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Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Anatomia do Fígado Situado logo abaixo da face inferior do nosso diafragma. Desempenha importante papel nas atividades vitais do organismo, seja interferindo no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, seja secretando a bile e participando de mecanismos de defesa. • O fígado de uma mulher é mais pesado que de um homem. • Feto 1/18 • Adulto 1/36 • Varia de 20-22cm / 15-18cm • A biópsia (punção) deve ser feita nos 7º, 8º e 9º espaços intercostais direitos • A área do fígado que não é coberta pelo peritônio é denominada área nua. O fígado tem duas faces: diafragmática, em relação com o diafragma, e visceral, em contato com várias vísceras abdominais, como o estômago, o duodeno, o rim e o colo. • Face visceral (voltada para posterior/inferior esquerda) o Porta hepática (hilo hepático) – veia porta, artéria hepática, nervos e ducto hepático o Incisura do ligamento redondo o Possui quatro lobos: direito, esquerdo, quadrado e caudado. • Face diafragmática o Os lobos direito e esquerdo são separados por uma prega do peritônio, o ligamento falciforme (fixa o fígado à face inferior do diafragma e à parede ventral do abdome. É frouxo, dificulta movimentos laterais). o Entre o lobo direito e o lobo quadrado está a vesícula biliar o Entre o lobo direito e o lobo caudado há um sulco que aloja a veia cava inferior o Entre o lobo quadrado e o lobo caudado há uma fenda transversal, a porta do fígado, por onde passam os elementos que constituem o pedículo hepático: artéria hepática, veia porta, ducto hepático comum, nervos e vasos linfáticos. O lobo esquerdo do fígado não é palpável, mas, quando aumentado, em situações de hepatomegalia, pode ser palpado na região epigástrica. A bile, produzida pelo fígado, alcança os dúctulos bilíferos intra-hepáticos, que vão formar depois os ductos hepáticos direto e esquerdo. Estes, unem-se para formar o ducto hepático comum, um dos elementos do pedículo hepático. O ducto hepático comum conflui com o ducto cístico, que drena a vesícula biliar, formando o ducto colédoco. A vesícula biliar é um saco piriforme que apresenta as seguintes partes: fundo, corpo, infundíbulo, colo e ducto cístico. São frequentes os processos inflamatórios na vesícula (colecistites) assim como a presença de cálculos (colelitíase), que podem ser demonstrados em exames de ultrassonografia. Face diafragmática Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A • Ligamento coronário: é uma prega o Lâmina anterior (superior) o Lâmina posterior (inferior) • Recessos: o Hepatorrenal (subhepático) o Supra-hepático (direita/esquerda) A face visceral é voltada para a posterior, inferior e para o lado esquerdo. É possível ver a porta hepática ou hilo hepático, por onde passam a veia porta, a artéria hepática, nervos, ducto hepático comum e vasos linfáticos. Além disso, é possível ver a incisura do ligamento redondo. • Ligamento falciforme: fixa o fígado à face inferior do diafragma e à parede ventral do abdome. Frouxo, dificulta movimentos laterais. • Ligamento redondo: vestígio da veia umbilical • Ligamento triangular direito: extremidade direita da área nua • Ligamento triangular esquerdo: maior, fixa o lobo esquerdo ao diafragma • Ligamento da veia cava inferior: dificulta uma movimentação anômala da veia cava Face visceral Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A • Impressão cólica – flexura cólica direita • Impressão renal – rim direito • Impressão gástrica – estômago (ventral) • Impressão duodenal – parte horizontal • A impressão que se situa na face visceral relacionada ao lobo esquerdo é a gástrica • Sulco para a veia cava inferior • Fossa da vesícula biliar • Irrigação o Tronco celíaco ® artéria hepática comum ® artéria hepática própria ® artéria hepática esquerda e artéria hepática direita o A artéria hepática direita origina a artéria cística • Drenagem venosa o Veias hepáticas ® veia cava inferior • Inervação hepática e vias biliares o Plexo celíaco – plexo hepático § Fibras simpáticas § Fibras parassimpáticas do nervo vago § Fibras sensitivas para dor Cada segmento hepático constitui uma unidade funcional do fígado, recebendo uma tríade portal individualizada, e sendo drenada por ramo de uma das veias hepáticas. Como unidade individualizada, cada segmento pode ser removido, isolado ou associado a outros, sem prejuízo da irrigação, drenagem e até das funções dos demais. Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Anatomia das Vias Biliares • Intra-hepáticas: condução da bile • Extra-hepáticas o Ductos hepáticos D e E o Ducto hepático comum o Ducto colédoco o Ducto cístico o Vesícula biliar • Ampola hepatopancreática • Musculo esfíncter do ducto colédoco • Músculo esfíncter do ducto pancreático • Músculo esfíncter da ampola hepatopancreática A vesícula biliar ocupa a fossa da vesícula biliar, tem o formato de uma pera invertida e tem de 7 a 10cm de comprimento. Tem capacidade de 30-35 mL. É dividido em fundo, corpo, infundíbulo, colo e ducto cístico. Tem 3 camadas: túnica serosa (mais externa), túnica fibromuscular e túnica mucosa (é a mais interna e tem válvulas espirais). Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Laparoscopia colecistectomia: é a técnica cirúrgica na qual retira-se a vesícula biliar juntamente com seus cálculos/pedras por técnica pouco invasiva, através de pequenos orifícios na região supra-umbilical proporcionando uma rápida recuperação, retorno às atividades e cortes esteticamente discretos. Colecistectomia aberta: essa técnica cirúrgica é utilizada para também retirar a vesícula biliar com seus cálculos/pedras, porém é muito mais invasiva, tendo como método a abertura de uma parte do abdômen. Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Anatomia do Pâncreas É uma glândula mista: endócrina e exócrina. A parte endócrina secreta insulina e glucagon, ambos envolvidos no metabolismo de glicídios. A parte exócrina secreta o suco pancreático, que contém enzimas, capazes de digerir proteídeos, lipídios e glicídios. Cabeça (retroperitoneal): se relaciona com o duodeno • Processo uncinado Corpo (retroperitoneal): se relaciona com o estomago Cauda: se relaciona com o baço Ilhotas pancreáticas (ou Ilhotas de Langerhans): • Células alfa: glucagon • Células beta: insulina O suco pancreático é recolhido por dúctulos que confluem em dois canais: o ducto pancreático e o ducto pancreático acessório. • Ducto pancreático: papila duodenal maior • Ductos interlobulares • Ducto pancreático acessório: papila duodenal menor Irrigação do pâncreas: • A irrigação da cabeça do pâncreas é diferente da irrigação do corpo e da cauda • Irrigação da cabeça do pâncreas: o Tronco celíaco ® artéria hepática comum ® artéria gastroduodenal ® artéria pancreaticoduodenal anterior superior o Artéria mesentérica superior ® artéria pancreaticoduodenal anterior inferior o A irrigação da cabeça do pâncreas é, portanto, feita pelas atérias pancreaticoduodenal anterior superior e pancreaticoduodenal anterior inferior • Irrigação do corpo e cauda: o Tronco celíaco ® artéria esplência ® artéria pancreática dorsal, artéria pancreática magna e artérias pancreáticas caudais Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Inervação do pâncreas: o Plexo celíaco e mesentérico superior o Fibras simpáticas o Fibras parassimpáticas o Fibras sensitivas (nervos esplâncnicos) Quando o quimo alcança o duodeno, este secreta um hormônio, a secretina, que ativa as células pancreáticas.A secreção do pâncreas também é controlada pela parte parassimpática da divisão autônoma do sistema nervoso. Anatomia – 3º semestre Medicina Unimes Priscilla Brogni XXII A Anatomia do Baço • Localização: hipocôndrio esquerdo (9ª a 11ª costelas) • Forma: semilunar • Concavidade/convexidade • Faces: diafragmática e visceral • Margem superior • Margem inferior • Polos (extremidades) anterior e posterior • Hilo esplênico: forma semilunar na face visceral • Face anterior voltada para o abdômen e face posterior voltada para o dorso • Impressões: cólica esquerda, gástrica e renal • Ligamentos: o Gastro-esplênico o Esplenorrenal o Pancreático-esplênico Em uma esplenequitomia (remoção do baço), é preciso cortar esses dois ligamentos para fazer a retirada do baço • Estrutura interna: o Cápsula fibrosa o Trabéculas esplênicas que fazem a sustentação o Polpa esplênica: polpa vermelha e polpa branca • Irrigação: artéria esplênica • Drenagem: veia esplênica • Inervação: ramos do plexo celíaco