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CURSO DE DIREITO 
	PROTOCOLO 
CAPA DO TRABALHO
NOME DO ALUNO: OITY DE CAMPOS NETO
TELEFONE PARA CONTATO: (11) 97299 5456
E-MAIL: oity.campos@gmail.com
RA: 7396104 TURMA: 003207B02
TEMA DO TRABALHO: APS – PROCESSO DO TRABALHO
NOME DA PROFESSOR: Alício Petiz
SÃO PAULO, 30/04/2023
VISTO DO(a) PROFESSOR(a)
Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - UniFUM
Rua Taguá, 150 - Liberdade - São Paulo-SP - Brasil - CEP 01508-010 - Tel.: (011) 3346-6200 R.193
Fax: (011) 3346-6200 R. 177 - E-mail: secuni_direito@fmu.br - INTERNET: http://www.fmu.br
I - Um vendedor externo, Genivaldo, contratado pela empresa “Atacado Geral Ltda.”, que atua no setor de distribuição de doces e balas em geral, recebeu em sua CTPS anotação acerca da exceção do artigo 62, inciso I da CLT, eis que o empregador não realiza controle formal da jornada de trabalho.
Em seu labor Genivaldo comparecia à empresa pela manhã e elaborava um roteiro de
visitas, a partir de carteira de clientes de área definida pela empresa, prevendo no mínimo 20 (vinte) visitas diárias. Por volta das 8:30 da manhã Genivaldo saía da empresa para realizar as visitas do roteiro, mantendo constante contato por telefone, quando informava o horário de chegada e saída em cada cliente. Encerradas as visitas o vendedor enviava o relatório através de e-mail ao Supervisor da área de venda. Como mencionado Genivaldo não registrava em controle de frequência a sua jornada, que em média era de 10 horas, sem intervalos, de segundas a sábados.
Dispensado após dez anos de serviços prestados, sob o fundamento de justa causa por ato de concorrência desleal em prejuízo da empresa, Genivaldo propôs Reclamação
Trabalhista em face de sua ex-empregadora, onde pretende a descaracterização da justa causa, o pagamento de horas extras e seus reflexos e pagamento de empréstimo que ele autor fez ao sócio da empresa.
Em audiência realizada, a conciliação proposta pelo juiz foi infrutífera. Em sua defesa a
empresa “Atacado Geral Ltda.” sustenta nada dever a título de horas extras, dada à
exceção a que estavam sujeitos os seus vendedores, e que a justa causa encontra-se
caracterizada na medida em que o empregado nas suas horas vagas como era proprietário de estabelecimento comercial em sociedade com sua esposa, vendia outros produtos alimentícios no varejo, especialmente batatas fritas e salgadinhos em geral.
A contestação foi apresentada ao advogado de Genivaldo que rechaçou por negativa geral os fatos narrados na defesa e reiterou o conteúdo da petição inicial.
Ato contínuo o juiz iniciou a instrução informando que dispensava o interrogatório do
autor e do preposto, perguntando às partes se tinham provas, o advogado do autor
informou que apresentaria duas testemunhas e a ré que apresentaria apenas uma
testemunha.
Iniciada a colheita da prova oral, as testemunhas do autor informaram nada saber acerca dos fatos relacionados à justa causa e confirmaram que o autor estava submetido a controle informal de horário eis que se reportava a empresa nos exatos termos narrados na petição inicial.
A testemunha da empresa, que exercia a função de diretor comercial com participação
acionária de 40% do capital social da empresa, foi contraditada pelo advogado do autor, sob o fundamento de exercício de cargo de confiança na empresa e por ser sócio do empreendimento. A contradita não foi acolhida, sendo que o juiz se baseou nessa decisão no fato de que a testemunha convocada embora diretor não tinha real interesse na demanda. O advogado apresentou protestos, que restaram consignados em ata de audiência.
A testemunha da empresa foi ouvida e nada acrescentou com relação às horas extras,
mencionando tão somente que o trabalho do autor era realizado externamente sob a
supervisão do depoente. Com relação à justa causa seu depoimento foi no sentido que ele havia investigado o fato pessoalmente e constatou que o autor era sócio minoritário de estabelecimento comercial localizado em frente a um clube onde eram vendidos no varejo toda a espécie de salgadinhos e por fim com relação ao empréstimo informou que de fato a empresa era devedora.
A instrução foi encerrada e as partes apresentaram alegações finais remissivas e ato
contínuo o juiz prolatou a sentença julgando todos os pedidos iniciais improcedentes com fundamento na prova produzida em audiência, imputando ao autor as penas de litigância de má fé no percentual de 20% e atribuiu custas processuais definidas em lei e honorários sucumbenciais arbitrados no percentual de 20% ao empregado calculado sob o valor da causa fixado por sentença em R$ 50.000,00.
Nos autos constava pleito do autor no sentido de concessão dos benefícios da Justiça
Gratuita, assim publicada a sentença o advogado de Genivaldo apresentou medida
processual visando o exame desse ponto omisso da decisão, bem como rebateu a falta de fundamentação da decisão com relação a litigância de má fé.
O juiz recebeu a medida processual referenciada no parágrafo anterior, julgando-a
improcedente sob o fundamento que não havia qualquer omissão no julgado, novamente, inconformado o autor no prazo apresentou medida processual objetivando reforma da decisão, que restou em juízo de admissibilidade denegada por falta de preparo. Mais uma vez o autor inconformado aviou nova medida processual.
Pergunta-se:
1) Agiu corretamente o Magistrado na distribuição do ônus da prova no acaso acima
apresentado? Fundamente sua opção de forma completa, inclusive abordando
brevemente a questão da inversão do ônus da prova no processo do trabalho.
- O Juiz errou em não acolher a contradita, já que a testemunha da empresa era sócio-diretor da empresa e desta forma tem interesses reais tanto no processo quanto nos efeitos posteriores da sentença, além dos interesses próprios.
- Quanto a inversão do ônus da prova, o Juiz não considerou a justa causa que deveria ser comprovada pelo ex-empregador.
2) Qual a finalidade do protesto apresentado pelo advogado do autor?
- O Advogado de defesa apresentou protestos, visto a condição da testemunha da empresa ser sócio proprietário, com 40% do poder acionário, além do destacado sobre a justa causa, e desta forma, poder tratar estes pontos no recurso principal.
3) O juiz poderia dispensar o interrogatório das partes?
- O juiz pode ou não ouvir os litigantes, é decisão dele, art 848 CLT
4) Explique à luz da doutrina, legislação e jurisprudência os fundamentos que deveriam
ser utilizados pelo advogado de Genivaldo ao formular a contradita.
- a contradita foi apresentada visto haver interesse, amizade intima ou o inimigo capital, tentado impedir a inquirição com o valor probatório de testemunha apresentada pela parte contrária, por entender que ela é impedida, suspeita ou incapaz
5) Explique o que são razões finais remissivas? Se hipoteticamente os advogados
optassem por razões finais orais, quais as cautelas que deveriam ser observadas?
- Alegações finais remissivas - toda vez que terminam as instruções, vem as alegações finais e se foram remissivas e as partes concordarem, não precisam apresentar alegações finais, onde são reiteradas todas as alegações da inicial pelo advogado do empregado e já o da empresa vai contestar todas as alegações
6) Agiu corretamente o juiz ao arbitrar os honorários sucumbências no percentual de 20% a ser calculado considerando o valor da causa?
- Com a reforma trabalhista foi considerada inconstitucional ao empregado habilitado para a justiça gratuita, que era condenado a pagar advocatícios, foi liberado desta obrigação através da sentença proferida na ADI 5766/21
- Errou o Juiz ao considerar honorários sucumbenciais em 20%, pois de acordo com o art. 791-A, limita-se os honorários em 5 a 15% sobre o valor da condenação.
7) Qual a medida processual utilizada pelo autor para o exame dos pontos omissos da
sentença? Qual o prazo? Se tivesse sido acolhida a medida quais os seus efeitos?
- Remédio processual, para ponto de omissão e ponto de obscuridade da peça processual por falta de fundamentação, antes de entrar comrecurso ordinário, após a audiência e sentença, advogado poderia ter usado embargos de declaração, para reforma da decisão, por falta de preparo que não precisa ter, somente custas e dependendo da situação, com a possibilidade de deposito recursal
8) Qual a medida processual apresentada pelo autor após o indeferimento da medida
processual em relação à omissão? Qual o prazo e o marco inicial desse prazo? Quais os
seus pressupostos genéricos?
- Após os embargos o advogado poderá entrar com recurso ordinário, sendo que os embargos interrompem o prazo.
- O Prazo de interposição do recurso ordinário é de 8 dias
- Em geral, entende-se que os pressupostos genéricos são: 
a) intrínsecos (condições recursais): cabimento (possibilidade recursal), interesse recursal e legitimidade para recorrer; 
b) extrínsecos: preparo, tempestividade e regularidade formal.
9) Qual a medida judicial cabível da denegação da medida judicial referida no item 5?
Quais as obrigações da parte que avia essa medida? Qual o juízo de interposição? Qual
o juízo de conhecimento? Qual o objetivo dessa medida?
- Se o Juiz denegou segmento do recurso ordinário, cabe agravo de instrumento, sendo que o juízo de conhecimento e a peça interposta no Tribunal Regional do Trabalho, para destrancar recurso.
10) Considerando-se que o Tribunal deu provimento a medida judicial que combateu a
decisão denegatória da medida principal, bem como provimento parcial a própria
medida principal reconhecendo o direito às horas extras e o direito de Genivaldo
receber valores relacionados ao empréstimo sem apresentar tese explícita o que
resta do ponto de vista processual para que Genivaldo possa defender seus interesses
com relação a justa causa e a litigância de má fé? Apresente a(s) medida(s), prazo(s),
finalidade(s) e pressuposto(s) específico(s) ao caso concreto.
- Na decisão do recurso ordinário, o juiz não apresentou tese explicita, e em função do acordão do TRT, cabem embargos de declaração, tanto contra a decisão de justa causa, quanto em relação ao empréstimo concedido a Genivaldo.
11) Como o Tribunal reformou a sentença com relação ao empréstimo, qual ou quais a
medidas que a empresa pode adotar? Qual ou quais os seus prazos, pressupostos,
efeitos, juízo de admissibilidade, julgamento e fundamento jurídico?
- Poderá ser apresentada uma exceção de incompetência material, com cabimento a recurso de revista, sendo este um instituto pelo qual o Tribunal Superior do Trabalho cumpre seu papel primordial de uniformizar a jurisprudência pátria no âmbito trabalhista, bem como de restabelecer a norma nacional violada.
II- Intimada para se manifestar acerca dos cálculos ofertados pelo autor da ação,
hipotética empresa demandada formulou impugnação específica inclusive apresentando cálculos que julga corretos no percentual de 50% dos cálculos apresentados pelo autor.
Ato contínuo os cálculos do autor foram homologados e expedido mandado de citação
penhora e avaliação, assim foi citada a empresa executada. Não pagando nem oferecendo bens à penhora, retornou o Senhor Oficial de Justiça ao local e penhorou, então, incontinente o automóvel do sócio da empresa, estacionado na rua, em frente ao estabelecimento.
Pergunta-se
1) Agiu corretamente o juiz na homologação dos cálculos? Explique.
a. O Cálculo homologado não considerou o cálculo total 
b. O Juiz deveria ter constituído perito
2) Qual a medida jurídica que pode utilizada pela empresa e/ ou por seu sócio em razão da penhora? Em que prazo? Qual o fundamento a ser utilizado pela empresa e/ou por seu sócio nessa medida?
a. Cabe embargos de execução
b. Em caso de não provimento deste recurso, cabe agravo de petição
3) Qual o recurso cabível da decisão proferida que manteve a penhora do carro? Qual o prazo, quais os requisitos desse recurso?
a. O recurso cabível é agravo de instrumento, com prazo recursal de 8 dias
4) Na hipótese de não provimento desse recurso pode a empresa manusear outro recurso?
Qual? Sob qual fundamento intrínseco.
a. A ausência de interposição de agravo de instrumento nas situações não previstas expressamente em lei não leva à preclusão, logo, a parte poderá questionar a decisão no recurso de apelação ou nas contrarrazões à apelação da parte contrária.

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