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MARKETING DIGITAL Leandro Fabris Lugoboni 2 SUMÁRIO 1 MARKETING E MÍDIAS DIGITAIS ............................................................... 3 2 MARCAS E CONSUMO DIGITAL .............................................................. 16 3 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL ............................................. 27 4 REDES SOCIAIS DIGITAIS ........................................................................ 39 5 MARKETING DE CONTEÚDO .................................................................. 51 6 FERRAMENTAS DE MARKETING ............................................................. 63 3 1 MARKETING E MÍDIAS SOCIAIS Neste bloco, entenderemos os conceitos fundamentais de marketing digital e as estruturas das mídias sociais. Assim como refletiremos sobre: • O CONCEITO DE MARKETING E MÍDIAS DIGITAIS; • PLATAFORMAS; • CULTURA DIGITAL E CONSUMO; • PILARES DO E-COMMERCE; • ESTRATÉGIAS DE MARKETING DIGITAL. Antes de darmos início a discussão, precisamos definir o que é marketing digital. São muitas as definições sobre marketing digital, entretanto, aqui evidenciaremos apenas algumas, a fim de darmos um panorama sobre o tema. Muitos autores definem marketing digital como um modo de pensar ações estratégicas de marketing por meio de recursos digitais, podendo ser representadas pela Internet. No entanto, o conceito de marketing é muito mais amplo que o de marketing digital, não se trata apenas de comercial ou propaganda, como algumas empresas compreendem o marketing. Durante a Revolução Industrial, as atividades de marketing concentravam-se em controlar os processos de troca. Enquanto na esfera on-line, as definições de consumo são designadas pelos clientes, da mesma forma como eles são os responsáveis por definir a melhor oferta e o melhor preço que estão dispostos a pagar por um produto ou serviço. Atualmente, os clientes estão cada vez mais exigentes e com o tempo ainda mais escasso, agravando, assim, não só a concorrência pelo melhor preço e serviço, mas também por produtos e serviços mais rápidos e melhores. Desta maneira, o velho formato de troca e aquelas obsoletas estratégias de marketing, que visavam os 4 p’s, não são mais tão eficazes, uma vez que o esperado do marketing na era digital é a 4 realização das necessidades presentes e futuras dos clientes, da forma mais rápida, personalizada e eficiente possível. Dessa maneira, não podemos deixar de afirmar que uma empresa que pensa em marketing digital hoje, está valorizando, sobretudo, o cliente, sua satisfação é apenas uma parte de todo o “espaço de mercado” que surge com a era digital. 1.1 Mídias Sociais Muitas pessoas confundem mídias sociais com redes sociais, entretanto, elas não são a mesma coisa, pois mesmo utilizadas de forma indistintas, a primeira é uma categoria da última. Existem diversos tipos de redes sociais, por exemplo: sabe aquele grupo de amigos que você participa? Podemos definir isso como uma rede social, pois qualquer estrutura composta por seres vivos, que possuem uma relação social em comum, é considerada uma rede social, por isso, o trabalho, a universidade e qualquer outro lugar, no qual você compartilhe valores e objetivos como outras pessoas, são redes sociais. Dessa forma, podemos dizer que redes sociais existem desde o início da civilização, logo, compreender o que é uma rede social é fundamental para entendermos melhor todo o contexto em que o marketing digital está inserido. Com a Internet, as redes sociais se transferiram para lugares específicos, nos quais as pessoas se relacionam, denominadas mídias sociais, estas sim estão ligadas às comunidades criadas na Internet para que os usuários possam se relacionar de maneira virtual. As mídias tradicionais são conhecidas, por exemplo, como televisão, revista, jornal e rádio. Já quando queremos dar exemplos de mídias sociais, falamos em Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, etc, também denominadas “redes sociais on-line”. Olhando por esse prisma, não está totalmente errado dizer “redes sociais”, uma vez que, as mídias sociais são uma ramificação das redes sociais, que seguiram para a Internet. Portanto, toda mídia social é uma rede social, mas nem toda rede social é, necessariamente, uma mídia social. 5 É fundamental entendermos quais são os tipos de redes sociais on-line, uma vez que para o marketing digital é necessário saber onde as pessoas estão agrupadas. Por um lado, o Facebook, por exemplo, é uma rede social on-line de relacionamento destinada a conectar pessoas pelo mundo. Por outro lado, o YouTube não tem a finalidade de conectar pessoas, mas tem como objetivo oferecer entretenimento por meio de vídeos on demand para seus usuários. Assim, podemos identificar 4 tipos de redes sociais: • Relacionamentos; • Entretenimento; • Profissional; • Nicho; As redes sociais destinadas ao relacionamento são redes com um grande número de usuários ativos, por exemplo, WhatsApp, Messeger, Facebook, Tinder, etc. Seu principal objetivo é permitir que seus usuários mantenham amizades on-line com pessoas que elas conhecem pessoalmente e também na esfera digital. Já as redes sociais de entretenimento são facilmente confundidas com as de relacionamento, pois esse tipo de rede é um agregador de conteúdo alimentado pelos próprios usuários produtores. Faz parte dessa categoria o YouTube, o Spootfy, a Deezer, etc. Elas dependem da produção de conteúdo dos próprios usuários para funcionar. As redes sociais profissionais são redes que têm o intuito de promover o usuário no mundo profissional, com o objetivo de estimular novos relacionamento no meio corporativo, criando novas conexões ou a busca por novas oportunidades, o LinkedIn é o melhor exemplo desse tipo de rede social, pois é uma mídia social que permite criar sua própria rede de relacionamento coorporativo. Enquanto o BeBee é uma mídia social com o mesmo intuito, porém mais nova, criada em 2015, ela promete crescer muito e tornar-se conhecida entre os recrutadores das empresas. Não podemos deixar de salientar que as redes sociais de relacionamento podem se transformar em redes sociais profissionais. Diversos profissionais estão utilizando, por 6 exemplo, a plataforma do Instagram para divulgar seus talentos com o objetivo de fazer sua rede de contatos e alavancar seus empreendimentos. Por fim, temos as redes sociais de nicho, que apresentam como principal objetivo e diferencial permitir aos seus usuários fazer uso de uma linguagem totalmente específica. Nesse segmento temos, por exemplo, diversos fóruns direcionados a assuntos específicos, como o Rededit. Esse formato busca auxiliar um público-alvo na abordagem de assuntos em comum entre os usuários. 1.2 Plataformas Facebook É considerada uma das maiores redes sociais do mundo, atingindo a marca de 2 bilhões de usuários em junho de 2017. Criada em 2004 pelo seu CEO Mark Zuckerberg, incialmente chamada de Facemash, o Facebook surgiu dentro da rede de computadores de Harvard. Trata-se de uma rede social com o intuito de conectar pessoas, porém, após sofrer inúmeras atualizações, tornou-se uma mídia social versátil, apta tanto para relacionamento pessoal quanto para o comércio eletrônico. Messenger Uma ferramenta integrada ao Facebook, denominada por muitos de “inbox”. Antes era utilizada apenas dentro do navegador e no site do Facebook, entretanto, em 2015 ela se tornou um aplicativo que funciona de forma independente. Dessa forma, hoje é classificada como uma rede social. Twitter É uma rede social de 140 caracteres, que em 2017 dobrou o seu número de dígitos disponíveis para postagens. Criada em 2006, era denominada, inicialmente, como “Status”, hoje ultrapassa 328 milhões de usuários. Atualmente, o Twitter está perdendousuários, porém não deixa de ser uma das principais redes sociais do 7 mundo. As empresas utilizam o Twitter para ter uma relação mais próxima com os seus clientes, devido ao seu dinamismo e agilidade. WhatsApp Aplicativo mobile presente no aparelho celular de diversos brasileiros, utilizado tanto por pessoas físicas como jurídicas. Algumas empresas o utiliza como uma espécie de SAC, além de como fonte de pedidos para deliverys. É muito comum ver negócios locais, como pizzarias, cabelereiros, bares, entre outros, usarem essa ferramenta. Criada em 2009, sua utilização cresce cada vez mais, já são mais de 10 bilhões de mensagens trocadas por dia, as quais apresentam uma segurança quase que inquebrável. Comprado pelo Facebook em 2014, o WhatsApp possui uma variável, o WhatsApp Business. WhatsApp Business O WhatsApp Business, ou empresarial, variação do WhatsApp, foi feito e pensado para que pequenas empresas pudessem estabelecer uma comunicação melhor com os seus clientes, no entanto, a ferramenta não possui uma interface para clientes. Seu diferencial é, justamente, proporcionar as empresas uma conta verificada como tal, além de possuir recursos de administração, respostas automáticas para perguntas pré- selecionadas, entre outros recursos. LinkedIn Rede Social destinada ao aumento do networking ou à procura por uma nova colocação no mercado de trabalho. Atualmente milhões de empresas possuem cadastro em uma page company. O Linkedin é frequentado pelos melhores profissionais, de inúmeras áreas diferentes, e por recrutadores de empresas. Trata-se de uma rede fundamental para profissionais de todos os campos de atuação. YouTube Por se tratar da maior rede social de entretenimento do mundo, seu surgimento é considerado revolucionário, hoje são consumidos mais de 1 bilhão de horas de vídeos 8 todos os dias. Criada em 2005, foi adquirida pela Google em 2006. O YouTube é a rede social que possui os maiores criadores de conteúdo do mundo, é fonte dos mais variados tipos de negócios e, atualmente, demonstra cada vez mais preocupação com as produções agregadas em seus servidores. Instagram Inicialmente o Instagram era disponibilizado apenas para a plataforma IOS, chegou a ser considerada uma mídia social de nicho, entretanto, devido a sua popularização se expandiu. Hoje podemos considerá-la uma rede social híbrida, que mescla relacionamento, entretenimento e profissional. Criada por um americano e um brasileiro, foi comprada pelo Facebook recentemente. Além de disponibilizar aos seus usuários a criação de um perfil pessoal para a postagem de fotos e vídeos, também é possível criar uma página corporativa para negócios e empreendimentos. Abaixo, seguem alguns dados, em ordem decrescente, de acessos das 5 maiores plataformas sociais: 5º Instagram Usuários ativos: 800 milhões mensalmente. Surgimento da mídia social: 6 de outubro de 2010. CEO: Kevin Systrom. 4º Messenger Usuários ativos: 1,3 bilhões mensalmente. Surgimento da mídia social: 14 de dezembro de 2015. CEO: David Marcus. 3º WhatsApp Usuários ativos: 1,5 bilhões mensalmente. Surgimento da mídia social: 4 de março de 2009. 9 CEO: Jan Koun. 2º YouTube Usuários ativos: 1,5 bilhões mensalmente. Surgimento da mídia social: 14 de fevereiro de 2005. CEO: Susan Wojcicki. 1º Facebook Usuários ativos: 2 bilhões mensalmente. Surgimento da mídia social: 4 de fevereiro de 2004. CEO: Mark Zuckerberg. Além dos dados apresentados, um detalhe que não pode ser desconsiderado é que Mark Zuckenberg é o proprietário de quatro das cinco mídias sociais mais acessadas do mundo. 1.3 Cultura digital e Consumo Antecedentes culturais Há dois séculos existiam apenas dois tipos de cultura, a cultura erudita, instalada pelas classes sociais dominantes, e a cultura popular, produzida no seio das sociedades dominadas. A partir dos novos meios de comunicação e dos novos modos de reprodução de conteúdo (Tv, rádio, jornal, cinema), o advento da cultura de massa concentrou dentro de si uma divisão entre essas duas culturas antes citadas, deixando de existir a fronteira entre o erudito e o popular, permitindo, assim, um cruzamento cultural entre as produções tradicionais e as produções modernas, bem como entre aquilo que era produzido artesanalmente e aquilo que era produzido industrialmente. 10 Cultura midiática Com o advento do modo de vida on-line vivemos dois momentos relacionados a cultura, o primeiro é o da cultura midiática. Diferente da cultura de massa, a cultura midiática é produzida por poucas pessoas, mas consumida por muitas. Entretanto, essas pessoas não possuem o poder de interferir ou interagir com os produtos simbólicos que consomem, no caso da TV a cabo, por exemplo, adquirirmos inúmeros canais com uma infinidade de programação, porém não temos nenhum tipo de controle sobre a programação que nos oferecem. Dessa maneira, a cultura das mídias inicia um momento no qual seus consumidores podem escolher apenas entre produtos simbólicos diferentes. A cultura humana é sempre somativa, ou seja, a transformação de uma mídia não significa o desaparecimento de outra, o jornal impresso, por exemplo, não desapareceu por causa do surgimento do jornal on-line, assim como a TV não deixou de ser consumida devido a invenção dos serviços de streaming. Portanto, a cultura das mídias promoveu a fusão entre os meios de comunicação; a sua eficácia se revela por meio da aceleração do tráfego de informações, das trocas e da diversidade na forma de consumo. Cultura digital O segundo momento trata-se da introdução do computador. A relação receptiva de sentido único com o televisor foi substituída pelo modo interativo e de produção própria de conteúdo proporcionada pelo computador. A partir do momento que o usuário foi aprendendo a interagir com as telas, seus hábitos de consumo passaram a conviver com formas mais individuais de escolha. No entanto, como se não bastassem as constantes mudanças e a reorganização do cenário cultural, o advento da cultura das mídias e a era digital surgem para sofisticar ainda mais a vida em sociedade. O digital promoveu a possibilidade de transformar toda informação – texto, som, imagem, vídeo – em uma mesma linguagem universal, em uma linguagem multimídia. A digitalização e o entendimento de dados, aceitam que as mídias sejam decifradas, manipuladas, guardadas, repetidas e disseminadas digitalmente. 11 1.4 E-commerce Compreender a cultura digital e o seu modo de consumo é fundamental para o marketing digital, principalmente para podermos, de alguma forma, “vender” no mundo digital. Dessa forma, toda e qualquer tipo de venda na Internet, seja de produtos ou de serviços, é chamada de e-commerce. Para que um e-commerce seja possível, ele deve se desenvolver por meio de três parâmetros, são eles, o Marketing, a Logística e o CRM (Costumer Relationship Management), sendo o último diretamente relacionado ao consumo por meio de estratégias tecnológicas, que operam na prospecção, na venda e no pós-venda do bem ou do serviço oferecido pelo e-commerce. Estratégias de CRM podem estar relacionadas a softwares, planilhas ou arquivos. O CRM trabalha com dados pessoais e informações de costumes de consumo dos clientes, ou seja, “quanto compram?” “o que mais compram?” . Um perfil do cliente é traçado e com esses dados é possível idealizar estratégias de marketing eficientes capazes de alavancar as vendas do negócio virtual. O Marketing está relacionado às estratégias de marketing, trata-se do marketing digital, o apoio a venda de produtos e serviços. Essas estratégias influenciam não só em questões direcionadas aos clientes em si, como também em atitudes tomadas em relação à Logística. É responsabilidade das estratégias decidir a distribuição e a embalagemenvolvidas no desenvolvimento do produto, bem como os indicadores de venda e concorrência. A Logística, por sua vez, está atribuída a toda a cadeia de valores e suprimentos do e- commerce. Os suprimentos são tudo aquilo que envolve o processo de idealização do produto, assim como o armazenamento, a fabricação e o consumo, ou seja, trata-se de matéria prima e, por consequência, de fornecedores, distribuição, venda, até chegar ao cliente. Enquanto os valores, estão relacionados às aspirações da empresa e, por conseguinte, ao processo de produção do produto, logo, seu objetivo é fazer com que o cliente perceba o diferencial do produto idealizado. 12 O consumidor digital almeja de um e-commerce bom preço e qualidade no produto disponibilizado. Além de buscar praticidade, dinamismo, logística eficiente e, sobretudo, confiança e segurança nas suas compras. Informações como estas são afirmadas pela pesquisa feita pela E-Commerce News, aplicada em 65 lojas virtuais, cujo objetivo era entender se os varejistas conhecem os consumidores digitais e estão atentos aos seus desejos. Como resultado, apontou-se que 42% dos varejistas precisam melhorar suas taxas de conversão e 36% deles estão preocupados em saber como desenvolver o perfil dos consumidores. A pesquisa também apontou que 69% das empresas buscam uma logística mais eficiente. 1.5 Estratégias de Marketing Digital Uma empresa que visa o êxito precisa investir em estratégias de marketing. Para tanto, estar nas mídias sociais é fundamental para que ela seja reconhecida e vista pelos seus clientes. O retorno do investimento é notável e o valor investido é relativamente baixo em relação aos resultados obtidos, desde que sejam aplicadas as melhores estratégias. Além disso, a Internet é um ambiente favorável a divulgação das ações da marca, bem como para empresas que buscam engajamento e o aumento de tráfego das suas redes sociais ou e-commerce. Um anúncio no Facebook, por exemplo, pode impactar, especificamente, o usuário que a empresa almeja e existem diversas maneiras de fazer isso. No entanto, é inútil montar estratégias para mídias sociais, se o conteúdo a ser divulgado não é de qualidade, pois na Internet o conteúdo é fundamental. Assim, temos diversas estratégias desenvolvidas, justamente, para isso, as quais chamamos de marketing de conteúdo, cujo propósito é gerar conteúdo relevante para atrair o consumidor, além de engajar possíveis clientes. Com um conteúdo de qualidade, a divulgação torna-se orgânica, ou seja, o trabalho é transferido para o consumidor, que o faz de forma espontânea e mais econômica. Leia a seguir, instruções de como montar uma campanha de marketing de conteúdo. O marketing de conteúdo necessita, primordialmente, de produção e distribuição. Sua produção deve ser original e sua curadoria eficiente, uma vez que elas devem ser de 13 interesse do público-alvo. Uma vez selecionado o conteúdo, a distribuição deve ocorrer pelos canais utilizados por esse mesmo público. Dessa forma, seguem oito passos para planejar e desenvolver uma campanha de conteúdo com resultados eficazes. 1 – Elaboração de Metas: Desenvolver um objetivo para os conteúdos desenvolvidos e correlaciona-los às metas almejadas; 2 – Discriminar o público: Essa distinção pode estar relacionada a região onde vive, ao perfil demográfico ou psicográfico e aos aspectos comportamentais do seu público; 3 – Desenvolvimento e planejamento do conteúdo: Nesta etapa deve-se definir os formatos de divulgação, linguagens e narrativas, de acordo com o público; 4 – Criar o conteúdo: Originalidade e qualidade são fundamentais; 5 – Planejamento de distribuição: Observar quais são os melhores canais para que o público consuma tal conteúdo; 6 – Amplificação do conteúdo: É fundamental desenvolver estratégias que busquem demonstrar de que forma o conteúdo pode alcançar influenciadores que o tornem mais relevante; 7- Avaliação: Monitorar o quanto as publicações de conteúdo estão alinhadas com os objetivos da marca; 8 – Correções: Caso o conteúdo esteja em desacordo com as metas propostas, será necessário tomar medidas corretivas de alinhamento, de acordo com as reais metas. Portanto, o marketing de conteúdo é muito eficiente quando desenvolvido com base nas estratégias certas, ele é capaz de trazer aos clientes informações sobre os avanços tecnológicos, além das facilidades que o mundo digital oferece. Um conteúdo bem 14 produzido tem a capacidade de indicar aos consumidores sugestões sobre assuntos relevantes, desenvolver uma forma de premiação e ajudar no engajamento. Conclusão Neste bloco, estudamos a definição de marketing digital, definido como um modo de pensar ações estratégicas de marketing através de recursos digitais, podendo ser representadas pela Internet. Compreendemos a diferença entre Redes sociais e Mídias sociais e que, de certa forma, uma está correlacionada a outra. Também estabelecemos alguns tipos de redes sociais e suas mídias denominadas: relacionamento, entretenimento, profissional e nicho, assim como entendemos a origem de algumas mídias sociais, como, o Facebook, o YouTube e o Instagram. Para complementar, concluímos que para pensar digitalmente é fundamental entendermos como ocorre o consumo digital e, de que forma, ele é capaz de transformar o conteúdo para as mais diversas plataformas multimídias. Após lermos sobre cultura digital, compreendemos que a Internet é um ambiente muito propício para o comércio, porém o comportamento do consumidor on-line é diferente do comportamento do consumidor físico, por isso para que ocorra um e- commerce é necessário se atentar a três parâmetros: CRM, Logística e ações de marketing. Por fim, tivemos contato com uma das ações de marketing digital mais eficiente: o marketing de conteúdo. REFERÊNCIAS E-COMMERCE NEWS. Pesquisa revela o comportamento do novo consumidor no e- commerce. E-Commerce News, 17 abr. 2018. Disponível em: <https://ecommercenews.com.br/noticias/pesquisas-noticias/pesquisa-revela-o- comportamento-do-novo-consumidor-no-e-commerce/ >. Acesso em: 22 ago. 2019. 15 FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. 16 2 MARCAS E CONSUMO DIGITAL No presente bloco, falaremos um pouco sobre o comportamento das marcas, e como ocorre o ciclo de consumo no ambiente digital, portanto, os itens abordados neste bloco serão: • BRANDING DE PRODUTOS E SERVIÇOS; • JORNADA E EXPERIÊNCIA DO CONSUMO; • GOOGLE ADWORDS E ANALYTICS; • MOBILE MARKETING; • PLATAFORMAS DE BUSCA. Definir o coração da marca é primordial para a estruturação de tudo que envolve o branding, ou seja, ecossistemas, posicionamentos, estratégias de marketing, design, ações publicitárias e a relação com os clientes e possíveis consumidores. 2.1 Branding Definiremos Branding como uma estratégia fundamental para a valorização da marca, e um importante diferencial dentro do mercado. Assim, Branding é a reflexão, na qual se constrói a identidade ou a personalidade da marca, por meio de pesquisas e posicionamento estratégico no mercado. Após a pesquisa elaborada, a marca é idealizada através de uma identidade visual adequada a sua personalidade. Tal identidade é formada a partir das necessidades e expectativas dos clientes em relação ao posicionamento designado por ela. O Branding pode ser considerado a evolução do marketing, aplicado a identidade corporativa, pois o marketing é o responsável por determinar as ações e o gerenciamento da marca, baseando-se sempre em pesquisas, enquanto o Branding vai além, pois está ligado às relaçõesde afeto entre marca e cliente. 17 Para a construção de uma marca é necessário levar em consideração alguns pontos: • Posicionamento Trata-se de designar a essência da marca, sua concepção estratégica e o desenvolvimento de diferencias relevantes, que são, realmente, percebidos pelos consumidores. Um bom exemplo desse posicionamento é o da marca de relógios SWATCH, totalmente voltado a itens chave como: moda, inovação, tecnologia e estilo de vida. • Gerenciamento da marca Toda a comunicação da marca deve ser desenvolvida baseada na manutenção dos valores ditados pelo seu posicionamento. A propaganda deve ter como objetivo sustentar a identidade, mantendo os diferencias evidenciados em toda ação publicitária. • Valor da Marca (Brand Equity) Trata-se de tudo àquilo que agrega valor à marca, sejam eles valores matérias ou ideológico, que, de alguma forma, contribuem para a valorização e a sustentação dos lucros da marca. Integra-se aos valores da marca, itens tangíveis, como, imóveis, veículos, número de maquinários, número de funcionários, etc; já os itens intangíveis, estão agregados ao brand equity - um valor percebido, que está intimamente relacionada a decisão de compra, uma vez que a marca intervém na percepção das qualidades do produto. Para a percepção dos valores intangíveis deve-se considerar três principais fatores, são eles: os atributos, que estão relacionados à performance do produto, ou seja, embalagem, acabamento, preço, etc.; os benefícios, relacionados às necessidades atendidas pelos atributos; e as atitudes, que estão ligadas às crenças sobre a marca. 18 2.2 Jornada e Experiência de consumo digital É evidente que, apesar da jornada de compra está se tornando cada vez mais particular a cada indivíduo, ainda é possível estabelecer um padrão característico para os consumidores em geral. De modo que a jornada de compra, pode ser classificada por meio das seguintes etapas: Etapa 1 – Consciência: Fase em que o potencial comprador toma conhecimento sobre a marca/produto oferecido. Ao consumidor é oferecido um conteúdo útil, que atende suas necessidades e/ou acalma seus anseios, gerando interesse pelo produto/marca. Isso é feito a partir de conteúdos de qualidade, focados no público-alvo, por meio de blogs, e-books, vídeos, infográficos, etc., são as chamadas “iscas digitais”. Etapa 2 – Engajamento: Nesta fase, o possível comprador já se encontra mais próximo ao produto/marca, passando a se interessar mais pelo que lhe é oferecido. Ela é desenvolvida por meio de um conteúdo mais focado, como o envio de newsletters, por exemplo, de modo a destacar quais assuntos mais geram interesse em cada consumidor e, assim, segmentar sua base de Leads, o que possibilita o envio de conteúdos mais específicos a cada consumidor, de acordo com o interesse demonstrado pelos Leads. Além disso, é importante que o comprador perceba que determinado produto/marca, oferece a solução ideal para seu problema e atende, com perfeição, suas necessidades. Conteúdos como newsletters, demonstrações, cases de sucesso e webinars aproximam o consumidor da marca. Etapa 3 – Compra: Aqui, o consumidor já está pronto para comprar e, portanto, é necessário retirar quaisquer objeções que ele possa vir a ter em relação a compra. Se uma dessas objeções for relacionada ao preço do produto ou ao serviço, pode-se oferecer um desconto irresistível. Se sua objeção se relacionar ao medo de eventuais prejuízos, os cases de sucesso podem ser demonstrados. É imprescindível que se tenha acesso ao histórico digital do cliente, todas as suas interações no site do produto/marca e via e-mail para que se mantenha uma conversa mais focada no Lead, isso otimiza o diálogo e o leva ao que realmente interessa. 19 Etapa 4 – Retenção: Nesta etapa, é importante manter o interesse contínuo do consumidor, para garantir que ele retorne à loja/empresa para adquirir novos produtos complementares àquele que já comprou. Isso deve ser feito por meio de ações, como pesquisa de satisfação, suporte ao cliente, envio de brindes ou materiais que enriqueçam ainda mais a experiência do cliente com o produto/serviço que adquiriu. Etapa 5 – Crescimento: Após assegurar a retenção do cliente, é possível realizar vendas cruzadas ou upsell, cujas ofertas podem ter fundamento no comportamento de compra do cliente e no comportamento Lead. Por exemplo, se o cliente adquiriu um novo teclado para jogos, é essencial lhe oferecer outros produtos relacionados, como mouse, jogos, etc. É importante que se agregue valor ao produto, levando em conta os interesses e as necessidades particulares de cada consumidor. Etapa 6 – Advocacia/Arautos: Uma das definições da palavra “Arauto” é: pessoa que defende uma ideia ou uma causa”. Assim, nesta etapa, o cliente encontra-se plenamente satisfeito com os produtos ou serviços que lhe foram oferecidos, atuando como verdadeiro advogado defensor daquela marca. Uma marca que realiza um excelente trabalho nesse sentido, é a Apple. Quando um cliente se torna um arauto da marca, passa a defende-la e indica-la aos outros. Essa é a grande vitória das ações de marketing, mas é preciso esclarecer que atingir esse nível de relacionamento com o cliente exige a criação de um conceito que gere significado e agregue valor ao público- alvo. Novamente daremos como exemplo a Apple, é comum vermos nos meios de comunicação notícias sobre as filas geradas pelo lançamento de um novo IPhone. A marca conquistou esse status através de seu conceito de design e do ideal “Pense diferente”, tornando a experiência com seus produtos única. Portanto, se deseja ser referência, é necessário pensar diferente e inovar. 2.3 Google Adwords e Analytics Os mecanismos de pesquisa ajudam os usuários a encontrarem o que estão procurando. Eles são aparentemente simples, a palavra é digitada e o banco de dados 20 exibe os resultados relevantes para o usuário. O que o usuário não sabe é que são exibidas duas listas de resultados, uma lista orgânica e outra listagem de resultados que pagaram para aparecerem primeiro. O Google trabalha divulgando as duas listas de forma separada, a listagem paga é exibida como “Links patrocinados” e aparecem primeiro. No Google os resultados orgânicos são independentes dos patrocinados, possibilitando que anunciantes tenham melhores desempenhos nas listagens. Nos resultados orgânicos a relevância do Google é determinada por muitos fatores, um deles é o chamado PageRank de uma determinada página da Internet. PageRank é a relevância de uma página da Web baseada nos links recebidos de outras páginas acessadas. Funcionamento do Marketing de Busca Ambas listagens, orgânicas e patrocinadas, adotam um tipo de abordagem de marketing, essa abordagem denomina-se SEO (Search Engine Optmization ou Otimização dos mecanismos de pesquisa). A SEO envolve a criação ou alteração de sites novos ou já existentes, otimizando a sua classificação nas listagens orgânicas do mecanismo de pesquisa na busca por termos relacionados ao seu conteúdo. As ações de SEO estão diretamente envolvidas com o marketing de busca, processo de promoção direcionado aos sites de buscas como, por exemplo, o Google. Para gerar algum tipo de promoção de busca no Google é necessário criar uma conta no Google AdWords. Após ter a conta criada é necessário inserir os termos de pesquisa do usuário, denominados “palavras-chave”, que podem estar veiculadas ao seu site ou conteúdo. O Adwords é a funcionalidade de publicação de anúncios do Google. A partir dessa funcionalidade é possível gerenciar todos os anúncios, ela também determina alguns requisitos, como idade, localização geográfica, poder aquisitivo, entre outros, que indicam ao público qual anúncio será exibido. Todos os anúncios são exibidos através de palavras-chave que serão encontradaspor meio de mecanismos de busca que estão de acordo com a relevância designada pelos usuários. Desse modo, quanto maior o volume de busca de determinado termo ou palavra relacionados às designações das palavras-chave definidas pelo anunciante, maior será a probabilidade desse anúncio 21 aparecer nas primeiras posições das buscas realizadas. O sistema de publicação de anúncios funciona por meio do Google Adwords e Resultado da busca no Google. O Google Adwords, é um sstema no qual o anunciante insere os anúncios à serem publicados e observa os resultados dos termos mais relevantes de busca. Para a publicação, o anunciante deverá pagar um valor variável por clique, de acordo com a disputa pelas palavras-chave escolhidas. Já o Resultado da busca no Google corresponde à palavra digitada pelo usuário. O sistema Adwords localiza no seu banco de dados os anúncios com conteúdos relacionados àquela pesquisa publicando-os no resultado. Os principais benefícios de anunciar utilizando o Google Adwords são: Agilidade: Com um pouco de noção de funcionamento do sistema, é possível iniciar uma campanha de alcance nacional rapidamente, além disso, termos podem ser comprados através de um cartão de crédito. Informação: Os anúncios realizados no Adwords têm a capacidade de gerar muitos dados mercadológicos, assim como uma demonstração do comportamento de seus usuários. Controle de custos: O mecanismo todo do Adwords oferece ao anunciante um controle sobre o desempenho das campanhas realizadas, facilitando as tomadas de decisões em relação a geração de receitas e custos. Como dito anteriormente, a aquisição de palavras-chave possui um valor variável, ele é determinado através de leilão de palavras. Todos os anúncios são cobrados de acordo com a quantidade de cliques correspondentes ao longo da sua exposição, é responsabilidade do cliente definir qual será o seu orçamento para a aquisição temporária daquele termo de pesquisa. Após criar o anúncio, é possível definir o lance da campanha inicial para aquisição das palavras-chave. O próprio sistema determina o quão relevante é aquele termo para os anúncios, além de determinar também o preço através de notas que vão de 10 até 0. Entre outros fatores, as segmentações geográfica, etnográfica, entre outras, influenciam no preço dado a palavra-chave. 22 Google Analytics Uma das ferramentas utilizadas para medição e controle de custo oferecidas pelas plataformas do Google é o Analytics. Esse sistema é gratuito e realiza um monitoramento de tráfego, cujo o objetivo principal é saber quantos usuários trafegaram na página. Além disso, ele demonstra como os usuários se comportam durante a navegação dentro dessas páginas, auxiliando, assim, as estratégias de marketing e também as ações que devem ser tomadas para a otimização do SEO. São disponibilizadas pelo sistema algumas informações como, número total de visitantes, os visitantes que acessaram o site uma única vez ou que voltaram à página; origem geográfica dos visitantes; controle de metas do site; e as melhores e piores ações de marketing que foram tomadas. 2.4 Consumo Mobile Há anos todo o desenvolvimento de todas as ferramentas para Internet era pensado para o desktop. Porém, hoje não restam dúvidas de que os primeiros dispositivos a serem considerados no desenvolvimento de aplicações para Web são os smartphones. Uma pesquisa desenvolvida, em fevereiro de 2018, pelo Instituto Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), referente à 2016, retrata o smartphone como o protagonista dos acessos a Internet no Brasil, com 94,6% dos usuários, ficando à frente de acessos pelo desktop (63,7%), Tablets (16,4 %) e TVs (11,3%). Foi apurado na pesquisa um universo de 77,1% dos usuários de celular, isso demonstra que a prioridade dos desenvolvedores é o mobile. Diante dessa realidade, devemos destacar o uso de aplicativos de mensagens, de fotografia e de realidade aumentada, aplicações pensadas, sobretudo, para atividade mobile. Realidade virtual é uma vertente tecnológica que permite ao usuário participar do mundo virtual através de jogos, passeios, vídeo aulas, etc. A realidade aumentada proporciona ao usuário um complemento virtual ao mundo real. O jogo Pokémon Go, 23 por exemplo, é um jogo de celular lançado pela Nintendo, no qual um personagem digital é capturado no mundo real baseando-se na localização do usuário. A realidade virtual (RV) é destaque dentro das inovações, ela introduz o usuário em um ambiente que o faz sentir-se em um mundo ficcional. Em contrapartida, a realidade aumentada mistura o real e o virtual, projetando elementos virtuais em contextos reais visualizados nos dispositivos. A (RA) procura, ainda, interfaces que interagem e se aproximam do mundo real e das sensações humanas. Como característica principal, podemos destacar a visualização do movimento em espaços tridimensionais em tempo real, e a interação com objetos desse ambiente. Agências publicitárias se apropriaram dessas ferramentas em suas campanhas, nas quais utilizam a realidade virtual para destacar os seus produtos, agregando valor ao marketing e demonstrando o produto em detalhes, reforçando os seus benefícios. Ambas as tecnologias, realidade aumentada e realidade virtual, só foram possíveis devido melhorias, o aumento da capacidade de processamento dos sistemas e sua adaptação e compactação para o mobile. Simplificando, podemos dividir essas inovações tecnológicas em três partes, a realidade virtual, que faz o uso de objetos do mundo físico e os transforma em virtual; a realidade aumentada, que possibilita ao usuário interagir com o virtual, mas distingue o real e o virtual; e a realidade mista, que é capaz de confundir o usuário devido ao grande nível de imersão em objetos reais e virtuais. 2.5 Plataformas de busca Não por acaso, o Google tornou-se uma verdadeira referência como site de busca, dominando 94% do tráfego orgânico na Internet atualmente. Ainda assim, é preciso considerar também os outros 6% de usuários que utilizam as plataformas digitais e acessam outros sites de buscas, igualmente importantes. Portanto, é necessário definir as plataformas de buscas como ferramentas on-line utilizadas para encontrar diversos tipos de conteúdo partindo do uso de determinadas palavras-chave, possibilitando ao 24 usuário localizar imagens, textos, documentos e diversas outras informações por meio das pesquisas realizadas. Mas como funciona a ferramenta de buscas da plataforma? Resumidamente, temos o seguinte passo a passo: 1. A ferramenta de buscas é composta por rastreadores (robôs) que vasculham a Internet procurando novos conteúdos ou atualizações. Os rastreadores são chamados de crawlers, spider ou bots; 2. Após a identificação das informações, os rastreadores capturam e cadastram o novo conteúdo na base de dados da plataforma; 3. A página visitada é indexada ao site de busca, tornando-a possível de ser localizada por qualquer usuário que utilize aquela plataforma; 4. Utilizando palavras-chave, o usuário realiza sua pesquisa; 5. O site de busca, em resposta à pesquisa do usuário, apresenta uma página com diversos resultados, chamada de SERP, sigla em inglês, que significa Search Engine Results Page; 6. Ao clicar em uma das sugestões, o usuário é enviado para o link já cadastrado pelo rastreador. A facilidade das plataformas de busca Em decorrência da grande onda de utilização das plataformas de busca, as empresas compreenderam a grande oportunidade que estava sendo apresentada e buscaram formas de aparecer em destaque nos resultados das plataformas de busca, como o Google. Surgiu, então o SEO, sigla inglesa para Search Engine Optimization, que consiste em técnicas de otimização de páginas para mecanismos de busca, uma ferramenta fundamental para que links de páginasna Internet sejam apontados aos usuários como 25 a solução para as buscas realizadas. Com sucesso, o SEO aumenta o número de visitantes e os Leads nos sites de determinada marca ou produto. Daí por diante, a empresa, usando estratégias de marketing como, o inbound, por exemplo, empreende esforços para fidelizar seus clientes e garantir o consumo de seus produtos, iniciando suas estratégias de sucesso através das plataformas de busca. Principais plataformas de busca Atualmente, podemos listar as cinco plataformas de busca mais acessadas pelos usuários. São elas: 1. Google: É a principal plataforma de busca do mundo, por isso, dispensa apresentações. Como demonstrado, é raro encontrar um usuário que não utilize o Google como mecanismo de pesquisa; 2. Bing: Buscador padrão do sistema Windows, da Microsoft. É o principal concorrente do Google, embora não possua condições de tirá-lo do topo da lista; 3. Yahoo: É o buscador padrão do navegador Mozilla Firefox. Sua desvantagem, porém, é não ser uma plataforma de busca, mas sim uma plataforma comum que replica os resultados encontrados pelo Google e pelo Bing; 4. Ask.com: Além das buscas tradicionais, realizadas do mesmo modo que nas outras plataformas, o Ask abre espaço para que outros usuários respondam aos questionamentos realizados, possibilitando a troca de informações; 5. AOL: Um dos principais provedores de e-mail de anos atrás, AOL ainda se mantém como um site de busca, apesar da grande maioria dos usuários sequer conhecer esta sua função. Conclusão No bloco atual, iniciamos nossos estudos com as definições de branding e as etapas de posicionamento de uma marca. No item seguinte, compreendemos os processos da 26 jornada de consumo digital e definimos seis etapas importantes: Consciência, Engajamento, Compra, Retenção, Crescimento, Advocacia/Arautos. Seguindo os estudos, adentramos ao Google Adwords, ferramenta de anúncios da Google que oferece muitos benefícios aos anunciantes, também apresentamos uma ferramenta de métrica de alcance de anúncio denominada Google Analytics. Neste bloco, também vimos como o mobile é fundamental e não pode ser deixado de lado com suas tecnologias diferenciadas de realidade virtual, aumentada e mista, importantes ferramentas para o marketing nos dias atuais. Ao final do bloco descobrimos como funciona as plataformas de buscas e pesquisas na Internet e os modos alternativos de pesquisa além da Google. REFERÊNCIAS FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. 27 3 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL Chegamos ao terceiro bloco. Nele, entenderemos como ocorre o planejamento de marketing digital e suas etapas. Assim, os itens que serão contemplados são: • BRIEFING: ANÁLISE E DIAGNÓSTICO; • OS 8 P’S DO MARKETING DIGITAL; • PLANEJAMENTO: CONCEITOS E ETAPAS; • AS ETAPAS DO DESIGN THINKING; • ANÁLISE DE ETNOGRAFIA E NETNOGRAFIA. 3.1 Briefing Antes de montarmos um briefing devemos entender qual a sua real importância para as estratégias de marketing digital. Um Briefing tem como objetivo reunir todas as informações que servirão de guia para os projetos. Nele, deverá conter todas as necessidades do cliente e, de que forma, sua empresa pode ajudá-lo. O briefing também diminui o retrabalho das estratégias tornando-as mais assertivas. Dessa forma, o segredo de um bom briefing é a coleta de dados relevantes para o projeto. A seguir iremos compreender como montar um briefing de marketing digital eficiente, bem como suas etapas. 1- Estruturação do briefing Devemos, em primeiro lugar, traçar os objetivos do cliente e compreender as suas necessidades, que podem ser várias, como, ganhar visibilidade, gerar leitores qualificados, otimizar vendas, criar conteúdo, mensurar resultados, fidelização, etc. 2- Orçamento e prazo 28 Compreender os recursos e os prazos do cliente são fundamentais para elaborar estratégias que correspondem às suas expectativas. 3- Público-alvo Delimitar o público-alvo é essencial para conseguir êxito nas estratégias de marketing. 4- Resolução do problema Nesta etapa, devemos entender quais são os reais problemas do cliente e alinhá-los aos objetivos das ações de marketing digital. 5- Escopo Na etapa do escopo é necessário desenvolver um cronograma de ações, além de definir a duração do projeto. 6- Situação atual É importante saber se o cliente já executa ações de marketing digital e seus resultados atuais. Dessa forma, é possível melhorar seus resultados, sabendo por onde começar. 7- Exceções Conhecer o que o cliente não deseja é fundamental para ações estratégicas efetivas no marketing digital. Terminada a estruturação do briefing, é preciso continuar a preenchê-lo com as informações. Seguindo o modelo de Marcelo Sales, publicado no site Linkedin, temos as seguintes etapas: Coleta de informações Elabore um questionário completo para obter todas a informações fundamentais, o qual deve conter: Propósito da empresa 29 • Como a empresa entrega valor ao cliente? • Como você deseja que a sua empresa seja percebida pelo cliente? • Quais problemas a empresa ajudar a resolver? • Quais são as soluções oferecidas? Objetivos do cliente • Quais são os problemas que podemos resolver? • Como você pensa que a sua empresa poderia alcançar melhores resultados? • Quais são os resultados que você busca no mundo digital? Público-alvo • Quais são as principais características do seu cliente? • Como você se relaciona com o público? • Quais são as principais objeções do cliente? • Você já possui personas criadas? • Quais são as soluções oferecidas? • Quais são os seus produtos ou serviços? • Como a sua solução se diferencia da idealizada pela concorrência? • Quais são as tendências que podem afetar o seu mercado? Canais de comunicação e vendas • Como a sua empresa divulga os produtos ou serviços? • Quais são os canais de comunicação mais utilizados pelo seu cliente? • Quais foram os resultados alcançados com as ações de marketing digital que já foram desenvolvidas? • Como o processo de vendas é estruturado? • A empresa possui um funil de vendas definido? Presença digital • A empresa possui um setor de marketing digital? 30 • Quais ações de marketing digital foram executadas nos últimos meses? • A empresa analisa os resultados obtidos nos canais digitais? Organização dos dados De acordo com a proposta feita pelo cliente organize os dados, construindo um documento completo com todas as informações necessárias. Com base nas informações colhidas, é fundamental organizar as melhores estratégias para resolução dos problemas do cliente. Alinhamento com o cliente O último item a ser resolvido no briefing é o alinhamento das estratégias estabelecidas com o cliente. 3.2 P’S do marketing digital Idealizado durante a Revolução Industrial, no século XIX, o denominado marketing 1.0, era focado no produto, uma vez que a produção em massa estava voltada para o mercado consumidor. As empresas eram responsáveis por determinar o padrão de consumo, ou seja, o que vender, quanto cobrar, quando vender, etc. O cliente não tinha voz ativa e adquiria o que estava disponível no comércio. Já a Era 2.0 do marketing teve como principal objeto o consumidor, por intermédio dos meios de comunicação em massa, criados no início do século XX, era fundamental atingir o máximo de consumidores possíveis visando ampliar o consumo das mais diversas classes sociais. No decorrer da Era 2.0, surgiram as redes sociais digitais e as empresas deram início as suas campanhas nas mídiassociais. Além disso, surgiu o conceito dos 4 P’S - praça, produto, preço e promoção. Chegamos ao século XXI e o foco da Era 3.0 do marketing tornou-se as pessoas e seus valores, questões sociais e ambientais passaram a ser cada vez mais valorizadas, 31 seguidas por avanços tecnológicos, vendas on-line e por dispositivos móveis. Baseando-se nessas questões, no marketing 3.0, o empreendedor carece de criar estratégias diferenciadas, a fim de reforçar o compartilhamento de valores sociais positivos. Atualmente, as empresas devem acompanhar a evolução do mercado e estão passando por profundas mudanças em suas estratégias de marketing digital. De acordo com elas, as empresas devem constantemente reinventar suas estratégias, buscando acompanhar e sempre estar ao lado do cliente. Essa é a Era 4.0 do marketing, na qual vivemos hoje. O consumidor está cada vez mais conectado socialmente, exigindo maior integração entre empresa, consumidor e comunidade. Com base nesse universo digital, o marketing deve ampliar seus horizontes e expandir o conceito de 4 P’S, pois este não supri mais as necessidades das pessoas. Hoje é fundamental estabelecer uma nova metodologia de marketing denominada os oito pilares do marketing digital, os 8 P’S: 1. PESQUISA: Estão neste item os estudos sobre o comportamento do consumidor e as peculiaridades de cada mídia e rede social. A partir dessas pesquisas é possível identificar como o consumidor pensa e se comporta na esfera digital; 2. PLANEJAMENTO: Após reconhecer a realidade dos clientes, é necessário estabelecer as estratégias adequadas. Neste item, é preciso determinar as mídias e os canais que serão veiculados, bem como as linguagens e o design adequados; 3. PRODUÇÃO: Esta etapa é dedicada a criação de conteúdo e tudo aquilo que está relacionado a campanha que será desenvolvida, atentando-se para as particularidades das mídias e dos veículos selecionados no planejamento; 4. PUBLICAÇÃO: Neste item deve-se atentar para o cronograma e para os tipos de peças publicitárias em todas as mídias pré-determinadas; 5. PROMOÇÃO: Esse é o momento da divulgação no ambiente virtual. O conteúdo deve ser impulsionado nas redes sociais, e-mail marketing, entre outras estratégias; 32 6. PROPAGAÇÃO: Corresponde ao conteúdo a ser viralizado na Web. Tem estreita relação com a promoção. Neste item, é preciso se preocupar com a viralização, ou seja, a propagação natural dentro do meio digital; 7. PERSONALIZAÇÃO: A grande diferença da Era 4.0 do marketing é a personalização de cada produto ou serviço. Este item se dedica a isso, pois as empresas precisam interagir, incessantemente, com os seus usuários, respondendo suas dúvidas, reclamações e elogios; 8. PRECISÃO: Consiste em executar a leitura, a avaliação e a mensuração do tráfego de resultados por meio de métricas. Desse modo, o profissional do marketing pode descobrir se as metas traçadas estão sendo atingidas. 3.3 Planejamento de marketing digital De forma simplificada, fazer um planejamento de marketing digital é elaborar um plano de ação para alcançar as metas desejadas. Devido as constantes mudanças, a efetividade do plano dependerá do que a empresa realizar em termos de marketing. As estratégias podem envolver inúmeros objetivos, uma maneira simples de elaborar um planejamento, é tomar as seguintes ações: Identificar os consumidores Toda estratégia de marketing precisa entender, sobretudo, os consumidores que compõem determinados mercados, compreender quem são seus reais clientes e possíveis compradores em potencial. Identifique seus objetivos e as ferramentas necessárias Os objetivos de marketing devem estar alinhados com os objetivos primários do empreendimento. Exemplificando, caso o objetivo da empresa seja aumentar a receita, será necessário aumentar o tráfego de conteúdo publicado, entre outras ações. Seja qual for o objetivo geral é fundamental saber como mensurá-lo e ter ferramentas adequadas para isso. 33 Avaliar os canais existentes Considerar os canais utilizados no plano de marketing é prioridade. A estrutura dos canais deve contemplar os objetivos almejados para ela. Devem ser considerados pontos importantes como: • Canais próprios (sites, redes sociais, blogs); • Mídia conquistada (alcance orgânico no Facebook, adwords, etc); • Mídia paga (anúncios nas mídias sociais). Planejamento de mídia de propriedade Quando se trata de marketing digital, definir a mídia de propriedade é essencial, tudo que é publicado pela marca deve se transformar em conteúdo, tanto em suas mídias sociais, como em seus blogs ou sites. Isso ajuda na conversão de visitantes em clientes efetivos e aumenta o branding da marca no digital. Analise os seus concorrentes É importante observar quem são e como os concorrentes de mercado estão se comportando no ambiente digital. Estabelecer um cronograma É fundamental monitorar a duração de cada ação, bem como os resultados e recursos necessários para realizá-la. Estabelecer um prazo para as metas e ações faz com que se tenha um panorama maior delas, se elas estão atingindo o desempenho pretendido ou precisão de correções. Execução O objetivo do planejamento de marketing digital é ter uma visão geral de todos os elementos que integrarão as estratégias digitais. Até o momento da execução, o plano de marketing deve conter: • Definição do perfil dos clientes; 34 • Objetivos de marketing digital; • Delimitação das mídias e canais adquiridos e pagos; • Um plano de criação das peças publicitárias. Sem esquecer, no entanto, do real propósito do planejamento, que é mapear as ações que serão tomadas para atingir os objetivos de marketing no período estipulado. 3.4 Design Thinking aplicado a Web O Design Thinking é uma metodologia usada para desenvolver soluções, apontar equívocos e também aperfeiçoar estratégias. Levando isso em consideração, o mesmo pode ser efetivamente aplicado ao desenvolvimento do material digital com o objetivo de criar conteúdos que atendam às necessidades do público-alvo. O seu principal diferencial é o foco no público-alvo, pois essa metodologia valoriza a interação entre as pessoas. A aplicação do Desing Thinking não consiste em uma linguagem de programação, mas sim numa forma de aplicar dados de pesquisa, pensando, sobretudo, nas necessidades do usuário. Aplicação do Design Thinking ocorre em 5 etapas: Etapa 1 – Empatia Esta etapa visa entender a perspectiva do cliente, a base do Design Thinking é fazer com que os produtores de conteúdo se coloquem no lugar dos usuários e entendam as experiências que eles terão diante do conteúdo produzido. Por isso, é importante compreender os hábitos de navegação do público que almeja atingir. Etapa 2 – Definição Esta etapa contempla a apuração das informações reveladas durante as pesquisas da primeira etapa. Ela visa realizar a análise de informações e traçar panoramas mais consistentes sobre o projeto. Organização dos registros e identificação dos comportamentos. 35 Etapa 3 – Ideação A ideação é uma etapa que busca gerar soluções efetivas. O Design Thinking nesse momento atua em equipe, sugerindo soluções para os problemas identificados. Para desenvolver um conteúdo inovador, a metodologia sugere um roteiro de orientação: Compor a equipe: Nesse momento quanto mais variadas forem as áreas de atuação dos integrantes, melhor serão as soluções sugeridas. Imersividade: A metodologia sugere a definição dos problemas que serão desenvolvidos. Expansão: Este é um item de pesquisa, no qual os integrantes da equipe buscarão soluções para os objetivos designados. Critérios de seleção: Levando em consideração aspectos como verba, tempo e dificuldades do processo, neste item serão selecionadas as melhores propostas de resolução para o problema. Protótipo:Esse item correspondente a fase de teste de algumas escolhas de solução, na qual a melhor origina um protótipo para validação. Etapa 4 – Prototipação É a escolha da ideia mais apropriada, bem como a apresentação de uma forma simplificada do conteúdo: um site, um blog, um fórum, etc. Trata-se de uma etapa de estudo, na qual as opiniões da equipe são essenciais para uma versão final. Etapa 5 – Teste É a etapa final da metodologia, consiste no momento de colocar em prática todas as ideias do processo, porém, sem desconsiderar as últimas alterações no projeto. 3.5 Etnografia e Netnografia Etnografia 36 Define-se etnografia como um método antropológico utilizado com o intuito de descrever os costumes e tradições de um determinado grupo humano. Tem como objetivo auxiliar no conhecimento da identidade das comunidades humanas que se desenvolvem na sociedade. A etnografia sugere a observação dos indivíduos que estão agindo em sociedade durante um determinado tempo. A observação pode ser complementada com entrevistas, cujo objetivo é recolher mais dados. Faz parte do processo do pesquisador etnográfico ser participativo e estar inserido na comunidade observada, afim de melhorar sua compreensão cultural. Também, faz parte do seu trabalho, descrever todos os menores costumes, crenças e mitos que estão inseridos nessa comunidade, podendo, ainda, recorrer a recursos de pesquisas qualitativos e quantitativos. Netnografia A netnografia é um processo antropológico que descreve costumes e comportamentos por meio de métodos qualitativos com o objetivo de entender a jornada do usuário na Internet. Eficaz, essa metodologia utiliza toda informação pública no ambiente digital. É comum as empresas utilizarem a netnografia para compreender o público que pretende atingir, influenciar ou reposicionar as escolhas dos usuários na Internet. Além disso, funciona como pesquisa mercadológica para as marcas poderem desenvolver produtos, novas marcas, serviço personalizados, etc. Atualmente a netnografia está presente em todo planejamento estratégico das marcas que atuam no mundo digital. Com os dados qualitativos e quantitativos coletados, as empresas buscam compreender a jornada e o comportamento do consumidor, elas se valem de estratégias como, e-mail marketing, pesquisas em vídeos e publicidade impulsionada para tentar traçar o perfil dos seus consumidores. Dessa forma, mais complexa que uma simples análise de perfil, a netnografia é o entendimento do comportamento das pessoas e suas escolhas, além de buscar determinar tendências. 37 Conclusão Neste bloco entendemos que a base de todo planejamento de marketing, inclusive do digital, é um bom briefing. Uma boa análise e um diagnóstico bem feito podem diminuir os custos e o tempo. No briefing existem itens importantes que merecem uma atenção maior, como o público-alvo e a resolução de problemas. Em seguida, compreendemos que além de um bom briefing, saber como funciona os pilares do marketing digital é fundamental. Oriundos dos 4 P’S das Eras mais antigas do marketing, os 8 P’S existem para comtemplar todas as áreas que o profissional deve estar atento. Aplicamos, ainda, o briefing e os 8 P’S dentro de um planejamento estratégico, além de compreendermos suas etapas. Ao final deste bloco, entendemos duas metodologias de análise de comportamento: A etnografia, que consiste no mapeamento de costumes de pessoas inseridas em determinadas comunidades, e a netnografia, que compreende o mesmo mapeamento do comportamento das pessoas, porém no ambiente e nas comunidades on-line. REFERÊNCIAS FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. LIMEIRA, T. M. V. E-Marketing. São Paulo: Saraiva, 2007. MICELI, A. L. C.; SALVADOR, D. O.; SIMONIADES, R. Planejamento de Marketing Digital: como posicionar sua empresa em mídias sociais, blogs, aplicativos móveis e sites. Rio de Janeiro: Brasport, 2015. REEDY, J.; SCHULLO, S. Marketing eletrônico: integrando recursos eletrônicos ao processo de marketing. São Paulo: Cengage Learning, 2013. SALLES, M. Como montar um briefing de marketing digital. Linkedin, 28 set. 2018. Disponível em: <https://www.linkedin.com/pulse/como-montar-um-briefing-de- marketing-digital-marcelo-sales>. Acesso em 10 jul. 2019. 38 STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TELLES, R. Canais de marketing e distribuição. São Paulo: Saraiva. TOTTI, F. Marketing eletrônico e internacional. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. 39 4 REDES SOCIAIS DIGITAIS No quarto bloco, falaremos sobre as redes sociais e os conteúdos voltados para essa importante ferramenta do meio digital, bem como o perfil das pessoas que fazem uso dessa plataforma. Para tanto, serão contemplados assuntos como: • CONTEÚDO DA MARCA NAS REDES SOCIAIS; • ENGAJAMENTO; • COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR DIGITAL; • INFLUENCIADORES; • SEO E SEM. 4.1 Conteúdo das marcas nas redes sociais Na atualidade, construir uma marca no meio digital sem ter uma estratégia de conteúdo para as redes sociais é algo quase impossível. É comum muitos empreendedores enxergarem as redes sociais apenas como algum tipo de SAC ou um simples canal de comunicação com o consumidor, pois não conseguem ver que as redes sociais são uma importante ferramenta de impulsão de vendas. Dessa forma, é fundamental darmos uma atenção especial para as estratégias de conteúdo. A palavra de ordem dentro das redes sociais digitais é engajamento, por isso a criação da página de uma marca é essencial para aproximá-la dos seus consumidores e mantê-los engajados, sem dúvidas, envolver-se com o público-alvo e oferecer um conteúdo atrativo e envolvente é uma importante atitude do empreendedor. Interagir com a audiência no ambiente digital, respondendo comentários e compartilhando conteúdos pertinentes, estreita os laços de confiança entre a marca e o consumidor. No momento em que uma marca responde, em suas próprias redes sociais, comentários feitos a respeito de algum produto que ela idealizou, a mesma se iguala aos seus consumidores, demonstrando que não é uma marca inacessível. 40 Ao compartilhar os conteúdos produzidos pelos próprios frequentadores da rede social, a marca ganha de diversas maneiras. Em primeiro lugar, porque seus usuários confiam no que outros usuários dizem; em segundo lugar, porque a marca deixa claro para os seus usuários que dá visibilidade ao conteúdo que outros usuários produzem, gerando, assim, um maior engajamento entre a marca e seus usuários. Outro modo de ter um conteúdo aplicável e pertinente é criar algum tipo de relacionamento com influenciadores digitais. Construir uma grande audiência nas redes sociais é fundamental, pois inúmeros consumidores baseiam suas decisões de compra nas opiniões e/ou recomendações de alguém que já fala sobre o assunto, demonstrando, dessa forma, que os usuários confiam nos influenciadores e priorizam comprar produtos indicados por eles. Fazer sorteios, por exemplo, é um modo muito eficaz de pensar estratégias de marketing de conteúdo, principalmente, o conteúdo voltado para as redes sociais. Sorteios geram muito tráfego dentro das redes e possibilitam que novos usuários entrem em contato com o conteúdo gerado pela marca. Ações de remaketing rendem inúmeros acessos e aumento na frequência de usuários nas redes sociais. Remarketing é uma ferramenta encontrada no Google Adwords e, também, em outras plataformas de busca e redes sociais, ela concede ao usuário que se interessou por um produto ou serviço visto em um anúncio, mas, por algum motivo não o adquiriu, a possibilidade de entrar em contato novamentecom esse mesmo anúncio por meio de outras plataformas parceiras, a fim de leva-lo à compra. Dessa forma, a ferramenta remarketing é uma importante aliada nas redes sociais, pois aumenta a audiência e direciona vendas, ela é responsável por atingir usuários que já manifestaram interesse por algum produto digitalmente. A palavra que resume os serviços prestados nas redes sociais é personalização, por isso criar conteúdos específicos para um nicho pode gerar um engajamento melhor e um retorno mais eficaz. Cada mídia social tem uma linguagem própria, funcionalidades particulares e públicos específicos. Otimizar o post de acordo com a mídia social possibilita que o mesmo 41 atinja o objetivo e o engajamento esperado. Além de adequar o conteúdo, é fundamental ficar atento ao momento ideal para a publicação do seu conteúdo, pois para atingir o alcance e o engajamento almejado, é importante testar, publicar o mesmo conteúdo em horários distintos, em diferentes mídias, para engajar ainda mais o público em suas publicações. Além de entender os usuários, as redes sociais são ótimas fontes de ideia para novos assuntos, utiliza-las para trazer à tona assuntos inéditos gera um novo tipo de engajamento com o público-alvo, assim, como indagar o público, por meio de pesquisas a respeito do conteúdo veiculado é uma ação extremamente válida. Dessa forma, cria-se repertório e possíveis pautas para conteúdos futuros. É fundamental diversificar as estratégias de conteúdo nas redes sociais, assim, como também é muito importante sempre trazer criatividade, informação, análises dos assuntos. As estratégias de marketing de conteúdo nas redes sociais são muito eficazes na construção de uma marca no ambiente digital. 4.2 Engajamento nas redes sociais Causar engajamento nas mídias sociais significa perceber o quanto os usuários interagem com a página ou com os perfis da marca nessas mídias, ele indica o quanto o usuário está interagindo, se envolvendo e sendo influenciado pelo conteúdo da mesma. O engajamento é o mecanismo que a marca possui para se conectar e interagir com o seu público, as marcas que conseguem engajar seus consumidores avançam no quesito empatia, porque o engajamento promove uma relação de admiração, na qual seus consumidores tornam-se verdadeiros defensores dos produtos e serviços da marca, ele aumenta o número de seguidores, os compartilhamentos, os comentários e as discussões geradas nas páginas da empresa. As métricas são fundamentais para entender quais são os conteúdos que geram maior engajamento nas redes sociais das marcas. 42 A longo prazo, o engajamento é um relacionamento que pode representar os resultados positivos ou negativos das ações de uma empresa nas mídias sociais, porém, não basta estar apenas nas redes sociais, é essencial reforçar o engajamento. Abaixo, observe alguns passos que impulsionam o engajamento nas redes sociais: Conhecer o usuário É fundamental possuir informações básicas, como sexo, idade, profissão, instrução, além de saber detalhes de consumo do público-alvo, bem como peculiaridades da sua personalidade. Ao conhecer o universo dos potenciais clientes, a marca tem a capacidade de ajustar o conteúdo das publicações para os seus seguidores, aumentando o engajamento nas redes sociais. Utilizar as mesmas mídias dos públicos-alvo Uma vez conhecida as particularidades dos seus usuários, a marca tem a capacidade de saber quais são as redes sociais mais utilizadas por eles e pelo público-alvo, além de saber como eles agem dentro cada mídia, adequando, assim, sua linguagem de acordo com a mídia utilizada. Estratégias adequadas É muito importante planejar a publicação e a periocidade do conteúdo nas mídias sociais. Definir temas, modos de abordar o usuário, linguagens, tamanhos e design das postagens e, se possível, é sempre bom testar a publicação antes da efetivação. Conteúdo personalizado Além do número de curtidas e seguidores, que ainda merece atenção, o engajamento através de comentários é uma forma eficiente de medir e avaliar o alcance e o desempenho das publicações. Para isso, a marca deve investir em um conteúdo autêntico, que convide o usuário a interagir com ele, além disso, a publicação deve apresentar uma linguagem mais informal, com tom pessoal, como se a marca falasse com seus consumidores. 43 Linguagem autêntica O ambiente digital é composto por inúmeras linguagens. As linguagens tradicionais, como a publicitária, não funcionam mais e tornaram-se ineficazes em um meio tão peculiar. Nas redes sociais, não é comum e nem adequado o uso da linguagem publicitária tradicional, aquela com foco em vendas, divulgação de produtos, serviços ou marcas. Ao contrário, deve-se ofertar conteúdos e linguagens, que criem identificação com o público, as redes sociais exigem um modo único de comunicação. Feedback aos usuários Estar on-line e nas redes sociais não é o suficiente, caso a marca tenha perfis nas mídias sociais esse será o modo mais fácil do cliente encontrá-la, construir diálogo, esclarecer dúvidas e, não menos importante reclamar. Para isso, a marca tem a responsabilidade, caso queira um bom engajamento, de estar preparada para responder às demandas do consumidor. Uma resposta rápida aos comentários, positivos ou negativos, é fundamental para gerar engajamento. Interagir com os usuários Interagir com os usuários nas redes sociais é fundamental para o engajamento de qualquer empreendimento. A marca deve incentivar a participação dos usuários com postagens que gerem identificação e, por consequência, comentários e compartilhamentos. O que importa mesmo é que a marca participe dessa interação demonstrando aos seus seguidores que realmente se importa com a presença deles nas suas redes sociais, valorizando a opinião dos usuários. Métrica das ações Avaliar o desempenho das publicações nas mídias sociais é uma boa maneira de impulsionar suas ações, desse modo, a marca é capaz de identificar os interesses e desinteresses dos seus usuários, quais publicações tiveram maior engajamento e ajustar as estratégias das publicações, que não tiveram tanto engajamento assim. Para que isso ocorra os objetivos e metas devem estar definidos. 44 4.3 Consumidor digital As pessoas estão cada vez mais conectadas através dos mais diversos dispositivos móveis e utilizam esses dispositivos para obter qualquer tipo de informação, inclusive sobre produtos e serviços. Esse é o novo perfil do consumidor, que toma decisões sobre compras por meio dos dispositivos. Os consumidores digitais buscam, além de produtos, conhecimento e opiniões sobre uma possível nova aquisição. Por esse motivo, as empresas estão atualizando seus sistemas de busca, investindo em sites responsivos e ações de inbound marketing. Além disso, os consumidores digitais procuram novas experiências, que facilitem o seu dia a dia, não apenas através de aplicativos, mas também de ensinamentos e tutoriais encontrados facilmente na Internet. Ainda, como característica de todo consumidor, seja on-line ou off-line, a busca por melhores preços e boas compras está sempre presente. O marketing digital acompanha e classifica essa onda de novos consumidores e seus hábitos. Abaixo seguem alguns perfis de novos consumidores digitais: Consumidor do círculo de confiança São os consumidores que antes de consumir um produto se interessam pela opinião de familiares e amigos, são de difícil convencimento, avessos à contatos via mídias digitais ou e-mail marketing e confiam mais nas indicações de pessoas próximas. Consumidores cautelosos São consumidores que realizam uma seleção bem apurada das suas compras, assim como a busca por todas as informações sobre os produtos na Web. Por isso, é fundamental que as informações particulares sejam respeitadas pelasmarcas e estejam sempre presentes nas redes sociais. 45 Consumidores candidatos-informação Trata-se de consumidores extremamente ativos nas redes sociais, estão na Internet, sobretudo, em busca de informação. Geralmente, não demonstram interesse por conteúdos novos, mas sim específicos e estão mais preocupados com a qualidade do conteúdo disponibilizado sobre determinado assunto. Antes de adquirir um produto, recolhem muita informação sobre ele, os integrantes desse grupo estão nas mídias sociais para trocar informações. Consumidores entusiastas Esse grupo de consumidores procura se manter em contato com outros consumidores, que possuem interesses parecidos. Jovens em sua maioria, são bastante ativos nas redes socais, e procuram ser pioneiros nas informações recebidas, incluindo ofertas e descontos da marca, mas são igualmente exigentes quando se trata de qualidade de conteúdo, principalmente, quando é algo que estão interessados. Consumidores procuradores de propostas São consumidores que estão sempre buscando ofertas e descontos nos mais variados canais disponíveis, inclusive, em fóruns e aplicativos de desconto. Em contrapartida, não são muito ativos nas redes sociais, porém participam com muitos comentários nos conteúdos produzidos pelas marcas. Consumidores compradores Esse tipo de consumidor investe muito em compras on-line, entretanto, seus interesses não se limitam apenas ao digital. Dedicam seu tempo pesquisando em lojas físicas e se interessam por qualidade e preço, possuem, em média, 25 anos, e apresentam alto poder aquisitivo. E-mail marketing são bem efetivos com esse tipo de consumidor, porém as redes sociais também possuem um papel importante no seu processo de convencimento. 46 Consumidores viciados em notícias Esses consumidores utilizam a Internet como principal fonte de informação, tanto para notícias do cotidiano, quanto para informações sobre produtos. Extremamente ativos nas redes sociais, comentam e publicam constantemente. Têm, em média, 35 anos e estão mais dispostos a ler mais sobre os produtos que vão comprar do que todos os outros grupos. Consumidores jogadores Jovens, ativos nas redes sociais e consumidores de jogos on-line e vídeo games. Com pouco poder aquisitivo, utilizam as redes sociais, exclusivamente, para os jogos, não se interessa por perfis de marcas ou produtos. Consumidores amplificadores Esses consumidores estão conectados e dispostos a dividir todo o conhecimento adquirido na Web. Seus contatos nas redes digitais são levados muito a sério e são extremamente ativos nelas, apoiam marcas e estão sempre presentes nos perfis delas nas mídias sociais. Consumidores abertos Esses consumidores buscam exibir seus gostos e opiniões, sejam elas positivas ou negativas, na Web. Podem ser os melhores apoiadores ou bem inconvenientes no momento de deixar seu comentário nos perfis sociais das marcas. Enquanto alguns consumidores estão interessados em adquirir informações sobre os produtos, esse tipo de consumidor simplesmente busca dar sua opinião sobre o produto que comprou, sem se importa se esta é positiva ou negativa. 4.4 Influenciadores digitais O influenciador digital, consiste no indivíduo que impacta um determinado grupo de pessoas, ele é responsável por forma um público de seguidores engajados, são capazes 47 de modificar opiniões e atitudes. O que distingue o influenciador digital é o seu desempenho em três aspectos: • Alcance; • Relevância; • Ressonância. Esses três itens são fundamentais quando falamos de marketing de influência. Eles auxiliam na identificação dos verdadeiros influenciadores digitais. Um usuário de rede social, por exemplo, pode ter muitos seguidores (alcance), porém pode não existir nenhum comentário ou discussão em suas páginas, ou seja, pouco engajamento (ressonância), assim, não possuem grande importância (relevância) nos grupos que participam. Possuir muitos seguidores não significa ter grande audiência. Existem algumas classificações de influenciadores digitais, alguns já nasceram no mundo digital e são produtores de conteúdo nas mídias sociais, são os denominados nativos. Outros tiveram que se adaptar aos novos adventos da Internet, aprenderam a transmitir toda a sua influência de modo digital, são as denominadas celebridades. Os nativos, formaram seus públicos nas próprias plataformas digitais e produzem seu próprio conteúdo. Já as celebridades, tiveram sua influência solidificadas nas mídias tradicionais e sua popularidade foi transportada para mídias digitais. Existem, ainda, os jornalistas, com uma projeção de influência similar ao das celebridades, construíram seu próprio público em meio as mídias tradicionais. Além dos nativos, das celebridades e dos jornalistas devemos considerar também as autoridades, que utilizam sua notoriedade para impulsionar sua influência nas redes sociais digitais; e os ativistas, que são líderes em seus assuntos de atuação. Para o marketing, a importância dos influenciadores consiste em seu poder de persuasão sobre os consumidores que frequentam seu grupo social digital, no momento em que o usuário pesquisa sobre um assunto do seu interesse. 48 4.5 SEO e SEM O marketing digital realmente é muito complexo, entretanto existem algumas ferramentas que auxiliam nas tomadas de decisões estratégicas. Estamos falando do SEO e do SEM ambas englobam o mesmo assunto: otimizar a experiência do usuário e realizar a procura de conteúdo em plataformas de busca. O SEO (Search Engine Optimization – Marketing de otimização de site para mecanismos de busca), já citado anteriormente, está inserido dentro do SEM (Search Engine Marketing – Marketing de Otimização de buscadores), voltado para os mecanismos de buscas. O SEO é, na verdade, estratégias utilizadas para garantir que o conteúdo seja extremamente acessível nas plataformas de busca, melhorando as chances de um site ser encontrado organicamente pelos buscadores, como os usuários não vão até as últimas páginas de busca dentro de sites, como Google e Bing, as práticas de SEO são utilizadas pelos desenvolvedores que procuram atingir melhor classificação, são ações que incluem: • Melhora na qualidade do conteúdo publicado; • Uso relevante de palavras-chave; • Planejamento de distribuição de links para melhorar a popularidade; • Uso das mídias sociais para alavancar o conteúdo; • Melhora na navegação e experiência do site. O SEM é uma área que o SEO integra, são complementares dentro das estratégias de marketing. As duas ferramentas combinam-se dentro da otimização do conteúdo e na linguagem da página dentro das plataformas de busca. Para um retorno positivo, o ideal é trabalhar as duas ferramentas juntas. O SEO atuando dentro do conteúdo em si e o SEM capaz de visualizar a melhor estratégia de links patrocinados para que ambos façam o conteúdo (seja ele qual for) ter impulso orgânico. Dessa forma, o SEM está inserido em uma área do marketing, que visa as plataformas de busca, enquanto o SEO são ações que melhoram os sites nos resultados dos buscadores. 49 Conclusão Esse bloco foi dedicado às redes sociais e suas estratégias. O primeiro item abrange o desenvolvimento do conteúdo das marcas nas redes sociais e a importância de sua retransmissão (com ações de remarketing), mantendo o seu conteúdo em alta, respondendo comentários e compartilhando o próprio conteúdo. No segundo item, compreendemos a palavra primordial para qualquer conteúdo on- line: engajamento, para tanto, conhecemos alguns passos que ajudam a impulsiona-lo como conhecer o usuário, utilizar as mesmas mídias do público-alvo, estabelecer as melhores estratégias, personalizar o conteúdo, possuir uma linguagem que converse com o usuário, responder comentários, interagir e medir o alcance e a pertinênciado conteúdo. Dando sequência, no terceiro item, entendemos os tipos de consumidores digitais, vimos que alguns são bem ativos nas redes sociais e outros não. No penúltimo item conhecemos uma ferramenta importante, os influenciadores, vimos que sua influência é baseada em três fatores: alcance, relevância e ressonância. Na última parte do bloco, aprendemos sobre duas ferramentas, uma inserida na outra, o SEM e o SEO, que se baseiam em ações de otimização do conteúdo para que seja mais facilmente encontrados dentro de plataformas de busca na Web. REFERÊNCIAS FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. LIMEIRA, T. M. V. E-Marketing. São Paulo: Saraiva, 2007. MICELI, A. L.; SALVADOR, D. O.; SIMONIADES, R. Planejamento de Marketing Digital: como posicionar sua empresa em mídias sociais, blogs, aplicativos móveis e sites. Rio de Janeiro: Brasport, 2015. REEDY, J.; SCHULLO, S. Marketing eletrônico: integrando recursos eletrônicos ao processo de marketing. São Paulo: Cengage Learning, 2013. 50 STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TELLES, R. Canais de marketing e distribuição. São Paulo: Saraiva, 2002. TOTTI, F. Marketing eletrônico e internacional. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. 51 5 MARKETING DE CONTEÚDO Neste bloco, estudaremos os conceitos de marketing de conteúdo e suas ramificações, sendo elas: • CROWDFUNDING E CROWDSOURCING; • MARKETING INBOUND; • PLANEJAMENTO E GESTÃO DE CONTEÚDO; • WEBWRITING; • TRANSMÍDIA STORYTELLING. Antes de darmos início a discussão, é preciso dizer que o objetivo do marketing de conteúdo é engajar o público-alvo de uma determinada empresa, aumentando suas conexões e rede de clientes, por meio de novos conteúdos relevantes para os potenciais clientes. A distribuição desse conteúdo pode ser feita de várias formas, como, por exemplo, por meio da criação de um conteúdo de qualidade, que seja valioso e pertinente ao público-alvo. Para isso, é fundamental a definição de alguns conceitos, como veremos a seguir. 5.1 Crowfunding e Crowdsourcing Criado por Tim O’Reilly, em 2003, o conceito de “Web 2.0” afirma que os usuários da Internet tendem a se tornar cada vez mais colaboradores do ambiente em que navegam. Assim, eles utilizam a Internet e contribuem com conteúdo on-line. Dessa forma, diante desse contexto de colaboração e participação, surgiram os conceitos de crowdfunding e crowdsourcing que, apesar da semelhança das palavras, são diferentes. O Crowdfunding, também chamado de “financiamento coletivo”, surgiu em 2005 e se popularizou a partir de 2009, por meio do site Kickstarter. Trata-se da arrecadação de 52 recursos financeiros através da contribuição de usuários da Internet, que apoiam a ideia difundida pelo crowdfunding. Para iniciar um crowdfunding é necessário realizar um cadastro prévio do projeto ou ideia que deseja financiar num site de crowdfunding, existem vários na Web. Assim, as pessoas que desejam financiar a ideia doam um determinado valor. Em troca, o fundador do crowdfunding, geralmente, oferece recompensas a seus apoiadores, as quais podem variar de acordo com o valor doado ou com a proposta do financiamento coletivo. Na maioria das vezes, os donos do site de crowdfunding recebem dos responsáveis pelo projeto uma comissão de, em média, 5%. O site americano Kickstarter, um dos mais famosos de financiamento coletivo, já hospedou mais de 380 mil crowdfundings, de todos os tipos, chegando a captar até 100 mil dólares em alguns projetos. Atualmente, existem vários tipos de crowdfunding, como, por exemplo, o financiamento da ida de um artista à determinada região do Brasil ou do mundo, a compra de equipamentos, investimento em blogs ou canais de vídeo no YouTube, a abertura de estabelecimentos (restaurantes, galerias de arte, etc) e, até mesmo, projetos “tudo ou nada”, nos quais, caso a meta de arrecadação do financiamento não seja alcançada, todo o valor arrecadado é devolvido aos doadores. O conceito de Crowdsourcing, cuja palavra é a junção de “crowd” (multidão, em inglês) e “source” (fonte, inglês), é a busca por fornecedores ou prestadores de serviços terceirizados, também chamada de produção colaborativa. Dessa forma, caso tenha uma empresa que decida criar um logotipo para sua marca, é possível, por meio de um site direcionado para crowdsourcing, ela informar o que quer, como quer e o quanto pretende pagar pelo trabalho, entrando em contato com diversos prestadores de serviços do meio. O portfólio e as experiências profissionais de cada um dos candidatos interessados na execução do trabalho, mesmo aqueles que estão geograficamente mais distantes, fica disponível, assim é possível contratar o melhor profissional. 53 O crowdsourcing segue a máxima que afirma “várias cabeças pensam melhor que apenas uma”, portanto, reúne ideias e habilidades de diferentes pessoas na execução de um trabalho. Dessa forma, a qualidade será a máxima, porém com o menor custo. Por fim, é essencial mencionar que para iniciar um processo de produção colaborativa, é necessário que as pessoas estejam conectadas em rede, trocando informações, ideias e experiências. A produção colaborativa é um processo criativo coletivo, composto por vários prestadores de serviço e ideias que se complementam, que pode ser alterado por todos aqueles que participam dele. Assim, apesar do crowdfunding e do crowdsourcing terem relação com a colaboração de usuários via Internet, são conceitos distintos, pois o primeiro se refere a captação de recursos financeiros para a execução de um projeto, enquanto o segundo consiste na busca por usuários que possam prestar serviços e contribuir para resolução dos problemas do contratante. 5.2 Inbound Marketing Antes de apresentarmos o conceito de Inbound Marketing, é necessário dizer que a jornada de compra compreende desde a forma como o cliente é atraído por um determinado produto até sua efetiva compra. E, ainda que a experiência de compra esteja se tornando cada dia mais individual, é possível estabelecer padrões e metodologias que podem ser aplicadas a ela. A mais eficaz delas é chamada de Inbound Marketing, que consiste na estratégia de atrair visitas de possíveis consumidores para um site, mantê-los interessados e transformá-los em clientes. Dentre essas estratégias estão a criação e distribuição de conteúdo em canais digitais, a otimização (SEO), dentre outras. Os consumidores atraídos pelo Inbound Marketing já possuem algum interesse naquele produto, por isso são grandes as chances de serem convertidos em clientes efetivamente, uma vez que buscam na Internet conteúdos que atendem suas necessidades e correspondam às suas expectativas. 54 Um jogador on-line, por exemplo, que sinta dificuldade em jogar em seu computador, mas que ainda não sabe a origem do problema, pode pesquisar na Web e descobrir que está usando um teclado inapropriado para aquele jogo específico. Essa descoberta pode ser feita por meio de vídeos, postagens em blogs, fóruns, etc., e, a partir dela, o jogador procurará teclados melhores, que atendam suas necessidades. Se encontrar uma loja digital que lhe forneça esse produto e o conduza pela jornada de compras, serão altas as chances dele se tornar um consumidor daquela loja. O Marketing chama essa jornada de compras de “Funil de Vendas”, que funciona como uma estrutura que mapeia os objetivos de cada etapa da jornada, tornando possível delinear medidas eficazes para atrair clientes em qualquer negócio na era digital. No entanto, ainda assim, é necessário compreender que o público-alvo deve sempre ser específico, sendo muitoimportante entendê-lo para que a estratégia criada seja aprimorada e, consequentemente, ocasione o aumento nas vendas. Trabalhar com inbound marketing consiste em seguir suas quatro ações metodológicas. São elas: Atrair: Para essa ação, é necessário apresentar conteúdos relevantes nas redes sociais, em blogs e sites, sendo fundamental o emprego de palavras-chave para ele seja facilmente encontrado por sistemas de busca on-line. O objetivo é captar novos clientes e despertar neles interesse pelo produto ou serviço anunciado, transformando-os em visitantes. Converter: Esta ação consiste na conversão de visitantes em leads, através de links de ação (call-to-action), landing pages (primeiras páginas acessadas pelos usuários), formulários e contatos com possíveis clientes. Fechar: Significa transformar leads em clientes. Essa ação requer o uso de e-mails ou outras ferramentas de relacionamento direto, além do atendimento off-line, para que o cliente se sinta à vontade e confiante com a marca, acreditando que é ela sua melhor escolha. 55 Encantar: Esta etapa representa a transformação de um cliente em um divulgador, ou seja, um cliente engajado, que compartilha as informações da marca e a indica em seu ciclo social. O objetivo dessas ações é promover ou aumentar as vendas, garantindo resultados que, além de assegurarem a venda, imprimam no consumidor verdadeira satisfação em adquirir aquele produto ou serviço. Quando se chega a esse ponto, é natural que o cliente se sinta confortável em indicar a marca para outras pessoas, aumentando seu engajamento e compartilhamento. 5.3 Planejamento e Gestão de conteúdo Planejamento e gestão de conteúdo são o planejamento, o desenvolvimento, o gerenciamento, a implantação, a preservação e a avaliação do conteúdo relevante de uma marca ou empresa. Portanto, é esse gerenciamento que permite o controle de conteúdo e sua utilização eficaz. O ciclo de gestão de conteúdo digital tem seis diferentes fases: 1. Planejar: Análise da situação atual e dos requisitos de conteúdo. A estratégia de gerenciamento de conteúdo deve estar alinhada com os objetivos do negócio; 2. Desenvolver: O conteúdo deverá ser criado, editado, capturado ou adquirido, sempre proporcionando um contexto significativo ao conteúdo produzido; 3. Gerenciar: O conteúdo deverá ser armazenado, protegido, revisado e aprovado, estando pronto para compartilhamento; 4. Implantar: O conteúdo é organizado, montado e entregue ao público por meio de vários mecanismos e canais de divulgação digital. Ele pode refletir valores e normas de cada região, usuário ou época, bem como os valores e a história da marca; 56 5. Preservar: É necessário proteger o conteúdo de possíveis alterações ou perdas, assegurando-se de que sejam realizados backups e armazenamentos; 6. Avaliar: O conteúdo deve ser auditado, verificando se ele ainda está atualizado e se é de fácil acesso aos usuários. Caso se constate que o conteúdo é antigo e não possui mais relevância, é preciso redefinir a estratégia de conteúdo e as metas a serem alcançadas. Assim, é possível criar e administrar conteúdo de qualidade e, consequentemente, atrair um público maior com mais chances de se interessar pelo produto ou serviço anunciado. Para isso, é fundamental organização e planejamento, conhecer bem o público-alvo, as palavras-chave que podem ser utilizadas nas buscas de sites de pesquisa e sua linha editorial. Uma vez publicado, o conteúdo estará disponível para que o público interaja com ele, comentando, curtindo e compartilhando. Por fim, é muito importante medir os resultados alcançados, o que pode ser feito por meio da avaliação de engajamento do conteúdo, do tempo de permanência no site, do ranking de pesquisas em sites de busca, etc. 5.4 Webwriting Webwriting consiste em técnicas de criação e distribuição de conteúdo na Internet, o mesmo pode ser distribuído através de textos, vídeos, áudios, imagens, etc. A técnica de webwriting foi criada por volta de 1997, época em que a Internet começou a ser difundida e popular, de modo que se tornou importante a produção de conteúdo para Web de forma diferenciada e exclusiva. A atuação do webwriting é ampla, podendo envolver diferentes aspectos da informação, qualidade de conteúdo, SEO, gestão de conhecimento, etc. 57 Em primeiro lugar, é importante perceber que a leitura de conteúdo na Internet é diferente da leitura em jornais, livros e revistas, pois nela os olhos do leitor percorre um determinado caminho, “escaneando” toda a página e buscando por palavras ou imagens que lhe interessem. Assim, o internauta descarta tudo o que não for estritamente relacionado àquilo que procura. Por isso, o webwriter busca entender o comportamento de leitura de seu leitor e, a partir disso, disponibilizar seu conteúdo de forma atrativa, com o objetivo de manter o leitor no site pelo maior tempo possível. Um site com webwriting bem desenvolvido, por exemplo tem maior destaque nos motores de busca do Google e outros sites de pesquisa, atingindo o maior número de pessoas e, consequentemente, captando mais clientes em potencial. Em segundo lugar, é necessário lembrar que o webwriting é essencial para a construção de qualquer marca no meio digital, pois toda empresa deve contar sua história, mostrar seu conteúdo e seus valores aos consumidores através da publicidade. É isso que a difere das outras, a divulgação de seus conteúdos e experiências e como eles atingem o seu público. É dessa forma que o webwriting está presente nos vídeos que assistimos, nas newsletters que recebemos, nos artigos que lemos em blogs e sites de conteúdo, etc. Em resumo, ele está por toda a Web. Portanto, para que uma marca capte clientes e aumente suas vendas, é preciso que seu site e o conteúdo nele inserido sejam vistos pelas pessoas certas, ou seja, pessoas interessadas no produto ou serviço ali vendido. Porém, é necessário que o site alcance um grande número de clientes em potencial e a melhor maneira de fazer isso, como já visto, é através da otimização dos mecanismos de busca de sites de pesquisa, como o Google e similares. Os robôs de sites de pesquisa não avaliam apenas as palavras-chave digitadas pelo internauta em sua busca, mas também a qualidade do conteúdo, as imagens disponibilizadas no site, etc. Assim, é necessário que o webwriting seja bem 58 desenvolvido, atraindo cada vez mais clientes. De acordo com o site Ideia de Marketing, o webwriting utiliza as seguintes estratégias: • Conteúdo extremamente relevante; • Textos com linguagem simples e de fácil entendimento; • Sempre ensinar ao cliente algo novo em cada publicação; • Atualizações regulares; • Evitar o excesso de banners e anúncios; • Evitar arquivos flash e imagens muito grandes e difíceis de carregar; • Otimizar conteúdos, sem perder qualidade de texto; • Criar títulos e chamadas atrativos; • Revisar sempre seus textos antes de publicar e, se possível, pedir para alguém ler; • Divulgar em todas as mídias sociais que você puder; • A cada 500 caracteres (no máximo), iniciar outro parágrafo; • Escrever em listas; • Colocar links de outros blogs e sites importantes; • Adicionar vídeos e elementos visuais para enriquecer seus conteúdos. Com técnicas de webwriting bem aplicadas, a marca terá ótimos resultados em seu website, fidelizando novos clientes por meio de informações e experiências, além de aumentar suas vendas e resultados. 59 5.5 Transmedia Storytelling Atualmente, é possível afirmar que a tecnologia está disponível para grande parte da população. O mesmo acontece com as marcas, pois todas têm acesso a ferramentas tecnológicas capazes de potencializar sua imagem, seus produtos e serviços através de sites, e-commerce, vídeos, mobile marketing, redes sociais,etc. No entanto, muitas delas ainda não possuem uma estratégia que possibilite a integração dos meios e das ações praticadas, de modo que nem sempre há harmonia entre a publicidade on-line e off-line. É comum que o marketing seja focado na marca e no produto, porém, é preciso se lembrar que os consumidores e possíveis clientes também buscam experiências com as quais possam se identificar, sentindo-se parte da história da marca e desenvolvendo uma relação de empatia com ela. Essa história, contada com os recursos proporcionados pela tecnologia, permite que a marca interaja com o público, tornando-se de fato relevante na vida de seus consumidores. Os clientes, realmente ficam ligados à marca, tornam-se verdadeiros fãs e, até criam conteúdos para as marcas que se identificam. Assim, a estratégia de transmedia storytelling consiste em desenvolver junto aos consumidores uma verdadeira experiência de entretenimento, que possibilite a participação do público na criação de conteúdo. Uma boa estratégia de transmedia storytelling precisa cativar o público, fazer com que as pessoas se sintam parte daquela história. É imprescindível, portanto, o uso de diferentes meios de comunicação para divulgação da história, para que sua mensagem seja levada ao máximo de pessoas possível, proporcionando uma experiência diferenciada e marcante. A base da história deve ser sempre a emoção, os valores e a humanidade. Seu centro já não é mais a marca, produto ou serviço anunciado, mas sim o público, a vida. Este é um dos princípios do processo de storytelling. Assim, é possível passar uma mensagem marcante e de fácil compreensão. A estratégia de transmedia storytelling pode ser utilizada com o objetivo de: • Lançar o produto ou serviço; 60 • Criar uma determinada comunidade em torno de uma causa; • Construir ligações profundas com uma base de fãs; • Promover a integração entre os canais de comunicação de uma marca; • Reduzir a repetição de conteúdo entre os diferentes canais; • Promover a criação de conteúdo colaborativo. É fundamental, no transmedia storytelling, a conjugação de diferentes meios, com conteúdo próprio, parte integrante de uma narrativa maior, ou seja, a história a ser contada. Portanto, ele é o responsável por tornar a comunicação de grandes marcas algo especial, que aproxima a marca de seus clientes. É o que faz os consumidores se lembrarem dela, falar sobre ela e se emocionar com suas campanhas e publicidades. Conclusão Neste bloco, estudamos mais de perto o marketing de conteúdo, cuja finalidade é engajar o público-alvo de uma marca ou empresa, aumentando sua rede de clientes através de conteúdos que apresentem relevância aos consumidores. Dentre esses recursos, conhecemos o crowdfunding e crowdsourcing, ambos são ferramentas que possibilitam aos usuários da Internet tornarem-se colaboradores do ambiente on-line. Aprendemos que o crowdfunding é um financiamento coletivo, o qual possibilita que internautas contribuam financeiramente com algum projeto pelo qual se interessem, muitas vezes recebendo algum tipo de bônus ou recompensa do fundador do crowdfunding. Já o crowdsourcing, é um tipo de produção colaborativa, na qual uma empresa, que necessita elaborar um trabalho, consegue se conectar com diferentes prestadores de serviço, analisando portfólios e experiências profissionais, e receber, de cada um deles, ideias que se complementam e se conectam, possibilitando interação e troca de ideias. 61 Conhecemos também o Inbound Marketing, estratégia que visa atrair visitas aos sites e redes sociais das marcas, captando possíveis clientes e mantendo-os interessados, nos produtos ou serviços oferecidos, fidelizando os clientes e, sobretudo, garantindo que os clientes indiquem a marca em seu círculo pessoal. Aprendemos que, com o objetivo de promover ou aumentar as vendas, existem quatro ações metodológicas de Inbound Marketing: atrair, converter, fechar e encantar. Além disso, estudamos o planejamento e a gestão de conteúdo digital, que são ações caracterizadas como planejamento, desenvolvimento, gerenciamento, implantação, preservação e avaliação do conteúdo de uma marca. Descobrimos que o ciclo de gestão de conteúdo digital tem seis diferentes fases: planejar, desenvolver, gerenciar, implantar, preservar e avaliar. Também conhecemos o webwriting, técnica de criação e distribuição de conteúdo on- line, que pode ser distribuído entre outras maneiras, por meio de textos, vídeos, áudios e imagens. Descobrimos que a leitura de conteúdo na Internet é diferente da leitura de impressos porque, na Internet, os olhos dos leitores percorrem um caminho, “escaneando” a página e buscando por palavras ou imagens que lhe interessem. Por isso, é importante que o conteúdo seja elaborado de forma atrativa, com o objetivo de manter os leitores por mais tempo no site, aumentando o número de clientes. Por fim, também estudamos o transmedia storytelling, estratégia de contar uma história ao público, proporcionando aos consumidores uma experiência de entretenimento e emoção, focada em pessoas, locais, costumes, valores, etc. Vimos que uma boa estratégia de transmedia storytelling precisa cativar o público, emocioná- lo, e que a base da história deve ser sempre a emoção, a humanidade. Seu foco já não deve estar mais na marca, produto ou serviço anunciado, mas sim no público, na vida. REFERÊNCIAS FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. 62 FONSECA, S. Webwriting: saiba o que é e como a técnica pode ajudar a posicionar seu site na web. Ideia de Marketing, 6 mar. 2015. Disponível em: <https://www.ideiademarketing.com.br/2015/03/06/webwriting-saiba-o-que-e-e- como-a-tecnica-pode-ajudar-a-posicionar-seu-site-na- web/?fbclid=IwAR3yvbXkiOLSs9QWeJrX5SSopv63- oIniJ74XG6GccHGkCYEPAoAGLrI9Yo>. Acesso em: 10 jul. 2019. LIMEIRA, T. M. V. E-Marketing. São Paulo: Saraiva, 2007. MICELI, A. L.; SALVADOR, D. O.; SIMONIADES, R. Planejamento de Marketing Digital: como posicionar sua empresa em mídias sociais, blogs, aplicativos móveis e sites. Rio de Janeiro: Brasport, 2015. REEDY, J.; SCHULLO, S. Marketing eletrônico: integrando recursos eletrônicos ao processo de marketing. São Paulo: Cengage Learning, 2013. STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TELLES, R. Canais de marketing e distribuição. São Paulo: Saraiva, 2002. TOTTI, F. Marketing eletrônico e internacional. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. 63 6 FERRAMENTAS DE MARKETING Chegamos ao último bloco, os temas abordados nele estão voltados para as ferramentas que podem ser utilizadas no marketing digital. Observaremos como funcionam os anúncios em algumas mídias sociais, além de constatar como alguns aplicativos mobiles como WhatsApp, Telegram, por exemplo, podem ser úteis para o marketing digital. Aprenderemos sobre os formatos mais utilizados nos anúncios do YouTube e, para finalizar, saberemos como funcionam os algoritmos e o sistema de Big Data dos grandes sites de busca. Veremos, portanto: • ADS: FACEBOOK, TWITTER, INSTAGRAM, LINKEDIN; • TRÁFEGO NAS REDES: ORGÂNICO E PAGO; • O USO DO WHATSAPP, TELEGAM, MESSENGER PARA O MARKETING; • OS FORMATODO DO YOUTUBE; • BIG DATA E ALGORÍTIMOS. 6.1 Publicidade nas redes sociais Toda marca deve sempre buscar formas de divulgação que aumentem a consciência dos seus produtos pelas pessoas. Dessa maneira, divulgar um produto por meio das mídias sociais é uma estratégia bastante útil. Logo, uma ferramenta muito utilizada são os anúncios nas mídias sociais, os Social Ads, que estão sendo, frequentemente, adotados como forma de divulgação. Publicidades nas redes sociais aproximam ecriam laços entre produtor e consumidor. A divulgação da marca nas mídias sociais segue uma mecânica própria, através de links patrocinados que utilizam técnicas de SEO. Nesse contexto, os Social Ads são anúncios publicitários feitos em plataformas de mídias digitais. Um anúncio publicitário desses deve ter os seguintes objetivos: 64 • Subir a taxa de seguidores naquela plataforma; • Melhorar a relação entre as publicações da marca e os usuários (engajamento); • Lançar produtos e marcas novas; • Alavancar as vendas. Existem inúmeras plataformas e diferentes formas de fazer os Social Ads. Abaixo, seguem as principais plataformas em que podem ser anunciados. Facebook Principal rede social da atualidade, possui o maior número de usuários. O Facebook permite diferentes formatos de multimídia e as marcas utilizam essa plataforma para se manterem próximas dos consumidores. A central de Ads do Facebook denomina-se Facebook Ads e nela é possível criar anúncios disponibilizados pela mídia, estipular metas e saber o custo da ação publicitária dentro da rede social. Instagram Mídia social em ascensão, dedicada ao aspecto visual e de curta duração. A plataforma é focada no engajamento com um grande uso de hashtags, termos escritos com o símbolo “#”, que agrupam diferentes assuntos. Os anúncios nessa plataforma podem ser utilizados para mostrar ao usuário diferentes produtos através de imagens e vídeos curtos que duram 24 horas e possuem ótima qualidade. Twitter Rede social famosa no mundo, funciona como um microblog com o número de caracteres limitado. Além de aceitar imagens e vídeos, seu diferencial é a comunicação direta entre as marcas e os consumidores. Com uma dinâmica acelerada e a indexação por hastags bem presente, a rede social elenca um ranking das hashtags mais publicadas na mídia social. Essa mídia também trabalha com anúncios patrocinados e 65 segmentados para usuários específicos, diferenciando o preço do anúncio conforme a segmentação fica mais detalhada. LinkedIn Mídia social específica para profissionais e corporações, dedicada aos usuários que almejam aumentar seus contatos no mundo corporativo. A realização de campanhas de anúncios nessa rede social funciona através da criação patrocinada de páginas coorporativas, essas páginas pagam por serviços de impulsionamento e segmentação de alcance das mensagens enviadas através da página da empresa. Spotify Rede social mobile destinada à divulgação de música. Os usuários dessa rede têm a opção de acessa-la assinando um plano pago ou uma versão gratuita, porém limitada, na qual estão inseridos os anúncios. Os anúncios são divulgados em diferentes formatos: 30 segundos de anúncios a cada 15 minutos de música tocada; vídeos patrocinados de 30 segundos que, após serem assistidos pelos usuários, disponibilizam mais 30 minutos de músicas; e vídeos publicitários destinados a versão para computador do aplicativo. Waze Aplicativo para o mobile, de navegação GPS, mais acessado do mundo. A plataforma oferece três modos de anúncio: por busca, semelhante ao Adwords do Google, na qual são indicados anunciantes que adquiriram o termo; por anúncio digital no meio da navegação do aplicativo; e por anúncios que aparecem na tela do aplicativo enquanto os seus usuários estão parados no trânsito. Os benefícios dos investimentos nas Sociais Ads são inúmeros, mas podemos destacar alguns como, por exemplo, o aumento do tráfego dentro de um site ou página nas mídias sociais, o conhecimento do próprio anunciante a respeito do seu investimento em cada publicação (aumentando suas chances de impulsionamento) e a produção de conteúdo especifico para determinados nichos que o anunciante deseja atingir. Todos 66 os esforços de investimentos nos Sociais Ads acabam impulsionando também a força das vendas, através de um trafego maior de usuários que acessam o conteúdo produzido pela marca. O alto nível de mensural dos Sociais Ads é uma das melhores características que auxiliam nas estratégias de marketing digital. Analisando o trafego nos anúncios publicados, cria-se um controle gerado pelas próprias plataformas, logo, ao analisar as conversões dos acessos dos usuários em vendas efetivas, desenvolvem-se dados da relação entre investimento e o retorno, denominados ROI (Return of Investment). Esse relatório significa que anunciante saberá exatamente: o montante investido nos anúncios; as visualizações e acessos de cada publicação; e quantas visitas foram convertidas em vendas efetivas. Anúncios em Social Ads é uma ótima ferramenta de marketing e deve ser levado em consideração também a capacidade de fidelização que essa estratégia proporciona. 6.2 Tráfego nas redes sociais Todas as visitas recebidas por um canal digital, seja um site, blog, página de empresa ou rede social, são chamadas de tráfego. A geração de tráfego em páginas da Web traz mais visibilidade e relevância para a marca ou empresa. Nas redes sociais, esse tráfego pode ser ainda mais importante, tendo em vista a grande quantidade de pessoas que faz uso diariamente dessas redes. É necessário, para ter sucesso no tráfego nas redes sociais, conhecer as técnicas de posicionamento (orgânicas e pagas), que auxiliam neste processo. O tráfego orgânico se trata das visitas conquistadas espontaneamente, sem o uso de anúncios ou estratégias para atrair consumidores. Sua maior vantagem é o baixo custo empregado, já que os resultados vêm diretamente, sem grandes gastos. Porém, ainda é necessário considerar que existem pequenos gastos para atrair o tráfego orgânico, como a contratação de redatores, manutenção do site ou página da marca e um 67 grande esforço para que sua marca seja sinônimo de qualidade, tornando-se a primeira opção de seus consumidores. Já no tráfego pago, os custos são mais elevados, pois ele consiste no pagamento por anúncios nas redes sociais e em sites de pesquisa. Lembre-se que o anúncio deve ser feito de forma constante, não bastando um único anúncio para trazer visibilidade à marca. Assim, além de todos os gastos com a produção de conteúdo, também deve-se investir em ferramentas de promoção dos anúncios em diversos locais, em variadas redes, para alcançar o maior número de pessoas possíveis. A vantagem desse tipo de tráfego é a rapidez com que os resultados atingem um grande número de pessoas. Agora que já sabemos a diferença entre tráfego orgânico e tráfego pago, devemos lembrar que as redes sociais são excelentes para chamar a atenção do público-alvo da marca ou empresa. Isso porque elas reúnem milhões de usuários em sua plataforma e, muitas vezes, o acesso constante às redes sociais já é parte essencial do dia a dia das pessoas que navegam nelas por um tempo significativo, ficando assim mais vulneráveis a informações ou anúncios presentes naquela plataforma. O Facebook, por exemplo, conta com mais de 1,2 bilhões de perfis no mundo e, justamente por isso, tornou-se uma ferramenta essencial nas estratégias de marketing digital das marcas. Ainda assim, surpreendentemente, poucas empresas preocupam-se em desenvolver estratégias reais de atuação nas redes sociais. Muitas delas, aliás, limitam-se a criar perfis nas redes sociais e um cronograma de postagens apenas, pois acreditam que já estão aplicando estratégias de tráfego orgânico e, assim, atraindo seu público-alvo ou potenciais novos clientes. Porém, o tráfego orgânico não é uma tarefa fácil e, como já vimos, gera custos com investimentos maiores em produção de conteúdo. É necessário, assim, investimento financeiro e o emprego de tempo para produzir conteúdo de qualidade, que seja adequado aos objetivos da marca e direcionado ao seu público-alvo. É primordial, portanto, entender seu público-alvo, seus interesses e comportamentos nas redes sociais. São estas informações que auxiliama criação de um conteúdo eficaz, 68 que é capaz de atrair potenciais clientes para sua marca, e gerar mais tráfego orgânico e, consequentemente, aumento das vendas. Em geral, para aumentar o tráfego orgânico nas redes sociais é necessário, além de uma aprofundada pesquisa do público-alvo da marca, seguir alguns passos, tais como: • Postar conteúdo de qualidade, sempre almejando atingir o interesse do público-alvo estudado; • Postar na medida certa, tomando cuidados para não exagerar e sobrecarregar as redes sociais com informações demais, mas, ao mesmo tempo, sem deixar a página da marca desatualizada, sem postagens; • Postar fora dos horários de pico, quando há menos postagens das marcas concorrentes e a atenção do consumidor estará voltada somente para sua marca; • Postar links, fazendo de seu perfil um caminho para outros conteúdos produzidos pela marca; • Apostar em conteúdos com maior apelo visual, que atraiam o público-alvo e chamem atenção, especialmente, vídeos, cujo consumo é grande nas redes; • Compartilhar material didático, como infográficos, que parecem ser a preferência de grande parte dos internautas; • Fazer perguntas nas postagens das redes sociais, de modo a aumentar o interesse dos consumidores e o engajamento nas postagens da marca; • Focar na construção de uma comunidade, interagindo de forma mais próxima e pessoal com os consumidores. Seguindo esses passos, é possível aumentar o tráfego orgânico nas redes sociais da marca e trazer mais consumidores para os produtos ou serviços anunciados. 69 6.3 O uso do WhatsApp, Telegram e Messenger para o marketing O WhatsApp, Telegram e Messenger são aplicativos utilizados diariamente por grande parte da população, com finalidade comunicacional. E, como sempre ocorre com os canais de comunicação, passaram também a ser empregados no marketing. Atualmente, muitas empresas utilizam esses aplicativos como ferramentas de comunicação com seus clientes, o que possibilita maior confiança e proximidade do cliente com a marca e, consequentemente, o aumento das vendas. No entanto, utilizar esse tipo de aplicativo de comunicação como instrumento de divulgação, atendimento e suporte pós-venda também torna o contato com o consumidor mais simples e traz uma série de vantagens à marca, como veremos abaixo: 1. Ampliação da rede de contatos da marca: A facilidade e o conforto que as ferramentas de mensagem proporcionam ao contatar um consumidor revolucionaram as trocas entre produtor e consumidor, uma vez que ao receber uma mensagem da marca ou empresa, o mesmo pode respondê-la quando achar melhor, sem ser incomodado com ligações em momentos indesejados. E, como hoje em dia uma grande parte da população faz uso de aplicativos de mensagens, é possível atingir um elevado número de pessoas e ampliar a rede de contatos, compartilhando ideias, promoções ou lançamentos de maneira prática e simples. 2. Pesquisa de mercado: Pela facilidade de sua utilização, os aplicativos de mensagens também são bons recursos para que os clientes possam dar seu feedback sobre a marca, produto ou serviço oferecido. Dessa maneira, é mais fácil para a empresa realizar pesquisas de mercado, enviando ao consumidor perguntas relacionadas a marca. Como já mencionamos acima, devido a praticidade das ferramentas de mensagens, são maiores as chances de resposta dos consumidores, diferente de um formulário via e-mail, por exemplo, que exige do cliente maior disponibilidade de tempo para oferecer seu feedback. 3. SAC: Como na era da tecnologia as pessoas se acostumaram a ter tudo de maneira rápida e imediata, a espera ou dificuldade em encontrar informações 70 pode ser irritante para várias pessoas, logo, as ferramentas de mensagens possibilitam que o consumidor não precise gastar minutos preciosos de seu dia ao telefone com o SAC da empresa, nem mesmo necessite buscar no site da marca, no meio de inúmeras informações, aquela que precisa no momento. Dessa forma, a resposta está ao alcance das mãos do consumidor, em aplicativos que ele usa regularmente em seu smartphone, que se tornaram armas poderosas para suporte e atendimento ao cliente, de maneira prática, à distância e com apenas um toque. 4. Vendas: É muito comum o emprego de aplicativos de mensagens nas vendas e, inclusive, já existem inúmeras empresas que conectam seus sites com links de venda diretamente em aplicativos, como o WhatsApp. Esse tipo de comunicação simples, sem necessidade de resposta imediata, tem se tornado a preferência de muitos consumidores, já que permite que o cliente entre em contato direto com o vendedor ou representante da marca e tire todas as suas dúvidas em relação ao serviço ou produto que pretende adquirir, sem, no entanto, abrir mão de um certo distanciamento que permite ao consumidor a liberdade de decidir pela compra na hora que achar melhor, sem precisar tomar uma decisão naquele exato momento. Um aplicativo de mensagens permite que o cliente negocie no seu próprio tempo, sem pressão ou ligações indesejadas de vendedores. 5. Leads: Diversas marcas utilizam o Inbound Marketing, atraindo visitantes para seu site, transformando-os em um lead ao conseguir que eles se inscrevam em sua newsletter, por exemplo. Ainda assim, o e-mail não é o único canal de comunicação com possíveis clientes em busca de informações, os aplicativos de mensagens, também são ótimos na conversão de leads, pois permitem que o cliente receba artigos, links, imagens, anúncios, informações de lançamentos, etc., tornando as mensagens um modo de interagir e manter relacionamentos com os consumidores. Portanto, é importante que a empresa não se prenda unicamente aos métodos tradicionais, mas inove e forneça aos seus clientes opções diversas e atualizadas. 71 6. Ferramenta de interação: Os aplicativos de troca de mensagens também podem ser considerados como redes sociais, visto que proporcionam interação as pessoas. Portanto, as marcas podem utilizá-los a seu favor, aproximando-se dos usuários e interagindo com eles de forma mais intimista, através de atendimento personalizado ou da criação de grupos, que promovem o compartilhamento de informações exclusivas e novidades aos usuários participantes deles. Também é importante a troca de experiências, sendo obrigação da marca sempre ouvir os consumidores, entender suas opiniões e feedbacks, além de demonstrar o quanto eles são valorizados por ela, aumentando, assim, a fidelidade à marca. 7. Divulgação: É muito importante utilizar as ferramentas de mensagens como meios de divulgação de produtos e serviços da marca. Além disso, é possível manter o consumidor atualizado quanto aos novos lançamentos, eventos e promoções, mantendo a marca sempre no pensamento dos clientes. Porém, deve-se ter cuidado para não tornar a divulgação invasiva, dominando a privacidade do consumidor, realizando campanhas sem sua prévia solicitação. Como visto acima, os aplicativos de mensagens são importantes ferramentas para aproximar as marcas de seus consumidores, permitindo a divulgação da marca de maneira prática e em canais utilizados constantemente pelos consumidores, oferecendo comunicação dinâmica e moderna no contato da marca com seu público. 6.4 Os formatos para o YouTube O YouTube é uma das redes sociais mais famosas do mundo, o que a torna essencial para o marketing. Sua presença é mundial e seus usuários passam muitas horas assistindo os vídeos de seus canais favoritos. Por ser uma plataforma democrática, com uma infinidade de conteúdos, reúne um público-alvo variado, com interesse em diversas áreas. Por isso, todo produto ou serviço existente pode ser anunciado nessa plataforma, pois o mesmo encontrará um público que se interesse por ele. 72 Nessa plataforma é possível criar publicidade visual, que será visualizadapelos espectadores antes da exibição do vídeo que pretendem, de fato, assistir. Em alguns tipos de propaganda, o usuário pode pular o anúncio após 5 segundos de exibição, por isso é muito importante ganhar a atenção do usuário da plataforma para que ele se interesse pelo anúncio completo e não abandone seu conteúdo. Nesses casos, o próprio Youtube recomenda anúncios com até 30 segundos de duração, que prendem a atenção do espectador e o faz se interessar pela marca. Essa é, obviamente, uma excelente oportunidade de criar e difundir conteúdo através de campanhas de vídeo marketing com a audiência. O YouTube proporciona as empresas a criação de quatro diferentes tipos de anúncios, cabe a marca escolher aquele que melhor atende suas necessidades e contempla seu orçamento. São eles: Anúncios Trueview: É o modelo de anúncio mais popular, trabalha com o índice de CVP (custo por visualização) cujo papel é, basicamente, cobrar do anunciante apenas quando o espectador assiste o anúncio completo do vídeo. Os anúncios trueview podem ter diferentes formatos: os anúncios display, vistos à direita dos vídeos em destaque na página inicial da plataforma, assim como na lista de sugestões de vídeos; os anúncios superpostos, publicidades levemente transparentes na parte inferior dos vídeos. Há dois tipos de anúncio trueview, anúncios que podem ser pulados após cinco segundos de exibição e anúncios que não podem ser pulados, também conhecidos como publicidades “in-Stream”, que deve ser vista em sua totalidade, com duração entre 15 e 30 segundos. Ambos os anúncios podem ser inseridos antes, durante ou depois do final do vídeo principal assistido pelo usuário. Banners Default: Não são anúncios em vídeos, mas ainda assim estão dentro da plataforma. É o tipo de publicidade paga por clique, que podem aparecer durante a reprodução de um vídeo ou no resultado das buscas realizadas pelo usuário. Masthead: Os anúncios em formato Masthead são muito similares aos banners, porém são exibidos na página inicial da plataforma. Por isso, têm grande destaque já que todos os usuários, ao abrirem o Youtube para reproduzir vídeo, verão o anúncio. 73 Justamente por isso, são destinados a empresas com orçamento mais elástico, que estão dispostas a pagar mais pela visibilidade garantida. Entre os tipos de anúncio Masthead, podemos destacar os Mains Pages, cujos anúncios são feitos na parte superior do site, durante 24 horas; e o de Vídeo, que também possibilita a reserva da parte superior da página inicial pelo período de 24 horas, entretanto, nesse formato o vídeo do anúncio é reproduzido por aproximadamente 30 segundos e, para que o usuário veja sem final, deve clicar no vídeo e continuar assistindo. Publicidade para Aparelhos Móveis: É o tipo de anúncio criado, especificamente, para a visualização em celular e tablets. Os principais tipos são o Roadblock, que podem ser vistos na página principal da plataforma e nas buscas de conteúdo; e o In-Stream, anúncios reproduzidos automaticamente durante 15 segundos, no decorrer do vídeo principal. Além desses anúncios, outra estratégia interessante é criar um canal para a publicação de vídeos da marca, com um conteúdo que fornece ao público informações acerca da marca, produto ou serviço de divulgação. Isso permite que as ideias e conteúdos compartilhados tenham maior tempo de duração e, caso a produção de conteúdo consiga gerar vídeos informativos e dinâmicos, o público passará a vê-los como verdadeiro entretenimento, e não apenas propaganda. 6.5 Big Data e seu uso nas redes sociais Termo originário da Tecnologia da informação que envolve grandes conjuntos de dados que devem ser processados e armazenados. Tal conceito incluí três bases: velocidade, volume e variedade. Os dados no Big Data são capturados de variados modos: sensores, satélites, câmera, redes sociais, contas em bancos, e são oriundos de inúmeras fontes, mas a principal contribuinte é a Internet. São conjuntos gigantescos de dados que não podem ser reunidos dentro um banco de dados comum gerado por algum software. Esses dados são apresentados desestruturados e uma pequena parte é separada para análise de acordo com a companhia interessada. O Big Data é observado como um acontecimento baseado em três principais conceitos: tecnológico, 74 pois se utiliza de variados e complexos algoritmos de coletas e manipulação de dados; analítico, todos os dados são passíveis de comparação com o intuito de formar padrões; e o mitológico, pois trata-se de algo novo, acredita-se que esse grande conjunto de dados possui a capacidade de fornecer informações que não foram alcançadas ainda. Além dessas três prerrogativas básicas, podemos, ainda, observar o Big Data por meio de cinco facetas: a do volume, referente a quantidade absurda de dados; da velocidade correspondente a esses dados criados e disseminados; a variedade equivalente a diversidade das informações criadas; a veracidade relacionada a verdade e confiabilidade dos dados gerados pelo Big Data; e por último, o valor que está ligado ao quão útil esses dados são dentro de determinadas pesquisas. O termo Big Data deve ser visto, sobretudo, sob a perspectiva do desenvolvimento de novas ferramentas, métricas e estratégias com a finalidade de desenvolver novas ideias que agreguem valor ao empreendimento. Deve ser visto também como um conjunto de dados capaz de trazer vantagens competitivas ao ambiente corporativo desdobrando um leque de possibilidades no mundo dos negócios. Ao adotar o Big Data dentro dos ambientes digitais das marcas é possível melhorar as experiências dos usuários em relação ao conteúdo. A Big Data pode auxiliar em: Simplificar o cadastro Cadastros são fundamentais durante compras on-line, porém demandam tempo e paciência por parte do usuário, resultando, algumas vezes, na desistência da compra. O Big Data ajuda, juntamente com os algoritmos, a reunir os dados dos clientes e sugerir o preenchimento automático do cadastro com os dados recolhidos dos usuários. Melhoramento da experiência O Big Data monitora todo comportamento e a experiência dos usuários nas páginas da Web, transmitindo dados de acesso e, até de tempo de permanência nas páginas. Permitindo, assim, sugerir produtos visitados para compradores indecisos. 75 Intensificar o relacionamento entre cliente e marca É necessário lembrar que o relacionamento da marca com o consumidor não termina após a finalização da compra. Na verdade, é após ela que o Big Data começa, primeiro acompanhando o ciclo de retorno do cliente, ou seja, do momento que ele compra na loja, até o momento que ele retorna para uma possível nova compra, depois o Big Data atua monitorando as possibilidades que a marca tem de gerar esse retorno. Análise da concorrência Além de monitorar possíveis clientes, o Big Data também é capaz de entender e armazenar dados dos concorrentes, analisando dados de mercado importantes, possibilitando até ajustes automáticos de preço de acordo com a variação dos concorrentes. Conclusão Neste bloco, conhecemos as ferramentas que podem ser utilizadas no marketing digital. Estudamos os anúncios em mídias sociais e aprendemos como os aplicativos de mensagens podem ser ferramentas úteis no marketing. Também conhecemos alguns formatos importantes de anúncios em vídeos do YouTube, além de descobrir como funciona o sistema de Big Data dos grandes sites de busca. Assim, concluímos que a publicidade nas redes sociais aproxima e cria laços entre a marca e o consumidor. Estudamos, também, algumas das principais redes sociais atualmente. Além disso, também aprendemos sobre o tráfego nas redes sociais, bem como as diferenças entre tráfego orgânico, aquele que é o próprio consumidor quem acessa as páginas da marca nas redes sociais, e o tráfego pago, anúncios pagos pela marca emdiversas redes sociais, com o objetivo de atrair clientes, bem como as principais vantagens e desvantagens de cada um. 76 Também estudamos as vantagens trazidas pelos aplicativos de troca de mensagens, como WhatsApp, Telegram e Messenger, no marketing digital. Descobrimos que esses aplicativos são ferramentas importantes no contato com o consumidor, trazendo aproximação e praticidade nas relações entre a marca e o cliente. A importância de anúncios no YouTube, uma das plataformas de vídeos mais vista no mundo, com grande alcance de usuários, ficou clara. Também pudemos conhecemos os quatro tipos de anúncios disponibilizados por ele em sua plataforma, bem como as características de cada um deles. Por fim, estudamos o Big Data, cujos dados são capturados de diversos modos, por meio de sensores, satélites, câmera, redes sociais, contas em bancos, etc. Trata-se, como vimos, de enormes conjuntos de dados, que são desestruturados e uma pequena parte sua é separada para análise, de acordo com os interesses da pesquisa. REFERÊNCIAS E-COMMERCE NEWS. Pesquisa revela o comportamento do novo consumidor no e- commerce. E-Commerce News, 17 abr. 2018. Disponível em: <https://bit. ly/2JgRmZ6>. Acesso em: 6 ago. 2018. FERREIRA JUNIOR, A. B. Marketing digital: uma análise do mercado. Curitiba: InterSaberes, 2015. STRAUSS, J. E-Marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TURCHI, S. R. Estratégia de marketing digital e e-commerce. Rio de Janeiro: Atlas, 2018.