma vida de liberdade e Roma trabalhou para nos manter presos a uma 
tradição pagã,o “vinho misturado” que nos contamina a alma. O dia 25 de 
 
1
 J. Frazer: “The Golden Bough", New York, Macmillan Co., 1935 p.471 
2
 The Catholic Encyclopedia", New York, Robert Appleton Co., 1911, p.725. This quotation was 
taken from R. Woodrow, op. cit. p.143 
dezembro foi designado por Roma numa aliança pagã no século IV e é sobre 
esta comprovação histórica que vamos basear este estudo. 
 Ao iniciar este trabalho, é necessário estar ciente , no mínimo, da 
importância do estudo histórico a respeito dos fatos apresentados. Muitos se 
baseiam no que o senso comum apresentou como verdade, porém, a pesquisa 
científica tem a obrigação de averiguar a veracidade do que se apresenta, 
através das ciências como: a história, a antropologia e a arqueologia. Se um 
fato apresentado como uma verdade histórica resistir à toda essa 
comprovação, pode se admitir então de que temos uma VERDADE histórica. 
Toda forma de pesquisa realizada sobre este assunto, encontra a referência de 
uma festa pagã chamada de “Saturnália”. 
A Saturnália, festa em homenagem ao deus romano Saturno, ia 
de 17 a 24 de dezembro. Era uma comemoração alegre, com 
muita dança, em que ricos e pobres conviviam igualmente, com 
os senhores servindo os servos, numa inversão de papéis. No 
dia 25 de dezembro, imediatamente após a Saturnália, 
comemorava-se a Brumália, o nascimento do deus-sol, ou "o 
nascimento do Sol Invicto". A data, para eles, no Hemisfério 
Norte, coincidia com o solstício de inverno, dia "mais curto do 
ano", com menos horas de luz. A partir do solstício de inverno, 
as noites começam a diminuir, e os dias a aumentar. Em 
tempos remotos, os persas também tinham seus deuses 
inspirados no sol, e comemorações nos dias 24 e 25 de 
dezembro. No dia que corresponde ao nosso 24 de dezembro, 
os persas queimavam o seu deus Agni, construído a partir de 
um tronco de árvore, e colocavam outro, novo, em seu lugar.3 
 
 Há fatos históricos inclusive sobre a nomenclatura do natal, ainda na 
atualidade. Por exemplo : Natal na língua alemã é “Weihnachtsfest”, que 
significa “noite da festa do vinho”, o que se refere aos antigos “bacanais” que 
eram feitos na Saturnália em honra à Bacco o deus do vinho. 
 Quando se trata de assuntos que envolvem a fé, precisamos ter 
redobrado cuidado e atenção em comprovar esta averiguação, pois disso 
depende a nossa posição ante os sistemas religiosos. Durante séculos, as 
religiões disseram que a fé se opõe a averiguação científica, isto porque a " 
montagem histórica" meticulosamente articulada pelo controle e domínio 
 
3
 O Natal tem História. http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/folclore/0015_01.html 
religioso, não permitia uma averiguação honesta, sob o risco de ruir toda uma 
estrutura montada sob meias verdades. 
 O Natal, na verdade, é um sincretismo religioso feito nos séculos III e IV 
d.C., para que pudesse ser passado à posteridade todos os rituais e 
abominações pagãs. Os Saturnais procuravam repetir esse período, fazendo 
uma espécie de feriado, quando ninguém trabalhava, os tribunais e escolas 
eram fechados 4, havendo nessa festa um fato importante: "os escravos 
recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, e eram 
servidos pelos amos".5 
 Nesta festa, tudo é simbolismo, até mesmo as expressões que 
geralmente nos chamam a atenção. Não se vê por exemplo, ninguém 
questionando sobre as cores natalinas, a questão da neve, do pólo Norte, etc... 
porém, na linguagem pagã, absolutamente tudo o que se refere à uma crença 
tem um significado simbólico e mitológico. 
 Anteriormente, era coroado um rei, que fazia o papel de “Saturno”, 
quando "usufruia de todas as prerrogativas daquele deus durante um tempo e 
depois morria, por sua própria mão ou sacrificado". 6 
O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no 
calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo 
Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento 
de Cristo ‘como se fosse ele um faraó’. A data atual foi 
fixada no ano 440, a fim de CRISTIANIZAR GRANDES 
FESTAS PAGÃS REALIZADAS NESTE DIA: a festa 
mitraica (religião persa que rivalizava com o Cristianismo, 
nos primeiros séculos), que celebrava o natalis invicti 
Solis (Nascimento do Vitorioso Sol) e váriasoutras 
festividades decorrentes do solstício do inverno, como a 
Saturnália em Roma e os cultos solares entre os celtas e 
os germânicos.7 
 
 Esta festa era uma espécie de carnaval, e se dava no chamado solstício 
de inverno. 
 
4
 DOMATO, Hernâni - História do Calendário, pag. 26 (ed. 1976) 
5
 HADAS, Moses et alii - Roma Imperial, pag. 132 
6
 HADAS, Moses et alii - Roma Imperial, pag. 132 
7
 Enciclopédia Barsa. , citado por: Almeida, Abraão Pereira de, 1939- Babilônia, ontem e hoje - Rio de 
Janeiro : Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1982. 
 A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. 
Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a 
passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano 
Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles 
acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal 
deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O 
festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em 
sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado 
de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido 
com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e 
levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. 
Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de 
Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus 
mestres. 
 A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que 
englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã 
Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo 
absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A 
festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando 
o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em 
que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e 
trazer vida às coisas da Terra. 
 Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do 
Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas 
festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes 
- ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - 
enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos 
objetos eram usados para presentear uns aos outros. 8 
 
8
 A verdadeira história do Natal. http://assembleiadedeusnf.webnode.com.br/products/natal-i/. 
ACESSO EM 10/10/2016. 
 O Natal é uma festa pagã, onde o nome do Jesus romano (para 
diferenciar do verdadeiro Messias que é Yeshua um judeu), foi usado apenas 
como pretexto, fazendo-O de palhaço e espetáculo para o mundo. 
 Se pensamos que toda aquela simbologia era válida apenas para a 
época em que os pagãos cultuavam seus deuses, estamos enganados. Se 
assim fosse , não haveria razão de mantê-las nesta festa. Há uma dupla 
finalidade na existência do Natal: 
Além das mensagens inerentes, há um atrativo que chama 
todo mundo à participar do seu ritual . Assim como a Saturnália 
foi para os romanos, o Natal é para o mundo - tornando cada 
participante um cúmplice de sua magia. Foi uma forma que 
Satanás achou para oferecer a sua ilusória proposta de paz e 
harmonia, transformando assim o mundo na "Saturnia Tellus". 
Por outro lado, suas simbologias, rituais, mensagens ocultas, 
destinadas aos praticantes dos rituais de ocultismo, bruxaria e 
feitiçaria são rituais pagãos que sobreviveram até os dias de 
hoje. As evidências desta verdade, além do que foi mostrado 
até agora nesse trabalho, são as crescentes publicações de 
magia, bruxaria, ocultismo, adivinhação, facilmente 
encontrados em qualquer banca de jornal ou livraria, onde 
estão também incluídas as simbologias de Natal. Uma das 
grandes provas da ligação do Natal com rituais de magia, é o 
chamado "espírito do Natal", onde o ambiente é modificado 
pelos enfeites - símbolos de significados ocultos. Juntamente 
com as músicas, é criado um clima de mistério, e esta 
sensação atinge qualquer pessoa de qualquer crença, 
católicos, espíritas, possivelmente budistas, muçulmanos, e até 
os ateus, criando uma espécie de confraternização. O estranho 
é que atinge incrédulos e crentes, o que evidencia que esta 
magia existe e tem grande poder de penetração no 
mundo.Como o povo de Deus poderia participar desta festa, 
sabendo de sua ligação com o ocultismo, magia, e feitiçaria? 
Está evidente a finalidade do Natal como portador de 
mensagens - não bíblicas - mas mensagens destinadas aos 
que perecem.9 
 
 A festa do Natal tem total origem no paganismo babilônico, assim como 
a maioria das religiões. Na verdade, antropologicamente, todas as religiões são 
pagãs, pois todas são baseadas em conceitos humanos e voltadas à interesses 
humanos, e não são instituídas pelo Eterno. Voltando à Babilônia que é 
considerada o berço de toda idéia de religião e paganismo. Foi em Babilônia, 
 
9
As cegas tradições do Natal. http://www.montesiao.pro.br/estudos/festaspagas/pesquisa_natal.html. 
Acesso em 10/10/2016. 
após o dilúvio, que a mesma surge essa atitude de se rebelar contra a vontade 
de Deus e se manifestou, particularmente através de Ninrode e Semíramis. Era 
o mistério da injustiça, referido por Rav Shaul (apóstolo Paulo), mais uma vez 
operando desde a expulsão de Adão e Eva do Éden. O objetivo era a 
organização de uma crença, estruturada dentro de um sistema religioso no qual 
fosse adorada uma trindade (três deuses). O princípio é a glorificação do ser 
humano, divinizador de reis e imperadores, o culto à personalidade. Somente 
dentro de tal sistema compreende-se a deificação dos césares e dos grandes 
homens (inclusive líderes religiosos), aos quais se erigiam templos e em sua 
honra se ofereciam sacrifícios e libações. 
Babilônia. Disso dão testemunho Jeremias, o profeta: 
“Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual 
embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações, 
por isso as nações enlouqueceram”, (7) e Hislop: “Pode-se 
provar que a idolatria de toda a terra é uma; que o idioma 
sagrado de todas as nações é radicalmente caldeu; que os 
grandes deuses de cada país e clima são chamados por 
nomes babilônicos; e, finalmente, que todos os paganismos da 
raça humana não são mais que uma perversa e intencionada 
corrupção, porém, muito instrutiva, ao mesmo tempo, do 
primitivo evangelho, anunciado pela primeira vez no Éden, e 
transmitido, mais tarde, por Noé, a toda a humanidade. O 
sistema (paganizado), em estado de incubação, primeiramente 
em Babilônia, transportado desde ali até os confins da terra, se 
há modificado e desenvolvido em vários séculos e países.” 
Contudo, o mesmo autor conclui em seguida: “Na atualidade, 
unicamente na Roma Papal é que o sistema babilónico se pode 
encontrar quase puro e inteiro”.10 
 
 Assim que todas as festas bíblicas foram substituídas por festas 
babilônicas, e o mundo ocidental recebeu, sem questionar e examinar nas 
Escrituras o fundamento do que o Eterno estabeleceu. Por exemplo, muitos 
dos deus-homens do mundo têm seu aniversário tradicional em 25 de 
dezembro (Natal “). Isto é porque os antigos reconheciam que a partir de uma 
terra-centrica, o sol faz uma descida anual para o sul até 21 ou 22 de 
dezembro, que é o solstício de inverno, quando se pára de se mover para o sul 
por três dias e depois começa a se mover para o norte novamente. Durante 
 
10
 Almeida, Abraão Pereira de, 1939- Babilônia, ontem e hoje - Rio de Janeiro : Casa Publicadora das 
Assembléias de Deus, 1982. 
este tempo,os mais velhos declarou que “o dom de Deus” tinha morreu “por 
três dias e” nascido de novo “em 25 de dezembro”. 
 Os antigos entendiam bem o suficiente para que eles precisavam de sol 
para retornar todos os dias e estaria em sérios apuros se o sol continuou a 
mover para o sul e não parar a inverter a sua direção. Assim, estas muitas 
culturas diferentes comemorado o aniversário do “Sun (Filho) de Deus” em 25 
de dezembro. 
 Os seguintes são as características de “Sol [Sun (Filho)] de Deus”: 
 Em algumas áreas, o calendário originalmente começou na constelação 
de Virgem, e o Sol, portanto, “nascido de uma Virgem”. 
A Igreja... voltando ao paganismo... precisava ter suas festas, e 
acabou por dar nomes cristãos às festas pagãs já existentes... 
identificando o Natal à pior das festas pagãs... fixaram para 
aquela data o nascimento de Cristo. (Aquela data) 
representava um dos piores princípios do paganismo -- o poder 
reprodutivo da natureza... A Igreja criou as festas chamadas 
cristãs, para substituir as pagãs... paganizando o 
Cristianismo... a fim de manter satisfeitas as mentes carnais do 
povo.11 
 
 No quinto século, a Igreja de Roma registrou que não existia "um 
conhecimento seguro" a respeito, e a New International Encyclopedia afirma 
que "é desconhecido quando isso se originou,... mas é quase certo que 25 de 
dezembro não pode ser...". Segundo a American Encyclopedia, o Natal foi 
celebrado pela primeira vez pela Igreja em Jerusalém no ano 440 D.C., e 
também registra que "no quinto século a Igreja Ocidental (Roma) ordenou que 
fosse celebrado.12 
 No início, as datas mais disparatadas foram escolhidas para as 
comemorações: 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril, 29 de maio. A Igreja do 
Oriente se decidiu afinal pelo dia 6 de janeiro que era, para os gregos, o dia da 
Epifania (aparição) do deus Dionísio. A Igreja do Ocidente escolheu 
 
11
 J. N. Darby - Col. Writtings, Vol. 29. Citado em: A VERDADE SOBRE O NATAL. 
http://www.stories.org.br/textos/vsn.html. Acesso em 15/10/2016. 
12
 A VERDADE SOBRE O NATAL. http://www.stories.org.br/textos/vsn.html. Acesso em 15/10/2016. 
 
oficialmente a data de 25 de dezembro em meados do quarto século depois de 
Cristo. O objetivo da eleição era fazer coincidir o nascimento de Jesus com as 
festividades do solstício de inverno e do nascimento do Sol, fenômenos 
celebrados há tempos imemoriais pelos povos europeus. 
 
Em ambos os casos, tudo que o cristianismo fez foi incorporar 
no seu próprio calendário de celebrações as tradições 
populares pré-existentes. Os doutores da Igreja, na verdade, 
perceberam que os próprios cristãos manifestavam forte 
inclinação para aqueles festejos pagãos, e seria muito difícil 
desviá-los dessa tendência. Melhor seria trazer os cultos 
pagãos para dentro da Igreja, e dessa forma melhor controlá-
los. Ficou assim estabelecido que a Natividade seria 
solenizada naquele dia e a Festa da Epifania no dia 6 de 
janeiro. Essa origem pagã da festa de Natal é reconhecida 
inclusive por Santo Agostinho, que exortava seus irmãos 
cristãos a não celebrarem o Sol naquele dia solene, como 
faziam os pagãos, e sim celebrarem "Aquele que tinha criado o 
Sol".13 
 
 O paganismo insinua que "Maria" foi fecundada pelo "espírito" no dia 24 
para 25 de março, e de 24 para 25 de dezembro nasceu o que eles chamam de 
Jesus. Mas essa história tem sua origem na mitologia onde Íris e Osíris tiveram 
a mesma experiência espiritual. O retrato espiritual é o de um menino que é 
filho dos deuses, que nasceu em dezembro, mas este não é o Filho de Deus, 
não é o Jesus que nós conhecemos. 
 Essa mesma tática deu origem a muitas outras festas do calendário 
cristão, entre elas a Páscoa, as festas juninas, o Dia dos Mortos e o de Todos 
os Santos – todas elas eram festividades pagãs que foram incorporadas pela 
Igreja. Ao redor do ano 1100, o Natal se tornara a festa religiosa mais 
importante em toda a Europa. Sua popularidade cresceu até a Reforma, 
quando muitos cristãos começaram a considerar o Natal uma festa pagã. Na 
Inglaterra e em algumas colônias americanas foi inclusive considerada 
manifestação fora da lei. Mas isso durou pouco. Logo o Natal reconquistou o 
 
13
 Luis Pellegrini. Natal: Festa pagã que se tornou cristã 
.http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/124989/Natal-Festa-pag%C3%A3-que-se-tornou-
crist%C3%A3.htm. Acesso em 10/10/2016. 
primeiro posto entre as celebrações cristãs, sendo até hoje a festa mais 
amada, mesmo não tendo qualquer fundamento bíblico. 
 
1.1.As origens dos Principais símbolos natalinos 
 
A árvore de Natal: 
 A árvore de Natal, mais especificamente o “pinheirinho de natal”, é um 
dos significados mais fortes da festa, tanto na mentalidade imposta pela 
icnografia, quanto pelo significado real: 
O culto a deuses pagãos, através de árvores que os 
representam ou atraem sua presença, antecede em milhares 
de anos ao nascimento de Cristo. Pesquise em sua Bíblia e 
outras versões com uma concordância bíblica e, com certeza, 
você encontrará muitas referências a Asera, a Deusa Árvore ou 
Árvore Sagrada, no Antigo Testamento.14 
 
 A palavra hebraica "asherah" é usada tanto para referir-se a Asera, 
deusa da fertilidade, conhecida tanto como mãe de Baal como por mulher dele, 
quanto para identificar uma árvore sagrada, ou poste-ídolo, que a 
representasse. Assim, a adoração pagã de Asera (também chamada Astarte, 
Astorete ou Asterote) estava ligada ao culto de árvores em bosques sagrados 
pelos semitas. Obviamente, nem todas as representações de Asera eram tão 
explícitas. Mas bastava uma árvore frondosa ou mesmo um tronco com parte 
dos galhos para que a ligação mental surgisse. Foi por isso que Deus proibiu 
expressamente a presença de qualquer árvore junto ao Seu altar: "Não 
estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do 
SENHOR, teu Deus, que fizeres para ti." Deuteronômio 16:21. 
Já naquele tempo procurava-se justificar a idolatria 
relacionando-se, em textos e gravuras, o culto a Asera a um 
suposto retorno à Árvore da Vida. Entenda-se, porém, 'vida" 
nesse contexto como fertilidade, reprodução e prazer. Os 
 
14
 Pecado Coletivo da IASD: Adoração a Asera, a Deusa da Árvore de Natal. 
http://www.adventistas.com/dezembro2002/asera_arvoredenatal.htm. Acesso em 15/10/2016. 
troncos de árvores em que imagens dessa deusa eram 
esculpidas, ou suas representações em metal (foto à 
esquerda), preservavam parte de seus galhos para assumir a 
forma de "árvore da vida" nesse sentido, sexual. Observe 
atentamente o "galho" central na figura ao lado.15 
 
 Quem adorava Baal adorava também a Asera, através de seus postes-
ídolos, feitos com pedaços de tronco de árvore ou árvores vivas, em que se 
começou a esculpir a figura de Asera, posteriormente chamada Astarte. Essas 
esculturas evoluíram a ponto de adquirirem formas cada vez mais humanas, 
mas eram posicionadas sempre junto a "árvores sagradas", como as citadas 
em Jeremias 17:2; 1 Reis 14:23; 2 Reis 17:10. 
 O senso comum atribui à Lutero, o chamado “Pai da Reforma”, a atual 
àrvore de Natal, haja visto que esta tradição se estendeu de maneira mais forte 
na Alemanha, porém isto se deve ao fato da influência da mitologia gremânica. 
Os antigos germânicos criam que o mundo e todos os astros estavam 
sustentados pendendo dos ramos de uma árvore gigantesca chamada o “divino 
Idrasil” ou o “deus Odim”, a quem rendiam culto a cada ano, no solstício de 
inverno, quando se supunha que se renovava a vida. Odin era um deus da 
mitologia germânica, chamado também de Wotan. Era considerado o demônio 
do mundo. Tinha dois irmãos, Vili e Vé. Segundo a lenda, Odin e seus irmãos 
mataram o gigante Ymir e de sua carne formaram o mar; dos ossos, criaram as 
montanhas; dos cabelos,fizeram as árvores; e do seu crânio, a abóbada 
celeste. Fizeram, ainda, de dois troncos de árvore, o primeiro par humano, Ak e 
Embla. Esta é uma explicação grosseira que o inferno usa para substituir os 
atos da criação que o nosso Deus realizou, tal como descritos em Gênesis I. A 
principal função "divina" de Odin era a de deus da guerra; trazia na mão a 
lança Gungir, cujo golpe nenhuma força poderia conter, e montava o cavalo 
Sleipnir, que tinha oito patas, e no qual cavalgou até Yggdrasill, árvore onde se 
sacrificou, para si mesmo, pendurado por uma lança nesta "Árvore do Mundo" 
(ou "Grande Árvore"). A celebração desse dia consistia em adornar um 
carvalho, também chamado de “o carvalho sagrado de Odin”, com tochas que 
 
15
 Pecado Coletivo da IASD: Adoração a Asera, a Deusa da Árvore de Natal. 
http://www.adventistas.com/dezembro2002/asera_arvoredenatal.htm. acesso em 10/11/2016. 
representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno desta árvore bailavam e 
cantavam adorando ao seu deus. 
Contam que São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, 
derrubou a árvore que representava o deus Odim, e no mesmo 
lugar plantou outro pinheiro, símbolo do amor perene de Deus 
e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo 
cristão: as maçãs representavam as tentações, o pecado 
original e os pecados dos homens; as velas representavam 
Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que 
aceitam Jesus como Salvador. 
Este costume se difundiu por toda a Europa na Idade Média e 
com as conquistas e migrações chegou à América. Pouco a 
pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e 
as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus 
Cristo trouxe ao mundo. 
Sendo assim, conforme esta versão, a Árvore de Natal surgiu 
em substituição ao Carvalho sagrado de odin.16 
 
 Até mesmo a estrela na ponta da árvore, era considerado sagrada, pois 
todas as outras estrelas no céu giravam em torno de seu ponto fixo. Eles 
associaram a “Estrela Polar”, com a Árvore do Mundo e o eixo central do 
universo. Quando o topo da Árvore do Mundo toca a Estrela do Norte, e o 
espírito do xamã (feiticeiro) sobe na árvore metaforicamente, passando assim 
para o reino dos deuses. Este é o verdadeiro significado do Papai Noel fazer 
sua casa no “Pólo Norte”. 
 
As Bolinhas de enfeite: 
 
 Esse aparente e inocente adorno teve origem durante os cultos a Baal, 
já vimos que a árvore era elemento fundamental ao culto pagão, e como oferta, 
ofereciam-se sacrifícios humanos de crianças meninas, essas após serem 
mortas tinham suas pequenas cabeças (bolinhas) decepadas e penduradas na 
árvore. Os lacinhos que acompanham as bolinhas personificam ainda mais 
uma cabeça de menininha. Devido a decapitação elas se ensangüentavam e 
 
16
 Nilson Cruz . A Verdadeira Origem da Árvore de Natal 
http://www.nilsoncruz.com/2011/12/verdadeira-origem-da-arvore-de-natal.html. Acesso em 
15/10/2016. 
tornavam-se completamente avermelhadas; quanto maior fossem o número de 
cabeças penduradas, maior e mais importante era o sacrifício. 
 
O Presépio: 
 
 Muitos cristãos, até mesmo evangélicos que geralmente condenam o 
catolicismo pela adoração de imagens, na época do Natal colocam a maior 
representação de idolatria babilônica dentro de suas casas: o Presépio! 
 O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a Antiguidade 
babilônica. É um estímulo à idolatria. São Francisco, no séc. XVIII, enquanto 
um dos líderes da Igreja Católica, instituiu o presépio para lembrar as 
festividades natalinas, na verdade uma convocação que leva o povo a ficar 
com a fé limitada ao material, ao que é palpável. 
A Celebração do Yule pelos pagãos incluía – e inclui ainda 
hoje, uma vez que a religião pagã é ainda praticada um pouco 
por todo o mundo – uma árvore enfeitada com velas acesas 
(uma árvore viva e não arrancada à natureza), um troca de 
presentes que assinalava a passagem de mais um ciclo da 
vida: o nascimento – sendo também mais tarde associada à 
chegada dos Reis Magos a Belém. Algumas tradições pagãs 
incluíam também nas celebrações do Yule a construção de um 
“presépio”, cujas figuras representavam a Mãe Natureza, o Pai 
Tempo e o Deus Sol acabado de nascer. No paganismo, e 
desde há milhares de anos, as cores do Yule são o vermelho, o 
branco e o verde, e as plantas que estão associadas a este 
Sabbat são o azevinho, o visco e a hera. A Deusa, que ao 
longo da Roda do Ano é celebrada enquanto virgem, mãe e 
anciã, no Yule encontra-se na sua plenitude maternal.17 
 
 As figuras utilizadas são intencionais. Por esses e outros motivos, temos 
que tomar posições. O presépio é um altar consagrado, é um incentivo à 
idolatria, é uma visão pagã. 
A Guirlanda: 
 
17
 http://www.mulherportuguesa.com/lazer/festas-tradicoes/a-origem-do-natal/. Acesso em 
10/11/2016. 
 Guirlanda nada mais é que uma coroa de folhas e/ou flores, em geral, 
utilizada como forma de honrar deuses do paganismo. Em todas as culturas, o 
ato de pendurar a guirlanda na porta é um sinal de legalidade (autorização) 
para movimentação espiritual. 
Esse adorno é um símbolo memorial de consagração, utilizado 
como oferenda, enfeite funeral, adoração ao mundo vegetal, 
homenagem a vítimas sacrificadas aos deuses ou como 
“adorno de chamamento”. Divindades pagãs utilizavam a 
guirlanda (ou coroa) em honra a si mesmos (Osíris, Osis, Isva, 
Dionísio, Júpiter, Semírames, Ninrode, etc). Mais tarde, foi 
inventado que as ervas utilizadas na formação das guirlandas, 
protegiam as casas contra bruxas, o que não era muito lógico, 
uma vez que as próprias bruxas eram adeptas do sentido 
desse objeto. Em algumas culturas, a coroa ou guirlanda de 
visco tem significado sexual e está ligado à deusa viking 
Frigga, deusa do amor. O que podia significar que as casas 
marcadas com guirlandas estavam abertas a “orgias sexuais 
religiosas”. Já na Roma antiga, ramos e plantas eram 
simbolismos de saúde.18 
 
 
1.2 A origem da figura do Papai Noel 
 
 De todos os símbolos natalinos, a figura do chamado “Papai Noel”, Sta 
Claus, é a mais intrigante e perigosa, por ser claramente uma adoração idólatra 
(avodá zará, em hebraico). 
 O símbolo do Papai Noel foi difundido pela Coca-Cola, que não foi a 
criadora, mas se aproveitou das novas cores do velhinho para promover sua 
campanha de natal. Hoje, os rituais de natal prevaleceram, mas não se diz 
cultuar abertamente os deuses que deram origem à data. Por isso, a sociedade 
 Durante a desintegração do Império Romano, notamos que muitas das 
populações bárbaras que chegam até a Europa trouxeram consigo uma série 
de tradições que definiam a sua própria identidade religiosa. Nesse mesmo 
período, a expansão do cristianismo foi marcada por uma série de adaptações 
 
18
 http://eclesia.com.br/portal/o-significa-uma-guirlanda-em-sua-porta/. Acesso em 10/11/2016. 
em que as divindades, festas e mitos das religiões pagãs foram incorporados 
ao universo cristão, que na verdade também é uma religião pagã. 
 Entre outros exemplos, podemos falar sobre a figura do Papai Noel, que 
os cristãos de hoje dizem representar o altruísmo, a bondade e alegria que 
permeia a celebração no nascimento de Cristo. Contudo, poucos sabem de 
onde essa figura barbuda e rechonchuda surgiu. É justamente aí que as 
tradições religiosas pagãs nos indicam a origem do famoso e celebrado “bom 
velhinho”.contemporânea mantém um símbolo para sustentar esses rituais. 
No tempo em que os bárbaros tomavam conta do Velho 
Mundo, existia uma série de celebrações que tentavam 
amenizar as rigorosas temperaturas e a falta de comida que 
tomavam a Europa nos fins de dezembro. Foi nessa situação 
em que apareceu a lenda do “Velho Inverno”, um senhor quebatia na casa das pessoas pedindo por comida e bebida. 
Segundo o mito, quem o atendesse com generosidade 
desfrutaria de um inverno mais ameno. 
A associação entre o Velho Inverno e São Nicolau apareceu 
muitas décadas depois. De acordo com os relatos históricos, 
São Nicolau foi um monge turco que viveu durante o século IV. 
Conta a tradição cristã que este clérigo teria ajudado a uma 
jovem a não ser vendida pelo pai, jogando um saco cheio de 
moedas de ouro que poderiam pagar o dote de casamento da 
garota. Somente cinco séculos mais tarde, São Nicolau foi 
reconhecido pela Igreja como um santo.19 
 
 Esta versão da origem em São Nicolau é uma das versões mais 
amenas, porém não poucos historiadores associam a figura do Papai Noel ao 
mito de Saturno. Sobre isso escreve o etnólogo Claude Lévi-Strauss, 
baseando-se em um fato ocorrido na França em 1951. Na véspera de Natal, o 
bom velhinho foi queimado numa fogueira por fiéis católicos no átrio da 
Catedral de Dijon, na França. O grupo de linchadores religiosos acreditava que 
incendiar Papai Noel era um gesto de afirmação religiosa, pois o personagem 
natalino não passava de um deus pagão e, portanto, anticristão. Segundo o 
manifesto que os fiéis divulgaram na ocasião, "não se tratou de um espetáculo, 
e sim de um gesto simbólico. Papai Noel foi sacrificado em holocausto. De fato, 
a mentira não pode despertar o sentimento religioso na criança e não é, de 
 
19
 Rainer Sousa. A origem do Papai Noel. http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/a-origem-do-
papai-noel.htm. Acesso em 10/11/2016. 
modo algum, um método educativo – que outros digam e escrevam o que 
quiserem (...)". Poucas horas depois, na mesma cidade, Papai Noel 
"ressuscitava": ele apareceu na festa promovida pela prefeitura da cidade para 
animar as crianças. 
 O episódio de sacrifício e ressurreição serviu ao etnólogo francês Claude 
Lévi-Strauss para escrever um ensaio sobre as razões da moda do culto a 
Papai Noel, um rito transportado dos Estados Unidos para a Europa, e ainda 
novidade em 1951 na França. O resultado é o livrinho “O Suplício de Papai 
Noel” (56 páginas, CosacNaify), agora lançado no Brasil com tradução de 
Denise Bottmann 
 .Para Lévi-Strauss, Papai Noel nada mais é do que uma reencarnação 
de Saturno e dos ritos de aproximação entre vivos e mortos – estes 
representados pelas crianças. A conclusão do estudioso surpreende: ao 
sacrificar Papai Noel como se fosse uma heresia, os fiéis de Dijon 
restabeleceram um rito pagão, o do sacrifício do deus Saturno no final das 
saturnais. "A Igreja não está errada quando denuncia na crença em Papai Noel 
o bastião mais sólido e um dos campos mais ativos do paganismo do homem 
moderno", escreve Lévi-Strauss. "Resta saber se o homem moderno não pode 
também defender seus direitos de ser pagão." Ele diz que há um longo 
caminho entre as Saturnais até o bonachão Papai Noel. Durante a jornada, 
perdeu-se um traço essencial: o sacrifício de Saturno (leia-se Papai Noel), 
depois de toda sorte de excessos. "Graças ao auto-de-fé de Dijon, eis o herói 
reconstituído em todas as suas características, e não deixa de ser um dos 
grandes paradoxos desse curioso episódio que, pretendendo acabar com 
Papai Noel, os eclesiásticos de Dijon não tenham feito mais do que restaurar, 
em sua plenitude, após um eclipse de alguns milênios, uma figura ritual cuja 
perenidade, a pretexto de destruí-la, coube justamente a eles demonstrar". 
 Pois os folcloristas e os historiadores das religiões admitem de modo 
geral que a origem distante de Papai Noel se encontra no Abade de Liesse, o 
Abbas Stultorum, o Abade do Desregramento, que traduz fielmente o inglês 
Lord of Misrule, personagens que, durante um certo período, são reis do Natal, 
e nos quais reconhecemos os herdeiros do rei das Saturnais da época romana. 
 Ora, as Saturnais eram as festas das larvas, isto é, dos mortos por 
violência ou abandonados sem sepultura, e por trás do velho Saturno, 
devorador de criancinhas, alinham-se como imagens simétricas o bom velhinho 
 Noel, benfeitor das crianças; o Julebok escandinavo, demônio chifrudo 
do mundo subterrâneo que traz presentes para elas; São Nicolau, que as 
ressuscita e lhes dá presentes, e, por fim, as katchina, crianças mortas 
precocemente que renunciam ao papel de assassinos 
Chegamos à conclusão precedente por uma análise puramente 
sincrônica da função de certos rituais e do como sobrevivem 
sem motivo. Quando sobrevivem, é menos pela viscosidade 
histórica do que pela permanência de uma função que a 
análise do presente deve permitir esclarecer. Se demos um 
lugar de destaque aos índios Pueblo em nossa discussão, é 
justamente porque a ausência de qualquer relação histórica 
imaginável entre as suas instituições e as nossas (se 
excetuarmos algumas influências espanholas tardias, no século 
XVII) mostra claramente que, nos ritos natalinos, estamos 
diante não só de vestígios históricos, mas também de formas 
de pensamento e comportamento que derivam das condições 
mais gerais da vida em sociedade. As Saturnais e a 
comemoração medieval do Natal não trazem consigo as razões 
definitivas de um ritual de outra maneira inexplicável e 
desprovido de significação, mas fornecem um material 
comparativo útil para extrairmos o sentido profundo de 
instituições recorrentes de crianças para se tornarem aquelas 
que distribuem castigos e presentes. Acrescentemos que o 
protótipo arcaico de Saturno, tal como as katchina, é um deus 
da germinação. De fato, o personagem moderno de Santa 
Claus ou de Papai Noel resulta da fusão sincrética entre várias 
figuras: o Abade de Liesse, bispo-menino eleito sob a 
invocação de São Nicolau, e o próprio São Nicolau, cuja festa 
deu origem direta às crenças relativas às meias, aos sapatos e 
às chaminés. O Abade de Liesse reinava no dia 25 de 
dezembro; São Nicolau, no dia 6 de dezembro; os bispos-
meninos eram eleitos no dia dos Santos Inocentes, ou seja, 28 
de dezembro. O Yul escandinavo era comemorado em 
dezembro. Somos remetidos diretamente à libertas decembris 
de que fala Horácio, e que Du Tillot, no século XVIII, invocou 
para ligar o Natal às Saturnais.20 
 
 O Natal sempre marca o solstício de inverno (hemisfério norte). É nesse 
período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo 
 
20
 Lévi-Strauss, Claude [1908-] O suplício do Papai NoelTítulo original: Le père Noel supplicié. Tradução: 
Denise Bottmann. São Paulo: Cosac Naify, 2008 
ciclo anual. Rituais que incluiam o consumo de um cogumelo sagrado para 
essas pessoas, um cogumelo branco e vermelho conhecido como Amanita 
Muscaria. 
 Estes cogumelos geralmente são vistos em livros de contos de 
fada, associados com magia, duendes e elementais. Isto é 
porque contêm compostos enteógenos potentes, semelhantes 
aos do Chá de Santo Daime, e foram usados na antiguidade 
pelos xamãs para introspecção e experiências transcendentais. 
A maioria dos elementos importantes da celebração moderna 
de Natal, tal como Papai Noel, Árvores de Natal, Rena Mágica 
e o dar de presentes, originalmente são baseados sobre as 
tradições cercando a colheita e consumo destes cogumelos 
bem sagrados. Os cogumelos de amanita muscaria crescem 
apenas sob certos tipos de árvores, principalmente abetos e 
sempre-verdes. Os bonés de cogumelo são a fruta do 
mycelium. Os celtas chamavam estes cogumelos de “a fruta da 
árvore.” Estas Pessoas ficavam surpreendidas em como estes 
cogumelos mágicos saltavam da terra sem qualquer semente 
visível. Consideraram isto “nascimento da virgem” ter sido o 
resultado do orvalho da manhã, que foi visto como o sêmen da 
divindade. O ouropel de prata (ou em sua versão mais 
moderna, aquelas correntes de lâmpadas) que nós cobrimos 
sobre nossa árvore de Natal moderna representa este fluido 
divino(o “fio de luz” que desce dos céus até a terra para gerar 
a vida).21 
 
As Renas 
 Existia uma tribo na antiga Sibéria chamada O Povo das Renas. 
 As renas eram para os siberianos o que o búfalo representa para os 
nativos americanos; forneciam alimento, protegendo, vestindo entre outras 
necessidades eram também consideradas a manifestação do Grande Espírito 
Rena, invocado pelos xamãs para resolver os problemas do povo. Nas suas 
jornadas xamânicas, ele viajava, em transe, em um trenó de renas voadoras, 
tal qual os Egípcios realizavam suas projeções Astrais sobre o Barco de Ísis. 
 
A Viagem do papai Noel 
 
21
 A Origem dos Símbolos do Natal. http://www.deldebbio.com.br/2010/12/23/a-origem-dos-simbolos-
do-natal/. Acesso em 10/11/2016. 
 Quando era tempo de sair e de colher os cogumelos mágicos, os 
xamanes antigos vestiam-se muito como Papai Noel, usando casacos pele-
aparados, brancos e castanhos e botas pretas longas. A aparência, a 
vestimenta, maneirismos do Papai Noel é como o conhecemos hoje vem da 
coca-Cola. 
 
Os Cogumelos e as Meias na Lareira 
 O cogumelo de amanita necessita ser seco antes de consumir; o 
processo de secagem reduz a toxicidade do cogumelo enquanto aumenta sua 
potência. Sabendo que estes cogumelos devem ser desidratados antes da 
ingestão cerimonial, seria bom secá-los antes de levá-los para casa. Conforme 
eles colhiam mais, eles selecionavam uma árvore na região central, e usavam 
seus galhos para colocar os cogumelos frescos, secando-os ao Sol. 
 E os cogumelos vermelhos e brancos são os enfeites de Natal mais 
antigos que se pode encontrar. Mais tarde, o xaman guiaria o grupo para 
colocar os cogumelos pendurados ao redor do lareira para o fogo secar. Esta 
tradição é ecoada no moderno enfeite de meias e outros itens pendurados 
sobre a lareira, onde são colocados presentes dentro. 
 
 
1.3.O Mito de KramPus 
 
 Todas as pesquisas sobre a origem mitológica no Natal, apontam 
também para uma figura mitológica, mais popular no norte da Europa, 
chamada Krampus. Segundo as lendas, Krampus é um ser maligno que 
acompanha São Nicolau(o Papai Noel) durante a época do Natal. Enquanto o 
primeiro presenteia as crianças boas, Krampus visita e pune as más. Embora 
desconhecida em nossa cultura, Krampus é uma figura popular na região dos 
Alpes (que compreende França, Itália, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Eslovênia 
e Alemanha) sendo representado por uma criatura semelhante a um demônio, 
imagem que se difundiu pelo mundo. A lenda de Krampus, assim como a 
entidade feminina Percht é tradicional do antigo paganismo germânico e 
remonta a uma época anterior a influência cristã. No decorrer dos séculos, a 
cultura foi adaptada aos interesses católicos e a figura pagã foi incorporada às 
festividades da liturgia da igreja.22 
A palavra Krampus tem um significado no mínimo curioso, 
sendo originária do idioma alemão antigo, da palavra Krampen, 
que significa “garra”. Tradicionalmente rapazes se vestem de 
Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, 
particularmente no anoitecer do dia 5, data em que se 
comemora o Krampusnacht (A noite de Krampus) e vagam 
pelas ruas assustando crianças e mulheres com correntes 
ensinos enferrujados. Algo bastante semelhante ao que se 
costuma fazer durante as festas de Halloween.23 
 
 Durante esse período de festividades é um hábito nas regiões que 
mantém a tradição a troca de cartões com a imagem da criatura atrapalhando 
ou atacando crianças e se insinuando para mulheres, daí surge o costume de 
se mandar “cartões de natal”. 
No final do século XIX, em torno de 1890, cartões natalinos 
começaram a ser produzidos com imagens de Krampus 
aconpanhando São Nicolau. Estes cartões conhecidos como 
Krampuskarten, frequentemente tinham frases como: “Gruss 
vom Krampus” (Saudações de Krampus) e também “Brav 
Sein!” (Comporte-se!).24 
 
 O mito de Krampus, mais tarde se funde com a crença nos “duendes do 
Papai Noel”, ou os ajudantes do Papai Noel, que seriam uma referência mais 
amenizada da lenda de Krampus. 
 
 
 
22
 Papai Noel, Santa Claus, São Nicolau e a lenda de Krampus. 
http://www.hierophant.com.br/arcano/posts/view/hierophant/3470. Acesso em 10/11/2016. 
23
 Oscar Mendes Filho . Krampus: A Origem do Mito. http://bastidoresdainformacao.com.br/krampus-a-
origem-do-mito/. Acesso em 15/11/2016. 
 
24
 Papai Noel, Santa Claus, São Nicolau e a lenda de Krampus. 
http://www.hierophant.com.br/arcano/posts/view/hierophant/3470. Acesso em 15/11/2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.O NATAL NO CRISTIANISMO 
 
 Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de 
Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4° a adaptarem a sua festa 
do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de 
dia do natal do “filho de deus”. É necessário um certo esclarecimento sobre o 
Maniqueísmo e sua influência no Cristianismo: 
Mani (216 - 277): 
 Nasceu por volta de 216 d.C. na Babilônia., desenvolveu-se fora do 
cristianismo. Todavia, como todos os gnósticos, seus ensinos buscavam 
respaldo no cristianismo. Afirmava, por exemplo, ser o Paracleto, o profeta 
final. Em seus ensinos enfatizava a purificação pelos rituais. Em 243 d.C., o 
profeta Mani teve seus ensinamentos reconhecidos por Ardashir, rei sassânida 
(Índia). Então, a nova fé teve o seu “pentecostes”, analogia traçada pelos 
maniqueístas. Durante 34 anos, Mani e seus discípulos intensificaram seu 
trabalho pelo leste da Ásia, Sul e Oeste da África do Norte e Europa. 
 A base do maniqueísmo é essencialmente babilônica e engloba um 
Deus teísta que se revela ao homem através de “avatares”. Deus usou diversos 
servos (avatares), como Buda, Zoroastro, Jesus e, finalmente, Mani, todos 
representados como divindades solares, prova disso que em imagens muito 
antigas de Buda são pintados ou esculpidos os mesmos raios solares que nas 
figuras de “Cristo”. 
 Deveriam seus discípulos praticar o ascetismo e evitar a participação em 
alguma morte, mesmo de animais ou plantas. Deveriam evitar o casamento, (e 
é sobre isso que Paulo fala à Timóteo, na primeira carta, e não que “podemos 
comer animais imundos” I Timóeto 4.2 ao 5) antes, abraçarem o celibato. O 
universo é dualista, existem duas linhas morais em existência, distintas, 
eternas e invictas: a luz e as trevas. A remissão ocorre pela gnosis, 
conhecimento especial que os iniciados conquistavam. Entre os remidos há 
duas classes, os eleitos e os ouvintes. Os eleitos não podiam nem mesmo 
matar uma planta, por isso eram servidos pelos ouvintes, que podiam matar 
plantas, mas nunca animais ou até mesmo comê-los. Os eleitos subiriam, após 
a morte, para a glória, enquanto os ouvintes passariam por um longo processo 
de purificação. Quanto aos ímpios, continuariam reencarnando na terra. 
Recebeu grande influência de Márcion.25 
 Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século IV 
os que conservavam a fé bíblica eram poucos, embora estivessem 
aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. 
 
25Disponivel em: http://www.icp.com.br/51materia3.asp. Acesso em 10/11/2016. 
Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou 
“cristão” (lembrando que o Cristianismo também é uma religião pagã), elevando 
o cristianismo a um nível de igualdade com restante do paganismo, o mundo 
romano começou a aceitar este Cristianismo popularizado e os novos adeptos 
somaram a centenas de milhares. 
As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam 
demasiadamente arraigadas nos costumes populares para 
serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas 
agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma 
desculpa para continuar celebrando-assem maiores mudanças 
no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos 
do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a 
frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de 
Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus 
irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como 
cristã essa festividade pagã.26 
 
 Porque comemorar o Natal com a ceia da meia noite? 
 Porque o Natal é claramente um ritual aos deuses pagãos: 
1) Dia 24 ceia da meia noite adoração a mãe-lua. 
Semíramis (Astarote) Juízes 2:13, 1 Reis 11:5 
 
2) Dia 25 ceia do meio dia adoração ao deus-sol. 
 Tamuz (Baal). Ezequiel 8:14 e 16, 2 Reis 10:19 
 Na antiguidade caldaica, 25 de Dezembro era o dia da criança, o dia do 
nascimento de Tamuz, (deus sol, Ez. 8:15 e 16). 
 
A noite anterior até a meia-noite era a “mãe lua”. 
 
26 The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de 
Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog Citado no artigo: A Verdade Sobre o Natal. 
Disponível em: http://www.averdadesobreofim.com.br/estudos/verdade-sobre-natal/. Acesso 
em 10/11/2016. 
 Em honra a Semíramis que hoje é véspera de Natal e no dia seguinte ao 
meio dia. Como culto ao deus-sol e a deusa-lua. Por isso existe a tradição da 
ceia de Natal à meia noite. O que se deve ter em consideração, é que, o 
catolicismo, sempre reverenciou a divindade feminina, a “grande mãe”, a “mãe 
de Deus”, que é a mesma divindade antiga, Semíramis, agora no Cristianismo 
chamada de “Virgem Maria”. 
 Tenhamos em conta que a maior parte do mundo romano, havia sido 
educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de 
dezembro. Era uma festa de alegria carnal muito especial. “Agradava ao povo! 
Não queriam suprimi-la." O artigo da The New Schaff-Herzog Encuyclopedia of 
Religious Knowledge explica como o reconhecimento do dia de domingo (dia 
em que antes os pagãos adoravam o sol) por parte de Constantino, e como a 
influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) deram 
motivo aos pagãos do século 4, agora convertidos em massa ao cristianismo, 
para adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus 
sol), dando-lhe o título de Dia do Nascimento do Filho de Deus. 
 
2.1.As festas do Eterno 
 
Tradicionalmente, a mentalidade cristã considerou que as festas são 
exclusivamente para os judeus. Entretanto, (Lv 23.1-2,4) diz muito claramente 
que estas são festas do Senhor. Em realidade, Deus em sua divina sabedoria 
indicou que estas festas são tanto para judeus como para não judeus, ou seja, 
todo AM ISRAEL e as devemos celebrar juntos (Dt 16.10-11, 14-16). Em (Dt 
16.11, 14), a palavra que se traduz como "estrangeiro" provém da palavra 
hebraica ger, que significa "todo aquele que não é hebreu" (o crente gentio) 
que se uniu ao povo de Isarel, e já não pode mais ser chamado “gentio” 
(pagão). Portanto, Deus é o Senhor das festas e todos os que crêem em 
Yeshua na aliança do Eterno estão convidados à celebração. 
Além do ַ�ָ�ת, Shabat, o Eterno nosso D'us criou mais sete festas para 
os filhos de Israel. Mas com o passar dos séculos, outras festas foram sendo 
criadas e acrescentadas ao calendário judaico pelo próprio povo. Todavia neste 
trabalho serão ressaltadas apenas as quatro festas principais que Roma tentou 
substituir. Estas festas são essenciais para a compreensão de toda a obra 
redentora do Messias. Dentro de nossa mentalidade ocidental quando 
deciframos a palavra festa, ela tem outra conotação, mas ao nos proporcionar 
com a interpretação literal conforme foi escrito nos textos originais, em forma 
específica e concretamente no conteúdo do versículo dois do livro de Levítico 
encontra-se escrita a palavra hebraica Mo'ed. O significado da mesma é: "uma 
entrevista, um ciclo ou ano, uma assembleia, um tempo que foi famoso e 
predeterminado de forma precisa"27. 
Ao analisar o significado hebraico da palavra festa, podemos entender o 
significado pleno que o Eterno determinou através de seu calendário, um 
tempo perfeito dentro de uma linguagem comum para que não só Israel (seu 
povo), se não também nós, na atualidade possamos entender que os distintos 
e inegáveis detalhes que contém a redenção; selando em sua agenda real um 
tempo concreto para que se efetive um encontro pessoal com o homem. 
Quando Jesus responde a seus discípulos antes de sua ascensão dizendo: 
“vocês não precisam saber os tempos ou as datas; o Pai guardou isto sob sua 
própria autoridade”, quer-nos dizer que o é soberano por ser Eterno (At 1.7). 
 
Três delas, historicamente já se cumpriram em Yeshua ha Mashiach: 
 
PÊSSACH: 
 
Pêssach, Páscoa - Lv. 23:5; I Co 5:7. 
 "No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é 
Pêssach do Eterno." (Vayikrá, Levítico 23:5). 
 
27 EL MISDRASH DICE VAIKRA. Buenos Aires: Editorial Bnei Sholem, 2004. 
 
 
 Três festas que ainda devem cumprir-se historicamente em Yeshua: 
YOM TERUÁ – YOM KIPUR – SUCOT 
 
 ;Trombetas – Lv. 23:24; I Co. 15:51,52 (,Shopharot) ,��ָפר�ת 
Ex. 19:15-19; I Ts 4:16,17; Rm. 8:11. 
 
 
YOM TERUÁ: 
 "Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, 
tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa 
convocação." (Vayikrá, Levítico 23:24). Para Israel essa festa é retrospectiva e 
lembra a fusão do povo de Israel com Adonay ao som de trombeta no Monte 
Sinai.Mas nessa festa em nossos dias Israel comemora também o Rosh Ha 
Shanah, o Ano Novo Judaico. 
 
YOM KIPUR: 
 Os redimidos dentre judeus e gentios já foram perdoados em Yeshua. 
Essa festa se cumprirá no futuro em Israel, quando o Sumo Sacerdote Yeshua, 
sair do seu Mishkan (Tabernáculo) no céu, vestido das suas vestes gloriosas. 
Mt. 24:30; Zc. 12:10,13; Hb. 9:28. 
 
SUCOT: 
 Esta festa se cumprirá no milênio, no Reino do Mashiach. 
 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, 
será a Festa dos Tabernáculos ao Eterno, por sete dias... Porém, aos quinze 
dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis 
a festa do Eterno, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá 
descanso solene... Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais 
de Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas gerações que eu fiz 
habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o 
Eterno, vosso D'us. Assim, declarou Moisés as festas fixas do Eterno aos filhos 
de Israel." (Vayikrá, Levítico 23:34,39,42-44). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.NATAL E HANUKKÁ 
 
 A comemoração de Hanuká desafia a cada geração a tomar consciência 
da distinção que existe entre a cultura da Torá e o sistema de Babel (mundo): o 
confronto entre o sistema hebreu, com o estilo de vida estabelecido pela Torá, 
e o sistema ocidental, produto da filosofia e cosmovisão grega POLITEÍSTA. A 
festa de Hanuká fala também da resistência ao antissemitismo, pois a intenção 
dos gregos em exterminar a fé na Torá, era também de exterminar o povo 
judeu: 
Em 168 AC., Antioco Epiphanes, confiando no panteão 
de deuses gregos, decretou o fim da religião judaica. 
Antioco passou a destruir as sinagogas e massacrar os 
judeus que não se submetiam a nova religião, Ele não 
suspeitava que um pequeno grupo de judeus que 
confiavam somente no Deus de Abraão, Isaac e Jacob, 
iria humilhá-lo completamente. Antioco pensou que havia 
resolvido o “problema judaico”. Suas tropas haviam 
nivelado os muros de Jerusalém, e ele ergueu um grande 
forte chamado ACRA, na área do templo para uso das 
suas tropas gregas. Antioco Epiphanes acreditava que 
havia apagado inteiramente a religião judaica. Ele 
declarou que a Torah, que era a constituição Judaica, 
estava inteiramenteanulada e sem valor. Ele proibiu a 
observância dos costumes religiosos Judeus, em especial 
a guarda do sábado semanal, a circuncisão, e as leis de 
saúde. Por outro lado ele forçou o povo a adotar a 
religião estatal Grega.28 
 
 Hanuká, a festa das Luzes, começa no dia 25 do mês judeu de Kislev, e 
dura oito dias. No calendário gregoriano, geralmente cai em dezembro, 
coincidentemente sempre próximo à data do Natal, porém seu significado é 
exatamente o oposto da “festa do Papai Noel”. Hánuká é a festa da purificação 
e da rejeição à toda forma de paganismo e práticas contrárias à Torá, pois essa 
foi a tentativa do Império Grego: varrer com a cultura da Torá, e substituir pelo 
paganismo, e a festa da Dedicação fala desta resistência do povo judeu. 
Abaixo o comentário de Marcelo Guirmarães: 
 
28
 Eloy Arraes Vargas. HANUKKAH - A História da Festa das Luzes 
De Daniel Até Jesus Cristo! http://montesinai0.tripod.com/hanukkah.htm. Acesso em 15/11/2016. 
 
Primeiramente, o que significa a palavra hebraica Hanuká? 
Hanuká (ou Chanucá) significa consagração ou dedicação. 
Esta festa é também conhecida no meio judaico como Festa 
das Luzes. Em João 10:22, vemos Yeshua (Jesus) passeando 
no Templo na comemoração da Festa da Dedicação. Essa 
passagem é a única passagem bíblica no Novo Testamento 
que se refere à referida festa. Não encontramos esta 
celebração no Antigo Testamento porque o fato que deu 
origem a esta festa ocorreu no ano 162 a.C.29 
 
 Por volta de 200 antes de Cristo o governo Grego-Assírio inicia a 
tentativa de apagar a memória judaica do povo judeu desejando misturá-los e 
torná-los parte da cultura grega. 
 Para isso, Antioco declarou o cumprimento de leis judaicas e culto 
proibidos, incluindo nisso o próprio ensino da Torah, o que obteve um sucesso 
muito grande, pois um grande número de judeus, homens e mulheres se 
casaram com gregos e gregas, adotaram nomes gregos deixando a cultura da 
Torá de lado. 
É interessante frisar que a cultura e o pensamento grego eram 
muito bem aceitos pelos povos dominados. O culto à mente 
humana, aos pensamentos filosóficos revolucionários e 
modernos eram vistos como expressões de uma cultura 
extremamente mais desenvolvida. Com exceção de Israel, o 
pensamento e os costumes helenísticos eram aceitos, quase 
em sua maioria, de maneira espontânea e não obrigatória, já 
que um dos aspectos gregos de domínio era a não imposição 
da sua religião. Os povos dominados eram todos politeístas e a 
aceitação de um ou mais deuses de uma cultura muito mais 
avançada não representava grande problema. Mas, é claro, 
com a nação de Israel não foi assim. Os judeus sempre foram 
um povo distinto e separado das outras nações pelo fato de 
crerem em um só D-us e de terem mandamentos, estatutos e 
ordenanças específicos. Por este motivo, o domínio grego em 
Israel foi bem mais brutal e violento.30 
 
 
29
Marcelo M. Guimarães. A FESTA DE HANUKÁ. http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/a-
festa-de-hanuka/. Acesso em 15/11/2016. 
30
 Marcelo M. Guimarães. A FESTA DE HANUKÁ. http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/a-
festa-de-hanuka/. Acesso em 15/11/2016. 
 Em resposta a isso, Deus levantou um pequeno grupo de judeus das 
montanhas da Judah, da região de Modiin, que declararam publicamente uma 
revolução contra Antioco e seu madato, os quais eram fiéis a sua fé 
judaica.Seus líderes eram Mattitiahu, e seu filho Judah(Judas Macabeus). Que 
faziam pequenos incursões contra no exército Grego-Sírio. Mais tarde, Antioco 
enviou uma legião inteira de seu exército para sufocar a rebelião, mas um 
pequeno comando dos Maccabeus consegiu milagrosamente vencer a luta 
contra milhares de soldados até expulsá-los completamente das terras de 
Israel. 
 Vindo da Macedônia, o império grego expande-se de maneira 
significativa, conquistando desde o Egito, Oriente Médio, até a Índia. Depois da 
morte de seu grande Imperador, Alexandre (336-323 a.C.), vários generais 
lutam pelo controle do Império. O imperador selêucida, Antiochus Epiphanes 
(175-163 a.C.), conquista o domínio sobre a região do Oriente Médio e investe 
fortemente contra toda a região da Judéia, impondo os costumes, as tradições, 
a religião e o pensamento grego Helenístico. Para os judeus, ele proíbe a 
circuncisão, a observância do Shabat, todas as restrições de comida (Kashrut), 
e estipula que apenas porcos poderiam ser sacrificados no Templo. Ele 
mesmo, num gesto de desrespeito e profanação, oferece um porco como 
sacrifício a Zeus, no interior do templo, no Santo dos Santos. Todos os 
utensílios do interior e exterior do templo são retirados, e o local passa a ser 
mais um templo do deus grego Zeus. 
 Certo dia, um oficial sírio ordena que Matitiahu Ha Macabí (Mateus, o 
Martelo ou o Macabeu), cabeça de uma importante família de sacerdotes do 
Templo, oferecesse um porco no altar. Os judeus foram forçados a sacrificar 
aos deuses gregos. Para obrigá-los a seguir a religião grega ele fez sacrifícios 
de animais impuros, particularmente porcos, no altar. Oficiais gregos foram 
mandados através do império para forçar rigidamente a nova religião. Qualquer 
resistência era punida com a morte. 
As sinagogas foram destruídas, Os rolos dos livros sagrados 
foram profanados e o povo foi massacrado aos milhares. Para 
coroar essas calamidades, o Templo de Jerusalém foi re-
dedicado ao deus grego ZEUS. A estatua de Zeus foi colocada 
dentro do templo. Porcos foram abatidos no altar. Essa foi a 
horrível “Abominação que causou a desolação” que foi referida 
no livro de Daniel.Lamentavelmente o povo cristão fica 
repetindo a frase “Abominação da desolação” sem sequer 
saber o significado dessas duas palavras. É muito fácil procurar 
no dicionário Aurélio o significado dessas palavras :-Abominar 
= Sentir horror a; detestar; aborrecer. Desolar = Devastar, 
arruinar, assolar, Tornar triste, melancólico, ao extremo; afligir, 
desgraçar. Não há porque especular sobre palavras tão 
simples !!31 
 
 Matitiahu, juntamente com seus cinco filhos, dão início a uma revolta 
judaica, matando o oficial sírio e todos os seus soldados. Sob a liderança de 
Matitiahu, outros judeus aderem à revolta. Por oito anos o exército dos 
Macabeus lutou pela libertação de Jerusalém e de Israel. 
Mas Antiochus, na sua determinação em destruir o judaísmo, 
não contava com a existência de um pequeno grupo de 
homens valentes. Matatias, o Hasmoneu – um velho sacerdote 
da vila de Modi’in – e seus cinco filhos, seguidos por outros 
fiéis, fugiram para as montanhas onde deram início a uma 
rebelião. Quando Matatias morreu, seu filho Yehudá tornou-se 
líder dos revoltosos, que receberam o nome de “Macabeus”, 
das letras iniciais de seu grito de guerra: Mi kamocha B’elim 
Adonai – “Quem entre os poderosos é como Tu, ó D-us?” (Êx 
15:11). Outra interpretação é que o nome “Macabeu” foi 
derivado da palavra hebraica makevet, que significa “martelo”, 
devido à grande força física de Yehudá.32 
 
 Após a morte de Matitiahu, seu terceiro filho, Yehuda Há Macabí (Judá, 
o Macabeu), assume o controle da revolta e leva o exército dos Macabeus à 
vitória sobre o exército grego-sírio no ano de 165 a.C. Yehuda ha Makabi (Judá 
o Macabeu) lidera seu grupo contra as tropas gregas, libertando Jerusalém. 
Marcelo Guimarães explica: 
Livres então do domínio e da ocupação do exército grego-sírio, 
os macabeus dão início à purificação do Templo em Jerusalém. 
No dia 25 do mês de Kislev, no ano 162 a.C., eles realizam 
com grande celebração a rededicação do Templo com a 
consagração de um novo altar. O chamado ner tamid (fogo 
eterno) foi novamente aceso na menorá, o grande candelabro 
de sete pontas do interior do templo. Mas o óleo de oliva 
 
31
 Eloy Arraes Vargas. HANUKKAH - A História da Festadas Luzes 
De Daniel Até Jesus Cristo! http://montesinai0.tripod.com/hanukkah.htm. acesso em 15/11/2016. 
32
 Mário Moreno. O que é Chanuká ou Festa das Luzes?. http://www.shemaysrael.com/festas-
biblicas/chanuca/1372-o-que-e-chanuka-ou-festa-das-luzes-.html. Acesso em 15/11/2016. 
consagrado para queimar na menorá era suficiente para 
mantê-la acesa por apenas um dia e levaria no mínimo uma 
semana para se preparar mais óleo Então, por um milagre do 
D-us Todo Poderoso, o fogo na menorá continuou queimando 
por mais 8 dias, tempo necessário para a preparação do novo 
óleo, conforme o relato no livro de II Macabeus.33 
 
 Desde então, os judeus celebram a chamada Festa da Dedicação (ou 
festa de Hanuká) todos os anos durante oito dias, representando os oito dias 
do milagre do fogo no Templo. O maior símbolo de Hanuká é o candelabro de 
nove pontas – a Hanukía, como é chamada. A Hanukía possui oito velas e uma 
vela central, mais alta que as outras, chamada de Shamásh (servo), com a qual 
todas as oito velas são acessas, uma a cada dia. É costume judaico colocar a 
Hanukía na janela das casas, de maneira que todos possam vê-la e se lembrar 
do milagre. É costume se colocar a chanukiá no peitoril da janela para que as 
pessoas de fora possam vê-la, divulgando assim o milagre do óleo. As velas 
são acesas após o pôr-do-sol, com exceção de Sexta-feira à noite, quando elas 
são acesas antes das velas do Shabat. Acende-se o shamash e o seguramos, 
enquanto cantamos a seguinte bênção: 
 “Baruch ata Adonai Eloheinu melech ha ‘olam asher kid’shanu 
b’mitzvotav v’tsivanu l’hadlik ner shel Chanucá.” 
 Bendito sejas Tu, ó Eterno, nosso D-us, Rei do Universo, que nos 
santificaste com Teus mandamentos e nos ordenastes acender a vela de 
Chanucá.34 
 
 
 
 
 
 
33
 Marcelo M. Guimarães. A FESTA DE HANUKÁ. http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/a-
festa-de-hanuka/. Acesso em 15/11/2016. 
34
 Mário Moreno. O que é Chanuká ou Festa das Luzes?. http://www.shemaysrael.com/festas-
biblicas/chanuca/1372-o-que-e-chanuka-ou-festa-das-luzes-.html. Acesso em 15/11/2016. 
 
CONCLUSÃO 
 
 A partir desta pesquisa, pode-se concluir, que a tendência natural do ser 
humano, é se voltar para o paganismo, para os mitos, e não para a verdade e 
para a vontade do Eterno. Os mitos, as religiões e a crenças politeístas, todas 
foram criadas pelo ser humano, em sua tentativa de se curvar diante do que 
Deus estabeleceu. 
 O mundo hoje, está mergulhado no paganismo e em suas 
comemorações. A festa de Natal é uma das maiores provas de que a maioria 
prefere o engano, a fantasia, do que servir ao reino de Adonai. 
Não existe evidência histórica de que os primeiros seguidores do Messias 
comemorassem o nascimento de Yeshua. Mas eles relembravam sua morte. (1 
Coríntios 11:23-26) Foi só depois de mais de 300 anos após o nascimento de 
Jesus que a cristandade oficialmente começou a comemorar o Natal em 25 de 
dezembro. É interessante que, em meados do século 17, um decreto do 
Parlamento na Inglaterra proibiu as comemorações de Natal. Nos Estados 
Unidos, o Tribunal Geral de Massachusetts fez o mesmo. Por quê? O livro The 
Battle for Christmas (A Batalha pelo Natal) diz: “Não existe razão bíblica ou 
histórica para afirmar que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro.” Ele 
também diz que nessa época o grupo religioso dos puritanos achava que “o 
Natal não passava de uma festa pagã sob um manto de cristianismo”. 
 Isso nos leva a uma conclusão: a origem deplorável da celebração. As 
raízes do Natal remontam à Roma pagã, com sua mistura de festividades em 
honra ao deus da agricultura, Saturno, e ao deus Sol Invictus, ou Mitra. No livro 
Pagan Christmas (Natal Pagão), os antropólogos Christian Rätsch e Claudia 
Müller-Ebeling escreveram: “Assim como muitos costumes e crenças anteriores 
ao cristianismo, a antiga festividade que comemorava o retorno anual do Sol foi 
dedicada ao nascimento de Cristo.” 
Sicretismo, adoração às falsos deuses, e lucro comercial são o objetivo da 
festa pagã do Natal.

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