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1 ELAINE DE MORAES CARVALHO NOGUEIRA MATRÍCULA: 600806624 ANA CLÁUDIA SANTANA AGUINÉLO DA SILVA MATRÍCULA: 600172597 UMA PACIENTE COM INFECÇÃO URINÁRIA, HIPERCOLESTEROLEMIA, HEMOGLOBINA GLICOLIZADA Estudo de caso PSF apresentado à disciplina estágio supervisionado lI do curso de Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira- UNIVERSO como parte do requisito para avaliação. Orientador: William Coimbra SÃO GONÇALO 2020 2 RESUMO Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, do tipo estudo de caso, elaborado por acadêmico de enfermagem do curso de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira. O interesse por este estudo surgiu a partir da identificação de uma paciente no em uma Unidade Básica de Saúde, do estado de Rio de janeiro.. Diante disto objetivamos: detectar os problemas de saúde existentes, seguindo o critério de Diagnóstico de Enfermagem, traçar um plano de cuidados; contribuir para melhoria da qualidade de vida da cliente; aperfeiçoar nossos conhecimentos a respeito dos problemas identificados e ampliar nosso conhecimento sobre o que poderia ser feito em benefício da cliente. O processo de enfermagem de cinco fases, foi aplicado, utilizando-se na fase de diagnóstico a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Na discussão do caso foi referenciada a teoria do autocuidado de Dorothea Orem. Os dados foram coletados através de entrevista com a cliente, seus familiares e médico responsável; exame físico; observação; consulta ao prontuário. Os principais diagnósticos de enfermagem identificados foram: medo; ansiedade; distúrbio na auto- imagem; risco para infecção; mobilidade física prejudicada; déficit no autocuidado relativos a: banho/higiene, vestir-se e arrumar-se, uso do vaso sanitário e instrumental; risco para desgaste do papel do cuidador. 3 SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINAS 1.CONSIDERAÇÔES INICIAIS………………………………………………4 2.METODOLOGIA................................................................................................................7 3DISCUSSÃO..........................................................................................................................8 3.1 HISTÓRICO………………………………………………………………. . .8 3.1.1 EXAME FÍSICO…………………………………………………………. 8 3.2- FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA PREGRESSA.........................................,9 3.2.1- FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA ATUAL…………………………..12 4 FARMACOLOGIA............................................................................................................17 5. ANÁLISES DOS DADOS, DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM E PLANEJAMENTO…………………………………………………………. 18 6- IMPLEMENTAÇÃO E INTERVENÇÃO.................................................................22 7-CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………...22 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………….,,24 4 1.CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A motivação para realização desta pesquisa surgiu durante o estágio no Posto de Saúde da Família em Niterói, da disciplina Estágio Supervisionado lI que está inserido no Programa Curricular do curso de graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira sob a orientação da Professora Adriana Ribas. No campo de estágio já referido, prestamos assistência a uma cliente que apresentava, de acordo com as previsões médicas, perspectiva de vida. Além disto, detectamos a existência de diversos problemas de saúde, que necessitariam de cuidados de enfermagem para serem resolvidos. Porém, o cliente demonstrava certa aversão a tal assistência, refletida na dificuldade em aceitá-la. A privacidade do cliente foi resguardada e o sigilo das informações também, respeitando os aspectos com a aceitação do cliente em participar do estudo. A formação profissional na área de saúde visa incorporar informações que enfatizem a aplicação de todas as ações para preservação da vida, que em consequência, quando bem-sucedidas significam sucesso, enquanto que a constatação da morte significa fracasso (Boemer, 1989, p. 27). No entanto, consideramos que a enfermagem não tem somente compromisso com a "preservação da vida", mas também com a manutenção da qualidade de vida, enquanto houver não importando por quanto tempo. O enfermeiro tem como papel a possibilidade de oferecer uma assistência de qualidade, assumindo seu papel de orientador, educador e conselheiro. Diante disto, objetivamos: • Detectar os problemas de saúde existentes, de acordo com o critério de Diagnóstico de Enfermagem; • Traçar um plano de cuidados correspondente a solução dos problemas encontrados; 5 • Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da cliente em estudo; • Ampliar nosso entendimento acerca do que poderia ser feito em benefício da cliente; • Aperfeiçoar nossos conhecimentos acerca dos problemas identificados. Com tais finalidades, desenvolvemos um estudo de caso, que é um tipo de pesquisa que proporciona uma aproximação significativa do problema a ser estudado, determinando um conhecimento amplo e minucioso, a ponto de permitir a adequação de resoluções relativamente mais eficazes quando comparadas às obtidas através de outros tipos de pesquisa. Gil (1991, p. 58-60) afirma que: "O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante os outros delineamentos considerados. Suas principais vantagens são: o estímulo a novas descobertas, a ênfase na totalidade e a simplicidade dos procedimentos". Os dados necessários à elaboração deste estudo foram obtidos através do médico responsável; exame físico; observação e consulta ao prontuário O processo de enfermagem de cinco fases foi aplicado, para que a partir de uma visão globalizada da situação, seja possível atingir uma assistência de boa qualidade, considerando os critérios de decisão, avaliação e redirecionamento. George (1993, p.24), afirma que: "O processo de enfermagem proporciona ordenamento e direcionamento ao trabalho do enfermeiro, por auxiliar os profissionais a tomarem decisões, e a preverem e avaliarem consequências. Suas cinco fases, ordenadamente, são: avaliação (coleta e análise dos dados), diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e evolução". Na fase de diagnóstico do processo de enfermagem foi utilizada a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA), que defende as respostas aos problemas de saúde como principal direcionador das intervenções de enfermagem. NANDA, apud Carpenito afirma que: 6 "O diagnóstico de enfermagem é o julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo, família ou comunidade aos problemas de saúde, processos vitais, reais ou potenciais. O diagnóstico de enfermagem proporciona a base para a seleção das intervenções de enfermagem, visando o alcance dos resultados pelos quais a enfermeira é responsável (NANDA, 1990). George (1993, p.91 e 96) afirma que: Na etapa de discussão será referenciada a teoria geral de Dorothea Orem. Isto porque a cliente em estudo deixa de realizar independentemente ou participar ativamente dos procedimentos, por ter uma percepção errônea a respeito de suas capacidades em relação a execução destes. Tal comportamento sofre influência da assistência da equipe de enfermagem e dos cuidados prestados pelos acompanhantes, caracteristicamente maternal, o que desestimula o aprendizado para a aquisição de habilidades, e consequentemente de independência total ou, parcial, quando possível. George (1993, p.91 e 96) afirma que: “Orem acredita que os indivíduos possuem potencial para a aprendizagem e o desenvolvimento. A maneira pela qual um indivíduo satisfaz suas necessidades de autocuidado não éinstintiva; trata-se, sim, de um comportamento aprendido. "..." A enfermagem tem como especial preocupação a necessidade de ações de autocuidado do indivíduo, e o oferecimento e controle disso, numa base contínua para sustentar a vida e a saúde, recuperar-se de doença ou ferimento e compatibilizar-se com seus efeitos" Também será referenciada a teoria de Wanda Horta “Horta descreve a enfermagem como ciência e arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torná-lo independente desta assistência através da educação; de recuperar, manter e promover sua saúde, contando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais. Gente que cuida de gente. assim ela definiu enfermagem. E para ela, ser gente é sentir-se responsável pelo destino da humanidade.” 7 2 METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso A pesquisa exploratória é uma metodologia de pesquisa para levantamento bibliográfico sobre um assunto. É muito utilizada para a busca de entendimento sobre a natureza geral de um problema, as possíveis hipóteses alternativas e as variáveis relevantes que precisam ser consideradas no estudo. Gil (1996, p.45-46), afirma que: "As pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. "..." As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. Existem pesquisas, que embora definidas como descritivas a partir de seus objetivos, acabam servindo mais para proporcionar uma nova visão do problema, o que as aproxima das pesquisas exploratórias". Foi desenvolvido um estudo descritivo, onde podemos perceber os comportamentos dos pacientes que estão nesta Unidade e significados atribuídos relativamente ao objeto em análise (Couto,2003). Quanto aos procedimentos, fiz a opção por uma abordagem qualitativa, busca de dados subjetivos, que não podem ser reduzidos a variáveis e nem representados através gráficos e numéricos (GODMBERG. Silveira; CORDOVA, 2009). Pesquisa qualitativa é um método de investigação científica que se foca no caráter subjetivo do objeto analisado, estudando as suas particularidades e experiências individuais, na qualitativa, a opinião do pesquisador pode estar integrada à pesquisa. Para Minayo (2001), a pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. 8 3. DISCUSSÃO DO CASO 3.1. Histórico MJSD, 58 anos, branca, do sexo feminino, nível médio completo, aposentada, viúva, católica, natural e procedente de Itaboraí, RJ. Reside em casa de alvenaria, com água tratada, energia elétrica e rua com asfaltamento Procurou atendimento na unidade Básica de Saúde, devido queixa de “perda de peso e muita urina” há três meses, e há duas semanas iniciou mal-estar. Ao questionar refere que há três meses apresenta quadro de polaciúria associada perda ponderal de 6 kg e há duas semanas iniciou quadro de astenia progressiva com melhora ao repouso e piora com as atividades físicas, além de polidipsia progressiva e disúria, nega polifagia e outros sintomas. História Patológica Pregressa: Hipertensão arterial sistêmica com diagnóstico há 4 anos e em uso regular de Losartana 50 mg/dia, hidroclorotiazida 1 comprimido/dia, sem acompanhamento médico regular há dois anos. Nega outras comorbidades e nega alergias medicamentosas. Sedentária, faz uso de bebida alcoólica (cerveja – 5 a 10 copos) desde os 18 anos, quase todos os finais de semana, tabagista de 5 a 10 cigarros/dia. Nega uso de drogas ilícitas. Vida sexual ativa, sem filhos. História familiar: Diabetes (pai e mãe) e Hipertensão (mãe)., 3.1.1 EXAME FÍSICO Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, fácies atípica, acianótica, anictérica, afebril, normocorada, sem edemas, eupneica, peso: 92 kg, estatura: 1,63 m, PA: 170x100 mmHg. FR: 18irpm. Retornou após 30 dias trazendo resultado de exames, que evidenciam hipercolesterolemia, glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada e infecção urinária. 9 3.2 Fisiopatologia da Doença Pregressa: Hipertensão Arterial: A Importância do Problema A elevação da pressão arterial representa um fator de risco independente, linear e contínuo para doença cardiovascular. A hipertensão arterial apresenta custos médicos e socioeconômicos elevados, decorrentes principalmente das suas complicações, tais como: doença cerebrovascular, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica e doença vascular de extremidades. Mortalidade No Brasil, em 2003, 27,4% dos óbitos foram decorrentes de doenças cardiovasculares, atingindo 37% quando são excluídos os óbitos por causas mal definidas e a violência. A principal causa de morte em todas as regiões do Brasil é o acidente vascular cerebral, acometendo as mulheres em maior proporção. Observa-se tendência lenta e constante de redução das taxas de mortalidade cardiovascular. A doença cerebrovascular, cujo fator de risco principal é a hipertensão, teve redução anual das taxas ajustadas por idade de 1,5% para homens e 1,6% para mulheres. O conjunto das doenças do coração, hipertensão, doença coronária e insuficiência cardíaca também teve taxas anuais decrescentes de 1,2% para homens e 1,3% para mulheres. No entanto, apesar do declínio, a mortalidade no Brasil ainda é elevada em comparação a outros países, tanto para doença cerebrovascular como para doenças do coração. Prevalência: Inquéritos de base populacional realizados em algumas cidades do Brasil mostram prevalência de hipertensão arterial (>140/90 mmHg) de 22,3% a 43,9%. Hospitalizações A hipertensão arterial e as doenças relacionadas à pressão arterial são responsáveis por alta frequência de internações. Insuficiência cardíaca é a principal causa de hospitalização entre as doenças cardiovasculares, sendo duas vezes mais frequente que as internações por acidente vascular cerebral. Em 2005 ocorreram 1.180.184 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de R$ 1.323.775.008,280 10 Fatores de risco para hipertensão arterial Idade: A pressão arterial aumenta linearmente com a idade. Em indivíduos jovens, a hipertensão decorre mais frequentemente apenas da elevação na pressão diastólica, enquanto a partir da sexta década o principal componente é a elevação da pressão sistólica. O risco relativo de desenvolver doença cardiovascular associado ao aumento da pressão arterial não diminui com o avanço da idade e o risco absoluto aumenta marcadamente. Sexo e Etnia: A prevalência global de hipertensão entre homens (26,6%; IC 95% 26,0- 27,2%) e mulheres (26,1%; IC 95% 25,5-26,6%) insinua que sexo não é um fator de risco para hipertensão. Estimativas globais sugerem taxas de hipertensão mais elevadas para homens até os 50 anos e para mulheres a partir da sexta década. Hipertensão é mais prevalente em mulheres afrodescendentes com excesso de risco de hipertensão de até 130% em relação às mulheres brancas. Fatores socioeconômicos: Nível socioeconômico mais baixo está associado a maior prevalência de hipertensão arterial e de fatores de risco para elevação da pressão arterial, além de maior risco de lesão em órgãos-alvo e eventos cardiovasculares. Hábitos dietéticos, incluindo consumo de sal e ingestão de álcool, índice de massa corpórea aumentado, estresse psicossocial, menor acesso aos cuidadosde saúde e nível educacional são possíveis fatores associados. Sal: O excesso de consumo de sódio contribui para a ocorrência de hipertensão arterial. A relação entre aumento da pressão arterial e avanço da idade é maior em populações com alta ingestão de sal. Povos que consomem dieta com reduzido conteúdo deste têm menor prevalência de hipertensão e a pressão arterial não se eleva com a idade. Entre os índios Yanomami, que têm baixa ingestão de sal, não foram observados casos de hipertensão arterial. Em população urbana brasileira, foi identificada maior ingestão de sal nos níveis sócio econômicos mais 11 Obesidade: O excesso de massa corporal é um fator predisponente para a hipertensão, podendo ser responsável por 20% a 30% dos casos de hipertensão arterial; 75% dos homens e 65% das mulheres apresentam hipertensão diretamente atribuível a sobrepeso e obesidade. Apesar do ganho de peso estar fortemente associado com o aumento da pressão arterial, nem todos os indivíduos obesos tornam-se hipertensos. Estudos observacionais mostraram que ganho de peso e aumento da circunferência da cintura são índices prognósticos importantes de hipertensão arterial, sendo a obesidade central um importante indicador de risco cardiovascular aumentado. Estudos sugerem que obesidade central está mais fortemente associada com os níveis de pressão arterial do que a adiposidade total19. Indivíduos com nível de pressão arterial ótimo, que ao correr do tempo apresentam obesidade central, têm maior incidência de hipertensão. A perda de peso acarreta redução da pressão arterial. Álcool: O consumo elevado de bebidas alcoólicas como cerveja, vinho e destilados aumenta a pressão arterial. O efeito varia com o gênero, e a magnitude está associada à quantidade de etanol e à frequência de ingestão. O efeito do consumo leve a moderado de etanol não está definitivamente estabelecido. Verifica-se redução média de 3,3 mmHg (2,5 a 4,1 mmHg) na pressão sistólica e 2,0 mmHg (1,5 a 2,6 mmHg) na pressão diastólica com a redução no consumo de etanol. Estudo observacional indica que o consumo de bebida alcoólica fora de refeições aumenta o risco de hipertensão, independentemente da quantidade de álcool ingerida. Sedentarismo: O sedentarismo aumenta a incidência de hipertensão arterial. Indivíduos sedentários apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver hipertensão que os ativos. O exercício aeróbio apresenta efeito hipotensor maior em indivíduos hipertensos que normotensos. O exercício resistido possui efeito hipotensor semelhante, mas menos consistente. Outros fatores de risco cardiovascular: A presença de fatores de risco cardiovascular ocorre mais comumente na forma combinada. Além da predisposição genética, fatores ambientais podem contribuir para uma agregação de fatores de risco cardiovascular em famílias com estilo de vida pouco saudável. Em amostras da nossa população, a combinação de fatores de risco entre indivíduos hipertensos parece variar com a idade. predominando a inatividade física, o sobrepeso, a hiperglicemia e a 12 dislipidemia. A obesidade aumenta a prevalência da associação de múltiplos fatores de risco. Taxas de Conhecimento, Controle e Tratamento da Hipertensão Arterial Estudo brasileiro revelou que, em indivíduos adultos, 50,8% sabiam ser hipertensos, 40,5% estavam em tratamento e apenas 10,4% tinham pressão arterial controlada (as estatinas, que agem diretamente no fígado, o órgão que produz o colesterol, inibindo a ação de uma enzima essencial para a formação do LDL. Algumas pessoas experimentam queda nos níveis totais de colesterol apenas com as mudanças no estilo de vida. Outras, mesmo com dieta, não conseguem apresentar melhora significativa por conta da forte predisposição genética, precisando dos fármacos. A prescrição dos medicamentos, porém, varia conforme a idade do indivíduo e a presença de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares. Independentemente de ter história de parentes com colesterol elevado e com doenças cardiovasculares na família, toda pessoa deve manter uma alimentação saudável desde os primeiros anos de vida, com a ingestão diária de fibras, que ajudam a reduzir a absorção de colesterol pelo intestino, e de gorduras de origem vegetal, sobretudo as monoinsaturadas, como o azeite de oliva, que comprovadamente atuam na redução do LDL da circulação. As crianças, particularmente, devem limitar o consumo de alimentos que contenham gordura trans, ainda presente em muitas redes de fast food e em diversos produtos industrializados voltados ao público infantil. Já os adultos, além desse cuidado, precisam de parcimônia na ingestão de carnes, leite e seus derivados, preferindo os cortes magros e os produtos lácteos desnatados. O acompanhamento periódico dos níveis de colesterol também é recomendado já a partir dos 20 anos de idade, devendo ser feito mais cedo quando o risco genético 15 de males cardiovasculares for maior, por exemplo, quando um dos pais teve ataque cardíaco antes dos 40 anos. (Pereira, AC 2012) Glicemia de Jejum O exame de glicemia em jejum, também conhecido como teste da glicose, é feito para analisar os níveis de açúcar no sangue de uma pessoa. O procedimento serve para diagnosticar doenças como a hipoglicemia, hiperglicemia e o diabetes, ou para acompanhamento do tratamento desta última condição. (PESSOA, DLR 2020) Para realizar o exame é preciso que a pessoa esteja em jejum de 12 horas, para que o resultado não seja influenciado e possa indicar uma patologia não existente, por exemplo. A glicemia em jejum fornece resultado instantâneo e pode assinalar que: – Sua dieta ou rotina de exercícios precisa mudar; – Seus medicamentos ou tratamento para diabetes estão ou não funcionando; – Seus níveis de açúcar no sangue estão altos ou baixos. O médico também pode solicitar o teste como parte de um exame de rotina Só para você ter uma ideia, a SDB (Sociedade Brasileira de Diabetes) estima que há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes no Brasil, o que representa 6,9% da população. O médico pode solicitar o exame de glicemia em jejum em para verificar se você tem diabetes, pré-diabetes ou hipoglicemia, por exemplo. Por meio do teste é possível medir a quantidade de glicose no seu sangue. Pode acontecer de você não sentir nenhum sintoma, mas apresentar alguma alteração nos níveis de açúcar, principalmente porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo. No entanto, é provável que você apresente sinais que indicarão um possível desequilíbrio. (PESSOA, DLR 2020) A hipoglicemia, por exemplo, ocorre quando o açúcar no sangue está baixo e pode ser diagnosticada quando a pessoa se sente: 16 – Tremendo e suando; – Nervosa; – Com dificuldade de concentração; – Sem energia; – Com a pele pálida; – Com fadiga ou cansaço; – Com dores de cabeça ou dores musculares; – Com batimento cardíaco rápido ou irregular; – Com fraqueza; – Falta de coordenação. Em casos mais extremos, o baixo nível de açúcar no sangue pode desencadear convulsões, perda de consciência, confusão e incapacidade de beber ou comer. Já na condição de hiperglicemia ou taxa de açúcar muito alta, os sintomas mais comuns são: – Aumento da fome ou sede; – Micção excessiva; – Visão embaçada; – Dor de cabeça; – Cansaço. Assim como acontece com a hipoglicemia, níveis mais altos de açúcar no sangue podem causar perda de consciência ou convulsões. Além do mais, sem o tratamento adequado, o paciente pode desenvolver o diabetes e doenças cardiovasculares, que podem levar à morte. Infecção Urinária A infecção urinária é causada por bactérias que vivem entre a vagina e o ânus. Na verdade, o problema não são as bactérias, comuns nessa região. A complicação acontece quando essas bactérias migram para a bexiga, podendo até chegar aos rins. Quando isso acontece, muito provavelmente irá surgir uma infecção. Se as bactérias não alcançarem os rins, o problema, conhecido como cistite, fica apenas concentrado na bexiga. Mas se seguirem para os rins, a infecção, nomeada de pielonefrite, se torna 17 mais grave. Nesse estágio é comum vir acompanhada por febre alta (acima de 37.8°), calafrios e dor na região lombar. (SILVA, J M P et al 2014) Diagnóstico Quando a paciente tem infecção urinária, o primeiro passo antes de tratar é reconhecer qual é a bactéria responsável pelo problema. “Colher uma cultura de urina é fundamental. Se o paciente estiver tomando um remédio antes de realizar a cultura, o exame já dará negativo e se for assim, não vai ser possível determinar qual é a causa do problema”, alerta o médico. Caso seja a primeira vez que a paciente faz a queixa dos sintomas da infecção urinária, o ideal é que um exame de imagem também esteja associado para o diagnóstico. “Sem os exames e conhecer o histórico da paciente, fica difícil definir se aqueles sintomas não estão ligados ao cálculo renal. Essa pode ser uma possibilidade. O cálculo obstrui a urina que já está infectada com as bactérias”. Sendo assim, o paciente continuará com todos os sintomas da doença. É importante que quem sofre com essa complicação busque assistência médica e evite a automedicação. Quem toma remédio por conta própria pode, ao invés de se livrar logo das dores ao urinar, fortalecer uma bactéria que não deveria permanecer no organismo. (SILVA, J M P et al 2014) Prevenção Se você já teve uma crise de infecção urinária ou, só de ouvir a descrição dos sintomas, já quer evitar que o incômodo chegue até você, duas medidas simples podem ajudar: Beba bastante água diariamente e não deixe de ir ao banheiro quando sentir vontade de urinar. “A ingestão de água faz você ir mais vezes ao banheiro e assim você vai evitar que a bactéria permaneça mais tempo dentro do organismo. Quanto mais urina parada, mais chances de infecção”. (SILVA, J M P et al 2014) 4.FARMACOLOGIA: Losartana Potássica Este medicamento age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca, a irá auxiliar no melhor 18 funcionamento do coração. A Losartana também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como derrame em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre a pressão arterial, a losartana potássica também ajuda a proteger os seus rins se você tiver diabetes tipo 2 e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento dos rins). Contraindicações do Losartana: Não deve tomar este medicamento se: For alérgico a losartana ou a qualquer outro componente deste medicamento, sua função hepática estiver seriamente prejudicada; você estiver com mais de 3 meses de gestação. O uso deste medicamento também deve ser evitado no início da gestação, se a pessoa tiver diabetes ou insuficiência renal e estiver tomando algum medicamento para reduzir a pressão arterial que contenha alisquireno. Indicação: Este medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar com mais facilidade,tente tomar no mesmo horário todos os dias, exatamente conforme a orientação de seu médico. O seu médico decidirá a dose adequada de Losartana potássica, dependendo do seu estado de saúde e dos outros medicamentos que você estiver tomando. É importante que continue tomando este medicamento pelo tempo que o médico lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada. Hidroclorotiazida A Hidroclorotiazida é um anti-hipertensivo que pertence à classe dos diuréticos tiazídicos, o qual pode ser utilizado sozinho ou associado com fármacos como: Losartana, Valsartana, Ramipril, Captopril, entre outros. Além da ação anti- hipertensiva a hidroclorotiazida pode ser utilizada para doenças renais crônicas, edema relacionado a insuficiência cardíaca e cirrose hepática. A desintegração dos comprimidos está diretamente relacionada com a absorção, biodisponibilidade e ação terapêutica do medicamento. Se houver maior compactação do granulado, esta pode influenciar a liberação do fármaco, interferindo no tempo de desintegração. 19 Os resultados obtidos na desintegração dos comprimidos de hidroclorotiazida 25 mg estão dentro dos parâmetros preconizados pela Farmacopeia Brasileira que é de 30 minutos para comprimidos não revestido. 5. ANÁLISES DOS DADOS, DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM E PLANEJAMENTO A paciente em estudo devido sua patologia e por estar debilitada, por causa da necessidade de repouso para cuidado com sua saúde, foi encaminhada para internação no setor de clínica médica de um Hospital público para poder receber o tratamento com antibióticos endovenoso, necessitando de restrição ao leito para contribuir com a sua recuperação. Diante disto, a cliente perdeu sua independência para desenvolver e aplicar suas atividades durante a internação e melhor recuperação. Por este motivo o cliente apresenta o diagnóstico de distúrbio no autoconceito relacionado à perda da independência e da autonomia em consequência do seu estado de saúde e da condição de internação hospitalar. Segundo NANDA, Apud Carpenito (1997, p.554) esse distúrbio pode ser definido como sendo “o estado no qual o indivíduo apresenta, ou está em risco de apresentar, uma mudança negativa na maneira de sentir, pensar ou ver a si mesmo. Podendo incluir uma mudança na imagem corporal na-auto idealização, na-auto estima, no desempenho de papel ou na identidade pessoal.” Como evidenciado anteriormente, o distúrbio no autoconceito abrange algumas variantes e no caso desta cliente, não foi possível classificar um dos itens especificamente, em vista disso estabelecemos o diagnóstico geral de distúrbio no autoconceito. No entanto, de acordo com um outro conjunto de características pôde ser definido num outro momento uma vertente específica, o diagnóstico de distúrbio na imagem corporal. Por pertencerem a um mesmo grupo de diagnósticos, as intervenções de enfermagem para estas duas situações se repetem. A limitação imposta pelo problema de dispneia, não permite que a paciente realize atividades de lazer amplas. No caso da paciente em questão, a dificuldade de se locomover por causa dos aparelhos que estão conectados para medicação, restando-lhe a assistir a um programa de televisão. Portanto a impossibilita de viver sua vida com todos os seus hábitos cotidianos. 20 Por tudo isto, identificamos o diagnóstico de déficit de lazer que segundo NANDA, apud Carpenito (1997, p.596), pode ser definido como sendo “o estado em que o indivíduo ou grupo apresenta, ou está em risco de apresentar, estímulo ou interesse diminuído nas atividades de lazer”. Isto reflete o déficit no autocuidado universal (já citado), especificamente no requisito de manutenção de um equilíbrio entre solidão e interação social. Apresenta como característica definidora, a hostilidade que se relaciona com o fator situacional de falta de motivação e monotonia. Por conseguinte, traçamos o diagnóstico de mobilidade física prejudicada relacionada a ferida crônica que o impede se locomover normalmente. Conforme NANDA, Apud Carpenito (1997, p. 410) define como "o estado em que o indivíduo apresenta, ou corre o risco de apresentar, limitações dos movimentos físicos, mas não está imóvel". Como característica definidora apresentava: habilidade comprometida para deambular, com restrição do movimento imposto pelos aparelhos existentes a sua volta O fato de estar restrita ao leito por causa dos aparelhos conectados à paciente, leva ao déficit de cuidado já citado e das necessidades básicas também já citado que a impede de se locomover, interfere na eclosão de outras complicações, já que um tempo prolongado no leito pode haver lesão na pele. A partir daí, determinamos que é uma cliente com integridade da pele prejudicada relacionada à falta de movimentação. Integridade da pele prejudicada caracterizada por lesão por pressão é “o estado em que o indivíduo apresenta, ou corre o risco de apresentar, dano ao tecido epidérmico e dérmico (NANDA, Apud Carpenito, 1997, p. 492). Para isto há uma inserção de seu estado no sistema de apoio e educação (já citado), onde a cliente precisa aprender como lidar com esta nova condição em sua vida, para que prossiga com seu desenvolvimento como indivíduo, e previna-se de posteriores complicações. Então, suas impertinências quanto ao aprendizado do autocuidado são: encorajar o maior grau de cuidados com os aparelhos em sua volta para que possa deambular, evitando períodos prolongados de pressão, pedindo auxílio se necessário; ensinar a cliente e familiares a incentivá-la para ingeri bastante liquido, mantendo a pele sempre limpa e hidratada; pedir auxílio para deambular quando necessário, removendo obstáculos do caminho para não haver prejuízo da pele. 21 O diagnóstico de mobilidade prejudicada, associado aos aparelhos conectados à paciente, são os fatores relacionados aos diagnósticos de déficit no autocuidado banho/higiene. Segundo NANDA, Apud Carpenito déficit no autocuidado de banho/higiene “é o estado em que o indivíduo apresenta capacidade prejudicada para realizar ou completar as atividades de banho/higiene de si mesmo” (1997, p. 281). Déficit no autocuidado para banho e higiene relacionada a restrição de movimentos. Explicar a necessidade e orientar que é temporário, no caso da cliente em estudo, explicar que quanto mais ela cuidar da saúde, manter a higiene corporal mais fácil poderá realizar suas atividades normais sem precisar de ajuda em suas necessidades básicas. A Paciente em estudo apresentava desconforto relacionado à Infecção Urinária, queixando de dor nos rins, com tremor, suor, isso os levou ao diagnóstico de dor aguda. Segundo NANDA Apud Carpenito (1997) “dor aguda é o estado no qual a pessoa apresenta e relata a presença de desconforto severo ou de uma sensação desconfortável, durando de um segundo até menos do que seis meses” Reconhecer a presença da dor e avaliar o início, duração, intensidade, localização e irradiação. Ouvir atentamente a respeito da dor. Explicar por quanto tempo poderá durar. Proporcionar alívio ideal da dor com analgésicos prescritos. Após administrar o medicamento, retornar após um tempo para averiguar a eficiência. Tal situação enquadra-se no sistema de enfermagem compensatória, devendo- se intervir de maneira a reduzir os estímulos que agravam a dor. Para isto identificar junto a cliente, fatores que agravam e amenizam a dor. Administrar analgésicos prescritos avaliando a eficácia destes. Algumas alterações na qual a cliente apresentava como pulso periférico diminuído nos levou o diagnóstico de Alteração na Perfusão Tissular Periférica, relacionada a febre e a dor causada pela InfecçãoUrinária. segundo o diagnóstico de enfermagem Risco de débito cardíaco diminuído, evidenciado pela interrupção do fluxo arterial e ejeção alterada . Encorajar ingesta hídrica sempre que necessário para promover a hidratação. Verificar níveis séricos de bioquímicos. Manter monitorização cardíaca e de saturação de oxigênio frequentes. Observar pressão venosa central a cada duas horas. Perfusão 22 Tissular Cardíaca Ineficaz, relacionado à interrupção do fluxo arterial e ejeção alterada. E alteração da Pressão Arterial. Segundo o NANDA Apud Carpenito (1997), mesmas orientações á cima. Diante disto, a paciente apresenta–se com dificuldades de respiração, onde foi evidenciado segundo diagnóstico de enfermagem Padrão Respiratório Ineficaz, relacionado à ansiedade e a dor nos rins, pode alterar a Pressão Arterial Observar perfusão capilar. Realizar ausculta pulmonar. A paciente em questão se encontra com Infecção Urinária, com acesso venoso periférico para medicação por este motivo traçamos o diagnóstico de enfermagem Risco de Infecção associado ao uso de procedimentos invasivos. Segundo NANDA Apud Carpernito (1997), reduzi a entrada de microrganismo nos indivíduos pela lavagem das mãos, técnica asséptica, realizar somente procedimentos necessários e uso de luvas de forma correta. Encorajar a manter a ingesta calórica ideal. 6.IMPLEMENTAÇÃO E INTERVENÇÃO A implementação é a etapa em que as ações são iniciadas de modo que as metas e objetivos sejam alcançadas. Comumente é tida como ação propriamente dita. É a colocação do plano em ação (George, 1993, p. 32). Para a etapa dessa paciente, a implementação da assistência, buscou-se na taxonomia NIC, as atividades a serem realizada. Sendo assim, buscou-se por se estabelecer intervenções que mais se adequassem às necessidades da paciente, optando-se por melhorar a função respiratória realizar o exame regular e minucioso da função respiratória; quando esta for passar coleta de urina e sangue pois são procedimentos que causam ansiedade, alterando o padrão respiratório e com isso aumenta a PA diminuindo o débito cardíaco, orientar a se locomover no leito, sempre que necessário para fins de ajudar que o líquido se acumule nas bases pulmonares. Promover a perfusão tissular adequada limitar o paciente no repouso no leito para diminuir trabalho do coração, providenciar um ambiente tranquilo de modo a evitar perturbações que interrompam o sono; ensinar técnicas de relaxamento; utilizar o humor e estimular o riso; incentivar o paciente a rezar de acordo com as crenças dele; oferecer oportunidades para que o paciente fale dos seus medos e aflições; oferecer musicoterapia se possível; 23 7-CONSIDERAÇÕES FINAIS. O presente estudo mostrou durante o seu desenvolvimento ser de grande relevância para formação profissional de um acadêmico de enfermagem. O estudo ratifica-se a importância do enfermeiro na confecção da sistematização da assistência de enfermagem (SAE), que possibilita um cuidado integrada pessoa com diagnóstico de Infecção Urinária, apesar desta paciente estar com colesterol alterado. Na SAE são descritos os diagnósticos de enfermagem para a paciente com Infecção Urinária, Hipercolesterolemia, Hipertensão, bem como suas intervenções para o alcance do resultado esperado, trata-se de um instrumento de detecção de variáveis, resultados e melhoria em uma enfermagem resolutiva que colabora para uma visão sistêmica e assistencial com um progresso contínuo. Foi usada para confecção deste trabalho a taxonomia NANDA, NIC e NOC, na qual NANDA descreve os diagnósticos de enfermagem de acordo com características definidoras e fatores relacionados, facilitando para o enfermeiro traçar metas de cuidados, favorecendo a reabilitação do cliente. Já na taxonomia NIC, são descritas as intervenções de enfermagem baseada nos diagnósticos de enfermagem NANDA e NOC avalia os resultados esperados para cada paciente, visando estabelecer um plano de cuidado implementado no processo de enfermagem. Concluímos que o enfermeiro é peça imprescindível, para elaboração da sistematização da assistência de enfermagem ao paciente que chega à unidade de urgência e emergência ou no Posto de Saúde com diagnóstico de Infecção Urinária, Hipercolesterolemia, Hipertensão, possibilitando assim um plano de cuidado favorável para sua reabilitação e restruturação do dano ao meio social, sendo capaz de avaliar, implementar e reavaliar os resultados e adequar o tratamento de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por fim, entende-se que objetivos deste trabalho e do campo de prática foram atingidos, por ter sido possível fazer uma correlação contínua entre os eventos que foram observados e aprendidos na prática com seus respectivos conteúdos teóricos, vistos em aula, permitindo aprofundamento na fisiopatologia de diversos quadros clínicos, além da aquisição de novos conhecimentos relacionados às áreas da farmacologia, fisiologia, anatomia, entre diversas outras. 24 De um modo geral, é possível afirmar que a carga de aprendizagem recebida pelos alunos pode ser considerada extremamente satisfatória, superando as expectativas iniciais, o que permite o preparo do aluno para as futuras situações semelhantes que serão encontradas na prática clínica como profissionais. 25 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ATKINSON, L D., MURRAY, M. E. Fundamentos de Enfermagem: Introdução ao Processo de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989. BRUNNER, L. S., SUDDARTH, D. S. 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