Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Vitória Silva 
Introdução a PPR e PPR provisórias 
Edentulismo: 
-grande problema de saúde pública 
-restabelecer a qualidade de vida, função e prevenção de maiores perdas dentárias 
-cenário mais crítico entre mulheres, idosos, indivíduos de baixa escolaridade e renda familiar 
-edentulismo total ou parcial vem acompanhado de déficit nutricional, recomenda-se a reabilitação 
protética para melhorar o status nutricional de idosos 
-maior risco de mortalidade para pacientes desdentados quando comprado a pacientes dentados 
 -associação não é causal, mas sim associativa 
 -compartilham fatores de riscos comuns 
-perda dentária-perda do estímulo funcional e consequente volume do rebordo 
-perda óssea maior na mandíbula que na maxila 
-alteração na mucosa oral devido a perda óssea-mucosa menos queratinizada, sendo mais 
facilmente traumatizada 
-a utilização da prótese garante uma manutenção óssea, retardando a reabsorção óssea 
-perda dentária causa dificuldade na alimentação e na fonação 
-estética: perda de dentes visíveis, principalmente na região anterior, carrega um estigma social 
-suporte labial fica alterado e/ou a altura facial reduzida 
-prótese parcial removível: elemento protético, podendo ser dentossuportado ou 
dentomucossuportado removível 
-a principal queixa em reabilitação protética é a estética e troca de próteses antigas 
 -poucos pacientes falam sobre dificuldade de mastigação 
-reabilitação com prótese parciais removíveis melhoram os parâmetros de avaliação nutricional em 
pacientes idosos 
-perda dentária pode ser realizada de várias maneiras: PPF, reabilitação com implantes ambas 
possuem um custo muito mais elevado 
-objetivos básicos: preservação da saúde oral e eliminação de doenças orais; 
-preservação da relação entre dentes e estruturas orais; 
-restauração das funções orais, de maneira confortável, esteticamente 
agradável e que não interfira na fala 
-priorizar o desenvolvimento da mastigação, sem interferências oclusais 
PPR: é o aparelho dentossuportado ou mucossuportado, destinado a substituir uma ou ambas 
arcadas dentárias com um ou mais dentes ausentes, podendo ser removido da boca com relativa 
facilidade, tanto pelo paciente quanto pelo profissional 
Indicações: casos de parcialmente edentados, em que não seja possível a indicação de próteses 
fixas ou que o envolvimento de muitos dentes pilares, a serem desgastados, seria exigido 
 -espaços edentados sem pilar posterior, extremidade livre bi ou unilateral 
 -espaços edentados extensos 
 -excessiva perda de tecido ósseo 
 -dentes suportes com sustentação periodontal reduzida 
Vitória Silva 
 -necessidade da recolocação imediata dos dentes anteriores 
 -como auxiliares nas contenções de fraturas maxilares 
 -para pequenas movimentações ortodônticas e reestabelecimento estético associado 
 -fator de ordem econômica 
 -estado físico e emocional do paciente 
 -em cirurgias buco-dento alveolar e bucomaxilofacial 
 -como aparelhos temporários e orientadores nas reabilitações bucais 
 -como protetor de implantes, em caráter provisório, ao longo do período de osseointegração 
 -odontopediatria 
Contraindicações: 
 -relativas 
 -pacientes com problemas motores 
 -debilidade mental e pobre higiene oral 
 -possibilidade de reabilitação por outra modalidade protética com melhor indicação 
 
Exame clínico 
-coleta de informações que vão orientar a determinação do plano de tratamento 
-coleta de dados: anamnese exames físicos intra e extra 
orais exames complementares exames do modelo de estudo 
 
 
 
 
 
Anamnese 
1.identificação 
2. queixa principal 
3. história da doença atual 
4.história médica pregressa 
6.histórico familiar 
6. histórico pessoal e social 
7.revisão dos sistemas 
 -se o paciente já possui uma prótese, por que ele veio trocá-la? 
Exame 
clínico
anamnese
exame intra 
e extra-oral
Vitória Silva 
 
Exame físico 
-diagnóstico bucal: exame clínico+ exame complementares+ 
exame do modelo de estudo 
-diagnóstico protético: síntese dos estudos das características 
do caso 
-prognóstico: favorável ou desfavorável 
-depois de 5 anos 30 a 50% das PPRs falham 
 -mobilidade dos dentes suportes 
 -reabsorções ósseas 
 -aprofundamento de bolsas periodontais 
 -reações inflamatórias nos tecidos gengivais 
 -marcas profundas na fibromucosa pela compressão das barras que não foram 
 devidamente aliviadas 
 -insucesso ligado a ignorância ou negligência dos princípios fundamentais que devem reger 
 a construção da PPR 
-exame clínico bem realizado, conhecimento, planejamento e execução adequada da PPR 
reestabelece as funções destinadas a reabilitação 
Extensão da área edêntula 
-maior a área de suporte mucoso, maior a área da prótese 
-quanto maior a prótese removível mais cargas serão geradas para os dentes remanescentes 
-quando o paciente possui um suporte dental maior 
que o suporte mucoso o prognóstico é mais favorável 
 
Tipo de rebordo residual 
-forma 
 -rebordo horizontal 
 -melhor tipo para absorção das cargas 
 -incidências de cargas perpendiculares 
 -rebordo ascendente 
 -quando o paciente mastiga a carga vai 
 em direção aos elementos dentais 
 -concavo/descendente-ascendente 
 -curvatura 
 -pior tipo de rebordo 
 - quando em função, a prótese é tracionada mesial e distalmente 
 -descendente 
 -quando em função a prótese é tracionada para distal 
Exame 
físico
exame 
extra-oral
exame intra-
-oral
Vitória Silva 
-altura 
 
 
 
 
 
 -normal: 
 -base larga e altura boa 
 -melhor tipo 
 -alto 
 -base não é tão larga 
 -boa altura 
 -estrangulado 
 -base mais larga 
 -parte média afina e ponta larga 
 -algumas vezes precisa de cirurgia 
 -lâmina de faca 
 -volume ósseo deixa uma base larga e uma altura fina 
 -reabsorvido 
 -altura e larguras debilitados 
 
-resiliência da fibromucosa 
-mucosa flácida: quando em função 
deforma bastante 
 -deformação pode gerar 
 instabilidade 
 -resiliência média: fibromucosa ideal 
 -pouco resiliente: pode machucar 
muito o paciente 
 
Vários tipos de edentulismos parciais 
-perdas dentárias definem vários tipos de arcos que influenciam diretamente no resultado da 
reabilitação 
-classificação facilita as decisões do tratamento com base na complexidade do caso 
Classificação de Kennedy 
-baseado na frequência de combinações de arcos dentários desdentados de sua clínica particular 
Vitória Silva 
Classe I 
-área desdentada bilateral (duas extremidades livres) localizada 
posteriormente aos dentes naturais 
 
 
 
Classe II 
-área desdentada unilateral (uma extremidade livre) localizada posteriormente 
aos dentes naturais 
 
 
 
Classe III 
-uma área desdentada unilateral com remanescentes tanto posterior como 
anterior a eles (intercalar) 
 
 
 
Classe IV 
-uma área desdentada única, mas bilateral (cruzando a linha média) localizada 
anterior aos dentes remanescentes 
-perda dos 4 incisivos 
 
 
 
Regras de Applegate 
Regra 1: 
-a classificação deve ser feita após quaisquer extrações de dentes que possam alterar a 
classificação original 
Regra 2: 
-se um terceiro molar está faltando e não é para ser substituído, ele não é considerado na 
classificação 
Regra 3: 
-se um terceiro molar está presente e será utilizado como suporte, ele é considerado na 
classificação 
Regra 4: 
-se um segundo molar está ausente e não será substituído, ele não é considerado na classificação(o 
segundo molar oposto está ausente e não vai ser substituído) 
-mesmo pensamento do 3º molar 
 
Regra 5: 
Vitória Silva 
-a área desdentada mais posterior (ou áreas) sempre determina a classificação 
Regra 6: 
-áreas desdentadas com exceção daquelas que determinam a classificação são denominadas 
modificações e são designadas por seu número 
regra 7: 
-a extensão da modificação não é considerada, apenas o número de áreas desdentadas adicionais 
Regra 8: 
-áreas de modificaçãonão podem ser incluídas nas arcadas classe IV. 
-outras áreas desdentadas que se encontram posterior as únicas bilaterais cruzando a linha média 
determinam a classificação 
 
-maior prevalência são nas classes I, II e III 
-de acordo com as perdas dentárias sofridas pelo indivíduos, podemos ter PPRs dentossuportadas 
ou dentomucossuportadas 
 
-PPR dentossuportadas 
 -dente natural proporciona resistência direta as forças funcionais 
 -classe III e IV de Kennedy 
PPR dentomucossuportada 
 -prótese de extremidade livre 
 -dente natural e rebordo proporcionam resistência direta as forças funcionais 
 -classe I e II de Kennedy 
 
-PPRs dentossuportadas e PPRs de extremidade livre devem ser bem executadas e planejadas pelo 
cirurgião dentista para fornecer uma retenção e estabilização adequada para a prótese 
 
PPRs Provisórias 
-reposição dos dentes pode ser inicialmente planejada por um curto período 
-quando há necessidade de uso de PPR provisórias, sua confecção e seu uso devem ser inserido no 
plano de tratamento protético total 
-essas próteses buscam alcançar seus objetivos temporários com o mínimo de tempo e custo 
-normalmente são confeccionadas em resina acrílica com retenção por meio de fio ortodôntico 
-dificuldade em alcançar e manter a estabilidade 
-importante que o paciente esteja ciente que sã temporárias e podem prejudicar ainda a 
integridade dos dentes remanescentes e a saúde dos tecidos orais de suporte se utilizadas por 
muito tempo 
-são utilizadas por razões estéticas, manutenção de espaço, restabelecimento das relações 
oclusais e prótese provisória durante o tto definitivo 
-moldagem montagem em ASA prova estética e funcional instalação 
-reestabelecimento de DVO previamente ao tto ortodôntico 
Vitória Silva 
Biomecânica das próteses parcial 
removíveis 
-as PPRs são aparelhos utilizados para reabilitação de arcadas parcialmente desdentadas. Em 
função do suporte principal a que a prótese está relacionada, a biomecânica é afetada e apresenta 
diferentes características 
-os princípios biomecânicos mais importantes para as próteses estão relacionados com a 
estabilidade, retenção e o suporte 
 
Suporte 
-resistência a forças que atuam sobre a prótese, no sentido ocluso-cervical, quando há mastigação 
de alimentos duros 
-o sistema de suporte envolve os elementos vivos que irão entrar em contato com o aparelho 
protético, proporcionando base de assentamento 
 -dentes remanescentes, periodonto, tecido ósseo e fibromucosa 
-a reabsorção óssea pode gerar conformações do tecido ósseo que atuam para favorecer ou 
desfavorecer a biomecânica da PPR 
-em próteses de extremidade livre distal, dentomucossuportadas, padrões mais planos são mais 
desejáveis, pois geram menor braço de alavanca assim sobrecarregando menos os dentes suportes 
de retenção direta 
 
Estabilidade e retenção 
-PPRs, cujo suporte é puramente dentário (dentossuportadas) alcançam maior estabilidade do que 
aquelas que possuem suportes mucosos e dentário associados. Isso ocorre devido a resiliência da 
fibromucosa, variável em diferentes graus, e a possibilidade de ausência de um pilar dentários 
distal, como nos casos de extremidade livre (Classes I e II de Kennedy) 
-a retenção é a resistências as forças que tendem a deslocar a prótese no sentido cervico-oclusal, 
bastante notada durante a mastigação de alimentos pegajosos 
-o sistema de estabilização e retenção da prótese envolve os grampos de retenção, encaixes, 
apoios e conectores maiores 
 
Retenção 
-fisiológica: 
 -retenção neuromuscular, devido ao equilíbrio entre próteses e tecidos paraprotéticos 
 -capacidade e habilidade de o paciente manter a prótese em posição, o que é influenciado 
 pela 
-física: 
 -retenção baseada nos fatores físicos de adesão, coesão, PA e tensão superficial 
 - o recobrimento da área chapeável e sua máxima extensão e adaptação proporcionam 
 melhor retenção 
-mecânica 
 -retenção direta e indireta, que envolve os componentes da prótese: grampos, encaixes e 
 partes rígidas que entram em contatos com os planos-guia 
Vitória Silva 
 
-selas e dentes artificiais 
-responsáveis pela recepção e transferência das forças oclusais aos tecidos de suporte. As selas e 
os dentes se unem a prótese por meio da base acrílica 
-conectores maiores 
-compõe o sistema de conexão 
-unem apoios e grampos as selas e conectores maiores, estabilizam os dentes remanescente, 
servem como transmissores das forças oclusais para os tecidos de suporte, além de guiar a 
trajetória de inserção e remoção da prótese 
 Sequência clínica e laboratorial da 
confecção de próteses parciais removíveis 
 
1ª Sessão 
-avaliação inicial deverá ser feita, considerando a saúde geral, histórico médico e odontológico 
-preenchimento da anamnese e abertura de prontuário 
-exame intra e extrabucais criteriosos e verificação da necessidade de procedimento ou tratamento 
prévios a reabilitação protética 
-avaliação periodontal e exame complementar radiográfico (panorâmica e periapicais deve ser 
realizado, com especial atenção aos dentes que serão retentores diretos da PPR 
 
2ª Sessão – Preparo Geral de boca 
-etapa clínica 
-início do plano de tto proposto 
-se necessário alguém preparo geral de boca, sempre deve ser categorizado por prioridades e 
urgências, considerando dor e a queixa do paciente 
-intervenções devem priorizar a saúde bucal do paciente e poderão envolver procedimentos 
cirúrgicos, periodontais, endodônticos, ortodônticos, restauradores e protéticos fixos 
-todos devem ser planejados e executados previamente ao início das PPRs 
 
3ª Consulta- Moldagem de estudo 
-etapa clínica 
-modelo de gesso pedra tipo III, para estudo das arcadas dentárias e planejamento das próteses 
-o molde pode ser obtido com uso de moldeira de estoque e hidrocoloide irreversível, de forma não 
funcional (não há necessidade de movimentar a musculatura) 
-os modelos de estudo deverão ser recortados e preparados para o planejamento 
 
4ª Sessão – Montagem de modelos de estudo em ASA 
-realizada na clínica e laboratório 
Vitória Silva 
-a montagem em articulador tem o objetivo de verificar possíveis extrusões dentárias, interferências 
ou correções necessárias no plano oclusal 
-se houver necessidade de aumento da dimensão vertical, este será o momento para planejar como 
será realizado e se envolverá reanatomização de dentes remanescentes 
-pacientes com uma arcada desdentada total não terão seus modelos de estudo montados em ASA 
-na ausência de estabilidade oclusal (classes I e II de Kennedy) ou quando necessário aumentar a 
DVO deverão ser confeccionadas bases de prova sobre os modelos de estudo, previamente aos 
registros clínicos e á montagem em articulador 
 
 
 
5ª Sessão – Correção do plano oclusal 
-realizada em laboratório 
-na presença de extrusões, os dentes deverão ser reanatomizados com uso de instrumentos 
cortantes, para que a simulação no modelo seja transferida a boca 
-se caso exigir reanatomização de dentes, por acréscimo de material, direto ou indireto, para 
alcance de uma nova DVO, o planejamento de como será obtido deve ser feito neste momento 
 
6ª Sessão – Delineamento de modelos de estudo 
-realizada em laboratório 
-os modelos de estudo, após análise do plano oclusal, deverão ser analisados separadamente, 
quanto ao posicionamento dentário, áreas retentivas e expulsivas, para planejamento de preparo 
específico de boca e desenho da estrutura metálica fundida 
-cada modelo de arcada desdentada parcial deverá ser analisado, por meio de delineador 
-o desenho da estrutura metálica deverá ser feito, com base nesta análise e n conhecimento prévio 
quanto aos componentes da prótese e suas indicações 
 
7ª Sessão – Preparo específico de boca 
-realizada na clínica 
-com os modelos de estudo analisados, tanto no sentido intermodelos quanto intramodelos, todas 
as alterações específicas para que os dentes recebam as próteses parciaisremovíveis foram 
planejadas 
-é hora de executar os desgastes e acréscimos que sejam necessários 
 
8ª Sessão- Obtenção do modelo de trabalho 
-realizada na clínica 
-importante definir se a prótese será dentossuportado ou dentomucossuportada 
- a prótese dentomucossuportada direciona a necessidade de moldagem funcional, em que a 
movimentação muscular deve ser registrada e será a responsável pela delimitação da área 
chapeável 
-o modelo de trabalho deverá ser obtido em gesso pedra tipo IV (especial), a partir do qual será 
confeccionada estrutura metálica fundida da PPR 
 
Vitória Silva 
9ª Sessão- Obtenção de estrutura metálica 
-realizada no laboratório 
-a estrutura metálica pode ser obtida por processo de enceramento e fundição (convencional) ou 
por impressão tridimensional 
 
10ª Sessão – Prova da estrutura metálica e orientação dos planos de cera 
-realizada na clínica 
-desadaptações da estrutura metálica fundida precisarão ser ajustadas, incluindo a verificação de 
possível interferência oclusal 
-estrutura de metal adaptada, os planos de cera, presos as selas, deverão ser ajustados para 
registro da DVO e RC 
-os modelos de trabalho deverão ser montados em ASA, os dentes selecionados e tudo enviado ao 
laboratório para montagem dos dentes 
 
11ª Sessão – Montagem e prova de dentes artificiais 
-etapa clínica e laboratorial 
-os dentes artificiais serão montados e os modelos encaminhados para prova estética e funcional 
dos dentes em cera, como ocorre com a reabilitação por PTs 
 
12ª Sessão – Acrilização da PPR 
-realizada em laboratório 
-aprovada a fase dos dentes em cera, a prótese precisa ser acrilizada e polida pelo laboratório 
-quando enviada a clínica, deverá ser desinfectada previamente a instalação em boca 
 
13ª Sessão – Instalação e ajuste 
-realizada na clínica 
-a instalação da PPR pode exigir desgastes de resina acrílica para total assentamento 
-após adaptada, os contatos oclusais e extensão de borda acrílica devem ser verificados 
-o paciente deve ser orientado quanto a remoção, inserção e higienização 
 
14ª Sessão- Controle 
-etapa clínica 
-paciente deve receber acompanhamento para possíveis ajustes e orientações quanto a 
manutenção de sua saúde bucal 
 
 
 
Vitória Silva 
Delineamento e delineadores em PPR 
 
-necessita de um preparo dental planejado e corretamente executado 
-retenção, estabilidade e sucesso 
 
delineador dentário 
-serve para planejamento, execução e verificação de modificações bucais apropriadas em PPR 
-planejar modificações nas superfícies dos dentes envolvidos no suporte, estabilização e retenção 
da prótese 
-inserção/remoção da PPR deve seguir uma trajetória, determinada pelo planejamento no 
delineador 
-verificar paralelismo, localizar áreas retentivas e orientação do preparo nos dentes pilares 
-PPR estável e confortável 
-satisfação do paciente 
-modificações de superfície dentária-prognóstico favorável da PPR 
 -onde foi realizado o desgaste e o planejamento das estruturas 
-componentes da PPR na posição designada ideal aos dentes pilares 
-retenção e estabilidade adequadas se os elementos estiverem corretamente colocados 
 
Delineamento do modelo de estudo 
1. determinar o eixo de inserção 
-elimina ou minimiza interferência na inserção e remoção da PPR 
-para que a prótese entra e saia na mesma posição 
-remoção de áreas retentivas 
-planos guia para desgaste 
-desgaste dentário mínimo para plano guia 
 
2. Identificar as superfícies proximais dos dentes que são ou precisam ser colocadas em paralelo 
-para que ajam como planos-guia durante a inserção e remoção 
-quando paralelas estão no plano guia 
-eliminação de áreas retentivas 
 
3. Localizar e calibrar áreas retentivas 
 -em PPR, as únicas partes que ficam em áreas retentivas são o terço final do grampo 
 -preciso achar onde fica localizado essa área retentiva 
 -delineamento da área retentiva 
 
Vitória Silva 
 
4. determinar se áreas dentárias terão necessidade de ser modificadas 
-para favorecer a estabilização e prognóstico da PPR 
-desgaste, ou acréscimo de resinas compostas 
 
5. permitir um planejamento dos preparos bucais a serem feitos 
-saber onde será realizada cada etapa da PPR 
 
6. planejamento e execução de PPF fresadas ou sistemas de encaixe 
-prótese já convencionada para encaixe na PPR 
 
 
 
Delineamento serve para planejar qual grampo será utilizado, onde será preparado, onde vai ser o 
apoio, onde será acrescentado o material, o que fazer para determinar o eixo de inserção 
 
Delineador dentário 
 
1- Plataforma do aparelho 
2- Braço/haste vertical que suporta o braço horizontal 
3- Braço horizontal do qual se suspende as pontas do delineador 
4- Pontas do delineador-encaixe na haste vesrtical móvel 
5- Mesa analisadora/reclinável/plantina- separada do corpo do delineador 
a. Suporte do modelo-modelos devidamente recortado (base e 
paredes laterais planas) 
b. Base em que gira o suporte 
 
 
 
-pontas do delineador: obter o paralelismo, equador protético, realizar desgastes que serão feitos 
na boca e calibrar a retenção 
-ponta analisadora: 
-analisa o paralelismo relativo das superfícies dos dentes 
suportes entre si, permitindo definir o eixo de inserção da PPR 
-verificar áreas rentetivas, não realiza desgaste 
 
-porta-grafites: 
-protege a grafite da possibilidade de quebra durante o 
traçado do equador protético do dente 
-equador protético: linha traçada na parte mais convexa de 
 acordo com o eixo de perfil 
-equador dentário: parte mais convexa de um dente na mão 
 
Vitória Silva 
 
-pontas calibradoras de retenção: 
-determinar a quantidade de retenção para cada grampo da PPR em 
função das condições de retentividade do dente suporte 
 -pontas de 0,25mm; 0,5mm e 0,75mm 
-a ponta de 0,25mm é a mais utilizada 
-a utilização dessa ponta de 0,25mm permite uma retenção adequada, dentro dos limites de 
tolerância biológica dos dentes, que se movimentam muito pouco dentro do alvéolo, e dentro dos 
limites de fadiga da liga de cobalto cromo 
 
-facas ou cinzéis: 
-pontas cortantes destinadas aos preparos nos planos guias e remoção de 
ângulos mortos 
- movimentos de sobe e desce realizando o desgaste no modelo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Delineamento-passo a passo 
1. determinação do eixo de inserção da PPR 
- realizado com a ponta analisadora 
-percurso realizado pela PPR desde o contato inicial com os dentes suportes até seu assentamento 
final 
-direção única de inserção e remoção da PPR 
-plano oclusal paralelo a mesa do delineador 
-parte posterior do modelo voltado para os dois parafusos fixos e a parte anterior para o parafuso 
único anterior 
-para o modelo fixar bem, deve estar bem recortado e com superfície plana 
-mesa do delineador fica solta e gira sobre a base 
-após definir o eixo de inserção trava-se a mesa 
-definir se a mesa vai girar ou não 
-técnica dos três pontos (Roach) 
-marcar no modelo três pontos que formem entre si um triangulo aproximadamente equilátero 
-dois pontos na região posterior (região de crista marginal mesial dos suportes distais) e um 
anterior: linha mediana entre incisivos 
-ausência dos dentes: registro do antagonista em cera (montado em ASA) irá fornecer localização 
dos pontos (verificar possível correção de extrusão) 
Vitória Silva 
-quando o antagonista estiver ausente, dá-se de forma arbitrária, seguindo orientação dos demais 
dentes da arcada 
-ponto anterior da arcada superior: onde tocam a borda incisal dos incisivos inferiores 
 -pode ser entre a borda incisal e o terço médio 
 
-técnica da bissetriz (Roth) 
-leva em consideração o grau de inclinação dos dentes suportes, através dos seus longos eixos 
-duas posições: anteroposterior e latero-lateral 
-para determinação do longo eixo no sentido anteroposterior do dente devemos achar a linha 
média axial 
-linha média axial nos molares fica nos sulcos vestibulares-pré e caninos: vértice da cúspide vestibular 
 -incisivos: meio da coroa 
-caso tenha mais de um dente suporte, levar em consideração os dois dentes com maior inclinação 
-transferir esses trações para as paredes laterais do modelo (devem ter boa espessura e serem bem 
recortadas) 
-dessas duas linhas determinamos um ângulo (podemos usar transferidor para auxílio), 
determinamos a bissetriz desse ângulo 
-longo eixo dos dois dentes suportes, um de cada hemiarco, que apresentem maior inclinação no 
sentido linguo-vestibular, traçados na parede posterior do modelo 
-coincidir a ponta analisadora montada na haste vertical móvel do delineador, com duas 
bissetrizes (inclinação latero-lateral e inclinação antero-posterior), tem- se a posição do modelo que 
corresponde a via de inserção 
 
-técnica da conveniência 
-utilizada em casos de inclinações excessivas dos dentes suportes que acarretaria preparo 
(desgaste) excessivo pelas outras técnicas 
-estuda-se todas as superfícies e procura-se a via de inserção que mais convenha as 
peculiaridades anatômicas, até chegar a uma posição média para o modelo 
-verificação de planos guias 
 -superfícies devem ter as áreas médio-oclusal ou médio incisal paralelas em relação as 
outras superfícies proximais dos dentes vizinhos ao espaço protético 
 
2.Registro do plano de inserção: 
-permite reposicionar o modelo da mesa na mesma posição do eixo de inserção determinada 
 
3.Traçado do equador protético: 
-ponta porta grafite- determina a área de expulsividade e retenção do dentes, de acordo com o 
eixo de inserção definido 
-ausência do equador protético denota falta de convexidade das superfícies do dente suporte 
-mudança no eixo de inserção altera o equador protético 
-equador dentário é fixo 
Vitória Silva 
-o equador protético muda a partir do eixo de inserção 
-equador protético pode ser traçado só nos dentes suporte 
4.Calibragem de retenção 
-pontas calibradas de retenção (0,25mm) 
-dosagem da retenção do futuro grampo de retenção 
-contato simultâneo entre a extremidade em forma de disco e da parede lateral da ponta 
calibradora com a superfície do dente 
-constam as seguintes partes: 
 -braço de retenção – 1/3 abaixo da linha do equador protético (área de retentividade) 
 -braço de oposição- acima do equador protético (área de expulsividade) 
-retentivo: acima do equador protético 
-expulsivo: abaixo do equador protético 
-haste e ponta ativa devem encostar o equador protético 
-se não houver retenção (quando a ponta encosta, mas a haste não) pode-se mudar o eixo de 
inserção ou resina composta 
 
5.Preparo do modelo de estudo para diagnóstico 
-pontas em forma de facas e cinzéis 
-reduções (desgastes) necessários para a determinação dos planos guia (superfícies planas 
localizadas nas proximais dos dentes vizinhos ao espaços protéticos) e adequação do contorno 
axial por vestibular ou lingual 
-orientação para preparo de boca do paciente 
-casquete de transferência- utilizado para transferir a redução (desgaste) realizado no modelo de 
estudo para a boca do paciente 
-casquete: passa vaselina no gesso coloca o cinzel em contato com o dente, superfície plana e 
cobre com resina acrílica deixar alto com o delineador para ficar fácil na boca do paciente tira 
o casquete do gesso coloca em boca e o que sobrar é o que deve ser desgastado 
 
 
 
 
 
 
Vitória Silva 
Conectores maiores, menores, selas e dentes 
artificiais 
-dentes retentores: dentes que são abraçados pelas próteses 
-a estrutura que a abraça o dente retentor é chamada grampo 
-conectores maiores: parte maior da estrutura da prótese e mais rígida, de onde sai todos os outros 
componentes da prótese, recebe as cargas mastigatórias e distribui para os tecidos 
-mais rígida para que não se flexione 
 
Barras ou conectores maiores 
-conectar os outros componentes da prótese entre si, para que constituam um único corpo 
-transmissão de cargas ao tecido ósseo, principalmente em extremidade livre maxilar, atuando 
como retenção indireta 
-características: 
 -ser de material compatível com os tecidos bucais 
 -ter rigidez para ampla distribuição de forças 
 -não interferir ou irritar tecidos moles 
 -manter o contorno natural das estruturas subjacentes 
 -não penetrar nos tecidos durante a colocação, remoção e em função 
 -cobrir o mínimo de tecido possível 
 -não reter alimentos 
 -qualquer superfície a mais retem alimentos 
 -ter suporte dos outros elementos da armação para diminuir as tendencias rotacionais 
 quando em função 
 -estabilidade horizontal e manutenção da integridade periodontal 
Maxila 
Barra palatina 
-indicações: 
 -classe III de Kennedy em áreas desdentadas não 
 muito extensas (até dois elementos em cada 
 hemiarco) 
 -espaços desdentados limitados por dentes e 
 mínimo suporte mucosa necessário 
-contraindicações: 
 -classe I, II e IV extensas 
-é relativamente estreito, para pequenas próteses 
dentossuportadas 
-contempla até metade dos dentes ausentes no palato 
-não alcança áreas anteriores 
-por ser mais estreita é menos rígida, menos rígido é contraindicado para extremidades livres 
Vitória Silva 
-vantagens: mínima cobertura do palato, o que não dificulta dicção e não gera a perda do paladar 
-desvantagens: pouco rígida e grande risco de fratura 
 
Barra palatina anterior em U 
-indicação: 
 -tórus palatino volumoso, inoperável e que impeça a 
 colocação da barra anterior 
 -classe IV 
 -sutura média (rafe palatina) proeminente e rígida 
-contraindicações: 
 -extremidade livre (flexibilidade) 
-necessário um espaço entre a cervical dos dentes e o início 
da barra (5 a 6mm) 
-não é uma barra que impede fonética 
-largura em até 6mm, espessura em cerca de 2mm 
-contraindicado em caso de pacientes que já fraturaram outros próteses, ou possuem uma força 
mastigatória muito elevada e/ou parafunção 
-desvantagens: grande flexibilidade, o que causa sobrecarga nos dentes suportes, dificuldade em 
obter rigidez (volumoso na região das rugosidades) problemas fonéticos, pode causar marca da 
estrutura no palato- carimbo com consequente palatite crônica 
 
Barra palatina ântero-posterior 
-indicações: 
 -qualquer classe maxilar 
 -circunscrever o tórus palatino 
 -paciente com língua inquieta (não se adaptou com 
 outro conector) 
-contraindicações: 
 -tórus palatino posterior 
 -pacientes com rugosidade palatina saliente e 
 palato profundo 
-vantagens: grande rigidez e mínima cobertura do palato 
-boa aceitação, não teme estruturasse volumosas que estranham 
-pode gerar transtorno fonético 
 -5 a 6 mm de distância á cervical 
-não pode invadir palato mole 
-é o conector mais rígido devido a presença da barra posterior 
-normalmente, entre a barra anterior e posterior há uma distância de 7 a 9 mm 
-barra anterior evitando as rugosidades palatinas 
Placa palatina 
-indicações: 
Vitória Silva 
 -principalmente classe III extensa 
 -pacientes com fissuras palatinas (>rigidez,> resistência e vedamento da comunicação) 
-contraindicações: 
 -tórus palatino ou qualquer outra exostose óssea 
-largura constante em mais ou menos 15mm 
-mesma coisa da barra palatina só que mais gordinha 
-abrange maior área do palato, interferência no tórus, rafe palatina 
-reabilitar regiões com extremidade livres 
-não comtempla edentulismo anterior 
-vantagens: espessura uniforme e fina (aceitação do paciente), condutibilidade térmica e conforto á 
íngua, menor potencial de injúria aos tecidos (somente duas margens) 
 
Placa ou grade palatina total 
-vantagens: 
 -resistência as forças de tração da prótese quanto 
 maior o recobrimento da área chapeável 
 -classe I ou IV ampla, ação de retentor indireto 
-desvantagens: 
 -prótese mais pesada (metal) dificulta a retenção 
 -perda parcial de paladar 
 -maior habilidade laboratorial 
 -maior custo laboratorial 
 
-placa: bastante extenso-poucos dentes remanescentes 
-retenção indireta porque não se agarra em lugar nenhum 
-paciente que utiliza placa ou grade ou migra para reabilitação com implantes ou prótese total 
removível 
-podem ser copiadas as rugosidades palatinas 
-indicações: grandes espaços desdentados, contenção dos dentes periodontalmente abalados, 
paciente com rebordo praticamente inexistente 
-contraindicações: tórus palatino, pacientes com sutura média palatina muito rígida 
 -relativas 
-grade é recoberta com resina acrílica 
 
Mandíbula 
Vitória Silva 
Barra lingual 
-indicações: 
 -todas as classes de kennedy com altura suficiente entre a 
 margem livre da gengiva e a inserção do freio 
-contraindicações: 
 -altura insuficiente (compressão no assoalho da boca ou 
 ulceração e instabilidade da prótese) 
 -dentes muito lingualizados 
 -tórus mandibular 
-os conectores mandibulares são escolhidos pelo espaço existente entre os dentes e o assoalho de 
boca 
-atravessam os dois lados da arcada 
-não possui contato com os dentes 
-vantagens: não cobre muitos tecidos gengivais e não incomoda a língua 
-desvantagens: se for muito extensa, pode ficar pouco rígida 
-se não for aliviado, pode causar compressão da gengiva 
-formato de U gera flexibilidade 
2 a 3mm entre a cervical e barra 
-barra com cerca de 3mm 
-do final da barra até o assoalho de boca, é necessário 3mm 
-logo, a distância mínima para reabilitação com a barra lingual e entre 8 e 9mm 
 -pedir para o paciente levantar a língua para suspenção dos tecidos 
-a área de mucosa vai receber um alívio de 0,5mm em cera para que a saliva limpe a superfície 
interna barra e evitando intrusão 
 
Barra Sub-lingual 
-modificação da barra lingual 
-indicações: 
 -paciente com perda de altura alveolar devido a perda 
 óssea 
-contraindicações: 
 -pacientes que levantam muito o assoalho da boca e 
 possuem freio lingual que possa interferir 
-vantagens: melhora a transmissão de forças das selas aos 
dentes, pois tem maior dimensão 
-possui menor rigidez que a barra lingual 
-formato de gota, conferindo maior rigidez 
 
 
Placa lingual 
Vitória Silva 
-curvatura natural da superfície supracingular dos dentes 
-termina em zero, com a superfície lingual dos dentes 
-forma de meia pera ou gota alongada com maior volume na 
borda inferior 
-se não houver espaço para a barra é a primeira opção 
-não tem interferência do freio lingual 
-o paciente se incomoda com o preparo 
-paciente passa a língua para se acostumar 
-indicações: 
 -freio lingual alto e distância insuficiente 
 -estabilização de dentes abalados periodontalmente 
 -futura substituição de incisivos com problemas periodontais 
 -tórus mandibular 
-contraindicações: 
 -grande cobertura dos tecidos gengivais 
 -pacientes com diastemas (visualização do metal) 
-placa lingual com suporte para dentes artificiais 
-pacientes com higienização pobre é uma contraindicação 
-vantagens: maior rigidez da barra lingual e barra contínua de kennedy, isoladamente e ferulização 
de dentes com problemas periodontais 
-desvantagens: impede a estimulação fisiológica dos tecidos gengivais e autolimpeza pela saliva, 
irritações gengivais e impacção alimentar 
-alívio em região dentária de 0,3mm, ameias evitar problemas gengivais e efeito de cunha entre os 
dentes 
-mais dentes recebendo os impactos das cargas mastigatórias 
 
Barra contínua de kennedy com barra lingual 
-indicações: 
-dentes anteriores sem diastemas 
-estabilização de dentes afetados periodontalmente com retração 
gengival 
-retentor indireto para as classes I e II (estabilidade horizontal) 
-contraindicações: 
 -dentes com coroas curtas 
 -distância menor que 6mm permite a impacção alimentar em 
 barras muito curtas 
-formato de meia pera 
-duas barra precisa de espaço entre barras 
-vantagens: facilita o estímulo dos tecidos gengivais e permite escoamento 
-desvantagens: dentes anteriores inferiores apinhados e desconforto a língua 
Vitória Silva 
Barra vestibular 
-indicação: 
 -dentes com excessiva inclinação pra lingual 
 -exostose linguais exageradas 
-contraindicações: 
 -difícil de ser tolerado pelo paciente 
-indicação extremamente rara 
-vantagens: evita a intervenção cirúrgica em alguns casos 
-desvantagens: pacientes com inserções de freio labial altas e sulco labial baixo 
-difícil adaptação do metal com o lábio e gengiva 
 
Conectores menores 
-unem apoios e grampos nas selas e nos conectores maiores 
-servem de via de transmissão de cargas ocluais para os dentes suportes por meio de apoios 
-estabilizam os dentes remanescentes 
-guiam a inserção e remoção da prótese 
 
Selas 
-elemento encarregado de fixar os dentes artificiais e efetuar a transferência das forças oclusais as 
estruturas bucais de suporte 
-transmitem as forças mastigatórias sobre a fibromucosa (em caso de próteses 
dentomucossuportadas) 
 
Dentes artificiais 
-seleção baseada na cor, formato e tamanho dos dentes naturais remanescentes 
-podem ser feitos em resina acrílica ou ter a superfície metálica 
-a superfície metálica é destinada a pacientes com força de mordida elevada e parafunção 
-escolha dos dentes artificiais: 
 -intensidade da força mastigatória 
 -presença de hábitos parafuncionais 
 -natureza da superfície oclusal do antagonista 
 -propriedades mecânicas do material do dente artificial 
 -estabilidade dimensional, estabilidade da cor e forma oclusal 
Superfícies metálicas 
-devem ser resistentes a fratura e ao ataque químico 
-possui polimento adequado 
-manutenção da dimensão vertical 
-aumento da eficiência mastigatória 
-diminuição da reabsorção óssea alveolar 
Vitória Silva 
Sistema de retenção a grampos 
-sistema encarregado de prover retenção e estabilização da prótese durante a função mastigatória 
e os movimentos normais da musculatura bucal 
-envolve o dente para prevenir movimentos isolados do dente em relação ao retentor 
-habilidade dos retentores diretos de resistir aos movimentos que tentam deslocar a prótese do 
contato com os tecido bucais é enormemente influenciada pela estabilidade e suporte das 
próteses, fornecida pelos conectores maiores e menores, apoios e bases 
-evita movimentos perpendiculares em relação ao longo eixo do dente e assegura estabilidade da 
posição do dente por causa da retenção do abraçamento e assegura estabilidade por causa do 
controle da posição em três dimensões 
- são posicionados na maior circunferência do dente, passando pela parede axial divergente para a 
axial convergente deve ser envolvida pelo grampo 
 
Componentes retentivos aos dentes 
-grampos 
-encaixes: associações entre PPF e PPR 
 -sempre em associação 
 
Áreas retentivas e expulsivas 
-o equador protético, que separa o dente ao longo do seu eixo determina as áreas retentivas e 
expulsivas 
-os grampos atuam nas áreas retentivas do dente 
-a análise de áreas retentivas e expulsivas individuais não serão validas, desde que o eixo de 
inserção determinará um posicionamento coletivo para os dentes 
 
Classificação dos grampos 
-segundo a função 
-retenção direta 
 -esta diretamente relacionada a área desdentada, são mais próximos 
 -sempre é uma retenção ativa 
 -dentes são obrigatoriamente abraçados pelos grampos de retenção 
-retenção indireta 
 -que recebem componentes da prótese 
 -melhor distribuição das forças mastigatórias, problemas periodontais, pouca inserção 
 óssea 
 -passiva 
 -não tem braço de retenção, só de oposição 
 -ativa 
 -o dente tá longe da parte desdentada, mas recebe um braço de retenção 
-próteses dentomucossuportadas: tem uma retenção pior, principalmente as de extremidade livre, 
escolha criteriosa de grampos, retentores indiretos, maior estabilidade 
Vitória Silva 
-retentor indireto no caso de próteses com extremidade livre vai tentar evitar o movimento da 
prótese biomecânico, principalmente em alimentos 
 
-linha de fulcro: linhaque passa pelos retentores diretos mostrando onde a prótese poderia tender 
a se deslocar, linha perpendicular a essa para poder ter uma ideia de onde localizar retentores 
indiretos para aumentar a distribuição de cargas e impedir a movimentação da prótese 
 
-dentes com retenção ativa sempre recebem: apoio oclusal ou cíngula, braço de oposição e 
retenção 
-braço de retenção sempre vai ser mais flexível pois ele precisa atravessar o equador protético 
-braço de oposição é rígido, não ultrapassa o equador protético 
 -se não for rígido, ocorrerá uma movimentação ortodôntica 
 -impedir que o braço de retenção faça uma movimentação ortodôntica 
-em dentes anteriores, o braço de oposição sempre vai ser em cíngulo 
-braços de retenção saem da oclusal em direção a área retentiva dos dentes 
 
-segundo a aplicação sobre o dente 
-aplicação direta 
 -sobre a estrutura dentária natural ou material restaurador direto 
-aplicação indireta 
 -sobre material restaurador indireto ou coroas protéticas 
 
-segundo o número de dentes abrangidos 
-individuais ou simples 
 
-múltiplos ou férulas 
 
 
-duplos ou gêmeos 
 
 
 
 
 
 
 
Vitória Silva 
 
-segundo a construção: 
-fio metálico 
 -fio ortodôntico, comumente utilizado como retentor de próteses provisórias 
 -flexível e deve ser colocado na cervical do dente suporte para ser efetivo 
 -não exige planejamento prévio 
 
-combinado 
 -fio trefilado 
 -metal flexível, pré-fabricado 
 -utilizado como retentor de próteses com estrutura metálica fundida, em 
 que o dente suporte possui algum comprometimento periodontal e possível mobilidade 
 -tem grande flexibilidade e deve ser colocado na cervical do dente suporte para ser efetivo 
 -não exige planejamento prévio 
 
-fundido 
 -braço confeccionado pelo processo de encerramento e fundição 
 com a estrutura metálica fundida 
 -flexibilidade menor do que os anteriores, e exige delineamento prévio para ser posicionado 
 apenas com seu terço retentivo final abaixo do equador protético 
 
-segundo a ação retentiva 
-grampos circunferenciais 
 -deformação por flexão do braço de retenção, que precisa atravessar o equador protético 
 do dente, para encontrar o ponto retentivo 
 -o braço tem trajetória de oclusal para gengival: facilidade de remoção 
 -não retem alimentos entre grampo e fibromucosa 
 -são os mais antiestéticos 
 -quanto mais longos os braços, mais flexíveis 
 -abraçam mais de 180º do dente 
 -grudentos, deixam a prótese mais rígida 
 -próteses dentossuportadas 
 
-grampos de ação de ponta ou barra 
 -mais estético que o circunferencial, por ter menos contato 
 com o dente suporte 
 -deformação do braço de retenção por torção, para 
 alcançar o ponto de retenção 
 -sua direção é de gengival para oclusal, saindo da sela e 
 passando pelo periodonto: facilidade de inserção quando 
 comparado ao circunferencial 
Vitória Silva 
-não sai da direção oclusal, sempre sai da sela (dentes artificiais) e toca em local gengival 
 -em doenças periodontais pode ser uma contraindicação 
-possibilita certa movimentação da prótese 
 -ligamento periodontal cede menos do que a fibromucosa, grampos rígidos que impedem a 
movimentação da prótese, o LP cede quase nada e a fibromucosa muito 
 -com isso o dente sofre sobrecarga e pode apresentar sobrecarga no periodonto 
 
Partes constituintes 
-braço de retenção 
-promove a retenção efetiva 
-para os circunferenciais, apenas o terço final ultrapassa o equador protético e atinge a região 
retentiva 
-os outros dois terços ficam em áreas expulsivas ou sobre o equador 
-para os de ação de ponta, apenas a porção final do braço toca o dente, em região retentiva 
 
-braço de oposição 
-oposição ao braço de retenção 
-estabilidade 
-retenção indireta 
 
Parte constituintes dos grampos 
-apoios 
-conector menor 
-une os elementos relacionados aos dentes suportes aos conectores maiores e selas da prótese 
-guia a prótese contra planos guias proximais 
-transmite aos dentes suportes as cargas oclusais, resultantes da mastigação 
-estabiliza os dentes suportes 
 
Princípios fundamentais dos grampos 
-abraçamento 
-necessidade do grampo, principalmente o circunferencial, de abraçar o dente suporte em pelo 
menos 180º 
-o abraçamento é obtido pelo braço de retenção, apoio e braço de oposição, quando atuam em 
conjunto 
 
-passividade 
-garante a permanência da prótese em posição, passivamente em equilíbrio de forças devido a 
existência do antagonismo entre os braços de retenção e oposição 
-a presença dos apoios garante que a prótese não intruirá nos tecidos bucais, mantendo sua 
posição planejada 
Vitória Silva 
-estabilidade 
-é conferida pelos braços de retenção, oposição e apoio, que impedem a movimentação da prótese, 
quando forças horizontais tentam deslocá-la 
-retenção 
 
-suporte 
-junto com a retenção, oferece resistência a remoção da prótese, no sentido gengivo-oclusal e 
garantem a permanência da prótese na posição planejada, respeitando o suporte dos tecidos 
adjacentes 
 
-reciprocidade 
-presença do braço de oposição que é planejado para entrar em contato com o dente ao mesmo 
tempo que o braço de retenção alcança o equador protético 
-braço de posição permanece em área expulsiva, mesmo após o total assentamento da prótese 
-no processo de inserção e remoção da prótese, o braço de oposição, por ser rígido, garante que o 
dente não sofra movimentação pela força que o braço de retenção precisará exercer para 
ultrapassar o equador protético e alcançar o ponto de retenção 
 
Fatores que influenciam a retenção dos grampos 
-ângulo de convergência cervical 
-formado entre uma linha imaginária que tangencia o equador protético, perpendicular ao solo e a 
linha imaginária que tangencia o contorno cervical do dente 
-quanto maior esse ângulo, mais discrepante será a diferença entre o contorno cervical do dente e 
seu equador protético 
-essa discrepância gera maior grau de retenção e interfere no posicionamento da ponta ativa do 
grampo 
-para a liga cromo-cobalto, a retenção ideal deve ser 0,25mm e não deve ser encontrada muito 
próxima a margem gengival 
-dentes com ângulos de convergência cervical pequenos podem não apresentar retenção ideal 
 
-distância entre a ponta ativa do grampo e o equador protético 
-quanto menor a distância entre o equador protético e a ponta ativa do grampo, menor será a 
necessidade de deformação do grampo 
-ligas metálicas mais flexíveis seriam necessárias para que o grampo alcançasse pontos de 
retenção mais distantes do equador protético 
-flexibilidade do braço de retenção 
-comprimento do braço 
 -quanto mais longo o braço de um grampo, maior sua flexibilidade 
 -em próteses dentomucossuportadas, sempre iremos pensas em grampos com braços mais 
 longos, para que seja possível melhor distribuição de forças para o suporte mucoso e para 
 promover menor torque ao dente retentor direto 
-diâmetro da secção transversal do braço 
 -quanto maior o diâmetro, menor será sua flexibilidade, se comparamos a mesma liga 
 metálica como parâmetro 
Vitória Silva 
-forma da secção transversal 
 -braços retentivos com formato circular são mais flexíveis do que em formato de semicírculo 
 -circulares tendem a ser pré-fabricados, como os fios ortodônticos e fios trefilados, enquanto 
 os que possuem formato semicircular são os metálicos fundidos 
-tipo de liga usada 
 -ligas metálicas mais utilizadas são as de cromo-cobalto, titânio e ouro 
 -o grau de retenção necessário para cada uma delas é diferente, em função de seu módulo 
 de elasticidade, o que confere diferentes graus de flexibilidade a cada uma 
 -para a liga de cromo-cobalto, é necessária retenção de 0,25mm, enquanto a liga de ouro 
 necessita 0,5mm e a de titânio 0,75mm para alcançarem a mesma força retentiva ao dente 
 suporte 
-tratamento térmico 
 -se a liga sofrer mais de um processo de fundição, sua flexibilidade diminui, o que leva amaiores possibilidades de fratura de uma prótese reprocessada, além de poder gerar 
 prejuízo ao dente suporte 
 
Escolha do grampo 
-grampo circunferencial simples ou de Ackers 
-simples é o mais utilizado 
-o de Ackers é muito utilizado em dentes que não sofreram mesialização, bem posicionados e o 
longo eixo está perpendicular 
-pelo menos um apoio oclusal 
-simples: um apoio oclusal no lado desdentado 
-indicações: 
 -área maior de retenção distante do espaço protético 
 -molares, pré-molares e eventualmente, caninos 
-contraindicação: 
 -dentes anteriores com maior necessidade estética 
 
-grampo circunferencial reverso 
-apoio oclusal do lado oposto ao lado desdentado 
-tenta impedir a continuidade de mesialização do dente 
-placa proximal, localizada na mesial do dente, reforçando o impedimento da mesialização 
-dentes que não estão mesializados que apresentam área de maior retenção próxima á região 
desdentada 
-indicações: 
 -localização na zona de retenção adjacente á área edêntula 
 -inclinação do dente suporte para espaço protético 
 -molares 
-vantagens: 
 -quando associado a placa-proximal dificulta mesialização do dente suporte 
Vitória Silva 
 
-grampo circunferencial em anel ou ring clasp 
 
 
 
 
 
 
 -dois apoios pois ele está sozinho 
-braço de oposição e retenção 
-abraça o dente em quase sua totalidade 
-indicações: 
 -molares posteriores á área edêntula (classe III de Kennedy ou suas 
 modificações) 
 -pré-molares ou molares isolados entre dois espaços protéticos 
 dentossuportados 
-contraindicação: 
 -fator estético, recobrimento excessivo da coroa pois há dois apoios oclusais 
 -coroas curtas 
-quanto menos metal menos conforto 
 
-grampo meio a meio 
-dois apoios, dois braços 
-dois braços de retenção, ambos atravessam o equador 
protético 
-indicações: 
 -pré molares e molares em posição normal e localizados 
 entre dois espaços protéticos intercalados 
 -próteses dentossuportadas 
-grampo em azol 
-indicações: 
 -localização da área de retenção adjacente ao espaço protético 
 -pré-molares e molares em próteses dentossuportadas ou segmento 
 intercalar dentossuportado em posição normal no arco 
-contraindicações: 
 -estética, especialmente em dentes volumosos 
 -dentes com comprometimento periodontal  flexibilidade limitada ao 
 grampo 
-pode dificultar a higiene em relação a língua e saliva 
 
Vitória Silva 
-grampo de ação posterior 
-indicações: 
-área de maior retenção localizada por mesiovestibular do dente 
principal de suporte (Classe I ou II de Kennedy) 
-linha equatorial protética alta por distal 
-próteses dentomucossuportadas 
-braço de oposição da a volta em torno do dente e vira braço de 
retenção 
-braço longo, mais flexível 
 
-boa distribuição de cargas 
-em áreas com comprometimento periodontal é o grampo indicado pois não passa pela cervical 
-grampos circunferenciais onde a ppr pode interferir na saúde periodontal 
-apoio pode estar em mesial ou distal 
- em próteses dentomucossuportadas onde estiver o retentor direto, o apoio é na mesial do dente 
-não é um grampo estético 
 
-grampo gêmeo ou circunferencial duplo 
-indicações: 
 -dentes secundários de suporte, retenção indireta de próteses 
 classe II e III, sem modificações e classe IV 
-vantagens: 
 -resistência 
 -soma de retenções de dois dentes adjacentes 
-dificuldades: 
 -preparo dos descansos oclusais e passagem de vestibular para 
 lingual ou palatino 
-poucos dentes remanescentes 
-associação de dois dentes adjacentes no mesmo grampo 
-porções distantes de próteses dentomucossuportadas 
-apoios oclusais juntos necessita de um desgaste maior 
-pode ser unido pelos apoios ou braços de oposição 
 
Vitória Silva 
-grampo contínuo de Kennedy ou barra dentária anterior 
-indicações: 
 -retenção indireta nos casos de classe I de Kennedy 
 -estabilização e ferulização dos dentes anteriores 
-contraindicações: 
 -dentes com diastemas (estética) 
 -em maxila, sobremordida profunda 
-dentes curtos 
-barra estabilizando os dentes e a prótese 
-classe II não é tão utilizado 
 
-grampo mesiodistolingual ou MDL ou semicircunferencial e MDL modificado 
-indicações: 
 -estética 
 -dentes anteriores adjacentes ao espaço protético 
 -retentores diretos em próteses dentossuportadas 
-dentes anteriores, canino a canino 
-não é retentor direto em próteses com extremidade livres 
-próteses dentossuportadas e porções de próteses dentomucossuportadas 
-retenção por proximal, não há retenção por vestibular 
-quando há dentes anteriores entre dois espaços desdentados, as duas proximais livres recebem 
dois braços de retenção, e o apoio funciona como braço de retenção 
-quando há apenas uma proximal livre, o grampo perde um dos braços e ai é o MDL modificado 
 
-grampo múltiplo ou férula 
-indicações 
-poucos dentes remanescentes 
-comprometimento periodontal 
-abraçamento de todos os dentes 
-dentes podem estar unidos pelos braços de oposição ou apoios 
-não é geminado, pois há mais de dois dentes 
-se há comprometimento periodontal e poucos dentes perdidos utiliza-
se esse 
 
 
 
Vitória Silva 
-grampo combinado 
-grampo circunferencial com braço de retenção em fio trefilado 
-metal diferente da estrutura metálica diferente 
-quando o dente suporte tem uma mobilidade grau II, mais flexível 
-gera um grampo de retenção mais flexível 
-sobrecarrega menos o dente pilar 
-indicação: 
 -retentor direto em classes I e II 
 -dente pilar debilitado 
 
-vantagens sobre o circunferencial simples: 
 -braço de retenção com flexibilidade multidirecional 
 -estética 
 -facilmente reajustado 
-desvantagens 
 -maior facilidade de deformação pelo paciente 
 -aumenta passos á técnica convencional de construção da prótese 
 -menos estabilidade expõe rebordos a maior grau de força lateral 
 
Grampos a barra ou por ação de ponta (TULIC) 
-grampos a barra 
-indicação condicionada a: 
 -altura da linha mucogengival 
 -profundidade do vestíbulo 
 -presença de gengiva inserida 
 -interferências de bridas 
 -excessiva inclinação do suporte para lingual 
 -retenção acentuada 
-indicação sempre condicionada ao periodonto 
-conector melhor para pelo periodonto 
-em grampos de ação de ponta não é possível fazer a inversão dos braços 
 
-grampos T 
-indicações: 
 -próteses dentossuportadas ou dentomucossuportadas 
 -dois pontos de retenção por vestibular, cada ponto com 0,25mm 
 -grampos mais retentivos em ação de ponta 
 -bastante estético na mandíbula 
Vitória Silva 
-todos os dentes, como consequência da localização da área maior de retenção 
 
-grampo U 
-indicação: 
 -molares e pré-molares inferiores, com coroa curta e áreas retentivas por mesio e 
 distovestibular 
 -de pouco interesse clínico 
-mais retentivo que o grampo T 
-dois pontos de retenção 
 
 
-grampo L 
-indicação: 
 -caninos, pré e molares inferiores, próteses dentomucossuportadas 
 -mais capaz de se deformar elasticamente 
 -menos retentivo que o grampo em T 
 
-grampo I 
-o mais estético dos retentores extracoronários 
-pouco flexível 
-indicação: 
 -dentes anteriores, adjacentes ao espaço protético 
-vantagens: 
 -mínimo contato dental 
 -adequada retenção em mínima área de contato 
 -máximo estímulo natural na gengiva 
-conector menos mais curto que o grampo em L 
-dentossuportadas ou dentomucossuportadas tanto na maxila como na mandíbula 
 
-desvantagens e contraindicações: 
 -o conector deve estar de 2,5 a 3mm da gengiva livre, o que nem sempre é conseguido 
 -em recessão gengival, o conector pode irritar a gengiva 
 -em dentes que apresentam linguoversão muito acentuada, e ausência de área retentiva por 
 vestibular 
 -existência de ângulo morto excessivo por vestibular, que deixaria o braço do grampo muito 
 distante da gengiva 
 
-grampo C 
-indicação: 
Vitória Silva 
 -pré e molaresinferior, quando a área de retenção se localizar adjacente ao espaço 
 protético 
 -prótese dentossuportada ou segmento intercalar dentossuportado 
-contraindicação: 
 -retentor direto de prótese classe I e II de Kennedy 
 -dentomucossuportada 
-pode ser substituído por um grampo circunferencial 
 
-grampo em 7 ou S 
-modificação do grampo em T 
-depende da localização da área de retenção 
-área de retenção em apenas um lado 
-desenhado para alcançar uma área de retenção longe da margem gengival 
-indicado em casos de acidentes anatômicos, como bossas alveolares proeminentes, pequenas 
exostoses ósseas externas que contraindiquem o grampo em T 
 
-grampo RPI 
-rest: apoio oclusal 
-proximal plate: placa proximal 
-grampo a barra I 
-dentomucossuportadas, principal na literatura internacional 
-não tem braço de oposição 
-sobrecarga menor em dentes com extremidade livre distal 
-indicação: 
 -retentores de próteses de extremidade livres 
-vantagens: 
 -menor torque sobre o dente principal de suporte 
 -estética superior 
 -o apoio na mesial atua como fulcro de rotação e exerce uma força mesial, ao invés de um 
 deslocamento para distal 
 -a placa proximal permite o movimento de extremidade livre da prótese, para a fibromucosa, 
 sem causar torque no dente suporte 
 
Apoios e preparos específicos de boca 
-o plano de tto de um paciente que receberá uma PPR somente pode ser concluído após uma 
avaliação diagnóstica completa 
-exame clínico adequado + exames radiográficos de boa qualidade preparo bucal: reparar, 
alterar ou proteger os elementos dentais remanescentes 
-diagnóstico completo, todas as condições bucais 
Vitória Silva 
-dentes suporte precisa de exame radiográfico 
-o tratamento com uma PPR sempre vai ser a última etapa 
-preparo gerais: restabelecer as condições de saúde dos dentes remanentes e tecidos conexos 
 -realizado antes 
-preparos específicos: intervenções destinadas a melhorar condições biomecânicas dos dentes 
suportes 
 
Preparos gerais 
-preparos gerais devem ser realizados antes dos preparos específicos 
-necessário aguardar o tempo adequado de cicatrização e cura dos procedimentos 
-eliminar qualquer condição que possa ser prejudicial ao sucesso da PPR 
-alívio da dor e infecção 
 -prioridade 
 -procedimentos endodônticos, cirúrgicos, lesão cariosas e procedimentos periodontais 
 -restos radiculares 
 
-preparo cirúrgico 
 -exodontias 
 -remoção de raízes residuais 
 -extração de dentes impactados 
 -cistos e tumores odontogênicos 
 -exostoses e tórus 
 -tecido hiperplásico 
 -reposicionamento de inserções musculares e freios 
 -espículas ósseas 
 -lesões de mucosa 
 -instalação de implantes 
 
-tratamento periodontal 
 -remoção de placa bacteriana e cálculo 
 -procedimento efetivo antes da moldagem para modelo de estudo se o cálculo interfere no 
 formato do dente 
 -saúde do tecido periodontal 
-tratamento endodôntico 
 -ideal são dentes vitais que respondam a estímulos externos 
 -avaliar dentes com canal já obturados 
 -evitar usar como dente suportes aqueles que apresentem trepanações ou reabsorções 
 periapicais 
 
Vitória Silva 
-dentística restauradora 
 -remoção de tecido cariado 
 -estética 
 -dentes remanescentes-preparos obedecendo requisitos do material restaurador utilizado 
 
-tto ortodôntico 
 -dentes extruídos 
 -molares inclinados para espaço protético 
 -dentes com giroversão lingual ou vestibular 
 -migração de dentes anteriores 
 
-após o preparo geral da boca e o tempo adequado de cicatrização, os arcos devem ser moldados, 
montados em ASA e delineados para execução dos preparos específicos 
 -são montados no articulador: casos com extrusão de dente, dúvida em relação á espaço 
 
Preparos específicos 
-propiciar aos dentes suportes melhores condições biomecânicas 
-incidências de cargas ao longo do eixo dos dentes suportes 
-harmonizar as forças geradas pelo compor e braço do grampo no momento de inserção e retirada 
da PPR 
 -braço de oposição e retenção 
 
-nivelamento oclusal 
 -modelos montados em ASA 
 -desgaste da superfície oclusal dos dentes extruídos 
 -possível necessidade de endodontia e instalação de pf 
 
-preparo dos planos-guia 
-duas ou mais superfícies verticalmente paralelas dos dentes pilares, orientadas de modo a 
direcionar a trajetória de inserção e remoção da PPR 
-desgaste em esmalte dentário (confinado) 
-função: estabelecer uma única via de inserção e remoção da prótese, assegurar o correto 
desempenho dos componentes de reciprocidade, estabilização e retenção 
-eliminar áreas grosseiras de apreensão de alimentos entre os dentes suportes e a PPR 
-confecção do casquete de transferência: uma das formas de se transferir o desgaste no modelo 
para a boca 
 
-adequação da linha equatorial por palatina (adequação axial da coroa) 
 - braço de oposição do grampo deve ter seu limite mais cervical coincidente com o limite do 
 terço médio e gengival da face lingual/palatina 
Vitória Silva 
 -adequação na superfície dentária 
 -os braços devem se tocar juntos, oposição e retenção 
 -tirar um pouco de convexidade do dente 
 
-adequação da linha equatorial ao braço de retenção (adequação do contorno axial da coroa) 
 -ponta ativa do grampo deve ficar abaixo da linha equatorial protética, para efetivar a 
 retenção 
 -calibragem pode impor a necessidade de algum desgaste quando a retenção for excessiva 
 ou acréscimo de resina quando não possuir área de retenção 
 -retenção excessiva também é ruim, muita força pode quebrar o dente 
 
-preparo dos descansos oclusais, incisais e cíngulo 
 -preparo dos descansos oclusais, incisais e cíngulo 
 -descanso/nicho: preparo no dente suporte 
 -apoio: parte da armação metálica 
 -forma do descanso forma do apoio 
 -descanso oclusal, lingual/palatino e incisal 
 -funções do apoio: impedir o deslocamento oclusogengival e auxiliar na distribuição de 
 forças, garantir correta relação entre a ponta ativa do grampo e a superfície do dente 
 suporte, manter a relação oclusal, estabilidade, retenção, proteção dos tecidos moles 
 
Descanso oclusal 
-côncavo e ângulos internos e externos arredondados-higienização 
-aplicação direta sobre dente ou restaurações (notar risco de fratura do material caso o volume 
seja inadequado) 
-precisa ser excursivo, para a prótese entrar e sair 
- em molares, a distância mesioclusal de cerca de ¼ da distância mesio-distal e 1/3 da vestíbulo-
lingual 
-em pré molares o tamanho vai ser 1/3 da distância vestibulolingual e da mesiodistal 
-realizado em molares e pré-molares 
-em aplicações diretas sobre a restauração no notar o tamanho de material para evitar a fratura 
-redução de 1 a 1,5mm para que ao receber as forças oclusais elas sejam direcionadas no sentido 
axial do dente suporte 
-brocas troncocônicas de pontas arredondadas 
 -2131 para molares e 2130 para pré 
-brocas esféricas (1014 ou 1016) 
 -se realizar com ponta esférica, entrar na cavidade em profundidade e em altura e na 
 hora de retirar a broca retirar pra cima 
-na utilização de descanso oclusal precisa-se verificar a oclusão do paciente 
-o preparo deve ser feito para permitir a passagem dos braços de retenção e oposição sem 
interferência oclusal 
Vitória Silva 
-nunca pode se romper o ponto de contato 
 
Descanso lingual ou palatino 
-aplicado a dentes anteriores 
-a sua indicação depende do grau de inclinação da face lingual e oclusão 
-pode ser realizado um desgaste dentário quanto a inserção por resina composta 
-desgaste normalmente confinado ao canino maxilar 
-pode-se confeccionar o descanso na face lingual/palatina com resina composta quando o dente 
não possuir cíngulo proeminente 
-ponta diamantada troncocônica (1036) 
-em caninos inferiores, normalmente utiliza-se resina composta para evitar o desgaste 
 
Descanso incisal 
-contraindicado quando não se pode desgastar cíngulo 
-estética prejudicada 
-pouco utilizadopor razões estéticas 
 
-independente do tipo de nicho, deve-se realizar o polimento do esmalte e aplicação de flúor 
 
Localização dos apoios 
-em próteses dentossuportadas: o apoio vai ser realizado adjacente ao espaço protético 
-em próteses dentomucossuportadas: apoio distante do espaço protético, se tiver na distal o apoio 
é realizado na mesial 
-se o apoio fosse realizado adjacente ao espaço protético, ao mastigar incidiriam forças pra baixo 
e o apoio colocaria forças pra cima, gerando um incidência de forças sobre o dente que poderia 
causar reabsorção óssea 
-grampo torna-se ativo, recebendo forças que não deveria e quando se precisa que ele entre em 
ação ele torna-se passivo 
-esforços anormais sobre as fibras periodontais e tecido ósseo 
-aumento da mobilidade e dor 
-bolsa periodontal 
-reabsorção óssea 
-abcessos periodontal 
-extração dentária 
 
 
-fulcro é o ponto de apoio. 
-se o fulcro está no meio potência e resistência trabalham em sentido opostos 
-se estão atras no fulcro trabalham no mesmo sentido 
Vitória Silva 
-quando o apoio é realizado do lado aposto a área edêntula, as forças coincidem para o mesmo 
local, distribuindo melhor e não causando forças opostas no dente suporte 
 
 
 
 
 
 
 
-grampo vai ser passivo na mastigação 
-em forças que vão tentar tirar a prótese o grampo torna-se ativo 
 
-em classes IV extensas, o descanso será distante do espaço protético 
 -braço de potência fica maior que o braço de resistência 
 -linha de fulcro sempre passa pelo últimos apoios vizinhos ao espaço edêntulo 
 
 
 
 
 
 
 
 
-apoios distantes do extremo livre 
-grampo de ação de ponta, ação retentiva maior 
 
Retenção direta 
-retenção realizada ao lado do espaço protético sobre os dentes principais de suporte 
-grampos e/ou encaixes são considerados retentores diretos 
-todo retentor direto está diretamente relacionado com o espaço protético 
 
Retentores indiretos 
-retenção realizada a distância do espaço protético 
-relação com os elementos da retenção indireta se dá através dos conectores menores e das 
barras/conectores maiores 
-resistência a rotação quando aplicadas forças que tendem a tracionar a prótese (alimentos 
pegajosos) sobre a PPR 
-a retenção indireta pode ser efetivada de duas maneiras 
 -passiva: objetivo de neutralizar apenas tendencias de rotação 
Vitória Silva 
 -ativa: além de estabilização, também elementos que mantenham a prótese em seu lugar de 
 assentamento (grampos/encaixes) 
-podem ser retentores indiretos: apoios, grampos/encaixes, barra contínua de Kennedy, placa 
lingual, conectores menores (fricção por contato) 
-prótese com extremidade livre- Classe I, II e IV (extensas) com tendencia a rotação 
-casos que necessitem retenção a distância 
-a retenção indireta é definida a partir de uma linha perpendicular a linha de fulcro 
 -evitando cargas nos incisivos superiores (carga pode gerar migração) 
 
PPRs dentomucossuportadas 
-próteses dentomucossuportadas são próteses que apresentam extremidade livre 
-alavanca posterior: 
 -extremidade livre bilateral – Classe I 
 -extremidade livre unilateral- classe II 
-alavanca anterior- classe IV 
-os casos dentomucossuportadas apresentam alto grau de complexidade, que decorre da 
obrigatória participação destas duas vias de suporte na sua sustentação 
-a diferença de resiliência entre as duas estruturas de suporte das próteses, de cerca de 13x 
interfere na biomecânica da prótese 
-a porção da prótese que estiver apoiada em mucosa, tende a tracionar os dentes suportes, 
quando forças a direcionam em movimentos de afastamento ou de aproximação em relação ao 
suporte tecidual 
-quanto mais flácida a fibromucosa, maior será a diferença de resiliência entre as estruturas de 
suporte e pior será o prognóstico da reabilitação 
-dentes fazem um movimento de cerca de 0,1mm do alvéolo 
-fibromucosa possui uma resiliência em torno de 1,3mm 
-grampos que permitam uma certa movimentação 
 
Retenção direta 
-retentores diretos extracoronários (dentes suportes) 
 -grampos de retenção 
 -os dentes suportes que estiverem junto aos espaços edêntulos devem, obrigatoriamente, 
 receber grampos de retenção direta 
 -em casos de extremidade livre ou possível formação de alavanca inferior, a formação de 
 alavancas é previsível e indesejada 
Retenção indireta 
-é a resistência ao movimento rotacional da aplicação de forças de retenção (alimentos pegajosos) 
sobre a sela da prótese 
-impede a rotação da prótese, evitando a perda da trajetória de inserção selecionada 
-necessária para impedir a movimentação da prótese na linha de fulcro (que passa pelos dentes 
suportes principais) 
Vitória Silva 
-linha perpendicular ao fulcro do movimento 
Afastamento dos tecidos 
-quando alimentos pegajosos são mastigados pelo paciente, usuário de prótese 
dentomucossuportada, a prótese tende a ser deslocada de seu suporte mucoso 
-esse movimento acontece em torno de uma linha de fulcro que liga os dentes suportes 
-a colocação de uma retenção indireta, a distância da linha de fulcro, impede a movimentação de 
afastamento dos tecidos 
 
 
 
Retentores indiretos 
-apoios oclusais, incisais e de cíngulo 
-encaixes de precisão e semi-precisão 
-planos guias 
-barra contínua de Kennedy 
-conectores menores 
-conectores maiores maxilares 
 
Aproximação dos tecidos 
-a carga é transmitida simultaneamente para os dentes suportes e para a fibromucosa 
-quanto mais flácida for a fibromucosa, maior será o efeito da alavanca e maior torque nos dentes 
 -em rebordos pouco absorvidos 
 -fibromucosa densa e firmemente aderida menor movimento de aproximação da sela aos 
 tecidos 
 -melhor suporte 
-em rebordos muito reabsorvidos 
 -fibromucosa flácida e muito resiliente maior movimento de aproximação da sela aos 
 tecidos 
 -pior suporte 
 
-o recobrimento da área chapeável deve respeitar os limites estabelecidos pela movimentação 
muscular e limite entre palato duro e palato mole 
-o rebordo desdentado deve ser recoberto tendo a delimitação semelhante ao que acontece nas 
reabilitações com próteses totais 
-maior recobrimento do rebordo residual e maior número de dentes suportes maior distribuição 
de cargas menor carga por unidade de área 
 
-a reabilitação com PPRs de extremidade livre deve contar com a participação de meios de 
retenção, como a adesão, coesão, pressão atmosférica e tensão superficial, para que esses fatores 
tenham efeito, deve existir contato íntimo entre a fibromucosa de suporte e a base protética 
-melhor adaptação da base acrílica ao rebordo menor espaço entre a base e a fibromucosa 
menor deslocamento da sela em direção ao rebordo 
Vitória Silva 
 
-alimentos mais consistentes tendem a ser direcionados para trituração pelos dentes posteriores, 
que possuem maior força, em função da sua localização mais próxima as articulações 
temporomandibulares e formato ergonômico 
-a supressão dos segundos molares reduz a força gerada para aquela região, reduzindo a 
possibilidade de movimentação da prótese 
-quando pensamos em redução da força por área, devemos priorizar a redução da mesa oclusal, 
utilizando dentes menores do que os dentes naturais nas regiões de extremidade livres 
-a supressão de um dente artificial não está associada a redução da extensão da base protética 
-a extensão da base continua a maior possível, dentro dos limites estabelecidos para a área 
chapeável 
-montagem dos dentes artificiais até 1º molar (os antagonistas para 2º e 3º molares devem estar 
ausentes) menor braço de alavanca fornecido pela extensão distal da PPR menor deslocamento 
da base acrílica em direção ao rebordo 
Alavanca de 1º gênero 
- a transmissão dos esforços é feita tanto para o dente pilar como para o rebordo alveolar 
-a localização do apoio oclusal no dente de suporte principal, neste tipo de prótese baseia-se no 
sistema de alavanca 
 -alavancas de primeiro gênero, no qual resistênciae potência caminham em sentidos 
 contrários 
-apoio oclusal na distal do dente pilar, vizinho a extremidade livre, forma uma alavanca de 1º 
gênero (indesejável) 
-para PPR, pense na resistencia como 
sendo o braço de retenção do 
grampo, o poio é o apoio da prótese e 
a potencia é a força da mastigação e 
tentativas de desalojamento da 
prótese 
 
 
 
 
 
Alavanca do 2º gênero 
-apoio oclusal na mesial do dente pilar vizinho a extremidade livre, forma-se uma alavanca do 2º 
gênero 
-em próteses de extremidade livre distal, quanto mais pra mesial estiver o apoio, melhor 
-resistência e potência caminham no mesmo sentido 
 
Fatores estabilizadores 
-partes rígidas dos grampos sobre a estrutura dentária: apoios, conectores menores, braços de 
reciprocidade e conectores maiores mantenham contato com os dentes 
-contato da prótese com a fibromucosa 
-oclusão equilibrada, com cargas direcionadas para a crista do rebordo residual 
 
Vitória Silva 
Estabilidade na PPRs de extremidade livre depende 
-número, distribuição e qualidade de implantação óssea dos dentes remanescentes 
-grau de resiliência da fibromucosa 
-quantidade e tipo de rebordo alveolar 
-relacionamento dos dentes artificiais e da sela com a musculatura paraprotética 
-relacionamento interoclusal obtido 
 
 
 
Técnicas de moldagem funcional 
-moldeira individual 
-rupuano 
-modelo alterado 
-boca fechada 
-mista (dupla) 
-o princípio da moldagem funcional é um intento de solucionar o problema do suporte misto, 
registrando o suporte mucoso em sua forma funcional, em um lugar da forma de descanso ou 
anatômica e de estabelecer, de forma precisa, os limites funcionais exatos da prótese 
 
Reembasamentos 
-a reabsorção óssea é inevitável, devido as cargas mastigatórias e o processo fisiológico de 
remodelação, e o Reembasamento destas próteses protege os dentes suportes contra alterações 
patológicas da ATM 
-o reembasamento em próteses de extremidade livres deve ser realizado quando ocorre a perda do 
contato oclusal e do tecido de sustentação, causando alterações na oclusão e estabilização da 
prótese 
 
Antagonista 
-presença de dentes naturais, PPR, PPR ou PTR podem alterar o planejamento do caso em diversos 
fatores, como o desenho da armação metálica, número de dentes suportes, número e material de 
dentes artificiais, ajuste oclusal... 
Fatores que auxiliam na redução do problema de duplo suporte 
-redução da carga vertical: supressão do 2º molar 
-distribuição ampla das cargas: maior extensão da base em relação ao rebordo residual 
-realização da moldagem funcional 
-mesialização dos apoios 
-estabelecimento do equilíbrio oclusal 
-utilização do sistema RPI, pelo menor torque aos dentes suportes 
Vitória Silva 
Moldagem em PPR 
-moldagem para obtenção do nosso modelo de estudo, que vai servir para delineamento 
-moldagem para obtenção do modelo de trabalho, confeccionada para estrutura metálica 
 
Moldagem para obtenção do modelo de estudo 
-aguardar o tempo de cicatrização dos tecidos 
-qualquer modificação que não aguarde a cicatrização pode interferir 
-realizada com alginato 
 -hidrocolóide irreversível 
 -fácil manipulação 
 -moldeiras podem ser individualizadas na porção periférica 
 -manipulação do material de acordo com a recomendação do fabricante 
 -inserção na moleira 
 -realizar a moldagem 
-realizada com moldeira de estoque 
-se coloca o primeiro água e depois o pó, quando vier com a segunda medida do pó, a s primeira 
medida já absorveu muita água 
Preparos gerais modelo de estudo montagem em ASA planejamento e delineamento 
preparos específicos modelo de trabalho 
 
-alguns casos pode-se usar silicona 
 -em casos de bochechas muito grandes, por exemplo 
 
Dentossuportadas 
-após o preparo da boca, requer apenas uma moldagem para obtenção do modelo de trabalho, no 
qual serão desenvolvidas as confecções da PPR 
 -sustentação da PPR é através dos dentes suportes 
 -relação passiva da PPR com fibromucosa 
 -estrutura metálica, dentes e Acrilização 
 -não tem uma relação ativa com a fibromucosa sendo passiva 
 -não há necessidade de moldagem funcional pois o papel da fibromucosa é mínimo 
-moldagem pode ser realizada com qualquer material elástico (hidrocolóide irreversível e 
elastômeros) 
-elastômeros: silicone de adição e condensação 
 -ótimo escoamento 
 -boa estabilidade dimensional 
 -dificilmente permitem aderência de outro material à dificuldade de correções no molde 
 -alto custo 
Vitória Silva 
 
moldeira individual 
-casos em que a moldeira fica pequena na boca dele 
-alívio geral, cera no modelo e resina acrílica 
 
Dentomucossuportadas 
-a simples captação da fibromucosa no estado de repouso não será suficiente para prover uma 
sustentação adequada para a PPR, necessitando moldar em seu estado funcional, sob compressão. 
Além disso, tem como objetivo delimitar o correto limite do suporte fibromucoso 
-delimitar o suporte fibromucoso, até onde a prótese vai 
-moldar a fibromucosa como se estivéssemos mastigando 
-a compressão da fibromucosa até seu estado funcional será efetivada pela densidade do material 
de moldagem e pelo seu confinamento, pelo fecho periférico moldado anteriormente 
-o próprio material faz pressão na fibromucosa, não precisar colocar força 
-fecho periférico: parte na pontinha do rebordo residual 
 -godiva/silicone de condensação 
-pasta zincoenólica em moldagem funcional 
 
técnica de moldagem corretiva ou funcional 
técnica da moldagem dupla 
-1 – obtém-se um modelo com material elástico e moldeira de estoque (modelo de estudo) 
-2- confecciona-se uma moldeira individual com alívio de 1mm, recobrindo apenas a fibromucosa 
-3- molda-se a fibromucosa com material rígido ou elástico, sob compressão 
-4- colocando o molde obtido em posição, captura-se tudo (espaços dentados e desdentados) com 
outra moldagem (moldeira de estoque) 
-material utilizado para moldagem da extremidade livre: pasta zinco enólica, poliéter, pasta fluida 
do silicone de condensação e pasta fluida do silicone de adição 
 
-pasta a base de zinco e eugenol 
-ótimo escoamento 
-boa estabilidade dimensional 
-rigidez após a presa (característica anelástica)-simula a rigidez da prótese 
-permite reembasamento 
-baixo custo 
-não deve ser utilizado em rebordos muito retentivos 
-dificuldade na limpeza dos instrumentais 
 
-poliéter 
-ótimo escoamento 
-boa estabilidade dimensional 
Vitória Silva 
-dificilmente permitem aderência de outro material quando se precisa de possíveis correções no 
molde 
-alto custo 
-precisa de adesivo entre moldeira e material 
 
Técnica do modelo alterado/seccionado 
-1-obtem-se um modelo com material elástico e moldeira de estoque 
-2- confecciona-se a estrutura metálica sobre este modelo 
-3- prova-se a estrutura metálica 
-4- confecciona-se uma moldeira individual nas regiões de extremidade livre sobre a estrutura 
metálica 
 
-5-molda-se as extremidades livres 
-6- recorta-se o modelo inicial nas extremidades livres 
-7- posiciona-se a estrutura metálica com o molde funcional e vaza-se o novo gesso 
 
 
Tecnica de moldagem funcional com a boca fechada 
-1-obtem-se um modelo com material elástico e moldeira de estoque 
-2- confecciona-se a estrutura metálica sobre este modelo 
-3- prova-se a estrutura metálica 
-4- confecciona-se uma moldeira individual nas regiões de extremidade livre sobre a estrutura 
metálica 
Vitória Silva 
-5- confecciona-se os planos de cera e registra-se a dimensão vertical e relação central (montagem 
em ASA) 
-6-monta-se os dentes artificiais 
-7- realiza-se a prova estética e funcional 
-8- realiza-se o ajuste oclusal 
-9- molda-se as extremidades livres com o paciente em oclusão 
 
Tecnica da moldeira individual 
-modelo de estudo, delineamento e moldeira inidividual 
-moldeira individual moldagem de borda 
 
Tecnica de rapuano 
-em cima do modelo de estudo faz uma moldeira individual-com a parte dentada aberta, na região inicsal 
-vai colocando o alginato pelo buraquinho 
 
PPRs a encaixes 
-PPR associada a uma coroa de PPF 
-podendo ser sobre implante ou dente 
-sistema de encaixe: macho e fêmea 
-retenção e estabilidade com sistema 
-melhora da estética, pois não existem retentores diretos (grampos) 
-não tem a parte vestibular do retentor direto 
-encaixe funciona como retentor direto 
-constituído por duas partes: fêmea (geralmente contido dentro do contorno da coroa do dente 
suporte) e macho (unido ao pôntico ou estrutura metálica 
-dois componentes se justapõe de maneira que a separação é dificultada pelo atrito gerado na 
interface de suas paredes 
-a associação de PPF a PPR através de encaixes extracoronários confere uma alternativa de 
tratamento vantajosa sob os pontos de vista biológico, estético e biomecânico, uma vez que reúne 
os principais aspectos de ambos os tipos de reabilitação protética 
-planejamento para evitar lesões aos tecidos moles e a impactação alimentar 
-distância mínima interoclusal de 4mm 
-pode ser extra ou intracoronário 
-encaixe intracoronário pode se fazer necessário o tto endodôntico 
-classificação pela sua confecção: 
 -precisão: pré-fabricados, com mínima separação quando em função, geralmente metal com 
 metal 
Vitória Silva 
 -semi-precisão: confeccionados pelo protético, em cera, plástico, resina e depois fundido, 
 tolerância menos precisa 
-classificação pela sua movimentação: 
 -rígido: não possuem liberdade de movimento, mais utilizado em classe III 
 -resiliente: permitem certa liberdade de movimento, sendo indicado em classe I, II e IV com 
 larga extensão 
-classificação pela sua localização: 
 -intracoronário: incorporados no próprio contorno da coroa do dente, força direcionada ao 
 longo eixo do dente 
 -extracoronários: localizados na parte externa do contorno da coroa 
-normalmente se utiliza mais o extracoronários 
-capacidade do laboratório e do cirurgião dentista 
-habilidade do paciente em tirar e colocar a prótese 
 -pacientes muito idosos não conseguem encaixar os componentes de maneira correta 
-própria PPF é um retentor indireto ou a fibromucosa 
-depende do caso a retenção indireta 
-borracha dá mais resiliência em caso de extremidades livres 
 
Vários tipos de encaixes no mercado: 
-sistema ERA 
-Vertix 
-Dlabo 
-Ceka dinâmico 
-Octolink 
 
Associação de PPR com Implantodontia 
-instalação com associação a PPREl 
-vantagens: mínima reabsorção óssea abaixo da base, promove retenção adicional á PPR, reduz o 
estresse do dente suporte e promove conforto 
-os implantes podem garantir apenas suporte ou suporte e retenção 
-suporte sobre cicatrizador: parafusado sobre o implante e fica pra fora, a prótese encaixa por fora 
 -impede apenas a mobilidade da prótese 
-sistema de retenção: magneto e O’ring/ERA 
 -magento: dois imas que se justapõe 
 -ERA: fibromucosa possui influencia quase nula 
-vantagens da associação de implantes e PPRs 
-previne a reabsorção óssea abaixo da base de resina 
-retenção adicional 
Vitória Silva 
-reduz o estresse no dente suporte 
-conforto 
-aumento da força mastigatória 
 
-após a conversão da PPR convencional para a PPR associada com implante em pacientes classe I 
mandibular, houve aumento da satisfação do paciente e melhora na função mastigatória 
 -implante na região mais posterior 
-higienização para evitar doença periodontal e periimplantar 
 
Instalação e ajuste nas PPRs 
-nossa PPRF finalizada deve ter seguido todo o planejamento 
-realizado as etapas de confecção criteriosamente 
-instalação da PPR não deve ser uma consulta rápida 
-profissional deve dar atenção a procedimentos de instalação 
-ajuste oclusal 
-ajuste da base 
-orientações ao paciente 
-sucesso: considerações técnicas, orientações ao paciente e controle 
-o paciente não pode deixar o hipoclorito de sódio em contato com o metal pois gera uma corrosão 
 
Inspeção da prótese 
-inspeção visual e tátil externa e interna 
-metal e resina acrílica 
-áreas retentivas 
-pontas 
-saliências 
-polimento 
-espessura 
-limpeza e descontaminação da PPR com Clorexidina 2 a 4% por 5 min 
 
Ajuste da base e armação metálica da prótese 
-reanalisar tudo na prova de estrutura metálica 
-pode ser utilizado spray de carbono ou pasta branca de óxido de zinco eugenólica 
-quando existe acrilização pode cobrir o braço de retenção de ação de ponta 
 -evitando o assentamento 
-reduzir incidência de lesões 
-melhor adaptação a prótese 
Vitória Silva 
-estabilidade da prótese 
-observar áreas de compressão 
-aplicar uma fina camada da pasta Lysanda no interior da base protética levar na boca do 
paciente e pedir para ele ocluir firmemente sobre roletes de algodão dentista pode aplicar uma 
pressão em direção aos tecidos 
-roletinhos mais durinhos 
-ajustar com a maxcut áreas de compressão excessiva 
 
Ajuste oclusal 
-verificar interferências oclusais da estrutura metálica 
-esse ajuste já foi realizado previamente, na prova da estrutura metálica, mas devemos avaliar 
novamente possíveis interferências 
-poucos ajuste se os preparos orais e o desenho da armação seguirem um plano de tratamento 
específico 
-pode interferir pois a estrutura metálica ficou mais espessa que o esperado 
-pouco ajuste se o laboratório seguiu 
-várias condições de acordo com o arco antagonista 
-dentes remanescentes ditam a oclusão nas PPRs 
-dentista deve conseguir contatos planejados na oclusão cêntrica e ausência de interferências na 
excursão lateral 
-oclusão da PPR dentossuportadas deve ser planejada semelhante a oclusão observada na 
dentição natural harmônica 
-modificações na dentição natural pode ser planejada para melhorar possíveis interferências 
oclusais 
-planejamento realizado previamente a confecção da PPR 
-PTRs antagônicas: oclusal bilateral balanceada, realizada para promover estabilidade da PTR 
-contatos simultâneos bilaterais dos dentes posteriores antagonistas devem ocorrer na oclusão 
cêntrica 
 -pressão mais igual possível 
-dentossuportadas ou dentomucossuportadas 
-Classe IV: contato com dentes anteriores antagonistas para prevenir extrusão dos incisivos 
naturais antagonistas 
 -contatos nos dentes anteriores leves (reabsorção da pré-maxila) 
-lateralidade: se o arco antagonista for PT – oclusão bilateral balanceada 
-PPR dentossuportadas: respeitar oclusão existentes (modificações podem ser realizadas na 
dentição existente para eliminar possíveis interferências) 
-PPR dentomucossuportadas: Classe I inferior: contato em lado de trabalho e sem contato em lado 
de balanceio 
 -classe I superior: contato em lado de trabalho e balanceio (compensar, em parte, a posição 
 desfavorável que os dentes superiores devem ocupar em relação ao rebordo, que é 
 geralmente lateral a crista do rebordo) 
-Classe II superior e inferior: somente contatos de trabalho 
Vitória Silva 
-protusão: se houver dentes anteriores naturais e saudáveis, os dentes posteriores não devem 
contactar, salvo em situações que a arcada oposta é PTR 
-em casos de classe IV: contato nos dentes anteriores e um contato em cada lado posterior 
 
Orientações ao paciente 
Colocação e remoção da PPR 
-paciente precisa se sentir seguro ao retirar e colocar a prótese 
-desconforto ou incomodo pelas novas próteses 
-desenvolvimento de possíveis lesões 
-ansiedade do paciente 
-quando temos muito retornos, paciente pode passar de ter satisfação e dificuldade no tratamento 
-dificuldade na fonética, momentânea 
-paciente precisa de higienização oral, manutenção do dente suporte 
-sabonete neutro ou pasta infantil 
-escova macia 
-pastilha efervescente 
-não utilizar hipoclorito de sódio! 
-retornos programados para ajuste de base 
-paciente consciente que o suporte de uma PPR classe I e II de Kennedy pode mudar com o tempo 
-os pacientes susceptíveis a caries ou que tenham tendencias para doença periodontaldevem ser 
examinados mais frequentemente

Mais conteúdos dessa disciplina