Prévia do material em texto
Enfermagem integrada REFORMA SANITÁRIA Estado democrático, autonomia política, participação da população. Saúde. o Reforma Sanitária: organização da sociedade na área da saúde em busca de um modelo com justiça social. VIII Conferência Nacional de Saúde (1986) Constituição Federal 1988: SUS Lei Federal 8080 Conquista da sociedade. Movimento social que avança apesar do contexto neoliberal e de globalização econômica em nível mundial. Princípios Doutrinários Princípios Organizativos 1- Universalização 1- Regionalização e Hierarquização 2- Equidade 2- Descentralização 3- Integralidade 3-Participação popular UNIVERSALIZAÇÃO Garantia de acesso aos serviços de saúde à toda população, não importando sexo, ocupação ou outras características pessoais ou sociais. Estado assegura o direito EQUIDADE Constitui a visão social de justiça e dos critérios predominantes sobre quais diferenças são justas e quais não são em uma dada cultura. (Rubio, VO 1997). As pessoas não são iguais- tem necessidades distintas. Investimento maior onde há maior carência. INTEGRALIDADE Recuperação, Prevenção e Promoção da Saúde. Redes: Atenção Básica, Média Complexidade e Alta Complexidade Tecnologias, articulação, referência e contrarreferência. Atenção à Saúde Resolutivo, Integralidade, Acolhimento, Humanização, Vínculo médico-paciente Regionalização/Hierarquização Respeito às realidades locais – Contexto socioeconômico e cultural, Fatores de risco e de proteção e Vulnerabilidades. Serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica- referência e contrarreferências. Articulação entre os serviços que já existem. Territorialização Delimitar um território de abrangência; Definir a população e apropriar-se do perfil da área e da comunidade; Reconhecer dentro da área de abrangência barreiras e acessibilidade; Conhecer condições de infraestrutura e recursos sociais; Levantar problemas e necessidades - diagnóstico da comunidade (contínuo); Identificar o perfil demográfico, epidemiológico, socioeconômico e ambiental; Identificar e assessorar-se em lideranças formais e informais; Descentralização Redistribuir poder e responsabilidades entre as esferas. Descentralização até município. Autonomia e soberania. Participação Popular Conselhos e Conferências em Saúde Inclui, ainda, a abertura de espaços democráticos, de discussão e de decisão com o usuário, visando a ampliar escutas e trocas Cada pessoa é um ser indivisível, que deve ser assistido globalmente, ou seja, que o homem é um ser integral e deve ser atendido com uma visão holística e por um sistema também integral, resgatando assim o princípio da integralidade. Valorização de todos os sujeitos na produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Mapeamento e interação com as demandas sociais e coletivas. Reconhecimento da diversidade do povo brasileiro (idade, raça, etnia, cor, orientação sexual). Proposta de um trabalho coletivo mais acolhedor, ágil e resolutivo METAS - PNH Redução de filas e do tempo de espera, com ampliação de acesso. Atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco. Implantação de modelo de atenção com responsabilização e vínculo. Garantia dos direitos dos usuários. Valorização do trabalho na saúde. Gestão participativa nos serviços. Ampliar a clínica tomar a saúde como seu objeto de investimento, considerando a vulnerabilidade, o risco do sujeito em seu contexto ter como objetivo produzir saúde e ampliar o grau de autonomia dos sujeitos realizar a avaliação diagnóstica considerando não só o saber clínico e epidemiológico, como também a história dos sujeitos e os saberes por eles veiculados definir a intervenção terapêutica considerando a complexidade biopsicossocial das demandas de saúde. Acolhimento Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítima e singular necessidade de saúde. Escuta qualificada, garantir acesso, Tecnologias adequadas, Efetividade das práticas de saúde. Pontos a serem considerados no acolhimento Ao chegar à unidade a quem ou para onde o usuário se dirige? Quem o recebe? De que modo? Qual o caminho que o usuário faz até ser atendido? O que se configura como necessidade de atendimento no serviço? Quem define? O que não é atendido e por quê? Como você percebe a escuta à demanda do usuário? Do que e como a rede social do usuário é informada? Que profissionais participam desse processo? RESOLUÇÃO COFEN Nº 423/2012 Normatiza, no Âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, a Participação do Enfermeiro na Atividade de Classificação de Riscos. CONSIDERANDO o artigo 11, inciso I, alínea “m”, da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem nº 7.498, de 25 de junho de 1986, segundo o qual o Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem, cabendo-lhe, privativamente, a execução de cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas CONSIDERANDO a classificação de risco e correspondente priorização do atendimento em Serviços de Urgência como um processo complexo, que demanda competência técnica e científica em sua execução; CONSIDERANDO o processo de acolhimento e classificação de risco como parte do sistema de humanização da assistência, objeto de padronização do Ministério da Saúde; CONSIDERANDO que a metodologia internacionalmente reconhecida para classificação de risco (Protocolo de Manchester) prevê que o usuário seja acolhido por uma equipe que definirá o seu nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento específico de que necessita; CONSIDERANDO a imprescindível qualificação e atualização, específica e continuada, do Enfermeiro para atuar no processo de classificação de risco e priorização da assistência à saúde. RESOLVE Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a classificação de risco e priorização da assistência em Serviços de Urgência é privativa do Enfermeiro, observadas as disposições legais da profissão. Parágrafo único. Para executar a classificação de risco e priorização da assistência, o Enfermeiro deverá estar dotado dos conhecimentos, competências e habilidades que garantam rigor técnico-científico ao procedimento. Parâmetros para a implementação na rede de urgência / emergência. Demanda acolhida e atendida de acordo com a avaliação de risco, garantido o acesso referenciado aos demais níveis de assistência; Garantia de resolução da urgência e emergência, provido o acesso ao atendimento hospitalar e à transferência segura conforme a necessidade dos usuários; Promoção de ações que garantam a integração com o restante da rede de serviços e a continuidade do cuidado após o atendimento de urgência ou de emergência; Definição de protocolos clínicos, garantindo a eliminação de intervenções desnecessárias e respeitando a singularidade do sujeito; Garantia de participação dos trabalhadores em atividades de educação permanente em saúde; Promoção de atividades de valorização e de cuidados aos trabalhadores da saúde, contemplando ações voltadas para a promoção da saúde e a qualidade de vida no trabalho. Por que urgência como uma das prioridades na organização das redes de atenção? 1. Incremento na atenção a pacientes agudos 2. A carga das doenças 3. O impacto da mortalidade 4. O ponto fraco do sistema 5. O impacto na mídia 6. A resposta rápida observada nas experiências internacionais Morte e Cuidados Paliativos Morte • Morte:fim dos processos vitais. • Tecnologia: prolongamento dos sinais básicos. • Fenômeno da idade adulta “invisível e abstrata”. • Tanatologia: estudo sobre a morte e o morrer. • Cuidados paliativos: cuidados direcionados para o alívio da dor e do sofrimento, e que permitem a doentes terminais morrer com paz, conforto e dignidade. Perspectiva histórica Deslocamento do contexto da morte CASA HOSPITAL Interior do círculo familiar Lugar da razão e da técnica Ciclo Vital Infância, Adolescência, Maturidade e Senilidade NASCER CRESCER ENVELHECER MORRER Senilidade • Possibilidade de morte é mais presente. • Quanto maior a satisfação com a vida, menor o temor da morte. • Ser cuidado pelos filhos, netos etc. • A morte de amigos aproxima o idoso de sua mortalidade • A viuvez representa o ritmo natural da vida. Morte da família geram desafios adaptativos dolorosos no sistema familiar E nos membros individualmente. Perdas em geral geram Redefinição de papéis. Morte gera modificação na estrutura da família e Reorganização do sistema familiar. Tarefas adaptativas da família • Reconhecimento compartilhado da realidade da morte/perda • Comunicar os sentimentos abertamente • Reorganização do sistema familiar • Reinvestimento em outras relações e projetos de vida Fatores que influenciam a adaptação familiar a perda A forma da morte: • Morte repentina ou prolongada, morte violenta, acidente, homicídio, suicídio. Situações que podem gerar complicações para a adaptação familiar • Morte repentina ou prolongada • Perda ambígua • Morte violenta, especialmente suicídio • Falta de coesão para apoio mútuo • Falta de flexibilidade do sistema • Comunicação bloqueada e segredos • Falta de recursos familiares, sociais e econômicos • Importância do papel do membro falecido • Relações conflituosas ou rompidas na época da morte • Perda prematura • Perdas Múltiplas • Perdas não resolvidas. Adaptação disfuncional à perda • O tempo para • Os relacionamentos tornam-se rígidos • A família usa a negação ou a fuga (álcool, drogas etc.) Perdas antecipadas A antecipação da perda devido a uma doença física pode ser tão perturbadora e dolorosa para as famílias quanto a morte efetiva de um de seus membros. Quando as famílias estão enfrentando a antecipação da perda na fase final de uma doença, a qualidade, assim como a quantidade de tempo, passa a ser uma prioridade. Ambivalência de sentimentos (é um sentimento conflitante onde coexistem duas ideias de igual importância e intensidade a respeito de uma mesma coisa). Proximidade X Distância Vigilância X Descaso Alívio X Culpa Linha de tempo da doença • Doenças progressivas: (Alzheimer, esclerose múltipla) – envolvem uma série de perdas ao longo do tempo. • Doenças reincidentes: (asma, doenças cardíacas) – as questões relacionadas a perdas antecipadas vão e vem ao longo do tempo. • As fases da doença e as tarefas evolutivas - fase de crise, crônica e terminal OBSTINAÇÃO TERAPÊUTICA CURAR CUIDADOS PALIATIVOS CUIDAR Modelo de elaboração do luto Até duas semanas Pessoas próximas sentem-se perdidas e confusas; Sentimentos de tristeza; choro frequente. 6m – 2 anos Choque e descrença Reviver a morte e o relacionamento; Sensação de que a pessoa está viva. Preocupação com a memória da pessoa falecida. Resolução – Retomada nos interesses; Lembrança da pessoa, morte: afeto e Tristeza. Atitudes diante da morte e do morrer 1. Negação e isolamento 2. Raiva 3. Barganha 4. Depressão 5. Aceitação IMPORTANTE: não há uma sequência estabelecida e nem todos passam por todas as fases. Cuidados paliativos • Cuidado ativo e total dos pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. • O controle da dor e de outros sintomas, o cuidado dos problemas de ordem emocional, social e espiritual é o mais importante. • O objetivo do cuidado paliativo é conseguir a melhor qualidade de vida possível para os pacientes e suas famílias. DEFINIÇÃO DE 1990- OMS: “Os cuidados totais e ativos dirigidos a pacientes fora de possibilidade de cura” • Definição conflituosa... • Ela leva a pensar que os cuidados paliativos se resumem apenas aos cuidados dispensados à fase final da vida, quando “não há mais nada a fazer”. • Qual é o momento de decretar a falência de um tratamento? Definição de 2002- OMS: “Cuidado Paliativo é a abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual.” Indicação dos Cuidados Paliativos • Na vigência de doenças crônicas em diferentes fases de evolução, onde a morte poderá ocorrer por evolução natural de um processo de adoecer, que pode se arrastar por anos. Ex. portadores de insuficiência cardíaca avançada, quadro demencial de várias etiologias, pacientes pneumopatas crônicos com quadro de hipoxemia grave, sequelados de vários episódios de isquemia cerebral, pacientes com esclerose lateral amiotrófica e com outras doenças neurológicas degenerativas progressivas, neoplasias. Só não é possível aplicar os princípios dos Cuidados Paliativos quando há morte súbita por doença, acidente ou violência. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA • A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é definida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) como uma condição clínica multifatorial, caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos arteriais, maiores ou iguais a 140 e/ou 90mmHg. • Frequentemente, está associada a distúrbios metabólicos e a alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus – DM. Associa-se, ainda, a eventos como: • morte súbita • acidente vascular encefálico (AVE) • infarto agudo do miocárdio (IAM) • insuficiência cardíaca (IC) • doença arterial periférica (DAP) e doença renal crônica (DRC), fatal e não fatal. • A hipertensão arterial sistêmica (HAS) apresenta alta morbimortalidade, com perda importante da qualidade de vida, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. • O diagnóstico não requer tecnologia sofisticada, e a doença pode ser tratada e controlada com mudanças no estilo de vida, com medicamentos de baixo custo e de poucos efeitos colaterais, comprovadamente eficazes e de fácil aplicabilidade na Atenção Básica. Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando for à Unidade Básica de Saúde para consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos dois anos, deverá tê-la verificada e registrada. • A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços e deve ser considerada a de maior valor, caso haja diferença. • A PA deverá ser novamente verificada: • – a cada dois anos, se PA menor que 120/80 mmHg; • – a cada ano, se PA entre 120 – 139/80 – 89 mmHg nas pessoas sem outros fatores de risco para doença cardiovascular; • – em mais dois momentos em um intervalo de 1 – 2 semanas, se PA maior ou igual a 140/90 mmHg ou PA entre 120 – 139/80 – 89 mmHg na presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular. Tipos e Causa Hipertensão Primária 1. A hipertensão arterial primária essencial, ou idiopática, é a forma mais comum de hipertensão, contabilizando 90 a 95% de todos os casos da doença. 2. Geralmente a pressão arterial aumenta de acordo com o envelhecimento, o que é fisiológico erelacionado com o aumento de rigidez da parede arterial. 3. A hipertensão essencial é consequência de uma interação complexa entre genes e fatores ambientais. 4. Entre os maus hábitos que contribuem para o aumento da pressão arterial estão o consumo de muito sal na dieta. Ainda não é conclusiva a possível influência de outros fatores como o estresse, o consumo de cafeína ou a insuficiência de vitamina D. Hipertensão Secundária 1. A hipertensão arterial secundária é consequência de uma causa identificável. 2. As doenças renais são a causa mais comum de hipertensão secundária, ocupando lugar de destaque a estenose da artéria renal, transtornos endócrinos como a síndrome de Cushing , o hipertireoidismo. 3. Na Coarctação da aorta a hipertensão arterial existe unicamente acima do nível da coartação, havendo hipotensão nos membros inferiores. FATORES DE RISCO Ingestão de álcool - A ingestão de álcool por períodos prolongados de tempo pode aumentar a PA e a mortalidade cardiovascular em geral. (30 gramas de álcool/dia) Tabagismo Obesidade Ingestão excessiva de Sal Diabetes Mellitus Idade Estresse Fatores socioeconômicos Sedentarismo- A atividade física reduz a incidência de HAS, mesmo em indivíduos pré-hipertensos, bem como a mortalidade e o risco de DCV. Genética- A contribuição de fatores genéticos para a gênese da HAS está bem estabelecida na população. Porém, não existem, até o momento, variantes genéticas que possam ser utilizadas para predizer o risco individual de desenvolver HAS. Outros- A predisposição genética e os fatores ambientais tendem a contribuir para essa combinação em famílias com estilo de vida pouco saudável FISIOPATOLOGIA Aumento da Resistência periférica Idade Aumenta a RVP – consequência direta da aterosclerose, que leva ao “envelhecimento do vaso”. Aterosclerose – processo patológico multifatorial, caracterizado por disfunção endotelial, seguido de alterações morfológicas do endotélio e íntima (resposta fibroproliferativa da parede arterial causada por agressão à superfície endotelial). Diminuição da liberação de óxido nítrico Diminuição da sensibilidade da musculatura lisa vascular aos efeitos da endotelina (vasoconstritor) Aumento do diâmetro do vaso Deposição lipídica e de Cálcio Perda da elasticidade Aorta e as grandes artérias são menos capazes de acomodar o volume de sangue bombeado pelo coração (vol sist.) e a energia que teria estirado os vasos eleva a PAS, principal em idosos Falência da atuação dos barorreceptores – atuam em sistema simpático • Obesidade – hiperinsulinemia causa o aumento de reabsorção de sódio nos túbulos renais, aumentando volume sanguíneo e atividade vascular. • Diabetes – resistência à insulina e excesso de glicose causam enrijecimento da parede arterial. • O excesso de insulina desregula o sistema nervoso simpático. • Tabagismo – vasoconstrição. • Sedentarismo – menor estimulação vagal, maior ganho de peso. • Estresse – atividade intensa do sistema nervoso simpático. • Fatores socioeconômicos – nível de escolaridade. Classificação da HAS AMERICAN COLLEGE OF CARDIOLOGY (ACC) AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA) • A diretriz atualizada recomenda o início do tratamento medicamentoso (ACC e AHA, 2017): • Para as pessoas com hipertensão em estágio 1 com risco cardiovascular ou com risco cardiovascular estimado em 10 anos for superior a 10% pelo cálculo do risco cardiovascular utilizando o escore global de Framingham, chamado “ASCVD risk calculator”; • Para as pessoas com hipertensão em estágio 2. • Recomenda-se o início da terapia medicamentosa combinada (dois anti- hipertensivos) nos casos de HAS estágio 2 e/ou se a PA medida estiver acima da meta em mais de 20/10mmHg (sistólica/diastólica) (ACC e AHA, 2017). DIAGNÓSTICO TERAPÊUTICA • Iniciar um tratamento da HAS deve-se basear no nível pressórico e na presença de outros fatores de risco cardiovascular e/ou lesão em órgãos- alvo. • Fatores de risco cardiovascular: tabagismo, DM, DLP, antecedente familiar. • Lesões de órgão-alvo: doenças cardíacas (hipertrofia ventricular esquerda, angina ou IAM prévio, RM prévio, IC), nefropatia, doença vascular arterial periférica, AVE, retinopatia hipertensiva. Incentivar modificações no estilo de vida em indivíduos hipertensos ou com PA na faixa normal limítrofe. TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO • Redução do peso corporal • Redução na ingestão de sódio • Aumento da ingestão de potássio • Redução do consumo de bebidas alcoólicas • Exercício físico regular • Cessação do tabagismo TRATAMENTO MEDICAMENTOSO O tratamento medicamentoso deve ser individualizado e complementar os seguintes aspectos: 1) Ser eficaz VO e bem tolerado 2) Permitir o menor número possível de tomadas diárias, com preferência para aqueles com posologia de dose única diária. 3) Iniciar com as menores doses efetivas preconizadas para cada situação clínica, podendo ser aumentadas gradativamente e/ ou associar-se a outro hipotensor de classe farmacológica diferente. 4) Respeitar um período de 4 semanas para se proceder ao aumento da dose e/ou associação de medicamentos. 5) Instruir o paciente sobre a doença, efeitos colaterais dos medicamentos, objetivos terapêuticos. 6) Considerar as condições socioeconômicas. FÁRMACOS Diuréticos (tiazídicos, de alça e poupadores de potássio) Depleção de volume Redução de RVP Inibidores adrenérgicos (de ação central e betabloqueadores) Reduz tônus simpático, diminuição do DC, redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas) Metildopa, doxazosina, atenolol Inibidores da enzima conversora de angiotensina – IECA (captopril, enalapril) Bloqueia a transformação da angiotensina I em angiotensina II Antagonistas dos canais de cálcio (verapamil) Redução da RVP por diminuição da concentração de cálcio nas células musculares lisas vasculares Vasodilatadores diretos (hidralazina) Atuam sobre a musculatura da parede vascular, promovendo relaxamento muscular com consequente vasodilatação e redução da resistência vascular periférica Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (losartan) Antagonizam a ação da angiotensina II por bloqueio de seus receptores AT-1 • Apesar da elevada prevalência de hipertensão arterial na população negra, o Ministério da Saúde (2013) recomenda a utilização de diuréticos e bloqueadores de canais de cálcio para o tratamento da doença nessas pessoas. Essa recomendação fundamenta-se nas evidências científicas que indicam que, nesse grupo de indivíduos, os diuréticos têm eficácia aumentada, o que reduz a morbimortalidade por doenças cardiovasculares (SBC, 2016). • Estudos recentes com populações negras americanas indicaram menor eficácia dos inibidores da ECA nesse caso. • Aspectos relacionados aos fatores genéticos explicam tal situação: as evidências indicam que as pessoas afrodescendentes produzem menos renina e, por isso, não respondem bem aos inibidores da ECA. • Para o Ministério da Saúde e para a SBC, as evidências científicas demonstraram redução de morbidade e de mortalidade com a administração dessas classes de medicamentos (diuréticos, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina, antagonistas de receptores de angiotensina II e bloqueadores de canais de cálcio). • No entanto, os benefícios obtidos com os betabloqueadores são menores quando comparados aos dos demais grupos, devendo ser reservados para situações específicas. Por isso, não se indica o uso de betabloqueadores como droga de primeira linha no tratamento da HAS (BRASIL, 2013; SBC, 2016). QUALIDADE EM SÁUDE SEGURANÇA E QUALIDADE NOS HOSPITAIS BRASILEIROS • A REDUÇÃO DOSERROS NOS CUIDADOS REALIZADOS PELA EQUIPE DE SAÚDE TORNOU-SE UMA PREOCUPAÇÃO MUNDIAL. • ESTUDOS DE BASE POPULACIONAL DE UM NÚMERO DE NAÇÕES AO REDOR DO MUNDO TÊM CONSISTENTEMENTE DEMONSTRADO TAXAS DE ERROS INACEITAVELMENTE ALTAS E DE MORTES EVITÁVEIS. NO BRASIL, PESQUISA RECENTE EM TRÊS HOSPITAIS DE ENSINO DO RIO DE JANEIRO IDENTIFICOU UMA INCIDÊNCIA DE 7,6% DE PACIENTES COM EVENTOS ADVERSOS, SENDO 66,7% DESTES COM EVENTOS ADVERSOS EVITÁVEIS. TODOS PRECISAM SER ESTIMULADOS AO COMPROMISSO COM A TRANSPARÊNCIA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E A RESPONSABILIZAÇÃO COM A MELHORIA DE QUALIDADE. • TODOS PRECISAM ADMITIR QUE A SEGURANÇA, ANTES DE MAIS NADA, É UM COMPORTAMENTO QUE DEVE SER TRANSFORMADO NUMA CULTURA INSTITUCIONAL. GERENCIAMENTO DE RISCOS • APLICAÇÃO DO RACIOCÍNIO VOLTADO PARA TORNAR UMA ATIVIDADE DE RISCO • MAIS SEGURA SEM DIMINUIÇÃO DE OPERACIONALIDADE • É UM PROCESSO SISTÊMICO E COM TÉCNICAS ESPECÍFICAS • É UMA FERRAMENTA DE AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÃO • REDUZ OS RISCOS A NÍVEIS ACEITÁVEIS • NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA, NÃO PROVÊ UM CURSO PRECISO DE AÇÃO. • IDENTIFICAR AS AMEAÇAS • ANALISAR O RISCO • MENSURAR O RISCO • GERENCIAR O RISCO • SUPERVISIONAR E CONTROLAR • MODIFICAR PROCESSO OU OPERAÇÃO 10 PASSOS PARA SEGURANÇA DO PACIENTE A IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE É PRÁTICA INDISPENSÁVEL PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO PACIENTE EM QUALQUER AMBIENTE DE CUIDADO À SAÚDE FALHAS NA IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE PODEM RESULTAR EM DIVERSOS ERROS A IDENTIFICAÇÃO DEVE SER FEITA POR MEIO DE PULSEIRA DE IDENTIFICAÇÃO, PRONTUÁRIO, ETIQUETAS, SOLICITAÇÕES DE EXAMES, COM A PARTICIPAÇÃO ATIVA DO PACIENTE E FAMILIARES, DURANTE A CONFIRMAÇÃO DA SUA IDENTIDADE. 2 HIGIENIZAR AS MÃOS É REMOVER A SUJIDADE, SUOR, OLEOSIDADE, PELOS E CÉLULAS DESCAMATIVAS DA MICROBIOTA DA PELE, COM A FINALIDADE DE PREVENIR E REDUZIR AS INFECÇÕES RELACIONADAS A ASSISTÊNCIA À SAÚDE. QUANDO PROCEDER À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: ANTES E APÓS O CONTATO COM O PACIENTE. ANTES E APÓS A REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS ASSÉPTICOS. APÓS CONTATO COM MATERIAL BIOLÓGICO. APÓS CONTATO COM O MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS PRÓXIMOS AO PACIENTE. ESTE PASSO APRESENTA MEDIDAS PARA TORNAR O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO MAIS SEGURO E AJUDAR A EQUIPE DE SAÚDE A REDUZIR A POSSIBILIDADE DE OCORRÊNCIA DE DANOS AO PACIENTE, PROMOVENDO A REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO CERTO, NO LOCAL E PACIENTE CORRETOS. A UTILIZAÇÃO DE UMA OU DE VÁRIAS LISTAS DE VERIFICAÇÃO (CHECK-LIST) TRAZ INÚMERAS VANTAGENS. OS SERVIÇOS DEVEM ELABORAR SUAS LISTAS ESPECÍFICAS, DEPENDENDO DA COMPLEXIDADE DOS PROCEDIMENTOS QUE SÃO REALIZADOS. A INFUSÃO SÓ PODERÁ OCORRER APÓS A CONFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE DO PACIENTE E SUA COMPATIBILIDADE COM O PRODUTO. • O PACIENTE PODE E DEVE CONTRIBUIR PARA A QUALIDADE DOS CUIDADOS À SUA SAÚDE, FORNECENDO INFORMAÇÕES IMPORTANTES A RESPEITO DE SI MESMO E INTERAGINDO COM OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE. • ELE DEVE SER ESTIMULADO A PARTICIPAR DA ASSISTÊNCIA PRESTADA E ENCORAJADO A FAZER QUESTIONAMENTOS. A COMUNICAÇÃO É UM PROCESSO RECÍPROCO, UMA FORÇA DINÂMICA CAPAZ DE INTERFERIR NAS RELAÇÕES, FACILITAR E PROMOVER O DESENVOLVIMENTO E O AMADURECIMENTO DAS PESSOAS E INFLUENCIAR COMPORTAMENTOS. EXISTEM DIVERSAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO, COMO VERBAL, NÃO VERBAL, ESCRITA, TELEFÔNICA, ELETRÔNICA, ENTRE OUTRAS, SENDO FUNDAMENTAL QUE OCORRA DE FORMA ADEQUADA PERMITINDO O ENTENDIMENTO ENTRE AS PESSOAS. O PACIENTE RECEBE CUIDADOS DE DIVERSOS PROFISSIONAIS E EM DIFERENTES LOCAIS, O QUE TORNA IMPRESCINDÍVEL A COMUNICAÇÃO EFICAZ ENTRE OS ENVOLVIDOS NO PROCESSO. A QUEDA PODE SER DEFINIDA COMO A SITUAÇÃO NA QUAL O PACIENTE, NÃO INTENCIONALMENTE, VAI AO CHÃO OU A ALGUM PLANO MAIS BAIXO EM RELAÇÃO À SUA POSIÇÃO INICIAL. A AVALIAÇÃO PERIÓDICA DOS RISCOS QUE CADA PACIENTE APRESENTA PARA OCORRÊNCIA DE QUEDA ORIENTA OS PROFISSIONAIS A DESENVOLVER ESTRATÉGIAS PARA SUA PREVENÇÃO.