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Currículo: definições e características.
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Currículo: definições e características. • 2/15
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer as primeiras características do currículo.
• Compreender a dificuldade para definir o termo currículo.
• Assimilar alguns conceitos de currículo e sua abrangência.
Currículo: definições e características.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734142179
Currículo: definições e características. • 3/15
Introdução 
Ao falar em currículo, é preciso compreender que é ele que vai definir, no universo 
educacional, o que a instituição irá ensinar, para que irá ensinar e como irá ensinar, ou 
seja, será ele que guiará os estudos realizados, a fim de que se chegue à concretização 
do projeto escolar e do processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma, é essencial 
compreender os efeitos que ele causa na formação dos discentes quando estes se 
inserem na educação formal.
Almeida (2019) destaca que o currículo é o instrumento que é utilizado pelas 
instituições de ensino para garantir a qualificação dos estudantes de forma que 
consigam ser inseridos no mercado profissional, promovendo mudanças sociais, à 
medida que seus impactos vão causando efeitos que vão além dos bancos escolares.
É uma ferramenta que causou e causa profundo impacto ao longo das gerações, para 
o aluno, para a comunidade, para a nação e para o mundo, visto que somos seres 
humanos que interagimos física e virtualmente com pessoas de todos os lugares. 
Ainda mais, considerando os dias atuais, em que a globalização nos fez conhecedores 
de tudo aquilo que está ao alcance de nossas mãos, através do uso de tecnologias 
digitais como os smartphones, tablets, computadores e demais, que extrapolam as 
fronteiras e nos levam a poder interagir, estudar e trabalhar com pessoas de todo o 
mundo.
Machado e Soares (2020), reiteram essa informação quando dizem que a vida moderna 
e a educação, assim como o trabalho, são transfronteiras. O que demorava meses para 
retornar de informação há algumas décadas, chega em segundos até nós, nos dias 
atuais. Basta lembrarmos que enviar uma carta a alguém que estivesse em outro país, 
dependendo de para qual país fosse, poderia demorar meses, e mais alguns meses 
para que a resposta dessa carta retornasse para nós. Hoje em dia, se eu quiser saber 
notícias de alguém, basta mandar uma mensagem utilizando o meu smartphone, que 
tenha instalado o WhatsApp, e em alguns segundos, se a pessoa estiver on-line, é 
claro, terei o meu retorno. Há algumas décadas isso era impensável. Todo o processo 
de transmissão e passagem de informação acontecia de forma lenta, mas acontecia, 
diga-se de passagem.
O que ocorre é que as coisas foram mudando, a sociedade foi mudando, novas 
necessidades foram surgindo, pessoas foram usando sua criatividade para inovar, 
para criar, e para fazer surgir uma série de tecnologias que antes não existiam, e que 
atualmente fazem parte de nossa rotina.
Currículo: definições e características. • 4/15
As formas de vestir mudaram, as formas de agir mudaram, as formas de se alimentar 
também mudaram. Hoje em dia, as pessoas têm muito mais informações sobre moda 
no mundo todo, sobre como se comportar nos diversos eventos, solenidades, nos 
diversos locais pelos quais circulam, conforme a situação e o momento. É mais fácil 
saber que alimentos podem ou não ser consumidos, porque fazem ou não mal para 
pessoas hipertensas, diabéticas e outras. Enfim, os propósitos da vida em sociedade 
mudaram, porém como não acontecem só atualizações boas, também aumentaram 
as desigualdades sociais, ampliou-se o preconceito, ainda que se diga que não, visto 
que já não existe apenas o preconceito entre brancos, pretos, indígenas, mulatos, 
mamelucos, entre outros. Trouxemos à tona o preconceito contra pessoas obesas ou 
magras demais, altas ou baixas demais, que usam óculos ou roupas diferentes, pessoas 
que escolhem se relacionar com outras do mesmo gênero, pessoas ricas ou pobres. 
Ou seja, atualmente se acha motivo para ser preconceituoso por qualquer razão fútil, 
e com isso gerou-se um processo de exclusão e de desigualdade também na escola e 
que vem mudando, ainda mais, o seu papel. (Enyg, 2012)
Portanto, é necessário, ao discutirmos sobre os currículos e sua relevância atual nas 
instituições de ensino, conhecermos um pouco mais sobre seu conceito e características.
O Currículo: (in)definições em seu conceito
Mas afinal, o que é currículo? Será que ele apresenta apenas uma acepção? 
Cotidianamente, ouvimos as frases: ‘Mande seu currículo para o e-mail tal’; ‘Cadastre 
seu currículo no endereço eletrônico da empresa’; ‘Faça seu currículo conforme o 
modelo’; ‘Puxa… seu currículo é muito bom!’, ou ainda, ‘Essa capacitação que está 
fazendo não vai acrescentar pontos ao seu currículo’. Entendemos que se trata daquele 
documento no qual inserimos as nossas informações pessoais, de formação acadêmica 
e de experiências profissionais, que representam o nosso histórico, a nossa trajetória, 
e que entregamos nas organizações quando estamos procurando um emprego. Nesse 
sentido, Almeida (2019) explica que se está referindo ao Currículo Vitae, uma espécie 
de apresentação que fazemos sobre nossa extensão profissional para um empregador.
Currículo: definições e características. • 5/15
Silva (2010 como citado em Almeida, 2019) detalha, que, nesse caso, o currículo é 
a relação de poder, a trajetória, a viagem, o caminho, a autobiografia, nossa vida, 
o retrato de nossa identidade. E podemos reforçar essa afirmação dizendo que o 
Currículo Vitae pode ser entendido como o documento de identidade de nosso 
percurso profissional. Tudo o que fazemos ao longo de nossas vidas como estudantes 
e trabalhadores se reflete nesse documento, que nos acompanha ao longo do tempo, 
à medida em que nele, vamos inserindo, a cada novo curso, a cada novo emprego, a 
cada nova ação realizada no contexto profissional, nossas informações.
Pois bem! Será que estamos nos referindo aqui a esse tipo de currículo?
Almeida (2019) elenca alguns significados que os diversos autores têm dado à palavra 
currículo ao longo tempo:
●	 conteúdos que precisam ser ensinados e aprendidos;
●	 experiências de aprendizado escolar vividas pelos discentes;
●	 planos pedagógicos desenvolvidos pelos professores, coordenadores, e demais 
representantes das instituições de ensino;
●	 os objetivos que precisam ser atingidos no processo de ensino;
●	 os processos de avaliação realizados; 
E ainda,
●	 o rol de disciplinas a serem seguidas;
●	 a grade curricular das instituições de educação;
●	 o conjunto de conhecimentos a serem assimilados pelos alunos;
●	 o programa das atividades planejadas, com uma sequência lógica, e 
metodologicamente estruturadas conforme o manual do professor;
●	 habilidades que precisam ser dominadas pelos alunos para que consigam se 
desenvolver profissionalmente, entre outras.
Currículo: definições e características. • 6/15
Afinal, o que é Currículo?
O Conceito de Currículo
Ainda de forma bastante abrangente, Pacheco (1996 como citado em Ranghetti & 
Gesser, 2009) explica que nos países anglosaxônicos, o vocábulo currículum se referia 
a uma pista de atletismo ou a uma pista de corrida para cavalos, com formato circular.
Podemos dizer que a primeira fonte na qual aparece a palavra currículum data de 
1633, nos registros da Universidade de Glasgow, onde aparece em um certificado de 
graduação que foi outorgado a um professor, e que foi escrito em um formulário que 
foi publicado após uma reforma ocorrida em 1577 na Universidade. (Morgado, 2000 
como citado em Ranghetti & Gesser, 2009)
Goodson (1995 como citado em Almeida, 2019) ensina que currículo vem dolatim 
scurrere, que denota uma pista ou um percurso a ser percorrido. No mundo, a palavra 
currículum não apresenta o mesmo significado. No inglês, a palavra syllabuses significa 
‘programa escolar’ e tem o mesmo significado que no francês, ou seja, refere-se ao 
plano ou programa de estudos. (Forquin, 1999, como citado em Almeida, 2019)
https://player.vimeo.com/video/734142479
Currículo: definições e características. • 7/15
Por sua vez, Machado e Soares (2020) esclarecem que a palavra currículo também 
pode ser derivada do latim currículum, denominação que já vimos algumas vezes ao 
longo deste texto, e que significa corrida, carreira, referindo-se ao curso ou percurso 
que precisa ser desenvolvido. Tratando-se do processo de ensino e aprendizagem, 
representa o caminho escolhido pela inteligência visando desenvolver o conhecimento 
de forma sistêmica, para se chegar à cidadania, mediante a carreira, com foco social e 
humano.
Até aqui já pudemos perceber como é difícil definir exatamente a palavra currículo. 
Ela é conceituada conforme os valores educativos. Eyng (2012) reitera essa informação 
quando diz que é muito complexo definir o termo, e que muitos autores, muitas vezes, 
lhe dão diferentes significados para funções iguais, por causa dessa dificuldade. Em 
1918, Bobbitt deu ao seu livro o nome de ‘O Currículo’, e dizia que a palavra currículo 
poderia ser definida de duas maneiras: como o conjunto de experiências que se 
preocupa em desdobrar as habilidades dos indivíduos; e ainda como o conjunto de 
experiências de treinamento, direcionadas de forma consciente, empregadas pelas 
escolas para complementar e aperfeiçoar o conhecimento transmitido. E é nesse 
sentido que usamos o termo currículo nesta disciplina.
Diversos autores ainda abordam uma série de conceitos elencados ao longo do 
tempo. (Almeida, 2019)
●	 Currículo é o conjunto daquilo que se ensina e daquilo que se aprende, de forma 
ordenada e com sequência, em determinado ciclo de estudos, que deve ser visto 
em sua globalidade e que precisa ser coerente com a didática das atividades de 
aprendizagem. (Forquin, 1999)
●	 É o instrumento que mostra a forma como a instituição cumpre com o seu papel 
social e cultural no exercício de suas práticas pedagógicas. (Gimeno Sacristán, 
2000)
●	 Representa as rotinas e os ritmos para a vida cotidiana daqueles que têm algum 
vínculo com a escola. (Veiga-Neto, 2002)
●	 Pode ser entendido como o conjunto de práticas que proporcionam a produção, 
circulação e o consumo de significados no espaço social, que possibilitam a 
construção das identidades sociais e culturais. (MEC como citado em Moreira & 
Candau, 2007)
●	 É o conjunto de esforços pedagógicos realizados com propósito educativo, de 
forma a afetar e educar as pessoas. (Moreira & Candau, 2007) 
Currículo: definições e características. • 8/15
Isso só para citar alguns.
É necessário compreender, então, que o currículo representa a legitimidade e o poder 
ligados à tomada de decisão sobre a escolha, a organização, bem como a avaliação 
dos conteúdos que serão utilizados na aprendizagem, que representam, claramente, 
a realidade escolar, e também o papel que cada ator educativo assume na construção 
do projeto formativo do discente.
Isto posto, vale ressaltar que é mister que as instituições de educação adotem em 
suas práticas a política escolar que for mais consistente para as necessidades de seus 
educandos e da comunidade em geral.
E então, devemos refletir sobre algumas questões como: 
A.	 O que as pessoas devem saber?
B.	 Qual o conhecimento que precisa ser transmitido a elas?
C.	 Como esse currículo se refletirá em suas vidas?
D.	 A quê e a quem esse currículo procura atender?
Devemos compreender que nenhum processo de educação é neutro, e que precisamos 
refletir sobre como buscar a igualdade, a equidade e a alteridade, protegendo o 
direito à educação e à diversidade cultural. 
Não podemos nos desviar do propósito maior da escola, que conecta cultura e 
trabalho à formação de cidadãos desenvolvidos multiculturalmente, que além das 
aptidões técnicas e profissionais, também desenvolvem a capacidade de pensar, de 
estudar, de dirigir e ainda de controlar quem dirige (Kuenzer, 1998, como citado 
em Machado & Soares, 2020). A busca também deve ser por criar cidadãos éticos e 
estéticos que entendam o seu lugar no movimento histórico da humanidade.
Portanto, o currículo precisa ser concebido tendo como base o contexto no qual 
está inserido, o momento em que se encontra e as necessidades daquela sociedade, 
ainda, as práticas educativas necessárias para o cotidiano escolar, considerando o 
currículo proposto, que é aquele projeto pensado e escrito, mas também o currículo 
vivenciado, ou seja, como esse projeto pensado está sendo desenvolvido, aplicado e 
avaliado.
Currículo: definições e características. • 9/15
Em Resumo
Ao longo desta aula, compreendemos algumas das características dos currículos, sua 
importância para a sociedade, e pudemos verificar a dificuldade ao conceituar o termo, 
em razão de seus múltiplos significados e usos ao longo do tempo. No entanto, o que fica 
claro é que se refere a um instrumento de enorme relevância para que as instituições de 
ensino consigam estabelecer o melhor caminho a seguir, conforme as necessidades de 
seus estudantes e da comunidade na qual se insere.
Saiba Mais
Se você ficou curioso sobre os diferentes conceitos da palavra currículo 
ao longo do tempo, leia o capítulo 1 (parte I) do livro de José Gimeno 
Sacristán e conheça melhor sobre o assunto.
1. Saberes e Incertezas sobre o Currículo. (2013) <https://books.
google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=lang_pt&id=V4MFBAAAQB
AJ&oi=fnd&pg=PA16&dq=artigo+sobre+conceito+de+curr%C
3%ADculo&ots=YmHW6Id1WQ&sig=Jdl6DDLUdMUyC1HLa8
Fso-aCu7I#v=onepage&q&f=false> acessado em 29 de maio de 
2022
Currículo: definições e características. • 10/15
Aplicação Prática
De forma a conhecer um pouco mais sobre os diferentes conceitos de 
currículo e tirar as suas próprias conclusões a esse respeito, faça uma 
pesquisa em diferentes fontes e coloque os seus achados em uma 
tabela. A sugestão é consultar um dicionário ou enciclopédia, dois livros 
da literatura de estudiosos conceituados no assunto, o material deste 
Tema, e criar o seu próprio conceito.
Sugestão de tabela:
Currículo: definições e características. • 11/15
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Eyng, Ana Maria. (2012). Currículo escolar. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
Ranghetti, Diva Spezia & Gesser, Verônica. (2009). Centro Universitário Leonardo da 
Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi.
https://player.vimeo.com/video/734142922
Currículo: definições e características. • 15/15
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Origem e trajetória do Currículo • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender a origem e a trajetória do currículo.
• Verificar como se deu a sistematização do currículo.
• Entender por que é importante conhecer o processo histórico do currículo.
Origem e trajetória do Currículo
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734143056
Origem e trajetória do Currículo • 3/13
Introdução 
Conforme vimos no Tema 1, a origem da palavra currículo data de 1633, quando 
apareceu pela primeira vez escritanos registros da Universidade de Glasgow, no 
Oxford English Dictionary, num atestado dado a um mestre quando de sua formação. 
O autor também não descarta que o termo tenha aparecido no final do século XVI, 
nos discursos latinos de algumas congregações e comenta que talvez um professor 
escocês da Academia de Genebra, entre os anos de 1569 e 1574 tenha sido quem 
teve a ideia de currículo pela primeira vez. (Hamilton, 1992 como citado em Almeida, 
2019)
O fato é que não importa a data, o que precisamos ter em mente é que desde a sua 
criação ele está, com certeza, conectado ao processo de ensino e aprendizagem, com 
o objetivo de facilitar a organização escolar, já que permite que mantenhamos sobre
ele o controle e que a partir dele tracemos as diretrizes a serem seguidas.
Continuemos estudando a origem e trajetória do currículo.
Origem e Trajetória do Currículo
Sacristán (2000 como citado em Almeida, 2019), autor que muito contribuiu para 
o estudo dos currículos, afirma que o modelo de currículo pedagógico atual está
arraigado na ideia de paideia ateniense, que era uma concepção bastante elitista,
porque sua formação estava focada na classe dominante. Posteriormente, incorporou
ideais do humanismo renascentista, voltado para as minorias, perdendo força pela
orientação realista que veio com o desenvolvimento das ciências (séculos XVII e XVIII).
Mais adiante, com os ideais da Revolução Francesa, e depois com os movimentos 
revolucionários ocorridos nos séculos XIX e XX, houve a incorporação das ideias de 
moral e democracia. Essas ideias traziam em sua essência a visão de que a educação 
redime as pessoas, cultiva-as para auxiliar no sucesso do desenvolvimento de uma 
nova sociedade e forma-as como cidadãs, precisando, portanto, estar ao alcance de 
todos e ser universal.
Origem e trajetória do Currículo • 4/13
Precisamos compreender que o pensamento crítico, de fato, sobre o currículo tem 
início quando começa a preocupação com a educação das massas, que se dá quando os 
governos passam a refletir sobre ela e desenvolvê-la, e assim ela passa a ser destinada 
à população de maneira geral. Foi a partir da industrialização, da onda de imigrantes 
europeus chegados aos Estados Unidos com o propósito de ‘Fazer América’ no novo 
mundo, na busca por um emprego ou um pedaço de terra para começar a vida, bem 
como da migração das pessoas da área rural para as grandes metrópoles, buscando 
melhores condições de vida e de trabalho, favorecendo o desenvolvimento de teorias 
que procuravam definir quais conhecimentos deveriam ser ensinados, bem como, de 
que maneira. (Machado & Soares, 2012)
Antes desse período, não há o que se falar sobre sistematização do currículo escolar. 
A educação estava exclusivamente voltada e pensada para as elites, ou seja, para as 
classes dominantes, que detinham dinheiro e poder.
Saiba Mais
Se você tiver interesse em saber um pouco mais sobre a origem da 
educação e entender o conceito de paideia ateniense, acesse:
Menezes, Pedro. Paideia Grega https://www.todamateria.com.br/
paideia/ acessado em 29 de maio de 2022
https://www.todamateria.com.br/paideia/
https://www.todamateria.com.br/paideia/
Origem e trajetória do Currículo • 5/13
Sistematização do Currículo
Como campo de estudos e de práticas, o currículo viria a surgir nos Estados Unidos, 
no final do século XIX e início do século XX, de forma a contemplar as necessidades de 
organização e controle das escolas e dos sistemas administrativos, tendo como base, 
inicialmente, os princípios da administração científica, incorporando, mais adiante os 
fundamentos da sociologia e da psicologia comportamental.
Foram diversos os movimentos que caracterizaram o seu surgimento entre os anos de 
1900 e 1930, procurando justificar a necessidade de determinar os conhecimentos 
que precisariam, ou não, ser incorporados na proposta pedagógica da escolarização 
em massa, ou seja, para todos.
Machado e Soares (2020) mencionam três grandes educadores que contribuíram 
para o início do debate sobre o currículo e sua sistematização. São eles: John Dewey, 
Franklin John Bobbitt e Ralph Tyler.
https://player.vimeo.com/video/734143346
Origem e trajetória do Currículo • 6/13
Quadro 1 - Importantes educadores e suas contribuições para a sistematização do currículo
Fonte: adaptado pela autora, de Machado & Soares, 2020
A partir das ideias desses estudiosos, idealiza-se a organização do currículo escolar 
de forma mais lógica, ordenada e sistemática. Vale ressaltar que essas ideias ainda 
estavam ligadas às pedagogias não-críticas (que serão vistas mais adiante), visto que, 
nesse período, não se manifestavam as críticas à sociedade capitalista.
Vale ressaltar que a necessidade de organizar e de sistematizar o currículo fez-
se necessária quando a educação escolar tornou-se institucionalizada e com foco 
universal, ou seja, para todos. Isso porque, além de conter a relação de conteúdos a 
serem transmitidos, envolve relações de poder, que ocorrem entre professor e aluno, 
entre administrador e professor, e em todas as relações que fazem parte do cotidiano 
da instituição de ensino, dentro e fora dela. Ou seja, consideram-se aquelas relações 
que estão ligadas às classes sociais - classe dominante versus classe dominada - bem 
como questões raciais, étnicas e de gênero. (Almeida, 2019)
Origem e trajetória do Currículo • 7/13
Portanto, o currículo vai além do que ser apenas um curso a ser seguido para o 
sucesso das práticas educativas. É um instrumento de mediação de todos os conflitos 
que podem vir a surgir nas escolas, refletindo as especificidades da comunidade 
escolar de caráter heterogêneo, que apresenta demandas diversificadas e uma série 
de conflitos.
Também não é simplesmente um documento que reflete as políticas públicas. O 
currículo envolve a construção de um texto, que pode ser escrito ou verbal, que 
engloba os interesses dos diferentes sujeitos, com diferentes necessidades e histórias.
O currículo serve para preparar seus estudantes para a vida, para assumirem papéis de 
dominantes ou de subordinados, afirmando e reforçando os sonhos, desejos e valores 
de um grupo seleto de alunos sobre outro, muitas vezes inclusive discriminando-os.
Sendo assim, é importante que o currículo seja compreendido como um instrumento 
que faz parte de um sistema educativo, que deve levar em consideração as condições 
reais nas quais está inserido. E, ainda, estar atento às práticas políticas, sociais e 
administrativas, às questões estruturais, organizativas e materiais, assim como ao corpo 
docente, inserido em um processo de constante transformação e construção política, 
histórica e econômica. (Sacristán, 2000 como citado em Almeida, 2019)
Por que precisamos conhecer o processo histórico do Currícu-
lo?
Você deve estar se perguntando: por bem, mas por que eu preciso conhecer como 
se deu o processo histórico do currículo no mundo? E a resposta é bem simples. 
O profissional da educação precisa entender o seu próprio processo de formação 
escolar, ou seja, isso é autoconhecimento. Devemos compreender como o currículo 
afetou o processo de formação de nossas subjetividades e personalidades. Por que 
somos o que somos? Por que agimos como agimos? Por que sabemos o que sabemos? 
Entender esse processo nos permite compreender que o currículo escolar é um 
processo repleto de intencionalidades, que molda a forma como ocorrerá o trajeto 
educacional. (Ranghetti & Gesser, 2009)
Sendo assim, precisamos conhecer as formas como o currículo se manifesta em certo 
processo educativo, procurando o equilíbrio entre as forças e os interesses existentes 
internamente ao sistema escolar, em determinado momento, assim como a posição 
Origem e trajetória do Currículo • 8/13
dos diferentes sujeitos perante o que se quer transmitir, como reflexo das funções 
sociais da instituição de educação, como será visto no próximo tema.
Em Resumo
Caro estudante, conhecemos nesta aula sobre a origem e a trajetória do currículo aolongo do tempo, e ainda compreender como ocorreu a sua sistematização. Conhecemos 
também alguns dos grandes estudiosos que influenciaram, sobremaneira, o processo de 
sistematização do currículo no mundo. Espero que tenha desfrutado dessa viagem.
Aplicação na Prática
Atividade de Estudos: 
Após a leitura completa deste tema procure refletir sobre a seguinte 
questão:
Afinal, por que é importante conhecer historicamente o processo de 
constituição do currículo? Qual a sua relevância para um profissional da 
Educação Básica, por exemplo? Procure focar em sua experiência como 
docente ou aluno ou nas leituras realizadas. 
Pense comigo: por que é necessário para a prática educativa ou para a 
prática profissional?
Origem e trajetória do Currículo • 9/13
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
https://player.vimeo.com/video/734143767
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Currículo: níveis de interpretação e sua 
função social.
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Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Estudar os diferentes níveis de interpretação dos currículos;
• Compreender a função social da escola.
Currículo: níveis de interpretação e sua função 
social.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734143882
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 3/14
Introdução 
Aprendemos que os currículos refletem aspectos das diferentes relações de poder 
que podemos identificar nas instituições educacionais (internamente) e em seu 
entorno, vinculando-as à comunidade na qual está inserida. Logo, o currículo não 
representa propósitos neutros no que se refere à informação e à formação, visto que 
sua origem advém dos diferentes segmentos sociais e é veiculado mediante diversos 
meios curriculares, que serão estudados, inseridos em determinado contexto.
Também é entendido como um instrumento cultural, social e histórico. É um texto 
repleto de significantes e significados, de sons, de imagens, de conceitos, de falas, 
de posicionamentos discursivos, de metáforas, e ironias, etc., ou seja, é carregado de 
intencionalidades e escolhas que se fazem presentes na matriz curricular de um curso 
ou programa, sendo ele da modalidade que for. (Ranghetti & Gesser, 2009)
Gimeno Sacristán, estudioso espanhol já muito citado nesta disciplina, ajuda-nos a 
compreender um pouco mais sobre os currículos, quando os classifica em seis níveis 
de interpretação. (Almeida, 2019). Então, vamos a eles.
Os Níveis de Interpretação dos Currículos
O currículo pode ser classificado em alguns níveis de interpretação como o currículo 
prescrito, o currículo apresentado aos professores, o currículo modelado pelos 
professores, o currículo em ação, o currículo realizado e o currículo avaliado. (Almeida, 
2019)
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 4/14
Figura 1 - Os Níveis de Interpretação dos Currículos
Fonte: Sacristán, 2000, p. 105, como citado em Almeida, 2019, p. 21
●	 Primeiro nível - currículo prescrito
É aquele que estabelece o que deve ser trabalhado nas instituições de ensino. 
Reflete as intenções, posturas e concepções de ensino que influenciam o trabalho 
dos docentes, e claro, a formação dos discentes.
●	 Segundo nível - currículo apresentado aos professores 
É aquele que defende que a formação inicial e a prática do professor não 
bastam para organizar o processo de ensino e aprendizagem. Determina que a 
seleção conjunta dos materiais utilizados para esse processo ajuda a alcançar os 
resultados desejados, determinando, com clareza, o que é necessário para atingir 
a proposta pedagógica. Enfatiza que as propostas genéricas e abrangentes não 
são suficientes para nortear a atividade escolar.
●	 Terceiro nível - currículo modelado pelos professores
É aquele no qual o docente não é simplesmente um espectador, é o protagonista 
na concretização dos conteúdos curriculares. Neste tipo de currículo a intervenção 
propicia ao professor modelar, reconfigurar, ressignificar, reestruturar o currículo 
baseado na realidade, interferindo no resultado de sua prática.
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 5/14
●	 Quarto nível - currículo em ação
É aquele no qual as ideias, os valores e as atividades pedagógicas se materializam, 
acontecem, de fato. É a aprendizagem dos alunos que se concretiza visto estarem 
escolarizados, isso porque estão imersos em um ambiente que propõe e impõe 
a execução de um conjunto de atitudes, comportamentos e valores e que não 
leva em conta apenas os conteúdos que precisam assimilar.
●	 Quinto nível - currículo realizado
É aquele que vincula a intenção e a ação, a teoria e a prática, que é o resultado 
das relações dos outros níveis curriculares já expostos.
●	 Sexto nível - currículo avaliado
É aquele no qual o currículo se constrói e se realiza na prática, mediante a avaliação 
que é realizada pelo professor, no seu dia a dia, de forma a pensar sobre os 
resultados do processo de ensino e aprendizagem que foi realizado.
Além desses níveis, Santos e Paraíso (1996 como citados em Ranghetti & Gesser, 2009) 
detalham as dimensões dos currículos. São elas:
●	 O Currículo Oficial
Entende-se como aquele que foi planejado de forma oficial, aquele que consta 
na Proposta Curricular do Estado, das Secretarias ou nos livros didáticos que 
foram elaborados tendo como base essas propostas.
●	 O Currículo Formal
Entende-se como aquele que inclui todas as atividades e conteúdos que foram 
planejados para serem praticados em sala de aula. Este Currículo inclui o Currículo 
Oficial.
●	 O Currículo Oculto
Entende-se como aquele que representa o conjunto de normas e valores que 
estão implícitos nas ações escolares, mas que os professores não comentam e nem 
procuram (não intencionalmente). Podem ser consideradas aprendizagens não 
intencionais, que simplesmente ocorrem, a partir de práticas e de informações 
não explícitas, mas que estão ali.
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 6/14
●	 O Currículo Explícito
Entende-se como aquele que é, de fato, a parte visível do currículo, formado pelos 
ensinamentos e aprendizagens efetivamente e intencionalmente promovidos 
por meio do ensino.
●	 O Currículo Vazio ou Nulo
Entende-se como aquele que se caracteriza pelos conhecimentos que estão 
ausentes, tanto no que se refere às propostas curriculares, representadas pelo 
currículo formal, quanto nas práticas efetivas em sala de aula, representadas pelo 
currículo em ação. Também pode ser chamado de ‘campos de silêncio’ ou de 
‘omissões’. Ele é importante para mostrar as afirmações e negações dos elementos 
culturais que causam efeitos nos estudantes, tanto a partir do que diz, como a 
partir do que silencia.
Saiba Mais
Se você tem interesse em conhecer mais sobre como se desenvolve 
um currículo útil para as necessidades de uma instituição escolar, leia o 
seguinte livro: 
Alves, Nilda. (2018) Criar currículo no cotidiano. Editora Cortez
Neste livro, os autores quiseram passar para o papel conversas que 
aconteceram com professores do Brasil, criando personagens que 
caracterizam as escolas e as cidades nas quais elas estão inseridas.
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 7/14
Função social da escola
E quanto à função das instituições de ensino? Sabemos queas escolas são as entidades 
diretamente responsáveis pela formação das diversas gerações. Elas vêm se destacando 
desde o início do século XX e sua função social está intimamente ligada à extensão, ao 
impacto e ao resultado das atividades realizadas ao longo da formação dos estudantes. 
Lembrando que o aprendizado escolar não fica restrito aos limites dos muros das 
escolas, pois nela aprende-se bem mais do que simplesmente os conhecimentos 
ministrados pelos docentes em suas salas de aula.
Vale ressaltar que a escola passou por diferentes mudanças ao longo dos anos, e 
em cada período teve um tipo de representação social predominante. Dentre essas 
mudanças, podemos considerar três grandes ondas conforme Machado e Soares 
(2020):
1.	 A Escola Supra Geracional (escola para as elites)
Nela, o alcance social é bem pequeno, visto que está voltada para as elites. Essa 
onda ocorre na antiguidade, período durante o qual os ensinamentos eram 
transmitidos pelas famílias ou aprendidos no dia a dia.
https://player.vimeo.com/video/734144196
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 8/14
2.	 A Escola Intergeracional (escola para a classe média - elitista)
Nela, o alcance social é ampliado, visto que a educação passa a ser compartilhada 
entre o Estado e a família. A função da escola era adequar as pessoas ao novo 
contexto da sociedade, no qual era necessário formar os estudantes para o 
mercado de trabalho industrial, sendo a escola uma forma de ascensão na carreira, 
ou seja, na vida profissional. Esse era o foco.
3.	 A Escola Intrageracional (escola para todos)
Nela, o alcance social é ampliado continuamente, visto que o aprender a 
aprender ocorre todos os dias, tanto no ambiente profissional quanto na 
evolução como ser humano.
Atualmente, ainda ocorrem e continuarão ocorrendo transformações, visto que as 
sociedades vão tendo novas necessidades em todos os âmbitos, e essa sociedade 
na qual vivemos escolheu a escola como a responsável por compartilhar o saber 
científico, aquele formalmente transmitido, com certificação.
À medida em que a função social da escola aumenta, aumentam as responsabilidades, 
com novas atividades a serem inseridas nas demandas já significativas que ela tem.
Em Resumo
Caro estudante, conhecemos neste tema os diferentes níveis de interpretação dos 
currículos (o currículo prescrito, o apresentado aos professores, o modelado pelos 
professores, o em ação, o realizado e o avaliado) e ainda as diversas dimensões dos 
currículos (o currículo oficial, o formal, o oculto, o explícito, e ainda o vazio ou nulo) 
que nos fizeram entender que existem tipos diferentes de currículos para as distintas 
necessidades educacionais. Terminamos aprendendo que a função social da escola diz 
respeito aos impactos, aos resultados e à extensão do trabalho executado por ela, com 
relação às atividades realizadas em prol da formação e transformação dos estudantes 
ao longo de sua vida estudantil.
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 9/14
Aplicação na Prática
Atividade de Estudos: 
Após a compreensão do conteúdo exposto, chegou o momento de 
refletir sobre você como gestor(a) do currículo. Pense sobre as questões 
sugeridas e argumente. Pode se colocar na posição do professor que já 
exerce a função ou como acha que realizaria essa tarefa se fosse professor.
- Você, como professor, tem alguma participação nas decisões sobre 
o que ensina em sala de aula, ou segue as diretrizes propostas pela 
Secretaria de Educação? 
- Se você, professor/gestor, participa das decisões, como interfere em 
relação ao conteúdo que é oferecido para seus alunos, em suas aulas? 
Currículo: níveis de interpretação e sua função social. • 10/14
 Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
Ranghetti, Diva Spezia & Gesser, Verônica. (2009). Centro Universitário Leonardo da 
Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi.
https://player.vimeo.com/video/734144446
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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A Evolução do Currículo no Brasil
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A Evolução do Currículo no Brasil • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender as influências sofridas pelos currículos no Brasil;
• Acompanhar o processo de evolução do currículo no Brasil.
A Evolução do Currículo no Brasil
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734144573
A Evolução do Currículo no Brasil • 3/16
Introdução 
Até aqui pudemos compreender a polissemia de conceitos sobre o currículo escolar, 
conseguimos acompanhar a sua trajetória, ao longo do tempo, conhecemos algumas 
características e agora vamos aprender um pouco mais sobre a sua evolução, porém 
com um novo foco, o brasileiro. Precisamos entender como se deu a sistematização 
e caracterização do currículo no Brasil, e para isso vamos começar falando sobre suas 
influências.
É importante conhecermos um pouco da história para entendermos a base de nossa 
identidade (personalidade educacional) e o quanto os processos de formação têm 
exercido influência sobre a nossa escola.
Vale relembrar que os currículos não são neutros ou desinteressados, pelo contrário, 
eles estão carregados de significados, intenções, valores, conteúdos que moldam 
a forma de educar de nosso país. Com o passar do tempo, conforme o momento 
histórico, ocorreram diversas reformas educativas e curriculares em função das 
novas necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas com as quais fomos nos 
deparando, e ainda, de forma a atender outros interesses que também foram surgindo, 
como por exemplo, pelas necessidades do sistema capitalista.
As Influências do Currículo no Brasil
O currículo, no Brasil, sempre sofreu influência internacional, desde a época colonial 
visto que os conteúdos ministrados foram influenciados pelos modelos dos jesuítas, 
marcados pelo rigor metodológico e conteúdos voltados para a inculcação dos valores 
da fé europeia. Era um momento de ‘aculturação’ daqueles que aqui habitavam. 
(Saviani, 2008 como citado em Almeida, 2019)
Em 1549, os jesuítas trouxeram para o país o programa Ratio Studiorum, que se baseava 
na pedagogia tradicional, cujo programa de ensino abrangia conteúdos retirados da 
cultura universal, chamados de humanísticos ou enciclopédicos, que eram repassados 
aos alunos como verdades absolutas. (Machado & Soares, 2020)
Durante a época do Império, a educação brasileira sofreu grande influência norte-
americana, mediante a transferência de teorias e movimentos curriculares, o que 
significa que as bases epistemológicas e teóricas do currículo brasileiro são estrangeiras.
A Evolução do Currículo no Brasil • 4/16
Então, de fato, os estudos sobre os currículos no Brasil tiveram início na década de 
1920, a partir de algumas reformas educacionais que ocorreram na Bahia, e em Minas 
Gerais, momento no qual alguns educadores, que integravam o Manifesto do Pioneiro 
da Nova Escola, passaram a se preocupar com a organização curricular nas escolas 
brasileiras. Buscavam superar a escola tradicional, pouco democrática e voltada para 
a memorização. Esse movimento tinha como características a busca pela educação 
integral, que estava voltada para o desenvolvimento intelectual, físico e moral, a 
educação ativa e prática, voltada para a realização de trabalhos manuais, e ainda o 
desenvolvimento da autonomia e do ensino individualizado. (Ranghetti & Gesser,2009)
Esse foi um primeiro passo para o rompimento com a escola tradicional, dando ênfase 
à natureza social do processo educativo, à tentativa de renovação do currículo, bem 
como dos métodos e das estratégias de ensino e avaliação, e pela preocupação com 
a democratização da sala de aula, para que fosse possível para todos, assim como da 
relação entre professores e alunos.
Porém, é apenas a partir de 1930, com o movimento escolanovista, sob a influência 
dos pensadores norte-americanos John Dewey, John Bobbitt e Ralph Tyler que os 
debates sobre o currículo ganham mais rigor e sistematização. (Machado & Soares, 
2020)
Baseado na escola progressiva de Dewey, os representantes da Escola Nova 
procuravam superar os limites da antiga tradição pedagógica trazida pelos jesuítas, 
de caráter enciclopédico, para desenvolver o sistema educacional brasileiro em um 
novo contexto. 
Os educadores e estudiosos ligados à Escola Nova foram muito importantes nesse 
período, como Anísio Teixeira (1900-1971), Fernando de Azevedo (1894-1974) 
e Lourenço Filho (1897-1970) que defendiam uma escola laica, que fosse gratuita 
e de qualidade para todo o povo brasileiro. Tendo como base o pensamento de 
Dewey, visava-se o educar pela pesquisa. Assim, as propostas curriculares da época 
traziam fortes críticas à pedagogia tradicional enraizada no ensino enciclopédico. 
Essas propostas procuravam transformar o processo no sentido de colocar o aluno na 
posição de sujeito ativo e desenvolvendo uma aprendizagem significativa.
A Evolução do Currículo no Brasil • 5/16
Interessante observar que hoje em dia muito se fala em transformar o aluno em sujeito 
ativo de seu próprio aprendizado, aprendendo a aprender, sendo o seu próprio guia, 
estudando conforme suas necessidades, dentro de um processo de aprendizagem 
significativa, mas aqui podemos perceber que essas ideias nada têm de novas. São 
uma nova roupagem para ideias que tentam ser inseridas por nós, há muito tempo.
Saiba Mais
Se você se interessou pelo processo de evolução do currículo e as 
influências sofridas, assista ao filme O sorriso de Monalisa, estrelado 
por Julia Roberts, que dá uma ideia de como esta questão é abordada 
no mundo. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-40141/
Amplie sua compreensão em relação ao pensamento de Paulo Freire e 
leia o livro: Pedagogia do Oprimido (1974). A primeira publicação se 
deu em 1969, nos Estados Unidos. O livro propõe uma pedagogia com 
uma nova forma de ver o relacionamento que ocorre entre professor, 
aluno e sociedade.
https://www.adorocinema.com/filmes/filme-40141/
A Evolução do Currículo no Brasil • 6/16
Mais um pouco de evolução histórica do currículo no Brasil
De maneira mais informal, pela luta de um grupo de educadores brasileiros, pioneiros, 
tivemos, de fato, os primeiros marcos do currículo no Brasil. Porém, de maneira 
mais formal, na década de 1930, os marcos iniciais ocorreram pela movimentação 
do Instituto Nacional de Pedagogia (Inep), que em 2001 passou a ser chamado de 
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e pelo 
Programa de Assistência Brasileiro-Americana à Educação Elementar, o PABAEE, 
movidos pelos ideais humanistas e progressistas de Dewey e Kilpatrick (no caso do 
Inep) e de uma postura mais tecnicista no trato das questões curriculares (no caso do 
PABAEE).
O PABAEE foi um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos, ocorrido em 1956, e 
que visava a formação de supervisores que pudessem atuar no ensino primário e em 
cursos para professores. Tinha como meta a produção e a distribuição dos materiais 
didáticos elaborados, bem como programas de intercâmbio, especialmente aqueles 
voltados para a formação de mestres e doutores nas áreas de currículo e avaliação, 
nos Estados Unidos. (Ranghetti & Gesser, 2009)
https://player.vimeo.com/video/734144880
A Evolução do Currículo no Brasil • 7/16
Conforme já vimos, as primeiras preocupações com o currículo, no Brasil, tiveram 
início em 1920, e desde então, até a década de 1980, ocorreram transferências das 
teorizações norte-americanas, voltadas para a assimilação dos modelos de elaboração 
curricular, advindos de acordos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, dentro 
de um programa de auxílio à América Latina.
Em virtude desses acordos, muitos especialistas brasileiros procuraram fazer cursos 
de pós-graduação strictu sensu, e a partir de então surgiram as primeiras obras que 
dizem respeito ao currículo no país. A de Anísio Teixeira, por exemplo, focava no 
currículo voltado para as crianças, porém as demais, ainda sob influência das ideias de 
Dewey, estavam voltadas para a elaboração e organização curricular.
Houve, ainda, a influência de obras do educador americano John Bobbitt, como a 
‘The Currículum’, de 1918 e a ‘How to Make a Currículum’, de 1924. Esse estudioso 
queria que o sistema de educação conseguisse explicitar claramente os resultados que 
pretendia obter, que lograsse determinar os métodos para obtê-los, e os métodos de 
mensuração que permitissem determinar que tivessem sido, de fato, alcançados esses 
resultados. Também queria que o sistema de educação estabelecesse os objetivos a 
serem alcançados, que deveriam estar baseados nas habilidades que os estudantes 
precisavam ter para exercer com eficiência suas funções em suas vidas profissionais, 
na fase adulta. Era um sistema voltado para a economia, para a inserção dos alunos no 
mercado de trabalho, e enfatizava que a educação precisava ser tão eficiente quanto 
qualquer outra organização. (Silva, 2008 como citado em Almeida, 2019)
Outro fato importante na evolução do currículo no Brasil foi a promulgação da Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB, em 1961, que deu, por primeira vez, 
ao currículo do ensino primário e do ensino secundário uma certa flexibilidade às 
escolas, para que definissem parte de seus currículos. Uma ou duas disciplinas seriam 
optativas e poderiam ser escolhidas pela instituição.
A Evolução do Currículo no Brasil • 8/16
A discussão sobre currículo no país passa a ser mais intensa, e em 1962 os cursos de 
Pedagogia passam a inserir em suas matrizes curriculares a disciplina ‘Currículos e 
Programas’, presente nos cursos de licenciatura até os dias atuais.
Vale ressaltar que, até a década de 1980, o currículo no Brasil tinha como base as 
teorias funcionalistas norte-americanas, que procuravam explicar que cada instituição 
tem uma função clara na sociedade.
De 1980 a 1990, com o interesse pela democratização da sociedade brasileira, 
surgiram novas questões para compor esse debate. A abertura política gerou uma 
necessidade de repensar a sociedade, e no que se refere aos espaços escolares, não 
foi diferente, surgiu um interesse em desenvolver duas modalidades, uma como um 
espaço de expressão para as ideias populares voltadas para o exercício da autonomia 
popular, e a outra que se baseava na centralidade da educação escolar, estimulando o 
acesso a toda a população, inclusive às camadas mais baixas da sociedade. (Almeida, 
2019)
Sendo assim, as bases formais se estabeleceram com a criação, em 1996, da Lei de 
Diretrizes e Bases (LDB), Lei nº 9.394, que determina que à União, juntamente com os 
estados e municípios, compete determinar os conteúdos mínimos a serem ministrados 
em todo o país. Enquanto compete ao Plano Nacional de Educação (PNE), determinar 
as diretrizes, metas e estratégias a serem adotadas entre os anos de 2014 e 2024 para 
a política educacional.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre a LDB acesse o seguinte endereço 
eletrônico e aproveite:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/572694 acessado em 01 
de junho de 2022
https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/572694
A Evolução do Currículo no Brasil • 9/16
Em 1997, o MEC publicou os Parâmetros Curriculares Nacionais, chamados de 
PCNs (composto por dez volumes), que intensificam as discussões acerca do 
currículo no Brasil. Teve como consultor o professor CésarColl, da Universidade 
de Barcelona, seguindo o modelo espanhol, com predomínio construtivista. (Eyng, 
2012)
Caminhando um pouco mais nessa trajetória brasileira, em 2017, após muitos 
anos de discussões e debates, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi 
aprovada, com a intenção de servir de guia para a elaboração e estruturação dos 
currículos e atividades pedagógicas em todo o país. Trataremos sobre ela, com mais 
detalhes, nas próximas aulas.
Saiba Mais
Acesse o endereço eletrônico abaixo e conheça com mais profundidade 
o texto da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. http://
basenacionalcomum.mec.gov.br/ acessado em 01 de junho de 2022.
Conheça o Guia de implementação dos Currículos alinhados à BNCC. 
(2022). https://observatorio.movimentopelabase.org.br/conheca-o-
guia-de-implementacao-dos-curriculos-alinhados-a-bncc/ acessado 
em 01 de junho de 2022.
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
https://observatorio.movimentopelabase.org.br/conheca-o-guia-de-implementacao-dos-curriculos-alinhados-a-bncc/
https://observatorio.movimentopelabase.org.br/conheca-o-guia-de-implementacao-dos-curriculos-alinhados-a-bncc/
A Evolução do Currículo no Brasil • 10/16
Em Resumo
Caro estudante, ao longo deste tema, conversamos sobre a influência dos jesuítas 
nas primeiras ideias curriculares do Brasil, depois, na época do Império vimos que a 
educação brasileira sofreu grande influência norte-americana. Na década de 1920, 
ocorreram algumas reformas educacionais e surgiu o Manifesto do Pioneiro da Nova 
Escola, que buscava superar a escola tradicional, pouco democrática e voltada para a 
memorização. Porém, foi apenas a partir de 1930, com o movimento escolanovista, que 
as discussões sobre o currículo ganharam rigor e sistematização. Outro fato importante 
foi a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1961, 
que deu, pela primeira vez, uma certa flexibilidade às escolas. De 1980 a 1990, com o 
interesse pela democratização da sociedade brasileira, foram surgindo novas questões. 
Houve a criação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), em 1996 e em 1997 o MEC publica os 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que intensificam as discussões sobre currículo 
brasileiro. Finalmente, em 2017, após muitos anos de discussões e debates, foi aprovada 
a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A Evolução do Currículo no Brasil • 11/16
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734145337
A Evolução do Currículo no Brasil • 12/16
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Eyng, Ana Maria. (2012). Currículo escolar. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
Ranghetti, Diva Spezia & Gesser, Verônica. (2009). Centro Universitário Leonardo da 
Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Currículo: concepções e teorias.
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Currículo: concepções e teorias. • 2/18
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender quais são e a importância das Teorias do Currículo.
• Conhecer as tendências pedagógicas liberais ou conservadoras
• Estudar as diferenças entre a teoria tradicional, crítica e pós-crítica da
educação.
Currículo: concepções e teorias.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734145450
Currículo: concepções e teorias. • 3/18
Introdução 
Já estudamos os conceitos de currículo, aprendemos sobre a dificuldade de chegar 
a um consenso nessa definição, caminhamos pela origem e trajetória do currículo e 
agora devemos nos perguntar: que conteúdos devem ser ensinados nas escolas? 
Como identificar qual a prioridade? Esses conteúdos devem guardar relações, devem 
estar associados de alguma forma? Deve haver algum vínculo entre o que é ensinado 
na escola e o que acontece na vida em sociedade? O que os discentes precisam ter 
de conhecimento quando se encerra um período letivo, ou mesmo um curso? Qual o 
conteúdo que precisamos passar aos nossos alunos para que estejam aptos a adentrar 
no mercado de trabalho e serem profissionais de sucesso?
É sobre tudo isso que os estudiosos dos currículos têm procurado refletir e debater 
ao longo dos anos. Os estudiosos enfatizam que os currículos, ao menos, devem 
acompanhar o que acontece no ambiente político, social, cultural e econômico do país, 
como sendo um reflexo da sociedade, ou a sociedade sendo o reflexo do currículo 
estabelecido, sistematizado e desenvolvido pelas instituições de ensino.
Precisamos então compreender as diferentes perspectivas de estudo dos currículos, 
como a sua função social, seu campo teórico e prático e como o resultado de um 
plano de educação.
Vimos, com o estudo dos conceitos de currículo, que ele não é fixo, imutável, estagnado, 
inerte ou concluído, pelo contrário, está sempre aberto a alterações, acompanhando 
as transformações que ocorrem em sociedade e as novas necessidades que surgem, 
adequando-se constantemente, influenciando e sendo influenciado pela sociedade.
A verdade é que a mais correta concepção de currículo surge com a necessidade de 
escolha do conteúdo que será ministrado pela escola, observando os impactos que 
ele poderá causar no desenvolvimento da sociedade. (Almeida, 2019)
Currículo: concepções e teorias. • 4/18
Saviani (2005, como citado em Eyng 2012) comenta que, levando em consideração 
a perspectiva histórica do currículo, ele abrange os conhecimentos, as ideias, os 
hábitos, os valores e convicções, as teorias, técnicas e recursos, e ainda os artefatos, 
ferramentas, procedimentos, competências e habilidades, dentre outros, dispostos em 
um conjunto de disciplinas escolares, em seus respectivos programas, com o detalhe 
das atividades a serem realizadas e avaliadas. Para alguns, pode ser considerado como 
mera transposição dos conhecimentos para a sala de aula, mas devemos reconhecer 
que a forma como os elementos culturais vão sendo inseridos na realidade educacional, 
cria o chamado ‘saber escolar’. Podemos dizer, então, que o currículo tem se revelado 
um tipo de reinvenção da cultura.
Ao longo da história, algumas teorias pedagógicas foram surgindo e dando origem 
a outras posteriores a elas. Podemos dizer que tivemos as tendências pedagógicas 
liberais ou conservadoras, a perspectiva tradicional, a escolanovista, e tecnicista e temos 
as tendências atuais. Façamos, então, uma viagem no tempo para compreendermos 
as bases de cada uma delas. (Machado & Soares, 2020)
Teorias do Currículo
Vimos que a concepção de currículo vem da necessidade de escolher o conteúdo 
que deverá ser ministrado na escola, portanto, a primeira teoria desenvolvida sob 
essa ótica foi chamada de teoria tradicional, seguida das teorias crítica e pós-crítica. 
A primeira tem como base os princípios da administração científica. Por outro lado, 
as teorias crítica e pós-crítica surgem por questionarem a inclusão ou não de certos 
conteúdos aos currículos, tentando aproximar as ideias de conhecimento, ideologia e 
empoderamento dos indivíduos que serão formados por aquele currículo.
É importante que o professor ou gestor de uma entidade escolar conheça as diferentes 
teorias para conseguir reconhecer os distintos aspectos que caracterizam cada uma 
delas, não apenas para diferenciá-las, mas para poder transpô-las para a sua própria 
prática docente, caso contrário, poderá se enganar ao elaborar e executar propostas 
pedagógicas causandouma prática confusa e não efetiva. Então, vamos a elas.
Currículo: concepções e teorias. • 5/18
As tendências pedagógicas liberais ou conservadoras
Nesta tendência, a manifestação da prática pedagógica ocorre até 1930. Vale relembrar 
que até 1759 tem-se a hegemonia jesuítica da igreja católica, e de 1759 a 1930 as 
questões leigas do liberalismo clássico.
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre o período de estudo embasado nos jesuítas? 
Veja o seguinte vídeo:
Vital, Ana. (2015) História da Educação: educação jesuítica: https://
www.youtube.com/watch?v=VMa-KHM8hlI acessado em 02 de junho 
de 2022
Para aprender mais sobre as diferentes tendências pedagógicas leia o 
seguinte texto:
6 tendências pedagógicas que todo estudante deve ficar de olho. (2020) 
https://blog.pitagoras.com.br/tendencias-pedagogicas/#:~:text=A%20
Pedagogia%20liberal%20acredita%20que,considerado%20algo%20
aberto%20ou%20democr%C3%A1tico. acessado em 02 de junho de 
2022
Nesse período, o papel da escola era o de transmissora de conhecimentos, 
impossibilitando qualquer tipo de mobilidade social, sendo a educação um 
privilégio para as classes mais favorecidas. Nesse modelo, o discente deveria 
reproduzir, de forma integral, mediante a memorização, o que lhe era ensinado, na 
realização de provas, avaliações orais, exercícios de fixação e trabalhos de casa.
https://www.youtube.com/watch?v=VMa-KHM8hlI
https://www.youtube.com/watch?v=VMa-KHM8hlI
Currículo: concepções e teorias. • 6/18
Aqui, o vínculo entre professores e alunos é vertical, ou seja, o professor é o centro 
do processo, o detentor do conhecimento, autoritário, e ao aluno cabe a postura 
passiva, submissa, de receptor do conhecimento e sujeito a castigos. Quem não se 
lembra de já ter visto em filmes, séries, ou histórias em quadrinhos a figura de um 
aluno sentado em um banquinho, em um canto da sala de aula, de costas, e com um 
chapéu de burro na cabeça? Talvez os mais jovens nem saibam que isso acontecia em 
um passado não tão distante, mas acontecia. (Machado & Soares, 2020)
A Teoria Tradicional
Esta teoria, imersa no campo das teorias não-críticas, nasceu dos princípios da 
Administração Científica, na década de 1920, nos Estados Unidos, focada na população 
que ia à escola, buscando a sua formação. Era necessário que o sujeito que frequentava 
a escola pudesse usar tudo aquilo que estava explicitado no currículo.
A máxima expressão desse grupo é John Franklin Bobbitt (1876-1956), com seu 
livro ‘The Currículum’, de 1918, em cujo modelo de currículo os alunos deveriam 
ser processados como um produto fabril. Para Bobbitt, o currículo representava a 
especificação precisa de objetivos, de procedimentos e de métodos para obter 
resultados que pudessem ser mensurados com bastante precisão.
Pouco depois, Ralph Tyler (1902-1994) disse que a escola deveria constituir seus 
objetivos, propor as formas como atingi-los e avaliar os alunos, para identificar se os 
objetivos tinham sido, deveras, alcançados.
Em 1930, John Dewey (1859-1952), filósofo e pedagogo, declarou que a instituição 
escolar era o melhor lugar para o aprendizado, entre outras coisas. Para ele, o currículo 
precisava estar voltado para a vivência dos alunos.
Currículo: concepções e teorias. • 7/18
Figura 1 – Elementos das Teorias do Currículo
Fonte: adaptado por Silva, 2010, p. 7 como citado em Almeida, 2019, p. 43
A teoria tradicional apresenta um currículo com uma formatação com conteúdos 
individualizados e voltados para disciplinas específicas, visto que a ideia central é 
preparar o aluno para sua atuação em sociedade, apreendendo um conteúdo 
particionado, enciclopédico e interdependente entre disciplinas sem conexão. 
Portanto, o currículo, neste caso, está voltado para a quantidade de conteúdos e 
não para a sua qualidade.
Vale ressaltar, que nesta teoria a função do discente é passiva, apenas como um 
recebedor dos conteúdos transmitidos, trabalhando a memorização por meio da 
repetição. (Machado & Soares, 2020)
A partir das décadas de 1920 e 1930, com o processo de urbanização, o currículo 
passou por mudanças que refletiram na forma de pensar a escola. São nomes 
importantes Fernando Azevedo e Anísio Teixeira.
Currículo: concepções e teorias. • 8/18
Teoria Crítica
A teoria tradicional começa a perder força e a ser questionada por volta da década de 
1960, e assim o foco deixou de ser a forma como o currículo era feito para ser o que 
ele, de fato, faz. Sob essa ótica o currículo precisa se voltar para o que está acontecendo 
na sociedade, para os avanços científicos e questões políticas e ideológicas, além de 
focar nos conteúdos específicos que serão ministrados por disciplina.
O filósofo francês Louis Althusser (1918-1990), autor da obra Ideologia e aparelhos 
ideológicos do Estado, de 1970, pela primeira vez mostrou uma ligação entre a 
educação e a ideologia, que constitui as bases da teoria crítica.
Para essa teoria, a sociedade capitalista não seria capaz de se manter se não houvesse 
instituições que fossem capazes de reproduzir as suas ideias econômicas e ideológicas, 
como a religião, as mídias, a escola e a família.
Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron também são nomes reconhecidos nessa teoria, 
e afirmavam que a escola é uma entidade fundamental na educação do cidadão, um 
espaço de formação bem como de sociabilização.
https://player.vimeo.com/video/734145808
Currículo: concepções e teorias. • 9/18
A partir de 1970, surgem ainda Henry Giroux e Michael Apple como grandes estudiosos 
do currículo. O primeiro afirma que os alunos estão caracterizados como “técnicos 
obedientes, executando os preceitos do programa curricular” (Giroux, 1997, p. 25, 
como citado em Almeida, 2019, p.47) e as escolas são meros lugares de instrução e 
reprodução da cultura dominante.
A pedagogia crítica, também chamada de progressista ou contra-hegemônica, tem 
como base que o conhecimento e o poder precisam sempre estar sujeitos ao debate, 
de forma que professores e alunos se transformem em agentes críticos, questionadores 
da relação que deve existir entre a teoria e a prática, a análise crítica e o senso comum 
e entre o aprendizado e a transformação da sociedade.
Apple, por outro lado, questiona qual o conhecimento que é verdadeiro, e quem 
o escolhe como verdadeiro, enfatizando que o currículo não é um conjunto de 
conteúdos neutros, mas faz parte da escolha de alguém, da visão de um grupo de 
pessoas, produto de tensões, conflitos e concessões culturais, políticas e econômicas 
de um povo.
Paulo Freire (1921-1997), um dos maiores expoentes desta teoria, afirma que a simples 
transmissão de conhecimento que ocorre na escola gera discentes passivos. Em suas 
famosas obras ‘Pedagogia do Oprimido’, de 1974, e ‘Pedagogia da Autonomia’, de 
1996, ele informa que o professor deposita conhecimentos em seus alunos, chamando 
a prática de ‘educação bancária’.
Currículo: concepções e teorias. • 10/18
Freire pretendia divulgar uma educação na qual o professor não deveria ser apenas 
responsável pela transmissão do conhecimento ao aluno, mas possibilitar que o 
discente pudesse desenvolver uma consciência política sobre os protagonistas do 
processo de ensino e aprendizado, mediante o diálogo. Para ele, a educação deve 
partir da realidade do aluno, de suas vivências, questionando as relações desiguais e 
injustas.
Nesta teoria, sobressai o currículo oculto, que é aquele que expõe as normas, princípios 
e valores que são transmitidos de forma tácita pela escola.
Teoria pós-crítica
Esta teoria, que se espalhou pelos meios de comunicação em massa, observa o 
currículo sob a ótica do multiculturalismo e presume que nenhuma cultura é melhor 
(ou pior) do que outra. A teoria pós-crítica caracteriza a sociedade por sua leveza, a 
sociedade em rede, cunhada por Manuel Castells em 1999, em que há uma ruptura 
dos paradigmas, difundindo movimentos sociais como o feminismo, movimentos 
ecológicos e contra os preconceitos raciais, ou seja, de defesa dos direitoshumanos, 
de forma a ressaltar a liberdade individual e a transformação social.
Saiba Mais
Para conhecer mais sobre este fantástico estudioso da Teoria Crítica leia 
os seguintes livros:
Freire, Paulo. (2019) Pedagogia do Oprimido. Escrito enquanto o 
escritor estava exilado no Chile, mostra as relações que sustentam uma 
ordem injusta, responsável pela violência causada pelos opressores e 
pelo medo que os oprimidos sentem da liberdade.
Freire, Paulo. (2019) Pedagogia da Autonomia. Neste livro publicado 
em 1996 o autor reflete sobre o ato de ensinar e o que ele exige dos 
educadores e dos educandos.
Currículo: concepções e teorias. • 11/18
Castells (2004 como citado em Almeida, 2019) afirma que essas mudanças estão 
ligadas à revolução que ocorreu com o surgimento e desenvolvimento das Tecnologias 
Digitais de Informação e de Comunicação (TDICs), cuja disseminação de informações 
favorece a produtividade e o poder.
Quanto ao currículo, prega que o multiculturalismo mostra que a desigualdade, no 
que se refere à educação e currículo, é causada pelos conflitos de gênero, etnia, raça 
e sexualidade, portanto o currículo precisa contemplar a questão da diversidade.
Esta teoria visa possibilitar a ampliação dos debates políticos e sociais, dentro e fora 
da escola, levando em conta as questões étnico-raciais, de sexo e de classe social.
Currículo: concepções e teorias. • 12/18
Quadro 1 - As Teorias do Currículo
Fonte: baseado em Silva, 2007, p. 17 como citado em Eyng, 2012, pp. 36-37
Currículo: concepções e teorias. • 13/18
Em Resumo
Então, podemos entender que, enquanto as teorias tradicionais se preocupam com a 
organização do currículo, as teorias críticas e pós-críticas se preocupam com as ligações 
entre o saber, a identidade e o poder dos agentes envolvidos. Também vale ressaltar que 
as teorias pós-críticas não se opõem às críticas, na verdade elas aumentam, ampliam 
a sua abrangência, enfatizando a cultura, superando os estereótipos, a discriminação, 
incluindo a diversidade.
Currículo: concepções e teorias. • 14/18
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Eyng, Ana Maria. (2012). Currículo escolar. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
https://player.vimeo.com/video/734146053
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Modelos de Currículo: os currículos 
internacionais
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Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer o legado dos currículos internacionais.
• Entender em que consiste a internacionalização dos currículos.
Modelos de Currículo: os currículos internacionais
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734146167
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 3/14
Introdução 
Hoje, muito se fala em globalização, e nos efeitos dela no mundo, em todos os 
âmbitos, social, político, econômico, cultural e tecnológico, determinando um novo 
modo de vida em sociedade. As informações são transmitidas instantaneamente e 
é possível comercializar com qualquer país do mundo em apenas alguns minutos. 
No que se refere à educação, não tem sido diferente. As práticas pedagógicas, os 
processos de avaliação, as formulações dos currículos, e até mesmo a gestão escolar 
têm sido influenciados pelas mudanças globais, visto que a escola é uma instituição 
reconhecida como sendo a propagadora de uma cultura mundial.
Dentro desse contexto, é importante ressaltar que um dos legados que as políticas 
internacionais deixaram para a educação é o modelo para elaboração de competências, 
de conhecimentos, de atitudes, de habilidades, de emoções e de valores. Assim, o 
currículo é visto como um reforço de normas e convenções educativas de caráter 
internacional. (Almeida, 2019)
Vamos juntos conhecer um pouco mais sobre as influências dos currículos internacionais 
na educação.
O legado dos currículos internacionais
Um exemplo de interferência externa nas políticas educacionais brasileiras foi a do 
Banco Mundial (BM), em 1970. O Ministério da Educação e o Banco Internacional para 
Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) deram início a alguns estudos em conjunto 
na década de 1970, embora os financiamentos do banco para o ensino primário 
(entendido como as quatro primeiras séries do fundamental) só tenham iniciado em 
1980.
Até esse momento, os financiamentos seguiam a linha de desenvolvimento mais 
tradicional. O primeiro empréstimo foi realizado no final de 1960, tendo como 
foco o ensino vocacional, que era entendido como fator direto para influenciar o 
crescimento industrial de forma intensa. O projeto se deu entre 1971 e 1978 para 
garantir a melhoria e a ampliação do ensino técnico do 2º grau, industrial e agrícola.
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 4/14
Constatamos que o Banco Mundial influenciou de forma significativa as políticas de 
educação brasileiras, e portanto, a elaboração dos currículos que foram adotados nas 
escolas do país. Nas décadas seguintes, esse modelo sofreu várias críticas.
Vale ressaltar que o Banco Mundial não age sozinho, mas conta com o suporte dos 
Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, com o Fundo Monetário Internacional 
(FMI), com a Organização Mundial do Comércio (OMC) e ainda com a Organização 
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) 
também é um órgão internacional que determina regras e políticas internacionais para 
o processo educativo. Em 2016, ela lançou o ‘Glossário de terminologia curricular’ 
em língua portuguesa, que é uma obra que apresenta uma lista de termos técnicos 
voltada para a área da educação básica e da educação superior, trazendo significados 
e conceitos, bem como uma tabela de correspondência dos vocábulos em português 
e inglês. (Almeida, 2019)
Mas e no currículo? No currículo uma das grandes influências teve a ver com as 
avaliações, que chegaram às escolas do Brasil sem nenhum tipo de adequação, visto 
que foram pensadas e elaboradas para o ensino nos países de primeiro mundo. 
Isto posto, é claro que a avaliação não tratava de questões que diziam respeito à 
realidade de cada escola, à comunidade na qual estava inserida e nem nos sujeitos 
que a frequentam, pelo menos não na maior parte dos casos. Essas avaliações não 
levavam em conta a infraestrutura das escolas brasileiras, a capacitação dos docentes 
ou os investimentos realizados, ou seja, não refletiam a realidade das escolas. Portanto, 
apenas por essas avaliações em larga escala não era possível ter resultados satisfatórios 
e conclusivos.
No Brasil contemporâneo, as avaliações curriculares são realizadas pelo Sistema 
Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que foi reestruturado em 2005 e 
passou a ser composto por 3 avaliações externas de larga escala.
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 5/14
Figura 1 - Estrutura do Saeb
Fonte: Paraná, 2008, p. 1, como citado em Almeida, 2019, p. 66
O Saeb é formado por um conjunto de avaliações externas em larga escala, feito 
pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 
forma a obter um diagnóstico sobre a educação básica brasileira e identificar aqueles 
fatores que possam vir a interferir no desempenho dos alunos.
Essas avaliações são aplicadas tanto nas escolaspúblicas quanto nas privadas, através 
de questionários que analisam o nível de aprendizado dos alunos. Seus resultados 
servem como norteadores da qualidade do ensino que vem sendo oferecido e do 
monitoramento e aprimoramento das políticas educacionais realizadas. (Sae Digital, 
2022)
É aplicado desde 1990 e vem passando por diversas alterações, embora os objetivos 
no novo Saeb permaneçam os mesmos, quais sejam:
Construir uma cultura avaliativa, ao oferecer à sociedade, de forma transparente, 
informações sobre o processo de ensino-aprendizagem em cada escola, 
comparáveis em nível nacional, anualmente e com resultados em tempo hábil, 
para permitir intervenções pedagógicas de professores e demais integrantes 
da comunidade escolar. (Brasil, 2021, art. 3.º, I)
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 6/14
Saiba Mais
Ficou interessado em conhecer um pouco mais sobre o SAEB? Acesse o 
seguinte endereço eletrônico: 
Ministério da Educação: Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb. 
https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-
educacionais/saeb
https://sae.digital/novo-saeb/ acessado em 04 de junho de 2022
https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/saeb
https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/saeb
https://sae.digital/novo-saeb/
https://player.vimeo.com/video/734146463
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 7/14
A internacionalização dos Currículos
Em 2001, foi criada a International Association for the Advancement of Currículum 
Studies (IAACS), que pode ser traduzida como Associação Internacional para o 
Avanço de Estudos Curriculares, que visava desenvolver um campo global de estudos 
sobre currículo para conseguir o diálogo acadêmico, dentro de fora das fronteiras 
dos países, para debater sobre conteúdo, contexto e processo na educação.
Desde a criação, já foram realizadas reuniões trienais na China, na Finlândia, na África 
do Sul e no Brasil (neste, em 2012), da qual participaram pesquisadores de várias 
nacionalidades para discutir a internacionalização dos estudos dos currículos.
Também ocorreu a criação de Colóquios Luso-Brasileiros de Questões Curriculares 
no intuito de difundir a ideia da internacionalização dos currículos e alguns estudiosos 
brasileiros vêm fazendo esse estudo.
Saiba Mais
Quer saber mais sobre a internacionalização do campo do currículo? 
Então leia os seguintes textos ou acesse os links.
Moreira, Antonio Flávio Barbosa (2012). A internacionalização do campo 
do currículo. https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/1666 
acessado em 04 de junho de 2022
IAACS. https://www.iaacs.ca/ acessado em 04 de junho de 2022
V Colóquio LusoAfro-Brasileiro de Questões Curriculares. (2021) 
https://plataforma9.com/congressos/v-coloquio-luso-afro-brasileiro-
de-questoes-curriculares-2021 acessado em 04 de junho de 2022
https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/1666
https://www.iaacs.ca/
https://plataforma9.com/congressos/v-coloquio-luso-afro-brasileiro-de-questoes-curriculares-2021
https://plataforma9.com/congressos/v-coloquio-luso-afro-brasileiro-de-questoes-curriculares-2021
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 8/14
Moreira (2012 como citado em Almeida, 2019) explica que a internacionalização:
1. aplica-se a práticas sociais que não procuram a homogeneização;
2. não está limitada ao simples movimento de levar teorias e práticas de um país 
para outro país;
3. desenvolve-se a longo prazo e exige uma disposição para ensinar e aprender 
com outros países;
4. causa mudanças na forma de pensar e nas atitudes das pessoas de forma a 
encontrar um ponto comum;
5. apresenta aspectos sociais, culturais, morais, éticos e políticos que perpassam o 
aspecto econômico;
6. ao se pensar as questões curriculares, as relações de poder estarão necessariamente 
envolvidas e deverão ser avaliadas;
7. tanto podem ser feitas tentativas de fomentá-la nas instituições ou com os 
indivíduos, como de analisar os seus resultados nas teorias, nas práticas e nas 
políticas educacionais.
Portanto, entendemos que a internacionalização do currículo vai além de simplesmente 
juntar várias culturas, envolve pensar sobre a sua prática de forma conjunta, assim 
como considerar as trocas sobre como ensinar e aprender e favorecer uma mudança 
nos pensamentos e nas relações de poder.
Em Resumo
Vimos, ao longo desta aula, que muitos foram os legados passados pelos organismos 
internacionais e aprendemos também que a internacionalização dos currículos vai 
além de apenas juntar as várias culturas. É uma tentativa de pensar de forma conjunta, 
para possibilitar uma mudança de pensamento, postura e relações de poder. Cabe a 
nós agora refletirmos sobre os impactos dessas influências para a construção de nossa 
identidade curricular, e para tanto, continuaremos aprendendo. Espero por você no 
próximo Tema.
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 9/14
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734146668
Modelos de Currículo: os currículos internacionais • 10/14
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Brasil. (2021). Portaria Inep nº10 de 08 de janeiro de 2021. Publicado no 
Diário Oficial da União.https://abmes.org.br/legislacoes/detalhe/3434/
portaria-inep-n-10#:~:text=Estabelece%20par%C3%A2metros%20e%20
fixa%20diretrizes,Revoga%3A%20N%C3%A3o%20revoga%20nenhuma%20
Legisla%C3%A7%C3%A3o. acessado em 05 de junho de 2022. 
Sae Digital. (2022). Novo Saeb - Ingresso para a Educação Superior. https://sae.digital/
novo-saeb/ acssado em 05 de junho de 2022
https://sae.digital/novo-saeb/
https://sae.digital/novo-saeb/
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Influências de currículos internacionais na 
educação mundial
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Influências de currículos internacionais na educação mundial • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer as bases do currículo britânico
• Apreender um pouco do currículo suíço.
• Estudar o currículo australiano e suas características.
Influências de currículos internacionais na educação 
mundial
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734146760
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 3/14
Introdução 
Neste tema, apresentaremos alguns modelos de currículos internacionais que são 
utilizados por algumas escolas brasileiras, juntamente com o currículo nacional. Nessa 
relação, perceberemos que é possível trabalhar com ambos na escola.
Muitas vezes, associar ideias de outros currículos, ainda que não sejam nacionais, pode 
enriquecer a forma como estruturamos o nosso, trazendo possibilidades inovadoras 
e uma nova maneira de olhar para as nossas necessidades.
Alguns currículos internacionais são reconhecidos em muitos países do mundo, e 
justamente por isso são usados em conjunto com currículos nacionais, associando o 
que há de melhor neles com as necessidades de cada nação.
Comecemos pelo currículo britânico.
Modelo de Currículo de Origem Britânica
O International Primary Currículum (IPC) é um currículo inglês que está presente em 
mais de 90 países e em 1800 escolas ao redor do mundo. Tem estrutura interdisciplinar 
e coloca o foco nas habilidades pessoais e acadêmicas, apresentando uma visão 
internacional. 
Nele, as aulas se organizam em unidades de 8 a 10 semanas e se estruturam dentro 
de uma única temática, pensada de forma a estimularos alunos e melhorar a sua 
performance em seu processo de aprendizagem.
Esse método permite desenvolver uma maior autonomia do professor, de forma que 
ele possa organizar os diferentes campos do saber, escolhendo as melhores práticas 
para atingir seus objetivos educativos ao longo do curso.
Muitos professores em todo o mundo compartilham ativamente materiais e recursos 
ligados ao IPC como links, vídeos, planos de aulas, entre outros, promovendo o 
desenvolvimento contínuo de melhorias no currículo. (Almeida, 2019)
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 4/14
O IPC oferece para as escolas:
● um processo preciso de ensino, e a filosofia e pedagogia do IPC;
● os objetivos de aprendizagem abrangem objetivos pessoais, internacionais e de
cada matéria;
● as unidades de aprendizagem guiam o planejamento dos docentes e oferecem
ideias para aplicar nas aulas;
● o
● o
 My-Fieldwork ajuda a planejar, compartilhar, fazer webinars e inserir recursos; 
processo de autoavaliação contém uma série de rubricas para que as escolas 
possam avaliar seus resultados com o IPC; 
● o credenciamento (que é opcional) oficializa o uso do IPC;
● o programa completo de aprendizagem profissional do IPC: presencial, on-line e 
misto. (British Council).
Saiba Mais
O IPC transforma crianças de 5 a 11 anos de idade em aprendizes 
informados, com competências globais e mais preparados para o futuro.
Por meio da pedagogia progressiva, da metacognição e das melhores 
práticas para a educação primária, o IPC atende às necessidades 
das crianças enquanto elas desenvolvem seus conhecimentos, suas 
habilidades e seus entendimentos. (Fieldwork Education)
Para saber mais acesse: 
https://fieldworkeducation.com/curriculums/primary-years acessado 
em 04 de junho de 2022
https://fieldworkeducation.com/curriculums/primary-years
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 5/14
Modelo de Currículo de Origem Suíça
O International Baccalaureate (IB) é uma fundação, que tem sede em Genebra, na 
Suíça e oferece 4 programas de educação:
1.	 Anos primários - para alunos de 3 a 12 anos;
2.	 Ensino médio - para alunos de 11 a 16 anos;
3.	 Carreiras - para alunos de 16 a 19 anos; e
4.	 Programa de Diploma - para alunos de 16 a 19 anos.
Esses diferentes programas são oferecidos para várias escolas no mundo com o intuito 
de formar ‘cidadãos do mundo’, estimulando o pensamento crítico dos estudantes 
em sala de aula, inserindo a diversidade étnica e cultural.
O currículo aplicado varia de escola para escola, porém, na maioria consta o ensino da 
língua nativa (no caso do Brasil, o português), o ensino de uma segunda língua (inglês, 
francês, espanhol), o ensino das ciências naturais (biologia), o ensino das ciências 
sociais (geografia), o ensino da matemática e o ensino da filosofia ou artes. 
https://player.vimeo.com/video/734146968
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 6/14
O currículo do IB tem como metas desenvolver nos alunos uma mentalidade 
internacional, de forma a assimilarem as competências e habilidades que sejam 
suficientes para se tornarem críticos e comunicativos.
Também é um programa que aumenta o aprendizado das diferentes línguas e culturas, 
assimilando ideias, assuntos e informações mundialmente importantes nesse contexto 
atual globalizado. (Almeida, 2019)
Vale ressaltar que esse tipo de currículo vem sendo muito usado por diversas escolas 
no Brasil. Um dos motivos é o fato de preparar estudantes para estudar no exterior. 
O currículo IB foi criado em 1968, e atualmente é oferecido em quase 4 mil escolas 
em 140 diferentes países. No entanto, o processo para uma escola poder oferecer os 
programas da Fundação dura em média três anos, e existe para que todos os alunos 
matriculados em escolas IB possam ter o mesmo padrão de ensino em qualquer lugar 
do mundo. É uma forma de manter a qualidade do ensino. (Student Travel Bureau)
Saiba Mais
Para conhecer mais sobre o International Baccalaureate (IB) acesse os 
seguintes endereços eletrônicos:
Bellani, Brenda. (2015) O que é International Baccalaureate (IB)? https://
www.hotcourses.com.br/study-abroad-info/applying-to-university/o-
que-e-international-baccalaureate/#:~:text=O%20International%20
Baccalaureate%20(IB)%20%C3%A9,superior%20em%20uma%20
universidade%20internacional. acessado em 04 de junho de 2022
EF Academy. Por que escolher o IB? 10 motivos para estudar o IB 
Diploma no Ensino médio. https://www.ef.com.br/blog/efacademyblog/
por-que-escolher-o-ib-10-motivos-para-estudar-o-ib-diploma-no-
ensino-medio/ acessado em 04 de junho de 2022
https://www.ef.com.br/blog/efacademyblog/por-que-escolher-o-ib-10-motivos-para-estudar-o-ib-diploma-no-ensino-medio/
https://www.ef.com.br/blog/efacademyblog/por-que-escolher-o-ib-10-motivos-para-estudar-o-ib-diploma-no-ensino-medio/
https://www.ef.com.br/blog/efacademyblog/por-que-escolher-o-ib-10-motivos-para-estudar-o-ib-diploma-no-ensino-medio/
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 7/14
Modelo de Currículo de Origem Australiana
Até o ano de 2008, cada Estado, na Austrália, era o responsável por definir a forma 
como suas políticas educacionais seriam desenvolvidas. Durante esse período, o 
Conselho Ministerial de Educação, Emprego, Treinamento e Assuntos da Juventude 
da Austrália, manteve-se preocupado com as diferenças em termos de currículos 
que eram ofertados pelas diferentes escolas. Passa, então, a entender que todas as 
crianças, independentemente de onde vivessem, tinham o direito de aprender os 
mesmos conteúdos escolares.
A partir de 2008, atribuiu à Australian Curriculum, Assessment & Reporting Authority 
(Acara) a responsabilidade para que, em dez anos, elaborasse um currículo nacional. 
Em cerca de dois anos, a Acara elaborou propostas curriculares para as disciplinas de 
matemática, inglês, história e ciências dos ensinos fundamental e médio.
O Centro de Referências em Educação Integral (2014, como citado em Almeida, 
2019) detalha que esse currículo levou em consideração 8 diferentes áreas do 
conhecimento, inserindo as mais tradicionais e aquelas consideradas fundamentais 
para o desenvolvimento dos conhecimentos dos alunos além do contexto escolar.
Também considerou demandas de outros setores da sociedade como o profissional 
e o ensino superior, de forma que a aprendizagem abrangesse conteúdos o mais 
próximos possível da realidade e do projeto de vida e das necessidades dos discentes.
Dentre os conteúdos, consideram-se as habilidades de letramento, dos números, 
das tecnologias de informação e comunicação (TIC), do pensamento crítico, 
do pensamento criativo, e ainda as habilidades pessoais e sociais, bem como o 
conhecimento intercultural e sobre atitudes éticas. (Almeida, 2019)
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 8/14
Em Resumo
Ao longo desta aula, pudemos conhecer o International Primary Currículum (IPC), modelo 
inglês, que tem estrutura interdisciplinar e coloca as habilidades pessoais e acadêmicas 
no foco dos estudos. Além dele, vimos o International Baccalaureate (IB), que é o modelo 
suiço, que procura formar ‘cidadãos do mundo’, com pensamento crítico, inseridos 
na diversidade étnica e cultural. E finalmente pudemos aprender um pouco sobre o 
Australian Curriculum, Assessment & Reporting Authority (Acara), currículo australiano, 
que considera que todas as crianças, independentemente de sua origem, têm o direito 
de aprender os mesmos conteúdos escolares. Com todos esses exemplos de modelos 
curriculares que são encontrados em escolas particulares do Brasil, pudemos constatar 
como o currículo sofre influências externas até os dias atuais, e pudemos verificar que é 
possível inserir em nossas práticas os conhecimentos advindos do exterior, associando-
os aos nossos.
Saiba Mais
Para saber mais sobre o Australian Curriculum, Assessment & Reporting 
Authority, acesse:
 Acara: https://www.acara.edu.au/ acessado em 05 de junhode 2022
National Assessment Program: https://www.nap.edu.au/about/about-
acara acessado em 05 de junho de 2022
https://www.acara.edu.au/
https://www.nap.edu.au/about/about-acara
https://www.nap.edu.au/about/about-acara
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 9/14
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734147262
Influências de currículos internacionais na educação mundial • 10/14
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
British Council. Fieldwork Education: International Primary Curriculum (IPC). https://
americas.britishcouncil.org/pt/produtos/desenvolvimento-de-grade-curricular/
fieldwork-education-international-primary-curriculum acessado em 05 de junho de 
2022
Student Travel Bureau. https://www.stb.com.br/intercambio/high-school-curriculo-
suica acessado em 05 de junho de 2022
https://americas.britishcouncil.org/pt/produtos/desenvolvimento-de-grade-curricular/fieldwork-education-international-primary-curriculum
https://americas.britishcouncil.org/pt/produtos/desenvolvimento-de-grade-curricular/fieldwork-education-international-primary-curriculum
https://americas.britishcouncil.org/pt/produtos/desenvolvimento-de-grade-curricular/fieldwork-education-international-primary-curriculum
https://www.stb.com.br/intercambio/high-school-curriculo-suica
https://www.stb.com.br/intercambio/high-school-curriculo-suica
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
Intersaberes
As influências e bases do currículo 
brasileiro
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As influências e bases do currículo brasileiro • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Estudar os aspectos iniciais da elaboração dos currículos no Brasil;
• Conhecer a origem dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e suas bases;
• Estudar a origem das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica
(DCN) e suas bases;
• Conhecer o Plano Nacional de Educação (PNE) e suas bases.
As influências e bases do currículo brasileiro
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734147389
As influências e bases do currículo brasileiro • 3/16
Introdução 
Ao longo das últimas aulas, foi possível perceber como o currículo brasileiro sofre 
influência das diversas culturas estrangeiras, que inserem no país um pouco da forma 
de ensinar de seus países.
Ao falar em um currículo nacional, é necessário fazermos uma ligação com a legislação. 
Devemos considerar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), lei de 
nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, e o Plano Nacional de Educação (PNE), lei nº 
13.005 de 25 de junho de 2014. Essas legislações determinam que cabe ao Governo 
Federal estabelecer os conteúdos que deverão ser ensinados na educação básica do 
Brasil, tanto para escolas públicas, como para escolas privadas.
Aspectos iniciais da elaboração dos currículos no Brasil
No Brasil, os Estados e os Municípios eram os responsáveis por determinar o currículo 
que deveria ser usado nas escolas públicas, até pouco tempo atrás. Por outro lado, no 
caso das escolas privadas, cada uma delas determinava o seu currículo usando como 
base algum livro didático ou material apostilado, muitas vezes de desenvolvimento 
próprio.
Levando esse contexto em consideração, dá para compreender, em certa medida, 
porque há no país tantos tipos ou modelos de currículos. Esses programas de estudo 
muitas vezes estão baseados em algum livro didático ou em materiais apostilados, 
fato que não nos garante que os estudantes da região Nordeste do país estejam 
aprendendo o mesmo conteúdo e da mesma forma que o ministrado na região Sul.
Portanto, a definição de quais conteúdos devem ser ministrados e o que se deseja que
o aluno assimile ao final de cada disciplina sofre influência de diferentes referenciais.
Entende-se, aqui, que o currículo é o caminho que deve ser seguido pela escola,
considerando o tempo, a organização e o planejamento, fatores que nos fazem refletir
sobre onde estávamos e para onde queremos ir.
As influências e bases do currículo brasileiro • 4/16
O currículo deve, então, estar conectado à cultura, às vivências, às necessidades 
escolares dos alunos, partindo de sua realidade, para que faça sentido e que gere 
uma verdadeira aprendizagem significativa, caso contrário, perde o sentido. Afinal, 
quando aprendemos algo que conhecemos, que gostamos, que queremos aprender, 
que faz parte de nosso dia a dia, a aprendizagem acontece de forma mais agradável, 
não é verdade?
Saiba Mais
Para conhecer mais sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional e o Plano Nacional de Educação acesse os seguintes links:
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (2020) 2020https://
www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/572694/Lei_diretrizes_
bases_4ed.pdf?sequence=1&isAllowed=y acessado em 05 de junho 
de 2022
Plano Nacional de Educação. https://pne.mec.gov.br/ acessado em 05 
de junho de 2022
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)
Para conhecer mais sobre os aspectos do currículo nacional, é necessário ir além, 
perpassar a LDB e conhecer, por exemplo, os Parâmetros Curriculares Nacionais, 
de 1997, que são as diretrizes, elaboradas pelo Governo Federal, que norteiam os 
educadores no que se refere aos currículos escolares.
Eles dizem respeito tanto às escolas públicas quanto às particulares, de acordo com 
o nível de escolaridade dos alunos. Tem como grande objetivo possibilitar que os 
alunos possam assimilar os conhecimentos necessários ao exercício da cidadania.
http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/572694/Lei_diretrizes_bases_4ed.pdf?sequence=1&isAllowed=y
http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/572694/Lei_diretrizes_bases_4ed.pdf?sequence=1&isAllowed=y
http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/572694/Lei_diretrizes_bases_4ed.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://pne.mec.gov.br/
As influências e bases do currículo brasileiro • 5/16
Em seu texto, constam como objetivos entender a cidadania como a participação 
política e social do educando, e ainda como a execução de direitos e deveres políticos, 
civis e sociais de forma que consiga agir em seu dia a dia com solidariedade para com 
o próximo, cooperação e com repúdio às injustiças, respeitando e exigindo respeito 
do outro.
Os PCNs determinam que os currículos e os conteúdos a serem ministrados devem 
ser usados como práticas docentes que encaminhem os alunos ao aprendizado. A 
reflexão de como se darão essas práticas deve ocorrer por meio de reuniões com 
todos os profissionais da escola, como direção, coordenação, orientação, psicólogos, 
psicopedagogos, docentes e demais representantes que estão conectados à instituição 
e às salas de aula. (Almeida, 2019)
Ocorre é que muitas vezes os docentes desconhecem a proposta pedagógica da 
escola. Esse desconhecimento faz com que eles não consigam refletir muito bem sobre 
o seu próprio trabalho, visto que para isso precisam conhecer o tipo de educação 
que aquela instituição se propõe a oferecer, quais princípios precisam trabalhar e 
quais os objetivos que precisam ser atingidos.
Vale ressaltar que os PCNs não são obrigatórios. São propostas nas quais as Secretarias 
e as escolas se baseiam para desenvolver seus planos de ensino, estando articulados 
com os propósitos do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Ministério da Educação 
(MEC).
Estão divididos em vários segmentos como os relativos ao ensino do 1º ao 5º ano, 
do 6º ao 9º ano, do ensino médio, da língua portuguesa, da matemática, das ciências 
naturais, da geografia, da história, da arte, da educaçãofísica e da língua estrangeira e 
uma das maiores inovações é a orientação para o estudo dos temas transversais como 
ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, trabalho e consumo e orientação 
sexual. 
Os PCNs funcionaram como referências para a renovação da proposta curricular das 
escolas até a definição das Diretrizes Curriculares Nacionais. (Menezes, 2001)
As influências e bases do currículo brasileiro • 6/16
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre a organização e características dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais acesse os seguintes links:
PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais: documento completo, 
atualizado e interativo. https://www.cpt.com.br/pcn/pcn-parametros-
curriculares-nacionais-documento-completo-atual izado-e-
interativo#:~:text=Os%20PCNs%20%2D%20Par%C3%A2metros%20
Curriculares%20Nacionais,fundamentais%20concernentes%20
a%20cada%20discipl ina&text=Os%20PCNs%20servem%20
como%20norteadores,adapt%C3%A1%2Dlos%20%C3%A0s%20
peculiaridades%20locais. acessado em 5 de junho de 2022
Dicionário Interativo da Educação Brasileira. https://www.educabrasil.
com.br/pcns-parametros-curriculares-nacionais/ acessado em 5 de 
junho de 2022
Parâmetros Curriculares Nacionais. MEC. (1997). http://portal.mec.gov.
br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf acessado em 5 de junho de 2022
https://www.educabrasil.com.br/pcns-parametros-curriculares-nacionais/
https://www.educabrasil.com.br/pcns-parametros-curriculares-nacionais/
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
As influências e bases do currículo brasileiro • 7/16
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica 
(DCN)
As DCNs, de caráter obrigatório, têm origem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
(LDB), de 1996, e foram criadas, em 2013, para determinar as normas e as orientações 
para a elaboração dos planejamentos curriculares da educação básica das instituições 
de ensino do Brasil. São debatidas e fixadas pelo Conselho Nacional de Educação 
(CNE), e continuam valendo mesmo depois da elaboração da Base Nacional Comum 
Curricular, porque são documentos que se complementam. As Diretrizes são a 
estrutura e a Base é o detalhamento dos conteúdos e competências. (Almeida, 2019)
Seu intuito é desenvolver a aprendizagem com equidade, garantindo que todos os 
alunos tenham acesso aos conteúdos básicos sem deixar de considerar os contextos 
nos quais estão inseridos.
As DCNs se diferenciam dos PCNs por serem leis, estabelecendo as metas e os 
objetivos que devem ser alcançados em cada curso. Os PCNs, por outro lado, são 
considerados apenas referências curriculares, mas não leis. (Menezes, 2001)
https://player.vimeo.com/video/734147696
As influências e bases do currículo brasileiro • 8/16
Saiba Mais
Para saber mais sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Básica acesse os seguintes links:
Dicionário Interativo da Educação Brasileira. https://www.educabrasil.
com.br/dcns-diretrizes-curriculares-nacionais/ acessado em 05 de junho 
de 2022
Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. https://www.in.gov.br/
materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51281622 
acessado em 05 de junho de 2022
Novo ensino médio: https://wakke.co/novo-ensino-medio-termos-
dcnem/ acessado em 05 de junho de 2022
Conforme o Ministério da Educação, são diretrizes que procuram estabelecer as bases 
comuns para a Educação Infantil, para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, 
assim como para as modalidades com as quais podem se apresentar, favorecendo a 
integração curricular das três etapas de formação.
Todos esses documentos sofreram alterações, principalmente em função do Plano 
Nacional de Educação (PNE) e continuarão sofrendo, à medida que novas necessidades 
surjam e que sejam necessários ajustes.
https://www.educabrasil.com.br/dcns-diretrizes-curriculares-nacionais/
https://www.educabrasil.com.br/dcns-diretrizes-curriculares-nacionais/
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51281622
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51281622
https://wakke.co/novo-ensino-medio-termos-dcnem/
https://wakke.co/novo-ensino-medio-termos-dcnem/
As influências e bases do currículo brasileiro • 9/16
O Plano Nacional de Educação (PNE)
O PNE, elaborado em 2014, determina as diretrizes, metas e estratégias para as políticas 
educacionais a serem implementadas em 10 anos (de 2014 a 2024), incluindo: 
1. no primeiro grupo, metas que garantam o direito à educação básica de qualidade, 
a universalização do ensino obrigatório, e o aumento das oportunidades de 
estudo;
2. no segundo grupo, metas que focam a redução das desigualdades e a ampliação 
da diversidade, de forma a alcançar a equidade;
3. no terceiro grupo, metas que visam a valorização do profissional da área de 
educação, fundamental para que as demais metas sejam cumpridas; e
4. no quarto grupo, as metas para o ensino superior.
Em suas metas 2, 3, 7 e 15, o PNE marca a necessidade de estabelecer uma base comum 
para os novos currículos, determinando os conhecimentos a serem desenvolvidos 
na educação básica. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está baseada na 
meta 7, especificamente, que diz que é necessário difundir a qualidade da educação 
básica oferecida aos alunos, em todas as suas etapas e modos, para alcançar as médias 
nacionais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb.
As influências e bases do currículo brasileiro • 10/16
Figura 1 - Médias do Ideb
Fonte: Brasil, 2014 como citado em Almeida, 2019, p. 75
Vale relembrar que o Ideb é um Índice criado em 2007 pelo Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para mensurar a qualidade 
do aprendizado do Brasil e estabelecer o que deve ser feito de forma a melhorar os 
índices.
Ele é calculado com base na taxa de rendimento escolar (aprovação) e nas médias dos 
exames aplicados pelo Inep.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre o Plano Nacional de Educação 
acesse o seguinte link:
Plano Nacional de Educação em Movimento. https://pne.mec.gov.br/ 
acessado em 05 de junho de 2022
https://pne.mec.gov.br/
As influências e bases do currículo brasileiro • 11/16
Em Resumo
Conhecemos, ao longo desta aula, sobre as legislações que amparam a organização do 
currículo brasileiro. Aprendemos que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDB) e o Plano Nacional de Educação (PNE), determinam que cabe ao Governo 
Federal estabelecer os conteúdos que deverão ser ensinados na educação básica do 
Brasil. Conhecemos também os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que procuram 
possibilitar que os alunos possam assimilar os conhecimentos necessários ao exercício 
da cidadania. Estudamos as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica 
(DCN) que estabelecem as metas e os objetivos que devem ser alcançados em cada 
curso. Finalmente conhecemos O Plano Nacional de Educação (PNE) que determina as 
diretrizes, metas e estratégias para as políticas educacionais a serem implementadas de 
2014 até o ano de 2024. Agora, falta conhecer mais sobre as características da BNCC.
As influências e bases do currículo brasileiro • 12/16
 Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Menezes, Ebenezer Takuno de. (2001). Verbete DCNs (Diretrizes Curriculares 
Nacionais). Dicionário Interativo da Educação Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: 
Midiamix Editora, 2001. Disponível em <https://www.educabrasil.com.br/dcns-
diretrizes-curriculares-nacionais/>. Acessado em 07 de junho de 2022
https://player.vimeo.com/video/734147920
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 2/15
Objetivos de Aprendizagem
• Estudar os marcos legais que embasam a BNCC.
• Conhecer as bases pedagógicas da BNCC.
• Compreender como se estrutura a BNCC.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734132851
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 3/15
Introdução 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a famosa LDB, determina que a 
Base, advinda do Ministério da Educação (MEC), é o documento que deve guiar os 
currículos das redes de ensino dos Estados, assim como deve nortear as propostas 
pedagógicas das escolas tanto públicas, quanto privadas, que oferecem Educação 
Básica, ou seja, a educação infantil, o ensino fundamental e ainda o ensino médio no 
país. 
De acordo com o que o MEC estabelece, é um documento de caráter normativo que 
define o conjunto de aprendizagens (conhecimentos, competências e habilidades) 
que são essenciais para que todos os alunos desenvolvam ao longo das diferentes 
etapas e modalidades da Educação Básica. (Machado & Soares, 2020)
A BNCC está embasada pelos princípios éticos, políticos e estéticos definidos pelas 
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN), e visa direcionar a 
educação brasileira para uma formação integral que favoreça a construção de uma 
sociedade justa, democrática e inclusiva, e por esses motivos é essencial conhecê-la. 
(Ministério da Educação)
Os marcos legais que embasam a BNCC
Vamos conhecer um pouco sobre a origem e a trajetória da BNCC.
A Constituição Federal de 1988, no artigo nº 25, reconhece a educação como sendo 
um direito fundamental a ser compartilhado entre o Estado, a família e a sociedade, 
e no seu artigo nº 210 defende a necessidade de que se fixem os conteúdos mínimos 
para o ensino fundamental para garantir uma formação básica comum a todos e o 
respeito aos valores culturais e artísticos nacionais e regionais. (Constituição Federal, 
1988)
Tendo como base essas determinações constitucionais, a Lei de Diretrizes e Bases 
(LDB), aprovada em 1996, em seu inciso IV do artigo nº 9 afirma que é a União 
quem deve estabelecer, juntamente com os Estados, com o Distrito Federal e com os 
Municípios as competências e as diretrizes para que se desenvolva a educação básica 
comum no Brasil.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 4/15
No mesmo artigo, a LDB esclarece dois conceitos fundantes da BNCC. Um deles define 
a relação entre o que é básico-comum e o que é diverso no que tange ao currículo. 
As competências e diretrizes são comuns, já os currículos são diversos.
O outro conceito base da BNCC diz respeito ao foco do currículo. Determina que 
os seus conteúdos estão a serviço do desenvolvimento das competências. Sendo os 
currículos contextualizados, conforme a realidade na qual estão inseridos, e conforme 
o perfil de seu alunado, formam o norte das diretrizes traçadas pelo Conselho Nacional
de Educação (CNE), na década de 1990.
Em 2013, o CNE promulgou novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) que 
ampliaram a contextualização do currículo incluindo a valorização das diferenças 
e o atendimento à pluralidade e diversidade cultural, respeitando as diversas 
manifestações de cada comunidade.
Em 2014, a Lei nº 13.005 promulgou o Plano Nacional de Educação (PNE) que reforça 
a necessidade de ter uma base nacional comum curricular para o país, de forma a 
desenvolver uma aprendizagem que possa proporcionar qualidade na Educação 
Básica, em todas as modalidades, referindo-se aos direitos e objetivos de aprendizagem 
como finalidades da educação. Porém, em 2017, a legislação brasileira passa a usar 
duas novas nomenclaturas para as finalidades da educação, que são competências e 
habilidades. (Ministério da Educação)
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 5/15
As bases pedagógicas da BNCC
O conceito de competência definido pela BNCC solidifica o debate pedagógico e 
social das últimas décadas e pode ser inferido no texto da LDB. Ele enfatiza que os 
alunos devem ‘saber’, ou seja, devem assimilar conhecimentos, habilidades, valores 
e atitudes, mas também enfatiza que eles devem ‘saber fazer’ ou seja, precisam usar 
esses conhecimentos, habilidades, valores e atitudes para resolver questões que 
surgem em suas vidas, ao exercerem a cidadania.
Quando se fala em educação integral, o que se busca é aquela visão inovadora e 
inclusiva no processo de assimilação de conhecimentos sobre o que aprender, para 
que aprender, como ensinar, como fomentar a aprendizagem colaborativa e como 
avaliar o aprendizado que está sendo executado.
Não basta apenas saber se comunicar, ser criativo, estar aberto ao novo, ser colaborativo, 
ser resiliente, ser produtivo, etc., é preciso que se desenvolvam competências que 
levem o educando a ‘aprender a aprender’, a saber usar a informação que a cada 
dia está mais disponível, a agir com discernimento e com responsabilidade nas mídias 
digitais, a usar os conhecimentos adquiridos para resolver problemas, a ter autonomia 
e ser proativo, e a saber conviver e aprender com as diferenças e com as diversidades.
https://player.vimeo.com/video/734133095
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 6/15
Independente da duração do período escolar, a ideia de educação integral diz 
respeito ao aprendizado voltado para as necessidades e interesses do alunado e para 
os desafios que a sociedade moderna impõe.
Saiba Mais
Para saber mais sobre a BNCC leia os seguintes textos.
1. BNCC. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ acessado em 05 de 
junho de 2022
2. Portabilis. BNCC: um resumo das mudanças trazidas pela Base 
Nacional Comum Curricular em 2020 https://blog.portabilis.com.
br/mudancas-da-bncc-2020/ acessado em 05 de junho de 2022
A Estrutura da BNCC
A BNCC está estruturada da seguinte forma:
●	 Textos introdutórios: divididos em geral, por etapa e por área;
●	 Competências gerais: aquelas que os discentes devem desenvolver ao longo de 
toda a Educação Básica;
●	 Competências específicas: cada área do conhecimento e cada componente 
curricular apresenta conteúdos próprios; e
●	 Direitos de aprendizagem e desenvolvimento: aqueles que os estudantes 
adquirem dos diferentes objetos de conhecimento aos quais têm acesso no 
processo de aprendizagem, como conteúdos, conceitos e processos
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
https://blog.portabilis.com.br/mudancas-da-bncc-2020/
https://blog.portabilis.com.br/mudancas-da-bncc-2020/
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 7/15
Figura 1 - Estrutura da BNCC
Fonte: Ministério da Educação
A BNCC possui uma sequência de aprendizagem que se identifica por um código:
Figura 2 - Código de sequenciamento da aprendizagem
Fonte: Ministério da Educação
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 8/15
No caso do Ensino Médio, o primeiro número da última sequência indica a qual 
competência específica se refere a habilidade.
Por exemplo: EM13LGG402, significa uma habilidade da etapa do Ensino Médio para 
o 1º ao 3º ano, inserido na área de linguagens, e relacionada com a competência 4 da 
2ª habilidade apresentada. (Ministério da Educação)
No caso do Ensino Infantil, os currículos precisam ser elaborados conforme os 6 direitos 
de aprendizagem e desenvolvimento que são: o conviver, o brincar, o participar, o 
explorar, o expressar e o conhecer-se. Além de considerar os 5 campos de experiências 
que são: ‘o eu, o outro e nós’, ‘o corpo, os gestos e os movimentos’, ‘os traços, os sons, 
as cores e as formas’, ‘a escuta, a fala, o pensamento e a imaginação’, e ‘os espaços, os 
tempos, as quantidades, as relações e as transformações’.
Vale ressaltar que em cada campo de experiências sedefinem os objetivos de 
aprendizagem e desenvolvimento.
No ensino fundamental, os componentes curriculares dividem-se em anos iniciais e 
anos finais. Há 5 áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza, 
ciências humanas e ensino religioso. 
No ensino médio, última etapa a ser homologada, em dezembro de 2018, as áreas 
de conhecimento foram divididas em: ‘as linguagens e suas tecnologias’, ‘a matemática 
e suas tecnologias’, ‘as ciências da natureza e as suas tecnologias’, e ainda ‘as ciências 
humanas e sociais aplicadas’.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 9/15
Em Resumo
Aprendemos, ao longo desta aula, que a BNCC é um documento de caráter normativo 
que define os conhecimentos, as competências e as habilidades que são essenciais 
para todos os alunos ao longo da Educação Básica. Estudamos que dentre os marcos 
legais da BNCC estão a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), 
as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) e o Plano Nacional de Educação (PNE), já 
estudados em aulas anteriores. Aprendemos ainda que dentre as bases pedagógicas 
estão a educação integral, e a necessidade de os alunos não apenas assimilarem 
conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, mas também ‘saberem fazer’, ou seja, 
precisam usar esses conhecimentos, habilidades, valores e atitudes para resolver questões 
que surgem em suas vidas, ao exercerem a cidadania. E finalmente conhecemos um 
pouco da estrutura formal da BNCC.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 10/15
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734133396
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) • 11/15
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Constituição da República Federativa do Brasil. (2006). Promulgada em 5 de outubro 
de 1988. São Paulo: Saraiva.
Machado, Dinamara Pereira & Soares, Kátia Regina Dambiski. (2020). Currículo e 
sociedade. [livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/ acessado em 06 de junho de 2022
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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As práticas vigentes e as tendências 
atuais dos currículos
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As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender a influência da BNCC no currículo;
• Estudar a importância do currículo no processo de ensino e aprendizagem;
• Conhecer as tendências atuais.
As práticas vigentes e as tendências atuais dos 
currículos
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734133498
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 3/14
Introdução 
Nas últimas aulas, estivemos conhecendo um pouco da estrutura do Currículo no 
Brasil e suas bases de sustentação, bem como os caminhos percorridos para que 
se transformasse no que representa atualmente, sendo estruturado de forma ativa 
e significativa. O currículo é uma ferramenta muito relevante para promover a 
transformação dos sujeitos ao longo de seu amadurecimento, enquanto passam por 
seu processo de ensino e aprendizagem.
Relembrando o conceito de currículo, ele não pode ser entendido como um 
elemento inocente e neutro na transmissão desinteressada de conhecimentos, ao 
contrário, aborda diversas relações de poder, transmite diversas visões sociais, produz 
identidades individuais e identidades sociais. O currículo não está parado no tempo, 
tem uma história, e vai se transformando e aprimorando ao longo dos anos, conforme 
as novas necessidades que vão surgindo. (Moreira & Silva, 1995, como citado em 
Almeida, 2019)
Vamos aprender agora sobre como a BNCC se vincula aos currículos antes de irmos 
adiante. 
A BNCC e os currículos
A BNCC e os currículos, juntos, definem que a educação tem um imenso compromisso 
com o desenvolvimento dos seres humanos, no que tange à sua formação intelectual, 
física, afetiva, social, ética, moral e simbólica, com funções complementares, conforme 
a região, levando em consideração a autonomia das redes de ensino e escolas, e ainda 
o contexto e as características dos estudantes. Esse processo também precisa envolver
as famílias e a comunidade. São ações voltadas para:
1. contextualizar os conteúdos das disciplinas, apresentando-os e exemplificando-
os, de forma que se tornem significativos, conforme o local e o tempo nos quais
ocorrem as aprendizagens;
2. decidir como os componentes curriculares serão organizados de forma
interdisciplinar, fortalecendo as competências das equipes das escolas,
adotando estratégias mais dinâmicas, mais interativas e mais colaborativas no
que diz respeito à gestão do processo de ensino;
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 4/14
3. selecionar e colocar em prática metodologias diversificadas, respeitando os 
diferentes ritmos de aprendizagem e inserindo conteúdos complementares, 
se forem necessários, de forma a atingir as diferentes necessidades dos alunos, 
famílias e cultura;
4. criar e colocar em prática situações diversas que motivem e engajem os 
estudantes em suas aprendizagens;
5. gerar e pôr em prática procedimentos de avaliação formativa que levem em 
consideração os diferentes contextos e condições de aprendizagem, de forma a 
melhorar o desempenho da escola, docentes e estudantes;
6. escolher, produzir, colocar em prática e avaliar os recursos didáticos bem como 
tecnológicos que dão suporte ao processo de ensino e aprendizagem;
7. gerar e disponibilizar materiais que orientem os docentes, assim como oferecer 
formação permanente, para que possam se aperfeiçoar continuamente no que se 
refere às inovações que forem surgindo nos processos de ensino-aprendizagem;
8. oferecer aprendizagem contínua sobre gestão pedagógica e curricular para os 
demais membros das escolas e do sistema de ensino.
Vale ressaltar que todas essas decisões precisam ser levadas em conta no momento 
de organizar os currículos e as propostas educativas. O objetivo é que as propostas 
sejam adequadas para as diversas modalidades de ensino, quais sejam, a educação 
especial, a educação de jovens e adultos, a educação do campo, a educação escolar 
dos índios, a educação escolar dos quilombolas, e ainda a educação a distância, 
sempre respeitando as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais. (Ministério 
da Educação)
Ao falar em educação escolar indígena, por exemplo, competências específicas, 
voltadas para a coletividade, reciprocidade, espiritualidade, dentre outras, devem ser 
levadas em consideração e desenvolvidas tendo como base suas culturas tradicionais.
Também é fundamental, ao pensar nas bases curriculares, levar em conta as experiências 
existentes, visto que nas duas últimas décadas, mais da metade dos Estados e vários 
Municípios vêm elaborando suas propostas em seus respectivos sistemas de ensino, 
respeitando as especificidades das diferentes modalidades de ensino.
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 5/14
Várias escolas, ao longo do tempo, também adquiriram experiência na elaboração 
de materiais de apoio ao currículo, experiências essas que devem ser consideradas, 
visto que podem contribuir para mostrar erros e acertos, e dessa forma incorporar as 
práticas que deram bons resultados.
A BNCC determina que os sistemas de ensino, bem como as instituições, incorporem 
em seus currículos e propostas pedagógicas o ensino de temas contemporâneos tais 
como: os direitosda criança e do adolescente, a educação para o trânsito, a educação 
ambiental, a educação alimentar e nutricional, informações sobre o processo de 
envelhecimento, o respeito e a valorização das pessoas idosas, a educação sobre 
direitos humanos, a educação das relações étnico-raciais e o ensino da história e da 
cultura afro-brasileira, africana e indígena, e ainda informações sobre saúde, vida 
familiar e social, a educação para o consumo, educação financeira e fiscal, sobre o 
trabalho, sobre a ciência e as tecnologias, sem esquecer da diversidade cultural. 
(Ministério da Educação)
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 6/14
Saiba Mais
Já conhecemos em aulas anteriores um pouco da base da BNCC, agora 
estamos conhecendo um pouco de seu arcabouço teórico e de suas 
propostas para a educação brasileira, sendo assim, caso queira adquirir 
ainda mais informações, acesse os seguintes links.
Filipe, F. A., Silva, D. dos S., Costa, A. de C. (2021) Uma base comum na 
escola: análise do projeto educativo da Base Nacional Comum Curricular. 
https://www.scielo.br/j/ensaio/a/PbZbjrWHzzQ3Yt4LBFzK6NF/ 
acessado em 05 de junho de 2022
Souza, M. B. D. de. (2020) Contribuições da BNCC para a educação 
infantil: perspectivas de ensino-aprendizagem na pré-escola
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/pedagogia/contribuicoes-
da-bncc acessado em 05 de junho de 2022
Sae digital. O que muda com a BNCC? Conheça as mudanças que a 
Base traz para professores e gestores. https://sae.digital/o-que-muda-
com-a-bncc/ acessado em 05 de junho de 2022
https://www.scielo.br/j/ensaio/a/PbZbjrWHzzQ3Yt4LBFzK6NF/
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/pedagogia/contribuicoes-da-bncc
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/pedagogia/contribuicoes-da-bncc
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/pedagogia/contribuicoes-da-bncc
https://sae.digital/o-que-muda-com-a-bncc/
https://sae.digital/o-que-muda-com-a-bncc/
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 7/14
O Currículo no processo de ensino e aprendizagem
Vamos relembrar que o currículo é uma produção cultural que perpassa a transmissão 
de simples saberes, por isso é fundamental que conheçamos o seu papel social. É 
por meio do currículo que os estudantes têm acesso a todo o conhecimento que 
foi sendo historicamente construído. Dessa forma será possível que compreendam o 
que já ocorreu, o hoje e que vislumbrem o que pode vir a ocorrer no tempo futuro.
Para cumprir com seu papel social, o de transformação dos sujeitos e da sociedade, 
é essencial que o currículo seja pensado e desenvolvido seguindo princípios bem 
consolidados, com objetivos bem claros, que se articulem com todas as práticas dos 
estudantes, visando uma educação deveras significativa.
Não podemos perder nunca de vista que o Brasil é um país com um território imenso, 
com uma população grandiosa, com regiões distantes e extremamente diferentes, 
a ponto de que poderíamos inclusive pensar que há 5 países dentro de um, pela 
quantidade de contrastes existentes nos Estados, isso sem contar nas diversas 
características da população, originária de diferentes lugares do mundo.
https://player.vimeo.com/video/734133672
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 8/14
Temos, assim, a certeza de que em cada região, ou Estado, ou Município podemos 
encontrar diversos perfis de alunos e diferentes culturas, o que reflete em diferentes 
necessidades. Portanto, é fundamental que cada escola, com suas especificidades, 
articule, determine, desenvolva, o seu currículo conforme seu contexto, cultural, 
político, econômico, social e educacional, porém, levando em consideração os 
preceitos da BNCC. (Almeida, 2019)
Tendências atuais
Ao longo de todo o estudo e reflexões que fizemos até agora acerca do currículo, 
foi possível compreendermos que o que se pretende, atualmente, sem sombra de 
dúvidas, é formar estudantes que sejam críticos, autônomos e que se posicionem 
como protagonistas de seu aprendizado, estando instrumentalizados e que sejam 
capazes de realizar múltiplas leituras e intervir na sua realidade.
Para tal feito, é importante que haja um esforço conjunto dos sistemas de educação, 
docentes e escolas.
Vale ressaltar, no que se refere aos professores, que a sua grande maioria está 
formada em cursos cujas dicotomias entre teoria e prática, e ensino e pesquisa são 
muito marcantes, e portanto, uma boa quantidade deles sente grande dificuldade de 
refletir, confrontar e reformular as suas formas de ensinar. Para eles, tem sido muito 
complexa a tarefa de transformar suas práticas curriculares e pedagógicas.
Não se trata, aqui, de culpar o professor, ou de colocá-lo na posição de vítima. Porém, 
não podemos ignorar essas dificuldades, nem ignorar que na sua realidade atual os 
currículos, de maneira geral, sempre foram lineares, os espaços e tempos de suas aulas 
e rotinas sempre foram rígidos, que existe a escassez de recursos na maior parte das 
escolas do Brasil, principalmente nas públicas, que existe uma desarticulação entre os 
colegas de trabalho e o trabalho em equipe, bem como nas relações entre docentes e 
gestão escolar, sem contar no uso de instrumentos de avaliação pra lá de tradicionais.
No entanto, é importante perceber que existe um interesse e uma luta por parte dos 
docentes para superar todas essas dificuldades, no afã de assumir as novas demandas 
sociais que as escolas impõem, assimilar as novas características e desempenhar um 
novo papel.
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 9/14
É essencial que os sistemas de ensino e os docentes pesquisem e pensem sobre as 
suas próprias práticas curriculares e pedagógicas visando sua transformação. Então, o 
docente deve colocar-se na posição de professor reflexivo, observando na sua prática 
cotidiana os fatores necessários para romper com a linearidade e fragmentação dos 
currículos, bem como com as práticas pedagógicas que ainda estão em andamento. 
(Ranghetti & Gesser, 2009)
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, sobre a importância da BNCC na articulação dos conteúdos que 
devem ser inseridos nos currículos do Brasil. Ficou claro que há um imenso compromisso 
com o desenvolvimento da formação intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e 
simbólica, dos alunos. Vimos que o Brasil é um país imenso, com uma população 
igualmente imensa, com regiões distantes e extremamente diferentes, e tudo isso deve 
ser levado em consideração no momento de organizar os conteúdos que precisam ser 
ministrados em cada um desses locais. Também estudamos que é preciso que os sistemas 
de ensino e os docentes pesquisem e pensem sobre as suas próprias práticas curriculares 
e pedagógicas visando sua transformação, adequando-se às novas necessidades, ao 
perfil dos estudantes e às especificidades de cada região.
Aplicação na Prática
Procure pesquisar sobre como ocorreu ou está ocorrendo a 
implementação da BNCC na escola onde trabalha, ou onde seu filho, 
sobrinho ou algum estudante conhecido estuda. Reflita sobre como era 
e o que mudou.
As práticas vigentes e as tendências atuais dos currículos • 10/14
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/ acessado em 06 de junho de 2022
Ranghetti, Diva Spezia, & Gesser, Verônica. (2009). Centro Universitário Leonardo da 
Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi.
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
https://player.vimeo.com/video/734133872
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Técnica e tecnologia
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Técnica e tecnologia • 2/15
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer a origem das técnicas e tecnologias com a origem da civilização.
• Compreender a diferença entre os termos técnica e tecnologia.
• Entender qual o vínculo existente entre tecnologia, educação e currículo.
Técnica e tecnologia
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734133941
Técnica e tecnologia • 3/15
Introdução 
‘Sociedade da Informação e do Conhecimento’, ‘Tecnologias da Informação e 
Comunicação’ (TIC), ‘Tecnologias Digitais’, ‘Aprendizagem’, ‘Currículo’, ‘Práticas 
Pedagógicas’, e tantas outras… Como juntar todas essas expressões no pensar sobre 
a educação contemporânea?
Qual a relevância das tecnologias da informação para o processo de ensino e 
aprendizagem moderno? Será que essa inserção alterou a forma de ‘fazer’ educação?
Conhecemos as respostas a essas perguntas, visto que as tecnologias, quando 
articuladas ao currículo escolar levam consigo a promessa de transformações 
significativas e positivas, superando a forma de ensino tradicional, no qual docentes 
são os transmissores únicos da informação, o centro do ‘fazer educação’ e os discentes 
são sujeitos passivos, recebedores desse saber pronto e expositivo.
Com essa relação a aprendizagem ganha outra roupagem, vislumbra outras 
possibilidades e a prática pedagógica se transforma em fomentadora de 
conhecimentos significativos. (Tezani, 2017)
Reforçaremos a ideia de que as tecnologias digitais nos auxiliam, atualmente, a 
transformar o processo pedagógico em algo mais dinâmico e proveitoso.
A origem da civilização e das técnicas e tecnologias
Em tempos remotos, para garantir a sua sobrevivência, os seres humanos usavam a 
astúcia para controlar os elementos da natureza como o fogo, os ossos e pedaços de 
madeira que podiam ser utilizados para sua defesa ou mesmo para o ataque, caso 
fosse preciso.
O tempo foi passando e os seres humanos, que tinham as melhores ferramentas, iam 
se sobrepondo aos outros, então, além de seu próprio corpo, usavam o cérebro para 
raciocinar e guardar informações conforme suas necessidades.
Sabemos, daquela época, que o ser humano foi se diferenciando dos demais animais 
a partir do momento em que passa a usar os recursos da natureza para sobreviver 
e se desenvolver, empregando-os em benefício próprio, no processo chamado 
‘humanização’.
Técnica e tecnologia • 4/15
A habilidade cerebral e o fato de andar sobre suas próprias pernas deram ao ser 
humano a capacidade de sobreviver, e ao ter as mãos livres foi capaz de produzir as 
primeiras ferramentas e objetos úteis para seu uso e que lhe permitiram enfrentar as 
adversidades da natureza.
Além dessas habilidades, a capacidade de agregação social lhe permitiu conviver em 
sociedade, superando a fragilidade biológica, criando vestimentas, armas, habitação, 
utensílios e outros elementos e objetos que lhe ajudavam a sobreviver e a se 
desenvolver.
Em grupos nômades, esses seres primitivos iam criando objetos de pedra, idealizando 
técnicas de caça e de pesca e dominando o fogo. Mais adiante, ao conviver em aldeias 
passaram a ser capazes de construir vivendas e ferramentas de cerâmica e de metal e 
assim iam se desenvolvendo, criando, inovando e descobrindo novas ferramentas e 
assim iam ampliando cada vez mais as suas perspectivas de sobrevivência. 
À medida em que foram fomentando a agricultura, os seres humanos aumentaram o 
uso da roda, do arado e dos moinhos, desenvolveram a metalurgia, criaram os sistemas 
de irrigação e a utilização dos animais domésticos. O aperfeiçoamento da agricultura 
propiciou a construção de obras públicas e a fundação das cidades. Aos poucos, 
foram desenvolvendo diferentes maneiras de obter energia elétrica e diversificando 
suas forças produtivas até o surgimento de grandes indústrias, chegando, no contexto 
civilizatório atual. (Tezani, 2017)
Técnica e tecnologia • 5/15
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre as tecnologias primitivas e a 
evolução ao longo do tempo leia os seguintes textos e veja os vídeos 
indicados:
1. Rodrigues, P. E. Tecnologias na pré-história. https://www.infoescola.
com/historia/tecnologias-na-pre-historia/ acessado em 09 de junho 
de 2022
2. Hayne, L. A; & Wyse, A. T de S. (2018) Análise da evolução da 
tecnologia: uma contribuição para o ensino da ciência e tecnologia. 
https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/download/5947/pdf 
acessado em 09 de junho de 2022
3. Vídeo da profª Cíntia. A evolução tecnológica. https://www.
youtube.com/watch?v=eK1vUVsXYM8 acessado em 09 de junho 
de 2022.
4. Vídeo do Projeto dias. Evolução das tecnologias na educação. 
https://www.youtube.com/watch?v=tcLLTsP3wlo acessado em 09 
de junho de 2022.
https://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/
https://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/
https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/download/5947/pdf
https://www.youtube.com/watch?v=eK1vUVsXYM8
https://www.youtube.com/watch?v=eK1vUVsXYM8
https://www.youtube.com/watch?v=tcLLTsP3wlo
Técnica e tecnologia • 6/15
Diferença entre técnica e tecnologia
Vamos então agora determinar a diferença entre os termos técnica e tecnologia.
A técnica corresponde à habilidade do ser humano para executar alguma coisa, 
colocar ações em prática, está ligada ao ‘fazer’, ao ‘executar algo’. Por outro lado, a 
tecnologia é o resultado das técnicas. Engloba as técnicas, os conhecimentos e tudo 
que o ser humano foi capaz de criar e desenvolver.
Ao pensarmos na evolução da civilização, percebemos que ela ocorre a partir da 
descoberta e da aplicação de novas ideias, de novas técnicas de trabalho e de produção. 
Essa evolução está intimamente ligada às tecnologias que foram desenvolvidas em 
determinado período, que foram identificadas em função do avanço tecnológico 
atribuído à sua época. Afinal, a medida que o tempo passou e a civilização evoluiu 
ocorreram criações, descobertas e desenvolvimento contínuo ao longo do tempo.
Vale ressaltar que a medida em que há avanço científico, amplia-se o conhecimento 
existente até aquele momento sobre determinado recurso, como por exemplo, sobre 
a pedra e o ferro que foram sendo utilizados para novas práticas e para a criação de 
novas ferramentas, cada vez mais sofisticadas.
Ainda há que se ressaltar que o avanço tecnológico não se restringe ao uso de materiais 
e de objetos, ele também transforma o comportamento humano de um grupo social, 
como a roda, por exemplo, que transformou imensamente o deslocamento e a 
produção, gerando novas descobertas e transformações.
O mesmo ocorre ainda hoje no que tange aos avanços nas comunicações com o 
surgimento e divulgação das tecnologias digitais, que alteraram, profundamente, a 
forma como as pessoas se comunicam e trabalham.
Não se pode pensar, hoje em dia, em como as informações eram transmitidas nos 
ambientes profissionais antes do avanço gritante das tecnologias digitais. Talvez alguns 
de nós se lembre de uma época em que a comunicação entre as pessoas quando não 
era presencial, era feita por ligação por meio de telefone fixo que era caríssimo de se 
ter, o acesso a ele era apenas para poucos. A comunicação também ocorria por meio 
do envio de cartas que demoravam, às vezes, meses a chegar ao destinatário, ou por 
telegrama, dentre algumas outras tecnologias existentes até aquele momento.
Técnica e tecnologia • 7/15
Parece estranho falar sobre isso, mas o pior é que não faz tanto tempo assim. Mas, 
vamos em frente.
Da mesma maneira que ocorreu com os ‘homens das cavernas’, essa relação entre 
poder e técnica se agravou a ponto de a inovação tecnológica dar ainda mais poder 
e chances de dominar e de acumular riquezas a quem as tem.
A tecnologia não diz respeito apenas a máquinas, também tem a ver com a inteligência, 
e a linguagem reflete a tecnologia dainteligência, pois gera a construção humana que 
permite a comunicação entre as pessoas, e que se transforma a todo instante. Temos 
ainda as TICs, que se associam à tecnologia da inteligência, que não se apresentam em 
apenas um suporte (formato, meio), e que são capazes de causar respostas emocionais, 
prender a nossa atenção e nos influenciar, como a televisão e os computadores 
pessoais, para citar alguns dos mais convencionais apenas. (Tezani, 2017)
https://player.vimeo.com/video/734134224
Técnica e tecnologia • 8/15
Mas afinal o que são tecnologias e qual o seu vínculo com a 
educação e o currículo?
Já faz alguns anos que ouvimos falar sobre o uso das tecnologias no processo educativo, 
afinal, atualmente elas estão tão presentes que nem nos lembramos ou percebemos 
que as estamos utilizando, e muito menos nos lembramos de como era nossa vida antes 
delas. Porém, nesse caso, são as tecnologias digitais de informação e comunicação 
(TDICs) que surgiram juntamente com a internet. São tecnologias bem mais modernas 
do que aquelas surgidas no início da civilização, não é verdade?
Diga-me a verdade… você consegue hoje em dia ficar sem acessar seu e-mail, seu 
WhatsApp, seu Facebook, seu Instagram, ou algum outro desses aplicativos ou 
ferramentas digitais por 24h? Provavelmente, a resposta obtida seja que não. Vale 
ressaltar que, hoje, podemos resolver quase todas as nossas pendências e necessidades 
por meio de um aparelho celular, como pagar uma conta, comprar qualquer coisa, 
inclusive em outro país, diga-se de passagem, saber o que está acontecendo no Brasil 
e no mundo, e inclusive … telefonar.
Com tantos benefícios e facilidades, por qual motivo nós ainda não conseguimos 
associar, efetivamente, a tecnologia e o currículo escolar? O que está faltando? Será 
que estamos exigindo demais das tecnologias? Será que mesmo com tanta tecnologia 
a base de tudo está no conteúdo e na forma como é transmitido? Após mais de 20 
anos de existência da internet, será que a educação mudou efetivamente? (Almeida, 
2019)
Breves pinceladas sobre tecnologias educacionais
Nos dias atuais, as instituições educacionais (não todas, mas muitas delas) contam 
com diversos recursos tecnológicos como projetores (datashow por exemplo), 
computadores, tablets, celulares, internet, mídias sociais, ambientes virtuais, além das 
várias opções de hardware e software, algumas pensadas especificamente para a 
educação, outras vieram de outras aplicações e foram adaptadas para a escola, porém, 
todas fazem muita diferença na qualidade das aulas ministradas.
Técnica e tecnologia • 9/15
Perfeito, estamos nos habituando a elas, mas … e o quadro-negro (ou branco) e o 
giz? Será que podem ser consideradas tecnologias educacionais? Estão lembrados 
do estudo que (re)fizemos sobre a origem das técnicas e tecnologias na origem da 
civilização? Pois bem, vale dizer que a partir do momento em que o homem começa 
a criar objetos e ferramentas para resolver seus problemas e que esses objetos e 
ferramentas suprem essas necessidades estamos diante da ‘tecnologia’. Portanto 
o quadro-negro e o giz são tecnologias tradicionais, aquelas que foram a base da 
educação, e que, com certeza, continuam e continuarão fazendo a sua parte do 
processo educativo. Mesmo que se insiram todas as mais modernas tecnologias em 
sala de aula, ainda assim a figura do professor, ali na frente da sala de aula, com seu giz 
ou pincel atômico (estamos ficando mais modernos), diante do seu quadro (seja ele 
qual for, o negro, o branco, o de vidro ou o digital, estamos realmente ficando mais 
modernos) dificilmente será substituído 100%. Afinal, nós, somos seres que vivemos 
em sociedade, que gostamos de estar com pessoas e que precisamos de contato com 
as pessoas para a nossa socialização. 
Diante do exposto, é preciso refletirmos que para que exista uma relação entre 
tecnologia e currículo, a tecnologia precisa ser necessária, independentemente 
de sua utilidade, e que a presença da tecnologia por si só não garante que ocorra 
o processo de ensino e aprendizagem. Por exemplo, o fato de uma escola ter um 
laboratório de informática com computadores de última geração, não garante que os 
alunos saibam informática, mas não ter professores capacitados para usá-lo, impactará 
no aprendizado, não é verdade?
É preciso que exista um preparo, um treinamento, um verdadeiro envolvimento e 
conhecimento, para utilizar, da melhor forma possível, a tecnologia a serviço da melhor 
aprendizagem, afinal, não é a tecnologia que torna o mundo mais democrático, mas o 
homem e a forma como ele a utiliza.
Técnica e tecnologia • 10/15
Em Resumo
Estudamos, nesta aula, que em tempos remotos, para garantir a sua sobrevivência, 
os seres humanos usavam a astúcia para controlar os elementos da natureza, que 
poderiam ser utilizados para sua defesa ou mesmo para o ataque, caso fosse preciso. 
Atualmente, o ser humano recorre a uma série de recursos, mais ou menos tecnológicos 
para sua sobrevivência, e quanto mais existe o domínio sobre eles, mais esse ser humano 
sobressai. Aprendemos que a técnica corresponde à habilidade do ser humano para 
executar alguma coisa, que está ligada ao ‘fazer’, e que por outro lado, a tecnologia é 
o resultado das técnicas, as engloba, e inclui ainda os conhecimentos e tudo que o ser 
humano for capaz de criar e desenvolver. Também estudamos que o vínculo entre as 
tecnologias e a educação ocorre quando existe, de fato, um uso que gere conhecimento 
significativo na escola, não sendo apenas uma representação de uma prática tradicional 
com cara moderna, como o uso do computador apenas para digitar as respostas de uma 
atividade. E assim como aconteceu no passado, que novas necessidades foram surgindo 
e com isso foram criadas novas ‘tecnologias’, o mesmo ocorre nos dias atuais e continuará 
acontecendo, portanto, cabe a nós, docentes e demais agentes das instituições de ensino 
nos adaptarmos a essa nova realidade.
Técnica e tecnologia • 11/15
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
https://player.vimeo.com/video/734134542
Técnica e tecnologia • 15/15
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
Intersaberes
As tecnologias digitais de 
informação e comunicação e o 
currículo
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As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender como ocorre a inserção das tecnologias nos currículos.
• Conhecer alguns programas de inclusão de tecnologia nos currículos.
As tecnologias digitais de informação e 
comunicação e o currículo
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734134695
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 3/16
Introdução 
Estamos estudando, e vivenciando, que as tecnologias da informação e comunicação 
transformaram as formas de se relacionar, e claro, de se comunicar, dos seres humanos. 
A possibilidade de uso dos telefones móveis, o rápido e fácil acesso às informações 
(hoje em nossas mãos, literalmente), a digitalização cada vez mais crescente de 
documentos, substituindo os arquivos físicos em papel, o acesso à literatura digital e 
a automação de ações cotidianas, como transferir dinheiro, fazer compras, passar por 
uma teleconsulta, são exemplos que deixam clara a passagem do século XX para o 
século XXI, período que ficará gravado como de passagem do mundo analógico parao digital.
Nos dias atuais, as redes sociais são fundamentais para a transmissão e divulgação 
rápida de informações, encurtando (ou eliminando) as distâncias (ainda que não 
sejam físicas) e modificando sobremaneira os modos de ser e de agir. (Wunsch, 2018)
Diante desse contexto, as instituições de ensino e seus agentes não poderiam ficar de 
fora. Portanto, vamos estudar as influências e benefícios das tecnologias no processo 
educativo, mas principalmente nos currículos.
Vejamos primeiro como ocorreu o processo de inserção das tecnologias digitais de 
informação e comunicação no currículo escolar.
Inserção das tecnologias nos currículos
A inserção das TICs no currículo escolar no Brasil ocorreu antes do boom no uso 
da internet como conhecemos hoje. Foi no início da década de 1980, atendendo 
às recomendações advindas dos encontros realizados pelo Ministério da Educação 
(MEC), no Projeto Educom.
Nele, surgiu a ideia de distribuir em 5 instituições de ensino superior públicas, 
centros de informática em educação. São elas: a Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul (UFRGS), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e 
a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 4/16
A escolha deveu-se ao fato de elas já desenvolverem pesquisas sobre o uso de 
computadores como recurso para melhorar a aprendizagem. Cada uma delas 
organizava seus projetos partindo de problemas, encontrando soluções.
Essa proposta inovadora procurava desenvolver um currículo que fomentasse uma 
formação crítica, empregando a tecnologia para a escolha, aquisição e compartilhamento 
de informações de forma a construir novos conhecimentos e modificar os antigos, 
colocando em evidência a mudança necessária no papel do professor, que precisaria 
ser menos conteudista para ser mais questionador, mostrando aos seus alunos a 
importância da pesquisa, da descoberta e da dúvida, estimulando a busca pelo saber. 
(Almeida, 2019)
Do início de 1980 até o final de 1990, os softwares educacionais ofereciam programas 
que pareciam com instruções programadas ou com linguagem de programação, que 
empregavam a linguagem Logo. Os softwares vinham em disquetes, e mais adiante, 
em CD-ROM, a cada nova mídia que surgia proporcionava mais interatividade e 
simultaneidade, principalmente a partir do uso de recursos de hipermídia.
Quem se lembra de usar aqueles disquetes enormes e com pouco armazenamento 
para salvar arquivos ou baixar informações?
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 5/16
Castells (2005, como citado em Tezani 2017), a respeito do uso das novas tecnologias 
de telecomunicações de 1980 a 1990, explica que elas passaram por 3 estágios: 
○	 a automação de tarefas;
○	 as experiências de usos; e
○	 a reconfiguração das aplicações.
No caso dos dois primeiros estágios, o processo baseou-se no ‘aprender usando’, e 
no terceiro no ‘aprender fazendo’, o que causou uma reconfiguração das redes e a 
descoberta de novas formas de aplicação e uso. (Tezani, 2017)
Continuando com nossa trajetória da inserção das TICs no currículo, um docente 
do Massachusetts Institute of Technology (MIT) chamado Seymour Papert, que 
tinha trabalhado com Jean Piaget, organizou um movimento que procurava realizar 
transformações significativas nas práticas pedagógicas, usando computadores 
para o ensino.
Antes, porém, em 1967, junto com Marvin Minsky, um especialista em inteligência 
artificial (IA), desenvolveu a linguagem de programação chamada Logo, que 
possibilitava que o usuário executasse seus programas de forma lúdica e fácil.
Do ponto de vista da educação, o Logo era simples, porque apresentava características 
que permitiam aos usuários de diversas áreas e níveis de escolaridade, usá-lo. Do 
ponto de vista da computação, era uma linguagem complexa, porque apresentava 
características de 3 paradigmas computacionais diferentes: o procedural, o orientado 
a objetos e o funcional. Porém, o Logo é mais conhecido pelo primeiro paradigma, 
o procedural, especialmente o Logo Gráfico, caracterizado pela presença de uma 
tartaruga no cursor, que se deslocava pela tela com alguns comandos.
Esse comando da tartaruga auxiliava os alunos no aprendizado de importantes 
conceitos matemáticos ligados à geometria, que ficaram conhecidos como ‘geometria 
da tartaruga’. Vale ressaltar que essa abordagem, denominada ‘construcionista’ 
(fundamentada no construtivismo de Piaget), visava causar uma intensa mudança no 
processo de ensino e aprendizagem.
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 6/16
Essa abordagem foi muito utilizada por pesquisadores da Universidade Federal do 
Rio Grande do Sul (UFRGS) que se preocupavam com as dificuldades que os alunos 
do ensino fundamental apresentavam no estudo da matemática, nas escolas públicas.
Em 1990, quando Paulo Freire foi Secretário da Educação no município de São Paulo, 
originou-se o ‘Projeto Gênese’ que procurava unir a tecnologia aos currículos como 
ferramenta interdisciplinar. Em algumas escolas, iniciou-se uma disciplina voltada 
para o desenvolvimento de competências de domínio básico dos equipamentos de 
informática, o que propiciou a inserção no currículo dos conteúdos ministrados nessa 
disciplina.
No entanto, após a inserção de computadores em algumas escolas como apenas ‘mais 
um recurso disponível’, percebeu-se que essa inserção tinha sido feita da mesma forma 
que outrora ocorrera com os recursos audiovisuais, sem uma análise anterior sobre as 
possibilidades de colaboração significativa, de fato, ou seja, sem preparo.
De forma a articular as diferentes áreas de ensino com a tecnologia, as instituições 
tentaram usar o computador no desenvolvimento de projetos. Assim, a informática 
seria usada pelos estudantes como uma ferramenta para solucionar um problema 
ou implementar um projeto, percebendo-se que para ter sucesso nesse feito, seria 
necessário o apoio político pedagógico institucional, bem como redefinir os conceitos 
de conhecimento, de ensino e de aprendizagem.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre a Geometria da Tartaruga, leia os 
seguintes textos:
Atractor. (2010) No rastro da tartaruga. https://www.atractor.pt/
publicacoes/270.pdf acessado em 09 de junho de 2022.
Motta, M. S & Miranda, D. F. de. (2008) Geometria da Tartaruga. 
http://www1.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_
ARQUI20140528143213.pdf acessado em 09 de junho de 2022
https://www.atractor.pt/publicacoes/270.pdf
https://www.atractor.pt/publicacoes/270.pdf
http://www1.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20140528143213.pdf
http://www1.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20140528143213.pdf
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 7/16
A partir de então, foram surgindo diversos programas dos governos federal, estadual 
e municipal, e estímulos das instituições privadas de ensino que fomentaram a inserção 
das tecnologias de informação e comunicação nos currículos, atraindo a atenção 
dos estudantes de todos os níveis de ensino, mas preocupando-se, também com a 
formação e preparo dos professores para essa nova realidade. (Almeida, 2019)
Programas de inclusão de tecnologia nos currículos
A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), de 1997 a 1998, em 
uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo (SEE/SP), criou 
o subprojeto ‘Informática na Educação’ (inserido no Programa de Educação 
Continuada - PEC), voltado para a formação docente, de forma a conseguirem inserir 
o computador nos conteúdos curriculares, com novas propostas para a formação e 
conhecimento sobre esse equipamento como ferramenta para que os estudantes 
fossem capazes de aprender sozinhos, realizando pesquisas e descobertas.
Foi nessa época que surgiu o Programa Nacional de Informática na Educação, o 
ProInfo, queimplantou 119 núcleos de tecnologia educacional em 26 Estados e no 
Distrito Federal, desenvolvendo cursos de especialização em informática que foram 
oferecidos a 1419 multiplicadores desses núcleos.
https://player.vimeo.com/video/734135070
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 8/16
Para o ano de 1999, a proposta era de entrega de 30 mil computadores a escolas e 
outros 100 núcleos e a previsão para 2002 era a de atender 6 mil escolas. (Almeida, 
2019)
Figura 1 - ProInfo - planejado x realizado
Fonte: Valente, 2016, p. 61, como citado em Almeida, 2019, p. 97
Percebe-se que poucas metas foram superadas.
Há que se reforçar que até então ainda não tinha sido possível a convergência entre as 
TICs e os conteúdos inseridos nos currículos. A partir de 2007, o ProInfo se transforma 
em ProInfo Integrado, propondo fornecer infraestrutura e treinamento, assim como 
a criação de comunidades virtuais e o oferecimento de conteúdos e recursos digitais 
para conectar tecnologia e educação.
Por meio do ProInfo Integrado, o Ministério da Educação (MEC) desenvolveu várias 
estratégias para implementar as tecnologias nos currículos. Seguem algumas das que 
vêm sendo implementadas há pouco mais de 10 anos e que podem ser encontradas 
no Portal do Ministério da Educação:
●	 Cursos de extensão do ProInfo Integrado: são cursos que articulam as 
tecnologias no dia a dia do sistema escolar, distribuindo equipamentos nas 
escolas e oferecendo conteúdos e recursos tecnológicos pelo Portal do Professor, 
pela TV Escola, pelo Domínio Público e pelo Banco Internacional de Objetos 
de Aprendizagem. São cursos dos mais básicos aos mais avançados para que os 
professores possam inserir as tecnologias em suas práticas.
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 9/16
●	 Mídias na Educação: são cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, 
oferecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 
(Capes), desde 2009, aos professores da educação básica.
●	 Projeto UCA (um computador por aluno): desenvolvido desde 2007, é a 
primeira real iniciativa governamental de integração da tecnologia ao currículo 
para a educação como um todo e não apenas como um projeto de inserção 
de laboratórios exclusivamente para aulas de informática. Os dados do projeto 
indicam que, em 2009, foram inseridos 150 mil laptops em 350 escolas públicas 
do Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
●	 Banda larga nas escolas: foi um programa lançado em 2008 pelo governo, 
com gestão do MEC, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações 
(Anatel), o Ministério das Comunicações, mais o Ministério do Planejamento e as 
Secretarias de Educação dos Estados e municípios, para oferecer infraestrutura e 
levar a internet às escolas públicas, com manutenção até o ano de 2025. 
Considerando que este último projeto não foi desenvolvido a contento, em 2015, 
ao ocorrer o ‘Seminário Escolas Conectadas: equidade e qualidade na educação 
brasileira’, escolas públicas e privadas propuseram a universalização das tecnologias nas 
escolas, com disponibilidade de ferramentas e equipamentos acessíveis e interativos, 
o fomento técnico-profissional para os docentes, o suporte necessário para as áreas 
de infraestrutura, para os desenvolvedores e para os próprios docentes. (Conselho 
Nacional de Secretários de Educação - Consed, 2015, como citado em Almeida, 2019)
Vale ressaltar que a implantação de projetos e programas por parte do governo deixa 
muito a desejar no que se refere à integração dos programas que são oferecidos. 
Há um grande esforço sendo feito para se oferecer um produto de qualidade, no 
entanto, o que se observa é que não existe um envolvimento dos estados e municípios, 
portanto o engajamento da comunidade escolar quase não existe, e termina sendo 
ouvida apenas quando da implantação dos projetos, causando insatisfação nos alunos 
e professores. Uma pena!
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 10/16
Em Resumo
Pudemos aprender, ao longo desta aula, que a inserção das TICs no currículo escolar 
brasileiro ocorreu antes do boom no uso da internet como conhecemos hoje em dia, mais 
precisamente, no início da década de 1980, atendendo às recomendações advindas dos 
encontros realizados pelo Ministério da Educação (MEC), no Projeto Educom. Também 
acompanhamos algumas estratégias que foram sendo implementadas ao longo do 
tempo. No entanto, ainda percebe-se que para que exista, realmente um verdadeiro 
vínculo entre tecnologia e educação é necessário criarmos, a cada dia, possibilidades 
de ensino significativo, e não apenas empregar recursos tecnológicos para transmitir os 
conteúdos de uma forma ‘digital’, sem inovação, sem novas metodologias, sem motivar 
os estudantes do século XXI que são hiperativos e que precisam de novos tipos de 
motivação.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre os projetos do Ministério da 
Educação acesse o portal: https://www.gov.br/mec/pt-br acessado em 
09 de junho de 2022
Para compreender melhor as dificuldades enfrentadas na tentativa de 
conectar tecnologia e currículo, assista ao seguinte vídeo: 
Mário Sérgio Cortela. (2010). Paradigmas da Tecnologia na Educação. 
https://www.youtube.com/watch?v=VJbouCuoJKk acessado em 09 de 
junho de 2022
https://www.gov.br/mec/pt-br
https://www.youtube.com/watch?v=VJbouCuoJKk
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 11/16
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/734135400
As tecnologias digitais de informação e comunicação e o currículo • 15/16
a) B - C - A - D
b) C - B - D - A
c) A - C - D - B
d) B - D - A - C
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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As tecnologias digitais de informação 
e comunicação nas abordagens 
educacionais
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Capturando valor através da transformação digital • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender em que consiste o Instrucionismo.
• Conhecer a abordagem Construcionista.
• Entender o que aborda o Conectivismo.
As tecnologias digitais de informação e 
comunicação nas abordagens educacionais
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734135529
Capturando valor através da transformação digital • 3/16
Introdução 
Ao longo desta Unidade, estamos conversando sobre a associação que deve 
ocorrer, a cada dia, entre a tecnologia e os conteúdos inseridos nos currículos. 
Também percorremos o trajeto dos projetos educacionais inseridos pelo governo 
no Brasil e observamos que muito ainda precisa ser feito para que tenhamos, de 
fato, a verdadeira educação tecnológica. Convenhamos que não basta que as escolas 
recebam equipamentos, internet e que criem laboratórios de informática se não 
houver pessoas (docentes, mas outros agentes educacionais também) que saibam 
usar ou dar o suporte para o uso dessas tecnologias, de forma que deixem de ser 
apenas recursos e passem a criar efetiva aprendizagem significativa.
Vivemos em um mundo e em um momento no qual estamos e continuaremos 
vivenciando uma imensa ampliação dos meios de comunicação, que está modificando 
a forma como apreendemos a realidade, e no que se refere à escola, modificando 
a formacomo ensinamos e como aprendemos. Antigamente as pessoas precisavam 
ouvir os relatos dos viajantes para conhecer o mundo em terras distantes, atualmente 
podemos conhecer o mundo na palma de nossas mãos, podemos inclusive ‘entrar’ 
remotamente em muitos dos lugares do mundo sem estarmos presencialmente lá. 
Não é mais possível conceber o mundo sem as TICs, que fazem parte de nossas vidas 
e que transformaram o comportamento das pessoas, que muitas vezes passaram a 
depender completamente dessas novas tecnologias para viver.
Trazendo essa conversa novamente para a educação, a escola é o local que vai fazer 
com que seus usuários (discentes e demais agentes) se apropriem desses meios e 
os usem de forma reflexiva, desenvolvendo uma consciência crítica, fortalecendo a 
identidade das pessoas e de seus grupos sociais.
Como já verificamos, a tecnologia está em constante evolução, o que faz com que 
precisemos estar estudando e nos aprimorando constantemente também, e sendo 
assim, é necessária uma reflexão sobre as formas de ensino tradicionais, para que se 
abram às inovações e se insiram no contexto tecnológico moderno, que não tem mais 
volta.
Capturando valor através da transformação digital • 4/16
A sociedade contemporânea, conectada, exige que as pessoas estejam conectadas 
para que seja possível a interação, criando uma comunidade virtual, que permita 
a construção do conhecimento por meio da troca de informações e saberes no 
espaço cibernético, o que, por sua vez, exige indivíduos independentes, criativos e 
autocríticos, que sejam capazes de selecionar informações (as melhores) e construir o 
conhecimento, aliás, o seu próprio conhecimento.
Assim, as TICs exigem do professor atual diversas competências técnicas e pedagógicas, 
e um fazer em sala de aula que não se limita a simplesmente a transmitir o conteúdo, 
mas precisa levar seu aluno a pensar sobre si próprio, a se comunicar e a questionar 
a realidade. (Tezani, 2017)
As diferentes abordagens educacionais
A sociedade moderna vem exigindo a inserção das tecnologias digitais de informação 
e comunicação nos currículos, porém ela requer também que essas tecnologias sejam 
inseridas de forma adequada, considerando os objetivos e intenções da atividade 
proposta ou do conteúdo a ser ministrado.
O século XXI apresenta uma infinidade de programas, de jogos, de atividades, de 
aplicativos, de filmes, de vídeos, de materiais e outros, que podem ser usados em 
sala de aula com o propósito de criar um ambiente mais lúdico e motivador para 
os estudantes. No entanto, é necessário prestar atenção a uma questão: porque é 
necessário interligar essa tecnologia à intenção da atividade, e ligar a atividade 
ao recurso mais apropriado para ela, caso contrário, corre-se o risco de o aluno 
não entender a proposta e associá-la, meramente, ao uso de um ‘simples elemento 
tecnológico’, sem que se gere uma aprendizagem significativa.
É necessário que se tenha domínio sobre as tecnologias que serão aplicadas para que 
o processo seja bem sucedido, mas apenas o domínio não é o suficiente para manter
o sucesso, pois, mais do que dominar a técnica, é preciso saber exatamente quais são
as possibilidades de uso e como e por que usar essa tecnologia. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 5/16
O Instrucionismo
Vários autores afirmam que aliar as práticas pedagógicas com a utilização das TICs 
envolve o instrucionismo. Almeida (2005 como citado em Almeida, 2019) explica 
que para o instrucionismo, o aprender associado ao uso de tecnologias implica 
em apreender informações em ordem crescente de complexidade, que vão sendo 
assimiladas pela repetição.
Skinner, um psicólogo norte-americano que viveu entre 1904 e 1990, passou a vida 
estudando o comportamento humano, tentando entender suas reações perante os 
estímulos que recebiam. Foi ele que fundou o behaviorismo, uma corrente que ao 
longo do século XX dominou o campo da psicologia. Em 1968, Skinner publicou a obra 
‘Tecnologia do Ensino’ na qual defendia que os estudantes seriam capazes de aprender 
sozinhos com o uso de um material didático criado para essa finalidade, com respostas 
que serviriam de estímulo à medida que construíam novos conhecimentos. Essa 
organização foi chamada de ‘máquinas de aprendizagem’ ou ‘instrução programada’.
Assim, com esses ensinamentos, a forma como dividimos os conteúdos nos dias atuais, 
dos mais simples aos mais complexos, baseia-se nos estudos de Skinner. 
No instrucionismo, o software é o detentor das informações transmitidas, que funciona 
como um material de instrução ao apresentar o conteúdo de forma clara, precisa 
e objetiva, usando recursos sensoriais e multimídias como sons, gráficos, desenhos, 
animações, imagens, textos, entre outros, e o estudante vai recebendo aquelas 
informações no seu ritmo e conforme suas necessidades, favorecendo a construção 
do seu conhecimento. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 6/16
O Construcionismo
Conforme já estudamos em nossas aulas, Seymour Papert, matemático e discípulo 
de Piaget, desenvolveu a linguagem Logo, resultado da relação entre conceitos de 
Inteligência Artificial (IA) e a teoria construtivista proposta por Piaget. Vale ressaltar 
que o construtivismo vem da psicologia do desenvolvimento. 
O construcionismo, por sua vez, pode ser considerado uma extensão do construtivismo. 
Está baseado em algo concreto, que pode ser visto, discutido, analisado, observado, 
sendo tanto um objeto construído com peças de Lego, por exemplo, quanto uma 
escultura ou um software, portanto existe a construção concreta do objeto que será 
utilizado.
Indo contra as bases do Instrucionismo, Papert propunha o uso das tecnologias como 
instrumento para construir conhecimento significativo. Nesta abordagem, o uso da TICs 
na educação se dá envolvendo o estudante, os professores, as próprias tecnologias, 
os demais recursos e as interrelações que ocorrem, favorecendo o desenvolvimento 
da autonomia do aluno de forma que este construa o seu próprio conhecimento 
mediante explorações, experimentações e descobertas.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre Skinner e a ideia base do 
Behaviorismo, leia os seguintes textos:
Ferrari, Márcio. (2008) B. F. Skinner, o cientista do comportamento e 
do aprendizado. https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-
o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado acessado em 10 de 
junho de 2022.
Santana, Ana Lucia. Behaviorismo. https://www.infoescola.com/
psicologia/behaviorismo/ acessado em 10 de junho de 2022. 
https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado
https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado
https://www.infoescola.com/psicologia/behaviorismo/
https://www.infoescola.com/psicologia/behaviorismo/
Capturando valor através da transformação digital • 7/16
Vale reforçar que a internet potencializa a interatividade e a colaboração, visto 
que mesmo a distância, os sujeitos envolvidos conseguem ter e trocar informações, 
pesquisar e questionar conhecedores sobre o assunto, ‘construindo seu conhecimento’.
Figura 1 - Ciclo de construção do conhecimento no Construcionismo
Fonte: Valente (1993) & Almeida (1996) como citado em Almeida, 2019
Tendo como base esse ciclo, para que ocorra a construção do conhecimento o sujeito 
precisa articular os novos saberes a partir de sua descrição, colocando-os em prática 
(no processo de execução), refletindo sobre eles, associando essas novas informações 
com as previamente adquiridas pelos sujeitos, até a depuração de um novo saber, em 
um ciclo contínuo de autonomia do estudante, sempre terminando e iniciando novas 
buscas.
Nesse contexto, os estudantes deixam de ser meros espectadores e passam a ser 
pesquisadores de seu próprio saber, sendo responsáveis por seu aprendizado, de 
forma autônoma e dinâmica, estimulando sua criatividade, com o professor como seuparceiro e motivador. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 8/16
O Conectivismo
Pesquisadores do conectivismo afirmam que as teorias de aprendizagem até então 
apresentadas, não foram eficientes ao determinar as características dos sujeitos que 
aprendem nesta sociedade moderna organizada em redes.
Assim, surge o Conectivismo que sugere a ‘conexão’ que se origina nas redes. Por 
meio dos nós estabelecidos nas redes, o conhecimento parte do individual para o 
coletivo, e está sujeito a diversas transformações.
Bates (2016, com base em Siemens, 2004) apresenta os princípios do Conectivismo:
1. aprendizagem e conhecimento estão baseados nas diferentes opiniões;
2. a aprendizagem procura conectar os nós ou fontes de informação;
3. a aprendizagem pode estar em dispositivos que não são humanos;
4. a capacidade de assimilar cada vez mais, é mais crítica do que o conhecimento 
que já está assimilado;
5. é preciso cultivar e manter conexões para favorecer o aprendizado contínuo;
https://player.vimeo.com/video/734135913
Capturando valor através da transformação digital • 9/16
6. é uma habilidade essencial ser capaz de enxergar as conexões que ocorrem entre 
as ideias, as áreas e os conceitos;
7. a ‘circulação’ das atividades é a intenção plena do aprendizado conectivista;
8. a tomada de decisão sobre o que aprender e o que significa esse saber 
apreendido está sempre em alteração, visto que a cada dia essas informações 
podem sofrer transformações, conforme as necessidades do ambiente no qual 
estamos inseridos, ou seja, são mutáveis.
Assim, entendemos que as comunidades que surgem nas redes existem em função 
da construção, da desconstrução e da reconstrução permanente do saber a todo 
momento, e este pode ser modificado, ampliado ou sintetizado conforme as distintas 
necessidades.
Vamos ressaltar agora algumas das ferramentas mais utilizadas atualmente para o 
compartilhamento de conteúdos e informações nas redes sociais e comunidades 
colaborativas on-line:
●	 Wikipedia: talvez a mais famosa, é uma enciclopédia virtual que apresenta 
diversos conteúdos. É construída de forma colaborativa por diversos profissionais 
de diferentes áreas do saber, porém não é considerada uma fonte confiável para o 
desenvolvimento de pesquisas porque não apresenta fundamentação científica, 
visto ser aberta e poder ser editada por qualquer pessoa;
●	 Wiki: é a base que permitiu o desenvolvimento da Wikipedia, e que permite 
que diferentes pessoas editem um mesmo documento na internet;
●	 Weblog (ou blog): originalmente apresentou um formato de um diário on-line, 
e era usado para as pessoas exporem o seu dia a dia, publicando preferências, 
planos e rotinas. Atualmente, empresas usam os Weblogs para contatar possíveis 
clientes;
●	 Fotolog: é parecido com o Weblog, porém é usado para a exposição de fotos e 
imagens.
●	 Redes sociais: são as ferramentas mais usadas nos dias atuais. Só para citar 
algumas:
1.	 Facebook: criado em 2004, interliga as páginas de perfil de seus usuários. 
Essas páginas contêm informações, imagens, vídeos e mensagens.
Capturando valor através da transformação digital • 10/16
2.	 Twitter: parece um microblog, no qual os usuários contam o que estão 
fazendo naquele momento no qual estão postando suas informações.
●	 Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA): são plataformas de ensino 
pensadas para oferecer e estruturar cursos, tanto a distância como para o blended 
learning (ensino híbrido, uma mistura entre o ensino presencial e o ensino a 
distância). Geralmente, apresentam bibliotecas virtuais e atividades, além de 
possibilitar o contato (síncrono e assíncrono) entre seus usuários.
Podemos inferir, então, que o conectivismo fomenta o ‘saber fazer junto’, ou seja, 
os estudantes aprendem a medida em que vão relacionando os saberes previamente 
apreendidos com os novos, advindos de outras pessoas ou de sua própria busca. 
(Almeida, 2019)
Em Resumo
Nesta aula, compreendemos que para o instrucionismo o estudante aprende 
informações, com o uso de tecnologias, em ordem crescente de complexidade, que vão 
sendo assimiladas pela repetição, e assim, seu conhecimento vai sendo construído. No 
construcionismo de Papert, o uso da tecnologia na educação serve de base para construir 
um conhecimento realmente significativo, envolvendo o estudante, os professores, as 
próprias tecnologias, os demais recursos e as inter-relações que ocorrem, favorecendo 
o desenvolvimento da autonomia do aluno. Com relação ao conectivismo, aprendemos 
que a ‘conexão’ surge das redes, e assim, o conhecimento parte do individual para o 
coletivo, e está sujeito a diversas transformações.
Capturando valor através da transformação digital • 11/16
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre o compartilhamento de informações e 
conteúdos nas redes sociais e comunidades colaborativas on-line? Então 
leia os seguintes textos:
Ávila, R. E.; Spinelli, O. M.; Ferreira, A. S. S. B. S.; Soñez, C.; Samar, M. 
E.; & Junior, R. S. F. (2011) Colaboração docente online na educação 
universitária. SciELO - Brasil - Colaboração docente online na educação 
universitária Colaboração docente online na educação universitária 
acessado em 10 de junho de 2022.
Mussoi, E. M.; Flores, M. L. P.; & Behar, A. A. (2007). Comunidades 
Virtuais – Um Novo Espaço De Aprendizagem. https://www.academia.
edu/80306023/Comunidades_Virtuais_Um_Novo_Espa%C3%A7o_
De_Aprendizagem acessado em 10 de junho de 2022.
https://www.academia.edu/80306023/Comunidades_Virtuais_Um_Novo_Espa%C3%A7o_De_Aprendizagem
https://www.academia.edu/80306023/Comunidades_Virtuais_Um_Novo_Espa%C3%A7o_De_Aprendizagem
https://www.academia.edu/80306023/Comunidades_Virtuais_Um_Novo_Espa%C3%A7o_De_Aprendizagem
Capturando valor através da transformação digital • 12/16
 Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
https://player.vimeo.com/video/734136159
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Os impactos da tecnologia na 
educação escolar
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Os impactos da tecnologia na educação escolar • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Entender o vínculo existente entre a tecnologia, a educação e a interatividade.
• Compreender o que é o web currículo.
• Conhecer as diferentes tecnologias empregadas no ensino presencial, no
ensino a distância e no ensino híbrido.
Os impactos da tecnologia na educação escolar
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734136275
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 3/16
Introdução 
Um dos principais desafios da educação moderna é atingir as necessidades pessoais 
e sociais dos estudantes, dos professores, dos gestores e demais responsáveis pelo 
processo educativo, e essa tarefa não está sendo fácil, visto que as necessidades são 
muitas, as desigualdades existentes também são muitas, e muitas vezes adotar uma 
mesma postura, escolher um padrão, não é cabível em função dessas diferenças.
Em uma sociedade repleta de informações que vêm de todos os meios, é fundamental 
refletir sobre como as novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) estão 
impactando nessas necessidades e gerando outras, novas.
Sendo a escola um dos mais importantes espaços promovedores e disseminadores de 
conhecimento, claro que não poderia ficar alheia aos recursos digitais. Parece-me que 
vale a pena entendermos essa noção de ‘novas’ tecnologias.Basta relembrarmos que 
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 1996), estudada por 
nós, já citava a questão tecnológica, portanto, atualmente traz-se uma nova roupagem 
para as novas metodologias e tecnologias usadas em sala de aula. (Wunsch, 2018)
Tecnologia, Educação e Interatividade
Como estudado, sabemos que o uso das TICs em sala de aula vem mudando a forma 
como aprendemos e como ensinamos. E a medida que novas necessidades surgem, 
novas modificações serão necessárias, de forma a sempre buscarmos o conhecimento 
significativo.
Ao inserir as TICs em nosso cotidiano escolar, aprendemos a lidar com a diversidade, 
com a abrangência e com a rapidez de acesso que temos às informações, e ainda 
com as novas formas de comunicar e interagir fomentando novas maneiras de 
produzir conhecimento.
O propósito é criar uma rede de saberes que favoreça a democratização do acesso 
às informações, a troca de conhecimentos e experiências, a compreensão e reflexão 
crítica da realidade e o desenvolvimento humano, social, cultural e educacional, na 
tentativa de criar uma sociedade mais justa e igualitária.
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 4/16
A aprendizagem colaborativa precisa de planejamento, atitudes, recebimento, 
seleção e envio de informações, conexões, reflexão em conjunto, desenvolvimento da 
interaprendizagem, capacidade para resolver problemas em conjunto, e a autonomia 
para procurar e fazer por si.
O estudante passa a ser o autor do processo de construção de conhecimento, 
enquanto o professor é o responsável por propor atividades que estimulem a livre 
participação, a interação e a articulação das informações, objetivando a construção 
do saber, agindo como um mediador, como um facilitador, como um incentivador 
da própria prática, seja individual ou em grupos, exercendo a autoria quando se 
posiciona como um parceiro dos alunos, respeitando a maneira de trabalhar de cada 
um, seu ritmo e suas necessidades.
No entanto, há que se ressaltar que usar as TICs nas instituições de ensino requer 
ousadia para superar todos os obstáculos e dificuldades que aparecem, articulando 
conhecimentos, integrando tecnologias diferentes, linguagem hipermídia, teorias 
educacionais, construindo, executando uma mudança, de fato, tanto no ambiente 
escolar quando na sociedade. (Tezani, 2017)
Web Currículo
A ideia de currículo, conforme estudamos, origina-se na proposta de objetivar e 
organizar a cultura, o conhecimento, em uma série de conteúdos. Passou por várias 
ressignificações, transformando-se em polissêmico.
Com a disseminação das tecnologias digitais nas escolas, a partir da década de 1980, 
os computadores ficaram restritos a serem utilizados nos laboratórios de informática, 
exclusivamente para aulas de informática, em horário restritivo, sem alterar o cotidiano 
das escolas. Foi a partir dos anos 2000 que essa prática passou a ser questionada. E 
desde então elas passaram a reconfigurar a prática pedagógica, permitindo a abertura 
e flexibilidade do currículo favorecendo a coautoria entre docentes e estudantes.
Mediante a midiatização das NTICs o desenvolvimento dos currículos vai além das 
fronteiras espaço-temporais das escolas, superando a prescrição dos conteúdos 
curriculares dos livros e materiais, relacionando-se com as diferentes áreas do saber e 
acontecimentos da vida em sociedade, transformando as experiências, os valores, os 
conhecimentos públicos.
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 5/16
Almeida e Valente (2012, como citado em Almeida, 2019) explicam que o web 
currículo pode ser entendido como a relação existente entre linguagens e sistemas de 
signos diferentes, que são usados para midiatizar as práticas sociais fomentadas pelas 
TICs. Essa integração forma uma totalidade que se transforma reciprocamente. O web 
currículo é uma construção conceitual na qual as tecnologias digitais são entendidas 
como linguagens que estruturam os modos de pensar, fazer, agir, comunicar, se 
relacionar com o mundo e representar o saber. Com ele, há uma expansão dos tempos 
e espaços educativos, envolvendo a busca, a organização, a interpretação, a escolha 
de informações, a reflexão crítica sobre elas, o compartilhamento de experiências e a 
produção de novos conhecimentos. (Tezani, 2017)
Vale ressaltar que o que define a qualidade da aprendizagem não são os recursos 
existentes nas instituições, mas os profissionais que estão envolvidos nesse processo 
e o seu compromisso, a gestão, as interações e o projeto pedagógico estipulado.
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre o web currículo, acesse o seguinte 
texto e aproveite. Tem muita novidade a esse respeito. Seja curioso e 
procure inovar em suas práticas.
Arquer. O que é o webcurrículo. O impacto do uso das tecnologias no 
aprendizado. O que é o webcurrículo. O impacto do uso das tecnologias 
no aprendizado. – + Informações (arquer.com.br) acessado em 10 de 
junho de 2022.
https://www.arquer.com.br/educacao-e-cultura/webcurriculo/
https://www.arquer.com.br/educacao-e-cultura/webcurriculo/
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 6/16
A Escola nos dias atuais
Os avanços tecnológicos causam mudanças rápidas na sociedade, porém a instituição 
escolar pouco mudou. Moran (2015, como citado em Tezani, 2017) informa que é 
necessário que a escola reaprenda para se transformar em uma instituição significativa 
e empreendedora, visto que tem ficado previsível e burocrática, afastando professores 
e alunos.
Contudo, é preciso relembrar que não há uma fórmula rápida e fácil para modificar 
essa realidade. O ato de educar requer saber acolher, motivar, estimular, engajar, 
mostrar valores, impor limites e propor atividades desafiadoras. 
Por outro lado, as tecnologias, em especial a móvel, ou seja, o m-learning, que é a 
aprendizagem móvel, que ocorre quando a interação se dá por meio de dispositivos 
móveis como celulares, smartphones, laptops, iPods e outros nos levam a pensar 
em uma nova forma de organizar o processo de ensino para que seja interessante 
e motivador para os alunos, já seja na escola, ou fora dela, para que os ambientes 
presencial e remoto sejam bem produtivos.
https://player.vimeo.com/video/734136611
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 7/16
Uma educação inovadora e integral precisa estar baseada em algumas características:
1. conhecimento integrador e inovador para todos os envolvidos;
2. desenvolvimento de autoestima e autoconhecimento, de forma que haja uma 
valorização de todos;
3. fomento de alunos empreendedores, que sejam criativos e que tenham iniciativa; 
e
4. desenvolvimento de alunos-cidadãos, que tenham estabelecido seus valores 
individuais e sociais. (Moran, 2015, como citado em Tezani, 2017)
Refletir sobre os avanços que estão ocorrendo na educação é reexaminar o passado, 
analisando o que pode ser mantido e o que deve ser modificado, conforme o atual 
estágio de desenvolvimento do ser humano. Lembrando que também é necessário 
‘desaprender’ visto que alguns ensinamentos passados em determinado momento 
precisam ser revisitados, uma vez que surgem novas necessidades e alguns conteúdos 
ultrapassados podem ser desnecessários hoje.
Dessa forma, a educação se mostra como sendo um processo contraditório, complexo 
e permanente que visa a formação de pessoas menos narcisistas e materialistas e mais 
amorosas, perceptivas, empáticas e realizadas.
Na sala de aula moderna, é preciso que os docentes sejam mais orientadores do 
que produtores de conteúdos, que as aulas estejam mais direcionadas à pesquisa e à 
experimentação, que a escola fomente as redes conectadas de aprendizagem entre 
professores e alunos, para que possam aprender estando na escola, ou fora dela.
Para finalizar, vamos estudar algumas tecnologias que podem ser utilizadas nas diversas 
modalidades de ensino. (Tezani, 2017)
Tecnologias no ensino presencial
Algumas pesquisas recentes mostram que integrar as tecnologias ao ensino presencial 
aindaé um desafio, visto ser uma inovação que não está completamente ligada aos 
recursos em si, mas sim à metodologia empregada e à formação docente.
Para saber se esses recursos são deveras significativos é necessário que os professores 
se perguntem: 
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 8/16
1. são realmente fontes de apoio para a transmissão do conhecimento ou servirão 
apenas para digitalizar o que já é realizado?
2. quais os desafios que deverão ser superados para utilizar esse recurso em salas 
de aula com 20, 30, 40 ou mais alunos simultaneamente? É possível superá-los?
3. esse recurso pode auxiliar o professor a realmente melhorar a comunicação 
com os alunos?
Em pesquisa realizada por Wunsch (2013), verificou-se que a maioria dos professores 
acredita nas potencialidades das ferramentas tecnológicas na aula presencial, porém 
geralmente recorrem a elas apenas para a apresentação dos conteúdos, como o Power 
Point.
A autora percebeu em suas pesquisas, que para o planejamento das aulas é preciso 
que os professores destinem mais tempo para prepará-las, empregando ferramentas 
de pesquisa, de imagem, de áudio e de vídeo, inserindo, deveras, novas tecnologias 
em sala de aula.
Na aplicação das aulas, caso os recursos estejam de acordo com os objetivos, e forem 
usados de forma atrativa, podem servir como impulsionadores para o desenvolvimento 
da criatividade, da criticidade, da comunicação e da colaboração, podendo assumir 
um caráter mais ‘face-to-face’, ou seja, cara a cara, por meio do desenvolvimento de 
projetos, dinâmicas, análises de casos, resolução de problemas ou mesmo para as 
aulas expositivas, porém com mais interatividade.
No caso da avaliação, podem ser realizadas análises baseadas nos resultados das 
pesquisas, na autoria dos conteúdos desenvolvidos e no compartilhamento de 
produções.
Tecnologias no ensino a distância
Principalmente realizado no ensino superior, foi ganhando espaço nos outros níveis 
de ensino. É necessário compreender que nos dias atuais a sala de aula já não se 
encontra exclusivamente nos espaços físicos, entre as paredes de uma escola. Portanto, 
é preciso redesenhar as fronteiras do ensino.
Essa linha de ensino permite que as instituições ofereçam estudos e serviços on-line, 
para uma sociedade mais dinâmica e conectada.
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 9/16
Os cenários virtuais de aprendizagem possibilitam que os participantes façam 
perguntas, discutam temas, e se beneficiem do apoio e orientação recebidos 
remotamente. Ferramentas de planejamento, de aplicação e de avaliação também 
são usadas nesta modalidade, ainda que estejam inseridas nos Ambientes Virtuais de 
Aprendizagem (AVA), que contêm ferramentas, comunidades e serviços, e possibilitam 
que os estudantes sejam direcionados à aprendizagem.
E como fica o professor nessa modalidade? Ele atua como tutor, moderador de 
discussões em encontros síncronos (que são os que ocorrem no momento da sua 
programação) e assíncronos (são os que ocorrem em qualquer momento, sem que 
haja uma data e horário marcados especificamente para tal), e ainda como analista 
dos trabalhos e atividades realizadas pelos estudantes.
Na autoaprendizagem on-line, as atividades incluem momentos de autoestudo, de 
forma que os estudantes possam ser autônomos em seu processo de aprendizagem e 
que possam definir os próprios objetivos mediante as leituras indicadas ou estimuladas, 
bem como as tarefas recomendadas pelos professores. (Wunsch, 2018)
Tecnologias no blended learning (semi-presencial)
O ensino semipresencial é organizado de forma híbrida, mista, na qual os alunos 
participam de uma parte das aulas de forma presencial e de outra parte de forma 
remota. É mais uma modalidade que vem expandindo a autoaprendizagem.
Nas situações em que as aulas são presenciais, existe a presença, normalmente, de 
um tutor, e atividades desenvolvidas por workshops. No restante da aprendizagem, 
o estudante dita o seu próprio ritmo, acessando os conteúdos disponibilizados no 
AVA, interagindo assincronamente.
Podemos dizer que essa modalidade vem sendo empregada em 3 abordagens que 
podem ser convergentes: a autoaprendizagem, as práticas interativas e as simulações 
e testes. (Wunsch, 2018)
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 10/16
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que não tem sido fácil tentar inserir as TICs nas instituições 
de ensino, visto que muitos são os obstáculos que precisam ser superados com relação 
à infraestrutura e recursos, mas também muitas são as dificuldades que os professores 
sentem para realizar essa inserção. Há que se transformar o processo de ensino e 
aprendizagem e isso requer coragem e ousadia. Também vimos que a educação inovadora 
e integral precisa inserir conhecimentos integradores, desenvolver a autoestima e o 
autoconhecimento dos estudantes, fomentar o empreendedorismo, a criatividade e a 
iniciativa e desenvolver alunos-cidadãos. Aprendemos que no ensino presencial, muitas 
vezes, apesar de o professor acreditar nas potencialidades dos recursos tecnológicos, 
não os utiliza ou não sabe utilizá-los além de meramente para a apresentação de seus 
conteúdos, como quando usam o datashow em suas aulas expositivas. No caso do 
ensino remoto, os ambientes virtuais de aprendizagem possibilitam que os participantes 
façam perguntas, discutam temas, e se beneficiem do apoio e orientação recebidos 
virtualmente. Ferramentas de planejamento, de aplicação e de avaliação também são 
usadas nesta modalidade. Já no que se refere ao ensino híbrido, vimos que parte das 
aulas ocorre de maneira presencial e parte remota, e dessa forma o aluno vai ditando 
seu próprio ritmo, porém, sem estar completamente ‘por sua conta’.
Saiba Mais
Caso tenha ficado curioso e queira conhecer um pouco mais sobre o 
modalidade de ensino remoto, leia os seguintes textos:
Carvalho, Rafael. (2016). O que é e como funciona o blended learning? 
https://www.edools.com/blended-learning/ acessado em 10 de junho 
de 2022.
Iberdrola. ‘Blended learning’: como funciona a aprendizagem 
semipresencial? https://www.iberdrola.com/talentos/o-que-e-blended-
learning acessado em 10 de junho de 2022.
https://www.edools.com/blended-learning/
https://www.iberdrola.com/talentos/o-que-e-blended-learning
https://www.iberdrola.com/talentos/o-que-e-blended-learning
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 11/16
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/734137060
Os impactos da tecnologia na educação escolar • 15/16
a) B - A - C
b) C - B - A
c) B - C - A
d) C - A - B
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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currículo e à formação do docente
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As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender como se dá o vínculo entre a formação dos professores e a
inserção das tecnologias em suas práticas.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação 
do docente
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734137222
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 3/16
Introdução 
Levando em consideração todas as mudanças que vêm ocorrendo com a inserção das 
tecnologias digitais de informação e comunicação no ensino, é necessário que todos 
os atores do processo educativo sejam envolvidos, portanto, não poderíamosdeixar 
de lado os docentes.
Essas transformações fazem com que seja imperativo progredir nas políticas de 
implementação dessas tecnologias ao currículo, interligando-as às diferentes instâncias 
do processo. Vale ressaltar que todos os níveis da educação, Educação Básica, Educação 
Superior e Educação Profissional precisam estar envolvidos e dispostos a realizar essa 
mudança.
A efetiva transformação, com a inserção tecnológica ao currículo ocorrendo de fato, 
vai além da mera incorporação das tecnologias. Devem ser oferecidas oportunidades 
para que os professores se familiarizem com as TICs, de modo que seja possível inseri-
las em suas práticas cotidianas. Dessa forma, com essas competências, serão capazes 
de analisar por quê, para quê, com o quê, como e quando integrar esse novo 
conhecimento em suas práticas pedagógicas.
Então, vamos conhecer um pouco melhor sobre as características desse processo de 
incorporação das NTICs no trabalho dos docentes.
A formação dos professores e as tecnologias
É importante que todos os envolvidos no processo educacional, como gestores, docentes, 
discentes, equipe pedagógica, membros do Conselho da escola, prontifiquem-se a 
juntos elaborarem um plano que conecte recursos físicos, infraestrutura, recursos 
financeiros, tempo e espaço da escola.
Dessa forma, cabe à gestão liderar a inserção das tecnologias digitais no currículo 
escolar após os objetivos serem analisados, debatidos, avaliados e aceitos por todos 
os envolvidos. Além de zelar pela incorporação das informações no sistema de ensino, 
cabe ao gestor e à sua equipe analisar e usar as informações para realizar um diagnóstico 
da instituição e fomentar a tomada de decisão compartilhada, estabelecendo diálogo 
com a comunidade local, recorrendo a diferentes meios, inclusive às redes sociais.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 4/16
Essa interação exige que a interatividade seja efetivamente inserida na educação, 
modificando a forma como os professores pensam e aplicam seus conhecimentos em 
sala de aula, oferecendo diferentes modelos e possibilidades, novas ideias e recursos 
para que consigam atingir todos os alunos, conforme suas necessidades, considerando 
as potencialidades dos recursos tecnológicos aos quais têm acesso.
Devemos destacar que as tecnologias já fazem parte da vida dos estudantes (e dos 
docentes), e é por isso mesmo que se faz imperativo repensar de que maneira as 
tecnologias digitais podem e devem ser inseridas nos currículos.
A autora, baseada em seus 18 anos de experiência com a educação básica e com 
a formação de professores, incluindo pesquisas realizadas por ela, cita o que os 
professores que atuam na educação básica dizem a respeito da inserção da tecnologia 
no currículo:
●	 que permite a interação entre professor e aluno, aluno e professor e aluno com 
aluno;
●	 que oferece informações diversificadas, superficiais ou profundas, sobre todos 
os assuntos;
●	 que faz com que a aula fique mais agradável e que gere mais interesse nos alunos;
●	 que amplia a aprendizagem para fora das paredes da escola;
●	 que possibilita a socialização dos conhecimentos; e
●	 que ajuda na inclusão digital de alunos e professores.
Porém, ela acrescenta que os professores apresentam muitas dificuldades para 
organizar seus planos de aula com o uso de tecnologias.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 5/16
Figura 1 - Dificuldades dos docentes no uso das tecnologias em sala de aula
Fonte: Almeida, 2019, p. 111
Observa-se que algumas dessas dificuldades poderiam ser solucionadas com a 
capacitação e treinamento dos docentes. Outras, no entanto, precisam de outros 
tipos de ações.
Com relação ao número insuficiente de computadores e ao uso restrito dos laboratórios 
com agendamento, fica clara a dependência da aquisição de mais equipamentos e de 
espaço, ou de uma melhor organização da escola para que todos tenham acesso aos 
computadores.
Quanto à falta de conhecimento para o uso dos equipamentos, bastaria oferecer um 
bom curso, e haver interesse dos professores em fazer esse curso. Porém, no caso 
dos problemas técnicos, seria necessário que existisse nas escolas uma equipe de 
manutenção.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 6/16
A terceira dificuldade está diretamente ligada à formação dos professores. Cabe a 
cada instituição oferecer aos seus professores cursos e preparo, mas também cabe a 
cada docente correr atrás de sua educação continuada e quantos mais cursos fizer, 
quantas mais ferramentas conhecer, mais apto estará para trabalhar com as diferentes 
ferramentas e tecnologias e mais seguro se sentirá. Compartilhar informações com 
seus pares também é de suma importância, porque as experiências dos outros 
docentes podem nos ajudar a escolher as melhores estratégias para aplicarmos em 
nossas próprias práticas.
Sobre o acesso a informações incompletas ou inadequadas para a faixa etária dos 
alunos, é preciso que, ao usar as tecnologias, o professor relacione esses recursos 
ao que pretende ensinar, visto que conforme as necessidades, o perfil e o estilo de 
aprendizagem, cada turma pode aprender de forma diferente e para tanto é necessário 
um planejamento prévio, e se possível, a experimentação do recurso tecnológico que 
se pretende utilizar.
Agora, no que se refere à cópia de trabalhos por parte dos alunos, é preciso lembrar 
que esse tipo de subterfúgio já acontecia antes mesmo da inserção dos recursos 
tecnológicos. A diferença é que antes o aluno tinha o trabalho de ao menos copiar 
o texto no papel para entregar ao professor. Hoje basta um ‘copia e cola’ e a cópia é 
entregue, muitas vezes sem ao menos o aluno se dar ao trabalho de alterar o formato 
ou cor da letra de onde saiu aquela cópia. Boa parte dos alunos ou não sabe como 
fazer ou não quer fazer boas pesquisas. Só que isso não é ‘culpa’ das tecnologias, mas 
do comportamento inerente àquele estudante.
Tal fato pode ser resolvido com a proposta, pelo professor, aos alunos, de pesquisas 
que requeiram um pouco mais do que uma simples busca. O docente pode solicitar 
aos alunos algum tipo de reflexão sobre aquela pesquisa, ou um confronto de ideias 
entre os vários pesquisadores do assunto.
Ressaltamos que vale a pena ensinar aos alunos a forma como colocar no ‘papel’ o 
resultado dessas pesquisas, estimulando a comparação entre o que os diferentes 
autores falam a respeito de tal ou qual assunto, ou nos insights que os estudantes 
podem desenvolver enquanto realizam aquele trabalho. Esse também pode ser um 
foco de aula para os alunos.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 7/16
De qualquer forma, mesmo superando as dificuldades, para que as potencialidades 
das NTICs possam surtir efeito no processo de ensino e aprendizagem, é essencial 
que o docente esteja qualificado, e mais, que essa formação seja atual, visto que os 
conhecimentos precisam ser revistos e atualizados. Por exemplo, um docente que ficou 
alguns anos distante da sala de aula, pode ser que ao retornar precise passar por um 
processo de reciclagem para resgatar os conteúdos aprendidos e apreender novos 
saberes de sua área de atuação, mais modernos e condizentes com as necessidades 
atuais.
Vamos conhecer alguns dos fatores necessários para a formação docente visando a 
inserção das tecnologias digitais aos currículos:
1.	 bom embasamento teórico sobre a qualidade da educação necessária para a 
inserção de tecnologias;
2.	 experimentação da tecnologia;
3.	 orientações sobre o uso do software que será empregado para ministrar 
determinado conteúdo;
4.	 debate entre os participantes antes e após o curso;
5.	 análise sobre os desafios, os limites e as possibilidades de uso das diferentes 
tecnologias.
O vínculo bem estreito entre a tecnologia e o processo de ensino e aprendizagem no 
processo de formação docente possibilita que a escola e os agentes envolvidos possam 
avançar na construção ecompartilhamento do conhecimento e no oferecimento de 
aulas mais dinâmicas e motivadoras para os alunos. (Almeida, 2019)
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 8/16
Saiba Mais
Escola 2.0 foi um seriado jovem brasileiro, produzido e exibido pela 
TV Cultura, entre 25 de setembro de 2010 e 4 de novembro de 2011, 
semanalmente, mesclando temáticas educativas com teledramaturgia 
do dia-a-dia dos adolescentes. É interessante assistir alguns capítulos 
por apresentar tanto cenários cheios de tecnologias quanto um prédio 
de uma escola tradicional, mostrando que elementos antagônicos 
podem ser complementares. A série também mostra que os alunos não 
precisam ter uma disciplina específica no currículo para usar tecnologia 
no aprendizado. Amplie seus conhecimentos e acesse o endereço 
eletrônico da TV Cultura.
https://tvcultura.com.br/busca/?q=escola+2.0 acessado em 10 de junho 
de 2022.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Cultura
https://tvcultura.com.br/busca/?q=escola+2.0
https://player.vimeo.com/video/734137555
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 9/16
Um pouco mais sobre a formação do professor para o uso das 
TICs em sala de aula
Podemos refletir então sobre a necessidade de reorientar o trabalho do professor 
para que deixe de utilizar a apresentação tradicional, sequencial e linear, com o uso de 
algum recurso tecnológico como o datashow, apenas como um instrumento, que não 
reflete, de fato uma aprendizagem significativa plena, para que passe a estimular 
a relação entre diversas disciplina e recursos, gerando um conhecimento em rede.
Vamos enumerar agora quatro papéis que professores e alunos podem assumir em 
diversas situações de ensino-aprendizagem nas quais podem ser utilizadas tecnologias: 
(Laurillard, 1995, como citado em Tezani, 2017)
1.	 o professor como contador de histórias: o professor pode ser substituído 
por algum recurso audiovisual, como um vídeo, uma videoconferência ou até 
mesmo um podcast.
2.	 o professor como mediador: baseado em um conteúdo disponibilizado 
extraclasse, o ensino em sala de aula acontece por meio do debate sobre o 
conteúdo passado previamente, como um tipo de sala de aula invertida, na qual 
o docente atua como parceiro e intermediário dos alunos para com o material.
3.	 o aluno como pesquisador: o aluno é o responsável por interagir com os 
diferentes materiais/recursos, para descobrir, para apreender o saber. O docente 
apenas passa os comandos, organizando a atividade.
4.	 o professor e o aluno como colaboradores: ambos exploram juntos os 
recursos multimidiáticos, criando um novo espaço de ensino e aprendizagem, 
agora ressignificado. Isso pode ocorrer no uso de ferramentas colaborativas, 
como Wikis e blogs.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 10/16
Vale ainda destacar que alguns docentes que optaram pelo uso das tecnologias 
em suas práticas reclamam da baixa qualidade da internet e dos programas, das 
dificuldades de acesso, dos equipamentos, entre outros, porque existe um fetiche 
de que as tecnologias são a solução para todos os problemas no processo de ensino 
e aprendizagem. A questão é que parte dos problemas não está nos programas, 
mas nas equipes que fazem esses programas ou que compram esses programas, que 
muitas vezes não estão diretamente ligadas à prática pedagógica, no dia a dia. Alguns 
softwares de baixa qualidade são adquiridos por escolas sem que tenham, de fato, 
um bom resultado.
Talvez uma maneira de sanar esse problema seria que as equipes de produção de 
softwares tivessem entre seus integrantes, educadores. Porém, para que isso seja 
possível, seria necessário que os professores tivessem em suas formações essas 
competências, para que pudessem ser agentes, produtores, operadores e críticos dessa 
nova educação mediada por tecnologias eletrônicas de informação e comunicação. 
(Tezani, 2017)
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que os docentes, de maneira geral, enxergam com bons olhos 
a inserção das tecnologias nas práticas educativas, visto que permitem uma melhor 
interatividade entre professores e alunos (e entre os alunos), oferecem conhecimentos 
diversificados, com aulas mais agradáveis e interessantes, extrapolando as paredes 
da escola, possibilitando a socialização do saber e a inclusão de estudantes e alunos. 
Porém, é nítido que existem certas dificuldades enfrentadas por eles que precisam ser 
superadas e que se referem a problemas com infraestrutura ou falta de recursos nas 
escolas, falta de informações que embasem suas práticas de maneira mais certeira, 
falta de conhecimento sobre o uso de alguns recursos e metodologias, dentre outras. 
Aprendemos que no dia a dia escolar, professores e alunos podem assumir o papel de 
contador de história, e de mediador, no caso do professor, de pesquisador, no caso do 
aluno, e de colaborador no caso do docente e também do estudante.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 11/16
Aplicação na Prática
Pense se a escola onde trabalha (ou na qual estuda ou estudou caso não 
seja professor) passou por alguma reforma ou atualização nos últimos 
anos de forma a inserir novos recursos e tecnologias no currículo. Faça 
suas anotações aqui e procure refletir e compartilhar com seus colegas. 
Pode usar o fórum da semana 4 que está para começar.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 12/16
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
https://player.vimeo.com/video/734137763
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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O Currículo em Camboja
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O Currículo em Camboja • 2/17
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer o Quadro Curricular de Educação Geral e Técnica do Camboja, de
2015.
• Compreender o escopo e os componentes desse quadro curricular.
• Estudar as suas abordagens curriculares, metodologias e avaliação.
O Currículo em Camboja
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734137922
O Currículo em Camboja • 3/17
Introdução 
Embasado no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Educação 2030, 
o Unesco-IBE afirma que o currículo conduz todos os aspectos importantes de um 
sistema de educação sólido, como a qualidade, a inclusão, o conteúdo a ser ministrado, 
o ensino e a aprendizagem, a avaliação, entre outros, preparando cidadãos ativos, 
local e mundialmente. Vale ressaltar que o Bureau Internacional de Educação (IBE) é 
um instituto da categoria 1 da Unesco, conhecido como um Centro de Excelência em 
matéria de currículo.
A Agenda Educação 2030 foi definida por diversas entidades internacionais ligadas 
à educação durante o andamento do Fórum Mundial de Educação (FME), que teve 
lugar em Incheon, na Coreia do Sul, em 2015. Nesse Fórum, a educação foi colocada 
como um fator indispensável para o desenvolvimento sustentável, inclusivo, justo 
e coeso de um país, bem como da vida de sua população.
Em 2018, a Unesco analisou, por meio do IBE, os quadros curriculares de 5 países que 
tinham passado recentemente por reformas inovadoras em seus sistemas de ensino: 
Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru. 
Apesar de terem realidades muito diferentes, que vão desde o modelo de governo 
até o grau de investimento do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, os cinco 
países estudados criaram um documento sobreo currículo educacional, assim como 
sobre as reformas realizadas no setor nos últimos anos, inserindo novas tecnologias e 
inovações. (Oliveira, 2019)
O estudo da Unesco visou entender até que ponto os países apresentam e debatem a 
estrutura de seus sistemas de ensino, as novas abordagens pedagógicas empregadas, 
as metodologias de ensino-aprendizagem e as técnicas de avaliação, dentre outros 
itens relevantes. Procurou analisar também quais são as tendências atuais no que se 
refere às reformas curriculares que têm ocorrido em todo o mundo. (Opertti, Kang & 
Magni, 2018)
O Currículo em Camboja • 4/17
Camboja: Quadro Curricular de Educação Geral e Técnica, 2015 
O Quadro Curricular da Educação Geral e Técnica (Curriculum Framework of General 
Education and Technical Education – CFGETE) do Camboja, criado em 2015, inicia 
com uma mensagem do Ministro da Educação, destacando que o desenvolvimento 
dos recursos humanos com conhecimentos, competências e habilidades está alinhado 
com o objetivo nacional do Camboja, que é desenvolver a economia e se transformar 
em um país com renda média-alta até o ano de 2030, e ainda ser um país desenvolvido 
até o ano de 2050. 
Detalha como o CFGETE funcionará como agente de educação do país, para que os 
estudantes sejam cidadãos que alcancem o seu potencial máximo, de forma a estarem 
preparados para viver uma vida plena como sujeitos ativos e que contribuam para 
o desenvolvimento da nação e do mundo.
De forma a alcançar essas metas, o Ministério da Educação, Juventude e Esporte 
(CAMBODIA MoEYS, em inglês) acredita que a formação docente, assim como o 
seu quadro curricular são os elementos fundamentais para o processo de reforma 
curricular do país. 
Desde o ano de 1979, o currículo do Camboja tem passado por 4 estágios de 
desenvolvimento. As deficiências estruturais alertaram sobre a necessidade de 
conscientização de se elaborar um currículo para a quinta fase da reforma. 
Um dos principais motivos foram as baixas taxas de qualidade da educação e de 
aprovação nas avaliações (menos de 50%), ambas reveladas pelo resultado do Exame 
Nacional do Segundo Nível da Educação Secundária de 2014. 
Outro fator foram os reflexos das altas taxas de abandono escolar e de alfabetização 
limitada, mesmo depois da conclusão da educação primária ou do primeiro nível da 
educação secundária.
Mais um motivo importante foram os resultados da análise do currículo que estava em 
uso até então e da qualidade dos livros didáticos, que mostraram alguns erros técnicos 
e de conteúdo. Além disso, também foi considerado que alguns temas ensinados 
eram irrelevantes para a vida cotidiana e para as mudanças mundiais. 
O Currículo em Camboja • 5/17
O CFGETE tem a preocupação de enfatizar alguns objetivos principais necessários 
para um estudo que represente as necessidades atuais do país, com a aquisição de 
habilidades em línguas (khmer e línguas estrangeiras), em ciência, em tecnologia, em 
tecnologias da informação e comunicação (TIC), em civismo, em pensamento 
crítico e em aprendizagem ao longo da vida.
Escopo e componentes do quadro curricular
Não há menção específica, com detalhes, a respeito dos escopos do quadro curricular 
do país, porém, é possível presumi-lo, ao observar sua estrutura e os componentes 
do documento, assim como o título. Na seção ‘Temas e horas de estudo’, os resultados 
da aprendizagem, dos conteúdos e das horas de estudo estão destinados à educação 
infantil, à educação primária, ao primeiro e segundo nível da educação secundária 
e à educação técnica. Observa-se também que o currículo está voltado tanto para a 
educação geral quanto para a educação técnica. 
O escopo vertical do currículo é especificado para os anos escolares K-12 ( jardim de 
infância até o 12º ano). O documento não detalha os anos do 1º ao 9º; porém, pela 
primeira vez, oferece dois caminhos: ciências e ciências sociais para os anos do 10º ao 
12º.
O quadro procura desenvolver uma estrutura curricular que seja coerente e 
abrangente, que esteja bem alinhada e consistente e que possibilite o aprendizado 
dos alunos em todos os níveis de ensino. A estrutura se concentra nos resultados 
esperados para todas as aprendizagens e no desenvolvimento de línguas (do 1º ao 6º 
ano), das TICs (do 4º ao 12º ano) e das habilidades locais (do 4º ao 9º ano). 
Além disso, são caracterizadas como disciplinas individuais: a educação em saúde, a 
educação artística e a educação física e os esportes. De forma a chegar a uma educação 
sustentável inclui-se a educação inclusiva e a educação especial. 
Importante ressaltar também que os estudantes do segundo nível da educação 
secundária, do 10º ano escolar, poderão escolher dentre diversas opções de caminhos 
de estudos (vertentes) como ciências, ciências sociais e educação técnica. 
O documento também inclui a importância de se garantir o reforço da formação 
docente ao oferecer diretrizes e metodologia de ensino modernas e ainda realiza a 
compilação de todos os documentos relacionados ao currículo, como os manuais do 
docente e os indicadores educacionais, por exemplo.
O Currículo em Camboja • 6/17
Abordagens Curriculares
O CFGETE adotou a abordagem baseada em competência para a reforma 
curricular. São elas: o letramento e o numeramento, as línguas estrangeiras, as TICs, 
a comunicação e o trabalho em equipe, a análise e a criatividade, a aplicação de 
conhecimentos e habilidades, o desenvolvimento pessoal, familiar e social, e ainda 
o empreendedorismo e a liderança. A descrição dessas competências mostra que 
os alunos precisam estar munidos de habilidades práticas para beneficiar a sua vida 
cotidiana no local onde moram, no país e no mundo.
O entendimento da educação que está por trás do documento a vê como um meio 
para desenvolver os talentos e as capacidades de todos os estudantes de forma 
paralela ao crescimento e desenvolvimento intelectual, espiritual, mental e físico. 
Essencialmente, tanto as competências acadêmicas tradicionais, como as habilidades 
em alfabetização, em matemática e em ciência, quanto as competências práticas, 
como a resolução de problemas, o pensamento crítico, as tomadas de decisões, o 
empreendedorismo e a liderança, desempenham um papel essencial e fazem parte 
dos objetivos curriculares do país.
https://player.vimeo.com/video/734138243
O Currículo em Camboja • 7/17
Visando resolver o problema das baixas taxas nos resultados das habilidades funcionais 
de alfabetização, existe uma grande ênfase em fazer cumprir o aprendizado dos alunos 
nas áreas de linguagem básica, de estudos sociais e nas habilidades matemáticas em 
todos os níveis de ensino.
Seguem abaixo os temas gerais, estruturados conforme as competências necessárias, 
como foram descritos pelo Ministério da Educação, Juventude e Esportes de Camboja.
Figura 1 - Temas gerais e suas competências para a educação infantil, educação primária, 1º e 2º nível da educação secundária e educação técnica
Fonte: Cambodia MoEYS, 2015, p. 4-9, como citado em Opertti, Kang & Magni, 2018
É possível perceber que não há menção clara no que se refere à inclusão dos temas 
transversais, assim como do desenvolvimento sustentável, da educação em direitos 
humanos, da igualdade de gênero, entre outros. Apenas cita, nos objetivos, que os 
alunos precisam entender os deveres e práticas dos direitos humanos como cidadãos 
responsáveis e como representantes de suas famílias, comunidades, sociedade, região, 
e do mundo, além de respeitar os valores dos direitos humanos. Vale ressaltar que os 
direitos humanos e as questões de igualdade de gênero são brevemente citados na 
área de aprendizagem da educação em saúde.
O Currículo em Camboja • 8/17
É interessante observar que o documento se estrutura com base nos resultados 
esperados de desempenho, e no conjunto de competências, e cada nível de ensino 
engloba os resultados separados por conhecimentos, habilidades e atitudes que 
se espera que os alunos desenvolvam até a finalização de todosos níveis de estudo. 
Metodologia de Ensino e Aprendizagem
Uma das prioridades curriculares do país diz respeito ao fortalecimento da 
capacitação docente e dos princípios e valores do ensino. Esses princípios refletem 
a adoção de uma abordagem na qual os alunos figuram no centro do processo 
de aprendizagem e os professores como facilitadores, que procuram dotar seus 
estudantes com saberes, habilidades e atitudes.
Esse foco no aluno implica no uso de conhecimentos e habilidades como ferramentas 
que os ajudem a resolver os problemas de suas vidas cotidianas, e na necessidade 
de garantir a melhor formação para os docentes tem como objetivo garantir a alta 
eficiência na implementação do CFGETE. 
Menciona-se no documento que os professores precisam receber formação em 
metodologias de ensino e em avaliação de forma a estarem providos de materiais 
e suporte técnico necessários para suas práticas, e também precisam de formação e 
preparo para melhorarem suas habilidades de pesquisa. A função dos professores, 
no que diz respeito à avaliação, tem destaque na seção, “Avaliação de aprendizagem 
e ensino”. 
Conforme consta, os subcomitês instituídos pelo Ministério da Educação são os 
responsáveis por desenvolver os padrões, os indicadores e os programas de formação 
dos professores. Apesar de abordar os princípios do ensino e dar ênfase aos docentes 
e à sua formação, não constam diretrizes específicas sobre metodologia de ensino 
e não se descreve com detalhes quais são as funções ou ações que os educadores 
ou partes envolvidas no processo de ensino-aprendizagem devem desempenhar na 
implementação dos currículos.
O Currículo em Camboja • 9/17
Avaliação
Neste aspecto, o CFGETE procura coletar, analisar e refletir sobre as competências 
e sobre os resultados da aprendizagem dos estudantes, resumindo-os em cinco 
princípios principais: 
1. avaliação das competências dos alunos: os conhecimentos, as habilidades, as 
atitudes e as habilidades de aplicação; 
2. avaliação do sistema de ensino: os recursos humanos, os recursos educacionais, a 
gestão, bem como a liderança; 
3. unidades de avaliação: são o Comitê de Certificação do Camboja, o Departamento 
de Desenvolvimento Curricular, as partes envolvidas nas escolas e as agências 
relevantes; 
4. níveis de avaliação: com análise regional e internacional, com avaliação nacional, 
e ainda as avaliações da escola e dos anos escolares; e 
5. emprego dos resultados de avaliação: análise de como serão usados para melhorar 
a qualidade da educação em todos os níveis. 
Embora o papel e o objetivo da avaliação serem abordados de forma objetiva no 
quadro curricular, apenas são apresentados alguns exemplos gerais de abordagens 
de avaliação, como o uso de questionários, de exercícios de solução de problemas, 
de discussões em sala de aula, de textos e pequenos projetos de pesquisa.
O Currículo em Camboja • 10/17
Saiba Mais
Dentre algumas das práticas inovadoras que temos hoje em dia em 
matéria de currículo está o Portfólio no Centro Universitário Internacional 
Uninter.
É uma ferramenta inovadora, tanto do ponto de vista da avaliação 
quanto do desenvolvimento da atividade em si. O portfólio permite 
que o professor veja o trabalho de seus estudantes como uma atividade 
complexa, porém menos rígida, com elementos que se interconectam, 
contribuindo para a formação de alunos mais proativos e donos de seus 
processos de aprendizagem, diferente do que ocorre com a aplicação 
de uma prova tradicional, com perguntas fechadas.
O portfólio é uma oportunidade de aproximar o estudo com a vida, 
visto que é um compilado dos trabalhos do aluno realizados nas mais 
diversas mídias. Esses trabalhos têm origem em encontros periódicos 
entre alunos e tutores no polo de apoio presencial para discutir reflexões, 
críticas, conteúdos significativos, palestras, eventos, situações práticas 
da vida, etc.
Todos os portfólios apresentam propostas diferentes, como produção 
de podcast, discussão em grupos de WhatsApp, desenvolvimento de 
textos jornalísticos, criação de blog, dentre outras. Com certeza é uma 
inovação curricular. (Wunsch, 2018)
Ficou curioso? Então acesse os seguintes endereços eletrônicos e saiba 
mais sobre o assunto.
O que é o portfólio da Uninter? (2021) - Vídeo. https://www.uninter.
com/noticias/o-que-e-o-portfolio-da-uninter acessado em 10 de junho 
de 2022
O que é o portfólio da Uninter? (2021) - Texto. https://www.
pensandohoje.com.br/o-que-e-o-portfolio-da-uninter/#:~:text=O%20
portf%C3%B3lio%20da%20Uninter%20%C3%A9,a%20teoria%20
aprendida%20%C3%A0%20pr%C3%A1tica. acessado em 10 de junho 
de 2022
https://www.uninter.com/noticias/o-que-e-o-portfolio-da-uninter
https://www.uninter.com/noticias/o-que-e-o-portfolio-da-uninter
O Currículo em Camboja • 11/17
Em Resumo
Ao longo desta aula, foi possível compreender um pouco sobre como está estruturado 
o currículo do Camboja, seus objetivos e características. Vimos, por exemplo, que o 
currículo abrange a educação infantil, primária, primeiro e segundo nível da educação 
secundária e educação técnica e que sua abordagem está baseada no ensino das 
competências. Com relação à importância da educação, ela é vista como um meio para 
desenvolver os talentos e as capacidades de todos os estudantes de forma paralela ao 
crescimento e desenvolvimento intelectual, espiritual, mental e físico. Também pudemos 
observar que não há menção clara no que se refere à inclusão dos temas transversais, 
mas sim, há uma parte bem relevante do documento dedicada ao fortalecimento da 
capacitação docente e dos princípios e valores do ensino. Portanto, percebemos que é 
um currículo muito focado no desenvolvimento e crescimento dos estudantes para que 
contribuam para o seu país e para o mundo.
O Currículo em Camboja • 12/17
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734138508
O Currículo em Camboja • 13/17
Referências Bibliográficas
Oliveira, Tory. (2019). Como se organiza o currículo de outros países? Pesquisa da 
Unesco compara bases comuns curriculares de Brasil, Finlândia, Camboja, Quênia 
e Peru, mostrando pontos positivos e negativos de cada proposta. Nova Escola. ed. 
321.
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-
outros-paises acessado em 05 de junho de 2022 
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia 
e Peru. UNESCO International Bureau of Education. https://unesdoc.unesco.org/
ark:/48223/pf0000263831_por acessado em 05 de junho de 2022.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://unesdoc.unesco.org/query?q=Corporate:%20%22UNESCO%20International%20Bureau%20of%20Education%22&sf=sf:*
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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O Currículo na Finlândia
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O Currículo na Finlândia • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer o Quadro Curricular da Base Nacional Curricular para a Educação
Básica da Finlândia, de 2014.
• Compreender o escopo e os componentes desse quadro curricular.
• Estudar as suas abordagens curriculares, metodologias e avaliação.
O Currículo na Finlândia
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734138649O Currículo na Finlândia • 3/16
Introdução 
A chamada Base Nacional Curricular para a Educação Básica (National Core Curriculum 
for Basic Education – NCCBE) da Finlândia, elaborada em 2014 é um marco de 
ação integral e inclusiva, que foi desenvolvida para funcionar como um alicerce 
no preparo, desenvolvimento e implementação do currículo no país e também dos 
planos escolares anuais, apresentando uma estrutura bem completa e um conjunto 
de princípios e de diretrizes a serem usados pelas partes interessadas. 
A finalidade é proporcionar uma constante melhoria na qualidade da educação e 
reforçar uma educação contínua. (Finland. FNBD, 2016, como citado em Opertti, 
Kang & Magni, 2018)
O quadro curricular procura fornecer um guia que norteie o estudo dos alunos à 
medida em que passam pelos diferentes níveis de ensino, desde a educação pré-
primária para a básica e, depois, da educação básica para as seguintes etapas. 
O documento é desenvolvido consoante a base jurídica do país, como a Lei e o 
Decreto de Educação Básica, os Decretos do Governo e a Base Nacional Curricular. 
Vamos a ela.
Finlândia: Base Nacional Curricular para a Educação Básica, 
2014
A NCCBE está fundamentada na educação básica, visando garantir a igualdade e uma 
educação de alta qualidade, além de favorecer o crescimento, o desenvolvimento e a 
aprendizagem dos alunos. 
A educação básica prima para que os seus estudantes vivam como membros ativos 
da sua comunidade e de uma sociedade democrática, realizando tarefas educacionais, 
sociais, culturais e voltadas para o futuro. 
Assim, os objetivos nacionais da educação básica visam: o crescimento como ser 
humano e como membro da sociedade; e oferecer conhecimentos e habilidades, 
promover conhecimento e competência, assim como igualdade e aprendizagem ao 
longo da vida.
O Currículo na Finlândia • 4/16
Os quatro valores subjacentes no documento são: a singularidade de cada aluno e o 
direito a ter uma educação de qualidade; a humanidade, a aquisição de conhecimentos 
gerais e capacidade, igualdade e democracia; também consta a diversidade cultural 
como uma riqueza; e a necessidade de uma vida sustentável.
A ideia de aprendizagem considera os alunos como ‘atores ativos’ com habilidades 
para aprender a aprender, e para serem capazes de planejar e fixar metas para 
suas vidas, resolver problemas, e ainda promover a sua própria aprendizagem. Dessa 
forma, a NCCBE tem como objetivo evitar qualquer tipo de desigualdade e de 
exclusão e ainda promover a igualdade de gênero, e valorizar o patrimônio cultural 
do país. 
O quadro curricular está estruturado conforme os tratados internacionais de direitos 
humanos, que focam nas oportunidades de aprendizagem e no bem-estar dos 
estudantes, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, o Pacto Internacional 
sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Convenção sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência.
Diferente do que ocorre no documento do Camboja, não apresenta nenhuma 
mensagem de um diretor ou diretor-geral. Além disso, as finalidades e os objetivos 
encontram-se nos cinco primeiros capítulos, como os princípios da educação básica. 
(Opertti, Kang & Magni, 2018)
Escopo e componentes do quadro curricular
A NCCBE informa claramente que os alunos da educação básica são o seu público-
alvo, o que também fica bem claro no título do documento, qual seja: Base Nacional 
Curricular para Educação Básica. 
A educação básica engloba o período do 1º ao 9º ano escolar e está dividida nos 
seguintes grupos: 1-2 (considerando 1º e 2º ano), 3-6 (considerando do 3º ao 6º ano), 
e 7-9 (considerando do 7º ao 9º ano). 
Cada nível de ensino tem quatro seções principais e cada uma começa informando a 
forma pela qual a transição do nível de educação anterior ao seguinte deve acontecer, 
por exemplo: da educação pré-primária para a básica, e ainda apresenta as tarefas 
essenciais esperadas para aquele nível específico de ensino. 
O Currículo na Finlândia • 5/16
Também esclarece as competências transversais que devem ser adquiridas pelos 
estudantes e descreve, de forma detalhada, os conteúdos para cada ano escolar, assim 
como lista os objetivos de cada disciplina, e ainda relata a ligação entre as disciplinas 
e as respectivas áreas e habilidades transversais.
Sobre os mecanismos para a implementação efetiva do currículo, detalha o 
funcionamento da cultura escolar, como está organizado o trabalho escolar, como 
deve ser realizada a avaliação, como se dá o apoio à aprendizagem e à manutenção 
da frequência escolar, assim como o bem-estar dos alunos, a linguagem e a cultura, a 
educação bilíngue, o sistema pedagógico e os estudos optativos.
O documento é abrangente, orientando os leitores, principalmente as autoridades 
educacionais, e indica cada detalhe de como o currículo deve ser implementado no 
âmbito nacional, na escola e na sala de aula. (Opertti, Kang & Magni, 2018)
https://player.vimeo.com/video/734138935
O Currículo na Finlândia • 6/16
Abordagens curriculares
Observa-se na seção ‘Promover a cultura de uma educação básica abrangente’, 
a necessidade de se criar uma cultura saudável e empoderada, para implementar, 
de forma efetiva, o quadro curricular, que engloba a cultura escolar, o ambiente de 
aprendizagem e os métodos de trabalho. O documento mostra como fundamental 
incluir abordagens integradas e módulos multidisciplinares.
Enfatiza-se no documento a importância da cultura escolar, levando em consideração 
os impactos que ela produz na qualidade do processo de ensino e aprendizagem e 
nos tipos de práticas realizadas com os estudantes, ou seja, considera-se que tudo o 
que acontece na escola importa, ainda que seja de forma inconsciente. 
Inserir a comunidade de aprendizagem no centro desse processo, incentiva os 
discentes a colaborarem entre si e garante o acesso igualitário à orientação, visando 
produzir aprendizagem individual e coletiva, assim como estimula a colaboração 
entre os responsáveis pelas escolas e outros parceiros da comunidade ao considerar 
as necessidades locais.
Nesse ambiente, os estudantes podem trabalhar individual ou coletivamente, 
aprendendo mediante o experimento, com criatividade, de forma participativa 
e ativa, com atividades físicas e jogos, que ajudam a criar confiança e respeito, e a 
entender a importância da diversidade.
Vale ressaltar que a instrução integradora e por módulos de aprendizagem 
multidisciplinar é considerada fundamental. Entende-se por Instrução Integradora a 
ligação e a interdependência que existe entre os diferentes conteúdos oferecidos, 
e as situações reais vivenciadas, possibilitando que os alunos ampliem sua visão de 
mundo de forma crítica. 
Já a aprendizagem multidisciplinar envolve as ferramentas integradoras que auxiliam 
na realização dos objetivos educacionais ao desenvolver e reforçar as competências 
transversais. O essencial é a ligação entre as disciplinas e suas abordagens, e entre 
as disciplinas e outras atividades escolares. Vale lembrar que o currículo finlandês 
oferece competências transversais em todas as áreas de conhecimento e em todos os 
níveis de ensino.
O Currículo na Finlândia • 7/16
A esse respeito, há sete áreas de competências transversais, desenvolvidas conforme 
os três pilares fundamentais desse documento: os valores subjacentes, o conceito de 
aprendizagem e a cultura escolar. Essas áreas de competência estão inter-relacionadas. 
São elas: 
1. refletir e aprender a aprender; 
2. a competência cultural, a interação e a expressão própria; 
3. cuidar de si próprio e administrar a sua vida em sociedade;
4. o multiletramento; 
5. as competências nas TICs; 
6. a competência para o mundo do trabalho e para o empreendedorismo; e ainda 
7. a participação, o envolvimento e a construção de um futuro sustentável. 
Em cada um dos níveis de ensino, explica-se como as competências transversais serão 
integradas. Nos anos 1-2, encontram-se disciplinas como língua materna e literatura 
(comofinlandês, sueco, sami, roma, linguagem de sinais e outras línguas maternas); a 
segunda língua nacional (como finlandês ou sueco); a língua estrangeira (como inglês 
ou outra língua estrangeira ou a língua de sinais); a matemática; a educação ambiental; 
a religião; a ética; a música; as artes visuais; o artesanato; bem como a educação física. 
Nos anos 3-6, são incluídos estudos sociais e história, enquanto as outras disciplinas 
se mantêm como nos anos anteriores. Nos anos 7-9, além das disciplinas existentes, 
soma-se o estudo sobre biologia, geografia, física, química, educação em saúde e 
economia doméstica, porém exclui-se a educação ambiental. 
O documento insere ainda estudos sobre as atividades de clubes escolares, sobre o 
uso da biblioteca, as refeições na escola, os recessos e os meios de transporte escolar. 
Ele também promove a equidade, a igualdade, a justiça e a diversidade cultural que 
deve haver entre os estudantes. (Opertti, Kang & Magni, 2018) 
O Currículo na Finlândia • 8/16
Metodologia de ensino e aprendizagem
Os objetivos de instrução de cada disciplina são definidos conforme as áreas de 
aprendizagem e as competências transversais. Eles guiam os docentes no preparo 
e desenvolvimento das suas aulas, definindo os objetivos específicos e ajustando 
as práticas de ensino-aprendizagem, e mencionam as metodologias de ensino. O 
documento cita, por exemplo, que é função dos professores escolher os métodos de 
ensino que devem ser usados, e os orienta a usá-los para melhorar a sua capacidade 
de autorregulação. Menciona que devem envolver os estudantes no planejamento 
e na avaliação dos seus métodos de estudo para que sejam responsáveis por sua 
própria aprendizagem.
Ao considerar os estudantes como atores ativos que determinam seus próprios 
objetivos e solucionam problemas individual e coletivamente, de certa forma indica 
que o papel dos professores é mais o de um guia e facilitador. A seção ‘Responsabilidade 
partilhada para o dia escolar’ detalha que os docentes são responsáveis pelas 
atividades, aprendizagem, avaliação e bem-estar dos estudantes. 
A NCCBE também detalha que a avaliação pode ser usada como um dos instrumentos 
pedagógicos mais importantes, por meio da qual os professores também podem se 
auto avaliar, refletir sobre seus métodos de ensino e melhorar suas práticas, focados 
nas necessidades dos estudantes. 
Avaliação
No que se refere à avaliação, a NCCBE estimula a autoavaliação dos estudantes (e dos 
professores), com o apoio dos docentes e dos pais ou responsáveis, e nesse caso a 
função dos professores é de fornecer opiniões construtivas e orientar os alunos para 
que melhorem a cada dia, adotando métodos de avaliação justas, éticas e versáteis, 
com interação contínua com os alunos.
A avaliação deve levar em consideração a idade e as capacidades dos estudantes. 
O documento adota dois tipos de avaliação. A avaliação formativa que ocorre 
de forma contínua durante o ano escolar, como aprendizagem diária, e a avaliação 
somativa, que costuma ser aplicada no fim de cada ano escolar, como uma avaliação 
global do desempenho dos alunos. 
O Currículo na Finlândia • 9/16
No caso da avaliação somativa, as notas podem ser em escala descritiva tais como 
excelente, bom, regular, ou numérica com notas de 0 a 10, ou ambas, e deve ser usada 
para os anos 1-7. As notas em escala numérica devem ser usadas para os anos 8-9. 
Ainda há avaliação adicional para pontos transitórios, como no fim do nível 2 e do 
nível 6, assim como na avaliação final da educação básica, que pode acontecer nos 
níveis 7, 8 ou 9 dependendo do currículo local. 
É importante reforçar, para finalizar, que a avaliação deve garantir a justiça, a equidade 
e a igualdade para todas as regiões, para todos os gêneros e para todos os contextos 
sociais (Finland. FNBD, 2016, como citado em Opertti, Kang & Magni, 2018).
Saiba Mais
Quer saber mais sobre a educação da Finlândia? Vamos lá.
Até o começo dos anos 2000, os alunos de 10 a 12 anos tinham aula 
de Ciências da Computação, porém, no decorrer dessa década, essa 
disciplina foi eliminada para que as TICs integrassem todo o currículo, 
perpassando todas as disciplinas.
No ano de 2016, o currículo do país foi novamente remodelado e 
passou a considerar as competências vinculadas com o uso das TICs e 
as habilidades ligadas ao pensamento computacional. 
O novo currículo enfatiza a necessidade de os alunos adquirirem as 
seguintes habilidades com relação às TICs: usá-las de maneira segura, 
entender o que são e como funcionam, usá-las para pesquisar, para a 
comunicação e para o networking, para analisar e visualizar criticamente 
coisas de diferentes perspectivas, estar abertos a novas soluções e para 
aprender coisas novas por meio de jogos, games, atividades físicas e 
experimentos. (Wunsch, 2018)
O Currículo na Finlândia • 10/16
Em Resumo
Ao longo deste tema, conhecemos sobre a Base Nacional Curricular para a Educação 
Básica da Finlândia, que é um marco de ação integral e inclusiva, cuja finalidade é 
proporcionar uma constante melhoria na qualidade da educação e reforçar uma 
educação contínua. Aprendemos que esse currículo está focado na educação básica, 
visando garantir a igualdade e uma educação de alta qualidade, além de favorecer o 
crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, considerando-os ‘atores 
ativos’ com habilidades para aprender a aprender, para planejar e fixar metas para 
suas vidas, resolvendo problemas e promovendo a sua própria aprendizagem. Dessa 
forma, pudemos compreender que a NCCBE tem como objetivo evitar qualquer tipo 
de desigualdade e de exclusão e ainda promove a igualdade de gênero e valoriza o 
patrimônio cultural do país. Finalmente, pudemos perceber também que o documento 
define como função dos professores escolher os métodos de ensino que devem ser 
usados. No que se refere à avaliação, estudamos que o currículo finlandês aplica a 
avaliação formativa, a avaliação somativa e ainda uma avaliação adicional para pontos 
transitórios. Enfim, é um currículo que enfatiza bastante as competências transversais. 
Com certeza, é um currículo integrador.
Saiba Mais
Vamos conhecer um pouco mais sobre práticas educativas inovadoras?
Em 1999, o professor indiano Sugata Mitra fez um estudo sobre o ensino 
a distância, fora de sala de aula, na educação de crianças com idade de 
frequentar até o quinto ano.
A ideia desse estudo surgiu após ouvir de pais ricos, que seus filhos, ao 
usar o computador, tinham um dom, porque faziam coisas incríveis. Mitra 
passou a se perguntar se apenas os estudantes ricos tinham capacidade 
para ‘fazer coisas incríveis’ e resolveu instalar um computador com 
internet em um muro que separava uma favela e seu escritório em Nova 
Délhi (Índia).
O Currículo na Finlândia • 11/16
O objetivo era saber o que aconteceria com crianças que tivessem acesso 
a um computador com internet em língua inglesa. Enquanto instalava 
o equipamento, as crianças perguntavam a ele o que era aquilo e se
podiam tocar. Ele respondeu que elas podiam interagir com a máquina
e se afastou.
Oito horas depois ele voltou e viu crianças interagindo com o 
equipamento e ensinando outras a fazer o mesmo. Não acreditando que 
as crianças não tivessem tido acesso anterior ao equipamento repetiu o 
experimento a 500 km de lá, em um pequeno vilarejo. Depois de 2 meses, 
voltou ao local e encontrou as crianças rodando jogos, e lhe disseram 
que queriam um computador com um mouse melhor. Também disseram 
bravos que ele tinha oferecido um computador que só funcionava em 
inglês e, portanto, eles tiveram que ‘aprender sozinhos’ o idioma.
Ele constatou então que a tecnologia oferece às crianças oportunidades 
e experiências únicas. Esse projeto é conhecido como Hole in the Wall 
(que significa buraco na parede) e aconteceu em mais de 20 regiões da 
Índia. (Wunsch, 2018)
Quer saber mais? acesse:
Um computador na parede, uma janela de aprendizagem para crianças. 
(2016). https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/um-computador-na-parede-uma-janela-de-aprendizagem-para-criancas/ acessado em 
16 de junho de 2022.
https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/um-computador-na-parede-uma-janela-de-aprendizagem-para-criancas/
https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/um-computador-na-parede-uma-janela-de-aprendizagem-para-criancas/
O Currículo na Finlândia • 12/16
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia 
e Peru. UNESCO International Bureau of Education. https://unesdoc.unesco.org/
ark:/48223/pf0000263831_por acessado em 05 de junho de 2022.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://unesdoc.unesco.org/query?q=Corporate:%20%22UNESCO%20International%20Bureau%20of%20Education%22&sf=sf:*
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://player.vimeo.com/video/734139343
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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O Currículo no Quênia
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O Currículo no Quênia • 2/17
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer o Quadro Curricular para a Educação Básica do Quênia, de 2017
• Compreender o escopo e os componentes desse quadro curricular.
• Estudar as suas abordagens curriculares, metodologias e avaliação.
O Currículo no Quênia
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734139525
O Currículo no Quênia • 3/17
Introdução 
O Quadro Curricular da Educação Básica do Quênia (Basic Education Curricular 
Framework – BECF), ao ser desenvolvido após um intenso processo, identificou várias 
preocupações que geraram a necessidade de se fazer uma reforma educacional. O 
secretário menciona no prefácio que essa reforma visava incluir todos os níveis de 
educação básica, a pré-primária, a primária, a secundária e a educação especial (citada 
no documento como educação para necessidades especiais). 
Também explicita que o BECF foi desenvolvido conforme a Constituição do Quênia, 
com a chamada ‘Visão 2030’, que considera as Estruturas e Marcos de Ação de 
Harmonização Curricular da Comunidade da África Oriental, e ainda o Relatório nº 
2 de 2015 que contempla a Reforma de Educação e Formação no Quênia (KENYA 
KICD, 2017 como citado em Opertti, Kang & Magni, 2018).
Vamos a ele.
Quênia: Quadro Curricular para a Educação Básica, 2017
O documento traz um diferencial, visto que detalha os desafios das trajetórias inflexíveis 
da educação, que impossibilitaram que os alunos fossem preparados adequadamente 
para progredirem em suas carreiras. Reforça que esses desafios influenciaram para que 
houvesse aumento nas taxas de abandono escolar no país e desperdício de talento, 
conduzindo a um alto índice de desemprego. 
Também detalha outros fatores que influenciaram a reforma curricular, como 
os currículos orientados por avaliações, as sobrecargas curriculares, a formação 
insuficiente dos professores, as lacunas nas habilidades de empreendedorismo e o 
foco na avaliação somativa. Esses fatores fizeram com que o documento intensivasse a 
necessidade de renovar as metodologias, que falharam em seus objetivos, porque 
não estavam alinhadas com a aspiração do país, que procura colocar a educação no 
centro do desenvolvimento humano e econômico. 
O Currículo no Quênia • 4/17
O BECF recomenda que a reforma curricular deva se basear nas competências, no 
desenvolvimento de um sistema nacional de avaliação do ensino, na identificação 
e formação de talentos, na abordagem dos valores nacionais e sua integração com 
o currículo, e ainda na oferta de três opções de trajetórias educacionais no que se 
refere à educação secundária superior.
Este novo currículo reformado, objetiva possibilitar que cada cidadão queniano se 
transforme em alguém comprometido, empoderado, ético, patriota e global (ao 
mesmo tempo). Essa visão é a base da reforma do currículo referente à educação 
básica, que procura encorajar o potencial de todos os estudantes. 
Conforme o documento, os objetivos educacionais do Quênia são: 
1. estimular o nacionalismo, o patriotismo e a coesão nacional; 
2. favorecer o desenvolvimento social, econômico, tecnológico e industrial; 
3. estimular a autorrealização e o desenvolvimento individual; 
4. propiciar o desenvolvimento de sólidos valores morais e religiosos; 
5. favorecer a responsabilidade e a igualdade social; 
6. estimular o respeito e o desenvolvimento da cultura; 
7. propiciar a consciência internacional e encorajar atitudes positivas com relação a 
outras nações; e ainda,
8. estimular atitudes positivas para uma boa saúde e proteção ambiental.
Esses objetivos estão embasados em 3 grandes pilares: valores, abordagens teóricas 
e princípios orientadores.
Vale ressaltar que os valores inseridos no quadro curricular foram estabelecidos na 
Constituição do Quênia, em 2010, e dizem respeito à responsabilidade, ao respeito, 
à excelência, ao cuidado e compaixão, à compreensão e tolerância, à honestidade e 
confiança e ainda à ética. 
O BECF exige a transmissão de valores nas escolas, como a administração, a empatia, 
a diversidade, o trabalho em equipe, a comunicação, e apresenta algumas práticas 
pedagógicas inovadoras que devem ser desenvolvidas como a teoria do design 
instrucional, a teoria da aprendizagem visível e as teorias do construtivismo. 
O Currículo no Quênia • 5/17
Ele ainda traz seis princípios orientadores, que são a oportunidade, a excelência, 
a diversidade e inclusão, o currículo e ensino diferenciados, o empoderamento e 
envolvimento familiar, e também a aprendizagem sobre o serviço comunitário.
Escopo e componentes do quadro curricular
É possível deduzir o escopo vertical do quadro curricular pelo título “Quadro curricular 
da educação básica”, e pela seção “Organização da educação básica”. 
O currículo está organizado em três níveis de ensino: educação inicial (early years 
education), educação intermediária (middle school education), e educação sênior 
(senior school). 
Educação inicial: dividida em dois grupos, o pré-primário, que vai dos 4 aos 5 anos de 
idade, e o primeiro nível da educação primária, que vai dos 6 aos 8 anos de idade, do 
1º ao 3º ano escolar. 
Educação intermediária: é formada pelo segundo nível da educação primária, que 
vai dos 9 aos 11 anos de idade (do 4º ao 6º ano escolar), e o pelo primeiro nível da 
educação secundária, que vai dos 12 aos 14 anos (do 7º ao 9º ano escolar). 
Neste ponto, o documento introduz outro nível de ensino, indicando uma seção 
específica para a educação secundária. 
Educação secundária: é formada pelo primeiro nível da educação secundária, que vai 
dos 12 aos 14 anos de idade, (do 7º ao 9º ano escolar).
E finalmente a educação sênior.
Educação sênior: vai dos 15 aos 17 anos, (do 10º ao 12º ano escolar). Vale ressaltar que 
este nível oferece três trajetórias diferentes: as artes e ciências do esporte, as ciências 
sociais ou, ainda, ciências, tecnologia, engenharia e matemática (science, technology, 
engineering, and mathematics – STEM), que podem ser escolhidas pelos alunos entre 
nove trajetórias. 
O Currículo no Quênia • 6/17
Figura 1 - Organização da Educação Básica do Quênia
Fonte: Modelo estrutural da educação básica (KICD, 2017, p. 15, como citado em Opertti, Kang & Magni, 2018)
O Currículo no Quênia • 7/17
Figura 2 - Trajetórias e Cursos
Fonte: Modelo estrutural da educação básica (KICD, 2017, p. 15, como citado em Opertti, Kang & Magni, 2018)
O documento dedica uma seção paraos estudantes com necessidades especiais, 
para que o conteúdo e as abordagens de ensino aplicadas sejam apropriados para 
todos, com uma abordagem inclusiva e flexível, oferecendo duas modalidades: uma 
para os estudantes que conseguem seguir o currículo regular e outra para aqueles 
que não são capazes de fazê-lo e precisam de uma abordagem diferenciada. 
O primeiro grupo abrange os estudantes que apresentam as seguintes necessidades 
especiais: são superdotados e talentosos, com deficiência visual, auditiva, física, 
com paralisia cerebral parcial, com dificuldades emocionais e comportamentais de 
aprendizagem, ou com distúrbios de comunicação. Nesse caso, haverá uma adaptação 
ao currículo regular, às áreas de conteúdo, às fontes, e às abordagens de ensino e 
avaliação. 
O segundo grupo inclui os estudantes que apresentam as seguintes necessidades 
especiais: apresentam deficiência mental, cegueira, surdez, autismo, paralisia cerebral 
ou deficiências múltiplas e profundas. Aqui, são desenvolvidos quatro níveis diferentes 
de educação para os estudantes que estão nos níveis de formação inicial, intermediário, 
de formação pré-profissional e profissional. O foco nesta modalidade é que o currículo 
específico se baseie no nível e não na idade, regulado pela aprendizagem individual, 
de forma a possibilitar que tenham uma vida independente.
O Currículo no Quênia • 8/17
Também há no documento a estrutura de uma capacitação baseada em competências, 
para a educação e o desenvolvimento profissional dos professores, bem como o 
detalhamento das áreas para o desenvolvimento de manuais de formação, como 
a pedagogia, os métodos de avaliação, a inclusão, a aprendizagem em serviço 
comunitário e a aprendizagem diferenciada, entre outras. 
Abordagens curriculares
Com um currículo focado no desenvolvimento de competências, os estudantes 
serão capazes de aplicar as habilidades adquiridas em situações da vida real. São 
apresentadas sete competências essenciais: a comunicação e colaboração, a auto 
eficiência, o pensamento crítico e solução de problemas, a criatividade e imaginação, 
a cidadania, a alfabetização digital, e ainda o aprender a aprender. 
Juntamente com as áreas-chave de aprendizagem que estão detalhadas no documento, 
foram pensados e inseridos seis valores transversais que se referem a questões 
contemporâneas (Pertinent and Contemporary Issues – PCI), que são: 
https://player.vimeo.com/video/734139923
O Currículo no Quênia • 9/17
1. Cidadania: foca na educação para a paz, a integridade, as relações éticas e 
raciais, a coesão social, o patriotismo e a boa governança, os direitos humanos e 
responsabilidades, os direitos das crianças, o cuidado e a proteção das crianças, 
e ainda questões de gênero na educação; 
2. Educação em saúde: foca na educação sobre a Aids e HIV, sobre prevenção 
do abuso de álcool, drogas, doenças do estilo de vida e higiene pessoal, sobre 
saúde preventiva, e também sobre doenças transmissíveis e crônicas; 
3. Educação dos valores e habilidades para a vida: detalha as habilidades para 
a vida, os valores, a educação moral e a sexualidade humana e ainda as regras de 
etiqueta; 
4. Educação para o desenvolvimento sustentável: foca na educação ambiental, 
na redução do risco de desastres, na educação para a segurança, na educação 
financeira, na erradicação da pobreza, no contraterrorismo, na extrema violência 
e na radicalização;
5. Programas não formais: oferece serviços de orientação em geral, de orientação 
da carreira, serviços de aconselhamento, educação por pares, orientação 
vocacional, como aprender a viver junto, sobre clubes e sociedades, sobre 
esportes e também sobre jogos; 
6. Educação de serviços comunitários e envolvimento familiar: foca na 
aprendizagem de serviço e envolvimento da comunidade, no empoderamento 
e no envolvimento familiar.
O documento sugere que as PCI estejam integradas em todas as áreas dos níveis 
educacionais, e determina que a educação financeira e a digital se integrem à 
educação pré-primária. Também recomenda que a TIC deverá ser uma ferramenta 
de aprendizagem para todas as áreas desde o primeiro ciclo da educação primária. 
O BECF também detalha o papel dos pais e da comunidade no desenvolvimento 
holístico e integral e na garantia de oportunidades para os alunos e apresenta 
instruções de como empoderar os pais para que possam se envolver no processo de 
aprendizagem dos seus filhos.
O Currículo no Quênia • 10/17
Metodologia de ensino e aprendizagem
O currículo queniano apresenta claramente o papel dos docentes como treinadores, 
facilitadores, orientadores e figuras exemplares para os discentes. Informa que o 
professor deve ser formado para ser confiante e flexível, de forma que use diversas 
abordagens pedagógicas contemporâneas, conforme as necessidades dos alunos, 
e que trabalhe em conjunto com os pais e com a comunidade. 
A partir da abordagem de ensino centrada no estudante, os docentes são considerados 
facilitadores, e os estudantes são encorajados a tomar iniciativas e a serem sujeitos 
ativos do seu aprendizado. O documento insere, por exemplo, a teoria da 
aprendizagem visível (Vision Learning Theory), que estimula os professores a serem 
assessores dos estudantes, incentivando-os a se tornarem seus próprios docentes 
por meio de autoavaliações. E inclui um conjunto de teorias construtivistas para 
desenvolver o currículo com base em habilidades e competências para o século 
XXI. 
Não há nenhum ponto que foque nas metodologias e abordagens curriculares, porém 
elas aparecem ao longo do documento, recapitulando que os docentes devem assumir 
uma abordagem centrada no estudante. 
A forma como o documento apresenta uma descrição detalhada, bem como exemplos 
para cada componente e abordagem curricular, e a forma como apresenta as teorias 
e a avaliação, também fazem com que ele sirva como orientador para os docentes.
Avaliação
A avaliação aparece de forma abrangente no BECF, incluindo não apenas uma seção 
específica, mas também subseções para cada nível educacional, e ainda há uma seção 
dedicada aos estudantes com necessidades especiais. 
O objetivo da avaliação com base em competências é avaliar constantemente o 
quanto e de que forma os alunos conseguem aplicar o conhecimento adquirido em 
uma situação da vida real.
Há cinco princípios da avaliação com base em competências que são: a validade, 
a confiabilidade, a justiça, a flexibilidade e o acesso, e três abordagens gerais para 
avaliação, que são: 
O Currículo no Quênia • 11/17
1. avaliação formativa: que é a avaliação para aprender;
2. avaliação somativa: que é a avaliação da aprendizagem; e
3. avaliação como aprendizagem.
O documento promove especialmente a avaliação formativa, que está centrada nos 
estudantes, e tem como instrumentos a observação, as listas de verificação (checklists), 
as escalas de avaliação, as rubricas, os questionários, os métodos de projeto, a escrita 
de diários, as perguntas e respostas, a elaboração de perfis, os registos de pequenas 
histórias, a avaliação contínua de testes escritos, o dever de casa e ainda o cartão de 
registo do progresso do aluno.
As avaliações nacionais são realizadas pelo Conselho Nacional de Avaliação do Quênia 
(KNEC), no final da educação inicial, do segundo ciclo da educação primária, e do 
primeiro ciclo da educação secundária e sênior. 
A avaliação somativa, que também é realizada, serve para verificação geral da aquisição 
de competências dos alunos no 3º, 6º e 9º anos, antes de entrarem na educação 
intermediária (segundo ciclo da educação primária e segundo da secundária) e para 
a sênior. 
Saiba Mais
Por um acaso você já ouviu falar no Eneza Education? Ficou curioso? 
Me acompanhe neste relato.
Quando falamos em mobile learning, pensando na realidade do Brasil, 
logo imaginamos aplicativos de smartphone com interfaces interativas. 
Ao falar de educação com celulares, é necessário ressaltar o Quênia, 
país cuja situação econômica e socialnão se assemelha à nossa, visto ser 
um país bastante mais ‘simples’, portanto, por lá o aprendizado ainda 
acontece, em sua maioria, por meio de celulares convencionais.
O Currículo no Quênia • 12/17
Assim surgiu a Eneza, que atua como uma plataforma de revisão 
de conteúdos. Para se registrar, os estudantes devem mandar uma 
mensagem para a Safaricom (telefônica que subsidia parte dos custos 
com alunos com a Eneza) e escolher uma série de testes documentos 
que elevarão o seu nível de aprendizagem. São enviados feedbacks 
sobre o desempenho dos alunos e eles podem mandar perguntas aos 
professores (via SMS originariamente), que deverão ser respondidas 
em uma hora. 
Atualmente, o banco de dados da empresa conta com alguns milhões 
de registros. O intuito de passar esta informação sobre a Eneza é para 
percebermos que o planeta Terra é imenso e que as coisas podem dar 
certo mesmo sem o uso de alta tecnologia. Aliás, a autora comenta 
que o SMS do Quênia é ainda um dos mais avançados. (Wunsch, 2018)
Vale ressaltar que, hoje em dia, o projeto é realizado, além de por SMS, 
pela web e via smartphone, e além do Quênia opera em Gana e na Costa 
do Marfim. Quer saber mais? Acesse o seguinte endereço eletrônico: 
https://enezaeducation.com/ acessado em 16 de junho de 2022.
Em Resumo
Pudemos aprender, ao longo da aula, que o Quadro Curricular da Educação Básica do 
Quênia partiu da análise de resultados negativos de currículos anteriores, para alicerçar 
a reforma educacional, focando na necessidade de reduzir as taxas de abandono escolar 
e de desemprego, e renovar as metodologias. Vimos que o currículo exige a transmissão 
de valores como a administração, a empatia, a diversidade, o trabalho em equipe, a 
comunicação, e apresenta algumas práticas pedagógicas inovadoras como a teoria do 
design instrucional, a teoria da aprendizagem visível e as teorias do construtivismo. É um 
dos currículos atuais que mais foca nas metodologias inovadoras e na inserção das TICs, 
e dedica uma seção para os estudantes com necessidades especiais. Além disso, insere 
seis valores transversais que se referem a questões contemporâneas e com relação aos 
docentes vimos que são colocados como treinadores, facilitadores, orientadores e figuras 
exemplares para os discentes. Para finalizar, aprendemos que a avaliação aparece de 
forma bastante abrangente. É um currículo inovador bem completo.
https://enezaeducation.com/
O Currículo no Quênia • 13/17
 Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, 
Quênia e Peru. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por 
acessado em 05 de junho de 2022.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/734140289
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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O Currículo no Peru
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O Currículo no Peru • 2/15
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer o Currículo Nacional da Educação Básica do Peru, de 2016
• Compreender o escopo e os componentes desse quadro curricular.
• Estudar as suas abordagens curriculares, metodologias e avaliação.
O Currículo no Peru
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734140449
O Currículo no Peru • 3/15
Introdução 
O documento peruano é o Currículo Nacional da Educação Básica (CNEB) e determina, 
logo na primeira seção as suas finalidades como: a priorização da educação, dos valores 
e da cidadania de forma a colocar em prática os direitos e os deveres dos alunos 
e desenvolver as competências que eles precisam para cumprir com as exigências 
contemporâneas com relação à sustentabilidade, à proficiência em inglês, à educação 
profissional e ainda à educação das Tecnologias de Informação e Comunicação 
(TIC) e também conseguir uma educação que fortaleça o conhecimento das artes 
e da cultura, da educação física e da educação em saúde, bem como do 
ambiente intercultural e inclusivo (Peru. Minedu, 2017, como citado em Opertti, 
Kang & Magni, 2018)
A apresentação do documento esclarece, que, para a sua elaboração, foi aproveitada 
a experiência e o progresso obtidos em 2010, durante o desenvolvimento dos 
padrões de aprendizagem que foi realizado pelo Instituto Peruano para Avaliação, 
Acreditação e Certificação da Educação Básica, e por várias audiências públicas que 
aconteceram entre 2012 e 2016.
Diante desse contexto, vamos conhecê-lo.
Peru: Currículo Nacional da Educação Básica, 2016
Na seção ‘Desafios da educação básica e dos resultados educacionais esperados’, 
constam as aspirações dos peruanos para os desafios deste século exigindo novas 
combinações de conhecimento e de habilidades, enfatizando a necessidade de uma 
educação que seja inclusiva e democrática e que propicie a realização de cada 
cidadão e do país. 
Com relação à educação nacional, espera-se uma mudança no conteúdo que 
os estudantes aprendem na educação básica, para que possam se desenvolver 
plenamente e serem incluídos na sociedade, exercendo um papel ativo, aprendendo 
sempre, ao longo de suas vidas. 
Nesse contexto, o quadro curricular unifica os critérios para que se construa um 
caminho de resultados comuns, respeitando o direito a uma educação de qualidade, 
ao desenvolvimento pessoal, ao exercício da cidadania e ao ingresso no mercado de 
trabalho.
O Currículo no Peru • 4/15
O CNEB detalha os onze resultados esperados na aprendizagem da educação básica, 
quais sejam, a autoconsciência e a consciência cultural, a alfabetização cívica, a obtenção 
de habilidades em saúde, a criatividade, a obtenção de habilidades de comunicação 
e de alfabetização, a alfabetização científica, o numeramento, o empreendedorismo, 
a alfabetização em TICs, a autoconfiança, a crença religiosa e a tolerância.
Os valores, que são tratados como abordagens transversais, dizem respeito 
à qualidade, à equidade, à ética, à democracia, à consciência ambiental, à 
interculturalidade, à inclusão, à criatividade e inovação, à igualdade de gênero e ao 
desenvolvimento sustentável, e devem estar presentes no quotidiano das escolas, na 
orientação do trabalho pedagógico e em todos os processos educacionais.
O documento também enfatiza que o quadro curricular precisa ser flexível, aberto a 
mudanças, diversificado, inclusivo e ainda incorporar valores relevantes e participativos.
Apesar de o quadro curricular peruano diferir do modelo de quadro curricular 
nacional, os elementos que precisam estar presentes na Introdução, que são a visão de 
currículo, os objetivos, os valores e os princípios, aparecem ao longo do documento, 
porém, não há nele nenhuma mensagem do ministro da Educação e Formação, que 
designa o compromisso do governo com o documento.
Escopo e componentes do quadro curricular
O CNEB peruano está bem direcionado à educação básica, sendo apresentado 
como o primeiro passo do sistema educacional, e é dividido em três modalidades: 
a educação básica especial (EBE), a educação básica alternativa (EBA) e a educação 
básica regular (EBR). 
A EBE é a modalidade que está focada nas crianças e jovens com necessidades especiais, 
associadas a deficiências, talentos ou dotes intelectuais. 
A EBA está voltada para os estudantes que não conseguem seguir a EBR na idade 
adequada e que precisam estudar e trabalhar. Ela é oferecida em três modalidades: a 
assistência total, a assistência parcial ea on-line. 
Está organizada em ciclos sendo o inicial, o intermediário e o avançado, que por sua 
vez se dividem em anos: o ciclo inicial (anos 1 e 2), o ciclo intermédio (anos 1, 2 e 3) 
e o ciclo avançado (anos 1, 2, 3 e 4). A combinação do ciclo inicial e do intermediário 
equivale à educação primária, e o ciclo avançado representa a educação secundária. 
O Currículo no Peru • 5/15
Essa organização é mais flexível em termos de duração, e também permite a sua 
implementação com base em competências.
Já a EBR está organizada em diversas áreas de aprendizagem, que são chamadas de 
áreas curriculares, e que variam conforme o ciclo de ensino. Está dividida em três 
níveis: a educação infantil, a educação primária e a educação secundária. 
Os níveis são divididos entre ciclos e grupos de faixa etária (para a educação infantil) 
ou em anos escolares (para a educação primária e secundária). São eles: 
●	 educação infantil: ciclo I, de 0 a 2 anos de idade e ciclo II, de 3 a 5 anos de 
idade; 
●	 educação primária: ciclo III, anos escolares 1 e 2, ciclo IV, anos escolares 3 e 4, 
e ciclo V, anos escolares 5 e 6; 
●	 educação secundária: ciclo VI, anos escolares 1 e 2, e ciclo VII, anos escolares 
3, 4 e 5. 
O currículo peruano detalha a estrutura dos quatro conceitos curriculares fundamentais: 
as competências, as habilidades, os padrões de aprendizagem e o desempenho. 
Vejamos cada um deles:
●	 competências: representam a capacidade de combinar um conjunto de 
habilidades para atingir certo objetivo. Ser competente é entender as diferentes 
situações enfrentadas e descobrir como resolvê-las, combinando diversas 
habilidades perante um novo cenário. 
●	 habilidades: são os recursos usados para agir de forma competente, como as 
teorias, os conceitos e os procedimentos, em diferentes áreas do conhecimento. 
●	 padrões de aprendizagem: são as descrições do desenvolvimento das 
competências conforme um nível crescente de complexidade. São as referências 
usadas para avaliar em sala de aula mas também fora dela, em âmbito sistêmico 
(nacional, amostral ou censitário). Os padrões são os indicativos do quão perto 
ou longe um estudante está de atingir as competências de determinado nível 
e também podem ser usados para fornecer informação aos alunos sobre seu 
progresso e sobre como organizar as atividades em sala de aula. 
●	 desempenho: descreve o que o estudante faz a nível de desenvolvimento 
(padrão de aprendizagem). 
O Currículo no Peru • 6/15
O documento mostra as ações que os estudantes devem ter, bem como o índice de 
progresso, para que possam atingir o nível esperado de competências.
Abordagens curriculares
Espera-se que as competências necessárias aos estudantes sejam desenvolvidas ao 
longo dos seus estudos de forma correlacionada, simultânea e sustentável, como um 
processo para a vida toda, que deve ser estimulado pelos professores e instituições 
de ensino, e combinado com outras competências adquiridas ao longo da vida.
O documento enumera 31 competências (para as quais há uma habilidade 
associada) que devem ser desenvolvidas na educação básica, sendo que 29 delas 
são competências gerais, que valem para todos os níveis de educação, e duas são 
competências específicas, voltadas para a educação religiosa, que é considerada 
como uma disciplina optativa. Essas competências dizem respeito a vários temas, 
como a formação da identidade pessoal, a leitura e a escrita em espanhol e em 
inglês, o desenvolvimento de interpretações históricas, o desenvolvimento de 
soluções tecnológicas, a administração de projetos sociais e de empreendedorismo 
econômico, dentre outras. 
https://player.vimeo.com/video/734140845
O Currículo no Peru • 7/15
No caso do documento peruano, as áreas de aprendizagem são diferentes para cada 
nível da educação básica. Na educação infantil, são: a comunicação, o espanhol como 
segunda língua, a psicomotricidade, a descoberta do mundo, a ciência e a tecnologia, 
e ainda a matemática. 
Na educação primária, as áreas ‘descoberta do mundo’ e ‘psicomotricidade’ já não 
estão presentes, e as outras áreas são: inglês, arte e cultura, educação religiosa (que é 
optativa), e a educação física. 
Na educação secundária, apenas a área ‘social e pessoal’ é substituída por duas 
outras, que são: o desenvolvimento pessoal, cívico e da cidadania, e a educação para 
o trabalho. E algumas disciplinas estão agrupadas em uma área de aprendizagem mais 
ampla, cada uma relacionada com competências específicas.
Também há nesse currículo sete abordagens transversais que caracterizam os valores 
e as atitudes que os estudantes, os professores e as autoridades educacionais precisam 
ter e que determinam o comportamento das pessoas com os outros e também com o 
ambiente. São elas: a abordagem pelos direitos, a inclusiva e de atenção à diversidade, 
a intercultural, a de igualdade de gênero, a ambiental, a do bem comum e a da busca 
pela excelência.
Metodologia de ensino e aprendizagem
Ao focar nas competências, o currículo peruano atribui muita importância ao papel do 
professor como um facilitador do desenvolvimento das competências e habilidades, 
ensinando de forma que os seus alunos não aprendam apenas os conteúdos, mas que 
sejam capazes de agir de forma competente. 
Os docentes devem apoiar e fomentar as habilidades dos alunos por meio de várias 
estratégias inovadoras, como o uso da aprendizagem baseada em projetos, 
da aprendizagem baseada em problemas e dos estudos de casos, de forma a 
proporcionar experiências significativas. 
São oferecidas diretrizes que orientam os professores a planejar, implementar e avaliar 
os processos de ensino aprendizagem, desenvolvendo experiências relevantes, e 
ainda a incentivar o interesse, baseado na aprendizagem prática, reconhecendo os 
conhecimentos previamente adquiridos pelos estudantes e estimulando a assimilação 
de novos saberes. 
O Currículo no Peru • 8/15
O documento também aconselha que os professores encorajem os alunos a aprenderem 
com seus erros, a propor desafios, a acompanhar seus avanços, a desenvolver o 
trabalho em equipe e a estimular o pensamento crítico, sempre baseado em um laço 
emocional entre professores e alunos.
O CNEB apresenta ainda duas modalidades de tutoria: de grupo ou individual. A 
de grupo ocorre com toda a turma em sala de aula, estimulando cada estudante a 
interagir e expressar suas ideias, sentimentos, valores e projetos de vida. 
Já a tutoria individual diz respeito apenas ao docente e ao estudante, estando dirigida 
às necessidades personalizadas. Visa-se ainda fomentar um papel ativo das famílias 
no processo de aprendizagem de seus filhos. 
Avaliação
Com relação à avaliação, o documento considera um processo de aprendizagem 
formativa, ampla e contínua, na qual são identificados o progresso, as dificuldades e 
as realizações dos alunos, dando-lhes apoio pedagógico.
Como o foco do ensino tem base nas competências, a avaliação em sala de aula procura 
avaliá-las por meio de critérios, de níveis de resultados, e ferramentas e técnicas que 
reúnem informações específicas, que mostram o processo pedagógico dos estudantes, 
considerando os padrões de aprendizagem para cada nível de ensino como medida 
comum e determinando o quanto o estudante está longe ou perto do seu melhor 
desempenho.
Além da avaliação em sala de aula, também deve ser realizada uma avaliação nacional, 
que deve utilizar métodos padronizados para avaliar o sistema educacional como um 
todo, e identificar os resultados e os desafios nos âmbitos escolar, local, regional e 
nacional. 
O documento explica de forma abrangente como a avaliação em sala de aula e a 
avaliação nacional devem acontecer e ser interpretadas, porém, não especifica as 
ferramentas que devem ser utilizadas, mas indica as normas que regularão a questão. 
Também não apresenta uma seção específica sobre como o processo de avaliação será 
monitorado, porém, a subseção sobre a avaliação nacional traz breves informações 
sobre comoos dados poderão possibilitar a criação de políticas públicas que 
melhorem o sistema educacional do país.
O Currículo no Peru • 9/15
É mais um currículo inovador que insere novas metodologias em suas bases, assim 
como as tecnologias digitais de informação e comunicação.
Saiba Mais
Que tal conhecermos mais uma tendência inovadora aprendendo 
sobre o Quest to Learn da cidade de Nova York e do Institute of Play?
Quest to learn significa missão ou jornada de aprender. Nessa escola 
pública de Nova York, nos Estados Unidos, jogar é uma ação diária na 
qual cada atividade faz parte de uma missão maior e cada movimento é 
uma resposta a um desafio, e apesar de os alunos terem vários momentos 
de interação com o computador, há que se ressaltar que 70% dos jogos 
não são digitais.
Essa inovação foi idealizada pelo Institute of Play, criado por Katie 
Salen, que também é a responsável pela escola. Em um dos jogos, os 
alunos precisavam guiar um ‘doutor’ que havia encolhido e entrado em 
um corpo humano, e assim os alunos iam aprendendo sobre o corpo 
humano. No final, precisavam indicar ao doutor qual o melhor remédio 
para o paciente. Esse é um dos tipos de jogos propostos que estimula o 
aprendizado lúdico e mediante o ‘aprender fazendo’.
Na Quest to Learn, as atividades são: missões com turmas de 25 a 30 
alunos, como a missão do corpo humano, e boss level (fases avançadas), 
com períodos de pelo menos uma semana em que um único desafio é 
resolvido por grupos de 15 alunos.
Para que os docentes estejam capacitados para planejar as aulas com a 
metodologia da escola e guiar os alunos, são feitos encontros semanais 
(um ou dois conforme o conhecimento do professor) com designers de 
jogos e designers de aprendizagem, este último sendo um especialista 
em pedagogia.
O Currículo no Peru • 10/15
Em Resumo
Tivemos a oportunidade de aprender, ao longo deste tema, que o Currículo Nacional 
da Educação Básica do Peru foi elaborado com base nas suas experiências curriculares 
anteriores e coloca como prioridades a educação, a sustentabilidade, a proficiência 
em inglês, a educação profissional e a educação das TICs, fato que o faz ser bastante 
inovador. O documento detalha os onze resultados esperados na aprendizagem da 
educação básica e insere as abordagens transversais. Estudamos também que ele está 
bem direcionado para a educação básica que se divide em educação básica especial 
(EBE), educação básica alternativa (EBA) e educação básica regular (EBR), e apresenta 
quatro conceitos curriculares fundamentais que são as competências, as habilidades, os 
padrões de aprendizagem e o desempenho. O documento enumera 31 competências. 
Quanto aos docentes, vimos que devem apoiar e fomentar as habilidades dos alunos 
por meio de várias estratégias, como o uso da aprendizagem baseada em projetos, 
baseada em problemas e os estudos de casos, de forma a proporcionar experiências 
significativas, ou seja, são profissionais de muita importância para o currículo do 
país. E finalmente, com relação à avaliação, o documento enfatiza um processo de 
aprendizagem formativa, ampla e contínua. 
O ponto principal não está na gamificação nem na interação entre os 
alunos e a tecnologia, mas no dinamismo do currículo que se articula por 
meio do professor, do designer de jogos e do designer de aprendizagem, 
sem esquecer, claro, dos estudantes. (Wunsch, 2018)
Ficou curioso? Para conhecer mais acesse: http://innoveedu.org/pt/
quest-to-learn acessado em 16 de junho de 2022.
http://innoveedu.org/pt/quest-to-learn
http://innoveedu.org/pt/quest-to-learn
O Currículo no Peru • 11/15
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia 
e Peru. UNESCO International Bureau of Education. https://unesdoc.unesco.org/
ark:/48223/pf0000263831_por acessado em 05 de junho de 2022.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/734141136
https://unesdoc.unesco.org/query?q=Corporate:%20%22UNESCO%20International%20Bureau%20of%20Education%22&sf=sf:*
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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Comparação entre os currículos do 
Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e 
Peru
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Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 2/17
Objetivos de Aprendizagem
• Comparar os currículos do Brasil, do Camboja, da Finlândia, do Quênia e 
do Peru.
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, 
Finlândia, Quênia e Peru
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734141303
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 3/17
Introdução 
Nesta unidade, estamos tendo a oportunidade de conhecer alguns dos quadros 
curriculares de países que passaram por reformas inovadoras nos últimos anos. 
Esses quadros foram analisados pela Unesco, em 2018, por intermédio do Bureau 
Internacional de Educação (IBE), de forma a analisar o quanto os países apresentam e 
discutem seus sistemas educacionais e procuram evoluir ao longo do tempo. 
Os países escolhidos foram Camboja, Finlândia, Quênia, Peru e o Brasil, este último já 
estudado na Unidade 2, e são países que apresentam realidades muito diferentes, que 
vão desde o modelo de governo ao grau de investimento do Produto Interno Bruto 
(PIB) em Educação, porém, que em matéria de educação, demonstraram o mesmo 
nível de preocupação com seus estudantes. 
O estudo definiu o currículo como a ferramenta que guia todos os aspectos básicos 
da educação, que definem a qualidade, a inclusão, a relevância, o conteúdo, a 
aprendizagem, o ensino, a avaliação e também os ambientes de ensino e aprendizagem, 
entre outros. É com ele que torna-se possível entender os objetivos, os anseios e os 
desejos de um país. 
O objetivo do IBE foi conseguir compreender, de forma geral e aprofundada, as 
tendências mundiais e regionais do quadro curricular contemporâneo, verificando, 
dentre outras questões, quais países inseriram em suas práticas novas tecnologias e 
metodologias de ensino e quais as suas principais preocupações.
Oliveira (2019) se aprofundou nas informações desse estudo da Unesco e apresentou 
uma comparação entre os currículos. Vejamos como ficou essa comparação. 
Vale ressaltar que ela foi realizada em 2019 e levou em consideração o ano em que 
ocorreu a reforma curricular em cada um dos países estudados, sendo que no Brasil 
foi em 2017, no Camboja em 2015, na Finlândia em 2014, no Quênia em 2017 e no 
Peru em 2016, o que significa que podemos ter alguns dados mais atuais no caso de 
um novo estudo a ser realizado.
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 4/17
O Currículo do Brasil
Nome do documento: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 
Criação: 2017 
Visão geral: foi estruturada com base em 10 competências, e foi discutida durante 
quatro anos, passando por várias modificações, até a elaboração de sua versão final. 
Pontos positivos: coloca a igualdade, a diversidade e a equidade como os valores 
fundamentais da educação. Os conteúdos das disciplinas precisam ser adaptados 
conforme o contexto local, devem ser organizados de forma interdisciplinar e 
ensinados visando envolver o discente no aprendizado. 
Pontos negativos: ainda que os currículos devam abranger todas as modalidades de 
ensino, incluindo a Educaçãopara Jovens e Adultos (EJA), os indígenas, os estudantes 
da área rural e os quilombolas, a BNCC não especifica essas modalidades em seu 
texto.
Forma de governo: república federativa constitucional 
Nº de habitantes: 208 milhões 
Alfabetizados: 92% 
Nº de professores: 2,2 milhões 
Nº de matrículas: 48,5 milhões 
Investimento em educação: 5,9% do PIB (2014)
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 5/17
O Currículo de Camboja
Nome do documento: Projeto Quadro Curricular da Educação Geral e Técnica 
Criação: 2015 
Visão geral: contempla oito objetivos, que são o desenvolvimento de habilidades 
em línguas (khmer e estrangeiras), a ciência, a tecnologia em geral, as tecnologias de 
informação e comunicação (TIC), o civismo, o pensamento crítico e a aprendizagem 
ao longo da vida. 
Pontos positivos: descreve as competências indicando que os estudantes devem 
estar munidos de habilidades práticas que favoreçam sua vida cotidiana, tanto no 
país quanto no mundo. 
Pontos negativos: não inclui claramente os temas transversais em todas as disciplinas, 
como no caso da educação em direitos humanos e da igualdade de gênero. 
Forma de governo: monarquia constitucional parlamentarista 
Nº de habitantes: 16,4 milhões 
Alfabetizados: 80,5% 
Nº de professores: 600 mil 
Nº de matrículas: 3,2 milhões 
Investimento em educação: 1,9% do PIB (2014)
O Currículo da Finlândia
Nome do documento: Base Nacional Curricular para a Educação Básica 
Criação: 2014 
Visão geral: contempla quatro valores principais, que são a singularidade do 
estudante e o direito a uma boa educação; a humanidade, os conhecimentos gerais, 
a igualdade e a democracia; a diversidade cultural como riqueza; e a necessidade de 
uma forma de vida que seja sustentável. 
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 6/17
Pontos positivos: descreve as competências transversais existentes em quase todas 
as disciplinas e também amplia seu foco para além das escolas, estimulando ações em 
clubes, em bibliotecas, nos refeitórios e no meio de transporte escolar, agindo em 
todas as áreas que possam influenciar, de alguma forma, o aprendizado dos alunos. 
Pontos negativos: não apresenta mensagem de um diretor-geral. 
Forma de governo: república parlamentarista 
Nº de habitantes 5,5 milhões 
Alfabetizados: 99% 
Nº de professores: 44 mil 
Nº de matrículas: 539 mil (2016) 
Investimento em educação: 7,2% do PIB (2014)
https://player.vimeo.com/video/734141578
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 7/17
O Currículo do Quênia
Nome do documento: Quadro Curricular da Educação Básica do Quênia 
Criação: 2017 
Visão geral: apresenta sete competências, que são a comunicação e a colaboração, 
a autoeficiência, o pensamento crítico e a solução de problemas, a criatividade 
e a imaginação, a cidadania, a alfabetização digital e especialmente o ‘aprender a 
aprender’. 
Pontos positivos: apresenta uma seção destinada aos discentes com deficiências, 
com um currículo específico para eles. O currículo está orientado para atender às 
necessidades dos indivíduos, possibilitando que tenham uma vida independente. 
Pontos negativos: não determina nenhum processo específico de monitoramento e 
de avaliação do quadro curricular. 
Forma de governo: república presidencialista 
Nº de habitantes: 49,7 milhões 
Alfabetizados: 78% 
Nº de professores: 242 mil 
Nº de matrículas: 12,2 milhões (2016) 
Investimento em educação: 5,3% do PIB (2015) 
O Currículo do Peru
Nome do documento: Currículo Nacional da Educação Básica (CNEB) 
Criação: 2016 
Visão geral: apresenta 31 competências que devem ser desenvolvidas, sendo 29 
para todos os níveis educacionais e 2 que são específicas da educação religiosa, que 
é uma disciplina optativa. 
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 8/17
Pontos positivos: estimula a existência de laços emocionais entre os professores e os 
alunos, de forma a desenvolver habilidades sociais, emocionais e cognitivas. Também 
enfatiza a importância do compromisso ativo da família no processo de ensino e 
aprendizagem do estudante.
Pontos negativos: não apresenta mensagem do ministro da Educação. Ainda que 
cite a avaliação em sala de aula e a avaliação nacional, não especifica como será feito 
o monitoramento do currículo.
Forma de Governo: república presidencialista 
Nº de Habitantes: 32 milhões 
Alfabetizados: 94% 
Nº de professores: 510 mil (2018) 
Nº de matrículas: 7,8 milhões (2018) 
Investimento em educação: 3,8% do PIB (2015) 
Análise da Comparação
Foi possível observar, que, em geral, os documentos dos países analisados destacam 
como eles valorizam os impactos de um currículo bem planejado para atingir a 
qualidade da aprendizagem que desejam para todos os seus estudantes. 
Os países que anseiam por estabelecer estruturas de currículo que conduzam à 
qualidade do processo de ensino e aprendizagem precisam prover seus estudantes 
com conhecimento de excelência e com capacidades práticas, de forma que 
se transformem em cidadãos ativos, que vivam de forma saudável e que estejam 
preparados para serem cidadãos competentes tanto para a sua nação, quanto 
para o mundo. Essa preocupação com a qualidade do ensino e com a inserção de 
tecnologias e metodologias atuais, necessárias ao desenvolvimento dos países, foi 
vista em todos os currículos abordados.
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 9/17
A análise verificou também as implicações do quadro curricular em cada país, 
especialmente no que diz respeito ao processo de reforma e ao desenvolvimento 
educacional. O que foi possível assimilar da análise de cada país é que cada um 
elaborou seu currículo conforme as necessidades, os contextos e as visões nacionais, 
mas, também mostrou tendências e questões que levam em consideração a agenda 
internacional de educação. (Opertti, Kang & Magni, 2018)
O estudo também revela, em diversos níveis de especificidade entre os cinco países, 
como o quadro curricular orienta o processo de ensino e aprendizagem, bem como 
a avaliação dos estudantes. (Oliveira, 2019)
A ideia de abordar esta análise comparativa foi verificarmos que apesar de cada 
país ter suas especificidades e focos diversificados e de serem bastante diferentes, 
de maneira geral todos se preocupam em formar cidadãos ativos e éticos, capazes 
de se capacitarem para suas vidas profissionais em sociedade, mas também para 
serem capazes de se comunicar e se interrelacionar com o mundo de maneira geral, 
e para tanto é necessário que conheçam tecnologias e que aprendam com novas 
metodologias. Claro que a pesquisa foi feita com apenas 5 países, porém, podemos 
vislumbrar que a cada reforma curricular realizada pelos demais países, provavelmente 
as mesmas preocupações estarão em pauta, e assim, com o tempo, a tendência é que 
todos os países (ou a maioria pelo menos) inovem em sua forma de fazer educação.
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Saiba Mais
Que tal fecharmos este conteúdo conhecendo um pouco mais sobre 
alguns exemplos inovadores?
Os estudantes da rede municipal de ensino de Jundiaí estudam em 
escolas inovadoras, que contam com vários novos equipamentos de 
tecnologia. A Unidade de Educação (UGE), por meio do Projeto Escola 
Inovadora, fez um investimento de mais de R$ 12 milhões com recursos 
municipais para formar uma geração maker de estudantes, preparada 
para o futuro.
As escolas receberam no ano de 2022 chromebooks (cujo sistema 
operacional é o Chrome OS), carrinhos de suporte, kits de material 
maker e tablets, e alunos e professores já começaram a usar essas novas 
tecnologias dentro e fora de sala de aula.
Quer saber mais sobre o Projeto Escola Inovadora? Então acesse: 
Escola Inovadora: Educação tecnológica é realidade no ensino municipal 
de Jundiaí. (2022) https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2022/04/17/escola-inovadora-educacao-tecnologica-e-realidade-no-ensino-municipal-
de-jundiai/ acessado em 19 de junho de 2022.
https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2022/04/17/escola-inovadora-educacao-tecnologica-e-realidade-no-ensino-municipal-de-jundiai/
https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2022/04/17/escola-inovadora-educacao-tecnologica-e-realidade-no-ensino-municipal-de-jundiai/
https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2022/04/17/escola-inovadora-educacao-tecnologica-e-realidade-no-ensino-municipal-de-jundiai/
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Em Resumo
Conhecemos, ao longo desta aula, um pouco mais sobre 5 países do mundo que 
decidiram fazer reformas curriculares inovadoras, buscando capacitar seus estudantes 
para a vida profissional, a vida em sociedade e a convivência com os demais países do 
mundo, em um planeta globalizado. Tivemos uma ideia da visão geral de seus quadros 
curriculares, dos pontos positivos e negativos, verificando suas diferenças em função das 
formas de governo, número de habitantes, porcentagem de alfabetizados, número de 
professores e de matrículas escolares, assim como o investimento que elas realizam em 
educação. Os números são bastante diferentes, assim como suas especificidades, até 
em função das características de cada país, mas o que ficou claro é a preocupação de 
todos com a formação de seus educandos para que possam fazer parte do mercado de 
trabalho local, mas também para que sejam cidadãos do mundo, éticos, que aceitam a 
diversidade e que conhecem sobre saúde, necessidades especiais, questões ambientais 
e tecnologias, dentre outras temáticas importantes. Espero que tenha desfrutado deste 
conteúdo e que tenha lhe ajudado a refletir sobre suas próprias práticas.
Saiba Mais
Segue um artigo muito interessante para fecharmos este conteúdo sobre 
Escolas inovadoras. Acesse:
Escolas inovadoras: Tudo sobre a educação inovadora. https://sae.
digital/escolas-inovadoras/ acessado em 19 de junho de 2022
https://sae.digital/escolas-inovadoras/
https://sae.digital/escolas-inovadoras/
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 12/17
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734141913
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 13/17
Referências Bibliográficas
Oliveira, Tory. (2019). Como se organiza o currículo de outros países? Pesquisa da 
Unesco compara bases comuns curriculares de Brasil, Finlândia, Camboja, Quênia 
e Peru, mostrando pontos positivos e negativos de cada proposta. Nova Escola. ed. 
321.
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-
outros-paises acessado em 05 de junho de 2022 
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia 
e Peru. UNESCO International Bureau of Education. https://unesdoc.unesco.org/
ark:/48223/pf0000263831_por acessado em 05 de junho de 2022.
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://unesdoc.unesco.org/query?q=Corporate:%20%22UNESCO%20International%20Bureau%20of%20Education%22&sf=sf:*
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
Intersaberes

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