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Prévia do material em texto

Incontinência Urinária 
Introdução 
 Definição 
 
Perda involuntária da urina em quantidade e 
frequência suficiente para causar problema 
social ou higiênico 
 
 Epidemiologia 
 40% mulheres 
 20% auxílio médico 
 50% dos idosos 
 
Introdução 
 Idade avançada 
 
 Sexo feminino 
 
 Debilidade de extremidades 
 
 Cirurgias uroginecológicas 
 
 Multiparidade 
 
 Demência 
 
 
A continência, em qualquer idade, depende 
não só da integridade anatômica do trato 
urinário inferior e dos mecanismos 
fisiológicos envolvidos na estocagem e na 
eliminação da urina, como também da 
capacidade cognitiva, da mobilidade, da 
destreza manual e da motivação para ir ao 
toalete. 
Anatomia 
 Mecanismo Esfincteriano 
 
 Extrínseco 
 Mm elevador do ânus 
 Tecido conjuntivo pélvico 
 
 Intríseco 
 Mm estriado da uretra 
 Plexo vascular submucoso da uretra 
 Elasticidade da parede uretral 
 
Anatomia 
 Inervação 
 Sistema nervoso autonômico 
 Simpático 
 Parassimpático 
 Sistema nervoso somático 
 
 SNS – armazenamento vesical 
 SNP – esvaziamento vesical 
 SNSo – assoalho pélvico; esfíncter externo da 
urina 
Anatomia 
Corpo vesical 
(cels β) 
Musculatura lisa 
uretral 
Colo vesical 
(cels α) 
↓ Tônus 
↑ Tônus 
SNS 
(Tóraco-
lombar) 
Continência urinária – quem contribui? 
 Sistema nervoso autonômico 
simpático 
 Continência 
 
 Sistema nervoso autonômico 
parassimpático 
 Micção 
 
 Sistema somático 
 Relaxamento da MAP e 
esfíncter externo da uretra 
 
 Núcleos da base 
 Ação moduladora sobre EE e 
ativ do detrusor 
 
 Sistema límbico 
 
 Ponte 
 Coordenação da micção como 
um todo 
 Centro pontino da micção 
(facilitador) 
 Centro pontino esfincteriano 
(continência) 
 
 Centro cortical (pré-frontal) 
 Percepção das sensações 
vesicais 
 Ação inibitória do detrusor 
 
 Cerebelo 
 Coordenação motora EE MAP 
– tônus e força 
 Controla ações reflexas do 
detrusor 
Fisiologia da Micção 
 Bexiga – sistema de baixa pressão 
 Metade do enchimento – ativação dos 
receptores 
 Musculatura lisa e estriada da uretra 
mantém pressão uretral mais elevada que 
a da bexiga. 
 Micção 
Investigação Clínica 
Anamnese 
 
 
 
 –Queixa principal 
 
 –Freqüência com que ocorre 
 
 –Quantidade da perda 
 
 –O que provoca 
 
 –Tratamento anteriores 
 
 –História clínica 
 
Exame Físico 
 
 
 
 
–Reflexos 
•Cutâneo-anal (toque pele 
do períneo) 
 
•Bulbocavernoso (toque em 
clitóris) 
 
•Sensibilidade em sela 
(sensibilidade tátil do 
períneo) 
 
Exame uroginecológico 
 
 
 –Condições da pele da vulva 
 –Avaliação do trofismo 
 –Avaliação de prolapsos 
 –Inspeção da contração muscular / teste de força 
 –Teste da perda urinária 
 
 
Exames específicos 
 Urinocultura 
 Teste de Bonney 
 Estudo urodinâmico 
 Armazenamento; transporte; esvaziamento 
 Perfil pressórico uretral 
 Cistometria (relação de volume pressão) 
 < 60cmH2O – defeito esfincteriano 
 > 90cmH2O – hipermobilidade vesical 
 Urofluxometria 
 eletromiografia 
 
 Teste do Bonney 
 
Hipermobilidade: maior 
que 30º (IUE) 
Classificação 
 Transitória 
 Enfermidade clínica ou cirúrgica 
 Terapia medicamentosa 
 Restrição da mobilidade 
 
 Crônica 
Incontinência urinária crônica 
1. Incontinência funcional 
 Não há comprometimento dos mecanismos 
controladores da micção 
 Incapacidade de atingir o toalete a tempo de 
evitar a perda de urina 
 Dificuldade física 
 Demência 
 
Incontinência urinária crônica 
2. Incontinência de urgência 
 
 Mais comum em idosos de ambos os sexos 
 Hiperatividade do detrusor 
 instabilidade – lesão do TUI 
 hiper-reflexia – SNC, Doenças cerebrovasculares, Parkinson, 
demência, tumores cerebrais e medulares 
 
 Causas transitórias para instabilidade 
 processos irritativos locais (infecções) 
 Obstrução fecal 
 Próstata aumentada 
 
 Subto desejo de urinar e perda de urina em qtds 
moderadas e grandes e volume residual pequeno 
Incontinência urinária crônica 
3. Incontinência por transbordamento 
 
 Ocorre em menos de 20% dos idosos 
 Distúrbio neurológico que afeta a contratilidade vesical 
ou por obstrução anatômica ou funcional da via de 
saída 
 Em homens ocorre principalmente por causa da 
hiperplasia prostática 
 
 Perda frequente quase contínua 
 Jato fraco 
 Intermitência 
 hesitação 
 Frequência e noctúria 
 Sensação vesical diminuída ou ausente 
 Sensação de esvaziamento incompleto 
Incontinência urinária crônica 
4. Incontinência de esforço 
 
 Perda involuntária de urina durante o aumento da 
pressão abdominal, na ausência de contração do 
detrusor 
 2o tipo mais frequentes em idosas 
 Na mulher pode ser decorrente de dois fatores 
 hipermotilidade uretral – fraqueza da MAP 
 deficiência esfincteriana intrínseca – trauma ou doença 
neurológia 
 Em homens – traumas esfincterianos ou neurológicos 
durante prostatectomia 
Incontinência urinária crônica 
5. Incontinência mista 
 Coexistência de mais de um tipo de 
incontinência 
 Frequentemente etiologia multifatorial 
 Importante para definição terapêutica 
Tratamento 
- Clínico  medicamentos: 
- Anticolinérgicos (atividade do m. detrusor) nos casos de bexiga 
hiperativa. 
- Estrógenos - (favorecer a proliferação do epitélio da uretra). 
 
- Cirúrgico: Restabelecer as condições anatômicas e 
fisiológicas normais (indicado pp IUE). 
 
- Fisioterapêutico 
Incontinência urinária X Qualidade 
de Vida: 
 
 Isolamento social 
 Estresse emocional (depressão) 
 Alteração do sono ou do repouso 
 Disfunção sexual

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