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J U N H O D E 2 0 2 2
P R O F. A N A S O U Z A E P R O F. M A R I N A AYA B E
PRÉ-NATAL 
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Pré-NatalOBSTETRÍCIA 2
PROF. ANA 
SOUZA E PROF.
MARINA AYABE
@dra.marinamoraes@profa.anasouza
INTRODUÇÃO:
@estrategiamed
/estrategiamed
t.me/estrategiamed
Estratégia MED
APRESENTAÇÃO
PARA COMEÇO DE CONVERSA
Olá, Doc! Você está prestes a iniciar o estudo de um dos 
temas mais importantes para a prática da Obstetrícia e para sua 
prova: a assistência pré-natal. 
Fique atento, porque, apesar de, à primeira vista, poder 
parecer um tema corriqueiro, minha sugestão é que você faça essa 
leitura de forma bastante cuidadosa, buscando solidificar esses 
conhecimentos relativamente simples, mas fundamentais para sua 
prova de Obstetrícia. 
Particularmente, considero que o sucesso para responder 
corretamente às questões a respeito dos cuidados relativos ao 
pré-natal esteja em habituar-se a prestar atenção aos detalhes. 
São questões, na maioria das vezes, relativamente fáceis, sendo 
fundamental que você não perca pontos ao resolvê-las.
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Pré-NatalOBSTETRÍCIA 3
Uma consideração bastante importante a respeito desse 
tema é que geralmente as provas de Residência Médica se 
baseiam no protocolo de cuidados para assistência pré-natal 
proposto pelo Ministério da Saúde, porém é essencial que você 
conheça o protocolo assumido pelo serviço onde você está 
realizando a prova. Particularidades de cada um desses serviços 
podem influenciar na escolha correta da questão. Durante esta 
leitura, chamaremos sua atenção para as condutas diferentes de 
alguns serviços sempre que necessário.
No decorrer desta leitura, você perceberá que faremos 
referência a diversos livros de nosso curso, o que é natural ao 
pensarmos que o pré-natal envolve o momento de diagnóstico 
e cuidado das diversas condições que se associam ou que 
IMPORTÂNCIA DO TEMA
A engenharia reversa revela que cerca de 10% das questões de Obstetrícia nas provas de Residência 
Médica são a respeito de assistência ao pré-natal, de acordo com o levantamento que a equipe de Obstetrícia 
do Estratégia MED realizou das principais provas do país nos últimos anos. Porcentagem bastante expressiva, 
não é, Doc? Portanto anime-se!!! Você está iniciando um livro digital que lhe garante cerca de 10% das 
questões de Obstetrícia de sua prova.
O gráfico a seguir demonstra a distribuição dos principais grandes temas obstétricos de acordo com sua frequência nas provas de 
Residência Médica. Ressalto que, dentro de "assistência ao pré-natal", os tópicos relativos à rotina de exames complementares são muito 
mais frequentes nas provas do que as questões a respeito de anamnese obstétrica, do exame físico ou da datação da gestação, porém 
esses últimos são essenciais para que você realize com segurança a maioria das estações práticas de Obstetrícia, por isso também serão 
abordados com atenção nas próximas páginas.
ocorrem durante a gravidez. Apesar de tantas correlações com 
outros livros digitais, minha dica, antes de iniciarmos o estudo da 
assistência ao pré-natal, visando que ele seja facilitado e, dessa 
forma, mais prazeroso, é que você estude previamente o livro 
digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO". 
Ter clareza a respeito das transformações que ocorrem 
no corpo materno durante a gravidez irá ajudá-lo a entender 
as queixas e cuidados mais característicos de cada trimestre da 
gestação e até mesmo os critérios relacionados ao diagnóstico 
da gestação. Então, se ainda não estudou esse tema, minha 
sugestão é que interrompa sua leitura por aqui e que o estude. 
Agora, caso já tenha feito isso, vamos prosseguir lapidando seus 
conhecimentos obstétricos desse tema extremamente relevante.
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Pré-NatalOBSTETRÍCIA 4
Espero ter conseguido demonstrar a você a relevância desse estudo para sua caminhada rumo a sua aprovação e que essa leitura 
seja agradável e contribua para que seu aprendizado seja natural e progressivo. 
Durante o estudo da primeira parte desse tema tão amplo, abordamos os principais fundamentos da avaliação clínica da gestante. 
Agora, nesta segunda parte, vamos nos debruçar sobre o aspecto relativo à assistência pré-natal que é mais frequentemente avaliado 
nas provas de Residência Médica e Revalidação: os exames complementares que fazem parte da rotina pré-natal. Além disso, também 
estudaremos como realizar corretamente a datação da gestação e que condutas e cuidados gerais devem ser orientados às gestantes de 
risco habitual. 
Desejo que você possa estar tão animado para iniciar essa leitura quanto eu estou animada por poder discutir esse tema essencial 
com você!
Ao concluirmos esse tema, você deve ser capaz de: 
Intercorrências obstétrica
Obstetrícia fisiológica Medicina fetal
Doenças associadas à gestação PARTO
Puerpério
Pré-natal
25%
4%
7%
11%
13%
15%
25%
• Definir quais são os exames complementares da rotina pré-natal.
• Interpretar corretamente o resultado desses exames e saber definir a conduta a partir disso.
• Orientar sobre a vacinação durante a gravidez.
• Orientar quanto à suplementação vitamínica das gestantes.
• Datar corretamente a gestação.
Vamos lá? A Residência aguarda-o!
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Curso Extensivo | Junho 2022
Pré-natalOBSTETRÍCIA 
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SUMÁRIO
1.0 PRÉ-NATAL 8
1.1 DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO 12
2.0 ANAMNESE OBSTÉTRICA 16
2.1 CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL 16
2.2 DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP) 24
2.3 IDENTIFICAÇÃO 26
2.3.1 IDADE 26
2.3.2 ESCOLARIDADE 28
2.3.3 PROCEDÊNCIA 28
2.3.4 SITUAÇÃO CONJUGAL 29
2.3.5 OCUPAÇÃO 29
2.4 ANTECEDENTES FAMILIARES 30
2.5 ANTECEDENTES CLÍNICOS PESSOAIS 30
2.5.1 USO DE MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ 32
2.5.2 HÁBITOS E VÍCIOS DURANTE A GRAVIDEZ 41
2.5.3 ANTECEDENTES CIRÚRGICOS 43
2.6 ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS 44
2.7 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS 47
2.7.1 CLASSIFICAÇÃO EM NÚMERO DE GESTAÇÕES, PARIDADE E ABORTOS ANTERIORES (G P A) 47
2.7.2 ORDEM CRONOLÓGICA DOS DESFECHOS E PARTICULARIDADES DAS GESTAÇÕES ANTERIORES 49
2.8 QUATRO PERGUNTAS-CHAVE PARA ANAMNESE OBSTÉTRICA 53
2.9 PRINCIPAIS SINTOMAS NA GESTAÇÃO 54
2.9.1 HIPERÊMESE GRAVÍDICA 54m
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Curso Extensivo | Junho 2022
Pré-natalOBSTETRÍCIA 
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3.0 EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO 60
3.1 PRESSÃO ARTERIAL 62
3.2 PESO 62
3.2.1 CIRURGIA BARIÁTRICA: REPERCUSSÕES E CUIDADOS 67
3.3 MEMBROS INFERIORES 68
3.4 EXAME OBSTÉTRICO ABDOMINAL 69
3.4.1 INSPEÇÃO ABDOMINAL 69
3.4.2 MANOBRAS OBSTÉTRICAS 71
3.4.3 ALTURA UTERINA 75
3.4.4 AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS 80
4.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DA PRIMEIRA CONSULTA DE PRÉ-NATAL 85
4.1 EXAMES SÉRICOS GERAIS 87
4.1.1 HEMOGRAMA 87
4.1.2 TIPAGEM SANGUÍNEA E PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES/COOMBS INDIRETO 89
4.1.2.1 PROFILAXIA DA ALOIMUNIZAÇÃO E DA DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL 91
4.1.2.2 “PEGADINHAS”92
4.1.3 GLICEMIA DE JEJUM 95
4.1.4 TSH 98
4.2 EXAMES SÉRICOS SOROLÓGICOS 99
4.2.1 SOROLOGIA PARA HIV 100
4.2.2 SOROLOGIA PARA SÍFILIS 103
4.2.3 SOROLOGIA PARA TOXOPLASMOSE 108
4.2.4 SOROLOGIA PARA RUBÉOLA 115
4.2.5 SOROLOGIA PARA HEPATITE B 117
4.2.6 SOROLOGIA PARA HEPATITE C 119
4.3 EXAMES NÃO SÉRICOS 120
4.3.1 URINA TIPO 1 E UROCULTURA 120
4.3.2 COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA 123
4.3.3 PARASITOLÓGICO DE FEZES 126
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Curso Extensivo | Junho 2022
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5.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DE SEGUIMENTO PRÉ-NATAL 128
5.1 TESTE ORAL DE TOLERÂNCIA À GLICOSE 75 G 129
5.2 SWAB ANAL E VAGINAL PARA PESQUISA DE ESTREPTOCOCO DO GRUPO B 134
6.0 ORIENTAÇÕES GERAIS 141
6.1 IMUNIZAÇÃO 141
6.2 NUTRIÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO 146
6.2.1 ÁCIDO FÓLICO 146
6.2.2 SULFATO FERROSO 149
6.2.3 OUTRAS VITAMINAS E MINERAIS 151
6.2.4 POLIVITAMÍNICOS ASSOCIADOS 153
6.3 ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO 154
6.3.1 BENEFÍCIOS 154
6.3.2 FREQUÊNCIA 155
6.3.3 POSIÇÃO 155
6.3.4 CONTRAINDICAÇÕES 155
6.4 OUTRAS RECOMENDAÇÕES PARA A GESTANTE 157
6.4.1 VIAGENS AÉREAS 157
6.4.2 ATIVIDADE SEXUAL 157
6.4.3 PLANO DE PARTO 157
7.0 DETERMINAÇÃO DO RISCO GESTACIONAL 157
8.0 VERSÕES DAS AULAS 160
9.0 LISTA DE QUESTÕES 161
10.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 162
11.0 ÍNDICE DE TABELAS E FIGURAS 162
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 165
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Curso Extensivo | Junho 2022
Pré-natalOBSTETRÍCIA 
8
1.0 PRÉ-NATAL
CAPÍTULO
Pré-natal, em sua essência, é o seguimento da gestante, desde o diagnóstico da gravidez até o parto.
Objetiva evitar impactos na saúde do binômio materno-fetal e garantir que o recém-nascido e a mãe 
estejam saudáveis ao final do período gravídico, oferecendo cuidados clínicos, mas também psicossociais, 
preventivos e educacionais.
A assistência ao pré-natal é muito bem estruturada, 
alicerçada em três grandes pilares:
• Anamnese obstétrica
• Exame físico
• Exames complementares
Alicerces simples e acessíveis. Mas não os subestime, 
Doc! É justamente sua facilidade de replicação que garante que 
os principais cuidados à gestante e ao feto sejam assegurados, 
independentemente das condições técnicas e econômicas das mais 
diversas realidades de um país continental como o Brasil. 
A assistência ao pré-natal realizada adequadamente é 
fundamental para a redução até mesmo da mortalidade materna 
e é um importante marcador da qualidade do cuidado materno, 
sendo um aspecto que merece toda a atenção das políticas de 
saúde.
A anamnese e o exame físico realizados durante a consulta 
pré-natal permitem que o risco gestacional seja definido e guiam a 
decisão dos exames complementares a serem solicitados. 
É importante esclarecer que há exames complementares 
que serão solicitados rotineiramente para todas as grávidas. É uma 
“receitinha de bolo” que deve ser realizada por todas as gestantes, 
as de risco habitual ou não; e, diante de alguns fatores de risco ou de 
comorbidades identificadas, outros exames deverão ser solicitados.
Neste livro, abordaremos a assistência ao pré-natal a ser 
garantida a uma gestante de risco habitual. As particularidades do 
seguimento pré-natal quando a gestante apresenta comorbidades 
serão abordadas em seus livros digitais específicos, por exemplo: 
"DIABETES NA GESTAÇÃO" e "DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA 
DA GESTAÇÃO" e "HIPERTENSÃO ARTERIAL CRÔNICA".
Uma vez que a assistência pré-natal é um atendimento muito 
bem estruturado, outra particularidade dela é que há intervalos 
mínimos preestabelecidos para que os retornos da gestante 
aconteçam. 
Enquanto, em outras especialidades, a reavaliação, se 
ocorrer em um ou dois meses, não interferirá tanto no seguimento 
do paciente, na obstetrícia, isso pode representar perder janelas 
importantes de oportunidades de diagnóstico e tratamento. 
Tenha sempre em mente que há um feto se desenvolvendo 
ininterruptamente e que todo tempo pode ser decisivo para 
garantir seu bem-estar, Doc.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a 
gestante passe, ao menos, por seis consultas de pré-natal para 
que a assistência seja considerada adequada. O intervalo entre as 
consultas de pré-natal em uma gestação de risco habitual obedece 
aos seguintes intervalos:
A cada quatro semanas até a 28ª semana de gestação. Excetuando-se o primeiro retorno, que deve ocorrer 
em até 15 dias para avaliação dos exames da rotina de pré-natal solicitados na primeira consulta.
A cada 15 dias entre a 28ª e a 36ª semana de gestação.
Semanalmente a partir do termo (37a semana) até o parto. 
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Pré-natalOBSTETRÍCIA 
9
ATÉ QUANDO AGUARDAR PELO PARTO?
O Ministério da Saúde sugere que as gestações de risco habitual sejam acompanhadas até a 41ª semana e, se não ocorrer trabalho 
de parto espontâneo, que seja realizada a indução do parto com a concordância da gestante, em razão do aumento de morbimortalidade 
fetal com o aumento da idade gestacional. Esse é o protocolo assumido por muitas maternidades. 
No entanto, tenha muita atenção ao protocolo assumido no serviço em que você vai prestar sua prova de Residência, Doc! 
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e o Zugaib (USP-SP) orientam aguardar o trabalho de parto espontâneo 
até a 42ª semana de gestação e só então realizar a indução do parto. 
Em qualquer um dos casos, é fundamental que a gestante e a vitalidade fetal sejam monitoradas durante o pós-datismo em 
reavaliações a cada 48-72 horas, enquanto se aguarda o trabalho de parto espontâneo.
Estude mais sobre esse tema no livro digital "INDUÇÃO DO PARTO E PÓS-DATISMO".
Atenção, Doc! NÃO há alta do pré-natal!
A questão abaixo é um exemplo de como esse tema pode ser avaliado em sua prova. Tente resolvê-la.
CAI NA PROVA
(HPEV – 2019) Com relação à Assistência Pré-Natal de Risco Habitual (Baixo Risco), é INCORRETO afirmar que:
A) Não existe alta do pré-natal, independentemente da classificação de risco da gestação até a 41ª semana.
B) A Organização Mundial de Saúde recomenda o mínimo de 6 consultas de pré-natal para adequada assistência.
C) O principal indicador do prognóstico ao nascimento é o acesso e assistência pré-natal de qualidade.
D) As consultas deverão ser mensais até a 28ª semana, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais no termo.
E) Deve-se aguardar o início de trabalho de parto até a 42ª semana de gestação, nestes casos.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque está CORRETA. A gestante deve ser mantida em seguimento pré-natal até o parto. Não existe alta do 
pré-natal.
Incorreta a alternativa B, porque está CORRETA. A Organização Mundial da Saúde recomenda que sejam realizadas seis consultas ou mais 
de pré-natal para uma assistência adequada.
Incorreta a alternativa C, porque está CORRETA. Desfechos desfavoráveis, tanto maternos quanto fetais, estão mais associados a mulheres 
que não tiveram acesso à assistência adequada de pré-natal.
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Pré-natalOBSTETRÍCIA 
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Incorreta a alternativa D, porque está CORRETA. É recomendado que o intervalo entre as consultas de pré-natal de gestantes de risco 
habitual seja de quatro semanas até a 28ª semana, a cada 15 dias entre 28 e 36 semanas de gestação e, então, semanalmente até o parto.
Correta a alternativa E, porque está INCORRETA. O Ministério da Saúde recomenda que gestaçõesde risco habitual sejam 
acompanhadas até a 41ª semana e que seja realizada a indução do parto a partir dessa idade gestacional, caso não ocorra trabalho de 
parto espontâneo, em razão do aumento do risco gestacional à medida que a idade gestacional avança. Lembre-se de que, em serviços 
que assumem como protocolo assistencial a possibilidade de a gestação estender-se até a 42ª semana, essa alternativa estaria correta. 
Outro aspecto importante em relação à assistência ao pré-natal é que, em cada período da gestação, queixas mais comuns serão 
esperadas, assim como possíveis complicações também serão mais frequentes. Dessa forma, em geral, o olhar do pré-natalista deve estar 
voltado a investigar as peculiaridades mais comuns a cada idade gestacional, prevenir complicações e identificar alterações precocemente 
para prevenir complicações maiores.
Em geral, dividimos a gestação em três trimestres, o que auxilia na sistematização desse raciocínio diagnóstico a respeito das 
características e dos cuidados específicos a cada etapa da gestação.
• 1º trimestre – até a 12ª semana de gestação;
• 2º trimestre – até a 27ª semana de gestação;
• 3º trimestre – a partir da 28ª semana de gestação.
Além da classificação por trimestres, há a classificação quanto ao termo da gestação. Observe, a seguir, a classificação da ACOG de 
2013.
Definição dos limites do termo gestacional – ACOG 2013
Nomenclatura Idade gestacional
Pré-termo < 37 semanas
Termo inicial 37 semanas a 38 semanas e 6 dias
Termo 39 semanas a 40 semanas e 6 dias
Termo tardio 41 semanas a 41 semanas e 6 dias
Pós-termo ≥ 42 semanas
Tabela 1. Definição dos limites do termo gestacional segundo a ACOG, 2013.
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Prof. Marina Ayabe e Prof. Ana Souza| Curso Extensivo | Junho 2022
Pré-natalOBSTETRÍCIA 
11
Observe, a seguir, como isso pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(UFSC – 2020) Quanto à duração da gravidez, considerando a classificação atual (ACOG), consideramos termo tardio (late term) aquela entre:
A) 37 semanas a 37 semanas e 6 dias.
B) 38 semanas a 38 semanas e 6 dias.
C) 39 semanas a 40 semanas e 6 dias.
D) 41 semanas a 41 semanas e 6 dias.
E) 42 semanas ou mais.
COMENTÁRIOS:
Doc, questão “decoreba”, mas que garante pontinhos importantes rumo a sua aprovação.
Incorreta a alternativa A, porque a gestação entre 37 semanas e 38 semanas e 6 dias é chamada de termo inicial.
Incorreta a alternativa B, porque o intervalo mencionado na alternativa enquadra-se na gestação entre 37 semanas e 38 semanas e 6 dias, 
que é chamada de termo inicial.
Incorreta a alternativa C, porque a gestação entre 39 semanas e 40 semanas e 6 dias é chamada de termo ou full term.
Correta a alternativa D, porque a gestação entre 41 semanas e 41 semanas e 6 dias é chamada de termo tardio.
Incorreta a alternativa E, porque a gestação a partir de 42 semanas é chamada de pós-termo ou prolongada.
(CSNSC – 2020) Qual a idade gestacional considerada a termo?
A) 36 semanas.
B) 40 semanas. 
C) 28 semanas.
D) 42 semanas.
COMENTÁRIOS:
Incorretas as alternativas A e C, porque, no período até 36 semanas e 6 dias de idade gestacional, considera-se que o feto é pré-termo ou 
prematuro.
Correta a alternativa B, porque a idade gestacional entre 39 semanas e 40 semanas e 6 dias é chamada de termo completo.
Incorreta a alternativa D, porque, a partir da 42a semana de gestação, considera-se idade gestacional pós-termo.m
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Um ponto bastante relevante quanto à assistência pré-natal é que, na maioria das vezes, não se prestará atendimento 
médico para uma pessoa doente. Perceba que, frequentemente, a gestante não apresentará doenças associadas à gravidez. 
Esse pode ser considerado por muitos aspirantes à carreira um grande atrativo e certamente é um grande diferencial 
da obstetrícia em relação a outras especialidades médicas, além, é claro, do fato de termos duas ou mais vidas sendo 
cuidadas simultaneamente, a da mãe e a do(s) feto(s). Tenha sempre clareza de que a assistência ao pré-natal objetiva 
primordialmente manter a gestante e o feto assim, saudáveis! 
O plano de cuidados a ser estabelecido para cada grávida deve basear-se nos aspectos clínicos e laboratoriais, mas também deve avaliar 
os aspectos psicossociais que influenciam a vida dessa mulher. Investigar em que circunstâncias a gravidez foi concebida e qual é a rede de 
apoio de que a grávida dispõe são exemplos de aspectos que podem interferir profundamente desde a adesão ao pré-natal até mesmo às 
complicações que essa mulher possa apresentar no decorrer do ciclo gravídico puerperal. 
Outro aspecto muito importante do pré-natal é sua função educativa e preventiva. Note que, a partir do momento 
em que se educa uma mulher que será mãe, cria-se uma grande oportunidade de educação e mudança familiar. Mudanças 
de alguns hábitos podem contribuir, por exemplo, para mudar a história natural de algumas doenças como diabetes e 
hipertensão, baseando-se em famílias com hábitos mais saudáveis de vida. Aqui, podemos pensar em uma interface 
importante da obstetrícia com a saúde pública.
Por fim, todo esse plano de cuidados visa que, após o parto, um recém-nascido saudável seja entregue ao colo de sua mãe igualmente 
saudável ou, ainda, que os impactos de possíveis doenças ou complicações tenham sido minimizados ou evitados durante a evolução da 
gestação. 
A função do pré-natalista, portanto, deve ser a de garantir que, nesse intervalo de cerca de 40 semanas ou até menos, dependendo de 
quando a gestante iniciou o pré-natal, essa gestação se desenvolva da melhor maneira possível e represente o menor impacto sobre a saúde 
dessa mulher e do feto. Observe, no fluxograma a seguir, como são definidos os cuidados pré-natais e seus objetivos.
Anamnese
Exame físico
Exames 
complementares
Gestação de risco 
habitual ou de 
alto risco?
Plano de cuidados
Aspectos:
� Clínicos
� Laboratoriais
� Psicossociais
� Educativos
� Preventivos
Assegurar 
desenvolvimento 
da gestação
Evitar impactos na 
saúde materna e 
do recém-nascido
1.1 DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO
Um dos primeiros momentos tensos, no bom sentido, de uma gestante é o famoso "será mesmo que estou grávida?" Para isso, existem 
3 formas de diagnóstico: o clínico, laboratorial e por imagem, auxiliado pela ultrassonografia. Vamos avaliar cada um deles:
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Diagnóstico clínico
A principal queixa encontrada pela mulher no início da gravidez é o atraso menstrual. Se o atraso for < do que 12 semanas, o diagnóstico 
será por meio do teste imunológico de gravidez (TIG). Mas, se o atraso for > do que 12 semanas, o diagnóstico poderá ser feito clinicamente. 
Diante do atraso menstrual, os principais sintomas iniciais são fadiga, mastalgia, náuseas ou vômitos matinais e aumento da frequência 
urinária.
Portanto, existem sinais de presunção, de probabilidade e de certeza. É importante saber essa diferença, já que é um tema muito 
cobrado nas provas e detalhado no livro de modificações fisiológicas da gestação. Não deixe de se aprofundar nesse tópico.
Os sinais de presunção incluem manifestações sistêmicas e sinais mamários:
 Manifestações clínicas (atraso menstrual de até 14 dias, náuseas, vômitos, polaciúria, sonolência, alterações do apetite, sinal de 
Halban – lanugem –, linha nigra). 
Manifestações mamárias (hipersensibilidade dos mamilos, aumento do volume das mamas, sinal de Hunter – hiperpigmentação da 
aréola –, presença dos tubérculos de Montgomery,rede venosa de Haller, saída de colostro).
Os sinais de probabilidade são sinais do trato genital: atraso menstrual maior do que 14 dias, aumento do volume uterino, amolecimento 
do colo uterino, alteração do muco cervical, sinal de Piskacek (formato assimétrico do útero onde se implantou o embrião), sinal de Hegar 
(amolecimento do istmo cervical), sinal de Nobile-Budin (ocupação dos fórnices laterais), sinal de Kluge (arroxeamento da vagina), sinal de 
Osiander (pulsação das artérias vaginais no fórnice lateral).
E os 3 sinais de certeza: sinal de Puzos (rechaço fetal sentido ao empurrar o útero pelo fórnice anterior), palpação e percepção dos 
movimentos fetais e de partes fetais e ausculta dos batimentos cardíacos fetais.
Veja, na tabela a seguir, um resumo com os principais sinais de presunção, probabilidade e certeza de gestação.
SINAIS DE PRESUNÇÃO SINAIS DE PROBABILIDADE SINAIS DE CERTEZA
Atraso menstrual até 14 dias Atraso menstrual maior que 14 dias Sinal de Puzos
Náuseas e vômitos Aumento do volume uterino
Palpação e percepção de movimentos 
fetais ou de partes fetais
Congestão mamária Amolecimento do colo uterino
Ausculta de batimentos cardíacos fetais
Rede de Haller Alterações do muco cervical
Sinal de Hunter Sinal de Piskacek
Tubérculos de Montgomery Sinal de Hegar
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Tabela 2. Sinais de presunção, probabilidade e certeza de gestação.
Polaciúria Sinal de Nobile-Budin
Ausculta de batimentos cardíacos fetais
Cloasma gravídico Sinal de Jacquemier-Chadwick
Linha nigra Sinal de Kluge
Sinal de Halban Sinal de Osiander
Trato genitalSistêmicos e mamários Sinto/escuto
 Se quiser aproveitar, você pode estudar com mais detalhes este tópico no livro de MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS NA GESTAÇÃO. Mas 
não deixe de retornar aqui e terminar a leitura deste livro.
Diagnóstico laboratorial
É realizado por meio da dosagem de gonadotrofina coriônica 
humana (beta-hCG) para o diagnóstico precoce da gestação, 
quando o atraso menstrual é menor do que 14 dias.
O teste imunológico de gravidez (TIG) é sensível e confiável, 
porém é considerado caro e deverá ser solicitado após atraso 
menstrual de 15 dias. 
Os testes urinários (beta-hCG qualitativo) têm baixos 
resultados falso-positivos, porém podem apresentar resultado 
falso-negativo, levando ao atraso no início do pré-natal.
O beta-hCG quantitativo é detectado por meio do 
sangue periférico, 8 a 11 dias após a concepção. A maioria dos 
testes apresenta um corte de 25 a 30 mUI/mL, com resultados 
indeterminados e falso-positivos entre 2 e 25 mUI/mL. São 
considerados negativos valores menores do que 5 mUI/mL, e acima 
de 25 mUI/mL são considerados positivos.
Diagnóstico por imagem
O diagnóstico de uma gestação intrauterina pela 
ultrassonografia obstétrica inicial pode ser realizado a partir de 
4,5 a 5 semanas por meio da visualização do saco gestacional. 
Já o embrião pode ser visualizado a partir de 5,5 a 6 semanas, e 
os batimentos cardíacos fetais devem estar presentes quando o 
embrião apresenta o comprimento cabeça-nádega (CCN) maior ou 
igual a 7 mm.
O exame ultrassonográfico oferece à gestante a oportunidade 
de confirmação da idade gestacional, de detecção precoce de 
gestações múltiplas ou de malformações fetais. Porém, os benefícios 
da ultrassonografia ainda são incertos, já que sua omissão não 
diminui a qualidade do pré-natal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). 
A datação da gestação em idade gestacional < do que 15 
semanas é realizada por meio do comprimento cabeça-nádega 
(CCN). A medida do comprimento cabeça-nádega é o método 
mais preciso para avaliar a idade gestacional com um erro de 5 
dias quando medido antes de 9 semanas e de 7 dias entre 9 e 14 
semanas. Após 15 semanas, a datação é calculada pela medida do 
diâmetro biparietal, do fêmur e da circunferência abdominal.
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Se você quer estudar mais detalhes sobre a avaliação ultrassonográfica para a datação da gestação, aproveite a oportunidade e já 
complemente a leitura no livro de ULTRASSONOGRAFIA. Mas não esqueça de terminar os estudos por aqui. Se já leu sobre o tema, vamos 
prosseguir respondendo a algumas questões para fazer um treino.
CAI NA PROVA
(ENARE – 2021) NÃO configura sinal de probabilidade de gravidez
A) sinal de Nobile-Budin.
B) sinal de Hegar.
C) ausculta do batimento cardíaco fetal.
D) aumento do volume uterino.
E) atraso menstrual.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A. O sinal de Nobile-Budin é um sinal de probabilidade de gestação realizado a partir da percepção, por meio do 
toque vaginal, de preenchimento do fundo de saco vaginal pelo útero gravídico que se torna globoso e abaula o fundo de saco.
Incorreta a alternativa B. O sinal de Hegar é um sinal de probabilidade de gestação e corresponde à percepção, pelo toque vaginal, do 
amolecimento do istmo uterino, isto é, a sensação da separação do corpo uterino do colo uterino. 
Correta a alternativa C. A ausculta do batimento cardíaco fetal com o estetoscópio de Pinard (> 20 semanas) ou o sonar (> 10/12 
semanas) é um sinal de certeza de gestação, e não de probabilidade.
Incorreta a alternativa D. O aumento do volume uterino é um sinal de probabilidade e pode ocorrer por outras patologias que não 
somente a gestação. A miomatose uterina é um exemplo comum para isso.
Incorreta a alternativa E. O atraso menstrual maior do que 14 dias é um sinal de probabilidade de gestação, já que outras patologias 
podem levar à irregularidade menstrual e à amenorreia que não a gestação. Mas vale lembrar que, em toda amenorreia, deve-se descartar 
uma gestação.
(SES-PE – 2019) Assinale abaixo o achado que indica certeza de gravidez.
A) Amolecimento do colo uterino percebido pelo toque
B) Tubérculos de Montgomery
C) Polaciúria
D) Sinal de Puzos
E) Aumento de sensibilidade álgica mamária
COMENTÁRIO: 
Incorreta a alternativa A. O sinal de Hegar, ou seja, o amolecimento do colo uterino, é sinal de probabilidade de gestação, e não de certeza.
Incorreta a alternativa B. Os tubérculos de Montgomery são glândulas sebáceas hipertrofiadas nos mamilos e são sinais de presunção de 
gestação, e não de certeza.
Incorreta a alternativa C. A polaciúria é o aumento da frequência de micções e é um sinal de presunção de gestação, e não de certeza.
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Correta a alternativa D. O sinal de Puzos caracteriza-se pelo rechaço fetal, quando se impulsiona o fundo de saco anterior e se 
percebe o retorno do feto ao local. É um sinal de certeza de gestação.
Incorreta a alternativa E. O aumento da sensibilidade álgica nas mamas é um sinal de presunção de gestação, e não de certeza.
2.0 ANAMNESE OBSTÉTRICA
CAPÍTULO
2.1 CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL
Doc, como você já deve ter percebido, a assistência ao pré-natal é estruturada de acordo com a evolução das 
semanas de gestação, assim como a programação do parto e os cuidados diante de intercorrências obstétricas. Sendo 
assim, observe que o cálculo da idade gestacional impacta diretamente as condutas obstétricas durante toda a gravidez, 
sendo fundamental, portanto, que a datação da gestação seja realizada de forma correta.
Neste capítulo, analisaremos as três principais maneiras de determinar a idade gestacional:
 ✓ Pela data da última menstruação (DUM).
 ✓ Pela ultrassonografia (USG).
 ✓ Pela altura uterina (AU).
 ✓
PELA DATA DA ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO (DUM) 
Provavelmente, a primeiraideia que lhe vem à cabeça quando pensa em determinar a idade gestacional é calculá-la a partir da data da 
última menstruação, frequentemente conhecida na prática clínica e nas provas por "DUM". E você está certíssimo! 
Um conceito essencial que você precisa sempre ter em mente para determinar a idade gestacional a partir da data da última 
menstruação (DUM) é saber que ela representa o primeiro dia do último ciclo menstrual. É comum o examinador apresentar a você o 
primeiro e o último dia do ciclo menstrual no enunciado da questão e solicitar que você determine a idade gestacional. Você é Coruja e não 
cairá nessa “pegadinha”, combinado?!
DATA DA ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO (DUM) 
É o PRIMEIRO dia da menstruação do último ciclo menstrual.
 Outro ponto importante a ser pensado a respeito do 
cálculo da idade gestacional é que, apesar de, na prática clínica, 
utilizarem-se amplamente os aplicativos para realizar essa conta, no 
momento da prova, você não terá acesso ao celular, à calculadora 
ou ao calendário, sendo importante estar apto para calcular a idade 
gestacional sem essas ferramentas.
 Aqui, entram suas habilidades matemáticas e seu 
conhecimento de quantos dias tem cada mês, uma vez que a 
determinação da idade gestacional (IG) será feita pelo número de 
dias entre a data da última menstruação e o dia da consulta médica 
dividido por sete, para se ter o resultado em semanas. Perceba, 
portanto, que o enunciado precisará fornecer as duas datas.
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 Que tal um exemplo para ajudar a esclarecer esse conceito, Doc?
 Suponha que a data da última menstruação seja 6 de fevereiro de 2022 e que se deseje conhecer a idade gestacional em 12 de abril 
de 2022. Observe a figura a seguir, que exemplifica os cálculos envolvidos na determinação de que, nesse caso, a idade gestacional será de 9 
semanas e 2 dias na data de 12 de abril de 2022.
SOMA DOS DIAS ENTRE A DUM E A DATA EM QUE SE DESEJA SABER A IG 
7
=IG (EM SEMANAS)
Cálculo da Idade Gestacional pela DUM
IG = 9 semanas e 2 dias
65
63
Dias
Semanas
7
9
2
DUM = 06/02/2022
Data da consulta pré-natal = 12/04/2022
Fevereiro - 22 dias (28 dias - 06 dias da DUM)
Março - 31 dias
Abril – 12 dias
22 + 31 + 12 = 65 dias de gestação
Figura 1. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir da DUM.
Dica de prova
Saiba quantos dias tem o mês olhando para suas mãos.
Provavelmente você aprendeu isso na infância e nunca pensou que seria útil, mas pode ajudá-lo bastante no momento da prova.
Caso fique em dúvida sobre quantos dias tem cada mês, feche suas mãos e observe as saliências ósseas de cada dedo. Cada uma 
das saliências representa um mês de 31 dias, enquanto os espaços entre elas representam os meses de 30 dias, ou de 28/29 dias quando 
se referir a fevereiro. Comece a contar os meses a partir da primeira saliência óssea que representa janeiro, e, ao chegar à última, será 
julho. Comece de trás para a frente, contando agosto na mesma saliência óssea de julho (ou seja, julho e agosto têm 31 dias!)
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É importante ter em mente que a fidedignidade do cálculo da idade gestacional a partir da DUM se relaciona, por exemplo, à regularidade 
do ciclo menstrual da mulher, a ela lembrar a data corretamente e a se ela estava ou não em uso de contraceptivos.
PELA ULTRASSONOGRAFIA
Outra forma de calcular a idade gestacional é a partir da ultrassonografia. Sendo que a estimativa da IG pelo ultrassom é fundamental 
nos casos em que há dúvidas a respeito de quão fidedigna é a data da última menstruação ou quando ela é desconhecida.
O raciocínio do cálculo é bastante semelhante ao usado para o cálculo a partir da DUM. O que muda é que você deverá considerar 
a data de realização da ultrassonografia como se fosse a DUM e, ao final do cálculo, adicionar, à idade gestacional encontrada, a idade 
gestacional que constava na ultrassonografia.
 A figura a seguir ilustra isso para você.
Figura 2. Dica para determinar quantos dias tem o mês. 
Obstetrícia também é cultura, Doc! 
Desenterrando dicas do fundo do baú para seu sucesso na prova!
+IG (USG) = IG (EM SEMANAS)
SOMA DOS DIAS ENTRE A DATA DO USG E A DATA EM QUE SE DESEJA SABER A IG
7
)(
Acompanhe, a seguir, um novo exemplo, dessa vez para o cálculo da idade gestacional a partir da ultrassonografia. Suponha a mesma 
data de consulta, isto é, 12 de abril de 2022; suponha que a gestante lhe apresenta uma ultrassonografia realizada no dia 18 de março de 2022 
e que, nessa ultrassonografia, a idade gestacional estimada era de 10 semanas de gestação. Observe que, de acordo com a ultrassonografia, 
a idade gestacional seria de 13 semanas e 6 dias nessa data.
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Figura 3. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir do USG.
Cálculo da Idade Gestacional pelo USG
IG= 13 semanas e 6 dias
1º USG 18/03/2022 - 10 sem
25
21
Dias
Semanas
7
3
6
Data da consulta 12/04/2022
Março - 13 dias (31 dias - 18 dias data do USG)
Abril - 12 dias 13 + 12= 25 dias de gestação
Somar 10 semanas do 
resultado doUSG
Nesse momento, você deve estar se perguntando: “mas e aí? Que idade gestacional devo considerar correta: a calculada a partir da 
DUM ou a partir do USG?”. E a resposta é "depende"!
Depende de quão diferentes são as idades gestacionais calculadas a partir da DUM e do USG e de quando a ultrassonografia foi 
realizada. 
Sabendo-se que a idade gestacional é estimada a partir do tamanho do embrião ou do feto à ultrassonografia, quanto mais 
precocemente for realizado o ultrassom, mais fidedigna será a determinação da idade gestacional. Isso porque quanto menor a idade 
gestacional, menores os efeitos genéticos e de possíveis comorbidades maternas sobre o crescimento fetal, por exemplo.
Devemos, então, comparar as idades gestacionais calculadas a partir da DUM e do USG e decidir qual delas será mais adequada. 
Diferenças menores de dias do que os citados a seguir indicam que a idade gestacional estimada pela DUM é a mais correta. Quando a 
diferença for maior do que os dias indicados, devemos considerar a IG do USG, isso é chamado de erro de data, ou seja, a DUM não deve ser 
levada em consideração para a estimativa da IG.
Ultrassonografias realizadas:
 ✓ antes de 9 semanas apresentam erro de até 5 dias;
 ✓ entre 9 e 14 semanas apresentam erro de até 7 dias;
 ✓ entre 14 e 21 6/7 semanas apresentam erro entre 7 e 10 dias;
 ✓ entre 22 e 27 6/7 semanas apresentam erro de 14 dias;
 ✓ a partir de 28 semanas apresentam erro de 21 dias.
DICA DE PROVA
Decorar todos esses intervalos não é fácil. Embora não seja tão fidedigna, uma dica para ajudá-lo a responder às questões sobre 
esse assunto é que o trimestre em que o ultrassom foi realizado representa o número de semanas consideradas para o erro, isto é:
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Ultrassonografias de:
• 1º trimestre – apresentam erro de 1 semana (7 dias);
• 2º trimestre – apresentam erro de 2 semanas (14 dias);
• 3º trimestre – apresentam erro de 3 semanas (21 dias).
Lembre-se, Doc: a datação correta baseia-se nos intervalos especificados no texto, e o examinador pode, sim, cobrá-los dessa 
forma na prova!
Porém, em provas de acesso direto e considerando-seque você não consiga memorizar os detalhes mais específicos, essa dica 
pode ajudá-lo a direcionar-se melhor para escolher a alternativa correta. Se tiver possibilidade, decore os intervalos mais específicos, 
combinado?
Você pode estudar mais a respeito dos aspectos relacionados à datação da gestação no livro digital "ULTRASSOM NA GESTAÇÃO".
A datação da gestação realizada no primeiro trimestre não se altera. Lembre-se de que, durante o terceiro 
trimestre, tamanhos fetais incompatíveis com a IG devem levar à investigação de causas para um crescimento 
fetal acelerado ou retardado.
Proponho uma pausa para praticar, afinal cálculos são melhor aprendidos colocando-os na ponta do lápis. 
Vamos tentar?
CAI NA PROVA
(SMS RJ – 2021) A estimativa da idade gestacional pela data da última menstruação deve ser corrigida pela ultrassonografia transvaginal de 
1º trimestre quando a discrepância for:
A) maior que 3 dias
B) maior que 7 dias
C) menor que 3 dias
D) menor que 7 dias
COMENTÁRIOS:
Incorretas as alternativas A, C e D, porque a estimativa da idade gestacional pela DUM deve ser corrigida pela ultrassonografia de primeiro 
trimestre quando a discrepância for maior do que uma semana.
Correta a alternativa B, porque, quando há discrepância de mais de 7 dias, a estimativa da idade gestacional pela DUM deve ser 
corrigida pela ultrassonografia de primeiro trimestre.
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(SES MA – 2021) Hoje (06/12/2020), a paciente comparece com resultado de exame de ultrassom realizado em 23/11/2020 com idade 
gestacional estimada de 8 semanas e 4 dias. Considerando que a data da última menstruação (DUM) da paciente é: 03/10/2020. Assinale 
a idade gestacional da paciente:
A) 9 semanas e 1 dia.
B) 10 semanas e 1 dia.
C) 1 semana e 6 dias.
D) 10 semanas e 3 dias.
E) 9 semanas e 3 dias.
COMENTÁRIOS:
Doc, responder corretamente a essa questão depende de que você faça os cálculos. 
• IG pela DUM – dias entre a DUM (03/10/2020) até a data de “hoje” (06/12/2020) = 28 (outubro) + 30 (novembro) + 6 
(dezembro) = 64 dias divididos por 7 = IG de 9 semanas e 1 dia.
• IG pelo USG – dias entre a data do USG (23/11/2020) até a data de “hoje” (06/12/2020) = 7 (novembro) + 6 (dezembro) = 
13 dias divididos por 7 = 1 semana e 6 dias + 8 semanas e 4 dias (IG no dia do USG) = 10 semanas e 3 dias.
• Sabendo-se que a margem de erro considerada para uma ultrassonografia realizada antes das 9 semanas de gestação é de 
5 dias e que a diferença observada é de 9 dias, a IG calculada a partir da ultrassonografia é mais adequada.
Agora, é só escolher a alternativa correta. 
Incorretas as alternativas A, B, C e E, porque a idade gestacional mais fidedigna, nesse caso, é a calculada a partir da ultrassonografia.
Correta a alternativa D, porque a idade gestacional é de 10 semanas e 3 dias, calculada a partir do USG, caracterizando um caso 
de erro de data. 
 E o que fazer quando a DUM é desconhecida e não se tem informação a respeito da ultrassonografia? Uma terceira opção para 
datar a gestação é a avaliação da altura uterina.
PELA ALTURA UTERINA
Conforme já estudamos no capítulo de exame físico obstétrico, há correlação entre a altura uterina e a idade gestacional, embora a 
altura uterina possa ser influenciada por fatores como presença de miomas, número de fetos, tamanho fetal, biotipo materno, quantidade de 
líquido amniótico, entre outros fatores que fazem com que a estimativa da idade gestacional não seja tão fidedigna a partir da altura uterina 
quando comparada à realizada a partir da DUM ou do USG.
No entanto, esse pode ser um parâmetro importante em situações em que a datação da gestação é importante e em que não se têm 
outros meios, como, por exemplo, em um atendimento de urgência de uma gestante sem cartão de pré-natal ou quando não se sabe o quanto 
é possível confiar na DUM, entre diversas outras situações que podem se apresentar.
Alguns marcos da avaliação da altura uterina são importantes de serem conhecidos. A figura a seguir auxilia sua 
memorização:
 ✓ na 12ª semana, o útero é palpável na sínfise púbica; 
 ✓ na 16ª semana, o fundo uterino é palpável entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical;
 ✓ na 20ª semana, a altura uterina é palpável na altura da cicatriz umbilical; 
 ✓ a partir da 20ª semana, observa-se relação direta entre a medida da altura uterina e as semanas de gestação, sendo 
menos fidedigna após a 30ª semana de gestação.
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Figura 4. Relação entre a altura uterina e a idade gestacional.
 Há ainda outra forma de utilizar a altura uterina para estimar a idade gestacional: o uso da regra de McDonald em gestante entre 28 
e 34 semanas. Seu uso não é frequente nas provas nem na prática clínica, porém despenca nas provas do SES-PE, por isso, se você pretende 
concorrer nessa prova, é fundamental que memorize que, por essa regra, a idade gestacional é estimada multiplicando-se a altura uterina 
por 8 e dividindo-a por 7. 
REGRA DE MCDONALD
Altura uterina x 8
7
Idade gestacional
(Semanas)
=
Figura 5. Cálculo da idade gestacional pela regra de McDonald.
Por exemplo, se a altura uterina aferida for de 30 centímetros, a idade gestacional estimada será de 32 semanas (28 X 8 / 7 = 224/7 = 
32).
Resolva os exercícios a seguir para fixar esse conceito, Doc.m
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CAI NA PROVA
(CERMAM – 2020) Gestante no interior do Amazonas foi à primeira consulta do pré-natal. Não sabia a data da última menstruação nem tinha 
nenhum exame. Sabendo que se trata de uma gestação única e fisiológica, e que, ao exame físico, o fundo de útero estava ao nível da cicatriz 
umbilical, qual idade gestacional essa gestante deve estar?
A) 20 semanas.
B) 24 semanas.
C) 16 semanas.
D) 18 semanas.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, porque o útero é palpável na altura da cicatriz umbilical por volta da 20ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa B, porque, na 24ª semana de gestação, é esperado palpar o útero acima da cicatriz umbilical.
Incorreta a alternativa C, porque, na 16ª semana de gestação, é esperado palpar o útero entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical.
Incorreta a alternativa D, porque, na 18ª semana de gestação, é esperado palpar o útero abaixo da cicatriz umbilical.
(SES PE – 2020) Pela regra do McDonald, calcule a idade gestacional quando a altura de fundo uterino é de 30 cm.
A) 30 semanas e 06 dias.
B) 32 semanas.
C) 33 semanas e 01 dias.
D) 34 semanas e 02 dias.
E) 35 semanas.
COMENTÁRIOS:
Regra de McDonald = AU * 8 / 7 = 30 * 8 / 7 = 240/7 = 34,28.
Incorretas as alternativas A, B, C e E, porque a idade gestacional estimada pela regra de McDonald, quando a altura uterina é de 30 cm, 
é de 34 semanas e 2 dias.
Correta a alternativa D, porque a idade gestacional estimada pela regra de McDonald, quando a altura uterina é de 30 cm, é de 34 
semanas e 2 dias.
 Vale lembrar que outro marco clínico que pode auxiliar na estimativa da idade gestacional é o início da percepção dos movimentos 
fetais, que ocorre entre a 18ª e a 20ª semana de gestação.
 Além da datação da gestação, outro cálculo bastante frequente na prática obstétrica é o utilizado para determinar a data provável do 
parto, e é ele que vamos estudar a seguir.
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2.2 DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP)
A data provável do parto (DPP) refere-se a quando se completam 40 semanas de gestação segundo a DUM e não necessariamente à 
data em que de fato ocorrerá o parto.
A DPP é calculada, segundo a regra de Naegele, somando-se 07 ao número de dias da DUM e subtraindo-se 03 dos meses da DUM. 
Esteja sempre atento para realizar os ajustes necessários para ser uma data fidedigna quanto a dias, mês e ano.
REGRA DE NAEGELE = somar 07 aos dias e subtrair 03 dos meses da DUM = DPP.
Observe o exemplo a seguir, considerando-se uma DUM de 27 de agosto de 2021. 
DUM = 27/08/2021 ≥ 27(dia) + 7 = 34; 08 (mês) -3 = 05, portanto, DPP = 34/05/2021
DPP = 03/06/2022
Mês de maio tem 31 dias 
Ajustar o ano para o seguinte
Figura 6 . Exemplo de cálculo da DPP a partir da regra de Naegele.
 Observe, a seguir, como esse tema pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(SCMRP – 2021) Uma gestante refere que sua última menstruação foi dia 01/04/2020. Qual será sua data provável pela regra de Naegele e 
com quantas semanas completas ela está no dia 6/12/2020?
A) A) DPP: 08/01/2021, 35 semanas.
B) B) DPP: 08/01/2021, 36 semanas.
C) C) DPP:11/02/2021, 30 semanas.
D) D) DPP: 11/01/2021, 35 semanas.
E) E) DPP: 15/01/2021, 34 semanas.
COMENTÁRIOS:
• Regra de Naegele = somar 07 ao número de dias da DUM e subtrair 03 do mês → 01 + 7 e 04 – 3 = 08/01/2021 (lembre-se de 
ajustar o ano).
• IG pela DUM = 29 (abril) + 31 (maio) + 30 (junho) + 31 (julho) + 31 (agosto) + 30 (setembro) + 31 (outubro) + 30 (novembro) + 
06 (dezembro) = 249 dias dividido por 7 = 35 semanas e 4 dias. 
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Correta a alternativa A, porque a DPP é 8 de janeiro de 2021, e a idade gestacional é de 35 semanas e 4 dias.
Incorretas as alternativas B, C, D e E, porque a DPP é 8 de janeiro de 2021, e a idade gestacional é de 35 semanas e 4 dias.
(HAC PR – 2020) Paciente G3 P1 A1, com beta-HCG positivo, informa que a última menstruação iniciou em 08/05/2019 e terminou em 
13/05/2019. Calcule a data provável do parto pela regra de Naegele.
A) 8 de fevereiro de 2020.
B) 15 de fevereiro de 2020.
C) 8 de fevereiro de 2020.
D) 20 de fevereiro de 2020.
E) 23 de fevereiro de 2020.
COMENTÁRIOS:
Regra de Naegele = somar 07 ao número de dias da DUM (primeiro dia do último ciclo menstrual! Cuidado com a pegadinha, Doc!) 
e subtrair 03 do mês = 08 + 7 e 05 – 3 = 15/02/2020 (lembre-se de ajustar o ano).
Correta a alternativa B, porque a DPP é 15 de fevereiro de 2020.
Incorretas as alternativas A, C, D e E, porque a DPP é 15 de fevereiro de 2020.
Doc, assim, concluímos mais um tema importante para a assistência pré-natal. Perceba que não é um tema complexo, porém não 
menospreze a dificuldade de questões que envolvem cálculo durante a prova. A ansiedade e o tempo podem atrapalhar. Minha dica é que 
você sempre faça os cálculos no papel e revise seu raciocínio para não cometer erros por desatenção.
Respire fundo e vamos adiante!
Uma das primeiras coisas que aprendemos durante a graduação de Medicina é como realizar a anamnese, por isso talvez você já esteja 
começando este capítulo desconfiando da relevância dele para sua prova. 
Pensando nisso, antes de começarmos, gostaria de esclarecer que você está certo sobre esse não ser um dos tópicos mais frequentes 
nas provas quando o assunto é pré-natal. Como já dito antes, as questões a respeito dos exames complementares são as que despencam nas 
provas de Residência Médica. Porém, sugiro que você se dedique à leitura deste capítulo com muita atenção, porque ele é extremamente 
importante para sua prova prática de obstetrícia, independentemente de o tema da estação ser pré-natal ou não, além de ajudá-lo a responder 
às questões teóricas.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Os questionamentos que serão destacados nos próximos itens desta leitura em relação à anamnese obstétrica vão ajudá-
lo muito a estruturar seu raciocínio diagnóstico ao entrevistar uma gestante, não deixando, assim, itens fundamentais passarem 
despercebidos, a fim de acertar o diagnóstico e a conduta.
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Durante este capítulo, vou salientar os pontos da anamnese obstétrica que podem ajudar você a identificar possíveis fatores de risco 
das gestantes e que podem, inclusive, não ser tão relevantes durante as anamneses clínico-cirúrgicas. 
Didaticamente, organizei este capítulo de acordo com os itens que classicamente investigamos durante a anamnese, ou seja:
• Identificação.
• Antecedentes pessoais clínicos-cirúrgicos.
• Antecedentes ginecológicos.
• Antecedentes obstétricos.
• Antecedentes familiares.
• História obstétrica atual.
Vamos começar?
2.3 IDENTIFICAÇÃO
Muitas vezes, ao realizar a identificação de um paciente, avaliamos mecanicamente as informações que obtemos, porém, ao realizar 
a identificação da gestante, é fundamental estar atento a diversos fatores de risco para gravidez que podem ser conhecidos já a partir das 
informações coletadas durante sua identificação.
2.3.1 IDADE
O primeiro item da identificação de que precisamos lembrar é a idade da gestante. Os extremos de idade deverão chamar sua 
atenção pelo aumento potencial de risco gestacional que representam. Durante a gestação, consideramos extremos de idade as gestantes 
adolescentes, ou seja, aquelas menores de 18 anos, segundo a definição da Organização Mundial da Saúde, e as grávidas com 35 anos ou 
mais, que podem ser chamadas de gestantes idosas ou com idade materna avançada. 
Perceba que gestantes muito jovens têm potencialmente maiores chances de apresentar fragilidades com relação a aspectos sociais. 
Trata-se, geralmente, de gestações não planejadas, que, muitas vezes, relacionam-se ao abandono do parceiro ao serem descobertas e, não 
é raro, até dos próprios familiares. Além disso, é comum ocorrer o início tardio do pré-natal e a baixa adesão ao seguimento relacionados à 
tentativa de negar ou esconder a gestação até se tornar inevitável a constatação da gravidez.
Além disso, adolescentes tendem a ter dietas bastante pobres em alimentos saudáveis e balanceados, o que pode refletir em déficit 
de vitaminas no decorrer da gravidez. Outra particularidade é que gestantes muito jovens podem apresentar bacias ósseas que ainda não 
completaram seu pleno desenvolvimento, o que pode aumentar as chances de distocias no momento do parto.
ASPECTOS ÉTICOS DO PRÉ-NATAL DA GESTANTE ADOLESCENTE
Não é raro que as provas apresentem a você questões envolvendo o atendimento de adolescentes e, dessa forma, avaliem 
seus conhecimentos a respeito do sigilo médico. Então, aproveite este tópico para relembrar pontos importantes a esse respeito.
Internacionalmente, há consenso de que adolescentes entre 12 e 18 anos devem ter sua privacidade garantida, especialmente 
se já tiverem 14 anos e 11 meses ou mais, consideradas maduras para entender e cumprir o que lhes for orientado. 
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O documento “Orientações básicas de atenção integral à saúde de adolescentes nas escolas e unidades básicas de saúde” 
(Brasília – DF, 2013), do Ministério da Saúde, lista os seguintes direitos dos adolescentes:
• Privacidade no momento da consulta.
• Garantia de confidencialidade e sigilo.
• Consentimento ou recusa de atendimento.
• Atendimento à saúde sem autorização e sem acompanhamento dos pais.
• Informação sobre seuestado de saúde.
Saiba que, conforme previsto no capítulo IX do Código de Ética Médica (CEM), o Conselho Federal de Medicina (CFM) também 
garante o direito do adolescente à privacidade. 
É vedado ao médico: [...]
Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de 
discernimento, inclusive a seus pais ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.
O Parecer do CFM nº 25, de 2013, estipula o seguinte acerca do mesmo tema:
[...] Com relação aos pacientes adolescentes há o consenso internacional, reconhecido pela lei brasileira, de que entre os 12 e 
18 anos estes já têm sua privacidade garantida, principalmente se com mais de 14 anos e 11 meses, considerados maduros quanto ao 
entendimento e cumprimento das orientações recebidas [...]. 
Os aspectos éticos do atendimento ao adolescente podem ser estudados detalhadamente no livro digital "ÉTICA MÉDICA".
Quanto às gestantes mais velhas, isto é, com 35 anos ou mais, o aumento de risco relaciona-se especialmente à maior probabilidade 
de apresentarem cromossomopatias e comorbidades, como hipertensão arterial ou diabetes mellitus, por exemplo. 
Visando otimizar o uso dos recursos escassos disponíveis, o Ministério da Saúde ressalta especialmente o encaminhamento ao pré-
natal de alto risco quando a gestante tem 40 anos ou mais. Mas lembre-se: é importante estar atento ao protocolo assistencial de cada 
serviço quanto à idade materna de encaminhamento por idade materna avançada ou gestante idosa.
Antes de seguirmos, uma pausa para você perceber como esse tópico pode ser questionado em sua prova.
CAI NA PROVA
(REVALIDA – 2011) Primigesta, com 16 anos de idade, procura a Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta pré-natal, na trigésima 
sexta semana de gestação. A paciente disse não ter iniciado o pré-natal antes, pois demorou a aceitar a gestação, e não quer ter um parto 
vaginal. Relata que brigou com os pais e está morando com o pai da criança, que tem 25 anos e é saudável. O exame físico não revela 
anormalidades e o exame obstétrico mostra altura uterina de 34 cm, batimentos cardiofetais com frequência de 140 bpm e o toque vaginal 
evidenciou colo grosso, posterior e impérvio. Qual a conduta a seguir?
A) Solicitar a presença dos pais para realizar a consulta, por se tratar de menor de idade.
B) Pedir os exames de rotina pré-natal, encaminhar para acompanhamento psicossocial, prescrever sulfato ferroso e solicitar a presença do 
pai da criança na próxima consulta.
C) Encaminhar a paciente para avaliação diretamente na maternidade, devido ao início tardio do pré-natal.
D) Encaminhar a paciente para a maternidade, pois as características da gestação na adolescência indicam que a via de parto deverá ser a 
cesárea.
E) Solicitar os exames de rotina pré-natal, encaminhar para acompanhamento psicossocial, prescrever sulfato ferroso e solicitar retorno 
antecipado ao pré-natal.
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COMENTÁRIOS:
Doc, questão antiga, mas que considero bastante didática para esse momento de seu estudo. Ela levanta os principais pontos que 
geralmente causam dúvidas sobre esse tema. Vamos avaliar as alternativas juntos?
Incorreta a alternativa A, porque não é obrigatória a presença dos pais ou de outro acompanhante responsável legal para que a consulta 
de pré-natal da gestante adolescente seja realizada. 
Incorreta a alternativa B, porque, embora esteja correto que, na primeira consulta de pré-natal, deve-se solicitar os exames complementares 
de rotina, prescrever suplementação vitamínica e encaminhar a gestante para acompanhamento psicossocial diante do conflito identificado 
e da idade prematura da gestante, a presença do acompanhante não é obrigatória para que o atendimento seja realizado. 
Incorreta a alternativa C, porque, embora a gestante apresentada no enunciado já esteja com idade gestacional avançada, todos os 
cuidados habituais pertinentes à assistência pré-natal devem ser prestados na UBS. O encaminhamento à maternidade deve ser feito 
apenas quando houver indicação obstétrica por possíveis intercorrências ou para parto.
Incorreta a alternativa D, porque o encaminhamento à maternidade deve ser feito apenas quando houver indicação obstétrica por 
possíveis intercorrências ou para parto. Apesar de gestantes adolescentes apresentarem maior risco de parto cesáreo por desproporção 
cefalopélvica em razão de, muitas vezes, sua bacia óssea não ter completado plenamente seu desenvolvimento, não há contraindicação 
ao parto vaginal apenas por causa da idade materna precoce.
Correta a alternativa E, porque todos os cuidados relativos ao início do pré-natal devem ser oferecidos à gestante, isto é, solicitar 
os exames da rotina de pré-natal, prescrever a suplementação vitamínica de sulfato ferroso e manter seguimento precoce de pré-natal na 
UBS, com especial atenção às necessidades e às potenciais fragilidades que a gestação na adolescência apresenta. 
2.3.2 ESCOLARIDADE
Outro ponto importante a ser conhecido é o nível de escolaridade da gestante, o que permitirá escolher a linguagem mais adequada 
a ser empregada durante a comunicação com ela. Lembre-se de que, independentemente da especialidade, a escolaridade influencia na 
maior dificuldade ou facilidade do paciente em entender as orientações fornecidas. Portanto, influenciará na adesão da grávida ao pré-natal 
e, consequentemente, aos cuidados propostos a ela. 
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, muita atenção quando a estação da prova prática envolver a presença de atriz ou a orientação da gestante, mesmo que 
seja um boneco!
Cuidado para não utilizar termos médicos que criem barreiras de linguagem ao entendimento de suas orientações. 
O examinador obviamente entenderá o que você está dizendo, mas a paciente, não. Assim, sua capacidade de fazer-se entender 
pela paciente não será bem avaliada.
2.3.3 PROCEDÊNCIA
A gestante pode morar e ser natural da localidade onde está sendo atendida, mas pode também ser de outra cidade, estado ou país. 
Perceba que conhecer a procedência da grávida pode o auxiliar a pensar em doenças mais prevalentes em determinada região de onde essa 
grávida é procedente. 
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Além disso, note que saber a procedência também auxilia na percepção da situação social que permeia essa gestação. Essa pergunta 
pode ser o pressuposto para entender se a gestante tem familiares por perto, se tem rede de apoio ou, por exemplo, se é uma refugiada no 
país vivendo em situações provisórias. 
Lembre-se de que a gravidez representa uma grande transformação na vida de qualquer mulher e ter uma rede de apoio, seja ela 
formada por familiares ou não, ajudará bastante nesse processo. Na ausência dessa rede, faz parte dos cuidados a serem oferecidos durante 
o pré-natal pensar em alternativas que possam ser disponibilizadas à gestante para amenizar possíveis dificuldades, muitas vezes sendo 
necessário solicitar acompanhamento conjunto do serviço social.
2.3.4 SITUAÇÃO CONJUGAL
2.3.5 OCUPAÇÃO
O trabalho exercido pela gestante pode impactar bastante a evolução da gestação, abrangendo desde riscos teratogênicos ao feto (por 
exemplo, em razão de funções que envolvam o contato com produtos químicos, como no caso de mulheres frentistas ou médicas anestesistas 
ao utilizarem anestésicos inalatórios) até riscos biológicos (como professoras de educação infantil ao entrarem em contato com crianças com 
doenças exantemáticas ou profissionais de saúde ao atenderem pacientes com doenças infectocontagiosas).
O trabalho dagestante pode também aumentar os riscos de algumas intercorrências obstétricas, por exemplo, o trabalho de parto 
prematuro em mulheres que exercem funções fisicamente extenuantes, como profissionais de limpeza, ou agravar quadros de distúrbios 
hipertensivos, especialmente em funções relacionadas a bastante estresse.
Perceba que conhecer a ocupação da gestante será fundamental para orientá-la adequadamente quanto aos cuidados que deve 
assumir ao exercer suas funções laborativas e para que o pré-natalista avalie se deve solicitar a adaptação das funções dessa mulher durante 
a gravidez ou até mesmo seu afastamento do trabalho para repouso domiciliar. 
Esse plano de cuidados deve ser individualizado para cada gestante diante da função de trabalho exercida e de critérios como o 
resultado das sorologias da grávida ou fatores de risco para prematuridade, por exemplo. 
Você pode estudar detalhes a respeito das particularidades da saúde do trabalhador no livro "BASES DE SAÚDE DO TRABALHADOR".
Uma vez que se realizou a identificação adequada da gestante, o próximo tópico a ser investigado são seus antecedentes familiares.
Assim como a procedência, conhecer a situação conjugal da 
gestante também é uma informação que ajuda a entender o apoio 
e a aceitação dessa mulher diante da gravidez. 
Apenas imagine os seguintes exemplos que poderiam ser 
apresentados como resposta à pergunta referente ao parceiro e à 
aceitação da gestação, Doc.
Mulher abandonada pelo parceiro quando este soube da 
gravidez. Mulher que engravidou em uma relação esporádica 
ou que não tem certeza de quem é o pai do filho. Parceiro que 
pressiona a gestante para interromper a gestação por não ter sido 
planejada.
Concorda que são exemplos de situações que podem 
interferir profundamente na aceitação da gravidez por essa mulher 
e em possíveis complicações psicossociais que ela possa apresentar 
durante a gravidez e o puerpério? E esses são apenas alguns 
exemplos. A lista de situações de fragilidade emocional é extensa.
Perceba que, muitas vezes, essa gestante não vai se sentir 
à vontade de falar sobre essas questões espontaneamente, ainda 
mais em uma primeira consulta de pré-natal, por isso realizar a 
identificação cuidadosa e perguntar sobre isso ativamente é tão 
fundamental.
Nesse momento da anamnese, é também importante 
questionar se a gravidez foi programada e se é desejada e aceita. 
Gestações não aceitas são fontes de grandes angústias. O aborto 
nos casos de gestação não desejada não é permitido no Brasil, mas 
a gestante deve ser amparada e seguida mesmo nesses casos. O 
acompanhamento psicológico será muito importante.
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2.4 ANTECEDENTES FAMILIARES
Os antecedentes familiares podem levantar hipóteses diagnósticas ou percepção de riscos aumentados 
que a grávida pode apresentar. 
Tenha especial atenção para informações relativas à mãe e às irmãs da gestante, principalmente se o histórico delas for positivo para 
trombose, distúrbios hipertensivos, prematuridade ou outras intercorrências obstétricas.
Atenção para uma possível “pegadinha” relacionada a esse tópico. A família do pai do feto não representa histórico familiar relevante 
para a gestação, exceto por histórico de gemelaridade ou de malformações congênitas. Comorbidades que a sogra ou sogro tenham, como 
diabetes e hipertensão, não interferem na avaliação de risco da grávida. Lembre-se de que eles não apresentam consanguinidade com a 
gestante, portanto não interferirão em seu risco gestacional. 
Outra forma que a família do parceiro ou da própria gestante pode representar risco para a evolução da 
gravidez é expondo a grávida a situações de risco, por exemplo, um dos moradores da casa estar em tratamento 
inicial para tuberculose, ou ainda ser tabagista importante com o hábito de fumar perto da gestante. Lembre-se 
de que de que essa abordagem e essa orientação também devem ser realizadas. 
Concluídos a identificação da grávida e o levantamento de seu histórico familiar, o próximo item a ser investigado na anamnese 
obstétrica são os antecedentes pessoais da gestante.
Conhecê-los será fundamental para estabelecer o plano de cuidados individualizado e orientar a grávida a respeito de possíveis 
modificações que precisem ser feitas durante o período gravídico e de lactação ou de riscos a serem minimizados diante dos achados. Nos 
próximos itens desta leitura, pensaremos juntos a respeito das particularidades dos seguintes itens para o pensamento obstétrico:
 ✓ Antecedentes clínicos.
 ✓ Hábitos/vícios.
 ✓ Medicações em uso.
 ✓ Antecedentes cirúrgicos.
 ✓ Antecedentes ginecológicos.
 ✓ Antecedentes obstétricos.
Vamos começar?
2.5 ANTECEDENTES CLÍNICOS PESSOAIS
Quando pensamos sobre os antecedentes clínicos, precisamos ter em mente duas situações possíveis: a gestante ter comorbidades 
previamente conhecidas ou o diagnóstico de alguma comorbidade apenas no início do pré-natal. Lembre-se de que gestantes são mulheres 
frequentemente bastante jovens e que não costumam procurar os serviços de saúde para avaliações de rotina.
Independentemente do momento do diagnóstico, fato é que grande parte das doenças pode interferir bastante na evolução da 
gestação, muitas vezes sendo responsável, inclusive, pela gravidez passar a ser considerada de alto risco. Portanto, é fundamental que essas 
doenças sejam diagnosticadas corretamente.
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Mulheres previamente hipertensas, diabéticas, portadoras de trombofilias, com tireoidopatias, epilépticas, migranosas etc. (a gama de 
possibilidades estende-se por todos os diagnósticos médicos das diferentes especialidades) precisam ser identificadas, e os riscos, maiores 
ou menores, de tais comorbidades para a gestação precisam ser conhecidos; dessa forma, um plano de cuidados é estabelecido, visando 
prevenir complicações associadas a tais comorbidades.
Conhecer as comorbidades da gestante é importante também para complementar os exames de rotina solicitados durante a primeira 
consulta de pré-natal e que visam auxiliar no seguimento e no tratamento de tais doenças durante a gestação. Como já citado, reafirmo 
que essas particularidades são abordadas detalhadamente nos respectivos livros digitais de cada doença, por exemplo: "DISTÚRBIOS 
HIPERTENSIVOS DA GESTAÇÃO" e "DIABETES NA GESTAÇÃO".
Conhecer o histórico de doenças já tratadas, ainda que curadas no momento da gestação, também pode ser uma informação bastante 
relevante. Um exemplo disso, como veremos adiante neste estudo, é o conhecimento de tratamento anterior para sífilis, que pode influenciar 
na interpretação da sorologia para sífilis e na necessidade de tratamento da infecção.
Outra preocupação que o pré-natalista precisa ter ao identificar doenças relacionadas à gestação é avaliar quais são as medicações de 
que essa gestante está fazendo uso. Lembre-se de que há substâncias que não devem ser utilizadas durante a gravidez porque podem causar 
malefícios ao feto. São elas que vamos estudar no próximo item desta leitura.
CONSULTA PRÉ-CONCEPCIONAL
Embora não seja frequente que mulheres que estão planejando engravidar procurem avaliação médica pré-concepcional, os 
cuidados oferecidos antes da concepção permitem melhora da saúde materna, perinatal e infantil.
Todo profissional de saúde, e não apenas ginecologistas e obstetras, que atende mulheres em idade fértil, especialmente 
aquelas portadoras de doenças crônicas, deve ter em mente que orientações relacionadas ao desejo e ao planejamento da gravidez 
devem ser oferecidas sempre, considerando-se que cada atendimento é um momento oportunopara evitarem-se gestações não 
programadas que expõem a mãe e o feto a eventos adversos que poderiam ter sido evitados com educação preventiva adequada.
Dois cuidados bastante importantes a serem pensados na avaliação de uma mulher que pretende engravidar são com relação 
a suas sorologias e às medicações em uso.
As sorologias e o cartão vacinal indicarão se há imunizações a serem realizadas, com especial atenção dada a vacinas de vírus 
atenuados que não podem ser realizadas durante a gestação, como a tríplice viral contra caxumba, sarampo e rubéola, detalhadamente 
estudada no livro digital "IMUNIZAÇÕES".
Quanto às medicações em uso, lembre-se de que é importante que eventuais doenças de que a gestante seja portadora devem 
estar bem controladas clinicamente para minimizar seus possíveis impactos durante a gestação. Além disso, sempre que possível, 
deve-se realizar a troca e o ajuste de medicações que podem oferecer riscos ao feto por aquelas que são mais recomendadas durante 
a gestação, para que a adaptação a elas seja realizada antes da gravidez.
Lembre-se também da prescrição de ácido fólico de 90 a 30 dias antes da concepção para reduzir o risco de defeitos de 
fechamento do tubo neural. Esse tema será abordado com mais detalhes nos próximos capítulos deste livro digital.
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2.5.1 USO DE MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ
Esse é um item de bastante “decoreba” e que pode causar um pouco de confusão em razão de uma mudança relativamente recente da 
classificação de risco proposta para o uso de medicações durante a gestação. Então vamos juntos, e coragem!
Classicamente, os fármacos eram classificados em cinco categorias, conforme o risco que representavam para a gestação, e as cinco 
categorias de risco eram representadas por letras: A, B, C, D e X. 
Porém, desde 2015, a Food and Drug Administration (FDA) deixou de adotar essa classificação por acreditar que o sistema de cinco 
letras era falho. Segundo a FDA, a antiga classificação não permitia que pacientes nem profissionais estivessem plenamente informados a 
respeito do risco de cada substância durante a gestação, uma vez que o significado de cada categoria representada por uma letra não deixava 
isso claro. Dessa forma, não se conhecia, de fato, o risco de cada uma delas para a gravidez.
Sendo assim, a partir de 2015, a FDA substituiu as categorias de risco descritas por cinco letras por seções narrativas e subseções que 
descrevem o registro de exposição na gravidez, o resumo do risco e as considerações clínicas a respeito de cada fármaco.
Apesar disso, é importante que você conheça a classificação antiga, porque ela ainda é muito presente na prática clínica, assim como 
nas questões das provas de Residência Médica e do Revalida. 
Observe a tabela a seguir, que descreve o que significa cada uma das cinco categorias da classificação clássica do risco de substâncias 
durante a gestação. 
Classificacão das drogas quanto ao risco durante a gestação de acordo com o FDA
Estudos adequados e controlados em humanos não demonstraram risco para o feto.
Estudos em animais não demonstraram risco para o feto. 
Estudos adequados em gestações humanas não demonstraram risco fetal.
RISCO NÃO DESCARTADO. Estudos em animais demonstraram 
efeitos adversos e não existem estudos adequados em gestações humanas. 
O benefício pode justificar o risco potencial.
EVIDÊNCIA DE RISCO. Estudos controlados em humanos demonstraram
 risco para o feto; entretanto o benefício em potencial pode superar o risco.
CONTRAINDICADO NA GESTANTE. Estudos controlados em animais ou 
humanos demonstraram risco fetal que supera claramente 
qualquer beneficio à paciente.
Categoria A
Categoria B
Categoria C
Categoria D
Categoria X
Figura 7. Classificação para o uso de fármacos e substâncias proposta pela Food and Drug Administration (FDA), 1980.
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Além disso, você pode encontrar uma outra classificação para segurança na utilização de drogas na lactação, orientada por Weiner et al.
Segurança da utilização de drogas na LACTAÇÃO (Weiner et al).
S = SEGURA
NS = NÃO SEGURA
U = SEM ESTUDOS
S? = ESTUDOS CONFLITANTES OU NÃO PERMITEM CONCLUSÃO
Figura 8. Segurança da utilização de drogas na lactação orientada por Weiner et al.
DURANTE A GESTAÇÃO, SÓ AS DROGAS ACIMA DA MÉDIA
Aqui, não tem jeito, é importante que você decore essas categorias, Doc. Minha dica para facilitar a memorização desse 
conceito é: só as medicações que conseguiram notas acima da média podem ser usadas durante a gestação. Vou explicar a você.
Pense nas letras que denominam as categorias como “notas” para cada medicação.
A medicação que tirou “A” ganhou estrelinha para ser usada na gestação; “B” é mais adequada 
do que “C”, embora ambas tenham deixado alguma coisa a desejar, já que não “tiraram” o “A”, mas 
passaram de ano; o fármaco que tirou “D” ficou de recuperação; já “X” repetiu de ano, sem chance de 
aproveitamento algum durante a gravidez.
Ainda sobre o uso de medicações durante a gestação, além de saber o que significa cada categoria da 
classificação clássica em cinco categorias de letras, o examinador espera, algumas vezes, que você também saiba 
como o uso de algumas medicações durante a gestação é classificado.
Como você deve imaginar, a lista de medicações classificadas pela FDA é imensa e seria pouco didático 
apresentá-la em detalhes aqui para você. Vou, então, apresentar a seguir algumas medicações que a engenharia 
reversa mostrou serem as que mais apareceram nas provas de Residência Médica nos últimos anos.
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Observe a tabela a seguir e retorne a ela em sua revisão, na véspera da prova, para relembrá-la.
CLASSIFICAÇÃO MEDICAÇÃO IMPLICAÇÃO DO USO DURANTE A GRAVIDEZ
X
Talidomida 
(imunomodulador)
Redução de membros, atresia esofágica ou duodenal, hemangioma 
facial, malformações geniturinárias e cardiovasculares.
X
Isotretinoína 
(tratamento de 
acne)
Relaciona-se a abortamento e malformação fetal quando utilizada 
durante o primeiro trimestre.
X Ribavirina (antiviral)
Teratogênica relacionada a malformações, como hidrocefalia e de 
extremidades.
X
Metotrexato 
(antineoplásico)
Síndrome do metotrexato-aminopterina fetal (restrição do 
crescimento fetal, malformações craniofaciais, retardo mental), 
quando usado no primeiro trimestre, e toxicidade e óbito fetal, 
quando usado no segundo ou no terceiro trimestre.
D/X
Varfarina 
(anticoagulante oral)
Durante o primeiro trimestre, é contraindicada por ser teratogênica. 
Nos demais trimestres, deve ser evitada por associar-se a 
malformações fetais, a não ser que o benefício materno justifique 
seu uso.
D
Fenitoína 
(anticonvulsivante)
Síndrome da fenitoína fetal (restrição de crescimento fetal, atraso do 
desenvolvimento, alterações cardíacas e craniofaciais).
D
Ácido valproico 
(anticonvulsivante)
Associa-se a defeitos de fechamento do tubo neural, alterações 
cardíacas, craniofaciais, geniturinárias e esqueléticas.
D
Tetraciclinas 
(antibiótico)
O uso no segundo e terceiro trimestres relaciona-se à descoloração 
marrom-amarelada dos dentes fetais e à redução do crescimento dos 
ossos longos.
D
Carbonato de lítio 
(antipsicótico, usado 
no tratamento de 
episódios de mania 
do transtorno 
afetivo bipolar)
Risco de malformações cardiovasculares (doença de Ebstein), 
polidrâmnio, bócio e espinha bífida,quando a exposição fetal ocorre 
no primeiro trimestre, e risco de toxicidade neonatal, se ocorrer 
exposição no terceiro trimestre.
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D
Atenolol 
(betabloqueador) 
(anti-hipertensivo, 
antiarrítmico)
Restrição do crescimento fetal e hipoglicemia neonatal.
C/D
Betabloqueadores 
(ex.: propranolol, 
metoprolol) (anti-
hipertensivos, 
antiarrítmicos)
Restrição de crescimento fetal, quando usados no segundo e no 
terceiro trimestre (categoria C no segundo trimestre), e hipoglicemia 
neonatal (no terceiro trimestre).
C/D
Inibidores da 
enzima conversora 
da angiotensina 
(IECA – ex.: 
captopril, enalapril) 
e bloqueador dos 
receptores da 
angiotensina II (BRA 
– ex.: losartana, 
valsartana) (anti-
hipertensivos)
Restrição do crescimento fetal, malformações renais, hipoperfusão 
renal, oligoâmnio, hipoplasia pulmonar quando utilizado no segundo 
e terceiro trimestres (categoria D). Categoria C no primeiro trimestre.
C / D
Ácido acetilsalicílico 
(AAS)
Seu uso parece ser seguro durante os dois primeiros trimestres 
(categoria C) e associa-se ao aumento do sangramento materno e 
fetal e ao fechamento do ducto arterioso, quando utilizado em dose 
plena no terceiro trimestre (categoria D).
C
Sulfonamidas 
(sulfametoxazol) 
(antibiótico)
Quando utilizadas próximo do termo da gestação, podem provocar 
hiperbilirrubinemia fetal. Não utilizar próximo do parto. Evitar uso 
do trimetoprim no primeiro trimestre por risco de malformação do 
tubo neural, cardiovascular e geniturinário.
C
Heparina 
(anticoagulante)
Não é teratogênico, não atravessa a barreira placentária.
C
Hidralazina (anti-
hipertensivo)
Segura quando utilizada por períodos curtos. É utilizada 
especialmente nas emergências hipertensivas.
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C
Omeprazol (inibidor 
das bombas de 
prótons (antiácidos)
Não há evidências de malformações fetais associadas ao uso. 
C
Levomepromazina 
(fenotiazina) 
(antipsicótico, 
sedativo)
Considerada relativamente segura durante a gestação pelo amplo 
uso na prática clínica. Comumente utilizada no tratamento de formas 
graves de pré-eclâmpsia. 
B
Hidroclorotiazida 
(diurético)
Diuréticos não são recomendados durante a gestação, porém 
hipertensas crônicas podem beneficiar-se de seu uso.
B
Antagonistas dos 
receptores de H2 
(ex.: ranitidina) 
Não há evidências de malformações fetais associadas ao uso. 
B
Enoxaparina 
(anticoagulante)
Não é teratogênico, não atravessa a barreira placentária.
B
Dimenidrinato 
(dramin), 
metoclopramida 
(plasil), 
ondansetrona 
(vonau), 
meclizina (meclin) 
(antieméticos)
Não são teratogênicos.
B
Metildopa (anti-
hipertensivo 
antiadrenérgico)
Seu uso há anos em gestantes não demonstra prejuízos na saúde 
materno-fetal, sendo o mais utilizado no tratamento dos distúrbios 
hipertensivos durante a gestação.
B
Insulina (ex.: NPH e 
regular)
Uso seguro durante a gestação, não atravessa a barreira placentária.
B
Metformina 
(hipoglicemiante 
oral)
Não há evidências de teratogenicidade. Mas não há estudos de 
efeitos a longo prazo na criança. Seu uso deve ser evitado.
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B
Paracetamol 
(acetaminofeno) 
(analgésico)
Uso seguro durante a gestação.
B
Antibacterianos 
(penicilinas, 
cefalosporinas, 
azitromicina)
Não se associam a malformações fetais.
B
Anti-inflamatórios 
não hormonais 
(AINEs) (ex.: 
cetoprofeno, 
ibuprofeno, 
naproxeno)
Não são teratogênicos, mas podem causar o fechamento precoce do 
ducto arterioso no terceiro trimestre.
Tabela 3. Categorização do uso durante a gestação das medicações mais abordadas nas provas, segundo a classificação anterior da FDA.
Tabelas de categorização, em geral, incomodam pela “decoreba”, não é, Doc? Mas não desanime! Essa 
categorização é realmente desafiante para ser memorizada e a frequência de questões sobre ela nas provas não é 
tão grande que justifique você perder muito tempo sobre ela, a menos que você almeje concursos ou especialidades 
muito concorridas.
Como mencionei acima, é recomendado que você volte a essa tabela em sua revisão antes da prova para ter os dados mais “frescos” na 
memória, e minha dica é resolver questões de obstetrícia! E não só as especificamente sobre a classificação dos fármacos durante a gravidez, 
mas qualquer questão de obstetrícia. 
Habitue-se a estar atento às medicações mencionadas nas questões de prova. Quanto mais familiarizado com o nome das medicações 
habitualmente utilizadas na gestação, mais fácil será para você identificar os fármacos categoria B e C e diferenciá-los das categorias D e X. 
Outra dica é que você, inicialmente, memorize as medicações categoria X. Elas são bem menos numerosas e podem ajudá-lo a escolher 
a alternativa certa por raciocínio lógico.
DICA PARA PROVA
Memorize as drogas categoria X na gestação.
Outro ponto importante sobre o uso de medicações durante a gestação é que você tenha clareza de que nem sempre é simples 
suspender um fármaco de uso contínuo, apesar de seu uso não ser recomendado durante a gravidez.
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Imagine, por exemplo, gestantes epilépticas em uso de ácido valproico ou fenitoína. Você já sabe que essas drogas são classe D 
durante a gestação, porém a suspensão brusca dos anticonvulsivantes pode levar à descompensação clínica da grávida, podendo acarretar 
crises convulsivas sem controle e que representarão mais risco à saúde do binômio materno-fetal do que o próprio uso das medicações 
anticonvulsivantes.
Por isso, tenha sempre em mente que, para o feto ser saudável, é necessário que a mãe seja saudável; portanto, 
muitas vezes, precisaremos avaliar os riscos e benefícios do uso de certas medicações durante a gestação. 
Na maioria das vezes, em casos como esse, será inclusive necessário que o especialista na comorbidade da gestante 
auxilie o pré-natalista nesse processo de ajuste de medicações e de plano terapêutico.
Note que a consulta pré-concepcional para mulheres com doenças crônicas é bastante importante 
e deve ser incentivada no intuito de reduzir possíveis impactos tanto do uso de medicações inadequadas à 
gestação quanto do processo de transição do tratamento medicamentoso.
Este tópico é bastante denso. Proponho fazermos uma pausa para que você pratique como ele pode 
aparecer em sua prova. A seguir, apresento a você quatro formas de como seu conhecimento sobre ele pode 
ser avaliado. 
CAI NA PROVA
(UNESP – 2021) Tercípara, portadora de HAS sob controle, em uso de inibidor de receptor de angiotensina (IECA) e hidroclorotiazida (HCTZ), 
em consulta de rotina com clínico geral, refere que pretende engravidar e quer orientação sobre os medicamentos que está usando, a qual 
deve ser:
A) Substituir o IECA por alfametildopa e manter a HCTZ.
B) Manter os medicamentos em uso, pois a PA está sob controle.
C) Substituir o IECA por bloqueador de receptor de angiotensina.
D) Substituir os medicamentos em uso por levomepromazina.
COMENTÁRIOS:
Doc, caso você tenha ficado em dúvida sobre a melhor indicação de anti-hipertensivo para tratamento da 
hipertensão crônica durante a gestação, fique tranquilo! Isso é abordado detalhadamente no livro digital "DOENÇAHIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO E HIPERTENSÃO CRÔNICA". 
Minha intenção em apresentar essa questão neste momento é que você perceba como a abordagem da consulta pré-concepcional 
pode ser feita, assim como que identifique que não era necessário ter memorizado a classificação dos fármacos para escolher a alternativa, 
apenas saber que IECA não deve ser utilizado durante a gestação, enquanto a hidroclorotiazida poderia ser mantida. 
Correta a alternativa A, porque o uso de IECA não é recomendado durante a gestação, sendo classificado como categoria D, porque 
se relaciona ao aumento de malformações fetais e por seu efeito hipotensor e de hipoperfusão fetal durante o segundo e o terceiro 
trimestre. Alfametildopa é o anti-hipertensivo amplamente utilizado no tratamento dos distúrbios hipertensivos durante a gravidez e pode 
substituir o IECA, assim como a hidroclorotiazida, diurético categoria B na gestação, pode ser mantida.
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Incorreta a alternativa B, porque, embora o controle pressórico esteja adequado e a hidroclorotiazida possa ser mantida no período pré-
concepcional, é recomendado suspender o uso de IECA por ser um fármaco considerado categoria D durante a gestação. 
Incorreta a alternativa C, porque, assim como o IECA, o BRA também não deve ser utilizado durante a gestação porque se associa a 
malefícios fetais, sendo igualmente classificado como categoria D durante a gestação.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a levomepromazina seja utilizada como sedativo leve para auxiliar o controle pressórico de 
gestantes com pré-eclâmpsia, ela não é indicada para substituir anti-hipertensivos de uso crônico de gestantes hipertensas crônicas.
(AMRIGS – 2021) Não existem respostas definitivas sobre quais medicamentos são os mais seguros durante a gestação e lactação. A Food 
and Drug Administration (FDA), agência norte-americana, classifica os fármacos em cinco categorias de risco para o uso durante a gravidez. 
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os exemplos de fármacos às categorias com sua definição.
Coluna 1
1. Ácido valproico.
2. Acetaminofeno.
3. Aspirina.
4. Lítio.
5. Ferro. 
Coluna 2
( ) Categoria A: ausência de risco para o feto em estudos controlados com seres humanos.
( ) Categoria B: ausência de risco para o feto em estudos com animais, mas sem estudos controlados para seres humanos, ou risco para 
o feto em animais, sem risco em estudos bem controlados com seres humanos. 
( ) Categoria C: efeitos adversos para o feto em animais; sem disponibilidade de dados para seres humanos. 
( ) Categoria D: risco observado para fetos humanos (pode ser usado em situação potencialmente letal).
( ) Categoria X: risco comprovado para fetos humanos (sem indicação para uso, mesmo em situações potencialmente letais).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A) 2 – 5 – 3 – 1 – 4.
B) 3 – 2 – 5 – 4 – 1.
C) 5 – 3 – 2 – 1 – 4.
D) 5 – 2 – 3 – 4 – 1.
COMENTÁRIOS:
Doc, outra maneira de o tema ser apresentado na prova é abordando diretamente a categorização dos fármacos. Questões assim 
podem inibir à primeira leitura em uma prova, porque envolvem bastante “decoreba”. Nessas situações, respire fundo e analise a questão 
com calma. Pule para voltar e resolvê-la depois, se for o caso. Aqui, vamos pensá-la juntos.
O primeiro passo para responder corretamente a essa questão é categorizar cada um dos fármacos apresentados. Caso você tenha 
memorizado apenas os classificados como X durante a gravidez, já desconfiaria que essa questão não tinha resposta, uma vez que nenhuma 
das medicações apresentadas na coluna 1 era classificada como X na categorização anterior do FDA.
Anticonvulsivantes, em geral, são classificados como categoria D durante a gestação. O que já lhe permitiria relacionar o número 1 
ao D e descartar as alternativas B e D.
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Outro raciocínio que seria bastante útil para ajudar a escolher uma alternativa é que acetaminofeno ou paracetamol, aspirina e 
ferro são amplamente utilizados na prática clínica, o que você pode se recordar de seu rodízio em estágios de obstetrícia ou percebendo 
a frequência com que essas medicações são citadas nas questões de obstetrícia, portanto excluiria a possibilidade de serem categoria D 
ou X. 
O restante dependeria de você ter decorado de fato, mas, se “chutasse” o risco gestacional relacionado à frequência de uso, você 
diria que o ferro, reposto profilaticamente para a maioria das gestantes, seria categoria A; o analgésico simples, paracetamol, seria 
categoria B; e a aspirina, utilizada em gestações de alto risco, seria C. Assim, acertaria a categorização desses fármacos.
Dito tudo isso, essa questão foi anulada, Doc. Você de fato não deveria encontrar uma resposta correta 
para ela, porque nenhuma dessas medicações é categorizada como X durante a gestação, já que tanto o lítio 
quanto o ácido valproico são classificados como categoria D durante a gestação. 
Apresentei essa questão a você, apesar de não termos uma resposta correta, para exercitarmos seu 
raciocínio lógico e mostrar a você que seus conhecimentos podem ajudar a encontrar as respostas mais 
prováveis. O famoso “saber chutar” quando não tiver 100% de segurança sobre a resposta correta.
(SMA VR – 2017) Segundo o FDA (Food and Drug Administration), os medicamentos que podem ser ministrados durante a gravidez, somente 
se o benefício justificar o potencial teratogênico (com relatos de efeitos adversos em animais de experimentação, porém sem estudos 
controlados em mulheres), são de categoria:
A) A.
B) B.
C) C.
D) D.
E) X.
COMENTÁRIOS:
Outra forma de esse tema ser abordado em sua prova é de uma maneira mais teórica, questionando especificamente a definição de cada 
uma das categorias do uso de fármacos durante a gravidez.
Incorreta a alternativa A, porque os medicamentos de risco A na gestação têm estudos que demonstram que não há risco fetal no 
primeiro trimestre nem no decorrer da gestação.
Incorreta a alternativa B, porque os medicamentos de risco B na gestação têm estudos em animais que demonstram que não apresentam 
risco fetal, mas sem estudos em humanos ou, ainda, estudos que demonstram associação a risco fetal em animais, mas com estudos em 
humanos que não mostraram danos ao feto.
Correta a alternativa C, porque os medicamentos de risco C na gestação têm estudos demonstrando repercussões fetais adversas 
em animais, mas sem estudos em humanos ou, ainda, sem estudos sobre sua segurança na gestação tanto em animais como em humanos, 
mas seu uso tem benefício que justifica o risco de malefício fetal.
Incorreta a alternativa D, porque os medicamentos de risco D na gestação têm estudos em humanos que demonstram risco fetal, porém 
o benefício associado a seu uso na gestação pode justificar tal risco.
Incorreta a alternativa E, porque os medicamentos de risco X na gestação têm estudos que demonstram riscos fetais que sobrepõem 
qualquer possível benefício associado a seu uso pela gestante. 
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(ISCMS – 2019) Droga que, quando utilizada no último trimestre da gravidez, pode causar kernicterus no feto:
A) Sulfametoxazol.
B) Cefalosporina.
C) Metronidazol.
D) Ceftriaxona.
COMENTÁRIOS:
Por fim, o examinador pode também apresentar esse tema avaliando seu conhecimento a respeito de impactos fetais especificamente 
relacionados a determinadasdrogas.
Correta a alternativa A, porque sulfametoxazol é uma sulfonamida considerada categoria C durante a gestação por atravessar a 
barreira placentária e competir com a bilirrubina para ligar-se à albumina. Dessa forma, ocasiona aumento dos níveis de bilirrubina livre 
e pode acarretar icterícia e kernicterus neonatal se utilizada por gestantes periparto. Dessa forma, seu uso é contraindicado no terceiro 
trimestre, pois pode não haver tempo de o feto eliminar a hiperbilirrubinemia pela circulação placentária.
Incorreta a alternativa B, porque cefalosporinas são categoria B durante a gestação, sendo prescritas com frequência para tratamento de 
infecções do trato urinário em grávidas, por exemplo.
Incorreta a alternativa C, porque metronidazol é classificado como categoria B durante o segundo e o terceiro trimestre. Atravessa 
a barreira placentária e deve ser utilizado apenas quando necessário, evitando-se o primeiro trimestre. Indicado para tratamento de 
vaginose bacteriana e tricomoníase durante a gestação, por exemplo.
Incorreta a alternativa D, porque ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira gestação classificada como categoria B durante a gestação. 
Atravessa a barreira placentária e é utilizada para tratamento da pielonefrite na gestação, por exemplo.
 Ufa! Vencemos esse tópico a respeito do uso de medicações na gestação. Ele não teve o intuito de abranger todas as medicações 
e todos os fármacos, uma vez que não seria didático neste momento para você. O intuito era preparar você para responder corretamente 
à maioria das questões sobre o tema, caso se depare com elas.
 E vamos adiante, porque estamos só começando a esmiuçar o universo da assistência ao pré-natal.
2.5.2 HÁBITOS E VÍCIOS DURANTE A GRAVIDEZ
Assim como questiona-se a grávida quanto ao uso de medicações habitualmente utilizadas, inclusive sobre dose e frequência, é 
necessário também investigar o uso de drogas lícitas e ilícitas, com muito cuidado para não inibir a resposta da gestante e transparecer juízos 
de valor próprios com relação a esse uso, especialmente referente às drogas ilícitas.
O uso de bebidas alcoólicas e tabaco são os mais frequentes entre as drogas lícitas, enquanto maconha e cocaína, incluindo o crack, são 
os mais comuns entre as drogas ilícitas. O uso de qualquer uma delas deve ser desencorajado durante a gravidez, e seus potenciais malefícios, 
orientados a toda mulher em idade fértil.
As particularidades relativas ao uso de drogas lícitas e ilícitas, seu seguimento e seu tratamento podem ser estudados no livro digital 
"DEPENDÊNCIA QUÍMICA". Observe, na tabela a seguir, as principais associações do uso de tabaco e álcool durante a gravidez.m
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DROGA IMPLICAÇÃO DO USO DURANTE A GRAVIDEZ
Tabaco
Contém mais de três mil substâncias, sendo a nicotina e o monóxido de carbono os que oferecem 
maior risco fetal – a quantidade de cigarros consumidos interfere no impacto fetal. Associa-se a 
gestação ectópica, abortamento, restrição do crescimento fetal, prematuridade, placenta prévia e 
descolamento prematuro de placenta. 
Álcool
É teratogênico e não há dose segura estabelecida para uso seguro durante a gravidez. Exposição do 
feto ao álcool relaciona-se à síndrome fetal do alcoolismo materno ou à síndrome alcoólica fetal, 
caracterizada por restrição do crescimento fetal, alterações no sistema nervoso central e fácies 
características.
Maconha
Relaciona-se à redução da perfusão uteroplacentária e à restrição do crescimento fetal e aumenta 
o risco de defeito do septo interventricular. Prejudica o neurodesenvolvimento, com repercussões 
inclusive na infância e na adolescência. Potencializa o efeito do álcool.
Cocaína
Seu uso associa-se à restrição de crescimento fetal, malformações cardíacas, geniturinárias e 
do sistema nervoso central. Aumenta ainda o risco de descolamento prematuro de placenta e 
prematuridade.
Tabela 4. Principais implicações do uso de álcool, tabaco, maconha e cocaína durante a gravidez.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, tanto na prática clínica quanto em sua prova prática, cuidado para não externalizar opiniões pessoais ou julgamentos a 
respeito da paciente à sua frente. É importante que acolhamos adequadamente a gestante para que ela possa se sentir segura tanto 
para não omitir informações quanto para seguir as orientações fornecidas a ela.
Tenha bastante atenção para fazer perguntas que não desencorajam a gestante a contar a respeito do uso de substâncias. Muitas 
vezes, perguntas assim originam-se da própria dificuldade do médico em lidar com o assunto caso a resposta seja positiva, o que deve 
ser enfrentado pelo profissional de saúde estudando e estando preparado para assumir a conduta adequada nessas situações.
Observe, a seguir, um exemplo de pergunta adequada e outro de uma pergunta que induz a resposta.
“Você faz uso de algum tipo de droga?” – tende a não transmitir juízo de valor
 “Você não usa drogas, né?” – induz a resposta negativa
Antes de continuarmos, responda à questão a seguir.
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CAI NA PROVA
(SCMA – 2018) Em relação ao consumo materno de álcool na gestação:
I. Deve ser evitado apenas no primeiro trimestre de gestação, pelo efeito teratogênico do álcool;
II. Está associado à ocorrência de restrição de crescimento intrauterino, malformações cerebrais, faciais e cardíacas;
III. Mesmo que o indivíduo não apresente as características fenotípicas clássicas, os efeitos da exposição fetal ao álcool podem se manifestar 
tardiamente com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor.
A) A. Apenas II está correta.
B) B. Apenas I e III estão corretas.
C) C. Apenas II e III estão corretas.
D) D. Todas as alternativas estão corretas.
COMENTÁRIOS:
Doc, para escolher a alternativa correta, vamos avaliar cada uma das afirmativas. 
I – INCORRETA – Porque, mesmo depois do primeiro trimestre, o consumo de álcool pelas gestantes está associado a retardo mental, 
microcefalia, TDAH, anomalias congênitas não hereditárias, síndrome de abstinência neonatal, entre outros malefícios ao feto.
II – CORRETA – Porque o consumo de álcool pela gestante pode causar restrição do crescimento fetal, malformações em corpo caloso, 
tálamo, hipocampo, hipotálamo, além de malformações cardíacas, como defeito de septo atrial ou ventricular e diversas variações de 
alterações anatômicas faciais.
III – CORRETA – Porque se sabe que filhos de mães alcoolistas podem apresentar prejuízos de aprendizagem e fala, TDAH, transtornos de 
personalidade e conduta, deficiência intelectual, entre diversos outros prejuízos do neurodesenvolvimento.
Correta a alternativa C, porque apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Concluímos, assim, o estudo dos antecedentes pessoais clínicos. Vamos, agora, conhecer as particularidades dos antecedentes cirúrgicos 
para o pensamento obstétrico.
2.5.3 ANTECEDENTES CIRÚRGICOS
Assim como o histórico de doenças e drogas em uso pode impactar a evolução da gestação, o histórico de cirurgias já realizadas pela 
gestante também pode interferir tanto em cuidados necessários durante a gravidez quanto em possíveis interferências no momento do parto.
Pense, por exemplo, em uma mulher que tenha realizado cirurgia bariátrica. Ao engravidar, ela deverá ter um cuidado individualizado 
quanto à reposição vitamínica, por exemplo, uma vez que a cirurgia interfere na absorção do que poderia ser adquirido pela dieta. Para essa 
gestante, a reposição vitamínica preconizada rotineiramente não será a melhor assistência pré-natal que ela poderia ter.
Outro aspecto a ser avaliado a respeito do histórico cirúrgicoé que cirurgias abdominais e pélvicas se associam ao 
aumento do risco cirúrgico do parto cesáreo, mesmo tratando-se de uma primigesta. A presença de possíveis aderências e 
alterações anatômicas aumenta o risco cirúrgico durante a abertura da cavidade para extração fetal no parto via alta. 
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Por isso, é importante destacar esse tipo de informação no cartão de pré-natal e prontuário da gestante, para que qualquer médico que 
venha a atendê-la tenha acesso a essas informações que foram coletadas oportunamente durante o pré-natal.
Além dos antecedentes clínicos e cirúrgicos da gestante, conhecer o histórico de características ginecológicas e obstétricas dela auxilia 
imensamente a pensar em hipóteses diagnósticas e a estabelecer o plano de cuidados obstétricos. São eles que vamos estudar nos itens a 
seguir.
2.6 ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS
A investigação dos antecedentes ginecológicos permite que o pré-natalista conheça características da saúde do sistema reprodutor da 
gestante. Entre os aspectos a serem pesquisados, podemos citar: 
 ✓ Características do ciclo menstrual.
 ✓ Uso de métodos anticoncepcionais.
 ✓ Coitarca, tratamento prévio de infecções sexualmente transmissíveis, antecedentes sexuais.
 ✓ Alterações mamárias.
 ✓ Cirurgias ginecológicas anteriores.
Conhecer as características do ciclo menstrual permite que diversas hipóteses diagnósticas sejam pensadas e melhor investigadas, se 
necessário. Os parâmetros que devem ser pesquisados são:
• Menarca.
• Dias de sangramento.
• Intervalo entre um ciclo e outro (é regular ou não).
• Quantidade do fluxo (intenso ou não).
• Sintomas associados (dor em cólica, dispareunia, alterações intestinais ou urinárias).
Perceba que o entendimento dessas características auxiliará no entendimento de quanto a data da última menstruação (DUM) 
dessa gestante poderá ser valorizada para o cálculo da idade gestacional, assim como pode ajudar a levantar hipóteses diagnósticas como 
endometriose, insuficiência lútea, miomatose uterina, síndrome dos ovários policísticos, entre outras, dependendo da descrição da gestante 
para seus períodos menstruais. Cada uma dessas condições pode ser estudada detalhadamente nos livros digitais respectivos do curso de 
ginecologia.
Outro aspecto a ser investigado é se a gestação ocorreu em uso de algum método contraceptivo. Isso é importante porque o uso de 
métodos hormonais interferirá na avaliação da data da última menstruação para o cálculo da idade gestacional, por exemplo, ou indicará se 
a gestação foi programada ou se ocorreu na falha do método hormonal ou não.
Note que esse poderá ser o momento oportuno para orientar o uso correto do método contraceptivo, ao perceber, pelo relato da 
gestante, que a gravidez ocorreu por uso inadequado do método, e não necessariamente por falha dele. 
Lembre-se sempre de que todo método contraceptivo pode apresentar falha, mesmo com uso 
adequado.
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Observe, no fluxograma abaixo, os métodos contraceptivos disponíveis e, caso deseje, estude as particularidades de cada um deles no 
livro digital "PLANEJAMENTO FAMILIAR".
MÉTODOS 
CONRACEPTIVOS
HORMONAISCOMPORTAMENTAIS BARREIRA DISPOSITIVOS
INTRAUTERINOS (DIU)
Temperatura
basal
Ogino-Knaus
Muco cervical
Amenorreia
lactacional
Sintotérmico
Coito
interrompido
COMBINADOS
APENAS COM
PROGESTÁGENOS
REVERSÍVEIS IRREVERSÍVEIS
Vasectomia
Preservativo
masculino
DIU de cobre
Pílulas
combinadas
Pílulas de
progesterona
DIU de
levonorgestrel
Injetável
trimestral
Implante
subdérmico
de etonogestrel
Injetável
mensal
Adesivo
transdérmico
Anel
vaginal
DIU de 
levonorgestrel*
Preservativo
feminino
Diafragma
Espermicidas
Esponjas
Capuz
cervical
Laqueadura
Figura 9. Métodos contraceptivos.
Ainda sobre o histórico ginecológico, a história de nódulos ou 
outras alterações mamárias precisa ser conhecida, especialmente 
se não foi adequadamente investigada previamente.
Sabendo-se que tumores mamários podem se desenvolver 
de maneira acelerada quando expostos aos hormônios femininos, 
o que ocorrerá abundantemente durante a gravidez, o exame físico 
no início da gestação, quando as modificações gravídicas ainda não 
são tão marcantes, poderá revelar alterações que demandarão 
cuidados específicos. Detalhes sobre o seguimento do câncer de 
mama durante a gestação podem ser estudados no livro digital 
"CÂNCER DE MAMA".
Quanto às cirurgias ginecológicas anteriormente realizadas 
pela gestante, algumas delas poderão influenciar nos cuidados 
oferecidos à gestante, tanto durante a gravidez quanto no parto.
Por exemplo, na presença de cicatrizes uterinas, como no 
caso de mulheres que realizaram miomectomia, ou seja, cirurgia 
para retirada de mioma uterino, com abertura do endométrio, é 
desaconselhado o parto via baixa, em razão de aumento do risco 
de rotura uterina, devendo ser encaminhadas para planejamento 
do parto cesáreo eletivo no momento oportuno.
Perceba, ainda, que, se a gestante tiver miomas uterinos, a 
localização e o tamanho deles podem também impactar o decorrer 
da gestação. Poderão acarretar, por exemplo, mais desconforto 
e dor associados ao aumento do volume uterino, como também 
interferir na decisão de via de parto se obstruírem eventualmente a 
passagem do feto para o canal de parto ou se aumentarem o risco 
de atonia uterina após o nascimento. 
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Observe a figura abaixo para relembrar as diversas possíveis apresentações do mioma uterino. Você pode estudar a respeito da 
miomatose uterina e seu tratamento no livro digital "MIOMATOSE UTERINA".
Figura 10. Miomatose uterina.
Outra cirurgia ginecológica que pode interferir na evolução da gestação é a realização de exérese da zona de transformação (EZT) do 
colo uterino, também chamada de cirurgia de alta frequência (CAF) ou conização, por lesões pré-neoplásicas em colo uterino, conforme você 
pode estudar no livro digital "RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO". 
Figura 11. EZT realizada por meio de cirurgia de alta frequência com eletrodo alça.
Perceba que, a depender da porção do colo que foi retirada, pode haver risco maior ou menor de a gestante apresentar colo curto ou 
parto prematuro.
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Assim como esses, muitos são os exemplos de como o histórico ginecológico pode influenciar nos cuidados obstétricos atuais. Cirurgias 
prévias para endometriose podem impactar na gestação, como já abordado nos antecedentes cirúrgicos; história de síndrome de ovário 
policístico representa maior risco de a grávida apresentar diabetes gestacional; lesões relacionadas à infecção pelo HPV podem desenvolver-
se de forma acelerada durante a gestação e até obstruir o canal de parto; infecção herpética genital ativa contraindicará o parto vaginal, sendo 
um cuidado importante realizar o tratamento profilático para essa gestante; entre tantos outros.
Enfim, Doc, a lista é grande. Minha intenção, aqui, foi tentar chamar sua atenção para como os tópicos que você 
estuda no curso de ginecologia podem ser aplicados nos cuidados obstétricos. Habitue-se, para sua prática clínica e 
para a prova, a fazer o intercâmbio de seus conhecimentos. Dessamaneira, seu raciocínio diagnóstico será mais amplo 
e fluido.
2.7 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS
Enfim, chegamos ao estudo dos antecedentes obstétricos. Para iniciarmos essa leitura, quero pedir sua atenção 
cuidadosa, Doc! Esse é um tópico bastante importante para que você compreenda diversos conceitos obstétricos que 
influenciam tanto nos cuidados pré-natais quanto no parto. Respire fundo e vamos lá! 
Quando investigamos os antecedentes obstétricos, é essencial investigar: 
• Paridade.
• Ordem cronológica dos desfechos das gestações.
• Particularidades do(s) abortamento(s) que ocorreu(ram).
• Particularidades do(s) parto(s) que ocorreu(ram).
2.7.1 CLASSIFICAÇÃO EM NÚMERO DE GESTAÇÕES, PARIDADE E ABORTOS ANTERIORES (G P A) 
Classicamente, essa informação é apresentada por números que antecedem letras. Podem ser usados números romanos ou arábicos 
na descrição. A primeira letra refere-se ao número de gestações e simboliza o gesta (G). A segunda representa o número de partos e simboliza 
a palavra "para" (P). A última letra representa as gestações que culminaram em outros desfechos que não um parto, mais comumente em 
um abortamento (A).
À primeira vista, um conceito bastante simples, não é, Doc? Porém, vamos pensar juntos algumas situações que podem causar dúvida 
para que isso não ocorra com você. 
Perceba que o número de gestações demonstra quantas vezes essa mulher concebeu, independentemente de o desfecho ter sido um 
parto ou um abortamento. Muitas vezes, as mulheres respondem à pergunta de quantas vezes ficaram grávidas contabilizando apenas as 
gestações que culminaram em partos de filhos vivos. 
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Paridade refere-se a quantas vezes a gestante engravidou, quantos partos e/ou 
abortamentos já teve.
Quanto ao número de partos, lembre-se de que eles se referem ao número de nascimentos, independentemente de tratar-se de um 
nascido vivo ou de um natimorto. 
Uma dica para sua prática clínica ou para sua estação prática com atriz é complementar essa pergunta questionando 
se ela já teve algum aborto. 
Aqui, o conceito importante para não ter dúvida se contabilizará o natimorto como parto ou abortamento, ao 
determinar a paridade da gestante, é ter clareza sobre a definição de abortamento, que você pode estudar detalhadamente 
no livro digital "SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO". 
Abortamento refere-se ao produto conceptual eliminado ainda menor de 20 semanas com menos de 500 
gramas.
Portanto, perceba que, se o nascimento foi de um feto com mais de 20 semanas e com mais de 500 g, deverá ser chamado de parto; 
do contrário, será chamado de abortamento.
Outro ponto que pode gerar dúvidas na determinação da paridade de uma gestante é diante do relato 
de gestações múltiplas. A maioria dos autores e, consequentemente, as questões das provas observadas pela 
engenharia reversa consideram que a contabilização seja de um único evento, independentemente de quantos 
fetos foram concebidos e nasceram. 
Quanto ao número de abortamentos, é frequente associá-los ao número que acompanha a letra "A", na descrição da paridade, não só 
as gestações que culminaram em abortamento, mas também as gestações ectópicas e molares. 
A dica para quando você for apresentar um caso clínico ou responder a uma questão dissertativa em que a 
gestante apresente história de gestação ectópica ou molar é que especifique o desfecho diferente de abortamento, 
acrescentando a informação entre parênteses após a nomenclatura da paridade, por exemplo:
3G 1P 1A (gestação ectópica à esquerda).
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DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, para realizar bem qualquer estação prática de obstetrícia, será fundamental que você consiga determinar ou interpretar a 
nomenclatura obstétrica para determinar a paridade da gestante. 
__G __P __A
Vamos fazer uma pausa para responder a uma questão sobre esse tema e fixar esse conceito.
CAI NA PROVA
(SCMRP – 2021) Uma mulher – que já teve 2 partos vaginais, sendo um deles gemelar, 2 cesáreas, sendo que, numa cesárea, o feto nasceu 
morto – agora está grávida de gêmeos novamente. A representação é
A) V-gesta IV-para.
B) V-gesta V-para.
C) VII-gesta V-para.
D) VII-gesta III-para 1 natimorto.
E) V-gesta III-para 1 natimorto.
COMENTÁRIOS:
Doc, o autor apresenta a você uma extensa história obstétrica para tentar confundi-lo. No entanto, lembre-se de que você é Coruja 
e está preparado para não cair nas “pegadinhas”. Vamos pensar juntos!
Já sabemos que a maior parte dos autores considera que a paridade independe da quantidade de fetos em uma única gestação, da 
idade gestacional de resolução da gravidez ou de o feto ter nascido vivo ou morto. 
Sendo assim, perceba que a gestante apresentada no enunciado engravidou cinco vezes e teve quatro partos. Vou esquematizar as 
gestações em uma ordem hipotética para isso ficar claro para você:
1) parto vaginal – gestação única;
2) parto vaginal – gestação gemelar;
3) parto cesáreo – feto natimorto;
4) parto cesáreo – feto vivo;
5) gestação atual – gemelar.
Correta a alternativa A, porque a gestante é V gesta IV para, uma vez que relata história de quatro gestações anteriores e está 
grávida atualmente, somando-se cinco gestações, e uma vez que as quatro gestações anteriores culminaram em parto, nenhuma em 
abortamento.
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2.7.2 ORDEM CRONOLÓGICA DOS DESFECHOS E PARTICULARIDADES DAS GESTAÇÕES 
ANTERIORES
Além de conhecer a paridade de uma grávida, é importante que o pré-natalista saiba também as 
particularidades do que ocorreu em cada uma das gestações anteriores, porque algumas delas podem se repetir 
e demandar cuidados específicos nessa gestação.
Note que é muito comum as questões de provas apresentarem a você gestantes primigestas. Essa é uma forma de evitar brechas para 
dúvidas quanto a alguns diagnósticos e condutas obstétricas, facilitando o raciocínio do aluno e evitando abrir margem para recursos.
Uma forma de organizar o registro de sua anamnese sobre o histórico obstétrico da gestante e, dessa forma, também 
seu raciocínio diagnóstico é montar uma pequena tabela com as informações mais relevantes. Observe, a seguir, um 
exemplo de uma gestante cuja paridade é 3G 1P 1A:
Ordem Desfecho
Idade 
gestacional
Intervalo de 
tempo
Dados do RN Intercorrências
1a Parto cesáreo 36 semanas Há 4 anos
Nativivo, 
masculino, 
2.600 g 
Trabalho de parto 
prematuro, apresentação 
córmica
2a Abortamento 8 semanas Há 6 meses
Espontâneo, não realizada 
a curetagem
3a Atual
Tabela 5. Exemplo de esquematização dos antecedentes obstétricos. RN = recém-nascido.
Neste ponto do estudo, você pode estar se perguntando: "qual é a relevância de coletar essas informações?" "Por que não basta 
apenas a informação quanto à paridade?" E essas são excelentes indagações. Vamos analisar juntos algumas situações hipotéticas.
Um exemplo sobre a importância da determinação da ordem cronológica dos desfechos gestacionais é perceber se uma gestante 6G 
2P 3A (sextigesta, secundípara e com história de três abortos) deverá ou não receber o diagnóstico de abortamento de repetição e receber 
cuidados específicos a partir disso. Vamos pensar juntos?
A definição clássica de abortamento de repetição é a ocorrência de três ou mais perdas gestacionais 
espontâneas e consecutivas antes da 20ª semana de gestação.
Caso queira estudar mais detalhadamente esse tema, bastaacessar o livro digital "ABORTAMENTO DE 
REPETIÇÃO".
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Perceba que, segundo a definição clássica de abortamento 
de repetição, fará toda diferença saber se os abortamentos foram 
espontâneos ou provocados, se eles foram consecutivos ou se os 
partos ocorreram intercalados a eles, isto é, a primeira, a terceira 
e a quinta gestação culminaram em abortamentos espontâneos, 
mas a segunda e a quarta terminaram em partos de nativivos, 
por exemplo. Se foram abortamentos provocados, podem levar 
ao raciocínio diagnóstico de complicações relacionadas à maior 
probabilidade de abortos infectados.
Outro aspecto a ser observado é referente a procedimentos 
operatórios relacionados aos desfechos gestacionais. Note que o 
histórico de partos cesáreos ou de curetagens uterinas acarreta 
aumento de riscos como acretismo placentário, que não estará 
presente em gestantes de mesma paridade, mas que apresentam 
histórico obstétrico de partos via baixa e abortamentos em que não 
foi realizada a curetagem para esvaziamento uterino. Os fatores 
de risco e as demais particularidades relacionadas ao acretismo 
placentário podem ser estudados no livro digital "SANGRAMENTO 
DA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO". 
O conhecimento do sexo do recém-nascido e de possíveis 
malformações ou desfechos desfavoráveis fetais pode alertar 
para investigação de heranças genéticas ligadas ao sexo ou de 
alterações maternas que impactaram o desenvolvimento fetal, por 
exemplo, diante do histórico de infecções congênitas.
O peso ao nascer dos filhos anteriores auxilia o raciocínio 
diagnóstico quanto a causas que levem à restrição de crescimento 
fetal, pensadas especialmente diante de recém-nascidos com 
menos de 2.500 g ao nascer, ou, ao contrário, doença materna 
que acarretou crescimento fetal acelerado. Deve-se pensar na 
possibilidade de diabetes gestacional quando houver relato de 
recém-nascido macrossômico, isto é, com 4.000 g ou mais ao 
nascer.
A idade gestacional do desfecho gestacional também 
lhe ajudará a diferenciar os abortamentos precoces, ou seja, 
que ocorreram antes da 12ª semana de gestação, dos tardios 
e suas respectivas causas, conforme é abordado no livro digital 
"SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO".
Outro exemplo é que uma grávida com histórico de partos 
prematuros deverá receber cuidados específicos na gestação 
atual para que nova prematuridade seja evitada, uma vez que o 
maior fator de risco para o trabalho de parto prematuro (TPP) é o 
antecedente de um TPP na gestação anterior, tema que você pode 
estudar detalhadamente no livro digital "TPP – PREMATURIDADE E 
TRABALHO DE PARTO PREMATURO".
Durante a investigação dos antecedentes obstétricos, também é possível identificar a história de infecção neonatal 
por Streptococcus do grupo B no recém-nascido anterior, o que motivará que a gestante receba a antibioticoprofilaxia 
anteparto para Streptococcus do grupo B, independentemente de resultado do swab anal e vaginal para sua pesquisa, 
como estudaremos a seguir neste livro. 
Pode ocorrer, ainda, de a investigação mais minuciosa do histórico obstétrico revelar que, apesar do antecedente 
de partos, a gestante não tem filhos vivos. A história de óbito fetal sem causa definida, descolamento prematuro de 
placenta, partos de extremos prematuros, isto é, menores do que 28 semanas, eclâmpsia, entre outros desfechos 
graves, relaciona-se ao diagnóstico de mau passado obstétrico, e essa gestante deverá receber cuidados específicos 
nessa gestação para evitar que se repitam. O livro digital "DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO E 
HIPERTENSÃO CRÔNICA" aborda alguns desses cuidados.
Doc, você percebeu quantas vezes sugeri leituras mais específicas nos últimos parágrafos? E note que esses são só alguns dos exemplos 
de diagnósticos e cuidados que o histórico obstétrico pode motivar em seu raciocínio diagnóstico ao ler o enunciado de uma questão ou ao 
entrevistar uma gestante. 
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A intenção, aqui, não foi aprofundar seus conhecimentos 
a respeito desses diagnósticos e tratamentos. Isso é feito 
cuidadosamente nos livros digitais de cada intercorrência obstétrica 
ou doença associada à gestação de nosso curso de obstetrícia. 
Meu objetivo, neste capítulo, foi ensiná-lo como investigar e 
valorizar adequadamente a história clínica da gestante, ampliando 
seu raciocínio diagnóstico e estabelecendo relações com todo 
conhecimento que você já adquiriu e ainda vai adquirir em seus 
estudos e em sua prática clínica.
Antes de prosseguirmos, gostaria que você observasse as 
questões a seguir. Este será um “CAI NA PROVA” diferente. Dessa 
vez, não espero que você encontre as respostas corretas, uma vez 
que os temas abordados nas questões são detalhados em outros 
livros digitais, mas, sim, que compreenda como os antecedentes 
da gestante podem ser apresentados em sua prova e, ainda, como 
será fundamental que você saiba questioná-los em uma prova 
prática para poder chegar à resposta correta. 
CAI NA PROVA
(ABC – 2019) RFS, 40 anos, 2G 1P cesárea, vai à sua primeira consulta de pré-natal e pergunta se nesta gestação ela tem chance de ter 
diabetes. Como antecedentes pessoais, ela tem hipertensão arterial sistêmica, hipertrigliceridemia e ITU de repetição. Nos antecedentes 
obstétricos, além do parto cesárea anterior com RN pesando 4.125 g, ela teve um abortamento. A paciente tem 1,60 m de altura e pesa 65 kg. 
Tem uma glicemia de jejum coletada antes da gestação com resultado de 90 mg/dL. Frente a esse quadro, quais fatores de risco a paciente 
apresenta para diabetes gestacional?
A) RN com peso maior que 4.000 g, IMC, glicemia de jejum.
B) IMC, glicemia de jejum, ITU de repetição.
C) Idade, IMC, glicemia de jejum, hipertensão arterial crônica.
D) Idade, RN com peso maior que 4.000 g, hipertensão arterial sistêmica, hipertrigliceridemia.
COMENTÁRIOS:
Doc, perceba como tanto os dados da identificação quanto os dos antecedentes pessoais clínicos e obstétricos foram explorados 
nessa questão para a determinação de fatores de risco da gestante.
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de a história de recém-nascido anterior maior do que 4 kg ao nascer e de o IMC associado a 
sobrepeso representarem risco aumentado para diabetes gestacional, a glicemia de jejum de 90 mg/dL não é fator de risco para o diabetes 
gestacional.
Incorreta a alternativa B, porque, apesar de o IMC associado a sobrepeso representar risco aumentado para diabetes gestacional, nem a 
glicemia de jejum de 90 mg/dL nem a história de infecção urinária de repetição são fatores de risco para o diabetes gestacional.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de a idade de 40 anos, de o IMC associado a sobrepeso e de a história de hipertensão arterial 
representarem risco aumentado para diabetes gestacional, a glicemia de jejum de 90 mg/dL não é fator de risco associado.
Correta a alternativa D, porque a idade de 40 anos, a história de hipertensão arterial e de hipertrigliceridemia e o antecedente 
obstétrico de recém-nascido anterior maior do que 4 kg ao nascer são fatores de risco para que a grávida apresente diabetes gestacional 
na gestação atual.
Você pode estudar esse assunto no livro digital “DIABETES NA GESTAÇÃO”.
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(CERMAM – 2018) Uma paciente G3P1A1, encontra-se na 14ª semana de gestação. Apresenta antecedente obstétrico de 2 perdasgestacionais, 
a primeira com 25 semanas e a segunda com 22 semanas. Refere que ambos nasceram vivos, rapidamente, com poucas dores. Realizou exame 
morfológico do primeiro trimestre normal na atual gestação, momento no qual a cervicometria indicou um colo de 14 mm de comprimento. 
O obstetra deve:
A) Avaliar colo uterino por ultrassonografia seriada.
B) Investigar sífilis e diabetes.
C) Indicar cerclagem.
D) Orientar repouso e uterolítico.
COMENTÁRIOS:
Note que a história obstétrica é explorada nessa questão para determinação do plano de cuidados a ser oferecido à gestante.
Incorreta a alternativa A, porque não há necessidade de avaliar o colo uterino de maneira seriada, uma vez que o antecedente obstétrico 
é clássico do diagnóstico de incompetência cervical.
Incorreta a alternativa B, porque o histórico da gestante é sugestivo de incompetência cervical, e não de abortamento por sífilis e diabetes, 
em que a perda gestacional ocorre por óbito intrauterino.
Correta a alternativa C, porque o histórico obstétrico da gestante de dois abortamentos tardios, indolores e que ocorreram 
tardiamente sugere o diagnóstico de incompetência cervical, sendo recomendada a realização de curetagem uterina nesses casos.
Incorreta a alternativa D, porque não há indicação de repouso nem de uterolítico, pois o quadro descrito no enunciado não é de trabalho 
de parto prematuro.
Você poderá estudar esse tema no livro digital “ABORTO DE REPETIÇÃO”. 
Muito bem! Até aqui, exploramos detalhadamente como as particularidades da identificação e dos antecedentes da gestante podem 
ser relevantes para seu raciocínio diagnóstico. A partir de agora, estudaremos como a história atual deve ser abordada em sua anamnese.
2.8 QUATRO PERGUNTAS-CHAVE PARA ANAMNESE OBSTÉTRICA
As perguntas minuciosas realizadas durante a anamnese de uma gestante em sua primeira consulta de pré-natal, desde que realizado 
o adequado registro dessas informações no prontuário e cartão de pré-natal da grávida, não precisarão ser repetidas durante a anamnese das 
consultas subsequentes. Por isso, é muito importante ter atenção aos registros realizados durante as consultas de pré-natal. Eles impactarão 
todos os atendimentos subsequentes.
Por outro lado, a anamnese obstétrica cuidadosa deverá, sim, ser realizada a cada consulta pré-natal, no intuito de 
detectar possíveis intercorrências obstétricas. E, por isso, talvez esse seja um dos tópicos mais importantes deste livro. 
Capriche na atenção prestada a ele, que será útil tanto para sua prova quanto para sua prática clínica. 
Assim como ocorre nas demais especialidades, as intercorrências obstétricas em geral motivarão a gestante a apresentar queixas 
ativas, que deverão ser exploradas no intuito de realizar o diagnóstico correto. 
No entanto, ao atender uma grávida, é importante ter quatro perguntas sempre em mente. Caso elas não sejam respondidas pelas 
queixas ativas da gestante, deverão ser abordadas durante a anamnese. Isso é importante porque essas quatro respostas ajudarão você a não 
deixar passar informações que a gestante pode não ter valorizado inicialmente, mas que podem estar associadas a intercorrências obstétricas.
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As quatro perguntas estão descritas na tabela abaixo, assim como exemplos de intercorrências obstétricas que você deve investigar 
diante de resposta positiva para cada uma delas. 
Sangramento?
Perda de líquido?
Dor? Contrações?
Movimentação fetal?
Investigar causas dos sangramentos da primeira ou da segunda metade da gestação.
Investigar rotura prematura de membranas ou presença de vulvovaginites.
Investigar presença de dinâmica uterina, alteração do tônus uterino, infecções, 
como as urinárias, entre outras afecções que podem culminar em dor durante a gestação.
Avaliar vitalidade fetal diante do relato de redução da movimentação fetal.
Figura 12. Quatro perguntas fundamentais para a anamnese obstétrica.
Doc, observe que essas perguntas ajudarão você a realizar uma adequada anamnese obstétrica em qualquer 
cenário que envolva o atendimento de uma gestante, seja no pré-natal, foco de nosso estudo nesse momento, seja no 
atendimento de emergência, no centro obstétrico ou na enfermaria obstétrica.
Essas são também as informações que não podem faltar em seu registro em prontuário ao escrever sua anamnese 
ou ao passar um caso obstétrico em uma estação de prova prática.
Estudo da anamnese obstétrica concluído! Vamos conhecer, a partir de agora, os principais sintomas durante a gestação. 
2.9 PRINCIPAIS SINTOMAS NA GESTAÇÃO
A principal e mais comum queixa na primeira metade da gestação são as náuseas e vômitos. Devido à alta incidência, em torno de 70 
a 80% das gestações, estão considerando-a até como sintoma fisiológico na gestação. Por ser a queixa mais comum, ela é a mais cobrada 
pelas bancas de provas. m
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2.9.1 HIPERÊMESE GRAVÍDICA 
O momento das náuseas e vômitos gera dúvidas e ansiedades para muitas mulheres que pensam em engravidar. As náuseas, 
acompanhadas ou não de vômitos, ocorrem em 70 a 80% das gestações. Elas iniciam entre a 5a e a 6a semana de gestação, com pico na 9a 
semana e diminuem por volta da 16a a 18a semana em 90% dos casos. 
"Mas, professora, quando é definida a hiperêmese gravídica?" Quando os sintomas são mais graves e requerem hospitalização. 
 A hiperêmese gravídica caracteriza-se pela persistência dos vômitos, acompanhada de perda de peso 
maior do que 5% da massa corporal pré-gravídica e cetonúria, excluídas outras causas.
 A hiperêmese afeta de 0,3 a 3% das gestantes e é umas das indicações mais comuns de hospitalização durante a gravidez. A gestante 
apresenta vômitos incoercíveis, o que pode levar a quadros de desidratação e distúrbios hidreletrolíticos, perda de peso e, em outros casos, 
alterações da função hepática e renal, hemorragia retiniana e até distúrbios neurológicos (encefalopatia de Wernicke), ocasionando risco para 
a vida materna e fetal.
Etiologia
 A etiologia parece ser multifatorial. Existe uma maior associação com o aumento do hCG, além da progesterona, do estrogênio, do 
hormônio estimulante da tireoide (TSH), do córtex da adrenal, das infecções pelo H. pylori e das deficiências nutricionais ou causas psicológicas. 
Aqui, deixo o aviso de que devemos lembrar da ocorrência de náuseas e vômitos, com maior frequência, em gestações múltiplas e na doença 
trofoblástica gestacional.
Vou abordar, resumidamente, o papel de cada um:
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 hCG: O hCG é o hormônio que mais está associado à 
hiperêmese gravídica, tanto que o pico sérico do hCG coincide com 
o pico dos sintomas. Além disso, existem estudos que identificaram 
isoformas diferentes do hCG em gestantes. Isoformas que, além de 
apresentarem concentrações elevadas, estão associadas ao meio 
ácido (pH < 4,0) por influência ambiental ou por fatores genéticos, 
comprovando que a característica do hCG não é semelhante entre 
as gestantes que apresentavam ou não vômitos intensos.
ESTRÓGENOS: níveis elevados de estrógeno estão 
relacionados à hiperêmese. Tanto que o nível de estrógeno elevado 
provoca lentidão no trânsito intestinal e no tempo de esvaziamento 
gástrico.
PROGESTERONA: não se mostrou associação entre seu 
nível elevado e a causa da hiperêmese. Tanto que, em pacientes 
que fazem uso de progesterona ou que apresentam níveis elevados 
por estimulaçãoovariana medicamentosa, não houve aumento da 
incidência da doença.
TSH: a concentração do hCG tem relação com a estimulação 
tireoidiana, e os níveis mais elevados de TSH podem provocar o 
estado de hipertireoidismo gestacional transitório em 60% das 
pacientes com hiperêmese gravídica. 
Figura 13. Etiologia da hiperêmese gravídica.
HIPERÊMESE GRAVÍDICA
hCG PROGESTERONA ESTROGÊNIOS
CORTEX DA ADRENAL 
(Produção insuficiente de
ACTH)
INFECÇÃO POR H.
PYLORI
DEFICIÊNCIA DE
VITAMINA
CAUSAS PSICOLÓGICAS
TSH
CÓRTEX DA ADRENAL: a relação está no achado de 
produção insuficiente do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) 
em pacientes com vômitos em relação a pacientes assintomáticas.
INFECÇÃO POR H. PYLORI: existe um aumento de incidência 
de hiperêmese em pacientes com H. pylori.
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B6: alguns trabalhos demonstram 
que a deficiência de vitamina B6 está relacionada à hiperêmese, 
mas outros trabalhos negam essa relação, já que a suplementação 
da vitamina B6 não mostrou efeito significativo sobre os vômitos.
CAUSAS PSICOLÓGICAS: foi postulada por pesquisadores, 
quando perceberam que causas biológicas não explicavam de 
forma satisfatória os vômitos. Porém, ainda é de afirmação 
incerta, geralmente com ligação a conflitos psicológicos como 
ansiedade e tensão relacionada à gestação. Existe a correlação 
com histeria, neurose ou depressão, além de pobreza e conflitos 
conjugais. Mas existem pesquisas que se opõem a isso devido ao 
fato de os sintomas psicológicos serem resultantes do estresse e da 
debilidade física da hiperêmese.
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Quadro clínico
 A hiperêmese é caracterizada por vômitos incoercíveis que podem gerar distúrbio hidreletrolítico e ácido-básico, além de desidratação 
e perda de peso (maior do que 5% da massa corporal pré-gravídica). Em alguns quadros, podem ocorrer alterações de enzimas hepáticas 
e renais, além de hemorragia retiniana e distúrbios neurológicos. A síndrome Korsakoff ocorre em quadro grave de fases avançadas com 
sintomas de psicose, alucinações com desenvolvimento de doença crônica neuropsiquiátrica com perda de memória (amnésia retrógrada) e 
de aprendizado (amnésia anterógrada). E a síndrome de Wernicke é caracterizada pela tríade confusão mental, ataxia e alterações oculares 
e, sem tratamento adequado, pode evoluir para coma e óbito.
 A determinação da gravidade por de ser realizada por meio do escore de PUQE (Pregnancy Unique Quantification of Emesis).
Escore de PUQE (Pregnancy Unique Quantification of Emesis)
1 – Por quanto tempo se sentiu nauseada nas últimas 24 horas? 
Nunca (1) – Até 4 horas (2) – Até 8 horas (3) – Até 12 horas (4) – > de 12 horas (5) 
2 – Quantos episódios de vômitos apresentou nas últimas 24 horas? 
Nenhum (1) – 1 episódio (2) – Até 3 episódios (3) – Até 4 episódios (4) – Mais de cinco (5) 
3 – Em quantos momentos observou intensa salivação e esforço de vômito nas últimas 24 horas? 
Nenhum (1) – Até 3 vezes (2) – Até 5 vezes (3) – Até 8 vezes (4) – Todo o tempo (5) 
Fonte: Adaptado de KOREN et al., 2005. 
Classificação: pontuação ≤ 6 – forma leve; entre 7 e 11 – forma moderada; ≥ 12 – forma grave. 
Tabela 4. Escore de PUQE para determinação da gravidade de náuseas e vômitos.
Tratamento
 A internação hospitalar é OBRIGATÓRIA e deve ser mantido o JEJUM por 24 a 48 horas. 
A hidratação deve ser feita de forma intravenosa, com 
adição de vitaminas de ácido ascórbico para eventuais reposições. 
O controle da hidratação deve ser realizado por meio da diurese 
clara, preferencialmente por solução glicofisiológica entre 2.000 e 
4.000 mL em 24 horas.
 Além disso, deve ser corrigido o distúrbio hidreletrolítico 
e ácido-básico. Com a ocorrência dos vômitos incoercíveis, existe 
perda de ácido clorídrico, cloreto de sódio e cloreto de potássio, 
levando a uma alcalose metabólica hipoclorêmica. Logo, a 
reposição deve incluir o cloro, o sódio e o potássio até que seus 
níveis sejam normalizados.
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Terapêutica medicamentosa
 As medicações antieméticas são classificadas como 
categoria B. O uso de vitaminas como a piridoxina (vitamina B6), na 
dose de 25 mg, a cada 8 horas, ou a ingestão de gengibre, 250 mg, 
a cada 6 horas, podem ser úteis.
A metoclopramida não aumenta o risco de abortamento 
nem de malformações fetais e tem maior efetividade quando 
associada à piridoxina. A clorpromazina, um antipsicótico, também 
é uma alternativa para as náuseas e vômitos.
Geralmente, a ondasedrona é uma escolha em casos graves 
e refratários à terapêutica inicial. É uma medicação classificada 
como categoria B pela FDA, porém é evitada durante o primeiro 
trimestre da gestação. Além disso, nos casos graves refratários, 
pode ser associado o uso de benzodiazepínicos (diazepam), 
apesar de serem classificados como classe D, e de corticosteroides 
(metilprednisolona). 
Além disso, a escolha do anti-histamínico (dimenidrinato, 
meclizina, prometazina) é uma alternativa terapêutica no 
tratamento de náuseas e vômitos, e não foi verificado risco de 
teratogenicidade.
Nutrição
 É importante, nas primeiras 24-48 horas de internação, 
a paciente permanecer em jejum. Após esse período, iniciar a 
introdução de uma dieta leve hipercalórica, pobre em lipídeos 
e progredindo para uma dieta mais consistente. Em casos mais 
graves e persistentes, pode-se optar por uma nutrição enteral ou 
parenteral. Deve-se evitar a suplementação de ferro e derivados, 
pois pode aumentar os sintomas.
Outros tratamentos
Deve ser oferecida psicoterapia de apoio devido à correlação 
de distúrbios comportamentais. A prática de acupuntura e 
acupressão também apresenta uma alternativa com o estímulo do 
ponto P6 (ponto chamado de Neiguan). 
 Agora é aquela hora em que você deve testar seus conhecimentos e ver como isso já foi cobrado na prova.
CAI NA PROVA
(USP-SP – 2022) Mulher de 31 anos de idade, secundigesta, nulípara, chega ao pronto atendimento referindo náuseas e vômitos intensos 
(3 a 4 episódios por dia). Refere data da última menstruação em 23/09/2021. Portadora de distúrbio de ansiedade em uso de sertralina 100 
mg por dia, chegou bastante agitada. Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, desidratada 2+/ 4+, PA 90x62 mmHg, FC 124 bpm, 
rítmico. 
Saturação 98%. Exame ginecológico mostrou conteúdo vaginal fisiológico, colo impérvio e útero compatível com a idade gestacional.
Foram colhidos os seguintes exames: Hb 11,4 g/dL; Ht 34,2%, Leucócitos 10,66mil/mm³; Plaquetas 268 mil/mm³; TSH 0,02 UI/mL, T4 total 8,2 
mcg/dL; TGO 19U/L; TGP 28U/L; Cr 0,51 mg/dL; U 15 mg/dL; Na 136 mEq/L; K 3,0 mEq/L; PCR 0,06 mg/L; gasometria venosa (pH 7,47; pO₂ 
80,1 mmHg; pCO₂ 29,2 mmHg; HCO₃ 29,1 mmol/L; BE +10). Eletrocardiograma:
Além da prescrição de antiemético e hidratação, qual é a prescrição mais adequada no pronto atendimento?
A) Reposição de bicarbonato endovenosa.
B) Ofertar oxigênio em máscara aberta.
C) Reposição de potássio endovenosa.
D) Administrar diurético endovenoso.
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COMENTÁRIO:
 Por meio desse enunciado longo, observamos uma gestante com quadro de hiperêmese gravídica com TSH suprimido, taquicardia, 
alcalose metabólica e hipocalemia.
Incorreta a alternativa A. Não está indicada a reposição de bicarbonato endovenosa em uma alcalose metabólica.
Incorreta a alternativa B. Pela gasometria arterial demonstrando alcalose metabólica,não está indicada a oferta de oxigênio em máscara 
aberta.
Correta a alternativa C. Está indicada a reposição de potássio (K 3,0 mEq/L), já que a hiperêmese gravídica pode levar à alcalose 
metabólica hipoclorêmica, e a reposição deve incluir o potássio até que seus níveis sejam normalizados.
Incorreta a alternativa D. Não está indicada a administração de diuréticos para as alterações indicadas pelo caso clínico.
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO – SES PE – 2020 ) Na gravidez, a síndrome de Wernicke é uma complicação 
da seguinte doença:
A) Placenta prévia
B) Descolamento prematuro das membranas
C) Gravidez prolongada
D) Hiperêmese gravídica
E) Doença hemolítica perinatal
COMENTÁRIO:
 Acredito que, após a leitura do texto, ficou mais simples a associação da hiperêmese com a síndrome de Wernicke.
Incorretas as alternativas A, B, C e E. Essas patologias não estão relacionadas à síndrome de Wernicke.
Correta a alternativa D. A síndrome de Wernicke é uma complicação de casos graves de hiperêmese gravídica, caracterizada pela 
tríade confusão mental, ataxia e alterações oculares e que, sem tratamento adequado, pode evoluir para coma e óbito. 
 Agora que estudou mais a fundo a hiperêmese gravídica, vou detalhar outros sintomas que também podem estar presentes 
durante a gestação.
LOMBALGIA Piora de intensidade com o evoluir da gestação. Ocorre em 70% dos casos.
SONOLÊNCIA
Comum no início da gestação devido ao efeito da progesterona sobre o sistema nervoso 
central.
CEFALEIA
Mais comum no início da gestação, regride a partir da metade da gestação, mas pode 
estar associada a outras patologias (sinusite, enxaquecas, erros de refração).
VARIZES
Relacionadas à posição supina prolongada, à genética e à idade avançada. Para 
tratamento, é indicado repouso com membros inferiores elevados e meia elástica.
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OBSTIPAÇÃO A piora dos sintomas é maior com o progredir da gestação. 
DOENÇA 
HEMORROIDÁRIA
Ocorre por aumento da pressão das veias retais pela compressão uterina. Pode 
manifestar-se pela primeira vez na gestação e ser agravada com o evoluir da gestação. 
O tratamento é por meio de sintomáticos tópicos, correção da obstipação e compressa 
morna.
SIALORREIA
Ocorre devido à estimulação das glândulas salivares na ingesta de amido e de 
componente psicossomático.
PIROSE
Ocorre pela compressão uterina sobre o estômago e relaxamento do esfíncter esofágico 
com refluxo do conteúdo gástrico. Geralmente, os sintomas são leves, e o tratamento 
indicado é o fracionamento da dieta, o uso de antiácidos e a evitação de alimentos 
gordurosos e com cafeína. 
PICA A pica pode ocorrer com desejos estranhos de comer, por exemplo, terra, gelo, arroz cru. 
LEUCORREIA
As gestantes apresentam um aumento fisiológico do fluxo vaginal devido ao aumento da 
secreção de muco pelas glândulas endocervicais pelo aumento do estrogênio. Porém, é 
necessário o exame ginecológico para afastar outras causas.
 Tabela 5. Principais sintomas na gestação.
Ok! Terminamos o interrogatório da gestante. Agora, vamos partir para o exame físico obstétrico, alvo de muitas questões de provas.
3.0 EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO
CAPÍTULO
O primeiro ponto a ser pensado sobre o exame físico da gestante é que, assim como a anamnese realizada na primeira consulta de 
pré-natal é bastante minuciosa, no intuito de detectar condições prévias à gestação que demandem cuidados específicos durante a gravidez, 
o exame físico também deve ser assim.
O exame físico realizado durante a primeira consulta de pré-natal deve ser completo, isto é, a avaliação de 
todos os aparelhos deve ser realizada, e não apenas dos aspectos obstétricos.
Isso deve ocorrer porque esse pode ser o momento oportuno de avaliar uma mulher que talvez não procure avaliação médica de 
rotina, podendo ser essa a oportunidade de detectar alterações cardíacas ou nódulos não percebidos anteriormente, por exemplo, e que 
podem, inclusive, se agravar durante a gravidez.
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Outro aspecto fundamental a ser considerado ao examinar uma gestante é que seu corpo está passando por diversas modificações 
fisiológicas relacionadas à gestação e que, portanto, deverão ser levadas em consideração na avaliação do exame físico. 
É em razão de tais modificações que se recomenda que a avaliação física mais abrangente seja realizada o mais precocemente possível na 
gestação, preferencialmente durante o primeiro trimestre. Quanto mais tardio o início do pré-natal, mais atento às transformações gravídicas 
ao longo dos trimestres o pré-natalista deve estar para realizar uma avaliação adequada da grávida. Caso você não tenha clareza sobre elas, 
facilitará sua compreensão estudá-las no livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO", como sugerido no início deste livro.
Doc, tenha sempre em mente que o exame físico vai auxiliá-lo a confirmar ou a excluir hipóteses diagnósticas em que você pensou a 
partir das informações coletadas durante a anamnese. 
A correlação entre os achados do exame físico e a fala da gestante é uma ferramenta poderosa para diferenciar 
queixas relacionadas às modificações fisiológicas da gestação das alterações patológicas. Estar atento a isso garantirá 
diagnósticos mais assertivos e, consequentemente, condutas mais adequadas e benéficas para a paciente, seja na 
obstetrícia, seja em qualquer outra especialidade médica.
Mais uma vez, esteja atento ao fato de que os tópicos estudados neste capítulo, assim como os do capítulo anterior, vão ajudá-lo a 
realizar uma estação prática de obstetrícia com mais segurança, assim como a avaliar as informações do enunciado da prova teórica com 
maior critério. Por isso, esteja atento a todas as dicas e informações a seguir.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, esteja atento aos detalhes da técnica recomendada para realizar cada avalição do exame físico! 
Lembre-se de que o examinador, em uma estação prática, estará atento a COMO você faz, e não apenas ao que você sabe que 
precisa ser feito.
Visando otimizar seu tempo de estudo, darei ênfase aos aspectos do exame físico mais frequentemente apresentados nas questões e 
que influenciam no raciocínio obstétrico, mas lembre-se de que os conceitos de exame físico aplicados a mulheres não grávidas valem também 
para as gestantes, com as ressalvas necessárias para avaliação dos achados fisiológicos esperados, que são estudados detalhadamente no 
livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO".
Considerando-se o exame físico geral da gestante, três parâmetros devem sempre ser investigados em todas as consultas:
 ✓ Pressão arterial.
 ✓ Peso. 
 ✓ Membros inferiores.
Vamos avaliar as particularidades de cada um deles?
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3.1 PRESSÃO ARTERIAL
A avaliação da pressão arterial da gestante deve sempre 
ser realizada e valorizada, independentemente da natureza da 
avaliação, seja ela ambulatorial ou hospitalar, seja de rotina ou de 
urgência, uma vez que os distúrbios hipertensivos na gestação são 
um dos grandes responsáveis pela mortalidade materna, ao lado 
das causas hemorrágicas.
A avaliação pressórica da gestante deve ser realizada idealmente em repouso, sentada e com o membro superior na altura do coração. 
Lembre-se de que um descenso fisiológico dos níveis pressóricos é esperado no período gravídico, associado à redução da resistência 
vascular periférica.Medidas de pressão arterial sistólica maiores ou iguais a 140 mmHg e/ou pressão diastólica maior ou igual a 
90 mmHg devem sempre chamar a atenção do examinador para a possibilidade de pré-eclâmpsia, especialmente se 
associadas a ganho ponderal e/ou edema. 
Alterações pressóricas devem ser confirmadas em, ao menos, duas medidas e motivar investigação, conforme detalhado no livro 
digital "DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO E HIPERTENSÃO CRÔNICA". 
3.2 PESO
A avaliação do ganho de peso materno é um dado bastante 
relevante na evolução da gestação. O peso materno pode influenciar 
o peso do recém-nascido ao nascer e ser um sinal de alerta para 
distúrbios hipertensivos, por exemplo.
A medida padronizada para avaliação ponderal da gestante 
é a do índice de massa corpórea (IMC) segundo a curva de Atalah, 
assumida pelo Ministério da Saúde. 
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IMC = peso (kg) / altura (m2)
De um modo geral, espera-se que o ganho ponderal médio da gestante que inicia a gestação com o IMC normal seja de 12,5 kg, e esse 
ganho deve variar para mais ou para menos de acordo com o IMC apresentado por ela no início da gestação. 
Além disso, é importante que você saiba que o ganho de peso não é uniforme no decorrer da gestação, devendo, idealmente, ocorrer 
primordialmente no segundo e terceiro trimestres. Para gestantes que são classificadas dentro do peso normal, o esperado é um ganho de 
cerca de 400 g por semana na segunda metade da gestação. 
Observe a tabela a seguir. Ela descreve o ganho ponderal total considerado ideal durante a gestação de acordo com o IMC da gestante, 
assim como o ganho de peso semanal esperado na segunda metade da gestação para que esse objetivo seja alcançado. Perceba que esse 
conhecimento é fundamental para que o pré-natalista consiga orientar a gestante a cada consulta de pré-natal.
IMC pré-gravídico
IMC (kg/m2)
Ganho de peso ideal durante a gestação
Semanal no 2° e 3° tri TOTAL
< 18,5 500g/sem 12,5 a 18 kg
18,5 a 24,9 400g/sem 11,5 a 16 kg
 25 a 29,9 300g/sem 7 a 11,5 kg
 ≥ 30 200g/sem 5 a 9 kg
Tabela 6. Ganho ponderal de peso durante a gravidez, de acordo com o índice de massa corpórea (IMC) (fonte: Ministério da saúde, 2012).
Outro cuidado importante quando se realiza o controle do peso da gestante é registrar os dados obtidos no 
gráfico do prontuário e/ou no cartão de pré-natal da grávida. Esteja atento, especialmente em um cenário de prova 
prática, a esse detalhe! O gráfico a seguir é de Atalah, assumido pelo Ministério da Saúde para classificação do IMC 
durante a gestação. 
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Figura 14. Gráfico para monitoramento da evolução ponderal em gestantes. Fonte: Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao pré-natal de baixo risco, 
Ministério da Saúde, 2012.
Assim, a conduta é realizada conforme a idade gestacional:
BAIXO PESO: investigar a história alimentar, avaliar o 
diagnóstico de hiperêmese gravídica, infecções, parasitoses 
anemias e outras doenças. Devem ser orientados, por nutricionista, 
hábitos alimentares saudáveis com objetivo de um ganho de peso 
adequado.
ADEQUADO: seguir as orientações nutricionais habituais 
visando ao ganho de peso adequado e a hábitos alimentares 
saudáveis.
SOBREPESO E OBESIDADE: é necessário manter seguimento 
com intervalos de consultas menores do que o fixado. Realizar 
avaliação de obesidade pré-gestacional, além de casos de edema, 
polidrâmnio, macrossomia e gravidez múltipla. É importante 
orientar que não é necessária a perda de peso, mas é desejável 
mantê-lo por meio de hábitos alimentares saudáveis.
E veja as curvas adequadas de ganho de peso a cada consulta, 
de acordo com o estado nutricional.
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Figura 15. Curva de ganho de peso de acordo com o estado nutricional.
BAIXO PESO 
A curva deve cruzar a 
linha que delimita
 o baixo peso (BP), 
evoluindo para 
peso ajustado como 
adequado (A)
ADEQUADO 
A curva deve seguir
 paralela ao adequado (A)
SOBREPESO 
A curva deve apresentar 
inclinação ascendente, 
porém paralela ao seu
limite inferior.
OBESIDADE 
inclinação deve-se manter 
semelhante ou ascendente 
a seu limite inferior da 
faixada obesidade (O)
E existe exceção a essa regra? 
Sim! A gestante adolescente, antes de 2 anos da menarca, em geral, é classificada como baixo peso e não apresenta a mesma classificação 
nutricional devido ao crescimento e à imaturidade biológica. Porém, essa classificação pode ser usada desde que tenha flexibilidade no 
seguimento da adolescente. As que engravidarem 2 anos após a menarca equivalem às gestantes na idade adulta.
"Mas, professora, e quanto à recomendação diária de glicídios, proteínas e lipídeos? Aqui, fica sempre uma grande dúvida, o que pode 
ou o que não pode consumir na gestação?"
Recomendação nutricional diária
Glicídios 45 a 65%
10 a 35%
20 a 35%
Proteínas
Lipídeos
Vamos lá! Um tema que, além de curioso, também gera 
muitas dúvidas. A recomendação nutricional diária de glicídios 
é sugerida em 175 g por dia e deve corresponder a 45 a 65% da 
composição nutricional no dia. Para as proteínas, o aporte calórico 
diário deve ser de 10 a 35%, com um adicional de 25 g por dia a 
partir do segundo trimestre. E quanto aos lipídeos, a ingesta calórica 
diária constitui-se de cerca de 20 a 35%. m
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O aconselhamento nutricional que apresenta baixo índice glicêmico acompanhado por uma ingesta de alimentos saudáveis ajuda 
a controlar o índice glicêmico materno, aumentar a ingesta de fibras e proteínas, levando à redução do risco de ganho de peso excessivo 
materno durante a gestação.
Café da manhã LANCHE Almoço LANCHE Jantar
• Evitar ficar mais do que 3 horas sem comer. 
• Beber água entre as refeições (2 litros por dia).
O que se deve incluir nas refeições diárias?
• 6 porções do grupo cereais (arroz, milho, pães e alimentos feitos com farinha de trigo e milho) e tubérculos (batatas e raízes), 
preenchendo metade de seu prato. Os cereais e alimentos integrais (farinha integral, pão integral, aveia e linhaça) auxiliam a regularizar 
o funcionamento intestinal.
• 3 porções de legumes e verduras.
• 3 porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
• 3 porções de leite e derivados.
• 1 porção de carne, aves, peixes ou ovos.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília – 
DF, 2012.
Proponho, neste momento, uma pausa para que você observe como esse conceito pode aparecer em sua prova.
CAI NA PROVA
(USP RP – 2021) Tercigesta, 37 anos, com 10 semanas de gravidez, sem doenças, apresenta a você um motivo de grande apreensão em 
consulta pré-natal. Ela sente muita fome e não quer ganhar muito peso nessa gestação. Mas, se preocupa em colocar seu filho em risco se 
engordar pouco. Não lembra o peso pré-gestacional. Hoje, ela pesa 68 kg e tem índice de massa corpórea de 25,6 kg/m². Para que essa mulher 
ganhe o mínimo peso necessário, qual é a recomendação de ganho de peso semanal e total permitido, respectivamente, nessa gestação?
A) 440 gramas e 12,5 kg.
B) 230 gramas e 7,0 kg.
C) 300 gramas e 9,0 kg.
D) 400 gramas e 11,5 kg.COMENTÁRIOS:
Doc, se você fez Medicina porque não gostava muito de exatas, vou precisar que se dedique um pouquinho a alguns tópicos deste 
livro que parecerão mais suas questões do vestibular, mas eu garanto que são referentes à obstetrícia e que poderão render pontinhos 
importantes em sua prova.
O primeiro desses tópicos é o que se apresenta a você nessa questão a respeito do ganho ponderal durante a gestação. Vamos 
pensar sobre ele juntos?
Uma vez que o IMC inicial da gestante é de 25,6 kg/m2, ela deve ser classificada como estando em sobrepeso e você deve recordar 
que, nesse caso, o ganho ponderal esperado para ela durante a gestação é de 7 a 11,5 kg. Não tem jeito, Doc, a tabela 3 precisa ser 
decorada.
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Continuando: considerando que estimamos que a gestação dura cerca de 40 semanas e que a gestante do enunciado já tem 10 
semanas, temos pela frente cerca de 30 semanas a serem acompanhadas durante o pré-natal, durante as quais ela ganhará peso. Uma 
vez que o ganho mínimo de peso esperado para gestantes com sobrepeso durante a gestação é de 7 kg ou 7.000 g, dividimos 7.000 g por 
30 semanas e descobrimos que ela deve ganhar cerca de 230 g por semana para chegar ao final da gestação com o mínimo de ganho de 
peso esperado.
Matemática mais do que obstetrícia, né? Eu sei! Mas vamos juntos, porque você estará preparado para conquistar os pontos de 
sua prova, não importa o desafio!
Incorreta a alternativa A, porque 12,5 kg são o ganho mínimo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez com baixo peso.
Correta a alternativa B, porque o ganho ponderal mínimo para uma gestante em sobrepeso é de 7 kg no decorrer da gestação, o que 
representa cerca de 230 g no decorrer das 30 semanas de gestação que restam, já que a grávida apresentada no enunciado já está com 
10 semanas.
Incorreta a alternativa C, porque 9 kg são o ganho máximo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez em obesidade.
Incorreta a alternativa D, porque 11,5 kg são o ganho mínimo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez com peso adequado.
Matemática resolvida, vamos entender como acompanhar as gestantes após cirurgia bariátrica, o que também é alvo de questões!
3.2.1 CIRURGIA BARIÁTRICA: REPERCUSSÕES E CUIDADOS
 A gestação após a cirurgia bariátrica é considerada segura, mas requer cuidados pré-concepção, durante a gestação e no puerpério. 
Além disso, há redução de complicações como hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes e macrossomia fetal.
 Quando a técnica escolhida para a paciente é a técnica de Capella, que consiste na realização da gastroplastia e derivação em Y de 
Roux ou biliopancreática, existe uma maior perda de folato, ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio e tiamina do que em outras cirurgias.
Assim, quais são os cuidados que devemos tomar para programar e acompanhar uma gestação após uma cirurgia bariátrica?
Pré-concepção
Atenção e cuidado especial devem estar na orientação pré-concepcional durante o primeiro ano pós-cirúrgico. Com a perda de peso, a 
paciente aumenta a risco de engravidar, sendo necessário um método contraceptivo efetivo para o período.
 Deve-se evitar engravidar no 1o ano após a cirurgia, especialmente por um período de 12 a 18 meses, já que é o ano de maior perda 
ponderal e o potencial de perda de peso pode não ocorrer adequadamente após o parto. Além disso, deve-se atentar à menor quantidade de 
alimentos e ao aumento do risco de desnutrição.
 Outro ponto importante que não pode ser esquecido é que as mulheres obesas são consideradas como de maior risco para defeitos 
do tubo neural, já que o ácido fólico participa da fase inicial da embriogênese. Assim, a recomendação é que as doses de ácido fólico devem 
ser 10 vezes maiores do que as doses habituais, com início 30 a 90 dias antes da concepção e com manutenção até a 12a semana de gestação.
Gestação:
 Manter o seguimento tanto do obstetra quanto do cirurgião bariátrico. Deve-se realizar controle ultrassonográfico rigoroso do 
crescimento fetal e manter suplementação durante a pré-concepção, gestação e puerpério:
 ✓ Vitamina B12.
 ✓ Vitamina D.
 ✓ Cálcio.
 ✓ Ferro.
 ✓ Tiamina.
 ✓ Além da suplementação adicional recomendada para a gestante.
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Puerpério:
Está indicado o uso de meias de compressão graduadas, hidratação e deambulação precoce para evitar o tromboembolismo venoso. 
Atenção especial está no risco de anemia, por isso o controle de hemoglobina materna durante a gestação deve ser rigoroso e realizado por 
meio da suplementação de ferro e outras vitaminas e minerais 
Referência bibliográfica: Manual de Assistência Pré-Natal, FEBRASGO, 2014.
Observe como esse tema foi abordado na prova.
Alterações em membros inferiores que devem ser avaliadas durante o exame 
CAI NA PROVA
(UFRJ – 2020) Mulher, 36 anos, foi submetida a cirurgia bariátrica pela técnica de derivação em "Y de Roux", por videolaparoscopia. Solicita 
orientação quanto ao seu planejamento reprodutivo, pois deseja engravidar. A orientação correta para esta paciente é:
A) iniciar anticoncepcional oral imediatamente
B) aguardar entre 12 e 24 meses para engravidar
C) contraindicar a gestação pelo resto da vida
D) indicar técnica de reprodução assistida
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A. A cirurgia bariátrica com derivação em Y de Roux é realizada por meio de uma redução no volume do estômago 
com um desvio do duodeno e parte do intestino delgado. Assim, ocorre uma redução da superfície de absorção do intestino, alteração 
do pH do estômago e alteração no tempo de trânsito da medicação no intestino, interferindo na forma como remédios tomados via oral 
são dissolvidos e absorvidos pelo corpo. Assim, o uso de contraceptivos orais não está indicado pela provável alteração de sua eficácia, e 
outro método deve ser recomendado.
Correta a alternativa B. Deve-se evitar engravidar no 1o ano após a cirurgia, especialmente por um período de 12 a 18 meses, já 
que é o ano de maior perda ponderal.
Incorreta a alternativa C. A gestação após a cirurgia bariátrica é considerada segura, mas requer cuidados pré-concepção, durante a 
gestação e no puerpério.
Incorreta a alternativa D. Não é necessária a indicação da técnica de reprodução assistida, já que a fertilidade com a redução de peso 
aumenta e a possibilidade de gestação espontânea se torna maior.
3.3 MEMBROS INFERIORES
A compressão dos vasos em razão do aumento do volume uterino no decorrer da gestação, normalmente, acarreta edema em membros 
inferiores, especialmente no final da gestação.
Apesar disso, é muito importante que a possibilidade de edema patológico seja sempre cogitada quando se avalia a gestante, 
especialmente quando o edema de membros inferiores está associado ao edema de mãos e face, sendo a hipótese diagnóstica de pré-
eclâmpsia um importante diagnóstico diferencial a ser feito nesses casos.
Outro diagnóstico diferencial a ser pensado é o de trombose, relacionado a edemas assimétricos e à presença de sinais flogísticos. 
Lembre-se de que a gestação se caracteriza por ser um estado pró-trombótico que aumenta as chances de esses eventos ocorrerem, 
especialmente se houver presença de varizes associadas.
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Lembre-se de que, classicamente, o edema será descrito, seja no enunciado da questão, seja em uma imagem que simula o cartão de 
pré-natal, em cruzes,variando de uma cruz (+), edema leve, a quatro cruzes (++++), referindo-se a uma gestante com anasarca. 
 Uma vez que estudamos os pontos do exame físico geral mais relevantes para a avaliação obstétrica, vamos, agora, nos debruçar 
sobre as particularidades do exame físico obstétrico propriamente dito. Preparado?!
Figura 16. Exemplos de membros inferiores com edema, varizes e trombose.
3.4 EXAME OBSTÉTRICO ABDOMINAL
3.4.1 INSPEÇÃO ABDOMINAL
A inspeção abdominal de uma gestante pode apresentar diferentes aspectos, dependendo do 
trimestre em que ela se encontra. As principais alterações observadas serão quanto ao formato e ao 
tamanho do abdômen, além de alterações cutâneas, como da coloração ou o aparecimento de estrias.
Conforme estudado no livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO", lembre-se de que é comum ocorrer hiperpigmentação 
por estímulo dos melanócitos em decorrência do aumento dos níveis hormonais na gestação e de que a alteração da coloração de regiões da 
face, mamas, axilas, região genital e linha alba tende a aparecer precocemente durante a gestação. 
A hiperpigmentação da linha alba recebe o nome de linha nigra durante a gestação e é observada com frequência na prática clínica 
durante a avaliação física da gestante.
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Figura 17. Linha nigra.
Outra alteração comum de ser observada no abdômen gravídico é o surgimento de estrias, especialmente no final da gestação, 
associadas à distensão cutânea e ao hipercortisolismo. 
Figura 18. Estrias gravídicas.
Observe que é importante que o pré-natalista esteja preparado para orientar a gestante sobre essas alterações, as quais, em geral, 
causam bastante preocupação na grávida, que vê seu corpo mudar tão expressivamente.
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A avaliação da presença de cicatrizes prévias é um importante passo durante a inspeção abdominal da gestante. É o momento oportuno 
para descobrir procedimentos cirúrgicos que a gestante possa ter eventualmente esquecido de mencionar durante a anamnese, assim como 
avaliar a cicatriz de partos cesáreos prévios. 
Lembre-se de que a técnica mais utilizada para a realização da cesariana é a de Pfannenstiel (figura 10) e de que cicatrizes longitudinais 
no abdômen referentes a partos cesáreos, em geral, relacionam-se a urgências obstétricas. Esteja atento a esses detalhes!
Figura 19. Cicatriz de parto cesáreo realizado com a técnica Pfannenstiel.
Algumas gestantes podem também apresentar diástase dos músculos retos abdominais, que se torna mais pronunciada à medida em 
que o útero aumenta de volume.
Tendo terminado a inspeção abdominal, iniciaremos a palpação e a ausculta específicas do exame obstétrico. Vamos começar 
conhecendo as manobras obstétricas realizadas durante a palpação abdominal.
3.4.2 MANOBRAS OBSTÉTRICAS
As manobras obstétricas são manobras de palpação abdominal divididas em quatro tempos e 
que têm o intuito de definir parâmetros da estática fetal.
Perceba que, se vamos relacionar o exame físico da gestante a parâmetros do posicionamento do feto intraútero, é importante que você 
conheça esses parâmetros. Caso ainda não tenha estudado esse tópico, ele é detalhado no livro digital "BACIA OBSTÉTRICA, PELVIMETRIA E 
ESTÁTICA FETAL". A seguir, apenas o vou relembrar didaticamente, combinado?!
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Imagine que a grávida está em decúbito dorsal e que realizaremos a palpação de seu abdômen de formas bem específicas com o intuito 
de identificar como o feto está posicionado dentro do útero. Preparado para colocar “olhinhos nas pontas dos dedos”, Doc? Então, observe a 
figura a seguir e acompanhe a descrição de cada um dos tempos relacionados a ela.
Figura 20. Manobras obstétricas.
A primeira manobra, ou primeiro tempo, caracteriza-se pela 
palpação do fundo uterino com as bordas cubitais das duas mãos 
procurando perceber com as faces palmares qual é a porção fetal 
que ocupa essa região. O polo cefálico é mais irredutível ao toque 
em comparação com o polo pélvico, assim como tende a ser menor 
do que ele.
A segunda manobra, ou segundo tempo, também chamada 
de manobra de Budin, é realizada deslizando-se as mãos para as 
laterais do útero na intenção de perceber para que lado materno 
o dorso fetal está voltado. A porção referente ao dorso do feto será 
sentida à palpação como uma superfície mais contínua e densa, 
enquanto, na porção contralateral, que contém as partes e os 
membros fetais, a sensação será oposta.
A terceira manobra, ou terceiro tempo, é também chamada 
de manobra de Leopold e dedica-se a investigar se o polo fetal que 
se apresenta ao estreito superior da pelve materna está móvel ou 
não. É realizada apreendendo-se o polo fetal presente na porção 
inferior do útero com a mão em formato de “C”, isto é, entre o 
dedo médio e o polegar da mão direita, e realizando movimentos 
de lateralização que tentam movimentar de um lado para o outro 
o polo cefálico apreendido. Caso o polo fetal realize o movimento, 
isso demonstra que ainda não penetrou na pelve materna, o que 
denominamos, na prática clínica, de “estar alto e móvel”.
A quarta e última manobra, ou quarto tempo, tem o 
intuito de avaliar a escava. Nesse momento, é necessário que o 
examinador fique de costas para a gestante e posicione cada 
uma de suas mãos nas fossas ilíacas, projetando-as em direção 
ao hipogástrio da grávida, na tentativa de penetrar na pelve 
materna. A percepção de polo fetal liso e irredutível revela tratar-
se de apresentação cefálica; já a percepção de polo fetal irregular e 
deprimível caracteriza o polo pélvico.
Ainda com relação à quarta manobra, a descrição da escava 
pode remeter à definição da apresentação fetal. Essa informação 
pode eventualmente ser utilizada na descrição do exame físico da 
gestante no enunciado da questão. 
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Note que é intuitivo pensar que, se a escava estiver vazia, o feto estará em situação transversal ou apresentação córmica, uma vez 
que seus diâmetros são incompatíveis com sua insinuação. Por outro lado, o polo cefálico, por ser irredutível, não permitirá a progressão da 
mão do examinador, caracterizando a escava completamente ocupada, enquanto a apresentação pélvica permitirá uma penetração maior 
da mão que examina a escava, relacionando-se à escava parcialmente ocupada. 
Observe a imagem a seguir, que demonstra exemplos das três apresentações fetais citadas.
Apresentação 
cefálica
Apresentação 
pélvica
Apresentação 
córmica
Figura 21. Variedades de apresentação fetal.
 ✓ Escava vazia – apresentação córmica.
 ✓ Escava parcialmente ocupada – apresentação pélvica.
 ✓ Escava completamente ocupada – apresentação cefálica.
Além de saber realizar os quatro tempos das manobras obstétricas, o examinador espera que você consiga relacionar 
cada uma delas a um dos parâmetros da estática fetal também, Doc. 
Então, vamos lá!
• Primeiro tempo – situação fetal, isto é, ao perceber qual 
é a porção fetal que ocupa o fundo uterino, é possível definir a 
relação entre os maiores eixos do feto e do útero entre si. Lembre-
se de que a situação pode ser longitudinal, oblíqua ou transversal 
(figura 22).
Figura 22. Variedadesda situação fetal.
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DIREITA ESQUERDA ANTERIOR POSTERIOR
 ✓ Segundo tempo – posição fetal, ou seja, ao perceber para que lado do corpo materno o dorso fetal está voltado, define-se a posição 
fetal caracterizada por ser a relação do dorso fetal com o corpo materno. Pode ser esquerda, direita, anterior ou posterior (figura 14).
Figura 23. Variedades de posição fetal.
 ✓ Terceiro tempo – apresentação fetal, isto é, ao apreender 
o polo cefálico que está próximo da pelve materna, é possível 
determinar qual é a porção fetal que se relaciona com o estreito 
superior da bacia materna e que nele vai se insinuar. Conforme 
demonstrado na figura 12, o feto pode estar em apresentação 
cefálica, pélvica ou córmica.
 ✓ Quarto tempo – insinuação fetal, que, embora seja uma 
avaliação relacionada ao toque vaginal, quando se percebe o feto 
ocupando a escava materna, infere-se que esteja insinuado, isto 
é, que seu maior diâmetro transverso da apresentação atravessou 
o estreito superior da pelve materna. Essa é a forma como o tema 
aparece nas provas, então é importante que você o conheça 
assim, mas não “bagunce” os critérios para que se considere que 
um feto está insinuado, combinado, Doc? 
Figura 24. Planos da bacia obstétrica.
Note que esse é um tema bastante propício para ser avaliado em uma estação prática de obstetrícia, embora também apareça na prova 
teórica. A questão a seguir é um exemplo disso. Tente resolvê-la antes de prosseguirmos.m
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CAI NA PROVA
(UFG – 2021) Sobre as manobras de Leopold,
A) No primeiro tempo (ou primeira manobra), o examinador consegue palpar o polo pélvico quando o feto está em apresentação transversa.
B) No segundo tempo (ou segunda manobra), o examinador poderá identificar o dorso fetal, assim como partes fetais.
C) No terceiro tempo (ou terceira manobra), o examinador poderá apreender o polo cefálico, caso o feto esteja em apresentação pélvica.
D) No quarto tempo (ou quarta manobra), o examinador poderá palpar o polo pélvico, caso o feto esteja em situação cefálica.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, ao realizar a primeira manobra, avalia-se a porção fetal que ocupa o fundo uterino. A palpação do polo 
pélvico durante a realização do primeiro tempo das manobras relaciona-se à situação longitudinal.
Correta a alternativa B, porque o segundo tempo das manobras obstétricas se caracteriza pela palpação das laterais do útero e 
permite determinar para que lado materno o dorso fetal está voltado, ou seja, a posição fetal.
Incorreta a alternativa C, porque, durante o terceiro tempo, a manobra de Leopold visa apreender a porção fetal que está próxima da 
pelve materna, portanto, caso seja o polo cefálico a porção apreendida, o feto estará em apresentação cefálica, e não pélvica.
Incorreta a alternativa D, porque, ao realizar a quarta manobra, o examinador avalia a escava materna, portanto, se o polo pélvico for 
percebido se apresentando ao estreito superior da pelve materna, trata-se de feto em apresentação pélvica, e não cefálica. Vale ressaltar 
que a situação seria longitudinal; cuidado para não confundir os parâmetros, Doc!
Além das manobras obstétricas para avaliação do conteúdo uterino, a palpação obstétrica deve avaliar também a consistência do útero, 
classicamente denominada de tônus uterino, e a presença de contrações, chamada de avaliação da dinâmica uterina. Em ambos os casos, 
o examinador deve espalmar sua mão no fundo do útero e avaliar se há atividade uterina ou não.
A percepção da presença da movimentação fetal também pode ocorrer nesse momento. Lembre-se de que, em geral, a gestante passará 
a notar os movimentos fetais por volta da 19ª ou 20ª semana de gestação.
3.4.3 ALTURA UTERINA
A altura uterina é determinada posicionando-se o zero da fita métrica na borda superior da 
sínfise púbica e estendendo-a medialmente, passando pela cicatriz umbilical, utilizando-se a borda 
cubital da mão, até o fundo uterino (figura 16).
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Figura 25. Aferição da altura uterina.
A altura uterina, também chamada de altura de fundo em algumas localidades do Brasil, é um importante 
parâmetro do exame físico obstétrico por relacionar-se com a idade gestacional e, dessa forma, permitir que o 
crescimento fetal seja avaliado de forma indireta no decorrer do pré-natal, além de ser uma opção para a estimativa 
da idade gestacional quando outros métodos não estão disponíveis, como veremos adiante neste estudo. 
A respeito do crescimento uterino, é importante que você conheça alguns marcos importantes e que os examinadores gostam de 
apresentar nas provas.
O útero:
 ✓ deixa de ser um órgão pélvico por volta da oitava semana de gestação;
 ✓ atinge a altura da cicatriz umbilical por volta da 20ª semana; e 
 ✓ a partir da 20ª semana, cresce cerca de 1 cm por semana, correlacionando-se com a idade gestacional até 
próximo do termo. 
Observe a figura a seguir para fixar esse conceito. Ela relaciona o tamanho uterino com a idade gestacional.
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Figura 26. Correlação do crescimento uterino e da idade gestacional.
Além da correlação entre a idade gestacional e o tamanho uterino, o preenchimento do gráfico de seguimento da evolução do 
crescimento uterino também é utilizado para acompanhar o desenvolvimento fetal. 
O preenchimento do gráfico referente à altura uterina é uma importante ferramenta para identificar alturas uterinas que estão abaixo 
do percentil 10 ou acima do percentil 90, segundo o esperado para a idade gestacional, assim como para que mudanças na curva de 
crescimento, para mais ou para menos, sejam prontamente notadas e investigadas.
Esteja atento, Doc! Caso esse gráfico seja apresentado a você durante uma estação prática de obstetrícia, você deve 
preenchê-lo. A figura a seguir é adaptada da curva apresentada pelo Ministério da Saúde para seguimento das gestações de 
risco habitual. 
Figura 27. Gráfico de evolução da altura uterina durante a gestação. Adaptado de Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao pré-natal de baixo risco, 
Ministério da Saúde, 2013.
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Lembre-se de que pontos abaixo da curva relativa ao percentil 10 devem fazê-lo cogitar a hipótese de restrição do crescimento fetal, 
assim como pontos registrados acima da curva que descreve o percentil 90 de crescimento uterino devem motivar a investigação de causas 
relacionadas ao crescimento fetal acelerado e à macrossomia fetal, como o diabetes gestacional.
Embora a altura uterina seja muito importante para o seguimento do crescimento fetal, ela pode ser influenciada 
por diversos outros fatores além do tamanho do feto, por isso a incompatibilidade entre altura uterina e idade gestacional 
precisa ser mais bem avaliada pela ultrassonografia obstétrica, já que é um método mais fidedigno para a avaliação do 
tamanho fetal.
Sendo assim, conhecer os fatores de confusão, além do tamanho fetal, que podem interferir na avaliaçãodo tamanho do útero é 
essencial para acertar as questões que avaliam seu conhecimento acerca da evolução uterina, assim como para sua prática clínica.
Por exemplo, gestações múltiplas associam-se a alturas uterinas aumentadas em relação ao esperado para a idade gestacional, assim 
como o aumento de líquido amniótico ou a presença de miomas uterinos. Ao contrário, oligoâmnio é uma das causas de crescimento 
uterino menor do que o esperado. 
Observe, na tabela a seguir, possíveis causas relacionadas à altura uterina incompatível com a idade gestacional. Lembre-se sempre de 
considerar a possibilidade de erro de medida ou erro no cálculo da idade gestacional nesses casos. 
Fatores relacionados à altura uterina
Maior do que o esperado para IG Menor do que o esperado para IG
Macrossomia fetal
Restrição de crescimento fetal
OligoâmnioPolidrâmnio
Gestação múltipla
Situação transversal
Miomatose uterina
Mola hidatiforme
Obesidade materna
Erro técnico na aferição da altura uterina
Erro no cálculo da idade gestacional
Tabela 7. Fatores relacionados à altura uterina incompatível com idade gestacional.
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Doc, perceba que, se o intuito de aferir a altura uterina é avaliar indiretamente o crescimento fetal, em gestações 
múltiplas, não se aplica essa avaliação, afinal a altura uterina não permitirá avaliar o crescimento de cada feto distintamente 
ou elaborar gráficos de curva para realizar esse seguimento. 
As questões a seguir exemplificam como esse tema pode ser abordado na prova. Tente resolvê-las antes de prosseguirmos 
para o próximo tópico de nosso estudo sobre o exame físico obstétrico.
CAI NA PROVA
(HCAL – 2020) Gestante de 28 semanas em consulta de pré-natal, ao exame físico apresenta altura uterina de 38 cm. A patologia que pode 
ser descartada nesse caso é:
A) Mola hidatiforme. 
B) Polidramnia. 
C) Gemelaridade. 
D) Macrossomia fetal. 
COMENTÁRIOS:
Doc, o primeiro passo para responder corretamente a essa questão é perceber que a altura uterina está bastante aumentada para 
o esperado para a idade gestacional. Note que, se a idade gestacional é de 28 semanas, a altura uterina deveria estar em torno de 28 
centímetros. A partir disso, você deveria avaliar se as condições apresentadas em cada uma das alternativas são compatíveis com essa 
situação. Todas as alternativas apresentam causas de crescimento uterino maior do que o esperado para a idade gestacional. Então, vamos 
analisá-las juntos para escolhermos a correta.
Correta a alternativa A, porque, embora a mola hidatiforme relacione-se ao crescimento uterino acelerado, é uma alteração 
diagnosticada, em geral, já na primeira metade da gestação, não sendo esperado um feto com vitalidade associado a ela na 28ª semana 
de gestação. Cuidado com a “pegadinha”, Doc!
Incorreta a alternativa B, porque o polidrâmnio é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
Incorreta a alternativa C, porque a gemelaridade é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
Incorreta a alternativa B, porque a macrossomia fetal é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
(UNESP – 2020) No acompanhamento pré-natal de uma primigesta, 
observa-se a curva de crescimento uterino (imagem a seguir). US 
obstétrico: peso fetal no percentil 30, líquido amniótico normal e 
resistência normal na Dopplerfluxometria da artéria umbilical. O 
diagnóstico é
A) Crescimento normal.
B) Feto pequeno constitucional.
C) Restrição de crescimento fetal.
D) Feto grande para idade gestacional.
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COMENTÁRIOS:
Mesmo tema, porém apresentado de uma maneira diferente. Perceba que, nesse caso, o examinador espera que você seja capaz de 
avaliar os dados apresentados no gráfico de evolução do crescimento uterino e os correlacione aos dados ultrassonográficos apresentados 
no enunciado.
Note que, segundo o gráfico, o crescimento uterino apresenta-se menor do que o esperado. Não acompanha a curva de crescimento 
e está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. Diante disso, a hipótese de restrição do crescimento fetal deve ser aventada, e a 
avaliação ultrassonográfica descrita no enunciado, solicitada. Sabendo disso, vamos avaliar as alternativas.
Correta a alternativa A, porque, embora o gráfico referente à evolução do crescimento uterino sugira restrição do crescimento fetal, 
por marcações registradas abaixo da curva relativa ao percentil 10 do crescimento, a ultrassonografia demonstra um crescimento fetal 
adequado, ao classificar o peso fetal no percentil 30, portanto normal. Lembre-se de que a medida da altura uterina pode estar menor do 
que o esperado para a idade gestacional por erro na técnica de aferição, falha no cálculo da idade gestacional ou, ainda, por apresentação 
córmica do feto. Aproveite essa questão para fixar este conceito: incompatibilidades da altura uterina devem motivar avaliação fetal 
minuciosa; a ultrassonografia, embora também possa apresentar falhas na avaliação, é mais fidedigna para determinar o diagnóstico final 
nesses casos.
Incorreta a alternativa B, porque, assim como o feto restrito, o feto pequeno constitucional também se apresenta com peso fetal estimado 
abaixo do percentil 10 para idade gestacional, sendo incompatível com o percentil 30 apresentado no enunciado.
Incorreta a alternativa C. Atenção, Doc! Se essa foi a alternativa escolhida por você, provavelmente o que aconteceu foi que você avaliou 
corretamente o registro gráfico da altura uterina, que está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, mas não considerou a avaliação 
do peso normal pela ultrassonografia, que, por ser percentil 30, permite considerar o feto com crescimento fetal normal. Relembre os 
fatores que podem levar à avaliação errada da altura uterina descritos na tabela 4 e na alternativa A e tenha cuidado com esse tipo de 
“pegadinha”! A avaliação ultrassonográfica é mais fidedigna do que a altura uterina, ok?!
Incorreta a alternativa D, porque fetos considerados grandes para a idade gestacional são aqueles que apresentam peso estimado acima 
do percentil 90, e o feto apresentado no enunciado tem peso estimado no percentil 30.
O próximo tópico que avaliaremos será como a ausculta dos batimentos cardíacos fetais pode ser realizada.
3.4.4 AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS
A ausculta dos batimentos cardíacos fetais é muito importante na avaliação obstétrica porque permite analisar a vitalidade fetal, 
primordialmente identificando se o feto está vivo e, quando realizada de forma mais prolongada e em idades gestacionais mais avançadas, 
ainda permite identificar sinais de sofrimento fetal. 
Os batimentos cardíacos fetais (BCF) são considerados normais no intervalo de variação entre 110 e 160 bpm. 
Batimentos cardíacos fetais mantidos acima de 160 bpm caracterizam taquicardia fetal; quando mantidos abaixo de 110 bpm, 
caracterizam feto bradicárdico.
A possibilidade de auscultar o BCF depende tanto da idade gestacional quanto do instrumento utilizado para realizar essa 
ausculta, e esse costuma ser um tema explorado pelos examinadores ao apresentarem esse conceito na prova. 
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 Entre as ferramentas que podem ser utilizadas para a ausculta dos batimentos cardíacos fetais, estão:
 ✓ ultrassonografia;
 ✓ sonar;
 ✓ estetoscópio de Pinard;
 ✓ cardiotocografia.
A ultrassonografiamodo M é o método que permite identificar mais precocemente os batimentos cardíacos do embrião, que podem 
ser visualizados por volta da quinta semana de gestação.
A ultrassonografia obstétrica será o método de escolha quando os batimentos cardíacos do feto não são 
identificados pelos outros métodos de ausculta.
Por volta da 9ª e da 12ª semana de gestação, a ausculta dos batimentos cardíacos fetais passa a ser possível utilizando-se o sonar 
Doppler, método mais amplamente utilizado na prática clínica atual.
Figura 28. Sonar Doppler.
Porém, vale lembrar que há também o estetoscópio de 
Pinard, que permite a ausculta dos batimentos cardíacos do feto 
por volta da 16ª-20ª semana de gestação. 
Figura 29. Estetoscópio de Pinard.
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Para isso, ele deve ser posicionado com a extremidade que 
tem abertura bem coaptada no abdômen da gestante, enquanto 
o examinador acomoda seu pavilhão auricular na extremidade 
contrária do estetoscópio e faz uma leve pressão com a cabeça. No 
posicionamento correto, é essencial que o examinador não segure 
o estetoscópio com as mãos, a fim de não interferir na ausculta. 
Observe a figura a seguir, que demonstra como o estetoscópio de 
Pinard deve ser usado.
Figura 30. Ausculta dos batimentos cardíacos fetais utilizando o 
estetoscópio de Pinard.
É importante salientar que, tanto na ausculta com o sonar Doppler quanto com o estetoscópio de Pinard, os batimentos do feto são 
audíveis com mais facilidade onde se percebeu o dorso fetal durante a palpação obstétrica e na topografia mais próxima ao coração fetal, isto 
é, próximo de onde se estima estar a quarta vértebra dorsal do feto.
Simplificando: a partir da segunda metade da gestação, quando o feto estiver em apresentação cefálica, o ponto mais fácil de ausculta 
fetal será na região central do quadrante inferior do abdômen, compatível com o lado para que o feto está voltado. Caso a apresentação seja 
pélvica, há maiores chances de a ausculta fetal ser facilitada nos quadrantes superiores do abdômen materno na lateralidade compatível com 
a posição fetal. 
Isso significa que não precisa lambuzar o abdômen todo da gestante em busca do BCF, Doc! O gel utilizado, 
infelizmente, ainda não tem propriedades hidratantes, portanto seremos Corujas elegantes e certeiras em determinar o 
ponto mais provável de ausculta dos batimentos fetais em sua estação prática de obstetrícia ou respondendo a questões 
teóricas sobre o tema. A figura a seguir ilustra essa dica.
Figura 31. Apresentação fetal e sua correlação com os quadrantes.
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Por fim, a cardiotocografia também permite que os batimentos cardíacos fetais sejam auscultados, mas é essencial que você se lembre 
de que, muito mais do que auscultar o BCF, a cardiotocografia é uma importante ferramenta para avaliação da vitalidade fetal, conforme você 
pode estudar no livro digital "VITALIDADE FETAL".
Figura 32. Cardiotocografia. Fonte: Acervo pessoal professora Natália Carvalho
Antes de terminarmos este tópico, observe a tabela a seguir e memorize os conceitos.
Método de ausculta Idade gestacional mínima para ausculta cardíaca
Ultrassonografia modo M 5 semanas
Sonar Doppler 9-12 semanas
Estetoscópio de Pinard 16-20 semanas
Tabela 8. Correlação entre método de ausculta fetal e idade gestacional mínima para ausculta dos batimentos cardíacos do concepto.
Agora, que tal uma pausa para praticar o que aprendeu até aqui?
CAI NA PROVA
(SUS – 2020) Gestante de 13 semanas chega ao pré-natal sem queixas. O médico não consegue ouvir os batimentos cardíacos fetais com o 
Pinard. É correto afirmar que os batimentos não estão audíveis, pois
A) com 13 semanas, o coração fetal só é audível por meio de ultrassonografia com Doppler.
B) nessa idade gestacional, a ausculta fetal deve ser feita com o sonar.
C) deve ter ocorrido óbito fetal.
D) o feto deve estar em apresentação anômala.
E) o útero deve ser retrovertido.
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COMENTÁRIOS:
O conceito que precisa estar claro para responder a essa questão é a partir de que idade gestacional se espera ouvir os batimentos 
cardíacos do feto com cada um dos instrumentos disponíveis na propedêutica obstétrica.
Incorreta a alternativa A, porque, com 13 semanas de gestação, é possível auscultar os batimentos cardíacos fetais com a 
ultrassonografia e com sonar Doppler.
Correta a alternativa B, porque, com 13 semanas de gestação, a ausculta dos batimentos cardíacos fetais deve ser realizada com o 
sonar Doppler, e não com o estetoscópio de Pinard, que permite ausculta apenas a partir da 20ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa C, porque os batimentos cardíacos fetais não foram audíveis em razão de o estetoscópio de Pinard só permitir sua 
ausculta a partir da 20ª semana de gestação. É necessário o método adequado para avaliar a vitalidade do feto nesse caso.
Incorreta a alternativa D, porque os batimentos cardíacos fetais não foram audíveis em razão de o estetoscópio de Pinard só permitir sua 
ausculta a partir da 20ª semana de gestação, independentemente da apresentação fetal.
Incorreta a alternativa E, porque, tanto no caso de útero anteverso fletido quanto retrovertido, os batimentos cardíacos fetais são audíveis 
com o estetoscópio de Pinard apenas a partir da 20ª semana de gestação.
(HAC PR – 2020) Sobre ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF), avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. A identificação dos batimentos cardiofetais é feita com o ultrassom a partir da oitava semana de gestação. 
II. O BCF pode ser identificado com o sonar Doppler a partir da décima ou décima primeira semana de gestação. 
III. O BCF pode ser identificado com o estetoscópio de Pinard a partir da décima quinta semana de gestação. 
IV. A frequência dos batimentos cardiofetais deve situar-se entre 110-160 bpm.
A) Todas as assertivas são verdadeiras.
B) Todas as assertivas são falsas.
C) Assertivas I, III e IV são verdadeiras.
D) Assertivas II e IV são verdadeiras.
E) Apenas a assertiva IV é verdadeira.
COMENTÁRIOS:
Mais uma questão avaliando seus conhecimentos acerca da correlação entre método de ausculta dos batimentos cardíacos fetais e 
idade gestacional. Vamos avaliar cada uma das afirmações para fixar esse conceito, Doc.
Assertiva I está INCORRETA – porque a identificação dos batimentos cardiofetais pela ultrassonografia é possível já por volta da 5ª semana 
de gestação.
Assertiva II está CORRETA – porque, de fato, os batimentos cardíacos fetais podem ser identificados pelo sonar Doppler por volta da 10ª 
ou da 11ª semana de gestação. 
Assertiva III está INCORRETA – porque a identificação dos batimentos cardiofetais pelo estetoscópio de Pinard é possível apenas por volta 
da 20ª semana de gestação.
Assertiva IV está CORRETA – porque a frequência dos batimentos cardiofetais é considerada normal quando situada entre 110 e 160 bpm.
Agora, escolher a alternativa correta ficou simples, não é?
Correta a alternativa D, porque apenas as assertivas II e IV estão corretas.
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 Muito bem, Doc! Concluímos mais um tópico desse tema extenso e cheio de nuances que é a assistência ao pré-natal. Antes de 
prosseguirmos,veja uma dica de ouro, para sua prova, a respeito do que estudamos até aqui: 
DICA DE PROVA
Tanto em uma estação prática quanto em uma prova teórica de obstetrícia, esteja atento às informações apresentadas no 
cartão de pré-natal! 
Muitas vezes, o examinador apresentará a você informações, como aumento pressórico, ganho excessivo de peso, edema 
importante de membros inferiores, altura uterina incompatível com a idade gestacional ou batimentos cardíacos fetais alterados, 
obtidas apenas a partir dos dados registrados em uma sequência de consultas de pré-natal. 
Esteja atento para interpretar essas informações corretamente, baseando-se em tudo que estudou até aqui.
Assim, concluímos o estudo de uma primeira etapa do pré-natal. Para que continuemos nos aprofundando 
nesse assunto tão importante para sua prova, tome uma água, suco ou um cafezinho bem coado e fique ainda mais 
atento a um dos principais tópicos do estudo do pré-natal, os exames complementares.
Vamos lá? Sente, que lá vem a faca e o queijo na mão.
CAPÍTULO
4.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DA PRIMEIRA 
CONSULTA DE PRÉ-NATAL
Doc, se eu precisasse escolher apenas um capítulo deste livro para orientar seus estudos, não teria 
dúvidas sobre ser este o tema escolhido. Embora tudo que estudamos até aqui seja, sim, muito relevante para 
que você esteja apto para realizar a avaliação adequada da gestante nos mais diversos cenários obstétricos, 
anamnese e exame físico obstétricos são conceitos que, em geral, aparecem como pano de fundo das questões 
de obstetrícia. 
Por outro lado, a avaliação da rotina de exames complementares a serem realizados pelas gestantes após sua primeira consulta de pré-
natal é o tema queridinho dos examinadores. Aquele que cai ano sim e outro também, portanto a leitura atenta e dedicada deste capítulo 
tem tudo para garantir a você pontos certos na prova. Preparado? Vamos lá!
 A primeira coisa a ser destacada neste nosso estudo é que, neste livro, serão apresentados a você os exames complementares 
propostos como a rotina pré-natal para gestantes de risco habitual. Os exames que complementam essa lista de acordo com a condição 
clínica ou obstétrica apresentada por uma gestante de alto risco estão particularizados nos livros digitais relativos a cada uma delas. 
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 Além disso, é essencial que você esteja atento ao protocolo assumido pela instituição em que você irá realizar sua prova. Os exames 
destacados a seguir são os recomendados pelo Ministério da Saúde, e farei, no decorrer desta leitura, algumas ressalvas a respeito de 
diferenças dos protocolos propostos por alguns autores para facilitar seu entendimento.
 Você irá notar que, assim como o que ocorreu durante o estudo das particularidades da anamnese obstétrica, citarei diversas vezes 
os livros digitais em que você poderá aprofundar o estudo de cada um dos tópicos. 
Perceba que isso é justamente o que acontece na prática clínica. Os exames complementares propostos rotineiramente para avaliação 
da gestante têm o intuito de rastrear as principais condições que podem interferir na evolução da gravidez e que, ao serem identificados 
achados positivos em cada um deles, exigirão cuidados específicos, particularizados para cada situação.
Portanto, os itens a seguir, além de proporem o estudo da rotina de exames complementares referentes 
à primeira consulta de pré-natal, podem também ser uma boa revisão dos principais aspectos a serem avaliados 
no atendimento inicial da gestante, caso você já tenha estudado os temas obstétricos anteriormente e esteja 
lapidando os conhecimentos adquiridos previamente. 
 Segundo o Ministério da Saúde, em seus Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco de 
2013, os exames que devem ser solicitados para toda gestante, em sua primeira consulta de pré-natal, são: 
 ✓ Hemograma.
 ✓ Tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto, se o Rh for negativo.
 ✓ Glicemia em jejum.
 ✓ Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR.
 ✓ Teste rápido diagnóstico anti-HIV ou sorologia anti-HIV.
 ✓ Sorologia para toxoplasmose IgM e IgG.
 ✓ Sorologia para hepatite B, preconizada apenas a pesquisa do HBsAg.
 ✓ Urina tipo I, também chamada de sumário de urina. 
 ✓ Citopatológico de colo de útero, se necessário.
 ✓ Exame da secreção vaginal, se identificada a indicação clínica durante a anamnese.
 ✓ Parasitológico de fezes, se houver indicação clínica.
 ✓ Ultrassonografia obstétrica.
Já desanimou com essa lista, Doc? Respire fundo! Meu 
objetivo é auxiliar a memorização dela e, mais do que isso, sua 
compreensão, inclusive com adendos a ela. Mas vamos por partes, 
porque não quero você desanimado antes mesmo de começarmos. 
Avaliaremos cada um dos itens a seguir e espero que sua apreensão 
desses conceitos seja progressiva e agradável.
É importante, ainda, que eu saliente a você que, no intuito de 
otimizar seu estudo e de sermos mais didáticos, neste livro, apenas 
citarei a rotina de avaliações ultrassonográficas propostas durante 
o pré-natal, debruçando-me em destacar as particularidades 
dos exames laboratoriais a serem realizados. Você pode estudar 
os exames ultrassonográficos em profundidade no livro digital 
"ULTRASSOM EM OBSTETRÍCIA".
A seguir, estudaremos cada um dos exames citados acima, 
e mais alguns que não fazem parte dos preconizados como 
obrigatórios pelo Ministério da Saúde, sendo que, para facilitar 
sua memorização, proponho que você pense sobre eles divididos 
basicamente em três trios de exames:
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 ✓ Exames séricos gerais – hemograma, tipagem sanguínea e Coombs, glicemia de jejum.
 ✓ Exames séricos sorológicos – sífilis e HIV, toxoplasmose e hepatite B.
 ✓ Exames não séricos – urina I, urocultura e citopatológico de colo uterino.
Figura 33. Hemácias ou 
eritrócitos.
Então, vamos lá! O primeiro grupo de exames que detalharemos será o de exames séricos gerais. Esteja atento aos marcadores 
diferentes no decorrer do texto. Eles serão usados para chamar sua atenção para exames que fazem parte de protocolos de rotina de pré-
natal diferentes do proposto pelo Ministério da Saúde.
4.1 EXAMES SÉRICOS GERAIS
Os exames que você precisa lembrar dentro desse primeiro grupo são:
 ✓ Hemograma.
 ✓ Tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto, se o Rh for negativo.
 ✓ Glicemia em jejum.
• TSH – Zugaib, 2020.
• Pesquisa de anticorpos irregulares (PAIC) – Zugaib, 2020.
4.1.1 HEMOGRAMA
A avaliação do hemograma da gestante deve sempre considerar as modificações hematológicas 
que ocorrem fisiologicamente durante o período gravídico e motivar a análise criteriosa dos níveis de 
hemoglobina, leucócitos e plaquetas, conforme estudado no livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA 
GESTAÇÃO".
Lembre-se de que, devido à hemodiluição gravídica, apesar do aumento absoluto do número de 
eritrócitos, os níveis de hemoglobina tendem a ser mais baixos durante a gestação, não devendo motivar o 
diagnóstico de anemia a partir dos valores de referência utilizados em mulheres não grávidas. 
Portanto, é essencial que você esteja preparado para identificar quando se trata de hemodiluição gravídica e quando a anemia deve 
ser tratada na gestante. Segundo o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG, 2015), os valores mínimos de hemoglobina 
considerados normais durante a gestação são de: 
• 11 g/dL durante o 1º trimestre.
• 10,5 g/dL durante o 2º e 3º trimestres.
O Ministério da Saúde, em seus Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco, de 2013, 
descreve que hemoglobina maior do que 11 g/dL na gestantedemonstra ausência de anemia. 
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Frente a níveis normais de hemoglobina, a reposição profilática de sulfato ferroso deve ser proposta, como estudaremos adiante 
neste livro, e o seguimento pré-natal, mantido conforme protocolo. Quanto aos aspectos relativos ao diagnóstico de anemia na gravidez e seu 
tratamento, você pode estudá-los nos livros digitais relativos aos diferentes tipos de ANEMIAS.
Ainda com relação à avaliação do hemograma, lembre-se de que a gestante tende a apresentar discretas 
leucocitose e plaquetopenia. Lembre-se disso especialmente para avaliar quadros infecciosos durante a 
gravidez. Leucocitose que não excede 14.000/mm3 tende a se relacionar ao aumento fisiológico, especialmente 
do número de neutrófilos. 
A seguir, um exemplo de como esse conceito pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(HPEV – 2019) Gestante com taxa de hemoglobina = 11 g/dL, assintomática, encontra-se em consulta pré-natal de risco habitual. Apresenta 
histórico familiar de anemia não especificada. Segundo o Ministério da Saúde, qual deve ser a conduta na presente consulta?
A) Recomenda-se 5 (cinco) drágeas/dia de sulfato ferroso, de 40 mg cada, via oral (podem ser 2 pela manhã, 2 à tarde e 1 à noite), uma hora 
antes das refeições.
B) Encaminhar a gestante para seguimento em ambulatório de pré-natal de alto risco para pesquisar hemoglobinopatias.
C) A conduta deve ser expectante, com orientação de alimentação equilibrada, exercícios físicos e descanso de pelo menos 8 horas/noite.
D) Encaminhar a gestante para seguimento em ambulatório de pré-natal de alto risco para pesquisar causas de sangramento + reposição 
de ferro oral.
E) Suplementação de ferro durante toda a gestação até o puerpério: 1 drágea de sulfato ferroso/dia (200 mg), que corresponde a 40 mg de 
ferro elementar.
COMENTÁRIOS
Doc, não se preocupe caso as doses de sulfato ferroso tenham lhe causado confusão. Estudaremos sobre 
isso adiante neste livro. Minha intenção, ao apresentar essa questão a você nesse momento, é que você perceba 
como o conceito que acabamos de estudar pode ser crucial para a escolha da resposta correta em sua prova. 
Se você não titubeou em ter certeza de que a gestante apresentada no enunciado não está anêmica, missão 
cumprida para esse momento de nosso estudo. 
Correta a alternativa E, porque, apesar de a gestante não estar anêmica, a suplementação de sulfato ferroso profilática deve ser 
oferecida a toda gestante devido ao aumento de suas necessidades de ferro durante a gestação. 
Incorreta a alternativa A, porque a dose de sulfato ferroso proposta na alternativa é a utilizada para tratamento de anemia, o que apenas 
é recomendado durante a gestação quando a hemoglobina se apresenta menor do que 11 g/dL, não sendo adequada nesse caso.
Incorreta a alternativa B, porque, uma vez que a hemoglobina glicada apresentada pela gestante é de 11 g/dL, ela não está anêmica e, 
dessa forma, não demanda ser investigada quanto à presença de hemoglobinopatias.
Incorreta a alternativa C, porque, embora esteja correta a orientação de hábitos saudáveis de vida durante a gestação, com orientação de 
alimentação saudável, exercícios físicos e sono restaurador, é recomendada a prescrição de sulfato ferroso em dose profilática para todas 
as gestantes, mesmo as sem anemia, devido ao aumento das necessidades de ferro durante a gestação.
Incorreta a alternativa D, porque a gestante apresentada no enunciado não está anêmica e não tem queixas de sangramento, não sendo 
necessário, portanto, ser investigada quanto às causas de sangramento.
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4.1.2 TIPAGEM SANGUÍNEA E PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES/COOMBS INDIRETO
Doc, muita atenção a este tópico. A avaliação da tipagem sanguínea da gestante está entre os temas que mais aparecem na prova. Os 
examinadores adoram avaliar seu conhecimento sobre ele. 
O grande objetivo de conhecer o tipo sanguíneo materno é evitar ou garantir assistência adequada 
para doença hemolítica perinatal (DHPN).
A incompatibilidade Rh é a principal causa de aloimunização materna, sendo fundamental 
que as gestantes Rh negativas sejam identificadas, assim como a tipagem sanguínea do parceiro, 
sempre que possível nesses casos.
• A aloimunização materna pode ser rastreada já no início do pré-natal, solicitando-se a tipagem sanguínea materna e por meio de 
dois exames:
• Pesquisa de anticorpos irregulares (PAI).
• Coombs indireto.
Qualquer um deles permite que a presença de anticorpos antieritrocitários no plasma materno seja identificada, sendo que a pesquisa 
de anticorpos irregulares identificará que anticorpo especificamente está presente. 
Lembre-se de que a doença hemolítica perinatal (DHPN) pode ocorrer por incompatibilidade dos sistemas Rh e ABO, mas também 
por outros sistemas bem menos conhecidos, denominados Kell, Duffy, MNS e P. Observe a tabela abaixo, que lhe ajudará a memorizar esse 
conceito. 
ANTÍGENOS QUE CAUSAM DHPN ANTÍGENOS QUE NÃO CAUSAM DHPN
D (95-98% dos casos) Lewis
ABO P1
Kell I
MNS
Duffy
C
E
Tabela 9. Anticorpos eritrocitários de acordo com sua relação com a doença hemolítica perinatal (DHPN).
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Perceba que, uma vez que gestantes Rh positivo não têm 
risco de serem aloimunizadas pelo fator Rh, elas não demandarão 
cuidados específicos nesse sentido, devendo-se seguir a rotina pré-
natal habitual nesse caso.
No entanto, caso a gestante seja Rh negativo, ela terá risco 
de ser aloimunizada caso o feto seja Rh positivo, o que só poderá 
ocorrer se o parceiro for Rh positivo. Portanto, gestantes Rh 
negativo com parceiros Rh negativo também deverão ser seguidas 
conforme rotina pré-natal habitual, uma vez que não apresentam 
risco de aloimunização pelo fator Rh.
Dessa forma, será a gestante Rh negativo com parceiro Rh 
positivo ou do qual não conheçamos a tipagem sanguínea que 
deverá ser monitorada durante todo o pré-natal pelo risco de ser 
aloimunizada pelos eritrócitos do feto, que pode ser Rh positivo, 
nesse caso.
Quando há risco de aloimunização materna e o Coombs 
indireto ou PAI são negativos, a gestante deverá ser rastreada 
para o risco de aloimunização até o final da gestação ou até a 28ª 
semana de gravidez, quando receberá a imunoglobulina anti-D 
profilaticamente, como estudaremos a seguir.
Rastreamento de aloimunização materna é realizado pelo Coombs indireto ou pela PAI, mensalmente.
Por outro lado, quando o Coombs indireto ou PAI já se apresenta positivo, significa que essa gestante já foi previamente aloimunizada 
e deverá ser seguida em serviço que ofereça seguimento com medicina fetal para monitoramento fetal, uma vez que, nesse caso, há risco de 
o feto apresentar doença hemolítica perinatal, relacionada aos títulos de anticorpos antieritrocitários maternos ≥ 1/16.
Ficou confuso em definir o plano de cuidados em cada caso? Observe o fluxograma a seguir. Ele irá ajudá-lo a sistematizar seu raciocínio 
diagnóstico e a memorizar os cuidados necessários. 
Figura 34. Seguimento pré-natal de acordo com a tipagem sanguínea materna.
Rh positivo e 
Coombs Indireto negativo
Não há risco de 
aloimunização Rh
Pré-natal de
rotina
Pai Rh negativo
Não tem risco de 
aloimunização Rh
Pré-natal de
rotina
Risco de aloiminização Rh
Fazer seguimento com 
coombs indireto mensal
Profilaxia com 
imunoglobiulina anti-D
Pai Rh positivo ou
desconhecidoSeguimento em pré-natal de
alto risco
Tipagem sanguínea do pai
biológico do feto Gestante com aloimunização Rh
Rh negativo e 
Coombs Indireto negativo
Rh negativo e 
Coombs Indireto positivo
TIPAGEM SANGUÍNEA + COOMBS INDIRETO OU PAI
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4.1.2.1 PROFILAXIA DA ALOIMUNIZAÇÃO E DA DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL
Felizmente, a aloimunização materna e a DHPN relacionadas ao antígeno anti-D podem ser evitadas pelo uso da imunoglobulina 
anti-D.
A profilaxia dessas complicações é realizada ao se prescrever, para toda gestante Rh negativo com Coombs 
ou PAI negativos, imunoglobulina anti–D 300 µg via intramuscular sempre que estiver em situações de alto risco 
de exposição aos antígenos eritrocitários do feto.
 A tabela a seguir descreve as situações em que há indicação da profilaxia de aloimunização materna pelo antígeno D. Note que quatro 
delas são indicações relacionadas ao período gravídico, enquanto a última, ao período puerperal. 
Em cada uma dessas situações, a imunoglobulina anti-D deve ser prescrita. É fundamental que você memorize cada uma dessas 
indicações para acertar as questões sobre elas, que aparecem com muita frequência nas provas de Residência Médica.
Indicações de profilaxia de aloimunização materna pelo antígeno D
Com 28 semanas de gestação
Sangramento de primeira ou segunda metade da gestação
Realização de procedimentos intrauterinos
Trauma abdominal
Em até 72 horas após o parto se o recém-nascido for Rh positivo
Tabela 10 . Indicações de profilaxia da aloimunização materna pelo antígeno D.
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4.1.2.2 “PEGADINHAS”
 Doc, esse tema é tão frequente nas provas que ganhou um subitem especialmente para 
alertá-lo sobre possíveis “pegadinhas” que os examinadores costumam apresentar nas questões 
para o confundir. Mas, como boa Coruja, você estará preparado para voar alto, longe dessas 
armadilhas. Então respire fundo e redobre a atenção para mais estes conceitos. 
• Gestante Rh negativo, DU fraco ou positivo
O D fraco é considerado uma variante que expressa menos o antígeno eritrocitário D. Para sua prova, o importante é que você saiba 
que gestantes Rh negativo, mas que apresentam DU positivo ou fraco devem ser seguidas como as gestantes Rh positivo, ou seja, não devem 
receber imunoglobulina anti-D profilaticamente.
• Puérpera Rh negativo, Coombs indireto positivo
O Coombs indireto de puérperas Rh negativo pode estar positivo após o parto, mas não se tratar de um caso de aloimunização se a 
gestante recebeu a imunoglobulina anti-D por volta da 28ª semana de gestação.
Estima-se que os anticorpos poderão ser identificados por até 12 semanas após a realização da dose de 
imunoglobulina.
 Nesse caso, a puérpera deverá receber outra dose de imunoglobulina anti-D, se o recém-nascido for Rh positivo, até 72 horas após o 
parto, uma vez que o Coombs indireto poderá estar positivo devido aos baixos títulos de anticorpos ainda circulantes e que foram passivamente 
adquiridos. A nova dose de imunoglobulina precisa ser realizada, porque, durante o parto, a exposição materna ao sangue fetal é bem maior 
e não será adequadamente neutralizada se nova dose de imunoglobulina não for realizada.
1 mL de sangue fetal precisa de 10 µg de imunoglobulina para ser neutralizado.
• Gestante Rh positivo, parceiro Rh negativo
Cuidado para não ler a questão distraidamente e se confundir, 
Doc. Embora haja incompatibilidade Rh quando a gestante é Rh 
positivo e o parceiro é Rh negativo, não há risco de aloimunização 
materna nesse caso.
• Coombs indireto x Coombs direto
Mais uma vez, tenha bastante atenção para, na pressa da 
prova, não ler a questão sem cuidado. O exame utilizado para o 
seguimento da gestante Rh negativo é o Coombs INDIRETO. O 
Coombs direto pode ser realizado para detecção de anticorpos 
antieritrocitários no sangue do recém-nascido.
 Pausa para treinar! Responda às questões a seguir, que exemplificam como esse tema aparece em sua prova.
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CAI NA PROVA
(FMABC – 2020) Primigesta, com idade gestacional de 9 semanas, com tipagem sanguínea O negativo, inicia pré-natal na UBS de seu bairro. 
Nessa situação, o médico que a acompanha deve questionar a tipagem do marido e:
A) Caso ele seja negativo, solicitar teste e Coombs direto mensalmente.
B) Caso ele seja negativo, solicitar teste e Coombs indireto mensalmente.
C) Caso ele seja positivo, solicitar teste e Coombs indireto mensalmente.
D) Caso ele seja positivo, solicitar teste e Coombs direto mensalmente.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, além de não haver risco de aloimunização materna nesse caso, o exame que deveria ser realizado 
mensalmente frente a essa possibilidade deveria ser o Coombs indireto, e não o direto.
Incorreta a alternativa B, porque não há indicação de seguimento mensal com Coombs indireto quando o parceiro é Rh negativo, uma vez 
que, com mãe e pai Rh negativo, o feto também será Rh negativo, sem risco de aloimunização.
Correta a alternativa C, porque, quando o parceiro é Rh positivo, o feto também pode ser, possibilitando a ocorrência de 
aloimunização materna. O monitoramento, nesse caso, deve ser realizado pela pesquisa de Coombs indireto mensalmente, até a 28ª 
semana de gestação quando, ao permanecer negativo, indicará a prescrição de imunoglobulina anti-D para a gestante.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a gestante Rh negativo deva ser monitorada mensalmente se o parceiro for Rh positivo devido 
ao risco de aloimunização, o exame a ser realizado é o Coombs indireto, e não o direto. Cuidado para não confundir, Doc!
(REVALIDA UFMT – 2021) Paciente gestante com 16 semanas de idade gestacional, G1P0A0, chega em seu primeiro retorno ao pré-natal 
mostrando exame de tipagem sanguínea com sangue A Rh Negativo e variante DU positivo. Nesse caso, como rotina de acompanhamento, 
a conduta indicada é:
A) Teste de Coombs indireto semanal e aplicar Imunoglobulina Anti-Rh com 28 semanas.
B) Teste de Coombs indireto e imunoglobulina não necessários.
C) Teste de Coombs indireto mensal e aplicar Imunoglobulina Anti-Rh com 28 semanas.
D) Teste de Coombs indireto mensal, aplicação de Imunoglobulina Anti-Rh não é necessária.
COMENTÁRIOS
Incorretas as alternativas A, C e D porque, apesar de estar correto que gestantes Rh negativo devem ser seguidas com Coombs indireto 
mensal, não semanal, e receber imunoglobulina anti-Rh na 28ª semana de gestação, esses cuidados são indicados quando a gestante é Rh 
negativo, mas apresenta a variante DU positivo.
Correta a alternativa B, porque, por apresentar a variante DU positivo, a gestante não necessita nem de seguimento com Coombs 
indireto mensalmente, nem de imunoglobulina anti-D, apesar de ser Rh negativo.
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(HEB – 2021) Puérpera de 37 anos, G3 P3 C0 A0, primeiro dia pós-parto normal, sem intercorrências. Durante a visita, ela lhe questiona se 
não vai tomar a “vacina” em virtude do seu tipo de sangue, pois nos dois partos prévios ela tomou a tal “medicação”. Os exames de pré-natal 
e da internação disponíveis foram:
Tipagem sanguínea ABO: “B”; Fator Rh: negativo; Coombs indireto: negativo.
Recém-nascido: Tipagemsanguínea ABO: “O”; Fator Rh: negativo; Coombs direto: negativo. 
Sua resposta para essa puérpera foi:
A) Sim, você vai receber uma dose da imunoglobulina anti-D em virtude da incompatibilidade Rh do seu sangue e do seu filho.
B) Não, você não vai receber uma dose da Imunoglobulina anti-D porque já é isoimunizada.
C) Sim, você vai receber uma dose da Imunoglobulina anti-D porque já é isoimunizada.
D) Não, você não precisa receber uma dose da imunoglobulina anti-D, porque não existe incompatibilidade Rh.
E) Não, você não precisa receber uma dose da imunoglobulina anti-D, porque não existe incompatibilidade ABO.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque não há incompatibilidade Rh, uma vez que o recém-nascido também é Rh negativo.
Incorreta a alternativa B, porque, apesar de estar correto que não deve receber a imunoglobulina anti-D, a puérpera não é isoimunizada, 
uma vez que seu Coombs indireto é negativo.
Incorreta a alternativa C, porque, caso a puérpera fosse isoimunizada – o que não é, já que seu Coombs indireto é negativo –, não haveria 
indicação de receber imunoglobulina anti-D para profilaxia da aloimunização.
Correta a alternativa D, porque, uma vez que mãe e recém-nascido são Rh negativo, não há incompatibilidade Rh, portanto não há 
indicação de receber imunoglobulina anti-D.
Incorreta a alternativa E, porque a imunoglobulina anti-D é indicada quando há incompatibilidade Rh, e não ABO.
(UNICAMP – 2021) Mulher, 33a, G3P2A1, em alojamento conjunto com 24h de puerpério, tipo sanguíneo A e Rh negativo, com Coombs 
indireto positivo anti-D (coletados na admissão hospitalar para o parto). Recém-nascido (RN): tipo sanguíneo O e Rh positivo. Antecedente 
pessoal: imunoglobulina anti-Rh após o primeiro parto, após o aborto e às 28 semanas desta gestação. A conduta é:
A) Contraindicar nova gestação, pois paciente isoimunizada.
B) Solicitar Coombs direto para orientar uso de imunoglobulina anti-Rh.
C) Imunoglobulina anti-Rh não indicada por Coombs indireto positivo.
D) Prescrever imunoglobulina anti-Rh, por RN Rh positivo.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque a puérpera pode apresentar Coombs indireto positivo devido à imunoglobulina que recebeu na 28ª 
semana de gestação, e não por estar isoimunizada. Perceba que o enunciado faz questão de deixar claro que ela recebeu imunoglobulina 
anti-D profilática em todas as situações em que havia indicação.
Incorreta a alternativa B, porque, diante da incompatibilidade Rh entre mãe e recém-nascido, há indicação de realizar a nova dose de 
imunoglobulina sem necessidade de novos exames complementares, uma vez que o Coombs indireto negativo provavelmente reflete 
apenas baixos títulos de anticorpos recebidos na dose prévia de imunoglobulina.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de o Coombs indireto estar positivo, ele não interfere na indicação de imunoglobulina anti-D 
nesse caso, uma vez que deve ser positivo apenas devido ao uso prévio da imunoglobulina.
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Correta a alternativa D, porque há indicação de realizar a nova dose de imunoglobulina anti-D devido à incompatibilidade Rh entre 
mãe e recém-nascido.
Esclarecidas as particularidades da avaliação da tipagem sanguínea materna, vamos estudar o próximo exame a ser solicitado na 
primeira consulta de pré-natal: a glicemia de jejum.
4.1.3 GLICEMIA DE JEJUM
Doc, sem dúvida, esse é outro exame queridinho dos examinadores das provas de Residência Médica e 
do Revalida. Primeiro porque o diabetes na gestação é uma doença muito frequente e que traz complicações 
maternas e fetais caso não seja tratado adequadamente, e porque é relativamente recente a padronização 
do rastreamento do diabetes durante a gravidez no Brasil. 
Até pouco tempo atrás, havia bastante diferença entre os protocolos de rastreamento do diabetes na gestação realizados no Brasil, mas, 
em 2016, o Ministério da Saúde, em associação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Federação Brasileira das Associações 
de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), publicou o "Manual de Rastreamento e Diagnóstico 
de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil", determinando como esse rastreamento deve ser realizado em todo o país, o que motivou os 
examinadores a abordar bastante esse tema nas provas para avaliar se você está ciente dessa mudança. 
Esse documento determina que o rastreamento do diabetes na gestação deve ser universal, isto é, todas as 
gestantes devem ser rastreadas, e não apenas as que apresentarem fatores de risco para desenvolver o diabetes.
 Além disso, o rastreamento do diabetes na gestação deve ser realizado em dois momentos: no início do pré-natal, pela realização da 
glicemia de jejum, e entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, apenas para as gestantes com glicemia de jejum normal no início da gestação, 
pela realização do teste oral de tolerância à glicose 75 g, que estudaremos no próximo capítulo deste livro.
 Acertar as questões sobre esse tópico depende de que você memorize os valores de glicemia considerados normais e relacionados 
ao diagnóstico do diabetes:
• Glicemia < 92 mg/dL – gestante euglicêmica.
• Glicemia ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL – diabetes gestacional.
• Glicemia ≥ 126 mg/dL – diabetes prévio à gestação.
 Sendo que basta um único valor alterado para o diagnóstico do diabetes durante a gestação, sem indicação de nenhum outro 
exame para confirmação do diagnóstico.
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Hemoglobina glicada não se relaciona ao diagnóstico de diabetes durante a gestação!
Observe, a seguir, o fluxograma que representa o diagnóstico do diabetes na gestação a partir da glicemia de jejum, para ajudar sua 
memorização.
Figura 35. Fluxograma de diagnóstico do diabetes na gestação pela glicemia de jejum.
Glicemia de jejum (início do pré-natal)
<92 mg/dL
Normal
Diabetes 
Gestacional <92 mg/dL
92 - 125 mg/dL > 126 mg/dL
TRATAMENTO DO DIABETES NA GESTAÇÃO
Diante do diagnóstico do diabetes na gestação, a gestante deve ser orientada, na mesma consulta de pré-natal, a iniciar 
medidas para o controle da hiperglicemia. 
Dieta e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica para sua prática, são a primeira linha de tratamento. 
Além disso, a grávida deve ser orientada a iniciar o controle glicêmico por meio da glicemia capilar, 
que será avaliada durante toda a gestação.
 Quando apenas dieta e atividade física não bastarem para se atingir o adequado controle 
glicêmico, indica-se a associação de insulinoterapia para que os alvos glicêmicos sejam atingidos.
 Você pode estudar detalhadamente esse tema no livro digital "DIABETES NA GESTAÇÃO".
 Antes de prosseguirmos, mais algumas questões para fixar esse conceito.
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(SCMSP – 2021) Uma gestante de 39 anos de idade, G2 PN1 A0, com idade gestacional de dez semanas e três dias, compareceu à consulta de 
pré-natal com glicemia de jejum de 94 mg/dL. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
A) A paciente deverá repetir a glicemia de jejum e, caso esteja acima de 94 mg/dL, realizar imediatamente TOTG 75 g para a confirmação 
diagnóstica de diabetes gestacional.
B) A paciente deverá realizar TOTG 75 g para a confirmação diagnóstica de diabetes gestacional. Caso seja confirmada, deverá ser 
encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar tratamento medicamentosoe controle glicêmico.
C) A paciente deverá realizar TOTG 75 g para a confirmação diagnóstica de diabetes gestacional. Caso seja confirmada, deverá ser 
encaminhada para acompanhamento nutricional, recebendo indicação de atividade física e controle glicêmico.
D) A paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional, devendo ser encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar tratamento 
medicamentoso e controle glicêmico.
E) A paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional, devendo ser encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar atividade 
física e controle glicêmico.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque um único valor de glicemia alterada durante a gravidez basta para o diagnóstico de diabetes gestacional 
(DMG), não sendo indicado realizar nenhum outro exame para confirmação do diagnóstico.
Incorreta a alternativa B, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser encaminhada para seguimento nutricional e que deve 
iniciar controle glicêmico, a primeira linha de tratamento do diabetes na gestação é dieta e atividade física, não a medicação. Além disso, 
não há indicação de realizar o teste oral de tolerância à glicose 75 g (TOTG 75) para confirmação diagnóstica, uma vez que basta um único 
valor de glicemia alterada durante a gestação para o diagnóstico de DMG.
Incorreta a alternativa C, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser encaminhada para seguimento nutricional e que deve 
iniciar controle glicêmico e atividade física, o teste oral de tolerância à glicose 75 g (TOTG 75) não é indicado nesse caso, uma vez que a 
gestante já tem o diagnóstico de DMG a partir de um único valor de glicemia alterada.
Incorreta a alternativa D, porque, embora esteja correto que a gestante tem o diagnóstico de DMG, que deve ser encaminhada para 
acompanhamento nutricional e que deve iniciar controle glicêmico, o tratamento medicamentoso não é a primeira linha de cuidado nesse 
caso.
Correta a alternativa E, porque uma gestante que apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL deve ser orientada quanto ao 
diagnóstico de diabetes gestacional e ser encaminhada para seguimento nutricional, iniciando atividade física como primeira linha de 
tratamento da hiperglicemia e devendo realizar controle glicêmico pela glicemia capilar para avaliação da eficácia do tratamento durante 
a gestação.
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(AMRIGS – 2021) Na primeira consulta de pré-natal, com 11 semanas de gestação, gestante apresenta seus exames de rotina com uma glice-
mia de jejum de 93 mg/dL. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, e a American 
Diabetes Association, qual o diagnóstico e a conduta para o caso?
A) Glicemia normal – realizar teste de tolerância com 75 g de glicose com 24-28 semanas.
B) Glicemia normal – encerrar a investigação.
C) Diagnóstico de Diabete Melito Gestacional – iniciar tratamento com dieta e atividade física.
D) Diagnóstico de Diabete Melito Gestacional – iniciar tratamento com dieta, atividade física e insulina.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de estar correto que gestantes com glicemia de jejum normal no início do pré-natal devem 
realizar teste oral de tolerância à glicose 75 g entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, euglicemia na gestante relaciona-se à glicemia de 
jejum menor do que 92 mg/dL e, no caso apresentado no enunciado, a glicemia é de 93 mg/dL.
Incorreta a alternativa B, porque euglicemia na gestante se relaciona à glicemia de jejum menor do que 92 mg/dL e, no caso apresentado 
no enunciado, a glicemia é de 93 mg/dL. Além disso, diante de glicemia de jejum normal no início do pré-natal, deve ser realizado novo 
rastreamento entre a 24ª e a 28ª semana de gestação com o teste oral de tolerância à glicose 75 g, e não o encerramento da investigação.
Correta a alternativa C, porque valores de glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL durante a gestação, como o de 93 mg/dL do 
caso apresentado no enunciado, fazem diagnóstico de diabetes gestacional, e o tratamento inicial recomendado para controle glicêmico 
é dieta adequada e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica.
Incorreta a alternativa D, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser diagnosticada com diabetes gestacional e que se deve 
orientar dieta adequada e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica, para controle glicêmico, insulinoterapia só é 
indicada quando essas medidas iniciais não foram suficientes para que a gestante atinja os alvos glicêmicos. 
 Terminamos, assim, de estudar o primeiro trio de exames do protocolo de exames obrigatórios a serem solicitados na primeira 
consulta de pré-natal, os exames séricos gerais: hemograma, tipagem sanguínea e glicemia de jejum. 
Antes de iniciarmos o estudo dos exames sorológicos, gostaria de apresentar-lhe um exame que não faz parte do protocolo do 
Ministério da Saúde, mas que é recomendado como rastreio universal por Zugaib: o TSH.
4.1.4 TSH 
A gestação interfere no metabolismo da tireoide, que precisa atender ao aumento da demanda energética do período gestacional e de 
desenvolvimento fetal, sendo fisiológico ocorrer o aumento dos hormônios tireoidianos no início da gestação.
O rastreamento de alterações da função da tireoide durante a gestação é controverso na literatura médica. Há sociedades que advogam 
para que o rastreamento seja universal, e outras que recomendam que a pesquisa seja indicada apenas para grávidas que apresentem fatores 
de risco para disfunção tireoidiana.
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Zugaib preconiza que o rastreio seja universal sob as justificativas de que a população brasileira apresenta 
alta prevalência dos fatores de risco, de que os sintomas de hipotireoidismo podem ser confundidos com sintomas 
fisiológicos da gravidez, de que há risco associado às disfunções tireoidianas não tratadas, como abortamento, 
prematuridade, restrição do crescimento fetal, entre outras, além do baixo custo do tratamento e dos estudos 
que estimam que o rastreio baseado em fatores de risco deixa de diagnosticar cerca de 30% das grávidas que 
deveriam ser tratadas.
Sendo assim, atenção ao protocolo assumido pela instituição em que você fará sua prova, Doc. Aquelas com protocolos que têm 
como referência esse autor apresentarão o TSH como exame obrigatório a ser solicitado na primeira consulta de pré-natal, como no caso do 
HCFMUSP.
Embora os valores de referência variem de acordo com a idade gestacional, no início da gestação, TSH maior do que 0,1 e menor do 
que 2,5 é considerado normal.
1º trimestre: 0,1 < TSH < 2,5 = normal
 As particularidades das disfunções tireoidianas na gestação podem ser estudadas nos livros digitais "TIREOIDE", "HIPOTIREOIDISMO 
E TIREOIDE" e "TIREOTOXICOSE".
 E agora, sim, vamos continuar nosso estudo dos exames que devem sempre ser solicitados durante a primeira consulta de pré-natal. 
A partir de agora, estudaremos o trio de exames sorológicos.
4.2 EXAMES SÉRICOS SOROLÓGICOS
Os exames a serem memorizados neste segundo grupo são:
 ✓ Sorologia para HIV.
 ✓ Sorologia para sífilis.
 ✓ Sorologia para toxoplasmose.
 ✓ AgHBs – hepatite B.
Aqui, você pode estar se perguntando: "mas não era um trio?"
Pois é, Doc. Na verdade, são quatro as sorologias preconizadas pelo Ministério da Saúde, mas, se considerarmos as sorologias 
preconizadas por Zugaib, nosso processo de memorização baseado no número três pode ser mantido. Elas são:
• Sorologia para rubéola.
• Sorologia para hepatite C.
E, então, ao invés de memorizar três exames, memorize três pares de exames:✓ Sorologia para HIV e sífilis.
 ✓ Sorologia para toxoplasmose e rubéola.
 ✓ Sorologia para hepatite B e C.
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Sorologia citomegalovírus
Embora a infecção por citomegalovírus represente risco potencial para infecção fetal, seu rastreamento de rotina é bastante 
questionável e não é recomendado de rotina pelo Ministério da Saúde. 
O protocolo de rotina de exames de pré-natal sugerido por Zugaib também NÃO orienta o rastreamento universal com a 
sorologia para citomegalovírus para gestantes. O autor recomenda que tal sorologia seja pesquisada rotineiramente em grávidas 
que trabalham com crianças ou em unidades de diálise.
No entanto, esteja atento, porque já identificamos provas que citam essa sorologia entre os exames de rotina de pré-natal. 
Escolha a alternativa com esse exame quando tiver certeza de que as demais alternativas estão erradas.
Apesar da elevada frequência da infecção por citomegalovírus e do risco potencial de infecção fetal em casos de infecção 
aguda materna, o rastreamento sorológico de rotina durante a gestação ainda é controverso e não é recomendado no Brasil pelos 
seguintes motivos:
• A acurácia para predição de sequelas fetais após infecção primária materna é baixa. 
• Alguns casos de infecção fetal são resultantes de reinfecção materna por cepas diferentes do vírus. 
• Não há vacina ou tratamento eficazes. 
• Alto custo para identificação e isolamento do vírus.
Vamos nos debruçar sobre cada uma das sorologias?
4.2.1 SOROLOGIA PARA HIV
O rastreamento da infecção pelo vírus do HIV deve ser universal, isto é, deve ser solicitado para todas as gestantes, e não apenas para 
aquelas que apresentam fatores de risco. 
O Ministério da Saúde preconiza que o teste rápido seja realizado na primeira consulta de pré-natal para que o diagnóstico e início do 
tratamento não sejam retardados, especialmente quando o resultado da sorologia laboratorial não for ficar disponível em menos de 15 dias 
da data da coleta.
Diante de um resultado positivo, é sempre necessária a realização de outro teste para confirmação do diagnóstico, conforme protocolo 
estabelecido pelo Ministério da Saúde e que você pode estudar no livro digital "HIV". É importante ressaltar que raramente gestantes podem 
apresentar resultados falso-positivos para HIV devido à presença de aloanticorpos, o que pode ocorrer quando apresentam histórico de 
doenças autoimunes, transfusões sanguíneas, hemodiálise, vacinação recente ou múltiplos partos.
Os cuidados iniciais a serem assumidos para gestantes diagnosticadas com HIV são:
• Encaminhar ao pré-natal de alto risco, mantendo-se seu vínculo com a unidade básica de saúde. 
 ✓ Solicitar carga viral, o que permite que a magnitude da viremia seja avaliada.
 ✓ Solicitar contagem de LT-CD4, que se correlaciona ao risco de a gestante apresentar infeções oportunistas e, consequentemente, 
associa-se ao risco de mortalidade dos portadores de HIV.
 ✓ Iniciar a terapia antirretroviral (TARV) após a 14ª semana de gestação, para todas as gestantes independentemente de seu status 
virológico, imunológico ou clínico. 
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 Quando a grávida não apresenta infecções oportunistas ou níveis de LT-CD4 menores do que 350 cels/mm3, recomenda-se aguardar o 
fim do primeiro trimestre para iniciar o uso da TARV, por não ser plenamente conhecida a segurança dessas medicações durante esse período 
gestacional. Por outro lado, o início da TARV não deve ser retardado enquanto se aguarda o resultado dos níveis de LT-CD4 ou da carga viral, 
especialmente nos casos em que a gestante inicia o pré-natal tardiamente.
O principal objetivo do tratamento é que a carga viral se torne indetectável o mais rápido possível, sendo, inclusive, o marcador 
utilizado a partir da 34ª semana de gestação, quando deve ser novamente solicitada, para determinação da via de parto com o intuito de 
reduzir o risco de transmissão vertical.
VIA DE PARTO EM GESTANTES HIV +
Doc, sem dúvida, esta é a abordagem mais frequente nas provas quando o examinador deseja avaliar seus 
conhecimentos sobre a infecção de HIV durante a gestação. É fundamental que você saiba quando se indica o parto vaginal 
ou o parto via alta visando reduzir o risco de transmissão vertical para garantir pontos importantes nos concursos. Por isso, 
decore:
A decisão da via de parto em gestantes infectadas pelo HIV depende da carga viral a partir 
da 34ª semana de gestação.
Observe, a seguir, o fluxograma proposto pelo Ministério da Saúde em seu "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais do Ministério da Saúde de 2019":
CARGA VIRAL 
34 semanas
> 1.000 cópias 
ou desconhecida
AZT IV
CESÁREA ELETIVA 
(após 38 semanas)
INDICAÇÃO OBSTÉTRICA
Preferência vaginal
AZT IV
< 1.000 cópias Indetectável
Manter TARV
habitual
INDICAÇÃO OBSTÉTRICA
Preferência vaginal
3h antes Até clampeamento 
do cordão
Figura 36. Fluxograma para decisão da via de parto e administração de AZT intravenoso profilático para gestantes infectadas 
pelo HIV.
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Note que, em gestantes com carga viral indetectável após a 34ª semana de gestação, é recomendado 
manter a TARV via oral de uso habitual, não sendo necessário prescrever AZT injetável no parto.
O estudo desse tema pode ser aprofundado no livro digital "HIV".
O vínculo estabelecido com a gestante durante o pré-natal contribui muito para sua adesão ao tratamento, sendo o uso regular da TARV 
o principal fator para que a supressão viral seja alcançada. 
Vale lembrar que a infecção materna pelo HIV é contraindicação absoluta da amamentação, independentemente do controle clínico 
da gestante, de sua carga viral ou do uso regular da TARV. Tal orientação pode ser fornecida já durante o pré-natal, esclarecendo os riscos 
associados, assim como as dúvidas da gestante.
TARV NA GESTAÇÃO
O esquema de tratamento inicial mais recomendado para gestantes segundo o "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais" do Ministério da Saúde, de 2019, é:
Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Raltegravir (RAL)
O estudo desse tema pode ser aprofundado no livro digital "HIV".
Antes de prosseguirmos para o estudo do próximo exame sorológico, observe como esse tema pode ser abordado em sua 
prova.
CAI NA PROVA
(HAC PR – 2021) Assinale a alternativa correta sobre gestante HIV soropositiva:
A) A via de parto é definida a partir da contagem de linfócitos T CD4+ realizada com 34 semanas de gestação.
B) Gestantes com carga viral indetectável e em uso de TARV estão aptas a amamentar.
C) A carga viral não necessita ser solicitada se indetectável desde o início do pré-natal.
D) A contagem de CD4 correlaciona-se com o risco de infecção oportunista e morte.
E) A ligadura do cordão umbilical deve ser realizada 3 minutos após a expulsão do feto.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque é a carga viral a partir da 34ª semana de gestação que determina a via de parto, e não os níveis de LT-CD4.
Incorreta a alternativa B, porque a infecção materna pelo HIV contraindica sempre a amamentação, independentemente do uso de TARV 
ou da carga viral.
Incorreta a alternativa C, porque, independentemente do resultado da carga viral no início do pré-natal, ela deve ser novamente solicitada 
na 34ª semana de gestaçãopara determinação da via de parto.
Correta a alternativa D, porque o nível de LT-CD4 em portadores do vírus do HIV se correlaciona com o risco de apresentarem 
infecções oportunistas, que se associam ao aumento da mortalidade. 
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Incorreta a alternativa E, porque, em geral, a literatura médica recomenda que o clampeamento imediato do cordão umbilical seja 
realizado para reduzir o risco de transmissão vertical ao diminuir a troca de sangue materno-fetal. Doc, caso essa alternativa tenha causado 
dúvida, fique tranquilo. Você pode estudar mais sobre esse tema no livro digital "HIV NA GESTAÇÃO". Meu objetivo em apresentar essa 
questão a você nesse momento foi ajudá-lo a fixar os conceitos apresentados nas alternativas.
(SUS BA – 2021) Mulher, 34 anos de idade, gestante de 36 semanas e 2 dias, secundigesta e primípara (parto vaginal há 10 anos, fruto de 
outro relacionamento), está realizando pré-natal em maternidade de alto risco por ser paciente HIV positiva. Vem em consulta de pré-natal 
para trazer resultado de carga viral que realizou com 34 semanas e 2 dias: 1.050 cópias/mL. Carga viral com 30 semanas era de 2.000 cópias/
mL. Está assintomática, referindo boa movimentação fetal. Ao exame físico: corada e hidratada, altura uterina: 35 cm, BCF: 144 bpm em QIE, 
tônus uterino preservado, dinâmica uterina ausente. Frente ao quadro, é correto afirmar:
A) Como houve redução da carga viral a melhor via de parto nesse caso será a via obstétrica.
B) A via de parto deverá ser vaginal, de forma humanizada, reduzindo o risco de sangramento ou de complicações e, portanto, de transmissão 
vertical.
C) Como a carga viral está alta após 34 semanas, a via de parto deverá ser cesariana.
D) A via de parto ainda não pode ser decidida, necessitando de nova carga viral com mais de 37 semanas.
 COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque o parto em gestante com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 34ª semana de gestação deve ser 
o parto cesáreo, para reduzir o risco de transmissão vertical.
Incorreta a alternativa B, porque a via de parto baixa não é recomendada em gestantes com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 
34ª semana de gestação, para prevenir a transmissão vertical.
Correta a alternativa C, porque a transmissão vertical é prevenida em gestantes com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 
34ª semana de gestação, realizando-se o parto via alta, isto é, o parto cesáreo.
Incorreta a alternativa D, porque é a carga viral realizada a partir da 34ª, e não da 37ª, semana de gestação que define a via de parto em 
gestantes com HIV.
A próxima sorologia que vamos estudar está entre as queridinhas dos examinadores. Então respire fundo, e vamos continuar!
4.2.2 SOROLOGIA PARA SÍFILIS
Conhecer como se realiza o rastreamento e o tratamento da sífilis durante a gestação é uma excelente 
estratégia para garantir pontos rumo a seu sonho da aprovação, já que esse é um dos temas que mais aparecem 
nas provas de Residência Médica e de Revalidação Médica. 
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A infecção por sífilis em gestantes é uma das grandes preocupações de saúde pública. Isso ocorre porque, apesar de ser uma doença de 
tratamento acessível e de baixo custo, seu controle ainda está longe de ser alcançado, sendo observado o aumento do número de casos nos 
últimos anos. A sífilis neonatal associa-se a complicações graves e depende da identificação e do tratamento adequados da infecção materna 
para não ocorrer.
Sabendo disso, fica simples entender a relevância dos cuidados pré-natais nesse cenário. O rastreamento da sífilis durante a gestação 
é universal, devendo ser solicitado para todas as gestantes na primeira consulta de pré-natal.
Há dois tipos de exames que podem ser solicitados para o rastreamento do Treponema pallidum, agente causador da sífilis:
 ✓ Testes treponêmicos – detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum. São os primeiros a tornarem-se reagentes, 
porém não podem ser utilizados no monitoramento do tratamento, por permanecerem positivos.
 ✓ Testes não treponêmicos – detectam anticorpos anticardiolipina não específicos para o Treponema pallidum e podem ser utilizados 
para controle do tratamento e cura por serem expressos em títulos.
Observe a tabela a seguir. Nela, está especificado como cada um dos exames utilizados para o diagnóstico da sífilis é classificado. 
CLASSIFICAÇÃO DO TESTE EXAME CARACTERÍSTICAS
Treponêmico
FTA-Abs
ELISA/EQL
TPHA/TPPA
MHA-TP
Teste rápido
Úteis apenas para o diagnóstico, pois 
permanecem reagentes mesmo após 
o tratamento.
São os primeiros a ficar reagentes.
Não treponêmico
VDRL
RPR
TRUST
USR
Úteis tanto para o diagnóstico quanto 
para o monitoramento da eficácia do 
tratamento, por serem quantificáveis.
Tabela 11. Testes treponêmicos e não treponêmicos. VDRL - Venereal Disease Research Laboratory; RPR - Rapid Test Reagin; TRUST - Toluidine Red 
Unheated Serum Test; USR - Unheated Serum Reagin; FTA-Abs - Fluorescent Treponemal Antibody-absorption; ELISA - Enzyme-linked Immunosorbent 
Assay; TPHA - T. pallidum Haemagglutination Test; TPPA - T. pallidum Passive Particle Agglutination Test; MHA-TP - Microhaemagglutination Assay for 
T. pallidum.
Doc, memorizá-los é fundamental para acertar algumas questões sobre esse tema, uma vez que, para 
confirmação do diagnóstico, é necessário ter um exame de cada grupo positivo, ou seja, um exame treponêmico e um 
não treponêmico. Observe o esquema a seguir para fixar esse conceito.
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Figura 37. Diagnóstico da sífilis.
TREPONÊMICO
Teste rápido 
FTA-Abs
ТР 
TPPa
NÃO 
TREPONÊMICO
VDRL 
RPR 
TRUST 
USR
DIAGNÓSTICO
DE SIFILIS 
CONFIRMADO
Apesar de serem necessários dois exames positivos para o diagnóstico da sífilis, o início do tratamento não deve ser retardado pela 
espera do resultado do segundo exame, visando, dessa forma, reduzir o risco de transmissão vertical da infecção para o feto.
O único tratamento reconhecidamente eficaz para a sífilis na gestação é o uso de benzilpenicilina benzatina intramuscular, que 
atravessa a barreira placentária. Sendo assim, caso a gestante seja alérgica a esse antibiótico, deverá ser dessensibilizada, uma vez que outros 
tratamentos, como a eritromicina, não são reconhecidos pelo Center for Disease Control and Prevention como tratamento da gestante com 
sífilis.
A determinação do esquema terapêutico dependerá de como a sífilis será classificada. Observe, na tabela a seguir, o tratamento 
relativo a cada estadiamento da sífilis.
ESTADIAMENTO TRATAMENTO
RECENTE
Primária
Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, dose única
 (1,2 milhão UI/ glúteo)
Secundária
Latente recente (<1 ano)
TARDIA
Latente tardia (>1 ano) ou duração 
ignorada
Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, semanal, (1,2 milhão UI/glúteo) por 3 
semanas 
Dose total: 7,2 milhões UI, IMTerciária
Neurossífilis
Benzilpenicilina procaína (cristalina)
 18-24 milhões UI/dia, EV, 
3-4 milhões UI, 4/4 horas ou infusão contínua por 14 
dias
Tabela 12. Estadiamento e tratamento da sífilis.
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Lembre-se ainda de que o parceiro deve sempre sertratado concomitantemente à gestante, de modo a interromper a cadeia 
de transmissão e evitar, especialmente, a transmissão vertical, mesmo que sua sorologia seja negativa. Nesse caso, diagnostica-se sífilis 
presumida e realiza-se o tratamento com penicilina benzatina 2,4 milhões de UI, intramuscular, dose única.
Geralmente, as gestantes estão ASSINTOMÁTICAS, e não é possível determinar o tempo 
de infecção. Nesse caso, ela é classificada como INDETERMINADA, e o tratamento deve 
ser como o da LATENTE TARDIA.
• Penicilina benzatina 2.400.000 UI, IM, semanal, por 3 semanas.
Você pode estudar todas as particularidades desse tema no livro digital "SÍFILIS NA GESTAÇÃO E SÍFILIS CONGÊNITA".
Esteja atento, Doc, que mesmo gestantes adequadamente tratadas para sífilis devem ser monitoradas por meio da coleta do VDRL 
durante a gestação, tanto para verificar a eficácia do tratamento quanto para o risco de serem reinfectadas.
Que tal uma pausa para fixar esses conceitos respondendo às questões a seguir antes de prosseguirmos? 
CAI NA PROVA
(ENARE – 2021) Gestante com 12 semanas apresenta teste VDRL positivo nos exames de pré-natal. Paciente não refere história clínica de 
úlcera genital e desconhece sorologia do parceiro. A prescrição do tratamento dessa gestante deve ocorrer
A) no momento da consulta.
B) se houver elevação da titulação de VDRL.
C) após resultado de teste treponêmico.
D) após resultado de teste do parceiro.
E) após resultado do teste no recém-nascido.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, porque, diante de um único teste positivo para sífilis, seja treponêmico ou não treponêmico, a conduta 
sempre deve ser iniciar imediatamente o tratamento.
Incorreta a alternativa B, porque qualquer valor de VDRL já indica o tratamento para sífilis, não sendo necessário aguardar a elevação dos 
títulos.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de o diagnóstico de sífilis ser confirmado quando há dois testes positivos, sendo um deles 
treponêmico e o outro não treponêmico, o resultado do segundo teste não deve atrasar o tratamento de sífilis durante a gestação, 
devendo ser prescrito imediatamente diante de um único teste diagnóstico positivo.
Incorreta a alternativa D, porque o teste do parceiro não interfere na indicação do tratamento de sífilis da gestante.
Incorreta a alternativa E, porque o resultado do teste do recém-nascido não influencia no tratamento da gestante com sífilis.
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 (SCMRP – 2021) No ambulatório de pré-natal, chegou uma gestante de 7 semanas de gravidez para primeira consulta. A enfermeira fez teste 
rápido para sífilis e HIV. O teste rápido para sífilis veio reagente. Diante desse achado, é correto
A) solicitar VDRL e FTA-Abs para a gestante e para seu companheiro, agendando o retorno para o menor período possível com o resultado 
do exame, para iniciar a terapêutica.
B) administrar o início do esquema penicilina benzatina para a gestante ou prescrevê-lo e prescrever tratamento para o marido.
C) prescrever esquema de penicilina benzatina para a gestante e convocar o companheiro para fazer sorologia para sífilis.
D) prescrever penicilina benzatina para a gestante, mas, se for alérgica, optar pela segunda opção que é a eritromicina.
E) dizer que, se a gestante já fez o tratamento correto com penicilina benzatina, não há necessidade de se repetir a sorologia na 28a semana, 
pois sabidamente permanecerá positiva.
COMENTÁRIOS:
Questão bastante prática a respeito da conduta a ser assumida já durante a primeira consulta de pré-natal, frente ao resultado positivo 
no teste rápido para sífilis.
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de estar correto que se deve solicitar VDRL para confirmação do diagnóstico de sífilis, o tratamento 
deve ser prescrito imediatamente, devido a seu benefício para reduzir o risco associado à transmissão vertical.
Correta a alternativa B, porque, diante do resultado positivo no teste rápido para sífilis, deve-se sempre realizar o tratamento 
da gestante, independentemente do resultado do VDRL. Além disso, o parceiro deve também ser tratado para interromper a cadeia de 
transmissão.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de estar correta a prescrição do tratamento para sífilis para gestante diante do resultado positivo 
do teste rápido, o parceiro deve ser convocado para tratamento para sífilis, independentemente de sua sorologia, uma vez que é alta a 
chance de reinfecção caso ele não seja tratado, o que aumenta o risco de infecção vertical.
Incorreta a alternativa D, porque, apesar de estar correto prescrever penicilina benzatina para gestante, caso ela seja alérgica, deve ser 
dessensibilizada, porque a eritromicina não é reconhecida como tratamento eficaz para sífilis durante a gestação.
Incorreta a alternativa E, porque, mesmo que a gestante seja adequadamente tratada, deverá ser seguida pelo acompanhamento da 
titulação do VDRL para confirmação da eficácia do tratamento. Além disso, é importante identificar a reinfecção, caso ela ocorra.
 (UFF – 2021) Mulher inicia acompanhamento pré-natal com 16 semanas de gestação. O teste rápido para sífilis, realizado na Unidade Básica 
de Saúde, é positivo. Não há história de tratamento anterior para sífilis. O resultado do teste não treponêmico é 1:2. Nesse caso, assinale a 
opção verdadeira
A) deve-se descartar tratamento, pois o título baixo do teste não treponêmico sugere resultado falso positivo.
B) deve-se prescrever tratamento para sífilis em função da história clínica e dos exames.
C) o teste rápido é específico, sendo o mais indicado para seguimento do caso.
D) o teste treponêmico torna-se negativo após tratamento adequado para sífilis.
E) deve-se solicitar novos testes em três meses para então decidir a conduta.
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COMENTÁRIOS:
Doc, essa questão é interessante para ajudá-lo a fixar a interpretação de exames treponêmicos e não treponêmicos e como devem 
ser utilizados no rastreamento e seguimento da sífilis.
Incorreta a alternativa A, porque, diante da ausência de história de tratamento prévio e do risco relacionado à sífilis, o tratamento deve 
ser indicado independentemente da titulação do teste não treponêmico.
Correta a alternativa B, porque gestantes com exame positivo para sífilis devem ser sempre tratadas, seja qual for a titulação do 
teste não treponêmico, especialmente quando não há história de tratamento prévio.
Incorreta a alternativa C, porque, uma vez que o teste rápido é um teste treponêmico, trata-se de um teste útil para o rastreamento da 
sífilis, mas não para seguimento dos casos, porque seu resultado não é dado em titulações, as quais devem apresentar redução para 
demonstrar eficácia do tratamento.
Incorreta a alternativa D, porque, uma vez que os testes treponêmicos detectam os anticorpos contra o antígeno T. pallidum, permanecem 
sempre positivos, mesmo após o tratamento, o que impossibilita que sejam utilizados para controle de cura.
Incorreta a alternativa E, porque o tratamento para gestante deve ser iniciado imediatamente, não sendo necessário aguardar novos 
testes para decidir a conduta.
• No início do pré-natal.
• No terceiro trimestre.
• Na admissão da maternidade para parto.
Vamos, agora, prosseguir com o estudo do rastreamento da toxoplasmose durante a gestação. Preparado?
4.2.3 SOROLOGIA PARA TOXOPLASMOSE
Doc, o rastreamento da toxoplasmose durante a gestação está entre os temas que mais aparecem nas 
provas de obstetrícia, sendo que a interpretação dos resultados sorológicos e a decisão terapêutica frente a 
esses resultados são os aspectos mais explorados pelos examinadores.A relevância desse tema relaciona-se ao fato de que a toxoplasmose durante a gestação pode acarretar consequências como 
abortamentos, óbitos fetais e malformações fetais graves, especialmente se a infecção ocorrer durante o primeiro trimestre de gestação. 
Isso ocorre porque, apesar de o risco de transmissão vertical ser menor no primeiro trimestre, devido à menor vascularização placentária 
em comparação à do terceiro trimestre, o risco de consequências graves para o feto é bem maior se a infecção ocorrer durante o período de 
maior organogênese fetal (Figura 5). Além disso, o diagnóstico em tempo hábil possibilita o tratamento que visa reduzir o risco de transmissão 
vertical, havendo possibilidade de tratamento fetal, se necessário.
Concluímos, assim, o estudo do primeiro par de sorologias que você deve memorizar da rotina de exames realizados durante o pré-
natal: sorologia para HIV e para sífilis, sendo que o Ministério da Saúde preconiza que o rastreamento de ambas as infecções seja realizado ao 
menos em três momentos durante a gestação:
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Figura 38. Relação entre o risco de transmissão vertical e gravidade do acometimento fetal em relação à idade gestacional.
Diante disso, o Ministério da Saúde preconiza que o rastreamento da toxoplasmose durante a gestação seja realizado pela avaliação 
da sorologia no início do pré-natal. Aqui, temos o primeiro ponto importante deste estudo: saber interpretar o resultado da sorologia para 
toxoplasmose.
A avaliação da sorologia depende de que esteja claro para você que o anticorpo IgM é o primeiro a ser produzido quando há exposição 
a um novo antígeno, podendo ser detectado já entre 5 e 14 dias após uma infecção, relacionando-se, portanto, às infecções agudas. Por outro 
lado, o anticorpo IgG é produzido mais tardiamente em relação ao IgM, tendendo a apresentar um pico cerca de dois meses após a infecção 
e mantendo-se positivo por toda a vida em baixos títulos.
Sabendo disso, observe a tabela a seguir, que demonstra como a sorologia para toxoplasmose durante a gestação deve ser interpretada: 
RIsco de transmissão 
ou gravidade
Gravidade
1º Trim 2º Trim 3º Trim idade gestacional.
Transmissão
IgM IgG Diagnóstico
Negativo Negativo Gestante suscetível
Negativo Positivo Gestante imune
Positivo Negativo
Gestante com infecção aguda
Falso-positivo
Positivo Positivo Necessário prosseguir investigação para elucidação diagnóstica
Tabela 13. Interpretação da sorologia para toxoplasmose durante a gravidez.
Vamos pensar a respeito de cada uma dessas situações juntos, Doc?
Anticorpos IgM e IgG negativos indicam que essa gestante nunca entrou em contato com o Toxoplasma, sendo, portanto, suscetível 
a ser infectada por ele durante a gravidez. Diante disso, é fundamental que ela seja orientada a respeito de medidas que evitem que essa 
infecção ocorra.
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 As orientações estão descritas no quadro a seguir.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Frente ao diagnóstico de uma gestante suscetível à toxoplasmose, é fundamental que se indiquem cuidados como:
• Não ingerir carnes cruas, malpassadas ou malcozidas.
• Ingerir frutas e verduras bem higienizadas.
• Evitar contato com gatos e com o que possa estar contaminado por fezes de gatos.
• Higiene adequada das mãos ao manipular alimentos e limpeza da bancada e dos utensílios após contato com alimentos crus.
• Evitar contato com a terra e, caso o faça, utilizar luvas de borracha.
Tais orientações fundamentam-se no conhecimento de que os felídeos são os hospedeiros definitivos do 
Toxoplasma gondii e em evitar situações relacionadas a sua transmissão oral, que pode ocorrer pela ingestão 
de bradizoítos presentes em carnes cruas ou malcozidas ou pela ingestão de esporozoítos presentes na comida, 
água ou solo contaminados. A figura a seguir ilustra o ciclo evolutivo e a transmissão da toxoplasmose.
Figura 39. Ciclo evolutivo e transmissão da toxoplasmose.
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Você pode estudar mais a respeito da toxoplasmose no livro digital "INFECÇÕES CONGÊNITAS".
Além de receber orientações para prevenção primária da infecção pelo Toxoplasma, gestantes suscetíveis devem realizar periodicamente 
a sorologia durante a gravidez. O intervalo entre a realização dos exames varia de acordo com o perfil epidemiológico de cada região, mas 
preconiza-se que sejam realizados ao menos durante o primeiro, segundo e terceiro trimestres, sendo que, quando há altas taxas de 
toxoplasmose, o intervalo de dois meses é mais adequado.
Atenção!
Caso seu interesse seja realizar a prova da USP-SP ou de instituições que seguem o protocolo do HC-FMUSP, 
o intervalo de rastreamento da sorologia para toxoplasmose em gestantes suscetíveis é mensal nessa instituição.
Por outro lado, diante de anticorpos IgM negativo e IgG positivo, faz-se o diagnóstico de uma gestante imune à toxoplasmose. Nesse 
caso, não é necessário repetir esse exame durante o pré-natal, e mantém-se o seguimento habitual da gestação. Alegria do obstetra!
No entanto, se ocorrer o contrário, anticorpo IgM positivo e IgG negativo, é provável que se esteja diante de um caso de infecção 
recente ou aguda pelo Toxoplasma ou de um caso falso-positivo. Nesse caso, recomenda-se repetir a sorologia em duas semanas e, caso 
ocorra soroconversão, isso é, IgM permaneça positivo e IgG torne-se positivo, confirma-se o diagnóstico de toxoplasmose aguda. Caso IgG 
persista negativo, faz-se o diagnóstico de um caso falso-positivo e a gestante não necessita de tratamento.
A situação que representa maior desafio diagnóstico é quando tanto o anticorpo IgM quanto o IgG estão positivos. Nesse caso, para 
elucidação diagnóstica, será necessário realizar o teste de avidez para IgG. Quando o teste revela avidez baixa (< 60), trata-se de uma infecção 
recente e, quando a avidez é alta (> 60), diagnostica-se infecção tardia. Isso ocorre porque o IgM pode se manter positivo por até um ano. 
Porém, é fundamental destacar que o teste de avidez para IgG só é útil se a gestante estiver com menos de 16 semanas. Após essa idade 
gestacional, quando a gestante não tem sorologia prévia, não é possível garantir que a infecção ocorreu antes do início da gestação, portanto 
deve-se seguir o caso como uma infecção recente.
Observe o fluxograma a seguir para fixar esse conceito.
Figura 40. Fluxograma para interpretação da sorologia para toxoplasmose.
TOXOPLASMOSE
IgM negativo
IgG negativo
Susceptível Imune
baixa alta
Infecção recente
Infecção 
recente
Infecção 
antiga
Teste de avidez para IgG se
IG < 16 semanas
IgM negativo
IgG positivo
IgM positivo 
IgG negativo
IgM positivo
IgG positivo
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Por que o teste de avidez para IgG é útil apenas se realizado antes da 16ª semana de gestação?
Porque a capacidade de ligação e avidez da imunoglobulina aumenta conforme ocorre maturação da resposta imunológica, 
ou seja, a baixa avidez sugere menor maturidade imunológica, relacionando-se à infecção recente, isto é, que ocorreu há menos 
de 4 meses ou 16 semanas, enquanto a alta avidez sugere maior maturidade imunológica, associando-se à infecção tardia, há 
mais de 4 meses.
IgG de baixaavidez é o R1 na primeira semana de Residência, baixa probabilidade de fazer as tarefas 
corretamente.
IgG de alta avidez é o R3, altamente preparado para não deixar o caos se instalar apesar do R1.
(Já fui R1, Doc... O sonho geralmente começa por uma semana meio esquisita! Mas vale a pena e garante boas risadas 
depois.)
Neste livro digital, não será abordado em detalhes o tratamento da toxoplasmose durante a gestação. Você pode estudar esse 
importante tópico no livro digital "INFECÇÕES CONGÊNITAS". 
No entanto, uma vez que é comum questões a respeito do diagnóstico de toxoplasmose durante a gravidez citarem, em suas alternativas, 
possibilidades de tratamento e especialmente para auxiliá-lo a memorizar esse conceito, observe a seguir o fluxograma que relaciona o 
diagnóstico com o tratamento para toxoplasmose e lembre-se de que:
• Espiramicina é utilizada para tratamento materno e não ultrapassa a barreira placentária.
• Sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico são indicados para tratamento fetal por ultrapassarem a barreira placentária.
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Figura 41. Fluxograma para escolha terapêutica a partir da interpretação do status sorológico da gestante para toxoplasmose.
TOXOPLASMOSE
IgM negativo
IgG negativo
Susceptível Imune
baixa alta
Infecção recente
Orientar profilaxia Seguimento 
pré-natal
espiramicina
Investigação fetal
Infecção 
recente
Infecção 
antiga
Seguimento
pré-natal
Teste de avidez para IgG se
IG < 16 semanas
IgM negativo
IgG positivo
IgM positivo 
IgG negativo
IgM positivo
IgG positivo
Infecção recente ou
indeterminada
Amniocentese 
> 18 semanas Sem amniocentese Espiramicina
3g/dia até o fim da
gestaçãoPCR Toxoplasma +
Manter
 Espiramicina
PCR Toxoplasma -
Sulfadiazina 
Pirimetamina 
Acido folinico
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 Que tal uma pausa para testar seus conhecimentos antes de conhecermos a próxima sorologia, Doc?
CAI NA PROVA
(SCMMA – 2020) Gestante de 6 semanas traz resultado de sorologia para toxoplasmose com IgM positiva e IgG positiva, com teste de avidez 
de IgG de 80%. É correto afirmar que?
A) Trata-se de infecção recente, passível de tratamento clínico.
B) Provavelmente a infecção ocorreu antes da gestação.
C) O teste é inconclusivo, devendo-se repeti-lo em 6 semanas.
D) O teste indica infecção tratada anteriormente.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, uma vez que o teste demonstra alta avidez de IgG, por ser maior do que 60, trata-se de uma infecção 
que ocorreu há mais de quatro meses, não sendo necessário nenhum tipo de tratamento para toxoplasmose nesse caso.
Correta a alternativa B, porque, uma vez que a gestante está com seis semanas de gestação e apresenta teste com alta avidez de IgG, 
conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez.
Incorreta a alternativa C, porque o teste é conclusivo e, por demonstrar alta avidez de IgG, relaciona-se com infecção tardia, não havendo 
indicação de repeti-lo.
Incorreta a alternativa D, porque, embora o teste demonstre que a infecção é tardia por apresentar alta avidez para IgG, não é possível 
concluir se ela foi tratada ou não.
(INTO – 2020) Gestante na 10ª semana apresenta IgG e IgM positivas para toxoplasmose. A pesquisa de avidez da IgG revela taxas de alta 
avidez. Qual a conduta mais adequada para o caso?
A) Recomendar a interrupção da gravidez.
B) Amniocentese com 16 semanas para fazer PCR do líquido amniótico.
C) Orientar o casal que a infecção é passada.
D) Sulfadiazina e pirimetamina.
E) Espiramicina.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, uma vez que a gestante está com 10 semanas de gestação e o teste demonstra avidez alta para IgG, 
conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez, não representando risco fetal. Além disso, vale ressaltar que o aborto 
terapêutico devido às infecções congênitas não é permitido no Brasil.
Correta a alternativa B, porque, uma vez que o teste de avidez demonstra que a infecção ocorreu há mais de quatro meses, não há 
indicação de investigação fetal nesse caso. Aproveite essa alternativa para lembrar que a infecção do feto é avaliada pesquisando-se, por 
PCR, se há DNA do Toxoplasma gondii no líquido amniótico colhido por amniocentese.
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Incorreta a alternativa C, porque, uma vez que a gestante realizou o teste de avidez de IgG antes da 16ª semana de gestação e o resultado 
demonstra avidez alta, conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez, não representando risco para o feto. O casal deve ser 
avisado de que o pré-natal será seguido habitualmente.
Incorreta a alternativa D, porque sulfadiazina e pirimetamina, em associação com o ácido folínico, são utilizadas quando há infecção fetal, 
o que não ocorre no caso descrito no enunciado.
Incorreta a alternativa E, porque espiramicina é indicada para tratamento materno de gestantes com infecção recente pelo toxoplasma, o 
que é descartado, nesse caso, diante do resultado de alta avidez do IgG.
A próxima sorologia que pode fazer parte da rotina pré-natal que estudaremos será a sorologia para rubéola. Hora de espreguiçar, 
respirar fundo, e vamos continuar.
4.2.4 SOROLOGIA PARA RUBÉOLA
Apesar de a rubéola estar entre as infecções congênitas mais conhecidas e de grande relevância clínica, essa doença não aparece com 
frequência nas provas de Residência Médica e para Revalidação do diploma. No entanto, não é raro questões sobre esse assunto surgirem, 
por isso veremos, a seguir, aspectos importantes sobre ele para que você garanta pontos importantes em sua prova.
 A frequência desse tema nas provas provavelmente relaciona-se ao fato de que a Organização Mundial da Saúde considera essa 
doença exantemática erradicada no Brasil desde 2008 em resposta à imunização eficiente da população. Diante disso, o Ministério da Saúde 
deixou de recomendar a sorologia para rastreamento da rubéola como obrigatória durante o pré-natal.
Atenção!
O protocolo do HC-FMUSP recomenda o rastreamento de rubéola para todas as gestantes que não 
apresentem sorologia prévia para a doença. Por isso, esteja atento caso pretenda realizar a prova da USP SP ou 
de instituições que seguem esse protocolo.
O raciocínio para o diagnóstico de rubéola durante a gestação é semelhante ao que estudamos para o diagnóstico da toxoplasmose, 
isto é:
• Gestantes com IgG e IgM negativos são consideradas suscetíveis para rubéola.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Esteja atento para orientar gestantes suscetíveis para rubéola:
• Receber imunização já durante o puerpério, uma vez que a vacina tripla viral não é contraindicada durante a 
amamentação. 
• Evitar contato com pessoas com sintomas de doenças exantemáticas e procurar atendimento médico caso isso 
ocorra ou apresente sintomas. É possível prescrever imunoglobulina hiperimune até 6 dias após contato para atenuar 
manifestações clínicas, embora não previna a transmissão vertical.
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• Gestantes com IgG positivo e IgM negativo estão imunizadas contra rubéola e não necessitam de orientações adicionais durante o 
pré-natal nesse aspecto.
• Gestantes com IgG e IgM positivos durante o primeiro trimestre e que não apresentamsintomas de rubéola devem ser investigadas 
com a coleta do teste de avidez para IgG. Caso a avidez seja baixa, considera-se infecção recente, isto é, que ocorreu há menos de três 
meses.
• Gestantes com IgG negativo e IgM positivo devem ser acompanhadas por infecção aguda por rubéola. 
Observe o fluxograma a seguir para fixar esse conceito. 
RUBÉOLA
IgM negativo
IgG negativo
Suscetível Imune
baixa alta
Infecção recente
Orientar vacinação 
no puerpério
Seguimento 
pré-natal
espiramicinaInvestigação fetal
Infecção 
recente
Infecção 
antiga
Seguimento
pré-natal
Teste de avidez para IgG 
IgM negativo
IgG positivo
IgM positivo 
IgG negativo
IgM positivo
IgG positivo
Figura 42. Fluxograma para interpretação da sorologia para rubéola.
É importante ressaltar que o acometimento fetal grave está 
associado à transmissão transplacentária durante o primeiro 
trimestre, não havendo relatos de síndrome da rubéola congênita 
quanto a transmissão acontece após a 20ª semana de gestação.
Além disso, apesar de a imunização para rubéola ser 
contraindicada durante a gestação pelo risco potencial por tratar-
se de vacina de vírus atenuado, a vacinação inadvertida durante 
a gravidez não requer qualquer conduta adicional a não ser 
acompanhamento da gestante e indicação de que não há relatos na 
literatura médica de acometimento fetal relacionado à vacinação.
Este livro digital propõe-se a apresentar os tópicos mais 
importantes a respeito do rastreamento da rubéola na gestação, 
porém você pode estudá-lo detalhadamente no livro digital 
"INFECÇÕES CONGÊNITAS". 
Antes de prosseguirmos, convido você a testar seus 
conhecimentos respondendo à questão a seguir.
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CAI NA PROVA
(SCMRP – 2018) Mulher de 19 anos de idade recebeu vacina de rubéola e, na semana seguinte, descobriu estar grávida de 8 semanas. Nesse 
momento, recomenda-se
A) IGG e IGM para rubéola no sangue materno. 
A) Sugerir interrupção da gestação.
A) PCR para rubéola no líquido amniótico na 14ª semana.
A) Amniocentese com pesquisa de IGM para rubéola. 
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, porque, apesar de a vacina tríplice viral, que confere imunidade contra rubéola, sarampo e caxumba, ser 
contraindicada na gestação por ser de vírus atenuados e, dessa forma, oferecer risco potencial para o feto, não se encontram relatos na 
literatura médica de malformações fetais relacionadas à vacina realizada inadvertidamente durante a gestação. A conduta, nesses casos, é 
manter seguimento pré-natal de risco habitual de rotina. Perceba que, entre as alternativas, solicitar a sorologia para rubéola é a resposta 
mais adequada, sabendo que o exame faz parte dos exames complementares realizados durante o pré-natal, embora não seja indicado 
como obrigatório pelo Ministério da Saúde.
Incorreta a alternativa B, porque não se justifica interromper a gestação diante da imunização inadvertida contra rubéola durante a 
gestação. Apesar do risco potencial para o feto, não se encontram relatos na literatura médica de malformações fetais relacionadas à 
vacina.
Incorretas as alternativas C e D, porque não há indicação para a realização de procedimentos invasivos para diagnóstico fetal, como a 
pesquisa de PCR para rubéola no líquido amniótico ou amniocentese com pesquisa de IgM para rubéola, em casos de vacinação inadvertida 
durante a gravidez.
Pronto para o próximo tópico? Vamos estudar, agora, o diagnóstico das hepatites durante a gestação.
4.2.5 SOROLOGIA PARA HEPATITE B
A transmissão vertical de hepatite relaciona-se com o aumento do risco de a doença cronificar. Devido à idade precoce de infecção, 
90% dos recém-nascidos desenvolvem a forma crônica da doença, sendo fundamental o rastreamento da hepatite B durante o pré-natal para 
que se ofereça os cuidados necessários às gestantes infectadas e a seus recém-nascidos, além de identificar as grávidas suscetíveis à doença 
e, dessa forma, orientá-las quanto à imunização. 
Atenção!
A vacina contra hepatite B é produzida a partir de vírus inativo e recomendada durante a gestação para 
mulheres suscetíveis à doença.
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O Ministério da Saúde recomenda a solicitação do antígeno de superfície (HBsAg) na primeira consulta de pré-natal 
para todas as gestantes, sendo que o HBsAg é o primeiro marcador que se torna positivo quando há infecção pelo vírus 
da hepatite B, além de ser o responsável pelo diagnóstico de infecção crônica quando se mantém positivo por mais de seis 
meses ou 24 semanas.
Gestantes identificadas com HBsAg reagente devem ter a pesquisa sorológica completada, assim como a pesquisa da função hepática, 
e devem ser encaminhadas para pré-natal de alto risco. A literatura médica não demonstra redução do risco de transmissão vertical quando 
se opta pelo parto cesáreo em vez do parto vaginal, por isso a escolha da via de parto deve ser obstétrica nesses casos. 
Tratamento da hepatite B durante a gestação
Gestantes que apresentam carga viral elevada (HBsAg positivo e HBeAg positivo ou com HBV-DNA > 10⁶ cópias/mL ou 
> 200.000 Ui/mL) devem ser orientadas quanto ao uso de tenofovir, como forma de reduzir a carga viral e, assim, o risco de 
transmissão vertical. 
O uso deve ser iniciado a partir da 28ª semana de gestação até, pelo menos, 30 dias ou quatro semanas após o parto.
É fundamental que os recém-nascidos de grávidas com hepatite B recebam a vacinação contra a doença já nas primeiras horas de vida, 
além da imunoglobulina específica anti-HBs (HBIg) para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus. Quanto à amamentação, ela deve 
ser incentivada! Apesar de o vírus poder ser detectado no leite materno, as medidas profiláticas realizadas corretamente parecem auxiliar na 
prevenção da transmissão vertical.
Por outro lado, a imunidade contra o vírus da hepatite B é verificada pela presença do anticorpo contra o antígeno de superfície (anti-
HBs). Ele pode estar presente após a resolução da doença ou após a vacinação. O Ministério da Saúde recomenda que seja solicitado para 
gestantes que não sabem se foram vacinadas contra a doença.
Esteja atento, porque o rastreamento para hepatite B deve ser repetido durante o terceiro trimestre para gestantes suscetíveis à 
doença e sem histórico de vacinação e deve ser orientado que o esquema vacinal seja completado para aquelas que já o iniciaram.
O estudo da hepatite B pode ser aprofundado no livro digital "HEPATITES VIRAIS", ressaltando que, no presente livro, estamos 
destacando os tópicos principais relacionados à doença durante a gestação.
A seguir, mais uma questão para sedimentar seu conhecimento. Vamos juntos resolvê-la?
CAI NA PROVA
(CEPOA – 2020) Paciente 20 anos, G3P1A1, vem para avaliação pré-natal na 36 sem de gestação. Verificou-se que o HBsAg e o anti-HBc 
apresentavam-se positivos, confirmando o diagnóstico de portadora crônica de hepatite B. Em relação a este caso é correto afirmar:
A) Devido ao alto risco de transmissão vertical, deve-se optar pelo parto cesáreo imediato.
B) A gestante deve ser submetida à profilaxia, recebendo a vacina contra hepatite B + profilaxia medicamentosa com tenofovir.
C) O recém-nascido deve receber a vacina contra hepatite B e imunoglobulina preferencialmente nas primeiras 12h pós-parto.
D) O aleitamento materno está contraindicado.
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COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque nãohá redução da transmissão vertical de hepatite B quando se compara o parto cesáreo ao parto 
vaginal, sendo que a via de parto deve ser obstétrica. 
Incorreta a alternativa B, porque, uma vez que a gestante está com hepatite B, não há indicação de vacinação. Vale ressaltar que o 
tenofovir é indicado a partir da 28ª semana de gestação para grávidas com alta carga viral para reduzir o risco de transmissão vertical. 
Correta a alternativa C, porque recém-nascido filho de mãe com hepatite B deve ser vacinado para a hepatite B e receber 
imunoglobulina em até 12 horas após o parto para prevenir a transmissão vertical da doença.
Incorreta a alternativa D, porque o aleitamento materno não deve ser contraindicado em mulheres com hepatite B, apesar de o vírus ser 
detectado no leite materno, porque as medidas profiláticas corretamente realizadas parecem evitar a transmissão vertical.
Chegamos, assim, à última sorologia que estudaremos neste livro, a sorologia para hepatite C. Preparado?
4.2.6 SOROLOGIA PARA HEPATITE C
Doc, bastante atenção a este tópico. A sorologia para hepatite 
C não consta entre os exames recomendados rotineiramente pelo 
Ministério da Saúde em seu documento “Cadernos de Atenção ao 
Pré-Natal de Baixo Risco” de 2012. Em tal documento, a orientação 
é de que a sorologia para hepatite C seja solicitada apenas em 
situações de risco para infecção, como transfusões de sangue, 
múltiplos parceiros ou uso de drogas injetáveis pela própria 
gestante ou por seu parceiro.
 No entanto, o relatório de recomendação de agosto de 2018 
do Ministério da Saúde, “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites 
Virais”, sugere a realização do rastreamento para hepatite C, 
preferencialmente pelo teste rápido, para todas as gestantes 
durante a primeira consulta de pré-natal, inclusive para mulheres 
em planejamento reprodutivo. Por isso, esteja atento a como esse 
exame pode aparecer em sua prova, ok?
Atenção!
A sorologia para hepatite C faz parte dos exames obrigatórios a serem solicitados durante a primeira 
consulta de pré-natal segundo o protocolo do HC-FMUSP. Esteja atento a isso ao realizar a prova da USP-SP ou de 
instituições que seguem esse protocolo.
Apesar de o tratamento para hepatite C não ser realizado durante a gestação, a identificação de gestantes com sorologia positiva 
permite que a gestante e os recém-nascidos sejam monitorados e acompanhados. Lembre-se de que não existe profilaxia para hepatite C.
Você pode estudar mais a respeito da hepatite C no livro digital "HEPATITES VIRAIS".
Assim concluímos o estudo do segundo grande grupo de exames que fazem parte da rotina da primeira consulta de pré-natal: as 
sorologias. A seguir, estudaremos o terceiro e último conjunto de exames: os exames não séricos. Espreguice, respire fundo, e vamos lá!m
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4.3 EXAMES NÃO SÉRICOS
Nesse terceiro grupo, os exames que você precisa memorizar são: 
• Urina tipo I (também chamado de sumário de urina, EAS) e urocultura.
• Colpocitológico do colo do útero.
• Protoparasitológico – Zugaib, 2020.
Vamos estudar os principais aspectos desses exames na gestação?
4.3.1 URINA TIPO 1 E UROCULTURA
Doc, entender a importância da avaliação do exame de urina I e urocultura durante a gestação é simples se pensarmos que mulheres 
grávidas são mais pré-dispostas a apresentar infecção urinária (ITU), devido à estase urinária, à glicosúria e ao aumento da produção urinária, 
conforme estudado no livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO".
Além disso, a ITU é a complicação clínica mais comum durante a gravidez e associa-se ao aumento 
do risco de abortamento, trabalho de parto prematuro, rotura de membranas, corioamnionite, entre 
outras complicações obstétricas, sendo, portanto, fundamental seu diagnóstico e tratamento corretos.
Seu principal agente etiológico é a Escherichia coli, mas agentes como Klebsiella, Enterobacter, 
Proteus, Enteroccocus e Streptoccocus do grupo B também estão associados à ITU na gestação.
Figura 43. Ilustração da Escherichia 
coli.
A ITU pode apresentar-se basicamente em três formas clínicas:
 ✓ Bacteriúria assintomática.
 ✓ Cistite aguda.
 ✓ Pielonefrite.
Seu tratamento apresenta particularidades durante a gestação que diferem do proposto para não grávidas e que serão destacados a 
seguir.
A bacteriúria assintomática é definida quando se observa urocultura com mais de 100 mil colônias por mL e a gestante apresenta-
se assintomática. É uma condição que pode evoluir para formas sintomáticas (cistite ou pielonefrite) e deve sempre ser tratada durante a 
gestação.
Uma vez que, em grande parte das vezes, o exame de urina I estará normal nos casos de bacteriúria assintomática, é essencial que a 
urocultura seja solicitada para toda grávida, por isso esse exame está entre os obrigatórios a serem solicitados durante a primeira consulta 
de pré-natal e no terceiro trimestre, Doc!
Sempre que possível, o tratamento de qualquer uma das formas clínicas da ITU deve ser guiado pelo teste antibiograma, porém isso 
não deve retardar o início do tratamento das formas sintomáticas da doença. Nesses casos, é recomendado iniciar a antibioticoterapia 
imediatamente após a coleta da urocultura com antibiograma, que será importante para troca do antibiótico, se necessário, de acordo com 
o perfil de sensibilidade detectado. Os principais antibióticos utilizados para tratamento de infecção urinária durante a gestação são:
 ✓ Cefalexina. 
 ✓ Nitrofurantoína. 
 ✓ Fosfomicina trometamol.
 ✓ Cefadroxil.
 ✓ Amoxicilina. 
 ✓ Ampicilina. 
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Antibioticoterapia durante a gestação
- Embora a nitrofurantoína não apresente risco de teratogenicidade e, por isso, esteja entre os antibióticos de escolha para 
tratamento da infecção urinária durante a gravidez, recomenda-se que seu uso seja evitado nas últimas semanas de gestação por 
associar-se ao aumento do risco de hemólise em fetos e recém-nascidos com deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD).
- Quinolonas devem ser evitadas durante a gravidez, porque a segurança fetal não está bem estabelecida, além de também 
não serem recomendadas durante a amamentação por serem excretadas no leite materno.
- Apesar de ser uma boa alternativa durante a gestação, a fosfomicina trometamol não está disponível no Sistema Único de 
Saúde (SUS).
Outro aspecto importante é que o tratamento da gestante com PIELONEFRITE deve ser realizado preferencialmente em ambiente 
hospitalar, promovendo hidratação adequada e antibioticoterapia endovenosa. 
Além disso, gestantes que apresentam quadro de pielonefrite durante a gravidez devem ser orientadas a utilizar antibioticoprofilaxia, 
em geral realizada com 100 mg/dia de nitrofurantoína, e a realizar nova urocultura de controle após uma ou duas semanas do fim do 
tratamento para confirmação de que a bacteriúria foi erradicada.
Esses são os principais tópicos a respeito das infecções urinárias durante a gestação, mas você pode estudar detalhadamente cada uma 
dessas formas clínicas no livro digital "INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO (ITU)".
Vamos fazer uma pausa para sedimentar os conceitos relacionados a esse tema, Doc?
CAI NA PROVA
 (ENARE – 2021) Gestante de 17 semanas, queixa-se de sintomas urinários durante um atendimento do pré-natal. O 
diagnóstico realizado foi de uma infecção do trato urinário (ITU) não complicada. Sobre as ITU na gestação, é correto 
afirmar que
A) a conduta expectante com analgesia e hidratação é a primeira linha de tratamento.
B) a ITU sintomáticadeve ser tratada somente após resultado da urocultura.
C) a nitrofurantoína deve ser evitada em ITU de terceiro trimestre por risco de hemólise em fetos com possível deficiência de G6PD.
D) quinolonas são opções de primeira linha para o tratamento de cistite não complicada.
E) tratando-se de uma gestante, a internação com medicamento endovenoso é mandatória.
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COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque toda gestante com infecção urinária deve receber antibioticoterapia independentemente da forma 
clínica da ITU, e não apenas analgesia e hidratação. 
Incorreta a alternativa B, porque, embora se recomende aguardar o antibiograma para tratamento da bacteriúria assintomática, o 
tratamento deve ser iniciado empiricamente nas formas sintomáticas concomitantemente à coleta de urocultura com antibiograma para 
guiar mudança do antibiótico, se necessário. Cuidado para não confundir, Doc! A gestante do enunciado está sintomática.
Correta a alternativa C, porque, apesar de a nitrofurantoína ser um dos antibióticos de escolha para o tratamento da infecção 
urinária durante a gestação e não apresentar riscos de teratogenicidade, quando utilizada durante as últimas semanas de gestação, 
aumenta o risco de hemólise em fetos ou recém-nascidos com deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). Alternativa bem 
“rodapé” de livro, Doc!
Incorreta a alternativa D, porque as quinolonas não são os antibióticos de primeira escolha durante a gestação por não terem sua segurança 
para o feto bem estabelecida e devem ser evitadas durante esse período por serem excretadas no leite materno. 
Incorreta a alternativa E, porque o tratamento hospitalar está indicado em gestantes com pielonefrite, por exemplo, e não para aquelas 
com quadros de cistite não complicada.
(SURCE – 2021) G.E.M., 30 anos, G2P1vA0, com dois episódios de bacteriúria assintomática no primeiro trimestre da gestação, comparece à 
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no segundo trimestre queixando-se de febre e dor lombar à direita. No exame físico, foi visto pressão 
arterial de 90x50 mmHg, pulso de 124 bpm e confusão mental. Qual a conduta adequada?
A) Antibioticoterapia venosa após resultado de urinocultura para garantir adequado efeito da medicação.
B) Quimioprofilaxia contra novo episódio de infecção urinária após adequado tratamento do quadro séptico atual.
C) Cefalosporina de primeira geração oral no nível ambulatorial, após adequada hidratação venosa com 30 mL/kg de cristaloide.
D) Quinolona oral no nível ambulatorial, após adequada hidratação venosa com 50 mL/kg de cristaloide na primeira hora. 
COMENTÁRIOS:
Doc, o primeiro aspecto importante para responder a essa questão corretamente é perceber que se trata provavelmente de um 
quadro de pielonefrite na gestação, uma vez que a gestante tem história de bacteriúrias assintomáticas e se apresenta com febre e 
lombalgia à direita. Perceba ainda que há sinais preocupantes associados: ela está hipotensa, taquicárdica e com confusão mental. Sabendo 
disso, vamos avaliar as alternativas.
Incorreta a alternativa A, porque, embora esteja correto que deva ser realizada a antibioticoterapia endovenosa, ela deve ser 
iniciada empiricamente o mais rápido possível, e não aguardar o resultado da urocultura.
Correta a alternativa B, porque toda gestante tratada para pielonefrite deve receber antibioticoprofilaxia durante a gestação para 
evitar novos episódios da doença.
Incorreta a alternativa C, porque, diante do quadro de pielonefrite, ainda mais com sinais de sepse, o tratamento da gestante deve ser 
realizado em ambiente hospitalar e com antibioticoterapia endovenosa.
Incorreta a alternativa D, porque, além de o tratamento adequado nesse caso ser endovenoso em ambiente hospitalar, quinolonas não 
são recomendadas durante a gestação.
Próximo tema, Doc? Vamos em frente!
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4.3.2 COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA
Quando pensamos sobre a colpocitologia oncótica durante a gravidez, é importante perceber que a gestação é um momento oportuno 
para realizar o rastreamento do colo uterino em mulheres que procuram o serviço de saúde por estarem grávidas, mas não para avaliações 
de rotina quando não estão grávidas. 
Figura 44. Coleta da citologia oncótica convencional.
A coleta do colpocitológico do colo uterino durante a gestação segue os mesmos critérios de rastreamento utilizados para mulheres 
não gestantes.
Atenção!
Devem ser rastreadas as mulheres sexualmente ativas com idade igual ou superior a 25 anos. Os dois 
primeiros exames devem ser feitos com intervalo anual e, se negativos, o rastreamento pode ser feito a cada 
três anos. 
O livro digital "RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO" traz o estudo detalhado desse tema 
para você!
Quando há resultado alterado na colpocitologia oncótica, a indicação e realização de colposcopia em gestantes é 
semelhante à aplicado a mulheres não grávidas, porém a biópsia apenas é recomendada se houver suspeita de lesão invasiva, 
isto é, suspeita de tratar-se de câncer. Isso ocorre porque as alterações fisiológicas que ocorrem no colo uterino durante a 
gestação podem mimetizar alterações colposcópicas, além do maior risco de sangramento de biópsias realizadas durante a 
gravidez. É importante que mulheres com alterações ao exame sejam reavaliadas 90 dias após o parto.
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ATIPIAS CITOLÓGICAS
Doc, a tabela a seguir apresenta resumidamente a conduta diante de cada um dos achados de atipias no exame citológico do 
colo do útero. Aquele tipo de informação que vale a pena sempre ser revisto, porque despenca nas provas de ginecologia. Aproveite 
este momento do estudo para relembrar ou para se encorajar a estudar esse importante tópico no livro digital "RASTREAMENTO 
DO COLO UTERINO".
DIAGNÓSTICO CITOPATOLÓGICO FAIXA ETÁRIA
CONDUTA 
INICIAL
Células escamosas atípicas de 
significado indeterminado
Possivelmente não neoplásicas 
(ASC-US).
< 25 anos
Repetir em três 
anos
Entre 25 e 29 
anos
Repetir citologia 
em 12 meses
≥ 30 anos
Repetir citologia 
em seis meses
Não se podendo afastar lesão de alto 
grau (ASC-H).
Encaminhar 
para 
colposcopia
Células glandulares atípicas de 
significado indeterminado
Possivelmente não neoplásicas ou 
não se podendo afastar lesão de alto 
grau. Encaminhar 
para a 
colposcopia
Células atípicas de origem 
indefinida (AOI)
Possivelmente não neoplásicas ou 
não se podendo afastar lesão de alto 
grau.
Lesão de baixo grau (LSIL/LIEBG)
< 25 anos
Repetir em três 
anos
≥ 25 anos
Repetir citologia 
em seis meses
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Lesão de alto grau (HSIL/LIEAG)
Encaminhar 
para a 
colposcopia
Lesão intraepitelial de alto grau, não podendo excluir microinvasão
Carcinoma escamoso invasivo
Adenocarcinoma in situ (AIS) ou invasor
Tabela 14. Conduta nas alterações citológicas das células do colo uterino.
A via de parto mantém-se de acordo com a indicação obstétrica independentemente dos resultados colpocitológicos, a não ser que 
a lesão obstrua o canal de parto ou seja claramente invasora, o que pode ser estudado com maior ênfase no livro digital "CÂNCER DO COLO 
UTERINO". Portanto, apenas o diagnósticode câncer de colo uterino interfere na decisão sobre a resolução da gestação, ok, Doc?
Observe, a seguir, como esse tema pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(SMS RJ – 2021) Gestante no 2º trimestre com laudo citológico de células escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se 
pode excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASC-H). A conduta correta é:
A) creme vaginal e repetir citologia.
B) retornar após o parto para tratamento.
C) colposcopia e biópsia da zona de transformação.
D) colposcopia e biópsia dirigida na suspeita de lesão invasiva.
COMENTÁRIOS:
Doc, caso você ainda não tenha estudado a respeito do rastreamento do câncer de colo, saiba que a citologia que apresenta 
resultado ASC-H tem mais de 10% de chance de ter lesão de alto grau confirmada no exame histológico, por isso todas as mulheres com 
esse resultado devem ser encaminhadas para colposcopia. A intenção de apresentar-lhe essa questão nesse momento de seu estudo é 
que você perceba que há interdisciplinaridade desse tema com a gestação e que é importante que você conheça as particularidades da 
aplicação desse conhecimento à mulher grávida.
Incorreta a alternativa A, porque cremes vaginais são indicados quando há suspeita de infecção ou de atrofia genital, o que não é descrito 
no enunciado da questão. 
Incorreta a alternativa B, porque há indicação de colposcopia quando se detecta ASC-H. A reavaliação após 90 dias do parto estaria 
indicada se o resultado fosse de lesão de baixo grau (LIEBG).
Incorreta a alternativa C, porque só há indicação de biópsia durante a gestação se houver suspeita de lesão invasora, isto é, de câncer, o 
que não é descrito no enunciado da questão.
Correta a alternativa D, porque, diante do resultado citológico de ASC-H, há indicação de colposcopia e de biópsia apenas se houver 
suspeita de lesão invasiva.
Preparado para conhecer o último dos exames não séricos que fazem parte dos exames complementares a serem solicitados na 
primeira consulta do pré-natal de risco habitual?
Vamos estudar, agora, a respeito do exame protoparasitológico.
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4.3.3 PARASITOLÓGICO DE FEZES
Doc, considerando-se que o Brasil é um país em que a 
incidência de protozooses e helmintíases ainda é alta e que essas 
infecções podem comprometer o estado nutricional de quem está 
infectado, o rastreamento de infecções parasitárias é importante 
para prevenir repercussões fetais relacionadas à desnutrição 
e à anemia maternas, como a prematuridade e a restrição de 
crescimento fetal.
Uma vez que as medicações antiparasitárias são 
potencialmente teratogênicas, idealmente, essas infecções 
deveriam ser tratadas antes da gestação, porém quadros 
importantes relacionados às parasitoses intestinais devem ser 
tratados evitando-se o primeiro trimestre da gestação. Lembre-se 
sempre da importância de realizar orientações quanto às medidas 
profiláticas, como higiene correta das mãos e dos alimentos para 
evitar que as infecções parasitárias aconteçam. 
Diante disso, o Ministério da Saúde recomenda que o exame 
parasitológico de fezes seja solicitado para todas as gestantes com 
indicação clínica, especialmente aquelas expostas a maior risco de 
adquirir parasitoses intestinais. 
Atenção!
O protocolo do HC-FMUSP recomenda a realização do exame protoparasitológico para todas as gestantes 
durante a primeira consulta de pré-natal. Lembre-se disso ao realizar a prova da USP-SP ou de instituições que 
seguem esse protocolo.
 Caso você deseje estudar mais detalhes a respeito das infecções parasitárias, acesse o livro digital "PARASITOSES".
Ufa! Concluímos mais uma etapa deste estudo, Doc! E uma etapa bastante importante: os exames complementares da rotina da 
primeira consulta de pré-natal.
Antes de prosseguirmos, convido você a responder às questões a seguir para sedimentar esse conhecimento e perceber como as 
provas o abordam. Vamos lá?
CAI NA PROVA
(SUS Roraima – 2021) Paciente de 22 anos, cor branca, G2P1 AO, 7ª semana de gestação, sem história de patologias previas, compareceu à 
UBS para realizar sua primeira consulta de pré-natal, sem queixas, gestação anterior sem complicações. Portanto, no acompanhamento de 
pré-natal de baixo risco, na primeira consulta estão indicados os seguintes exames laboratoriais:
A) Hemograma completo, tipo sanguíneo e fator Rh, glicemia de jejum, EAS, urocultura com antibiograma, sorologias (toxoplasmose, 
rubéola, citomegalovírus, hepatite B), VDRL e HIV.
B) Hemograma completo, eletroforese de hemoglobina, tipo sanguíneo e fator Rh, glicemia de jejum, EAS, proteinúria e EPF.
C) Hemograma completo, eletroforese de hemoglobina, tipo sanguíneo e fator Rh, glicemia de jejum, EAS, urocultura com antibiograma, 
sorologias (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatite B), Coombs indireto e hemoglobina glicosilada.
D) Somente a questão B está correta.
COMENTÁRIOS:
Questão “decoreba”, mas a que agora você já responde com tranquilidade. 
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Correta a alternativa A, porque hemograma completo, tipo sanguíneo e fator Rh, glicemia de jejum, EAS, 
urocultura com antibiograma, sorologias (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatite B), VDRL e HIV são exames 
que fazem parte da rotina da primeira consulta de pré-natal de risco habitual, embora nem todos os exames citados 
sejam recomendados como de solicitação obrigatória para todas as gestantes pelo Ministério da Saúde. Observe que, 
entre as alternativas, essa é a mais adequada. Questão importante para chamar sua atenção para o “aprender a fazer 
prova”. Não brigue com sua prova, Doc! Escolha a alternativa mais adequada e pense na possibilidade de recurso 
apenas depois que sair da prova. 
Incorreta a alternativa B, porque eletroforese de hemoglobina e proteinúria não são exames solicitados rotineiramente na primeira 
consulta de pré-natal de risco habitual. 
Incorreta a alternativa C, porque hemoglobina glicosilada não faz parte da rotina do pré-natal de risco habitual. Ela é solicitada para 
gestantes com diabetes.
Incorreta a alternativa D, porque apenas a letra A está correta. Dica, Doc. Se apenas a alternativa B estivesse correta, a questão estaria 
anulada porque a alternativa D também estaria. Mesmo que você não soubesse nada sobre esse tema, poderia escolher entre as alternativas 
A e C, sabendo que B e D estariam erradas. O examinador deu uma ajudazinha nessa questão.
(SES PE - 2021) Qual dos exames abaixo deve ser solicitado de rotina, já no início do pré-natal de risco habitual?
A) Hemoglobina glicada.
B) Urocultura com antibiogramas.
C) IgG e IgM para rubéola.
D) Anti-HCV.
E) Cultura para estreptococo do Grupo B.
COMENTÁRIOS:
Mais uma questão “decoreba” sobre a mesma lista de exames, Doc. 
Incorreta a alternativa A, porque o exame de hemoglobina glicada é solicitado durante a primeira consulta de pré-natal apenas para 
gestantes diabéticas.
Correta a alternativa B, porque urocultura e antibiogramas estão entre os exames complementares a serem solicitados para toda 
gestante em sua primeira consulta de pré-natal.
Incorreta a alternativa C, porque IgG e IgM para rubéola não são indicados de rotina pelo protocolo do Ministério da Saúde, embora façam 
parte da solicitação habitual de exames complementares de outros protocolos do país.
Incorreta a alternativa D, porque a sorologia para hepatite C não é recomendada para todas as gestantes pelo protocolo do Ministério da 
Saúde. Doc, perceba que essa alternativa poderia ser considerada correta pela norma do CONITEC, porém a alternativa B é claramente 
mais adequada do que essa por não haverconflitos de fonte. Esteja atento a isso quando for responder a questões sobre hepatite C. 
Incorreta a alternativa E, porque, embora a pesquisa de estreptococo do grupo B faça parte dos exames realizados habitualmente durante 
o pré-natal, a cultura é coletada rotineiramente entre a 35ª e a 37ª semana de gestação, e não no início da gestação.
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(INTO – 2021) Dos exames elencados abaixo, o que não deve rotineiramente solicitado na primeira consulta de pré-natal é o (a):
A) Glicemia de jejum.
B) EAS.
C) HBsAg.
D) Sorologia para Toxoplasmose.
E) Anti-HCV.
COMENTÁRIOS:
Doc, já percebeu que essa “decoreba” precisa estar na “ponta da língua” para fazer uma boa prova, né? 
Incorretas as alternativas A, B, C e D, porque glicemia de jejum, exame de urina tipo I (EAS), pesquisa do antígeno da hepatite B (HBsAg) 
e sorologia para toxoplasmose fazem parte da lista de exames complementares recomendados pelo Ministério da Saúde para todas as 
gestantes no início do pré-natal.
Correta a alternativa E, porque está INCORRETA. A sorologia para hepatite C não faz parte dos exames a serem solicitados 
rotineiramente no início do pré-natal segundo o protocolo do Ministério da Saúde. Perceba que, em 2021, as provas demonstraram 
considerar o protocolo dos “Cadernos de Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco” de 2012 do Ministério da Saúde como bibliografia.
Agora, você já conhece quais são os exames que fazem parte da rotina da primeira consulta do pré-natal e quais são os principais 
aspectos relacionados aos resultados de cada um desses exames.
Esse é o tópico que mais aparece em sua prova quando o assunto é pré-natal. Por isso, volte a este capítulo sempre que precisar 
esclarecer qualquer dúvida e comemore o conhecimento adquirido até aqui. Certamente, ele contribuirá para você conquistar pontos 
importantes em sua prova.
E vamos em frente, porque tem mais exames que você precisa conhecer da rotina de pré-natal.
5.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DE SEGUIMENTO 
PRÉ-NATAL
CAPÍTULO
 Doc, até aqui, estudamos os exames complementares que 
fazem parte da primeira consulta de pré-natal de baixo risco. E, 
como você já sabe, uma vez que todos eles tenham apresentado 
valores dentro da normalidade, a gestante deverá continuar 
sendo seguida em consultas em intervalos regulares e investigada 
por meio da anamnese e do exame físico obstétricos, conforme 
estudamos na primeira parte deste livro.
 Porém, mesmo gestantes identificadas como de risco 
habitual deverão ser submetidas a mais alguns exames de rastreio 
durante a gravidez, além dos realizados no início da gestação, sendo 
importante que o pré-natalista esteja atento às idades gestacionais 
recomendadas para solicitação de cada um deles. m
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• Jejum ≥ 92 mg/dL.
• Primeira hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL. Diabetes gestacional
• Segunda hora após sobrecarga ≥ 153 mg/dL. 
Os exames a serem solicitados rotineiramente após os do início da gestação são:
 ✓ Teste oral de tolerância à glicose 75 g – entre a 24a e a 28a semana de gestação.
 ✓ Sorologia para HIV e sífilis – após a 28a semana de gestação.
 ✓ Urocultura – após a 28a semana de gestação.
 ✓ Swab anal e vaginal para pesquisa de estreptococo do grupo B - entre a 35a e a 37a semana de gestação.
 ✓ Coombs indireto para gestante Rh negativo e marido Rh positivo – mensalmente até aplicar a imunoglobulina anti-D com 28 
semanas de gestação.
 ✓ Toxoplasmose – mensalmente, se mãe suscetível (IgM e IgG negativos).
As particularidades a respeito das sorologias e sobre a urocultura já foram abordadas anteriormente. Aqui, estudaremos a respeito dos 
demais exames.
Vamos juntos?
5.1 TESTE ORAL DE TOLERÂNCIA À GLICOSE 75 G
O teste oral de tolerância à glicose 75 gramas (TOTG 75 g), que você pode conhecer como curva glicêmica, é indicado durante a 
gestação para rastreamento do diabetes. Ele é composto por três medidas de glicemia sérica:
• A primeira realizada em jejum.
• A segunda realizada após uma hora da ingestão de 75 gramas de glicose.
• A terceira realizada após duas horas da ingestão de 75 gramas de glicose.
Neste momento, você pode estar se questionando por que ele é realizado se, no início deste livro, já verificamos que a glicemia de 
jejum é indicada entre os exames de rotina da primeira consulta de pré-natal justamente para o rastreamento do diabetes. E você está 
certíssimo! De fato, o diabetes deve ser pesquisado já no início do pré-natal, porém, para aquelas gestantes que apresentarem valores 
normais de glicemia de jejum, um novo rastreamento para diabetes deve ser realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.
Atenção! Você acaba de ler uma das informações mais importantes a respeito do TOTG 75 g: 
Teste oral de tolerância à glicose 75 gramas SÓ deve ser indicado para gestantes com valores de glicemia 
NORMAIS no início do pré-natal.
Perceba que isso faz muito sentido se refletirmos que esse é um exame realizado para o rastreamento 
do diabetes, portanto não faz sentido que seja realizado em gestantes que já têm esse diagnóstico, seja ele 
prévio à gestação ou gestacional.
Outro aspecto fundamental que você precisa saber a respeito desse exame, porque despenca nas questões de sua prova de Residência 
Médica e de Revalidação do diploma, são os valores de referência para o diagnóstico do diabetes. Aqui, não tem jeito. Precisa decorar, Doc!m
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 Valores de glicemia abaixo dos indicados acima relacionam-se à gestante euglicêmica. 
Observe o fluxograma a seguir. Aproveite para revisar os conceitos que já estudamos a respeito da glicemia de jejum e complete seu 
raciocínio a respeito do rastreamento do diabetes na gestação. Tenha bastante atenção aos valores referentes ao TOTG 75 g. 
E lembre-se sempre: basta um único valor de glicemia alterado para o diagnóstico do diabetes durante a gestação!
Glicemia de jejum (início do pré-natal)
<92 mg/dL
Normal
Teste oral de tolerância 
à glicose 75g 
(entre 24 e 28 semanas)
Jejum ≥ 92 mg/dL
1 hora após ≥ 180 mg/dL
2 horas após ≥ 153 mg/dL
Jejum ≥ 126 mg/dL 
Após 2ª hora ≥ 200 mg/dL
Diabetes 
Gestacional
Diabetes prévio à gestação 
(Overt Diabetes)
92 - 125 mg/dL ≥ 126 mg/dL
Figura 45. Fluxograma para rastreamento do diabetes durante a gestação com disponibilidade técnica e viabilidade financeira.
É importante que você saiba que o teste oral de tolerância à glicose 75 g não está disponível em todas as localidades do Brasil, seja por 
questões técnicas relacionadas a sua realização, seja por questões financeiras.
Sabendo disso, uma vez que a proposta do "Manual de Rastreamento e Diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil do 
Ministério da Saúde" era de uniformizar o rastreamento do diabetes no país, apesar de suas proporções continentais e diferenças marcantes, 
foi estabelecido que o fluxograma de rastreamento apresentado na figura 12 está indicado para todas as localidades que tenham condições 
financeiras e técnicas para realização do TOTG 75 g. 
Por outro lado, caso existam limitações financeiras e econômicas para realização do TOTG 75 g, ao 
menos uma glicemia de jejum deve ser solicitada novamente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação para 
as gestantes que se apresentaram euglicêmicas no início do pré-natal. 
Perceba que, uma vez que apenas um valor de glicemia alterado basta para o diagnóstico,a realização da glicemia de jejum permite 
identificar as gestantes que teriam o diagnóstico pelo valor glicêmico do jejum no TOTG 75 g alterado, embora deixe de identificar as que iriam 
ter apenas os valores após sobrecarga de glicose alterados.
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Figura 46. Fluxograma para rastreamento do diabetes durante a gestação com indisponibilidade técnica e inviabilidade financeira.
Glicemia de jejum (início do pré-natal)
<92 mg/dL
Normal
Glicemia de jejum
≥ 92 mg/dl
Glicemia de jejum 
≥ 126 mg/dl
Diabetes 
Gestacional
Diabetes prévio à 
gestação (Overt Diabetes)
92 - 125 mg/dL ≥ 126 mg/dL
Novos critérios diagnósticos da Associação Americana de Diabetes (ADA)
Doc, o rastreamento do diabetes durante a gestação costuma causar polêmicas e ser proposto de formas diferentes de acordo 
com o custo do rastreamento e com o benefício do diagnóstico percebido por cada entidade.
A Associação Americana de Diabetes, em seu novo documento de 2019, deixou campo aberto para isso. Nele, a ADA propõe 
que o diagnóstico do diabetes gestacional deve ser realizado pelo teste oral de tolerância à glicose 75 g entre a 24ª e a 28ª semana de 
gestação. 
Sendo que o diagnóstico de diabetes no início da gestação, especialmente de casos prévios à gestação, porém ainda sem 
diagnóstico, deve ser avaliado na presença de fatores de risco para diabetes ou de acordo com o valor da glicemia de jejum.
No entanto, esteja atento! No Brasil, não há dúvidas quanto ao protocolo a ser seguido, uma vez que há um documento do 
Ministério da Saúde (“Manual de Rastreamento e Diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil – 2016") recomendando 
como isso deve ser feito, e foi o que estudamos neste livro.
Para aprofundar seus conhecimentos a respeito desse tema, você pode estudar o livro digital "DIABETES NA GESTAÇÃO".
Que tal uma pausa para praticar o que foi aprendido até aqui?
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CAI NA PROVA
(UERJ – 2021) Gestante realiza TOTG na 26a semana de gravidez para investigação de diabetes gestacional.
Os dados que confirmariam o diagnóstico são:
A) jejum = 92 / 1h = 180 / 2h = 153 / com um ponto da curva atingido ou ultrapassado.
B) jejum = 95 / 1h = 140 / 2h = 120 / com um ponto da curva atingido ou ultrapassado.
C) jejum = 92 / 1h = 180 / 2h = 153 / com dois pontos da curva atingidos ou ultrapassados.
D) jejum = 95 / 1h = 140 / 2h = 120 / com dois pontos da curva atingidos ou ultrapassados.
COMENTÁRIOS:
Questão “decoreba”. Vamos avaliar as alternativas? 
Correta a alternativa A, porque o diagnóstico do diabetes gestacional se relaciona a valores de glicemia de jejum maiores ou iguais 
a 92 mg/dL e/ou maiores ou iguais a 180 mg/dL após a primeira hora de sobrecarga glicêmica e/ou maiores ou iguais a 153 mg/dL após a 
segunda hora de sobrecarga glicêmica.
Incorretas as alternativas B, C e D, porque apresentam um ou mais valores da glicemia de jejum que não correspondem aos valores de 
referência para o diagnóstico do diabetes na gestação. 
(UBOG – 2020) Segundo o Ministério da Saúde, o MELHOR exame para rastreamento de diabete em gestantes no início do terceiro trimestre 
é:
A) Glicemia em jejum.
B) TOTG 50 g.
C) TOTG 75 g.
D) Hemoglobina glicada.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, embora a glicemia de jejum permita o diagnóstico de alguns casos de diabetes gestacional no início do 
terceiro trimestre, os casos em que a glicemia se altera apenas após a sobrecarga de glicose não são identificados por esse exame.
Incorreta a alternativa B, porque o teste de tolerância à glicose preconizado pelo Ministério da Saúde para rastreamento do diabetes 
gestacional é o realizado com 75 g de glicose, e não com 50 g. Cuidado com a pegadinha!
Correta a alternativa C, porque o exame preconizado para rastreamento de diabetes gestacional, idealmente entre a 24ª e a 28ª 
semana de gestação, é o teste oral de tolerância à glicose 75 g.
Incorreta a alternativa D, porque a hemoglobina glicada não tem valor diagnóstico durante a gestação devido às modificações hematológicas 
que ocorrem fisiologicamente durante a gravidez, como o aumento do número de eritrócitos e hemodiluição gravídica.
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 (SES PB – 2021) De acordo com os novos critérios da Associação Americana de Diabetes (ADA), NÃO podemos afirmar:
A) O teste de tolerância oral à glicose deve ser realizado em todas as gestantes entre 24-28 semanas de gestação para rastreio do Diabetes 
Gestacional.
B) O diagnóstico de Diabetes gestacional se dá quando encontrarmos dois valores alterados no TOTG 75g.
C) Fatores de risco devem ser considerados na primeira consulta pré-natal juntamente com a glicemia de jejum.
D) A primeira linha de tratamento sempre será dieta e atividade física por um período de tempo variável.
E) A insulinoterapia continua sendo a primeira opção medicamentosa em diabéticas clínica e gestacionais.
COMENTÁRIOS
Doc, muita atenção para essa questão! 
Ela solicita que a resposta seja escolhida a partir de uma referência específica, e note que não é o Ministério 
da Saúde ou a Organização Mundial da Saúde. Lembra que mencionei que os critérios diagnósticos de diabetes na 
gestação causam polêmica? 
Então, essa é uma informação de “rodapé”. Apresento essa pergunta para que você esteja ciente de possíveis “pegadinhas” da prova 
e para exercitarmos seu raciocínio crítico, mas lembre-se: o essencial é que você tenha memorizado o mantra “basta um único valor de 
glicemia para o diagnóstico de diabetes na gestação”.
 Saiba que, após realizar a engenharia reversa, de todas as questões de 2021 sobre o diabetes gestacional, essa 
foi a única que utilizou essa referência. Portanto, memorize o preconizado pelo Ministério da Saúde! 
Incorreta a alternativa A, porque está CORRETA. O teste oral de tolerância à glicose 75 g deve ser realizado entre a 24ª e a 28ª semana de 
gestação para rastreio do diabetes, independentemente da presença de fatores de risco e do valor da glicemia de jejum, uma vez que a 
recomendação mais recente da ADA é que se valorizem os resultados da glicemia de jejum no início do pré-natal apenas em mulheres com 
valores compatíveis com o diagnóstico de diabetes prévio à gestação ou já diagnosticadas com diabetes previamente. 
Porém, quero fazer duas ressalvas sobre essa afirmativa, Doc. A recomendação adotada no Brasil para 
rastreio do diabetes na gestação segue a da Organização Mundial da Saúde, em que se deve realizar 
o teste oral de tolerância à glicose 75 g apenas para as gestantes com glicemia de jejum normal no 
início do pré-natal, ou seja, menor do que 92 mg/dL. Além disso, considero que essa alternativa poderia 
ser questionada em recurso, porque as gestantes com diagnóstico prévio de diabetes não devem ser 
submetidas ao TOTG (elas já têm diagnóstico!). Sendo assim, o teste não deve ser realizado em TODAS as 
gestantes. 
Correta a alternativa B, porque está INCORRETA, já que basta um único valor alterado no teste oral de tolerância à glicose 75 g para 
fazer o diagnóstico de diabetes durante a gestação.
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Incorreta a alternativa C, porque está CORRETA. Segundo a recomendação de 2019 da AssociaçãoAmericana de Diabetes (ADA), o 
diagnóstico do diabetes gestacional deve ser realizado pelo teste oral de tolerância à glicose 75 g entre a 24ª semana e a 28ª semana 
de gestação. Antes disso, considerar o diagnóstico, especialmente de diabetes pré-gestacional sem diagnóstico prévio à gestação, na 
presença de fatores de risco para diabetes ou de acordo com o valor da glicemia de jejum.
Mas, novamente, atenção, Doc! A recomendação adotada no Brasil para rastreio do diabetes na gestação segue a da Organização Mundial 
da Saúde, em que o rastreio do diabetes na gestação deve ser universal, ou seja, realizado em todas as gestantes por meio da glicemia de 
jejum, independentemente da presença de fatores de risco, no início do pré-natal e novamente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, 
pelo teste oral de tolerância à glicose 75 g naquelas que apresentaram glicemia de jejum menor do que 92 mg/dL, isto é, normal.
Incorreta a alternativa D, porque está CORRETA. A primeira linha de tratamento para o diabetes durante a gestação é a associação da 
prática de atividade física, se não houver contraindicações obstétricas para isso, e dieta adequada. A avaliação do controle glicêmico 
determinará se outras medidas terapêuticas serão necessárias ou não.
Incorreta a alternativa E, porque está CORRETA. A insulina é a primeira opção medicamentosa para o tratamento do diabetes durante a 
gestação quando não se alcança controle glicêmico adequado com dieta e atividade física. 
Sem polêmicas, vamos para o estudo do último exame que iremos avaliar neste livro, Doc? Respire fundo, que é um exame que aparece 
com frequência nas provas!
5.2 SWAB ANAL E VAGINAL PARA PESQUISA DE ESTREPTOCOCO DO GRUPO B
O estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae) é uma bactéria que pode colonizar de forma 
assintomática o trato gastrointestinal e geniturinário, mas que pode causar infecção sintomática no recém-nascido, 
relacionando-se a doença respiratória, sepse e meningite.
É transmitida da mãe para o bebê no momento do parto, 
sendo que o rastreamento materno para identificação das 
mulheres colonizadas pelo estreptococo do grupo B e a realização 
da antibioticoprofilaxia anteparto são medidas relacionadas à 
prevenção da infecção neonatal. A colonização materna por essa 
bactéria não contraindica o parto vaginal.
A custo-efetividade dessa medida é questionada por muitos 
estudos que apontam que apenas alguns recém-nascidos de mães 
colonizadas apresentam infecções neonatais graves. Diante disso, o 
Ministério da Saúde, em seu "Caderno de Atenção Básica número 
32", “Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco”, de 2012, descreve que 
não há justificativas suficientes até o momento para a realização 
sistemática da pesquisa de estreptococo do grupo B durante a 
gestação.
No entanto, a maiorias dos protocolos preconiza a coleta do 
swab anal e vaginal para cultura do estreptococo do grupo B de 
forma sistemática entre a 35ª e a 37ª semana de gestação, como 
forma de rastrear a colonização do trato genital e intestinal materno. 
A engenharia reversa demonstra que é assim que esse conceito é 
cobrado nas provas de Residência Médica e de Revalidação Médica.
Muitas vezes, as gestantes identificam esse exame como 
“teste do cotonete”, porque o material utilizado para coletá-lo 
assemelha-se a um grande cotonete (Figura 14).
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DE OLHO NA PROVA PRÁTICA!
A coleta do swab para pesquisa do estreptococo do grupo B é um exame que pode ser realizado durante a consulta 
de pré-natal ou laboratorialmente, dependendo da rotina de cada serviço. 
A realização da coleta é simples e está demonstrada na figura a seguir.
1. Identifique, com os dados da gestante, o tubo próprio para a pesquisa do estreptococo do grupo B.
2. Abra o tubo e perceba que a tampa é conectada ao coletor (que se assemelha a um cotonete).
3. Colete a secreção do introito vaginal primeiro e, em seguida, da região perianal.
4. Reintroduza o coletor no tubo e feche a tampa.
Figura 47. Técnica de coleta do swab anal e vaginal para pesquisa do estreptococo do grupo B.
É importante saber que gestantes com urocultura que identifique o estreptococo do grupo B, em qualquer 
momento da gestação, já devem ser consideradas como de risco para transmissão da bactéria no momento do parto. m
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O aspecto que mais aparece nas provas de Residência Médica e de Revalidação do diploma médico a 
respeito do estreptococo B durante a gestação são as indicações de antibioticoprofilaxia anteparto. 
Conhecer os principais fatores de risco para infecção do recém-nascido facilita sua memorização dos 
casos em que a antibioticoprofilaxia está indicada. São eles:
 ✓ Parto prematuro.
 ✓ Rotura prematura de membranas antes da 37ª semana de gestação.
 ✓ Rotura prematura de membranas há mais de 18 horas.
 ✓ História de infecção neonatal por estreptococo do grupo B em filhos anteriores.
 ✓ Febre durante o trabalho de parto.
Sabendo disso, esses serão os casos em que se deverá prescrever a antibioticoprofilaxia para prevenir a infecção neonatal, sendo que 
ela só será considerada adequada quando forem realizadas ao menos duas doses de antibiótico, pelo menos quatro horas antes do parto.
Os esquemas de antibiótico preconizados são:
Penicilina G cristalina intravenosa – sendo uma dose de ataque com 5 milhões de UI e 2,5 milhões de UI 
a cada 4 horas até o parto.
Ampicilina endovenosa – dose de ataque com 2 g, e 1 g a cada 4 horas até o parto.
A antibioticoprofilaxia não é necessária nos casos indicados 
acima quando a cultura para estreptococo do grupo B é sabidamente 
negativa. 
Por outro lado, em casos de parto cesáreo eletivo (o que 
você deve conhecer como a “cesárea agendada”, Doc), ou seja, 
aquele realizado no termo, fora de trabalho de parto e com bolsa 
das águas íntegra, mesmo que a pesquisa de estreptococo do grupo 
B seja positiva, NÃO está indicada a antibioticoprofilaxia. Atenção, 
porque essa costuma ser uma “pegadinha” clássica de prova.
Resultados negativos de pesquisa swab anal e vaginal para cultura de estreptococo do grupo B com mais de cinco 
semanas devem ser desconsiderados, e o exame deve ser repetido. 
Outra “armadilha” comum sobre esse assunto são mulheres 
com pesquisa desconhecida para estreptococo do grupo B 
na gestação atual, mas com relato de cultura positiva para 
estreptococo do grupo B na gestação anterior. Cuidado, Doc! Não 
há indicação de prescrever antibiótico nesses casos. É a história de 
filho recém-nascido com infecção neonatal anterior que indica a 
antibioticoprofilaxia na gestação atual, não exame positivo, ok?
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A tabela a seguir sintetiza o que foi apresentado até aqui. Analise-a com cuidado e decore-a!
Cultura para Streptococcus 
agalactiae
Realizar antibioticoprofilaxia NÃO realizar antibioticoprofilaxia
Positiva
Trabalho de parto
Rotura de membranas ovulares
Cesárea eletiva
Desconhecida
• Trabalho de parto prematuro
• Febre intraparto
• Filho anterior com história de
• infecção por Streptococcus agalactiae
• Rotura de membranas ovulares há mais 
de 18 horas
• Urocultura durante o pré-natal
• positiva para Streptococcus agalactiae
Cultura positiva para Streptococcus 
agalactiae em gestação anterior
Negativa
Rotura de membranas há mais de 
18 horas
Tabela 15. Indicações de antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B.
Momento de respirare testar seus conhecimentos respondendo às questões a seguir.
CAI NA PROVA
(SES MA – 2021) São indicações para uso de antibiótico intraparto objetivando profilaxia antenatal de Estreptococo B-hemolítico, EXCETO:
A) Febre.
B) Secreção vaginal de odor fétido.
C) Trabalho de parto pré-termo.
D) Rotura prematura de membranas ovulares há mais de 18 horas.
E) Filho anterior infectado por essa bactéria.
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COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque está CORRETA. Febre intraparto é uma indicação de antibioticoprofilaxia para prevenção da infeção 
neonatal por estreptococo do grupo B.
Correta a alternativa B, porque está INCORRETA. Secreção vaginal de odor fétido não é indicador de colonização pelo estreptococo 
do grupo B.
Incorreta a alternativa C, porque está CORRETA. Trabalho de parto pré-termo, isto é, antes da 37ª semana de gestação, é uma indicação 
de antibioticoprofilaxia para prevenção da infeção neonatal por estreptococo do grupo B.
Incorreta a alternativa D, porque está CORRETA. Filho anterior infectado por essa bactéria é uma indicação de antibioticoprofilaxia para 
prevenção da infeção neonatal por estreptococo do grupo B.
(HAC PR – 2021) O estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae) é um coco Gram-positivo que frequentemente coloniza os tratos 
genital e gastrintestinal de humanos. Avalie as assertivas I, II, III, IV e V e assinale a alternativa correta com relação a infecção por essa bactéria 
na gestação:
I. A infecção materna geralmente é assintomática.
II. Pode ocasionar complicações no recém-nascido nascido como pneumonia, meningite e sepse.
III. O diagnóstico é realizado por swab vaginal e retal realizado no momento do parto.
IV. É uma contraindicação ao parto vaginal.
V. O tratamento de escolha para profilaxia é com ceftriaxona.
A) I, II, III, IV e V estão corretas.
B) I, II, III, IV e V estão incorretas.
C) Somente as alternativas I e II estão corretas.
D) Estão corretas as alternativas II, III e V.
E) Estão corretas as alternativas I, II, e IV.
COMENTÁRIOS:
Responder a essa questão depende de avaliar corretamente as afirmativas. Vamos analisá-las juntos?
I. Correta – a colonização intestinal ou geniturinária pelo estreptococo do grupo B é assintomática.
II. Correta – a transmissão vertical do recém-nascido pelo estreptococo do grupo B relaciona-se a formas graves de sepse neonatal. 
III. Incorreta – a identificação do estreptococo do grupo B é realizada pela coleta de secreção do introito vaginal e perianal, em 
geral entre a 35ª e a 37ª semana de gestação.
IV. Incorreta – a colonização materna pelo estreptococo do grupo B não contraindica o parto vaginal.
V. Incorreta – o antibiótico de escolha para profilaxia do estreptococo do grupo B é a penicilina cristalina ou a ampicilina.
Agora, é só escolher a alternativa correta:
Incorretas a alternativas A, B, D e E porque apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Correta a alternativa C, porque apenas as afirmativas I e II estão corretas.
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(UFRJ – 2021) Identificada estreptococia do grupo B (GBS) em gestante, pode-se afirmar que está indicada profilaxia intraparto quando:
A) cultura vaginorretal de GBS for negativa entre 35 e 37 semanas na gravidez atual, quaisquer que sejam os fatores de risco intraparto.
B) rastreamento de GBS vaginorretal for positivo entre 35 e 37 semanas de gravidez.
C) colonização por GBS em gravidez anterior (a menos que haja indicação na gravidez atual).
D) cesárea realizada antes do início do parto, em mulher com membranas íntegras, independente do estado de colonização do GBS.
COMENTÁRIOS:
Veja só como esse é o aspecto queridinho dos examinadores a respeito desse tema, Doc! Mais uma questão a respeito das indicações 
da antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B.
Incorreta a alternativa A, porque as gestantes com pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B negativa não necessitam de 
profilaxia durante o parto, desde que o nascimento ocorra até cinco semanas após a coleta do exame, uma vez que ele tem “validade” de 
cinco semanas.
Correta a alternativa B, porque gestantes com pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B positiva devem receber 
antibioticoprofilaxia anteparto para prevenção da infecção neonatal, a menos que o parto seja realizado via alta eletivamente.
Incorreta a alternativa C, porque a colonização materna em gestação anterior não indica profilaxia na gestação atual, apenas se houver 
história de infecção do recém-nascido anterior pela mesma bactéria. Cuidado com a “pegadinha”, Doc!
Incorreta a alternativa D, porque, independentemente do resultado da pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B ser positivo 
ou negativo, o parto cesáreo eletivo não tem indicação de antibioticoprofilaxia por ser realizado no termo, na ausência de rotura de 
membranas e fora de trabalho de parto.
 Muito bem, Doc! Você acaba de concluir o estudo dos principais exames realizados durante uma gestação de risco habitual e já 
conhece os principais aspectos relacionados à interpretação e às condutas a serem assumidas para cada um deles.
 Antes de continuarmos, proponho a você um pequeno desafio. Até aqui, respondemos às questões específicas de cada um dos 
exames que estudamos. Que tal juntar tudo e testar o que você fixou desse conhecimento até aqui? 
 Vamos tentar juntos?
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CAI NA PROVA
(HPP – 2020) Paciente gestante de 26 semanas vem para mostrar exames da segunda rotina de pré-natal. A cultura de urina mostrou-se 
positiva para S. agalactiae com uma contagem de 50.000 UFC/mL. O teste oral de tolerância a glicose mostrou glicemia de jejum de 90 mg/
dL, 1 hora após sobrecarga de glicose glicemia de 180 mg/dL e 2 horas após a glicemia foi 140 mg/dL. Quimioluminescência para sífilis não 
reagente, e sorologia para toxoplasmose mostrou IgG reagente e IgM não reagente. Assinale a alternativa CORRETA segundo o Protocolo 
Rede Mãe Curitibana Vale a Vida:
A) A gestante deve ser tratada com ampicilina e repetir a cultura após uma semana do término do tratamento.
B) A paciente deve fazer o teste de avidez para IgG para toxoplasmose.
C) A paciente deve repetir o teste com sobrecarga de glicose para confirmar o diagnóstico.
D) A paciente tem diabetes gestacional e deve fazer controle glicêmico.
E) Deve-se solicitar o VDRL, pois o exame realizado não é adequado para rastreamento de sífilis.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a urocultura apresenta menos de 100.000 UFC/mL, não havendo indicação de tratamento para bacteriúria 
assintomática. Vale lembrar que o cuidado frente a esse resultado deve ser considerar essa gestante positiva para pesquisa de estreptococo 
do grupo B, sem necessidade de coleta de swab anal e vaginal a partir da 35ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa B, porque a gestante é imune à toxoplasmose e já está na 26ª semana de gestação. Lembre-se de que a dúvida 
quanto à toxoplasmose ser aguda ou não ocorre na presença de IgM e IgG positivos para toxoplasmose e de que o teste de avidez para IgG 
só tem relevância se realizado antes da 16ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa C, porque um único valor de glicemia alterado basta para o diagnóstico de diabetes na gestação e, embora os 
valores de glicemia de jejum e duas horas após sobrecarga estejam normais, o valor da primeira hora após sobrecarga de glicose (180 mg/dL) caracteriza o diagnóstico de diabetes gestacional, sendo indicado iniciar o tratamento.
Correta a alternativa D, porque glicemia maior ou igual a 180 mg/dL após a primeira hora de sobrecarga de glicose caracteriza o 
diagnóstico de diabetes gestacional, sendo indicado encaminhar a gestante para seguimento em pré-natal de alto risco e orientá-la quanto 
à dieta adequada, à atividade física e a iniciar aferições de glicemia capilar para avaliação do controle glicêmico.
Incorreta a alternativa E, porque o VDRL seria indicado se o teste treponêmico fosse positivo, mas, no caso apresentado no enunciado, a 
quimioluminescência para sífilis é não reagente, dispensando a realização de outros exames para elucidação diagnóstica.
(SCMRP – 2021) A assistência pré-natal se constitui num dos pilares da medicina preventiva e, como tal, deve ser assistida com muito cuidado 
e atenção. Muitos exames são efetuados como exames de rotina e devem merecer orientações por parte do profissional. A partir dessas 
considerações, assinale a alternativa correta.
A) A pesquisa de estreptococos do grupo B deve ser feita com 35 semanas, e, se positiva, a gestante deve iniciar o tratamento com ampicilina.
B) Quando a sorologia para toxoplasmose no primeiro trimestre apresentar IgG e IgM positivo, a gestante deverá ser tratada com espiramicina, 
sulfadiazina e pirimetamina. Essa associação deve ser sempre acompanhada pelo uso do ácido folínico.
C) Se a gestante for Rh negativo, teste de Coombs indireto positivo e apresentar sangramento no primeiro trimestre, está indicada a 
administração de imunoglobulina anti-Rh.
D) Gestantes não vacinadas ou com sorologia para hepatite B negativa devem receber a vacina.
E) Exame de urina tipo 1 apresentando glicosúria na gestante implica a presença de hiperglicemia, pois o Tm de glicose é 180, isto é, só há 
perda de glicose na urina com glicemias maiores que 180 mg.
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COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, embora esteja correto que a pesquisa de estreptococo do grupo B seja realizada a partir da 35ª semana 
de gestação, a antibioticoprofilaxia, quando indicada, deve ser realizada apenas periparto, com o intervalo mínimo de quatro horas.
Incorreta a alternativa B, porque a conduta correta diante do resultado de IgG e IgM positivos para toxoplasmose deve ser realizar o teste 
de avidez para IgG, se a gestante tiver menos de 16 semanas de gestação, para elucidar a hipótese de tratar-se de infecção aguda ou não. 
Vale lembrar que o tratamento inicial é realizado com espiramicina, e o esquema tríplice é indicado apenas quando há infecção fetal.
Incorreta a alternativa C, porque, embora gestantes com Rh negativo tenham indicação de receber imunoglobulina anti-D quando 
apresentam sangramentos durante a gestação, essa indicação só existe se o Coombs indireto for negativo. Uma vez que a alternativa cita 
Coombs positivo, essa mulher já foi aloimunizada e deve ser encaminhada para seguimento de pré-natal de alto risco, não se beneficiando 
da prescrição de imunoglobulina anti-D.
Correta a alternativa D, porque gestantes que são suscetíveis à hepatite B devem ser vacinadas, sem contraindicação para vacina 
durante a gravidez.
Incorreta a alternativa E, porque o diagnóstico de diabetes é realizado pelos valores de glicemia sérica, e não pela presença de glicosúria. 
Como curiosidade para essa alternativa, Doc, saiba que, além do diabetes, outras causas relacionadas à glicosúria são: desordens 
tubulares renais (síndrome de Fanconi, glicosúria familiar benigna), síndrome de Cushing, uso de corticosteroides, doenças hepáticas, 
hipertireoidismo entre outros.
Espero que esses exercícios não tenham sido muito desafiantes para você e que tenham contribuído para sedimentar tudo que 
estudamos até aqui, Doc. Não hesite em retornar aos conceitos que você percebeu que não ficaram claros e em me perguntar sobre 
qualquer dúvida, combinado?
Agora, proponho a você um pulo do laboratório para suas antigas aulas de matemática. Calma! A professora não ficou maluca. 
Usaremos a matemática porque, no próximo capítulo, vamos estudar como calcular a idade gestacional.
Aproveite para dar uma boa espreguiçada, comemorar o conteúdo concluído acima, e vamos em frente!
CAPÍTULO
6.0 ORIENTAÇÕES GERAIS 
6.1 IMUNIZAÇÃO
Doc, uma importante orientação que deve ser oferecida para todas as gestantes durante o pré-natal 
é a respeito de sua cobertura vacinal. A relevância desse tema na prática clínica reflete-se em sua grande 
frequência nas provas de Residência Médica e de Revalidação do diploma. 
Você pode estudar esse tema detalhadamente no livro digital "IMUNIZAÇÕES" na pediatria. Apresento, aqui, apenas os aspectos mais 
relevantes com relação às vacinas e à gestação, de forma que você sedimente esse conceito junto com seus conhecimentos a respeito do pré-
natal e conquiste pontos importantes em sua prova. 
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Um aspecto importante que precisa estar claro para você é quais são as vacinas que são recomendadas pelo Programa Nacional de 
Imunização em seu calendário vacinal da gestante e quais são as vacinas que não devem ser realizadas.
Tenha sempre em mente que, durante a gravidez, não devem ser realizadas as vacinas vivas pelo risco potencial de causarem a doença, 
enquanto as vacinas inativadas não oferecem esse risco.
As vacinas contra hepatite B e contra tétano e difteria (dT) podem ser realizadas durante a gestação caso a gestante não apresente 
esquema vacinal completo, enquanto as vacinas contra influenza e contra tétano, difteria e coqueluche (dTpa) devem ser oferecidas a todas 
as gestantes independentemente de imunização prévia. Esse conceito está sintetizado na tabela a seguir.
IMUNIZAÇÃO NA GESTAÇÃO
VACINAS DOSES
Dupla bacteriana adulto (dT)
Esquema completo composto por três doses. 
Realizar dose de reforço a cada 10 anos. 
Realizar uma dose de reforço na gestação se última dose tiver sido realizada há mais 
de 5 anos.
Tríplice bacteriana acelular 
(dTpa)
Uma dose em TODA gestação, a partir da 20ª semana de gravidez e até 45 dias após 
o parto (o ideal é que a imunização seja realizada durante a gravidez).
Influenza Uma dose anual.
Hepatite B Esquema completo é composto de três doses.
Tabela 16. Imunização na gestação.
Outro ponto a que você deve ficar atento é o conhecimento das vacinas contra a covid-19 na gravidez. A Febrasgo e o Programa 
Nacional de Imunizações (PNI) recomendam que as gestantes e puérperas recebam as duas doses da vacina da Pfizer (mRNA) ou, como 
alternativa, a de vírus inativado (Coronavac) quando a vacina da Pfizer não estiver disponível. 
A Febrasgo e o PNI contraindicam as vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen) para as mulheres nesse período especial.
Figura 48. Vacinas contra a covid-19 que são permitidas ou contraindicadas na gestação. Fonte: Acervo pessoal
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Outro aspecto importante a respeito da imunização durante a gestação é lembrar de que, embora a vacinal tríplice viral contra 
caxumba, sarampo e rubéola não seja recomendada durante a gestação, por ser produzida a partir de vírus vivos atenuados, ela pode ser 
realizada durante o puerpério sem interferir na amamentação.
CONTRAINDICADA NA GESTAÇÃO
Vacinas de vírus vivos atenuados
• POLIOMIELITE 
• TRÍPLICE VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola) 
• VARICELA-ZOSTER 
• TUBERCULOSE(BCG)
Vacina de antígeno recombinante
• Papilomavírus humano (HPV).
Tabela 17. Vacinas contraindicadas na gestação.
No entanto, a vacina contra febre amarela, além de não ser recomendada durante a gestação, a menos que o risco de contrair a doença 
seja maior do que o risco relacionado à vacina, também não deve ser administrada em lactantes de bebês com menos de seis meses de vida. 
Portanto, veja, na tabela a seguir, as vacinas que podem ser indicadas na gestação em situações especiais.
VACINAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
FEBRE AMARELA
Indicada se a gestante vive em áreas de risco ou vai viajar para áreas endêmicas e não esteja com vacinação atualizada.
RAIVA HUMANA
Vacina de virus inativado, indicada em gestantes com elevado risco pré-exposição (veterinárias, vacinadores, 
profissionais de laboratório, laçadores e treinadores de cães).
MENINGOCOCO
Pode ser utilizada em situações de bloqueio de surto.
PNEUMOCOCO
Em gestantes de risco sem vacina prévia: asplênicas, doenças cardíacas, renais, metabólicas, pulmonares e 
imunossuprimidas.
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VACINAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
POLIOMIELITE
Indicada se gestante não imunizada for viajar para área endêmica.
Tabela 18. Vacinas indicadas na gestação em situações especiais.
Ok, revisamos as vacinas indicadas e contraindicadas na gestação. Mas, também, vale, pela praticidade, relembrar as situações em que 
podemos utilizar a imunoglobulina frente ao risco pelo esquema abaixo.
Imunoglobulina
Hepatite B
Imunoglobulina
Vacina Vacina
Imunoglobulina Imunoglobulina Imunoglobulina
antirrábica
Imunoglobulina
1as 96 
horas após 
o contágio
Tétano Sarampo Raiva Varicela-Zoster
Pós-exposição
Figura 49. Imunoglobulinas disponíveis na exposição ao risco da gestante.
Vamos aproveitar e treinar um pouco por meio das questões.
CAI NA PROVA
(FMABC – 2021) Das vacinas a seguir, qual NÃO deve ser realizada NUNCA durante a gestação?
A) Influenza.
B) Tríplice viral.
C) dTpa.
D) Hepatite.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a vacina contra influenza é recomendada durante a gravidez.
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Correta a alternativa B, porque a vacina tríplice viral contra rubéola, caxumba e sarampo é contraindicada durante a gestação por 
ser produzida a partir de vírus vivos atenuados.
Incorreta a alternativa C, porque a vacina dTpa deve ser administrada a toda gestante, independentemente de quando recebeu dose 
prévia.
Incorreta a alternativa D, porque a vacina contra hepatite é recomendada durante a gravidez.
(SUS-RR – 2021) Primigesta de 20 anos, 10ª semana de gestação, compareceu à UBS para dar início ao pré-natal. Durante o preenchimento 
do cartão da gestante o médico aborda sobre o cartão de vacinação. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, vacinação de 
rotina para gestantes são:
A) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada), vacina contra hepatite B.
B) Vacina contra raiva humana, vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada).
C) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada).
D) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada), vacina contra hepatite B, vacina contra febre 
amarela (atenuada).
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, porque a vacina dT (difteria e tétano), a vacina contra influenza e a vacina contra hepatite B são recomendadas 
para as gestantes pelo Ministério da Saúde.
Incorreta a alternativa B, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano) e a vacina contra influenza sejam recomendadas de rotina pelo 
Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra raiva humana não o é.
Incorreta a alternativa C, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano) e a vacina contra influenza sejam recomendadas de rotina pelo 
Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra hepatite B também deve ser.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano), a vacina contra hepatite e a vacina contra influenza sejam 
recomendadas de rotina pelo Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra febre amarela não o é.
(UFES – 2020) A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa) deve obedecer à seguinte 
recomendação na gestação:
A) Realizar a cada 05 anos a dTpa em gestantes previamente vacinadas com esquema completo de dT (difteria e tétano).
B) Se o esquema de vacina dupla do tipo adulto (dT) estiver completo, a gestante deve receber dTpa em todas as gestações a partir de 20 
semanas.
C) Gestante vacinada com 1 dose de vacina dT e 2 doses de vacina dTpa na última gestação há menos de 05 anos não precisa receber dTpa 
na gravidez atual.
D) Se a gestante não for vacinada com dTpa na gestação atual, deve aguardar a próxima gravidez para vacinar.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a dTpa deve ser recomendada a toda gestante, independentemente do intervalo de imunização prévia.
Correta a alternativa B, porque a vacina dTpa (contra difteria, tétano e coqueluche) está indicada para todas as gestantes após a 20ª 
semana de gestação.
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Incorreta a alternativa C, porque uma dose de dTpa deve ser recomendada a toda gestante, independentemente de imunização prévia.
Incorreta a alternativa D, porque mulheres que não receberam a vacina dTpa durante a gestação podem ser vacinadas até 45 dias após o 
parto, embora isso não seja o idealmente recomendado.
Vamos, agora, transitar do mundo das vacinas para o mundo da nutrição e das vitaminas durante a gravidez com a professora 
Marina Ayabe. 
6.2 NUTRIÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO 
Preciso de seu fôlego, aqui, neste tópico. Vamos iniciar o estudo da nutrição na gestação, considerada um tema chato de estudar por 
muitos, porém é um tópico de fácil memorização e que será sempre uma dúvida comum da gestante na primeira consulta de pré-natal. O que 
devo ou não devo consumir na gestação? O que realmente é necessário suplementar durante a pré-concepção e a gestação? Tenho medo de 
engordar demais na gestação, como devo controlar isso? 
Essas e outras dúvidas são comuns durante o pré-natal, mas vou precisar de um pouquinho de sua atenção para ajudá-lo a orientar 
tanto para as provas quanto para seu trabalho com atendimentos de pré-natal de risco habitual na USF.
Diretriz da OMS
 É recomendado, para todas as gestantes, a suplementação diária do ácido fólico e do ferro para reduzir o risco de baixo peso ao 
nascimento, de anemia materna e de deficiência de ferro (forte recomendação). Então, vamos entender com mais detalhes as particularidades 
de cada uma delas e, na sequência, vou detalhar as recomendações de outras vitaminas e minerais.
6.2.1 ÁCIDO FÓLICO
O estudo da vitamina B9, conhecido como ácido fólico, deve ser um momento de maior atenção para seus estudos das vitaminas, já 
que é considerada a única suplementação realmente necessária.
A deficiência do ácido fólico é frequente, já que ele é facilmente perdido pelo cozimento dos alimentos. As maiores fontes de folato 
são: vegetais verdes (espinafre, repolho, brócolis, aspargo), além de nosso prato nacional (arroz, feijão e carnes), laranja e levedo de cerveja.
Vou ajudar você a entender de uma vez por todas de onde vêm as terminologias do ácido fólico. Vamos lá! 
O ácidofólico é a forma sintética do folato. Já o L-metilfolato é a forma ATIVA formada após a absorção intestinal (duodeno e jejuno 
proximal) do ácido fólico e a ação da enzima chamada metiltetrahidrofolato redutase (MTHFR). 
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VOO ALTO DA CORUJA
 A suplementação do ácido fólico é a única suplementação realmente necessária, pois reduz o 
risco de defeitos de fechamento do tubo neural (espinha bífida, anencefalia, encefalocele). 
DOSE RECOMENDADA: 400 µg por dia.
Início: 1 mês antes da concepção até 12 semanas de gestação.
A utilização em doses tradicionais de ácido fólico (0,4 a 0,8 mg ao dia na pré-concepção) reduziu 44% de 
casos de crianças com espectro do autismo e 68% com o uso durante a gestação. Mas a dose não deve exceder 1 
mg de folato ao dia pelo risco de mascarar anemia por deficiência de vitamina B12 e pelo fato de a suplementação 
excessiva do ácido fólico estar relacionada a autismo futuro em crianças expostas intraútero.
Mas, atenção! Existem pacientes que necessitam de suplementação com doses maiores por serem consideradas de risco para deficiência 
de ácido fólico.
GRUPOS DE ALTO RISCO: indicar 4 a 5 mg por dia (dose 10 vezes maior!). São gestantes consideradas do grupo de alto risco: lactente 
anterior com defeito de tubo neural, obesidade, uso de anticonvulsivantes (carbamazepina e ácido valproico), síndromes de má absorção 
(doença celíaca), diabetes insulinodependente, alcoolismo, cirurgia bariátrica (redução do estômago). Também vários fármacos prejudicam 
o metabolismo do folato, como 5-fluoruracila, metformina, metotrexato, fenitoína, fenobarbital, sulfassalazina, triantereno e trimetoprima.
Com o objetivo de minimizar a deficiência de folato, muitos cereais já são enriquecidos com ácido fólico nos EUA e no Canadá. 
CAI NA PROVA
(UFRJ – 2021) A mielomeningocele é a forma mais grave de disrafismo, envolvendo coluna vertebral e medula espinhal. Acomete, 
aproximadamente, 1 em 4.000 nascidos vivos.
Apesar de grave, é evitável a partir da suplementação, em mulheres na idade fértil, com:
A) vitaminas do complexo B.
B) ferro.
C) vitamina D.
D) ácido fólico.
COMENTÄRIO:
Incorreta a alternativa A, porque a vitamina B6 é recomendada para gestantes com nutrição inadequada (usuárias de drogas, com gestação 
múltipla, adolescentes). Já a vitamina B12 está indicada no caso de gestante vegana.
Incorreta a alternativa B, porque a deficiência de ferro é a principal causa de anemia materna. Existe uma necessidade aumentada de 
ferro na gestação devido a sua captação de 15 a 20% do total de plasma materno pela placenta e pelo feto e da expansão volêmica. 
Recomenda-se a suplementação de 16 semanas até 8 semanas após o parto, na dose de 60 mg/dia de ferro elementar, que corresponde 
a 300 mg de sulfato ferroso ou de ferro quelato glicinato.
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Incorreta a alternativa C, porque a vitamina D é essencial no equilíbrio de cálcio e fósforo e está associada ao crescimento ósseo e à 
imunidade. A vitamina D está indicada para suplementação no caso de deficiência e pode levar à osteomalácia materna, ao CIUR, à 
hipocalcemia fetal, ao raquitismo e ao prejuízo no esmalte dentário.
Correta a alternativa D, porque o ácido fólico está indicado para prevenção de defeitos abertos de tubo neural em pacientes sem 
antecedentes, na dose de 400 microgramas por dia, e em pacientes com fatores de risco, 4 mg/dia. 
(HCPA – 2021) Assinale a assertiva correta sobre dosagem e período ideal de administração de ácido fólico para pacientes que pretendem 
engravidar.
A) Todos as pacientes devem utilizar 5 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes de concepção e até a 1ª semana de gestação.
B) Pacientes com filho com defeito do tubo neural em gestação anterior devem receber 4 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes 
da concepção e até a 12ª semana de gestação.
C) Pacientes que não apresentam fator de risco para malformação do tubo neural devem receber pelo menos 1 mg/dia, por via oral, desde 
a concepção até o final da gestação.
D) Pacientes em uso de carbamazepina devem receber 0,4 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes da concepção e até a 12ª 
semana de gestação.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A, porque a dosagem recomendada de ácido fólico para prevenção primária de defeitos do tubo neural é de 400 
a 800 µg/dia, e não de 5 mg/dia, e deve ser suplementada de 30 a 90 dias antes da concepção e mantida ao menos até a 12ª semana de 
gestação. Vale ressaltar que a dosagem de 5 mg/dia é recomendada para as mulheres em uso de anticonvulsivantes, como carbamazepina 
e ácido valproico, devido ao risco aumentado de fetos com defeitos de fechamento do tubo neural.
Correta a alternativa B, porque as mulheres que já tiveram filhos afetados com defeitos de fechamento do tubo neural são 
aconselhadas a utilizar dosagem maior de ácido fólico, ou seja, 4 mg por dia, de um a três meses antes da concepção e ao menos até a 12ª 
semana de gestação para evitar outro filho com malformação semelhante, o que é chamado de prevenção secundária.
Incorreta a alternativa C, porque a dosagem recomendada de ácido fólico para prevenção primária de defeitos do tubo neural é de 400 
a 800 µg/dia, e não de 1 mg/dia, e deve ser suplementada de 30 a 90 dias antes da concepção e mantida ao menos até a 12ª semana de 
gestação.
Incorreta a alternativa D, porque a suplementação com ácido fólico com 400 µg/dia é recomendada para mulheres com risco habitual 
para fetos com defeito de tubo neural, o que não é o caso de mulheres que fazem uso de carbamazepina, um anticonvulsivante que 
aumenta o risco de fetos com defeitos de tubo neural, sendo recomendada, nesses casos, a suplementação com 4 a 5 mg de ácido fólico 
ao menos de um a três meses antes da gestação.
(HUB – 2020) A respeito do cuidado à saúde da mulher na APS, julgue o item subsecutivo. 
Na consulta de avaliação pré-concepcional, recomenda-se a prescrição de ácido fólico, na dose de 0,4 mg/dia a 0,8 mg/dia, para mulheres 
que desejam engravidar.
A) Certo.
B) Errado.
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COMENTÁRIO:
A administração preventiva de ácido fólico no período pré-gestacional, para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo 
neural, é de 0,4 a 0,8 mg/dia. 
CERTO. No geral, a deficiência nutritiva na gestação inicial é um problema evidente, sendo, por isso, inquestionável o efeito 
protetor das vitaminas e da adequada quantidade de folatos, especialmente durante a pré-concepção e a gravidez inicial. Já houve uma 
recomendação anterior de utilizar se a dosagem de 5 mg/dia, mas percebeu-se que o consumo maior do que 1 mg diário resulta em ácido 
fólico não metabolizado, liberado na corrente sanguínea com possibilidade de alguns efeitos prejudiciais ao organismo, a exemplo de 
redução da captação de folatos pelos epitélios renal e intestinal, citotoxicidade para tecidos neurais, redução da citotoxicidade de células 
T natural killer em mulheres pós-menopausa, desregulação da expressão gênica em células linfoblastoides e efeito prejudicado da enzima 
diidrofolato redutase. 
A alta ingestão pode estar ainda associada ao aumento da incidência de gêmeos, aumento de massa gorda, aumento do risco de 
câncer colorretal e a alguns malefícios no neurodesenvolvimento dos fetos, como o aumento de incidência de autismo. 
Portanto, o ácido fólico deve ser usado em mulheres quedesejam engravidar, na dose de 0,4 mg/dia a 0,8 mg/dia, tendo o cuidado 
apenas com a orientação de evitar-se a superdosagem. 
6.2.2 SULFATO FERROSO
Existem diferentes recomendações quanto à dose para suplementação diária de ferro durante a gestação.
O mais cobrado nas provas é pelo Programa Nacional de Suplementação de Ferro, do Ministério da Saúde, 2005, que recomenda a 
suplementação de 40 mg/dia de ferro elementar (200 mg de sulfato ferroso) 1 hora antes das refeições. Ela está indicada acima de 20 
semanas de gestação e mantida no pós-parto e no pós-aborto por 3 meses. 
Em 2013, a OMS orienta, por meio da diretriz para suplementação diária de ferro e ácido fólico em gestantes, de 30 a 60 mg de ferro 
elementar e 400 µg de ácido fólico diário durante toda a gestação.
Entretanto, pelo “Tratado de Obstetrícia da FEBRASGO”, o ferro deve ser suplementado na dosagem de 30 mg por dia nas mulheres 
não anêmicas. Ela ajuda a diminuir o risco de anemia materna no momento do parto. Deve-se evitar a suplementação do ferro no período da 
embriogênese devido ao maior estresse oxidativo trofoblástico e ao maior risco de diabetes e pré-eclâmpsia. É recomendada a suplementação 
com base na ferritina. Se menor do que 30 mg/mL, iniciar o ferro no primeiro trimestre; se entre 30 e 70 ng/mL, no segundo trimestre; se > 
70 ng/mL, não suplementar ferro.
Já pelo “Zugaib Obstetrícia”, 2020, está recomendada a suplementação de ferro da 16a semana de gestação 
até 8 semanas após o parto na dose de 60 mg/dia de ferro elementar ou 300 mg de sulfato ferroso ou ferro quelato 
glicinato.
Então, é verdade quando dizem que vai depender da literatura recomendada por sua instituição. Fique atento ao 
edital de provas de sua instituição.
“Mas, professora, o que acontece nas gestantes com anemia?” 
As gestantes com anemia (no 1o ou no 3o trimestre, com Hb < 11 g/dL ou, no segundo trimestre, < 10,7 g/dL ou ferritina sérica < 30 ng/
dL) devem receber suplementação com ferro elementar adicional de 30 a 120 mg por dia até correção da anemia. 
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No pré-natal, deve-se evitar a administração de ferro elementar no primeiro trimestre ou no período da embriogênese, por 
apresentar maior estresse oxidativo trofoblástico com possibilidade maior de incidência de diabetes e pré-eclâmpsia. Pode-se 
iniciar a suplementação de ferro com base na ferritina. Se inferior a 30 ng/mL, iniciar no primeiro trimestre; entre 30 e 70 ng/mL, no 
segundo; se acima de 70 ng/mL, não se deve suplementar o ferro ("Tratado de Obstetrícia da Febrasgo", 2021).
 Agora, veja como isso já foi cobrado na prova.
CAI NA PROVA
(Centro médico de Campinas (CMC) – 2021) Assinale a alternativa verdadeira a respeito da suplementação de ferro no início do pré-natal.
A) Deve ser iniciada assim que diagnosticada gravidez.
B) Deve ser realizada de preferência na forma de polivitamínicos.
C) Não deve ser realizada, pelo risco aumentado de diabete gestacional e pré-eclâmpsia.
D) Não deve ser realizada pelo risco de induzir abortamento.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A, porque o ferro passa a ser insuficiente pela dieta a partir de 20 semanas da gestação. Assim, recomenda-se a 
suplementação com 16 semanas de gestação até 8 semanas após o parto. 
Incorreta a alternativa B, porque a suplementação do ferro é recomendada por meio da ingestão de 60 mg/dia de ferro elementar ou 300 
mg de sulfato ferroso ou ferro quelato glicinato. Essa quantidade nem sempre é possível por meio de polivitamínicos. 
Incorreta a alternativa C, porque a deficiência de ferro é a principal causa de anemia. Após pesquisa bibliográfica, um guideline publicado 
na revista FEMINA em 2011 e descrito no “Tratado de Obstetrícia da Febrasgo”, 2021, sobre suplementação de ferro na gravidez, refere que 
a suplementação deve ser feita de maneira individualizada, e não de forma rotineira, devido ao aumento de taxas de diabetes gestacional 
e pré-eclâmpsia.
Incorreta a alternativa D, porque a suplementação de ferro não aumenta o risco de abortamento. Ela não é recomendada no início da 
gestação porque ela começa a ser deficiente após 20 semanas de gestação. Assim, é recomendada após 16 semanas de gestação e deve 
ser interrompida até 8 semanas após o parto.
(Centro médico de Campinas (CMC) – 2021) Elemento que pode aumentar o estresse oxidativo placentário no início do pré-natal e, portanto, 
deve ter seu uso limitado no primeiro trimestre a gravidez.
A) Ácido Fólico.
B) Ferro.
C) Vitamina C.
D) Metilfolato.
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COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A, porque o metilfolato é a forma ativa do ácido fólico. Apresenta papel fundamental na síntese de ácido nucleico 
e proteínas. Apesar de várias fontes alimentares de folato, ela é facilmente degradável pelo cozimento. O ácido fólico está associado à 
redução do risco de defeitos de fechamento do tubo neural (DTN). Assim, o metilfolato deve ser suplementado na dose de 400 a 800 
microgramas por dia, iniciada 3 meses antes da gestação e mantida até os 2 primeiros meses de gestação (“Zugaib Obstetrícia”, 2020).
Correta a alternativa B, porque a suplementação do ferro deve ser iniciada a partir da 16a semana de gestação até a 8a semana após 
o parto. Seu uso é necessário devido à expansão volêmica e ao aumento das necessidades de ferro pela captação de 15 a 20% do ferro 
total do plasma pela placenta e pelo feto.
Incorreta a alternativa C, porque a vitamina C atua como oxidante em humanos, síntese de colágeno, modulação do metabolismo de 
tirosina e auxilia na absorção do ferro. A dieta com frutas e verduras é capaz de suprir as necessidades na gestação e não necessita ser 
suplementada durante a gestação.
Incorreta a alternativa D, porque o metilfolato (forma ativa do ácido fólico) apresenta papel fundamental na síntese de ácido nucleico 
e proteínas. Apesar de várias fontes alimentares de folato, ele é facilmente degradável pelo cozimento. O ácido fólico está associado à 
redução do risco de defeitos de fechamento do tubo neural (DTN). Assim, o metilfolato deve ser suplementado na dose de 400 a 800 
microgramas por dia, iniciada 3 meses antes da gestação e mantida até os 2 primeiros meses de gestação (“Zugaib Obstetrícia”, 2020).
6.2.3 OUTRAS VITAMINAS E MINERAIS
Agora, para deixá-lo um pouco mais “louco”, vamos partir 
para o mundo das vitaminas. Vou detalhar, a seguir, os pontos 
principais sobre o benefício ou o risco de cada uma delas. 
VITAMINA A: evitar a suplementação, já que os alimentos já 
suprem a necessidade. Se a ingestão for acima de 10.000 UI por dia, 
há risco de teratogenicidade. 
VITAMINA B2 (riboflavina): recomenda-se o consumo diário 
de 1,4 mg. Suas principais fontes são os derivados lácteos, as frutas, 
os cereais e as carnes.
VITAMINA B3 (niacina): recomendado o consumo diário 
de 18 mg. É encontrada nas carnes, nos peixes e nos cereais. Sua 
deficiência leva a lesões de pele e mucosas, o que é denominado 
pelagra.
VITAMINA B5 (ácido pantotênico): encontrada em carnes, 
batatas, tomates e ovos. Sua deficiência pode causar dor abdominal, 
cãimbras, vômitos, fadiga e insônia.
VITAMINA B6 (piridoxina): indicada para adolescentes, 
usuárias de drogas, grávidas com gestação múltipla e ingestão 
inadequada. Existem trabalhos que indicam seu uso para o manejo 
da hiperêmese gravídica, mas há poucas evidências de consistência.
VITAMINA B9 (ácido fólico): por sua importância e por ser 
mais cobrada em provas, será detalhada à parte. Lembrando de 
suplementar, nas gestantes sem fatores de risco, 400 µg por dia 
para diminuir o risco de defeitos de tubo neural.
VITAMINAB12: deve ser indicada a suplementação em 
pacientes veganas e com cirurgias bariátricas.
VITAMINA C (ácido ascórbico): as maiores fontes consistem 
em frutas e verduras. A necessidade na gestação é de 80 a 85 mg/
dia, obtidos geralmente pela própria dieta. Logo, não se recomenda 
a suplementação de vitamina C durante a gestação.
VITAMINA D: produzida na pele por meio dos raios 
ultravioletas B (UVB) do Sol e pelos alimentos (peixes, fígado, gema 
de ovo e gordura do leite). Ainda, é indefinida a suplementação 
de 1.000 UI por dia de vitamina D para definir uma recomendação 
clínica. É necessária a orientação quanto ao consumo de alimentos 
que contenham a vitamina D e quanto à exposição solar, e, para 
mulheres vulneráveis, prescrever 600 UI (15 µg) ou mais de vitamina 
D por dia. Geralmente, a deficiência ocorre devido ao aumento da 
demanda com o rápido crescimento na infância e na adolescência, 
além de na gestação e na lactação. A deficiência de vitamina D pode 
levar ao risco de desenvolver diabetes gestacional, diabetes do tipo 
1, cânceres e doenças cardiovasculares.
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VITAMINA E: não houve benefício em sua suplementação para a prevenção de pré-eclâmpsia, óbito fetal ou neonatal, rotura de 
membranas, restrição de crescimento intrauterino.
VITAMINA K: não houve redução de risco na indicação da ingestão de vitamina K para gestantes com objetivo de diminuir hemorragia 
periventricular.
CÁLCIO: recomendado na dose de 600 mg/dia se a gestante não consome produtos lácteos. A ingesta de cálcio diária em gestantes, 
lactentes e em mulheres entre 19 e 50 anos é de 1.000 mg ao dia e em meninas entre 14 e 18 anos de idade, de 1.300 mg.
DICA DA CORUJA: a suplementação de cálcio está indicada nas gestantes com fatores de risco para desenvolver a pré-
eclâmpsia, desde que apresentem ingesta inadequada de cálcio pela dieta. 
Veja mais detalhes no livro de doença hipertensiva específica da gestação.
IODO: pela Associação Americana de Tireoide, está indicada a suplementação de 150 µg por dia de iodo durante a gestação e a lactação. 
A OMS e a UNICEF aumentaram para a suplementação de 250 µg por dia, já que é essencial para a produção de hormônios tireoidianos 
normais e para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central. O déficit de iodo leva a quociente de inteligência rebaixado em 
níveis leves a moderados.
Ingesta de peixe
A ingesta de peixe e frutos do mar está indicada para completar as necessidades de ácidos graxos com ômega 3 
(FDA, 2017). É considerado um nutriente essencial para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central da 
criança, favorecendo o desenvolvimento visual e cerebral do feto.
A ingesta MODERADA de peixe (3 porções ou 340 g por semana) antes de 22 semanas associou-se ao risco reduzido de parto pré-termo. 
Em comparação, as mães que não consomem peixes e frutos do mar durante a gestação têm maior risco de déficit do neurodesenvolvimento. 
São recomendados peixes e frutos do mar com baixo teor de mercúrio: tilápia, salmão, atum, bacalhau, camarão, mexilhões. E evitar 
comer carne de tubarão, cavala e peixe-espada.
Ômega 3: o ácido docosa-hexaenoico (ômega-3-DHA) presente no óleo de peixe e na amamentação materna é um nutriente 
essencial para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central de uma criança. Além disso, mulheres que ingerem DHA têm maior 
probabilidade de evoluir com idade gestacional maior quando comparadas com as mulheres que não o ingerem. Mas, sua suplementação não 
diminuiu a incidência de parto pré-termo nem provocou a melhora do prognóstico neonatal.
CAI NA PROVA
(Hospital Oftalmológico de Sorocaba – HOS – 2021) O monitoramento sistemático do estado nutricional das populações é fundamental para 
traçar adequado planejamento e executar ações efetivas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Em relação ao consumo de ácido 
fólico na gestação, assinale a alternativa correta.
A) A obesidade (IMC ≥ 30kg/m² não é fator de risco para o desenvolvimento de deficiência de ácido fólico.
B) A vitamina B12 não é essencial para a adequada captação e utilização do ácido fólico pelo organismo.
C) A anemia megaloblástica está relacionada apenas à deficiência de ferro.
D) A deficiência de ácido fólico interfere, principalmente, até a oitava semana de idade gestacional, na formação do tubo neural.
E) Os defeitos do tubo neural ocorrem, mais comumente, a partir da oitava semana de idade gestacional.
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COMENTÁRIO: 
Incorreta a alternativa A, porque a obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) é um fator de risco para a deficiência de ácido fólico, assim como o uso de 
anticonvulsivantes e mulheres com filho anterior acometido por defeitos de tubo neural.
Incorreta a alternativa B, porque as gestantes veganas necessitam de maiores suplementações de vitamina B12, já que a principal fonte 
é de origem animal. Sua forma ativa, metilcobalamina, atua na formação de hemácias, na síntese de DNA e para o equilíbrio do sistema 
nervoso central, essencial para a síntese de proteínas, fosfolipídeos e neurotransmissores. Assim, a vitamina B12 é essencial para uma 
adequada captação e utilização do ácido fólico pelo organismo.
Incorreta a alternativa C, porque a anemia megaloblástica está relacionada à deficiência de ácido fólico. Com sua suplementação, há 
redução significativa, em torno de 79%, na anemia megaloblástica.
Correta a alternativa D, o ácido fólico tem papel na síntese de ácido nucleico e de proteínas, modulando a resistência do 
sistema imune a infecções. Sua forma ativa é a 5-metilenotetraidofolato, após a conversão do folato pela enzima diidrofolato redutase. 
A suplementação de metilfolato tem importância para prevenção dos defeitos abertos de tubo neural em pacientes sem antecedentes. É 
recomendada a dose de 400 microgramas/dia iniciada 3 meses antes da gestação e continuada até 12 semanas de gestação.
Incorreta a alternativa E, porque o tubo neural inicia sua formação desde a terceira semana após a fecundação, pela fusão das pregas 
neurais, primórdio do sistema nervoso central. Para a prevenção dos defeitos de tubo neural em pacientes sem antecedentes, recomenda-
se a suplementação de 400 microgramas em pacientes sem fatores de risco e de 4 mg/dia em pacientes com fatores de risco (ex.: uso de 
medicações anticonvulsivantes), com início 3 meses antes da gestação e continuação até a 12ª semana de gestação. Na gestação, observa-
se um aumento das necessidades do ácido fólico pela diminuição de sua absorção ou pela maior demanda pelo organismo.
6.2.4 POLIVITAMÍNICOS ASSOCIADOS
Não existem evidências de benefícios da suplementação de polivitamínicos e minerais em mulheres sem deficiências em micronutrientes. 
Fique atento, já que, na prática clínica, a suplementação ocorre de forma rotineira, porém ainda sem uma evidência de recomendação.
A auto suplementação tem elevado os casos de toxicidade a vitaminas e minerais. As vitaminas tóxicas, se ingeridas em grande 
quantidade, são: ferro, iodo (risco de bócio fetal), vitamina D (risco de hipercalcemia), selênio e vitamina A (> 10.000 UI por dia pode levar a 
malformações fetais).
Adoçante
O consumo de adoçantes sempre é uma dúvida nas consultas de pré-natal pelas gestantes. Pode ou não pode? O adoçante entra 
como uma prática estimulada devido à recomendação da redução da ingestão de açúcares. Porém, estudos atuais também sugerem que a 
ingesta crônica de adoçante aumenta o risco de obesidade e doenças metabólicas. A American Dietetic Association diz que o uso de adoçante 
durante a gestação é seguro dentro do limitede ingestas aceitáveis.
Aspartame: pertence à categoria B e S na lactação, mas deve ser evitado nas gestantes com fenilcetonúria.
Ciclamatos e sacarinas: pertencem à categoria C na gestação e à U na lactação. 
Restrições alimentares
Deve-se evitar ou eliminar alguns alimentos durante a gestação por apresentarem risco de toxicidade.
São eles: café, alguns peixes (tubarão, peixe-espada e cavala), carnes cruas, produtos não pasteurizados, frutas e verduras não 
lavados.
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6.3 ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO
 É recomendada à gestante a realização de atividades físicas regulares, na ausência de contraindicação. Porém, vai depender de como 
era a atividade física prévia à gestação, já que não é o momento de iniciar novos exercícios aeróbicos ou intensificar o treinamento.
 Principais atividades físicas recomendadas durante a gestação:
 ✓ Caminhada: deve ser praticada durante toda a gestação, indicada para controle do ganho de peso na gravidez e para 
gestantes previamente sedentárias e que desejam iniciar atividade física na gestação. 
 ✓ Natação: indicada por não oferecer impacto nas articulações e pelo fato de a água apresentar o efeito termorregulador, 
estabilizando a elevação da temperatura corporal.
 ✓ Hidroginástica ou exercícios na água: estão entre os mais praticados pelas gestantes e incluem exercícios que trabalham 
todos os grupos musculares, além de apresentarem atividade aeróbica e respiratória.
 ✓ Treinamento de resistência muscular: o fortalecimento muscular contribui para a prevenção de traumas e quedas e para 
o controle das alterações posturais que ocorrem com o evoluir da gestação.
 ✓ Alongamento: para toda gestação com maior foco para o final da gestação e preparo para o parto. 
6.3.1 BENEFÍCIOS
Os principais benefícios da atividade física são a prevenção de:
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA
RISCO
DIABETES PRÉ-ECLÂMPSIA PARTO PREMATURO
TRABALHO DE
PARTO PREMATURO
TROMBOSE
VENOSA PROFUNDA
PARTO CESÁREO
VARIZES
EDEMA 
CÃIMBRAS 
FADIGA
TRABALHO DE
PARTO PROLONGADO
Figura 50. Benefícios da atividade física.
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6.3.2 FREQUÊNCIA
 A frequência vai variar entre previamente sedentárias e não sedentárias.
PREVIAMENTE SEDENTÁRIAS:
INÍCIO: 15 min – 3 vezes por semana. Progredir para 30 min – 4 vezes por semana.
META RECOMENDADA: 150 minutos de exercício aeróbico por semana ou 30 minutos de exercício, 5 vezes na semana.
NÃO SEDENTÁRIAS: manter a prática de exercícios ou adaptá-la de acordo com sua tolerância.
Pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), estão indicados exercícios moderados por 30 minutos ou mais, na maioria 
ou em todos os dias da semana.
ATLETAS DE ELITE
 A ACOG considera seguro e razoável que as gestantes que já praticam atividade aeróbica de alta 
intensidade possam continuar ativas durante a gestação. Mas não há consenso sobre a definição de atletas de alto 
desempenho, pois é difícil medir o grau de esforço durante o exercício. Apenas é necessário o acompanhamento da 
equipe de profissionais que prestam o cuidado à atleta gestante com mudança do suporte nutricional adicional para 
garantir o peso adequado.
6.3.3 POSIÇÃO
 É sugerida para a gestante, durante a prática de atividades físicas, a posição LATERAL, SENTADA ou EM PÉ. Deve ser evitado o 
decúbito dorsal após a 16a semana de gestação devido à redução do débito cardíaco pelo menor retorno venoso.
6.3.4 CONTRAINDICAÇÕES
 As contraindicações para a atividade física durante a gestação são um ponto que não deve ser esquecido em seus estudos. Deixo um 
quadro a seguir com as contraindicações relativas e absolutas descritas pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG).
ABSOLUTAS RELATIVAS
Doença pulmonar obstrutiva crônica Obesidade mórbida extrema
 Doenças cardiovasculares Anemia materna grave
Síndromes hipertensivas gestacionais (pré-eclâmpsia / 
eclâmpsia)
Arritmia cardíaca materna
Incompetência istmocervical (IIC) Hipertensão arterial descontrolada
Hemorragias persistentes Hipertireoidismo mal controlado
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Placenta prévia Limitações ortopédicas
Rotura prematura de membranas Diabetes tipo 1 mal controlado
Trabalho de parto prematuro Restrição de crescimento fetal
Gestação múltipla Bronquite crônica
Tabela 19. Contraindicações relativas e absolutas de atividade física durante a gestação.
 Além disso, devem ser evitadas algumas modalidades: levantamento de peso, esportes coletivos de contato (futebol, voleibol, futsal, 
handebol, basquetebol), hipismo, esportes aquáticos e mergulho devido ao risco de trauma materno e fetal.
6.3.5 HIPERTERMIA
 Pode levar à teratogênese e a defeitos de tubo neural quando ocorre no primeiro trimestre da gestação. Há indícios de que a atividade 
física exagerada pelo risco de hipertermia em ambientes pouco arejados pode levar à malformação fetal. O banho quente de imersão no 
primeiro trimestre de gestação está associado ao risco de defeito de tubo neural, porém a hipertermia não foi confirmada com a sauna.
Acredita que isso já foi alvo de questão? Veja só como foi cobrado.
CAI NA PROVA
(Centro médico de Campinas (CMC) – 2021) Assinale a alternativa incorreta.
A) A hipertermia pode ser teratogênica quando ocorre no primeiro trimestre gestacional.
B) O banho quente de imersão aumenta o risco de abortamento.
C) A exposição solar não apresenta riscos, desde que respeitado período máximo de 20 minutos diários, evitando o horário de pico.
D) O banho quente de imersão não se associa a defeitos abertos do tubo neural.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A, porque a hipertermia pode ser teratogênica para o embrião durante seu desenvolvimento no primeiro trimestre 
da gestação. 
Incorreta a alternativa B, porque, devido à associação da hipertermia com risco de teratogênese ao embrião no primeiro trimestre da 
gestação, o banho de imersão quente deve ser evitado, pois leva a um maior risco de abortamento.
Incorreta a alternativa C, porque a exposição solar não aumenta o risco para a gestação, desde que limitada ao máximo de 20 minutos 
diários.
Correta a alternativa D, porque a hipertermia e os banhos quentes de imersão têm associação com maior risco de teratogênese e 
de defeitos abertos do tubo neural se ocorrerem no primeiro trimestre da gestação.
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6.4 OUTRAS RECOMENDAÇÕES PARA A GESTANTE
6.4.1 VIAGENS AÉREAS
 Geralmente, as viagens aéreas costumam ser seguras para as gestantes de risco habitual e sem complicações maternas ou fetais. 
Porém, devem ser evitadas até 4 semanas antes da data provável do parto. 
Existem, também, algumas modificações maternas pela altitude: hemoconcentração, aumento da frequência cardíaca e pressão 
arterial. Assim, algumas precauções devem ser tomadas, como evitar viagem aérea para gestantes com risco materno ou fetal; durante o voo, 
recomenda-se à gestante o uso de meia elástica; a gestante deve movimentar braços e membros regularmente; deambular quando permitido 
e manter-se hidratada.
6.4.2 ATIVIDADE SEXUAL
 Na ausência de complicações durante a gestação, como sangramentos, placenta prévia, rotura prematura de membranas e outras, a 
atividade sexualnão é contraindicada. 
6.4.3 PLANO DE PARTO
 É um documento em que a gestante manifesta suas preferências e escolhas nos momentos do trabalho de parto, do parto e do pós-
parto. Esse documento deve ser elaborado durante o pré-natal junto com a equipe que estará presente no momento do parto. 
CAPÍTULO
7.0 DETERMINAÇÃO DO RISCO GESTACIONAL
Terminado, assim, o estudo sobre a assistência ao pré-natal, 
definir o risco gestacional da grávida pode ser cobrado pelas bancas 
de todo o Brasil, pois, além de estabelecer o plano de cuidados 
adequado para a gestante, essa definição é fundamental para 
ajudar a reconhecer as gestantes de risco e o encaminhamento 
para o seguimento de pré-natal especializado. 
A tabela a seguir é baseada na classificação de risco gestacional 
presente nos "Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal 
de Baixo Risco do Ministério da Saúde de 2013". Perceba que, de 
uma forma geral, tudo o que for achado positivo relacionado às 
condições prévias da gestante e a sua história reprodutiva anterior 
ou atual fará com que a gestação deixe de ser considerada de risco 
habitual e passe a ser seguida como uma gravidez de alto risco. 
Estamos quase encerrando, mas veja que, após o início do pré-natal ou durante o seguimento da gestante, existe um tópico importante, 
que é a determinação do risco gestacional. Quando devemos encaminhar ao pré-natal de alto risco?
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Fatores relacionados às condições 
prévias
• Cardiopatias
• Pneumopatias graves 
• Nefropatias graves 
• Endocrinopatias
• Doenças hematológicas 
• Hipertensão arterial crônica 
• Doenças neurológicas 
• Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento
• Doenças autoimunes 
• Alterações genéticas maternas
• Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar
• Ginecopatias 
• Portadoras de doenças infecciosas 
• Dependência de drogas lícitas ou ilícitas
Fatores relacionados à história repro-
dutiva anterior
• Morte intrauterina 
• História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado 
obstétrico e/ou 
• abortamento habitual
• Esterilidade/infertilidade
Fatores relacionados à gravidez atual
• Restrição do crescimento intrauterino
• Polidrâmnio ou oligoidrâmnio
• Gemelaridade
• Malformações fetais ou arritmia fetal
• Distúrbios hipertensivos da gestação
Tabela 20. Fatores relacionados ao aumento do risco gestacional, segundo os “Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco do 
Ministério da Saúde, 2013”.
Observe que, uma vez que os aspectos da gravidez atual influenciam na classificação de risco gestacional, a classificação de risco 
da grávida deve ser repensada a cada consulta de pré-natal de acordo com a evolução da gestação, e o encaminhamento para serviços de 
referência deve ser prontamente realizado sempre que necessário.
A correta determinação do risco gestacional é essencial para garantir que o binômio materno-fetal tenha 
acesso a todos os recursos técnicos de assistência à saúde de que precisa para evitar complicações obstétricas e 
tratar adequadamente as que ocorrerem.
A questão a seguir exemplifica como o risco gestacional pode ser abordado em sua prova. Tente resolvê-la.
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(FUBOG – 2021) A avaliação médica é de extrema importância para a análise de problemas e riscos que possam acometer tanto a genitora 
quanto sua prole diante de uma possível gravidez. Dessa forma, a avaliação de propensos riscos deve abranger:
A) O rastreamento de gestantes para o vírus da sífilis, sendo que as mulheres com riscos sociais a doenças devem ser vacinadas.
B) A avaliação da exposição a medicamentos, sendo que, em geral, medicamentos das categorias X e C da FDA devem ser evitados durante 
o período gestacional.
C) O uso de fármacos psiquiátricos, porquanto a doença psiquiátrica não tratada pode ocasionar o nascimento prematuro do bebê.
D) O rastreamento com IGG para varicela deve ser realizado e sua vacina é recomendada atualmente para todos os adultos não imunes.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de estar correto que toda gestante deve ser rastreada para sífilis, como já estudamos neste livro, 
sífilis não é causada por vírus, e não há vacina contra ela.
Correta a alternativa B, porque evitar a exposição a medicações que podem causar impactos fetais deve sempre ser uma 
preocupação de quem atende a gestantes. Lembre-se de que, enquanto as medicações classificadas como X nunca devem ser utilizadas 
durante a gravidez, as categorizadas como C devem ser evitadas sempre que os benefícios de seu uso não superarem os riscos da exposição 
fetal.
Incorreta a alternativa C, porque, embora esteja correto que a doença psiquiátrica deve ser tratada mesmo durante a gravidez para evitar 
complicações, o trabalho de parto prematuro não é uma dessas complicações. Além disso, é essencial escolher medicações adequadas 
para o período gestacional. 
Incorreta a alternativa D, porque varicela não faz parte do rastreamento universal realizado durante a gestação, o que já estudamos neste 
livro.
(ENARE – 2021) Qual das seguintes alternativas NÃO configura uma condição para encaminhamento ou acompanhamento de pré-natal de 
alto risco?
A) Intervalo interpartal menor que 2 anos.
B) Nefropatia.
C) Hematoma de saco gestacional.
D) Ganho de peso excessivo.
E) Idade menor que 15 anos.
COMENTÁRIO:
Essa questão foi anulada, mas observe como o tema foi cobrado.
Correta a alternativa A, porque, no intervalo interpartal menor do que dois anos, está indicado seguimento na atenção básica, e não se 
configura uma indicação ao pré-natal de alto risco. Porém, deve-se manter atenção para sinais de trabalho de parto prematuro.
Correta a alternativa B, porque a nefropatia materna grave prévia ou na gestação atual necessita de acompanhamento em serviço 
obstétrico especializado. Mas a questão indica apenas nefropatia, o que deixa a questão passível de seguimento no risco habitual.
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Correta a alternativa C, porque o hematoma de saco gestacional ocorre na forma clínica de ameaça de abortamento. É considerado de 
mau prognóstico quando apresenta > 40% de descolamento do saco gestacional. A conduta na ameaça de abortamento é expectante e 
não necessita de encaminhamento ao pré-natal de alto risco.
Correta a alternativa D, porque, no ganho de peso excessivo, devem ser oferecidos avaliação e acompanhamento nutricional, além de 
orientações para realização de atividade física. Não é necessário encaminhar ao pré-natal de alto risco.
Correta a alternativa E, porque a idade materna inferior a 15 anos e a superior a 35 anos não indicam a necessidade do encaminhamento 
ao pré-natal de alto risco. Porém, deve-se buscar adequar a assistência obstétrica à adolescente. 
Encerramos aqui o estudo do pré-natal, um dos principais tópicos dentro da obstetrícia, com chance absurdamente alta de estar em 
sua prova. Como é um tema bem objetivo, porém com muitos detalhes, faça seus resumos e retorne à leitura para centralizar seus tópicos 
principais.
8.0 VERSÕES DAS AULAS
CAPÍTULO
Caro aluno! Para garantir que o curso esteja atualizado, sempre que alguma mudança no conteúdo for necessária, uma nova 
versão da aula será disponibilizada.
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