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ESTÁCIO FACULDADE SÃO PAULO DE RONDÔNIA CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO THALIANE SILVA BARBOZA PORTIFOLIO DE ESTÁGIO EM SAÚDE HOSPITALAR ROLIM DE MOURA-RO 2021 ATIVIDADE 1 PACIENTE:_______________________________________________IDADE:__________ PRONTUÁRIO:________________________CLÍNICA:_____________________________LEITO: _________________________ DATA INTERNAÇÃO:___/___/____ DATA DA AVALIAÇÃO: ___/___/____ RESULTADO _______________________ Histórico Social e Familiar · Profissão: Carga Horária: · Estado Civil: Filhos: · Quem compra os alimentos: · A compra é feita: ( ) diariamente ( ) semanalmente ( ) mensalmente · Quem prepara as refeições: · Com quem realiza as refeições: · Faz uso de bebidas alcoólicas? Freqüência: · Fuma ou já fumou? Nº cigarros dia: Dados Antropométricos PESO ALTURA IMC PCT PCB PCSE PCPeitoral PCAb PCSI PCCoxa PCPant CBraço CCintura CAbd CCoxa CPant Compleição %G %MM Dados Clínicos SIM NÃO OBSERVAÇÕES Vômito: Náusea: Mastigação: Deglutição: Digestão: Pirose: Refluxo: Diarréia: Obstipação: Insônia: Estresse: Cansaço: Ansiedade: Depressão: - Possui lesões ou problemas na pele, cabelo e unha? · Já passou por algum tipo de cirurgia? Qual? Quando? · Hábito intestinal: ( ) Diário ( ) Até 3 dias ( ) Mais 3 dias ( ) Outro · Consistência das fezes: ( ) Normal ( ) Amolecidas ( ) Duras · Diurese (Quantidade/Coloração): · Possui alguma patologia? Qual? Desde quando? · Antecedentes familiares/Quem: · ( ) DM ( )HAS ( )DISLIPIDEMIAS ( )CA ( )DEPRESSÃO ( )OUTROS ( ) Histórico Alimentar Nutricional · Intolerância Alimentar: · Preferência Alimentar: · Alterações do Apetite: ( ) Sim ( ) Não Desde quando: · Fase que iniciou obesidade /perda peso: · Segue alguma dieta especial: · Quantas refeições faz por dia: · Consumo de água: · Faz uso de suplementos? Qual? · Quem indicou? Exames Bioquímicos Glicose – Valor: Data: Valor: Data: HC – Valor: Data: Valor: Data: TG – Valor: Data: Valor: Data: CT – Valor: Data: Valor: Data: LDL – Valor: Data: Valor: Data: HDL – Valor: Data: Valor: Data: Outros exames importantes: Avaliação do Estado Nutricional Protéico - Proteínas Totais, Albumina, Proteína C Reativa – PCR, Transferrina, Pré-Albumina, Proteína Transportadora de Retinol Avaliação de Massa Corpórea - Índice Creatinina-Altura, 3-Metil-Histidina Urinária Avaliação da Competência Imunológica - Contagem Total de Linfócitos, Testes Cutâneos Faz uso de medicamentos de rotina? Nome: Dose: Horário: Motivo: Inter.DrogaXNutr.: Recordatório Habitual - Desjejum: Hora - Local- Alimento - Quantidade - -Colação: Hora - Local- Alimento - Quantidade - -Almoço: Hora - Local- Alimento - Quantidade - -Lanche: Hora - Local- Alimento - Quantidade - -Jantar: Hora - Local- Alimento - Quantidade - -Ceia: Hora - Local- Alimento - Quantidade - · PREFERÊNCIAS ALIMENTARES: · AVERSÕES ALIMENTARES: · DIAGNÓSTICO: · CONDUTA NUTRICIONAL: A- HISTÓRIA 1. Peso • Peso Habitual: Kg • Perdeu peso nos últimos 6 meses: ( ) Sim ( ) Não • Quantidade perdida: Kg • % de perda de peso em relação ao peso habitual: % • Alteração nas últimas duas semanas: ( ) aumento ( ) sem alteração ( ) diminuição 2. Ingestão alimentar em relação ao habitual • ( ) sem alterações ( ) com alterações Se houve alterações, há quanto tempo: dias Se houve, para que tipo de dieta: ( ) sólida ( ) líquida completa ( ) líquidos hipercalóricos ( ) inanição 3. Sintomas gastrointestinais presentes há mais de 15 dias • ( ) Nenhum ( ) Náuseas ( ) Vômitos ( ) Diarreia ( ) Anorexia 4. Capacidade funcional • ( ) sem disfunção (capacidade completa) • ( ) disfunção Se disfunção, há quanto tempo: dias Que tipo: ( ) trabalho sub-ótimo ( ) em tratamento ambulatorial ( ) acamado 5. Doença principal e sua correlação com necessidades nutricionais • Diagnóstico primário: • Demanda metabólica (estresse): ( ) baixo ( ) moderado ( ) elevado B- EXAME FÍSICO (para cada item dê um valor: 0=normal, 1=perda leve, 2=perda moderada, 3=perda importante) ( ) perda de gordura subcutânea (tríceps e tórax) ( ) perda muscular (quadríceps e deltóides) ( ) edema de tornozelo ( ) edema sacral ( ) ascite C- AVALIAÇÃO SUBJETIVA: ( ) Nutrido ( ) Moderadamente desnutrido ( ) Gravemente desnutrido ATIVIDADE 2 MÉDICO: A indicação e a prescrição médica da Terapia Nutricional Parenteral (TNP). Indicar a TN enteral e parenteral; Realizar a prescrição médica da Terapia de Nutrição Enteral (TNE), que consiste na determinação das diretrizes, prescrição e conduta necessárias para a prática da TNE, baseadas no estado clínico nutricional do paciente; Assegurar o acesso ao trato gastrointestinal para a TNE e estabelecer a melhor via, incluindo ostomias de nutrição por via cirúrgica, laparoscópica e endoscópica; Estabelecer o acesso intravenoso para a administração da nutrição parenteral e preceder o acesso intravenoso central, assegurando sua correta localização; Orientar os pacientes e os familiares ou o responsável legal quanto aos riscos benefícios do procedimento; Participar do desenvolvimento técnico e científico relacionado à TN; Garantir os registros da evolução e dos procedimentos médicos; Acompanhar o controle clínico e laboratorial do paciente em TNE contemplando ingresso De nutrientes, interações fármaco-nutriente, sinais de intolerância à NE, alterações bioquímicas, hematológicas e hemodinâmicas, assim como modificações em órgãos, sistemas e suas funções; Discutir casos clínicos com a equipe multidisciplinar; Participar do processo de seleção, padronização, licitação e aquisição de equipamentos e materiais utilizados na administração e controle da TN. NUTRICIONISTA: A avaliação do estado nutricional dos pacientes, das necessidades nutricionais para a nutrição enteral (NE). Avaliar indicadores nutricionais, acompanhar a evolução nutricional independente da via de administração. Já que os pacientes submetidos à NE poderão vir a apresentar estes acessos, estes necessitam de cuidados específicos relacionados à administração de dietas, curativos e controle de volume residual; assim, cabe ao enfermeiro da EMTN ter conhecimento e embasamento frente a todos estes aspectos e disseminar a informação por meio da educação continuada aos demais membros da equipe de enfermagem. Sobre a atuação do nutricionista, pode-se analisar uma importante colaboraçãoda enfermagem, sobretudo, no sentido da operacionalização dos horários que são prescrito por este profissional. O nutricionista estabelece as quantidades das dietas e os horários que as mesmas devem ser administradas no paciente enquanto o pessoal de enfermagem realiza a administração TN Parenteral: Avaliar o estado nutricional do paciente, utilizando indicadores nutricionais subjetivos e objetivos, com base em protocolo preestabelecido, de forma a identificar o risco ou a deficiência nutricional e estimar, quantitativa e qualitativamente, as necessidades de nutrientes; Acompanhar a evolução nutricional dos pacientes em TN, independentemente da via de administração; Garantir o registro claro e preciso de todas as informações relacionadas à evolução nutricional do paciente; Participar do processo de padronização da NP; Discutir casos clínicos com a equipe multidisciplinar; Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação continuada, garantindo a atualização dos seus colaboradores. TN Enteral: Elaborar a prescrição dietética, que consiste na determinação de nutrientes ou da composição de nutrientes da NE, mais adequada às necessidades específicas do paciente, de acordo com a prescrição médica; Formular a NE estabelecendo a sua composição qualitativa e quantitativa, seu fracionamento e formas de apresentação; Acompanhar a evolução nutricional do paciente em TN, independente da via de administração, até alta nutricional estabelecida pela EMTN; Adequar a prescrição dietética, em consenso com o médico, conforme meta, evolução nutricional e tolerância digestiva apresentadas pelo paciente; Acompanhar o controle clínico e laboratorial do paciente em TNE contemplando ingresso de nutrientes, interações fármaco-nutriente, sinais de intolerância à NE, alterações antropométricas, bioquímicas, hematológicas e hemodinâmicas, assim como modificações em órgãos, sistemas e suas funções; ENFERMEIRO: Prescrever os cuidados de enfermagem na TNE e administração da NP, observadas as recomendações das boas práticas da nutrição enteral e parenteral. Atribuições do Enfermeiro Orientar o paciente, a família ou o responsável legal quanto à utilização e controle da TN; Preparar o paciente, o material e o local para o acesso enteral ou para inserção do cateter intravenoso; Prescrever os cuidados de enfermagem na TN, em nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar; Proceder ou assegurar a colocação da sonda oro/nasogástrica ou trans pilórica; Proceder ou assegurar a punção venosa periférica, incluindo a inserção periférica central; Assegurar a manutenção das vias de administração; Receber a NP (da farmácia) e a NE (da nutrição) e assegurar sua administração e conservação até a completa infusão; Proceder à inspeção visual da NE e NP antes de sua administração; Avaliar e assegurar a administração da NE observando as informações contidas no rótulo, confrontando-as com a prescrição médica; Avaliar e assegurar a administração da NP e da NE, observando os princípios de assepsia; Assegurar a infusão do volume prescrito da NE e NP, através do controle rigoroso do gotejamento; Detectar, registrar e comunicar à EMTN e ou o médico responsável pelo paciente as intercorrências de qualquer ordem técnica e ou administrativa; FARMACÊUTICO: Orientar a administração de medicamentos por cateter de nutrição enteral aos indivíduos sob TNE. Recomenda-se, ainda, ao farmacêutico, a competência para realizar as operações inerentes à compra, ao desenvolvimento, à preparação (avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte) da NP, atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparo da Nutrição Parenteral (BPPNP). Outros profissionais que podem estar relacionados à TN são fonoaudiólogos e assistentes sociais. Estes interagem com a EMTN e orientam indivíduos sob cuidados de TN, cuidadores e familiares, auxiliando na identificação de recursos, dietas e insumos necessários, facilitando e orientando sobre o acesso a eles. Já os fonoaudiólogos, podem fazer a avaliação, diagnóstico e o tratamento de disfagias orofaríngeas, bem como o gerenciamento e auxílio na melhor administração da dieta e seu fracionamento. De acordo com os critérios estabelecidos pela EMTN, adquirir, armazenar e distribuir, criteriosamente, a NP industrializada, quando estas atribuições, por razões técnicas e ou operacionais, não forem da responsabilidade do nutricionista. ATIVIDADE 3 TRIAGEM NUTRICIONAL: A triagem nutricional objetiva reconhecer o risco nutricional, para que sejam instituídas medidas de intervenção nutricional mais precocemente. Um dos instrumentos de triagem utilizados é o Nutritional Risk Screening - Triagem de Risco Nutricional (NRS-2002). Originalmente, este instrumento foi desenhado para aplicação em ambiente hospitalar e baseia o rastreamento de risco nutricional (RRN) nos critérios: perda de peso dos últimos três meses, o índice de massa corporal (IMC), ingestão alimentar (apetite e capacidade de se alimentar) e fator de estresse. A idade acima de 70 anos é considerada fator de risco adicional para ajustar a classificação do risco nutricional. Os resultados deste instrumento são dados como mostrado abaixo e a partir do diagnóstico, adota-se conduta nutricional específica: · O paciente não está em risco e precisa ser novamente triado em intervalos específicos de tempo durante a internação (ex.: semanalmente). · O paciente está em risco e um plano de cuidado nutricional é trabalhado pela equipe. · O paciente está em risco, porém problemas funcionais e metabólicos prejudicam que seja implantado um plano de ação. · Existe dúvida se o paciente está em risco nutricional. · Nos dois últimos casos, deve ser feito encaminhamento a um nutricionista para a realização da avaliação nutricional detalhada. · Os pacientes identificados na triagem como em risco pela NRS-2002 deverão ser submetidos à avaliação do nutricionista para serem classificados quanto ao seu estado nutricional conforme descrito pelo algoritmo apresentado a seguir. Após a classificação deverá ser planejada a terapia nutricional (TN). AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL: A avaliação do estado nutricional é o exame detalhado das variáveis metabólicas, nutricionais ou funcionais do indivíduo. É um processo mais longo do que a triagem e cabe ao profissional nutricionista o realizar com base em protocolo preestabelecido. Esta informação deve ser registrada, datada e assinada no prontuário do paciente, pelo profissional responsável pelo atendimento. A avaliação do estado nutricional do paciente deve ser repetida, no máximo, a cada 10 dias e precede a indicação da terapia nutricional. Assim como para a triagem, existem instrumentos padronizados para identificação do estado nutricional de pacientes hospitalizados. A Avaliação Subjetiva Global (ASG), a Miniavaliação Nutricional (MAN) e a Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Paciente (ASG-PPP) são exemplos que podem ser aplicados ao paciente ou acompanhante. 1 AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL: A Avaliação Subjetiva Global (ASG) é um método clínico de avaliação do estado nutricional e diferencia-se dos demais métodos de avaliação nutricional utilizados na prática clínica por englobar não apenas alterações da composição corporal, mas também alterações funcionais do paciente. Trata-se de um método simples, de baixo custo e não invasivo, podendo ser realizado à beira do leito. Por ser de fácil execução e boa repetibilidade, a ASG vem se tornando o método de escolha também em outras situações clínicas, seja na sua forma original ou após adaptações. Uma vantagem da ASG é que o método parece ser capaz de identificar adequadamente os pacientes de maior risco para apresentar complicações pós- operatórias ou em situações clínicas ao identificar os casos de desnutrição ou risco de desnutrição. Dessa maneira, a partir da definição do estado nutricional, uma conduta nutricional adequada seria adotada. Uma limitação do método é sua utilização para monitorar a evolução dos pacientes. Como a ASG é baseada exclusivamenteem critérios qualitativos, pequenas alterações do estado nutricional não seriam detectadas em curto prazo. No entanto, estudiosos demonstraram que os pacientes que apresentaram pioram do seu estado nutricional, avaliado segundo a ASG aplicada na internação e na alta, tiveram os custos hospitalares significativamente mais altos e maior incidência de complicações que aqueles que mantiveram seu estado nutricional. 2 AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PRODUZIDA PELO PACIENTE: Devido à necessidade de um método fácil e de baixo custo que pudesse ser utilizado em pacientes oncológicos ambulatoriais, Ottery desenvolveu uma forma modificada da ASG, denominada Avaliação Subjetiva Global do Estado Nutricional Produzida Pelo Paciente (ASG – PPP). Semelhante à ASG, a avaliação consiste em um questionário autoaplicável dividido em duas partes. Na primeira, há perguntas sobre perda de peso, alteração da ingestão, sintomas (sendo acrescentados alguns itens relacionados ao paciente oncológico) e alterações na capacidade funcional. A segunda parte do questionário deve ser preenchida pelo nutricionista, médico ou enfermeiro e considera a avaliação de fatores associados ao diagnóstico que, porventura, aumentem a demanda metabólica. Esta segunda parte também contempla a realização do exame físico. Para cada item avaliado é dado um escore numérico de 0 a 4 para determinação do estado nutricional. Sendo assim, um maior escore irá determinar maior risco de desnutrição, sendo sugeridos vários níveis de intervenção para cada nível. O método apresenta boa sensibilidade e especificidade quando comparado à ASG padrão, e apesar de ser um método que utiliza escores, também depende da experiência do seu observador. 3 MINIAVALIAÇÃO NUTRICIONAL: A Mini avaliação Nutricional (MAN) é uma ferramenta de controle e avaliação do estado nutricional aplicável a pacientes idosos. Assim como os instrumentos anteriores, a MAN fornece um método simples e rápido de identificação de pacientes idosos que apresentam risco de desnutrição ou que já estão desnutridos. Para tanto, considera-se a ocorrência de mudanças de peso ou dos níveis de proteína sérica, tendo correlação com a morbidade e mortalidade. O início do atendimento nutricional se dará pela aplicação da NRS-2002 em até 24 horas após admissão hospitalar. A partir da conclusão dessa, o paciente poderá ser classificado em risco nutricional ou sem risco nutricional. O suporte nutricional pode ser instituído através da Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Terapia Nutricional Parenteral (TNP) CÁLCULO DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS As Necessidades Energéticas de um indivíduo podem ser obtidas por meio de medidas diretas (determinação do Gasto Energético Total) e indiretas (calorimetria). Neste serviço, as necessidades nutricionais são determinadas através de equações preditivas e ou fórmula de bolso, assim como através da utilização do equipamento de bioimpedância. Fórmulas de bolso O GET pode ser obtido também por meio de equações simplificadas que consideram apenas o peso corporal. VET = peso x Kcal Condição clínica Kcal/Kg/dia Perda de peso Manutenção de peso Ganho de peso 20 a 25 25 a 30 30 a 35 Fonte: adaptado de Singer; Waitzberg, 2009 Necessidades Hídricas em 24 horas Jovem ativo: 40 mL/Kg/dia Adulto (18 a 55 anos): 35 mL/Kg/dia Idoso (até 75 anos): 30 mL/Kg/dia Fonte: Adaptada de Waitzberg, 2009. Distribuição de Macronutrientes Substrato Quantidade usual Carboidratos 50 a 55% do VCT Proteínas 0,8 a 2,0 g/kg/dia Lipídeos 30 a 35% do VCT A energia disponível nos alimentos é a seguinte: · Carboidratos = 4,0 kcal/g · Lipídeo = 9,0 kcal/g · Proteína = 4,0 kcal/g Necessidades de Micronutrientes A prescrição dietética deve incluir, além da adequação dos macronutrientes, a adequação dos micronutrientes, que deve, pelo menos, contemplar as necessidades mínimas do indivíduo orientadas nas IDRs (Ingestões Dietéticas de Referência) (2002). As recomendações nutricionais (Recommended Dietary Allowances –RDA / Ingestão Diária Recomendada - IDR) são estabelecidas pelo Food and Nutrition Board / National Research Council. As IDRs incluem quatro conceitos de referência para consumo de nutrientes, com definições e aplicações diferenciadas: 1) Estimated Average Requirement (EAR)/ Requerimento Médio Estimado; 2) Recommended Dietary Allowance (RDA); 3) Adequate Intake (AI) / Ingestão Adequada; Tolerable Upper Intake Level (UL) / Nível de Ingestão Máxima Tolerável; Necessidades de energia e proteínas para paciente Crítico Calorias 15 – 20 Kcal/Kg/dia 25 – 30 Kcal/Kg/dia (após o quarto dia dos pacientes em recuperação) Proteína 1,5 e 2 g/kg/dia de proteína Obeso Crítico Quilocalorias IMC entre 30-50 kg/m² 11-14 kcal/kg/dia do peso real IMC > 50 kg/m² 22-25 kcal/kg/dia do peso ideal para IMC eutrófico Proteína IMC entre 30-40 kg/m² 2 gramas de proteína por kg de peso ideal por dia IMC > 40 kg/m² 2,5 gramas por kg de peso ideal por dia Disfunção Renal LRA: 25-30 kcal/kg/dia e 1,5-2,0 g de ptn/kg/dia de peso atual LRA em tratamento dialítico: até o máximo de 2,5 g de ptn/kg/dia Disfunção Hepática 1,5-2,0 g de ptn/kg/dia de peso atual Fonte: DITEN, 2018 Necessidades de energia e proteínas para pacientes cirúrgicos NECESSIDADES ENERGÉTICAS 30-35 Kcal/Kg/dia PROTEÍNAS Pré: 1,2-1,5 Pós: até 2,0g/Kg/dia Fonte: ACERTO, 2011 Paciente oncológico adulto nos períodos pré e pós-operatórios CALORIAS · Calorias por quilograma de peso corporal atual · Para ganho e manutenção do peso: de 30 kcal/kg a 35 kcal/kg ao dia · No pós-operatório ou na presença de sepse: de 20 kcal/kg a 25 kcal/kg ao dia PROTEÍNAS · Estresse moderado: de 1,2 g/kg a 1,5 g/kg ao dia · Estresse grave: de 1,5 g/kg a 2,0 g/kg ao dia (Diten 2011; ASPEN 2012) ÁGUA - 30 ml/kg ao dia ou de 1,5 l a 2,5 l ao dia Fonte: INCA, 2015. Paciente oncológico adulto em tratamento clínico Fonte: INCA, 2015 Fonte: BRASPEN, 2019 Fonte: BRASPEN, 2019 Requerimentos energéticos no primeiro ano de vida para meninos Requerimentos energéticos no primeiro ano de vida para meninas Requerimentos energéticos para a faixa etária de 0 a 18 anos, sexo masculino, considerando nível moderado de atividade física Requerimentos energéticos para a faixa etária de 0 a 18 anos, sexo feminino, considerando nível moderado de atividade física TERAPIA NUTRICIONAL ORAL, ENTERAL E PARENTERAL: É o conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da Nutrição Parenteral e ou Enteral. Possui objetivos semelhantes, na TNE o acesso pode ser através de sondas ou oral. Já na TNP o acesso é venoso. Tem como objetivos: manter ou recuperar o estado nutricional, reverter o quadro de desnutrição ou corrigir o peso magro ou condições de excesso de peso e obesidade, oferecer condições favoráveis para o estabelecimento do plano terapêutico, oferecer energia, fluidos e nutrientes em quantidades adequadas para manter as funções vitais e a homeostase, recuperar a atividade do sistema imune, reduzir os riscos da hiperalimentação, garantir as ofertas proteica e energética adequadas para minimizar o catabolismo proteico e a perda nitrogenada. Os objetivos da Terapia Nutricional (TN) devem ser instituídos imediatamente após indicação da TNE ou TNP. As indicações Gerais da Terapia Nutricional Oral (TNO) são: Grupos especiais: pacientes idosos, gestantes e crianças, cardiopatas, oncológicos, quando necessário; · Pacientes desnutridos (perda involuntária > 10% nos últimos 3 a 6 meses, IMC <18,5 kg/m2 ou IMC <20 kg/m2 + perda de peso involuntária > 5% ao longo dos últimos 3-6 meses; · Pacientes com ingestão alimentar inferior a 70% das recomendações em até 5 dias consecutivos, com expectativa de melhoria da ingestão; · Pacientes que apresentam hiporexia ou anorexia; · Pacientes com dentição insuficiente e com ingestão alimentar reduzida; · Pacientes com disfagia; · Doenças gastrointestinais, diabetes e insuficiência renal, quando necessário;· Pré e pós-operatório de cirurgias gastrointestinais, cardíacas, artroplastia quando desnutridos; · Síndrome do intestino curto; · Gastrectomia total; · Fístulas digestivas; · Pacientes em risco de desnutrição e que permanecerão por pelo menos 5 dias internados após o início da TNO; · Pacientes desnutridos que recusam alimentação por sonda; · Úlcera por pressão, feridas extensas e/ou fasciotomias, queimaduras 2o e 3o grau. As indicações Gerais da Terapia Nutricional Enteral (TNE) são: · Pacientes com hiporexia ou anorexia, incluindo gestantes, que se recusam alimentar pela boca; · Pacientes em risco de desnutrição e desnutridos, incluindo gestantes, com ingestão oral inferior a dois terços (70%) das necessidades nutricionais diárias durante os 5 dias que antecederam a indicação, sem expectativa de melhoria da ingestão; · Pacientes clínicos e cirúrgicos com: neoplasias orofaríngeas, gastrointestinais, pulmonares, esofágicas, cerebrais; inflamação; trauma; cirurgias gastrointestinais; pancreatite; doenças inflamatórias intestinais; síndrome do intestino curto; · Pacientes não cirúrgicos com anorexia grave, faringite, esofagite, caquexia cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica; · Paciente eutrófico com ingestão abaixo de 50% de suas necessidades e perda de peso >2% em 1 semana; · Disfagia grave secundária a processos neurológicos e megaesôfago; · Pacientes com nível de consciência rebaixado; · Pacientes submetidos à cirurgia maxilo-facial (lesão de face e mandíbula); · Ressecção do intestino delgado; · Fístulas êntero-cutâneas de baixo débito; · Fístula traqueoesofágica; · Queimaduras > 30 % e de terceiro grau; · Depressão grave, anorexia nervosa; · Doenças desmielinizantes; · Trauma muscular extenso; · Má-absorção, alergia alimentar múltipla; · Politraumatismo; · Insuficiência hepática e grave disfunção renal; · Doença inflamatória intestinal; · Pancreatite aguda grave com motilidade gastrointestinal preservada; · Pacientes em UTI que não estiverem atingido, no mínimo, dois terços das necessidades nutricionais com alimentação oral em 3 dias de internação. · As indicações Gerais da Terapia Nutricional Parenteral (TNP) são: · Trato gastrointestinal não funcionante ou contraindicado ou tentativa de acesso enteral fracassada; · Condições que impeçam o uso do trato gastrointestinal por mais que 7-10 dias em adultos, 5-7 dias em pacientes pediátricos e 1-2 dias em neonatos; · Quando o aporte enteral é insuficiente a associação com TNP é recomendada após cinco dias de TNE sem sucesso; · Fístula Gastrointestinal; · Pancreatite Aguda; · Síndrome do Intestino Curto; · Colite ulcerativa complicada ou em período perioperatório; · Desnutrição com mais de 10% a 15% de perda de peso; · Necessidades nutricionais maiores que a capacidade de oferta por via oral/enteral; • Hemorragia gastrointestinal persistente; · Abdome Agudo/Íleo paralítico prolongado; · Trauma abdominal requerendo repetidos procedimentos cirúrgicos. ACOMPANHAMENTO E MONITORIZAÇÃO SEM SUPORTE NUTRICIONAL - Pacientes com dieta oral padrão, que não apresentaram risco nutricional na admissão, serão acompanhados semanalmente e monitorizados quanto à ingestão alimentar atual e variação do peso corporal. Pacientes idosos (60 anos ou mais) que não apresentaram risco nutricional na admissão serão acompanhados diariamente e monitorizados quanto à ingestão alimentar atual diária. Idosos com desnutrição, risco nutricional; ingestão oral inadequada (aceitação inferior a 60% da oferta ideal); perda de peso superior a 5% em três meses ou maior que 10% em seis meses; índice de massa corporal (IMC) abaixo de 20 kg/m2 receberão Suporte Nutricional Oral imediato e preventivo. A ingestão alimentar atual deverá ser monitorada com a aplicação do instrumento de investigação alimentar – Recordatório de 24 horas e o resultado transformado em percentual. Será considerado satisfatório que o paciente receba 80% ou mais da oferta calórica prescrita. COM SUPORTE NUTRICIONAL - Os pacientes sob suporte nutricional devem ser monitorados seguindo os critérios descritos: · MONITORIZAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL – ORAL E SONDAS: A monitorização da TNE inclui: · Verificar a variabilidade das medidas antropométricas (peso, circunferências e dobras cutâneas); · Avaliar a capacidade funcional; · Exame físico: hidratação, coloração da pele, astenia, presença de edema, avaliação do abdome; · Dados laboratoriais (hemograma, leucograma, glicemia, ureia, creatinina, Na, K, Ca, Mg, P, TGO, TGP, bilirrubinas, triglicerídeos, proteinograma completo, glicosúria, relação albumina/globulina, proteína C reativa); · Volume urinário, perdas gastrointestinais, etc; · Ingestão atual de alimentos e líquidos (oral, enteral e parenteral), apetite, preferências alimentares, alterações organolépticas; · Confirmar capacidade de comer e beber e resolver quaisquer problemas físicos, por exemplo, disfagia, dentaduras; · Checar medicamentos utilizados, assim como interação fármaco-nutriente; · Checar tolerância gastrointestinal: frequência, consistência e coloração das fezes, presença de sangue nas fezes, dor ou distensão abdominal, desconforto pós- prandial, saciedade precoce, dor epigástrica, pirose, vômitos, aspecto e quantidade do volume residual gástrico, débito da ostomia. 1.1 VARIAÇÕES DO PESO E OUTRAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS - A aferição de medidas antropométricas será realizada no primeiro dia de acompanhamento nutricional e a cada 7 dias, ou em intervalo menor em caso de mudanças relevantes da composição corporal. 1.2 AVALIAÇÃO FÍSICA E EXAME FÍSICO - O exame físico deve ser realizado diariamente. As avaliações do abdome e do trato gastrintestinal devem ser relatadas em evolução devido sua importância para a condução do suporte nutricional. 1.3 MONITORIZAÇÃO METABÓLICA E BIOQUÍMICA - Entre os exames solicitados na rotina diária estão eletrólitos séricos como sódio (Na), potássio (K), fósforo (P), magnésio (Mg), cálcio (Ca), ureia, creatinina e hemograma. Os demais exames: bilirrubinas, transaminases, gasometria arterial e venosa, proteinograma e proteína C reativa (PCR) deverão ser solicitados, conforme a patologia do paciente e necessidade de monitorização do suporte nutricional em vigência. 1.4 MONITORIZAÇÃO DA INGESTÃO ATUAL (DIETA INGERIDA / INFUNDIDA) DIETA VIA ORAL: aplicar e calcular o Recordatório de 24 horas. Informações sobre volume, consistência, aspecto e valor nutricional da ingestão do paciente. Verificar no registro da enfermagem da prescrição médica informações relacionadas à ingestão alimentar. Frequência: diária. DIETA ENTERAL (SONDA): verificar o registro da enfermagem da prescrição médica e colher informações do próprio paciente e/ou acompanhante. A dieta recebida pelo paciente é registrada pela enfermagem, que fornecerá o volume recebido durante 24 horas para o cálculo da oferta nutricional. Frequência: diária. NUTRIÇÃO PARENTERAL: os pacientes recebem dieta industrializada com composição padronizada em infusão contínua (24h). Verificar a velocidade de infusão das últimas 24 horas para o cálculo do volume infundido e valor nutricional do mesmo. Frequência: diária. Administração menor que 80% do volume prescrito de dieta enteral ou parenteral será considerado iatrogenia relacionada à subnutrição. Como medida corretiva verificar possíveis intercorrências metabólicas, gastrintestinais, medicamentosas. 1.5 REAVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS - As necessidades nutricionais do paciente deverão ser reavaliadas sempre que houver alteração de quaisquer destes parâmetros: piora ou melhora clínica significativa, alteração do estado nutricional ou diagnóstico nutricional, alteração do tratamento clínico e outros. 1.6 TOLERÂNCIA GASTROINTESTINAL - A avaliação da tolerância gastrointestinal deve ser diária. E devem ser avaliados os tópicos apresentados a seguir. 1.6.1 Complicações gastrointestinais mais frequentes DISTENSÃO ABDOMINAL, NÁUSEAS, REFLUXO ESOFÁGICO, REGURGITAÇÃO E VÔMITOS - Não deve ser motivo de suspensãoda dieta a menos que haja evidência de obstrução intestinal ou íleo 80 adinâmico. Utilizar fórmulas isotônicas, sem lactose e normolipídicas; checar temperatura da dieta no momento da administração; reduzir a velocidade de infusão da dieta; posicionar sonda após ângulo de Treitz; elevar cabeceira a um ângulo de 45 graus e investigar constipação. DIARREIA - Consiste na ocorrência de 3 ou mais evacuações líquidas ou amolecidas diárias e não deve ser motivo de suspensão da dieta. Investigar primeiramente o contexto clínico e possíveis causas infecciosas ou inflamatórias, bem como medicamentos em uso. Investigar possível contaminação de dietas em sistema aberto; adequar fibras (mistas, solúveis, frutooligissacarídeos, inulina) à dieta, probióticos e glutamina, se necessário; reduzir o volume da dieta; prescrever fórmulas com baixa osmolalidade/osmolaridade, ou de fácil obsorção (oligoméricas). Na persistência de diarreia considerar início de nutrição parenteral. OBSTIPAÇÃO - Investigar desidratação e ingestão/administração enteral diária de água pela sonda; adequar o conteúdo de fibras da dieta e propor tratamento dietético. Caso não haja resolução do quadro, investigar causas orgânicas ou relacionadas com a patologia de base e existência de fecaloma com a equipe médica. MONITORIZAÇÃO DA NUTRIÇÃO PARENTERAL - Pacientes em NP precisam ter seus níveis sérios de Na, K, Mg, Cl, Ca, P, Ur e Cr, hemograma completo, CO2 e glicose monitorados diariamente durante os quatro primeiros dias ou até estabilização. Exames de função hepática, tempo de protrombina e proteinograma devem ser solicitados semanalmente. INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL (IQTN) · Itens Indicadores Meta OBRIGATÓRIOS · Frequência de realização de triagem nutricional em indivíduos hospitalizados - Frequência: Bimestral - Fórmula: Nº de triagens nutricionais em 24 h x 100/ Nº de internações hospitalares em 24 h ≥ 80% · Frequência de prescrição nutricional dietética na alta hospitalar de indivíduos em Terapia Nutricional (TN). - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de indivíduos com orientação nutricional à alta hospitalar x 100/ Nº de indivíduos em pós-TN em alta hospitalar 100% · Frequência de reavaliação periódica do planejamento nutricional em TN. Frequência: Diária - Fórmula: A x 100 B A = Nº de indivíduos em TN sem reavaliação nutricional diária B = Nº total de indivíduos em TN internados ≥ 85% · Frequência de medida ou estimativa do gasto energético e necessidades proteicas em indivíduos em TN - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de indivíduos em TN que fizeram avaliação dos gastos energético e protéico x 100/ Nº total de indivíduos em TN ≥ 80% · Frequência de indivíduos em TNE - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de indivíduos em TNE indicada conforme diretrizes x 100/Nº total de indivíduos em TNE > 70% 170 ITENS INDICADORES META FALCUTATIVOS · Frequência de diarreia em indivíduos com TNE - Frequência: mensal - Fórmula: Nº de indivíduos em TNE que apresentam diarreia x 100/ Nº total de indivíduos em TNE ≤10% · Frequência de saída inadvertida de sonda de nutrição enteral em indivíduos em TNE - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de saída inadvertida da sonda enteral x 100 /Nº total de indivíduos em TNE x n º dias com sonda enteral ≤5% (nas UTIs) <10% (nas enfermarias) · Frequência de obstrução de sonda de nutrição em indivíduos em TNE - Frequência: Mensal - Fórmula: N° sondas obstruídas em pacientes em TNE × 100/ N° total de pacientes x N° dias com sonda enteral ≤5% (nas UTIs) <10% (nas enfermarias) · Frequência de jejum digestório por mais de 24 horas em indivíduos com TNE ou TNO - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de indivíduos em TNE ou VO em jejum > 24h x 100/Nº total de indivíduos em TNE ou VO ≤10% · Frequência de indivíduos com disfunção da glicemia em TNE e TNP - Frequência: Diária - Fórmula: Nº de indivíduos com hipo e hiperglicemia x 100/Nº total de indivíduos em TNE, TNP ou ambas Hiperglicemia em indivíduos não críticos <30% e indivíduos críticos <70% · Frequência de infecção de cateter venoso central - CVC em indivíduos em TNP - Frequência: Mensal - Fórmula: Nº de infecções de CVC em indivíduos em TNP x 100/Nº total de dias de CVC em indivíduos em TNP PICC: < que 2,5%, CVC (sem bacteremia): <10% e, CVC (c/ bacteremia): <5% · Frequência de aplicação de avaliação subjetiva global (ASG) em indivíduos em TN - Frequência: Bimestral -Fórmula: Nº de indivíduos em TN em que ASG foi feita x 100/Nº total de indivíduos em TN > que 75%. ATIVIDADE 4 Dados Pessoais: Nome: João da Silva Data Nascimento: 05/10/1970 Idade: 50 anos Endereço: Av. são Paulo,3352 Bairro São Cristóvão Cidade: Rolim de Moura - RO. CPF: 548.147.136-42 Mãe: Maria da Paz Pai: José Pereira Histórico Clínico: DPOC Motivo da internação: internou para realização de exames Paciente internou hoje para realização de exames. Histórico aperto ou desconforto no peito; dificuldade para dormir por conta da tosse recorrente; cansaço recorrente. Sem queixas no momento, refere apetite preservado e não apresenta alteração ponderal na última semana. Triagem, avaliação e diagnóstico nutricional. Triagem Peso atual: 60,4 kg (% adeq: 80,3) Peso ideal: 62,7 kg Altura estimada: 1,60 m (Chumlea,1985) IMC: 23,4 kg/m² CB: 26 cm (% adeq: 86,7%) CP: 31 cm (limítrofe) Exames bioquímicos para diagnóstico do estado nutricional: Albumina (coletado em12/02): 3,9 g/dl Estado anêmico Hb: 10,8 g/dl Ht: 32% Cálculo das necessidades energéticas e protéicas: (Foi utilizado o peso ajustado) GEB: 1092 kcal (Harris&Benedict) GET: 1310 kcal Proteína: 50,4 a 60,5 (1,0 a 1,2 g/kg peso atual/dia) Diagnóstico Nutricional: Paciente encontra-se com Desnutrição segundo IMC (classificação para idosos), confirmada por demais medidas antropométricas e exame físico. Os valores abaixo da normalidade de hemoglobina e hematócrito podem refletir o baixo consumo de ferro e alimentar de modo geral. com o instrumento mini avaliação nutricional (MINIMAN): pontuação obtida: 13 pontos. Conclusão: Paciente sem risco nutricional. Atendimento de vigilância nutricional Conduta: Reavaliar paciente em sete dias e observação do consumo alimentar AVALIAÇÃO NUTRICIONAL Exame físico para o diagnóstico do estado nutricional: Pele com aspecto normal, língua sem alterações. Sem edema e aparente depleção de massa magra. Indicação e acompanhamento nutricional. ENERGIA 30 a 45 Kcal/Kg/dia PROTEÍNA 1,2 a 1,7g/kg/dia (15 a 20% do VET) CARBOIDRATOS 40 a 55% do VET LIPÍDEOS 20 a 35% do VET VITAMINAS E MINERAIS Depende da patologia da DPOC e de outras doenças coexistentes, porém deve ser mantido DRI para adultos. • Para os fumantes parece haver necessidade de suplementação com vitamina C; • Para os pacientes com cor pulmonale dependendo do tipo de diurético pode haver necessidade de restrição de sódio e potássio. ÔMEGA 3 • Estudos sugerem benefício, mas nenhum estabelece recomendação. Avaliar presença de síndrome de realimentação; • Seguir protocolo de monitorização de suporte nutricional oral e enteral; • Suspender terapia nutricional oral quando houver ingestão alimentar maior que 80% do GET (gasto energético total) por cinco dias consecutivos. Recomendações de alta hospitalar Recomenda-se que inclua no almoço e jantar carnes magras, frango ou peixe numa porção menor que a habitual; carboidratos como tubérculos. Frutas vermelhas, Grãos integrais, nozes, linhaça e chia. Ingerir verduras de cor verde, como rúcula, agrião, alface, espinafre, brócolis e couve manteiga. Vegetal como berinjela, cenoura, beterraba, couve flor e abobrinha. Evite beber chá mate ou preto, café, chocolate ou achocolatados junto e após as refeições. Não misture alimentos fontes de cálcio e ferro nas mesmas refeições Inclua sucos de frutas cítricas junto às refeições e sucos verdes. Shot matinais, com açafrão limao e própolis. Descrição do ato cirúrgico ou procedimento endoscópico, quando for o caso. Não houve ato cirúrgico Descrição da evolução diariamente. Paciente no leito, acordado, responsivo,acompanhado do filho. Acompanhante refere hábito urinário e evacuação sem alterações. Paciente dieta via oral e o filho relatou que teve uma ingestão alimentar satisfatória, apesar de não ter ingerido toda a dieta oferecida. (O) Paciente portador das doenças crônicas: DPOC estágio IV e internou para investigar massa pulmonar. Exames bioquímicos atuais da internação: Foi realizada avaliação das funções renais e hepáticas e os valores assinalam que os exames referentes a função renal se apresentaram dentro da normalidade, enquanto que a função hepática está alterada. Creatinina: 0,54 mg/dl (VN: 0,7 - 1,5 mg) Ureia: 19 mg/dl (VN: 10,0 - 50,0 mg/dL) Sódio: 136,7 mmol/l (VN: 135,0 a 145,0 mmol/L) Potássio: 3,9 mmol/l (VN: 3,5 a 5,0 mmol/L) TGO: 126 u/l (VN: 15 – 37 u/l) TGP: 101 u/l (VN: 30- 65 u/l) Medicações em uso durante a internação: Continua tomando Vitamina D+ Carbonato de Cálcio(que consumia no domicílio). Morfina, Dipirona Sódica, Lactulose xarope e Bromoprida. Em função do uso de opióides para atenuar a dor, será monitorado o funcionamento intestinal. Não foi realizada avaliação do estado nutricional pelas condições do paciente. Incluo o: Peso estimado = 60,5kg (Rabito, 2006) e Altura estimada = 1,70m (Chumlea, 1987). Paciente apresentou um aumento de 500g em relação ao peso da internação (Peso: 60,0 kg), possivelmente por hidratação. Sumário da alta hospitalar contendo registro da orientação de alta para o paciente sobre os procedimentos da Terapia Nutricional no domicílio. Aumentar a ingestão de gorduras boas como castanha e azeite de Olivia e diminuir a ingestão de carboidratos como massas Não exagerar na ingestão de líquidos, beber em pequenas quantidades. Limitar o consumo de sódio e produtos industrializados Comer quantidades pequenas várias vezes ao dia. Evitar ou diminuir a ingestão de alimentos que fermentam. Evolução ambulatorial. Paciente com DPOC e internou para realização de exames. Sem queixas no momento, refere apetite preservado e não refere alteração ponderal. Na triagem (MINIMAN) foi classificado sem risco nutricional. Será mantida a observação da ingestão alimentar. Conduta: Dieta Geral com orientações. ATIVIDADE 5 Baseado nas informações acima, estabeleça orientação nutricional na alta hospitalar. Recomenda-se que inclua no almoço e jantar carnes magras, frango ou peixe numa porção menor que a habitual; carboidratos como tubérculos. Frutas vermelhas Grãos integrais, nozes, linhaça e chia. Ingerir verduras de cor verde, como rúcula, agrião, alface, espinafre, brócolis e couve manteiga. Vegetal como berinjela, cenoura, beterraba, couve flor e abobrinha. Evite beber chá mate ou preto, café, chocolate ou achocolatados junto e após as refeições Não misture alimentos fontes de cálcio e ferro nas mesmas refeições Inclua sucos de frutas cítricas junto às refeições e sucos verdes. Shot matinais, com açafrão limao e própolis. Orienta-se manter peso, ingerir alimentos com cálcio como leite e derivados, rúcula e não ingerir junto ou logo após as principais refeições. VITAMINAS E MINERAIS Depende da patologia da DPOC e de outras doenças coexistentes, porém deve ser mantido DRI para adultos. Saciedade precoce: limitar consumo de líquidos durante as refeições. Alimentos frios podem produzir menor plenitude que alimentos quentes. Ingerir inicialmente alimentos mais energéticos; ATIVIDADE 6 Dieta Livre Objetivo: Fornecer proporções adequadas dos diversos grupos de alimentos e garantir uma oferta equilibrada de nutrientes sem modificações na consistência dos alimentos. Indicação: É indicada para os pacientes com mastigação e funções gastrointestinais preservadas, que não necessitam de modificações significativas na consistência dos alimentos. Características: Normoglicêmica, normoprotéica e normolipídica, em consistência normal, fracionada em 6 refeições diárias, contendo 25 a 30g de fibras. Alimentos recomendados: Pães, cereais, arroz, massas, leguminosas e seus produtos integrais, pobres em gorduras; hortaliças e frutas frescas; leite, iogurte, queijo com pouca gordura e sal; carnes, aves, peixes e ovos magros (sem pele e gordura); e gorduras, óleos e açúcares com moderação. Alimentos evitados: Alimentos ricos em gorduras e açúcar; hortaliças e frutas enlatadas com sal e óleo, e conservas com calda de açúcar respectivamente; leite, iogurte, queijo ricos em gordura e sal; carnes, aves, peixes e ovos ricos em gordura e sal, como os frios em geral; e gorduras, óleos e açúcares em excesso. 1º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite Pão francês c/ margarina Banana Café Leite Pão francês Manteiga Banana 100 ml 100 ml 50g 120g Lanche da manhã 09:00 horas Suco de melão Suco de melão 80g Almoço 12:00 horas Salada crua de repolho alface crespa Vagem Carne de boi cozida Arroz branco Feijão carioca Suco de acerola Açúcar Óleo de soja Maça Repolho Alface Vagem Carne Arroz Feijão Acerola Açúcar Óleo de soja Maça 2g 10g 20g 20g 100g 120g 100g 20g 10g 80 g Lanche da tarde 15:00 horas Gelatina de morango Gelatina 100 g Jantar 18:00 Horas Sopa de carne bovina com inhame, Beterraba, chuchu, arroz Pão francês Carne bovina Inhame Abóbora Chuchu Arroz Pão francês Óleo de soja 40g 30g 30g 30g 40g 50g 26g Ceia 20:00 horas Chá de hortelã Cream Cracker (Grama: 30) Chá Açúcar Biscoito Salgado 250ml 10g 30g 2º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite Pão integral Ovo Mamão Café Leite integral Leite Pão integral Ovo Mamão 100 ml 100 ml 50g 50g 150g Lanche da manhã 09:00 Vitamina de abacate Leite integral em pó Abacate Açúcar 26g 50g 15g Almoço 12:00 Arroz branco Feijão carioca Óleo de soja Frango desfiado ao molho Polenta Cenoura Tomate Alface Laranja Tomate Alface Cenoura Coxa de frango Arroz Feijão Suco de laranja Açúcar Óleo de soja Laranja 24g 20g 10g 30g 20g 150g 120g 10g 5 ml 100g Lanche da tarde 15:00 horas Salada de frutas simples Banana Maçã Laranja Mamão 50g 50g 50g 50g Jantar 18:00 horas Sopa de carne de boi com feijão, vagem, cenoura, batata doce, Torrada Carne bovina Batata doce Vagem Cenoura Feijão Torrada Óleo de soja 40g 25g 30g 30g 50g 50g 15 g Ceia 21:00 horas Chá de erva-cidreira Biscoito de sal Chá Açúcar Biscoito de sal 150 ml 10g 30g 3º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite desnatado Pão francês Ovo mexido Mamão Café Leite desnatado Pão francês Ovo Manteiga 100ml 50ml 50g 50g 5g Mamão 120g Lanche da manhã 09:00 Mingau de banana Banana da terra 80 ml 20g Almoço 12:00 horas Arroz branco Caldo de feijão Purê de batata com cenoura Frango desfiado Suco de caju Açúcar Arroz Caldo de feijão Batata e cenoura Caju Açúcar 150g 120g 100g 100g 100 ml 10 g Lanche da tarde 15:00 horas Maça cozida com canela Maça 150g Jantar 18:00 horas Creme de abóbora Abóbora Pão francês Óleo de soja 100g 30g 05g Ceia 21:00 horas Chá de erva-cidreira Biscoito doce (Grama: 30) Chá Açúcar Biscoito doce 250ml 10g 30g Dieta de Rotina Objetivo: As dietas de rotinas são aquelas que não necessitam de restrições ou modificações em sua composição. Podem sofrer modificações quanto a consistência, possibilitando melhor adaptação em períodos de maior dificuldade na aceitação alimentar ou em fases de transição relativamente curtas, adaptando a dieta às condições do indivíduo, como, por exemplo, nos períodos pós-operatórios. Indicação: São utilizadas geralmente em períodos curtos, como em pós-operatórios, e também em casos em que o paciente está com dificuldades para se alimentar. Não costuma trazer muitas restrições no seu conteúdo, apenas em consistência Características: Características: Normoglicêmica, normoprotéica e normolipídica, a sua consistência será modificada conforme a dificuldade de aceitação Alimentos recomendados: Pães, cereais, arroz, massas, leguminosas e seus produtos integrais, pobres em gorduras; hortaliças e frutas frescas; leite,iogurte, queijo com pouca gordura e sal; carnes, aves, peixes e ovos magros (sem pele e gordura); e gorduras, óleos e açúcares com moderação. Alimentos evitados: gorduras e açúcar; hortaliças e frutas enlatadas com sal e óleo, e conservas com calda de açúcar respectivamente; leite, iogurte, queijo ricos em gordura e sal; carnes, aves, peixes e ovos ricos em gordura e sal, como os frios em geral; e gorduras, óleos e açúcares em excesso. 1º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite desnatado Pão francês Ovo mexido Mamão Café Leite desnatado Pão francês Ovo Manteiga Mamão 100ml 50ml 50g 50g 5g 120g Lanche da manhã 09:00 Mingau de banana Banana da terra 80 ml 20g Almoço 12:00 Arroz branco Caldo de feijão Purê de batata com cenoura Frango desfiado Suco de caju Açúcar Arroz Caldo de feijão Batata e cenoura Caju Açúcar 150g 120g 100g 100g 100 ml 10 g Lanche da tarde 15:00 horas Maça cozida com canela Maça 150g Jantar Creme de abóbora Abóbora Pão francês Óleo de soja 100g 30g 05g Ceia Chá de erva-cidreira Chá Açúcar 250ml 10g 2º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite desnatado Pão integral Ovo mexido Mamão Café Leite desnatado Pão francês Ovo Manteiga Mamão 100ml 50ml 50g 50g 5g 120g Lanche da manhã 09:00 Vitamina de banana, maçã e mamão Banana Maça Mamão 80g 60g 50g Almoço 12:00 Arroz Caldo de Feijão Abóbora Carne de boi cozida Polenta Couve refogada Salada Arroz Caldo de Feijão Abóbora Carne de boi cozida Polenta couve refogada Salada rúcula 150g 100g 30g 100g 70g 30g Lanche da tarde 15:00 horas Mingau de milho Mingau de milho 150g Jantar Sopa de feijão com carne de boi (batida) Feijão Torrada Óleo de soja 100g 30g 05g Ceia Suco de Beterraba e cenoura Suco de Beterraba e cenoura 150 ml 3º Dia Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Café Leite desnatado Pão integral Ovo mexido Mamão Café Leite desnatado Ovos Pão Integral Mamão 100ml 50ml 50 g 50g 130 g Lanche da manhã 09:00 Iogurte com aveia Iogurte Aveia 150 ml 20g Almoço 12:00 Arroz Caldo de feijão Purê de batata doce macarrão de abobrinha Inhame cozido Frango assado Arroz Caldo de feijão Purê de abóbora Frango 150 g 120g 80g 30g 100g Lanche da tarde 15:00 horas Flan de chocolate Flan de chocolate 200 g Jantar 18:00 horas Sopa de frango, batata e chuchu com hortelã Torrada Arroz Frango Batata Chuchu Torrada 200 g 100g 30 g 30 g Ceia 20:00 Chá de camomila Bolacha de água e sal Chá de camomila Bolacha de água e sal 150 ml 40g Refeição Preparação Composição Quantidade Desjejum 07:00 Pão de forma Manteiga Suco de acerola Pão de forma Manteiga Suco de acerola 50g 5 g 150 ml Lanche da manhã 09:00 Goiaba Goiaba 100g Almoço 12:00 Arroz Feijão Batata Saúte Carne moída Salada de alface Beterraba Arroz Feijão Batata Saúte Carne moída Salada de alface Tomate 150 g 120g 100g 30g 20g Lanche da tarde 15:00 horas Gelatina de abacaxi Gelatina de abacaxi 150 g Jantar 18:00 Macarrão de abobrinha com molho de carne moída Macarrão de abobrinha com molho de carne moída 200 g Ceia 21:00 Suco de maracujá Bolacha de água e sal Suco de maracujá Bolacha de água e sal 150 ml 30g DIETA BRANDA CARACTERÍSTICAS Normoglicídica, normoproteica e normolipídica (OLIVEIRA; MACEDO, 2020), dieta com fibras abrandadas pela cocção ou por ação mecânica, moderada em resíduos e sem alimentos flatulentos e estimulantes da secreção ácida (SIMON, et al., 2010). OBJETIVOS Oferecer alimentos de mais fácil mastigação, macios ou abrandados pela cocção, pouco condimentados, subdivididos, porém não necessariamente moídos ou triturados (OLIVEIRA; MACEDO, 2020). INDICAÇÕES Etapa de progressão da alimentação oral; doenças do trato digestório (SIMON, et al., 2010). ALIMENTOS RECOMENDADOS Caldo de leguminosas (feijão e lentilhas), frutas (banana, maçã sem casca pera sem casca, melão, mamão, caqui, mel), suco natural coado e diluído, suco concentrado, cebola e alho como condimentos, salada cozida, geleia, pão de centeio ou integral (conforme tolerância) (SIMON, et al., 2010). NÃO RECOMENDADOS Salada crua, frituras e alimentos gordurosos, embutidos e conservas, oleaginosas, pimenta, condimentos picantes, pimentão, molhos gordurosos e condimentados, alimentos flatulentos (couve-flor, repolho, couve, nabo, rabanete, batata doce, brócolis, quiabo, milho verde, couve-chinesa), beringela, frutas (abacaxi, bergamota, kiwi, laranja, uva, ameixa), chá preto, café preto, chocolate, chimarrão, bebidas gaseificadas, doces concentrados, bolo de recheio, pães com sementes (SIMON, et al., 2010). CARDÁPIO PROPOSTO PARA TRÊS DIAS DE DIETA BRANDA 1º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Pão integral com requeijão Melancia Café Leite integral Pão integral Requeijão Melancia 50ml 180ml 25g 10g 100g Lanche da manhã 09:00 Suco de manga Biscoito salgado Manga Açúcar Biscoito salgado 100g 5g 30g Almoço 12:00 Salada de beterraba e vagem refogados no azeite Batata sauté Filé de frango ensopado Arroz branco Feijão carioca Suco de melancia Cenoura Vagem Azeite Batata inglesa Filé de frango Óleo de soja Arroz Feijão Melancia 30g 30g 5g 30g 120g 5ml 120g 100g 120g Lanche da tarde 15:00 Salada de frutas simples Banana Maçã Laranja Mamão 50g 50g 50g 50g Jantar 18:00 Sopa de carne bovina com batata inglesa, abóbora, chuchu e macarrão Carne bovina Batata Abóbora Chuchu Macarrão 40g 30g 30g 30g 40g Ceia 21:00 Mingau de aveia Leite integral em pó Farinha de aveia 26g 15g 2º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Pão integral com geleia sem açúcar Banana Café Leite integral Pão integral Geleia Banana 50ml 180ml 25g 8g 80g Lanche da manhã 09:00 Suco de acerola Biscoito salgado Acerola Açúcar Biscoito salgado 100g 5g 30g Almoço 12:00 Salada de beterraba e tomate Carne cozida desfiada Arroz branco Feijão carioca Suco de maracujá Melão Beterraba Tomate Carne bovina desfiada Óleo de soja Arroz Feijão Melão 30g 30g 120g 5ml 120g 100g 100g Lanche da tarde 15:00 Sanduiche natural com frango desfiado Suco de laranja Pão integral Frango desfiado Alface Laranja 50g 50g 10g 100g Jantar 18:00 Talharim ao sugo Frango assado Abobrinha refogada Feijão Suco de abacaxi Macarrão Tomate Coxa e sobrecoxa de frango Abóbora verde Feijão Abacaxi 40g 15g 120g 30g 30g 80g Ceia 21:00 Água de coco Água de coco 200ml 3º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Panqueca de banana com aveia Café Leite integral Ovo Farinha de aveia Banana 50ml 180ml 35g 15g 80g Lanche da manhã 09:00 Vitamina de cacau Leite integral Açúcar Polpa de cacau 100g 10g 80g Almoço 12:00 Acelga ao vapor Filé de peixe grelhado Arroz branco Feijão carioca Beringela Suco de manga Gelatina de tutti-fruti Acelga Filé de peixe Beringela Óleo de soja Arroz Feijão Manga Gelatina 30g 120g 30g 5ml 120g 100g 100g 60g Lanche da tarde 15:00 Torta salgada de carne Suco de acerola Trigo Carne bovina Acerola 40g 30g 100g Jantar 18:00 Arroz branco Feijão carioca Carne moída Ervilha Salada de alface Suco de caju Arroz Feijão Carne bovina Ervilha Alface Caju 120g 100g 120g 30g 30g 100g Ceia 21:00 Chá de erva cidreira Biscoito doce Erva cidreira Açúcar Biscoito doce 200ml 10g 30g DIETA LÍQUIDA COMPLETA CARACTERÍSTICAS Dieta composta por líquidos normais, incluindo lactose e sacarose, fracionada, fibras vegetais modificadas pelo cozimento e fracionamentos, é nutricionalmente incompleta (SIMON, et al., 2010), normoglicídica, normoproteica e normolipídica (OLIVEIRA; MACEDO, 2020). OBJETIVOS Excluir a função mastigatória, facilitar a deglutição, digestão e absorção dos alimentos (OLIVEIRA;MACEDO, 2020). INDICAÇÕES Etapa de progressão da alimentação oral; Pacientes que não podem receber alimentos sólidos por dificuldade de mastigação ou deglutição; Pós-operatório (SIMON, et al., 2010). Preparo de determinados exames (OLIVEIRA; MACEDO, 2020). ALIMENTOS RECOMENDADOS Leite, bebidas lácteas, iogurte líquido, chá, água, consomê ou sopa liquidificada, caldo de leguminosas, suco, gelatina, batida de fruta, café, sorvetes (SIMON, et al., 2010). NÃO RECOMENDADOS Alimentos em consistência pastosa ou sólida, bebidas gasosas (SIMON, et al., 2010). CARDÁPIO PROPOSTO PARA TRÊS DIAS DE DIETA LÍQUIDA COMPLETA 1º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Mingau de milho ralo Café Leite integral em pó Farinha de milho Açúcar 250ml 52g 15g 10g Lanche da manhã 09:00 Suco fortificado Suco de laranja Mamão Cenoura Banana Creme de leite Açúcar 200ml 20g 20g 30g 15g 10g Almoço 12:00 Sopa rala coada de carne bovina com feijão e legumes Gelatina Carne bovina Batata Feijão c/ caldo Cenoura Inhame Óleo de soja Gelatina 40g 30g 30g 30g 30g 5g 40g Lanche da tarde 15:00 Vitamina rala de goiaba com aveia Goiaba Aveia Leite integral em pó Açúcar 80g 15g 26g 10g Jantar 18:00 Sopa rala coada de frango com legumes Suco de maracujá Frango Mandioca Cenoura Óleo de soja Maracujá Açúcar 80g 40g 30g 5g 60g 10g Ceia 21:00 Mingau ralo de arroz Leite integral em pó Farinha de arroz Açúcar 26g 15g 10g 2º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Suco de laranja com pera Café Leite integral em pó Laranja Pera 50ml 52g 100g 80g Lanche da manhã 09:00 Água de coco Água de coco 200ml Almoço 12:00 Caldo de frango com hortaliças coado Frango Hortaliças Óleo de soja Flan 90g 40g 5g 40g 30g 5g 40g Lanche da tarde 15:00 Iogurte de morango Iogurte Morango 200ml 30g Jantar 18:00 Consomê de carne coado Suco de acerola Carne bovina Cenoura Óleo de soja Acerola Açúcar 80g 30g 5g 60g 10g Ceia 21:00 Mingau ralo de arroz Leite integral em pó Farinha de arroz Açúcar 26g 15g 10g 3º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Mingau ralo de aveia Café Leite integral em pó Farinha de aveia Açúcar 50ml 100g 15g 10g Lanche da manhã 09:00 Vitamina rala de banana Leite integral Banana Açúcar 200ml 50g 10g Almoço 12:00 Caldo de feijão, lentilha e frango coado Suco de laranja Feijão Lentilha Frango Óleo de soja Laranja Açúcar 90g 40g 50g 5g 100g 30g Lanche da tarde 15:00 Sorvete caseiro de banana Leite integral Banana 100ml 100g Jantar 18:00 Caldo de legumes com carne coado Carne bovina Batata Chuchu Beterraba Cenoura Óleo de soja 80g 30g 30g 30g 30g 5g Ceia 21:00 Shake de morango Suco de soja Aveia Morango 150g 10g 15g DIETA PASTOSA CARACTERÍSTICAS Dieta composta por alimentos com textura modificada, que possam ser mastigados e deglutidos com pouco ou nenhum esforço (SIMON, et al., 2010). OBJETIVOS Minimizar o esforço da mastigação, deglutição e digestão dos alimentos (OLIVEIRA; MACEDO, 2020). INDICAÇÕES Pacientes com dificuldade de mastigação e/ ou deglutição devido à inflamação, danos neurológicos, distúrbios neuromotores, alterações anatômicas da boca ou esôfago e uso de próteses dentárias; evolução pós-cirúrgica e para proporcionar certo repouso gastrointestinal (SIMON, et al., 2010). ALIMENTOS RECOMENDADOS Chás, sucos e refrescos de frutas coados, água de coco, vitaminas, mingaus, iogurtes, arroz doce, canjica; frutas macias, abrandadas, em papa ou em cremes, sorvetes, gelatinas, pudins liquidificados e geleias de frutas e de mocotó, leite, curau; sopas, canjas, cremes, arroz papa, feijão triturado, carnes desfiadas ou moída, purês de vegetais, suflês, ovos (quente, pochê, cozido, mexidos, omelete), pães macios (brioche, pão careca), bolos, biscoitos doce, sagu, doces em pasta, flans (OLIVEIRA; MACEDO, 2020). NÃO RECOMENDADOS Alimentos “duros”, carnes inteiras, alimentos em formas de grãos (SIMON, et al., 2010). CARDÁPIO PROPOSTO PARA TRÊS DIAS DE DIETA PASTOSA 1º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Pão integral com requeijão Melancia Café Leite integral Pão integral Requeijão Melancia 50ml 180ml 25g 10g 100g Lanche da manhã 09:00 Mingau de milho Leite integral Amido de milho Açúcar 100g 30g 5g Almoço 12:00 Purê de batata Frango desfiado e ensopado Arroz branco papa Feijão batido Acelga ao vapor Suco de melancia Batata inglesa Filé de frango Óleo de soja Arroz Feijão Acelga Melancia 50g 120g 5ml 120g 80g 40g 120g Lanche da tarde 15:00 Arroz doce c/ canela Mamão Arroz Açúcar Mamão 100g 10g 80g Jantar 18:00 Canjiquinha com carne moída Canjiquinha Tomate Carne moída 100g 20g 80g Ceia 21:00 Mingau de aveia Leite integral em pó Farinha de aveia 26g 15g 2º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Pão integral com geleia sem açúcar Banana Café Leite integral Pão integral Geleia Banana 50ml 180ml 25g 8g 80g Lanche da manhã 09:00 Iogurte de morango Iogurte Morango 200ml 30g Almoço 12:00 Carne cozida desfiada Arroz branco papa Caldo de feijão Couve refogada Suco de maracujá Melão Carne bovina desfiada Óleo de soja Arroz Feijão Couve Maracujá Melão 120g 5ml 120g 80g 30g 100g 100g Lanche da tarde 15:00 Smoothie de amora Leite integral Iogurte natural Aveia Açúcar Amora 100g 50g 10g 10g 30g Jantar 18:00 Caldo de lentilha com frango desfiado Suco de abacaxi Lentilha Frango Abacaxi 100g 100g 80g Ceia 21:00 Água de coco Água de coco 200ml 3º DIA REFEIÇÃO PREPARAÇÃO COMPOSIÇÃO QUANTIDADE Desjejum 07:00 Café com leite Panqueca de banana com aveia Café Leite integral Ovo Farinha de aveia Banana 50ml 180ml 35g 15g 80g Lanche da manhã 09:00 Vitamina de cacau Leite integral Açúcar Polpa de cacau 100g 10g 80g Almoço 12:00 Cenoura ao vapor Filé de peixe grelhado Arroz branco papa Feijão batido Beringela Suco de manga Gelatina de tutti-fruti Cenoura Filé de peixe Beringela Óleo de soja Arroz Feijão Manga Gelatina 30g 120g 30g 5ml 120g 100g 100g 60g Lanche da tarde 15:00 Curau de milho verde Milho verde 100g Jantar 18:00 Arroz branco papa Caldo de feijão Purê de abóbora Carne moída Ervilha Suco de caju Arroz Feijão Abóbora Carne bovina Ervilha Caju 120g 80g 90g 100g 30g 100g Ceia 21:00 Chá de erva cidreira Biscoito doce Erva cidreira Açúcar Biscoito doce 200ml 10g 30g DIETA LÍQUIDA PASTOSA Objetivos e Indicações Destinada a pacientes com problemas de deglutição e intolerância a alimentos sólidos, em pré-preparo de exames e pré e pós-operatórios. É usada também como transição para a dieta líquida completa e pastosa. Deve fornecer calorias de acordo com as necessidades do paciente. Características da Dieta Líquida Pastosa - Consistência: semilíquida; - Distribuição: oferecer 06 refeições diárias (desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia); - Características: normoglicídica, normolipídica e normoproteica; - Consistência: líquida, sendo que alimentos e preparações desta dieta são os mesmos da dieta pastosa, devendo ser liquidificados para que apresentem consistência líquida; - Deve ser preparada utilizando uma quantidade mínima de óleo, cebola, tomate e cheiro verde; - Deve ser prevista a inclusão de suplementos/módulos nutricionais, disponibilizados pelo Contratante em quantidades suficientes para cobrir as necessidades nutricionais dos pacientes e atingir o mínimo calórico estabelecido e recomendado para este tipo de dieta. Obs.: Esses alimentos serão oferecidos somente com autorização do nutricionista responsável e em consistência líquida. ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS NÃO RECOMENDADOS Leite, café, chá Carnes e equivalentes (pedaços) Mingau, iogurte Peixes com espinhas Sucos, vitaminas Chá preto Açúcar, mel Vegetais crus Creme c/ consistência líquida Alimentos não homogeneizadosPurê de frutas sem pedaços grandes Leguminosas Sopa de legumes liquidificados Grãos Cereais com carne liquidificados Alimentos crus e inteiros Canja (bem cozida e liquidificada) Arroz bem cozido (tipo “papa” liquidificado) Carnes bem cozidas e liquidificadas Peixe desfiado e liquidificado Óleo vegetal, manteiga, margarina Creme de leite Leguminosas (feijão liq. ou caldo de feijão) CARDÁPIO 1 (DIETA LÍQUIDA PASTOSA 1800kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA FORNECER UMA ALIMENTAÇÃO DE FÁCIL INGESTÃO, MASTIGAÇÃO, DEGLUTIÇÃO E TRABALHO DIGESTIVO. Café c/ leite -café -leite -açúcar 200ml 100ml 100ml 10g 1 copo americano 1 xícara 1 xícara 2 col. chá Mingau fortificado -leite -farináceo -açúcar 200ml 200ml 15g 10g 1 pote 1 copo médio 1 ½ col. sopa 2 col. chá LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER LIQUIDIFICADO E COADO Suco de fruta adoçado com mel -acerola -mel 200ml 50g 18g 1 copo americano 6 unidades 1 col. sopa ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA APÓS O PREPARO, LIQUIDIFICAR TODOS OS ALIMENTOS PARA FACILITAR A INGESTÃO DO PACIENTE Sopa de legumes com carne bem cozida -carne moída ensopada -abóbora refogada tipo purê -óleo de soja -arroz branco tipo “papa” 160ml 2 conchas 2 colheres de sopa 3 ½ colher sopa 1 ½ col. sobrem. 4 colheres de sopa Pudim de baunilha 1 taça LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA Café c/ leite -café infusão -leite de vaca pasteurizado integral -açúcar 50ml 50ml 10g 1 copo médio ½ xícara ½ xícara 2 col. chá (cheias) Mingau de Aveia (ingredientes): - leite integral - açucar - aveia flocos finos 120ml 120ml 10g 7g 1 pote 1 copo médio 2 col. chá (cheia) 1 ½ col. sopa SEMPRE FORNECER ALIMENTOS DE FÁCIL INGESTÃO JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS LIQUIDIFICADOS APÓS O PREPARO Sopa de legumes com frango -frango ensopado/desfiado -arroz branco tipo “papa” -óleo de soja 180ml 90g 100g 18g 2 conchas 1 porção 4 col. sopa 1 ½ col. sobrem. Purê de batata inglesa com leite e margarina 150g 3 col. sopa CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA Chá - infusão 100ml 1 xícara Açúcar refinado 10g 2 col. de chá (cheias) Vitamina de mamão (ingredientes): - leite integral - mamão - mel 150ml 120ml 60g 21g 1 copo médio 1 copo médio 1 fatia pequena ½ colher de sopa CARDÁPIO 2 (DIETA LÍQUIDA PASTOSA – 1000kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O OBJETIVO DESTA DIETA É FORNECER UMA ALIMENTAÇÃO DE FÁCIL INGESTÃO Café preto 100ml 1 xícara Leite 100ml 1 xícara Açúcar 10g 2 c. chá Mingau ralo de milho 200ml 2 xícaras LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER BEM LIQUIDIFICADO Suco fortificado -suco de laranja -mamão -cenoura -banana -creme de leite -açúcar 200ml 100ml 20g 20g 30g 15g 10g 1 copo americano 1 copo pequeno ½ fatia pequena 6 fatias ½ porção 1 col. sopa 2 col. chá ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS OS ALIMENTOS LIQUIDIFICADOS APÓS O PREPARO Sopa rala coada de carne bovina com feijão e legumes -carne bovina -batata -abóbora -feijão c/ caldo -ovo -óleo de soja 180ml 40g 30g 30g 50g 50g 5g 2 conchas ½ porção ¼ porção ¼ porção 1 concha 1 unidade 1 col. sopa Gelatina 60g 1 pote peq. LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA TODAS AS REFEIÇÕES DEVEM FORNECER UM APORTE NUTRICIONAL AOS PACIENTES Vitamina rala de goiaba com aveia -goiaba -aveia -leite integral em pó -açúcar 200ml 80g 15g 26g 10g 1 copo americano ½ unidade 1 col. sopa (cheia) 3 col. sopa 2 col. chá JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS LIQUIDIFICADOS APÓS O PREPARO Sopa rala coada de frango com legumes -frango -macaxeira -cenoura -óleo de soja 180ml 40g 30g 30g 5g 2 conchas ½ porção ¼ porção 8 fatias 1 col. sopa Suco de maracujá c/ açúcar 60g 10g 1 copo CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA TODAS AS REFEIÇÕES DEVEM SER DE FÁCIL INGESTÃO Mingau ralo de arroz -leite integral em pó -farinha de arroz -açúcar 120ml 26g 15g 10g 1 pote 3 col. sopa 2 col. sopa 2 col. chá CARDÁPIO 3 (DIETA LÍQUIDA PASTOSA – 800kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O OBJETIVO DESTA DIETA É FORNECER UMA ALIMENTAÇÃO DE FÁCIL INGESTÃO Mingau de mucilon com creme de leite 200ml 15g 1 pote 1 col. sopa LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER BEM LIQUIDIFICADO Suco de goiaba coado -goiaba -açúcar 200ml 80g 10g 1 copo americano ½ porção 2 col. chá ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS OS ALIMENTOS LIQUIDIFICADOS APÓS O PREPARO Caldo de vegetais peneirados -cenoura -batata inglesa -tomate 200ml 20g 30g 25g 1 pote 6 fatias ½ porção ¼ porção Gelatina 60g 1 pote peq. LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA TODAS AS REFEIÇÕES DEVEM FORNECER UM APORTE NUTRICIONAL AOS PACIENTES Suco de laranja coado 200ml 1 copo americano JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS LIQUIDIFICADOS E COADOS APÓS O PREPARO Caldo de carne vermelha e vegetais -cenoura -tomate 180ml 20g 25g 2 conchas 6 fatias ¼ porção Suco de maracujá c/ açúcar 60g 10g 1 copo peq. CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA TODAS AS REFEIÇÕES DEVEM SER DE FÁCIL INGESTÃO Achocolatado -leite integral -chocolate 100ml 100ml DIETA LÍQUIDA RESTRITA Objetivos e Indicações O objetivo da dieta líquida restrita é saciar a sede, evitar a desidratação, evitar acidose, manter função renal, repousar o TGI e amenizar a sintomatologia. É indicada no pré-preparo de determinados exames e, também pré e pós-cirúrgicos. Características da Dieta Líquida Restrita - Essa dieta é insuficiente em energia e em todos os nutrientes. - É considerada sem resíduos. - É fracionada em pequenos volumes (de 50 a 200 ml por horário), sendo constituída de líquidos claros. - Recomenda-se oferecer os líquidos nos horários das seis refeições principais ou fracionada em 8 horários, conforme a necessidade de cada paciente. - Teor calórico médio: entre 200 e 250 calorias. - É composta de líquidos claros e coados, sem fibras, geralmente utilizada por 2 a 3 dias em virtude de seu reduzido valor nutritivo e inadequação nutricional. -Hipoglicídica, hipoproteica e hipolipídica. Obs.: Esses alimentos serão oferecidos somente com autorização do nutricionista responsável e em consistência líquida. ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS NÃO RECOMENDADOS Água Cereais integrais (exceção do caldo) Infusos adocicados com açúcar e dextrosol Leguminosas Bebidas carbonatadas Condimentos (com exceção do sal) Suco de fruta diluído e coado Sucos de fruta que contém polpa Geleia de mocotó Hortaliças (com exceção do caldo) Sorvetes à base de frutas coadas (sem leite) Carne de todos os tipos (respectivos caldos) Gelatina dietética Leite e derivados Caldo coado (preparado a partir do cozimento de carne bovina ou frango (totalmente sem gordura) Vegetais tubérculos: batata inglesa, batata salsa, aipim. Legumes: chuchu, beterraba, cenoura, abóbora. Temperos: ramos de salsa, cebolinha, fatias de cebola de cabeça, sal. OBSERVAÇÃO O caldo tem apenas o sabor, aroma e cor dos ingredientes, sendo totalmente líquido, sem apresentar qualquer granulação ou resíduo. Embora a dieta líquida restrita seja utilizada em curtos períodos de tempo (algumas horas ou poucos dias), sugere-se a variedade nos sabores dos chás, sucos, gelatinas e caldos para torná-la mais atrativa. CARDÁPIO 1 (DIETA LÍQUIDA RESTRITA – 800kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá capim limão coado 200ml 1 copo americano Açúcar 10g 2 colheres de chá LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA A ÁGUA DE COCO DEVE SER COADA PARA RETIRAR RESÍDUOS Água de coco coada 200ml 1 copo americano ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS LIQUIDIFICADOS E COADOS APÓS O PREPARO Caldo de legumes coado (Tomate,Batata, Cenoura, Óleo de soja) 170g 2 conchas LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER LIQUIDIFICADO E COADO APÓS O PREPARO Suco de laranja lima diluído e coado 150ml 1 copo médio Açúcar 10g 2 colheres de chá LANCHE EXTRA QUANT. MEDIDA CASEIRA A ÁGUA DE COCO DEVE SER COADA PARA RETIRAR RESÍDUOS Água de coco 200ml 1 copo americano JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA TODOS LIQUIDIFICADOS E COADOS APÓS O PREPARO Caldo de arroz coado (arroz e óleo) 120g 1 ½ concha CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO E O CHÁ DEVEM SER COADOS APÓS O PREPARO OS LANCHES EXTRAS SÃO INDICADOS DEVIDO AO BAIXO APORTE CALÓRICO OFERECIDO Suco de maçã com limão coado 100ml 1 copo pequeno Açúcar 10g 2 colheres de chá LANCHE EXTRA QUANT. MEDIDA CASEIRA Chá de erva cidreira coado 100ml 1 xícara Açúcar 10g 2 colheres de chá CARDÁPIO 2 (DIETA LÍQUIDA RESTRITA – 700kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá de erva doce (infusão a 5%) 150ml 1 copo médio Maltodextrina 15g 1 ½ medida padrão LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER COADO PARA RETIRAR RESÍDUOS / SEMENTES Suco de laranja coado e diluído em 50ml de água 150ml 1 copo médio Maltodextrina 15g 1 ½ medida padrão ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA INGERIR AOS POUCOS, POIS AS DUAS PREPARAÇÕES SOMAM 300ML Água do cozimento de legumes com frango e ervas 150ml 1 ½ concha Gelatina dietética 150ml ½ pote do tipo grande usado p/ mingau LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá de camomila (infusão a 5%) 150ml 1 copo médio Maltodextrina 15g 1 ½ medida padrão JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA INGERIR AOS POUCOS, POIS AS DUAS PREPARAÇÕES SOMAM 300ML Água do cozimento de legumes com frango e ervas 150ml 1 ½ concha Gelatina dietética 150ml ½ pote tipo grande usado para mingau CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá de erva doce (infusão a 5%) 100ml 1 xícara Maltodextrina 1 ½ medida padrão CARDÁPIO 3 (DIETA LÍQUIDA RESTRITA – 600kcal) CAFÉ DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA A ÁGUA DE COCO DEVE SER COADA PARA RETIRAR RESÍDUOS Água de coco 150ml 1 copo médio LANCHE DA MANHÃ QUANT. MEDIDA CASEIRA O SUCO DEVE SER COADO PARA RETIRAR RESÍDUOS / SEMENTES Suco de maracujá coado e diluído em água de coco 150ml 1 copo médio Maltodextrina 15g 1 ½ medida padrão LANCHE EXTRA QUANT. MEDIDA CASEIRA Chá infusão com -açúcar -água de coco 100ml 10g 50ml 1 xícara 2 col. chá ½ copo peq. OS LANCHES EXTRAS SÃO INDICADOS DEVIDO AO BAIXO APORTE CALÓRICO DA DIETA ALMOÇO QUANT. MEDIDA CASEIRA LIQUIDIFICAR E COAR O SUCO Suco de goiaba coado + água de coco 200ml 1 copo americano LANCHE DA TARDE QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá infusão com -açúcar -água de coco 100ml 10g 50ml 1 xícara 2 col. chá ½ copo peq. JANTAR QUANT. MEDIDA CASEIRA LIQUIDIFICAR E COAR O SUCO Suco de maracujá coado e diluído em água de coco e adoçado com maltodextrina 200ml 80ml 15g 1 copo americano ½ copo médio 1 ½ medida porção CEIA QUANT. MEDIDA CASEIRA O CHÁ DEVE SER COADO APÓS O PREPARO Chá infusão com -açúcar -água de coco 100ml 10g 50ml 1 xícara 2 col. chá ½ copo peq. OBS: O caldo deve estar na tonalidade alaranjada claro, preparado a partir do cozimento de carne de boi em pedaços (totalmente sem aparas de gordura). ATENÇÃO: não pode ter resíduos amassados. Servir somente 150ml da água do cozimento. A sobremesa será sempre 1 potinho (150g) de gelatina dietética cor vermelha ou roxa. ATIVIDADE 7 A terapia nutricional enteral (TNE) é uma possibilidade terapêutica para indivíduos que não conseguem atingir 60% das suas necessidades nutricionais por cinco dias ou mais, porém apresentam o trato gastrintestinal parcialmente ou totalmente íntegro. A oferta adequada de nutrientes, realizada por sonda nasogástrica, nasoenteral ou ostomias, é essencial para manter ou recuperar o estado nutricional, a integridade do sistema imunológico e auxiliar na redução das complicações metabólicas. Além disso, quando o indivíduo não atinge 70% da sua meta nutricional apenas com a dieta via oral, é possível, recomendar o uso complementar de suplementos orais. A administração de medicação por sondas de alimentação é uma prática comum na rotina hospitalar. Entretanto, medicamentos quando triturados podem ter sua biodisponibilidade comprometida, causando redução da concentração sérica do fármaco, obstrução da sonda enteral, interação fármaco-fármaco quando ocorre a administração simultânea de dois ou mais medicamentos e interação fármaco-nutrientes quando administrados concomitantemente com nutrição oral e ou enteral. No contexto das interações fármaco-nutrientes, a administração simultânea do fármaco com um nutriente específico ou algum componente presente no alimento, pode resultar na ineficácia dos medicamentos ingeridos, assim como na alteração da biodisponibilidade dos nutrientes, comprometendo o estado nutricional e a condição geral do paciente. Dependendo das consequências e gravidade destas alterações, pode ocorrer aceleração ou retardo na absorção do fármaco, alteração da metabolização e excreção e redução ou perda do efeito farmacológico esperado, os quais comprometem o prognóstico do paciente e elevam o tempo de internação e os custos em saúde. Os pacientes que se encontram em unidades de terapia intensiva (UTI), em uso de alimentação enteral contínua, com alguma desordem fisiológica já existente pela idade avançada ou fatores como deficiências nutricionais, múltiplas comorbidades, obesidade e desnutrição grave, são mais suscetíveis a essas interações. Como seria de esperar, a polifarmácia, ou seja, o uso de múltiplas drogas administradas em diferentes estados da doença associadas ao suporte nutricional enteral, aumenta ainda mais o risco de interações nesses pacientes. Dados de hospitais e de instituições de longa permanência mostram prevalência de interações fármaco-nutriente entre 35 e 70%, com gravidade moderada ou severa e associada ao número de medicamentos administrados e ao tempo de permanência hospitalar. A fim de prevenir interações e minimizar o impacto de efeitos adversos para o paciente e interferir no seu estado nutricional, a base de interações fármaco-nutriente e seus gatilhos devem ser cuidadosamente avaliados e monitorados. Considerando o exposto, o objetivo desse estudo foi determinar a prevalência das possíveis interações fármaco-nutrientes em pacientes hospitalizados submetidos à TNE e analisar a significância clínica. Resumidamente, observou-se 28,58% de potencial prevalência de interações fármaco- nutrientes, sendo 6,25% de potencial de interação fármaco-nutriente com alimentos em geral e apenas 2,7% de potencial de interação com a TNE, em média, com gravidade moderada. Contudo, dentre os 32 medicamentos que apresentaram potencial interação fármaco- nutrientes, apenas 8 (25%) geravam alerta sobre esse potencial pelo sistema eletrônico Tasy, dessa forma, 24 (75%) interações não foram sinalizadas pelo sistema, evidenciado nos medicamentos domperidona, ranitidina, clopidrogel, e liquis, plavix, amiodarona, atorvastatina, captopril, digoxina, diltiazem, furosemida, losartana, ivabradina, propranolol, verapamil, sinvastatina, alprazolan, lorazepam, mirtazapina, paracetamol, quetiapina, clonazepam, sertralina e zolpidem. Este estudo demonstrou que os pacientes em TNE internados utilizavam, em média, 5 medicamentos. O número elevado de fármacos utilizados pelos pacientes deste estudo se relaciona à presença de comorbidades já existentes nos pacientes como hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e hipotireoidismo. Contudo, ressalta-se que os pacientes idosos ou desnutridos são maissuscetíveis a apresentarem possíveis interações fármaco-nutrientes, visto que apresentam comprometimento dos processos de metabolismo e excreção de fármacos associados à redução da capacidade de absorção de nutrientes, enquanto que os pacientes desnutridos apresentam interferência sobre os processos de distribuição dos fármacos no organismo. Este estudo também evidenciou que aproximadamente um terço dos medicamentos utilizados pelos pacientes apresentavam potencial de interação fármaco-nutriente. Especialmente com relação às interações com alimentos em geral, observou-se pequeno percentual de possíveis interações com os fármacos captopril, digoxina, diltiazem, furosemida, propranolol, paracetamol e zolpidem. necessitam de cuidado no horário de ambas as administrações a fim de maximizar a TNE, o estado nutricional e o tratamento medicamentoso do paciente. Entretanto, considerando que os pacientes do estudo estavam exclusivamente em TNE, foi possível identificar uma pequena prevalência de potenciais interações fármaco-nutrientes associadas àTNE, com os seguintes medicamentos envolvidos: varfarina, levotiroxina e fenitoína. A interação entre varfarina e nutrientes é preocupante, visto que apresenta redução da biodisponibilidade do fármaco quando administrada em conjunto com a TNE tanto em estudos clínicos como in vitro. A varfarina é um anticoagulante indicado na prevenção e no tratamento do tromboembolismo venoso, no tratamento da embolia sistêmica e acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com próteses valvulares e fibrilação atrial, prevenção primária do infarto do miocárdio e no seguimento de pacientes que apresentaram infarto do miocárdio para prevenção de AVC, infarto insidioso e morte. O mecanismo provável dessa interação entre fármaco enutrientes é desconhecido, mas autores descreveram o desenvolvimento de resistência da varfarina em pacientes que receberam TNE concomitantemente ao fármaco, mesmo com dieta pobre em vitamina K. Nestes casos, o tempo de protrombina aumentou para níveis terapêuticos desejados após a interrupção da nutrição. Em relação à levotiroxina, as formulações enterais à base de soja e com presença de fibras podem aumentar a excreção fecal do fármaco. Dessa forma, medidas preventivas para evitar essa ocorrência envolveevitar formulações à base de soja, monitorar a função tireoidiana do paciente, eventualmente aumentar a dose do fármaco e/ou suspender por pelo menos duas horas a TNE para realizar a administração do fármaco. Alguns estudos demonstram que a recomendação de pausa da dieta ainda não está difundida de tal forma que faça parte da rotina de cuidado ao paciente. A fenitoína, quando administrada concomitantemente à TNE, tem sua biodisponibilidade reduzida em 50-75%. Além disso, é um fármaco de índice terapêutico estreito e um potente indutor enzimático que acarreta potenciais interações medicamentosas, dessa forma, recomenda-se a determinação dos níveis plasmáticos do fármaco para monitorar possíveis interações e realizar o manejo de ajuste de dose quando necessário ou a implantação de protocolo de suspensão da TNE durante a administração e absorção do fármaco. Por outro lado, apesar do resultado pouco expressivo, o potencial de interação de Levodopa com a TNE é crítico e necessita de atenção pelos profissionais de saúde. A alimentação hiperproteica pode reduzir a absorção do medicamento levodopa culminando em perda de eficácia do fármaco, gerando flutuações de sintomas de Parkinson. Isso ocorre, pois, os aminoácidos da dieta podem competir com a levodopa para sua absorção no intestino. Dessa forma, é necessário separar as fontes de proteína da administração do medicamento, infundindo a dieta em contra turno à administração do fármaco, limitar a quantidade total de proteína na dieta ou ainda, aumentar a dose do medicamento. Nesse sentido, diversos prontuários eletrônicos e aplicativos têm sido criados para auxiliar na divulgação da informação e monitoramento dessas interações. Algumas estratégias para redução do risco de interação fármaco-nutrientes devem ser implementadas na prática clínica pela equipe multiprofissional, como exemplo,a pausa da dieta no momento da administração do fármaco, embora um dos efeitos indesejáveis da interrupção da alimentação seja o subfornecimento de calorias e nutrientes. Portanto, a alimentação enteral, como a taxa de infusão por hora, deve ser ajustada, por conseguinte, para evitar déficit calórico crônico, que está associado a piores desfechos clínicos em pacientes hospitalizados. Algumas opções podem auxiliar no gerenciamento das interações, sendo a inclusão de alteração da fórmula de alimentação existente para um produto mais calórico-denso, suplementando certos nutrientes, se aplicável, e/ou a substituição para outra forma farmacêutica de um amplo período de coleta de dados, este estudo apresenta limitações, devido à precariedade de informações registradas nos prontuários, contudo, os dados podem ser representativos quanto as possíveis interações fármaco-nutriente dos medicamentos prescritos aos pacientes internados no serviço referido. Os pacientes em TNE deste estudo apresentam pequeno risco de interações fármaco-nutrientes. Em suma, pode-se observar que as interações estão presentes na assistência prestada tanto em enfermarias como na UTI. Sugere-se que a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral, com destaque especial à presença do farmacêutico clínico, elabore um protocolo para a administração de medicamentos em pacientes em uso de TNE, pois este se constitui um importante instrumento para prevenir tais interações e auxilia na garantia de um tratamento eficaz ou ainda, que esteja envolvido na atualização ou desenvolvimento de programas para identificar e orientar como minimizar essas interações. A monitorização clínica e laboratorial do paciente, deve objetivar o alcance terapêutico dos medicamentos administrados via sonda nasoenteral para que o suporte nutricional e o conhecimento dos fatores que impedem a efetiva administração da TNE possibilitem a adoção de medidas, visando o aporte calórico-proteico adequado aos pacientes graves bem como, o tratamento medicamentoso adequado. ATIVIDADE 8 ATIVIDADE 9 Descreva os Módulos de Proteína, Lipídio e Carboidrato e suas indicações. Módulo de Proteína elaborado com Caseinato de Cálcio. Não contém Lipídios e Carboidratos. Isento de Sacarose, Lactose e Glúten. Indicação: Desnutrição, pré e pós operatório, caquexia no câncer, estresse metabólico. módulo de carboidratos com 100% maltodextrina, complementando a alimentação de carboidratos e podendo ser preparado de diversas formas. É ideal para pessoas que tem a necessidade de calorias no dia a dia. INDICAÇÕES: Necessidade elevada de calorias. módulo de Lipídios: rico em gorduras boas, especialmente gorduras saturadas do tipo triglicerídeos de cadeia media (TCM), que por sua vez são rapidamente metabolizados pelo nosso organismo para conferir energia. Além disso, o óleo de coco é uma excelente fonte de ácido láurico, além de conter ácido linoleico (ômega 6) e ácido oleico (ômega 9), gorduras consideradas boas e essenciais, uma vez que não são naturalmente produzidas pelo nosso corpo. Indicação: É indicado para pessoas com distúrbios no fígado ou pâncreas, desnutrição, que precisam aumentar a oferta calórica da dieta com uma fonte de rápida absorção. Também pode ser usado por atletas que praticam exercícios de alta intensidade. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) O tratamento medicamentoso é feito a base de antiviral como (Rotonavir, Indinavir, Nevirapina) Os objetivos da terapia nutricional (TN) são: Evitar a desnutrição, principalmente a perda de peso corporal; minimizar os sintomas e prevenir as infecções do HIV e as oportunistas; melhorar a tolerância ao tratamento antirretroviral; ajudar a manter a composição corporal; promover melhor qualidade de vida. RecomendaçãoComo objetivo, a TN no portador de HIV/ AIDS deve sempre minimizar sintomas, melhorar aporte nutricional e promover o bem-estar. As recomendações para pacientes com AIDS que não tem nenhum tipo de complicação são dietas: dieta hipercalórica e hiperproteica; através da ingestão de carnes bem cozidas, leguminosas, hortaliças e frutas (LEÃO et al., 2005). Segundo Mahan et al. (2011), as necessidades de proteínas podem ser estimadas também de 0,8 a 1,4 g/Kg nas fase assintomática e de 1,5 a 2 g/Kg para a fase sintomática. Os carboidratos devem conter pelo ou menos 50% a 60% da ingestão diária recomendada, se o indivíduo tive alguma patologia como resistência a insulina ou triglicérides alta, deve haver a diminuição dos carboidratos simples e aumentar os complexos, mantendo o equilíbrio (DUTRA et al, 2014). A administração do lipídeo pode ser útil, este deve ser incluído de acordo com a tolerância do indivíduo, se o colesterol e os triglicerídeos estiverem elevados, a dieta deve conter baixo teor de gordura saturadas e ser utilizada monoinsaturadas, poliinsaturadas e ácidos graxos ômega 3 (melhora a função imunológica). Em casos de pacientes que apresentam intolerância a gordura, má absorção dos lipídeos e diarreia a administração dos lipídeos pode ser restrita. (MANN et al.,2011). Em relação às necessidades de líquidos e eletrolíticos em portadores do HIV, é a necessidade normal dos outros indivíduos de 30 ml a 35 ml/kg por dia, em caso de perda de peso com diarreia, náuseas, vômitos, entre outras, pode ser adicionado quantidades de líquidos (SENA et al, 2014). Segundo Dutra et al. (2014), a suplementação de micronutrientes poderá ser recomendada em situações especiais devido a má absorção de selênio, zinco vitamina A e as do complexo B, cujo déficit está associado à piora progressiva da resposta imunológica. Lembrando que a superdosagem de vitaminas e minerais pode ser tóxicos ao organismo, devendo estabelecer o limite máximo tolerável. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Queimaduras Anti-séptico, Tópico ou Antibiótico a nutrição enteral (NE), por meio de suplementos orais, sondas nasogástricas, nasojejunaisou de gastrostomia/jejunostomia, e a nutrição parenteral NPT), por via periférica ou central, são os métodos comumente utilizados. A escolha do método mais adequado dependerá da situação que envolve o paciente Carboidratos: Trinta a 70% das calorias totais devem ser fornecidas na forma de carboidratos, na dose de 2 a 5 g/kg/dia8. A oferta de glicose deve ser ajustada para evitar níveis de glicemia > 140 mg/dL, mas estudos estão sendo realizados para definir níveis ideais de glicemia para os pacientes críticos. Pode ser necessário o uso de insulina para manter os níveis de glicose próximos ao normal Lipídeos: Quinze a 30% das calorias devem ser oferecidas na forma de lipídeos A quantidade mínima a oferecer é de 1g/kg/dia, sem exceder a 1,5 g/kg/dia. Deve-se evitar o aporte excessivo de lipídeos, pois está relacionado a efeitos imunossupressivos, com aumento na incidência de infecções O balanceamento dos vários tipos de ácidos graxos também é importante, pois pode influenciar vias de síntese de eicosanóides. Atualmente são utilizados no suporte nutricional, triglicerídeos de cadeia longa (TCL) pertencentes ás séries n-3, n-6 e n-9, individualmente ou em combinação com triglicerídeos de cadeia média (TCM) Proteínas: Quinze a 20% do total de calorias devem ser fornecidos como proteína ou aminoácido Deve-se iniciar com aporte de 1 a 1,5 g/kg/dia. Este valor pode ser aumentado em situações de maior perda protéica (queimaduras, feridas abertas, enteropatias com perda de proteínas), devendo ser ajustado de acordo com controles periódicos de balanço nitrogenado e alterações na uréia plasmática, para promover retenção nitrogenada e síntese protéica A dose protéica deve ser reduzida nos casos da perda de nitrogênio urinário exceder a 100 mg/dL ou o nível de amônia sanguínea se associar à encefalopatia clínica. Em pacientes obesos, recomenda-se aporte protéico de 1,5 a 2 g/kg/dia de peso ideal Água, Eletrólitos e Vitaminas: Não estão bem estabelecidas as necessidades de vitaminas, minerais e elementos-traço nos pacientes críticos. A determinação das necessidades de água e eletrólitos deve ser baseada na determinação do balanço diário destes elementos, incluindo parâmetros cardiovascular, renal, hepático e testes bioquímicos Deve-se monitorar constantemente fósforo, magnésio e zinco para, se necessário, adequar a oferta a fim de manter níveis séricos normais As calorias totais devem ser fornecidas em volume consistente com as necessidades de líquidos. Em geral, é necessário 1 mL de água por caloria administrada Suplementação de Glutamina 0,5g/kg ajuda na cicatrização Importantes são as vitaminas A, C, E e minerais como zinco, selênio e também acetil-cisteína. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Pancreatite Antibióticos, Analgésicos, Hidratação com soro e antiinflamatórios Terapia nutricional enteral na PC Há indicação de alimentação via enteral na PC caso haja uma ingestão calórica insuficiente ou perda de peso persistente mesmo com ingestão alimentar adequada, assim como quando há presença de dor significativa e persistente com dieta oral, pela formação de pseudocistos; bem como no pré e pós-operatórios de pacientes subnutridos A orientação dietética e a medicação são eficazes no tratamento de 80% dos casos. Recomenda-se dieta: normo a hiperproteica (1.0 a 1.5g/kg /dia), normoglicídica, (havendo restrições nos casos de hiperglicemia ou diabetes) e normolipídica (30% de lipídeos) Na pancreatite leve, onde está indicada a alimentação oral, a dieta deve ser rica em carboidratos e proteínas e baixa em gorduras (menos de 30% da ingestão energética). A fórmula administrada no jejuno pode ser normolipídica. Recomendam-se fórmulas com alto teor de triglicerídeos de cadeia média. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Diabetes Melittus Atualmente, existem cinco classes distintas de agentes orais, redutores da glicose sangüínea, disponíveis comercialmente no Brasil. Comparadas com placebo, diminuem consistentemente os níveis da HbA1c entre 1% e 2%, sendo a eficácia equivalente quando comparadas umas as outras. A escolha deve levar em consideração aspectos individuais do paciente, como idade, peso, níveis da glicose sangüínea (jejum e pós-prandial) e aspectos clínicos indicativos de resistência ou deficiência insulínica como mecanismo fisiopatológico predominante. Somente as sulfaniluréias (1a geração: Clorpropamida; 2a geração: Glibenclamida, Gliclazida, Glipizida e Glimepirida), metformina e acarbose mostraram-se efetivas na redução das complicações vasculares ao longo do tempo, sugerindo que essas drogas devem ser consideradas como drogas de primeira escolha para iniciar o tratamento medicamentoso de pacientes com diabetes tipo 2. Entretanto, a titulação da dose da acarbose deve ser cuidadosa, para evitar o abandono do uso do medicamento, em virtude de seus conhecidos efeitos colaterais no aparelho gastrintestinal, em especial, flatulência e diarréia. Após um ano, apenas de 16% a 20% dos pacientes mantiveram-se sob uso de acarbose. A indicação da terapia nutricional em pacientes diabéticos segue as mesmas indicações dos pacientes não diabéticos. Porém, como estes pacientes normalmente seguem regime alimentar específico, muitas vezes é difícil para o paciente manter a mesma ingestão alimentar durante a estadia hospitalar. Existem fatores que podem interferir na manutenção do estado nutricional do paciente, como: aumento das necessidades nutricionais pelo estresse catabólico, uso de medicações que interferem na glicemia e no controle glicêmico e supressão do apetite induzida pela doença. Assim, a terapia nutricional deve ser ajustada sempre que o paciente não conseguir atingir seus objetivos nutricionais. Deve-se seguir as mesmas indicaçõesde pacientes não diabéticos, tendo atenção especial em caso de alteração na glicemia, estresse catabólico e inapetência. É primordial que as necessidades nutricionais destes pacientes sejam individualizadas, não devem ultrapassar 35 kcal/kg/dia, devendo, em geral, permanecer abaixo de 25 kcal/kg/dia. Os carboidratos, embora elevem a glicemia pós-prandial de forma mais acentuada do que as proteínas e lipídeos, devem fazer parte da composição nutricional de qualquer que seja a terapia nutricional instituída. Na terapia enteral, podem-se utilizar as formulações-padrão, em que os carboidratos preencham 50% do valor calórico total (VCT) da formulação, ou especializadas, onde os carboidratos contribuem com 33% a 40% do VCT. Os ácidos graxos monoinsaturados devem ser os lipídeos preferencialmente utilizados nas formulações enterais, isto porque estes atuam na fluidez das membranas celulares e na redução da resistência à insulina. O uso de fibras nas formulações enterais deve ser encorajado, por todas as vantagens que seu uso implica; os benefícios sobre o controle glicêmico ocorrem com altas quantidades ingeridas (cerca de 50 g/dia). A fórmula de nutrição parenteral terá como fonte de carboidratos a glicose, dextrose. A infusão de carboidratos deve ser de, no máximo, 4 mg/kg/min. A inclusão de emulsões lipídicas, na taxa de aproximadamente 0,11g/ kg/h, é recomendada. Emulsões lipídicas mistas (ácidos graxos poli-insaturados + monoinsaturados) são mais adequadas do que o uso exclusivo de emulsões lipídicas que contenham somente os ácidos graxos poliinsaturados, devido ao efeito benéfico que as gorduras monoinsaturadas exercem no perfil lipídico. Além do controle glicêmico, que é a meta principal do tratamento nutricional, deve-se ter por objetivos: • manter níveis adequados de lípides plasmáticos e de pressão sanguínea, com oferta adequada de energia, com intuito de melhorar e acelerar a recuperação; utilizar terapias que tratem as doenças associadas ao DM, como hipertensão arterial, doença cardiovascular, dislipidemia e nefropatia; • utilizar plano alimentar nutricionalmente adequado, visando à melhora da saúde; • oferecer treinamento ao paciente para controle da glicemia e das complicações do DM. É recomendando então manter a necessidade energética dos pacientes hospitalizados entre 25 a 35 kcal/kg de peso. A formulação enteral deve conter fibras, ácidos graxos ômega-3 e ácidos graxos monoinsaturados. A formulação parenteral deverá conter lipídeos mistos (ácidos graxos poli-insaturados + monoinsaturados). As formulações enterais especializadas contendo mais de 40% do valor energético total na forma de lipídeos para pacientes com DM, quando comparadas às formulações padrão, reduzem a glicemia pós-prandial em pacientes diabéticos e em indivíduos sem a doença. Não existe consenso quanto à utilização de formulações enterais especializadas em longo prazo para todos os pacientes diabéticos. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Dislipidemias O tratamento medicamentoso da dislipidemia não exclui as medidas sobre o estilo de vida: atividade física, dieta, cessação do tabagismo etc. A escolha do medicamento não deve considerar unicamente o efeito hipolipemiante, mas o efeito sobre a morbimortalidade cardiovascular, que constitui o motivo pelo qual o fármaco é prescrito. No caso das dislipidemias secundárias, deve-se tratar inicialmente a causa da dislipidemia. O efeito hipolipemiante das principais classes de fármacos é apresentado na tabela abaixo: Efeito hipolipemiante das principais classes de medicamentos Medicamento LDL-c TG HDL-c Estatinas - 20 a 60% - 10 a 25% + 5 a 15% Fibratos - 5 a 20% - 20 a 55% + 10 a 25% Ácido nicotínico - 5 a 25% - 20 a 50% +15 a 35% Ezetimiba - 20% - 10% - Resinas - 15 a 30% + 0 a 20% + 3 a 5% Ômega-3 - - 30 a 40% - A terapia nutricional, compreendida aqui como adequação da ingestão, compõe um dos alicerces do tratamento não medicamentoso desta doença. O objetivo em termos indivíduos com baixo risco cardiovascular (em 10 anos < 10%) tem como meta preventiva LDL-colesterol < 160 mg/dL, triglicérides < 150 mg/dL e HDL-colesterol > 40 mg/dL, nos homens, e > 50 mg/dL, nas mulheres. Na presença de risco intermediário (10 a 20% em 10 anos), a meta preventiva é LDL-colesterol < 130 mg/ dL e triglicérides < 150 mg/dL. Quando o risco for alto (> 20%), a meta preventiva é LDL-colesterol < 100 mg/dL e triglicérides < 150 mg/dL. Na presença de diabetes mellitus ou aterosclerose significativa, a meta preventiva passa a ser para LDL-colesterol < 70 mg/dL e HDL-colesterol > 50 mg/dL8,9(D). A terapia nutricional visa à redução dos níveis de LDL-colesterol e triglicerídeos e/ou aumento do HDL-colesterol, valores estipulados de acordo com risco cardiovascular do paciente. Cuidado deve ser dirigido ao paciente portador de insuficiência cardíaca, com leve a moderada desnutrição associada a baixo colesterol total, e portadores de doença renal avançada associada a dislipidemia e desnutrição. Nestes cenários, a terapia nutricional deve corrigir o estado nutricional, sem piorar a anormalidade das lipoproteínas. Não há contraindicação formal para terapia nutricional em pacientes dislipidêmicos. As diferentes dislipidemias ocorrem como somatória dos excessos alimentares, da má qualidade dos ingredientes determinantes do cardápio e de anormalidades genéticas. Quanto maior o tempo da utilização de determinada terapia nutricional, mais importante é o desfecho atingido. Assim que a correção terapêutica instituída, seja ela dietética ou farmacológica, for suspensa, o quadro de dislipidemia recidiva. Portanto, o tratamento nutricional é permanente. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Hipertensão Arterial Sistêmica O tratamento da HA visa, em última análise, a redução da morbimortalidade CV. Há evidências científicas através de estudos clínicos de desfechos que mostram benefícios do tratamento realizado com o uso de diuréticos (DIU), Betabloqueadores (BB), BCC, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRA). Os anti-hipertensivos disponíveis são: Diuréticos, Inibidores adrenérgicos, Agentes alfagonistas de ação central, Betabloqueadores, Alfabloqueadores, Vasodilatadores diretos, Bloqueadores dos canais de cálcio, Inibidores da enzima conversora da angiotensina, Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina 2 e Inibidores diretos da renina. Deve ser ressaltado que a maioria dos estudos utiliza medicamentos em associação. Com base nas informações disponíveis, a proteção observada não depende do tipo de fármaco empregado, mas fundamentalmente da redução da PA. Informações recentes através de meta-análises indicam que os benefícios obtidos com os BB são menores, quando comparados aos dos demais grupos, devendo ser reservados para situações específicas. Com relação aos alfabloqueadores e vasodilatadores diretos, não há informações efetivas sobre desfechos de morbimortalidade. Quanto aos inibidores diretos da renina, um único estudo de desfechos em pacientes diabéticos foi interrompido precocemente por ausência de benefícios e possibilidade de malefícios. Observa-se que os benefícios são maiores quanto maior o risco CV, mas ocorrem mesmo em pequenas elevações da PA. Desde que exista indicação de tratamento com medicamentos, o paciente deverá ser orientado sobre a importância do uso contínuo, da eventual necessidade de ajuste de doses, da troca ou associação de medicamentos e ainda do eventual aparecimento de efeitos adversos. A terapia nutricional está dentro do tratamento não medicamentoso (TNM) da HA envolvendo controle ponderal, medidas nutricionais, prática de atividades físicas, cessação do tabagismo, controle de estresse, entre outros. Peso corporal - O aumento de peso está diretamente relacionado ao aumento da PA tanto em adultos quanto em crianças. A relação entre sobrepeso e alteraçãoda PA já pode ser observada a partir dos 8 anos. O aumento da gordura visceral também é considerado um fator de risco para HA. Reduções de peso e de CA correlacionam-se com reduções da PA e melhora metabólica. O sucesso do tratamento da HA com medidas nutricionais depende da adoção de um plano alimentar saudável e sustentável. A utilização de dietas radicais resulta em abandono do tratamento. O foco em apenas um único nutriente ou alimento tem perdido espaço para a análise do padrão alimentar total, que permite avaliar o sinergismo entre os nutrientes/alimentos. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) enfatiza o consumo de frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura; inclui a ingestão de cereais integrais, frango, peixe e frutas oleaginosas; preconiza a redução da ingestão de carne vermelha, doces e bebidas com açúcar. Ela é rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, e contém quantidades reduzidas de colesterol, gordura total e saturada. A adoção desse padrão alimentar reduz a PA. A dieta do Mediterrâneo também é rica em frutas, hortaliças e cerais integrais, porém possui quantidades generosas de azeite de oliva (fonte de gorduras monoinsaturadas) e inclui o consumo de peixes e oleaginosas, além da ingestão moderada de vinho. Apesar da limitação de estudos, a adoção dessa dieta parece ter efeito hipotensor. As dietas vegetarianas preconizam o consumo de alimentos de origem vegetal, em especial frutas, hortaliças, grãos e leguminosas; excluem ou raramente incluem carnes; e algumas incluem laticínios, ovos e peixes. Essas dietas têm sido associadas com valores mais baixos de PA. O aumento do consumo de sódio está relacionado com o aumento da PA. No entanto, o impacto do consumo de sódio na saúde CV é controverso. Alguns estudos sugerem que o consumo muito baixo eleva o risco de DCV, enquanto outros sustentam que a diminuição de sódio diminui o risco CV, sendo esse benefício maior com a restrição acentuada.14 O limite de consumo diário de sódio em 2,0 g está associado à diminuição da PA. No entanto, o consumo médio do brasileiro é de 11,4 g/dia. Os ácidos graxos ômega-3 provenientes dos óleos de peixe (eicosapentaenoico – EPA e docosaexaenoico - DHA) estão associados com redução modesta da PA. Estudos recentes indicam que a ingestão ≥ 2g/dia de EPA+DHA reduz a PA e que doses menores (1 a 2 g/dia) reduzem apenas a PAS. O consumo de ácidos graxos monoinsaturados também tem sido associado à redução da PA. As fibras solúveis são representadas pelo farelo de aveia, pectina (frutas) e pelas gomas (aveia, cevada e leguminosas: feijão, grão-de-bico, lentilha e ervilha), e as insolúveis pela celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças). A ingestão de fibras promove discreta diminuição da PA, destacando-se o beta glucano proveniente da aveia e da cevada. O consumo de oleaginosas auxilia no controle de vários FRCV, mas poucos estudos relacionam esse consumo com a diminuição da PA. Uma meta-análise concluiu que o consumo de diferentes tipos de castanha foi eficiente em diminuir a PA. Existem evidências que a ingestão de laticínios, em especial os com baixo teor de gordura, reduz a PA. O leite contém vários componentes como cálcio, potássio e peptídeos bioativos que podem diminuir a PA. Em alguns estudos, níveis séricos baixos de vitamina D se associaram com maior incidência de HA. Entretanto, em estudos com suplementação dessa vitamina, não se observou redução da PA. O alho possui inúmeros componentes bioativos, como a alicina (encontrada no alho cru) e a s-alil-cisteína (encontrada no alho processado). Discreta diminuição da PA tem sido relatada com a suplementação de várias formas do alho. O café, apesar de rico em cafeína, substância com efeito pressor agudo, possui polifenóis que podem favorecer a redução da PA. Estudos recentes sugerem que o consumo de café em doses habituais não está associado com maior incidência de HA nem com elevação da PA. Recomenda-se que o consumo não exceda quantidades baixas a moderadas. O chá verde, além de ser rico em polifenóis, em especial as catequinas, possui cafeína. Ainda não há consenso, mas alguns estudos sugerem que esse chá possa reduzir a PA quando consumido em doses baixas, pois doses elevadas contêm maior teor de cafeína e podem elevar a PA. Recomenda-se o consumo em doses baixas. O chocolate com pelo menos 70% de cacau pode promover discreta redução da PA, devido às altas concentrações de polifenóis. O consumo habitual de álcool eleva a PA de forma linear e o consumo excessivo associa-se com aumento na incidência de HA. Estima-se que um aumento de 10 g/dia na ingestão de álcool eleve a PA em 1 mmHg, sendo que a diminuição nesse consumo reduz a PA. Recomenda-se moderação no consumo de álcool. Combater a hipertensão é prevenir o aumento da pressão pela redução dos fatores de risco em toda população e nos grupos de maior risco de desenvolver a doença como o normal limítrofe (130 - 139/80 - 89 mmHg) e aqueles com história familiar de hipertensão. O aparecimento da hipertensão é facilitado pelo excesso de peso, sedentarismo, elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio e consumo excessivo de álcool. No grupo com pressão normal limítrofe também contribuem para o aumento do risco cardiovascular as dislipidemias, intolerância à glicose e diabete, tabagismo, menopausa e estresse emocional. As medidas preventivas incluem: manutenção do peso ideal, prática regular de atividade física, redução da ingestão de sal e aumento da de potássio, evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, seguir dieta saudável que deve conter baixo teor de gordura, principalmente saturadas, baixo teor de colesterol, elevado teor de potássio e fibras e baixo teor de sódio. O valor calórico total deve ser ajustado para obtenção e manutenção do peso ideal. A observância global da dieta é mais importante do que o seguimento de medidas isoladas. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica a principal classe de droga são os broncodilatadores, tanto os beta-agonistas (LABA) como os antimuscarínicos ou anticolinérgicos (LAMA). Além disso, a preferência são as drogas de longa ação, sendo os de curta ação reservados para broncoespasmo agudo. Prevenir a progressão da doença; • Aliviar os sintomas principalmente em relação à dispneia; • Manter o equilíbrio entre massa magra e tecido adiposo; • Reduzir o catabolismo e a perda nitrogenada em pacientes com exacerbação da doença; • Manter o equilíbrio hídrico; • Controlar interações entre fármacos e nutrientes; • Prevenir e tratar as exacerbações; • Prevenir e tratar as complicações; • Reduzir a mortalidade; • Prevenir a osteoporose ENERGIA 30 a 45 Kcal/Kg/dia PROTEÍNA 1,2 a 1,7g/kg/dia (15 a 20% do VET) CARBOIDRATOS 40 a 55% do VET LIPÍDEOS 20 a 35% do VET VITAMINAS E MINERAIS Depende da patologia da DPOC e de outras doenças coexistentes, porém deve ser mantido DRI para adultos. • Para os fumantes parece haver necessidade de suplementação com vitamina C; • Para os pacientes com cor pulmonale dependendo do tipo de diurético pode haver necessidade de restrição de sódio e potássio. 109 ÔMEGA 3 • Estudos sugerem benefício, mas nenhum estabelece recomendação. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Obesidade anorexígenos, sibutramina, orlistate, inibidores da recaptação de serotonina e a associação de bupropiona e naltrexona. Cada um desses tratamentos possui vantagens e desvantagens. O tratamento da obesidade é complexo e multidisciplinar, sendo que pode incluir intervenções não medicamentosas A via preferencial para o tratamento é a VO, exceto na presença de doenças que inviabilizem sua utilização; • É indicada dieta hipocalórica para o tratamento do paciente obeso hospitalizado; • TNE: para pacientes obesos extremos e enfermidade aguda, a via enteral é a preferencial e deve ser iniciada em até 24 horas após a admissão. Oferecer dieta hipocalórica e hiperproteica; • TNP: é indicadaquando a TNE não atingir 80% das necessidades calóricas em 72 horas; • Gravidez: a restrição calórica está indicada para evitar ganho de peso excessivo, o surgimento de diabetes gestacional e macrossomia fetal. Objetivos: Promover a perda de peso corporal de forma saudável, com mudança de hábitos alimentares e estilo de vida; • Reduzir os efeitos da hiperalimentação; • Reduzir o estado inflamatório e catabolismo protéico; • Reduzir o risco cardiovascular e fatores de risco associados e evitar o aparecimento de novas ocorrências; • Garantir qualidade de vida por meio da melhora da capacidade funcional e redução das limitações ocasionadas pela obesidade; • Promover a recuperação da saúde ao eliminar as comorbidades; • Restaurar as funções orgânicas e metabólicas; • Aumentar a expectativa de vida dos pacientes. A recomendação acima é destinada a pacientes obesos hospitalizados em presença de patologia aguda. A escolha da distribuição de macronutrientes e da fonte de calorias dependerá da doença de base ou doenças associadas. Na presença somente de obesidade (sem comorbidades) utilizar: (SBNPE; ASBRAN, 2011; Mckeown et al., 2002; Nhlbi, 1998) • Carboidratos 55-60% do VET, de preferência de baixo índice glicêmico, sendo açúcares simples menores que 10%; • Lipídios < 30% do VET; Gorduras saturadas < 10% do VET (se LDL-colesterol >100 mg/dl até 7% do VET); 10% de gorduras poliinsaturadas; 15% de gorduras monoinsaturadas; • Proteínas 15 a 20% do VET. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Câncer Quimioterapia. O tratamento quimioterápico utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, atinge não somente as células cancerosas como também as células sadias do organismo. Radioterapia. É o uso das radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. Existem vários tipos de radiação, porém as mais utilizadas são as eletromagnéticas (Raios X ou Raios gama) e os elétrons (disponíveis em aceleradores lineares de alta energia). Fórmulas enterais hiper proteicas e com nutrientes com atividade imunomoduladora, como: arginina, ácidos graxos ômega-3 e nucleotídeos têm sido associadas à redução de complicações pós-operatórias e no tempo de internação hospitalar. Isso porque: Arginina: atua na reparação tecidual e resposta imunológica; Ácidos graxos n-3: melhoram a resposta inflamatória e imunológica; Nucleotídeos: essenciais para a rápida proliferação tecidual e imunidade celular. Proteína: importante na reparação do tecido e melhora do sistema imunológico, além de contribuir para a prevenção de perda de massa muscular. A terapia nutricional no tratamento do câncer diminui os efeitos prejudiciais da doença, previne e trata a desnutrição, melhorando a resposta imunológica terapêutica, aumentando a sobrevida do paciente. Meta Calórica: Paciente com câncer adulto e idoso, em tratamento antineoplásico. Considerar oferta energética semelhante a indivíduos saudáveis. Geralmente entre 25 a 30 kcal/kg/dia Paciente com câncer idoso com IMC < 18,5 kg/m2. Considerar oferta energética de 32 a 38 kcal/kg/dia. Paciente com câncer em tratamento paliativo. Considerar a mesma recomendação para o paciente com câncer adulto e idoso em tratamento antineoplásico, mas na impossibilidade de atingir a meta, adequar a oferta calórica que melhor conforte o paciente. Pacientes sobreviventes do câncer. Semelhante a indivíduos saudáveis e geralmente variando entre 25 e 30 kcal/kg/dia, em estrófico. Pacientes com câncer e obesidade. Considerar oferta energética entre 20 a 25 kcal/kg/dia. Pacientes com câncer e caquexia ou desnutridos. Considerar oferta energética entre 30 a 35 kcal/kg/dia PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Cirurgia Bariátrica Abrir uma cápsula ou triturar comprimidos são práticas comuns entre pacientes que passaram por cirurgia bariátrica e apresentam restrição temporária durante as primeiras semanas pós-cirurgia para ingestão de formas farmacêuticas sólidas. Além de nada práticas, essas soluções caseiras são imprecisas e podem comprometer a eficácia do tratamento. Por isso, o médico e o nutricionista optam pelo produto manipulado, escolhendo a forma farmacêutica mais adequada para o momento. Após a cirurgia, dependendo da técnica adotada o volume inicial aceitado pelo paciente varia entre 50 e 500mL por horário e a consistência da dieta é líquida para que o estômago não seja muito estimulado. Açúcar, gordura e laticínios são excluídos da dieta por aproximadamente 5 dias. Alimentos bem aceitos incluem água, água de coco, bebidas isotônicas, chás, sucos de frutas naturais coados, caldo de vegetais coados e gelatina diet. A cirurgia bariátrica, tanto pela técnica restritiva como mista, necessita de diminuição de ingestão calórica diária compatível com a diminuição do pouco gástrico. Com isso o valor calórico diário ingerido por um operado inicia em média com 500 kcal na alimentação líquida e evolui gradativamente até a consistência sólida até 1.200 kcal diárias. As recomendações nutricionais após a cirurgia bariátrica estão descritas em diretrizes que citam a necessidade proteica de 1,0 a 1,5 g/kg de peso ideal (60-80 g/dia, 25%), carboidratos (45%) e lipídeos (30%)1. Os macros e micronutrientes são muito importantes para a manutenção da saúde do operado. Dentre os macronutrientes, o mais importante é a proteína. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Trauma Há diversas alternativas viáveis que podem trazer benefícios satisfatórios e reduzir os impactos negativos relacionados aos prejuízos causados pelo problema. Confira a seguir as terapias mais indicadas a fim de favorecer o suporte a quem sofreu ou evidenciou experiências traumáticas. No trauma, a terapia nutricional precoce deve iniciar logo que houver estabilidade hemodinâmica, preferencialmente, até 48 horas da admissão hospitalar ou da realização de uma operação. Pode ser realizada pela via enteral (TNE), parenteral (TNP) ou ambas. A TNE parece ser a opção preferencial no pós-operatório de pacientes traumatizados. A recomendação de início, no entanto, é de aguardar a estabilidade hemodinâmica do paciente. O controle glicêmico é importante e, portanto, no início a quantidade de calorias não deve passar de 25kcal/kg/dia. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Doença Renal Crônica - Tratamento para anemia com adição de ferro e uso de suplementos orais de ferro e injeção intravenosa para suprir a necessidade dessa substancia na corrente sanguínea. - Hemodiálise, depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de sangue, a gravidade dos sintomas e a disposição do paciente para as sessões. - O transplante de rim surge como uma das últimas opções. Diuréticos, como Furosemida: indicado para aumentar a produção de urina e diminuir o inchaço; Eritropoietina: é um hormônio produzido pelos rins, que podem estar diminuídos na insuficiência renal, podendo provocar anemia. Por isso, este hormõnio deve ser reposto, caso esteja diminuído e seja o responsável por uma anemia. Suplementação nutricional: suplementos de cálcio e vitamina D podem ser necessários para evitar o risco de fraturas, deformidades e dor óssea, situações mais comuns nos pacientes com doença renal crônica. Suplementos de ferro, ácido fólico e vitamina B12 também podem ser necessários quando há anemia; Remédios para controlar o fosfato: a desregulação nos níveis de fosfato podem surgir com a insuficiência dos rins e alterar o metabolismo dos ossos, por isso, pode ser indicado o uso de remédios que controlam seus valores, como Carbonato de Cálcio, Hidróxido de Alumínio ou Sevelamer. Nutrição parenteral, com fórmulas para suprir a baixa ingestão de nutrientes. Tratamento conservador: restrição (parcial) de ingestão de proteínas onde se reduz pela metade o consumo de leite e derivadose carnes. Dieta restrita em proteínas suplementada com aminoácidos essenciais e cetoácidos e protéicamente é eliminados alimentos de origem animal e outros alimentos que não saão de origem animal, mas contém proteínas de origem animal. - Controle da ingestão de nutrientes como sal, fósforo, potássio e proteína, e nos casos mais graves também pode ser preciso controlar o consumo de líquidos em geral, como água e sucos. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Doenças Hematológicas - Quimioterapia associada a imunoterapia (anticorpos monoclonais/imunoquimioterapia) - Inibidores da tirosina quinase - Existe o transplante haploidentico, que não é necessária a total compatibilidade entre doador e receptor, apresenta 50% de chance de sucesso. Principalmente com ciclofosfamida em altas doses para controle de resposta imunoógica no pós-transplante. Nutrição parenteral em paciente que consegue ingerir a alimentação via oral. Nutrição parenteral quando o organismo do paciente não aceita ou não consegue ingerir alimentos via oral, causando assim desnutrição. Saber respeitar as características de cada paciente é essencial para o sucesso da terapia nutricional. Além da alimentação saudável, sabemos que manter a massa muscular é muito importante para melhor prognóstico da doença e resposta ao tratamento. Comunicar o médico sobre perda de peso, que geralmente ocorre a custa de perda de músculo, é importante para uma intervenção precoce. A ingestão de calórico-proteica adequada e a prática de atividade física regular são fundamentais. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Utilizar óleos, Gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos. Uma dieta rica em açúcar e doces fornece muitas calorias, que nem sempre são necessárias ao paciente. Dica: Substituir o sal por ervas e especiarias para realçar o sabor e estimular o paladar. Limitar o consumo de alimentos processados. Evitar o consumo de alimentos ultra processados. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Síndrome do Intestino Curto Normalmente, durante os primeiros 5 dias após a cirurgia, a alimentação é mantida através da veia chamada de Nutrição Parenteral Total, para que o intestino possa cicatrizar em repouso. Depois desse período, quando as diarréias estiverem menos frequentes, se inicia também a alimentação por sonda para começar estimular lentamente os movimentos do estômago e intestino, diminuindo o volume da alimentação pela veia, durante cerca de 2 meses. Após aproximadamente 2 meses de recuperação, na maioria dos casos, o paciente já é capaz de se alimentar pela boca fazendo pequenas refeições, até 6 vezes ao dia. Porém, a alimentação pela sonda nasogástrica é mantida de forma a garantir a ingestão de calorias e nutrientes para manter e recuperar o estado nutricional, até que o paciente seja capaz de se alimentar sem a sonda, processo que pode demorar entre 1 a 3 anos. Porém, é possível que em alguns casos, o paciente passe o resto da vida dependendo de alimentação parenteral e de suplementação nutricional para evitar a desnutrição e problemas como anemia, por exemplo. A recuperação da cirurgia de remoção de uma porção do intestino pode ser feita através de um corte grande no abdômen ou por laparotomia, e pode demorar entre 2 a 6 horas e o paciente pode ter que ficar internado no hospital para recuperação por um período que pode variar entre 10 dias a 1 mês, pelo menos. Este tipo de cirurgia é muito arriscado pois o intestino tem muitas bactérias que podem provocar infecções graves, e é ainda mais delicada, se o paciente for criança ou idoso. Os nutrientes mais suscetíveis à má absorção, são as vitaminas A, D, E, K, B12 e minerais como cálcio, ácido fólico, zinco ou ferro. Por isso, alimentação do paciente inicialmente é feita com suplementação nutricional, diretamente pela veia e visa prevenir e tratar problemas como atraso no desenvolvimento, no caso de crianças, anemias; hemorragias e hematomas; osteoporose; dor e fraqueza muscular; insuficiência cardíaca; e até mesmo a desidratação que pode colocar em risco a vida do paciente. -má absorção dos nutrientes depende da porção que é afetada, sendo que: Jejuno - Cálcio, Ferro, magnésio, proteína, carboidrato e gordura; Íleo - Vitamina B12; Cólon - Água, sais minerais e ácidos gordos de cadeia curta; Em alguns casos, para compensar a falta de nutrientes, pode ser necessário um transplante de intestino delgado para curar a insuficiência intestinal e evitar a dependência da nutrição parenteral total para o resto da vida. Consumir com freqüência alimentos ricos em vitamina A: fígado, gema de ovo, óleo de peixe. Suplementação de vitamina D, e sempre que possível toma sol por pelo menos 15 minutos,para uma melhor absorção da vitamina. -Consumir oleaginosas que são ricas em vitamina E, e verduras de cor verde escura, ricas em vitamina k, ferro e acido fólico. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Doenças Inflamatórias Intestinais São utilizados medicamentos de diferentes classes como anti-inflamatórios locais, esteroides, imunossupressores, antibióticos, probióticos e agentes biológicos, como pode ser visualizado em diferentes consensos internacionais no nacional. A estratégia terapêutica se baseia no grau de atividade da doença, localização da doença, presença de manifestações extraintestinais e de fenótipos complicados. A terapia nutricional na vigência das DII tem como objetivo o controle dos sintomas, a prevenção e a correção da desnutrição e das diversas deficiências nutricionais e a redução das sequelas em longo prazo, incluindo o déficit de crescimento em crianças e a osteoporose em adultos. Estudos recentes têm sugerido também, que alguns nutrientes podem estar envolvidos na modulação da resposta imune como os probióticos, e os ácidos graxos ômega. Dietas enterais: Os mecanismos de ação da nutrição enteral exclusiva em reduzir a atividade da doença não são bem conhecidos, mas tem sido sugerido que ela poderia atuar na modulação dos mecanismos de defesa imunológica e alterar positivamente o perfil de citocinas da mucosa intestinal,12 reduzir a estimulação antigênica, além de fornecer nutrientes para proporcionar reparação tecidual e manutenção do estado nutricional. Os benefícios decorrentes do uso da nutrição enteral estão diretamente relacionados com a localização da doença, sua extensão e gravidade. Portanto, ela pode ser indicada com este objetivo para pacientes portadores de DC com intestino delgado afetado. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Insuficiência Cardíaca Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preserva, poucos fármacos foram adequadamente estudados. Mas geralmente utilizam-se inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina II e betabloqueadores para tratar ICFEP. RAINs estão sendo estudados atualmente. Estudos randomizados e controlados sugerem que antagonistas da aldosterona são benéficos, mas nitratos provavelmente não são. Em pacientes com ICFEP grave, a redução da frequência cardíaca (p. ex., com um betabloqueador) pode exacerbar os sintomas porque eles têm um volume sistólico relativamente fixo devido à disfunção diastólica grave; nesses pacientes, o débito cardíaco é dependente da frequência cardíaca e a redução da frequência cardíaca pode, portanto, diminuir o débito cardíaco em repouso e/ou com esforço. Para o planejamento da terapia nutricional adequada de um indivíduo com insuficiência cardíaca é necessário: estimar as necessidades e a ingestão alimentar habitual para verificar a existência de desvios quanto à adequação dos nutrientes; realizar a avaliação física dos mesmos, incluindo a determinação do percentual de massa gorda e massa magra; fazer uma adequada avaliação dos sinais e sintomas associados à deficiência, bem como do excesso de nutrientes; utilizaranálises bioquímicas que também possam guiar quanto à adequação dos nutrientes ingeridos considerar os sintomas e fisiopatologias da doença, bem como as interações drogas nutrientes. Dessa forma os erros dietéticos, certamente, serão minimizados e o tratamento não-farmacológico estará otimizado. A dieta enteral está indicada para os pacientes que não alcançam as necessidades protéico-calorica através da dietoterapia oral.O uso da via enteral é bem tolerado nos pacientes, em torno de 80 a 90%. (15) Nos pacientes desnutridos pela descompensação cardíaca é através da infusão enteral que se pode atingir o aporte nutricional adequado, aliado ou não a dieta via oral ou até mesmo a parenteral, dependendo do caso. Existem duas categorias de dieta enteral a elementar e a polimérica. A dieta elementar está indicada para pacientes com má-absorção, apresentam proteínas pré-digeridas e aminoácidos livres. A dieta polimérica contém 30 a 40% de lipídios, proteínas intactas e polissacarídeos. A priore não há uma formulação específica, entretanto algumas características são importantes, como as dietas poliméricas que podem fornecer um maior aporte protéico e menor volume infundido. Um fator fundamental se houver uma necessidade de restrição hídrica mais rigorosa. As dietas hipercalóricas podem Ter 1,2 a 1,5 cal / ml. Se houver diminuição da motilidade gástrica a melhor escolha é a dieta elementar, ressaltando que um kcal eqüivale a 1ml de água. A administração da dieta via oral para os pacientes com IC é fracionada para permitir uma maior absorção e aporte calórico e não gerar um aumento do trabalho cardíaco e favorecer o fluxo biliar e desta forma o peristaltismo intestinal. A dietoterapia enteral pode ser infundida de forma contínua ou intermitente. Trabalhos demonstram que pacientes mais debilitados e menos ativos aceitam melhor a dieta via sonda contínua, lentamente e por longo período, mesmos em cardiopatas.(16). Segundo os autores, através da infusão contínua diminui se a probabilidade de distensão gástrica, diarréia, aspiração pulmonar e até mesmo as anormalidades metabólicas. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Insuficiência Hepática O acetominofer administrado em doses única de 10 a 15g é considerado hepatotoxico, porém doses de 20 e 25g podem ser potencialmente fatais, pois já foram relatados casos de falência hepática, sendo até mesmo necessário transplante de fígado. Nessa interação a má nutrição do paciente colabora para formação acelerada de metabolitos tóxicos pela CBZ. A CBZ induz a CYPZC9 (enzimas), diminuindo os efeitos anticoagulantes, pois ela aumenta o metabolismo do Warfarin. Portanto quando houver retirada da CBZ deverá manter um controle rigorosíssimo do tempo de protrombina, pois pode ocorrer risco de hemorragia e em muitas vezes até fatal se a dose de Warfarin não for ajustada. A CBZ também é um dos principais indutores de metabolismo da codeína chegando até causar a transformação da codeína em normorfina causando um efeito analgésico potencializado, enquanto o carbonato de cálcio por ser antiácido acaba diminuindo a concentração plasmática da CBZ O fornecimento de terapia nutricional específica (enteral/parenteral) melhora alguns parâmetros de função hepática, em pacientes com doença hepática grave descompensada. No entanto, não se pode concluir que a terapia nutricional diminua a mortalidade desses pacientes ou reverta o avanço da doença. As conseqüências metabólicas do comprometimento da função hepática, com ou sem ingestão de álcool, sobre o metabolismo protéico-energético como um todo ou especificamente sobre carboidratos, lipídios e proteínas são revistas, visando melhorar a compreensão dos fundamentos que norteiam a dietoterapia nesses pacientes. A nutrição enteral reduz o risco de complicações, como encefalopatia hepática, infecções e também o risco de mortalidade pós-operatória. Há indicação de fórmula oligomérica somente quando ocorrer intolerância às fórmulas poliméricas. Deve-se selecionar fórmula preferencialmente com densidade calórica maior que uma caloria por mL de dieta, contendo todos os aminoácidos essenciais, com teor de sódio menor ou igual a 40 mEq/dia. A passagem da sonda enteral nos pacientes com doença hepática grave apresenta algum risco, devido à maior probabilidade de hemorragia em pacientes com varizes esofágicas, plaquetopenia ou coagulopatia. Ainda não há evidência convincente a respeito da segurança da indicação de NE para pacientes que apresentam varizes esofágicas. Existe a indicação de NE para pacientes com DHC, mesmo na presença de varizes esofágicas, desde que não haja sangramento ativo. Não existe evidência científica na literatura para comprovar que o uso da sonda nasoenteral de fino calibre aumente o risco de sangramento das varizes esofágicas. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Pré- operatório No período pré-operatório, administra-se tratamento farmacológico pré-anestésico que tem como propósito produzir noite tranqüila de sono, diminuir a ansiedade, permitir a indução suave da anestesia, com mínimo de estresse físico e psicológico, reduzir a necessária quantidade de anestésicos no procedimento cirúrgico, determinar a amnésia para acontecimentos do período pré-operatório e aliviar a dor pré-operatória, quando existente. Para garantir sedação noturna, diminuição da ansiedade, amnésia e redução de doses de agentes anestésicos usados na indução, usam-se ansiolíticos (diazepam e midazolam). Necessitando-se de analgesia, selecionam-se analgésicos opioides (morfina e fentanila) que também favorecem o emprego de menores doses anestésicas, tendo em vista seus efeitos depressores sobre o sistema nervoso central. Ainda pode ser usado um anticolinérgico (atropina) para prevenir a estimulação de secreções salivares e brônquicas induzidas pela intubação e se contrapor à bradicardia relacionada a certos procedimentos anestésicos. Fármacos prescritos no período perioperatório também são utilizados para obter sedação e cooperação de pacientes durante a realização de procedimentos diagnósticos de ambulatório (como endoscopias) e terapêuticos (como cirurgias de pequeno a médio porte sob anestesia local) ou durante permanência em unidades de cuidados intensivos (UCI). Desnutrição pré-operatória é reconhecidamente um fator independente de risco de maior morbidade e mortalidade pós-operatórias, por diminuição dos compartimentos de composição corporal, notadamente massa magra, imunodepressão do tipo celular e retardo na cicatrização das feridas2(B). Dessa maneira, a terapia nutricional (TN) está geralmente indicada para o paciente cirúrgico, com o objetivo de prevenir a desnutrição ou minimizar seus efeitos24, 25(D). Recente análise multivariada mostrou que a TN é fator independente para diminuição de morbidade pós-operatória18(B). A morbidade, a mortalidade e o tempo de internação são os principais parâmetros a serem considerados para avaliar a eficácia dos objetivos da TN no perioperatório O principal objetivo da TN perioperatória é prevenir a desnutrição ou minimizar seus efeitos. As metas atuais da TN incluem também a imunomodulação, a melhora do estresse oxidativo e a melhora dos resultados pós-operatórios. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Desnutrição Substituir fluido corporal por meio da ingestão de mais líquidos ou administração de fluidos por terapia intravenosa (IV). Evitar perda de peso progressiva em relação ao estado nutricional atual; • Otimizar ingestão de nutrientes durante a fase aguda; • Cura de feridas ou úlceras por pressão; • Melhorar mobilidade, fragilidade do paciente e qualidade de vida do paciente; • Melhorar o balanço nitrogenado; • Reduzir proteólise; • Melhorar resposta imune; • Reduzir tempo de internação. Como a desnutrição é multifatorial, para definir recomendações de macro e micronutrientes e administração de imunonutrientes é necessário conhecer a condiçãoclínica (doença aguda ou crônica) e patologia de base. Desta maneira para cada patologia associada haverá sua própria dietoterapia. Para o início da terapia nutricional deve-se considerar o peso atual como base para cálculo de necessidades nutricionais a fim de se evitar a síndrome de realimentação. ENERGIA • 30 a 35 kcal/kg/dia CARBOIDRATOS • 5-7 g/kg/min (50 a 60% calorias) 156 PROTEÍNAS • 1,2 a 1,5g/kg (20 a 25% VET) LIPÍDEOS • 0,5-1,0g/kg/dia (30 a 40% VET) PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Fístula Digestivas - Manejo hidroeletrolítico: Considerar volume drenado na fístula + perdas basais (diurese,perdas insensíveis) Repor magnésio, zinco e manganês – fístula alto débito Repor eletrólitos conforme níveis séricos e perdas conforme dosagem no líquido drenado na fístula (alto débito) - Manejo infeccioso: diagnóstico e tratamento precoce de sepse e drenagem de abscesso - Manejo da pele: uso precoce de curativos com hidrocolóides. Fístulas altas devido maior quantidade de bile e suco pancreático apresentam com maior freqüência alterações cutâneas Impedir a desnutrição e, se estiver desnutrido, que esse estado não se agrave. • Minimizar o trânsito pela região da fístula (acelerar a cicatrização e promover fechamento espontâneo); • Oferecer TN para eventual operação corretiva da fístula num segundo tempo; • Modular a reação imunoinflamatória, diminuindo o excesso de inflamação (SIRS) e de imunossupressão (CARS). Baixo débito CALORIAS • Com sepse: 20-25 kcal/kg/d • Sem sepse: 25-30 kcal/kg/d PROTEÍNAS • 1,2 – 1,5g/kg/d 159 LIPÍDEOS • 20 – 30% do total de calorias VITAMINAS • Manter RDA e 2 vezes RDA para vitamina C MINERAIS • Manter rotina. Controlar magnésio, potássio e fósforo. ELETRÓLITOS • Controle diário 1.2.2 Alto débito CALORIAS • Com sepse: 20-25 kcal/kg/d • Sem sepse: 30-35 kcal/kg/d PROTEÍNAS • 1,5 – 2,5g/kg/d LIPÍDEOS • 20 – 30% do total de calorias VITAMINAS • 2 vezes RDAs • B12 parenteral em fístula de íleo proximal MINERAIS • Acima da RDA para zinco, selênio e cobre. ELETRÓLITOS • Controle diário FIBRAS • Fibra solúvel: em caso de fístulas colônicas distais IMUNONUTRIENTES • Glutamina (VO): em fístula de alto débito, associada ao uso de TNP PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Gastrectomia ant. inflamatórios devem ser indicados pelo médico, · Nevrix · Betrat · Creon · Ampicilina · Fosfato de potássio · Seis B100mg · Seis B300mg · Cinetic · Calciun Sandoz Fe FF suspensão de alimentos com ácidos alimentos pastosos, ou liquida devido a gravidades gastrointestinal, e tolerância individual alimentar do paciente com alimentação. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Síndrome de Realimentação Reposição eletrolítica, insulinoterapia quando da ocorrência de hiperglicemia e, se necessário reposição de minerais e vitamínica, principalmente da vitamina B1. Envolvem o restabelecimento do peso, a normalização do padrão alimentar e da percepção de fome e saciedade e a correção das sequelas biológicas e psicológicas da desnutrição Dieta hipercalórica e hiperproteica, associada a dieta enteral, parenteral ou oral, para complementar o aporte de calorias e nutrientes. PATOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOSO TERAPIA NUTRICIONAL RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Úlcera por Pressão Limpeza da ferida com jato de soro fisiológico de preferência morno A terapia nutricional está indicada sempre que o paciente não conseguir atingir suas necessidades nutricionais vitaminas e minerais, pela via oral convencional, à semelhança do que ocorre com outras enfermidades Tratando ao paciente para controlar o diabetes, o colesterol alto do sangue, a má nutrição e a anemia, dependendo do grado nutricional individual.