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ANALGÉSICOS E AINES Profa. Dra. Érica Benassi Zanqueta ANESTESIA x ANALGESIA ANESTESIA • Bloqueio da sensação de dor • Dependendo do tipo, o paciente pode ou não ficar consciente • Procedimentos médicos | odontológicos ANALGESIA • Minimizar ou aliviar a dor • Sem perda da consciência DOR A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual potencial ou real, ou descrita em termos que sugerem tal dano (OMS) PAPEL BIOLOGICO PRESERVAÇÃO DA ESPECIE TRÊS TIPOS PRINCIPAIS DE DOR • DOR NOCICEPTIVA → originada nos nociceptores • DOR NEUROPÁTICA → provocada por uma lesão ou uma doença no sistema nervoso • DOR PSICOLÓGICA → origem emocional, é rara anticonvulsivantes, ADT, ICSN • Decorrência de lesão cerebral ou do nervo • AVC • Resposta direta a um evento indesejável • Lesão tecidual • Inflamação • Sem causa predisponente obvia • Neuralgia do trigêmeo • Persistir por muito tempo depois que a lesão já foi resolvida • Dor do membro fantasma MECANISMO NEURAIS DA DOR Nociceptores Estímulos mecânicos | térmicos | químicos • Receptores sensoriais que enviam sinais que causam a percepção de dor • Não captam | respondem | sentem → estímulos normais • Desencadeiam o reflexo da dor Órgãos efetores Nociceptores polimodais Fibras C não-mielinizadas Alto limiar de excitabilidade Via aferente 1 2 3 4 1. Trandução Impulso doloroso é recebido Transformado em potencial de ação 2. transmissão Impulso conduzido → coluna posterior da medula espinal 3. modulação Medula espinal →modulado Níveis superiores do SNC 4. percepção Impulso é integrado DOR Córtex sensorial Tálamo Medula espinal Neurônio sensorial primário PERCEPÇÃO VIA DESCENDENTE – CONTROLE DA DOR Cérebro Tronco encefálico Medula espinal Inibição dos neurônios de 1ª e 2ª ordem SINALIZAÇÃO QUÍMICA NA VIA NOCICEPTIVA • Bradicinina e calidina • Lesão tecidual por clivagem proteolítica CININAS Bradicinina • Substância potente em produzir dor → liberação das prostagladinas • Receptor B2 • Não produzem dor → amplificam o efeito de dor de outros agentes • E e F → liberadas inflamação • Inibição dos canais de K → abertura dos canais de cátions abertos PROSTAGLADINAS 5-hidroxitriptamina Bradicinina ANALGÉSICOS OPIOIDE ANALGÉSICOS Não opioides • Dor branda a intensa • Ácido acetilsalicílico • Diclofenaco • Dipirona • Ibuprofeno Opioides • Dor moderada a intensa • FRACOS: tramadol | codeína • FORTES: morfina | fentanil SEMELHANTES À MORFINA Qualquer substância, endógena ou sintética, que produza efeitos semelhantes aos da morfina, que sejam bloqueados por antagonistas como a naloxona. NATURAL morfina codeína SEMISSINTÉTICO hidromorfona hidrocodona oxicodona SINTÉTICO fentanila meperidina metadona oximorfona tapentadol tramadol histórico Papaver somniferum Finalidades sociais e medicinais Euforia | analgesia | sono | impedir a diarreia Século XVII → tomado via oral → tintura de “láudano” dependência Século XX → seringas hipodérmicas e agulhas → dependência mais significativa Morfina 1806: isolada CLASSIFICAÇÃO ANÁLOGOS DA MORFINA • Agonistas • Agonistas parciais • Antagonistas DERIVADOS SINTETICOS COM ESTRUTURA NÃO RELACIONADA À DA MORFINA • Serie da fenilpiperidina • Serie da metadona • Serie do benzomorfano • Derivados semi-sintéticos da tebaina RECEPTOR OPIOIDE ENCEFALINAS → peptídeo opioide endógeno Corno dorsal modulando a resposta à nocicepção química e térmica k Maior afinidade das encefalinasd Medida da propriedade anestésica Modulam respostas nociceptivas térmicas, mecânicas e químicas µ • Fármacos semelhantes à MORFINA • Alta afinidade → µ • Codeina | metadona | dextropropoxifeno • Agonistas fraco • Efeitos máximo • Analgésicos • Adversos • Não causa dependência AGONISTAS PUROS ↓ morfina • Nalorfina | pentazocina • Grau de atividade agonista e antagonista • ≠ receptores • Disforia • Receptor κ AGONISTAS PARCIAIS e AGONISTAS- ANTAGONISTAS MISTOS • Pouco efeito quando dados isoladamente • Bloqueiam efeitos dos opiáceos • naloxana | naltrexona ANTAGONISTAS • Inibe adenil ciclase • ↓ [] AMPciclico • Inibe abertura dos canais de Ca2+ • Promove abertura dos canais de K+ • ↓ excitabilidade do neurônio • ↓ liberação de NT Efeito global → inibitório a nível celular MORFINA • Principal componente do ópio bruto • Agonista POTENTE • Euforia • Depressão do reflexo da tosse • Pupilas puntiformes AGONISTAS • Significativa biotransformação hepática • V.O.: lenta e errática • Rápida distribuição • RN de mãe adicta: dependência física • + ácido glicurônico FARMACOCINÉTICA morfina-6-glicuronídeos morfina-3-glicuronídeos • Grave depressão respiratória • Pressão arterial intracraniana E.A. CODEÍNA • Pró-fármaco • Bioconversão (CYP2D6) →morfina • ↓ afinidade ao receptor • ↓ potente • ↓ efeito de alivio da dor • Associado: paracetamol | aspirina | AINEs | difenidramina Dor moderada VIA ADM: oral ASPECTO FARMACOCINÉTICO: pró-fármaco | metabolizada em morfina PRINCIPAIS EA: constipação | não é passível de dependência OBSERVAÇÕES: eficaz somente em dor moderada | usado para suprimir tosse OXICODONA • Derivado semissintético • Altas doses: pacientes com tolerância à opioides • Associado: paracetamol | ácido acetilsalicílico VIA ADM: oral → 2x efeito analgésico OBSERVAÇÕES: preparações de liberação lenta → abuso FENTANILA • 100x potencia analgésica da morfina → anestesia VIA ADM: IV, epidural ou intratecal ASPECTO FARMACOCINÉTICO: rápido inicio de ação e curta duração (15-30 min) OBSERVAÇÕES: contraindicado paciente virgem de opioide METADONA • Sintético VIA ADM: oral ASPECTO FARMACOCINÉTICO: duração + longa; t1/2: 150 h (analgesia 4-8h) OBSERVAÇÕES: menos euforia Antagonista NMDA Inibidor captação NOR e 5-HT retirada controlada de adictos de opioides e heroína DEPENDÊNCIA FÍSICA AGONISTAS PARCIAIS e AGONISTA-ANTAGONISTAS MISTOS BUPRENORFINA PENTAZOCINA BUTORFANOL NALBUFINA - Teto para o efeito farmacológico - Efeitos dependem da exposição previa à opioides TRAMADOL OUTROS Duplo mecanismo de ação: • Efeito global de inibição neuronal • Potencialização da transmissão serotoninérgica • Inibição da receptação da NOR Dor aguda (principalmente pós-operatória) e crônica VIA ADM: oral | intravenosa ASPECTO FARMACOCINÉTICO: bem absorvido | t1/2 4-6 h PRINCIPAIS EA: tontura | convulsões | sem depressão respiratória OBSERVAÇÕES: agonista fraco os receptores opióides | inibe a captura de NOR ANTAGONISTAS • reverter coma e depressão respiratória causados pela dose excessiva de opioides • 30 segundos • T1/2: 30 a 81’ • Receptores µ (10x), k, d • Duração + longa • Única dose bloqueia efeito heroína: 24 horas • + clonidina: desintoxicação rápida de opioides NALOXONA Alta afinidade Pacientes dependentes NALTREXONA ANALGÉSICOS NÃO OPIOIDE INFLAMAÇÃO Lesão tecidual Ativação imprópria Trauma físico Agentes químicos m.o. nocivos Doenças imunomediadas O que acontece a nível celular? Fisiopatologia da febre Fisiopatologia da dor Fisiopatologia da dor • Leucotrienos • Leucotrieno B4 • processo de hiperalgesia • Potente agente quimiotatico para neutrófilo • Ação dos neutrófilos → gatilho para a produção de mais PG, LT, bradicinina, histamina VIA DA 5-LIPOXIGENASE (LOX) COX-1 COX-2 COX-3 - Cicloxigenase construtiva - Expressa em todos os tecidos do corpo - “manutenção” - Homeostase dos tecidos - Produção de PG - Citoproteção gástrica - Agregação plaquetária - Autorregularão do fluxo sg renal - Inicio do parto - Produção de mediadores prostanoídes da inflamação - Cicloxigenase pró-inflamatória VIA DA CICLOXIGENASE (COX) COXIBES - expressão é induzida por mediadores inflamatórios como o FNTα e a IL1 - inibida por glicocorticoides ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTEROIDES (AINEs) • Semelhantesà ASPIRINA • Mais utilizados no mundo • Venda livre • Comprimidos, injeções e géis • Alivio de dor pós-operatória, dental, menstrual, cefaleias e enxaquecas • Efeitos indesejáveis significativos → AINEs clássicos derivados do acido salicílico derivados do acido propiônico derivados do acido acético derivados dos fenamatos derivados dos inibidor COX2 seletivo Ações farmacológicas • Efeito anti-inflamatório • Efeito analgésico • Efeito antipirético 1. efeito anti-inflamatório • ↓ componentes da resposta inflamatória e imunológica • PG derivadas de COX-2 • VD • Edema → ação indireta • Dor • Sem ação no progresso de doenças crônicas • Migração de leucócitos • Liberação de enzimas lisossômicas • produção de radicais de oxigênio tóxicos 2. efeito analgésico • Dor leve e moderada • Dor inflamatória ou por lesão tecidual • Produção de PG que sensibilizam os nociceptores a mediadores inflamatórios • Cefaleia →Ø efeito VD das PG sobre a vasculatura cerebral • Combinado com opioides: pós-operatório 3. efeito antipirético MECANISMOS REGULADORES DA T °C - Dilatação de vasos sg superficiais - Sudorese T °C normal não é afetada Endotoxina bacteriana → pirogênio (IL-1) pelos macrófagos → PGE → ↑T°C Inibição da produção de PG no hipotálamo Ibuprofeno ANVISA • Controle da dor aguda • Intensidade leve à moderada • Pós-operatório de intervenções odontológicas • Analgesia preventiva • adm após lesão tecidual e antes da sensação dolorosa • 1ª dose: ainda sob efeito da anestesia local • Doses de manutenção: curto período • Dor já instalada → processos inflamatórios agudos inibidor irreversível da atividade da COX T1/2 plasmática Potencia anti-inflamatória dose efeitos adversos Efeitos GI - Desconforto gástrico - Dispepsia - Diarreia - Náuseas - Vômitos - Hemorragias - Úlceras Menor dosagem Menor tempo dispepsia sangramento PGI2 Secreção gástrica PGE2 e PGF2α Síntese de muco protetor AGREGAÇÃO Aumentar e prolongar sangramentos Efeito antiplaquetário TXA2 PGI2 • Pacientes que usam AAS para a cardioproteção devem evitar, se possível, o uso concomitante de AINEs EDEMA Efeito sobre o fluxo sanguíneo no rim comprometido - Pacientes susceptíveis - Insuficiência renal aguda reversível - Nefropatia analgésica (crônico) - Nefrite crônica - Necrose papilar renal Retenção de Na+ e H2O podem diminuir o efeito benéfico dos anti-hipertensivos Efeitos cardíacos - COX1: efeito protetor cardiovascular - COX2: risco de eventos cardiovasculares ↓ Produção TXA1 AINEs: desaconselhável em pacientes com doença cardiovascular estabelecida. naproxeno OUTROS - SNC: cefaleia, zumbidos e tonturas - 15% reações de hipersensibilidade Ácido araquidônico cicloxigenase prostaglandinas tromboxanos 5-lipoxigenase leucotrienos ASMA - Rashes cutâneos - Reações eritematosas leves - Urticarias - Fotossensibilidade - Fatal INTERAÇÃO FARMACOLOGICA: 80-90% ligação proteína plasmática [fácil deslocamento] [deslocamento de varfarina, fenitoína ou ácido valproico] TOXICIDADE: • Salicilismo (forma leve) → náuseas, êmese, hiperventilação acentuada, cefaleia, confusão mental, tontura e zumbidos • Doses maiores (intoxicação grave) → agitação, delírio, alucinação, convulsão, coma, acidose respiratória e metabólica e até morte por insuficiência respiratória • 10 g: crianças →MORTE GESTAÇÃO: grau C • Efeito anti-inflamatório: doses extremamente altas • Prevenção de eventos cardiovasculares: baixas doses • Febre: Ø [- 20 anos +infecção viral] → síndrome de Reye • Acne, calosidades, calos ósseos, verrugas → tópico AAS TXA2 • Doses 200 mg → ação analgésica similar ao dipirona • febre • Contraindicado: • Pacientes com historia de gastrite ou ulcera péptica • Hipertensão arterial • Doença renal • Evitar: • Hipersensibilidade ao AAS IBUPROFENO • IM ou IV → cautela em pacientes com condições circulatórias instáveis • 1° trimestre e 6 últimas semanas de gestação → entre esse período → extrema necessidade • Contraindicada: • Hipersensibilidade a derivados da pirazolona • Portadores de doenças metabólicas DIPIRONA • Inibidor seletivo da COX2 • AR, osteoartrite e dor de leve a moderada • T1/2: 11 horas • Evitado: doença hepática ou renal grave; alérgicos a sulfonamidas. • Redução da dosagem: pacientes com insuficiência hepática moderada • E.A.: Cefaleia, dispepsia, diarreia e dor abdominal CELECOXIBE PARACETAMOL • Inibe a síntese das PGs no SNC • não afeta a função plaquetária • não aumenta o tempo de sangramento • Crianças com infecções virais ou varicela • Seguro para gestantes e lactantes • Dano ao fígado → 3,25 g/dia • Evitar uso concomitante → álcool etílico e outras substancias hepatotóxicas Dor já instalada • Fármacos que atuam diretamente na atividade dos nociceptores • Ø da entrada de Ca+ e ↓ AMPc • Dipirona • Diclofenaco* “Entre os medicamentos que Deus Todo Poderoso se dignou dar ao homem para alívio de seus sofrimentos nenhum é tão universal e tão eficiente quanto o ópio” Sydenham, 1680 Slide 1: Analgésicos e AINES Slide 2: ANESTESIA x ANALGESIA Slide 3: DOR Slide 4: TRÊS TIPOS PRINCIPAIS DE DOR Slide 5 Slide 6: MECANISMO NEURAIS DA DOR Slide 7 Slide 8 Slide 9: VIA DESCENDENTE – CONTROLE DA DOR Slide 10 Slide 11: ANALGÉSICOS Slide 12: ANALGÉSICOS Slide 13: SEMELHANTES À MORFINA Slide 14 Slide 15: histórico Slide 16: CLASSIFICAÇÃO Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21: MORFINA Slide 22 Slide 23: CODEÍNA Slide 24: OXICODONA Slide 25: BUPRENORFINA Slide 26: TRAMADOL Slide 27 Slide 28 Slide 29: Analgésicos Slide 30: INFLAMAÇÃO Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39: VIA DA CICLOXIGENASE (COX) Slide 40: ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTEROIDES (AINEs) Slide 41 Slide 42: Ações farmacológicas Slide 43: 1. efeito anti-inflamatório Slide 44: 2. efeito analgésico Slide 45: 3. efeito antipirético Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49: efeitos adversos Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59: PARACETAMOL Slide 60: Dor já instalada Slide 61 Slide 62