Prévia do material em texto
Tomada de decisão, solução de problemas, raciocínio
crítico e raciocínio clínico: requisitos para uma
liderança e administração de sucesso
● Tomar decisões costuma ser entendido como o mesmo que administrar, sendo um dos
critérios de julgamento do administrador experiente.
● Muito do tempo de um administrador é usado no exame crítico de problemas, em sua
solução e na tomada de decisão
● A qualidade das decisões tomadas por um líder-administrador é o que normalmente mais
pesa em seu sucesso ou fracasso.
● Decidir, assim, é a atividade mais inata de um líder e o elemento central de uma
administração.
● Decidir, resolver problemas e pensar de forma crítica constituem habilidades aprendidas que
melhoram com a prática.
Decidir é um processo cognitivo complicado, sendo normalmente definido como a escolha de
determinado rumo para nossos atos.
Resolver problemas é parte do processo decisório e representa um processo sistemático que se
concentra na análise de uma situação difícil. A resolução de problemas sempre inclui uma etapa
decisória.
Tomar decisões, por sua vez, costuma ser algo desencadeado por um problema, embora seja
realizado de modo a não se concentrar na eliminação do problema subjacente.
● Pensar de forma crítica, também conhecido como raciocínio reflexivo, tem a ver com avaliar,
e vai além de decidir e resolver problemas.
● Independentemente da definição de pensamento crítico, a maioria concorda ser ele mais
complicado do que resolver problemas ou tomar decisões; envolve raciocínio e avaliação em
nível superior e apresenta um componente cognitivo e afetivo.
● Insight, intuição, empatia e desejo de agir são elementos adicionais ao pensamento crítico.
Essas mesmas habilidades são necessárias, até certo ponto, na tomada de decisão e na
solução de um problema.
1. Enfermeiros precisam ter habilidades de raciocínio em alto nível para identificar os problemas
dos pacientes e direcionar julgamentos clínicos e ações rumo a resultados positivos.
2. Quando enfermeiros integram e aplicam diferentes tipos de conhecimento para ponderar
evidências, eles raciocinam criticamente acerca de argumentos e refletem sobre o processo
usado para se chegar a um diagnóstico; isso é conhecido como raciocínio clínico
3. Dessa forma, o raciocínio clínico usa tanto o conhecimento quanto a experiência para tomar
decisões no ponto de atendimento.
Modelo integrado de solução de problemas éticos
1. Declare o problema.
2. Colete informações adicionais e analise o problema.
3. Desenvolva alternativas, analise-as e compare-as.
4. Selecione a melhor alternativa e justifique a sua decisão.
5. Desenvolva estratégias para implementar com sucesso uma alternativa escolhida e colocá-la
em prática.
6. Avalie os resultados e previna uma ocorrência similar.
Elementos fundamentais à tomada de decisão
1. Definir claramente os objetivos
2. Coletar dados com cuidado
3. Levar o tempo que for preciso.
4. Gerar várias alternativas
5. Pensar de forma lógica
6. Escolher e agir de forma decisiva
Estratégias para que o enfermeiro iniciante promova amelhor prática
baseada em evidências
1. Manter-se atualizado sobre as evidências – assinar periódicos profissionais e ler bastante.
2. Usar e estimular o uso de fontes múltiplas de evidências.
3. Usar evidências não somente como apoio às intervenções clínicas, mas também como apoio
às estratégias de ensino.
4. Descobrir fontes estabelecidas de evidências em sua especialidade – não reinventar a roda.
5. Implementar e avaliar diretrizes de prática clínica sancionadas nacionalmente.
6. Questionar e desafiar as tradições na enfermagem e promover um espírito de assumir riscos.
7. Dissipar mitos e tradições que não tenham sustentação de evidências.
8. Cooperar local e globalmente com outros enfermeiros.
9. Interagir com outras disciplinas para colocar em prática as evidências em enfermagem.
O fato de tomar decisões com base em evidências e exercer uma prática
baseada em evidências deve ser entendido como imperativo a todos os
enfermeiros de hoje, bem como à profissão como um todo.
● É importante reconhecer que a implementação das melhores práticas baseadas em
evidências não constitui apenas uma meta individual do enfermeiro que atua em instituições
de saúde (Prevost, 2014).
● São poucos os enfermeiros que entendem o significado das melhores práticas e da prática
baseada em evidências, e muitas culturas organizacionais não lhes dão apoio para a busca e
a utilização da pesquisa para uma mudança em práticas já antigas, arraigadas na tradição,
mais do que na ciência.
● Há necessidade de apoio administrativo para acesso aos recursos, oferecimento de
funcionários de apoio e sanção das mudanças necessárias em políticas, procedimentos e
práticas para que a coleta de dados baseados em evidências seja parte da prática de todos
os enfermeiros (Prevost, 2014).
● Essa abordagem ao atendimento vem sendo reconhecida até mesmo como a
expectativa-padrão por parte das organizações de acreditação, como a Joint Commission,
além de uma expectativa em relação à designação de hospitais-magnet
Pensar com lógica
Durante o processo de solução de problemas, deve-se fazer inferências a partir de informações. Uma
inferência é parte do raciocínio dedutivo.
As pessoas têm de analisar com cuidado as informações e as alternativas. Uma lógica incorreta a
essa altura pode resultar em decisões insatisfatórias. Basicamente, as pessoas pensam de forma
ilógica de três maneiras:
1. Generalizando de forma excessiva. Este tipo de raciocínio “torto” ocorre quando o indivíduo
crê que, pelo fato de A apresentar determinada característica, todos os outros As devem
possuir essa mesma característica. Esse raciocínio é exemplificado por declarações
estereotipadas, empregadas como justificativa em argumentos e decisões.
2. Afirmando as consequências. Neste tipo de raciocínio ilógico, o indivíduo decide que, se B é
bom e se as pessoas estão fazendo A, então A não deve ser bom.
3. Aquele que decide e está relutante pode obter ajuda ao ter em mente que, mesmo que as
decisões tenham consequências de longo prazo, não são talhadas em bronze.
Ferramenta GUT - gravidade, urgência, tendência
GRAVIDADE: consideramos a intensidade ou profundidade dos danos que o problema pode causar
se não se atuar sobre ele. Tais danos podem ser avaliados quantitativa ou qualitativamente.
1. dano mínimo
2. dano leve
3. dano regular
4. grande dano
5. dano gravíssimo
TENDÊNCIA: considerar o desenvolvimento que o problema terá na ausência de ação. A técnica
consiste em listar uma série de atividades a realizar e atribuir os graus quanto à gravidade, urgência
e tendência.
1. desaparece
2. reduz-se ligeiramente
3. permanece
4. aumenta
5. piora muito
URGÊNCIA: considera o tempo para a eclosão de danos ou resultados indesejáveis se não atuar
sobre o problema.
1. LONGUÍSSIMO PRAZO (DOIS OU MAIS MESES)
2. LONGO PRAZO (UM MÊS)
3. PRAZO MÉDIO (UMA QUINZENA)
4. CURTO PRAZO (UMA SEMANA)
5. IMEDIATAMENTE (ESTÁ OCORRENDO)
Dimensionamento da equipe de
enfermagem
Dimensionamento
O Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem deverá, obrigatoriamente, ser embasado na
Resolução Cofen nº 543/2017, que estabelece os parâmetros mínimos para dimensionar o
quantitativo de profissionais das diferentes categorias de enfermagem para os serviços/locais em que
são realizadas atividades de enfermagem.
Trabalho de Enfermagem
● Assistir
● Gerenciar
● Pesquisar
● Participar politicamente
● Ensinar
Processo de Cuidar
● Ferramentas na dinâmica do cuidado e do serviço
● Dimensionamento
● Prática efetiva e eficaz
Dimensionamento de Pessoal
● Etapa Inicial do provimento de pessoal
● Previsão da quantidade de funcionários de cada categoria
● Suprir as necessidades da assistência de enfermagem direta ou indiretamente
Competência do Enfermeiro
● FUNÇÃO GERENCIAL PRIVATIVA¹
✓ PROVER E MANTER PESSOAL DE ENFERMAGEM QUALIFICADO E EM NÚMERO
SUFICIENTE;
● PRESTAÇÃO ASSISTÊNCIA COM QUALIDADE E SEGURA
● GARANTIR CONTINUIDADE VIGÍLIA
Dimensionamento
OS PARÂMETROS REPRESENTAM NORMAS TÉCNICASMÍNIMAS, CONSTITUINDO-SE EM
REFERÊNCIAS PARA ORIENTAR OS GESTORES E GERENTES DAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE:
❖ NO PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE SAÚDE;
❖ NA PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE SAÚDE;
❖ NA PRIORIZAÇÃO DAS AÇÕES DE SAÚDE A SEREM DESENVOLVIDAS
PARA ESTABELECER O DIMENSIONAMENTO DO QUADRO DE PROFISSIONAIS DE
ENFERMAGEM O ENFERMEIRO DEVE BASEAR-SE NAS CARACTERÍSTICAS DESCRITAS
ABAIXO:
● DO SERVIÇO DE SAÚDE;
● DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM E DO PACIENTE
Dimensionamento de enfermagem
❖ Unidades assistenciais ininterruptas/internação
❖ Cuidados Mínimos / cuidados intermediários / Cuidados de Alta dependência / Cuidados
semi-intensivos e cuidados intensivos
❖ Central de Material
❖ Centro de Diagnóstico por Imagem
❖ Hemodiálise
❖ Saúde Mental e Psiquiatria
❖ Centro Cirúrgico
❖ Unidades Especiais
❖ Ambulatório / Pronto Socorro / UPA
❖ Atenção Básica - UBS
As características da instituição também devem ser consideradas, podendo
sofrer adequações regionais e/ou locais, de acordo com realidades
epidemiológicas e:
1. Missão;
2. Porte;
3. Estrutura organizacional;
4. Estrutura física;
5. Tipos de serviços e/ou programas;
6. Tecnologia e complexidade dos serviços e/ou programas;
7. Política de pessoal;
8. Política do RH;
9. Política financeira;
10. Atribuições e competências dos integrantes dos diferentes serviços e/ou programas;
11. Indicadores tanto do Ministério da Saúde quanto institucionais
O serviço de enfermagem deve ser também considerado quanto à
fundamentação legal do exercício profissional (Lei nº 7.498/86 e Decreto
nº 94.406/87), o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem,
Resoluções COFEN e Decisões dos CORENs, além dos aspectos
técnico-administrativos:
1. Modelo gerencial;
2. Modelo assistencial;
3. Métodos de trabalho ;
4. Jornada de trabalho;
5. Carga horária semanal;
6. Padrões de desempenho dos profissionais;
7. Índice de segurança técnica (IST);
8. Taxa de absenteísmo (TA);
9. Taxa de ausência de benefícios (TB);
10. Proporção de profissionais de enfermagem de nível superior e médio;
11. Indicadores de avaliação de qualidade de assistência.
Indicadores conhecidos
● Quedas de paciente;
● Contenção mecânica no leito;
● Úlceras por pressão;
● Soromas;
● Flebite;
● Manutenção da integridade da pele;
● Taxa de ocupação;
● Tempo médio de permanência;
● Índice de infecção;
● Índice de mortalidade;
Sistema de Classificação de Paciente - SCP
➔ Cuidados mínimos (CM) = 16-26
Paciente estável, sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, e fisicamente auto suficiente
quanto ao atendimento das necessidades humanas básicas
➔ Cuidados intermediários (CI) = 27-37
Paciente estável, sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, com parcial dependência
dos profissionais de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas.
➔ Cuidados de alta dependência (CAD) = 38-48
Paciente crônico, incluindo o de cuidado paliativo, estável sob o ponto de vista clínico, porém
com total dependência das ações de enfermagem para o atendimento das necessidades
humanas básicas.
➔ Cuidados semi-intensivos (CSI) = 49-59
Paciente passível de instabilidade das funções vitais, recuperável, sem risco iminente de
morte, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.
➔ Cuidados intensivos (CIN) = acima de 59
Paciente grave e recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das
funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada
Sistema de Classificação de Pacientes
1. Estado mental
2. Oxigenação
3. Sinais vitais
4. Motilidade
5. Deambulação
6. Alimentação
7. Cuidado corporal
8. Eliminação
9. Terapêutica
10. Integridade cutâneo-mucosa/comprometimento tecidual
11. Curativo
Forma de determinar o grau de dependência de um paciente em relação à equipe de enfermagem,
objetivando estabelecer o tempo despendido no cuidado direto e indireto, bem como o qualitativo de
pessoal para atender às necessidades bio psico sócio espirituais do paciente.
Sugere-se utilizar os seguintes instrumentos de Classificação de Pacientes – SCP:
● Dini (2014);
● Fugulin, Gaidzinski e Kurcgant (2005);
● Perroca e Gaidzinski (1998);
● Perroca (2011); •Martins (2007)
Resolução 543/2017
Para efeito de cálculo, devem ser consideradas como horas de enfermagem, por leito, nas 24 horas:
★ 4 horas de enfermagem por paciente, no cuidado mínimo (PCM);
★ 6 horas de enfermagem por paciente, no cuidado intermediário (PCI);
★ 10 horas de enfermagem por paciente, no cuidado de alta-dependência (PCAD);
★ 10 horas de enfermagem por paciente, no cuidado semi-intensivo (PCSI);
★ 18 horas de enfermagem por paciente, no cuidado intensivo(PCIt)
Considerando:
● Índice de segurança técnica – IST – 15 (nunca inferior)
● Jornada semanal de trabalho – JST – Considerar 20; 24; 30; 32,5; 36 e 40 horas
● Período de tempo: 4, 5 e 6 horas – PT
Distribuição percentual dos profissionais de enfermagem
● Assistência mínima e intermediária, de 33% de enfermeiros (mínimo de 6) e os demais são
auxiliares/técnicos de enfermagem;
● Assistência alta-dependência, de 36% de enfermeiros e os demais são técnicos e/ou
auxiliares de enfermagem;
● Assistência semi-intensiva, de 42% de enfermeiros e os demais são técnicos de
enfermagem;
● Assistência intensiva, de 52% de enfermeiros, demais são técnicos de enfermagem.
Distribuição percentual dos profissionais de enfermagem
● Cuidado mínimo: 1 profissional de enfermagem para 6 pacientes;
● Cuidado intermediário: 1 profissional de enfermagem para 4 pacientes;
● Cuidado de alta-dependência: 1 profissional de enfermagem para 2,4 pacientes;
● Cuidado semi-intensivo: 1 profissional de enfermagem para 2,4 pacientes;
● Cuidado intensivo: 1 profissional de enfermagem para 1,33 pacientes
Cálculo de Quadro de Pessoal (QP) para Unidades de Internação Cálculo da
quantidade de profissionais (QP) de enfermagem para unidade de
internação:
QP = Km x THE
Onde THE (total de horas de enfermagem) calcula-se como segue abaixo:
THE = {(PCM x 4) + (PCI x 6) + (PCAD x 10) + (PCSI x 10) + (PClt x 18)}
Km = Constante Marinho
Km = DS x IST
JST
DS = dias da semana = 7
JST = jornada semanal de trabalho (20, 30, 36h...)
IST = Índice de segurança técnica = 15% = 1.15
Portanto Km é uma constante conforme quadro abaixo:
● Km (20) 0,4025
● Km (24) 0,3354
● Km (30) 0,2683
● Km (36) 0,2236
● Km (40) 0,2012
● Km (44) 0,1829
Situações especiais
● Para berçário e unidade de internação em pediatria, a criança menor de seis anos e o
recém-nascido devem ser classificados com necessidades de cuidados intermediários.
● O quadro de profissionais de enfermagem em unidades assistenciais, composto por 50% ou
+ de pessoas com idade superior a 50 anos ou 20% ou + de profissionais com
limitação/restrição para o exercício das atividades, deverá ser acrescido 10% ao QP
Para utilizarmos a fórmula com Km, é necessário que:
● A unidade trabalhe 07 dias na semana
● O índice de segurança técnica será sempre de 15%.