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Questões resolvidas

Sobre a questão indígena, nas antigas regiões povoadas desde a colônia, a prioridade dos proprietários agrários no século XIX foi apoderar-se das terras referentes aos aldeamentos. Durante o século XIX, a política indigenista assumiu conotação diferente do período colonial, haja vista a maior preocupação das autoridades e dos colonos com o bem-estar dos povos indígenas. Nas novas regiões em expansão, a exemplo do norte do país, persistiu a utilização provisória do trabalho indígena na extração da borracha, enquanto não era impulsionada a migração de outros trabalhadores para aquela região. O cientificismo dominante no cenário mundial do oitocentos também influiu na maneira de se olhar o índio no Brasil. Se por um lado, questões humanitárias eram colocadas em pauta, por outro lado, as teorias raciais colaboravam para sustentar a idealização dos índios como seres bestiais, animalescos e localizados na infância da espécie humana. A política indigenista do século XIX carregou consigo as disparidades daquela realidade histórica oitocentista: um século que conheceu três regimes políticos; disputas políticas entre oligarquias locais e o poder central; novas áreas de expansão econômica; trabalho escravo e mão de obra imigrante. Segundo Manuela Carneiro Cunha, ``a questão indígena deixou de ser essencialmente uma questão de mão-de-obra para se tornar uma questão de terras´´. Marque a afirmativa INCORRETA:


a) A prioridade dos proprietários agrários no século XIX foi apoderar-se das terras referentes aos aldeamentos.
b) Durante o século XIX, a política indigenista assumiu conotação diferente do período colonial, haja vista a maior preocupação das autoridades e dos colonos com o bem-estar dos povos indígenas.
c) Nas novas regiões em expansão, a exemplo do norte do país, persistiu a utilização provisória do trabalho indígena na extração da borracha, enquanto não era impulsionada a migração de outros trabalhadores para aquela região.
d) O cientificismo dominante no cenário mundial do oitocentos também influiu na maneira de se olhar o índio no Brasil. Se por um lado, questões humanitárias eram colocadas em pauta, por outro lado, as teorias raciais colaboravam para sustentar a idealização dos índios como seres bestiais, animalescos e localizados na infância da espécie humana.
e) A política indigenista do século XIX carregou consigo as disparidades daquela realidade histórica oitocentista: um século que conheceu três regimes políticos; disputas políticas entre oligarquias locais e o poder central; novas áreas de expansão econômica; trabalho escravo e mão de obra imigrante. Segundo Manuela Carneiro Cunha, ``a questão indígena deixou de ser essencialmente uma questão de mão-de-obra para se tornar uma questão de terras´´.

Idealizava-se a imagem do indígena no século XIX: os Tupi-Guarani como extintos ou assimilados na civilização e os Botocudos como selvagens a serem combatidos. Estes destinados também à ciência e aqueles ao projeto nacionalista. Assim como no período colonial, alegava-se que a eficácia da domesticação dos índios no século XIX era mantê-los nos aldeamentos, sob o ´suave jugo da lei´. Ao categorizar os índios entre bravos e domésticos, as ações indigenistas das autoridades não mediram esforços em manter um clima amistoso entre os proprietários agrícolas e as intocadas aldeias. Apesar da elaboração de um projeto político indigenista por José Bonifácio, no qual encontrou forte resistência das oligarquias regionais, a Constituição de 1824 pouco contribuiu para garantir direitos aos povos indígenas. Sobre o indigenismo no século XIX, é INCORRETO afirmar:


a) Idealizava-se a imagem do indígena no século XIX: os Tupi-Guarani como extintos ou assimilados na civilização e os Botocudos como selvagens a serem combatidos. Estes destinados também à ciência e aqueles ao projeto nacionalista.
b) Assim como no período colonial, alegava-se que a eficácia da domesticação dos índios no século XIX era mantê-los nos aldeamentos, sob o ´suave jugo da lei´.
c) Ao categorizar os índios entre bravos e domésticos, as ações indigenistas das autoridades não mediram esforços em manter um clima amistoso entre os proprietários agrícolas e as intocadas aldeias.
d) Apesar da elaboração de um projeto político indigenista por José Bonifácio, no qual encontrou forte resistência das oligarquias regionais, a Constituição de 1824 pouco contribuiu para garantir direitos aos povos indígenas.

Tendo em vista a descentralização do período regencial e o vácuo do governo central sobre as questões indigenistas, a partir de 1834 várias províncias passaram a tomar medidas contra os índios como expedições ofensivas, extinção de vilas e apropriações territoriais, dando prosseguimento à guerra justa do período colonial. Durante o Primeiro Reinado, pouco se fez para integrar os povos indígenas à sociedade nacional. A Constituição do Império, outorgada por D. Pedro I em 1824, foi omissa ao tratamento indígena, permanecendo esses povos na invisibilidade social. No Segundo Reinado, o imperador Dom Pedro II editou uma lei que transformou radicalmente o tratamento em relação aos povos indígenas, se compararmos ao período colonial. Políticas indigenistas implementadas diretamente pelo Estado monárquico para devolver terras confiscadas, garantir direito à vida e à dignidade, bem como reafirmar a autonomia dos povos indígenas em todas as regiões do país. Em 1845, entra em vigor o Regulamento das Missões que mudou pouca coisa em relação à política indigenista colonial, ou seja, dava continuidade ao sistema de aldeamento e a assimilação completa dos indígenas, removendo os povos de suas tribos locais e implodindo culturas e identidades. Sobre a legislação indígena no período monárquico, é INCORRETO afirmar que:


a) Tendo em vista a descentralização do período regencial e o vácuo do governo central sobre as questões indigenistas, a partir de 1834 várias províncias passaram a tomar medidas contra os índios como expedições ofensivas, extinção de vilas e apropriações territoriais, dando prosseguimento à guerra justa do período colonial.
b) Durante o Primeiro Reinado, pouco se fez para integrar os povos indígenas à sociedade nacional. A Constituição do Império, outorgada por D. Pedro I em 1824, foi omissa ao tratamento indígena, permanecendo esses povos na invisibilidade social.
c) No Segundo Reinado, o imperador Dom Pedro II editou uma lei que transformou radicalmente o tratamento em relação aos povos indígenas, se compararmos ao período colonial. Políticas indigenistas implementadas diretamente pelo Estado monárquico para devolver terras confiscadas, garantir direito à vida e à dignidade, bem como reafirmar a autonomia dos povos indígenas em todas as regiões do país.
d) Em 1845, entra em vigor o Regulamento das Missões que mudou pouca coisa em relação à política indigenista colonial, ou seja, dava continuidade ao sistema de aldeamento e a assimilação completa dos indígenas, removendo os povos de suas tribos locais e implodindo culturas e identidades.

Narrativas literárias e produções artísticas estimuladas e financiadas pela monarquia foram algumas das

Sobre o indianismo, marque a afirmativa INCORRETA:


Em 1850, entrou em vigor texto jurídico chamado Lei de Terras que propôs a integral devolução para os povos indígenas, de todas as terras – públicas e privadas – confiscadas, invadidas e anexadas, desde o período colonial.
Se por um lado, a violência física e simbólica contra os povos indígenas persistia no século XIX, por outro lado, utilizava-se da imagem do ´bom selvagem´, do índio pacífico e culturalmente modificado para forjar uma identidade nacional brasileira embasada em um país branco e civilizado.
A política do Império foi altamente agressiva ao anexar territórios indígenas às propriedades não-indígenas, alegando que os índios eram povos intrusos e dispersos em meio à população luso-brasileira.
Da colônia ao império, pouco se alterou na política indigenista, prevalecendo legislações e diretrizes difusas que, ao omitir ou não assegurar direitos dos povos indígenas, contribuíram para que a violência contra eles se acentuasse.

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Questões resolvidas

Sobre a questão indígena, nas antigas regiões povoadas desde a colônia, a prioridade dos proprietários agrários no século XIX foi apoderar-se das terras referentes aos aldeamentos. Durante o século XIX, a política indigenista assumiu conotação diferente do período colonial, haja vista a maior preocupação das autoridades e dos colonos com o bem-estar dos povos indígenas. Nas novas regiões em expansão, a exemplo do norte do país, persistiu a utilização provisória do trabalho indígena na extração da borracha, enquanto não era impulsionada a migração de outros trabalhadores para aquela região. O cientificismo dominante no cenário mundial do oitocentos também influiu na maneira de se olhar o índio no Brasil. Se por um lado, questões humanitárias eram colocadas em pauta, por outro lado, as teorias raciais colaboravam para sustentar a idealização dos índios como seres bestiais, animalescos e localizados na infância da espécie humana. A política indigenista do século XIX carregou consigo as disparidades daquela realidade histórica oitocentista: um século que conheceu três regimes políticos; disputas políticas entre oligarquias locais e o poder central; novas áreas de expansão econômica; trabalho escravo e mão de obra imigrante. Segundo Manuela Carneiro Cunha, ``a questão indígena deixou de ser essencialmente uma questão de mão-de-obra para se tornar uma questão de terras´´. Marque a afirmativa INCORRETA:


a) A prioridade dos proprietários agrários no século XIX foi apoderar-se das terras referentes aos aldeamentos.
b) Durante o século XIX, a política indigenista assumiu conotação diferente do período colonial, haja vista a maior preocupação das autoridades e dos colonos com o bem-estar dos povos indígenas.
c) Nas novas regiões em expansão, a exemplo do norte do país, persistiu a utilização provisória do trabalho indígena na extração da borracha, enquanto não era impulsionada a migração de outros trabalhadores para aquela região.
d) O cientificismo dominante no cenário mundial do oitocentos também influiu na maneira de se olhar o índio no Brasil. Se por um lado, questões humanitárias eram colocadas em pauta, por outro lado, as teorias raciais colaboravam para sustentar a idealização dos índios como seres bestiais, animalescos e localizados na infância da espécie humana.
e) A política indigenista do século XIX carregou consigo as disparidades daquela realidade histórica oitocentista: um século que conheceu três regimes políticos; disputas políticas entre oligarquias locais e o poder central; novas áreas de expansão econômica; trabalho escravo e mão de obra imigrante. Segundo Manuela Carneiro Cunha, ``a questão indígena deixou de ser essencialmente uma questão de mão-de-obra para se tornar uma questão de terras´´.

Idealizava-se a imagem do indígena no século XIX: os Tupi-Guarani como extintos ou assimilados na civilização e os Botocudos como selvagens a serem combatidos. Estes destinados também à ciência e aqueles ao projeto nacionalista. Assim como no período colonial, alegava-se que a eficácia da domesticação dos índios no século XIX era mantê-los nos aldeamentos, sob o ´suave jugo da lei´. Ao categorizar os índios entre bravos e domésticos, as ações indigenistas das autoridades não mediram esforços em manter um clima amistoso entre os proprietários agrícolas e as intocadas aldeias. Apesar da elaboração de um projeto político indigenista por José Bonifácio, no qual encontrou forte resistência das oligarquias regionais, a Constituição de 1824 pouco contribuiu para garantir direitos aos povos indígenas. Sobre o indigenismo no século XIX, é INCORRETO afirmar:


a) Idealizava-se a imagem do indígena no século XIX: os Tupi-Guarani como extintos ou assimilados na civilização e os Botocudos como selvagens a serem combatidos. Estes destinados também à ciência e aqueles ao projeto nacionalista.
b) Assim como no período colonial, alegava-se que a eficácia da domesticação dos índios no século XIX era mantê-los nos aldeamentos, sob o ´suave jugo da lei´.
c) Ao categorizar os índios entre bravos e domésticos, as ações indigenistas das autoridades não mediram esforços em manter um clima amistoso entre os proprietários agrícolas e as intocadas aldeias.
d) Apesar da elaboração de um projeto político indigenista por José Bonifácio, no qual encontrou forte resistência das oligarquias regionais, a Constituição de 1824 pouco contribuiu para garantir direitos aos povos indígenas.

Tendo em vista a descentralização do período regencial e o vácuo do governo central sobre as questões indigenistas, a partir de 1834 várias províncias passaram a tomar medidas contra os índios como expedições ofensivas, extinção de vilas e apropriações territoriais, dando prosseguimento à guerra justa do período colonial. Durante o Primeiro Reinado, pouco se fez para integrar os povos indígenas à sociedade nacional. A Constituição do Império, outorgada por D. Pedro I em 1824, foi omissa ao tratamento indígena, permanecendo esses povos na invisibilidade social. No Segundo Reinado, o imperador Dom Pedro II editou uma lei que transformou radicalmente o tratamento em relação aos povos indígenas, se compararmos ao período colonial. Políticas indigenistas implementadas diretamente pelo Estado monárquico para devolver terras confiscadas, garantir direito à vida e à dignidade, bem como reafirmar a autonomia dos povos indígenas em todas as regiões do país. Em 1845, entra em vigor o Regulamento das Missões que mudou pouca coisa em relação à política indigenista colonial, ou seja, dava continuidade ao sistema de aldeamento e a assimilação completa dos indígenas, removendo os povos de suas tribos locais e implodindo culturas e identidades. Sobre a legislação indígena no período monárquico, é INCORRETO afirmar que:


a) Tendo em vista a descentralização do período regencial e o vácuo do governo central sobre as questões indigenistas, a partir de 1834 várias províncias passaram a tomar medidas contra os índios como expedições ofensivas, extinção de vilas e apropriações territoriais, dando prosseguimento à guerra justa do período colonial.
b) Durante o Primeiro Reinado, pouco se fez para integrar os povos indígenas à sociedade nacional. A Constituição do Império, outorgada por D. Pedro I em 1824, foi omissa ao tratamento indígena, permanecendo esses povos na invisibilidade social.
c) No Segundo Reinado, o imperador Dom Pedro II editou uma lei que transformou radicalmente o tratamento em relação aos povos indígenas, se compararmos ao período colonial. Políticas indigenistas implementadas diretamente pelo Estado monárquico para devolver terras confiscadas, garantir direito à vida e à dignidade, bem como reafirmar a autonomia dos povos indígenas em todas as regiões do país.
d) Em 1845, entra em vigor o Regulamento das Missões que mudou pouca coisa em relação à política indigenista colonial, ou seja, dava continuidade ao sistema de aldeamento e a assimilação completa dos indígenas, removendo os povos de suas tribos locais e implodindo culturas e identidades.

Narrativas literárias e produções artísticas estimuladas e financiadas pela monarquia foram algumas das

Sobre o indianismo, marque a afirmativa INCORRETA:


Em 1850, entrou em vigor texto jurídico chamado Lei de Terras que propôs a integral devolução para os povos indígenas, de todas as terras – públicas e privadas – confiscadas, invadidas e anexadas, desde o período colonial.
Se por um lado, a violência física e simbólica contra os povos indígenas persistia no século XIX, por outro lado, utilizava-se da imagem do ´bom selvagem´, do índio pacífico e culturalmente modificado para forjar uma identidade nacional brasileira embasada em um país branco e civilizado.
A política do Império foi altamente agressiva ao anexar territórios indígenas às propriedades não-indígenas, alegando que os índios eram povos intrusos e dispersos em meio à população luso-brasileira.
Da colônia ao império, pouco se alterou na política indigenista, prevalecendo legislações e diretrizes difusas que, ao omitir ou não assegurar direitos dos povos indígenas, contribuíram para que a violência contra eles se acentuasse.

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Atividade avaliativa 02
Iniciado: 22 mar em 10:00
Instruções do teste
O conteúdo dessa atividade é referente à unidade II, limitando-se às discussões acerca do indígena
no século XIX. 
Leia atentamente o enunciado das questões e as alternativas disponibilizadas. 
2 ptsPergunta 1
Sobre a questão indígena, nas antigas regiões povoadas desde a colônia, a prioridade
dos proprietários agrários no século XIX foi apoderar-se das terras referentes aos
aldeamentos.
Durante o século XIX, a política indigenista assumiu conotação diferente do período
colonial, haja vista a maior preocupação das autoridades e dos colonos com o bem-estar
dos povos indígenas.
Nas novas regiões em expansão, a exemplo do norte do país, persistiu a utilização
provisória do trabalho indígena na extração da borracha, enquanto não era impulsionada
a migração de outros trabalhadores para aquela região.
O cientificismo dominante no cenário mundial do oitocentos também influiu na maneira
de se olhar o índio no Brasil. Se por um lado, questões humanitárias eram colocadas em
pauta, por outro lado, as teorias raciais colaboravam para sustentar a idealização dos
índios como seres bestiais, animalescos e localizados na infância da espécie humana.
A política indigenista do século XIX carregou consigo as disparidades daquela
realidade histórica oitocentista: um século que conheceu três regimes políticos;
disputas políticas entre oligarquias locais e o poder central; novas áreas de
expansão econômica; trabalho escravo e mão de obra imigrante. Segundo
Manuela Carneiro Cunha, ``a questão indígena deixou de ser essencialmente
uma questão de mão-de-obra para se tornar uma questão de terras´´.
Marque a afirmativa INCORRETA:
2 ptsPergunta 2
Idealizava-se a imagem do indígena no século XIX: os Tupi-Guarani como extintos ou
assimilados na civilização e os Botocudos como selvagens a serem combatidos. Estes
destinados também à ciência e aqueles ao projeto nacionalista.
Assim como no período colonial, alegava-se que a eficácia da domesticação dos índios
no século XIX era mantê-los nos aldeamentos, sob o ´suave jugo da lei´.
Ao categorizar os índios entre bravos e domésticos, as ações indigenistas das
autoridades não mediram esforços em manter um clima amistoso entre os proprietários
agrícolas e as intocadas aldeias.
Apesar da elaboração de um projeto político indigenista por José Bonifácio, no qual
encontrou forte resistência das oligarquias regionais, a Constituição de 1824 pouco
contribuiu para garantir direitos aos povos indígenas.
Sobre o indigenismo no século XIX, é INCORRETO afirmar:
2 ptsPergunta 3
Tendo em vista a descentralização do período regencial e o vácuo do governo central
sobre as questões indigenistas, a partir de 1834 várias províncias passaram a tomar
medidas contra os índios como expedições ofensivas, extinção de vilas e apropriações
territoriais, dando prosseguimento à guerra justa do período colonial.
Durante o Primeiro Reinado, pouco se fez para integrar os povos indígenas à sociedade
nacional. A Constituição do Império, outorgada por D. Pedro I em 1824, foi omissa ao
tratamento indígena, permanecendo esses povos na invisibilidade social.
No Segundo Reinado, o imperador Dom Pedro II editou uma lei que transformou
radicalmente o tratamento em relação aos povos indígenas, se compararmos ao período
colonial. Políticas indigenistas implementadas diretamente pelo Estado monárquico para
devolver terras confiscadas, garantir direito à vida e à dignidade, bem como reafirmar a
autonomia dos povos indígenas em todas as regiões do país.
Em 1845, entra em vigor o Regulamento das Missões que mudou pouca coisa em
relação à política indigenista colonial, ou seja, dava continuidade ao sistema de
aldeamento e a assimilação completa dos indígenas, removendo os povos de suas
tribos locais e implodindo culturas e identidades.
Sobre a legislação indígena no período monárquico, é INCORRETO afirmar que:
2 ptsPergunta 4
Narrativas literárias e produções artísticas estimuladas e financiadas pela monarquia
foram algumas das estratégias adotadas em romancear e idealizar o indígena civilizado
como herói nacional.
A imagem que era construída do indígena era de um ser nobre, heroico e honroso,
principalmente após ser civilizado pelos portugueses. Pouco se preocupando com a
diversidade e com o direito desses povos.
O indianismo foi um projeto lançado pela monarquia brasileira no propósito de pagar as
dívidas históricas aos povos indígenas, e a partir de então, garantir direitos civis e
protagonismo ativo em amplas esferas da sociedade.
O indianismo integrou a construção de um passado mítico recheado de bravura, honra e
civilização, elementos definidores da identidade nacional que se pretendeu forjar no
período imperial.
No Brasil monárquico, foram realizadas práticas do Estado na construção do
ideário nacional, principalmente durante o reinado de Dom Pedro II, quando
houve maior investimento nesse propósito. Instituições oficiais como a Academia
Imperial de Belas Artes e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foram
fundamentais na construção da nacionalidade do império, ao reunir historiadores,
artistas, escritores e intelectuais de diversas áreas sintonizados em forjar
narrativas nacionais que criassem símbolos, personagens, histórias, memórias e
identidades.
As temáticas nacionais que compuseram nossa identidade variavam desde
associar a realeza como o centro de nossa civilização até a exuberância da
natureza. Eram discursos elaborados no propósito de identificar o Estado
brasileiro através da história, da memória e da literatura.
Nessas representações, despontou o indianismo: um projeto romântico em
associar o indígena como elemento integrante e genuinamente nacional.
Sobre o indianismo, marque a afirmativa INCORRETA:
2 ptsPergunta 5
Em 1850, entrou em vigor texto jurídico chamado Lei de Terras que propôs a integral
devolução para os povos indígenas, de todas as terras – públicas e privadas –
confiscadas, invadidas e anexadas, desde o período colonial.
Sobre a questão indígena no Brasil durante o século XIX, é INCORRETO afirmar
que:
Nenhum dado novo para salvar. Última verificação às 17:43 
Se por um lado, a violência física e simbólica contra os povos indígenas persistia no
século XIX, por outro lado, utilizava-se da imagem do ´bom selvagem´, do índio pacífico
e culturalmente modificado para forjar uma identidade nacional brasileira embasada em
um país branco e civilizado.
A política do Império foi altamente agressiva ao anexar territórios indígenas às
propriedades não-indígenas, alegando que os índios eram povos intrusos e dispersos
em meio à população luso-brasileira. A política do Império foi altamente agressiva ao
anexar territórios indígenas às propriedades não-indígenas, alegando que os índios
eram povos intrusos e dispersos em meio à população luso-brasileira.
Da colônia ao império, pouco se alterou na política indigenista, prevalecendo legislações
e diretrizes difusas que, ao omitir ou não assegurar direitos dos povos indígenas,
contribuíram para que a violência contra eles se acentuasse.
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