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DETERMINAÇÃO DO TEOR DE AÇÚCAR EM REFRIGERANTE Relatório entregue como parte integrante das exigências para a aprovação na disciplina de Laboratório de Físico-Química no Curso Técnico em Química Integrado ao 2° Ano do Ensino Médio do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais IFNMG – Campus Montes Claros. Professor: Elízio Mário Ferreira Maria Cecília Soares Costa Maria Eduarda Oliveira Gonçalves Maria Letícia Pereira Santos Pedro Luís Ferreira Santos. Montes Claros, Maio de 2023. 2 Sumário 1. Introdução ............................................................................................................... 3 2. Objetivos ................................................................................................................. 4 3. Materiais e Reagentes ............................................................................................. 4 4. Procedimentos ......................................................................................................... 4 5. Resultados e Discussões ......................................................................................... 8 6. Conclusões .............................................................................................................. 10 7. Referências Bibliográficas ...................................................................................... 10 3 1.Introdução: Esse relatório visa a determinação do teor de açúcar em uma lata de refrigerante. A taxa de açúcar presente na bebida é preocupante, pois contribui muito para o aumento dos casos de diabetes e obesidade. É inegável o prazer de saborear um copo de refresco bem gelado em um dia de bastante calor, mas raro é encontrar pessoas que não se deliciem só por imaginar esse tipo de situação. No entanto, o consumo exagerado desses refrescantes preocupa, principalmente, pelo fato de que a versão preferida pela população ser aquela que contém açúcar, de modo que a maioria dos consumidores, muitas vezes, não percebe a quantidade elevada de açúcar presente nessas bebidas. Para se ter uma ideia, uma única latinha pode chegar a conter 40 gramas de açúcar, que correspondem a cerca de 11% da massa do refrigerante (Lima; Afonso, 2009). Para determinar esse argumento, (CAVAGIS et al, 2014) estabeleceu uma relação da qual a diferença entre as massas da substância normal e zero podem ser relacionadas matematicamente pela equação: Para simplificar, o refrigerante foi considerado como sendo constituído basicamente por água carbonatada (zero) e água carbonatada açucarada (normal). Embora também haja adoçantes no refrigerante zero, além de sódio em maior quantidade que no refrigerante normal, a massa desses componentes adicionais do refrigerante zero é insignificante em relação à massa total. Dessa forma, é possível perceber que a diferença nas massas não fornece diretamente a massa de sacarose, pois não se deve esquecer de que, no refrigerante zero, em lugar da sacarose, haverá água carbonatada ocupando o volume correspondente. A sacarose, além de aumentar o sabor adocicado dos alimentos, atua na fixação de substâncias aromáticas (aldeídos, cetonas e ésteres), contribuindo para a melhoria do aroma dos alimentos. (Ringsdorf et al., 1976; Ludwig, 1999, Tomita et al., 1999). A quantidade de CO2, por sua vez, é determinada a partir da diferença entre massas de bebida, antes e após a eliminação do gás. 4 2. Objetivo: • Determinar o teor de açúcar presente em uma lata de refrigerante 3.Materiais e Reagentes: Durante as aulas foram utilizados os seguintes materiais e reagentes para realização dos experimentos: • Proveta de 200 mL • Balança analítica • Refrigerante tipo cola normal e zero • Pipeta de Pasteur 4.Procedimentos Experimentais: Inicialmente, foi pesada a massa de uma proveta de 200 mL vazia em uma balança semi- analítica (Imagem 1). Logo após, adicionou-se 100mL que ao se aproximar do ponto de aferição completou-se o volume com a pipeta de Pasteur, após executar a eliminação do CO2 do refrigerante zero massa foi novamente pesada (Imagem 2). Imagem 1 – massa da proveta vazia de refrigerante zero 5 Imagem 2 – massa 100 mL de refrigerante zero Determinou-se a massa do refrigerante zero por meio do seguinte cálculo: 291,45 g – 194,66 g = 96,79 g, onde 291,45g é a massa da proveta com 100 mL de refrigerante zero e 194,66g é a massa da proveta vazia. Obteve-se como resultado 96,79g como a massa do refrigerante. O procedimento descrito acima foi realizado novamente, mas com 100 mL de refrigerante normal. Deste modo, foram encontrados o resultado da massa da proveta vazia (imagem 3) e a massa da proveta com 100 mL de refrigerante normal (imagem 4), os valores a seguir: Imagem 3 – pesagem da proveta vazia 6 Imagem 4 – pesagem de 100 mL de refrigerante normal Após os resultados encontrados, determinou-se a massa do refrigerante normal, sendo: 297,89 g - 197,55 g = 100,34 g, onde 297,89g é a massa da proveta com 200 mL de refrigerante normal e 197,55 g é a massa da proveta vazia. Assim, pode-se observar que a massa do refrigerante normal é de 100,34 g. Logo após, utilizando a equação (m normal - m zero) determinou-se a diferença das massas para esses volumes de refrigerante: 100, 34g – 96,79 g = 3, 55 g A diferença entre as massas de refrigerante normal (m normal) e zero (m zero) foi relacionada matematicamente da seguinte maneira: 𝑚 𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙 − 𝑚 𝑧𝑒𝑟𝑜 = 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 − 𝑚 á𝑔𝑢𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑏𝑜𝑛𝑎𝑡𝑎𝑑𝑎 (𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 1) Adaptando-se a equação 1, foi determinado o volume da sacarose no refrigerante normal, como é descrito abaixo: 3,55 = 1,59 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 – 0,98 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 3,55 = 0,61 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 3,55/ 0,61 = 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 5, 8196 = 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 7 Assim sendo, calculou-se a massa de sacarose encontrada no refrigerante normal: 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 𝑑 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 . 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 1,59 . 5,8196 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 9, 2531𝑔 𝑒𝑚 100 𝑚𝐿 Com esses resultados calculou-se o valor de sacarose em uma lata de 350 mL que foi encontrado com os dados realizados: 100 𝑚𝐿 − − − − − − − − − − − 9,2531 𝑔 𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 350 𝑚𝐿 − − − − − − − − − − − 𝑋 100 𝑋 = 3.238, 585 𝑋 = 3.238,585 / 100 𝑋 = 32,38585 𝑔 𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 Em seguida, foi determinada a massa de sacarose utilizando o rótulo da embalagem de um frasco de 200 mL, que deveria possuir uma lata de refrigerante de 350 mL, os resultados são apresentados pelos cálculos seguintes: 200 𝑚𝐿 − − − − − − − − − − − −21 𝑔 𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 350 𝑚𝐿 − − − − − − − − − − − − 𝑋 200 𝑋 = 7.350 𝑋 = 7.350 / 200 𝑋 = 36,75 𝑔 Portanto, obtemos que contém 36,75 g de sacarose em uma lata de 350 mL de refrigerante normal. Desse modo, admitindo a aditividade de volumes, foi considerado que o Volume ocupado pela sacarose na versão normal = Volume ocupado pela água carbonatada na versão zero. Considerando (30° C), a densidade da sacarose igual a 1,59 g/mL e a densidade da água carbonatada igual a 0,98 g/mL, determinou-se o volume da sacarose no refrigerante normal por meio da equação 2. Por fim, foi determinada a massa desacarose encontrada no refrigerante normal e a massa de sacarose em uma lata de refrigerante de 350 mL. 8 5. Resultados e Discussões: Após a resolução dos procedimentos experimentais descritos anteriormente, os resultados e discussões obtidos estão abaixo: Primeiramente, foi encontrado que a massa do refrigerante zero é de 96,79 g. Logo após, utilizando os cálculos necessários determinou-se a massa do refrigerante normal, onde obteve- se como resultado 100,34 g. Para determinar a diferença das massas realizou-se o seguinte cálculo: 𝑚 𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙 − 𝑚 𝑧𝑒𝑟𝑜 = ? Onde se estabeleceu que a diferença das massas é de 3,55 g. Logo em seguida, determinou-se o volume da sacarose no refrigerante normal, com a equação descrita abaixo: Por meio dos cálculos executados encontrou-se que 𝑉 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 5, 8196 mL Seguidamente, calculou-se a massa da sacarose encontrada no refrigerante normal utilizando a equação a seguir: 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 𝑑 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 × 𝑣 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 Sendo, 𝑚 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 = 9, 2531g em 100 mL de refrigerante normal. Com esses resultados, foi calculado o valor de sacarose em uma lata de refrigerante de 350 mL que foi encontrado com a seguinte proporção: 100 𝑚𝐿 − − − − − 9,2531 𝑔 𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 350 𝑚𝐿 − − − − − 𝑋 Assim, obteve-se que em uma lata de refrigerante normal de 350 mL encontra-se 32,38585 g de sacarose Na sequência, foi determinada a massa de sacarose, que deveria possuir uma lata de refrigerante normal de 350 mL, utilizando o rótulo da embalagem de um frasco de 200 mL. Dessa forma, o resultado é apresentado pela proporção seguinte: 200 𝑚𝐿 − − − − − −21𝑔 𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑐𝑎𝑟𝑜𝑠𝑒 350 𝑚𝐿 − − − − − −𝑋 Assim, obtemos que se deve conter 36,75 g de sacarose em uma lata de 350 mL de refrigerante normal. 9 Através da observação dos resultados descritos, pode-se fazer uma análise para possíveis erros da massa de sacarose. Segundo a literatura, isso pode ocorrer se o refrigerante contiver leveduras ou bactérias, especialmente em ambientes não refrigerados, eles podem começar a fermentar o açúcar presente no refrigerante. Durante o processo de fermentação, as leveduras ou bactérias consomem o açúcar e o convertem em álcool e dióxido de carbono, resultando em uma redução do açúcar, porém, em condições normais, não é comum que um refrigerante sofra fermentação significativa e perca açúcar em apenas algumas horas. No entanto, em condições extremas, como altas temperaturas ou contaminação bacteriana significativa, é possível que ocorra alguma degradação do açúcar em um refrigerante ao longo de um período mais curto. Outro fator utilizado pela literatura é que ao longo do tempo, mesmo em condições adequadas de armazenamento, o açúcar no refrigerante pode sofrer uma lenta degradação ou perda de doçura. Sendo essas, algumas das possíveis causas dessa diminuição de açúcar observada, também sendo possível que o procedimento experimental não tenha sido bem sucedido, causando assim esse erro nos resultados obtidos. Outro fator extremamente importante a ser observado, é que mesmo o procedimento experimental não sendo ocorrido como desejado a massa de açúcar presente nos refrigerantes é altamente elevada. A partir disso, pode-se discutir o quanto esse consumo de açúcar excessivo causa males a saúde das pessoas que a ingerem essa bebida. Uma dieta rica em açúcar tem sido associada ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial, cáries dentárias e até mesmo certos tipos de câncer. Além disso, o consumo regular de bebidas açucaradas pode contribuir para a ingestão excessiva de calorias, o que pode levar ao ganho de peso e à dificuldade em manter um peso saudável. No entanto, é importante ressaltar que o consumo moderado e ocasional de refrigerantes não é necessariamente prejudicial à saúde. O problema está no consumo excessivo e regular dessas bebidas, que pode levar a uma série de problemas de saúde a longo prazo. Optar por alternativas mais saudáveis, como água, chá sem açúcar, sucos naturais e refrigerantes dietéticos, pode ajudar a reduzir a ingestão de açúcar e promover uma dieta equilibrada. 6. Conclusões: Tendo em vista os aspectos observados após a realização dos procedimentos experimentais propostos e descritos anteriormente, conclui-se que o refrigerante apresenta um alto teor de açúcar. Dessa forma, mesmo com os procedimentos não obtendo um resultado correto por diversos fatores que podem ter interferido, pode-se observar que tem um alto índice de açúcar nessa bebida sendo extremamente prejudicial a saúde em excesso. Em conclusão, a 10 determinação do teor de açúcar em refrigerantes é um processo crucial para fornecer informações aos consumidores e ajudá-los a fazer escolhas saudáveis. 7. Referências: [1] CAVAGIS, Alexandre D. M. PEREIRA, Elisabete Alves. OLIVEIRA, Luciana Camargo de. Química nova na escola. São Paulo-SP, Br. Um Método Simples para Avaliar o Teor de Sacarose e CO2 em Refrigerantes. Vol. 36, N° 3, p. 241-245, AGOSTO 2014. [2] RINGSDORF, W.; CHERASKIN, E.; RAMSAY R. Sucrose, neutrophilic phagocytosis and resistance to disease. Dental Survey, v.52, p.46-48, 1976 11