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Guia Disciplina - Marketing Digital

Guia da disciplina de Marketing Digital (Unisanta EAD). Apresenta objetivo e cenário da comunicação digital, história e conceitos da web (HTML, HTTP, URL), evolução das redes sociais, mudança para marketing centrado no consumidor e ferramentas como sites, SEO, publicidade e análise de métricas.

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MARKETING DIGITAL 
Me. Henrique Cesar Nanni 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 
 
 
1 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. MARKETING DIGITAL 
 
Objetivo 
Definir o cenário da comunicação digital, mostrando como algumas ferramentas 
essenciais de marketing online podem ser eficazes para estabelecer o processo de 
comunicação entre a empresa e seu público-alvo. 
 
Introdução 
Tudo começou em meados de 1969 com a criação da Internet, desde então, o mundo 
não foi mais o mesmo. Com o passar dos tempos ela evolui, graças à ajuda das 
telecomunicações e em 1990 tivemos o primeiro site, ou a proposta do World Wide Web - 
WWW, que chamou a atenção de universidades, pois facilitava a usabilidade de 
colaboradores e alunos dentro do ambiente. A proposta do (WWW) é fornecer um sistema 
de informação global que permite o compartilhamento de documentos e recursos por meio 
da internet. Criada pelo cientista da computação britânico Tim Berners-Lee em 1989, essa 
ferramenta revolucionou a maneira como as pessoas acessam, compartilham e interagem 
com informações. O processo é baseado em três elementos principais: 
 
a) o formato de documentos chamado Hypertext Markup Language (HTML): usado 
para criar documentos com links e estrutura hipertextual, permitindo a navegação 
fácil entre diferentes páginas e sites; 
b) o protocolo de transferência de hipertexto (HTTP): é o protocolo usado para 
transferir esses documentos pela internet; 
c) o sistema de localização de recursos chamado Uniform Resource Locator (URL): 
é o endereço que identifica um recurso específico na web. 
 
A ideia por trás da “WWW” era tornar a internet mais acessível e amigável para 
pessoas comuns. Através dela, é possível acessar uma variedade de recursos, como sites, 
blogs, redes sociais, vídeos, documentos, serviços online e muito mais. No entanto, é 
importante ressaltar que a web também apresenta desafios, como a disseminação de 
desinformação, violações de privacidade e problemas de segurança. A evolução contínua 
da web requer esforços contínuos para enfrentar esses desafios e garantir que a web 
continue sendo uma plataforma confiável e útil para todos. 
 
 
2 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
O desenvolvimento desenfreado da internet, ainda na década de 90, deu origem à 
sites de jornais, universidades e empresas. Nos anos 2000 surgiram as primeiras redes 
sociais e publicidades online, que facilitavam o acesso às redes de amigos, compras e 
vendas na internet, além de criação de fóruns, que possibilitam a integração de diversas 
pessoas sobre assuntos estratégicos (SQUARISI, 2014). 
 
Atualmente, vivemos uma realidade bem diferente daquela do início da internet. A 
geração considerada “nativos digitais” já nasceu informatizada e caracterizada pelo seu uso 
com aparelhos e redes digitais. A evolução, os novos consumidores cada vez mais 
exigentes e digitais mudaram o conceito de marketing, que antes era centrado no produto 
e hoje, tornou-se centrado no consumidor. As empresas precisam evoluir, marcando cada 
vez mais presença no mundo online. Para isso, apresento-lhes abaixo algumas ferramentas 
essenciais que ajudarão toda e qualquer empresa ou negócio a não ficarem parados no 
tempo (TORQUATO, 2015). 
 
1.1 Principais Conceitos do Marketing Digital 
São muitas as formas de apresentar o Marketing digital. Podemos resumir como 
sendo: o conjunto de atividades que uma empresa (ou pessoa) executa online, com o 
objetivo de atrair novos negócios, criar relacionamentos e desenvolver uma identidade de 
marca. 
 
Para Ferreira Jr. e Azevedo (2015) o Marketing digital é uma estratégia de marketing 
que utiliza os recursos e canais digitais para promover produtos, serviços ou marcas. É uma 
forma de alcançar e engajar o público-alvo por meio da internet e de dispositivos eletrônicos, 
como computadores, smartphones, tablets e redes sociais que envolve uma variedade de 
atividades, como a criação e otimização de sites, o uso de ferramentas de busca (como o 
Google), o marketing de conteúdo, o e-mail marketing, a publicidade online, o uso de redes 
sociais, a análise de dados e o monitoramento de métricas de desempenho. Uma das 
principais vantagens é a capacidade de segmentar o público de forma mais precisa e 
direcionar mensagens personalizadas para esses grupos. Além disso, permite o 
acompanhamento e análise detalhados dos resultados das campanhas, o que facilita o 
ajuste e a melhoria contínua das estratégias. 
 
 
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Marketing Digital 
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O marketing digital se tornou essencial para empresas de todos os tamanhos, desde 
pequenos empreendedores até grandes corporações, devido ao crescente uso da internet 
e das tecnologias digitais. É uma maneira eficaz de alcançar um público maior, gerar leads, 
aumentar as vendas e fortalecer a presença online de uma marca (SQUARISI, 2014). 
 
1.2 Comunicação digital 
Para Squarisi (2014) a comunicação é algo que oferece diversas vertentes. É através 
dela que os relacionamentos são estreitados ou não. Também é através dela que muitos 
povos e empresas têm voz. Podemos afirmar que a Comunicação Digital é uma nova forma 
de se comunicar online. A todo instante surgem novos conceitos de comunicação e 
marketing, mas a comunicação digital tem dado grandes passos para transformações 
econômicas na sociedade. As tecnologias digitais, observadas no processo social, têm 
necessidade de inserir propagandas nas redes sociais e nos meios de comunicação online, 
sempre buscando formas de inovar e mensurar os resultados das ações colocadas em 
prática. 
 
As inovações digitais podem levar os países para mais perto da prosperidade 
sustentável. Tecnologias ajudam a desenvolver diversos setores na economia, como 
varejo, transportes, educação, saúde, bem como interações sociais. Entretanto, muitas das 
mesmas tecnologias que impelem a economia digital também estão abalando setores-
chave e perturbando empresas tradicionais. 
 
A internet, a televisão, rádio e celulares sãos os maiores veículos de comunicação e 
com maior alcance, são ferramentas de alta confiabilidade e sendo fortemente consultada 
para decisões de compra. Assim, a comunicação não é apenas um conjunto de ações com 
o objetivo de tornar comum uma mensagem ou anúncio, ela agrega um conjunto de 
plataformas de trocas de informação e de estabelecimento de relacionamentos (SQUARISI, 
2014). 
Mais do que escolher informações dentro de um cardápio predefinido, agora é 
possível criar as próprias opções desempenhando um papel ativo na vivência produtiva do 
contexto digital. Sendo o principal objetivo de qualquer empresa na internet deve ser o de 
estabelecer um relacionamento com seus consumidores. Isso significa que colocar o site 
 
 
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no ar é apenas o primeiro passo de um longo processo. A web permite ampliar, facilitar e 
acelerar o diálogo entre empresa e consumidor, de uma forma impossível de ser obtida em 
outros meios de comunicação (PAIXÃO, 2012). 
 
A grande vantagem de comunicar-se por meio do marketing digital, além de 
considerar que tudo acontece em tempo real e atinge melhor os segmentos é: 
 
a) alcance das informações: O marketing digital permite alcançar um público global 
sem restrições geográficas e de diferentes países e regiões, expandindo o 
alcance da sua marca ou produto; 
b) interatividade e engajamento: permite uma interação direta com o público-alvo. 
Além de comunicar com seus clientes por meio de redes sociais, blogs, e-mails 
e outros canais digitais, criando um relacionamento mais próximo e engajando-
os com conteúdo relevante. 
c) mensuração de métricas: capacidade de mensurar e analisar os resultados das 
suas campanhas em
tempo real. Monitorar o desempenho das ações e obter 
dados precisos sobre o número de visualizações, cliques, conversões e outras 
métricas importantes. Essas informações ajudam a tomar decisões mais 
informadas e a otimizar suas estratégias de marketing. 
d) Segmentação precisa: é possível segmentar seu público-alvo de forma precisa. 
Você pode direcionar suas campanhas para pessoas com características 
demográficas específicas, interesses específicos ou comportamentos online. 
e) Flexibilidade e personalização: é possível personalizar a mensagem de acordo 
com as necessidades e preferências do seu público-alvo. Pode-se adaptar suas 
campanhas de acordo com os interesses de cada segmento e realizar ajustes 
em tempo real, tornando sua comunicação mais relevante e eficaz. 
f) Acesso a novas oportunidades: O ambiente digital está em constante evolução, 
e o marketing digital oferece acesso a novas oportunidades e tendências. Você 
pode explorar diferentes canais, técnicas e estratégias para se manter atualizado 
e alcançar novos públicos. 
 
Para Ferreira Jr. e Azevedo (2015), quanto ao custo-benefício, quando comparado 
ao marketing tradicional, o marketing digital pode ser mais econômico. Existem diversas 
 
 
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ferramentas e canais de marketing digital que permitem alcançar muitas pessoas a um 
custo relativamente baixo, especialmente em comparação com anúncios impressos ou 
televisivos. Essas são apenas algumas das vantagens do marketing digital. A comunicação 
digital oferece um vasto leque de possibilidades e ferramentas para promover sua marca, 
alcançar seu público-alvo e impulsionar seus resultados de negócio. 
 
1.3 Ambientes do Marketing Digital 
Podemos definir como sendo “Ambientes de marketing” os fatores externos (de 
mercado) ou internos (da empresa) que influenciam nos negócios. Para isso, temos uma 
ferramenta denominada como “Análise SWOT” onde podemos definir as forças e fraquezas 
da empresa, assim como, as oportunidades e ameaças que existem no mercado. Esses 
ambientes estão relacionados ao micro e o macroambiente e devem ser estudados, para 
que a melhor comunicação possível seja criada para atrair o público-alvo (FERREIRA JR.; 
AZEVEDO, 2015). 
 
Um bom planejamento de marketing com estratégias adequadas, normalmente é 
baseada em análises que levaram em consideração algumas forças de influência. Contudo, 
perceber esses fatores influenciáveis, pode não ser uma tarefa fácil, afinal, fazem parte da 
rotina e acabam passando sem serem percebidos. É notório que tudo que rodeia uma 
empresa afeta diretamente ou indiretamente na forma como planejará as estratégias de 
marketing. Assim, identificar tais fatores do “macroambiente e do microambiente” para obter 
melhores resultados é o caminho. Contudo, é como um quebra-cabeça, onde as peças 
devem se encaixar, se não! Acaba sem resultados satisfatórios. 
Para Kotler e Keller (2012) conhecer os ambientes mercadológicos, entender o que 
o contexto de ambiente significa e compreender o mercado e seus fatores influenciáveis 
ajudará a executar ações mais assertivas para comunicar-se com seu público-alvo. 
Contudo, é importante ter em mente que nem sempre estará no controle de todos os pontos, 
pois, esses fatores sofrem mudanças de acordo com as tendências de mercado. 
 
O microambiente é tudo aquilo que é fator de influência interno da sua empresa. Está 
ligado diretamente ao fator competitivo já que você é quem tem controle de cada ambiente 
que compõe este sistema. O sucesso de uma estratégia de marketing não depende apenas 
 
 
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dos profissionais da área, mas depende também dos clientes, fornecedores, funcionários, 
entre outros (KOTLER; KELLER, 2012). 
 
1.4 Processo de comunicação 
Os meios de comunicação são dispositivos criados para possibilitar a comunicação 
entre as pessoas. Para Squarisi (2014) existem diferentes meios de comunicação, sendo: 
 
a) os individuais: (exemplo: telefone, carta etc.); 
b) os de massa – mídia: (exemplo: televisão, jornal, internet etc.) 
 
No entanto, a história trata deles desde os mais rudimentares, em que a tecnologia 
não era nem mesmo uma ideia. O desenho, sinais e até mesmo o início dos idiomas são 
meios de comunicação. A diferença é o alcance e o impacto que tinham. Em uma ordem 
cronológica, entre os meios mais conhecidos, conforme sequência de surgimento: 
 
Figura 1 – Evolução dos meios de comunicação 
 
Fonte: Farias, 2021 
 
É obvio que o processo é bem mais longo. Se voltarmos nos primórdios da 
humanidade a cronologia seria com as pinturas rupestres ou por meio de códigos e sinais 
que transmitiam informações entre os indivíduos, depois os jornais, telégrafos correios, 
rádio, televisão, internet e atualmente estamos na era dos celulares e computadores. 
Continuamos avançando a níveis que antes eram inimagináveis. A Internet permitiu a 
criação de ferramentas que mantem a população mundial em constante comunicação a 
preços muito baixos. 
 
1.4.1 Tipos de Comunicação 
Os tipos de comunicação são fundamentados em quatro pilares: 
 
a) Comunicação verbal; 
 
 
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b) Comunicação não-verbal; 
c) Comunicação escrita; 
d) Comunicação visual. 
 
A comunicação verbal é um processo pelo qual as pessoas se comunicam utilizando 
palavras faladas ou escritas. É uma forma fundamental de interação humana, permitindo 
que compartilhemos informações, expressamos ideias, sentimentos, opiniões e 
estabelecemos relações sociais. No contexto da comunicação verbal, existem dois 
principais tipos de linguagem: oral e escrita (GUIMARÃES, 2012). 
 
a) A linguagem oral é aquela que utilizamos ao falar e ouvir. Envolve o uso de 
palavras, frases, entonação, volume, ritmo e expressões faciais para transmitir a 
mensagem. A comunicação oral é mais imediata e interativa, permitindo a troca 
rápida de informações e a adaptação às respostas e reações dos interlocutores. 
b) A linguagem escrita é aquela que utilizamos ao ler e escrever. Envolve a 
utilização de palavras, frases, pontuação, ortografia e gramática para transmitir 
a mensagem. A comunicação escrita permite uma maior reflexão e planejamento 
da mensagem, além de ser uma forma de comunicação duradoura, uma vez que 
pode ser registrada e lida em momentos diferentes (SQUARISI, 2014). 
Além desses dois tipos de linguagem, a comunicação verbal também pode ocorrer 
de forma formal ou informal. A linguagem formal é utilizada em situações mais profissionais, 
acadêmicas ou cerimoniosas, seguindo regras gramaticais mais estritas. Já a linguagem 
informal é utilizada em situações cotidianas, entre amigos, familiares ou em contextos mais 
descontraídos, permitindo um uso mais flexível e coloquial da linguagem (GUIMARÃES, 
2012). 
 
No processo de comunicação verbal, é importante considerar a clareza e a 
efetividade da mensagem transmitida, bem como a compreensão do interlocutor. É 
essencial prestar atenção à pronúncia correta das palavras, ao uso adequado da gramática 
e à escolha das palavras adequadas ao contexto. Além disso, é importante estar atento à 
escuta ativa, ouvindo atentamente o que o interlocutor está dizendo para uma comunicação 
eficaz (SQUARISI, 2014). 
 
 
 
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Para Mohr, et. al., (2011) a tecnologia vem suplantando vários tipos de comunicação, 
principalmente com o advento da internet, com uma explosão de novos gêneros e novas 
formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita. Podemos dizer que a 
intensidade da tecnologia interferiu nas atividades comunicativas diárias. A diversidade é 
tão grande que muitos tipos surgem e morrem rapidamente.
Porém, algumas mantem-se 
predominantes como a “Comunicação agressiva”, constituída com uma expressão violenta 
na linguagem verbal ou a “Linguagem neutra”, ou não-binária, compreende o uso de uma 
terceira letra além do A e do O no final das palavras para evitar a binaridade dos gêneros 
(GUIMARÃES, 2012). 
 
1.4.2 Canais de Comunicação 
Existem vários canais de comunicação amplamente utilizados. Aqui estão alguns dos 
maiores veículos de comunicação: 
 
a) Televisão: A televisão continua sendo um dos principais meios de comunicação, 
oferecendo uma ampla variedade de programas e canais para entretenimento, 
notícias e informação. 
b) Rádio: O rádio é outro canal popular de comunicação, fornecendo programas 
musicais, notícias, discussões e muito mais. É amplamente acessível e tem uma 
presença significativa em várias regiões. 
c) Internet: A internet revolucionou a comunicação, permitindo que as pessoas se 
conectem globalmente. Por meio de sites, blogs, redes sociais, e-mails e 
serviços de mensagens instantâneas, a internet se tornou um dos canais mais 
influentes e abrangentes. 
d) Computadores: É um meio de comunicação dependente da Internet que permite 
uma grande capacidade de armazenamento e processamento de dados. 
e) Telefone/celulares: O telefone é um meio de comunicação individual e possibilita 
a transmissão de informações por meio de sinais sonoros. Já o celular é por meio 
de sinais sonoros e ondas eletromagnéticas. 
f) Jornais: Embora os jornais impressos tenham enfrentado desafios nos últimos 
anos, eles ainda são uma fonte importante de notícias e informações locais, 
nacionais e internacionais. 
 
 
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g) Correio: O correio possui um sistema que envolve o envio de cartas, 
encomendas e documentos entre um remetente e um destinatário. Hoje em dia, 
com os avanços nos meios de transporte, o tempo de entrega diminuiu 
consideravelmente. O sistema de correio pode ser privado ou público. 
h) Revistas: As revistas fornecem conteúdo especializado em uma variedade de 
áreas, como moda, esportes, negócios, saúde, entretenimento e muito mais. 
Elas são publicadas regularmente e atendem a públicos específicos. 
i) Redes sociais: Plataformas como Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e 
outras se tornaram canais de comunicação extremamente populares, permitindo 
que as pessoas se conectem, compartilhem informações, participem de debates 
e se envolvam com conteúdo de maneiras variadas. 
j) Mídia online: Websites de notícias, blogs e portais online fornecem informações 
atualizadas em uma ampla gama de tópicos, incluindo notícias, esportes, 
entretenimento, estilo de vida, tecnologia e muito mais. 
k) Mensagens instantâneas e aplicativos de bate-papo: Aplicativos como 
WhatsApp, Messenger, Telegram e outros oferecem uma comunicação 
instantânea por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo, 
permitindo que as pessoas se comuniquem individualmente ou em grupos. 
 
Esses são apenas alguns dos maiores veículos de comunicação, e a lista continua 
evoluindo à medida que novas tecnologias e plataformas emergem (MOHR, et. al., 2011). 
Em resumo, a comunicação verbal é a forma de comunicação que utilizamos através das 
palavras faladas ou escritas, seja de forma oral ou escrita, formal ou informal. É uma 
habilidade fundamental para nos relacionarmos com os outros e transmitirmos nossas 
ideias e sentimentos de maneira eficaz. 
 
 
 
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2. MIDIAS E REDES SOCIAIS 
 
Objetivo 
Entender o que são as mídias e as redes sociais. Definir e diferenciar as mídias 
sociais das redes sociais. Destacar as principais dúvidas com relação a seu público-alvo. 
Mostrar os tipos de mídias existentes. Explicar quais os objetivos das principais mídias e 
redes sociais. 
 
Introdução 
As mídias sociais fazem parte da vida de quase toda a população mundial. É através 
delas que os relacionamentos são estreitados e muitas empresas conseguem sua 
divulgação. Apesar de ser um mercado altamente concorrido, existem meios eficazes de 
destacar a empresa, seja organicamente ou impulsionando (TORQUATO, 2015). 
 
O marketing digital engloba uma variedade de ambientes e plataformas nas quais as 
estratégias de marketing são implementadas. Muitas ferramentas de comunicação são 
utilizadas nos ambientes do marketing digital, e as estratégias podem variar de acordo com 
o tipo de negócio, público-alvo e objetivos específicos. É importante adaptar as estratégias 
de marketing digital para atender às necessidades da sua empresa. 
 
Os precursores das mídias digitais remontam ao final do século XX, quando a 
tecnologia digital começou a se popularizar e se tornar mais acessível. No Brasil, esse 
período coincidiu com o surgimento da internet comercial, que ocorreu em 1995. Começou 
com uma interface bem simples e paga. Com o tempo foi se aprimorando e se tornou o 
primeiro modelo de mídia social, permitindo a criação e englobando diversos formatos: 
textos, imagens, áudios e vídeos, que são transmitidos e armazenados de forma digital. O 
avanço da tecnologia, as mídias analógicas, como fitas cassete, discos de vinil e filmes em 
rolos, foram gradualmente substituídas pelas mídias digitais. 
 
 
 
 
 
 
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A internet foi um dos principais catalisadores para o crescimento das mídias 
digitais, principalmente com a popularização da rede mundial de 
computadores. 
 
 
 
Os surgimentos de plataformas e serviços online, possibilitaram a criação, 
distribuição e consumo de conteúdo digital. Atualmente, as mídias digitais desempenham 
um papel fundamental na sociedade, influenciando a forma como nos comunicamos, nos 
informamos e nos entretemos. Elas possibilitam a conexão global, o acesso instantâneo a 
informações e o compartilhamento de ideias e experiências de forma rápida e ampla. 
 
As redes sociais também surgiram no final do século XX, por volta de 1995, onde a 
“Classmates, Friendster e MySpace” foram consideradas as primeiras redes sociais da 
história. Trata-se de sites/plataformas/aplicativos, usados por pessoas e organizações que 
se conectam com clientes, familiares, amigos e pessoas que compartilham seus interesses 
em comum. O MySpace, lançado em 2003, foi o grande impulsionador do fenômeno das 
redes sociais. Depois veio o Facebook, tornando-se a rede social mais popular e influente 
do mundo, estabelecendo muitos dos recursos e convenções que são comuns nas redes 
sociais. Outras redes foram e estão sendo criadas, como o LinkedIn, Twitter, Instagram, 
Snapchat e o Pinterest, cada uma com seu próprio conjunto de recursos e público-alvo. 
 
O advento das redes sociais revolucionou a forma como as pessoas se comunicam 
e interagem online, criando oportunidades para conexões globais e compartilhamento de 
informações em tempo real. As redes sociais continuam a evoluir e se transformar, 
impactando significativamente a sociedade e a maneira como nos conectamos uns com os 
outros (STRAUSS; FROST, 2012). 
 
2.1 Diferença entre Mídias sociais e Redes sociais 
Mídias sociais é um termo utilizado para descrever o tipo de mídia baseado na 
conversação e interação entre as pessoas on-line. O engajamento pode assumir muitas 
formas diferentes, incluindo redes sociais, fóruns da internet, Weblogs, blogs sociais, 
microblogging, podcasts, fotos, vídeos etc. A mídia social, assim como todos os meios de 
 
 
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comunicação, foca a busca de informações, fotos, vídeos e outros conteúdos para um 
público que quer aprender e se divertir. O que torna a mídia social diferente é que o 
conteúdo não é gerado como um monólogo corporativo,
como em um jornal ou na maioria 
dos sites corporativos, mas sim como uma conversa, com todos os participantes tendo a 
possibilidade de interagir com conteúdo, discutirem, classificar ou editar conteúdo (COSTA, 
2017). 
 
Resumindo, enquanto a rede social conecta pessoas para manter os 
relacionamentos interpessoais, as mídias sociais têm propósito mais comercial e aproveita 
as informações para criar campanhas na Web, estreitando a relação entre o consumidor e 
a empresa. 
 
2.1.1 Mídias Sociais 
Para Costa (2017) o propósito principal das mídias sociais é envolver e aproximar 
pessoas. Pessoas têm em sua essência a interação com outras. É natural querermos nos 
envolver e nos aproximar daqueles que estão distantes. As redes sociais nos conectam e 
nos aproximam da interação com outras pessoas, independente da distância estabelecida. 
Ou seja, as pessoas gostam de se envolver, mas por vezes são ocupadas demais para 
terem um envolvimento ao vivo e em cores, por isso o uso das mídias sociais é tão 
frequente, cada vez mais no dia a dia de todos. 
 
 
 
 As Mídias sociais são espaços de exposição, onde o indivíduo apenas posta 
informações ou arquivos, sem gerar relacionamento direto com nenhum outro 
indivíduo específico (COSTA, 2017). 
 
 
As mídias sociais são “Ferramentas online” usadas para divulgar conteúdo ao 
mesmo tempo em que permitem alguma relação com outras pessoas. Exatamente como 
um blog, que ao mesmo tempo dissemina conteúdo e abre espaço para os leitores 
interagirem. Então estas seriam ferramentas que tem como objetivo o compartilhamento de 
conteúdo, sendo as relações o segundo plano. 
 
 
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2.1.2 Redes Sociais 
Uma rede social é um grupo de pessoas que tem algum nível de relação ou interesse 
mútuo. Essa definição acabou ganhando um novo significado na internet, o que já foi 
chamado de “relationship site” (sites de relacionamento) hoje é conhecido como redes 
sociais. A internet adaptou e ganhou o nome de “redes sociais online”, que é justamente a 
proposta de serviços como Facebook. Uma rede social baseada nas relações online com 
as pessoas que você tem alguma ligação e/ou interesse em comum. Ou seja: 
 
 
 
 
As redes sociais é um espaço de exposição onde o indivíduo se relaciona 
diretamente com um ou mais indivíduos, formando grupos excludentes ou 
não, os quais, juntos, formam uma rede de relacionamentos. 
 
 
 
Não há como uma rede social online não ser uma mídia social, afinal, o primeiro é 
uma categoria dentro do outro, impossibilitando assim, que haja uma separação. Já no caso 
contrário, existe uma possibilidade sim, afinal, a rede social é apenas um pedaço da mídia 
social. Portanto, uma mídia social sem ser uma rede social pode existir sim. Pois, se alguém 
usar qualquer ferramenta apenas para divulgar conteúdo, esta ferramenta será uma mídia 
social, caso haja interação, passa a ser uma rede social também. 
 
 
Resumindo: 
As mídias sociais formam um novo conjunto de 
ferramentas de comunicação e colaboração que possibilita 
muitos tipos de interações que não estavam anteriormente 
disponíveis. Os blogs, por exemplo são ferramentas importantes 
que geram muitos leads qualificados, de acordo com o conteúdo 
 
 
 
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ofertado. Mídias sociais fornecem maneiras para as pessoas 
partilharem ideias, conteúdo, pensamentos e relações online. 
 
Podemos afirmar que a se diferem da mídia tradicional porque qualquer um pode 
criar, comentar ou acrescentar algo ao conteúdo na web. As mídias sociais podem ter a 
forma de texto, áudio, vídeo, imagens e comunidades. Ou seja, são superconjuntos de 
várias mídias que as pessoas usam para se comunicar online de forma social, inclui: blogs, 
wikis, partilha de vídeo e fotos, e muito mais. 
 
2.2 Tipos de Mídias Sociais 
Existem diversos tipos de mídias sociais. A maioria dos internautas estão ativos em 
todas as principais plataformas digitais de relacionamento e tem forte representatividade 
nas redes sociais. Por ser um assunto recente e um mercado de mudanças rápidas, sugiro 
manter-se atualizado sobre “os tipos de redes sociais” mais utilizadas e como as 
organizações estão se aproveitando para relacionar-se com seus clientes. As mídias 
sociais: mais que um departamento, uma competência para todas as áreas da empresa 
(COSTA, 2017). 
 
 
 
 Assim, quando temos uma indagação/problema, seja encontrar uma solução, 
aprofundar-se em um assunto ou simplesmente fazer análise de uma situação, 
precisamos Pesquisar! Pesquisar requer muito trabalho. 
 
 
 
 
Redes sociais complexas sempre existiram, mas os desenvolvimentos tecnológicos 
recentes permitiram sua emergência como uma forma dominante de organização social. 
Exatamente como uma rede de computadores conecta máquinas, uma rede social conecta 
pessoas, instituições e suporta redes sociais. Esses sites de redes sociais tornam fácil a 
vida de pessoas que queiram criar um perfil sobre si mesma e utilizá-lo para forma uma 
rede virtual, que combine seus amigos off-line e seus novos amigos online, que podem 
estar em qualquer lugar do mundo e comunicar-se como se estivesse a metros de distância. 
 
 
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As redes sociais são extremamente populares em todo o mundo. Destaco abaixo apenas 
as mais utilizadas no mundo e mais populares, e suas formas de utilização dentro das 
empresas (TORQUATO, 2015). 
 
2.2.1 Blogs 
Os blogs tomaram a cena do conteúdo porque a tecnologia é um modo muito fácil e 
eficiente de fazer chegar opiniões pessoais e de organizações ao mercado. Com um 
software fácil de usar, qualquer um pode criar um blog de aparência profissional em 
minutos. A maior parte dos que hoje trabalham com marketing e Relações Públicas conhece 
blogs, e muitos acabam monitorando o que é dito sobre sua empresa. Um blog é apenas 
um website. Um tipo diferente e especial de website que gera conteúdos atrativos e 
funcionais, na maioria das vezes, para o público em questão. 
 
Existem diversos tipos de blogs como: blogs coletivos, corporativos e pessoais. O 
mais popular e que ganha mais visibilidade atualmente são os blogs individuais onde um 
indivíduo expressa sua relação com determinado assunto, marca, situação, enfim seu dia 
a dia. Blogs são escritos com um software específico que coloca a atualização mais recente 
no topo do site, destacando-a para seu público, atraindo sua atenção. 
 
A maioria dos blogs permitem que leitores comentem, mas também é possível 
remover os comentários, apesar da ideia ser a interação interpessoal, há quem opte por 
desativar esses comentários, evitando problemas polêmicos. É importante ressaltar que 
opiniões controvérsias são sempre bem-vindas em blogs, pois incitam o debate sadio, mas 
há aqueles que acabam por passar dos limites e alguns blogueiros preferem desativar então 
a função de comentários. 
 
É notável o que um indivíduo esperto e cheio de paixão pode fazer com um blog. 
Pessoas blogaram para conseguir seu emprego dos sonhos (ou publicar livros) por meio 
das ideias que expressam. Bandas de rock conseguiram seguidores fiéis e contratos de 
gravação. Candidatos a cargos políticos se sobressaíram na multidão. E empresas 
competiram eficientemente até contra players muito maiores e com mais recursos. 
 
 
 
 
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Você é o que você publica! 
É melhor ter uma reputação do que reputação nenhuma”. 
(Steve Goldstein, CEO da Alacra) 
 
 
 
 
A plataforma de blog deve ser utilizada como meio de comunicação com seus 
clientes, prospects e parceiros. Não há dúvidas de que toda organização deve monitorar 
blogs para encontrar
o que as pessoas estão falando sobre ela. Para começar a utilizar os 
blogs para o marketing, deve-se pensar em quatro maneiras diferentes de utilizá-los: 
 
a) Para monitorar facilmente o que milhões de pessoas estão falando de você, do 
mercado para o qual você vende, de sua organização e de seus produtos. 
b) Para participar de conversas comentando em blogs de outras pessoas. 
c) Para trabalhar com blogueiros que escrevem ou escreverão sobre seu setor e 
produtos. 
d) Para começar a dar forma a essas conversas, criando e escrevendo seu próprio 
blog. 
 
 
 
“As organizações utilizam a ferramenta do blog para poder mensurar o que 
acontece com seus stakeholders e para entender a reputação de uma 
corporação”. 
 
 
 
A gerência de reputação seja individual ou organizacional é essencial para a 
imagem, e a mensuração de mídia é parte importante nas atividades dos profissionais. As 
companhias também estão medindo o que acontece na mídia, e agora elas também 
precisam saber o que acontece nos blogs. Para isso, a pessoas que trabalham com 
marketing devem acessar mecanismos de busca como Google, Bing etc. e pesquisar o 
 
 
17 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
nome de suas empresas ou palavras-chave e verificar quais são os blogueiros que mais 
escrevem a respeito, suas opiniões, o debate que está acontecendo, pontos positivos e 
negativos e, se houver necessidade entrar na conversa. 
 
 
Blogueiros são unidos em seu desejo de conteúdo importante, 
particularmente em torno de desenvolvimento de novos produtos, resenhas, 
feedbacks sobre o conteúdo postado e entrevistas com pessoas importantes. 
Jeremy Woolf, diretor de mídia social da Text 100. 
 
 
 
2.2.2 Facebook 
O Facebook é uma ferramenta notável para profissionais se comunicarem com 
comunidades e consumidores diretamente. Desde 2006, ano em que a rede social começou 
a dar os primeiros passos, apenas para estudantes, até os dias atuais em que temos bilhões 
de usuários ativos mensalmente, o site conecta membros por meio de pedidos de amizade. 
O Facebook é um excelente meio para manter amizades casuais, colegas de trabalho, ou 
até da época da escola. A melhor abordagem para marketing no Facebook envolve quatro 
maneiras úteis de levar informações e ideias para pessoas interessadas em você e seus 
produtos e/ou serviços: 
 
a) Perfil pessoal para comunicação amigo-amigo; 
b) Páginas da empresa; 
c) Grupos; 
d) Aplicativos. 
 
Uma página do Facebook é uma excelente maneira de dar o primeiro passo para 
que uma organização se envolva com seu público. Envolvimento entre pessoas e 
empresas, quando estas também estão dispostas a dar respostas, interagir, conversar com 
seu público é extremamente vantajoso atualmente. O Facebook funciona por meio de perfis, 
páginas e grupos. É o meio de comunicação principal entre jovens e adultos. É através dele 
que as pessoas e organizações têm por perto amigos e marcas consideradas importantes, 
 
 
18 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
por esta questão ele acabou por se tornar uma ferramenta importante de marketing para 
diversas empresas. 
 
2.2.3 Twitter 
O Twitter foi uma das primeiras redes sociais da atualidade. É um site popular no 
serviço de microbloging, onde permite-se escrever textos pequenos, podendo interagir com 
amigos, empresas e famosos. No Twitter, pode-se seguir as pessoas, podendo a outra 
decidir se o segue de volta ou não. Enviar mensagens diretas, responder “tweets” através 
do uso da @ antes do nome do destinatário. Hoje em dia é uma rede social de blogueiros, 
jornais e jornalistas, famosos, algumas poucas empresas no Brasil optam por estar e 
interagir na ferramenta, mas as que escolhem ficar e conversar e ouvir seus clientes, saem 
na frente no marketing de relacionamento nas redes sociais (BARRETO; CRESCITELLI, 
2013). No Brasil, ainda é pouco usado, se compararmos com o número de usuários em 
países da América Central. 
 
2.2.4 Instagram 
O Instagram é uma das redes sociais que são bem acessadas. Faz parte do cotidiano 
de milhões de usuários. Focado no visual, fotos e vídeos fazem sucesso na rede social 
Instagram, que ajuda o público a interagir com publicações de outras pessoas, curtindo-as, 
seguindo perfis, hashtags e comentando. 
 
Lançado em 2010 pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger, 
engenheiros de software, a ferramenta teve apenas no mesmo dia de seu lançamento a 
incrível marca de ser a ferramenta mais baixada na Apple Store. Comprado por 1,8 bilhão 
de dólares, em julho de 2012 pelo Facebook. Essa ferramenta tem um engajamento por 
seguidor muito forte. Desde seu lançamento, o Instagram conta com os famosos filtros 
inspirados nas câmeras polaroids, como estilo retrô, moderno, desfocado, lentes de 
diferentes tonalidades etc. 
 
Ainda pouco utilizado no Brasil, o Instagram para empresas era a ferramenta que 
faltava para impulsionar ainda mais o negócio. Pois, conta com métricas diferenciadas. Os 
insights permitem acompanhar o perfil das empresas e todo seu desempenho na 
 
 
19 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
plataforma. Com ela é possível ter as seguintes funções: anúncios na plataforma, receber 
ligações, e-mails e saber como chegar ao negócio, facilitando ainda mais a forma do cliente 
se conectar com a empresa. A função do Instagram para empresas é gratuita, mas para 
utilizá-la é necessário ter uma página comercial no Facebook, e o perfil no Instagram 
precisa ter um número mínimo de seguidores. 
 
2.2.5 LinkedIn 
O LinkedIn é a rede social para negócio. Lançada em 2003, a ferramenta permite 
manter relações com empresas, colegas de trabalho, colegas da escola/faculdade, 
mantendo seu networking, criando seu currículo online, permitindo que você procure e seja 
procurado por oportunidades de trabalho e desenvolvimento de carreira. Além disso, o 
Linkedin também permite que os usuários aprendam através de minicursos disponíveis na 
ferramenta e participem de fóruns e comunidades. Além disso, a ferramenta permite que 
outras pessoas façam recomendações, deixando seu perfil ainda mais destacado para o 
mercado de trabalho. 
 
2.3 Tipos de redes sociais 
Sabemos que um dos melhores caminhos para comunicarmos são as redes sociais. 
Assim, usar redes sociais: 
 
a) Aumenta a exposição da sua empresa no mercado; 
b) Melhora a comunicação com o cliente; 
c) Permite a realização de uma série de ações de marketing digital; 
d) É uma forma eficiente de conduzir o consumidor à conversão; 
e) Sete em cada dez brasileiros se informam pelas redes sociais; 
f) As redes influenciam a decisão de compra de 77% dos consumidores. 
 
Assim, o melhor jeito de divulgar seus produtos e serviços nas redes sociais é 
conhecendo-as a fundo. Afinal, é notório que as redes é muito mais do que simplesmente 
lazer! Mas, não existe apenas um tipo de rede social: 
 
 
 
20 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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a) Rede social de relacionamento: São as mais utilizadas. Seu objetivo é aproximar 
as pessoas e criar laços entre elas (ex: Facebook); 
b) Rede social de entretenimento: Voltadas para divulgação de conteúdo, que 
podem gerar relacionamentos, mas cujo valor principal está nessa oferta (ex: 
YouTube); 
c) Rede social profissional: Objetivo é ampliar a visibilidade profissional por meio 
da internet (ex: LinkedIn); 
d) Rede social de nicho: Conhecida como rede social segmentada, geralmente, é 
voltada para públicos mais específicos (ex: TripAdvisor). 
 
Essas ferramentas são bastante úteis, sobretudo para as empresas, já que permitem 
um diálogo mais direto com os clientes e oferecem constantes feedbacks. 
 
2.4 Vantagens e Desvantagens das Mídias nas Redes Sociais 
Na maior parte, as
vantagens superam as desvantagens, as mais significativas é que 
aproxima as pessoas que vivem em locais diferentes e conseguem manter as relações e o 
contato, contudo, falta privacidade e a outra é possibilitar a interação em tempo real, mas, 
precisa de cuidados quanto a divulgação de fatos. Ou seja, as redes sociais têm 
desempenhado um papel significativo na forma como as pessoas se comunicam e 
interagem na sociedade atual. No entanto, assim como qualquer outra tecnologia, elas 
apresentam vantagens e desvantagens. 
 
Vantagens 
a) Conexão e interação: permitem que as pessoas se conectem e interajam com 
amigos, familiares e colegas de forma rápida e fácil, independentemente da 
distância geográfica. Elas proporcionam uma plataforma para compartilhar 
pensamentos, ideias, fotos e vídeos. 
b) Acesso à informação: fornecem acesso a uma ampla gama de informações. 
Notícias, eventos atuais, artigos acadêmicos e opiniões especializadas estão 
disponíveis em tempo real. 
c) Oportunidades de negócios: Trata-se de uma ferramenta valiosa para o 
marketing e a promoção de negócios. Elas oferecem um alcance significativo e 
a possibilidade de segmentar o público-alvo de forma mais precisa. Empresas e 
 
 
21 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
empreendedores podem usar as redes sociais para alcançar novos clientes, 
construir relacionamentos e aumentar a visibilidade de suas marcas. 
d) Compartilhamento de conhecimento: proporcionam um espaço para 
compartilhar conhecimentos e experiências. Pessoas com interesses 
semelhantes podem se conectar e trocar informações, o que facilita o 
aprendizado e a descoberta de novas perspectivas. 
 
Desvantagens 
a) Privacidade: Podem representar uma ameaça à privacidade das pessoas. Ao 
compartilhar informações pessoais e fotos, há o risco de que esses dados caiam 
em mãos erradas ou sejam utilizados indevidamente. Também existe a 
possibilidade de que os perfis sejam hackeados, resultando em roubo de 
identidade ou acesso não autorizado. 
b) Cyberbullying: Podem se tornar um ambiente propício para o cyberbullying, onde 
indivíduos são alvo de ataques, intimidação ou assédio. Isso pode ter um impacto 
negativo na saúde mental e emocional das pessoas, levando a problemas como 
ansiedade, depressão e isolamento social. 
c) Disseminação de informações falsas: As redes sociais são conhecidas por 
espalhar informações falsas e notícias não verificadas. Isso pode levar a 
equívocos, confusão e até mesmo influenciar a opinião pública de forma 
negativa. A disseminação rápida e ampla de informações não verificadas 
também pode prejudicar a reputação de indivíduos e organizações. 
d) Dependência e tempo desperdiçado: O uso excessivo das redes sociais pode 
levar a uma dependência e ao desperdício de tempo. Muitas pessoas ficam 
viciadas em rolar interminavelmente as feeds de notícias, prejudicando a 
produtividade, o sono adequado e os relacionamentos pessoais. 
 
É importante lembrar que as redes sociais são ferramentas e seu impacto depende 
da forma como são utilizadas. Cabe aos usuários adotar estratégias para defender-se de 
possíveis ameaças que possam prejudicar o indivíduo ou a empresa. 
 
 
 
22 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
3. ERAS DO MARKETING: DO TRADICIONAL AO DIGITAL 
 
Objetivo 
Entender o processo evolutivos das “eras” do Marketing. Conhecer como foi 
evolução dos conceitos aplicados em cada era do Marketing. Identificar e comparar as 
mudanças e transformações das gerações até os dias atuais. 
 
Introdução 
De acordo com Kotler e Armstrong (2015), o Marketing se divide em cinco eras: 1.0, 
2.0, 3.0, 4.0 e 5.0. Cronologicamente as empresas tiveram que se adaptar ao mercado com 
seus esforços produtivos e de comunicação para alcançar seu público-alvo. Cada uma 
dessas eras tem suas características diferenciadas de acordo com as necessidades dos 
consumidores. 
 
A proposta do Marketing é sempre suprir as necessidades do cliente. Contudo, 
conforme o tempo passa, o mercado muda e as necessidades se alteram, 
consequentemente, surgem novas ideias e estratégias. As fases ou as “eras” do Marketing 
são fundamentadas com essas evoluções, onde representam as mudanças. Assim, é 
fundamental que os profissionais do marketing se mantenham atualizados e conheçam a 
fundo o processo evolutivo dessas eras. Só assim, será possível aplicar a melhor estratégia 
para o seu negócio, tornando as campanhas de Marketing mais assertivas, gerando 
grandes retornos para o seu negócio. Ou seja, entender essas mudanças faz toda a 
diferença na hora de traçar estratégias, objetivos, metas e ações em sua empresa. 
 
Pensando como empreendedor, teoricamente sabemos quais são os melhores 
canais de comunicação para divulgar nossos produtos e serviços. Afinal, a publicidade e a 
propaganda são nossos melhores aliados. Contudo, com o advento e o crescimento das 
redes sociais, um novo olhar para o marketing surgiu e exigiu pensar em dois modelos de 
marketing: o tradicional e o digital. 
 
Com a revolução tecnológica, o marketing tradicional, que até então utilizava apenas 
as mídias offline, precisou se adequar aos novos modelos de campanhas. Neste cenário, o 
marketing digital surgiu para atender às necessidades das novas mídias, como as redes 
 
 
23 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
sociais. Com todas as mudanças tecnológicas que ocorreram no mercado, o 
comportamento do consumidor mudou e as empresas tiveram que se adequar e reorganizar 
suas estratégias (FERREIRA JR.; AZEVEDO, 2015). 
 
 
 
Só para lembrar! O marketing tradicional trabalha com meios de comunicação 
clássicos, como a televisão, o rádio e a mídia impressa (jornais e revistas). Já o 
digital atua na web, principalmente nas redes sociais. 
 
 
 
Com o marketing tradicional a abordagem é mais direta, afinal cria-se um cenário de 
interrupção para a mensagem. Porém, o marketing digital é menos intrusivo. Podemos citar 
algumas diferenças entre os “Marketing tradicional do Marketing digital” (LOVELOCK; 
WIRTZ, 2006): 
 
a) Público-alvo: no marketing tradicional, insere anúncio em programas de televisão 
ou revistas especializadas, mas, no marketing digital a possibilidade de 
segmentação do público é muito maior. 
b) O alcance das ações: no marketing tradicional, consegue alcançar um 
determinado número de assinantes ou espectadores, mas, no digital esse 
alcance pode ser muito maior e fica disponível ao público. 
c) Valor do investimento: anúncios em rádios, TVs, jornais e revistas são muito 
caros, já, no marketing digital, é possível promover ações com pouco 
investimento, aumentando à medida que os resultados aparecem. 
d) Mensuração dos resultados: no tradicional é possível mensurar apenas a 
audiência de um programa ou comprovar a tiragem de uma revista e quantos 
exemplares foram vendidos. Mas não podemos garantir que o ouvinte ou o leitor 
viram o anúncio. Já, no digital, existem diversas ferramentas de mensuração. 
e) Relacionamento com o cliente: o marketing digital trabalha muito com 
relacionamento e promove ações específicas, já, os tradicionais precisam de 
serviços diferenciados como “centrais de atendimento” aumentando seus custos; 
 
 
24 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
Marcar presença nas redes sociais ou por meio do marketing tradicional parece ser 
simples, porém, fazê-lo com eficiência e alcançando os resultados esperados requer 
expertise, experiência e a elaboração de estratégias vencedoras. O assunto não é de 
domínio de todos! Porém, estamos vivendo em um cenário cada vez mais digital e 
precisamos nos adaptar as mudanças. Podemos até afirmar que as empresas que não 
utilizam a internet para fazer negócios ou divulgar seus produtos
e serviços estão fadadas 
ao fracasso. O marketing digital é fundamental para solidificar uma marca e promover 
vendas. 
 
3.1 Eras do Marketing 
As adaptações mercadológicas ocorridas nas últimas décadas proporcionaram 
diferentes eras evolutivas no Marketing, consequentemente, refletindo as transformações 
na sociedade e nas estratégias de negócios. A era da produção foi marcada pela oferta em 
massa de produtos, onde a ênfase estava na eficiência da produção e na disponibilidade 
de bens. A era das vendas trouxe uma abordagem mais persuasiva, com foco na venda 
agressiva e na conquista de clientes. Na era do marketing, a ênfase mudou para o cliente, 
buscando compreender suas necessidades e desejos e oferecer produtos e serviços 
personalizados. Com a ascensão da era do relacionamento, o marketing passou a valorizar 
o envolvimento e a fidelidade do cliente, construindo relacionamentos de longo prazo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Evolução das Eras do Marketing 
 
 
25 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Fonte: https://www.mtcenter.com.mx/evolucion-del-marketing-digital-en-america-latina/ 
 
Atualmente, estamos na era do marketing digital, onde as tecnologias e a internet 
desempenham um papel central, permitindo interações instantâneas, segmentação precisa 
e personalização em massa. Essas diferentes eras do marketing demonstram a evolução 
das abordagens e estratégias ao longo do tempo, adaptando-se às demandas e tendências 
do mercado. 
 
3.1.1 Marketing 1.0 – Era dos Produtos 
O Marketing 1.0 refere-se à era do marketing centrada no produto “Era Dos 
Produtos”. surgiu logo após a Revolução Industrial e ficou popular até meados da II Guerra 
Mundial. Nessa época, as empresas estavam focadas na produção em massa e na 
eficiência operacional. O objetivo principal era criar um produto de qualidade e disponibilizá-
lo aos consumidores. As estratégias de marketing eram voltadas para persuadir os 
consumidores a comprarem os produtos, destacando suas características e benefícios. 
 
Trata-se do modelo tradicional, completamente passivo para as demandas dos 
consumidores e focados no conhecimento das marcas, produtos e as características que 
as diferenciam de seus concorrentes. Era o Marketing original que começou a utilizar o Mix 
ou composto de Marketing, ou como era conhecido popularmente: os 4 Ps: Produto, Preço, 
Praça e Promoção. Era caracterizado como um marketing de massa, no qual as empresas 
tinham como objetivo o grande número produtivo, ignorando qualquer variedade ou desejo 
da sua audiência. Era um modelo de transação baseado em “de um para muitos”, ou seja, 
um produto, para muitos consumidores (KOTLER; KELLER, 2012). 
Considerado como sendo um conceito “chamado de Fordismo” criado e difundido 
por Henry Ford da indústria automobilística, onde dizia: “Qualquer cliente pode ter o carro 
da cor que quiser, desde que seja preto”. Ou seja, a padronização dos produtos era o 
 
 
26 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
objetivo central, não havia uma preocupação com produtos altamente elaborados e 
variedades, mas sim com o alto número de produção e padrão, a fim de que se pudesse 
eliminar desperdícios e, então, oferecer um preço mais acessível a todos que quisessem 
comprar. Até os dias atuais, encontramos empresa que pensam assim. 
 
3.1.2 Marketing 2.0 – Era das Informações 
O Marketing 2.0 é a evolução do Marketing 1.0 e concentra-se nas necessidades e 
desejos dos consumidores. Chamado de “Era das Informações”. O Foco se volta para o 
cliente durante o início dos anos 90 e se tenta associar o produto às características e perfil 
dos consumidores de uma forma genérica. São incluídos os 4 Cs: Consumidor, Custo, 
Conveniência e Comunicação. Utilizou-se a Internet, onde os consumidores poderiam 
encontrar todas as informações dos milhares de produtos que estes poderia pesquisar 
através de um computador. Assim, o consumidor poderia encontrar não apenas o produto 
que queria, mas outros que pudessem substituir o que procurava (KOTLER; KELLER, 
2012). 
 
As empresas passaram a entender que o cliente era a chave para o sucesso. Mas, 
precisava conhecer profundamente o público-alvo e criar produtos e estratégias de 
comunicação que atendessem suas necessidades e desejos, assim como as demandas 
emocionais e psicológicas. O foco foi na construção de relacionamentos duradouros e na 
criação de uma conexão emocional com os consumidores. Ou seja, o foco deixou de estar 
nos produtos e foi transferido para o comportamento do consumidor. Essa mudança de foco 
ocorreu devido a todos os avanços tecnológicos proporcionados pela era da informação, 
que gerou facilidades de acesso ao conhecimento. Os consumidores passaram a comparar 
produtos, preços, marcas e qualquer outros fatores que os ajudassem a satisfazer suas 
necessidades, transformando os compradores em clientes (TORQUATO, 2015). 
 
Para as ações de Marketing, os clientes passaram a ser base das ações publicitárias 
e comerciais. A massa já não se satisfazia com produtos básicos e genéricos. A partir disso, 
as estratégias tinham como foco a apresentação de diversas linhas de produtos e a 
qualidade passou a ser vista como um diferencial competitivo. Os “clientes como foco de 
tudo”. As empresas começaram a se preocupar em atender segmentos e atender as 
necessidades especificas de seus clientes. Foi nessa época que o Customer Relationship 
 
 
27 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Management - CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) começou a ter seu valor 
de mercado, pois define toda uma classe de sistemas de informações ou ferramentas que 
automatizam as funções de contato com o cliente. 
 
3.1.3 Marketing 3.0 – Era dos Valores 
O Marketing 3.0 é baseado na ideia de que as empresas devem se preocupar não 
apenas com o lucro, mas também com o impacto social e ambiental de suas atividades. O 
foco permanece no consumidor, porém, passa também a ser relacionado às aspirações, 
valores e espírito humano. Com o tempo, ocorreu uma grande passividade no Marketing 
2.0, por isso, os processos foram se adaptando e em 2010, criou-se a definição de 
Marketing 3.0, com o objetivo de criar um ambiente melhor para os consumidores. Suas 
abordagens são baseadas pelas anteriores, mas, com objetivos de criar um mundo melhor. 
 
As empresas buscam satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores e 
contribuir para o bem-estar da sociedade como um todo. O marketing é visto como uma 
forma de promover valores e propósitos que vão além do lucro. Ou seja, as empresas se 
preocupam com os desejos e necessidades pessoais, mas, também oferecem soluções 
para os problemas da sociedade. Assim, ganha-se importância os conceitos de missão, 
visão e valores que passam a fazer parte das estratégias empresariais. A proposta das 
empresas é oferecer esperança a problemas do mundo e, assim, conseguem levar os 
clientes a novas experiências (KOTLER; KELLER, 2012). 
 
O Marketing 3.0 ficou conhecido como a Era dos Valores, porque foi influenciado por 
três forças: 
a) A era da participação: marcada pela grande expansão das mídias sociais, onde 
os avanços tecnológicos permitiram maior conexão e interação entre as pessoas 
e empresas. Até então, as pessoas eram somente receptores de ações, e 
passaram a produzir ideias, notícias e entretenimento. 
b) A era do paradoxo da globalização: foi quando as decisões empresariais 
passaram a ser fortemente influenciadas pelo comportamento do consumidor e 
eles começaram a participar de questões socioambientais. 
c) A era da sociedade criativa: marcada pela ideia de autorrealização. A 
preocupação está em fornecer serviços e produtos nos quais as pessoas podem 
 
 
28 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa
Cecília - Educação a Distância 
ter muito mais do que um bem material. A ideia é deixar seus clientes realmente 
felizes e realizados, gerando uma experiência positiva. Podemos chamar de 
“proposta de valor agregada” (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 
 
3.1.4 Marketing 4.0 – Tradicional ao Digital 
O Marketing 4.0 é uma resposta à era digital e ao avanço da tecnologia. Atua no 
conhecimento não apenas dos consumidores atuais, mas dos futuros. Inicia a busca por 
consumidores via Internet, com determinadas necessidades e desejos que possam ser 
atendidas pelo produto genérico, customizado ou com pequenas alterações, antecipando o 
que o consumidor iria buscar. Quase tudo é baseado na Internet, aplicativos, sites, portais, 
blogs. Os fabricantes trocam as lojas físicas com altos custos, por sites de venda. Nesse 
estágio, as empresas reconhecem a importância das plataformas digitais, das redes sociais 
e da personalização para alcançar e envolver os consumidores. O marketing digital e o uso 
de dados tornam-se essenciais para entender o comportamento do consumidor, oferecer 
experiências personalizadas e interagir em tempo real (KOTLER; KELLER, 2012). 
 
Marketing 4.0 é um conceito que une as teorias tradicionais do marketing com as do 
digital, para se adaptar à evolução do mercado. É notório que as Eras anteriores são 
fundamentais e ainda permanecem em nosso cenário. Porém, as mudanças não param e 
o Marketing precisa evoluir. Ou seja, a sociedade vem evoluindo juntamente com as 
relações de comércio, no qual, cada vez mais, as empresas estão tendo que se readaptar 
ao novo ambiente. Atualmente, público não tem tempo para perder, e dessa forma, prender 
a sua atenção e conectá-la ao seu produto são os grandes desafios atuais. Basicamente, 
é o marketing tradicional adaptado ao mundo digital, já que este mudou a forma como a 
comunicação é feita, obrigando todos os comunicadores a se manterem a par das 
tendências que viram realidade todos os dias. 
 
O desafio agora é navegar num mundo cada vez mais interligado e numa paisagem 
de consumo em mudança para alcançar um maior número de clientes de uma maneira mais 
eficaz. De modo geral o marketing digital veio para aliar forças com o marketing tradicional, 
que mesmo ainda sendo muito utilizado, não é capaz de suprir sozinho as novas demandas 
do mercado. Entre as características principais da estratégia do Marketing 4.0, podemos 
entender a rapidez como uma delas, seja nos processos de compras ou nas demais 
 
 
29 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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transações realizadas. Afinal, as dispõem de cada vez menos tempo e buscam a 
praticidade e a facilidade nos processos de compra. Por isso, as empresas precisaram se 
adequar para uma cultura de foco no cliente, baseando suas ações focadas em melhorar a 
experiência do consumidor. Entre muitas características, podemos definir: 
 
a) Possibilita obter muitas informações valiosas a respeito do público; 
b) Utiliza uma grande variedade de canais para a atração fidelização de clientes; 
c) Possibilita utilizar a gamificação como ferramenta de fidelização; 
d) É mais inclusivo, pois permite que marcas novas conquistem seu espaço mais 
facilmente; 
e) Se relaciona de forma horizontal, aproximando empresas e consumidores e 
fortalecendo seu relacionamento; 
f) Permite mais transparência nos processos. 
 
O marketing 4.0 impacta nos negócios, pois está presente em quase tudo que 
fazemos, uma vez que a internet já faz parte do nosso cotidiano, seja nos contatos pessoais, 
na busca de uma colocação no mercado, nas pesquisas a respeito de uma empresa ou 
produto e em todas as nossas interações na web. Assim, sempre que uma pessoa consome 
um conteúdo online, faz uma pesquisa por produtos ou serviços, ou ainda busca opiniões 
a respeito de uma empresa, vemos estratégias de marketing 4.0 em ação. 
 
3.1.5 Marketing 5.0 - Sensorial 
O Marketing 5.0 é a era atual do marketing, que se concentra na integração de 
tecnologia e humanidade. Busca atingir o lado emocional dos consumidores. Converte os 
consumidores em embaixadores da marca. Apoia causas justas, demonstra 
responsabilidade social e ambiental corporativa. Utiliza o Marketing sensorial para atingir 
os 5 sentidos do consumidor. Envolve o consumidor de uma forma invasiva, sem ser 
intrusivo. A proposta é que as empresas criem experiências significativas e autênticas para 
os consumidores, combinando o poder da tecnologia com a empatia humana. A 
personalização, a sustentabilidade e a responsabilidade social continuam sendo valores 
importantes. O Marketing 5.0 também envolve a criação de conexões emocionais profundas 
e o envolvimento ativo dos consumidores na cocriação de produtos e serviços. 
 
 
 
30 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O marketing 5.0 vai além ao combinar o poder da tecnologia com o desejo crescente 
dos consumidores de se conectarem a marcas que compartilham de seus valores e causas. 
Ele busca estabelecer uma relação de confiança, envolvimento e participação ativa por 
parte do consumidor. Nesse contexto, o marketing 5.0 utiliza tecnologias avançadas, como 
inteligência artificial, big data, realidade aumentada e internet das coisas, para criar 
experiências personalizadas e relevantes. Ele entende que os consumidores não querem 
apenas comprar produtos, mas também se envolver com marcas que promovem impacto 
social e ambiental positivo. 
 
3.2 O Brasil e as Eras do Marketing 
Enquanto o marketing 1.0 se concentrou na produção em massa e no produto, e o 
marketing 2.0 voltou-se para o consumidor e suas necessidades, o marketing 3.0 colocou 
o foco nos valores e nas emoções. O marketing 4.0, por sua vez, abraçou a era digital e o 
uso das redes sociais. 
 
Boa parte das empresas brasileiras continuam com o modelo de marketing 3.0, 
porém, já se percebe a necessidade de adaptação e a evolução para o modelo 4.0, 
principalmente nas plataformas de marketplaces com foco no mercado B2B. Esse fato 
ocorre porque a metodologia do marketing 4.0 utiliza o aspecto da personalização e 
direcionamento de forma mais assertiva, resultando em grandes retornos para seus 
clientes. Essa fase do marketing envolve conceitos eficazes de mala direta, marketing de 
relacionamento, técnicas do marketing digital e marketing de conteúdo. Porém, aplicar o 
melhor que cada conceito oferece pode ser um grande diferencial para que sua empresa 
possa crescer, ganhar credibilidade e atingir uma alta relevância no mercado! 
 
3.3 Comunicação nas Eras digitais 
Atualmente, as empresas precisam estreitar os canais de relacionamentos com 
todos que possam fazer parte do seu círculo de negócios. A premissa é atrair clientes 
oferecendo a melhor e maior proposta de valor agregado (BARRETO; CRESCITELLI, 
2013). Para isso, deve investir na reputação da marca, nos produtos e serviços que serão 
vendidos. É importante saber como uma organização é vista e ouvida pelo consumidor. 
 
 
 
31 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
No cenário da comunicação ocorreram muitas mudanças e continuam acontecendo 
e estas abrangem aspectos mercadológicos, conhecimento tecnológico, canais de 
comunicação e informação, fatores sociais, culturais e de gestão (LOVELOCK; WIRTZ, 
2006). Assim podemos afirmar: 
 
a) em relação aos conhecimentos teríamos a informação aliada a tecnologia, mais 
precisamente a “Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC”; 
b) quanto aos aspectos sociais observamos o crescimento da classe C.; 
c) quanto aos aspectos mercadológicos, pode-se evidenciar as mudanças no 
comportamento de consumo, de produtos e dos serviços; 
d) na concorrência, nota-se as mudanças das estratégias de comunicação; 
e) os aspectos legais envolvem os hábitos e os valores de uma população; 
f) com relação aos aspectos
de gestão verificamos que as grandes mudanças estão 
voltadas ao planejamento e estratégia. 
Ressalta-se que muitas organizações conseguem interpretar as mudanças dentro do 
contexto das suas empresas, mas é necessário que haja reação positiva ao negócio, além 
de um olhar mais visionário. 
 
Figura 3 – Evolução dos meios de comunicação 
 
Fonte: https://brainly.com.br/tarefa/47096318 
 
Assim, é preciso verificar as mudanças que afetam o negócio, ou determinado setor, 
principalmente quando está relacionado diretamente com seus colaboradores, público-alvo 
e ou com a concorrência. Ou seja, compreender as mudanças dentro de um contexto global, 
pois a população tem acesso à informação de forma muito rápida, apesar da adoção de 
práticas que visam reter a informação serem incorporadas em várias situações. 
 
 
32 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Figura 4 – Pilares da Comunicação Digital 
 
Fonte: https://valeonnoticias.com.br/2022/06/26/afinal-transformacao-digital/ 
 
Os pilares da comunicação digital referem-se aos princípios fundamentais que 
sustentam a forma como nos comunicamos e interagimos na era digital. Esses pilares são 
essenciais para entendermos e utilizarmos efetivamente as ferramentas e tecnologias 
disponíveis. Aqui estão os principais pilares da comunicação digital: 
 
a) Acessibilidade: A comunicação digital deve ser acessível a todas as pessoas, 
independentemente de suas habilidades físicas, cognitivas ou sensoriais. Isso 
implica garantir que os conteúdos sejam criados e apresentados de forma a 
permitir o acesso e a compreensão por todos. 
b) Interatividade: A comunicação digital permite interações em tempo real entre os 
participantes, rompendo as barreiras geográficas. Através de recursos como 
redes sociais, chats, comentários em blogs e fóruns, as pessoas podem se 
conectar, compartilhar informações, trocar ideias e estabelecer diálogos mais 
ricos. 
c) Personalização: A comunicação digital possibilita a personalização da 
experiência do usuário. Por meio do rastreamento de dados e do uso de 
algoritmos, é possível adaptar os conteúdos e as mensagens às preferências e 
interesses individuais, proporcionando uma comunicação mais relevante e 
personalizada. 
d) Velocidade: A comunicação digital é caracterizada pela rapidez e agilidade. As 
informações podem ser transmitidas instantaneamente, permitindo uma 
disseminação rápida e ampla de notícias, eventos e mensagens. Isso também 
 
 
33 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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implica a necessidade de uma resposta ágil e eficiente por parte dos 
participantes. 
e) Multimídia: A comunicação digital é multimídia, ou seja, combina diferentes 
formatos de conteúdo, como texto, imagens, vídeos, áudio e animações. Isso 
enriquece a experiência de comunicação, permitindo a transmissão de 
informações de maneira mais envolvente e impactante. 
f) Sincronicidade: A comunicação digital permite a sincronização em tempo real 
entre os participantes, possibilitando a comunicação instantânea e simultânea. 
Isso é alcançado por meio de recursos como videochamadas, conferências 
online e mensagens instantâneas, que promovem uma comunicação em tempo 
real, independentemente da distância física. 
 
Esses são alguns dos pilares fundamentais da comunicação digital. É importante 
reconhecer que a natureza da comunicação digital continua a evoluir à medida que novas 
tecnologias e plataformas surgem, mas esses princípios básicos permanecem relevantes 
na forma como nos comunicamos online. 
 
3.4 Evolução das fases da humanidade 
Desde os primórdios da humanidade passamos por fases que denominamos como 
“Eras” ou períodos (tempo-idade). Para entendermos melhor sobre as “Eras” vamos ao 
princípio. Com base na história, as fases são divididas em: 
 
a) Paleolítico: conhecido como Idade da Pedra Lascada – entre 2,6 milhões de anos 
atrás até 10.000 a.C. Durante esse período, os humanos eram caçadores-
coletores e usavam ferramentas de pedra. 
b) Neolítico: Idade da Pedra Polida – entre 10.000 e 4.500 a.C. Surgiu a agricultura 
e a domesticação de animais. Assim como, as primeiras comunidades agrícolas 
e assentamentos permanentes. 
c) Idade dos Metais: Subdividida em: Idade do Cobre, Idade do Bronze e Idade do 
Ferro. Início da tecnologia humana, com a descoberta dos metais, ferramentas 
e armas. 
d) Idade Antiga: entre os anos 3000 a.C. e 500 d.C. Caracterizada pelo 
desenvolvimento das primeiras civilizações complexas. Inclui a Mesopotâmia, o 
 
 
34 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Egito Antigo, as civilizações do Vale do Indo, a Grécia Antiga, a Roma Antiga e 
muitas outras culturas. 
e) Idade Média: A era medieval - entre os séculos V e XV d.C. Mudanças 
significativas na Europa Ocidental, com o surgimento do feudalismo, o 
crescimento do cristianismo e o estabelecimento de reinos e impérios. 
f) Idade Moderna: entre o século XV ao XVIII d.C. Marcada por exploração, ciência, 
arte, comércio e política, incluindo o Renascimento, a Reforma Protestante, a 
expansão marítima europeia e a Revolução Científica. 
g) Idade Contemporânea: Começa no final do século XVIII e continua até os dias 
atuais. Predominando as revoluções políticas, sociais e industriais, incluindo a 
Revolução Industrial, as Revoluções Francesa e Americana, as duas guerras 
mundiais, a Guerra Fria e muitos outros eventos que moldaram o mundo 
moderno. 
 
É importante ressaltar que essa é uma visão geral das gerações da humanidade e 
que diferentes culturas e regiões do mundo podem ter suas próprias divisões e 
nomenclaturas específicas para esses períodos históricos. 
 
3.5 Divisão das Gerações Humanas - Sociais 
Vivemos em um período contemporâneo e a evolução humana, principalmente 
depois da Revolução Industrial, teve outro rumo daquilo que conhecíamos como “Eras” e 
criou-se um conceito sobre as “Eras”. Isso aconteceu pelas rápidas mudanças 
comportamentais da humanidade, acarretando novas maneiras de se comunicar e fazer 
negócios. Ou seja, com as evoluções tecnológicas e novas exigência de mercado, o jeito 
de se comunicar e negociar mudaram. Aliás, o jeito de se comunicar e de fazer negócios 
nos últimos dois séculos tem mudou com uma rapidez muito grande. O que antes era 
percebido em dezenas e até centenas de anos, agora as mudanças são percebidas com 
espaços entre 10 e 25 anos, o que chamamos de novas gerações. 
 
Atualmente vivemos numa geração nascida com celular na mão e conectados com 
o mundo, os “nativos digitais”, ou “Geração Z” são o centro das atenções do futuro do e-
commerce e das redes sociais. Vamos as gerações que proporcionaram evolução no jeito 
de se comportar e negociar. Contudo, a educação e os cuidados adequados são essenciais 
 
 
35 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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para que essa geração possa aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo 
mundo digital, sem negligenciar outras habilidades e aspectos importantes da vida, como o 
relacionamento humano. Vamos ver cada uma delas de acordo com o período de 
nascimento: 
 
a) Geração dos Veteranos, nascidos entre 1901-1927: Também conhecida como 
"Geração Silenciosa". Cresceu durante as duas guerras mundiais, a Grande 
Depressão e a era da industrialização. Eles testemunharam grandes mudanças 
sociais e tecnológicas ao longo de suas vidas, incluindo a introdução da 
eletricidade, telefone e rádio. Muitos deles participaram das guerras e 
enfrentaram grandes desafios durante sua juventude. 
b) Baby Boomers, nascidos entre 1946-1964: Essa geração recebeu esse nome 
devido ao grande aumento na taxa de natalidade após o fim da Segunda Guerra 
Mundial. Eles cresceram em uma época de prosperidade econômica e 
desenvolvimento tecnológico acelerado,
testemunhando avanços como a 
televisão, o primeiro homem na lua e o surgimento dos computadores pessoais. 
Os “baby-boomers” foram influentes em movimentos sociais e culturais, como os 
protestos pelos direitos civis e a revolução sexual. 
c) Geração X, nascidos entre 1965-1980: Também conhecida como "geração pós-
baby boomers", a Geração X cresceu em meio a transformações culturais 
significativas, como o surgimento da música pop, o advento da Internet e o 
avanço das tecnologias de comunicação. Eles foram a primeira geração a 
experimentar computadores pessoais e videogames. Muitos da Geração X 
entraram no mercado de trabalho durante períodos de recessão econômica e 
enfrentaram desafios relacionados à carreira e estabilidade financeira. 
d) Geração Y ou Millennials, nascidos entre 1981-1996: Esta geração cresceu em 
um mundo cada vez mais digital. Eles foram testemunhas da expansão da 
Internet, redes sociais e dispositivos móveis. Os millennials se destacaram pela 
sua adaptação rápida às tecnologias e por valorizarem a flexibilidade no trabalho. 
Muitos deles enfrentaram desafios econômicos, como a recessão global de 
2008, e procuram equilibrar a vida pessoal e profissional. 
e) Geração Z ou Alpha, nascidos entre 2010 em diante: Os membros da geração 
Alpha são considerados nativos digitais, pois crescem cercados de dispositivos 
 
 
36 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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eletrônicos, como smartphones, tablets e computadores, e estão 
constantemente conectados à internet. Eles estão acostumados a interagir com 
telas sensíveis ao toque e a usar aplicativos e jogos digitais desde muito jovens. 
Essa geração é influenciada pelo contexto tecnológico em que vive, o que tem 
impacto significativo em sua forma de aprender, se comunicar e se relacionar. 
Desde cedo, têm acesso a um vasto volume de informações e recursos 
educativos online, o que pode ampliar suas oportunidades de aprendizado e 
desenvolvimento. Além disso, está inserida em um mundo cada vez mais 
globalizado e multicultural. 
 
As datas não são precisas, pois ocorrem pequenas mudanças entre os períodos de 
acordo com o historiador. Atualmente, todas as gerações “sobreviventes” que estejam 
ativas ou não profissionalmente tem acesso à internet. De forma geral, todos podem se 
conectar com pessoas de diferentes partes do mundo, explorar outras culturas e ter acesso 
a uma variedade de perspectivas. No entanto, é importante ressaltar que a geração Alpha 
ainda está em processo de desenvolvimento, muitas delas, dependentes principalmente 
das gerações “X e Y” e precisam ser acompanhadas de perto e entender como a exposição 
excessiva à tecnologia pode afetar seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Essa 
característica tem influência significativa em sua forma de aprender, se comunicar e 
interagir com o mundo ao seu redor. 
 
Cada uma dessas gerações apresenta características, valores e experiências 
distintas, moldadas pelas circunstâncias históricas e avanços tecnológicos de seu tempo. 
É importante lembrar que essas categorizações são generalizações e que as pessoas 
dentro de cada geração são diversas em suas perspectivas e experiências individuais. 
 
 
 
37 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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4. FERRAMENTAS DO MARKETING DIGITAL 
 
Objetivo 
Identificar e entender a utilização das principais ferramentas do marketing no 
processo de negociação e comunicação com o público-alvo. 
 
Introdução 
As ferramentas do marketing digital referem-se aos recursos e tecnologias utilizados 
para implementar estratégias de marketing online. Existem diversas ferramentas 
disponíveis para diferentes finalidades no campo do marketing digital. Tais ferramentas são 
exemplos de soluções que as empresas têm procurado para reduzir o custo de aquisição 
do cliente (CAC). Seja na implementação de estratégias avançadas ou básicas, elas vêm 
sendo usadas pelos mais diversos tipos de negócio. A proposta é facilitar e potencializar as 
atividades de promoção, publicidade, vendas e relacionamento com os clientes nos canais 
de comunicação online com ferramentas que abrangem uma ampla variedade de áreas e 
funcionalidades. São estratégias que o marketing utiliza para ajudar as empresas a 
promoverem seus produtos ou serviços, alcançarem seu público-alvo e aumentarem suas 
vendas. Mas, só para que todos possam entender melhor do que estamos falando, vamos 
fazer uma pequena “prévia” dos assuntos que serão abordados (TORQUATO, 2015). 
 
Marketing de conteúdos, mídias sociais, e-mails entre outros, são apenas algumas 
das muitas ferramentas disponíveis no mercado, e a escolha das mais adequadas 
dependerá dos objetivos e estratégias de cada negócio. É importante pesquisar e avaliar 
as opções disponíveis para encontrar as ferramentas que melhor atendam às necessidades 
da sua empresa. 
 
4.1 Principais Ferramentas do Marketing Digital 
O marketing digital tem uma série de ferramentas que podem facilitar e agilizar a 
rotina de quem atua no mercado online. Existem, plataformas que proporcionam a 
negociação (e-commerce), softwares e sites próprios que ajudam a automatizar tarefas, 
aplicar estratégias e monitorar resultados de campanhas na web. Muitas dessas 
ferramentas são gratuitas e ajudam o pequeno empreendedor a trabalhar com 
 
 
38 Marketing Digital 
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produtividade, outras requerem pouco investimento, porém, grandes empresas investem 
milhões de reais para manter seus negócios no ambiente online. Contudo, quase toda ação 
de marketing digital tem uma ferramenta para ajudar. Por isso, é fundamental conhecer o 
que está disponível e aproveitar para ter o máximo de desempenho, tendo como principias 
vantagens: 
 
a) Acompanhamento da performance dos seus canais digitais; 
b) Gerenciamento das suas metas e indicadores; 
c) Automação que permite a otimização da rotina da sua equipe; 
d) Geração de insights a partir de dados e informação. 
 
4.1.1 Tipos de Ferramentas do Marketing Digital 
São inúmeras as ferramentas disponíveis no mercado de marketing digital. A escolha 
das ferramentas depende dos objetivos de marketing, do orçamento disponível e das 
necessidades específicas de cada empresa ou profissional. Aqui estão algumas das 
principais ferramentas de marketing mais utilizadas (FARIAS, 2021): 
 
a) SEMrush: Uma ferramenta de análise competitiva que permite realizar pesquisas 
de palavras-chave, analisar a concorrência, rastrear rankings e realizar 
auditorias de SEO. A plataforma é frequentemente usada para pesquisa de 
dados online, incluindo métricas como volume de pesquisa e custo por clique. 
b) MailChimp: Uma plataforma de automação de Marketing e e-mail marketing que 
permite criar e enviar campanhas de e-mail, gerenciar listas de contatos e 
automatizar processos de e-mail marketing. Mailchimp é o nome comercial de 
sua operadora (STRAUSS; FROST, 2012). 
c) Hootsuite: Uma ferramenta de gestão de mídia social que permite agendar 
postagens, acompanhar menções e interações, e analisar o desempenho nas 
redes sociais. 
d) Buffer: Uma plataforma de gerenciamento de contas em redes sociais e mídia 
social que permite agendar postagens em várias redes sociais, acompanhar o 
desempenho e analisar os resultados. Trata-se de um aplicativo de software para 
web e mobile, fornecendo meios para um usuário agendar postagens no Twitter, 
 
 
39 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Facebook, Instagram, Instagram Stories, Pinterest e LinkedIn, bem como 
analisar seus resultados e se envolver com sua comunidade 
e) HubSpot: Uma suíte de ferramentas de marketing, vendas e CRM que ajuda a 
gerenciar leads, automatizar processos de marketing, criar landing pages e muito 
mais. A HubSpot é
uma desenvolvedora e comerciante americana de produtos 
de software para inbound marketing, vendas e atendimento ao cliente. 
f) RD Station: Uma plataforma de automação de marketing que auxilia na geração 
de leads, criação de fluxos de nutrição, análise de resultados e gestão de 
campanhas. É uma ferramenta que reúne os principais recursos para realizar 
uma estratégia de Marketing Digital num só lugar. Ou seja, num único software, 
com mais eficiência e produtividade. 
g) WordPress: Um sistema de gerenciamento de conteúdo amplamente utilizado 
para criação e gerenciamento de sites e blogs. Trata-se de um sistema livre e 
aberto de gestão de conteúdo para internet, executado em um servidor 
interpretador, voltado principalmente para a criação de páginas eletrônicas e 
blogs online; 
h) Facebook ADS: plataforma de publicidade do Facebook, permite criar anúncios 
segmentados para atingir públicos específicos na rede social e em aplicativos e 
sites parceiros. 
i) Instagram ADS: plataforma de publicidade do Instagram, permite criar anúncios 
e promover conteúdo patrocinado para alcançar usuários da rede social. 
j) E-mail marketing: O envio de mensagens de marketing por e-mail para uma lista 
de contatos interessados, com o objetivo de promover produtos, oferecer 
descontos, informar sobre novidades, entre outros (STRAUSS; FROST, 2012). 
k) SEO (Search Engine Optimization): Estratégias de otimização para melhorar o 
posicionamento de um site nos resultados de pesquisa orgânica do Google, 
aumentando sua visibilidade nos mecanismos de busca e tráfego. Embora não 
seja uma ferramenta específica, envolve uma série de técnicas para otimizar um 
site. 
l) Google ADS: plataforma de publicidade online que permite criar anúncios e exibi-
los nos resultados de pesquisa do Google, em sites parceiros e no YouTube. 
m) Google Analytics: Uma ferramenta de análise que fornece insights sobre o 
tráfego do site, comportamento dos usuários, conversões, origem do tráfego e 
 
 
40 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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muito mais. É uma ferramenta gratuita do Google que fornece dados e métricas 
do desempenho do site, tráfego, comportamento e auxiliando na análise e no 
aprimoramento das estratégias de marketing. 
n) Google AdWords: Uma plataforma de publicidade online do Google que permite 
criar anúncios pagos nos resultados de pesquisa e na rede de display. 
 
Resumindo, o Google Ads filtra automaticamente determinados cliques dos seus 
relatórios, enquanto o Analytics informa todas as sessões resultantes. Os cliques filtrados 
dos relatórios do Google ADS são as instâncias de uma pessoa que clica repetidamente no 
seu anúncio para aumentar seus custos ou sua taxa de cliques. 
 
o) Marketing de conteúdo: Criação e compartilhamento de conteúdo relevante e 
valioso para atrair e engajar o público-alvo, aumentando a visibilidade da marca 
e construindo relacionamentos. 
p) Redes sociais: Uso estratégico de plataformas como Facebook, Instagram, 
Twitter, LinkedIn, entre outras, para interagir com o público, criar relacionamento, 
divulgar conteúdo e promover produtos. 
q) Automação de marketing: Utilização de softwares e ferramentas para 
automatizar processos de marketing, como envio de e-mails, agendamento de 
postagens em redes sociais, gerenciamento de campanhas, entre outros. 
r) Marketing de influência: Parceria com influenciadores digitais para promover 
produtos ou serviços por meio de postagens patrocinadas em blogs, redes 
sociais, vídeos e outros canais. 
Essas são apenas algumas das ferramentas de marketing disponíveis em português. 
Cada uma delas possui suas próprias características e benefícios, e a escolha das mais 
adequadas depende dos objetivos e do público-alvo da empresa. 
 
4.2 Sites Digitais 
No Brasil, mais de 70% da população tem acesso à internet. Sendo a grande maioria 
através do celular. A internet já é o meio de comunicação mais acessado do mundo, 
considerado como o maior meio de comunicação. Contudo, apesar de ser uma grande fonte 
de informação da empresa/organização, o site precisa de atualização regular, com notícias 
que sejam de interesse de seu público-alvo (consumidor) (SQUARISI, 2014). 
 
 
41 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
Um site não precisa necessariamente ser um canal de vendas, mas todos eles 
devem ser um grande instrumento de diferenciação de marca. Bons sites corporativos 
devem obedecer aos princípios básicos de design e arquitetura da informação: 
 
a) páginas fáceis de “carregar” (não sejam repletas de imagens e arquivos que 
demorem a serem visualizados); 
b) que permitam acesso rápido à informação buscada pelo internauta (é essencial 
que qualquer informação não esteja a mais de três “cliques” do mouse e que o 
site ofereça uma ferramenta de busca interna); 
c) não sejam visualmente poluídas. 
 
O ideal é entregar o planejamento e o desenvolvimento do site para empresas 
especializadas (agências de propaganda ou os chamados Studio web, que contam com 
pessoal especializado). Já a atualização deste pode ser feita por fontes internas (que 
alimentarão o site com notícias sobre a empresa) e externas, que evitarão que o site se 
transforme simplesmente em um divulgador de “press releases” (comunicado de imprensa 
ou boletim de imprensa) sobre a organização e seus produtos (VASCONCELOS, 2009). 
 
Outro elemento são os Sites responsivos: são aqueles que adaptam o tamanho das 
suas páginas (alteração do layout) ao tamanho das telas que estão sendo exibidos, como 
as telas de celulares e tablets. Suas vantagens derivam da adaptação a qualquer 
ferramenta que os usuários estejam usando para facilitar a sua visualização. Sites 
responsivos fazem toda a diferença na hora de investir na estratégia institucional da 
organização (STRAUSS; FROST, 2012). 
 
O Brasil está entre os primeiros países do mundo com maior número de usuários da 
internet e com alto tempo de conexão (tempo que passamos conectados na internet). 
Diante destas informações, fica claro que quanto mais responsivo, ou seja, adaptável à 
dispositivos móveis (celulares e tablets) o site for, maior será sua visibilidade diante de seus 
usuários. Sites responsivos aumentam sua taxa para os buscadores de forma orgânica. Ou 
seja, quanto mais responsivo for seu site, melhor será sua posição em buscadores como 
Google e Yahoo. Um site bonito, simples, intuitivo e responsivo garantirá que sua empresa 
 
 
42 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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seja encontrada e, quando encontrada na web, as pessoas parem para ler e realizar ações 
em seu site. Além disso, um site não poderá fazer muito pela empresa se não o for 
divulgado adequadamente através de meios digitais de marketing. 
 
4.3 4.3 Banners digitais 
Para ajudar a potencializar a divulgação da empresa e aumentar as vendas, é 
essencial que o site tenha banners. O Banner é vendido com base na quantidade de 
exposições da página (page-views). Em tese isso significa a quantidade de pessoas que 
viram o banner com o seu anúncio. Normalmente, a medida utilizada é o chamado CPM 
que significa “Custo Por Mil”, ou seja, o preço é determinado para cada mil exposições do 
banner. Sendo que, o custo por mil muda dependendo do site que hospeda o banner. Isso 
acontece principalmente porque o perfil do público de cada site é diferente, e possui graus 
de segmentação variados. Quanto mais segmentado for o site, maior a chance de haver 
mais identificação entre o público-alvo e o produto oferecido. 
 
4.3.1 Tipos de banners 
O Banner é uma ferramenta valiosíssima e de grande impacto para os Pontos de 
Vendas (PDV). A possibilidade dessa divulgação aumentar as vendas e fixar a marca na 
mente do consumidor é muito maior que muitas outras ferramentas de divulgação. Além 
disso, o custo
& benefício, normalmente é mais vantajoso. 
 
 
 
 PDV: Do inglês POS (Point of Sale). É um local onde os produtos são expostos 
por determinado tempo para que as pessoas possam adquirir e se tornar 
clientes da marca. No virtual é um segundo local de exposição dos produtos, 
tornando-se um complemento ao local primário (loja física). 
 
 
 
 
 
 
43 Marketing Digital 
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Além da loja física e os banners digitais, é muito comum vermos PDVs espalhados 
em supermercados, shoppings, eventos e em praça pública. Até mesmo dentro da própria 
loja é possível criar um PDV para que um produto tenha destaque dos demais. Os banners 
mais utilizados são: 
 
a) Banner publicitário: uma imagem gráfica de publicidade ou animação exibida em 
um website, em um aplicativo ou em um e-mail. 
 
b) Trick banner: um banner publicitário que se parece com uma caixa de diálogo 
com botões. Ele simula uma mensagem de erro ou um alerta. 
 
c) Banner estático: composto por imagens fixas e foi o primeiro tipo de banner a ser 
utilizado na Internet. São fáceis de serem criados, mas, com todas as inovações 
utilizadas parecem envelhecidos, entediantes e ultrapassados. Por isso geram 
um número inferior de respostas quando comparado aos animados e interativos. 
 
 
44 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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d) Banner animado: possui algum tipo de ação, tendo mais quadros (frames) 
consegue veicular muito mais informação e impacto visual do que um banner 
estático. Geram um número maior de respostas do que os banners estáticos. 
 
 
e) Banner interativo: O banner envolve o internauta e de alguma forma, faz com que 
haja interação direta, Ex.: preencher um formulário, responder a uma pergunta. 
Banner interativo utiliza QR code para controlar virtualmente o AR Drone 
 
Esses banners de anúncios online ou (web banner) incorpora um gráfico em uma 
página web para obter o tráfego para um site (anunciante). Além de chamarem atenção 
podem ser redirecionados para um site externo. No entanto, o tamanho é importante 
quando se está fazendo publicidade online. 
 
Figura 5 - Tamanhos comuns de banners 
 
 
45 Marketing Digital 
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Fonte: https://www.divia.com.br/formatos-de-banners-de-display-google-ads 
 
Usar os tamanhos de banners corretos pode ser a diferença entre uma campanha 
competitiva. Porém, é importante saber quais anúncios geram mais impressões, cliques e 
vendas nos diversos tipos de canais de comunicação. Ou seja, cada plataforma tem suas 
próprias especificações para anúncios. Para obter o melhor ROI (retorno sobre o 
investimento), é importante saber dimensionar corretamente os seus anúncios. 
 
4.4 E-mail de Marketing 
Existem mais de 4 bilhões de contas de e-mail no mundo todo. As pessoas enviam 
dezenas de milhões de mensagens de e-mail (fora os spams), por dia. Isso só mostra o 
quanto o e-mail ainda funciona para impactar seus clientes. Então, utilizá-lo em sua 
estratégia de marketing é essencial para colher bons resultados. 
 
O e-mail-marketing é a prática na qual utiliza-se o e-mail como forma de dissipar 
informações relevantes para um determinado público-alvo. Através de uma campanha de 
e-mail-marketing é possível ampliar a área de divulgação da empresa, gerando um 
excelente ROI (retorno do investimento) 
 
O e-mail é a tática de marketing mais utilizada no mercado B2B. O e-mail não foi 
substituído pelos blogs ou redes sociais, apesar de muitas pessoas preverem seu 
desaparecimento. Em vez disso, os profissionais de marketing integram o e-mail com as 
mídias sociais, como o envio de um trecho do artigo por e-mail e o link do artigo completo 
em um blog, ou oferecem aos clientes a opção de receber informações por meio de 
newsletters por e-mail. 
 
O e-mail é uma ferramenta word-of-mouse, que é quando os clientes se comunicam 
entre si para trocar informações sobre produtos. É ainda o meio principal no qual as 
empresas enviam ofertas promocionais ou anúncios da empresa para os clientes. O e-mail 
ainda é utilizado para promover a notoriedade dos seus produtos. 
 
 
 
46 Marketing Digital 
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Figura 6 – Uso do e-mail-Marketing 
 
Fonte: https://blog.mailee.me/email-marketing-agencia-ao-cliente/ 
 
O e-mail oferece um meio imediato e conveniente para resposta direta e direciona 
os usuários para sites utilizando hiperlinks. Além disso, o e-mail pode ser individualmente 
enviado para atender às necessidades específicas dos usuários. Para colher bons 
resultados o e-mail-marketing deve ser enviado, lido e elaborado de modo a colher bons 
resultados. Assim como, oferece a oportunidade para diálogo real com os clientes 
individuais, bem como um meio para desenvolver relacionamentos profundos e 
abrangentes, ao invés de utilizá-lo para apenas adquirir clientes. Os consumidores desejam 
receber sempre notícias completas, atualizadas e com conteúdo. 
 
 
 
 
Encante seu cliente. Chame sua atenção, escreva assuntos relevantes, tenha 
títulos que se destacarão em meio aos diversos e-mails recebidos no dia. 
Personalize seu conteúdo, gere conversões e seja sucinto. Esse é o segredo de 
um bom e-mail MKT. 
 
 
 
 
47 Marketing Digital 
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Personalizar assuntos de e-mails MKT é fundamental para gerar experiências 
únicas, relevantes, interesse e melhorar a reputação da empresa. O ideal ao enviar esses 
e-mails é ser o mais sucinto possível, encurtando os títulos do anúncio (lembre-se: a maioria 
das pessoas que o acessam, fazem isto através de dispositivos mobile). A utilização de 
palavras-chaves dentro do assunto também é fundamental, uma vez que gerará contexto 
para o usuário e manterá bons padrões de relevância. 
 
4.5 Marketing de conteúdo 
Marketing de conteúdo é uma estratégia que se concentra na criação e distribuição 
de conteúdo relevante e valioso para atrair e engajar um público-alvo específico. Em vez 
de usar abordagens tradicionais de publicidade, o marketing de conteúdo busca fornecer 
informações úteis, educar, entreter e envolver os consumidores. 
O objetivo principal do marketing de conteúdo é construir relacionamentos 
duradouros com os clientes, aumentar a visibilidade da marca, gerar confiança e 
autoridade, e, consequentemente, impulsionar o crescimento dos negócios. Ao oferecer 
conteúdo de qualidade que atenda às necessidades e interesses dos consumidores, as 
empresas podem estabelecer-se como líderes de pensamento em seus setores e criar uma 
base sólida de seguidores fiéis. 
 
 
 
Algumas formas comuns de marketing de conteúdo: Blogs, artigos, 
infográficos, vídeos, podcasts, e-books, guias, webinars e mídias sociais. 
Aborda-se ampla variedade de tópicos: responder a perguntas; dicas; 
conselhos; histórias; cases, entre outros. 
 
 
 
Uma estratégia eficaz de marketing de conteúdo envolve a criação de um plano 
editorial consistente, identificando os interesses e necessidades do público-alvo, 
pesquisando palavras-chave relevantes para otimização de mecanismos de pesquisa 
(SEO), produzindo conteúdo de qualidade, promovendo-o nas plataformas corretas e 
mensurando os resultados para ajustar e melhorar continuamente a estratégia. 
 
 
 
48 Marketing Digital 
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Ao investir em marketing de conteúdo, as empresas podem estabelecer uma 
presença online sólida, aumentar a visibilidade da marca, gerar leads qualificados, nutrir 
relacionamentos com os clientes e impulsionar as vendas. É uma abordagem estratégica 
que requer tempo, planejamento e consistência, mas pode trazer resultados significativos 
a longo prazo. 
 
4.6 Links patrocinados
e SEO 
Links patrocinados e SEO são duas estratégias de marketing digital que têm como 
objetivo aumentar a visibilidade e o tráfego de um site nos mecanismos de busca, como o 
Google. Embora sejam diferentes, ambos podem ser eficazes para melhorar a presença 
online de uma empresa ou marca. 
 
a) Links patrocinados 
Popular a partir de 2004, os links patrocinados farão com que seu número de 
visitantes no site aumente, porém você terá que pagar para que isto aconteça (STRAUSS; 
FROST, 2012). São anúncios pagos e funcionam por meio de plataformas de publicidade, 
como o Google Ads. A exibição dos anúncios depende das palavras-chave que são 
pesquisadas ao lado dos resultados orgânicos da pesquisa. A vantagem é a possibilidade 
de alcançar resultados rápidos, com a criação de campanhas imediatas e começar a 
receber tráfego direcionado para o site. Além disso, os anúncios podem ser segmentados 
com base em critérios demográficos, geográficos e comportamentais, o que permite 
direcionar o público-alvo de forma mais precisa. Toda vez que um internauta cliente em 
potencial procura um site e digita palavras iguais ou semelhantes às compradas pelo 
anunciante, seu endereço vai aparecer no topo da lista.] 
 
 
 
 O valor a ser investido em links patrocinados é estipulado pela empresa que 
deseja investir, assim como a taxa de cliques e valor diário, sempre priorizando 
a maximização de custo x benefício. 
 
 
 
 
 
49 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Campanhas de links patrocinados costumam ser muito boas na promoção de vendas 
de determinados produtos e no reconhecimento de sites. Contudo, nos últimos anos 
surgiram também os anúncios nas redes sociais, que vêm ganhando cada vez mais força. 
Entre os vários formatos disponíveis, estão os links patrocinados. 
Eles normalmente são separados em: 
 
a) CPC (custo por clique): a cada clique no link, o anunciante paga; 
b) CPM (custo por mil impressões): quando o anúncio atinge mil visualizações, ou 
impressões, o anunciante paga; 
c) CPA (custo por ação): só é cobrado quando o usuário realiza alguma ação no 
site do anunciante; 
d) CPV (custo por visualização): para cada pessoa que ver o anúncio, é pago um 
valor. 
Os valores pagos dependem do modelo e da palavras-chave escolhidos pelo 
anunciante, cada um contando com suas vantagens e características. Assim, quando o 
cliente potencial está procurando pelo produto ou serviço oferecido por uma determinada 
empresa e se os anúncios de link patrocinado estiverem funcionando de forma correta, com 
termos de pesquisas de palavras-chave corretos, eles serão preferencialmente 
encontrados por clientes em potencial. 
 
b) SEO 
O significado de SEO é Search Engine Optimization (Otimização para Mecanismos 
de Busca), ou seja: técnicas de otimização para sites e blogs. É um tipo de estratégia 
fundamental para garantir bons resultados nas pesquisas orgânicas de páginas em sites e 
blogs, garantindo uma excelente visibilidade da empresa que investe em marketing digital, 
aumentando desta forma seus leads e faturamento. Ou seja, é um conjunto de práticas que 
visa melhorar a classificação e a visibilidade orgânica de um site nos mecanismos de busca. 
O SEO envolve otimizar o conteúdo, a estrutura do site e outros fatores técnicos para 
melhorar a relevância aos olhos dos mecanismos de busca. 
 
O principal objetivo do SEO é o de aumentar o tráfego no site, garantindo desta forma 
mais visibilidade para a página da web em questão. Contudo, ao investir em SEO, você não 
paga diretamente pelos cliques no seu site, pois o objetivo é aparecer nos resultados de 
 
 
50 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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pesquisa de forma orgânica. Embora o SEO possa levar mais tempo para apresentar 
resultados, ele oferece benefícios duradouros, uma vez que a melhoria da classificação nos 
mecanismos de busca pode trazer tráfego consistente ao longo do tempo. 
 
Em resumo, links patrocinados e SEO são estratégias complementares no marketing 
digital. Os links patrocinados podem fornecer resultados imediatos, enquanto o SEO pode 
oferecer benefícios duradouros. 
 
 
 
 
51 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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5. TIPOS DE CAMPANHAS DO MARKETING DIGITAL 
 
Objetivo 
Mostrar e definir Marketing Digital e entender como ele pode ser aplicado na cultura 
das empresas e ensinar o aluno a criar personas que se comuniquem com o público certo. 
Assim como, distinguir Outbound Marketing de Inbound Marketing e seus benefícios nas 
campanhas digitais. 
 
Introdução 
O Marketing Digital pode ser aplicado de diversas maneiras. Trata-se de um conceito 
atual e novo que vem ajudando as empresas a obterem sucesso, seja no reconhecimento 
de marca/produto/serviço ou nas vendas. É o novo jeito de deixar sua empresa conhecida 
e com poder da palavra no universo digital (TORQUATO, 2015). 
 
Existem vários tipos de campanhas de marketing digital que podem ser 
implementadas para promover produtos, serviços ou marcas online. Alguns dos tipos mais 
comuns de campanhas de marketing digital incluem: 
 
a) Campanhas de Mídias Sociais: ocorrem em plataformas como Facebook, 
Instagram, Twitter e LinkedIn. Inclui anúncios pagos, postagens orgânicas, 
concursos, influenciadores digitais e estratégias de engajamento com o público. 
b) Campanhas de E-mail Marketing: As empresas enviam e-mails promocionais, 
newsletters ou conteúdo relevante para uma lista de contatos. 
c) Campanhas de SEO (Search Engine Optimization): Conjunto de estratégias para 
melhorar o posicionamento de um site nos resultados dos motores de busca, 
como o Google. 
d) Campanhas de Links Patrocinados - SEA (Search Engine Advertising): exibe 
anúncios pagos nos resultados de pesquisa dos motores de busca. 
e) Campanhas de Marketing de Conteúdo: Criação e distribuição de conteúdo 
relevante e de qualidade para atrair, envolver e converter o público-alvo. 
f) Campanhas de Remarketing: Exibe anúncios personalizados para pessoas que 
já interagiram com o site ou produtos de uma empresa. 
 
 
52 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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g) Campanhas de Influenciadores: Envolvem a parceria com pessoas influentes em 
determinado nicho para promover produtos ou serviços. 
 
Esses são apenas alguns exemplos de campanhas de marketing digital. Cada 
empresa pode adaptar e combinar essas estratégias de acordo com seus objetivos e 
público-alvo para obter os melhores resultados. 
 
5.1 Inbound Marketing 
No Inbound Marketing o modelo é totalmente invertido. Ao invés de incomodar as 
pessoas, possibilitando a perda de cliente, ele dá alternativas mais eficientes para fazer 
com que a empresa se aproxime do prospect mostrando algo relevante e útil. A tradução 
literal “Marketing de Atração”, pois é exatamente o que ele faz. Ele inverte o papel de que 
as empresas devem ir atrás de seu cliente oferecendo seus serviços e faz com que os 
clientes sejam atraídos até a empresa através de uma série de metodologias certeiras: 
atração, conversão, fechamento e encantamento (funil de vendas). 
 
Inbound é fazer parte da conversa. É compartilhar conteúdo útil e relevante com o 
mundo. É atrair pessoas, é criar o tipo de marketing que elas gostem. É entender e valorizar 
as preferências dos clientes na hora da compra, afinal compradores têm todo o poder no 
mundo digital em que vivemos. Basta uma simples pesquisada em um buscador que se 
pode encontrar as mais diversas resenhas a respeito das empresas, seus produtos ou 
serviços (PAIXÃO, 2012). 
 
 
O Inbound está mudando a forma do mundo fazer marketing e vendas. Os 
clientes não querem mais que você venda seu produto de imediato. Eles 
buscam instruções sobre o assunto, ajudando a tomar decisões inteligentes e 
bem-informadas.
Use o Inbound Marketing para levar conteúdo certo e de qualidade para as pessoas 
certas, que queiram e tenham interesse em seu negócio/produto, na hora certa. É simples 
entender o processo de Inbound Marketing, confira o passo a passo: 
 
 
 
53 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Figura 7 - Processo de Inbound Marketing 
 
Fonte: https://marketingdeconteudo.com/o-que-e-inbound-marketing/#04 
 
Para ter sucesso em Inbound Marketing, é necessário compreender os fundamentos 
de sua metodologia. Lembre-se que os clientes buscam, primeiramente, serem instruídos 
sobre os assuntos relevantes. As táticas podem fornecer o tipo de informação de que seus 
prospects precisam para ajudá-los a tomar decisões inteligentes e bem-informadas. Você 
pode começar a fazer isso mantendo as seguintes práticas em mente: 
 
a) Primeiro: use o conceito de "buyer persona" (personagem fictício) 
b) Segundo: tenha em mente a jornada do comprador 
c) Terceiro: crie conteúdo que desperte o interesse da sua audiência 
Ao criar o conteúdo correto, você irá atrair com eficácia visitantes ideais, 
convertendo-os em leads e fechando vendas. 
 
5.2 Outbound Marketing 
No Marketing tradicional (Outbound Marketing), o principal foco das empresas é 
encontrar clientes. Onde são usadas técnicas geralmente invasivas como: anúncios 
impressos, mala direta e comerciais de TV. Com o advento da tecnologia, essas técnicas 
tornaram-se caras e com uma mensuração de resultados praticamente impossível. A 
características do outbound Marketing é intrusivo e interrompe as atividades rotineiras do 
indivíduo para atender uma ligação de call center inesperada para vendas, por exemplo, 
 
 
54 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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tornando a experiência cada vez mais negativa, fazendo com que se perca aquele cliente 
em potencial. 
 
O marketing tradicional pode ser efetivo em alguns contextos e para determinados 
públicos-alvo. Muitas empresas combinam estratégias com o marketing tradicional com o 
digital, aproveitando os diversos tipos de canais de comunicação (KOTLER; KELLER, 
2012). 
 
5.3 Marketing Viral 
Marketing viral é uma estratégia que visa criar conteúdo ou campanhas que se 
espalham rapidamente e de forma ampla através de compartilhamento nas redes sociais e 
outras plataformas online. O termo "viral" refere-se à ideia de que o conteúdo se espalha 
como um vírus, alcançando muitos em pouco tempo. 
 
O objetivo é criar algo que seja tão interessante, divertido, emocionante ou 
controverso que as pessoas sintam vontade de compartilhá-lo com seus amigos, familiares 
e seguidores. O conteúdo viral pode ser um vídeo engraçado, um meme, uma campanha 
publicitária criativa, uma história emocionante ou qualquer outra coisa que desperte o 
interesse e a curiosidade das pessoas. 
 
Existem algumas estratégias que podem ser utilizadas para promover o marketing 
viral. Uma delas é criar conteúdo que seja fácil de compartilhar, como vídeos curtos, 
imagens impactantes ou frases de efeito. Além disso, é importante conhecer bem o público-
alvo e criar algo que seja relevante e atraente para eles. Outra estratégia comum é envolver 
os usuários, incentivando-os a participar e compartilhar o conteúdo. Isso pode ser feito 
através de desafios, concursos ou pedindo aos usuários que criem seu próprio conteúdo 
relacionado à marca ou campanha. 
 
As redes sociais desempenham um papel fundamental no marketing viral, pois 
permitem que as pessoas compartilhem facilmente o conteúdo com seus seguidores. É 
importante estar presente nas plataformas relevantes para o público-alvo e incentivar o 
compartilhamento através de botões de compartilhamento e chamadas para ação. No 
entanto, é importante ressaltar que nem toda campanha de marketing viral é bem-sucedida. 
 
 
55 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Criar conteúdo viral requer criatividade, compreensão do público-alvo e um pouco de sorte. 
Além disso, é fundamental garantir que o conteúdo esteja alinhado aos valores e objetivos 
da marca, evitando qualquer possibilidade de causar danos à reputação da empresa. 
 
 
56 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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6. COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 
 
Objetivo 
Mostrar quem é o consumidor e como foi a evolução do comportamento e consumo 
desde seus primórdios. 
 
Introdução 
Um dos principais motivos da evolução do ser humano é pelas trocas de interações 
entre seus semelhantes. O comércio tornou-se essencial para estabelecer o bem-estar na 
sociedade. É através desses relacionamentos que adquirimos e vendemos insumos que 
atendem as necessidades mutuamente. Neste sentido, entender sobre o comportamento 
do consumidor passa a ser essencial para que possamos atender satisfatoriamente nossas 
mútuas necessidades. 
 
Paixão (2012) cita que o comportamento do consumidor surgiu nos anos 60. Foi 
quando as empresas começaram a se preocupar em conhecer quais atitudes de 
comportamentos do cliente são mais utilizadas para a decisão da compra. 
 
 
 
 Estudar o comportamento do consumidor é importante para o marketing. É 
por meio de tal estudo que as empresas percebem oportunidades para 
satisfazer as necessidades de seus clientes. 
 
 
Para Honorato (2004) o estudo do comportamento do consumidor busca identificar 
o quanto as variáveis mercadológicas influenciam na decisão de compra do consumidor. 
Assim, deve-se usufruir da contribuição de outras ciências para entender sobre influências, 
seja eles de fatores interpessoais, grupos, culturais, familiares etc. Só entendendo as 
pesquisas de diversas ciências do conhecimento é que podemos determinar uma linha de 
comportamento e criar estratégias que atendam tais necessidades e desejos. 
 
 
 
57 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Podemos definir o consumidor como sendo a pessoa física ou jurídica que adquire, 
consome ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. No entanto, quando tratamos 
o sujeito como “destinatário final” passa a ser muito subjetivo. Na teoria seria como falar 
que por meio dessas pessoas ou organizações foi retirado o produto de circulação. Ou seja, 
foi dado um destino ao produto. Ou simplesmente tirá-lo do comércio. 
 
Paixão (2012, p. 21) relata o conceito de vários autores: 
 
a) O comportamento do consumidor é o estudo das unidades compradoras e dos 
processos de troca envolvidos na aquisição, no consumo e na disposição de 
mercadorias, serviços, experiências e ideias (MOWEN e MINOR, 2003). 
b) O comportamento do consumidor compreende atividades com as quais as 
pessoas se ocupam quando obtêm e consomem produtos e serviços. O estudo 
existe para atender o processo de escolha entre as diversas marcas existentes 
(ENGEL, BLACKWELL e MINIARD, 2000). 
c) Trata-se de estudar como as pessoas, grupos e organizações selecionam, 
compram, usam e descartam produtos para satisfazer às suas necessidades e 
aos seus desejos (KOTLER, 2000). 
d) O consumidor é dotado de personalidade e, por esse motivo, cada pessoa 
identifica e compreende o mundo de várias formas (percepção), reagindo 
automaticamente ao contexto através dos sentidos (KARSAKLIAN, 2004). 
 
Se aprofundarmos no setor judicial, nosso Código de Defesa do Consumidor – CDC, 
estabelece que o conceito de consumo também prevalece para aqueles que forem afetados 
pelo produto ou serviço. Ou seja, também são considerados como “destinatários finais”. 
 
Para Paixão (2012), apesar de não fazerem parte na decisão de compra e nem no 
consumo, acabaram sendo impactados pelo uso desses. É o caso de carros que vem com 
defeitos de fábrica e acabam causando acidentes. Ou de um avião que cai sobre a zona 
urbana e fere pessoas no solo
ou um shopping que explode e fere pessoas, todas são 
consideradas consumidores, mesmo sem comprar e nem usar nada. 
 
 
 
58 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
De forma simples podemos conceituar que o consumidor é todo aquele que adquiri 
algo para uso final. No entanto, quando se refere a “economia” no âmbito que não seja 
jurídico é também considerado aquele que evita o obsoleto dentro do mercado de consumo. 
Ou seja, vai além dos conceitos. A Lei do consumidor em nosso país é amparada por 
códigos rígidos e o consumidor tem muito poder para reclamar e ter seus direitos atendidos. 
Ou seja, todos têm direitos, uma vez que tenha relação de consumo. No conceito legal de 
consumidor “Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990” o consumidor é toda pessoa física ou 
jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final e define três 
elementos: 
 
a) Subjetivo (pessoa física ou jurídica): Considerada como teoria finalista e parte 
do conceito econômico de consumidor. São aqueles que apenas adquirem o 
produto ou serviço para seu uso próprio ou de sua família, colocando um fim na 
cadeia de produção. Ou seja, não pode adquirir o bem ou serviço como insumo, 
para uso profissional ou revendê-lo. 
b) Objetivo (que adquire ou utiliza produto ou serviço): Considerada como teoria 
Maximalista. Essa tem uma abrangência maior do que seria consumidor. Não se 
leva em conta a destinação econômica que se dará ao bem, seja ela para 
consumo ou insumo. Ou seja, não se vê a finalidade que se dará ao produto ou 
serviço. Pode confundir o consumidor do fornecedor. Porém, com o CDC essa 
teoria tem perdido forças, principalmente pelos princípios da boa-fé objetiva e 
socialidade. 
c) Teleológico (finalidade pretendida, destino do produto/serviço): Conforme o 
próprio nome diz é uma teoria finalista mitigada. Buscando a essência dos fatos 
o CDC, parte de um novo estado de intervencionista como forma de proteger os 
vulneráveis. Ou seja, mesmo que o indivíduo (pessoa física ou jurídica) não for 
aquele que põe fim na cadeia de produção, mas consegue demonstrar que lhe 
fosse reconhecida a vulnerabilidade, seria considerada consumidora. 
 
De acordo com a mesma Lei nº 8.078, o produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. Já o serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, 
mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e 
securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 
 
 
59 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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6.1 Mudanças comportamentais 
Para Kotler e Keller (2012), o propósito do marketing é satisfazer as necessidades e 
os desejos dos consumidores por meio da produção de produtos e serviços. Assim para 
entender o mercado precisamos conhecer os consumidores. Compreender o consumidor é 
função essencial do marketing. Sem conhecer o consumidor é impossível oferecer produtos 
e serviços adequados as necessidades e desejos. Entender quando, como e porque elas 
compram é tarefa árdua. A complexidade que envolve o ser humano dificulta uma boa 
análise e compreensão do cenário. Assim, identificar os fatores influenciáveis de compras 
é uma atividade desafiadora para os profissionais de marketing. 
 
Foggetti (2015) cita que no passado o cliente era denominado como “Rei”. Contudo, 
para entender sua importância preciso saber com exatidão, quem são os clientes que 
merecem ser “Reis”. Muitas vezes confundimos com consumidores. Ou seja, o ditado 
popular que “o cliente e/ou consumidor é rei” deve ser refletido. No entanto, nenhuma 
empresa pode dar tudo para todos. Assim, precisamos entender que as empresas oferecem 
atributos diferentes para grupos diferentes de clientes. Quem compra em grandes 
quantidades, obtém diferenciais mais competitivos em relação ao que compram menos. No 
entanto, todo negócio compete ferozmente para conquistar o cliente. Servir o cliente, 
atender suas necessidades e desejos é a razão da existência da empresa. 
 
Diante do comportamento de uma pessoa, vemos sua ação, não os motivos ocultos 
por traz da atitude. Para entender seus motivos, precisamos analisar e interpretar o que 
influenciou sua ação. No entanto, tudo que vemos, pode ser sob nossa ótica da percepção 
e observação. A realidade dos fatos, só fazendo pesquisa. Perguntando e estreitando as 
variáveis. 
 
6.2 Exigências do consumidor 
Estudar o perfil do cliente, mercado alvo, segmentar e selecionar nichos de mercado 
para atuar, fazem parte do afunilamento do cenário. Assim, os objetivos e metas da 
empresa podem ser minimizadas, principalmente quando conhecemos as variáveis 
mercadológicas da qual a empresa convive. 
 
 
 
60 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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As tendências das exigências do consumidor estão em constante evolução e são 
influenciadas por diversos fatores, como mudanças culturais, avanços tecnológicos e 
preocupações ambientais. Algumas estão mais visíveis: Sustentabilidade, personalização, 
transparência, digitalização e conveniência, saúde e bem-estar e a responsabilidade social. 
Essas são apenas algumas das tendências emergentes nas exigências do consumidor. É 
importante que as empresas estejam atentas a essas mudanças e se adaptem para atender 
às expectativas dos clientes, criando produtos e serviços alinhados com essas tendências. 
 
Figura 8 – Fatores de decisão de compra 
 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5OHX6IltCCA 
 
Para Paixão (2012) os fatores de decisão de compra são os elementos que 
influenciam uma pessoa ou uma empresa a tomar uma decisão de compra específica. 
Esses fatores podem variar dependendo do contexto e do tipo de produto ou serviço em 
questão. Alguns fatores comuns que podem influenciar a decisão de compra: 
 
a) Preço: fator-chave para muitos consumidores. 
b) Qualidade: durabilidade, confiabilidade e que atenda às suas expectativas. 
c) Necessidade: solução de um problema. 
d) Marca: confiança, reputação, reconhecimento e satisfação. 
e) Recomendações e avaliações: amigos, familiares, pessoas influentes e 
comentários online. 
f) Necessidades pessoais: preferências e gostos (design, função, recursos). 
g) Conveniência: disponibilidade, facilidade, opções de entrega e uso. 
 
 
61 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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h) Suporte pós-venda: garantias, assistência técnica e atendimento. 
 
É importante ressaltar que esses fatores podem variar de pessoa para pessoa e 
dependem do contexto de compra. Cada indivíduo pode atribuir diferentes pesos a cada 
fator e tomar decisões com base em suas prioridades e necessidades específicas. 
 
6.3 Reconhecimento de necessidade 
O conceito de necessidade define-se como sendo aquilo que é estritamente 
necessário, indispensável, útil e que não pode deixar de ter ou ser. Ou seja, é algo 
fundamental e de grande importância. A necessidade também pode ser entendida como 
sentir falta do que é necessário. Sentir necessidade é algo que constrange de forma 
absoluta. É a privação de algo necessário para manter-se (SIGNIFICADOS online). 
 
Paixão (2012) considera que as necessidades são fundamentadas em carências 
estabelecidas numa hierarquia formada por necessidades fisiológicas, sociais segurança, 
status e autorrealização. 
 
O estágio que antecede a compra “pré-compra”, compreende o período em que o 
consumidor tem em seu poder o repertório final de escolha. Por meio de processos 
eliminatórios de marcas, produtos e preços, os produtos acabam se destacando em relação 
as suas necessidades e informações contidas na mente do consumidor. Diante dos fatos, 
se posiciona e categoriza pela abrangência e pelo conjunto de opções disponíveis. Ou seja, 
passa pelo processo de filtragem, analisando as
necessidades, atributos e benefícios 
oferecidos (SAMARA e MORSCH, 2005). 
O desejo é gerado pela privação de alguma necessidade, ou seja, a carência de 
alguma satisfação específica para atender à necessidade. Esse desejo leva à demanda, 
que é o desejo de adquirir produtos e serviços específicos. Assim, os produtos ou serviços 
são oferecidos para satisfazer essa necessidade e desejo (PAIXÃO, 2012). 
 
6.4 Adequação da linguagem para as novas gerações 
A comunicação utilizada de forma eficiente permite que uma empresa crie intimidade 
com seus colaboradores e público-alvo, o que é de vital importância, pois o cliente está 
 
 
62 Marketing Digital 
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atento a tudo e manifesta seus sentimentos sobre uma determinada empresa, produto, 
marca ou serviço, assim como seus colaboradores. A premissa é estudar o processo 
comunicativo em diferentes contextos sociais (GUIMARÃES, 2012). 
 
Torquato (2015) define que o conceito de empresa são os elementos condicionantes 
e determinantes da comunicação. O autor considera a empresa como “sistema”. Ou seja, 
“como unidade socioeconômica voltada para a produção de um bem de consumo ou 
serviço, a empresa é um sistema que reúne capital, trabalho, normas, políticas e natureza 
técnica”. 
 
É importante discutir o uso e elementos linguísticos relacionados às peculiaridades 
de cada tipo de canais de comunicação, considerando cenários e situações. O processo de 
criar uma comunicação integrada, utilizando muitas plataformas, modelos e estratégias 
diferentes, proporciona maior aprofundamento na eficácia nos resultados. Isso proporciona 
maior profissionalização na comunicação organizacional. 
 
Nos últimos tempos os profissionais do marketing estão sendo mais aclamados, 
afinal, algum tempo atrás a comunicação não era importante e nem a prioridade da 
organização, muitas vezes, considerando os investimentos na comunicação, como 
despesas. Na maioria das empresas, os planos estratégicos de comunicação eram 
informais (KOTLER; KELLER, 2012). 
 
Elementos que formam a comunicação integrada: 
a) Institucional: que cuida da imagem e reputação; 
b) Interna: dialoga com funcionários, motiva e engaja; 
c) Administrativa: representa as mensagens de cunho operacional e do cotidiano; 
d) Mercadológica: interface com o Marketing e produtos. 
 
Enfatizando melhor, o setor de Marketing tem a função de desenvolver a 
comunicação Integrada por meio de suas ações estratégicas articuladas pela empresa, 
planejando e executando em seus mais variados canais de relacionamentos e ferramentas 
de comunicação, o que considera ser mais eficaz para alcançar o consumidor final, 
promovendo a melhor experiência possível para o seu público, ao mesmo tempo em que 
 
 
63 Marketing Digital 
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se consolida a marca e sua identidade no mercado. As instituições devem ter uma boa 
“identidade visual”. Ou seja, a identidade corporativa deve referir-se aos “valores básicos e 
as características atribuídas a uma corporação” pelos seus stakeholders (VASCONCELOS, 
2009). 
 
Os diversos tipos de gêneros textuais são fenômenos históricos socioculturais. Os 
gêneros contribuem para criar uma ordem de estabilidade as ações de comunicação. Ou 
seja, são entidades sócio discursivas e formas de ação social em qualquer tipo de 
comunicação. Apesar de ser preditivo e interpretativo as ações humanas no contexto 
discursivo, os gêneros não engessam a criatividade em se comunicar. São caracterizados 
pela maleabilidade, são dinâmicos e adaptam-se a cultura e tecnologias. Exemplo é a 
comunicação escrita alfabética no século VII a.C. Posteriormente expandiu para vários tipos 
e ampliou-se na revolução industrial. 
 
A tecnologia vem suplantando vários tipos de comunicação, principalmente com o 
advento da internet, com uma explosão de novos gêneros e novas formas de comunicação, 
tanto na oralidade como na escrita (SQUARISI, 2014). Assim, caracterizam-se pelas 
funções comunicativas, cognitivas e institucionais do que por suas peculiaridades 
linguísticas e estruturais. Apesar da dificuldade em definir a formalidade e contemplando 
seus usos e condicionamentos sócio pragmáticos caracterizados como práticas sócio 
discursivas. A diversidade é tão grande que muitos tipos surgem e morrem rapidamente. 
 
Outro tipo de comunicação muito utilizado é a “comunicação agressiva”. Constitui-se 
em uma expressão violenta na linguagem verbal. Palavras de imposição na ação e ou no 
tom de voz, muitas vezes de forma hostil trazendo intimidação para a outra pessoa. A 
premissa é dominar a outra pessoa, intimidando e até humilhando. A tendência é ter uma 
comunicação com tendência a intolerância, frieza e autoritarismo. 
 
Guimarães (2012) cita que os seres humanos, desde os primórdios usam a 
linguagem para trocar informações. Ou seja, informar seria uma função primordial da 
linguagem. Mas, e quando falamos “nada” a ninguém! Como uma poesia, ficção e uso da 
fala sem objetivo claro! Existem 6 funções da linguagem que desempenha um papel relacionado 
com os elementos presentes na comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. 
 
 
64 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Assim, elas determinam o objetivo dos atos comunicativos. Embora haja uma função que predomine, 
vários tipos de linguagem podem estar presentes num mesmo texto. 
 
Resumindo, as funções da linguagem são categorias dos estudos da comunicação. 
Toda linguagem é utilizada para comunicar algo a alguém. No entanto, a língua portuguesa 
atribui gênero a tudo, sendo a justificativa relacionada a intenção social e política. Com 
base nisso, surge a linguagem inclusiva, com objetivo de envolver todas as pessoas, sem 
especificar gênero e sem alterar a ortografia das palavras. Ou seja, a linguagem neutra – 
não binária, sendo a que evita a binaridade entre gêneros feminino e masculino. Assim, na 
comunicação, o melhor caminho é seguir o neutro sempre que possível. 
 
6.5 Definição de Buyer Personas 
Personas nada mais são do que uma representação fictícia de como deve ser o 
cliente ideal. As personas são baseadas em dados reais a respeito do comportamento, 
caraterísticas e localização dos clientes, bem como criação de histórias pessoais, 
motivações, objetivos, desafios e preocupações. São criados com base em pesquisas de 
mercado, análise de dados demográficos, comportamentais e psicográficos dos 
consumidores reais para ajudar as empresas a compreenderem melhor quem são seus 
clientes, quais são suas necessidades, desejos, preferências e comportamentos de compra 
(PAIXÃO, 2012). 
 
 
 
Persona é criado com base em informações de um segmento de clientes: 
idade, gênero, localização, estado civil, nível de educação e ocupação - 
interesses, valores, estilo de vida, personalidade, motivações e desafios. 
 
 
A criação da persona é útil para orientar as estratégias de marketing, vendas e 
comunicação das empresas, pois permitem que elas direcionem seus esforços para atender 
às necessidades específicas de cada persona. Assim, é possível personalizar mensagens, 
conteúdos e ofertas, garantindo maior relevância e efetividade nas ações de marketing. 
Trata-se de uma ferramenta importante para empresas de diversos setores, pois auxiliam 
 
 
65 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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no desenvolvimento de produtos e serviços que atendam às demandas do público-alvo, na 
identificação de canais de comunicação mais eficazes, na segmentação de mercado e na 
tomada de decisões estratégicas mais embasadas (PAIXÃO, 2012). 
 
As tendências dos novos personas para as empresas estão em constante evolução 
devido ao avanço da tecnologia, mudanças sociais e preferências dos consumidores. 
Algumas
tendências são mais relevantes: 
 
a) A nova geração de consumidores; 
b) Personalização e experiência do cliente; 
c) Maior foco na diversidade e inclusão; 
d) Sustentabilidade e responsabilidade social; 
e) Utilização de tecnologia avançada. 
 
Essas são apenas algumas das tendências dos novos personas para as empresas. 
É importante que as empresas estejam atentas às mudanças no comportamento do 
consumidor e se adaptem de forma ágil para atender às expectativas em constante 
evolução. 
 
Figura 9 - Diferença entre público-alvo e Buyer Personas: 
 
Fonte: https://bgcomunicacao.com.br/persona/ 
 
 
 
66 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para coletar os dados das personas, é simples: se você já tiver uma lista de e-mail, 
envie uma curta pesquisa com perguntas sobre os clientes. Converse com as pessoas em 
locais públicos: vá aos lugares que sua persona iria e conheça o público que os frequenta. 
Converse com seu público online, através de fóruns, blogs e sites e veja o que é falado a 
respeito de sua empresa e qual a opinião das personas. 
 
 
 
67 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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7. GERENCIAMENTO DE CONTEÚDOS NO MARKETING DIGITAL 
 
Objetivo 
Compreender os tipos de gerenciamento de canais digitais com a premissa em 
aumentar a capacidade de comunicação da empresa com seu público-alvo. 
 
Introdução 
O principal objetivo do marketing de conteúdo é o aumento do número de clientes, 
vendas e aumento do faturamento dos negócios. Trabalhar com conteúdo de qualidade em 
redes sociais vai muito além do que apenas fazer posts. Marcas precisam mostrar sua 
presença humanizada e próxima ao público-alvo, por isso as redes sociais são os canais 
mais rápidos e de maior facilidade e adaptação de linguagem para munir seu público da 
forma que ele necessita. 
 
Para criar um relacionamento duradouro, fácil e de qualidade com o público é 
necessário conhecê-lo bem. Este é o sucesso de qualquer estratégia de marketing digital: 
conhecer bem seu público-alvo e compartilhar conteúdos relevantes que as pessoas 
querem ver (FERREIRA JR.; AZEVEDO, 2015). 
 
O gerenciamento de conteúdo no marketing digital é uma estratégia essencial para 
alcançar sucesso online. Consiste no planejamento, criação, publicação, promoção e 
monitoramento de conteúdo relevante e de qualidade para atrair, envolver e converter o 
público-alvo. 
 
7.1 Estratégias do Marketing 
Trata-se de uma abordagem de planejamento de longo prazo e prospectiva, com o 
objetivo fundamental de alcançar uma vantagem competitiva sustentável. Os estudiosos 
continuam a debater o significado preciso da estratégia de marketing. Consequentemente, 
a literatura oferece muitas definições diferentes (MOHR, et. al., 2011). 
 
No campo do marketing, existem várias tendências estratégicas que têm ganhado 
destaque nos últimos tempos. Algumas mais significativas: marketing de conteúdo, 
 
 
68 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
personalização, experiência do Cliente, Inteligência Artificial (IA) e Automação, 
influenciadores digitais, vídeo e live Streaming, mídias sociais e Comunidades Online e o 
marketing Omnichannel. Porém, são apenas algumas das tendências estratégicas do 
marketing. É importante ressaltar que o cenário do marketing está sempre evoluindo, e as 
estratégias devem se adaptar às mudanças nas preferências e comportamentos do 
consumidor. 
 
Figura 10 – Estratégias do Marketing de Conteúdo 
 
Fonte: https://www.mlabs.com.br/blog/marketing-de-conteudo-redes-sociais 
 
Para Vasconcelos (2009). Alguns passos importantes para o gerenciamento de 
conteúdo no marketing digital. Um bom planejamento de comunicação integrada de 
marketing deve ter: 
 
a) Definir os objetivos: Antes de criar conteúdo, tenha clareza sobre os objetivos 
que deseja alcançar, como: tráfego do site, gerar leads, melhorar a visibilidade 
da marca, aumentar as vendas, entre outros. 
b) Identificar o público-alvo: entenda suas necessidades, interesses, desafios e 
preferências de comunicação e adapte o conteúdo para atender às expectativas. 
c) Desenvolver uma estratégia de conteúdo: Com base nos objetivos e no público-
alvo, desenvolva uma estratégia sólida, como: tipos de conteúdo nos canais 
(blogs, vídeos, infográficos, e-books etc.), bem como os canais de distribuição 
(site, blog, redes sociais, e-mail marketing etc.). 
d) Criar conteúdo relevante e de qualidade: conteúdo original, interessante, útil e 
valioso para o público-alvo. Deve resolver problemas, responder a perguntas, 
fornecer insights e informação relevante. Além disso, deve ser otimizado para os 
motores de busca, para aumentar sua visibilidade online. 
 
 
69 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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e) Planejar e programar a publicação: crie um cronograma editorial e mantenha 
consistência na entrega do material. 
f) Promover o conteúdo: promovê-lo ativamente para alcançar um público maior. 
Use estratégias de SEO (otimização para mecanismos de busca), 
compartilhamento em redes sociais, anúncios pagos, parcerias com 
influenciadores, entre outras táticas de marketing. 
g) Monitorar e analisar os resultados: monitorar o desempenho e avaliar sua 
eficácia. Use as ferramentas de análise sobre tráfego, engajamento, taxas de 
conversão e outras métricas relevantes. 
 
Para Strauss e Frost (2012) o gerenciamento de conteúdo no marketing digital é um 
processo contínuo e requer tempo, esforço e dedicação. No entanto, quando realizado de 
forma eficaz, pode impulsionar o crescimento do negócio, aumentar a visibilidade da marca 
e melhorar o relacionamento com o público-alvo. 
 
7.2 Planejamento digital 
O planejamento digital é um processo que envolve a definição de estratégias e ações 
para o uso efetivo de recursos digitais, ferramentas e plataformas online com o objetivo de 
alcançar metas e objetivos específicos. Ele abrange diversas áreas, como marketing digital, 
comunicação online, presença nas redes sociais, criação de conteúdo, entre outros. 
Lembre-se dos seguintes fatores: Objetivos, público-alvo, plataformas digitais, um plano de 
conteúdo, estratégias de SEO, métricas de acompanhamento, monitore, ajuste e 
acompanhe regularmente os resultados das suas ações (STRAUSS; FROST, 2012). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Figura 11 – Principais etapas do planejamento digital 
 
Fonte: https://www.tramaweb.com.br/principais-etapas-do-planejamento-de-comunicacao-e-marketing-
digital/ 
 
O planejamento digital é um processo contínuo e dinâmico. À medida que novas 
tecnologias e tendências surgem, é importante estar atualizado e adaptar sua estratégia 
para aproveitar as oportunidades disponíveis (VASCONCELOS, 2009). 
 
7.3 Gerenciamento das redes sociais 
O gerenciamento de conteúdo nas redes sociais é uma estratégia essencial para 
empresas e indivíduos que desejam estabelecer uma presença online eficaz e alcançar seu 
público-alvo. Ele envolve o planejamento, criação, publicação e análise de conteúdo 
relevante e envolvente nas diferentes plataformas de mídia social. Assim como no 
gerenciamento do processo de comunicação, os conteúdos nas redes sociais também 
devem ter objetivos bem definidos e conhecer o público-alvo, todos os outros elementos 
citados anteriormente para o planejamento. No entanto podemos acrescentar outros 
elementos como: 
 
a) Planejamento de conteúdo: Crie calendário editorial, organize e planeje suas 
postagens (frequência e quais tópicos serão abordados); 
b) Criação de conteúdo: Desenvolva conteúdo atraente para seu público, que seja 
relevante, informativo, envolvente e alinhado aos valores da sua marca. 
 
 
71 Marketing
Digital 
Marketing Digital 
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c) Agendamento e publicação: Use ferramentas de gerenciamento para agendar 
suas postagens com antecedência e veja o horário em que seu público está mais 
ativo nas plataformas para maximizar o alcance. 
d) Monitoramento e engajamento: Acompanhe as interações e responda aos 
comentários, mensagens e menções de sua audiência e monitore as métricas 
de desempenho, como alcance, envolvimento, cliques e conversões, para avaliar 
o sucesso de suas estratégias de conteúdo. 
e) Ajustes e otimização: Com os dados e feedback, faça ajustes em sua estratégia 
de conteúdo e faça testes com diferentes formatos de conteúdo e estratégias 
para encontrar a melhor combinação para atingir seus objetivos. 
 
Lembre-se de que o gerenciamento de conteúdo nas redes sociais requer 
consistência, criatividade e adaptação contínua. Ao fornecer conteúdo de qualidade e 
interagir de maneira significativa com seu público, você construirá uma presença sólida nas 
redes sociais e fortalecendo sua marca. 
 
 
 
72 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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8. MONITORAMENTO E MEDIÇÃO – INDICADORES 
Objetivo 
Ensinar como aplicar as melhores táticas de métricas e monitoramento no universo 
digital, mostrando resultados bem-sucedidos aos clientes. 
 
Introdução 
Não basta apenas divulgar sua empresa no mundo digital, você precisa monitorá-la, 
ficar de olho nos resultados e observar onde e como poderá melhorá-los. Neste capítulo, 
veremos quais são as métricas que precisam ser acompanhadas, análise de desempenho 
e os melhores resultados. 
 
Monitorar e mensurar os resultados do marketing nos permite tomar decisões 
informadas, avaliar o ROI, identificar áreas de melhoria, aprender e melhorar 
continuamente, além de prestar contas aos stakeholders. Essas práticas são fundamentais 
para obter sucesso e maximizar o impacto das atividades de marketing de uma 
organização. É necessário para tomada de decisões informadas sobre o desempenho das 
estratégias e táticas de marketing, assim como, onde alocar recursos, ajustar campanhas 
e otimizar nossos esforços de marketing para obter melhores resultados (BARRETO; 
CRESCITELLI, 2013). 
 
Outra função do monitoramento é avaliar o retorno sobre o investimento (ROI). O 
retorno sobre o investimento em nossas atividades de marketing e com isso, identificar 
quais iniciativas estão gerando mais resultados positivos em relação aos recursos 
investidos e ajustar nossas estratégias para maximizar o ROI. Com essas informações, 
podemos identificar áreas de melhoria e ou aprimoramento, ou as campanhas ou canais 
que não estão gerando os resultados desejados e fazer ajustes para melhorar o 
desempenho. Além disso, é um aprendizado e melhoria contínua, pois, podemos aprender 
com os dados e experiências passadas e usar esse conhecimento para melhorar 
continuamente nossas campanhas futuras. E por fim, prestar contas, fornecendo relatórios 
e dados tangíveis para demonstrar o impacto das atividades de marketing. Isso é importante 
para prestar contas aos stakeholders internos e externos, como a alta administração, 
acionistas e clientes. A transparência na mensuração dos resultados fortalece a confiança 
e ajuda a justificar os investimentos em marketing (KOTLER; KELLER, 2012). 
 
 
73 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8.1 Monitoramento de Marketing 
Monitoramento é o processo de acompanhar, analisar, observar e avaliar 
constantemente determinado sistema, atividade ou evento. É a ação de coletar e analisar 
dados em tempo real, visando obter informações relevantes para o acompanhamento e 
controle da situação em questão. Trata-se de monitorar as campanhas e atividades de 
marketing de uma empresa ou organização. É um componente essencial do gerenciamento 
de marketing, pois permite obter insights valiosos sobre o desempenho das ações de 
marketing, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões informadas. 
 
O monitoramento pode ser aplicado em diversos contextos, como no monitoramento 
de redes de computadores, monitoramento ambiental, monitoramento de tráfego, 
monitoramento de saúde, entre outros. Ele envolve a coleta contínua de dados por meio de 
sensores, instrumentos ou sistemas automatizados, que fornecem informações atualizadas 
sobre o estado ou desempenho do objeto ou sistema em análise. Para o marketing, 
acompanha o desempenho de campanhas publicitárias, o engajamento nas redes sociais, 
as métricas de tráfego do site, as taxas de conversão, entre outros indicadores-chave. 
Esses dados podem ser obtidos por meio de várias fontes, como ferramentas de análise da 
web, mídias sociais, pesquisas de mercado, análise de concorrência, entre outras 
(BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 
 
O objetivo do monitoramento é permitir a detecção precoce de problemas, identificar 
tendências, acompanhar indicadores de desempenho e tomar decisões com base em 
informações atualizadas. Por meio do monitoramento, é possível obter uma visão 
abrangente e em tempo real das condições monitoradas, possibilitando ações preventivas, 
corretivas ou de otimização, conforme necessário. Com base nas informações coletadas, o 
monitoramento de marketing permite avaliar o impacto das estratégias de marketing, 
identificar tendências e padrões, medir o retorno do investimento em marketing (ROI), 
acompanhar a percepção do público-alvo sobre a marca e produtos, e tomar medidas 
corretivas ou ajustar as estratégias conforme necessário. Além disso, pode envolver a 
monitorização da concorrência, analisando as ações e estratégias dos concorrentes para 
identificar oportunidades ou ameaças no mercado. 
 
 
 
74 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Em resumo, o monitoramento de marketing é uma prática fundamental para o 
sucesso das atividades de marketing, permitindo uma abordagem mais estratégica, 
informada e eficaz na tomada de decisões relacionadas às estratégias e campanhas de 
marketing, sendo um processo contínuo de coleta, análise e interpretação de dados para 
acompanhar, controlar e tomar decisões em relação a um sistema, atividade ou evento 
específico. 
8.2 Métricas de Marketing 
Para que as ações de comunicação e as estratégias do marketing sejam mensuradas 
e, principalmente, continuem a produzir resultados impecáveis para a empresa, é 
necessário verificar as métricas utilizadas e as ações realizadas em seus canais de 
comunicação. As métricas de marketing são indicadores-chave utilizados para avaliar o 
desempenho das estratégias e campanhas de marketing (BARRETO; CRESCITELLI, 
2013). 
 
 
 
Mas o que são métricas? 
Métricas são dados, ou cruzamento desses dados que trazem alguma 
informação. Algumas redes sociais, como o Facebook, por exemplo, já 
oferecem em sua própria plataforma o cruzamento desses dados. 
 
 
 
Algumas métricas comuns para monitorar o marketing: 
 
a) Taxa de conversão: Mede a porcentagem de visitantes que executam uma ação 
desejada, como efetuar uma compra, preencher um formulário ou se inscrever em 
um newsletter. Essa métrica ajuda a avaliar a eficácia das campanhas em gerar 
resultados tangíveis. Ou seja, as conversões acontecem quando o acesso às 
redes sociais incentiva e direciona os usuários a realizarem uma ação. 
 
 
75 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
b) Retorno sobre investimento (ROI): Calcula o retorno financeiro obtido em relação 
aos investimentos realizados em marketing. É uma métrica importante para avaliar 
se os gastos com marketing estão gerando lucro para a empresa. 
c) Custo por aquisição (CPA): Mede o custo médio para adquirir um novo cliente. 
Essa métrica auxilia na avaliação da eficiência das campanhas em relação aos 
gastos, permitindo
identificar quais canais ou estratégias estão proporcionando o 
melhor custo-benefício. 
d) Taxa de abertura: No e-mail marketing, essa métrica indica a porcentagem de 
pessoas que abriram um determinado e-mail enviado. Ajuda a avaliar a eficácia 
do assunto do e-mail e o interesse do público-alvo. 
e) Taxa de cliques (CTR): Mede a porcentagem de pessoas que clicam em um link 
específico, geralmente em anúncios online. É uma métrica importante para avaliar 
a relevância e o impacto dos anúncios, bem como a qualidade do tráfego gerado. 
Ou seja, o tráfego é uma métrica que mostra a quantidade de usuários que 
chegaram ao site através de publicações em redes sociais. 
f) Alcance: métricas mais acompanhas nas redes sociais. É através dele que 
definimos a quantidade de usuários atingidos, por exemplo, em uma postagem. 
Há duas formas de se alcançar a métrica de alcance: pago e orgânico. 
 
 Alcance orgânico: nada mais é do que aquele que é conquistado de 
maneira não paga (no Facebook, essa métrica vem diminuindo cada vez 
mais, exigindo que as empresas paguem para que o conteúdo chegue a 
seus clientes); 
 Alcance pago: é aquele que mostra a quantidade de pessoas que viram 
seu conteúdo impulsionado (pago). Em 2017, o número de investimentos 
pagos no Facebook Ads alcançou 70,7%, contra 63% em 2016. Quando 
um conteúdo, por exemplo, alcança resultados surpreendentes de forma 
orgânica é considerado, pelo próprio algoritmo do Facebook como um 
conteúdo viral. 
 
g) CTR (Click Trough Rate):CTR é um tipo de métrica utilizada em redes sociais 
ou em outros canais digitais. Para saber o resultado do CTR, divida o número 
 
 
76 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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de cliques em uma postagem pelo número de impressões da página. 
Multiplique o valor obtido por 100, para saber a porcentagem. 
h) Taxa de rejeição (Bounce Rate): Refere-se à porcentagem de visitantes que 
acessam uma página do site e saem sem realizar nenhuma interação. Uma 
taxa de rejeição alta pode indicar problemas na usabilidade do site ou na 
qualidade do tráfego, pois, significa que os usuários não se interessaram pelo 
conteúdo visualizado, não souberam lidar com informações. É basicamente o 
tempo que um usuário acessou o site rapidamente. Uma taxa de rejeição alta 
pode significar que a presença da empresa na internet não está apropriada. 
É preciso rever as ações da empesa na internet. 
i) Engajamento nas redes sociais: Inclui métricas como curtidas, 
compartilhamentos, comentários e seguidores nas redes sociais. Essas 
métricas ajudam a avaliar o envolvimento do público com o conteúdo e a 
identificar o impacto das estratégias de mídia social. Algumas postagens no 
Facebook, que geram mais engajamento: Citação; Pergunta; Dica; Meme; 
Vídeo; Imagem; História. Faça sempre testes para saber qual o melhor tipo 
de engajamento para sua empresa. 
j) Tempo médio no site: Mede a duração média das visitas ao site. Uma maior 
duração pode indicar maior engajamento e interesse do público. 
 
Essas são apenas algumas das métricas comuns de monitoramento de marketing. 
A escolha das métricas adequadas depende dos objetivos e das estratégias de marketing 
da empresa. É importante acompanhar e analisar regularmente as métricas para ajustar as 
estratégias conforme necessário e obter melhores resultados. 
 
Não existe uma boa estratégia de redes sociais sem que se analise as métricas e 
análise desses dados. Boa parte das empresas brasileiras ainda não analisam seus dados 
nas redes sociais. É preciso analisar os resultados para saber onde e como está a posição 
da empresa no universo digital, antes de gastar seu dinheiro à toa. Fique atento, faça boas 
escolhas e métricas certeiras (Social Media Trends). 
 
 
 
77 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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9. PLANEJAMENTO, PESQUISA E GLOSSÁRIO DIGITAL 
 
Objetivo 
Mostrar e definir conceitos de planejamento digital essenciais para bons resultados 
das empresas, produtos ou serviços. Assim como, ajudar o aluno a distinguir diversas 
palavras aplicadas no Marketing Digital. 
 
Introdução 
Saber distinguir cada significado nas redes sociais é essencial para que seu 
planejamento de Marketing Digital saia impecável. A melhor performance, o melhor 
desempenho e as melhores métricas precisam andar de mãos dadas para alcançar 
resultados esperados. Ações de Marketing Digital precisam ser bem planejadas e alinhadas 
para uma excelente performance. Assim, estratégia de conteúdo digital é um plano de ação 
bem construído, articulado e possível de ser executado (MOHR, et. al., 2011). 
 
Definindo os elementos citados no título: 
 
a) Planejamento: é o processo de estabelecer metas, objetivos e estratégias para 
alcançar um resultado desejado. É uma atividade fundamental em diversos 
campos, como negócios, educação, governo, projetos, entre outros. O 
planejamento envolve a análise cuidadosa da situação atual, a definição de metas 
específicas e realistas, a identificação dos recursos necessários e a criação de 
um plano de ação para alcançar essas metas. Ele também considera possíveis 
obstáculos e contingências, procurando antecipar problemas e criar soluções 
alternativas. Além disso, leva em conta diferentes aspectos, como tempo, 
recursos financeiros, recursos humanos e materiais, além de fatores externos, 
como o ambiente econômico, social e político. Ele também deve ser flexível o 
suficiente para se adaptar a mudanças e incertezas que possam surgir ao longo 
do caminho. Trata-se de uma ferramenta essencial para orientar a tomada de 
decisões e maximizar as chances de sucesso em qualquer empreendimento, 
permitindo uma gestão mais eficiente e eficaz dos recursos disponíveis. 
b) Pesquisa: é um processo sistemático de busca, análise e interpretação de 
informações com o objetivo de obter conhecimento, resolver problemas ou 
 
 
78 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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responder a perguntas específicas ou validar teorias. É amplamente utilizado em 
diversas áreas do conhecimento e refere-se a um processo sistemático e 
organizado de investigação. Além disso, envolve a coleta de dados relevantes, a 
aplicação de métodos e técnicas específicas, a interpretação dos resultados e a 
comunicação dos achados. Ou seja, o conceito de pesquisa envolve um processo 
sistemático e organizado de investigação que busca obter novos conhecimentos 
e solucionar problemas, utilizando métodos e técnicas específicas em diferentes 
áreas do conhecimento. 
c) Glossário digital: é uma compilação organizada de termos e conceitos 
relevantes em um determinado domínio de conhecimento, que é disponibilizada 
de forma eletrônica ou online. É uma ferramenta útil para auxiliar na compreensão 
e interpretação de palavras específicas ou jargões usados em um campo de 
estudo ou área de especialização. Existem o tradicional (impresso) e o digital que 
os acessos são por meio de uma interface de pesquisa. Podem fornecer 
definições detalhadas, como, pronúncias, sinônimos, antônimos e outros 
recursos. São amplamente utilizados em várias disciplinas acadêmicas e em 
setores profissionais específicos, como negócios, finanças e marketing, onde os 
termos técnicos podem ser complexos e exigem uma explicação clara. Trata-se 
de uma ferramenta valiosa para ajudar as pessoas a compreenderem o 
vocabulário especializado em um determinado campo e promover a comunicação 
eficaz dentro desse domínio. 
 
9.1 O Planejamento 
Para que tudo saia alinhado de forma correta, é necessário que a comunicação de 
cada mídia, segmentação, dispositivo, fale entre si. As estratégias de cada mídia precisam 
conversar, por mais que os objetivos sejam diferentes. 
 
No contexto empresarial, o planejamento envolve a definição de metas, a análise do 
ambiente externo e interno
da organização, a identificação de recursos necessários, a 
elaboração de um cronograma e a definição de responsabilidades. Ele permite que a 
empresa antecipe problemas, estabeleça prioridades e tome decisões mais assertivas. 
 
Existem diferentes tipos de planejamento, como o estratégico, tático e operacional. 
 
 
79 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Figura 12 – Tipos de planejamento 
 
Fonte: https://neilpatel.com/br/blog/planejamento-estrategico/ 
 
a) o planejamento estratégico envolve a definição dos objetivos de longo prazo da 
organização; 
b) o planejamento tático se concentra em metas de médio prazo; 
c) o planejamento operacional se refere às ações de curto prazo. 
 
Além disso, o planejamento pode abranger diversas áreas, como o financeiro, 
marketing, recursos humanos, produção, entre outros. É importante que o planejamento 
seja flexível e passível de ajustes, pois as circunstâncias podem mudar ao longo do tempo. 
No entanto, para planejar é importante compreender e buscar respostas para algumas 
indagações. 
 
Figura 13 - Modelo de estratégia de Planejamento: 
 
Quem Persona compradora 
O quê 
Por que ele compra de você? 
Ações que você gostaria que ele fizesse: downloads, compras, conexões etc. 
Por quê Quais valores você traz? 
Onde Onde eles estão? Google, blogs, Facebook, Twitter, etc. 
Como 
Que tipo de linguagem você usa? 
Palavras-chave: o que compradores digitam em sites de busca. 
Táticas de marketing e estratégias de conteúdo em blogs, twitter, youtuber, e-mail, 
newsletter, google ads, e-books, webinars, podcasts etc. 
Quando O que fazer hoje ou semana que vem. 
Fonte: Kotler e Keller, 2012 
 
Exemplos de locais para publicação de informação para o público-alvo: Criação de 
conteúdo voltada para: blogs, perfil no Facebook, feed no twitter, e-books, webinars, artigos, 
 
 
80 Marketing Digital 
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galerias, mídia, artigos de especialistas de sites do setor, conteúdo móvel, News releases, 
podcasts etc. 
 
O principal foco do planejamento em redes sociais é compreender e publicar 
informação na web de qualidade e relevância para o público-alvo. Escolher os canais que 
melhor se aplicam ao negócio de seu cliente é fundamental para o sucesso no Marketing 
Digital. Pois, o mercado está em constante mudança e é preciso acompanhar suas 
transformações de perto para poder variar e ter diversas alternativas na construção de 
estratégias de Marketing Digital. Analisar a concorrência e ver o que estão fazendo para 
ficar à frente é fundamental para não perder, mas sim ganhar clientes. O público irá nortear 
toda a comunicação de marketing da empresa nas redes sociais. 
 
9.1.1 Cronograma de ações no planejamento 
Organize bem e antecipadamente as ações que deverão ser executadas na web, 
etapa a etapa. Isso ajudará a manter o trabalho organizado e bem transparente, tendo uma 
visão mais ampla de como anda o processo. Um cronograma montado até mesmo em uma 
planilha no Excel fará com que você tenha controle de todas as ações. 
 
Figura 14 – Exemplo de cronograma 
 
Fonte: https://professorannibal.files.wordpress.com/2016/12/dg24imagem.png 
 
O cronograma de ações para o planejamento de marketing é uma ferramenta 
utilizada para organizar e programar as atividades de marketing ao longo de um 
determinado período. Ele ajuda a garantir que as ações de marketing sejam executadas de 
maneira oportuna e eficiente, de acordo com os objetivos estratégicos definidos. Alguns 
elementos são essenciais (BARRETO; CRESCITELLI, 2013): 
 
 
 
81 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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a) Definir os objetivos de marketing: devem ser específicos, mensuráveis, 
alcançáveis, relevantes e com prazo definido (critérios SMART). 
b) Identificar o público-alvo: características, comportamentos etc.; 
c) Definir estratégias de marketing: publicidade online, mídias sociais, e-mail 
marketing, eventos, entre outros; 
d) Estabelecer metas e indicadores de desempenho: específicas e mensuráveis, 
com os indicadores de desempenho relevantes; 
e) Criar um cronograma de atividades: datas de início e término de cada ação, 
responsáveis, recursos e dependências entre as atividades. 
f) Acompanhar e revisar o cronograma: fazer ajustes, mudanças; 
g) Avaliar os resultados: metas estabelecidas e lições aprendidas; 
 
Lembrando que o cronograma de ações para o planejamento de marketing pode 
variar de acordo com a natureza da empresa, seus objetivos específicos e o mercado em 
que atua. É importante adaptar essas diretrizes às necessidades e circunstâncias da 
organização em questão. 
 
 
 
Dependendo de como é seu público-alvo, os canais de comunicação são bem 
distintos e a forma de interagir com eles também. Identifique os canais, de 
acordo com o que cada um proporcionará para o público, onde sua marca tem 
mais chance de obter retorno positivo e interaja. 
 
 
 
9.2 Pesquisa de Marketing 
A pesquisa em marketing é uma atividade realizada para coletar, analisar e 
interpretar informações relevantes sobre o mercado, os consumidores, os concorrentes e 
os produtos/serviços, visando apoiar a tomada de decisões estratégicas e táticas no campo 
do marketing. Essa pesquisa tem como objetivo fornecer insights e conhecimentos que 
auxiliam as empresas a entenderem melhor o seu público-alvo, identificar oportunidades de 
mercado, desenvolver estratégias de marketing eficazes, avaliar a eficiência de campanhas 
 
 
82 Marketing Digital 
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publicitárias e a satisfação dos clientes, entre outros aspectos relacionados à área de 
marketing (MOHR, et. al., 2011). 
 
A pesquisa em marketing envolve a aplicação de métodos e técnicas científicas para 
coletar dados quantitativos e qualitativos, por meio de questionários, entrevistas, 
observações, análise de dados secundários, entre outras abordagens, e posteriormente, 
analisar e interpretar esses dados para obter informações relevantes para o negócio. É uma 
ferramenta essencial para as empresas se manterem competitivas no mercado, 
compreendendo as necessidades e desejos dos consumidores e tomando decisões 
embasadas em evidências (PAIXÃO, 2012). 
 
Para Mohr, et. al., (2011), uma pesquisa pode ser conduzida em diferentes 
contextos, como nas ciências naturais, ciências sociais, humanidades, medicina, 
engenharia, entre outras áreas. Ou seja, é uma atividade fundamental em diversas áreas 
do conhecimento, como ciência, academia, negócios e governo. Envolve a coleta de dados 
relevantes e confiáveis, a aplicação de métodos e técnicas apropriadas para analisar esses 
dados e a interpretação dos resultados obtidos. Pode ser realizada de diferentes formas, 
como estudos experimentais, levantamentos, observações, revisões bibliográficas e análise 
de dados existentes. Existem vários tipos de pesquisa, podendo ser quantitativa ou 
qualitativa: 
 
Existem diferentes tipos de pesquisa e cada tipo possui abordagens, metodologias 
e objetivos distintos, adequados às necessidades e características da investigação em 
questão. Além disso, a pesquisa pode ser realizada em diferentes etapas, desde a 
formulação de um problema de pesquisa e a definição de hipóteses até a coleta e análise 
de dados, interpretação dos resultados e elaboração de relatórios ou publicações 
científicas. Ou seja, geralmente segue um método científico, que envolve a formulação de 
uma pergunta ou hipótese, o planejamento e execução do estudo, a análise dos dados e a 
elaboração de conclusões. Os resultados da pesquisa são comunicados por meio de 
relatórios, artigos científicos, apresentações ou outros meios, contribuindo para o avanço 
do conhecimento em determinada área. 
 
 
 
83 Marketing Digital 
Marketing Digital 
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Santa Cecília - Educação a Distância 
As pesquisas quantitativas ou qualitativas desenvolvidas para o marketing, levam em 
consideração os seguintes elementos: 
a) Potencial de mercado: oportunidade de novos negócios; 
b) Oferta e demanda: identificar curvas de demanda; 
c) Estudos de benchmarking: análise dos concorrentes principais; 
d) Estudo da localização: viabilidade do local; 
e) Comportamento do consumidor: intenções e percepções de compra; 
f) Estudos dos preços: mapeamento e análise de precificação; 
g) Estudo personalizado – AD HOC (sob medida): problemas pontuais; 
 
Figura 15 – Etapas da pesquisa 
 
Fonte: https://ibluemarketing.com.br/pesquisa-de-mercado/ 
 
9.2.1 Tipos de Pesquisa de Marketing 
Existem diferentes tipos de pesquisa em marketing que podem ser utilizados para 
coletar informações valiosas sobre consumidores, concorrência e mercado (MOHR, et. al., 
2011). 
 
 Alguns dos principais tipos de pesquisa em marketing incluem: 
 
a) Pesquisa de mercado: Envolve coletar informações sobre o mercado em geral, 
como tamanho, tendências, segmentação e comportamento do consumidor. É 
útil para identificar oportunidades de mercado e tomar decisões estratégicas. 
b) Pesquisa de consumidor: Tem como objetivo entender o perfil, comportamento, 
preferências e necessidades dos consumidores. Pode envolver questionários, 
 
 
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Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
entrevistas, grupos focais ou observações. Essa pesquisa é fundamental para 
desenvolver estratégias de segmentação e posicionamento de mercado. 
c) Pesquisa de satisfação do cliente: Visa medir o nível de satisfação dos clientes 
em relação a um produto, serviço ou experiência de compra. Pode incluir 
questionários, entrevistas ou análise de reclamações e feedbacks. Essa 
pesquisa ajuda a identificar áreas de melhoria e a manter clientes satisfeitos. 
d) Pesquisa de concorrência: Consiste em coletar informações sobre os 
concorrentes diretos e indiretos, como estratégias de marketing, preços, 
posicionamento e participação de mercado. Essa pesquisa é importante para 
identificar oportunidades competitivas e tomar decisões informadas. 
e) Pesquisa de produto: Visa obter insights sobre o desenvolvimento e 
aprimoramento de produtos ou serviços. Pode envolver testes de conceito, testes 
de protótipo, grupos focais ou pesquisas de opinião. Essa pesquisa ajuda a 
entender as necessidades dos clientes e a adaptar os produtos às suas 
preferências. 
f) Pesquisa de imagem de marca: Tem como objetivo avaliar a percepção e a 
imagem de uma marca junto aos consumidores. Pode incluir questionários, 
entrevistas ou análise de mídias sociais. Essa pesquisa ajuda a identificar pontos 
fortes e fracos da marca e a desenvolver estratégias de posicionamento. 
 
Esses são apenas alguns exemplos dos tipos de pesquisa em marketing. A escolha 
do tipo de pesquisa mais adequado depende dos objetivos, recursos e contexto específicos 
de cada empresa ou projeto de marketing. Contudo, outras denominações podem ser 
utilizadas para entender melhor o tema: 
 
a) Pesquisa ou busca navegacional: Este tipo de pesquisa — também conhecida 
como pesquisa de atalho — é realizada quando o usuário já sabe para qual site 
gostaria de ir, mas talvez não se lembre da URL completa ou esteja com preguiça 
de digitar. 
b) Pesquisa ou busca transacional: Nesse tipo de pesquisa o usuário está 
buscando executar uma transação. Seja comprar diretamente um produto, 
encontrar uma loja, ou fazer qualquer outro tipo de transação online. Esse tipo 
de pesquisa é extremamente valioso, especialmente para e-commerce. 
 
 
85 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
c) Pesquisa ou busca informacional: Na busca informacional o usuário busca por 
informações, seja por meio de notícias, releases de algum produto ou artigos 
explicativos. Ao contrário da pesquisa navegacional, a informacional o usuário 
não sabe exatamente em qual site chegará para encontrar o conteúdo que 
procura, pois não é possível identificar claramente sua intenção de busca. Por 
isso é tão importante que as empresas tenham um bom rankeamento no Google. 
 
Por não saber exatamente qual site quer visitar, o usuário tende a utilizar os 
resultados orgânicos para procurar a solução da sua dúvida ou necessidade, e é nesse 
momento que o bom posicionamento do seu blog ou site é algo vantajoso para os negócios. 
Os resultados orgânicos do SEO aparecem abaixo dos pagos. Esses primeiros sites da 
busca são definidos pelos robôs do Google, de acordo com o nível de relevância e 
autoridade sobre o tema em que representam, focando SEMPRE na qualidade de 
experiência do usuário no site visitado em questão. 
 
9.3 Glossário geral de Marketing Digital 
O Glossário Geral de Marketing Digital serve como um recurso de referência para 
profissionais de marketing, empreendedores, estudantes e qualquer pessoa interessada 
em compreender melhor os diversos aspectos e terminologias relacionadas ao marketing 
digital. Refere-se às estratégias e táticas de marketing que são implementadas em 
plataformas e canais digitais, como a internet e dispositivos móveis. Essas estratégias são 
usadas para promover produtos, serviços ou marcas, atingir o público-alvo, gerar leads, 
aumentar as vendas e construir relacionamentos com os clientes. 
 
O glossário contém uma lista abrangente de termos técnicos e jargões específicos 
do marketing digital, com suas definições claras e concisas. Ele abrange várias áreas do 
marketing digital, como otimização de mecanismos de busca (SEO), marketing de 
conteúdo, marketing de mídia social, publicidade online, análise de dados, automação de 
marketing, entre outros. 
 
O objetivo do glossário é fornecer um entendimento comum desses termos, ajudando 
os profissionais de marketing digital a se comunicarem de maneira eficiente e eficaz, além 
de facilitar o aprendizado de iniciantes nesse campo. Ele pode ser usado como um recurso 
 
 
86 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
de consulta rápida para esclarecer dúvidas sobre terminologias específicas do marketing 
digital. 
Algumas ferramentas utilizadas e disponíveis para desenvolver o processo de 
comunicação ente a empresa e seus clientes. Algumas, já citadas e amplamente 
desenvolvidas no guia. 
 
a) Análise de Redes Sociais: Perspectiva teórica que foca a análise de redes 
sociais construída através do estudo das estruturas expressas pelas redes. 
b) Alcance: Percentual projetado de pessoas que visitaram uma propriedade, 
domínio ou site sobre o número total de pessoas que utilizaram qualquer tipo de 
mídia digital no período em que os dados foram coletados. 
c) Analytics: Plataforma que permite analisar a performance de um website ou de 
uma campanha de marketing online. 
d) Adwords: Plataforma de anúncios Google que permite aos anunciantes anunciar 
nos resultados de pesquisa neste mecanismo de busca, ou de forma contextual 
em sites da rede Google, ou no próprio Youtube. 
e) Busca Orgânica: Também conhecida como Busca Natural. Ver resultados 
orgânicos. 
f) Call To Action: É o termo empregado para o texto de um anúncio que incentiva 
o leitor a fazer algo específico em resposta ao anúncio. “Clique aqui” e suas 
variantes. 
g) Cookies: Arquivos, normalmente ocultos, que armazenam informações sobre o 
usuário e seu computador. Os cookies permitem distinguir um computador de 
outro e analisa padrões de conduta do usuário. 
h) E-commerce: Realização de transações de compra on-line, executando os 
processos de escolha, ordem de compra e pagamento em forma eletrônica. 
i) FAQ: Sigla que aparece em muitos sites em inglês. Significa “perguntas mais 
frequentes” (Frequent Asked Questions). 
j) Frequência: É o número de vezes que um visitante único acessa a uma página 
ou a
um banner. Relação entre número total de impressões ou (ad views) e o 
número de visitantes únicos. 
k) Impressões: É a quantidade de vezes que uma peça publicitária foi mostrada. O 
mesmo conceito de impacto utilizado na mídia off-line. 
 
 
87 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
l) Impression share: Porcentagem de vezes que os anúncios foram exibidos, do 
número total de possível impressões no mercado-alvo. 
m) IP ou Endereço IP: conjunto de números que representa o local de um 
determinado equipamento (normalmente computadores) em uma rede privada 
ou pública. Endereços de domínio Ex: (www.wikipedia.org.) Cada endereço de 
domínio é convertido em um endereço IP. 
n) Landing Page (Página de Destino): primeira página do internauta por meio de 
uma campanha ou ação. É também a página específica que um usuário alcança 
após clicar em um resultado orgânico ou Link Patrocinado de uma ferramenta de 
busca. 
o) Link: Palavras, expressões ou imagens que servem de ligação direta para outra 
página ou parte da própria página. 
p) Listagens Orgânicas: Também conhecidas como resultados orgânicos ou 
naturais, são os resultados apresentados ao usuário com base na relevância de 
um site em relação ao termo buscado. 
q) Listagens pagas: Listagens específicas que os sites de busca vendem para 
anunciantes, com links patrocinados e de Inclusão Paga. 
r) LookAlike: A estratégia de ampliar uma audiência com perfil semelhante ao de 
uma audiência existente. 
s) Marketing de Permissão – Permission Marketing: Marketing de Relacionamento; 
t) Marketing de Interrupção - comunicação tradicional, onde o usuário é 
interrompido para receber uma mensagem publicitária. 
u) Marketing em sites de busca – Search Engine Marketing: envolvem a presença 
de um site em resultados orgânicos e pagos, assim como outras atividades 
relacionadas aos sites de busca. 
v) Mashups: Website ou aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte 
para criar um serviço completo. 
w) Memória Cache: Processo de armazenamento temporário no computador do 
usuário de uma página e de todos os seus elementos. 
x) Meta TAGS: É um elemento do código HTML em um site, usado pelos sites de 
busca para facilitar a leitura do conteúdo de um site. 
y) Mobile Marketing: São atividades que usam dispositivos móveis com o objetivo 
de se relacionar com clientes e prospects. Banners, vídeo, SMS e MMS são as 
 
 
88 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
formas mais comuns para esse relacionamento. Ele é utilizado principalmente 
para campanhas publicitárias ou disponibilização de serviços móveis. 
z) Otimização de sites - SEO (Search Engine Optimization) - estratégias com o 
objetivo de potencializar o posicionamento de um site nos resultados naturais 
(orgânicos) nos sites de busca. 
aa) Page View: Página solicitada por ordem do usuário através de um clique ou um 
comando. A mesma coisa que “page request”, página vista. 
bb) Pagerank: É o nome do sistema exclusivo de Popularidade de Link do Google. 
cc) Palavras-chave: usuário digita na caixa de pesquisa de um mecanismo de busca. 
Chamada de termo de consulta ou termo de busca. 
dd) Posicionamento ou Classificação: É o posicionamento atingido por uma página 
no resultado de busca. Divide-se em posicionamento orgânico (natural) e 
posicionamento pago (patrocinado). 
ee) QR Code: Código de barras bidimensional que armazena informações. Ele é 
utilizado em aplicativos que reconhecem as informações após captura de 
imagens em câmeras de aparelhos celulares; 
ff) Remarketing: Re-impacto de usuários que já visitaram um site, mas não 
concluíram a conversão esperada. 
gg) Resultados Orgânicos: Também conhecidos como resultados naturais, são 
listagens apresentadas ao usuário com base na relevância da página ao termo 
buscado. 
hh) Resultados Pagos: Resultados específicos que os sites de busca vendem para 
anunciantes, através de links patrocinados e de inclusão paga. 
ii) Resultados: Listagens exibidas na página de resultados de um mecanismo de 
busca em resposta a uma pesquisa. 
jj) ROI: Retorno Sobre o Investimento, refere-se à porcentagem de lucro ou à 
receita gerada a partir de uma atividade específica. 
kk) Sites Responsivos: Site adaptado ao aparelho móvel, com configurações e/ou 
layout desenhados para o formato mobile, adaptando-se ao tamanho da tela e 
facilitando a navegação. 
ll) SPAM de busca: trata-se de qualquer atividade que seja considerada nociva aos 
resultados de uma busca, existam ou não diretrizes escritas contra ela. 
 
 
89 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
mm) Taxa de Cliques: Percentual de cliques que um banner, link de texto ou outra 
peça publicitária gerou. 
nn) Taxa de Conversão: A relação entre o número de visitantes de um site e as ações 
que podem ser consideradas uma “conversão”, como uma venda ou 
cadastramento. 
oo) Unique User: Usuário que acessou a um determinado site pelo menos uma vez 
no mês. O mesmo que audiência líquida, ou alcance em números absolutos. 
Identificação sobre o número IP ou cookie. 
pp) Unique Visitors: Visitantes únicos – número de usuários diferentes que visitaram 
um site em um determinado período. 
qq) View: Termo em inglês “visualização”. Utilizado para determinar a compra da 
visualização de um vídeo publicitário na internet. 
 
O glossário digital é uma ferramenta valiosa para qualquer projeto ou plataforma 
online, especialmente quando se lida com terminologia técnica ou específica de um 
determinado setor. Ajuda o usuário na organização e deixa mais claro e conciso a 
usabilidade, por meio de exemplos e ilustrações, além de outros recursos de pesquisa e 
acessibilidade, proporcionando Feedback aos usuários. Lembrando que um glossário 
digital eficaz deve ser adaptado às necessidades específicas do projeto ou plataforma em 
que está sendo utilizado. Portanto, leve em consideração as características e requisitos do 
seu projeto ao desenvolver e aprimorar o glossário digital. 
 
 
 
90 Marketing Digital 
Marketing Digital 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
 
BARRETO, I.F.; CRESCITELLI, E. Marketing de relacionamento: como implantar 
e avaliar resultados. São Paulo: Pearson ducation do Brasil, 2013. (BV) 
COSTA, C.G.M. Gestão de mídias sociais. Curitiba: Intersaberes, 2017. (BV) 
FARIAS, Marcus. 15 Ferramentas de Marketing que todo Empreendedor 
deveria conhecer. Site Endeavor. Matéria atualizada em: 03/05/2021. 
Disponível em: https://endeavor.org.br/marketing/ferramentas-marketing-
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empreendedores/?gclid=EAIaIQobChMI2vjv1oCW_wIVq0FIAB0wbAeAEAMYA
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KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 15ª ed. - São Paulo: 
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KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. 14ª Ed. – São Paulo: 
Pearson Education do Brasil, 2012. (BV) 
LOVELOCK, C. H.; WIRTZ, J. Marketing de serviços: pessoas, tecnologia e 
resultados. 5ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. (BV) 
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PAIXÃO, M.V. A influência do Consumidor nas Decisões de Marketing. Curitiba: 
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STRAUSS J; FROST, R. E-Marketing. 6ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 
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SQUARISI, D. Como escrever na Internet. São Paulo; Contexto; 2014. (BV)  
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de comunicação integrada: manual de 
sobrevivência para as organizações do século XXI. São Paulo: Summus, 2009. 
(BV)

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