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EXCLUDENTES DE
RESPONSABILIDADE
EXCLUDENTES DE ILICITUDE
• Art. 188. Não constituem atos ilícitos:
• I - os praticados em legítima defesa ou no 
exercício regular de um direito reconhecido;
• II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, 
ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente.
• Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será 
legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não 
excedendo os limites do indispensável para a 
remoção do perigo.
LEGÍTIMA DEFESA
“A legítima defesa de que aqui se trata é aquela mesma
definida no art. 25 do Código Penal. O agente, usando
moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de
outrem. Ninguém pode fazer justiça pelas próprias
mãos, essa é a regra básica. Em certos casos, entretanto,
não é possível esperar pela justiça estatal. O agente se
vê em face de agressão injusta, atual ou iminente, de
sorte que, se não reagir, sofrerá dano injusto, quando,
então, a legitima defesa faz lícito o ato, excluindo a
obrigação de indenizar o ofendido pelo que vier a sofrer
em virtude da repulsa à sua agressão. (CAVALIERI,
2019:33)
REQUISITOS
“Para que tenhamos, devidamente
caracterizada, a legítima defesa, é
fundamental que concorram,
simultaneamente, três requisitos: (a) que a
agressão seja atual ou iminente; (b) que seja
injusta (ou seja, contrária ao direito); (c) que
os meios empregados na defesa sejam
proporcionais à agressão, vale dizer,
adequados para a defesa”. (BRAGA NETTO,
2019:226”
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA
- A legítima defesa putativa não afasta o 
dever de indenizar.
• “A legítima defesa putativa - a equivocada crença, por
parte do autor do dano, na existência de uma situação
na verdade inexistente - é uma categoria que nenhuma
relevância apresenta no direito civil, em tema de
reparação de danos. Se, sob o ângulo penal, essa
alegação é digna de nota, pois pode afastar a
culpabilidade, não apresenta, para o civilista, qualquer
interesse.
• “E essa ausência está em que, mesmo que alegada e
provada, subsistirá, para quem sob tal crença agiu, a
obrigação de reparar os danos, do mesmo modo que
estaria se inexistisse a legítima defesa putativa.(BRAGA NETO,
2019:229)
TERCEIRO INOCENTE
- O terceiro inocente, 
prejudicado pelo exercício 
da legítima defesa, deverá 
ser indenizado.
“Vale lembrar que, se o agente, exercendo a
sua lídima prerrogativa de defesa, atinge
terceiro inocente, terá de indenizá-lo,
cabendo-lhe, outrossim, ação regressiva
contra o verdadeiro agressor”.(GAGLIANO,
2019:172)
ESTADO DE NECESSIDADE
“O estado de necessidade ocorre
quando alguém deteriora ou destrói
coisa alheia, ou causa lesão em
pessoa, a fim de remover perigo
iminente. O ato legitimo somente
quando as circunstâncias o
tornarem absolutamente
necessário, não excedendo os
limites do indispensável para
remoção do perigo”. (CAVALIERI,
2019:33)
TERCEIRO ATINGIDO
- Se o terceiro prejudicado não for 
responsável pela situação de perigo 
terá o direito de ser indenizado 
“Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o 
dono da coisa, no caso do inciso II do 
art. 188, não forem culpados do perigo, 
assistir-lhes-á direito à indenização do 
prejuízo que sofreram”.
- O legislador opta por proteger o
terceiro, pois não é justo que o este
suporte o prejuízo relacionado a uma
risco que ele não causou.
“O estado de necessidade é um daqueles clássicos casos em que o
legislador está na encruzilhada - tem de optar por um dos
caminhos, sendo os dois razoáveis, ou, de outro ponto de vista,
sendo os dois terríveis. Quem proteger? A vítima, que sofreu o
dano? Ou o causador do dano, que, entretanto, nenhuma culpa
teve?
(...)
O atual estado da responsabilidade civil exige o reconhecimento
quanto à superação da fronteira do ilícito civil na conceituação do
dano. Com efeito, nesses atos justificados a ilicitude se encontra
ausente, cogitando-se tão somente de antijuridicidade da
consequência produzida, ou seja, do dano em si, como resultado
do comportamento. Essa lesão ao interesse juridicamente
tutelado do terceiro - estranho ao fato gerador da situação - será o
dano injusto motivador da reparação”. (BRAGA NETTO, 2019:222)
DIREITO DE REGRESSO
- Nos casos de legítima defesa e estado de 
necessidade, em caso de indenização do terceiro 
inocente, é possível exercer o regresso contra 
quem causou o risco.
• Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o 
perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este 
terá o autor do dano ação regressiva para haver a 
importância que tiver ressarcido ao lesado.
• Parágrafo único. A mesma ação competirá contra 
aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 
188, inciso I).
- Importante mencionar que a
vítima poderá responsabilizar
de forma solidária aquele que
agiu em estado de
necessidade bem como a
pessoa que causou o risco.
EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO
“Exercício regular de um direito - o nome já diz -
é o direito exercido regularmente,
normalmente, razoavelmente, de acordo com
seu fim econômico, social, a boa-fé e os bons
costumes. Quem exerce seu direito subjetivo
nesses limites age licitamente, e o licito exclui o
ilícito. O direito e o ilícito são antíteses
absolutas, um exclui o outro; onde há ilícito não
há direito; onde há direito não há ilícito. Vem daí
que o agir em conformidade com a lei não gera
responsabilidade civil ainda que seja nocivo a
outrem - como, por exemplo, a cobrança de uma
divida, a propositura de uma ação, a penhora
numa execução forçada”. (CAVALIERI, 2019:33)
ABUSO DE DIREITO
“O abuso de direito é o contraponto do seu
exercício regular” (GAGLIANO, 2019)
Art. 187. Também comete ato ilícito o
titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites
impostos pelo seu fim econômico ou social,
pela boa-fé ou pelos bons costumes.
(CC/2002
“Todas as situações jurídicas, que se conceituam como
direito subjetivo, são reconhecidas e protegidas pela
norma tendo em vista uma finalidade, que se poderá
chamar de finalidade econômica e social do direito.
Todas as vezes que o direito é exercido de acordo com
essas finalidades, está dentro de seus quadros
teleológicos. Acontece, porém, que o titular de um
direito, em vez de exercê-lo no sentido dessas
finalidades, o faz no sentido de finalidade contrária,
contrastando, expressamente, com a finalidade para a
qual o direito foi instituído.
(...)
O que caracteriza o abuso do direito, portanto, é o 
seu anormal exercício, assim entendido aquele que 
se afasta da ética e da finalidade social ou econômica 
do direito”. (CAVALIERI, 2019)
- Para a responsabilização no caso de 
abuso, não será necessária a 
demonstração do dolo ou da culpa.
“Nesse diapasão, foi editado o Enunciado n.
37 sobre o art. 187 do CC/2002, na I
Jornada de Direito Civil da Justiça Federal,
consolidando a ideia de que “a
responsabilidade civil decorrente do abuso
do direito independe de culpa e
fundamenta-se somente no critério
objetivo-finalístico”. (GAGLIANO, 2019:177)
EXCLUDENTES DE NEXO DE
CAUSALIDADE
- CASO FORTUITO E FORÇA
MAIOR
- FATO EXCLUSIVO DA VÍTIMA
- FATO EXCLUSIVO DE TERCEIRO
CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR
- Não há consenso doutrinário
quanto a distinção entre Caso 
Fortuito e Força Maior.
- Alguns autores pregam ser 
desnecessária tal distinção.
- É consenso que o fato deve ser 
inevitável.
-
• “Conceituamos o fortuito (ou força 
maior) como um fato externo à 
conduta do agente, de caráter 
inevitável, a que se atribui a causa 
necessária ao dano. Daí inferimos 
os seus dois atributos: a 
externalidade e a inevitabilidade”. 
(BRAGA NETTO, 2019:571”
• - No caso de 
Responsabilidade Objetiva é
necessário a ocorrência de
FORTUITO EXTERNO
“Entende-se por fortuito interno o fato
imprevisível que se liga à organização da empresa,
que se relaciona com os riscos da atividade
desenvolvida pelo prestador do serviço de tal
forma que se torna impossível exercer essa
atividade sem arrostar esses riscos. O estouro de
um pneu do ônibus, oincêndio do veiculo, o mal
súbito do motorista etc. são exemplos de fortuito
interno no transporte coletivo. O fortuito interno
não exclui a responsabilidade do fornecedor do
serviço, porque está ligado à organização da
empresa. Embora a sua ocorrência seja inevitável,
as consequências são evitáveis, pelo menos em
grande parte, pelo estado da técnica. ((CAVALIERI,
2019:99)
O fortuito externo é também fato imprevisível e
inevitável, mas estranho à organização do
negócio, não guarda relação de causalidade
com a atividade do fornecedor, absolutamente
estranho ao serviço, via de regra ocorrido em
momento posterior ao seu fornecimento. Duas
são as características do fortuito externo:
autonomia em relação aos riscos da empresa e
inevitabilidade, razão pela qual exclui a
responsabilidade do fornecedor do serviço”.
(CAVALIERI, 2019:99)
• - A imprevisibilidade e a 
inevitabilidade devem ser 
apuradas in concreto. 
Fato exclusivo da Vítima
- O COMPORTAMENTO DA VÍTIMA É
DETERMINANTE PARA A OCORRÊNCIA DO
DANO
“Se eventualmente a própria vítima se coloca
em condições de sofrer um dano, havendo
necessária relação entre o seu comportamento
e as lesões daí decorrentes, surgirá a
excludente do nexo causai do fato exclusivo da
vítima. Nesses casos, o agente será apenas um
aparente responsável, servindo como simples
instrumento para a conflagração do evento
lesivo”. (BRAGA NETTO, 2019:576)”
FATO EXCLUSIVO DE TERCEIRO
“A terceira causa de exclusão do nexo causal
é o fato de terceiro. Aqui, tal e qual ocorre no
fato exclusivo da vítima, dá-se uma
interrupção do nexo causai na medida em que
não é a conduta do agente a causa necessária
à produção dos danos. Consistindo o
comportamento do terceiro na causa
exclusiva do resultado lesivo, exclui-se a
relação de causalidade com a exoneração do
aparente responsável”. (BRAGA NETTO,
2019:582)
Referências Bibliográficas
CAVALIERI FILHO, , Sergio. Programa de Responsabilidade Civil, 13ª edição. São Paulo; 
Atlas, [2019. 9788597018790. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597018790/. Accesso em: 31 Mar 
2020
GAGLIANO, Stolze, P., FILHO, P., Rodolfo. Novo curso de direito civil, volume 3 -
responsabilidade civil. São Paulo; Saraiva, 2019. 9788553609529. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553609529/. Accesso em: 31 Mar 
2020)
BRAGA NETTO, Felipe Peixoto Novo tratado de responsabilidade civil / Felipe Peixoto 
Braga Netto, Cristiano Chaves de Farias, Nelson Rosenvald. – 4. ed. – São Paulo : Saraiva 
Educação, 2019).

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