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Medicamentos Genéricos e Medicamentos de Marca TÉCNICAS E GÊNEROS JORNALÍSTICOS

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Qual a diferença entre remédio de referência, genérico e similar?

What is the purpose of the Law nº 9.787 in Brazil?


a) To regulate the production of generic medications.
b) To promote the use of similar medications.
c) To establish guidelines for the pharmaceutical industry.
d) To ensure affordable treatments for low-income population.

What is the main difference between generic and similar medications?


a) Generic medications have the same active ingredient as the reference medication, while similar medications do not.
b) Similar medications have the same active ingredient as the reference medication, while generic medications do not.
c) Generic medications are more effective than similar medications.
d) Similar medications are more affordable than generic medications.

According to the text, what percentage of medical prescriptions in the United States are for generic medications?


a) 72%
b) 45%
c) 30%
d) Not mentioned in the text.

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Qual a diferença entre remédio de referência, genérico e similar?

What is the purpose of the Law nº 9.787 in Brazil?


a) To regulate the production of generic medications.
b) To promote the use of similar medications.
c) To establish guidelines for the pharmaceutical industry.
d) To ensure affordable treatments for low-income population.

What is the main difference between generic and similar medications?


a) Generic medications have the same active ingredient as the reference medication, while similar medications do not.
b) Similar medications have the same active ingredient as the reference medication, while generic medications do not.
c) Generic medications are more effective than similar medications.
d) Similar medications are more affordable than generic medications.

According to the text, what percentage of medical prescriptions in the United States are for generic medications?


a) 72%
b) 45%
c) 30%
d) Not mentioned in the text.

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Qual a diferença entre remédio de referência, genérico e similar?
Medicamentos Genéricos e Medicamentos de Marca
Diz-se que os medicamentos genéricos têm a mesma qualidade, eficácia e segurança do medicamento original que lhe serviu de referência. Uma das vantagens dos medicamentos genéricos encontra-se no preço inferior ao preço praticado pela venda do medicamento de marca.
Medicamentos Genéricos
Os medicamentos genéricos estão identificados com a sigla MG nas embalagens. Eles são aprovados pela INFARMED, que disponibiliza uma lista de medicamentos genéricos online. A cada medicamento é atribuída uma A.I.M. (Autorização de Introdução no Mercado) com um respetivo número de registo. Segundo a lei, estes medicamentos podem unicamente ser comercializados depois do período de proteção de patente do medicamento de referência ter expirado (um período aproximado de 20 anos).
Medicamentos Genéricos
Os medicamentos genéricos estão identificados com a sigla MG nas embalagens. Eles são aprovados pela INFARMED, que disponibiliza uma lista de medicamentos genéricos online. A cada medicamento é atribuída uma A.I.M. (Autorização de Introdução no Mercado) com um respetivo número de registo. Segundo a lei, estes medicamentos podem unicamente ser comercializados depois do período de proteção de patente do medicamento de 
referência ter expirado um período aproximado de 20 anos).
O medicamento de referência é aquele que foi desenvolvido por um laboratório após anos de pesquisa e muito dinheiro investido. Para ter sua comercialização autorizada pelo órgão de vigilância de cada país, o laboratório precisa apresentar estudos clínicos comprovando a eficácia e a segurança do medicamento. Em geral, após um novo medicamento ser lançado no mercado, somente o laboratório criador tem o direito de comercialização.
Depois desse tempo, outros laboratórios podem usar o mesmo princípio ativo e fazer cópias do medicamento de referência. Essas cópias são os medicamentos genéricos e os similares, que são mais baratos pois os laboratórios não tiveram que gastar tempo e dinheiro na descoberta e desenvolvimento do fármaco. O genérico é aquele com a tarja amarela e o G de genérico, e não tem nome de marca, ao contrário dos medicamentos de referência e dos similares. Para garantir que a cópia possa ser usada no lugar do medicamento de referência, é preciso realizar alguns testes que comprovem essa intercambialidade.
No passado, genéricos e similares precisavam passar pelo teste de equivalência farmacêutica, mas somente os genéricos precisavam passar pelo teste de bioequivalência. Hoje no Brasil, tanto os genéricos quanto os similares precisam passar pelos mesmos testes para mostrar que são cópias fiéis do medicamento de referência. Entretanto, a ANVISA ainda não analisou todos os documentos apresentados pelos laboratórios que fabricam similares, mas é possível consultar uma lista com aqueles que já são considerados equivalentes com seus respectivos medicamentos de referência. Essa lista está disponível no site da ANVISA, e o atendente da farmácia também pode consultá-la pra tirar a dúvida na hora da compra.
Uma informação importante: genéricos e similares (quando for o caso) são intercambiáveis somente com o medicamento de referência, mas genérico não é intercambiável com similar, e vice-versa.
Ele surgiu há algumas décadas em outros países com o objetivo principal de tornar mais acessíveis os medicamentos, após o fim do direito da patente. Não é algo de país pobre, como muita gente diz”, explica Rogério Hoefler, farmacêutico pesquisador do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos, do Conselho Federal de Farmácia. 
Genéricos surgiram como política publicar para tornar remédios mais baratos à população. Foto: qimono/Pixabay
Como política pública no mundo, diz Hoefler, o genérico surgiu nos Estados Unidos em 1984, por força do Drug Price Competition and Patent Term Restoration Act, conhecido como “Hatch-Waxman Act". Essa lei passou a encorajar indústrias farmacêuticas a fabricar genéricos e deu diretrizes que, posteriormente, passaram a ser seguidas em outros países. 
Hoje, os genéricos representam 72% das prescrições médicas norte-americanas, segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). No Reino Unido, corresponde a 45% do mercado. No Brasil, 30%, segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Medicamentos Genéricos.
O genérico virou política pública por aqui em 1999 com a publicação da Lei nº 9.787, criada para tornar tratamentos mais acessíveis à população de baixa renda. Em 2004, com o objetivo de assegurar o menor preço, a Anvisa publicou uma resolução que obriga os genéricos a custarem pelo menos 35% menos do que a medicação de referência.
A fórmula do genérico é a mesma do remédio original, com o mesmo princípio ativo, concentração e ação no organismo. A diferença é que não pode ter marca - a embalagem deve apresentar apenas o princípio ativo que está na fórmula, como Paracetamol ou Ácido acetilsalicílico, por exemplo. O efeito, contudo, é o mesmo: o genérico passa pelos mesmos testes de ação e eficácia, impostos pela Anvisa, que as drogas de referência. 
“No mundo inteiro, onde se introduziu a política dos genéricos, as grandes empresas tentaram desacreditá-los. Muitos mitos foram lançados, e os médicos não acreditavam em genéricos. Mas isso não tem verdade, tanto é que, hoje, há multinacionais adquirindo empresas brasileiras para produzir, além da medicação de referência, os genéricos também”, diz Rogério Hoefler, do CFF. 
De fato, das dez maiores indústrias farmacêuticas presentes no Brasil, nove têm linha de fabricação de genéricos, segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Medicamentos Genéricos. 
Similares. Das três classes de medicamento, os similares detêm a menor credibilidade. Não são poucos os médicos que afirmam que eles são mais fracos ou menos eficazes do que os remédios originais. 
Na verdade, o similar nada mais é do que um genérico com marca - ou seja, uma cópia do medicamento de referência que pode ter um nome fantasia e um logo bonitinho. Conforme a Lei nº 9.787/1999, o similar deve ter os mesmos princípios ativos, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica que a medicação de referência.
A má fama é forte porque, até 2003, a Anvisa não exigia pesquisas comprovando que eles eram cópias fiéis dos remédios de referência - e que, portanto, eram uma alternativa substituível. “Os fabricantes tinham apenas que comprovar que seus produtos atendiam a padrões de qualidade definidos em farmacopeias (a comprovação de que continham a substância ativa em quantidade e qualidade aceitáveis, e de que o produto como um todo estava em conformidade com parâmetros)”, explica Hoefler, do Conselho Federal de Farmácia. 
Similares começaram a comprovar bioequivalência em relação a medicamentos de referência desde 2003 Foto: Val-gb/Pixabay
Até hoje, o Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta os médicos a receitar, com preferência, o medicamento de referência ou o genérico. “O Conselho entende que enquanto não houver segurança específica sobre a intercambialidade entre o medicamento de referência e o similar, o médico não deve receitar o similar”, diz Hermann von Tiesenhausen, primeiro-secretário do CFM. 
No entanto, desde a Resolução nº 134/2003, os fabricantes de similares precisam apresentar ao governo estudos comparativos com o medicamento de referência, segundo a Anvisa. São comprovações de bioequivalência - ou seja, que o similar pode ser uma alternativa ao medicamento original. Ao E+, o órgão explica que as indústrias farmacêuticas tiveram dez anos para apresentar pesquisas para provar isso.
“Podemos dizer que, desde 2013, os similares são equivalentes aos medicamentos de referência, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes [substâncias que completam massa e volume na cápsula] e veículo, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca”,diz a assessoria de imprensa do órgão.
Hoje, todos os similares que estão no balcão da farmácia passaram por esses testes. E a Anvisa disponibiliza, em seu site, uma lista constantemente atualizada dos remédios (referência, genérico e similares) que são intercambiáveis entre si - a última atualização foi no dia 8 de março.
Referência por genérico ou similar, sim. Atualmente, você pode ir à farmácia com uma receita de medicamento de referência e pedir por um genérico ou similar (e vice-versa), sem qualquer prejuízo ao tratamento. “Os medicamentos similares devem ser bioequivalentes em relação aos seus respectivos medicamentos de referência”, diz Hoefler, do Conselho Federal de Farmácia
Se estiver na dúvida, basta procurar na embalagem do similar a frase: “Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência”. Se ela for presente, você pode usá-lo tranquilamente. 
Genérico por similar, não. Imagine que você teve uma consulta no Sistema Único de Saúde e o médico receitou um genérico. Ao chegar à farmácia, você pode apenas pedir o genérico em questão ou a medicação de referência, nunca o similar. “A intercambialidade é entre a droga original e a testada, seja similar ou genérico”, diz Hoefler, do Conselho Federal de Farmácia. 
Isso porque as indústrias farmacêuticas responsáveis por similares e genéricos apresentam à Anvisa testes que garantem a intercambialidade apenas em relação ao medicamento de referência, e não o similar ou o genérico. Portanto, vale tomar cuidado.
Fonte do site https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/qual-a-diferenca-entre-remedio-de-referencia-generico-e-similar/
Tags:#medicamentos, #remédios, #Anvisa, #genérico
Ana Paula Herrmann
Professora do Departamento de Farmacologia, UFRGS
Angelo Piato
Professor do Departamento de Farmacologia, UFRGS
Felipe Schroeder Franke
Bolsista de Iniciação à Popularização da Ciência (BIPOP), UFRGS
Radharani Bevenutti
Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Neurociências (UFRGS) Por Marcel Hartmann
23/03/2017 | 16h01

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