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ASPECTOS ÉTICOS NA ENFERMAGEM O que são os direitos do paciente? Direitos do paciente são um conjunto de normas que regem as relações entre provedores e usuários dos sistemas de saúde no Brasil, sejam eles públicos ou privados. Tais regras se pautam tanto na Constituição Federal quanto nos direitos do consumidor 1. ACOMPANHAMTE Todo paciente possui o direito de ser acompanhado por uma pessoa designada por ele, se assim desejar. Durante consultas, internações, exames pré- natais e parto, para a melhoria do seu conforto e do seu bem-estar físico e emocional. 2. Cuidados humanizados Dar a atenção quando é preciso e certificar-se que os pacientes estejam à vontade no ambiente clínico ou hospitalar. Qualquer pessoa que se sinta ouvida e respeitada tem mais chances de fornecer todos os detalhes a respeito do seu estado de saúde, o que pode ser crucial para diagnosticar e conduzir casos clínicos 3. Não abandono Após iniciar o tratamento, é vedado ao médico abandonar o paciente, a menos que haja eventos que prejudiquem a relação entre ambos ou então, o desempenho profissional. Tem-se então a assistência continuada como garantia ao paciente salvo as exceções supracitadas 4. Legibilidade dos documentos de saúde O entendimento sobre a prescrição de saúde é crucial em qualquer tratamento. A prescrição e outros documentos em formato digital surgem como uma solução a letras incompreensíveis, rasuras ou falta de informações nos documentos de saúde. 5. Alta hospitalar O médico pode recusar-se a conceder alta hospitalar a um paciente sob seus cuidados se colocar a saúde deste em risco. Ainda assim é direito do paciente decidir sua alta apesar do conselho do médico, devendo-se nessa situação responsabilizar-se por escrito. Nesse caso, o médico tem a opção de encaminhar o caso para outro profissional que tenha sido recomendado ou aceito pelo paciente ou família 6. Identificação Poder identificar as pessoas responsáveis diretamente e indiretamente por sua assistência através de crachás visíveis e legíveis, com o nome completo, a função e o cargo do profissional, assim como o nome da instituição Informação sobre atendimento, procedimentos e cuidados Além de consultas, todo paciente tem direito a informações claras sobre atendimentos e procedimentos médicos. O que inclui suas vantagens, desvantagens, efeitos colaterais, riscos, custos e outras informações pertinentes. Dessa forma, é direito do paciente ter suas dúvidas sanadas pelo profissional responsável Procurar uma segunda opinião Ainda que tenha base em conhecimentos científicos, a assistência médica não fornece uma resposta ou abordagem única. Diferentes especialistas podem ter visões divergentes ou complementares sem que estejam, necessariamente, enganados. Sigilo médico-paciente Segundo o Parecer Consulta n.º 161.037/2012, recomenda-se que, excetuados os motivos de justa causa (risco de dano ao paciente ou a terceiros) e os de obrigação legal (como as doenças de notificação compulsória), o médico mantenha o sigilo quanto ao conhecimento de agravos à saúde do seu paciente. Deveres do paciente se somam aos direitos A garantia dos direitos ao paciente depende do cumprimento de deveres. Abaixo, listo as principais obrigações do paciente, segundo a já citada Portaria 1820/09 Prestar informações sobre sua condição de saúde, compartilhando queixas, histórico de doenças crônicas e procedimento anteriores Apresentar documentos como o prontuário médico e imagens de exames radiológicos que estiverem sob sua guarda Confirmar o entendimento referente a explicações prestadas por profissionais de saúde Seguir as recomendações e tratamentos combinados com o médico Avisar se houver complicações em seu quadro de saúde Assumir a responsabilidade caso se recuse a realizar procedimentos, exames, tratamentos e recomendações da equipe de saúde Seguir as normas de convivência e bem-estar dentro de clínicas e hospitais, como não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas Respeitar funcionários dos estabelecimentos de saúde, bem como outros pacientes e acompanhantes Não dificultar a aplicação de medidas sanitárias Aspectos éticos na Enfermagem Sigilo profissional O atual Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Cepe) – Resolução Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) 311/2007 possui cinco artigos que tratam do sigilo profissional. Seu art. 82 traz como dever dos profissionais “manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, exceto casos previstos em lei, ordem judicial ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal ÉTICA E MORAL NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÕES 4 – FORMAS DE POSSÍVEIS REVELAÇÕES DE SEGREDO: O segredo profissional pode ser revelado de forma direta ou indireta. Revelação direta de um segredo dá-se quando são publicados o conteúdo e o nome da pessoa a quem pertence o segredo. O segredo é revelado indiretamente a partir do instante em que são oferecidas pistas para o conhecimento da coisa secreta e do seu dono. Tanto na revelação direta como indireta, a injustiça é praticada da mesma forma e as responsabilidades jurídicas e éticas estão presentes. QUANDO É PERMITIDA E QUANDO É OBRIGATÓRIA A REVELAÇÃO DO SEGREDO: Há situações em que o segredo pode ser revelado e outras em que deve ser manifestado a quem de direito. E podemos ser processados ou ferir a ética revelando ou guardando um segredo. Pode-se revelar um segredo: a) quando o dono permite; b) quando o bem comum o exige; c) quando o bem de terceira pessoa o exige; d) quando o bem do depositário o exige ASPECTOS JURÍDICO “Art. 153 – É crime divulgar, sem justa causa, conteúdo de documento particular, cuja divulgação possa produzir dano a outrem”. “Art. 154 – É crime revelar a alguém, sem justa causa, segredo de que venha a ter ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão e cuja revelação possa produzir dano a outrem. Pena: detenção de três meses a um ano ou multa de Cz$ 1.000,00 à 10.000,00...”. O Código Civil Brasileiro, no artigo 144 diz que a pessoa convocada a depor os fatos, obrigada por profissão a guardar segredos, é obrigada a comparecer, mas não é obrigada a revelar o que sabe. O Código de Deontologia de Enfermagem, no artigo 8°, inciso II, trata do dever de guardar o segredo profissional. ASPECTOS ÉTICOS: O segredo profissional envolve o respeito à pessoa, à justiça, ao direito individual e comunitário. Ao se revelar um segredo profissional, desrespeitando a confiança depositada, pode-se ocasionar grave prejuízo ao bom nome, à honra ou à profissão. Um cliente, por exemplo, revela ao enfermeiro que foi um drogado, mas seus pais e amigos não sabem. Se o enfermeiro revelar este segredo, comprometerá a honra do cliente e a confiança em si como profissional Um cliente revela ao enfermeiro, sob segredo, que é portador de moléstia contagiosa. Este segredo não poderá ser mantido, pois está em risco a saúde da comunidade