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AO JUÍZO DA 1ª VARA DO TRABALHO DE PALMAS-TOCANTINS
EMBARGOS DE TERCEIRO Nº 0000179-49.2023.5.10.0801
MARIA MADALENA CORREIA DA ANUNCIAÇÃO, já qualificada nos autos do processo em epígrafe, assistida por advogado do Núcleo de Práticas Jurídicas do Centro Universitário Católica do Tocantins que esta subscreve, vem à ilustre presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 678 do CPC, apresentar
CONTESTAÇÃO AOS EMBARGOS DE TERCEIRO
opostos por ANTONIO RODRIGUES ROCHA NETO, igualmente qualificado nos autos, pelos fatos e motivos a seguir expostos.
1. DA TEMPESTIVIDADE
Considerando que o termo inicial do prazo para resposta da parte embargada se deu em xx/xx/xxxx, e o termo final se consolida em xx/xx/xxxx, bem como, o prazo para contestação aos embargos de terceiro é de 15 (quinze) dias conforme regra o art. 679 do Código de Processo Civil, a presente contestação é tempestiva.
2. DOS FATOS
Trata-se de embargos de terceiro em face da embargada em que figura como exequente nos autos do processo 0000834-31.2017.5.10.0801, objeto dos presentes embargos.
Nos autos da reclamação trabalhista fora realizada penhora do imóvel registrado sob matrícula nº 56.465 na Serventia de Registro de Imóveis de Palmas/TO situado à Avenida E, quadra 40, lote 12, Loteamento Jardim Aureny IV, visando o adimplemento do crédito trabalhista da embargada, ora exequente.
O aludido imóvel que fora constituída constrição é de propriedade da executada ROSE PEQUENO DE AZEVEDO, conforme certidão de inteiro teor anexada pelo embargante.
Alega o embargante que houve ilegalidade na penhora realizada, e que era cônjuge da executada que tambem figura como embargada, que anteriormente o imóvel era de ambos, e após, fora adquirido integralmente pelo embargante.
Aduz ainda que apesar de não registrado a transferência de propriedade do imóvel, o embargante faz jus a posse do imóvel constrito, bem como, requer que seja tornada sem efeito a penhora realizada.
Em suma, as alegações feitas pelo embargante não devem prosperar, conforme fundamentos a seguir.
3. DO DIREITO
O embargante alega ser ilegal a constrição judicial realizada nos autos da execução, pois diz ser o único proprietário do imóvel objeto do litígio. Contudo, além de não ser proprietário do imóvel conforme certidão de inteiro teor do imóvel, o embargante não traz provas acerca da posse do aludido.
Nesse sentido:
AGRAVO DE PETIÇÃO. EMBARGOS DE TERCEIRO. NÃO COMPROVAÇÃO DA PROPRIEDADE E DA POSSE. BEM IMÓVEL. PENHORA. Nos moldes dos arts. 674 e 677 do CPC é possível a desconstituição da penhora quando o terceiro comprovar a efetiva posse do imóvel penhorado, ou de seu domínio. Todavia, não tendo o terceiro interessado demonstrado ser o real proprietário, tampouco que detinha a posse do imóvel, encargo que lhe competia, não há como ser afastada a penhora do bem penhorado. Agravo de Petição não provido. (TRT-13 - AP: 00004727520215130002 0000472-75.2021.5.13.0002, Data de Julgamento: 25/05/2022, 1ª Turma, Data de Publicação: 30/05/2022)
Ainda que o embargante alegue que, a falta de registro do imóvel não é causa suficiente para retirar o direito de propriedade sobre o imóvel, a jurisprudência trabalhista, trilha em uníssono sentido na forma da regra inserta no Código Civil, em seu art. 1.245 onde leciona que:
Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.
§ 1o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. [...]
Por oportuno:
AGRAVO DE PETIÇÃO. EMBARGOS DE TERCEIRO. AUSÊNCIA DE REGISTRO DE TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE. PENHORA MANTIDA. O artigo 1.245 do Código Civil dispõe que a propriedade do imóvel se transfere mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. Assim, enquanto não houver o registro, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. [...]. Agravo de Petição do exequente conhecido e provido. (TRT 1ª R.; APet 0100526-40.2022.5.01.0037; Sétima Turma; Relª Desª Raquel de Oliveira Maciel; Julg. 01/03/2023; DEJT 08/03/2023)
EMBARGOS DE TERCEIRO. PENHORA DE BEM IMÓVEL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA NÃO LEVADA A REGISTRO. Nos termos do art. 1.245, caput e § 1º, do Código Civil, a transferência da propriedade dá-se pelo registro, no cartório de imóveis, do título translativo da propriedade e, enquanto não ocorrer o referido registro, o alienante continua a ser havido como o dono do imóvel. Agravo provido. (TRT 1ª R.; APet 0100260-61.2022.5.01.0002; Sexta Turma; Rel. Des. Roberto Norris; Julg. 27/02/2023; DEJT 08/03/2023)
Desse modo, a executada e embargada ROSE PEQUENO DE AZEVEDO, é proprietária do imóvel conforme certidão de inteiro teor do imóvel do respectivo registro de propriedade, sendo a penhora legítima, não devendo prosperar os pedidos do embargante.
4. CONCLUSÃO E PEDIDOS
Diante do exposto, com o regramento a luz do Código Civil e de posições sedimentadas dos Tribunais Regionais do Trabalho, o embargante não faz jus aos seus pedidos formulados devendo ser mantida a penhora realizada nos autos originários, nos termos da legislação civil e da jurisprudência trabalhista.
Termos em que,
Pede deferimento.
Palmas/TO, 13 de abril de 2023.
GUILHERME AUGUSTO MARTINS SANTOS 
OAB/TO 5319
VICTOR ROCHA VIEIRA NUNES
ESTAGIÁRIO – MATRÍCULA FC20186244
Av. J, Quadra 166, Lote 14, Jardim Aureny III, Palmas – TO.
		Telefone: (63) 3221 - 2161

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