Prévia do material em texto
Ética médica @andressavnc Aula 01 28/01/2026 Princípios gerais da Bioética, Biodireito e ensino na Medicina O dever do médico é salvar vidas a todo custo? Não. Do ponto de vista jurídico e técnico, o dever do médico é cuidar, aliviando sofrimento e agindo com boas práticas médicas, respeitando a dignidade humana, a autonomia do paciente e os limites da ciência. Caráter curativo Caráter paliativo → O caráter curativo tem como objetivo eliminar ou controlar as doenças de base, buscando a cura. Portanto, seu foco é na doença! → O caráter paliativo tem como objetivo aliviar o sofrimento humano e promover uma qualidade de vida, sem intenção de cura. Portanto, seu foco é na pessoa! Fases da medicina e a judicialização da saúde → A prática médica passou por mudanças estruturais ao longo do tempo, principalmente na forma como a sociedade tem a percepção do papel do médico. → Atualmente, percebe-se um novo olhar: o médico atua em um contexto de vigilância, desconfiança e responsabilização jurídica, no qual sua conduta necessita ser constantemente justificada. → Um dos fatores centrais desse contexto, é a hiperespecialização médica, impulsionada por um crescimento do conhecimento científico. Com isso, o profissional que atua em uma área mais específica favorece a excelência técnica, porém traz uma certa fragmentação do cuidado. Essa ruptura vai favorecer a judicialização. → A judicialização da saúde emerge como resposta social às falhas percebidas no sistema assistencial. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) surge com objetivo de contribuir para o questionamento acerca da responsabilidade civil do médico. Ao estabelecer normas regulatórias, a ANS objetiva garantir o acesso à assistência em saúde. Dessa forma é essencial distinguir ética, moral e direito. Ética Reflexão critica sobre a ação humana, avaliando condutas sem impor regras; Moral Refere-se ao conjunto de valores assumido por um indivíduo ou por grupos sociais; Direito Corresponde às normas jurídicas impostas pelo Estado, dotadas de caráter coercitivo. Essas três esferas podem dialogar ou até mesmo entrar em conflito, especialmente em decisões médicas, já que o que é legal nem sempre pode coincidir com o que é moral ou eticamente desejável. Um questionamento a ser feito ABORTO legal ou não? → Judicialmente SIM (em três ocasiões: quando oferta risco de vida à mãe, feto anencefálico ou estupro), moralmente não é (principalmente quando atrelado à religião). O direito busca estabelecer um regramento social, delimitado pelas fronteiras do Estado. O Civil Law, é o referencial adotado pelo Brasil, em que a lei se baseia na escrita. → A bioética é o campo da ética voltado à reflexão sobre a vida e as intervenções que a envolvem. Ela propõe parâmetros reflexivos para orientar a conduta profissional diante de situações complexas. → O objetivo dela é avaliar comportamentos e decisões, buscando identificar a conduta mais adequada diante de conflitos morais, científicos e sociais. → No âmbito assistencial, a bioética reconhece que as pessoas incapazes juridicamente devem ser representadas por responsáveis legais, como ocorre com menores de idade, ébrios habituais, viciados em tóxicos, aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade e... → Porém a bioética ultrapassa o critério puramente legal. Em situações envolvendo menores de 18 anos, a bioética defende que o jovem que demonstra sua capacidade de compreensão sobre riscos e benefícios deve ser ouvido e considerado como sujeito ativo no processo decisório. Caso → Diante do risco iminente de morte, o médico DEVE realizar a transfusão sanguínea, mesmo sem consentimento dos pais. A conduta é aparada por: ECA, princípio da beneficência, princípio da não maleficência, doutrina do melhor interesse menor. Histórico de códigos O código de ética médica (CEM) é um documento de caráter punitivo EXCLUSIVAMENTE no exercício da profissão! Estrutura do CEM/2018: o 26 princípios fundamentais no exercício médico; o 11 normas diceológicas (direito dos médicos); o 117 normas deontológicas (dever dos médicos); o 4 disposições gerais. Tipos de normas Regras: São normas específicas e objetivas, que determinam o que pode e o que não pode ser feito em situações concretas. Características: Criança de 7 anos, sexo feminino, chega ao PS levada por seus pais após episódio de queda de bicicleta com trauma abdominal. Na admissão apresenta-se hipocorada, taquicárdica, com P.A. limítrofe e dor Abd difusa. O exame físico evidencia hemorragia interna ativa, com queda progressiva de hemoglobina e risco iminente de morte. A equipe médica indica transfusão sanguínea imediata. No entanto os pais que se identificam como testemunha de jeová, recusam formalmente a transfusão, alegando princípios religiosos. Diante da recusa dos pais a equipe se encontra em um conflito entre o respeito à autonomia familiar e religiosa e o dever de proteção à vida e à saúde da criança. @andressavnc o Tem caráter descritivo (“pode” / “não pode”); o De aplicação direta e imediata; o Menor margem para erros de interpretação; o Quando violadas tem punições. Exemplos: o Sigilo profissional (salvo exceções, obvio); o Não abandonar o paciente; o Obter consentimento informado; o Não praticar atos sem competência médica. Princípios: são diretrizes fundamentais, amplos e abstratos, que orientam a reflexão ética e ajudam a decidir em situações complexas. Características: o Não são absolutos; o Podem entrar em conflitos entre si (exemplo dos caba); o Exigem ponderação; o Não determinam a conduta, mas fundamentam a decisão. Vou explicar os principais princípios da bioética que Igor falou em sala: 1. Autonomia – respeito à capacidade de decisão do paciente; 2. Beneficência – agir em benefício ao seu paciente; 3. Não maleficência – não causar danos ao paciente; 4. Justiça – distribuição equitativa de recursos e tratamentos. A autonomia do paciente é absoluta? → Testemunha de Jeová o Paciente lúcido, capaz e informado pode recusar transfusão, mesmo que isso aumente risco de morte. o Aqui a autonomia é muito forte. Mas não é absoluta porque: o Se for criança/adolescente, a recusa dos pais pode ser superada para salvar a vida. o Se o paciente estiver inconsciente, sem diretiva antecipada, o médico tende a agir para salvar a vida. → ONR (Ordem de Não Ressuscitar) Pode ser respeitada quando: o É decisão do paciente (ou representante legal); o Está bem registrada e discutida; o Há contexto clínico (ex.: terminalidade, futilidade terapêutica). Limites: o Não pode ser usada para “abandonar” cuidados; o Não significa “não tratar”, e sim não fazer RCP em PCR; o Se estiver mal documentada ou duvidosa, pode gerar conflito. → “Wannabes” (ex: paciente quer conduta sem indicação) Aqui a autonomia tem limite bem claro. O paciente não pode obrigar o médico a: o Prescrever antibiótico sem necessidade; o Fazer cirurgia estética sem indicação/segurança; o Solicitar exames desnecessários; o Pedir internação sem critério; o Pedir laudo falso ou conduta antiética. A autonomia do paciente é fundamental, mas não absoluta: ela deve ser respeitada quando o paciente é capaz e informado, porém não obriga o médico a condutas antiéticas, ilegais ou sem indicação, e pode ser limitada para proteção de incapazes ou de terceiros. Medicina sacerdotal → Subordinação médico-paciente; → O médico decide o tratamento e o paciente apenas aceita (vai contra o protagonismo do paciente na consulta); → Resulta numa heterodeterminação do tratamento (quando a decisão sobre o tratamento não é tomada pelo próprio paciente, e sim por outra pessoa ou instituição, ou seja, a vontade do paciente é substituída). → Termo de livre esclarecimento:claramente individualizados. → o paciente precisa saber quem está cobrando o quê. → Isso garante transparência financeira • Art. 71. Oferecer seus serviços profissionais como prêmio, qualquer que seja sua natureza. → “Marque X amigos e concorra a uma consulta/procedimento”. Isso resulta como: ❖ banaliza o cuidado ❖ introduz lógica de marketing agressivo ❖ pode induzir o paciente a decisões sem base clínica • Art. 72. Estabelecer vínculo de qualquer natureza com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento ou consórcios para procedimentos médicos. (Modificado pela Resolução CFM nº 2.226/2019). → Consórcios pode para indicar, mas o médico não pode se associar! → O paciente contemplado pega a carta e vai até o médico. Isso pode. → O médico não pode fazer uma linha com o consórcio. Aula 9 27/04/2026 “sigilo profissional”. Capítulo IX SIGILO PROFISSIONAL É vedado ao médico: • Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente. @andressavnc Parágrafo único. Permanece essa proibição: a) mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; b) quando de seu depoimento como testemunha (nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento); c) na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal. → Tudo que o médico sabe por causa do atendimento é confidencial, incluindo: diagnóstico, exames, história clínica, informações pessoais e até o fato de o paciente estar em atendimento. Motivo justo Quando há risco relevante para terceiros ou para a coletividade. paciente com doença infectocontagiosa grave que expõe outros risco iminente de violência Dever legal Quando a lei obriga a notificação. doenças de notificação compulsória casos de violência (ex.: doméstica, infantil) comunicação a autoridades judiciais quando exigido Consentimento do paciente (por escrito) O paciente autoriza formalmente a divulgação. envio de informações para seguro compartilhamento com outro profissional fora da rotina assistencial • Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de discernimento, inclusive a seus pais ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente. → Os menores podem ser interpretados como: absolutamente incapaz ou relativamente incapaz. o Menor de 16 anos: pais ou responsáveis legais. o Entre 16 e 18: quem eu vou decidir sendo apoiado em conjunto por meu responsável legal. → Paciente de 15 anos acompanhado pela mãe ou pelo pai. Eu devo levar em consideração o nível de “consciência” (maturidade) do meu paciente menor de idade. → Só conto quando o “não contar” gere mais dano que o “contar”. Ex: paciente menor soropositivo. • Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente. → Aqui TANTO FAZ ter consentimento ou não. NÃO PODE! → Mesmo que o paciente autorize por escrito → Mesmo que ele queira aparecer → a proteção da dignidade do paciente é superior ao consentimento nesse contexto. • Art. 76. Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou de instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade. → Médico pode divulgar para a empresa o que ele encontrou? NÃO, salvo em caso que a informação viole a saúde de alguém. • Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito, salvo por expresso consentimento do seu representante legal. → É vedado ao médico: → Fornecer a seguradoras informações sobre as circunstâncias da morte, além daquelas já constantes na Declaração de Óbito. • Art. 78. Deixar de orientar seus auxiliares e alunos a respeitar o sigilo profissional e zelar para que seja por eles mantido. Art. 79. Deixar de guardar o sigilo profissional na cobrança de honorários por meio judicial ou extrajudicial. → O sigilo deontológico é apenas do médico. → Estudantes, secretárias... não tem esse sigilo deontológico, mas o médico tem que advertir • Art. 79. Deixar de guardar o sigilo profissional na cobrança de honorários por meio judicial ou extrajudicial. → Em termos diretos: você pode cobrar, mas sem expor o paciente. → O médico pode cobrar judicialmente, isso é legítimo. O que ele não pode é usar informações clínicas do paciente como forma de justificar ou reforçar a cobrança. Capítulo X DOCUMENTOS MÉDICOS É vedado ao médico: • Art. 80. Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade. → Exemplo: dar atestado ou laudo que não são verdadeiros. → Tendencioso: dar com mais dias do que o necessário. → Para a ética médica, o atestado médico é sempre verdadeiro, mas o conteúdo pode ser falso. → Posso fazer um diagnóstico para um irmão? SIM. Poder, pode, mas não é de bom tom. → Posso fazer um autodiagnóstico? Não tem uma regulamentação clara sobre isso, mas “pode”. • Art. 81. Atestar como forma de obter vantagem. → Do ATESTADO. → Obter VANTAGEM!! → Dinheiro, favor sexual... • Art. 82. Usar formulários institucionais para atestar, prescrever e solicitar exames ou procedimentos fora da instituição a que pertençam tais formulários. → Se o paciente morre por algum motivo relacionado à medicação, a prova que tenho é o receituário. Se pego esse receituário e vou ao hospital pegar o prontuário, não tenho prontuário. Ou seja, prescreva em uma folha em branco sem identificação nenhuma quando um vizinho pedir pra “dar uma olhadinha” • Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal. → Se eu já prestava serviço (ex: acompanhar na UBS), posso atestar. → Se eu nunca tiver visto o paciente, não posso. → Se eu VI O CORPO, eu posso sim atestar. → Médico registra como que não há indícios de fatores externos, exemplo violência. Se tiver indício de violência, eu mando para o serviço de avaliação (IML). → Paciente já enterrado, não pratico nenhum ato. • Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta. → Você está acompanhando o paciente e ele falece, eu tenho o DEVER de atestar o óbito. → Suspeita de morte violenta: IML. • Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade. @andressavnc → Eu enquanto médico não posso permitir que outras pessoas não manuseiem o prontuário. • Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu representante legal quando aquele for encaminhado ou transferido para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta. → Laudo médico é direito do paciente e não deve ser cobrada. → Eu faço o laudo para permitir a continuidade do atendimento. → Alta: para que saiba o que o paciente tinha e o que foi feito. • Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. → A culpa é do médico, por ter a letra ilegível. Aculpa é maior da enfermeira porque tentou adivinhar e não foi ter certeza do que era. § 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina. ▪ Prontuário tem que ter ordem cronológica. ▪ Alterar dados, rasurar... não pode. ▪ Preciso de data, hora e assinatura. ❖ O prontuário é DO PACIENTE, mas ele NÃO TEM POSSE. Quem guarda é a instituição. Quanto tempo o médico fica com a guarda do prontuário? 20 anos. § 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da instituição que assiste o paciente. § 3º Cabe ao médico assistente ou a seu substituto elaborar e entregar o sumário de alta ao paciente ou, na sua impossibilidade, ao seu representante legal.a decisão é tomada pelo paciente após receber as devidas orientações, requerendo compreensão, informação e voluntariedade. Tomada de decisão A compreensão do processo de tomada de decisão é um elemento fundamental na Bioética. Uma das questões mais fundamentais neste processo é como estabelecem as relações de poder. A Dra. Rosa Krausz propôs cinco diferentes modelos de relações de poder no processo de tomada de decisões de acordo com o seu posicionamento relativo a ação-omissão e cooperação-não cooperação. A sua proposta foi desdobrada em um esquema de nove relações possíveis. Dominação: Um lado decide tudo e controla o outro. Imposição: conduta é forçada mesmo com resistência. Compromisso: os dois cedem um pouco, buscando um meio-termo. Negociação: há diálogo e construção conjunta. Barganha: troca direta: “se você fizer isso, eu faço aquilo.” Indiferença: ninguém se importa ou se envolve de verdade. Alienação: a pessoa se desliga totalmente da decisão. Acomodação: um lado evita conflito e só acompanha o outro. Submissão: um lado obedece completamente, sem questionar. Justiça O princípio da justiça estabelece como condição fundamental a equidade. Desse modo, o médico deve trabalhar com imparcialidade, evitando aspectos sociais, culturais, religiosos, financeiros ou outros que interfiram na relação médico-paciente. Caso abaixo: @andressavnc Para a justiça: eu dou mais a quem precisa mais, PORÉM neste caso eu tenho falta de recursos, então eu devo ofertar o que eu tenho ao paciente com maior possibilidade de cura, portanto, paciente 1. Dignidade da pessoa humana (DPH) Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos: III – a dignidade da pessoa humana; Lançamento de anão O princípio da dignidade humana protege o anão dele mesmo. → O lançamento de anão é proibido, mesmo que o anão queira. → O anão não pode dispor da dignidade dele. Médico e dignidade No hospital de trauma os médicos dormiam em colchonetes no chão, isso resultou em ações contra o hospital, justificando que não tem condições dignas de trabalho. Aula 2 04/02/2026 Ética e Bioética na Prática Médica Médico pode atuar em qualquer ramo da medicina? → Sim, desde que esteja regularizado o seu CRM. Entretanto ele não pode se autodenominar especialista naquela área. → Lei 3268/57 Art.17. Princípios fundamentais - CEM São os valores que vão orientar todo o CEM. I. A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza. ✓ A medicina não é seletiva: o médico não escolhe paciente por preconceito. II. O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. ✓ O médico deve priorizar a saúde do paciente, atuando com máximo zelo e competência. III. Para exercer a medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa. ✓ A prática médica ética depende de condições dignas de trabalho e remuneração justa (exemplo: descanso). ➢ É vedado ao médico: ➢ o Art. 58. O exercício mercantilista da Medicina. ➢ CRM/SC: No arbitramento dos seus honorários, o médico deve levar em conta a praxe do lugar, as posses do paciente, a hora, o meio de locomoção e, principalmente, o valor intrínseco do trabalho executado e a complexidade do caso. Estas considerações valem mais para os chamados domiciliares, os tratamentos de longa duração sobretudo se domiciliares e as cirurgias, do que, propriamente para as consultas médicas em consultório. Necessitamos pesar o contexto e os riscos, e ter noção de que o honorário tem que compreender o que estou perdendo. Não entendeu? vamos lá. a) condição econômica do paciente; - Paciente mais rico paga mais caro. b) fama do profissional; - Profissional de início de carreira não vai cobrar o mesmo de um profissional com anos de trabalho. c) valor do trabalho; - Nesse caso iremos considerar: complexidade do procedimento, tempo dependido, risco envolvido, grau de especialização exigido. d) local e hora do trabalho; - Nesse caso iremos considerar: atendimento domiciliar, urgência e emergência, atuação noturna ou feriados, além do deslocamento. e) usos e costumes do lugar; - Refere-se aos padrões praticados regionalmente, evitando distorções abusivas. f) êxito dos serviços prestados; - Este critério é controverso. Pois o êxito não deve significar pagamento condicionado ao resultado, pois a obrigação médica é o MEIO, não o resultado. QUESTIONAMENTO→ COBRAR HONORÁRIOS MÉDICOS SUPERIORES EM RAZÃO DA MUDANÇA DE ACOMODAÇÃO DO PACIENTE É ÉTICO? Segundo o entendimento doutrinário de Genival Veloso de França e a interpretação do Conselho Federal de Medicina à luz do Código de Ética Médica, a mudança de acomodação hospitalar (enfermaria → apartamento, por exemplo) não justifica aumento de honorários médicos. IV.Ao médico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da medicina, bem como pelo prestígio e bom conceito da profissão. ✓ O médico deve manter conduta ética e contribuir para o prestígio da profissão. V.Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente e da sociedade. ✓ O médico deve se atualizar continuamente e usar o progresso científico em benefício do paciente e da sociedade (ou seja, estudar todo dia). VI.O médico respeitará o ser humano e atuará em seu benefício, mesmo após a morte; jamais usará seus conhecimentos para causar sofrimento ou violar dignidade. ✓ O médico deve respeitar a dignidade humana sempre, inclusive após a morte, e nunca usar a medicina para causar dano. VII.O médico atuará com autonomia, podendo recusar serviços contra sua consciência, exceto em urgência/emergência ou ausência de outro médico. ✓ O médico tem autonomia e pode recusar atos contra sua consciência, salvo em urgência/emergência, risco ao paciente e único médico presente. ✓ Objeção de consciência é um direito médico, mas não é absoluto. O mesmo pode se recusar a realizar certos procedimentos. Resolução do CFM n° 2.168/2017: é permitido o uso das técnicas de RA para relacionamentos homoafetivos e pessoas solteiras, respeitando o direito a objeção de consciência por parte do médico. Partindo disso, fazemos a seguinte pergunta: Qual a distinção entre objeção de consciência e discriminação? Exemplo: caso de cirurgia de transgenitalização e tratamento hormonal para pacientes transexuais o médico se nega a fazer. Fica ai a pergunta pra vcs refletirem Você, médico recém formado está trabalhando na 1° onda da covid-19 e tem apenas UM leito de UTI disponível, mas você se depara com a seguinte situação: Paciente 1: Homem 30 anos, sem comorbidades, com complicações respiratórias por covid-19. Paciente 2: Homem, 60 anos, diabético, hipertenso, tabagista, com complicações respiratórias por covid-19. Quem pega o leito? @andressavnc VIII.O médico não pode renunciar à sua liberdade profissional nem aceitar restrições que prejudiquem a eficiência e correção do trabalho. ✓ O médico não pode aceitar imposições que prejudiquem sua liberdade e a qualidade da assistência (exemplo: pressão). IX.A medicina não pode ser exercida como comércio. ✓ Autoexplicativo. X.O trabalho do médico não pode ser explorado por terceiros com fins lucrativos, políticos ou religiosos. ✓ O trabalho médico não pode ser explorado, impedindo lucro abusivo campanha política... XI.O médico guardará sigilo das informações obtidas no exercício profissional, salvo exceçõeslegais. ✓ Autoexplicativo também. XII.O médico deve adequar o trabalho ao ser humano, eliminando e controlando riscos à saúde no trabalho. ✓ Medicina preventiva, do trabalhador etc. XIII.O médico comunicará às autoridades deteriorações do ecossistema prejudiciais à saúde e à vida. ✓ O médico deve comunicar danos ambientais que ameacem saúde e vida. XIV.O médico deve melhorar padrões dos serviços médicos e assumir responsabilidade com saúde pública, educação sanitária e legislação. ✓ SUS e saúde pública, educação em saúde... XV.O médico será solidário com movimentos de defesa da dignidade profissional, por remuneração e condições compatíveis. ✓ O médico deve apoiar a dignidade profissional e a luta por condições e remuneração justas. XVI.Nenhuma norma institucional pode limitar a escolha do médico quanto aos meios cientificamente reconhecidos para diagnóstico e tratamento, salvo benefício ao paciente. ✓ Nenhuma instituição pode impedir o médico de usar meios científicos adequados, salvo para benefício do paciente (exemplo: não pode impor protocolos). XVII. As relações do médico com outros profissionais devem se basear em respeito, liberdade e independência, buscando o bem-estar do paciente. ✓ Relações interprofissionais devem ter respeito mútuo e foco no bem do paciente (não deve haver hierarquia abusiva). XVIII. O médico deve respeitar colegas, com solidariedade, mas deve denunciar atos antiéticos. ✓ O médico deve respeitar colegas, mas denunciar condutas antiéticas (denúncia ética é dever). XIX. O médico se responsabiliza pessoalmente (nunca presumido) por seus atos, executados com diligência, competência e prudência. ✓ O médico responde pessoalmente por seus atos, devendo atuar com cuidado, técnica e evitando riscos. XX. A atuação médica é personalíssima e não caracteriza relação de consumo. ✓ Relação médico-paciente não é igual a “cliente x empresa”. XXI. O médico aceitará as escolhas do paciente sobre procedimentos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas. ✓ Respeita autonomia do paciente, mas o paciente pode escolher/recusar. XXII. Em situações irreversíveis e terminais, o médico evitará procedimentos desnecessários e oferecerá cuidados paliativos. ✓ Proíbe distanásia (prolongamento inútil do sofrimento). Valoriza cuidados paliativos. XXIII. Na produção científica, o médico deve agir com isenção, independência, veracidade e honestidade. ✓ Proíbe fraude científica, manipulação de resultados e exige ética na pesquisa. XXIV. Em pesquisas com humanos ou animais, o médico deve respeitar normas éticas nacionais e proteger sujeitos vulneráveis. ✓ Autoexplicativo de novo. XXV. Nas novas tecnologias, o médico deve evitar discriminação genética e proteger dignidade, identidade e integridade. ✓ Protege contra: eugenia, exclusão por genética. XXVI. A medicina será exercida com os meios técnicos e científicos disponíveis que visem aos melhores resultados. ✓ O médico deve utilizar os melhores meios técnicos e científicos disponíveis para alcançar os melhores resultados. Não tem muito o que ser explicado desses princípios, tem q ter noção de interpretação mesmo. É direito do médico I- Exercer a medicina sem ser discriminado por questões de religião, etnia, cor, sexo, orientação sexual, nacionalidade, idade, condição social, opinião política, deficiência ou de qualquer outra natureza. https://youtu.be/PLVxj7zof-Y?si=h4vWRuuqgJW9Yaq3 Exemplo do que é PROIBIDO! Pode (ou deve) o cirurgião obstetra recusar-se a operar com o médico residente, mesmo em caso de cirurgia de urgência? PROCESSO CONSULTA N°11/2009 – CRM/PB Em resumo, um residente de anestesiologia foi proibido de realizar um procedimento cirúrgico por médico especialista em obstetrícia “Comunico-lhe, outrossim, que temos um caso prático neste Nosocômio, onde o médico obstetra plantonista transfere todas as gestantes para outro serviço em virtude de o Anestesista plantonista ser estudante (R- 3 de anestesia).” II- Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as práticas cientificamente reconhecidas e respeitada a legislação vigente. O médico tem total autonomia, desde que tenha embasamento científico. Lei do ato médico 12.842/2013: Art. 7° Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos. Parágrafo único. A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais de Medicina abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos especificados no caput, bem como a aplicação das sanções pertinentes em caso de inobservância das normas determinadas pelo Conselho Federal. explicando: O CFM define e regulamenta procedimentos médicos (inclusive se são experimentais), e os CRMs fiscalizam e aplicam sanções quando as normas não são respeitadas. Caso Romario: https://youtu.be/PLVxj7zof-Y?si=h4vWRuuqgJW9Yaq3 @andressavnc CFM nº30/2017–PARECER CFM nº 38/2017 Reconhece a cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 com IMC entre 30 Kg/m² e 34,9 kg/m² sem resposta ao tratamento clínico convencional, como técnica não experimental de alto risco e complexidade. na linguagem de pessoas normais: o tratamento foi reconhecido como efetivo, porém de alto risco. PARECER CFM nº 40/15 O procedimento de interposição ileal para tratamento de doença metabólica é técnica experimental, só podendo ser realizada em protocolo de pesquisa de acordo com as normas do CEP/Conep. Ou seja, até 2015, o mesmo tratamento era considerado experimental. Resolução CFM 1982/2012 Art. 1º Adotar as normas éticas para o reconhecimento de novos procedimentos/terapias médicas pelo CFM, anexas a presente resolução, como dispositivo deontológico a ser seguido pelos médicos. → Um procedimento/terapia não pode ser adotado livremente só porque “é novo”; → O CFM precisa reconhecer formalmente; → O médico deve seguir essas normas para não cometer infração ética. OZONIOTERAPIA é técnica experimental- Resolução CFM nº 2.181/2018 Carboxiterapia é técnica experimental– PROCESSOCONSULTA CFM nº 8/12– PARECER CFM nº 34/12 O CFM considera ozonioterapia (Res. 2.181/2018) e carboxiterapia (Parecer 34/2012) como técnicas experimentais, não reconhecidas para uso médico rotineiro. Aula 3 25/02/2026 Bioética na Prática Médica: aborto, células tronco e RA. Continuação da última aula!!! III- Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua Jurisdição e à Comissão de Ética da instituição, quando houver. O médico tem o DEVER de realizar a fiscalização. O médico deve apontar falhas em normas, contratos ou práticas internas da instituição onde trabalha Quando forem: • Indignas do exercício da profissão • Prejudiciais ao médico • Danosas ao paciente • Lesivas a terceiros Conduta obrigatória: • Comunicar ao Conselho Regional de Medicina (CRM) da jurisdição • Comunicar à Comissão de Ética da instituição, se houver Eu tenho o dever de denunciar ou eu tenho apenas o direito de denunciar? A princípio é apenas um direito. O médico não pode ser condenado por violar um direito dele, mas pode ser condenado se for um dever. IV- Recusar-se a exercer sua profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar a própria saúde ou a do paciente, bem como a dos demais profissionais. Nesse caso, comunicará com justificativa e maior brevidade sua decisão ao diretor técnico,ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da instituição, quando houver. Eu posso até não exercer minha profissão ali, mas antes tenho de comunicar ao conselho, ao diretor técnico e à comissão técnica. A recusa não é abandono arbitrário. O médico deve: • Comunicar com justificativa • Agir com a maior brevidade possível → Conselho: supervisiona; → Diretor: supre a falha; → Comissão: supervisiona. Ou seja, não preciso me submeter a péssimas condições laborais. V- Suspender suas atividades, individualmente ou coletivamente, quando a instituição pública ou privada para a qual trabalhe não oferecer condições adequadas para o exercício profissional ou não o remunerar digna e justamente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo comunicar imediatamente sua decisão ao CRM. Ou seja, o médico pode suspender as atividades quando houver condições indignas de trabalho (seja por remuneração ou condições estruturais). NÃO posso me opor a situações de trabalho em condições de urgência emergência! Pois posso colocar a vida de um paciente em risco. Eu devo comunicar com 72h de antecedência porque: permite que outros profissionais se preparem para trabalhar no meu lugar. VI- Internar e assistir seus pacientes em hospitais privados e públicos com caráter filantrópico ou não, ainda que não faça parte do seu corpo clínico, respeitadas as normas técnicas aprovadas pelo CRM da pertinente jurisdição. É direito dos médicos acompanhar seus pacientes em qualquer hospital. No entanto, quem paga o médico é o paciente/família, não a instituição. A responsabilidade do médico é subjetiva, ele só pode ser culpado se tiver culpa. VII- Requerer desagravo público ao CRM quando atingido no exercício de sua profissão. Desagravo é quando o conselho atua em defesa do médico, e o CRM vai dizer que o médico não errou. É bom? Em partes, pois as vezes passa tanto tempo do caso que “trazer de volta” o que ocorreu não é o ideal. @andressavnc Art. 3°: Na sessão de desagravo será lida pelo Presidente do Conselho Regional a nota a ser publicada na impressa, encaminhada ao ofensor e às autoridades e registrada nos assentamentos do desagravado. VIII- Decidir, em qualquer circunstância, levando em consideração sua experiência e capacidade profissional, o tempo a ser dedicado ao paciente sem permitir que o acúmulo de encargos ou de consultas venha prejudicar seu trabalho. O médico decidirá seu tempo de consulta independente do que a instituição “impor”. Mesmo que elas estabeleçam essas metas, significa apenas um referencial, não uma regra. IX- Recusar-se a realizar atos médicos que, embora permitidos por lei, sejam contrários aos ditames de sua consciência. O médico antes de ser médico é ser humano. O mesmo tem direito a objeção/recusa de consciência: mediante justificativa como “não concordo por direitos morais, religiosos e etc...” no entanto essa consciência não é considerada absoluta. X- Estabelecer seus honorários de forma justa e digna. O médico deve ganhar de forma justa e digna, não podendo cobrar valores abaixo da classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), porque desse modo ele quer “conquistar” pacientes pelo baixo preço. XI- É direito do médico com deficiência ou com doença, nos limites de suas capacidades e da segurança dos pacientes, exercer a profissão sem ser discriminado. O Procedimento Administrativo de Verificação de Incapacidade com possibilidade de Interdição Cautelar, instaurado pelo Conselho Regional de Medicina com base nas normas do Conselho Federal de Medicina, é medida preventiva destinada a avaliar se o médico, por doença, deficiência ou até surto psíquico (caso isolado), mantém aptidão atual para o exercício seguro da profissão, podendo resultar em arquivamento, afastamento temporário ou interdição cautelar, sempre com garantia de defesa. É dever do médico É vedado ao médico: • Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. Parágrafo único. A responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida. • Para que haja responsabilização ética (e também civil), é indispensável demonstrar: Conduta – ação ou omissão do médico; Culpa – sob a forma de imperícia, imprudência ou negligência; Dano – prejuízo efetivo ao paciente; Nexo de causalidade – vínculo direto entre a conduta médica e o resultado lesivo. Tenho que demonstrar que foi uma ação ou omissão → NEXO DE CAUSALIDADE: ligação entre a omissão médica com resultado lesivo. Em síntese: Não basta haver dano; é necessário provar que ele decorreu da conduta culposa do médico. Lembrando: Dano iatrogênico é o prejuízo causado ao paciente em decorrência de ato médico ou intervenção em saúde, mesmo quando realizado de forma tecnicamente correta. Imperícia – imprudência – negligência 1. Imperícia: não realizar um ato que um médico deveria saber. A pessoa que realizou o ato não tem conhecimento técnico para tal. Pode ser omissivo/comissivo. 2. Imprudência: agir mais que o necessário. Um fazer perigoso. 3. Negligência: omissão Atenção! Eu só posso ter infração se houver DANO ao paciente. Aula 4 11/03/2026 É vedado ao médico. Princípio da confiança → Partimos da premissa que o colega de trabalho estará trabalhando de forma correta. • Art. 2° Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivas da profissão médica. → Aqui não entra em questão se houve dano ou não. → Enfermeiro pode fazer parto? Sim, desde que não seja de alto risco. Desse modo, não é infração médica. → Médico que deixa receitas carimbadas para outros PROFISSIONAIS (interno não se enquadra aqui) preencherem, nesse caso ele está descumprindo esse tópico. • Art. 3° Deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento médico que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente. → O médico TEM que assumir suas responsabilidades no exercício da profissão. → Se realizei um procedimento que deu errado, tenho que assumir meu erro. → Participei de um procedimento, mas o erro não foi decorrente da minha prática? Tenho que me defender e dizer que não fiz. • Art. 4° Deixar de assumir a responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou indicado, ainda que solicitado ou consentido pelo paciente ou por seu representante legal. → Mesmo que o paciente queira o procedimento, eu estou protegido? NÃO, o médico ainda assim tem sua responsabilidade. → Em 2020, se o médico passava o tratamento que não tinha embasamento científico e NÃO avisava ao paciente, ele era condenado. Independente da aceitação do paciente, tudo deve ser informado. Nesse caso o médico comete negligência informacional. Outro exemplo é a hiperidrose compensatória. A hiperidrose compensatória é um efeito colateral comum da simpatectomia torácica, uma cirurgia que interrompe os nervos responsáveis pela sudorese nas áreas afetadas pela hiperidrose. Após o procedimento, o corpo pode aumentar a produção de suor em outras regiões, como costas, abdômen, coxas e nádegas. O consentimento deve ser: o Livre o Informado o Consciente o Reversível o Individualizado Existe o “Blanket consent”, isto é, o consentimento genérico, em que não há individualização das informações prestadas ao paciente, dificultando, assim, o exercício de seu direito fundamental à autodeterminação. • Art. 5° Assumir responsabilidade por ato médico que não praticou ou do qual não participou. → Exemplo: filho dando plantão usando o nome do pai. • Se o pai sabe, ele viola o art. 5. • Se o pai não sabe, ele não será julgado por atos de terceiros. @andressavnc • Art. 6° Atribuir seus insucessos a terceirose a circunstâncias ocasionais, exceto nos casos em que isso possa ser devidamente comprovado. → Se o médico conseguir mostrar que foi inocente, não haverá punição. → Se o médico ficar jogando a culpa p/ terceiros ou der uma defesa sem embasamento, será condenado. • Art. 7° Deixar de atender em setores de urgência e emergência, quando for de sua obrigação fazê-lo, mesmo respaldado por decisão majoritária da categoria. → Autoexplicativo né gente?! • Art. 8° Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo temporariamente, sem deixar outro médico encarregado do atendimento de seus pacientes internados ou em estado grave. → O paciente TEM que estar assistido a todo tempo o tempo todo. • Art. 9° Deixar de comparecer a plantão em horário preestabelecido ou abandoná-lo sem a presença de substituto, salvo por justo impedimento. → Aqui é diferente do médico que abandona ou não se apresenta no plantão (o que é BEM pior), já que no abandono o serviço fica sem profissional. → Diferente do não aparecimento, que acaba sendo uma reação em cadeia. O médico que ia entregar o plantão acaba não entregando porque o que ia pegar não chegou. A culpa é totalmente do 1° médico que não compareceu e atrasou todos os outros. Parágrafo único. Na ausência de médico plantonista substituto, a direção técnica do estabelecimento de saúde deve providenciar a substituição. • Art. 10° Acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a medicina ou com profissionais ou instituições médicas nas quais se pratiquem atos ilícitos. → Ex: estudante de medicina que se intitula médico e exerce a profissão. Quem permitiu que ele exercesse viola este artigo. → Médico que utiliza de sua clínica para vender drogas “por baixo dos panos” viola este artigo. • Art. 11° Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. → Médico não pode emitir receita/laudo com códigos, visto que, compromete a compreensão de quem vai ler. → Utilizar letra legível (pelo amor de Deus)! • Art. 12° Deixar de esclarecer o trabalhador sobre as condições de trabalho que ponham em risco sua saúde, devendo comunicar o fato aos empregadores responsáveis. → O médico não pode violar o sigilo do paciente, desde que o empregador não ignore a determinação (ficou difícil?) → Exemplo: se uma grávida está fazendo trabalho braçal e me relata, eu como médico(a) devo informar às autoridades. Parágrafo único. Se o fato persistir, é dever do médico comunicar o ocorrido às autoridades competentes e ao Conselho Regional de Medicina. • Art. 13° Deixar de esclarecer o paciente sobre as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de sua doença. • Tem doença de determinado ambiente ou categoria de trabalho? Sim? Então eu devo informar ao meu paciente. • Ex: Início de perda auditiva. O médico deve indicar o uso de protetores auriculares p/ diminuir a exposição aos ruídos. • Art. 14° Praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no País. Ex: DISTANÁSIA → Paciente em estado terminal deve receber cuidados paliativos! → “mas o paciente pediu” INDEPENDENTE meu patrão, quer perder a carteirinha?! → Proibido = não posso fazer Aula 5 18/03/2026 É vedado ao médico. • Art. 15° Descumprir legislação específica nos casos de transplantes de órgãos ou de tecidos, esterilização, fecundação artificial, abortamento, manipulação ou terapia genética. → Cada procedimento desses tem lei própria, então vira umas 500 infrações. → P/ doar órgão em vida necessita de ação judicial, EXCETO em caso familiar porque você ama seu primo. § 1º No caso de procriação medicamente assistida, a fertilização não deve conduzir sistematicamente à ocorrência de embriões supranumerários. Embriões supranumerários- eu não posso produzir mais do que eu quero implantar. Se minha cunhada não pode ter filhos eu posso ceder meu útero para realizar reprodução assistida. PORÉM se for um amigo meu necessita de ação judicial, porque a justiça entende que vai ser uma barriga de aluguel. § 2º O médico não deve realizar a procriação medicamente assistida com nenhum dos seguintes objetivos: I – Criar seres humanos geneticamente modificados; II – Criar embriões para investigação; III – Criar embriões com finalidades de escolha de sexo, eugenia ou para originar híbridos ou quimeras. Um casal de surdos utilizou da reprodução assistida para gerar uma filha surda. A partir daí, os pais utilizavam o argumento de que se a criança não fosse surda, ela sofreria discriminação no meio. NÃAO PODE. § 3º Praticar procedimento de procriação medicamente assistida sem que os participantes estejam de inteiro acordo e devidamente esclarecidos sobre o método. O médico tem o dever de informar e receber consentimento em relação ao paciente. • Art. 16° Intervir sobre o genoma humano com vista à sua modificação, exceto na terapia gênica, excluindo-se qualquer ação em células germinativas que resulte na modificação genética da descendência. → Ou seja, eu só posso modificar geneticamente um embrião, se for com caráter terapêutico (ex: quero tirar um gene específico de uma doença=pode). • Art. 17° Deixar de cumprir, salvo por motivo justo, as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina e de atender às suas requisições administrativas, intimações ou notificações no prazo determinado. → EX: Um médico recebe uma notificação do CRM solicitando esclarecimentos sobre uma denúncia de erro médico, com prazo de 15 dias. → Ele ignora a notificação e não responde dentro do prazo (isso configura infração ética, pois deixou de atender uma requisição administrativa sem justificativa). • Art. 18° Desobedecer aos acórdãos e às resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina ou desrespeitá-los. → Médico teve carteira suspensa pelo Estado, mas continua atuando como tal, ele infracionou o art 18. @andressavnc • Art. 19° Deixar de assegurar, quando investido em cargo ou função de direção, os direitos dos médicos e as demais condições adequadas para o desempenho ético-profissional da medicina. → Isso se aplica apenas aos cargos de DIREÇÃO/GESTÃO! → EX: Um diretor de hospital sabe que faltam EPIs (luvas, máscaras) e mesmo assim mantém o atendimento normalmente, sem tomar providências. • Art. 20° Permitir que interesses pecuniários, políticos, religiosos ou de quaisquer outras ordens, do seu empregador ou superior hierárquico ou do financiador público ou privado da assistência à saúde, interfiram na escolha dos melhores meios de prevenção, diagnóstico ou tratamento disponíveis e cientificamente reconhecidos no interesse da saúde do paciente ou da sociedade. → O médico deve tomar a conduta que ele achar adequada, desde que, obviamente, não tenha vieses. → EX: a médica que deixou de atender Francisco por conta de lula. • Art. 21° Deixar de colaborar com as autoridades sanitárias ou infringir a legislação pertinente. → Enquanto médica, eu preciso colaborar com a ANVISA e GVISA, mas também com as normas do ministério da saúde. Se eu violar regras sanitárias estou violando o artigo 21. Capítulo IV DIREITOS HUMANOS • Art. 22° Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte. → O consenso deve ser expresso ou presumido, sempre. → Não tem uma norma de que ele deve ser por escrito, mas vamos ter senso e possuir provas né?! → Lembrem do exemplo do médico que foi processado por não dizer ao paciente que o procedimento tinha0,2% de chance de um efeito adverso. • Art. 23° Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. Parágrafo único. O médico deve ter para com seus colegas respeito, consideração e solidariedade. → Se um médico xinga alguém no plantão ele será punido nesse artigo. → Lembrem que é o SER HUMANO, não exclusivamente paciente e/ou colega de trabalho. • Art. 24° Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo. → Exemplo: o parto. Existem médicos que querem forçar a gestante a fazer um parto normal ou cesárea por puro capricho. → O médico informa os riscos, mas sem induzir a paciente a escolher X conduta pela fala dele. • Art. 25° Deixar de denunciar prática de tortura ou de procedimentos degradantes, desumanos ou cruéis, praticá-las, bem como ser conivente com quem as realize ou fornecer meios, instrumentos, substâncias ou conhecimentos que as facilitem. → A minha conduta é omissiva ou comissiva? Omissão: quando eu não denuncio; Ação: práticas degradantes, torturantes; Auxílio moral: “você consegue!”; Auxílio material: forneço insumos para que tudo aconteça. Ser conivente = não denunciar. • Art. 26° Deixar de respeitar a vontade de qualquer pessoa, considerada capaz física e mentalmente, em greve de fome, ou alimentá-la compulsoriamente, devendo cientificá-la das prováveis complicações do jejum prolongado e, na hipótese de risco iminente de morte, tratá-la. → Tenho uma paciente em greve de fome, vou força-la a comer? NÃO, eu forneço uma assistência informativa. → Paciente em greve de fome desmaia → Aí sim devo intervir. “sustente seus B.O. se começou a greve, sustente as consequências dela”. Aula 6 01/04/2026 “Direito humanos”. • Art. 27° Desrespeitar a integridade física e mental do paciente ou utilizar-se de meio que possa alterar sua personalidade ou sua consciência em investigação policial ou de qualquer outra natureza. → Não tem muito o que ser comentado né kkk, noção doctors. • Art. 28° Desrespeitar o interesse e a integridade do paciente em qualquer instituição na qual esteja recolhido, independentemente da própria vontade. Parágrafo único. Caso ocorram quaisquer atos lesivos à personalidade e à saúde física ou mental dos pacientes confiados ao médico, este estará obrigado a denunciar o fato à autoridade competente e ao Conselho Regional de Medicina. → É vedado ao médico qualquer conduta que vá contra o bem-estar, a dignidade ou os direitos do paciente, mesmo que ele esteja internado ou institucionalizado (hospital, clínica psiquiátrica, ILPI, presídio etc.). • Art. 29° Participar, direta ou indiretamente, da execução de pena de morte. → É expressamente proibido ao médico qualquer tipo de envolvimento com a execução. → O que entra como participação? : Participação direta Participação indireta Administrar substâncias letais Avaliar se o indivíduo está “apto” para ser executado Monitorar sinais vitais durante a execução Orientar tecnicamente sobre métodos de execução Declarar condições clínicas para viabilizar o procedimento Estar presente com função assistencial no ato Essa norma se baseia em princípios centrais da medicina: ✓ Princípio da não maleficência → “primum non nocere” (não causar dano) ✓ Finalidade da medicina → preservar a vida e aliviar o sofrimento, nunca provocar a morte • Art. 30° Usar da profissão para corromper costumes, cometer ou favorecer crime. → Você pratica um crime qualquer. Isso é relevante para o conselho? NÃO, contanto que eu não esteja no exercício da profissão! → Eu pratiquei um crime sem ser médico e depois me tornei médico. Isso é irrelevante para o paciente e para o conselho. Lembrem: Falsificação documental é crime, porem NÃO se enquadra nesse artigo! Capítulo V RELAÇÃO COM PACIENTES E FAMILIARES • Art. 31° Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. → O paciente (ou seu representante legal) tem o direito de aceitar ou recusar qualquer procedimento diagnóstico ou terapêutico. → A decisão deve ser: ✓ Informada (com explicação clara de riscos, benefícios e alternativas) @andressavnc ✓ Livre de coerção Exceção importante: em situações de emergência com risco imediato à vida, o médico pode intervir mesmo sem consentimento. Conduta correta Conduta inadequada Paciente recusa cirurgia → médico explica riscos → respeita decisão Realizar procedimento sem explicar ao paciente Paciente inconsciente com hemorragia grave → médico opera sem consentimento para salvar a vida Ignorar recusa consciente e esclarecida Coagir paciente a aceitar tratamento • Art. 32° Deixar de usar todos os meios disponíveis de promoção de saúde e de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente. → O médico deve empregar todos os recursos que estão ao seu alcance, dentro da realidade do serviço e da sua competência. → A atuação médica é integral, não se limita ao tratamento: ✓ Promoção de saúde (educação, orientação) ✓ Prevenção (vacinas, rastreio) ✓ Diagnóstico adequado ✓ Tratamento eficaz → Baseado em medicina baseada em evidências, evitando práticas sem respaldo científico. → Sempre orientado pelo melhor interesse do paciente. • Art. 33° Deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em casos de urgência ou emergência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo. → Aqui vai concordar com a objeção de consciência. → Tenho direito de ser objetor de consciência, mas não quando for o único médico ou em caso de urgência e emergência. → Quanto mais relevante for o motivo da objeção, mais protegido o médico estará. • Art. 34° Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal. → O paciente tem o direito de receber informações completas sobre seu estado de saúde, diagnóstico e tratamento. No entanto, em situações excepcionais, pode-se aplicar o privilégio terapêutico, no qual a informação é temporariamente omitida do paciente quando sua revelação possa lhe causar dano significativo. Nesses casos, as informações devem ser direcionadas ao representante legal ou a uma pessoa de confiança, preservando sempre o melhor interesse do paciente. → Deve colocar no prontuário, SEMPRE. • Art. 35° Exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico, complicar a terapêutica ou exceder-se no número de visitas, consultas ou quaisquer outros procedimentos médicos. → Não confundam colocar medo com educação positiva → MAS, se necessário, devo registrar no prontuário o motivo de tamanha hipérbole. → Exceder-se no número de visitas, consultas ou qualquer procedimento: Quanto mais eu visito um paciente, mais saúde ele tem? Depende. Pode gerar mais ansiedade, e também mais desassistência a outros pacientes. Mais consultas e mais procedimentos causa mais custo para o paciente. • Art. 36° Abandonar paciente sob seus cuidados. → Médico pode SIM romper relação com seu paciente. → O que o profissional não pode é simplesmente sumir sem dar um motivo justo (Lembrem do exemplo “não é você, sou eu”). § 1° Ocorrendo fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho profissional, o médico tem o direito de renunciar ao atendimento,desde que comunique previamente ao paciente ou a seu representante legal, assegurando-se da continuidade dos cuidados e fornecendo todas as informações necessárias ao médico que o suceder. Situações que comprometem a relação médico- paciente, como: Perda de confiança Conflitos recorrentes Desrespeito ou comportamento inadequado Caso o paciente não tenha adesão ao tratamento isso não é motivo para rompimento de relação, o médico deve buscar outras alternativas. § 2° Salvo por motivo justo, comunicado ao paciente ou aos seus familiares, o médico não abandonará o paciente por ser este portador de moléstia crônica ou incurável e continuará a assisti-lo ainda que para cuidados paliativos. O médico não pode deixar de acompanhar o paciente apenas porque: A doença não tem cura O tratamento é prolongado O prognóstico é desfavorável Mesmo sem possibilidade de cura, o dever continua. • Art. 37° Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nessas circunstâncias, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento, assim como consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação em massa. → Isso só ocorre em urgência e emergência. → O médico não deveria fazer renovação de receitas sem ver o paciente, pois em muitos casos os pacientes nem usam o medicamento (a família pode usar p/ tráfico e coisas bem punk) → Médico em tese pode ter grupo de whatsapp com seus pacientes, o que não pode é fazer consultas no mesmo • Art. 38° Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais. → O paciente tem o direito de recusar a presença de terceiros durante a consulta. Nesses casos, alunos ou outros observadores devem ser afastados, garantindo- se a privacidade e a confidencialidade do atendimento. (#soucontra ai depois reclamam que “esses médicos novos” não sabem das coisas.) • Art. 39° Opor-se à realização de junta médica ou segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. → É vedado ao médico impedir ou dificultar esse processo. → O paciente pode: Buscar avaliação de outro médico (segunda opinião) Solicitar análise por um grupo de profissionais (junta médica) → Esse direito pertence ao paciente ou, quando necessário, ao seu representante. @andressavnc • Art. 40° Aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico- paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou de qualquer outra natureza. → Exemplo: paciente emocionalmente abalado e o médico faz com que o paciente se torne dependente dele. → O médico não pode abusar da confiança que foi colocada nele. • Art. 41° Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. → O médico não pode realizar práticas que provoquem intencionalmente a morte do paciente, como a eutanásia. No entanto, é permitido adotar a ortotanásia, respeitando o curso natural da doença, sem prolongar artificialmente a vida, priorizando o conforto e os cuidados paliativos. Tipo Definição Conduta Situaçã o no Brasil Eutanási a Provoca a morte intencionalm ente Ação ativa para abreviar a vida Proibida Distanás ia Prolonga a vida com sofrimento Excesso de intervenções Inadequ ada Ortotaná sia Permite morte natural com dignidade Limita medidas desproporcio nais + cuidados paliativos Permitid a Parágrafo único. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal. → Ou seja, não é adequado fazer a distanásia, como Igor diria, sempre que há é com viés financeiro por parte da família. • Art. 42° Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre método contraceptivo, devendo sempre esclarecê-lo sobre indicação, segurança, reversibilidade e risco de cada método. → O paciente tem o direito de escolher livremente → Como profissional, devo apresentar ao paciente as diferentes opções disponíveis, explicando de forma clara suas vantagens, desvantagens e, principalmente, os riscos envolvidos, permitindo uma decisão informada Capítulo VI DOAÇÃO E TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E TECIDOS • Art. 43° Participar do processo de diagnóstico da morte ou da decisão de suspender meios artificiais para prolongar a vida do possível doador, quando pertencente à equipe de transplante. → O médico da equipe de transplante não pode participar da confirmação da morte (ex: morte encefálica). → Também é proibido participar da decisão de retirar suporte de vida do possível doador. • Art. 44° Deixar de esclarecer o doador, o receptor ou seus representantes legais sobre os riscos decorrentes de exames, intervenções cirúrgicas e outros procedimentos nos casos de transplantes de órgãos. → Transplante já é um babado delicado né → TEM que ter um consentimento de quem ta envolvido → Os envolvidos no processo tem que saber dos riscos, e que vão viver sem determinado órgão • Art. 45° Retirar órgão de doador vivo quando este for juridicamente incapaz, mesmo se houver autorização de seu representante legal, exceto nos casos permitidos e regulamentados em lei. → Inclui: menores de idade, pessoas sem plena capacidade civil → A autorização dos responsáveis não é suficiente, por si só, para legitimar o procedimento (isso evita a comercialização de órgãos). • Art. 46° Participar direta ou indiretamente da comercialização de órgãos ou de tecidos humanos. → No Brasil posso ter venda de órgão ou tecido? NÃO! (cabelo pode porque não é algo essencial para a vida. Viva os mega hair uhu) LEI A PARTE SOBRE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS Lei 9434: Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. • Art. 1º A disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento, é permitida na forma desta Lei. → A doação de órgãos e tecidos deve ser obrigatoriamente sem qualquer tipo de pagamento. → A doação pode ocorrer em vida ou após a morte. → Finalidade exclusivamente terapêutica, visando salvar ou melhorar vidas → Deve seguir critérios legais rigorosos (consentimento, diagnóstico de morte, autorização familiar, etc.) Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, não estão compreendidos entre os tecidos a que se refere este artigo o sangue, o esperma e o óvulo. • Art. 2º A realização de transplante ou enxertos de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano só poderá ser realizada por estabelecimento de saúde, público ou privado, e por equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante previamente autorizados pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde. → Transplantes não podem ser feitos em qualquer lugar → Devem ocorrer em hospitais ou serviços de saúde habilitados → Necessidade de autorização oficial DA DISPOSIÇÃO POST MORTEM DE TECIDOS, ÓRGÃOS E PARTES DO CORPO HUMANO PARA FINS DE TRANSPLANTE. • Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina. → Só é possível retirar órgãos após confirmação da morte ENCEFÁLICA → O diagnóstico segue protocolos rigorosos (exame clínico + exames complementares quandonecessário) § 3º Será admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da comprovação e atestação da morte encefálica. • Art. 4º A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. @andressavnc → Nada adianta falar que é doador se a família não concordar que você é doador. → Pode ser autorizado por cônjuge ou responsável maior de idade → Existe uma ordem de prioridade: Linha reta: pais, filhos Linha colateral até 2º grau: irmãos, avós, netos → A autorização deve ser: Formal e escrita Com duas testemunhas presentes na confirmação da morte • Art. 5º A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa juridicamente incapaz poderá ser feita desde que permitida expressamente por ambos os pais, ou por seus responsáveis legais. • Art. 6º É vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não identificadas. → Não posso doar pois não tenho consentimento da família, PORÉM, posso doar p/ instituições de ensino com fins educacionais. Parágrafo único. No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal definida ou de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da morte, a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou terapêutica somente poderá ser realizada após a autorização do patologista do serviço de verificação de óbito responsável pela investigação e citada em relatório de necrópsia. → Casos em que não há diagnóstico claro da causa do óbito → Inclui situações que exigem investigação, como: óbito suspeito, mortes súbitas sem explicação → O caso deve ser avaliado pelo serviço competente que investiga a causa da morte • Art. 8º Após a retirada de tecidos, órgãos e partes, o cadáver será imediatamente necropsiado, se verificada a hipótese do parágrafo único do art. 7º, e, em qualquer caso, condignamente recomposto para ser entregue, em seguida, aos parentes do morto ou seus responsáveis legais para sepultamento. → O corpo será concedido à família em condições dignas para sepultamento → Não entrego o corpo aberto, deformado ou mutilado DA DISPOSIÇÃO DE TECIDOS, ÓRGÃOS E PARTES DO CORPO HUMANO VIVO PARA FINS DE TRANSPLANTE OU TRATAMENTO • Art. 9º É permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou parentes consanguíneos até o quarto grau, inclusive, na forma do § 4º deste artigo, ou em qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em relação à medula óssea. → Apenas quem tem capacidade civil plena pode ser doador vivo → A doação deve ser sem qualquer pagamento → Vai dos pais (1° grau) até primos (4° grau) SEM intervenção judicial. → Do 5° grau acima tem que ter intervenção judicial • § 3º Só é permitida a doação referida neste artigo quando se tratar de órgãos duplos, de partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave comprometimento de suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou deformação inaceitável, e corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à pessoa receptora. → Só pode doar estruturas cuja retirada não inviabilize a vida → O doador deve permanecer vivo e funcional, sem riscos à saúde → O transplante deve ser realmente necessário, não opcional ou supérfluo • § 4º O doador deverá autorizar, preferencialmente por escrito e diante de testemunhas, especificamente o tecido, órgão ou parte do corpo objeto da retirada. • § 5º A doação poderá ser revogada pelo doador ou pelos responsáveis legais a qualquer momento antes de sua concretização. → Se eu decido doar e na hora da cirurgia me arrependo, posso desistir. → Pode desistir até o momento de ser concretizada a doação. → Se fez a doação, não pode mais tomar. • § 6º O indivíduo juridicamente incapaz, com compatibilidade imunológica comprovada, poderá fazer doação nos casos de transplante de medula óssea, desde que haja consentimento de ambos os pais ou seus responsáveis legais e autorização judicial e o ato não oferecer risco para a sua saúde. → Transplante de MO está liberado até para incapaz → Se estiver falando de criança e MO pode!!! • § 7º É vedado à gestante dispor de tecidos, órgãos ou partes de seu corpo vivo, exceto quando se tratar de doação de tecido para ser utilizado em transplante de medula óssea e o ato não oferecer risco à sua saúde ou ao feto. • § 8º O autotransplante depende apenas do consentimento do próprio indivíduo, registrado em seu prontuário médico ou, se ele for juridicamente incapaz, de um de seus pais ou responsáveis legais. → Basta a autorização do próprio paciente → Com consentimento formalizado → Realiza-se em casos de queimaduras extensas (dopping em atletas- guardam o sangue e depois usam, testemunhas de jeová- guardam pra não usar de terceiros) • Art. 9º É garantido a toda mulher o acesso a informações sobre as possibilidades e os benefícios da doação voluntária de sangue do cordão umbilical e placentário durante o período de consultas pré- natais e no momento da realização do parto. Aula 7 08/04/2026 “Direitos e deveres na relação entre médicos”. Capítulo VII RELAÇÃO ENTRE MÉDICOS É vedado ao médico: • Art. 47° Usar de sua posição hierárquica para impedir, por motivo de crença religiosa, convicção filosófica, política, interesse econômico ou qualquer outro que não técnico-científico ou ético, que as instalações e os demais recursos da instituição sob sua direção sejam utilizados por outros médicos no exercício da profissão, particularmente se forem os únicos existentes no local. → É direito do médico de internar e assistir o médico em qualquer unidade → Se eu sou diretor de um hospital não posso impedir que outro profissional atenda acompanhando um paciente dele → Não posso usar da minha posição com fins políticos • Art. 48° Assumir emprego, cargo ou função para suceder médico demitido ou afastado em represália à atitude de defesa de movimentos legítimos da categoria ou da aplicação deste Código. → Ex: Ivan exigiu um melhor salário e foi demitido por Franklin, Sabrina não pode assumir o cargo de Ivan @andressavnc → Se Sabrina assumir, ela responderá pelo Art. 48° • Art. 49° Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens → O fura greve NÃO pode se beneficiar com o fato de que ele foi contra os coleguinhas e a favor da gestão. → EX: parte do P4 faz greve pra melhorar algo, ai uma parte do P4 vai e FURA a greve, os que furaram não podem receber chocolatinho de João Leuson por issomédico responsável. → Se o médico faz uma prescrição e eu vou corrigir ela, eu preciso me comunicar com ele. Isso tem um risco de morte para o paciente. → Se medicamento/procedimento A salva e B tem mais risco de morte, eu altero para A e comunico ao médico. • Art. 53° Deixar de encaminhar o paciente que lhe foi enviado para procedimento especializado de volta ao médico assistente e, na ocasião, fornecer-lhe as devidas informações sobre o ocorrido no período em que por ele se responsabilizou. → Quando o paciente é enviado para um especialista, ele deve retornar ao médico → toda a assistência prestada deve ser documentada e comunicada • Art. 54° Deixar de fornecer a outro médico informações sobre o quadro clínico de paciente, desde que autorizado por este ou por seu representante legal. → Se outro médico pede informações sobre aquele paciente, não posso dar por causa do sigilo → Se o paciente autorizar ou o representante, posso sim compartilhar a informação • Art. 55° Deixar de informar ao substituto o quadro clínico dos pacientes sob sua responsabilidade ao ser substituído ao fim do seu turno de trabalho. → Acabou o plantão, eu TENHO que informar o quadro dos pacientes para o próximo médico. • Art. 56° Utilizar sua posição hierárquica para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos. → Eu como DIRETOR não posso furar os direitos médicos • Art. 57° Deixar de denunciar atos que contrariem os postulados éticos à comissão de ética da instituição em que exerce seu trabalho profissional e, se necessário, ao Conselho Regional de Medicina. → Se tiver uma violação ética eu preciso denunciar à comissão ética e até mesmo ao CRM Aula 8 22/04/2026 “remuneração profissional”. Capítulo VIII REMUNERAÇÃO PROFISSIONAL É vedado ao médico: • Art. 58. O exercício mercantilista da medicina. → Publicidade e propaganda são coisas TOTALMENTE diferentes. → Publicidade: caráter informativo, educativo, sem fins lucrativos. → Propaganda: persuasão, captação de clientela, induzir escolhas. É quando o médico passa a agir como se estivesse vendendo um produto qualquer, por exemplo: → Fazer promoções, descontos ou “pacotes” de procedimentos . → Usar estratégias agressivas de marketing para captar pacientes. → Prometer resultados garantidos. → Induzir o paciente a realizar procedimentos desnecessários. → Priorizar lucro em detrimento da indicação clínica adequada. Interpretando: O Art. 58 proíbe que o médico exerça a medicina como atividade comercial, impedindo práticas que transformem o cuidado em produto e o paciente em consumidor. • Art. 59. Oferecer ou aceitar remuneração ou vantagens por paciente encaminhado ou recebido, bem como por atendimentos não prestados. → Esse artigo combate relações baseadas em interesse financeiro oculto, e não na necessidade clínica do paciente. → Ou seja, o encaminhamento tem critério técnico, não de comissão. • Art. 60. Permitir a inclusão de nomes de profissionais que não participaram do ato médico para efeito de cobrança de honorários. @andressavnc → Esse artigo combate a chamada “inclusão fictícia de profissionais” para: Aumentar valores cobrados (particular ou convênios) Dividir honorários indevidamente Simular participação em procedimentos → Portanto, só pode receber quem efetivamente participou do atendimento. • Art. 61. Deixar de ajustar previamente com o paciente o custo estimado dos procedimentos. → Antes de qualquer procedimento (ainda mais se for o eletivo), devo informar aproximadamente os custos do procedimento. → Informar valores aproximados (honorários, equipe, materiais, etc.). → Esclarecer possíveis variações de custo. → Garantir que o paciente tenha condições de decidir de forma consciente. • Art. 62. Subordinar os honorários ao resultado do tratamento ou à cura do paciente. → Na medicina, o profissional assume uma obrigação de meio, não de resultado. → O médico deve empregar técnica adequada, diligência e prudência. → Ele não pode garantir cura ou sucesso, pois há variáveis biológicas fora do seu controle. → Ou seja, a medicina não vende resultado, presta cuidado técnico. ➢ Para o judiciário, a obrigação médica pode ser de meio ou pode ser de resultado. ➢ Ela é de meio, à exceção de determinadas especialidades: radiologia, anestesio e cirurgia plástica embelezadora. Para o CFM SEMPRE será de MEIO!!!! • Art. 63. Explorar o trabalho de outro médico, isoladamente ou em equipe, na condição de proprietário, sócio, dirigente ou gestor de empresas ou instituições prestadoras de serviços médicos. → Aqui, “explorar” não é apenas “pagar menos”, refere-se a relações de trabalho injustas ou abusivas, como: → Remuneração desproporcional ao trabalho realizado. → Retenção indevida de honorários. → Imposição de condições precárias ou coercitivas. → Uso da posição de poder para obter vantagem econômica indevida. • Art. 64. Agenciar, aliciar ou desviar, por qualquer meio, para clínica particular ou instituições de qualquer natureza, paciente atendido pelo sistema público de saúde ou dele utilizar-se para a execução de procedimentos médicos em sua clínica privada como forma de obter vantagens pessoais. → O paciente do sistema público não pode ser convertido em “cliente privado” por influência do médico. • Art. 65. Cobrar honorários de paciente assistido em instituição que se destina à prestação de serviços públicos, ou receber remuneração de paciente como complemento de salário ou de honorários. → Se o paciente está no SUS, não paga nada. → Se estou no SUS e cobro para atender pelo SUS, violo esse artigo. • Art. 66. Praticar dupla cobrança por ato médico realizado. → Não posso receber duas vezes: plano e privado / SUS e privado. → Se o plano não cobre o procedimento eu posso sim falar para o paciente e informar o custo de tal atendimento. Parágrafo único. A complementação de honorários em serviço privado pode ser cobrada quando prevista em contrato. Atenção para o contrato de disponibilidade obstétrica! → É um contrato em que a gestante paga ao obstetra para que ele: → fique disponível (de sobreaviso) durante um período (geralmente final da gestação) → acompanhe o trabalho de parto → realize o parto pessoalmente, se possível Ou seja, não é pagamento pelo parto em si, mas pela disponibilidade exclusiva/contínua. • Art. 67. Deixar de manter a integralidade do pagamento e permitir descontos ou retenção de honorários, salvo os previstos em lei, quando em função de direção ou de chefia. → É proibido: → Não assegurar o pagamento integral dos honorários ao médico que executou o ato. → Permitir descontos ou retenções indevidas, exceto quando previstas em lei. • Art. 68. Exercer a profissão com interação ou dependência de farmácia, indústria farmacêutica, óptica ou qualquer organização destinada à fabricação, manipulação, promoção ou comercialização de produtos de prescrição médica, qualquer que seja sua natureza. → Eu NÃO posso ter os dois vínculos, pois trata-se de uma “venda casada”. → não pode haver vínculo que comprometa a independência profissional. • Art. 69. Exercer simultaneamente a medicina e a farmácia ou obter vantagem pelo encaminhamento de procedimentos, pela prescrição e/ou comercialização de medicamentos, órteses, próteses ou implantes de qualquer natureza, cuja compra decorra de influência direta em virtude de sua atividade profissional. → A pessoa não é obrigada a dar baixa, mas ela não pode exercer mais. → Se sou médico em uma cidade e dono de farmácia em outro local, não tem problema! • Art. 70. Deixar de apresentar separadamente seus honorários quando outros profissionais participarem do atendimento ao paciente. → ada um deve ter seus honorários