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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS DE IMPERATRIZ -- CCIM CURSO DE DIREITO SARAH BELCHIOR BORGES DO NASCIMENTO CIÊNCIA POLÍTICA: PAULO BONAVIDES IMPERATRIZ 2023 SARAH BELCHIOR BORGES DO NASCIMENTO CIÊNCIA POLÍTICA: PAULO BONAVIDES Resumo apresentado à disciplina de Cieência Política e Teoria do Estado do Curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão – CCIM –, para obtenção de uma parte da nota da 1° avaliação. Doscente: Profª. Dr. Ricardo Cavalcante Morais. IMPERATRIZ 2023 POPULAÇÃO E POVO 1. Conceito de população População: todas as pessoas presentes no território do Estado, incluvise estrangeiros e apátridas. População é um conceito puramente demografico e estatistico Demografia: estudo cientifico da papulação 2. Desafio do fantasma malthusiano ao Estado moderno O que dizia Malthus? Ele afirmava que a populaçao crescia em proporção geométrica, ao passo que os gêneros alimentícios aumentavam em proprorção aritimética e, com o tempo a brecha entre a capacidade de manter as populações e a taxa de crescimento dessas mesmas populações ia aumentar. Como mostram os gráficos: Aumento desta brecha → surgimento de guerras, revoluções, epidemias, fomes devastadoras. Malthus lançou sua tese na virado do seculo XVIII para o começo do seculo XIX. Antimalthusianos: principalmente os corifeus das correntes socialistas que professaram hostilidade aberta e absoluta a Mathus, tentanto desmonstrar a falsidade de sua tese. Para os socialistas, a resposfa da ciência é clara e otimista → através da técnica adiantada e racional pode produzir com capacidade ilimitada os bens necessários à existência humana. 3. A explosão demográfica ameaça o futuro da humanidade A problemática nao se restringe só na quantidade de alimentos para um maior número de pessoas, mas também: • A natureza • A média do padrão de vida O professor Eynern, da Universidade de Berlim, distinguiu quatro fases no quadro dessa crise, sendo eles: i. É aquela em que as taxas de natalidade e mortalidade se equiparam. ii. Ocorre quando se dá a queda da taxa de mortalidade por conta dos avanços da ciência, mas a taxa de nascimento permanece alta, ropendo com o equilibrio anterior. iii. A taxa de nascimento entra em declinio, por conta de uma limitaçaõ racional do número de filhos no casamento, permanece ainda alto o excedente de natalidade iv. A taxa de natalidade está um pouco acima da de mortalidade, a tendência de crescimento se manifesta a baixo nível, o que se assemelha com a situação inicial 4. O pesadelo dos subdesenvolvidos Aumento da produção econômica ≠ Aumento da populção Como consequência dessa indiferença, as condições de vida dos povos subdesenvolvidos são rebaixadas. Infraestrutura onerosa: reclama recursos para a construção de mais escolas, serviços públicos de abastecimento de água, eletricidade, esgotos e transportes. 5. O pessimismo das estatísticas Segundo a ONU dentre os 6,6 bilhões de seres humanos 5,4 bilhões são subdesenvolvidos, mais de 80 por cento da humanidade. 6. A posição privilegiada dos países desenvolvidos Aumento da produção esconômica > Aumento da populção Aprofundando o abismo que existe entre as nações desenvolvidas e as nações subdesenvolvidas 7. Conceito político de povo O conceito de povo pode ser estabelecido do ponto de vista: • Político • Jurídico • Sociológico Na antiguidade, segundo Cícero, povo é “ a reunião da multidão associada pelo consenso do direito e pela comunhão da utilidade”. No absolutismo o povo fora objeto, com a democracia ele se transforma em sujeito Na sociedade moderna, povo é então o quadro humano sufragante, que se politizou, ou seja, o corpo eleitoral. 8. Conceito Jurídico Somente o direito pode explicar plenamente o conceito de povo Povo: conjunto de pessoas vinculadas de forma institucional e estável a um determinado ordenamento jurídico. Cidadania: é a prova de identidade que mostra a relação ou vínculo do indivíduo com o Estado Status civitalis: define a capacidade pública do indivíduo, a soma dos direitos e deveres que ele tem perante o Estado Três sistemas determinam a cidadania: i. O jus sanguinis (determinação da cidadania pelo vínculo pessoal) ii. O jus soli (a cidadania se determina pelo vínculo territorial) iii. O sistema misto (admite ambos os vínculos) 9. Conceito sociológico Decorre de dados culturais Há equivalência entre o conceito de povo e nação Povo: toda a continuidade do elemento humano, porjetado historicamente no decurso de várias gerações e dotado de valores e aspirações comuns. A NAÇÃO 1. A Nação: um conceito equívoco? Alguns conceitos de nação: • Segundo o autor francês, Hauriou, nação é “um grupo humano no qual os indivíduos se sentem mutuamente unidos, por laços tanto materiais como espirituais, bem como conscientes daquilo que os distingue dos indivíduos componentes de outros grupos nacionais.” • Segundo Aldo Bozzi, “derivado da comunhão da tradição, de história, de língua, de religião, de literatura e de arte, que são fatores agregativos prejurídicos.” • Segundo mancini, “é uma sociedade natural de homnes, com unidade de território, costumes e língua, estruturados numa comunhão de vida e consciência social.” Segundo Mancini, fatores que servem de fundamento à nação: fatores naturais, históricos e psicológico. ➢ Fatores naturais: território, raça e língua. ➢ Fatores históricos: tradição, costumes, leis e religião. ➢ Fator psicológico: consciência nacional 2. O erro de tomar insuladamnete alguen elementos formadores do conceito de Nação: raça, religião e língua Nação, raça e língua são elementos empregados como resposta da pergunta: o que é nação. Entretanto, estes elementos não podem ser considerados isoladamente, são todos eles que caracterizam uma nação, podendo, também, ser algo mais ou algo menos que tudo isto Qual desses elementos – língua, religião, raça – se afigura de maior importância? A língua. 3. O conceito voluntarístico de nação A nação aparece nessa concepção como ato de: • Vontade coletiva • Inspirado em sentimentos históricos (de épocas felizes ou das provações nas guerras, revoluções e calamidades) 4. O conceito naturalístico de nação O conceito naturalístico → produziu a modalidadde mais insana de nacionalismo – o da raça, em moldes políticos. 5. Passos notáveis da obra de Renart fixando o conceito de nação Segundo Renan: “ O homem não é escravo nem de sua raça, nem de sua língua, nem de sua religião, nem do curso dos rios, nem da direçaõ das cadeias de montanhas. Uma grande agreagação de homens, sã de espírito e cálida de coração, cria uma consciência moral que se chama de nação.” 6. A nação organizada como Estado: o princípio das nacionalidades e a soberania nacional Origem do poder: nação A soberania nacional provém da nação, única fonte capaz de legitimar o exercício da autoridade política DO TERRITÓRIO DO ESTADO 1. Conceito de território Alguns autores se têm limitado a dizer que o território é simplesmente o espaço dentro do qual o Estado exercita seu poder de império (soberania). Já Pergolesi definiu o território como “a parte di globo terrestre na qual se acha efetivamente fixado o elemento populacional, com exclusão da soberania de qualquer outro Estado” Afnal, o território é ou não elemento constitutivo do Estado? • Donati responde negativamente, ele entende que o território deve ser considerado como condição necessária mas exterior ao Estado. • Um grande número de autores, afirmam que o território “fazparte” do Estado, é elemento constitutivo e essencial, e sem ele o Estado inexistiria. São partes do território: • A terra firme • As águas (o mar teritorial) • O subsolo • A plataforma continental 2. O problema do mar territorial Mar terriotorial → faixa variável de águas que banham as costas de um Estado e sobre as quais exerce ele direitos de soberania. 3. Os limites do mar territorial brasileiro O Brasil consagra presentemete o limite de 200 milhas de mar territorial. Com essa posição, o Brasil aderiu à política de soberania marítima que já vinha sendo perfilhada por outras nações do continente. 4. Subsolo e plataforma continental Incluem-se subsolo e espaço aéreo como parte do território 4.1. A ONU e a plataforma continental As águas que cobrem a plataforma continental se sujeitam no entedimento da ONU ao regime de alto-mar, resguardadas pelos princípios de liberdade e inapropriabilidade dominantes na boa doutrina internacional. Posição jurídica da ONU: os poderes do Estado ribeirinho sobre a plataforma continental importam numa jurisdição limitada. 4.2. O Brasil e a plataforma continental A posição brasileira sobre a plataforma continental foi fixada no Decreto n. 28.840, de 8 de novembro de 1950, que declarou “integrada ao território nacional a plataforma submarina na parte correspondente a esse território”. 5. O espaço aéreo Não há uma altitude exata, econhecida internacionalmente e que possa responder à questão de saber até onde vai a soberania territorial sobre o espaço aéreo. Porém, pode-se admitir, como alguns juristas o fazem, que “ a soberania do estado sobre o espaço aéreo estende-se em altitude até onde haja um interesse público que possa reclamar a ação ou proteção do Estado.” 6. O espaço cósmico Celebrou-se no dia 5 de agosto de 1963 o Tratado de Moscou entre a União Soviética,os Estados Unidos e a Inglaterra, inaugurando-se então um novo ramo do direito positivo: o direito internacional espacial. Tratado de Moscou: proscreveu experiências com armas nucleares na atmosfera, no espaço cósmico e debaixo d´água, sendo de duração ilimitada. As seguintes disposições como parte do direito cósmico que a ONU intenta estabeler: a) Extensão ao domínio cósmico dos princípios e normas de direito internacional gravados na Carta daquele organismo b) Interdição de experiências nucleares no espaço cósmico c) Proibição de envio ao cosmos de artefatos portadores de cargas nucleares ou armas de destruiçaõ em massa d) Proibição de propagada de guerra no espaço cósmico 7. Exceções ao pode de império do Estado Exceções ao poder de império do Estado sobre o território: • Extraterritorialidade • Imunidade dos agentes diplomáticos Extraterritorialidade (segundo Ranelletti): uma coisa que se encontra no território de um Estado é de dirieto considerada como se estivesse situada no território de outro Estado Imunidade dos agentes diplomáticos: em termos de reciprocidade, se acham isentos do poder de império do Estado onde quer que venham ser acreditados 8. Concepção política do território Na obra “O Espírito das Leis” de Montesquieu, foi que o pensamento moderno de maneira mais coordenada refletiu sobre as relações entre o meio físico e a natureza das instituições políticas. 9. Concepção jurídica do território Desde o século XIX corre a máxima de que “nenhum Estado há sem território”. As principais teorias sobre a determinação da natureza jurídica do território são: • A Teoria do Território-Patrimônio • A Teoria do Território-Objeto • A Teoria do Território-Espaço • A Teoria do Território Competência 9.1. A Teoria do Território-Patrimônio ➢ Teoria mais antiga ➢ O território era explicado por meio do direito das coisas, misturando território com a propriedade ou com outros direitos reais. ➢ Se tinha a concepção do território como propriedade dos senhores feudais e, depois, como propriedade do Estado. 9.2. A Teoria do Território-Objeto ➢ Segundo os adeptos dessa corrente o direito do Estado sobre o seu território é direito especial, eminente, soberano ➢ Toma-se o território como coisa 9.3. A Teoria do Território-Espaço ➢ Segundo essa teoria o território do Estado nada mais significa que a extensão espacial da soberania do Estado. ➢ Fricker acrescenta que o poder do Estado não é poder sobre o território, mas poder no território e qualquer modificação no território do Estado implica a modificação mesma do Estado. 9.4. A Teoria do Território-Competência ➢ Passa-se a ver o território apenas como um elemento determinante da validez da norma, sobretudo um meio de localização da validez da regra jurídica. ➢ Chma a atenção por admitir de modo especial um conceito jurídico de competência e de modo geral um conceito de validade do direito ➢ Se desdobra em duas acepções de território i. Faz do território a esfera de competência local ii. Encara o território de maneira significativamente ampla